O que fazer em Joanesburgo

Museu do Apartheid é atração imperdível em Joanesburgo

Se tem uma atração imperdível em Joanesburgo, essa atração é o Museu do Apartheid. Mesmo pra quem tem apenas um dia na cidade, ou quem sabe algumas horas devido a alguma conexão, vale muito a pena a ida.

O Museu do Apartheid, como o próprio nome sugere, trata do surgimento e declínio do Apartheid na África do Sul. É de extrema importância visitar o local para entender um pouco mais a triste realidade que o povo sul-africano enfrentou desde sempre, mas que oficialmente foi implantado politicamente em 1948.

Museu do Apartheid

Museu do Apartheid

A segregação racial atingia não somente os negros, mas qualquer pessoa que não fosse puramente identificada como branca, como indígenas, asiáticos, indianos, etc. Esse povo foi forçadamente deslocado para as áreas periféricas das cidades, e atualmente são como se fossem nossas favelas. Apenas os brancos poderiam morar nos bairros centrais e com melhor infraestrutura, o que contribuiu para o aumento da desigualdade social no país, presente até hoje e que provavelmente perdurará por muito tempo.

Museu do Apartheid

Museu do Apartheid

Os serviços ditos públicos como acesso à educação e saúde eram nitidamente oferecidos de maneira inferior para os não-brancos, e coisas bizarras como sentar no banco de uma praça não era permitido para esse povo, que se quisessem ir às praças, deveriam sentar no chão. Praias? Apenas o brancos poderiam tomar banho.

É tudo muito revoltante e você pode se perguntar se os não-brancos não faziam nada e aceitavam tudo que lhes era imposto, e a resposta é não. O povo lutou muito e isso culminou no aumento da violência, aumento das manifestações populares e desordem, que uma hora tornaram-se insustentáveis e que felizmente culminaram no acesso à votação multirracial e democracia, que tinha Nelson Mandela como líder.

Escultura de Nelson Mandela no Museu do Apartheid

Escultura de Nelson Mandela no Museu do Apartheid

Depois de muito sofrimento e luta, a Constituição sul-africana hoje em dia tem como pilares a democracia, igualdade, reconciliação, diversidade, responsabilidade, respeito e liberdade. Pelo menos na teoria.

Digo "na teoria" porque infelizmente o preconceito ainda é algo muito forte no país

Digo “na teoria” porque infelizmente o preconceito ainda é algo muito forte no país

O museu trata exatamente sobre isso: a história da segregação no país, desde o início até os dias de hoje. A atração conta com uma exibição permanente e é separado por áreas, em que temos acesso à história do Mandela, as leis do Apartheid, acesso à cela solitária, fotografias e imagens reais das vítimas do apartheid, sendo muitas delas chocantes, etc. Confesso que em vários momentos fiquei sensibilizada e emocionada com o que vi e é mais triste ainda pensar que se trata de um passado não muito distante, mas que lentamente tende a se distanciar.

COMO CHEGAR NO MUSEU DO APARTHEID

A melhor forma de chegar no Museu pra quem está sem carro é adquirindo o city tour do Citysightseeing, o ônibus vermelho de dois andares. Nele você pode descer e subir do ônibus quantas vezes quiser e o bom é que uma das paradas é no Museu.  Esse era meu plano inicial, mas eu estava tão cansada da viagem que preferi pegar um Uber no hotel e ir direto para o Museu. Não fica perto da área hoteleira da cidade (Sandton City) e portanto a corrida de Uber deu mais ou menos R$35.

OBS: Pra quem vai de carro a área de estacionamento é bem grande e tem bastante vaga disponível.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Funcionamento: Aberto diariamente de 09h às 17h.

Endereço: Cnr Northern Parkway & Gold Reef Roads – Ormonde, Johannesburg

Ingresso: Adultos: R85,00 – Estudantes universitários e crianças: R70,00.

Audioguia: Disponível por R15,00

Tempo aproximado da visita: 2 horas.

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