O que fazer em Amsterdam

Amsterdam: um lugar pra ir ao menos uma vez na vida

Era uma noite de julho quando desembarcamos na Estação Central de Amsterdam e logo de cara descobri que o verão lá não é tão verão assim (durante minha estadia a temperatura não passou dos 25ºC). Pegamos um táxi pra seguir para o hotel (próximo ao Museu Van Gogh), e a corrida deu aproximadamente 25€ (caro, mas estávamos muito cansados e tudo que queríamos era chegar logo).

O hotel escolhido foi o da rede easyHotel e dediquei um post só pra ele.

Lembrando que ao fazer sua reserva de hotel pelos meus links do hotéis.com ou booking você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o blog a se manter vivo. :)

Posso adiantar a vocês que amei conhecer Amsterdam. É uma cidade encantadora, romântica, leve. Ideal pra ser curtida a dois. Apesar de tanto encanto, é uma cidade pequena e em 3 dias dá pra conhecer MUITA coisa. Eu passei dois dias inteiros, mas foi um pouco corrido e não conheci tudo, mas suficiente pra conhecer quase tudo que eu queria. A quantidade ideal de dias pra conhecer Amsterdam vai depender do que você quer ver: pode ser 1 dia, 10, 100 ou uma vida… 🙂

O que fazer em Amsterdam

O hotel que ficamos não tinha serviço de café da manhã, AINDA BEM. Acho até bom às vezes quando não tem café, pois somos obrigados a conhecer mais a vizinhança. Bem na esquina do hotel tinha uma bendita padaria que jamais me esquecerei, impressionante como tudo que pedíamos era muito bom! Se estiverem com fome e quiserem um lanchinho, não deixem de conhecer, chama-se Ron Verboom, localizada na Ceintuurbaan, 278 (o pão era tão bom que comprei uns e levei pra Madrid!). Preço médio do café da manhã por pessoa: 6€.

IMG_5885

Ron Verboom

No primeiro dia pegamos um bonde (tram) para ver o típico moinho de vento holandês e encontramos o Moinho Gooyer, e nele funciona uma cervejaria artesanal chamada  Brouwerij ‘t IJ (não sei pronunciar isso, OK?). É bem bonitinho, mas não tem nada pra fazer a não ser olhar (no meu caso, como fui de manhã cedo, não ia encarar a cerveja né?).

IMG_5916

Tram

Curiosidade: O preço do bilhete unitário do bonde (tram) custa 2,80 € e pode ser utilizado novamente no intervalo de até 1h em outro bonde. Então, por exemplo, fui ao moinho e voltei com o mesmo bilhete. Foi a única vez que precisei usar transporte público pra fins turísticos.

AMSTE2

Moinho holandês

De lá seguimos para a rua Leidsestraat, uma rua bem movimentada, cheia de lojinhas e queijarias maravilhosas. Aliás, em Amsterdam tem muito dessas lojas e pra ratinhas como eu, é de pirar! 😀

IMG_5889

Queijaria holandesa

Depois de caminhar bastante cruzando vários canais bonitinhos – a cidade conta com mais de 100km de canais, chegamos ao Bloemenmarkt (Flower Market), um mercado de flores flutuante que eu amei! Pra quem gosta de apreciar a beleza das flores, não deixe de ir. Além de ver vários tipos de flores, entre elas tulipas de várias cores e uma mais linda que a outra, tem artigos de jardinagem, queijarias e boas lojas de artesanato e souvenir. Lá não resisti e comprei alguns pra levar pra minha casa (vida de casada!). Não achei caros os produtos, comprei uma tábua de frios de porcelana holandesa pintada à mão que custou 12. Eu, mulherzinha, passei pelo menos duas horas nesse mercado (e até que meu marido não reclamou).

Canais de Amsterdam

Canais de Amsterdam

rafa3

Bloemenmarkt, no canal Singel. E se eu disser que me distraí tanto no mercado que essa foi a única foto que tirei?

E então segui em frente rumo à Praça Dam, localizada no centro histórico da cidade. É a praça mais importante de Amsterdam e está rodeada por importantes e imponentes edifícios históricos, e inclusive bem ao centro tem um obelisco levantado em homenagem aos soldados mortos na 2ª guerra mundial. Nessa praça está o famoso museu de cera Madame Tussauds (que não fui) e o Palácio Real.

IMG_5892

Palácio Real

dam

Dam Square

A fome bateu e fomos procurar algum lugar pra comer pelas redondezas da Dam Square, onde recarregamos as energias.

No segundo round fomos caminhar por algumas ruelas não-famosas da cidade até chegar na Biblioteca Pública de Amsterdam (Openbare Bibliotheeke Amsterdam). Gente, o que é essa biblioteca? Ela está fora do roteiro turístico tradicional, mas foi uma das coisas que mais gostei de conhecer na cidade. Localizada próximo à Central Station, é a maior biblioteca pública da Europa e possui milhões de livros de todo o mundo no seu acervo, além de computadores modernos, ambiente bonito, confortável, moderno e a possibilidade de alugar blu-ray, jogos de Playstation, etc por até três semanas sem custo algum. Vocês conseguem digerir isso? Meu marido pirou! Deve ser fantástico morar numa cidade com essa estrutura e incentivo à educação. Achei genial! Além disso, a vista do último andar é uma delícia! Podemos ver a cidade do alto e os desesperados por internet podem conectar o wi-fi. 😀

foto editada 2

Biblioteca de Amsterdam

foto editada1

Jogos pra pegar emprestado, OI?

IMG_5898

Modernidade…

IMG_5901

Vista lá do alto

Depois seguimos firme e forte para a Casa de Rembrandt, o local em que ele viveu entre 1639 e 1660. Apesar de ter ido até lá, ficamos os três (Marcelo, meu marido e eu) com cara de patetas sentados lá na frente e o máximo que fomos foi no bar ao lado (Rembrandt Corner) tomar uma cervejinha. De lá seguimos com a caminhada até o Mercado de Pulgas Waterlooplein, bem ali pertinho, bom pra quem gosta de comprar bugigangas velhas (não foi meu caso).

IMG_5912

Casa de Rembrandt

IMG_5913

Mercado de Pulgas Waterlooplein

De lá rumamos para o Heineken Experience, atração clichê mas MUITO bacana de ir. Compramos o ingresso pela internet e pagamos 16€ (se comprar na hora o ingresso custa 18€). Apesar de não ser um ingresso muito barato, valeu MUITO a pena ir! O local funciona como um museu na primeira fábrica da cervejaria, criada em 1867. É uma atração super interativa em que é contada a história da marca, processo de fabricação da cerveja e evolução da empresa da família Heineken. No local podemos ver e conhecer os ingredientes utilizados para a fabricação e claro, degustar algumas delas. Logo no início ganhamos uma pulseirinha com alguns pinos que nos dão direito a compras dentro da atração (compras de cerveja, obviamente). Em determinada hora do passeio entramos em uma sala em que simulamos ser os ingredientes da cerveja e achei bem legal…rs.

Depois de tanto bate papo e curiosidades, rumamos para a parte em que matamos a sede 😀 Tomamos umas duas cervejas num espaço bem animado e high tech e nos divertimos bastante! Ganhamos um copo de cerveja de brinde e dicas de como apreciá-la corretamente. De lá pegamos o boat do Heineken Experience e demos um excelente passeio pelos canais, passando pelo famoso Amstel. Ah, como foi bom passear pelos canais! Mesmo que você não vá no Heineken Experience, têm várias empresas que oferecem o serviço de passeio por um preço médio de 13€.

O legal do da Heineken é que pareceu um passeio guiado, a funcionária que nos acompanhou ia mostrando a cidade e explicando algumas curiosidades. O passeio do barco não era em vão né? Nos levaram até a loja da Heineken, que tinha várias coisinhas legais pra quem gosta de gastar. Enfim, gastamos 16€/pessoa e tomamos 3 chopps, ganhamos um copo de cerveja personalizado, um passeio pelos canais e conhecemos a atração. Fantástico né? No final saí achando muito barato…

AMSTE2

Heineken Experience

heinken

Meu marido e eu

IMG_5963

Boat da Heineken

rafa4

Processo de fabricação

IMG_5940

Preparando…

AMSTE3

Curiosidade: Essas mini casas flutuantes podem custar até 400 MIL euros.

Quem disse que não andei de bicicleta em Amsterdam?

Quem disse que não andei de bicicleta em Amsterdam?

IMG_5992

Não é lindo demais? (foto tirada do barco)

IMG_5995

Passeando sobre o Amstel

De lá partimos pra bisbilhotar o famoso bairro Red Light District, mais conhecido como o Bairro da Luz Vermelha (De Wallen), minhas amigas quase me mataram quando souberam que fui lá com meu marido, mas e aí? Eu queria bisbilhotar também! E não é bem assim como eu imaginava, eu pensava que era um ambiente super pesado, mas quase não tinham prostitutas no dia que eu fui… tinha uma aqui, outra acolá, com seus silicones berrantes e muitas vezes quase deformados de tão grandes – achei realmente bizarro. Vi umas prostitutas bonitinhas e umas beeeeem acabadas. Mas o ambiente tinha mais turista, chineses curiosos e famílias do que homens realmente interessados nelas… (não deve tá fácil não!).

IMG_6004

Red Light District

Já estávamos no final da tarde e partimos para mais caminhadas, desta vez para Nieuwmarkt e sentamos na beira do canal pra ver a vida passar, claro, apreciando um maravilhoso waffle com sorvete! Se você quiser comer um bom waffle, recomendo que vá nesse lugar que eu fui, chama-se Delicious, e é realmente divino! Não gaste seus eurinhos pra comer “space cake” (bolo de maconha) em Amsterdam, gaste com waffle, please.

IMG_6008

Bendito lugar do waffle divino!

IMG_6007

Minha Nossa Senhora da glicemia!!

AMSTE1

Umas 21h e o nosso dia terminou assim…

De lá, finalmente, partimos pro hotel para dormir com os anjinhos, pois o nosso dia havia rendido MUITO, estávamos bem cansados e no outro dia teríamos mais pra ver. No caminho para o hotel entramos em um supermercado para comprar biscoitos holandeses… sabe aqueles que pagamos uma pequena fortuna no Brasil? Pois é, em qualquer supermercado tem – e bem mais em conta.

Nossa primeira parada do segundo dia foi o Museu do Van Gogh. Compramos a entrada pela internet com horário marcado, e apesar de termos chegado um pouquinho mais cedo do que horário indicado no ingresso, não nos deixaram entrar, pois a fila enrolava… Só entramos na hora indicada no ticket. O espaço é bem dividido, segue uma ordem cronológica da vida do artista e as fases de sua obra, assim como de sua vida pessoal. Infelizmente não é permitido tirar foto dos quadros, só de alguns corredores. Lendo as histórias da vida do artista descobri que ele se matou com um tiro após sofrer uma doença mental… (sabia da doença, mas não da forma como se suicidou e dos detalhes de sua morte).

IMG_6038

Fila pra entrar no Museu Van Gogh

AMSTE1

Já lá dentro sendo feliz!

Achei o museu excelente, apesar de muito lotado. Mas é o museu do Van Gogh e não da Rafaella né? Então já era de se esperar. Não se assuste pelo acervo não ser 100% composto por obras do Van Gogh, tem obras de outros artistas adeptos e seguidores do estilo impressionista, porém não menos interessante. Imperdível! Ingresso: 15€.

Depois de bater perna pelo museu fomos passear na Museumplein, grande praça que abriga os três maiores museus da cidade: Rijksmuseum (museu de arte holandesa e com considerável acervo de arte asiática), Stedelijk Museum (museu de arte moderna), Museu Van Gogh, e além disso abriga o Concertgebouw, uma das melhores salas de concerto do mundo. 

Selfie com o maridão e com o Marcelo no letreiro I Amsterdam

Selfie com o maridão e com o Marcelo no letreiro I Amsterdam

rafa1

Rijksmuseum

AMSTE5

Stedelijk Museum

ConcertGebouw

ConcertGebouw

Decidimos entrar somente no Van Gogh, pois perderíamos muito tempo do dia nos outros museus. Quem sabe na próxima ida à cidade? Lá é o tipo de lugar que ficamos com vontade de voltar. Nostalgia à parte, de lá seguimos para uma pâtisserie que eu havia passado na frente por acaso e que achei muito, digamos, tentadora. O local chama-se Arnold Cornelis e lá provamos alguns doces típicos da Holanda e claro, a legítima torta holandesa. Endereço: Van Baerlestraat, 93 (a 500m da praça Museumplein).

IMG_6095

S2

IMG_6099

Eu pedi pra comer uma torta holandesa (legítima!) e me deram esse doce do canto inferior esquerdo. Bão, bão, bão… =D

IMG_6100

Só Jesus na causa!

Depois de ganhar mais alguns quilinhos, tarefa fácil em Amsterdam, seguimos rumo ao Vondelpark, o mais importante parque público da cidade. Curiosamente, durante o dia as pessoas praticam esportes, fazem piquenique, caminham… e à noite… transam atrás da moita. É isso mesmo, fazer sexo no parque é permitido no período da noite com algumas regrinhas. Tal fato foi autorizado pela prefeitura mas a polícia hesita em concordar. Aliás, tem alguma coisa que não é permitida nessa cidade?

IMG_6075

IMG_6076

Vondelpark

Curiosidades

Por falar em coisas permitidas, a maconha (ao contrário do que se pensa), não pode ser consumida loucamente no meio da rua como se fosse a casa da mãe Joana. Pra isso existem os coffee-shops, lugar onde as pessoas vão fumar maconha e comer space cake. Outro fato “diferente” por lá é a legalização da eutanásia (polêmico?) e a prostituição. Sem contar que o país foi pioneiro em permitir casamento entre pessoas do mesmo sexo e adoção de crianças por casais gays.

A Holanda sem dúvidas é um país extremamente tolerante com várias coisas que pra maioria das pessoas, são polêmicas. Apesar de tanta liberdade, a cidade é super organizada, não senti insegurança em momento nenhum, tampouco vi pessoas saindo da linha. É uma cidade muito calma, e acho que a única coisa bem agitada que tem por lá são as ciclofaixas. É uma loucura! Os ciclistas tem preferência sobre os pedestres, veículos, etc. Se uma bicicleta estiver vindo na sua direção, não hesite em se afastar ou você vai ser atropelado, pois MUITAS bicicletas não tem freio! (não me perguntem o porquê). E é muita bicicleta gente, vocês não tem ideia. É turista, grávida, homens de terno e gravata, comerciantes, estudantes, todos adeptos das duas rodas. Coincidentemente, o país tem um dos menores índices de diabetes do mundo…

A arquitetura da cidade é muito parecida, e por onde quer que você ande, terá a impressão de que é tudo igual, mas não. E curiosamente, os prédios são visivelmente tortos! Tipo, MUITO! Imagina como deve ser morar uma casinha totalmente torta?(medo).

AMSTE3

Bicicletas de Amsterdam

Aos que estão ansiosos esperando eu falar sobre a Casa de Anne Frank, sinto decepcioná-los por dizer que não fui. Não estava no meu roteiro e não senti muita vontade de ir no dia, mas recomendo a ida e me arrependo de não ter ido.

Se eu gostei de Amsterdam? Eu amei e moraria muito fácil nesse lugar. As pessoas são SUPER educadas, simpáticas, bonitas, falam inglês (ajuda um pouco né?), se esforçam pra entender você, o clima é ameno mesmo no verão, a alimentação é boa e a cidade tem uma ótima infraestrutura combinada com bons preços. Voltaria fácil! E vocês? Estão animados pra ir?

Dica: Se estiver procurando lugar bom e barato pra almoçar, sugiro que vá no Satellite Sports Café, em Leidseplein. Lembro que comi um salmão nada mal por 8,90€.

IMG_6071

Quanto gastar no Satellite Sports Café

Beijos!