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Roteiro de 2 dias na Ilha do Marajó – Soure

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Se tem um lugar que estava na lista de lugares pra conhecer no Brasil, esse lugar era o Marajó. Eu na verdade fui ao Marajó quando criança, numa viagem que fiz de navio de Belém pra Manaus e que fez uma breve pausa lá, mas que eu praticamente não lembro de nada.

Ficava intrigada toda vez que me perguntavam se eu conhecia o Marajó e eu respondia que não. Como pode uma pessoa ser paraense, conhecer mais de 20 países e não conhecer seu quintal? Eu precisava mudar isso. 🙂

A Ilha do Marajó possui área aproximada de 40.100 km², é a maior ilha costeira do país e a maior ilha fluviomarítima do mundo. Pra terem uma ideia, é maior que muito país europeu, como a Suíça, por exemplo. A região fica no extremo norte do Pará, banhada pela foz do Rio Amazonas e pelo Oceano Atlântico.

Soure é a cidade mais importante pro turismo da região, mas Salvaterra também tem sua fama, o que gerou muita indecisão na hora de reservar hotel. Acabei perguntando pra vários amigos que já foram lá e a maioria recomendou que eu ficasse em Soure, que foi o que eu fiz.

Soure - PA
Soure – PA

Nos hospedamos na Pousada O Canto do Francês, pousada número 1 no Trip Advisor. A pousada é bem OK, sem luxo, mas bem limpa e com ar-condicionado, o que é muito importante rs. Outra coisa bem bacana da pousada foi o atendimento desde o momento da reserva, em que nos deram bastante informação sobre o turismo na cidade e até fizeram umas reservas de passeio pra gente.

Lembrando que ao fazer sua reserva de hotel por esse link você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o blog a se manter vivo. :)
Café da manhã na Pousada O Canto do Francês
Café da manhã na Pousada O Canto do Francês

Optamos por não alugar carro na cidade, pois se alugássemos teria que ser em Belém e teríamos que atravessar de balsa, o que demandaria mais tempo de viagem e mais custo, por causa do custo da travessia do carro.

Optamos por ir de lancha de Belém pra Soure, numa lancha que parte do Terminal Hidroviário do Porto de Belém (Doca). Como fomos num feriado, compramos a passagem com antecedência direto no Terminal. A lancha parte de Belém sempre às 8:15h, apenas uma vez ao dia (exceto aos domingos) e a passagem custa R$48,00. A duração da viagem é de aproximadamente 2h e a viagem é bem tranquila.

Observação: Não dá pra comprar a passagem online.

A única empresa que faz o trajeto direto entre as cidades é a Master Motors, e é dela que me refiro aqui nesse post. O itinerário da viagem é Belém -> Salvaterra -> Soure, sendo que 5 minutinhos separam uma cidade da outra.

A lancha possui ar-condicionado, assentos marcados, cortina pra luz não incomodar, banheiro e lanchonete. Além disso, não sacudiu nada, o que consequentemente não nos fez enjoar.

A lancha costuma chegar em Soure por volta de 10:30h, e ao desembarcar você vai se deparar com vários taxistas e mototaxistas oferecendo o serviço deles. Como estava muito sol, pegamos um táxi, mas tá longe de ser o transporte mais barato da cidade. Nosso hotel estava a uma distância de aproximadamente 1,5 km do Porto onde desembarcamos, mas por conta do sol e do peso das mochilas, desistimos de ir a pé. As corridas de táxi na cidade são tabeladas, sugiro sempre que pergunte antes ao motorista o preço da corrida. Pra terem uma ideia, pagamos R$20 nessa curta distância percorrida.

Fizemos check-in e saímos pra almoçar, e escolhemos o Restaurante Solar do Bola, pois era perto da nossa pousada e já estávamos mortos de fome rs. O restaurante, como tudo na cidade, é simples. Aliás, vale destacar que a simplicidade faz parte de uma viagem ao Marajó. Não espere por luxo e glamour em lugar nenhum por lá. Voltando a falar do restaurante, pedimos o carro-chefe da cidade: filé marajoara – filé de búfalo com queijo do Marajó – que é uma das delícias que você vai encontrar em todas as refeições durante sua estadia. Fique atento ao tamanho das porções, que são geralmente muito fartas. Nesse restaurante, por exemplo, pedimos um filé que dava muito bem pra duas pessoas e com preço super em conta (R$40).

Filé marajoara do Restaurante Solar do Bola
Filé marajoara do Restaurante Solar do Bola

Acabei encontrando um amigo da época de faculdade que passou num concurso e está morando lá. Depois de papear um pouquinho fui pro hotel aguardar o horário do passeio da tarde: Fazenda Bom Jesus. Reservamos o passeio com antecedência através da pousada, que telefonou uns dias antes pra fazer a reserva pra mim. Mas, afinal, no que consiste esse passeio?

  • Caminhada a pé na fazenda pra avistar guarás, bichos preguiça, macacos, capivaras, jacarés, búfalos;
  • Montaria em búfalo (se quiser);
  • Transporte ida e volta a partir da pousada;
  • Lanche no fim da tarde com produtos regionais;
  • Duração: 4h;
  • Preço: R$ 100,00 por pessoa

Pontualmente nos buscaram no hotel às 15h. Seguimos pra buscar outro casal que fez o passeio com a gente e de lá seguimos para a Fazenda, que não fica muito perto do centro da cidade. Primeiramente visitamos a criação de búfalos, que é muito grande, mas que curiosamente não é a principal fonte de receita da Fazenda, sendo essa a plantação e venda de coco seco, que abastece o Ver-o-Peso, o maior mercado da América Latina.

Ao contrário do que muitos pensam, o passeio não se dá em cima de um búfalo. Você monta apenas se quiser, tira uma foto e pronto. Os búfalos, apesar do peso assustador de 900kg – em média – são animais muito dóceis. Eu, particularmente, não quis montar. Meu marido montou num da raça Carabao, a mais comum na região.

Fazenda Bom Jesus - Soure/PA
Fazenda Bom Jesus – Soure/PA
Fazenda Bom Jesus - Soure/PA
Fazenda Bom Jesus – Soure/PA

O búfalo é uma espécie quase que onipresente em Soure: onde quer que você olhe, lá estão eles. Os marajoaras dizem, inclusive, que há mais búfalos que pessoas na cidade. É no Marajó que está a maior concentração deles das Américas.

Após tirar fotos de parte do rebanho, seguimos por uma trilha de 5 km, cujo tempo nem sentimos passar. A trilha se dá num terreno plano, e felizmente não estava muito sol nessa tarde, o que amenizou. O passeio é todo guiado por um funcionário da fazenda, e nessa ocasião foi pelo César, um guia muito simpático, atencioso e com bastante conhecimento sobre o local.

Fazenda Bom Jesus - Soure/PA
Fazenda Bom Jesus – Soure/PA

Durante a trilha vimos uma vegetação muito diferente, muitos mangues, belas aves, gados, jacarés, capivaras. Tudo soltinho na natureza. As paisagens mudavam conforme acabava a tarde, com o céu desenhando cores. É tudo muito rústico sabe? Muito limpo, quase que intocado. Achei esse passeio maravilhoso e fiquei com vontade de fazer outro passeio de fazenda no dia seguinte. 🙂

Revoada de guarás
Revoada de guarás
Revoada de guarás
Revoada de guarás
Fazenda Bom Jesus - Soure/PA
Fazenda Bom Jesus – Soure/PA
Olha o tamanho disso!
Olha o tamanho disso!

A trilha acaba em uma das casas da fazenda, onde nos recebem com um super lanche de fim de tarde, apenas com produtos locais: pão caseiro, suco de frutas regionais, doces típicos, sanduíches com queijo do Marajó. Tudo bem delicioso e fresquinho.

Fazenda Bom Jesus - Soure/PA
Fazenda Bom Jesus – Soure/PA

Após o lanche seguimos numa lancha pequena rumo ao carro, pra podermos voltar para a pousada. Nessa hora o sol caía, e o contraste do pôr do sol com a mata e com o rio foi espetacular. 🙂

Fazenda Bom Jesus: Uma das donas da fazenda é veterinária e trabalha em conjunto com o Ibama no resgate de animais doentes, feridos, etc. Essa arara, por exemplo, está com a asa quebrada.
Fazenda Bom Jesus: Uma das donas da fazenda é veterinária e trabalha em conjunto com o Ibama no resgate de animais doentes, feridos, etc. Essa arara, por exemplo, está com a asa quebrada.
Ilha do Marajó - PA
Ilha do Marajó – PA
Fim de tarde na Ilha do Marajó
Fim de tarde na Ilha do Marajó
Fim de tarde na Ilha do Marajó
Fim de tarde na Ilha do Marajó

Já era noite quando chegamos na Pousada, então lavamos as botas que estavam cheias de lama e descansamos um pouco antes de sair de novo. Por falar em botas, achei fundamental estar com elas durante o passeio. Uma menina que estava com a gente foi de tênis e no final do passeio o tênis tava completamente sujo. Além de botas impermeáveis, recomendo que levem repelente e boné/chapéu. Choveu um pouco quando estávamos na trilha, mas o guia nos disponibilizou capas de chuva e seguimos andando.

Como estávamos sem carro, pedimos dica de mototaxista para a recepção da pousada. Chamaram dois mototaxistas e fechamos um pacote com eles para que nos levassem para todos os lugares.

À noite fomos jantar no Delícias da Nalva, restaurante que me pareceu o mais turístico da viagem, mas ainda assim bem recomendado pelos locais. Em nossa passagem por Soure, esse foi o mais caro – gastamos R$100/casal. Comemos um peixe de rio que estava muito bom, a sobremesa estava ótima e os atendentes eram bem atenciosos. 🙂

Restaurante Delícias da Nalva - Soure/PA
Restaurante Delícias da Nalva – Soure/PA

Como Soure é uma cidade muito pequena, sempre que há uma “roda de carimbó” todo mundo sabe. Nesse dia estava tendo, mas estávamos cansados e por isso não fomos. Carimbó pra quem não sabe é um ritmo musical amazônico, de origem indígena, e que todo mundo, no interior e capital, gosta. Caso você não conheça, recomendo muito. 🙂

No dia seguinte tomamos café da manhã no hotel e seguimos pra explorar as praias. Como dito, contratamos os mototaxistas pra nos levarem para nossos pontos de interesse.

A primeira parada foi a Praia do Pesqueiro, principal praia da região e com boa infraestrutura para o visitante, com diversos quiosques com teto de palha. Combinamos pra que nos buscassem algumas horinhas depois. Apesar de possuir certa infraestrutura, não há transporte público para o local e não é perto do centro, assim como não funciona sinal de celular. É essencial que vá de carro ou moto, e que combine com o motorista um horário para que vá lhe buscar rs.

Praia do Pesqueiro -Soure/PA
Praia do Pesqueiro -Soure/PA

Ficamos numa barraca que tinha sinal de Wi-fi. O mais curioso é que estávamos em pleno feriado de Corpus Christi, o tempo estava ótimo, mas a praia estava vazia. Pra terem uma ideia da paz que esse lugar propicia, há uma rede para cada barraca, muito vento na cara e zero incômodo. Uma das coisas que mais me incomodava quando eu morava em Natal era a quantidade absurda de vendedor indo em nossas barracas. Um ou outro é legal, mas lá era demais ao ponto de incomodar. Nessa Praia não tinha nada além de calmaria.

O clima na Praia do Pesqueiro - Soure/PA
O clima na Praia do Pesqueiro – Soure/PA
Praia do Pesqueiro - Soure/PA
Praia do Pesqueiro – Soure/PA

Marido pediu uns caranguejos toc-toc e eu fiquei na água de coco até a hora do almoço, e por lá mesmo almoçamos um peixe muito gostoso (filhote – típico da Amazônia). Aliás vale ressaltar que comemos muito bem nessa viagem: comidas simples, gostosas e desgourmetizadas.

Almoço na Praia do Pesqueiro: Água de coco pra dois, comida pra dois, uma cerveja e 2 caranguejos toc toc totalizaram R$77,00 (valores 2018).
Almoço na Praia do Pesqueiro: Água de coco pra dois, comida pra dois, uma cerveja e 2 caranguejos toc toc totalizaram R$77,00 (valores 2018).

O curioso da cidade é que é um lugar muito tranquilo no que tange à segurança. Assalto não é algo comum, todo mundo ainda vive em paz e pode dar um mergulhinho sem se preocupar muito com as coisas que ficam na barraca.

Praia do Pesqueiro
Praia do Pesqueiro
Praia do Pesqueiro
Praia do Pesqueiro

Por falar em mergulho, a água da praia tem cor escura e terrosa por conta da mistura do rio com o mar, mas é bem morninha e limpa. Apesar de parecer com mar, é uma praia de rio. No segundo semestre do ano, com a influência do Atlântico, a cor da água fica esverdeada. O melhor do banho é que você sai da água sem aquela sensação de sal pelo corpo, o que torna muito melhor.

Há umas lojinhas de artesanato na entrada da praia que vale a pena dar uma olhada, pois os preços não são caros e é sempre bom valorizar o trabalho dos locais.

Outro lugar que parece bem legal de conhecer mas que não conheci é a Fazenda São Jerônimo, que fica no caminho pra Praia do Pesqueiro. O passeio custa em média R$180, e lá foi gravado o programa “No Limite”.

Depois de algumas horas off na praia, partimos para a Fazenda Mironga, que fica no caminho pro centro da cidade. Essa fazenda produz queijo do Marajó de qualidade, e lá paramos pra fazer umas comprinhas. O que mais me impressionou foi o fato de não ter funcionário no local. Funciona como uma espécie de autoatendimento, onde você escolhe o que quer na geladeira e deixa o dinheiro numa caixinha, onde pode pegar o troco caso precise. Confesso que fiquei bem impressionada, tratando-se de Brasil.

Fazenda Mironga: Além do queijo, não deixe de comprar a manteiga. É uma delícia!
Fazenda Mironga: Além do queijo, não deixe de comprar a manteiga. É uma delícia!
Blogueira tem que pagar mico né amores?
Blogueira tem que pagar mico né amores?

A Fazenda é bonita e muito bem cuidada. Eles produzem os queijos diariamente e tudo que é produzido no dia já é posto à venda. O preço não é muito barato, em torno de R$50 o kg. Mas vá por mim: vale a pena cada centavo.

Atenção: Queijo do Marajó não é a mesma coisa que mussarela de búfala. É feito com o leite de búfala, mas é muito diferente. Se você nunca foi ao Pará, provavelmente nunca comeu o queijo do Marajó, pois o mesmo, por regulações sanitárias, ainda não pode ser comercializado fora do Estado. E, pra falar a verdade, não é muito comercializado nem em Belém.

Após as comprinhas rumamos pra mais uma praia, a Praia da Barra Velha, mais perto do centro da cidade, mas mais rústica, sem muita infraestrutura. Mais uma vez combinamos com os mototaxistas de nos pegarem umas horinhas depois. Essa praia é muito bonita e exótica, com diversos mangues e árvores formando um cenário muito bonito.

Praia da Barra Velha - Soure/PA
Praia da Barra Velha – Soure/PA
Praia da Barra Velha - Soure/PA
Praia da Barra Velha – Soure/PA
Praia da Barra Velha - Soure/PA
Praia da Barra Velha – Soure/PA
Praia da Barra Velha - Soure/PA
Praia da Barra Velha – Soure/PA

Caminhamos um pouco por uma espécie de trilha e chegamos no Bar Netuno, um dos poucos que tem no local, mas que não recomendo. Achei a qualidade tanto do atendimento quanto da comida bem inferior aos demais. Na verdade pedimos apenas uma macaxeira frita, que estava carregada no óleo e que não estava boa. Não deu muita vontade de permanecer ali.

Caminhamos pra tirar foto, haja vista que a praia é extremamente fotogênica. No fim da tarde é possível avistar revoada de guarás. É a coisa mais linda. 🙂

Uma semelhança entre as duas praias é o quesito limpeza. Talvez em julho, mês de altíssima temporada por lá, esse cenário mude, mas achei as praias muito limpas, o que tá cada vez mais difícil de vermos por aí.

Após encher o cartão de memória da câmera, fomos encontrar o mototaxista, que nos levou pra conhecer o ateliê marajoara do artesão Ronaldo Guedes, o mais conceituado do Pará, que produz muitos produtos de cerâmica marajoara. No ateliê você pode dar a sorte de vê-lo produzir alguma peça e aprender um pouquinho sobre a a arte, que remonta mais de 1.000 anos, quando índios habitavam a região. Apesar de antiga, a população ainda mantém a tradição da criação da arte e isso é facilmente verificado tanto no Marajó quanto em outras cidades do Estado. Eu mesma, morando no Rio, tenho peças de arte marajoara na minha casa.

Ateliê marajoara do artesão Ronaldo Guedes
Ateliê marajoara do artesão Ronaldo Guedes
Ateliê marajoara do artesão Ronaldo Guedes
Ateliê marajoara do artesão Ronaldo Guedes
Ateliê marajoara do artesão Ronaldo Guedes
Ateliê marajoara do artesão Ronaldo Guedes

Demos uma voltinha pelo centro e nos deparamos com policiais em búfalos. Sim, eles utilizam o animal como viatura rsrs.

Tirei uma foto discretamente rsrs
Tirei uma foto discretamente rsrs

O segundo dia já estava acabando e então fomos para o hotel. Nesse dia fomos jantar no Hotel Marajó, que ouvi falar que a comida era boa. Gostei do hotel e acho que ficaria nele se voltasse à cidade (fica a dica). O preço era razoável mas a comida não era tão farta quanto nos outros.

Jantar no Hotel Marajó
Jantar no Hotel Marajó

Após mais um dia de comilança, fomos pro hotel descansar e arrumar as coisas, pois já partiríamos pra Belém no dia seguinte, na lancha rápida que parte às 5:30h e que é a única opção de retorno pra Belém. Não há percurso entre Belém – Soure – Belém nessa lancha aos domingos.

Se eu pudesse, ficaria mais um dia na cidade pra atravessar pra Salvaterra, que parece também muito interessante. Como fomos num feriadão e queríamos ver os amigos e familiares em Belém antes de voltar pro Rio, voltamos antes. Porém, como somos paraenses, creio que teremos outras oportunidades de retornar à ilha. Caso você não seja, recomendo no mínimo 3 dias/3 noites de estadia.

Passamos dois dias e duas noites no destino e só exploramos Soure. A cidade, apesar de ser a mais importante da região, é uma cidade pequena, com estradas precárias e com muita coisa pra melhorar em termos de infraestrutura urbana. Não vá pra lá esperando beleza na cidade em si, pois ficará decepcionado. O legal da cidade é explorar o ecoturismo, a gastronomia e a cultura do povo local – esse três fatores juntos com certeza farão sua viagem valer a pena. 🙂

Ruas e estradas precárias
Ruas e estradas precárias
Cena comum de ver no Marajó: várias pessoas na mesma moto
Cena comum de ver no Marajó: várias pessoas na mesma moto

Por falar em gastronomia confesso que não tive a menor coragem de comer turu, molusco leitoso que dá em árvores dos mangues e que os locais costumam comer. Nos restaurantes de Soure é mais comum vê-lo em forma de caldo, o que também não encarei. Reza a lenda que tem poder afrodisíaco rs.

Recomendo que saque dinheiro antes de sua viagem, pois têm pouquíssimos bancos na cidade: apenas Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco da Amazônia e Banpará. Em muitos lugares conseguimos pagar com cartão, mas pra pagar passeios e transporte interno apenas dinheiro em espécie.

Por falar em transporte interno, vou deixar o contato de um dos mototaxistas que andou com a gente. Ele se chama Adailton e é uma pessoa super bacana, que não mediu esforços pra nos buscar. O telefone dele é (91) 98492-1350 e não tem WhatsApp. Pagamos uns R$140 pelos trajetos internos (duas pessoas – duas motos rs).

Retornamos a Belém satisfeitos com nossa viagem pra Soure, que foi ótima pra curtir a natureza, descansar e conhecer um pouquinho mais desse nosso grande país. 🙂

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