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Amsterdam: um lugar pra ir ao menos uma vez na vida

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Era uma noite de verão quando desembarcamos na Estação Central de Amsterdam e logo de cara descobri que o verão lá não é tão verão assim (durante minha estadia a temperatura não passou dos 25ºC).

Pegamos um táxi pra seguir para o hotel, localizado próximo ao Museu Van Gogh, e a corrida deu aproximadamente 25€, o que é caro, mas estávamos tão cansados que tudo que queríamos era chegar logo.

O hotel escolhido foi o da rede easyHotel e dediquei um post só pra ele.

Posso adiantar a vocês que amei conhecer Amsterdam. É uma cidade encantadora, romântica, leve. Ideal pra ser curtida a dois.

Apesar de tanto encanto, é uma cidade pequena e em 3 dias dá pra conhecer muita coisa. Eu passei dois dias inteiros, mas foi um pouco corrido e não conheci tudo, mas foi suficiente pra conhecer quase tudo que eu queria. A quantidade ideal de dias pra conhecer Amsterdam vai depender do que você quer ver: pode ser 1 dia, 10, 100 ou uma vida… 🙂

O que fazer em Amsterdam

O hotel que ficamos não tinha serviço de café da manhã, ainda bem. Confesso que acho até bom às vezes quando não tem café, pois somos obrigados a conhecer mais a vizinhança. Bem na esquina do hotel tinha uma bendita padaria que jamais me esquecerei, pois tudo que pedi era sempre muito bom! Se estiverem com fome e quiserem um lanchinho, não deixem de conhecer, chama-se Ron Verboom, localizada na Ceintuurbaan, 278 (o pão era tão bom que comprei uns e levei pra Madrid). Preço médio do café da manhã por pessoa: 6€.

Ron Verboom
Ron Verboom

No primeiro dia pegamos um bonde (tram) para ver um típico moinho de vento holandês e encontramos o Moinho Gooyer, onde funciona uma cervejaria artesanal chamada Brouwerij ‘t IJ. É bem bonitinho, mas não tem nada pra fazer a não ser olhar (no meu caso, como fui de manhã cedo, ainda não dava pra encarar a cerveja).

Tram em Amsterdam
Tram em Amsterdam

Curiosidade: O preço do bilhete unitário do bonde (tram) custa 2,80 € e pode ser utilizado novamente no intervalo de até 1h em outro bonde. Então, por exemplo, fui ao moinho e voltei com o mesmo bilhete. Foi a única vez que precisei usar transporte público pra fins turísticos.

Moinho holandês
Moinho holandês

De lá seguimos para a Rua Leidsestraat, uma rua bem movimentada, cheia de lojinhas e queijarias maravilhosas. Aliás, em Amsterdam tem muito dessas lojas e pra ratinhas como eu, é de pirar! 🙂

Queijaria holandesa
Queijaria holandesa

Depois de caminhar bastante cruzando vários canais bonitinhos – a cidade conta com mais de 100 km de canais – chegamos ao Bloemenmarkt (Flower Market), um mercado de flores flutuante que eu amei conhecer. Pra quem gosta de apreciar a beleza das flores, não deixe de ir.

Além de ver vários tipos de flores, entre elas tulipas de várias cores e uma mais linda que a outra, têm artigos de jardinagem, queijarias e boas lojas de artesanato e souvenir. Lá não resisti e comprei alguns pra levar pra minha casa (vida de casada rs). Lembro que não achei os produtos muito caros, comprei uma tábua de frios de porcelana holandesa pintada à mão que custou 12. Eu, mulherzinha, passei pelo menos duas horas nesse mercado (e por incrível que pareça meu marido não reclamou).

Canais Amsterdam
Canais de Amsterdam
Bloemenmarkt
Bloemenmarkt, no canal Singel. E se eu disser que me distraí tanto no mercado que essa foi a única foto que tirei?

E então segui em frente rumo à Praça Dam, localizada no centro histórico da cidade. É a praça mais importante de Amsterdam e está rodeada por importantes e imponentes edifícios históricos, e inclusive bem ao centro tem um obelisco levantado em homenagem aos soldados mortos na 2ª Guerra Mundial.

Nessa praça está o famoso museu de cera Madame Tussauds e o Palácio Real.

Palácio Real
Palácio Real de Amsterdam
Dam Square
Dam Square

A fome bateu e fomos procurar algum lugar pra comer pelas redondezas da Dam Square, onde recarregamos as energias.

No segundo round fomos caminhar por algumas ruelas não-famosas da cidade até chegar na Biblioteca Pública de Amsterdam (Openbare Bibliotheeke Amsterdam). Gente, o que é essa biblioteca? Ela está fora do roteiro turístico tradicional, mas foi uma das coisas que mais gostei de conhecer na cidade.

Localizada próximo à Central Station, é a maior biblioteca pública da Europa e possui milhões de livros de todo o mundo no seu acervo, além de computadores modernos, ambiente bonito, confortável, moderno e a possibilidade de alugar blu-ray, e jogos de Playstation por até três semanas sem custo algum. Vocês conseguem digerir isso? Meu marido pirou! Deve ser fantástico morar numa cidade com essa estrutura e incentivo à educação. Achei genial!

Além disso, a vista do último andar é uma delícia! Podemos ver a cidade do alto e os desesperados por internet podem conectar o wi-fi. 🙂

Biblioteca Amsterdam
Biblioteca de Amsterdam
Jogos de videogame pra pegar emprestado
Jogos de videogame pra pegar emprestado
Moderna biblioteca de Amsterdam
Moderna biblioteca de Amsterdam
Vista lá do alto biblioteca
Vista lá do alto

Depois seguimos firme e forte para a Casa de Rembrandt, o local em que ele viveu entre 1639 e 1660. Apesar de ter ido até lá, ficamos os três (Marcelo, meu marido e eu) com cara de patetas sentados lá na frente e o máximo que fomos foi no bar ao lado (Rembrandt Corner) tomar uma cervejinha. De lá seguimos com a caminhada até o Mercado de Pulgas Waterlooplein, bem ali pertinho, bom pra quem gosta de comprar bugigangas velhas.

Casa de Rembrandt
Casa de Rembrandt
Mercado de Pulgas Waterlooplein
Mercado de Pulgas Waterlooplein

De lá rumamos para o Heineken Experience, atração clichê mas imperdível de ir. Compramos o ingresso pela internet e pagamos 16€ (se comprar na hora o ingresso custa 18€). Apesar de não ser um ingresso muito barato, valeu muito a pena!

O local funciona como um museu na primeira fábrica da cervejaria, criada em 1867. É uma atração super interativa em que é contada a história da marca, processo de fabricação da cerveja e evolução da empresa da família Heineken. Durante a visita podemos ver e conhecer os ingredientes utilizados para a fabricação e claro, degustar algumas delas.

Logo no início ganhamos uma pulseirinha com alguns pinos que nos dão direito a compras dentro da atração (compras de cerveja, obviamente).

Depois de tanto bate papo e curiosidades, rumamos para a parte em que matamos a sede 🙂 Tomamos umas duas cervejas num espaço bem animado e high tech e nos divertimos bastante! Ganhamos um copo de cerveja de brinde e dicas de como apreciá-la corretamente.

De lá pegamos o boat do Heineken Experience e fizemos um excelente passeio pelos canais, passando pelo famoso Amstel. Ah, como foi bom passear pelos canais! Mesmo que você não vá no Heineken Experience, têm várias empresas que oferecem o serviço de passeio por um preço médio de 13€.

O legal do da Heineken é que pareceu um passeio guiado, pois a funcionária que nos acompanhou ia mostrando a cidade e explicando algumas curiosidades. O passeio do barco não era em vão né? Nos levaram até a loja da Heineken, que tinha várias coisinhas legais pra quem gosta de gastar. Enfim, gastamos 16€/pessoa e tomamos 3 chopps, ganhamos um copo de cerveja personalizado, um passeio pelos canais e conhecemos a atração. Fantástico né? No final saí achando muito barato…

Heineken Experience
Heineken Experience
Meu marido e eu - Heineken
Meu marido e eu
Preparando...
Preparando…
Processo de fabricação
Processo de fabricação Heineken
Boat da Heineken
Boat da Heineken
Quem disse que não andei de bicicleta em Amsterdam?
Quem disse que não andei de bicicleta em Amsterdam?
Não é lindo demais?
Não é lindo demais? (foto tirada do barco)
 Rio Amstel
Passeando sobre o Amstel
casas flutuantes Amsterdam
Curiosidade: Essas mini casas flutuantes podem custar até 400 mil euros.

De lá partimos pra bisbilhotar o famoso bairro Red Light District (De Wallen), mais conhecido como o Bairro da Luz Vermelha. Minhas amigas quase me mataram quando souberam que fui lá com meu marido rsrs. E não é bem assim como eu imaginava, eu pensava que era um ambiente super pesado, mas quase não tinham prostitutas no dia que eu fui… tinha uma aqui, outra acolá, com seus silicones berrantes e muitas vezes quase deformados de tão grandes – achei realmente bizarro. Vi umas prostitutas bonitinhas e umas beeeeem acabadas. Mas o ambiente aparentava ter mais turista, chineses curiosos e famílias do que homens realmente interessados nelas…

Red Light District
Red Light District

Já estávamos no final da tarde e partimos para mais caminhadas, desta vez para Nieuwmarkt e sentamos na beira do canal pra ver a vida passar, claro, apreciando um maravilhoso waffle com sorvete! Se você quiser comer um bom waffle, recomendo que vá nesse lugar que eu fui, chama-se Delicious, e é realmente divino! Não gaste seus eurinhos pra comer “space cake” (bolo de maconha) em Amsterdam, gaste com waffle, please.

Waffle em Amsterdam
Delicious: Bendito lugar do waffle divino!
Waffle
Waffle em Amsterdam
Sunset Amsterdam
Umas 21h e o nosso dia terminou assim…

De lá, finalmente, partimos pro hotel para dormir com os anjinhos, pois o nosso dia havia rendido muito, estávamos bem cansados e no outro dia teríamos mais pra ver. No caminho para o hotel entramos em um supermercado para comprar biscoitos holandeses… sabe aqueles que pagamos uma pequena fortuna no Brasil? Pois é, em qualquer supermercado tem – e bem mais em conta.

SEGUNDO DIA EM AMSTERDAM

Nossa primeira parada foi o Museu do Van Gogh. Compramos a entrada pela internet com horário marcado, e apesar de termos chegado um pouquinho mais cedo do que horário indicado no ingresso, não nos deixaram entrar, pois a fila enrolava. Só entramos na hora indicada no ticket.

O espaço é bem dividido, segue uma ordem cronológica da vida do artista e as fases de sua obra, assim como de sua vida pessoal. Infelizmente não é permitido tirar foto dos quadros, só de alguns corredores. Lendo as histórias da vida do artista descobri que ele se matou com um tiro após sofrer uma doença mental (sabia da doença, mas não da forma trágica como se suicidou e dos detalhes de sua morte).

Museu Van Gogh
Fila pra entrar no Museu Van Gogh
Museu Van Gogh
No Museu Van Gogh

Achei o museu excelente, apesar de muito lotado. Mas é o museu do Van Gogh e não da Rafaella né? Então já era de se esperar. Não se assuste pelo acervo não ser 100% composto por obras do Van Gogh, pois têm obras de outros artistas adeptos e seguidores do estilo impressionista, porém não menos interessante. Imperdível! Ingresso: 18€.

Depois de bater perna pelo museu fomos passear na Museumplein, grande praça que abriga os três maiores museus da cidade: Rijksmuseum (museu de arte holandesa e com considerável acervo de arte asiática), Stedelijk Museum (museu de arte moderna), Museu Van Gogh, e além disso abriga o Concertgebouw, uma das melhores salas de concerto do mundo. 

Letreiro I Amsterdam
Nosso selfie no letreiro I Amsterdam
Stedelijk Museum
Stedelijk Museum
Rijksmuseum
Rijksmuseum
ConcertGebouw
ConcertGebouw

Decidimos entrar somente no Van Gogh, pois perderíamos muito tempo do dia nos outros museus. Quem sabe na próxima ida à cidade? Lá é o tipo de lugar que ficamos com vontade de voltar.

Nostalgia à parte, de lá seguimos para uma pâtisserie que eu havia passado na frente por acaso e que achei muito, digamos, tentadora. O local chama-se Arnold Cornelis e lá provamos alguns doces típicos da Holanda e claro, a legítima torta holandesa. Endereço: Van Baerlestraat, 93 (a 500m da praça Museumplein).

Torta holandesa
Eu pedi pra comer uma torta holandesa (legítima!) e me deram esse doce do canto inferior esquerdo.
Arnold Cornelis Amsterdam
Arnold Cornelis Amsterdam

Depois de ganhar mais alguns quilinhos, tarefa fácil em Amsterdam, seguimos rumo ao Vondelpark, o mais importante parque público da cidade. Curiosamente, durante o dia as pessoas praticam esportes, fazem piquenique, caminham… e à noite… transam atrás da moita. É isso mesmo, fazer sexo no parque é permitido no período da noite com algumas regrinhas. Tal fato foi autorizado pela prefeitura mas a polícia hesita em concordar. Aliás, tem alguma coisa que não é permitida nessa cidade?

Vondelpark
Vondelpark
Vondelpark
Vondelpark

Curiosidades

Por falar em coisas permitidas, a maconha – ao contrário do que se pensa – não pode ser consumida loucamente no meio da rua como se fosse a casa da mãe Joana. Pra isso existem os coffee-shops, lugar onde as pessoas vão fumar maconha e comer space cake.

Outro fato “diferente” e polêmico por lá é a legalização da eutanásia e a prostituição. Sem contar que o país foi pioneiro em permitir casamento entre pessoas do mesmo sexo e adoção de crianças por casais gays.

A Holanda sem dúvidas é um país extremamente tolerante com várias coisas que pra maioria das pessoas, são polêmicas. Apesar de tanta liberdade, a cidade é super organizada, não senti insegurança em momento nenhum, tampouco vi pessoas saindo da linha.

É uma cidade muito calma, e acho que a única coisa bem agitada que tem por lá são as ciclofaixas. É uma loucura! Os ciclistas tem preferência sobre os pedestres, veículos, etc. Se uma bicicleta estiver vindo na sua direção, não hesite em se afastar ou você vai ser atropelado, pois muitas bicicletas não tem freio! (não me perguntem o porquê). E é muita bicicleta gente, vocês não tem ideia. É turista, grávida, homens de terno e gravata, comerciantes, estudantes, todos adeptos das duas rodas. Coincidentemente, o país tem um dos menores índices de diabetes do mundo.

A arquitetura da cidade é muito parecida, e por onde quer que você ande, terá a impressão de que é tudo igual, mas não. E curiosamente, os prédios são visivelmente tortos! Tipo, muito! Imagina como deve ser morar uma casinha totalmente torta?(medo).

Bicicletas de Amsterdam
Bicicletas de Amsterdam

Aos que estão ansiosos esperando eu falar sobre a Casa de Anne Frank, sinto decepcioná-los por dizer que não fui. Não estava no meu roteiro e não senti muita vontade de ir no dia, mas recomendo a ida e me arrependo de não ter ido, especialmente porque li o livro.

Se eu gostei de Amsterdam? Eu amei e moraria muito fácil nesse lugar. As pessoas são super educadas, simpáticas, bonitas, falam inglês muito bem, se esforçam pra entender você, o clima é ameno mesmo no verão, a alimentação é boa e a cidade tem uma ótima infraestrutura combinada com preços razoáveis. Voltaria fácil!

Dica: Se estiver procurando lugar bom e barato pra almoçar, sugiro que vá no Satellite Sports Café, em Leidseplein. Lembro que comi um salmão nada mal por 8,90€.

Satellite Sports Café
Quanto gastar no Satellite Sports Café

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4 Comments

  1. 02/09/2014 at 9:23 pm — Responder

    Cheguei a dizer uma vez que nunca iria a Amsterdam, mas até que seu post me fez mudar de ideia. Me pareceu um lugar mais agradável do eu imaginava.

    • 03/09/2014 at 10:23 am — Responder

      Confesso que Amsterdam nunca foi meu sonho de viagem, mas adoreeeei conhecer! Voltaria quantas vezes desse… hehe. Imperdível! Vá que você não irá se arrepender. Beijos!

  2. christina baruque
    21/07/2018 at 7:01 pm — Responder

    Estou me programando para 2020.Meu sonho eh conhecer Amsterdã,Bruxelas e Frankfurt numa só viagem

    • 21/07/2018 at 7:27 pm — Responder

      Oi Christina! Conheci Amsterdã e Bruxelas na mesma ocasião, é bem tranquilo e tem fácil acesso. Bom que vc tem bastante tempo pra se planejar e organizar tudo. Qualquer coisa só falar. Bjs!

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