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O que saber sobre Cuba antes de ir: 10 dicas para sua viagem!

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Ultimamente tem aparecido bastante passagem aérea promocional pra Cuba, destino curioso e polêmico, localizado na América Central.

Justamente por ser um destino diferente e fora do padrão resolvi reunir nesse post 10 coisas que você precisa saber antes de uma viagem ao país:

1 – QUANDO IR

Cuba não é um destino que dá pra planejar ir em qualquer época do ano. Apesar de ser quente o ano inteiro, em determinados meses há maior probabilidade de ocorrência de furacões.

A alta temporada ocorre de novembro a março, e a baixa temporada de agosto a outubro. Pelo que pesquisei, abril e maio ainda são bons meses pra ir, com a cidade menos lotada e sem tanto risco de ciclones e furacões.

Árvores que foram arrancadas pelo Furacão Irma, o pior do século, ocorrido em setembro de 2017
Árvores que foram arrancadas pelo Furacão Irma, o pior do século, ocorrido em setembro de 2017 no Caribe

Eu, entretanto, embarquei nessa viagem em pleno mês de setembro, mesmo sabendo do risco. Já tinha comprado passagem e resolvi arriscar. Por sorte encontrei a cidade menos lotada, hospedagem menos cara e ótimo tempo, com muito sol, calor e sem chuva.

Quando ir para Cuba
Quando visitar Cuba

Apesar do risco de furacão, há algumas vantagens que encontramos indo essa época: hospedagem fica bem mais barata na baixa temporada. O hotel que fiquei em Varadero, por exemplo, na alta temporada custa literalmente o dobro do preço.

Fiz todas minhas reservas com cancelamento grátis e fiquei acompanhando a previsão do tempo semanas antes da viagem. Obviamente que se tivesse previsão de algum furacão se aproximando, eu teria cancelado tudo.

2- MOEDA

Pra começar, Cuba tem duas moedas oficiais: o CUC, moeda utilizada pelos turistas e que tem cotação semelhante ao dólar americano, e o CUP, moeda utilizada pelos locais, 25x mais desvalorizada.

Ao andar pela zona turística os preços praticamente serão todos tabelados em CUC, assim como os passeios e transportes turísticos. Porém, em alguns lugares – frequentados por locais e turistas – certamente haverá dois cardápios.

No meu aniversário tomamos café numa padaria assim. Um pedaço de bolo, por exemplo, custava 0,35 CUC, preço praticamente impossível de encontrar em um local mais turístico, cujos preços não são muito convidativos, principalmente se levar em consideração o câmbio atual (US$1,00 = R$4,00).

Curiosidades sobre Cuba
Em lugares frequentados pelos locais é comum não ter guardanapo, canudinhos e coisas do tipo. Esse da foto é o bolo de 0,35 centavos.

Apesar do CUC ser atrelado ao dólar americano, ao fazer câmbio da moeda americana para o CUC o turista é penalizado com 10% de taxa, sendo, no entanto, pouco interessante essa opção. O mais recomendado é levar euro ou dólar canadense.

Fique muito atento com o troco ao pagar em CUCs, para não ser vítima de algum espertinho que tentar lhe repassar CUPs. Li em vários blogs depoimentos do tipo e acho que é algo que vale a pena prestar bastante atenção. Receber troco em CUPs é um prejuízo desastroso, já que a moeda é 25x mais desvalorizada.

Para identificar a moeda turística verifique se está escrito “PESOS CONVERTIBLES” e também se não há foto de nenhuma figura histórica, como Che Guevara, por exemplo. A moeda turística geralmente vem com imagens de pontos turísticos e monumentos cubanos, e a local vem com fotos de personagens da história do país.

Moeda de Cuba
CUC: Pesos Convertibles

Sugiro que acompanhe no site do Banco Central de Cuba a cotação oficial, que não é muito diferente da praticada nas Cadecas (Casas de câmbio), controladas pelo Estado. Você pode acompanhar também a cotação direto do site das Cadecas, que atualizam diariamente as cotações.

Levei três moedas pra Cuba: dólar americano (usaria no Panamá e quis levar de reserva), dólar canadense e um pouquinho de euro, que já tinha de uma viagem anterior.

Acabei cambiando uma parte no aeroporto e o restante na Cadeca do Banco Metropolitano, na Calle Obispo. A cotação na Calle Obispo era apenas 1 centavo mais vantajosa, então de repente vale a pena cambiar tudo no aeroporto ao chegar.

No dia de irmos embora cambiei alguns CUCs que sobraram direto na área do embarque do aeroporto, e a cotação foi um pouco ruim, mas ainda foi melhor que ir embora do país com CUCs de lembrança, que não poderiam ser utilizados em lugar nenhum rs.

3 – VISTO

É necessário visto para entrar em Cuba, que poderá ser adquirido no próprio balcão da Copa Airlines – ainda no Brasil – como também no Aeroporto do Panamá. O visto custa 20 dólares e ao comprar no Brasil é possível pagar em reais brasileiros, utilizando a cotação do dia. O pagamento é feito somente em espécie.

O visto é um papel que deverá ser devolvido para o agente da imigração cubana no dia que você for embora. Nele consta todas suas informações pessoais: nome completo, data de nascimento, nacionalidade, número do passaporte. Você preenche tudo à caneta mesmo e sem muita burocracia.

É possível também emitir o visto ainda no Brasil, direto com a embaixada, mas achei a opção mais burocrática e desnecessária, já que há outra mais simples e rápida.

Antigamente era cobrado uma taxa para sair do país, sendo que essa cobrança foi extinta e hoje você não precisa pagar mais nada ao ir embora.

4 – COMIDA/ALIMENTAÇÃO

Quando o assunto for alimentação em Cuba, recomendo que não vá com muita sede ao pote. Cuba ainda está longe de ser um destino para fins gastronômicos. Frequentamos vários tipos de lugares e em todos percebemos que sempre faltava algo do cardápio ou havia substituição de ingredientes. Por causa do embargo econômico, até com relação a alimentos o país é bastante limitado.

É bem comum encontrar placas nas ruas com manifestos políticos e críticas ao sistema capitalista
É bem comum encontrar placas nas ruas com manifestos políticos e críticas ao sistema capitalista

Todavia, nota-se a influência espanhola no cardápio, assim como a africana.

Alguns pratos fazem parte do cardápio cubano, sendo eles principalmente:

  1. Moro y cristianos, que é uma espécie de arroz cozido junto com o feijão preto/vermelho.
  2. Ropa Vieja, que é uma carne bovina desfiada com um ensopado, geralmente acompanhado de arroz branco. Eu, particularmente, gostei bastante.
Ropa Vieja Cuba
Ropa Vieja cubana
Ciro Montero
Esse é o refrigerante de cola mais tomado no país. O sabor é bom, muito parecido com a Coca-Cola.

Por ser um local caribenho, também será comum ver carne de peixe e frutos do mar, mas confesso que a falta de sal no preparo dos alimentos não me agradou muito. Era incrível como quase todos os restaurantes que fui pecavam no ponto do sal.

Isso se aplica também para o resort que fiquei em Varadero, que era All Inclusive e a comida era bem OK, geralmente sem muito sabor, com poucas exceções.

Caso fique em casa de família, geralmente eles cobram 5 CUCs pelo café da manhã, o que financeiramente vale a pena, pois na zona turística certamente você gastará mais se comer fora.

Fique atento também para o tamanho das porções, que geralmente são bem servidas e muitas vezes dá pra dividir tranquilamente, principalmente se as duas pessoas não estiverem com muita fome.

5 – HOSPEDAGEM

Hotel em Cuba é muito caro, beirando facilmente os R$1.000 a diária. Além de caro, há uma oferta reduzida comparado às grandes cidades mundo afora. Na zona turística está localizado a maioria, tendo ótima localização, por exemplo, o Iberostar Parque Central, o Inglaterra e o Ambos Mundos, hotel que o escritor Hemingway morou.

Hotel Ambos Mundos Havana
Hotel Ambos Mundos

Ao pesquisar você vai se deparar com hotéis caros e que não parecem tão bons quanto o preço que cobram, e que visivelmente precisam de uma repaginada.

O Hotel mais famoso e mais clássico da cidade é o Hotel Nacional, que vale a pena conhecer mesmo que não se hospede lá. Porém, fica longe da área turística e será necessário uso de transporte.

Hotel Nacional
Hotel Nacional – Havana, Cuba

Como Cuba é um país peculiar demais, em que conhecer as pessoas locais faz parte de uma viagem, o mais recomendado é se hospedar em casas de família, que são muito boas e permitem uma troca de experiência mais interessante. Pra saber mais sobre hospedagem, dediquei um post só pra isso.

6 – SEGURANçA

Quando eu estava em viagem fiz uma enquete no Instagram e perguntei o que mais as pessoas tinham curiosidade em saber. Por incrível que pareça, a maioria das perguntas estava relacionada à segurança no país.

Alunos indo pra escola, em Havana
Alunos indo pra escola, em Havana

Apesar de alguns lugares parecerem bem esquisitos e parecidos com favelas, posso assegurar: trata-se de um país muito seguro. Eu arriscaria dizer que um dos mais seguros que já visitei. Andei com minhas câmeras a todo momento, celular, bolsa e em momento nenhum me senti ameaçada. Vale ressaltar que iluminação pública em Cuba é algo quase que inexistente, então ao perambular por certas ruas à noite vai ser tudo escuro, o que mesmo assim não me intimidou.

7 – INTERNET

Internet em Cuba ainda é algo muito limitado, então se você está buscando um destino para fazer um detox virtual, está no lugar certo. A Etecsa, empresa de telecomunicações que opera no país, é controlada pelo governo, que detém o monopólio do serviço.

A internet é paga e você precisa comprar um cartão com uma espécie de raspadinha, onde consta o login e a senha. Você pode comprar por hora ou por horas.

Como funciona a Internet em Cuba
Internet em Cuba

Pra conectar, basta ficar atento às pessoas nas praças e calçadas. Não tem como saber exatamente onde tem uma rede de internet. O melhor sinal que encontrei durante minha estadia ficava em frente – do outro lado da rua – do terminal de desembarque de cruzeiros.

Comprei, na ocasião, 5 horas de internet por 5 CUCs, num quiosque próximo ao Hotel Nacional. Evite comprar dentro dos hotéis, são bem mais caros. Pra comprar é preciso apresentar o passaporte, de modo a comprovar que você é turista.

Esse foi o tempo que me mantive conectada no país durante uma semana de estadia: 5h, sendo que usei um bom tempo no aeroporto no dia da partida. Meu marido sequer conectou.

Acabamos nos locomovendo à moda antiga: com mapas impressos e perguntando pra pessoas na rua.

8 – O QUE LEVAR

Recomendo que não esqueça seus itens de higiene pessoal, pois caso não tenha precisará comprar e são produtos muito escassos e caros. Leve tudo: sabonete, xampu, desodorante, álcool em gel pra andar na bolsa (muitos banheiros de restaurantes não tem sabonete no banheiro), creme dental, protetor solar e até umas guloseimas pra comer na viagem caso vá esticar até Varadero ou outro destino.

Eu levei bastante remédio, curativos e tudo o que eu pudesse precisar durante minha estadia, mesmo tendo contratado seguro-viagem, que é obrigatório ao viajar para o país.

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Família

Além seus próprios itens de cuidados pessoais, sugiro que leve alguns itens pra doar, como sabonetes, por exemplo. Diversas vezes fui abordada na rua por cubanos que pediam qualquer coisa, principalmente produtos de higiene, que pra eles é muito caro. Separe uns kits e coloque na bolsa que certamente não voltará nada pro Brasil. Você pode levar canetas, sabonetes, mini-xampus, etc.

O mesmo vale para sacolas, sempre que for ao supermercado comprar água leve a sua, do contrário poderá sair com suas compras na mão.

9 – FUJA DOS JINETEROS

Em Cuba a abordagem de pessoas na rua é acima da média, mesmo indo em baixa temporada. A todo momento pessoas ficarão oferecendo serviços, passeios, transporte. O segredo é evitar fazer contato visual, do contrário pode ser que eles fiquem andando atrás de você. Os jineteros, por exemplo, são homens que muitas vezes tentam enrolar os turistas oferecendo pacotes mais caros e vendendo produtos falsificados, como os famosos charutos cubanos.

Eles sempre chegam perguntando de onde nós somos, e ao verem que somos brasileiros sempre falam de alguma novela, que eles adoram por lá. Depois de poucos minutos de conversa dizem que conhecem um local que vende charutos pela metade do preço ou coisas do tipo. Não caia nessa, pois geralmente são produtos falsificados. Charuto cubano, mesmo em Cuba, não é barato. Não vale a pena o risco.

Cubano fumando charuto: Eles se oferecem pra posar pra foto em troca de uma moeda.
Cubano fumando charuto: Eles se oferecem pra posar pra foto em troca de uma moeda.

O mesmo vale para táxis e serviços de transporte: pechinche sempre. Uma boa forma de saber que está pagando o preço certo é calcular 2 CUCs por km percorrido.

10 – TRANSPORTE

Em Cuba é muito importante se hospedar numa área em que consiga fazer a maioria das coisas a pé. Eu, por exemplo, só utilizei táxi duas vezes, além dos táxis de e para o aeroporto. Em uma ocasião, sem pechinchar, paguei 10 CUCs por um trajeto que na volta, pechinchando e dividindo com outra pessoa, pagamos 5 no total.

taxi em cuba
Esse era o taxista que cobrou 10 CUCs. Uma figura! kkk

Os carros em Cuba, por causa do embargo, pararam no tempo. Os carros mais novos, por exemplo, custam em torno de 50 mil dólares e geralmente são do governo, como os táxis oficiais (amarelo e preto). Isso pro povo cubano é um valor surreal e impensável, o que faz com que eles mantenham os carrinhos antigos a todo custo.

Vale ressaltar que esses carros de 50 mil dólares já são usados, geralmente pelo governo, que revendem depois de um tempo. Como não há demanda, acaba que praticamente só eles são os donos. A locadora de carro existente no país, além de cara, é também do Estado.

Por esse motivo, ao contratar um transfer pra longe, é importante verificar o estado do carro: se tem ar-condicionado, se é muito barulhento, se o assento é minimamente confortável. Outra coisa que vale a pena dizer pro motorista é que não deseja compartilhar o carro com outras pessoas, o que pode acontecer caso você não diga nada.

O ônibus hop-on hop-off custa 10 CUCs e é uma boa alternativa se quiser ir pra longe sem gastar tanto, pois pode descer e subir quantas vezes quiser ao longo do dia. Além de ser mais confortável que um ônibus comum, tem o serviço do guia.

Ônibus hop-on hop-off e logo atrás vários cocotáxis
Ônibus hop-on hop-off e logo atrás vários cocotáxis

Outra opção lembrada é o cocotáxi, uma moto coberta por uma espécie de coco, tipo um tuk-tuk – com capacidade pra duas pessoas além do motorista – assim como o bicitáxi e outros transportes igualmente curiosos. O cocotaxi, apesar de engraçadinho, é um produto extremamente turístico e costumam cobrar 20 CUCs por uma hora de passeio.

Aos que vão com o orçamento mais apertado, é possível também utilizar os ônibus dos moradores locais, que são super baratos e cobrados em CUP, porém extremamente ruins: alguns com janelas quebradas, assentos rasgados, quentes e super lotados.

Ou seja: a melhor opção é não precisar de opção nenhuma: hospede-se num local bem localizado e caminhe bastante, pois é caminhando que conhecemos de forma mais real uma cidade. 🙂

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