o que fazer em Veneza

Roteiro de 1 dia em Veneza

A trip pra Veneza foi uma continuação de uma viagem que seguira pela Itália. Estava em Milão, de lá segui pra Veneza e de lá parti pra outro destino. Montei um roteiro de 1 dia em Veneza e não sei porque não me encantei… a cidade estava fervilhando de tanta gente. Nem tudo são flores quanto o assunto é viagem e logo de cara não me encantei, mas é algo pessoal e acho que vale a pena SIM incluir no roteiro de quem viaja a Itália.

Lembrando que ao fazer sua reserva de hotel pelos meus links do hotéis.com ou booking você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o blog a se manter vivo. :)

Venezia é um lugar curioso, pois na nossa linda cabecinha pensamos como é possível uma cidade sobreviver sem carros nos dias atuais? Em Veneza é possível. O transporte é feito a pé, por taxi marítimo, gôndolas e vaporettos. E até engarrafa na água… E será que dá certo? Bem, a cidade foi fundada em 421, então acho que não preciso responder.  A cidade está integrada por 118 pequenas ilhas unidas entre si por 455 pontes.

Como dito anteriormente, passei apenas um dia em Veneza e sinceramente acho que dois são suficientes. Porém, como eu não estava a fim de entrar em museus, um dia foi bom. Meu objetivo principal era conhecer suas estreitas ruelas, o funcionamento de uma cidade sem carros, e claro, avistá-la de cima. 🙂

Observação e desabafo: Logo ao chegar na cidade, na estação Santa Lúcia, uma mulher me empurrou na escada e acabamos discutindo e todo o glamour da cidade foi pro espaço. Ela era moradora e eu imagino que não deve gostar de turistas, mas paciência né? Não é por isso que tem que empurrar os outros da escada! Tudo bem que se eu pudesse, jogaria ela no canal. (Brincadeiras à parte, vamos pro que interessa!).

Desembarquei na Estação Mestre e de lá segui para a estação Santa Lúcia, a mais central. O trajeto entre as duas durou uns 5 minutinhos e custou 1,25€ (por pessoa). Como tínhamos mochilas pesadas, deixamos no locker da Estação Santa Lúcia logo que desembarcamos. O preço do locker é cobrado por horas e  por volume, apesar de não ser barato, vale a pena por poder andar mais à vontade na cidade.

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Estação Santa Lucia

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Locker da Estação Santa Lucia: Cobrado por bagagem.

Logo ao chegar rumei a caminho da Piazza San Marcos, e pelo caminho já dá pra sentir um pouquinho do que é Veneza: suas ruelas serpenteantes e quase labirintos, seus milhares de canais, os famosos gondoleiros e toda aquela beleza que imaginamos.

Porém, confesso que só dei “aquela” suspirada na minha parada seguinte: Campanário de São Marcos, que considero imperdível para quem visita a cidade. Comprei o ingresso na hora e apesar de ter fila, andou bem rápido. Aos sedentários de plantão, saibam que a subida é feita através de elevador. A vista que se tem do alto é belíssima, e pra completar o dia estava bem azul quando fui, o que melhorou ainda mais! A torre tem quase 100 metros de altura e que eu saiba não tem outro prédio mais alto que ela na cidade. Antigamente, lá era o local de onde avistavam os incêndios e as embarcações que chegavam. Preço: 8,00€.

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Cenário veneziano

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Praça São Marcos: O coração de Veneza

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Campanário de São Marcos

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Bela vista do alto do Campanário

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Praça São Marcos vista do alto

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Belas paisagens…

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Linda Veneza 🙂

De lá perambulei pela Piazza San Marcos, a principal da cidade e que está sempre cercada de turistas, bares e restaurantes, muitos deles pega-turistas.

Nessa praça está localizado o Caffe Florian, um café elegantérrimo que foi o primeiro a abrir na Itália. Os afortunados que frequentam o local desembolsam em média 7,00€ num cafézinho. Sentiu o drama? Realmente é um café bem bonito e clássico, em frente dele tinha uma banda tocando piano pra deixar o clima mais bonito ainda. Mas sinceramente achei muito inflacionado… (como tudo em Veneza…)

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O café mais antigo da Itália

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O clássico Café Florian

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Música do Café Florian

Aproveitando que eu já estava pela praça, fui visitar a Basílica de São Marcos, que é a igreja mais importante de Veneza. Essa igreja começou a ser construída em 828 para abrigar o corpo de São Marcos, porém se converteu em catedral da cidade somente em 1807. Na decoração do interior predomina a cor dourada do estilo bizantino e debaixo do seu altar repousa o corpo de São Marcos. Imperdível de conhecer e vale muito enfrentar a longa fila! Se você leu o famoso livro de Dan Brown, vai achar mais incrível ainda. Preço: Entrada gratuita.

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Basílica de São Marcos

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Basílica de São Marcos

A fome já estava batendo e então fui procurar um local pra almoçar. E que péssima escolha a que eu fiz! Comi em um dos muitos restaurantes próximos à Catedral e era simplesmente um pega-turistão de carteirinha: caro e péssima qualidade. Nem vale a pena falar dele aqui. Se puderem, evitem almoçar na região (ou pesquisem antes no Tripadvisor).

De lá parti para caminhar pela cidade e passei pela Ponte dei Sospiri, reza a lenda que ali era o último lugar que os condenados à morte viam a cidade antes de entrarem na prisão, que ficava bem ao lado. Eles passavam pela ponte, paravam, suspiravam e entravam na prisão. Tenso né?

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Ponte dei Sospiri

Ainda ali perto (Piazza San Marcos) fica o Palácio Ducal (Palácio do Duque), e em seu interior têm obras dos renascentistas Tiziano e Bellini. O célebre prisioneiro Casanova fugiu pelo telhado desse palácio em 1756. Eu, particularmente, não fiquei muito interessada em entrar, mas pra quem tem interesse o ingresso custa 16€ e funciona todos os dias.

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Palácio Ducal

Como eu disse pra vocês, meu objetivo em Veneza não era conhecer os museus e galerias de arte, pois meu tempo era curto e eu quis priorizar conhecer a cidade em si. Meu próximo destino foi a Ponte Rialto, uma das pontes mais glamourosas da ilha, que cruza o Gran Canal, o maior de Veneza. Antigamente a mesma era de madeira, porém ela caiu e outrora pegou fogo, e então construíram a atual em 1591. É uma bela ponte repleta de turistas tentando tirar foto de todos os ângulos – e eu me incluo!

Roteiro de 1 dia em Veneza: Muita movimentação na Ponte Rialto

Roteiro de 1 dia em Veneza: Muita movimentação na Ponte Rialto

De lá fui tomar um gelato de pistache na Gelato Fantasy e é maravilhoso! Como vocês já podem imaginar, não são todos que são bons, é preciso saber qual ir. Esse é altamente recomendado! 🙂

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Gelato Fantasy: O meu preferido de pistache

Tentei fazer o passeio de gôndola mas confesso que achei os gondoleiros um tanto quanto antipáticos e como meu marido não fazia a menor questão de ir, acabei não indo. Pra quem não abre mão do passeio, custa 80€ a gôndola com capacidade para até 4 pessoas (em regra, mas vi gôndolas com mais!). Pelo que vi o preço é tabelado e não adianta pechinchar.

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Gôndola de Veneza

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Gôndola de Veneza

Como eu estava cansada quis pegar um vaporetto para voltar à Estação Santa Lucia, que é um tipo de transporte público de Veneza, mas a fila era tão grande, tão bagunçado e tão tumultuado que desisti. Além do que os funcionários não pareciam muito felizes em trabalhar…

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Pense no tumulto! Tô fora!

Então fui passear mais pela cidade e olhar os diversos tipos de artesanato que eles têm, destaque para a produção de produtos de vidro, feitos ali pertinho, em Murano. É uma coisa mais linda que a outra! Destaque também para os tecidos para decoração de casa: toalhas de mesa, panos, etc. Comprei até uma roupinha pra minha garrafa de vinho preferida! kkkk

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As famosas máscaras venezianas

Como eu estava interessada em provar algo local, me dirigi para a Rosticceria Gislon, onde pude tomar uma bebida típica chamada Bellini, à base de pêssego com prosecco, que achei excelente. E também comi o clássico Mozzarella in Carrozza, um salgado à base de fatias de pão empanadas com recheio do que você quiser (no meu caso, pedi um com recheio de queijo!). Sai a todo momento e os venezianos fazem fila no local pra pegar um bem quentinho!

Atenção: o local não é muito frequentado por turistas, então espere comer bem sem gastar uma pequena fortuna. No local também tem comida típica de Veneza e poucas mesas pra sentar, se der sorte como eu dei, consegue uma vazia. 🙂 ah, nada de luxo ou garçom na mesa, se dirija ao balcão, peça e pague. Outra dica é comer o baccalà mantecato alla veneziana, prato típico da cidade. 🙂 Endereço: Calle della Bissa, referência: Campo San Bartolomeo.

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Mozzarella in Carrozza

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Bellini

Uma curiosidade que várias pessoas me perguntam: Veneza fede? Na época que fui, não. Não senti qualquer cheiro ruim… mas estava um pouco friozinho. Imagino que no verão seja diferente.

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Bela Veneza

Apesar de ser um local muito bonito, não me encantei com Veneza. Juro que nunca vi tanta gente junta num só lugar! Tudo muito lotado, cidade relativamente suja, pessoas não muito animadas… praticamente uma decepção, pois era um lugar que eu era louca pra ir. Pode ser que na minha próxima viagem minha impressão mude (assim eu espero!). Já ouvi relatos de pessoas que amaram a cidade, outras que detestaram… então é assim: cada qual com sua experiência.

Caso tenha mais tempo do que eu, inclua uma visita às vizinhas Burano e Murano, conhecidas pela produção de cristais e casinhas com fachada colorida.

Não deixem de me contar aqui o que acharam! Ok?

Beijos!