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Roteiro de viagem Istambul: O que você deve conhecer na cidade

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Quando eu estava programando essa viagem pra Europa tinha uma coisa em mente: seria uma viagem longa, com foco na Suíça e consequentemente cara. Visando equilibrar as contas e riscar mais um destino da lista de lugares pra conhecer, optamos ir pra Istambul, que parecia ser um destino incrível, que ainda não conhecíamos e bem mais barato que a Suíça.

Escrevi outro post anteriormente sobre Istambul e tudo que você precisa saber antes de conhecer a cidade. O outro post tem um apelo mais informativo, esse tem um apelo mais turístico e mais completo. Recomendo que leia os dois. 🙂

Istambul, ao contrário do que a maioria pensa, não é a capital da Turquia, sendo essa a cidade de Ankara. Istambul é uma das cidades mais populosas da Europa, sendo sua população de maioria muçulmana. A antiga Bizâncio ou Constantinopla foi a capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o sultão, foi durante séculos reconhecido como o líder supremo dos muçulmanos, o que fazia da cidade uma das mais importantes de todo o Islão. Além desses fatores, é a única cidade do mundo localizada em dois continentes: europeu e asiático.

Partimos de Zurique na companhia Turkish Airlines em um voo direto de aproximadamente 3h de duração, que foi bem tranquilo.

Desembarcamos às 16h sob um pau d’água. Fazia frio e chovia muito, e logo vimos o quão caótico pode ser o trânsito daquela cidade. Fizemos câmbio no aeroporto só do suficiente pra pagar uma corrida de táxi e o restante cambiamos no hotel em que nos hospedamos.

Até chegamos a orçar alguns transfers em muitas empresas que atuam no aeroporto, mas os preços não compensavam. Como estávamos com malas grandes e chovia muito, nem cogitamos transporte público. Vale lembrar que chegamos pelo Aeroporto Atatürk, o mais próximo ao centro da cidade e localizado do lado europeu, sendo, portanto, o com maior número de voos e com acesso mais fácil, sendo possível sair de lá de metrô/tram.

Estávamos cansados, decidimos ir de táxi e nem nos ligamos de perguntar antes quanto seria a corrida. E o pior: não vimos que o taxista não havia ligado o taxímetro. Confesso que bateu um leve desespero e nos sentimos muito inseguros. Passados muitos quilômetros, chegamos em nosso hotel e ele felizmente cobrou o valor que eu havia pesquisado antes: 70 liras turcas. A cotação da lira é basicamente 1 pra 1 com o real, sendo um pouquinho mais desvalorizada, mas pra fins de conversão rápida dá pra ter uma boa ideia.

Dica n° 1: Verifique sempre se o taxista ligou o taxímetro ou pergunte o preço da corrida antes de embarcar.

DIA 1

Check-in no hotel, andar sem compromisso e jantar num restaurante legal

Nos hospedamos no Armada Istambul Old City Hotel, um 4 estrelas localizado no bairro mais turístico da cidade, o Sultanahmet. O hotel é grande, quarto mega espaçoso, pessoal amável e receptivo e a área do café da manhã um charme, pois é no rooftop com vista para o Bósforo e para a Hagia Sophia. Gostei tanto do local que jantei lá em uma ocasião, pois à noite funciona o restaurante.

Como chegamos no hotel num horário que a maioria das atrações já estavam fechadas não nos restou muito o que fazer nesse 1° dia. Descansamos um pouco e à noite fomos caminhar pelo bairro e procurar um restaurante pra jantar. Pra minha sorte conhecemos o House of Medusa, bem perto da Cisterna da Basílica.

Engraçado que eu não tinha pesquisado nada sobre o tal restaurante, apenas passamos em frente, achamos bonitinho e entramos, sem muitas expectativas. Conclusão: o local era lindinho, muito bem decorado, ótimo atendimento e lá comi uma das melhores sobremesas da minha vida. Chama-se Künefe, é típico da Turquia, feito à base de um macarrão super fino e pistache. Sem exagero nenhum, foi a melhor coisa que comi na viagem toda. Nesse restaurante também foi nosso 1° contato com a cerveja turca Efes, a mais popular, e fiquei assustada como é caro beber cerveja nesse país.

Künefe
Künefe

Após um jantar bem farto, demos uma passada num mercado que tinha perto do hotel pra olhar algumas coisas e fomos dormir, pois no dia seguinte teríamos bastante coisa pra ver.

Arasta Bazaar
Arasta Bazaar

DIA 2 – Roteiro de viagem Istambul

Hayasofya, Mesquita Azul, Cisterna da Basílica, Cruzeiro pelo Bósforo e um pouquinho de perrengue

Acordamos sem pressa, tomamos um cafezão delícia no hotel e fomos perambular pela cidade.

Optei por comprar o Museum Pass, cartão turístico que permite economizar bastante com as atrações. Pagamos TL85 nele, que dá direito aos principais pontos turísticos dentro de um período de 5 dias e sem fila, o que é muito importante em Istambul. Curioso que viajei em dezembro de 2017, estou escrevendo esse post em julho de 2018 e o valor do Museum Pass subiu pra TL125, aumento de 47%!

Museum Pass Istambul
Museum Pass Istambul

Compramos o passe na primeira atração que visitamos: Hagia Sophia. A fila pra visitar Hagia Sophia é assustadora e já já vocês saberão o porquê.

Essa maravilha é um dos pontos turísticos mais visitados do mundo e o mais proeminente no que se refere à arte e arquitetura bizantina. Foi construída para ser a Catedral de Constantinopla, como era chamada a cidade de Istambul antigamente, e foi a maior catedral do mundo por quase um milênio. A construção original, datada de 532, foi construída pelos maiores arquitetos da época a pedido do Imperador Justiniano, tendo sido, portanto, uma igreja até o ano de 916. Por conta da conquista do Império Otomano por Fatih Sultan Mehmed, a Hagia Sophia foi convertida em mesquita, e, em 1935, em museu.

Hagia Sophia
Hagia Sophia
Hagia Sophia
Hagia Sophia

Quando convertida em Mesquita muito se perdeu da arte no interior da antiga Basílica. Os mosaicos de arte bizantina foram cobertos e muito se perdeu, tendo ocorrido um lento trabalho de restauração desde 1935. Ainda hoje, felizmente, podemos ver alguns dos mosaicos coloridos. Destaque para a cúpula do interior da Basílica, assustadoramente grande e que serviu de inspiração pra centenas de monumentos mundo afora, e que foi como um marco da arquitetura.

Cúpula da Hagia Sophia
Cúpula da Hagia Sophia
Cúpula da Hagia Sophia
Cúpula da Hagia Sophia
Hagia Sophia
Hagia Sophia

Ao pensarmos em Santa Sofia pensamos erroneamente que o local recebeu esse nome em homenagem à Santa, mas não: sophia é a transliteração fonética em latim da palavra “sabedoria”, sendo, portanto, a Igreja da Santa Sabedoria de Deus. Confesso que visitar esse local foi como a realização de um sonho de viagem. 🙂

Mosaicos bizantinos: Cristo no centro, Imperador Constantino à esquerda e sua esposa à direita
Mosaicos bizantinos: Cristo no centro, Imperador Constantino à esquerda e sua esposa à direita
Imagem do mosaico inteiro no canto inferior direito
Imagem do mosaico inteiro no canto inferior direito
Istambul - Turquia
Istambul – Turquia

Após percorremos bastante da Basílica, fizemos uma breve pausa pra tomar algo quente em um café que funciona nos jardins do museu. Lá conheci o Salep, tradicional bebida turca de inverno à base de farinha de salepo e muita canela. Eu, particularmente, gostei muito dessa bebida e tomei bastante durante minha viagem. Entretanto, parece que só é vendida nos meses mais frios.

Salep
Salep

De lá partimos para conhecer outra atração: Mesquita Azul. A entrada é gratuita e ela recebe esse nome por causa dos inúmeros azulejos azuis que preenchem as bonitas paredes do interior. Construída entre 1609 e 1616, durante o reinado de Ahmed I,  abriga a tumba do fundador e um hospício.

A fila pra Mesquita Azul
A fila pra Mesquita Azul

Apesar do forte apelo turístico o local ainda funciona como uma mesquita, sendo, portanto, necessário seguir certos protocolos ao visitá-la, como:

  • Vestir-se de maneira discreta, sem ombros aparecendo, sem decote, sem roupas curtas (nada de bermudas, saias somente longas, etc.);
  • Mulheres precisam cobrir os cabelos com um pano, que é distribuído na entrada caso não possua;
  • Todos devem tirar os sapatos na entrada e colocá-los num saco plástico que é fornecido.

Lá dentro, além de turistas, nos deparamos também com muitas pessoas rezando em uma área dedicada exclusivamente pra quem entra com esse fim. Curioso que como se trata de um local onde 100% das pessoas estão descalças sobre um enorme tapete, lá dentro fede muito a chulé (não li isso em nenhum blog e achei bem curioso rs).

Interior da Mesquita Azul: área destinada à oração
Interior da Mesquita Azul: área destinada à oração
Interior da Mesquita Azul
Interior da Mesquita Azul
Mesquita Azul
Mesquita Azul
Área externa da Mesquita destinada à oração
Área externa da Mesquita destinada à oração

Outra coisa curiosa é que do lado de fora há várias torneiras e muitos homens se lavando, segundo a tradição, “para entrar limpo” no local sagrado.

Torneiras onde os homens se lavam antes de entrar na Mesquita
Torneiras onde os homens se lavam antes de entrar na Mesquita

Por ser um local de cunho religioso em um país onde a religião muçulmana predomina, recomendo que evite visitar as mesquitas nos horários de oração. Eles costumam rezar cinco vezes por dia, com a primeira chamada à oração ao nascer do sol e a última ao anoitecer. As mesquitas fecham por 90 minutos a cada hora de oração. Você estando em Istambul facilmente saberá os horários das mesmas, pois há um chamado entoado dos diversos minaretes das Mesquitas. Nós costumávamos acordar com o barulho dos chamados no nascer do dia.

De lá rumamos para a Cisterna da Basílica (Yerebatan Cistern). Se você, como eu, leu o livro “O Inferno”, de Dan Brown, certamente vai achar um passeio imperdível. O acesso ao “Palácio afundado” se dá através de uma escadaria e trata-se de um lugar frio, sombrio e extremamente úmido, com diversos pontos onde a água fica pingando. Em Istambul têm várias cisternas, sendo a maior e mais famosa essa, construída por volta de 527 para suprir a demanda de água.

Cisterna da Basílica
Cisterna da Basílica

O local é grandioso, sustentado por 336 colunas de mármore de 9 metros de altura, e tem capacidade para armazenar até 100 mil metros cúbicos de água. Apesar de muitas colunas, as que mais chamam atenção são duas, que tem na base a cabeça da Medusa. Segundo a lenda, Medusa é uma das três Górgonas do mundo subterrâneo da mitologia grega que tem o poder de petrificar os que por acaso olham para ela. Por conta desse pensamento, na época haviam muitas pinturas e esculturas com esse tema visando proteção das grandes estruturas. Ou seja, a Cabeça de Serpente foi esculpida na base da coluna para espantar os demônios do subterrâneo. 

Medusa da Cisterna da Basílica
Medusa da Cisterna da Basílica

Após sair da Cisterna ainda achamos tempo pra fazer o Cruzeiro pelo Bósforo, o Short Circle Cruise/Sehir Hatlari. O Cruzeiro parte apenas aos sábados de Eminonu, sempre às 14:30 e custa TL12 por pessoa. Recomendo que chegue com pelo menos meia hora de antecedência, pois essa região dos barcos é extremamente caótica e sem informação. Fiquei igual barata tonta pra lá e pra cá procurando de onde partia o barco, e ao pedir informações quase ninguém ali falava inglês. Depois de muitas tentativas conseguimos achar o local e embarcar.

Short Circle Cruise Istambul
Short Circle Cruise Istambul
No passeio vemos muitas pessoas pescando...
No passeio vemos muitas pessoas pescando…
Esse é o barco de "linha", utilizado pelos moradores pra ir pro lado asiático
Esse é o barco de “linha”, utilizado pelos moradores pra ir pro lado asiático
Muralhas de Constantinopla
Muralhas de Constantinopla

O passeio tem duração de duas horas e é ótimo pra fechar o dia com belas paisagens. Há comida disponível para compra e é uma embarcação confortável. Só senti falta de um audioguia, que acrescentaria um pouco mais de informação ao passeio.

Por ser inverno, quando desembarcamos já estava quase escurecendo. Pra completar, começou a chover. Não estávamos perto do hotel e decidimos pegar um Uber. Péssima ideia. O trânsito às margens do Bósforo estava terrível, tudo parado e caoticamente turco rs. Ficamos esperando o Uber por quase meia hora e nada. Decidimos andar pro ponto de ônibus e pegar um busão de linha, que segundo o Google Maps, nos deixaria perto do hotel. Nem adiantava perguntar nada pro motorista, que não entendia uma palavra e tampouco se esforçava pra isso rs. Do nada começou uma confusão dentro do ônibus e por um instante me senti no Brasil. Passageiros brigando com o motorista, que gritava e revidava, e eu e meu marido olhando tudo sem entender uma vírgula. Diante disso, só nos restou rir. E como rimos. Num trânsito caótico de véspera de réveillon, dentro de um busão lotado em Istambul, molhados de chuva e com passageiros brigando, nos demos conta que havíamos saído da zona de conforto de turista.

DIA 3

Palácio Tokpakpi, Harém do Palácio, Noite de Revéillon

Como era dia de Revéillon, ainda tínhamos a missão de procurar um lugar pra virar a noite. Passando pelas redondezas da Ayasofya me deparei com o anúncio de que haveria um jantar no rooftop do Panoramic Restaurante, que tem uma vista maravilhosa. Fomos lá conhecer e decidimos reservar. A ceia custou 80€ por pessoa, com música ao vivo, bebidas, pratos frios e quentes. Como foi em cima da hora e era uma ocasião especial, achei que valeu a pena. Mais à frente conto mais sobre o jantar.

Com o Revéillon garantido fomos passear rs. Fomos conhecer o Palácio Tokpakpi, principal símbolo do Império Otomano, de onde os sultões governaram até meados do século XIX. O Palácio conta com quatro pátios e diversos edifícios em seu interior: sala de armas, cozinha, tesouro, etc. Ainda no interior da muralha está também o Museu Arqueológico, que também visitamos na ocasião.

Palácio Tokpakpi (Portão de Saudação)
Palácio Tokpakpi (Portão de Saudação)
Palácio Tokpakpi (Portão da Felicidade)
Palácio Tokpakpi (Portão da Felicidade)

A sala do tesouro conta com alguns dos objetos mais famosos do mundo, como o diamante Kasikçi, um imponente diamante de 86 quilates que é um dos maiores do mundo, assim como o punhal topkapi, considerada a arma mais cara do mundo, feita em ouro com esmeraldas. Em muitas salas não é permitido fotografar.

Além dos tesouros em forma de joias, o palácio abriga tesouros como vestimentas e pertences de Maomé, o profeta. Na sala principal, uma das mais lotadas de turistas, podemos ver a  pegada de Maomé num molde em bronze, uma espada que seria dele, além de outras coisas.

Palácio Tokpakpi
Palácio Tokpakpi

Outro lugar interessante de conhecer é o Harém do palácio, onde o sultão vivia com suas trocentas esposas rs. Curioso que apenas uma tinha acesso direto ao quarto dele, tendo o quarto interligado por um corredor. A mais importante geralmente era a mais velha, chamada de “Rainha mãe”, que era a responsável pelo local. Como podem imaginar, há dezenas de quartos e trata-se de um espaço bem grande, luxuoso e curioso. Atenção: As atrações do palácio fecham às segundas.

Harém do palácio
Harém do palácio
Harém do palácio
Harém do palácio

De lá fomos conhecer o Museu Arqueológico de Istambul, o primeiro museu do país, aberto ao público no ano de 1891. O museu abriga acervo interessante, principalmente pra quem aprecia arte oriental. Porém, o must see do museu sem dúvida  é a área dos sarcófagos, que entre eles está o de Alexandre “O Grande”. Há um acervo muito interessante também de esculturas em mármore e também partes da Porta de Ishtar, que eu já havia visto partes no Museu de Pérgamo, em Berlim e que é muito bonita.

Museu Arqueológico de Istambul
Museu Arqueológico de Istambul
Roteiro de viagem Istambul: Inclua uma ida ao Museu Arqueológico
Roteiro de viagem Istambul: Inclua uma ida ao Museu Arqueológico
Porta de Ishtar
Porta de Ishtar

Já estavam expulsando a gente do museu então fomos embora rs. Fomos perambular em algumas lojinhas das redondezas sem compromisso e ir pro hotel descansar, pois à noite dormiríamos bem tarde por ser noite de revéillon.

O Revéillon

Chegamos no restaurante no horário combinado e nossa mesa já estava reservada e com alguns pratos frios servidos, à nossa espera. O ambiente era bastante familiar, a música ao vivo super animada, agradável e o atendimento excelente.

Foi servido prato frio, prato quente e bebidas, a única coisa que senti falta foi da sobremesa, que não teve. Quando deu meia noite teve um pouco de fogos nas redondezas mas – pra quem é brasileiro – nada espetacular. O espetáculo da noite, sem dúvida, foi a vista maravilhosa da Santa Sofia iluminada. 🙂

Ceia de revéillon
Ceia de revéillon
Revéillon em Istambul
Revéillon em Istambul
A vista do restaurante
A vista do restaurante

Por volta de 1h voltamos pro hotel e a noite já havia acabado rs.

Vi que existem algumas festas de revéillon no Bósforo, que achei interessante por ter música, comida, vista e ser num barco. Caso esteja hospedado próximo ao porto, acho que vale a pena. Confesso que fiquei com receio do trânsito louco da cidade, que também estava ruim na noite de revéillon, e por isso optei por algo mais perto do hotel.

Esses eventos de revéillon custavam 140€
Esses eventos de revéillon custavam 140€

DIA 4

Lado asiático, Grande Bazar, Istiklal Caddesi, Torre de Gálata

Esse foi praticamente nosso último dia na cidade, considerando que no seguinte já íamos embora. Caminhamos até o Grande Bazar, que é o mais famoso mercado da cidade, onde você encontrará de tudo: chás, especiarias, tapetes, artigos de decoração, cerâmicas, etc. Lá a regra é só uma: pechinchar e perder-se pelos inúmeros corredores! Se você ver o preço de algo e gostar, pechinche um pouquinho que é certeza o preço cair. É incrível como o povo turco nasceu pro comércio rs.

Grande Bazar Istambul
Grande Bazar Istambul
Grande Bazar Istambul
Grande Bazar Istambul

O Grande Bazar é um dos maiores mercados cobertos do mundo, em funcionamento desde 1461. Apesar de ser um local de forte apelo turístico, ainda dá pra encontrar coisas com preços bem interessantes. Comprei coisinhas pra casa em cerâmica e até uma aquarela que está devidamente pendurada na parede aqui de casa por um preço bem convidativo, além de doces, chás e outras coisinhas de comer (os doces turcos são muito bons!).

Grande Bazar Istambul
Grande Bazar Istambul

Ali nas redondezas encontrei uma loja de chapéu que me apaixonei. Era um chapéu mais lindo que o outro e levei um por um preço ótimo! Vale a pena dar uma voltinha pelas redondezas, fora do mercado.

Do Grande Bazar andamos pro metrô rumo à Istiklal Caddesi, que é uma rua comercial localizada na parte moderna da cidade. Sinceramente, não vi nada demais lá. Acabamos almoçando por ali mas sinceramente não achei que valeu a pena. Havia lido em muitos lugares que é uma região boa pra se hospedar, mas achei Sultanahmet bem melhor.

Nosso almoço na Istiklal Caddesi: Kebab turco
Nosso almoço na Istiklal Caddesi: Kebab turco

Decidimos dar uma volta no lado asiático da cidade. Como já havíamos pegado um barco turístico uma vez, dessa vez resolvemos pegar um barco “de moradores”, que custa TL 3. Partindo de Eminönü pegamos um barco rumo a Üsküdar, no lado asiático. Cruzamos o Bósforo e o continente. 🙂

Istambul - lado asiático
Istambul – lado asiático

O lado asiático, apesar de ter sido uma visita rápida, pareceu mais conservador. No próprio barco eu era a única não-muçulmana, e isso era facilmente identificado pelo fato de eu ser a única com a cabeça descoberta. Pra me “integrar” mais, cobri a cabeça. No desembarque a mesma coisa: a grande maioria das mulheres pareciam muçulmanas e não havia placas em inglês. Entramos num estabelecimento pra tomar um Salep e ninguém falava inglês. Tivemos que colocar em prática a linguagem da mímica.

Curioso que no lado asiático vi algumas pessoas brigando no trânsito: primeiro uma mulher com outra mulher e em seguida um homem com outro homem. O povo pareceu mais esquentado por lá.

Passamos por duas Mesquitas e vimos muitos bares e restaurantes, bem mais tranquilos que os do lado europeu. O lado asiático não tem as grandes atrações do europeu, e a visita é mais pra fins de experiência e “ver”. Caminhamos um pouco por ali, tiramos poucas fotos e voltamos pro porto, onde haviam alguns homens pescando.

Quando estávamos comprando a passagem pra voltar, no autoatendimento, uma criança se prontificou a nos ajudar. Ele ajudou, mas cobrou rs. Isso pareceu ser bem comum, pois diversas vezes as pessoas chegavam pra “ajudar” e em seguida pediam dinheiro.

Pegamos o barco novamente e do desembarque rumamos pra pegar o Funicular de Tünel pra chegar à parte alta da cidade, onde está a Torre de Gálata (Galata Kulesi). Recomendo que vá cedo caso queira ver o pôr do sol, que é  disputadíssimo. Logo que chegamos a fila pra entrar estava gigantesca e ficamos mofando. Como estava demorando além do imaginado, acabei mudando os planos em cima da hora: fui pro rooftop do Hotel Anemon, bem do lado da torre, onde tem um restaurante com vista. Pra não perder o último pôr do sol da viagem numa fila, acabamos vendo do Anemon.

Pôr do sol no Hotel Anemon
Pôr do sol no Hotel Anemon

Assim que o sol caiu voltamos pra tentar subir na Torre de Gálata novamente. O Museum Pass não dava direito a essa atração, então não conseguimos furar fila. Esse ícone medieval foi construído em 1348, tem 66,9 metros de altura e o último andar é aberto ao público, que pode admirar a bela paisagem 360° que se tem do alto. Funciona no último andar também um restaurante e o acesso ao topo se dá através de elevador. O preço pra visitação é de TL 20 e vale muito a pena! 🙂

Torre de Gálata
Torre de Gálata
A vista do alto da Torre de Gálata
A vista do alto da Torre de Gálata

De la caminhamos até a Karaköy Istasyonu, estação de tram que cruza a ponte e leva pra região de Sultanahmet, mas acabamos descendo na Sirkeci Istasyonu pra fazer umas comprinhas. A rua dessa estação é bastante comercial, tem muita casa de câmbio com cotação boa e bastante opção para compras a preço justo. É super possível encontrar coisas legais por TL 1.

Comprei umas coisinhas e paramos pra tomar um sorvete turco, que eles chamam de dondurmaquase uma sensação na cidade. A consistência do dondurma é bem diferente, possui uma forma mais elástica e borrachuda, por ser feito com leite de cabra. O fato de ter essa consistência permite aos turcos fazerem inúmeras brincadeiras com os clientes antes de entregar o doce, o que acaba fazendo muito sucesso com quem passa e às vezes virando uma atração rs.

Eu, particularmente, queria ter tomado um banho turco em uma das muitas casas de banho que tem na cidade. Como meu marido estava com o dedo quebrado e com a mão enfaixada, não se animou muito, afinal não sabíamos como seria. Porém, há um bem famoso perto da Mesquita Azul (vide foto).

Casa de banho turco
Casa de banho turco

Andamos sem compromisso e praticamente encerramos nossa estadia na cidade. Recomendo que prove o café turco, chamado de “kahve”, que é bem conhecido por ser bem forte.

Outra bebida popular é o Ayran, feita à base de iogurte, água e sal. Curioso que eles usam iogurte pra tudo e está presente em muitas refeições.

E, como não podia deixar de ser, recomendo que tome o çay (chá turco), que eu particularmente gostei muito, até comprei pra trazer pra casa. 🙂

DIA 5

Como chegar ao Aeroporto Sabiha Gökçen, no lado asiático de Istambul

Meu voo de Istambul para Madrid foi pelo Aeroporto Sabiha Gökçen, localizado do lado asiático da cidade e bem distante da região turística (45 km). A melhor forma de chegar até ele é reservando um transfer privativo com antecedência, que busca os hóspedes no hotel. Como a decolagem era às 09:55h tive que acordar bem cedo, pois li que o trânsito pra lá costuma ser cruel. Fizemos check-out ainda estava escuro.

Reservamos o transfer diretamente com o pessoal da recepção do hotel, que nos cobrou TL12. Vi muitos estabelecimentos cobrando TL10 pelo serviço, mas pela comodidade acabamos fazendo no hotel. No momento da reserva nos deram um voucher que confirmava que o serviço estava agendado e pago.

No horário acordado chegou uma van, que perguntou se íamos para o aeroporto e dissemos que sim. Entramos na van. Ele agiu como se soubesse que éramos os clientes que haviam reservado e o pessoal da recepção do hotel não falou nada, então ok. Eu, neurada como sou, mostrei o voucher da reserva pro motorista mesmo sem ele ter pedido. Foi quando vimos que aquela van não era a nossa, aquela ia pro aeroporto europeu! Para a van!

Dica n° 1: Sempre apresente o voucher impresso para o motorista do transfer!

Descemos da van e ficamos na espera da que havíamos reservado, que já estava atrasada. Eu já estava bem preocupada e pedi pro hotel ligar pra eles e não demorou muito chegou outra van, que estava quase lotada. Havia apenas um assento livre e questionei onde nós sentaríamos, haja vista que éramos dois. O motorista pediu pra um senhor japa colocar o filho no colo e então sentamos. Alguns minutos depois esse pai questionou porque teria que levar o filho no colo se havia pagado o transporte pro menino também. Ficou um clima bem esquisito, e confesso que fiquei até com dó do turista japonês.

Passado todo esse perrengue, chegamos no aeroporto asiático. Por sorte, como era muito cedo, não havia trânsito nenhum e chegamos com tempo de folga. O curioso desse aeroporto é que passamos por duas barreiras de segurança (raio-x), uma logo ao entrar no aeroporto e outra pra embarcar (como estamos acostumados aqui no Brasil). Acredito que pela questão dos atentados terroristas, esse aeroporto pareceu bem mais vigiado/fiscalizado.

E assim terminou nossa estadia em Istambul: terra de cores, sabores, aromas, cultura, perrengues e muita história. Foi uma viagem incrível, apesar dos perrengues, mas valeu muito a pena conhecer. Viajar é isso: aprender, se surpreender, se apaixonar. É importante ter em mente que mesmo que a gente faça tudo certinho e de forma planejada, alguma coisa sempre pode sair dos trilhos. O importante é respirar fundo, relaxar e ter muita história pra contar depois. 🙂

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2 Comments

  1. Daiane
    29/12/2018 at 12:33 pm — Responder

    Oiii, adorei seu blog. Gostaria de tirar uma dúvida, você conseguiu trocar o real por lira turca com facilidade em Istambul ? Não consigo achar para comprar pois moro no interior.

    • 05/01/2019 at 4:46 pm — Responder

      Oi Daiane, tudo bem? Sim, troquei com facilidade! Fiz câmbio no hotel onde me hospedei. Além dos hotéis, você verá muitas casas de câmbio espalhadas pela cidade (área turistica). Bjs e boa viagem!

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