Panthéon

Quem tem boca vai a Roma: o que fazer em Roma e muito mais!

A Itália é um país especial, pois lá têm incontáveis cidades interessantes de serem visitadas: Roma, Siena, Milão, Veneza, Florença, Pisa, Nápoles, etc. Hoje vou contar pra vocês um pouquinho da minha estadia na capital, Roma. Esse é o típico lugar pra entrar no roteiro de qualquer viajante, com suas belas paisagens, monumentos históricos, ruínas, ruelas medievais, gastronomia, vinhos e milhares de coisas legais.

Comprei minha passagem na Ryanair, a low cost mais conhecida da Europa. 2:40h depois já estava no meu destino: Aeroporto Ciampino. Esse aeroporto é o mais próximo do centro da cidade e é o utilizado pela Ryanair (85€ ida+volta). Se você estiver chegando do Brasil, provavelmente não chegará por lá e sim pelo Aeroporto Fiumucino, mais distante, porém com opção de chegar ao centro de trem.

COMO CHEGAR AO CENTRO DA CIDADE PARTINDO DO AEROPORTO CIAMPINO

Pra começar, não tem metrô nesse aeroporto. Logo ao desembarcar você verá vários guichês de empresas que fazem o transfer Ciampino – Centro de Roma. Eu não comprei minha passagem nesses guichês, comprei diretamente no ônibus que sai do aeroporto com destino à Estação Termini. Os ônibus saem toda hora e logo ao sair do aeroporto verá longas filas de pessoas pra querer pegá-lo. Na ocasião paguei 3,90€ no ônibus e mais 1,50€ no bilhete de metrô para o hotel. Tome cuidado com o troco lá, lembro de ter faltado 10€ e tive que ir reclamar com o motorista, ele ficou meio balançado mas acabou me dando o correto, então PRESTE ATENÇÃO.

Em pouco menos de 1h já estávamos na Estação Termini, essa estação ferroviária fica no centro da cidade, é a principal estação de Roma e uma das maiores da Europa. Ela faz ligação com as linhas A e B do metrô e com numerosas linhas de ônibus expressos e urbanos. No subterrâneo tem um centro comercial e nos arredores muitas lojas e restaurantes populares. Porém, pra quem vai se hospedar na região, cuidado. Assim como a maioria dos centros que possuem uma estação/rodoviária grande nas redondezas, essa também não é das  regiões mais seguras pra circular à noite (dica dos próprios italianos!).

HOSPEDAGEM

Ficamos hospedados no Borgo Al Vaticano Bed & Breakfast, localizado na Via Angelo Emo, 97. Logo ao chegar ficamos decepcionados: não havia recepção e havia uma placa da proprietária do estabelecimento com um bilhete pedindo que telefonássemos pra ela pra fazer o check-in. Oi? Quem é que chega de outro país com disponibilidade imediata de fazer ligações internacionais? Nós não. Então resolvemos ir almoçar pelas redondezas e voltar depois, para nossa surpresa, quando voltamos tinha outra placa pedindo pra esperá-la até 16h. OI???? Nosso check-in era meio dia e já passavam das 15h. Ficamos apertando a campainha até que a bonita apareceu. Quando entramos no quarto (na verdade não é bem um quarto, pois possui uma cozinha pequenina com frigobar, fogão, pia, mesa e cadeiras) o alívio: não era ruim, as camas eram boas, cozinha e instalações também. A única coisa que poderia melhorar, CLARO, era o banheiro. A dona nos explicou um pouco sobre a cidade, nos deu um mapa, e até foi simpática. OBS: Não acreditem fielmente nas fotos que aparecem no site, estão bastante maquiadas, principalmente as do café da manhã. Outra observação que está no site e que não é verdade é que fazem limpeza dos quartos, MENTIRA, em toda minha estadia lá não tiraram nem o lixo das lixeiras.

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Não esperava ser recepcionada com uma garrafa de Veuve Clicquot, mas assim também é sacanagem né??

PRÓS:

  • Preço: 99€/diária quarto quádruplo;
  • Localizaçã0: Boa, pois é próximo ao Vaticano;
  • Quarto: Era grande, tinham duas camas queen size e eram boas, ar condicionado, tv, etc.

CONTRAS:

  • Banheiro: Precisa URGENTE de uma bela limpeza e reforma na área que toma banho (até a ducha, pela pressão da água, ficava soltando da mangueira e era um saco!);
  • Café da manhã: Apesar de nossa diária ser para 4 pessoas e termos contratado com café da manhã o serviço era bizarro: tinham 2 iogurtes no frigobar (sendo que ambos estavam estragados), café, 2l de leite, algumas geleias, cookies e pão de forma duro que nem um pau. A dona poderia ter o bom senso de deixar quantidades suficientes para todas as pessoas da reserva e durante todo o tempo da nossa estadia e não só para a metade. No último dia acabamos indo tomar café fora…
  • Wi-fi: Não tem;
  • Check-in: Não ter recepção e ter que esperar pra fazer o check-in – mesmo tendo passado do horário – foi o fim.

Resumindo, o que realmente mais me incomodou foi o fato de termos esse contratempo com o check-in, achei um absurdo e muita falta de preparo da dona do estabelecimento. Se não fosse por isso, até voltaria a me hospedar lá se estivesse procurando uma hospedagem barata.

O QUE FAZER EM ROMA

ANFITEATRO FLÁVIO, MAIS CONHECIDO COMO COLISEU

A mais famosa obra da engenharia romana foi construída em cima do lago articial do complexo de palácios de Nero e foi um presente do imperador Vespasiano para a população romana, depois do legado doentio de Nero. Para quem não sabe, Nero era um insano que foi para a cama com a própria mãe e depois mandou matá-la, além de ter mandado incendiar Roma no ano de 64 (e tocar lira enquanto a cidade ardia em chamas!), e que ainda teve a cara de pau de condenar os cristãos pela tragédia, fazendo deles tochas humanas e jogando-os a cães ferozes, não poupando nem São Pedro. O objetivo? “limpar”a cidade para que ele pudesse construir o maior complexo de palácios de todos os tempos, onde morava. Passear pelo Coliseu é isso, lembrar das aulas de história e se impressionar com as coisas bizarras que já ocorreram ali. O Coliseu era um anfiteatro que era usado para a “diversão” do povo de Roma, os “jogos” nesse anfiteatro atingiram um grau de carnificina jamais visto no Império. Representava poder, engenharia e a riqueza da Roma antiga. Aproximadamente 5.000 animais eram mortos em um único dia e milhares de gladiadores perderam suas vidas lá. Fora da arena, matanças dessa magnitude ocorriam somente em guerras. Só a título de curiosidade, o monumento foi financiado pela venda de relíquias preciosas roubadas de templos judaicos durante o saque de Jerusalém e 12.000 prisioneiros judeus foram levados para construir o anfiteatro. Passeio IMPERDÍVEL. Recomendo que compre o ingresso pela internet, pra fugir das filas. Ah, e a última dica: Vá de metrô, sair do metrô e dar de cara com esse monumento histórico não é todos os dias que acontece… Preço combinado Coliseu + fórum romano + Palatino: 16€. Para comprar, clique aqui. Endereço: Piazza del Colosseo, Roma. Metrô: Linha B – estação Colosseo.

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Com tantas desgraças que ocorriam ali, ainda tinham coragem de pendurar uma cruz?

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Por dentro do Coliseu…

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Coliseu em um dia nublado…

FÓRUM ROMANO

O fórum romano está para Roma mais ou menos como a Acrópole está para a Atenas. Lá era o centro do comércio romano, e também o lugar em que o Senado se reunia para tomar decisões administrativas e sobre o governo de Roma. Podemos ver o Arco de Tito (81 d.C), templo de Saturno (5 a.C), etc. Imagina quantas pessoas importantes passaram por ali? Conseguem imaginar…? A sensação é incrível! Endereço: Piazza Santa Maria Nova. Preço: 16€ – Comprando o ingresso combinado para visitar o Coliseu, é possível visitar o Fórum Romano, que fica logo em frente. Vá de tênis pra esse lugar, pois o chão muitas vezes é só ruína e ruim de caminhar. Metrô: Linha B – estação Colosseo.

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Templo de Castor – Fórum Romano

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Arco de Tito

FONTANA DI TREVI

A fonte cuja origem remonta do ano 19 a.C, é considerada a fonte mais bonita do mundo. Seja durante o dia ou à noite, a fonte nunca estará sozinha. Como curiosidade, o nome “di Trevi” deriva de Tre Vie (três vias), já que a fonte era ponto de encontro de três ruas. Quando eu fui não imaginava a grandiosidade que é, e fiquei impressionada – ela mede nada mais que 26m de altura por 20m de largura. Reza a lenda que quem joga uma moeda na fonte volta a Roma. Verdade ou mentira, eu joguei e adivinha? VOU VOLTAR! A má notícia é que recentemente a Fontana di Trevi deu início a um processo de longa restauração, com término previsto para setembro de 2015. Porém, segundo as autoridades romanas, a fonte terá seu perímetro cercado com painéis de vidro para que os turistas possam seguir contemplando a totalidade do complexo. O curioso é o tom das águas das fontes romanas, já perambulei por várias cidades e nunca vi nada parecido às de Roma, é um tom esverdeado e límpido que contrasta com o branco do mármore e fica lindo-de-morrer. 😀 Endereço: Piazza di Trevi. 00187, Roma. Metrô: Linha A – Estação Barberini.

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Fontana di Trevi

PANTHEON DE AGRIPA (PANTEÃO)

Construído no ano 27 a.C, sofreu um grande incêndio e foi reconstruído durante o legado do Imperador Adriano por volta de 125 da nossa era, o Pantheon é o mais bem conservado símbolo da Roma antiga. Essa construção dedicada aos deuses romanos, no início do século VII foi doada ao Papa Bonifácio IV e este o transformou em uma igreja. No interior do Pantheon têm várias tumbas de reis italianos e muitas obras de arte, inclusive o pintor renascentista Rafael Sanzio está enterrado lá. O mais curioso e belo é observar os detalhes da cúpula da igreja: ela foi construída de forma a se sustentar, sem nenhuma coluna. Durante muito tempo foi a maior cúpula do mundo, e se os engenheiros romanos queriam a perfeição, eles quase a alcançaram. O curioso é que não há registros que revelem a identidade do arquiteto que fez o projeto, há rumores de que teria sido o próprio imperador Adriano (alguém duvida?). Preço: Entrada gratuita. Endereço: Piazza della Rotonda (entre a Fontana de Trevi e Piazza Navona).

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Pantheon

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Cúpula do Pantheon

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Pantheon

VILLA BORGHESE

Um dos maiores parques urbanos da Europa, é parada obrigatória para quem viaja com crianças ou quer relaxar. No local é possível alugar patins, bicicletas e carros elétricos, infelizmente não conseguimos alugar o carro pois é necessário apresentar carteira de habilitação e ninguém tinha levado. Fica pra próxima. O parque é enorme e bastante arborizado, casais costumam sentar na grama para namorar e famílias fazer piquenique. Dentro do parque têm outras atrações, entre elas Galeria Borghese (um dos museus mais importantes de Roma, contêm pinturas de Rafael, Tiziano e Caravaggio) e o zoológico, também chamado de Bioparco. A entrada no parque é gratuita. Como chegarMetrô Spagna ou Flaminio, linha A (vermelha). Ônibus: 49, 88, 95, 490 e 495.

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Villa Borghese

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Villa Borghese (haja sola de sapato!)

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Minha amiga Gabi, foto roubada dela…rs

TRASTEVERE

Esse bairro é um passeio imperdível, principalmente no cair da noite quando dá vontade de jantar ou tomar um vinho 🙂 . Se estiver procurando um lugar legal pra comer ou beber, com certeza encontrará lá. A vida no bairro gira em torno da Piazza di Santa Maria in Transtevere, onde se encontra a Basílica de Santa Maria in Trastevere, a mais antiga das igrejas dedicadas a Nossa Senhora em Roma. A grande fonte em frente à basílica é ponto de encontro de turistas e romanos que se misturam diariamente seja pra descansar ou pra tomar um bom gelato.

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Basílica de Santa Maria in Trastevere

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Trastevere

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Trastevere

Fui e voltei caminhando às margens do Rio Tibre e o passeio foi uma delícia, se estiver a fim de dar uma caminhada, ir pra lá é uma boa pedida. As ruas são bem estreitas, todas de pedra e cada passo é uma lembrança na memória. Caminhe sem pressa e respire esse lugar mágico… Como chegar: Trem: Trastevere/Mastai, linha 8. Ônibus: linhas 23, 280 e 780.

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Passeando pelo Tibre até chegar em Trastevere…

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…nada mal, né?

ARCO DE CONSTANTINO

O Arco de Constantino é o arco mais moderno e mais bem conservado da Roma Antiga. Localizado ao lado do Coliseu, pode-se ver estátuas retiradas do Fórum de Trajano e algumas representações desse imperador. Com certeza você fará uma foto por lá. Endereço: Ao lado do Coliseu.

CASTELO DE SANT’ANGELO

Conhecido como o Mausoléu de Adriano, começou a ser construído no ano de 135 para que servisse de mausoléu para ele e sua família. Reza a lenda (lenda?) que no ano de 1277 construíram um corredor fortificado de 800m que se conectava com a Cidade do Vaticano, para que o Papa pudesse escapar caso se encontrasse em perigo. Durante os ataques ocorridos em Roma em 1527, o Papa Clemente VII utilizou a fortaleza como refúgio. Endereço: Lungotevere Castello, 50. Como chegar: Ônibus:  linhas 23, 34, 49, 64, 87, 280, 492, 926 e 990. Preço: 10,50€. OBS: Não posso opinar como é o castelo por dentro, pois quando passamos por lá já estava fechado e acabamos nem entrando, mas de fora já dá pra perceber a imponência desse lugar.

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Castelo de Sant’Angelo

PRAÇAS PARA VISITAR: PIAZZA DI SPAGNA, PIAZZA DELLA REPUBBLICA, PIAZZA NAVONA E PIAZZA DEL POPOLO

Essas quatro foram as que eu mais gostei de visitar. A Piazza di Spagna é extremamente turística e vive entupida de gente, seja de passagem ou sentada na escadaria monumental que leva à Igreja Trinità dei Monti. Na base dessa escada está a fonte La Barcaccia, esculpida por Pietro Bernini (pai do Bernini bam-bam-bam). Além disso a praça é perto da Via dei Condotti, famosa rua para ir às compras. Metrô: Spagna – linha A. 

A Piazza della repubblica conheci por acaso, caminhando pela cidade. No centro da praça tem uma fonte muito bonita, chamada de Fonte das Ninfas, que arranca olhares de quem passa. A praça é formada por uma grande rotatória e têm imponentes prédios ao seu redor. Pertinho dela tem também a Basílica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, projetada por Michelangelo, é a única igreja renascentista da cidade e que chama bastante atenção por sua frente ser praticamente uma ruína. As ruínas são parte das instalações chamadas de Termas de Diocleciano, um complexo de banhos que funcionou entre 306 e 537. Eu – abestada – não dei a devida atenção pra igreja e acabei apenas passando pela frente, visivelmente deteriorada, desta. Posteriormente fui ler sobre a igreja e bateu um forte arrependimento de não ter entrado… mas pelo menos já tenho algo “novo” pra ver quando voltar. 🙂 Metrô: Repubblica – linha A.

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Basílica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

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Fonte das Ninfas

A Piazza Navona é uma das mais belas praças barrocas do mundo, construída sobre as ruínas do antigo Estádio de Domiciano e sem dúvida os maiores atrativos são suas três fontes, com destaque para a Fontana dei Quattro Fiumi, feita por Bernini, em 1651.  Essa fonte representa quatro rios mais importantes dos seus continentes: o Nilo, o Ganges, o Danúbio e o Rio de la Plata (os romanos não conheciam o Rio Amazonas??). Outra fonte é a Fontana del Moro, contruída em 1575 por della Porta, e a estátua central adicionada por Bernini (pop-star!) em 1653. E por último, pra mim, menos interessante, a Fontana del Nettuno. Metrô: Barberini – linha A.

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Piazza Navona

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Deu pra sentir o clima?

A Piazza del Popolo, em português “praça do povo” é outra que merece ser visitada. Bem no centro possui um obelisco egípcio dedicado a Ramsés II, chamado obelisco Flaminio, e dela nasce o conhecido tridente: a Vía del Corso, Vía del Babuino e Vía di Ripetta, três importantes ruas da cidade. A única coisa chata da praça são umas pessoas inconvenientes que ficam te “empurrando” rosas goela abaixo dizendo se tratar de um “presente”, daí ficam te perturbando até você comprar delas. Ah, se você responder em inglês eles puxam assunto – se responder em espanhol também – em italiano provavelmente também. Minha saída foi responder em português, eles não entendem nada e saem de perto (viva a língua portuguesa!). Subindo as escadas que tem na praça, chega-se ao Monte Pincio, jardim que faz parte da Villa Borghese, de onde têm-se uma excelente vista do alto da cidade e privilegiada vista do pôr-do-sol. No dia que fui tanto o clima quanto o tempo ajudaram…

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Monumento na Piazza del Popolo. Lá do alto, Monte Pincio

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Vista da Piazza Popolo do Monte Pincio

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Só eu fiquei encantada com essas esculturas? Olha Rômulo e Remo ali…

DICAS E CURIOSIDADES

Metrô: O metrô de Roma não é muito extenso, porém em geral eficiente. Mas ninguém consegue conhecer a cidade dentro de um metrô, então CAMINHE!;

Segurança: Tome cuidado com as áreas muito cheias de turistas, é frequente a reclamação de “batedores de carteira” por lá. Quando fui na Fontana di Trevi estava quase insuportável de tanta gente – atenção redobrada!;

Comer: Não espere comer bem em todos os lugares de Roma. Pude experimentar alguns “pega-turistas” bem ruins… mas não desanime! Pesquise blogs, pergunte pros seus amigos que já visitaram ou peça indicação pra algum italiano que conhecer. Tome cuidado com os preços também, em uma ocasião paguei 10€ por um gelato que se eu fosse comprar pra levar sairia por 5€, mas tudo bem… Achei bem legal comer pelas redondezas da Piazza Navona, é extremamente movimentado e com ótimas opções!

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Desfrutando Roma nas redondezas da Piazza Navona!

Táxi: Dependendo da quantidade de malas que você está levando e do número de pessoas que viajam com você, vale muito a pena pagar um táxi. Na volta para o aeroporto fui de táxi (o preço é tabelado) e saiu por 30€ para o Aeroporto Ciampino. Para o aeroporto Fiumucino o preço tabelado era 50€ (valores de abril/2014). Geralmente o preço das corridas para os aeroportos estão fixadas bem grandes nas portas dos táxis.

Pizzaria: As pizzarias de Roma não são parecidas com as do Brasil e nem sempre são servidas como no Brasil. Geralmente a pizzaria é uma portinha pequena com poucos lugares pra sentar (ou nenhum) e você paga a fatia de acordo com o peso: você escolhe o tamanho da fatia que quer, eles pesam, enrolam num papel e pronto. Porém tem algumas que vendem o preço da fatia tabelado, vai depender de onde você vá. Ah, e claro que as pizzarias mais requintadas servem a pizza “grande” (equivalente à média do Brasil) e valorizam a típica pizza romana da massa fina. Os preços variam muito e tem muita pizzaria pega-turista. Na ocasião fui a uma chamada Pizzarium, próxima à estação Cipro do metrô, e apesar de ter uma fila bem grande pra comprar,  achei super cara e de péssima qualidade… Se você está esperando por pizzas enormes com a massa bem alta, esqueça, ou vá pra Nápoles, que valoriza a massa alta.

Gelateria: Assim como as pizzarias pega-turista, tem também as gelaterias pega-turista: eu fui em várias e não encontrei nada demais, até ir na Gelateria La Romana que foi sem dúvidas o melhor gelato que já comi na vida. Tinha tanta gente na fila que parecia que iam pegar o último foguete pra lua no dia do apocalipse, mas toda espera valeu a pena. O preço também era excelente, o que até me surpreendeu, pois o lugar é bem bonitinho e organizado. Lembro de ser 2,50€ o copinho com dois sabores, escolhi o de pistache e COMI REZANDO. Infelizmente não era perto do hotel e acabei indo só uma vez, mas é PARADA OBRIGATÓRIA pra qualquer ser humano que sabe valorizar o que há de melhor na cidade. Endereço: via Venti Settembre, 60 e via Ostiense, 48. Curiosidade: Recentemente descobri que tem uma dessas aqui em Madrid, qualquer dia desses vou lá! 🙂

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Minha amiga e eu na melhor gelateria do mundo!

Boa pedida: Outro lugar que lembro de ter comido bem e ter sido muito bem atendida foi a La Caravella Trattoria. Pedimos entrada, jantamos e bebemos vinho por 33,60€/casal. Lembro de ter sido atendida por uma brasileira muito simpática. O restaurante fica bem pertinho do Museu do Vaticano e tem um ótimo custo benefício. Não foi a melhor comida que comi na vida, mas foi muito bom pelo que pagamos. Endereço: Via degli Scipioni 32-32b, 00192, Roma.

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Fachada do restaurante

Gastos: Roma não é uma cidade muito cara de ser visitada, talvez as coisas mais caras tenham sido as atrações Museu do Vaticano (vou falar do Vaticano em um outro post) e o Coliseu. Em nossa estadia gastamos em média 90€/dia (casal), fora hospedagem, mas claro, não fizemos compras na Fendi ou na Bvlgari… então vai do seu estilo de viagem. 😉

– Quem tem boca vaia Roma ou vai a Roma? Bem, apesar de ter envelhecido pelo menos uns 2.000 anos nessa viagem, eu fico com a segunda opção.

Um beijo!

 

O que fazer em Paris?

Sempre tive muita vontade de conhecer Paris. Lembro ano passado quando estávamos procurando destinos pra lua de mel ficamos em dúvida entre ir pros EUA ou pra França, EUA acabou levando, mas confesso que fiquei bastante tentada… graças a Deus tivemos a oportunidade de em menos de um ano poder ir para os dois lugares 🙂 . Porém, entre tantas atrações que a cidade luz oferece, chegava a hora de decidir: o que fazer em Paris?

Paris é tudo que sempre imaginei e mais um pouco, é o lugar que todos deveriam ir ao menos uma vez na vida. E tudo aquilo que falam dos franceses – que não gostam de falar inglês, que não gostam de turistas e que são grossos – não se aplicou conosco. Vou falar um pouquinho sobre o que fazer em Paris, nossa hospedagem, preços das atrações e sobre o transfer do Aeroporto Beauvais, que é o que eu cheguei.

Como chegar em Paris partindo do aeroporto Beauvais

Pra quem não sabe, o Aeroporto Beauvais é o atendido pela Ryanair, uma cia low-cost bem conhecida por quem viaja pela Europa e fica localizado a aproximadamente 70km ao norte de Paris. Quando comprei minha passagem – no impulso – nem me liguei de ver que aeroporto era aquele e tampouco em como chegar no centro. Porém, foi bem mais simples do que parece.

No salão principal (onde pegamos as malas) tem uma máquina de autoatendimento em que podemos comprar o bilhete do ônibus que nos leva até Porte Maillot (estacionamento Pershing/linha 1 do metrô) em 1h30. Mas pra quem chega em Paris sem cartão de crédito/débito, pode comprar a passagem em dinheiro em espécie direto no balcão da empresa de transfer, que pode ser avistada desde a máquina de autoatendimento. Para ver o horário de saída do ônibus, clique aqui.

Preço? 13€ cada trajeto e viagem super tranquila.

Hospedagem

Fizemos a escolha do hotel considerando que íamos passar o dia inteiro na rua e precisaríamos apenas de uma boa cama pra recuperar as energias pro dia seguinte e de um bom preço, já que Paris é uma cidade super cara. Escolhemos o Hotel Antin Saint Georges Paris, que ficava MUITO próximo da Estação Saint Georges (linha 2). Como era baixa temporada conseguimos um preço bom, 75€/diária sem café da manhã (isso é bem barato considerando que era hotel e não hostel), fizemos a reserva um mês antes da viagem através do site hoteis.com. Particularmente, a não ser que você fique hospedado num hotel luxuoso, é perda de tempo tomar café no hotel, Paris tem milhares de boulangeries premiadas e tomar café da manhã em uma delas é começar o dia com um bom passeio.

Pontos fortes do hotel:

  • Preço bom;
  • Atendimento excelente;
  • COLADO no metrô (e quando digo que é colado, é porque é colado MESMO!);
  • Próximo do Moulin Rouge e do maravilhoso bairro de Montmartre;
  • Camas confortáveis.

Pontos fracos do hotel:

  • Detestei o banheiro, era feio e tinha aparência de sujo. Como sou meio neurótica com essas coisas, não voltaria a me hospedar lá.
  • Não tem refrigeração (ruim pra quem vai no verão!).

O que fazer em Paris

Passamos 5 dias inteiros em Paris, e acho que mesmo quem mora lá não consegue conhecer tudo. A cidade tem muitas opções e atrações clássicas. Nós optamos fazer um tour pelas clássicas:

  • Torre Eiffel: Comprar o ingresso na hora não é uma boa ideia. Perdemos 1h na fila pra poder comprar o ingresso até o topo e subir de elevador. Pagamos 17€ pelo ingresso. Se puderem, comprem o ingresso antecipadamente pelo site. Quando fui comprar já não tinha mais, acredito que uns 3 meses de antecedência está ótimo. Fomos no fim da tarde pra poder ver a cidade de dia e esperamos o cair da noite para poder ver a cidade luz iluminada, claro. Abaixo uma foto da vista de dia e outra do cair da noite (nem se compara, né?)
Alguém ainda tem dúvida sobre o que fazer em Paris?

Alguém ainda tem dúvida sobre o que fazer em Paris?

Vista de tarde

Vista de tarde

Vista ao anoitecer (incomparável, né?)

Vista ao anoitecer (incomparável, né?)

Compramos o Paris Museum Pass quando ainda estávamos em Madrid e pagamos 48€/cada por 2 dias de uso. É bem corrido, mas dá pra usar. Para saber mais sobre o Paris Museum Pass, clique aqui. Eu recomendo muito a compra, pois não precisa mofar na fila pra comprar os ingressos. Com ele visitamos:

  • Museu do Louvre: Separe pelo menos umas 4h pra visitar o Louvre, o museu é gigantesco e dois dias inteiros não seriam suficientes pra apreciar todo o acervo, mas como não somos especialistas em arte 4h foi suficiente. Começamos a visita do último andar pro primeiro, pra fugir da multidão que estava chegando (fomos logo ao abrir o museu!).
  • Catedral de Notre Dame: Pra entrar na catedral não paga nada, porém pra subir nas torres paga e é aí que usamos o Paris Museum Pass. A fila para as torres estava muito grande, porém valeu a pena a espera. Ver Paris de todos os ângulos é sempre uma diversão! Ah, grávidas e pessoas que não gostam de subir escadas, não vão! A subida é enorme e os degraus são tão inesquecíveis quanto ver de perto Victor, Hugo, e Laverne, do filme O Corcunda de Notre Dame.
  • Chateau de Versailles, Jardim de Versailles e Gran Trianon: Fomos de trem e achei a chegada lá bem tranquila, logo que saímos da estação de trem tinham pessoas guiando os turistas pra “como chegar no Palácio”. Chegamos um pouco depois de abrir e não tinha fila nenhuma pra entrar. Porém, acho que foi sorte, pois menos de 1 mês depois uma amiga minha foi e mofou na fila. O Palácio é lindo, como já podemos imaginar. Repleto de luxo, história e mistérios. Caminhamos pelo jardim, que é tão lindo quanto, e fomos até o Gran e Petit Trianon – particularmente a caminhada é dura considerando o frio, então se não estiver muito a fim de caminhar, não vá. Pra quem tem pouco tempo recomendo mais o Palácio e os Jardins, que são belíssimos. Pra quem tem um dinheirinho sobrando ou não está a fim de andar, tem um carrinho elétrico que leva as pessoas até o Gran e Petit Trianon, porém custa uns 7€ por pessoa só a ida.
  • Arco do Triunfo: É um monumento construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o qual ordenou a sua construção em 1806. Também é um passeio pra quem não tem medo de escadas e não está de salto alto. Subimos as escadas e eu já estava muito cansada, nem passei muito tempo lá. Mas a vista é bem bonita, de lá podemos ver a Champs Élysées iluminada. Jantamos na Champs Élysées e fomos perder as calorias lá… (para ver as nossas escolhas de boulangeries e restaurantes, clique aqui).
  • Museu D’Orsay: Esse museu, que funciona numa antiga estação de trem, fica às margens do Rio Sena. Quando fui, TAMBÉM tinha uma fila gigantesca, mas não pra quem tinha o Paris Museum Pass 😀 . O museu abriga obras de arte de artistas como Manet, Monet e Van Gogh (além da fila pra entrar, também tem outra fila dentro do local pra ver as obras de Van Gogh, porém, não deixe de ir!).
  • Panthéon: Por fora é lindo e por dentro é mais belo ainda. Lá estão sepultados figuras e personalidades da história da França e do mundo, entre os quais, Rousseau e Voltaire.

Outras atrações que fomos, porém sem o Paris Museum Pass:

  • Jardins de Luxemburgo: É o maior parque público de Paris e  jardim do Senado francês, localizado no Palácio de Luxemburgo, dentro do próprio parque. Vá numa tarde ensolarada de primavera, faça um piquenique como os parisienses ou leia um livro sentado na grama. É um passeio pra ir sem pressa e com uma boa companhia 🙂 Ah, a entrada é gratuita (êêêê).
  • Cruzeiro no Bateaux-Mouches: Compramos as entradas antecipadamente e fomos no final da tarde, pra ver Paris tanto de dia (quando começa o passeio) quanto de noite, quando termina. Eu gostei muito desse passeio, tirando as pessoas sem noção que prezam mais por ver o local através da câmera fotográfica do que com os olhos (algumas pessoas ficavam na frente com seus celulares e câmeras atrapalhando a vista). Porém, tirando esse inconveniente, o passeio é muito bom. De lá podemos ver a Torre Eiffel, Catedral de Notre Dame, Museu D’Orsay, porém tudo de outro ângulo. É um clima bem agradável e gostoso. Recomendo que vá BEM agasalhado, pois bate muito vento. No dia que fomos tava 4ºC e nem preciso dizer que congelamos né? Duração: Aproximadamente 1h30. Preço? aprox. 12,50€/por pessoa.
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Foto tirada do cruzeiro, precisa de mais descrição?

  • Moulin Rouge: Eu não poderia ir a Paris e não ir assistir um espetáculo do Moulin Rouge. Comprei o ingresso antecipadamente pela internet e foi 115€/por pessoa o olho da cara!. Como eu queria muito ir, resolvi encarar. Para saber um pouquinho mais sobre essa experiência escrevi um post bem detalhado sobre ele, para ler clique aqui. Para comprar direto pelo site do Moulin Rouge, clique aqui.
  • Galeries Lafayette: É um shopping SUPER luxuoso, que reúne as melhores grifes e tudo aquilo que pobres mortais não podem comprar hahaha. Tipo, relógios de 100.000€, jóias de 80.000€, etc. Porém, é um lugar muito bonito de ver, cheio de luxo e tradição. Dica: Vá até o último andar apreciar um pouquinho da vista que o terraço oferece, foi de lá que eu vi pela primeira vez a Torre Eiffel, é muito amor! Endereço: 40 Boulevard Haussmann, 75009, Paris.
Galeries Lafayette,

Lindo é pouco, né?

  • La Basilique du Sacré Coeur de Montmartre: Localizada no alto do morro do boêmio bairro de Montmartre, a basílica é mais um dos pontos turísticos imperdíveis da capital. Simplesmente LINDA e enorme por fora e bonita por dentro, vale muito a visita (é proibido tirar foto lá dentro!). Em frente à igreja tem um mirante que podemos apreciar a vista da cidade. O bairro de Montmartre é encantador, muitas sorveterias, restaurantes, lojinhas de souvenirs e principalmente cheio de artistas pintando quadros e fazendo nossos olhinhos brilharem com tanta beleza. Ninguém menos que Van Gogh morou por lá, além de Picasso e Renoir que tinham seus ateliês lá. O bairro abrigava muitos artistas, cabarés, bares e prostituição na belle époque. Amei esse bairro e quando voltar a Paris quero conhecer o Espaço Dali, que acabei não indo. 🙁

Paris não é uma cidade nada barata de ser visitada, mas com planejamento dá pra economizar uns eurinhos – PRINCIPALMENTE se comprar o Paris Museum Pass. Até hoje, a cidade que mais gastei na Europa foi a cidade luz, em média 210,00€ por dia/casal (fora hospedagem). Porém, vale lembrar que fomos no Moulin Rouge, que é uma atração carinha.

UPDATE:

Em outra viagem a Paris fiz o passeio do Bateaux Parisiens e confesso que gostei mais. O audioguia era muito bom e o barco era fechado, essencial pra quando a temperatura cai. Lembro que no Bateaux Mouches o barco era aberto mesmo com temperatura na casa dos 5 graus. O barco saiu bem de frente da Torre Eiffel e comprei o ingresso na hora sem filas (mês de dezembro).

Nessa segunda viagem incluí também uma visita à Ópera Garnier, que vale muito a pena encaixar no roteiro quando for conhecer as Galeries Lafayette, pois fica bem do lado. A arquitetura do local é espetacular e uma obra-prima da época que se destaca até hoje. O interior da Ópera transmite bem a ideia de riqueza, luxo e do quão imponente é. OBS: A entrada na ópera é gratuita com o Paris Museum Pass.

 

E vocês? Quais passeios fizeram?

Beijos!

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