Ponte das Correntes

Budapeste: Paris do Leste Europeu?

Após minha viagem por Viena, enfrentei umas horinhas de ônibus pra ir pra Budapeste. Ah, eu não poderia deixar de visitar essa cidade. Cismei em conhecê-la há alguns anos atrás, quando li o livro “Budapeste”, do Chico Buarque. Meu marido perguntou inúmeras vezes “vamos pra Budapeste mesmo?” SIM, VAMOS LÁ!

Infelizmente a maldita companhia aérea (Ryanair) alterou o horário do meu vôo e eu não pude ficar o tempo que gostaria. Um vôo que era pra sair às 22h partiu às 10h e eu nada pude fazer pra ter menos prejuízo. Nessa hora senti saudade do Brasil…

Só pude contemplar Budapeste à noite, mas mesmo assim valeu muito a pena. Na minha chegada, peguei o metrô para ir para o hotel e percebi que não existiam catracas. PORÉM, existiam vários funcionários pedindo para ver o bilhete logo ao sair. Dica: Fiquem espertos e mantenham consigo o bilhete do metrô até literalmente sair da estação.

O idioma de Budapeste é o húngaro, que segundo Chico é a única língua que o diabo respeita… como na maioria das cidades europeias que visitei, também não tive problemas em usar o inglês. 🙂

Minha vontade maior era ver a Ponte das Correntes, cartão postal da cidade. Ela é linda como imaginei e mais um pouco. Essa foi a primeira ponte a ligar o bairro de Buda com o de Peste em 1849 e oferece vistas magníficas sobre o Rio Danubio, o segundo maior rio da Europa.

A paisagem é espetacular! Inclusive caminhar às margens do Danúbio é de cair o queixo! 🙂 Lindo-de-morreeeeeeeer! Gente, que cidade agradável! Não me segurei em soltar um “e vocês nem queriam vir né?” pro meu marido e pro nosso amigo que nos acompanhava na viagem. Eles também estavam basbaqueados.

Ponte das Correntes

Ponte das Correntes

Ali pertinho está o Parlamento Húngaro, e fui caminhando até chegar até ele. Esse é o edifício mais famoso da cidade e é possível visitá-lo durante o dia. Se de dia ele é bonito, à noite ele é mais. Tive sorte de passar minha (única) noite em Budapeste sob um céu bem estrelado contemplando esse magnífico lugar.

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Um escândalo né?

Também perto, porém no alto, está o Castelo de Buda (também chamado de palácio real), que eu não pude entrar pra conhecer mas que parece ser muito bom. É o castelo histórico dos reis da Hungria, PORTANTO não deixe de visitar.

Aos fundos da Ponte das Correntes, outra paisagem espetacular...

Aos fundos da Ponte das Correntes, outra paisagem espetacular…

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Castelo de Buda

Após caminhar um bom tempo às margens do Danubio, fomos na Vaci Utca, uma ruela bem movimentada. Cheia de bares, restaurantes, lojas, etc. Aproveitamos e demos uma esticadinha numa feira de rua que tinha por lá e provamos uma salsicha húngara de sabor peculiar, mas bom. 🙂 Se estiver procurando lugar para comer ou comprar, esse é o lugar.

Salsicha húngara

Salsicha húngara

Depois fomos bater perna à noite pela cidade e ficamos num barzinho…onde passamos boa parte da noite… mas antes passamos por um mercado noturno em que podemos comprar cerveja, comida típica e tem até uma roda gigante para quem quer se aventurar. Aos curiosos, o local chama-se Erzsébet tér, porém, o frio não ajudava a subir na roda gigante não…

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Erzsébet tér

Erzsébet tér

Preço do passeio na roda gigante

Preço do passeio na roda gigante

Próximo ao hotel onde me hospedei estava o Museu de Belas Artes de Budapeste (Szépmuvészeti Múzeum), cuja coleção é composta de arte internacional (não húngara), incluindo todo os períodos da arte europeia. Há seis seções: arte egípcia, arte antiga, escultura antiga, pinturas antigas, coleção moderna e coleção gráfica. Aos aficionados por museu, um prato cheio.

Szépmuvészeti Múzeum

Szépmuvészeti Múzeum

Infelizmente minha estadia na capital húngara foi curtíssima, graças a Ryanair que alterou meu vôo pouquíssimas semanas antes do mesmo e já não podíamos mais fazer nada. Mas só de já ter pisado em Budapeste e aproveitado um pouquinho fez valer a pena. 🙂

A vida noturna na cidade me pareceu muito boa, bares lotados de gente animada, música bacana e gente bonita. Gente, como as pessoas húngaras são bonitas! Ainda bem que passei pouco tempo lá, já pensou alguma húngara dá uma piscadinha pro meu marido? hahaha (riso nervoso).

Dica para quem dispõe de pouco tempo na cidade: Contrate um jantar a bordo de um dos barcos que passeiam pelo Danubio. A proposta me pareceu espetacular, mas infelizmente como estava muito frio quando fomos o número de passeios foram reduzidos e não conseguimos ir. O preço era excelente se comparado aos passeios semelhantes nas outras capitais europeias e com uma beleza extraordinária (preço médio 50€ com jantar). Já ouviram dizer que Budapeste é Paris do leste europeu? Pois é…

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Minha carinha de quem não queria ir embora 🙁

Um beijo!