Torre de Londres

Londres parte I – 1 dia em Londres

Discorrer sobre Londres é um daqueles posts que a gente fica adiando, adiando, sem saber por onde começar. Tão difícil quanto escolher quantos dias passar na cidade, que tem tanta coisa pra ver – no nosso caso optamos por passar quatro dias. Podem me criticar, bater, xingar, mas Londres me lembrou um pouco Nova York, talvez pela semelhança em muitas das atrações que tem na cidade, pelo tipo de gente que a frequenta, pelos seus moradores, pelos altos preços. Não consegui definir exatamente, mas me lembrou. Mas que fique claro desde o primeiro parágrafo que meu amor pela big apple continua inabalável. 😀

Comprei minha passagem no site da Ryanair por simbólicos 29,oo€ (já contei pra vocês que adoro a Ryanair? kkk). Desembarquei no aeroporto Stansted e em outro post falei sobre como cheguei ao hotel desde o aeroporto, assim como contei sobre minha opção de hospedagem na cidade.

Vou dividir meus posts sobre Londres para que não fique muito cansativo.

Imigração em Londres

Esse assunto que descabela várias pessoas na verdade não deveria descabelar tanto assim. Se você estiver com tudo certinho, não tem porque se preocupar. Logo antes de entrar na fila você verá um balcão para que preencha um pequeno formulário com seus dados pessoais e de estadia na cidade, como já podemos imaginar, é necessário que seja preenchido em inglês.

Importante: Brasileiros que vão para a Inglaterra a turismo ou para estudo (até 6 meses) não necessitam de visto. Para situações diferentes destas, verifique se é preciso visto diretamente no site do governo do Reino Unido. 

Após preencher o formulário siga para a fila e REZE pra não mofar muito. COMO DEMORA a fila. Passei uma hora em pé esperando a minha vez, e o impressionante é que nem tinha tanta gente assim que justificasse a longa espera. Porém, notei que muitas pessoas não levam a documentação solicitada (passagem de volta, comprovante de reserva de hotel, etc.) e os agentes obviamente “enrolam” as pessoas e as detonam com perguntas (na minha opinião, essas pessoas merecem!).

Depois de uma longa espera, chegou a minha vez. O agente foi super simpático e fez perguntas breves como “em que cidade você mora?”,  “qual o motivo da sua viagem?’, “quais atrações pretende conhecer em Londres?’. JURO. Ele só perguntou isso e me desejou boa estadia. 😀

Vale ressaltar que se ele me detonasse com perguntas e solicitações, eu tinha toda documentação devidamente separadinha: dinheiro em espécie, cartão de crédito internacional, seguro de viagem internacional, passagem de volta, reserva de hotel, ingressos das atrações a serem visitadas, passaporte em dia e NIE (RG espanhol). Faça isso também e não faça da imigração um pesadelo.

O que fazer em Londres

O primeiro destino de passeio escolhido foi a Tower of London, cujo ingresso compramos antecipadamente e era necessário agendar data de ida no momento da compra. Prestem atenção no momento em que forem comprar, pois somos visivelmente induzidos a darmos uma doação de £2,50, além de pagar pelo valor do ingresso, de £21,50. Caso não queira doar essa quantia pra realeza britânica, clique em “remove the voluntary donation from your ticket price”, que aparece bem no fim da página. Para comprar entradas, clique aqui.

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Tower of London

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Tower of London

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Tower of London – fila pra ver as jóias da realeza

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Finalmente entrando!

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Torre da tortura: onde os presos eram torturados :/

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Não adianta mexer com eles, eles nem piscam! rs

Por mais de 900 anos a Torre de Londres foi sinônimo de terror, pois era o local em que as pessoas que ofendiam a realeza eram presas, torturadas e mortas. Alguns conseguiam sair com vida, mas a grande maioria não. Uma das maiores atrações da Torre de Londres são as jóias da coroa, composta por jóias e espadas de valor inestimável. Não é permitido fotografar. 🙁

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Tower of London vista de fora

Outra atração é a Capela Real de São Pedro e Vincula (Chapel Royal of St Peter and Vincula): Construída em 1520, a capela da torre é o lugar em que se conservam os restos dos prisioneros mais famosos que foram executados lá. 

Eu não gostei muito de conhecer essa atração e confesso que fiquei até decepcionada. Numa nota de 0 a 10, daria 4. Acho que fui com muita sede ao pote e me dei mal…rs. A expectativa era bem grande e eu sinceramente não achei tão imperdível ver as jóias da coroa (sorry, Queen Elizabeth).  Metrô: Tower Hill.

De lá seguimos para olhar a belíssima Tower Bridge, que fica bem ao lado da Tower of London, sobre o Rio Tâmisa. Essa magnífica ponte terminou de ser construída em 1894 e é um dos principais símbolos da cidade. Para os curiosos de plantão, é possível visitar a exposição em que conta a história de sua construção. Preço: £8. 

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Tower Bridge

De lá rumamos para olhar a torre e o relógio mais famoso do mundo, o Big Ben. Situado no Parlamento Britânico, o relógio é um dos mais resistentes que existem, pois suporta intempéries e suportou até bombardeios alemães durante a II Guerra Mundial, mantendo-se intacto. Na realidade Big Ben é o sino que está dentro da torre, ainda que essa torre seja mundialmente conhecida como o Big Ben. É lindo gente, tanto de dia quanto de noite, belo e suntuoso!

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Sim, em Londres às vezes não chove! 😀

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Big Ben

Continuando o nosso percurso demos uma boa caminhada às margens do Rio Tâmisa (quem tá com pressa?) com destino à Catedral de São Paulo (St Paul’s Cathedral). Essa igreja é imperdível de ser conhecida, pois é a segunda maior do mundo, ficando atrás somente da Santa Sé, no Vaticano. Nela ocorreram importantes acontecimentos de pessoas ilustres da Inglaterra, como o funeral de Winston Churchill e o casamento do Príncipe Charles com a  Princesa Diana (outro funeral?), e não é pra menos, a igreja é realmente belíssima. Preço adultos: £16. Dica importante: Se você visitar a igreja às 17h não paga NADA, pois a mesma está aberta para a missa – claro que eu economizei essas libras. Infelizmente não é permitido fotografar algumas partes do interior da Catedral. Metrô: St Paul’s, linha Central.

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E no passeio pelo Tâmisa, uma paradinha pra fotos! 🙂

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St Paul’s Cathedral

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Não é permitido fotografar a cúpula e o altar, e são lindos 🙁

De lá partimos andando para conhecer um legítimo pub londrino, e não poderíamos ter escolhido melhor que o White Hart Pub, o pub que tem o alvará de funcionamento mais antigo da cidade, datado de 1216. Porém, ao contrário do que você pode imaginar, o ambiente não é uma velharia repleta de mofo e paredes antigas, pois passou por uma longa reforma no ano de 2003 que pouco deixou suas antigas características. Gostei do atendimento da casa, do ambiente e do clima. Da cerveja, bem… não curti quase nenhuma cerveja inglesa (mas pelo menos tentei!). Preço da pint: A partir de  £4. Metrô: Holborn (Piccadilly e Central Lines).

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White Hart

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O ambiente: Quando cheguei estava lotado na frente, mas dentro não. Quando fui embora já estava bombando…

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A foto não tá legal, mas dá pra vocês verem mais ou menos quanto custam as coisas lá…

De lá, ainda com nossas perninhas, seguimos para as redondezas da famosa praça Piccadilly Circus e claro, aproveitamos para comer alguma coisa. A Picadilly Circus é uma praça SUPER cool, rodeada por vários bares, cinemas, teatros e propagandas em telões de led (como os da Times Square, mas em proporções bem menores). Bom demais perambular por ali, e de preferência sentar em algum dos diversos bares/restaurantes pra olhar a multidão passar. Na ocasião, comemos na Pizza Hut que fica bem ali na praça mesmo, e definitivamente a Pizza Hut de Londres é MUITO diferente da do Brasil (pra pior). A massa é super fina e sem graça, não recomendo e não voltaria.

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Chinatown

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No caminho da Piccadilly Circus…

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Piccadilly Circus

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Piccadilly Circus escurecendo…

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Se for converter… mais de R$100 por uma pizza ruim de tamanho médio + 1 refrigerante + 1 coca-cola + gorjeta. Tenso né?

De lá nossas perninhas não aguentavam mais e seguimos para o hotel. O nosso “1 dia em Londres” havia rendido muito e ainda tínhamos muito para conhecer.

No próximo post tem mais!

Beijos!

Para ler mais sobre Londres: Jamie’s Italian, Londres: eu fui!, easyHotel Londres – boa opção para se hospedar em Londres gastando pouco