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Morar em Portugal: Vale a pena?

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Uma grande amiga de infância se mudou há um tempo pra Portugal e pedi para que ela compartilhasse um pouco da experiência dela conosco aqui no blog. 

Como tudo começou…

Quando conheci o Juliens (marido) ele dizia que tinha muita vontade de morar fora, porque já não aguentava mais a vida no Brasil. Quando mudei pra Curitiba, em Junho de 2017, voltamos a falar no assunto, até cogitamos morar no Uruguai mas logo descartamos. 

Juliens tem amigos que moram em Portugal, e o que mora em Porto, onde moramos atualmente, falou que se ele quisesse vir, conseguiria uma vaga onde ele trabalhava na época. Daí pensamos: “putz! Será que vamos mesmo?” Não tínhamos nada a perder no Brasil, tirando a proximidade da família. Decidimos em pouco tempo, um erro, talvez, mas fomos. Compramos as passagens em setembro, juntamos tudo que tínhamos e quando foi dia 21 de março às 22h, no aeroporto de Guarulhos, embarcamos apenas com passagem de ida no sonho de uma vida melhor.

Morar em Portugal
Como é morar em Portugal

Como ninguém é de ferro, descemos em Lisboa, turistamos, compramos algumas coisinhas e depois de 5 dias chegamos no Porto.

Fomos ao encontro do “amigo” que tinha garantido a vaga, mas nada aconteceu – e essa foi a primeira decepção. Depois de um tempo, contando agora, nem acredito em tudo que já passamos. Como ele não veio com a promessa de trabalho ainda do Brasil, entramos com Turistas, e para trabalhar na empresa teria que ter feito as coisas ainda pelo Brasil – segunda decepção. Aí pensamos: “fudeu! O que vamos fazer agora, já que já gastamos dinheiro, tínhamos vendido tudo no Brasil, e não tinha mais como voltar atrás?”. 

Decidimos ficar e ver o que ia acontecer. Existem inúmeras formas de se chegar aqui, e para permanecer e morar, ou você tem dupla cidadania – Portuguesa ou de outro país da União Europeia – ou você solicita o pedido de Fixação de residência, que foi o nosso caso. 

Porto – Portugal

O pedido de fixação de residência é dado às pessoas que comprovam que trabalham no país e que façam as devidas contribuições fiscais e blá blá blá. Na teoria é tudo lindo mas na prática as coisas são bem diferentes. Uma das grandes dificuldades é encontrar um trabalho que lhe dê contrato e que faça os descontos para a segurança social (similar ao nosso INSS).

Aqui os brasileiros que têm bons empregos são principalmente os que vem transferidos do Brasil ou que já adquiriram Dupla cidadania (há uma lei que possibilita que depois de 5 anos de contribuição/trabalhando você adquira o direito de pedir a dupla cidadania), fora isso, você vai ser explorado. Muitos Brasileiros não gostam de contar essa realidade mas acho que não é vergonha para ninguém querer ter uma vida melhor. 

Continuando… Agora a saga foi conseguir o tal emprego.

Juliens passou por dois empregos, que não lhe pagaram, até conseguir o que está há quase 1 ano, mas que só agora pôde dar entrada na Manifestação de Interesse. Eu já tive um pouco mais de “sorte”, consegui uma vaga na loja dos chineses, com contrato e tudo que tenho direito. Minha chefa, uma chinesa, logo que entrei na loja me levou em uma advogada que me cobrou uma pequena fortuna (600-2000€) para fazer o processo de manifestação de interesse – que durou de Julho de 2018 até 07 de maio 2019.

Pra quem tem curiosidade, um casal sem filhos na cidade onde moro, Porto, consegue viver bem com 1500€ – 2000€ – sem luxo.

Apesar dos pesares, pra chegar onde chegamos tivemos que aguentar e passar muita raiva. Não sei ao certo se me arrependo de ter vindo pra cá, pois onde estava morando antes de vir – Curitiba – sempre foi um sonho, e posso falar: acho Curitiba muito melhor do que aqui, mas a vida é feita de escolhas. Agora que aqui estamos, vamos ficar! Mas talvez não para sempre…

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