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Campos do Jordão: Dicas e roteiro de viagem

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Apesar de ter morado quase 6 anos em São Paulo, nunca havia visitado Campos do Jordão. Dessa vez consegui conciliar uma viagem de minha mãe com a minha, onde passamos juntas o Feriado de Páscoa. 🙂

Como ela pretendia alugar carro em São Paulo, optei por não alugar e ir de ônibus, já que onde ficaríamos só possuía uma vaga de garagem e éramos um total de 5 pessoas, o que reforçava a desnecessidade de dois carros.

Pra quem parte do Rio de Janeiro, a Viação Sampaio faz o trajeto diariamente entre as duas cidades, partindo sempre às 8h da Rodoviária Novo Rio, a um custo aproximado de R$125 aos finais de semana. No meio da semana, por exemplo, a passagem custa praticamente a metade do preço. O retorno de Campos do Jordão é sempre às 16:45h, chegando no Rio no fim da noite.

O percurso que teoricamente seria de 5:50h, na verdade durou pelo menos 1h a mais, o que foi bem chatinho. No início foi tranquilo porque conseguimos conversar, ler, dormir, mas depois de algumas horas já fiquei agoniada pra chegar. Como Campos do Jordão está situado a 1628 m de altitude, o ônibus não tem muita força pra subir a serra, o que faz com que vá bem devagar, deixando-o em desvantagem em relação aos veículos de passeio.

Distância das principais cidades:
  • 167 km de São Paulo
  • 350 km do Rio de Janeiro
  • 500 km de Belo Horizonte

Viajamos numa sexta-feira e ficamos um total de 3 noites no destino, pois na segunda-feira resolvi fazer o cancelamento da última diária e adiantar a viagem pra São Paulo, cidade onde eu passaria a semana. Meu intuito no post é mostrar pra vocês o que tem de bom pra fazer nessa cidade tão conhecida pelos brasileiros e que faz, muitas vezes, com que pessoas se desloquem de Estados distantes só pra conhecê-la.

Clima

Estive na cidade no final de março, começo de abril. Durante o dia não fez frio, mas também não fez calor. Porem, à noite a temperatura ficou na casa dos 14°C, o que particularmente achei bem agradável e que acho que combina bastante com a cidade.

De acordo com pesquisas que fiz, mesmo no verão a temperatura não passa dos 23°C, o que pra mim é um sonho comparado ao Rio de Janeiro rs. A temperatura média anual é de 16°C, sendo que no inverno a sensação térmica pode ficar abaixo de zero.

O que fazer em Campos do Jordão

Engana-se quem pensa que a “Suíça brasileira” é boa apenas pra curtir um friozinho, tomar vinho e comer fondue. Achei a cidade – e a região em que se encontra – excelente pra quem gosta de praticar atividades físicas como caminhada, bicicleta, trilhas. A área verde existente na região é um convite à essas atividades e muitos parques exploram esse tipo de turismo, como o Horto Florestal, que é o Primeiro Parque Estadual do país.

Confesso que não sou a maior ecoturista que existe, no entanto destaco que não foi o foco da minha viagem. Apesar disso, mesmo sem esse foco, alerto que há alguns destinos de natureza bem interessantes para contemplação, ideais para pessoas de todas as idades.

Campos do Jordão
Andando de trenzinho em Campos do Jordão

Um deles é o Pico do Itapeva, localizado a poucos metros da fronteira entre Campos do Jordão e Pindamonhangaba. O Pico está localizado a uma altitude de 2.030 metros e de lá pode-se ver 15 cidades do Vale do Paraíba. Porém, já deixo o alerta que só vale a pena ir a essa atração se o tempo estiver bom e com céu limpo, do contrário não conseguirá ver nada – o que desafortunadamente foi meu caso. Há estacionamento no local (pago) e um bonito lago, que é o mais alto do Brasil.

Frustrados, descemos novamente para Campos do Jordão, mas no caminho paramos num Mirante com paisagens muito bonitas para apreciar, inclusive do Hotel Home Green Home, que mais parece um Castelo fincado no meio da mata.

Hotel Home Green Home
Hotel Home Green Home
Campos do Jordão - SP
Campos do Jordão – SP

Seguimos para a Fábrica de Chocolates Araucária, que não assinalo como imperdível de conhecer, mas como tínhamos tempo de sobra, fomos. No local acontece diariamente um mini-tour cultural, a fim de ensinar o processo produtivo do chocolate, o que achei bem interessante. O passeio é guiado por um funcionário da empresa, que mostra inclusive alguns poucos lugares dos bastidores da fábrica e, claro, oferece chocolates de degustação para os visitantes. Aos que querem desacelerar e tomar um café, há um na lojinha da fábrica com diversas opções.

Chocolates Araucária
Chocolates Araucária

Ponto imperdível de conhecer é o Centrinho de Capivari, o principal cartão-postal da cidade, onde tem aquelas casinhas e construções em estilo normando e enxaimel. Em meio às bonitas construções, destaque para as flores que completam o paisagismo. Bares, restaurantes, lojinhas, chocolaterias, de tudo um pouco a gente encontra lá.

Centrinho de Capivari
Centrinho de Capivari
Centrinho de Capivari
Centrinho de Capivari

Pra quem vai de carro, estacionar por ali pode ser um problema. Os estacionamentos mais próximos são pagos e muitas vezes cobram por hora. Quando eu cheguei, na sexta de feriado, o estacionamento custava R$12,00 a hora e quando fui embora, na segunda-feira, R$8,00. Há algumas opções de diária de estacionamento por R$25,00, R$30,00. É algo bem caro na cidade e não duvido que em julho, o mês mais badalado da alta temporada, fique mais caro ainda.

Na verdade, essa região do Centrinho de Capivari é toda inflacionada: restaurantes geralmente são caros, um simples sorvete custa uma fortuna e é todo mundo fazendo pose e sorrindo. Hahaha.

Comi no Centrinho em quatro ocasiões, gostei das 4 mas não foi nada de “ó, que comida espetacular”. Comi bem, mas o preço muitas vezes não condizia. Lembro que no domingo de Páscoa almoçamos peixe num restaurante bem charmosinho e gastamos R$200, sendo que não comemos entrada, nem sobremesa e o peixe não era nem bacalhau (era truta, muito comum na região). Vale pelo serviço que é bom, o ambiente agradável, o “ver” e “ser visto”, mas acho que a qualidade das comidas em si poderia melhorar. Voltarei a falar do estabelecimento no fim do post.

Ali também está o Pastel do Maluf, lugar bem turístico e que tem a foto do bandido, ops, político estampada em frente. Esse estabelecimento é bem grande e às vezes tem música ao vivo, mas trata-se de um lugar bem simples. O pastel é gostosinho, gigantesco e serve até duas pessoas. O preço médio do pastel é de R$27.

Até o cardápio é gigante rs
Até o cardápio é gigante rs

Caso queira comprar lembrancinhas, ainda na região, caminhe entre a Av. José Manoel Gonçalves e a Rua Eng. Diogo José de Carvalho, que tem várias lojas de artesanato, roupas de inverno, chocolates, etc. É um bom lugar pra comprar souvenir e lembranças de viagem.

Perambule muito pelas redondezas, faça muitas fotos e se conseguir mesa sugiro uma ida ao restaurante da Baden Baden, que fica ali e têm mesas disputadíssimas.

Por falar na cerveja, que é de Campos do Jordão, é possível fazer um tour guiado à sua fábrica para conhecer o processo de produção e também para degustá-la. Eu não fui pois estava na companhia do meu irmão, que tem 13 anos e não pode entrar no estabelecimento nem acompanhado dos pais. Quem vai com menor de idade, fique sabendo que ficará de fora rs. Pra quem tem interesse em fazer o tour, recomendo o agendamento prévio, pois em alta temporada deu pra sentir um pouco como a cidade fica lotada. Não pouco frequente ouço de pessoas que foram à cervejaria que não conseguiram fazer o tour por não ter mais ingresso. O agendamento pode ser realizado pelo telefone (12) 3664-2004, de 10h às 18h ou pessoalmente, na recepção do Baden Tour.

Ainda na região do Capivari, aos pés do Morro do Elefante, encontra-se o 1° teleférico do Brasil, que leva para o topo do morro e proporciona uma vista panorâmica da cidade (R$16). O teleférico na verdade é nada mais que uma cadeirinha que parece bem velhinha, bom pra pessoas mais corajosas rs. Aos que ficarem com medo do teleférico, não entrem em pânico: vocês podem subir de carro até o topo do morro e apreciar a vista.

A atração mais imperdível da cidade, pra mim, foi o Parque Amantikir (R$40). E pelo visto não só pra mim, já que o Parque figura em 1° lugar no ranking das atrações de Campos do Jordão. O Jardim conta com mais de 700 espécies de plantas cultivadas e proporciona ao visitante não apenas o contato com a natureza, mas também passeios interativos como um Labirinto de 450m² de área e uma Casa na árvore digna de filme, o que acaba sendo bem legal principalmente pra quem viaja com crianças. Além desses pontos de interesse, há um mirante bem bonito dentro do Parque com vista pra região.

Amantikir - Casa na árvore
Amantikir – Casa na árvore
Dentro da casa na árvore
Dentro da casa na árvore
Vai um fondue na casa da árvore? kkk
Vai um fondue na casa da árvore? kkk
Casa da árvore, Amantikir
Casa da árvore, Amantikir
O que fazer em Campos do Jordão: Visitar o Amantikir é imperdível
O que fazer em Campos do Jordão: Visitar o Amantikir é imperdível
Campos do Jordão: Amantikir
Campos do Jordão: Amantikir
Campos do Jordão: Amantikir
Campos do Jordão: Amantikir
Amantikir - Campos do Jordão
Amantikir – Campos do Jordão
Labirinto clássico do Amantikir. Consegui sair em 4 minutos e 7 segundos! rs
Labirinto clássico do Amantikir. Consegui sair em 4 minutos e 7 segundos! rs
Vista do mirante do Amantikir
Vista do mirante do Amantikir
Vista do mirante do Amantikir
Vista do mirante do Amantikir
Labirinto de grama
Labirinto de grama

Achei o Amantikir muito bem cuidado, preservado e com funcionários bastante atenciosos. Separe no mínimo 2h pra essa atração – e não esqueça de levar uma câmera rs. Do lado de fora, pertinho da entrada do Parque, sugiro que caminhe até o Mirante Lajeado, que também proporciona belas vistas.

E pelas estradas sempre muitas hortênsias!
E pelas estradas sempre muitas hortênsias!
Mirante Lajeado
Mirante Lajeado

Outra área verde interessante de conhecer é o Museu Felícia Leirner (R$10), museu a céu aberto com obras da artista polonesa que após doar ao Governo do Estado o acervo composto por 85 esculturas à base de cimento branco, granito e bronze, teve o mesmo exposto nos gramados de onde está atualmente. Caso queira economizar um pouco, saiba que a visita aos domingos é gratuita.

Museu Felícia Leirner
Museu Felícia Leirner
Museu Felícia Leirner
Museu Felícia Leirner
Museu Felícia Leirner
Museu Felícia Leirner

A área do museu é bem grande e você tem três opções de trilha pra seguir, de níveis diferentes, mas nada muito puxado.

Diversos trajetos no Museu Felícia Leirner
Diversos trajetos no Museu Felícia Leirner

Sugiro que ao visitar o Felícia Leirner, estique até o Palácio Boa Vista, pois são bem próximos. Particularmente, achei essa atração bem mais legal que a anterior. Situado no Alto da Boa Vista, o palácio lembra um castelo medieval e possui interessante acervo artístico, com mobiliários dos séculos XVII e XVIII, antiguidades, além de obras de artistas contemporâneos, como Tarsila de Amaral e Di Cavalcanti. É, atualmente, a residência oficial de inverno do Governador do Estado.

Palácio Boa Vista
Palácio Boa Vista

Todas as visitas são guiadas e a entrada é gratuita. Fique atento ao horário das visitas, pois fecha de 12h às 14h pra uma sesta. Sugiro que chegue cedo, pois é comum ter fila pra entrar no local. Há um estacionamento gratuito no local, mas como não é muito grande, acaba sendo mais um motivo pra chegar cedo. OBS: É proibido tirar foto no interior do Palácio.

Faça uma pausa no Café do Palácio, que é lindo e proporciona vistas incríveis. Como vocês já devem ter percebido, Campos do Jordão é uma cidade que vale a pena ser descortinada, pois com muita frequência nos deparamos com paisagens surpreendentes. Além da vista super privilegiada do Café, ele por si só é uma graça, bem decoradinho. 🙂

Café do Palácio
Café do Palácio
Vista do Café do Palácio
Vista do Café do Palácio

Pra quem gosta de chocolate, há um outlet da Cacau Show na principal avenida da cidade, Av. Frei Orestes Girardi, 3527. Antigamente funcionava uma loja-fábrica do chocolate, mas atualmente é apenas uma grande loja de dois andares. No piso térreo os preços são comuns, e no segundo piso uma loja outlet. Confesso que vi muita coisa com desconto de até 70%, mas é bom ficar atento à data de validade dos produtos. Vale ressaltar que estive lá no feriadão de Páscoa, o que consequentemente fez com que tivesse mais chocolate que o normal.

Caso queira dar uma chance às chocolaterias locais, as mais famosas são a Bruno Alves e Montanhês, que vende também um chocolate quente bom de esquentar nos dias mais frios. Os preços são estratosféricos, tendo chocolate de R$350 o kg.

A propósito, me hospedei bem pertinho do outlet da Cacau Show, num apartamento reservado no Airbnb. Foi minha primeira experiência com o site. Pra quem não sabe, o Airbnb disponibiliza apartamentos para locação por temporada e geralmente com preços que compensam, principalmente viajando em família, que era meu caso. Pagamos R$300 por dia e éramos 5 pessoas. Caso queira testar o site, cadastre-se pelo link e ganhará R$100 de crédito pra primeira estadia. 🙂

Ainda na mesma avenida que mencionei anteriormente, deixo a dica de um bom restaurante e que pratica preços justos: San Giovani. Como dito, tem preço honesto, é fora da zona turística e possui estacionamento próprio, o que é raridade na cidade. A quem interessar, fica na Av. Doutor Januário Miraglia, 2458. Estive lá em duas ocasiões, uma no almoço e outra no jantar. No almoço comi a famosa truta, peixe mais consumido da cidade, e estava muito mais gostoso que o que comi no La Gália, que fica no centrinho de Capivari e possui preço nas alturas.

Apesar de não ter gostado tanto da comida do La Gália, confesso que o ambiente é bem confortável e charmoso. Aliás, a rua em que ele está localizado é um charme e possui diversos estabelecimentos convidativos. Caso esteja buscando algo assim, a rua se chama Av. Macedo Soares. Vale a pena dar uma passada lá.

Ali morava Monteiro Lobato, até o final dos anos 40. Grande admirador da cidade, o escritor deixou grande acervo fotográfico da época em que lá viveu.

Gostei muito de conhecer a cidade, que é lindinha e boa pra curtir um final de semana. De preferência, num hotel aconchegante, com boa gastronomia e boa companhia. Não é o tipo de lugar pra fazer grandes economias, até porque, como eu já disse, é tudo bem inflacionado.

Confesso que quando eu morava em Belém conheci algumas pessoas que viajavam com frequência pra São Paulo só pra ir pra Campos do Jordão. Acho que eu não faria isso, pois não achei espetacular ao ponto de atravessar o país – o que não quer dizer que eu não tenha gostado. Como moro no Rio e consigo ir pra lá com mais facilidade, acho que vale a pena. Achei um certo exagero chamar o local de Suíça brasileira, com todo respeito à cidade, mas tirando o clima realmente agradável e algumas casas em estilo alpino, as semelhanças param por aí. Ah, o preço pode ser que seja suíço rsrs.

Aos que optam por ficar vários dias na cidade uma boa pedida é dar uma escapada para Aparecida do Norte, que fica 72 km de distância. Foi o que fiz e vou contar pra vocês no meu próximo post. 🙂

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