O que ver na Cidade do Cabo

Tudo sobre minha viagem pra Cape Town

Conforme eu havia lido em uma revista, reitero aqui: o mundo não tá preparado pra ver Cape Town de perto. Cores, sabores, brisa do mar, beleza natural exuberante, sorrisos estampados na face, tudo isso, é claro, acompanhado de uma boa taça de vinho, coisa que fazem com maestria.

Por influência de um amigo de meu marido que já tinha ido 2x à cidade, decidi comprar minha passagem. Achei uma promoção voando Latam por R$1800 com taxas do Rio pra Joanesburgo, e o trecho interno fiz com outra companhia. A propósito, pra felicidade de todos, tenho visto várias promoções por esse preço. 🙂

A programação dessa viagem não foi tão fácil, pois não encontrei tanta informação na internet quanto os destinos mais comuns. E, quando encontrava, acabava não encaixando com o roteiro que eu pretendia fazer. No entanto, montei eu mesma todo meu roteiro.

Como se locomover

Se você perguntar pra 10 pessoas que visitaram a cidade, pelo menos 8 dirão pra alugar carro. Porém, minha mãe sempre me disse que eu não sou todo mundo, então fui na contra-mão e não aluguei. Os motivos foram os seguintes:

  • Na África do Sul eles dirigem na mão-inglesa e o volante do carro é do lado direito, o que pode parecer fácil, mas achei confuso até enquanto pedestre, que dirá enquanto motorista;
  • Fiquei com receio de não encontrar estacionamento fácil nas atrações e ficar refém dos estacionamentos;
  • Os vinhos sul-africanos são maravilhosos e durante nossa estadia optamos por beber vinho todos os dias, o que ia na contra-mão da direção rs;
  • Assim como no Brasil, há flanelinhas na cidade, o que acho particularmente um saco;
  • Uber funciona muito bem na Cidade do Cabo e é relativamente barato dependendo de onde você esteja hospedado.

No entanto, nem cogitei alugar carro. Mas financeiramente falando é mais barato, principalmente se viajar com mais pessoas. Gastamos durante toda nossa estadia aproximadamente R$500 de Uber (passamos 7 dias na Cidade do Cabo). Não utilizei transporte público nenhuma vez.

Não tivemos problema pra pedir Uber no aeroporto pra ir pro hotel, e nem foi preciso nos distanciarmos tanto. Quando você pede um Uber, o próprio aplicativo já sugere que você vá pro ponto de encontro, que fica na área do estacionamento e super fácil de encontrar. A corrida deu aproximadamente R$45 até as proximidades de Waterfront, região onde está a maioria dos hotéis.

Onde se hospedar

Fiquei hospedada no Circa on The Square Hotel, um 4 estrelas cujos quartos são enormes e perfeitos pra quem preza por conforto e comodidade. O quarto é na verdade um apartamento de 55 metros quadrados, equipado com geladeira, cooktop, micro-ondas, utensílios de cozinha, lava-louças,  sala de estar, dois banheiros e arrumação diária. Pra quem tem criança, é um excelente lugar pra se hospedar. O café da manhã está incluso na diária e é servido no restaurante do hotel.

O único contra é o fato de não ter desembarque de veículos na porta do hotel, pois a entrada da recepção fica numa rua em que não pode entrar carro. Caso esteja com muitas malas, pode ser ruim. Pode ser ruim também desembarcar muito tarde, pois a região à noite não é nada movimentada, o que causa certa sensação de insegurança.

A região de Waterfront é maravilhosa de se hospedar, pois muitas vezes poderá ir andando pro complexo Victoria & Alfred e terá acesso a transporte turístico, restaurantes, mercados, etc. Apesar de não termos nos hospedado lá, onde estávamos era super perto e o Uber não passava de R$10.

O que fazer em Cape Town

Conforme dito, passamos 7 dias e 7 noites na cidade, o que pode parecer muito mas na verdade foi uma maravilha, pois não fizemos nada com pressa (estávamos de férias e não queríamos correria).

O tempo em Cape Town é super instável e não pude deixar de notar que é possível fazer as quatro estações em um único dia: nebulosidade, nevoeiro, chuva, sol, frio… tudo ao mesmo tempo. Como muitas das atrações requerem tempo bom e céu limpo, é um risco grande passar menos de 3 dias na cidade, por exemplo, pois pode ser que não consiga ver os pontos de interesse. Eu sugeriria, no mínimo, 5 dias inteiros de estadia.

Vou reunir aqui no post as atrações que vocês não podem deixar de fora numa visita à cidade, e então vocês ajustam o roteiro conforme o tempo de permanência:

TABLE MOUNTAIN

Grandioso, esplendoroso, magnífico. Não tenho palavras no meu vocabulário pra definir a beleza desse lugar. Não é à toa que é considerado uma das 7 maravilhas da natureza e realmente faz jus ao título.

TABLE MOUNTAIN

TABLE MOUNTAIN

Pra visitar esse lugar é necessário antes de tudo acompanhar o tempo direto no site, pois caso a visibilidade esteja baixa devido ao mau tempo – o que não é difícil – o teleférico não funciona. Ou seja, assim que pegar um dia ensolarado, vá logo pra lá e nada de deixar pro último dia.

Com o ticket do ônibus City Sightseeing, cheguei aos pés da Table Mountain. Apesar da longa fila, não demorei 5 minutos pra embarcar no teleférico. Vale lembrar que eu já tinha os ingressos, pois ganhei da Secretaria de Turismo numa parceria. Caso não tenha os ingressos sugiro que compre online pra não pegar fila na bilheteria e depois fila pro teleférico.

Pra vocês terem uma ideia da monstruosidade que é a Table Mountain, ela tem altitude de 1.085 metros (a título de comparação, o Morro do Corcovado, onde fica o Cristo Redentor, tem altitude de 710 metros, um terço menor!). Dá pra imaginar o quão maravilhosa é a vista do alto da Montanha?

TABLE MOUNTAIN

TABLE MOUNTAIN

Você pode acessá-la através do bondinho e também através de trilhas, que dependendo do preparo físico pode demorar até 4h pra subir. Claro que fui de bondinho. É impossível não comparar o teleférico da Table Mountain com o bondinho do Pão de Açúcar, sendo que a diferença é que nesse primeiro à medida que vai subindo vai girando 360 graus, o que permite que o visitante tenha diversas vistas da cidade – e em alguns momentos sem vidro em frente, abertão mesmo. 🙂

Teleférico Table Mountain

Teleférico Table Mountain

Como lá em cima é muito grande, não basta só subir, tirar foto e descer. Há muitas trilhas pra apreciar a cidade de diversos ângulos, então sugiro que vá com um bom calçado e leve água, pois à medida que anda, vai se distanciando da única lanchonete que tem e que fica logo na entrada.

50 tons de azul!

50 tons de azul!

Não espere que seja um passeio rápido, pois com certeza você vai querer fazer as trilhas e admirar toda a beleza que há no local. Sem dúvidas, a atração está na lista dos lugares mais belos que já vi – tanto de cima, quanto de baixo.

Table Mountain

Table Mountain

Apesar de eu não ter feito isso, imagino que o pôr do sol de lá deve ser a coisa mais espetacular do mundo. Como fui de manhã, obviamente tive que ver o pôr do sol de outro lugar.

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

Saí da Table Mountain por volta de 14h. Optei por pegar um Uber e ir conhecer o Jardim Botânico da cidade, que fica a 17 km de distância da atração anterior. Como estávamos sem carro e não há transporte público pra esse lugar, optamos por ir logo, já que íamos perder muito tempo se fôssemos pegar novamente o City Sightseeing, pois ele segue uma rota de sentido único (já já falo pra vocês disso).

O Jardim Botânico tem uma vista privilegiada da Table Mountain, pois fica bem aos pés dessa. Está em funcionamento desde 1913 e é considerado o mais belo jardim botânico do Continente. Mesmo que você não seja um grande entendedor de botânica (também não sou), vale muito a visita.

Há uma variedade de mais de 7 mil tipos de plantas originárias da África, inclusive não só plantas, mas cobras também. Notei que muitas pessoas fazem piquenique no grande gramado que há no local, uma boa pedida pra fechar a tarde e assistir o pôr do sol (em Cape Town, onde quer que você esteja, o pôr do sol será um espetáculo). 🙂

Oi???

Oi???

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

Eu confesso que estava bem cansada já ao chegar no local, mas me esforcei pra caminhar e desbravar a atração, que é repleta de ladeiras.

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

A propósito, dentro do Jardim Botânico está localizado o famoso Restaurante Moyo, de culinária africana.

É necessário prestar muita atenção nos horários de funcionamento das atrações, pois dependendo da estação do ano pode fechar cedo. Como fui no inverno, era meu caso. Isso vale tanto pras atrações como pros ônibus City Sightseeing, que mudam os horários conforme as estações.

Atenção: Os ônibus do City Sightseeing fazem uma rota de sentido único, então programe-se pra não precisar voltar na atração/parada que já tenha passado, pois do contrário terá que dar uma volta inteira na cidade pra chegar novamente ao ponto desejado.

BOULDERS BEACH

No dia seguinte meu combo de passeio foi o Cabo da Boa Esperança e a Boulders Beach, atrações imperdíveis pra quem visita a região. Comprei o passeio Full-day Cape Point Tour, do City Sightseeing, no dia anterior. Perto do meu hotel tinha uma parada do ônibus (Lower Long Street), o que facilitava muito a locomoção, pois eles não param nunca fora de seus pontos. Verifique a tabela de horários, pois os ônibus são muito pontuais.

Chegando em Boulders Beach

Chegando em Boulders Beach

A primeira parada foi Boulders Beach, em que é necessário pagar uma taxa de R65 pra entrar, por tratar-se de área de preservação do Table Mountain National Park.

Uma colônia com cerca de 3.000 pinguins vive na Boulders Beach e, apesar do número parecer alto, os animais correm sério risco de extinção. Coletas ilegais de ovos, predadores naturais no mar e graves acidentes marítimos com derramamento de óleo contribuíram para que a população dos bichinhos fosse reduzida em 98% em dois séculos.

Pinguins africanos

Pinguins africanos

Os pinguins africanos estão por toda parte e podem ser vistos em todas as estações, apesar de ser recomendável ir nos dias mais ensolarados, pois a cor da água também é um espetáculo à parte. Aliás, a praia é super limpa, organizada e segura. Voltei apaixonada desse lugar!

A cor da água é outro espetáculo!

A cor da água é outro espetáculo!

Muitos pinguins!

Muitos pinguins!

CABO DA BOA ESPERANÇA

Continuando o passeio anterior, seguimos para o Cabo da Boa Esperança, a 22 km da Boulders Beach. O caminho durante o percurso é um espetáculo, com vistas deslumbrantes e breves paradas quando avistamos algum animal fora do comum (como ema e avestruz, por exemplo).

Avestruz pelo caminho

Avestruz pelo caminho

Pra acessar o Cabo da Boa Esperança também é necessário pagar uma taxa, mas já está inclusa no tour do Citysightseeing. Há estacionamento no local pra quem vai de carro.

Quem aí lembra das aulinhas de história, em que aprendemos que no final do século XV Bartolomeu Dias “descobriu” o lugar quando buscava o caminho para as Índias? Devido à localização no extremo Sul da África, no encontro dos Oceanos Atlântico e Índico, há uma forte e agressiva agitação no mar, que conferiu à região primeiramente o nome de Cabo das Tormentas.

O lugar é incrível não só pela grande importância histórica, mas também pela beleza natural. É altamente recomendável subir até o Farol que está no cume, seja através de trilha/escada ou de funicular. Do alto a vista é mais deslumbrante ainda! Caso opte por ir através das escadas, as pessoas chegam em mais ou menos 15 minutos ao topo e é de nível fácil.

Subida até o farol

Subida até o farol

Como eu tinha ganhado os ingressos do funicular, óbvio que optei por esse. Você pode subir a pé e voltar a pé, subir de funicular e voltar a pé (ingresso mais barato) ou subir e descer de funicular.

Cabo da Boa Esperança

Cabo da Boa Esperança

Ali pertinho do funicular há um restaurante chamado Two Oceans, cuja vista vocês já devem imaginar do que se trata. Caso queira almoçar lá, dependendo da época é necessário fazer reserva, pois pode lotar. Pra quem pretende fazer um lanche mais rápido, bem ao lado do restaurante há uma lanchonete com boas opções e bons preços.

Atenção: Há muitos babuínos no local, sabem abrir carro, bolsas e podem atacar. Eles na verdade estão sempre em busca de comida, então evite ao máximo caminhar com qualquer tipo de alimento, pois eles sentem o cheiro de muito longe e vão atrás de você onde quer que você esteja.

Babuínos

Babuínos

Babuínos

Babuínos

Caso tenha estacionado na parte de cima, será necessário fazer o percurso de volta

Caso tenha estacionado na parte de cima, será necessário fazer o percurso de volta

Há outra trilha a ser percorrida, em que passamos ao lado da Dias Beach, em que há tubarões e surfistas corajosos. O amigo do meu marido que lá esteve estava surfando quando um tubarão branco passou do lado dele. kkk

Dias Beach à esquerda

Dias Beach à esquerda

Essa trilha é muito legal e nos leva até a famosa placa que todo mundo tira foto, mas que nos permite ter vistas maravilhosas do local. Fomos até o topo de uma montanha e descemos, acompanhados de um guia, que pacientemente tirou foto de todo mundo haha.

Foto clichê mas que tem que tirar!

Foto clichê mas que tem que tirar!

Paisagens estonteantes do Cabo da Boa Esperança

Paisagens estonteantes do Cabo da Boa Esperança

Voltei encantada desse passeio e o caminho de volta reforçou ainda mais o encanto: estradas estreitas, curvas sinuosas e rodeada de costões rochosos, vegetação plana e muito azul, fizeram valer cada centavo investido nessa viagem.

O caminho...

O caminho…

Além do Sightseeing, a empresa Cape Comoot também faz o passeio para o Cape Point parando na Boulders Beach. Compare os preços e o que é oferecido pra saber o que é melhor pra você.

Chegamos no fim do dia/início da noite já cansados e fomos pro hotel descansar pois no outro dia fomos…

CONHECER ALGUMA VINÍCOLA

Algo imperdível também de conhecer na Cidade do Cabo são as vinícolas – e a boa notícia é que não tem apenas uma, mas várias! 🙂 Pra quem não está com carro alugado, a melhor opção é conhecer as da região de Constantia Valley, que ficam numa região afastada do centro mas ainda na mesma cidade.

Pra quem pensa em alugar carro e tem tempo de sobra, acho que vale a pena esticar até Stellenbosch e Franschhoek, em que podem até pernoitar. Essas últimas estão a uma distância de 53 km e 81 km da Cidade do Cabo, respectivamente. A empresa Cape Comoot tem transfers diários pra Franschhoek partindo da Greenmarket Square.

Groot Constantia

Groot Constantia

O terceiro dia destinamos para  beber, ops, conhecer as vinícolas. Como não há transporte público para o local, mais uma vez optamos pelo CitySightSeeing, cujo ônibus Constantia Wine Bus leva os visitantes a três vinícolas, entre elas a Groot Constantia, a mais antiga do país. Essas vinícolas ficam na região mais antiga da cidade, região essa incrivelmente linda, com belas estradas e árvores que desenham um cenário exuberante.

A caminho de Groot Constantia

A caminho de Groot Constantia

É necessário pagar R75 pra entrar, o que dá direito a degustação de cinco vinhos e no final ainda podemos levar as taças de lembrança. Além desse tour de degustação, há também o tour de degustação de chocolates com vinhos.

Tour Groot Constantia

Tour Groot Constantia

A Groot Constantia, como já dito, é a vinícola mais antiga do país, existente há 330 anos. É dessa vinícola que saía um dos vinhos preferidos de Napoleão Bonaparte, o Grand Constance, quando este estava exilado na Ilha de Santa Helena, de onde encomendava os vinhos.

Grand Constance - Groot Constantia

Grand Constance – Groot Constantia

O passeio é muito agradável e organizado, percorrendo vários pontos do processo de produção do vinho, assim como tirando as dúvidas dos visitantes. O final da visita se dá na loja, onde podemos degustar 5 vinhos e quem sabe levar uns pra casa. Dos 5 que provei, apesar de ter gostado de todos, gostei mais do Constantia Rood 2015 (tinto). 🙂

Na época que fui as videiras estavam secas (inverno)

Na época que fui as videiras estavam secas (inverno)

Particularmente achei que o preço nas vinícolas estava praticamente o mesmo que nas lojas de vinhos do centro da cidade, e como eu ja estava mais pra lá do que pra cá (se é que vocês me entendem) acabei deixando as compras pra depois.

Vinícolas de Cape Town

Vinícolas de Cape Town

Além dessa vinícola, você pode visitar com o mesmo ônibus a Eagles’ NestBeau Constantia, que ficam próximas uma das outras (é necessário pagar pra entrar em cada uma delas).

Como eu já estava meio bebum e já estava tarde (não sei precisar quantas horas passei na vinícola) segui no Mini Península Tour rumo à Camps Bay, onde almojantaria e veria o pôr do sol.

CAMPS BAY & CLIFTON

Antes de mais nada vale salientar que o ônibus do City SightSeeing é aberto no segundo andar, o que pode ser terrível se estiver frio. Juro que nunca passei tanto frio na vida… kkk. Leve sempre uma roupa mais quentinha ao seguir viagem nesse ônibus.

City SightSeeing

City SightSeeing

Além de ter audioguia em vários idiomas, o ônibus te leva por lugares lindos por onde quer que você olhe. Numa dessas paradas desci em Camps Bay, a principal praia da cidade, de onde temos a bela paisagem dos 12 apóstolos ao fundo.

Os 12 apóstolos são uma formação rochosa que são melhores apreciadas da Praia de Camps Bay. Faz parte da Table Mountain e não sei porque leva esse nome, já que se você contar verá que na verdade têm 17 picos.

12 apóstolos

12 apóstolos

Além de ser bonita por natureza, Camps Bay tem ótima infraestrutura pro visitante, o que fez com que eu voltasse lá em outras ocasiões. Almoçamos num restaurante com vista pro mar no Promenade, uma galeria com lojinhas e restaurantes interessantes, e depois caminhamos pela orla. No mesmo ponto onde descemos do ônibus pegamos depois pra voltar pro hotel.

Caso queira um lugar bem animado em Camps Bay, esse lugar é o Cafe Caprice!

Caso queira um lugar bem animado em Camps Bay, esse lugar é o Cafe Caprice!

Vista de Camps Bay

Vista de Camps Bay

Pôr do sol em Camps Bay: Quem você convidaria pra sentar nesse banco com você?

Pôr do sol em Camps Bay: Quem você convidaria pra sentar nesse banco com você?

Pôr do sol em Camps Bay: É ou não um espetáculo?

Pôr do sol em Camps Bay: É ou não um espetáculo?

Em outra ocasião voltamos a Camps Bay mais à vontade, digamos. Já tínhamos visto as atrações turísticas que gostaríamos e estávamos mais tranquilos e sem pressa de nada. Compramos um vinho e fomos ver o belo pôr do sol, que em Cape Town se põe no mar. Temperatura caindo, pé na areia, uma garrafa de vinho, boa companhia e uma paisagem de tirar o fôlego.

Ainda fomos conhecer Clifton Beach, outra famosa praia que é vizinha à Camps Bay e dá pra ir andando. A câmera já estava descarregada e não pude tirar foto buáááá.

BO-KAAP

Em outro dia separamos uma manhã pra fazer compras (vou falar em outro post) e à tarde pra conhecer Bo-Kaap, através do Free City Sightseeing Walking Tour. O tour, como o nome sugere, é de graça e você paga quanto quiser para o guia ao final do passeio. Ele não é funcionário da empresa e, segundo ele, vive das gorjetas que recebe nesse passeio.

Signal Hill vista de Bo-Kaap

Signal Hill vista de Bo-Kaap

O tour começa sempre às 14h e às 16:15 e parte do escritório central da City Sightseeing na Long Street rumo à Bo-Kaap. Sugiro que confirme os horários antes de ir, pois pode ser que mude de acordo com as estações do ano – lembrando que fui no inverno.

Localizado aos pés de Signal Hill, esse bairro é conhecido pelas suas brilhantes e coloridas casas em tons de verde, azul e laranja. Bastante diferente, além de pitoresco é de grande valia conhecer a história dos habitantes do bairro, que historicamente eram descendentes de escravos do Sudeste Asiático – também chamados de malaios – e atualmente o berço da comunidade muçulmana na cidade, que são 70% da população de lá.

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

Encantada com esse bairro!

Encantada com esse bairro!

A mais antiga mesquita muçulmana, datada de 1793, fica no bairro. Caso sua visita seja entre segunda e sábado há a possibilidade também de visitar o Bo-Kaap Museum por R10 e tomar um chá na casa de um morador. Como fui num domingo, o museu estava fechado. Depois de muitas fotos, voltamos pras adjacências da Long Street.

GREENMARKET SQUARE

Ali pertinho do escritório central da City Sightseeing está essa praça, que antigamente funcionava como um mercado de escravos. A praça é na verdade um mercado de pulgas e um prato cheio pra quem pretende conhecer o artesanato africano (não apenas sul-africano).

Há um certo assédio por parte dos vendedores, que fazem de tudo pra tentar vender seus produtos, que pelo pouco que percebi não eram muito baratos. Não consegui ficar muito tempo lá, pois quando cheguei já estava quase fechando, então nem consegui bisbilhotar muito as novidades.

LONG STREET

Ali do lado está a Long Street, que não é bem um ponto turístico mas é um lugar que certamente você irá passar. Durante o dia é tudo muito movimentado, pois há um número grande de lojas, empresas, bares e restaurantes, e à noite se transforma num ambiente com vida noturna e agito. Apesar do agito, não me senti muito à vontade em andar à noite lá, mesmo estando acompanhada. Pra quem procura hostel pra se hospedar, bem provável que acabe ficando nessa região, cuja oferta é maior.

Long Street

Long Street

Algo que vale a pena destacar é que a maioria dos bares ficam nos altos. Então caso esteja procurando algum lugar específico, não deixe de olhar pra cima, não somente pro térreo.

Conheci um bar muito bacana nessa rua, que falei no post Onde comer em Cape Town.

ROBBEN ISLAND

Outra atração que você vai precisar tirar ao menos um dia pra ir é Robben Island, pois o passeio dura pelo menos 4h. Comprei meu ingresso no dia anterior (R340) e foi a melhor coisa que fiz, pois no dia estava lotado e acho que nem conseguiria mais ingresso.

A bilheteria e ponto de partida do ferry é no complexo Victoria & Alfred Waterfront, ao lado da Torre do Relógio. Acontecem três partidas diariamente, sempre às 09h, 11h e 13h. Sugiro que chegue com pelo menos 20 minutos de antecedência, pois as filas são gigantes mesmo pra quem já tem ingresso e costumam fechar o portão de acesso 10 min antes da partida. Opte pela ida num dia sem chuva, pois grande parte do tour acontece a pé e em área descoberta.

Ferry pra Robben Island

Ferry pra Robben Island

Eu parti no ferry das 09h, pra que pudesse aproveitar bastante o dia. Caso você seja sensível a balanço de barcos, saiba que pode enjoar – cogite levar um remédio pra enjoo/náuseas. Digo isso porque na ocasião vi algumas pessoas vomitando e não foi muito agradável hahaha.

Robben Island é a ilha onde Nelson Mandela e seus companheiros ficaram presos por mais de 20 anos. É considerada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, e, além de ser um local de extrema importância histórica, em que retrata a história da luta contra o apartheid, é também um ambiente de refúgio para muitas espécies marinhas e terrestres.

Chegando em Robben Island

Chegando em Robben Island

Logo ao chegar na Ilha embarcamos num ônibus com um guia, que vai percorrendo vários pontos da complexo prisional e contando as curiosidades. Em seguida descemos do ônibus para fazer uma visita interna à prisão, com outro guia, que geralmente é um ex-prisioneiro que passou por essa prisão. A história é contada por alguém que viveu aquilo, o que torna o passeio ainda mais incrível. Apesar de já ter passado por momentos muito difíceis, o guia era extremamente simpático, atencioso e com muita história pra contar.

Dormitório dos presos

Dormitório dos presos

Com o guia, um ex-prisioneiro de Robben Island

Com o guia, um ex-prisioneiro de Robben Island

Temos a oportunidade de fazer perguntas para o ex-prisioneiro e percorrer lugares históricos, como a cela de Mandela. Assim como a área de banho, os cardápios servidos, etc.

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Eu já tinha visitado o Apartheid Museum, em Joanesburgo, e achei incrivelmente interessante essa visita também, especialmente pra quem se interessa por história, o que acho indispensável para conhecer um pouco a história de luta do povo desse país.

Prisão de segurança máxima

Prisão de segurança máxima

O passeio de ferry foi também muito especial, onde pude contemplar grupos de pinguins nadando, assim como focas e até baleia, tudo isso com a paisagem cinematográfica de Cape Town vista do mar.

Baleia!!

Baleia!!

Estádio construído pra Copa de 2010

Estádio construído pra Copa de 2010

VICTORIA & ALFRED WATERFRONT

Retornamos do passeio do tópico anterior e a fome estava grande, então pausamos umas horinhas pra comer e jogar conversa fora. Passado isso, fomos bater perna no complexo, que é bem grande e tem pra todos os gostos/bolsos. Lá você encontrará uma infinidade de lojas, restaurantes, cafés, artistas de rua e bares, o que torna o lugar sempre bem movimentado e animado.

O que fazer em Cape Town

O que fazer em Cape Town

A incrível vista do V&A

A incrível vista do V&A

Artistas de V&A

Artistas de V&A

Tudo isso com uma vista incrível da Baía e outras atrações, como a Cape Wheel, uma roda-gigante fechada muito parecida com a London Eye. Eu estava com planos de ir nela, mas acabei enrolando e deixando pro fim da viagem e não fui. Imagino que a vista de lá deve ser espetacular. Se eu não me engano, custa R120.

Cape Wheel

Cape Wheel

THE WATERSHED

Outro lugar muito bacana de conhecer é The Watershed, que fica também no complexo V&A, mas com uma pegada um pouco diferente. Localizado do lado do Aquário de Cape Town, é um mercado excelente pra quem quer conhecer um pouco mais do artesanato africano, mas com muito conforto. Vou abordar mais sobre esse lugar no próximo post, em que contarei sobre onde fazer compras em Cape Town. Não deixe de conferir.

Pertinho do Watershed fica a Nobel Square, com diversas esculturas de sul-africanos ganhadores do famoso prêmio

Pertinho do Watershed fica a Nobel Square, com diversas esculturas de sul-africanos ganhadores do famoso prêmio

OUTRAS INFORMAÇÕES

Fiz também o passeio Harbour Cruise, mas achei um pouco sem graça. A coisa mais legal foi ver bem de perto uma foca preguiçosa que pegava sol dentro de um pneu kkk. Além disso, as bonitas paisagens vistas do barco. Talvez seja mais interessante pra quem trabalha/estuda algo relacionado às ciências náuticas – o que não é meu caso.

Passeio de barco em Cape Town

Passeio de barco em Cape Town

Paisagens lindas no passeio de barco

Paisagens lindas no passeio de barco

Vale a pena dar uma passadinha no bairro de Woodstock e conhecer The Old Biscuit Mill, uma espécie de mercado com uma pegada mais alternativa. Nesse local está localizado o The Test Kitchen, o melhor restaurante do continente africano (é necessário reservar com bastante tempo de antecedência). Opte por conhecer o mercado num sábado, pois é quando rola música ao vivo, barracas de comidinhas típicas e artistas locais. No dia que eu fui tava tendo um evento de vinho e gin, em que pudemos degustar algumas bebidinhas e conhecer pessoas.

Não posso deixar de mencionar que visitem também a Exposure Gallery, uma pequena galeria de fotografia com fotos de esbugalhar os olhos e que estão disponíveis pra compra. Caso decida ir, saiba que a feirinha que tem aos sábados funciona até 14h.

The Old Biscuit Mill

The Old Biscuit Mill

Relativamente perto dali está a cervejaria Devil’s Peak, ótima pedida pra quem quer dar um tempo dos vinhos e curtir cervejas artesanais. Fomos andando pra lá, mas infelizmente estava fechada temporariamente pra reforma. Porém experimentei essa cerveja em outro bar, em outra ocasião, e adorei. Certamente deve valer a pena fazer uma degustação direto no local.

Uma atração super recomendada na cidade mas que acabei não indo foi assistir o pôr do sol de Signal Hill. Dessa colina você pode ter mais uma vista espetacular da cidade. Confesso que quis ir, mas nesse ponto não ter carro alugado dificultou: não tem transporte público para o local. Pensei em chamar um Uber, mas fiquei com receio de não conseguir voltar facilmente e ficar perambulando à noite num lugar não povoado. Durante o verão a empresa City Sightseeing tem um transporte pra lá no chamado tour noturno.

Outro pôr do sol famoso é Lion’s Head. Porém, tecnicamente conhecido por ser mais difícil que o anterior. É necessário também ir de carro pra acessar o local e ter um certo preparo físico, pois no fim do percurso há uma escaladinha, que, segundo o que li, não é nada de outro mundo, mas que também não é mamão com açúcar. Como não sou fã de escaladas, nem cogitei ir, nem que estivesse de carro. Desculpe decepcioná-los hahaha.

No entanto, o que não faltam são lugares pra apreciar o famoso pôr do sol de Cape Town, que nunca decepciona ao sumir no Atlântico fechando o dia com chave de ouro.

Me surpreendi positivamente com a Cidade do Cabo em todos os aspectos, mas, sem sombra de dúvidas, a beleza natural estonteante merece destaque. É comum ouvir as pessoas comparando Cape Town com o Rio de Janeiro, mas sinceramente além do fato de ambas cidades terem praia e um belo morro que subimos de teleférico, as semelhanças param por aí. Não desmerecendo o Rio, cidade que moro, mas Cape Town me pareceu muito mais desenvolvido, organizado e seguro.

Por falar em segurança, achei tudo muito tranquilo lá. Não me senti ameaçada em momento algum, mas também não fiquei dando sopa. Assim como o Brasil a cidade tem muitos moradores de rua e problemas sociais, mas eles costumavam só pedir algum dinheiro e não nos intimidavam caso não déssemos. Entretanto, nas redondezas da Long Street vale a pena uma atenção redobrada à noite.

Não entrei em nenhuma favela, conhecidas lá por township, mas passei em frente a uma no City tour que fiz com a CitySightseeing. As casinhas são extremamente pequenas, geralmente não são de alvenaria como no Brasil e sim de alumínio, o que deve ser insuportavelmente frio no inverno e extremamente quente no verão. Pude ver que os banheiros são externos, de uso comunitário.

Township em Cape Town

Township em Cape Town

Diferente do Brasil que as favelas são em qualquer lugar da cidade, em Cape Town são sempre no subúrbio, pois era onde os não-brancos podiam morar na época do apartheid. Em hipótese alguma poderiam viver nas áreas centrais. O tempo passou, mas infelizmente ainda há muita gente em situação de pobreza vivendo ali.

Há alguns tours pra conhecer as favelas, assim como tem aqui no Rio, mas justamente por morar no Rio não quis ir. Particularmente na minha cabeça não fazia sentido eu nunca ter ido visitar uma comunidade aqui, e visitar em outro país. Apesar disso, passei em frente pra ter uma noção.

Essa viagem foi maravilhosa e não montei um roteiro robotizado, apenas mantive em mente o que gostaria de conhecer. Em Cape Town quem vai mandar no seu roteiro é a previsão do tempo, pois num dia mais nublado você pode optar por conhecer uma vinícola, num dia mais ensolarado pode subir a Table Mountain, e assim por diante.

Espero ter sido clara nesse post e que eu possa ajudar muitos e muitos viajantes a atravessar o oceano em busca de uma nova aventura! 🙂

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