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Roteiro Curitiba: O que fazer em 1 dia na capital paranaense

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No feriado de 15 de novembro viajamos pra Balneário Camboriú e optamos por voltar pra São Paulo de avião pra evitar o trânsito típico de feriadão. Por conta da diferença absurda de preço dos aéreos partindo de Floripa, escolhemos voltar pelo aeroporto de Curitiba, que fica a 208 km do balneário catarinense.

Como eu não conhecia a capital paranaense, planejei chegar por lá e curtir ao menos um dia inteiro, mesmo ciente que seria pouco tempo pra explorar tudo que a cidade oferece.

Roteiro Curitiba

Nos hospedamos no Blue Tree Towers Curitiba Batel, conhecido por ser o melhor bairro da cidade. Como teríamos apenas um dia inteiro, priorizei fazer o passeio de ônibus da Linha Turismo, que é um hop on hop off que passa por todas as atrações turísticas e que permite que o visitante desça quantas vezes quiser. Por passar de meia em meia hora, é tranquilo de descer, conhecer alguma atração e retornar pro ponto pra pegar o próximo. O ticket do ônibus custa R$50 (apenas em dinheiro) e pode pagar direto para o cobrador.

Rota da Linha Turismo

Partimos da Rua 24 horas e o primeiro ponto de descida foi o Jardim Botânico, principal cartão-postal da cidade. O local, como já podia imaginar, é lindo e repleto de flores coloridas e com um paisagismo impecável. Logo na entrada um tapetão de flores dá boas vindas aos turistas, e logo ao fundo a clássica estufa de estrutura metálica completa a paisagem.

A entrada na atração é gratuita e funciona de 6h às 19:30h.

Jardim Botânico
Jardim Botânico de Curitiba
Jardim Botânico de Curitiba
Jardim Botânico
Jardim Botânico de Curitiba

Após gastar pelo menos 1h na atração, haja vista que dá vontade de tirar foto de todos os ângulos, retornamos ao ponto pra seguir com o passeio.

A próxima parada escolhida foi a Ópera de Arame, segundo maior emblema de Curitiba. Construído em apenas 75 dias, o teatro é formado por estrutura metálica e tubos de aço, encravado no meio de uma natureza exuberante de lagos e grandes pedras, sendo o acesso ao teatro feito através de uma ponte por cima da água.

Nessa atração acontece um projeto muito bacana chamado Vale da Música, onde um palco flutuante recebe algum artista pra animar os visitantes. A atração musical acontece de terça a domingo, das 10h às 19h, e custa R$10. O único dia que a entrada é gratuita e que não tem música é às segundas, mas vai por mim: vale cada centavo ir nos dias com. 🙂

Caso seja fã de souvenir e artesanato local, em frente a Ópera de Arame têm diversas lojinhas interessantes.

Ópera de Arame
Ópera de Arame
Ópera de Arame
Palco flutuante do Projeto “Vale da Música”

Voltamos pro ponto rumo à próxima parada: Parque Tanguá. Caso não tenha muito tempo pra explorar o parque a pé, vá pelo menos ao mirante que garante uma bela vista para os turistas. A vista do mirante é linda, repleta de muito verde, vegetação intocada e uma paisagem que não imaginávamos encontrar em Curitiba. A atração possui 235 mil m² e é um antigo complexo de pedreiras desativadas e de lá podemos avistar do alto o Rio Barigui, além do Jardim Poty Lazzarotto, bonito jardim em estilo francês.

Quem visita a capital paranaense na época de Natal ainda pode desfrutar do Curitiba Luz, programação de Natal da cidade, que acontece no Parque Tanguá. Na ocasião de minha viagem ainda estavam montando a árvore, mas parece que vai ser bem bonito.

Horário de funcionamento: Diariamente, das 8:00 às 18:00.
Parque Tanguá
Vista do alto do Parque Tanguá
Vista do mirante do Parque Tanguá

De lá fui visitar uma amiga de infância que mora nas redondezas do parque, então dediquei algumas horinhas pra ela. Ela me levou pra almoçar no Restaurante Madalosso, um dos mais tradicionais da cidade, conhecido por ser o maior restaurante das Américas, com capacidade pra atender simultaneamente quase 5 mil pessoas.

O Restaurante está localizado em Santa Felicidade, que também é um dos pontos de parada do ônibus da Linha Turismo. O local funciona como um complexo gastronômico grandioso, com amplo estacionamento e diversos salões do mesmo restaurante. Segundo minha amiga que mora lá, o Restaurante Velho Madalosso, que foi o primeiro de todos, é o que serve melhor comida e tem melhor atendimento. Como é menorzinho, optamos por ir no que a fila andava mais rápido, haja vista que estava tudo muito lotado.

O Restaurante funciona em sistema de rodízio de massas a um custo de R$53 por pessoa, o que considero justo pela variedade servida. Além das massas, servem também algumas carnes e uma asinha de frango impecável, que particularmente foi o que mais gostei, juntamente com a polenta frita, que estava divina. As massas, apesar de gostosas, não são espetaculares, sendo mais quantidade que qualidade, mas, por ser um clássico na cidade, vale muito a pena conhecer.

Restaurante Madalosso

De lá fomos conhecer outra atração turística: Bosque Alemão. Sugiro que comece o passeio da Torre dos Filósofos, pois ao descer a Torre começa uma trilha que termina no bonito jardim da outra extremidade. Essa trilha é ideal de ser feita com crianças, pois durante o percurso é contada a história de João e Maria através de painéis de azulejo. No meio do caminho há uma biblioteca muito bacana chamada “Casa da Bruxa”, onde acontecem alguns eventos relacionados ao incentivo à leitura infantil através de contos.

Terminamos a trilha no bonito jardim da foto abaixo, onde paramos um pouco pra descansar.

Bosque Alemão
Bosque Alemão
Trilha de João e Maria
Trilha de João e Maria

De lá fomos pra uma doceria com minha amiga, que nos levou à Goodies Bakery, bonita doceria localizada em Batel, mas que possui outras unidades na cidade. Além do ambiente super fofo, os doces eram de comer com os olhos, além de serem muito deliciosos. Valeu cada caloria ingerida ali. 🙂

Goodies Bakery

Como já estava quase na hora de partirmos pro aeroporto, voltamos pro hotel. Quando percebemos que ainda tínhamos uma hora, fomos dar uma volta a pé no bairro, até o Shopping Crystal, onde demos uma volta pra passar o tempo. No caminho passamos pela Rua Coronel Dulcídio com Benjamin Lins, trecho muito interessante e que parece ser muito legal à noite, por ser repleto de bares, lanchonetes e afins. Caso volte à cidade um dia, certamente considerarei me hospedar pelas redondezas novamente.

Rua Coronel Dulcídio com Benjamin Lins

Rumamos pro hotel pra pegar as malas e finalmente ir pro aeroporto, que fica localizado na região metropolitana de Curitiba, na cidade de São José dos Pinhais, a mais ou menos 18 km do bairro de Batel.

Apesar de ter passado pouco tempo na cidade, não achei as pessoas nada falantes. Sempre que viajo gosto de andar de uber pra conversar com os locais, e nessa viagem todos os Ubers que peguei eram bem calados – pode ter sido coincidência, mas achei todos bem quietinhos, o que até estranhei considerando que moro em São Paulo.

Nossa estadia chegou ao fim e me surpreendi positivamente com a capital paranaense, que achei encantadora, verde, limpa e que transmitiu boa sensação de segurança – coisa rara hoje em dia em nosso país, ainda mais tratando-se de uma capital. Tivemos sorte de pegar um dia bonito, sem chuva e com clima agradável, o que sei que também é raridade em Curitiba, conhecida por ser fria, cinza e chuvosa.

Pretendo voltar em outra ocasião pra conhecer o Museu Oscar Niemeyer, que só passei em frente, ir à feira de domingo do Largo da Ordem e fazer o passeio de trem a Morretes, que parece lindo. Quem já foi? 🙂

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