O que ver em Montreux, a queridinha de Freddie Mercury
Chegamos em Montreux no dia 25 de dezembro, ou seja, em pleno Natal. Os mercados natalinos já não estavam funcionando e a cidade estava morta, por ser um importante feriado no país.
Nos hospedamos por duas noites no J5 Hotels Helvetie Montreux, localizado muito perto do Cassino da cidade e mais ou menos perto da estação de trem. Digo mais ou menos porque a caminhada com malas pode ser desconfortável. Pra completar, ainda estava um frio intenso ocasionado pelo mau tempo.
Não gostei muito do serviço da recepção do hotel, mas o quarto em si era bom, grande e confortável. O café da manhã era caro e não estava incluso na diária.

Eu, particularmente, não me encantei com Montreux. Alguns fatores contribuíram para isso:
- Os mercados de Natal não estavam mais funcionando;
- Era feriado e estava tudo fechado e parado;
- O tempo estava péssimo, com chuva todos os dias.
Apesar disso, fomos perambular pela cidade. Nosso destino foi caminhar pela Avenue du Cassino, até a Place du marché, onde está a estátua de Freddie Mercury, célebre morador e apaixonado pela cidade. Por ali também está o Marché Couvert (mercado coberto), mas estava fechado. Sinceramente não vi muita graça ali pois estava tudo muito parado, além do tempo bem feio.


Rumamos para o Museu Queen Experience, que por sorte estava aberto. Ótimo passeio para os fãs da banda, que poderão conhecer mais sobre sua história, ver trajes usados pelos artistas, vinis, ouvir música e conhecer algumas curiosidades. O mais bacana é a sala em que podemos simular uma mixagem num teclado, de forma bem interativa. A entrada é gratuita e o museu está localizado dentro do Cassino. Apesar de um passeio legal, trata-se de uma visita rápida, pois o museu não é grande.




No dia seguinte à noite saímos pra jantar e estava novamente tudo fechado, e o único lugar que parece que não fecha nunca é o Cassino, que tem um restaurante muito bom, onde jantamos em uma ocasião. Comida boa, atendimento ótimo e preço suíço. Ficamos no restaurante do térreo, onde pudemos ver as pessoas jogando. Eu não curto jogatina, então não é algo muito relevante pra mim, que fui ao local mais pra conhecer e jantar. OBS: Não é permitido tirar foto no Cassino e é necessário apresentar o passaporte para ter acesso ao mesmo.

Em Montreux ocorre anualmente o Festival de Jazz de Montreux (Montreux Jazz Festival), sempre no início de julho, às margens do bonito Lago Léman. É o festival de música mais famoso do país e acho que deve ser muito bacana visitar a cidade nessa época.
A atração que mais gostei de conhecer em Montreux chama-se Château de Chillon e na verdade fica em Veytaux, a 3 km de distância. Fui de ônibus, que peguei pertinho do meu hotel e desci bem em frente ao Castelo.


É o castelo mais famoso do país e é localizado às margens do Lago Léman. Ocupado desde a Idade do Bronze e que já passou por muitas restaurações, não há consenso sobre o ano de sua construção, mas sabe-se que os primeiros registros datam de 1150. A Casa mais famosa a viver no local talvez tenha sido a dos Saboias.



Célebres românticos já passaram pelo Castelo, que serviu de inspiração para vários trabalhos. De Jean-Jacques Rousseau a Victor Hugo, passando por Lord Byron, o castelo inspirou poetas do mundo inteiro. A paisagem vista do local é maravilhosa, e por dentro o mesmo é muito interessante, passando por diversas salas e subindo muitas escadas. A visita é demorada e muito gostosa de se fazer.


OBS: O ingresso pra visitar a atração custa 12,50€ e é gratuito com o Swiss Pass. Abre diariamente, exceto dia 1° de janeiro e 25 de dezembro.
Durante nossa viagem conhecemos um restaurante self-service de 32 CHF o kg, o que é um preço bom tratando-se de Suíça. O restaurante chama-se Paradise Montreux e fica na Gran Rue, 58. É uma boa pedida pra quem quer comer uma refeição sem gastar um rim. Certamente não será a melhor comida que você já comeu na vida, mas é bem prático e bom. Funciona até nos feriados e serve de tudo um pouco: self-service e à la carte.

Como dito anteriormente, a cidade não me encantou. O tempo estava ruim, achei a cidade com poucos atrativos turísticos e pra completar estava tudo fechado. Durante nossa estadia fizemos um bate-volta para Lausanne, que achei uma graça e imperdível de ir caso esteja em Montreux, pois apenas 23 minutos separam uma cidade da outra (de trem).
Contei isso pra duas amigas que conhecem a cidade e elas ficaram espantadas comigo, pois ambas adoraram! O lago realmente é lindo e proporciona belas vistas dos Alpes, mas como o tempo estava muito ruim não ficou tão bonito quanto num dia ensolarado.
Ainda durante nossa estadia conhecemos algo inusitado: um hospital kkk. Quem acompanhou nossa viagem à Zermatt sabe que meu marido quebrou um dedo, então precisava de atendimento médico. Fomos no HRC Hôpital Riviera-Chablais, que tem atendimento de emergência para ortopedia. Como tínhamos seguro saúde, não tivemos gastos com isso. Não é o tipo de coisa que pensamos numa viagem de férias, mas saibam que há essa opção na cidade.
E assim terminou minha estadia em Montreux, de onde parti para Berna. 🙂
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Agradecimentos à querida Eliana, do Instagram @turistandonasuica, que muito me ajudou na elaboração do roteiro.
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