Tour de conexão em Bogotá

Tour de conexão em Bogotá com a Explora Bogotá

Em nossa última viagem voltamos de Avianca e o voo parou em Bogotá para uma longa conexão de 10 horas. Como eu não conhecia a cidade e estaria lá durante o dia, não pensei duas vezes em contratar um tour para que pudesse conhecer ao menos o básico da capital colombiana, e então optei pelo tour de conexão em Bogotá com a Explora Bogotá, que conheci através de um outro blog de viagem brasileiro.

Importante: Brasileiros não precisam de visto para entrar na Colômbia, mas é exigido o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Para mais informações sobre como tirar, tenho post no blog.

Pesquisei bastante e vi que a Explora Bogotá tem muitos comentários positivos no Tripadvisor, além de ter um custo-benefício excelente perto de outras empresas que pesquisei. Contratei o “tour em trânsito”, que tem duração mínima de 3h e máxima de 10h, o que vai variar de acordo com sua permanência na cidade. O tour em questão custa US$70 por pessoa.

Dica: Sugiro que faça câmbio de reais para dólares ainda no Brasil. Os pacotes de turismo podem ser pagos em dólares americanos e a cotação de dólar pra peso é mais favorável que de real pra peso.

No meu caso, como cheguei em Bogotá 1:30 após o horário previsto devido a um atraso no aeroporto de origem, tive aproximadamente 5h pra passear, pois optei por voltar mais cedo pro aeroporto e fugir do temido trânsito da cidade. Como ia fazer um voo internacional em seguida, precisava me precaver.

Atenção com o fuso horário: No horário de verão, -3h em relação a Brasília

O pacote incluiu:

  • Traslado desde o aeroporto
  • Transporte confortável na cidade para todas as atrações
  • Ingresso de todas as atrações
  • Subida ao Monserrate
  • Retorno para o aeroporto
  • Informações de uma guia credenciado

No nosso caso, quando chegamos o guia já estava à nossa espera com uma plaquinha com meu nome na saída do desembarque. Avisei a empresa previamente sobre meu atraso, pra que não ficassem me esperando à toa. Confesso que até me assustei – positivamente – com o carro, que era uma van enorme e confortável, com capacidade pra muito mais pessoas além de meu marido e eu, o que facilmente atende bem quem viaja com um grupo grande.

Nosso guia não falava português, mas o dono da agência, Sr. Edgar, fala, e foi com ele que tratei por email o agendamento do tour. Apesar do guia não falar português, não foi um problema pois falamos espanhol e inclusive adoramos quando temos a oportunidade de colocá-lo em prática. Além disso, gostei do sotaque dos colombianos, bem mais compreensível que de nossos vizinhos hermanos.

A primeira atração visitada foi o Cerro de Monserrate, uma das principais atrações da cidade. Monserrate é um morro com altitude de 3152 metros e que está localizado sobre a Cordilheira Oriental dos Andes. No topo encontra-se a Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate, que é local de peregrinação religiosa e foi fundada em 1920, em substituição a anterior do século XVII. Aos domingos os fieis costumam peregrinar para o local.

Pra vocês verem como estava o tempo...

Pra vocês verem como estava o tempo…

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Funcionamento Cerro de Monserrate

Funcionamento Cerro de Monserrate

Para acessar o Monserrate o visitante conta com três opções:

  • A pé, através de um caminho íngreme de 2,5 km (o acesso é fechado às terças); 
  • Via funicular: É rápido e atinge uma velocidade de até 3,2 metros por segundo. Possui capacidade máxima para até 80 pessoas e acesso fechado às segundas;
  • Via teleférico: Possui duas cabines com capacidade máxima para até 40 pessoas. Aberto diariamente, exceto nas segundas-feiras que coincidem com feriados.

O valor do ingresso das últimas duas opções é o mesmo e não passa de R$25,00 (ida e volta). Sugiro que verifique no site oficial os valores exatos, pois varia de acordo com o horário e dia da semana.

Das três opções citadas, optei pelo Funicular e rapidamente cheguei ao cume. Logo que subi confesso que não me senti muito bem, ainda mais considerando que eu não havia almoçado e que estava apertando os passos pra conseguir fugir da chuva que se aproximava.

Funicular a Monserrate

Funicular a Monserrate

Como o Cerro de Monserrate está localizado numa altitude de mais de 3 mil metros, é natural ficar cansado muito rápido, sentir sede, dor de cabeça e até falta de ar. Apesar de pensarmos em praia quando nos vem à cabeça Colômbia, a capital do país é fria, possui temperatura média anual em torno de 14 °C e alta umidade, além disso, une-se o fato da cidade ser uma das mais altas do mundo, estando a 2.640 metros acima do nível do mar.

Caso você seja uma pessoa sensível que nem eu, sugiro que se prepare fazendo uma alimentação leve, se hidratando bastante e levando uns remédios pra atenuar os efeitos. A título de curiosidade, é um costume secular dos andinos mastigar folha de coca para amenizar os efeitos da altitude.

Há dois restaurantes lá em cima – um de comida colombiana e outro de comida francesa – mas como meu tempo na cidade era curto optei por um rápido lanche na lanchonete do local. Pedi uma empanada de carne maravilhosa, feita com milho em vez de trigo. Como tinha acabado de sair, estava ótima! Pena que só pedi uma, se soubesse que era tão boa teria pedido mais… 🙂

Infelizmente o tempo estava muito ruim e com muita neblina, o que atrapalhou a vista da cidade do alto, que deve ser muito bacana em dias com céu azul.

Estar com um guia foi ótimo pois ele indicava os melhores lugares para nos posicionarmos no funicular

Estar com um guia foi ótimo pois ele indicava os melhores lugares para nos posicionarmos no funicular

De lá fomos conhecer os museus, e há dois muito importantes na cidade e que viajante nenhum pode deixar de fora: Museu do Ouro, “apenas” o mais importante do mundo nesse gênero, e o Museu Botero, do famoso artista que tem fama por fazer esculturas, desenhos e pinturas de personagens gordinhos e de características muito únicas.

Colocamos o carro num estacionamento próximo ao Museu do Ouro e seguimos para conhecê-lo. Fomos por dentro do Centro Comercial La Casona del Museo, que achei muito bacana pra quem gosta de artesanato. Como fui só de passagem, não sei falar sobre os preços, mas me pareceu um lugar organizado, bonito e com muita variedade de produtos. Entretanto, como está localizado numa área extremamente turística (é praticamente colado ao Museu do Ouro) imagino que não deva ser muito barato.

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

O acervo do museu é constituído de trabalhos pré-colombianos que tinham como matéria-prima fundamental o ouro da região. Criado em 1939, o acervo divide-se em três andares e reúne mais de 50 mil peças, objetos cerâmicos e pedras preciosas, e lá é possível admirar grandes peças de ouro como máscaras, colares, brincos, braceletes, peitorais, etc.

O acervo é de alta qualidade, assim como as instalações e organização. Como fomos com o guia, ele nos levou diretamente para as principais obras, haja vista que nosso tempo era limitado e se fôssemos desbravar o museu inteiro gastaríamos muitas horas. Indo com o guia não perdemos tempo em salas que pra nós não seriam tão interessantes quanto outras, o que otimizou muito nosso tempo.

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

Caso sua estadia em Bogotá se dê numa segunda-feira fique atento: o museu não abre às segundas.

Após percorrer o museu seguimos a pé para mais uma atração: Plaza de Bolívar, que fica no caminho para Candelária, o bairro onde está o Museu Botero.

Dizem que há mais história na Plaza del Bolívar que pombos, coisa que assustadoramente há bastante. Já foi chamada de Plaza Mayor, Plaza de la Constitución e atualmente recebe o nome que conhecemos.

Plaza de Bolívar

Plaza de Bolívar

Seguindo uma tradição espanhola, a praça tem formato retangular e extensão aproximada de 13.903 metros quadrados, que abriga diversos edifícios importantes da cidade: Catedral Primada da Colômbia, Palácio da Justiça e o Congresso Nacional. É ponto de encontro para reuniões políticas, culturais, sociais e religiosas. Além disso, como não poderia deixar de ser, é o local onde a população faz manifestações, o que pude comprovar na prática haja vista que estava tendo uma quando eu estava lá.

Plaza de Bolívar

Plaza de Bolívar

Plaza de Bolívar - Palacio de Justicia

Plaza de Bolívar – Palacio de Justicia

No centro da praça há uma estátua de Simon Bolívar, e o local possui esse nome por ser uma homenagem ao general venezuelano, que foi de extrema importância para a libertação do país da Espanha no ano de 1821. Apesar de ser um burburinho turístico, também há muito do povo local e bom pra apreciar as diferentes arquiteturas das edificações.

Plaza de Bolívar com Bolívar atrás :)

Plaza de Bolívar com Bolívar atrás 🙂

De lá seguimos caminhando pelo Centro Histórico, percorrendo o bairro La Candelaria, com suas casinhas coloridas, muitas em estilo colonial e declaradas Patrimônio Histórico. É um bairro repleto de museus, instituições de arte e teatros.

Dica: O ideal é visitar o bairro durante o dia, pois à noite não costuma ser tão seguro quanto de dia.

La Candelaria Bogotá

La Candelaria Bogotá

La Candelaria Bogotá: Os azulejos foram um presente dos portugueses

La Candelaria Bogotá: Os azulejos foram um presente dos portugueses

Caminhamos até o Museu Botero, e o tempo já estava bem feio nesse momento. Infelizmente nossa estadia se deu num dia cinza, sem cor, nublado e com muita chuva no fim do dia, o que impactou de forma bastante negativa nossas fotos. Enquanto chovia lá fora, aproveitamos pra percorrer com mais calma o Museu Botero.

Esse artista é um ícone e motivo de orgulho entre os colombianos, tendo diversas esculturas espalhadas ao redor do mundo. Vi recentemente, por exemplo, uma escultura dele em Liechtenstein. 🙂 A identidade de suas obras as tornam algo único, e, como dito anteriormente, os personagens são sempre gordinhos e sem muita expressão no rosto – são geralmente sérios. Uma das exceções é a releitura da Monalisa, que tem o leve sorriso enigmático da versão original.

Museu Botero Bogotá

Museu Botero Bogotá

Museu Botero Bogotá

Museu Botero Bogotá

Monalisa no Museu Botero de Bogotá

Monalisa no Museu Botero de Bogotá

Museu Botero: Nem Jesus escapou...

Museu Botero: Nem Jesus escapou…

O acervo do museu se deu com uma doação generosa de Botero como um presente ao seu país. Curiosamente, uma das condições era de que a entrada no museu fosse sempre gratuita, para possibilitar fácil acesso de seu povo. Situada em um bonito edifício em estilo colonial, abriga atualmente não apenas obras do artista, mas de outros artistas dos séculos XIX e XX.

Tour de conexão em Bogotá: Museu Botero é imperdível

Tour de conexão em Bogotá: Museu Botero é imperdível

Após percorrer com tranquilidade o museu, chegava a hora de comer, afinal não tínhamos almoçado e como já havia escurecido na verdade foi mais um jantar.

Seguimos a sugestão de nosso guia, que nos levou a um restaurante chamado Balcones de la Candelaria e sugeriu pratos e bebidas. Eu tomei uma sopa de frango com milho e devo alertá-los que os pratos servidos são enormes (não dei conta de terminá-lo). Para beber, escolhi um suco de lulo, fruta típica dos Andes de sabor ácido, cheirosa e muito saborosa! Em seguida o guia sugeriu que provássemos guanábana e depois de provar descobri que é a graviola, comum no Norte do Brasil, e pelo visto comum na Colômbia também. 🙂

Sopa de frango e milho

Sopa de frango e milho

Meu marido escolheu a bandeja paisa, prato que facilmente comeria duas pessoas, à base de chorizo, abacate, feijão, arepa, banana, etc. É um prato pesado e de aparência pesada, mas que meu marido gostou bastante. Arepa é algo muito encontrado na Colômbia, feito à base de farinha de milho, sem sal e que serve como acompanhamento. Particularmente, achei as arepas muito sem gosto e sem graça. Como havíamos comido muito, não conseguimos provar as sobremesas, ficou pra uma próxima oportunidade.

O que comer em Bogotá: Bandeja paisa

O que comer em Bogotá: Bandeja paisa

Curiosidade: Na Colômbia, apesar de consumirem muito abacate, o mesmo nunca é adoçado ou misturado ao leite.

Ainda falando em comidas, vale a pena provar a avena helada, uma bebida como um mingau, à base de aveia, leite e canela. Os colombianos costumam tomar muito, principalmente nos dias mais quentes. Outra coisa que vale muito a pena provar é o pandebono (almojábana), que é uma espécie de pão de queijo colombiano, mas com textura mais macia e molinha. O formato também é um pouco diferente do brasileiro, sendo mais parecido com um pão de batata. Eu, particularmente, achei melhor que muito pão de queijo que já comi no Brasil rs. Se acompanhar um bom café colombiano então… Minas Gerais treme.

Almojábana (pão de queijo colombiano)

Almojábana (pão de queijo colombiano)

Dica: Não deixe pra comprar café no aeroporto. Apesar da alta oferta, são extremamente caros.

Caso você tenha mais tempo, sugiro que conheça a Catedral de Sal, construída dentro das minas de sal de Zipaquirá. Há um pacote da agência para quem tem um dia inteiro que além do passeio que fiz inclui uma ida à Catedral. Uma pena eu não ter tido mais tempo, pois pelo que vi em outros blogs parece um lugar muito interessante.

Caso você tenha dúvida sobre quanto cambiar para uma estadia semelhante à nossa, saibam que cambiamos 50 dólares (fora o do guia) e sobrou. Petiscamos algumas coisas, fizemos uma refeição e compramos um ímã de geladeira, que colecionamos. Tenham em mente algo nessa faixa para duas pessoas.

Quanto à segurança na cidade, confesso que não me senti nada insegura. Talvez pelo fato de estar acompanhada de um guia local e também de meu marido, mas não me senti intimidada em momento algum, mesmo estando com minha Gopro, Nikon e celular à vista. Vale lembrar que só andei em lugares turísticos e movimentados e sempre a pé ou de transporte privado.

Achei o povo uma atração à parte, especialmente depois de tantos dias viajando pela Europa. O pouco contato que tive com o povo colombiano, desde a imigração até os estabelecimentos comerciais, deixaram uma ótima impressão de pessoas simpáticas, alegres e atenciosas.

Após o jantar seguimos para o aeroporto, onde retornamos para o Brasil depois de 21 dias fora de casa – com muito cansaço  – mas com muita história pra contar. 🙂

Contato para um Tour de conexão em Bogotá:

Explora Bogotá

Site: http://www.visitbogota.com.co

E-mail: explorabogota@gmail.com

Whatsapp: +57 315 550 7657

OBS: Nos foi concedido media rate no tour em questão, mas o post reflete inteiramente minha experiência com a empresa.