Muro de Berlim

O que fazer em Berlim em 2 dias

Comprei minha passagem pra visitar Berlim despretensiosamente, sem saber que no final de semana que eu estaria lá seria aniversário de 25 anos da queda do muro e que por esse motivo a cidade estaria em festa. Por esse motivo (e eu nem me toquei) a passagem estava um pouco mais cara que normalmente: aproximadamente 65€ por trecho.

A capital da Alemanha é uma mega cidade e um dos mais influentes centros mundiais de cultura, política e ciência. Grandes decisões político-econômicas também são tomadas lá. Eu, particularmente, não me encantei com a cidade, mas também não desgostei, achei a viagem boa e um bom lugar pra conhecer.

Lembrando que ao fazer a reserva pelos meus links do hotéis.com ou booking você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! 

Como todos já podem imaginar, o turismo em Berlim é basicamente voltado para assuntos ligados à Grande Guerra, a qual devastou o país. Vou detalhar um pouquinho meu roteiro e as coisas que vi, lembrando que fiquei na capital apenas um final de semana (inteiro):

  • Portão de Brandemburgo

Símbolo da cidade e uma das portas de entrada a Berlim, por ela passavam os membros da realeza, as tropas de Napoleão e alguns desfiles nazistas. Seu estilo lembra um pouco a Acrópole de Atenas (afinal, o que não lembra lá?). O portão foi inaugurado em 1791 como sinal de triunfo da paz sob as armas. No alto do portão tem uma escultura de uma deusa com quatro cavalos, porém a que vemos atualmente é uma cópia, já que a original foi destruída na II Guerra Mundial.

Quando fui, o Portão estava totalmente iluminado e havia um palco montado bem próximo em que estava tendo show de cantores regionais e contava com a presença nada mais nada menos de Ângela Merkel e Mikhail Gorbachev, que comemoraram juntos a queda do famoso muro. 🙂

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Portão de Brandemburgo

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Portão de Brandemburgo | Escultura da deusa com quatro cavalos

  • Parlamento Alemão

O antigo edifício do Reichstag é a sede do Parlamento Alemão. Trata-se de um grande e bonito edifício histórico. Infelizmente não consegui entrar na cúpula, mas tenho minhas dúvidas se perdi muita coisa. Para quem realmente tem interesse em visitá-lo, saiba que é possível mediante prévio agendamento, tanto no local quanto pela internet. Se você quiser fazer o agendamento presencial, faça-o no primeiro dia de sua estadia, pois pode ser que consiga pro dia posterior. Quando eu fui, não havia mais disponibilidade.

Curiosidade: A cúpula que vemos atualmente não é a original, já que essa foi totalmente destruída na II Guerra Mundial, assim como quase todo o edifício do Parlamento, que foi reconstruído em 1956.

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Parlamento Alemão

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Fila para se inscrever pra visitar a cúpula do Parlamento

  • Gendarmen Markt

Essa bela praça é considerada por muitos a mais bela da cidade (e eu, particularmente, também achei!). Localizada num bairro super elegante, com bonitos cafés, restaurantes e lojas, a praça destaca-se pelas duas igrejas gêmeas, uma no norte e outra no sul, sendo uma francesa e a outra alemã, respectivamente.

A alemã (assim como quase tudo da cidade) sofreu graves danos durante a Guerra e posteriormente foi transformada em centro cultural, e por conseguinte em um museu sobre a história da democracia na Alemanha.

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Gendarmenmarkt

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Gendarmenmarkt

  • Bebelplatz

A menos de 1km da praça anterior está a até então Opernplatz, conhecida mundialmente por ser o palco da grande fogueira onde se queimaram milhares de livros no ano de 1933, cujas ideias dos autores iam de encontro ao regime nazista. Lá foram parar livros de Marx, Einstein, Freud e vários outros, e por curiosidade, saibam que os dois primeiros estudaram na universidade que tem na praça, assim como outros 29 ganhadores de prêmio Nobel (Universidade Humboldt).

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Universidade Humboldt

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Universidade Humboldt

Bem ali na praça está a Catedral de St. Hedwig, primeira igreja católica do reino da Prússia. Essa bonita igreja de estilo neoclássico e com inspiração no Panteão romano foi mais uma das coisas bombardeadas na Guerra e posteriormente refeita.

Curiosidade: A praça ganhou o nome de Bebelplatz somente após o fim do regime nazista.

  • Checkpoint Charlie

O local onde fica o Checkpoint Charlie estava efervescente devido à grande quantidade de turistas por causa da comemoração da queda do muro. Nesse lugar era possível conseguir um visto diurno para atravessar da Berlim Ocidental para a Oriental, e por ali muitas pessoas quando tinham sorte, conseguiam fugir enganando alguns dos militares que controlavam a área, porém, a maioria não tinha essa “sorte” e morria ali mesmo…

Apesar de eu não ter ido, bem ao lado está o Museu Checkpoint Charlie, local que aborda a história da Guerra Fria e curiosidades sobre o muro de Berlim. Caso eu volte à cidade, incluirei em meu roteiro.

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Checkpoint Charlie

Checkpoint Charlie

Checkpoint Charlie

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Checkpoint Charlie

  • Sony Center

Este complexo de edifícios comerciais modernos é repleto de bares, restaurantes, cinema, teatro, etc. Durante a copa do mundo, lá vira o “point” para as pessoas assistirem os jogos dos telões. Possui uma arquitetura diferente do que você vê na Europa e particularmente, achei os preços dos bares e restaurantes do interior bem carinhos.

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Sony Center

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Sony Center

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Teto do Sony Center

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Pra quem quiser encarar uma caipirinha em terras alemãs, lá tem!

Esse interessante museu é o mais visitado de Berlim, e em seu acervo estão várias antiguidades, Museu do Oriente e Museu de Arte Islâmica. O ponto alto do museu, pra mim, foi a Porta de Astarté, construída no século VI a.C, sob ordens de Nabucodonosor II. É uma bela porta de ladrilhos de cor azul e decoração de figuras animais.

Deixei pra comprar o ingresso na hora e não tive problemas com longas filas, porém visitei o museu no final do dia e fiquei até ele fechar. Não sei como é a movimentação durante o início do dia.

Dica: Achei esse museu imprescindível para quem visita Berlim.  Apesar de não ser um museu muito grande e nem barato, seu acervo é interessante e diferente das coisas que estamos acostumados a ver. Ingresso: 12,00€ (valores de 2017).

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Pergamon Museum

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Pergamon Museum

Porta de Astarté | Pergamon museum

Porta de Astarté | Pergamon museum

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Ilha dos Museus

Essa é a maior e mais importante igreja da cidade,  localizada próximo ao Rio Spree, mas infelizmente para visitá-la é necessário pagar (apesar de eu ser católica, não acho nada legal pagar caro pra entrar em uma igreja). Porém, para minha felicidade, os 7€ pagos pela visita valeram a pena. O seu interior é suntuoso e seu interior não fica atrás – destaque para o bonito altar e órgão, assim como para o teto e seus ricos detalhes. No subsolo da igreja existe um sarcófago em que se pode ver mais de 90 tumbas de pessoas da família Imperial, porém, uma crítica: achei o sarcófago um pouco mal identificado (plaquinhas com identificação ruim).

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Catedral de Berlim

Catedral de Berlim

Catedral de Berlim

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Catedral de Berlim

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Catedral de Berlim

  • Alexanderplatz

Uma das dicas que eu havia lido antes de viajar era “vá jantar no Alexanderplatz”, porém rodei, rodei e encontrei um bairro extremamente sujo e sem brilho algum. Depois de andar bastante pelo local, encontrei um bom lugar pra conhecer, porém prometo que vai ser assunto do próximo post. 🙂

Alexanderplatz era o centro da Berlim Oriental, quando a cidade ainda era dividida. Visando ostentar poder na década de 60 nela foi levantada a Torre da Televisão de Berlim, um dos edifícios mais altos da Europa. OBS: É possível subir à torre para observar Berlim do alto, porém confesso que não senti vontade de ir – fiquei pelo bar do térreo mesmo…

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Torre da televisão ao fundo

  • Monumento ao Holocausto de Berlim

Legal para alguns, normal para outros e terrível para outros (tipo eu). Não era um plano ir até o Monumento ao Holocausto, mas acabei indo por ter passado muito próximo. Esse local homenageia os judeus assassinados na Europa, e a tradução literal do nome em alemão pro português seria “Monumento memorial aos judeus assassinados na Europa”. O espaço nada mais é do que 2.711 blocos de concreto de diferentes alturas, como se fosse um grande cemitério (talvez?). Há quem se emocione no local, mas não foi meu caso. Ah, a entrada é gratuita (eu, particularmente, achei o local muito feio e triste, obviamente).

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Monumento ao Holocausto de Berlim

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Monumento ao Holocausto de Berlim

  •  Muro de Berlim

Não é bem uma atração, mas obviamente é algo que tem que ser visto quando se está na capital da Alemanha. Erguido em 1961 pela Alemanha Oriental, esse muro de aproximadamente 4m de altura serviu para dividir as duas Alemanhas e é considerado um dos símbolos da Guerra Fria. Felizmente visitei Berlim durante o aniversário de 25 anos da queda do muro, motivo pelo qual a cidade estava em festa. Não me refiro somente a festa de músicos, danças e coisas do gênero, mas sim a uma imensidão de programações culturais como telões no meio da rua em que passavam documentários sobre a história do muro, murais informativos, galerias, entre outros. Mais ou menos assim: bem pertinho do Checkpoint Charlie havia um telão passando documentário com imagens originais do muro e sua história, sofás para as pessoas sentarem, pessoas vendendo salsichas alemãs no pão e outros quiosques vendendo cerveja (alemã, claro).

Foi mais ou menos assim que acabei aquela primeira noite: sentada num sofá na rua, tomando cerveja e comendo salsicha alemã, em pleno outono que já atingia a “simpática” temperatura de -1°C.

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Muro de Berlim

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Muro de Berlim

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Cerveja alemã

Berlim

Valeu a intenção de mostrar um dos telões!

  • Bairro medieval de São Nicolas

Eu simplesmente amei conhecer esse bairro, que fui por acaso ao passear pelas redondezas do Alexanderplatz. Recomendo FORTEMENTE que não deixe de ir! Está situado às margens do Rio Spree e não é cheio de grandes atrações, a mais famosa talvez seja a Igreja de São Nicolas (Nikolaikirche). Porém, é local de encontro para quem quer comer ou beber. Inclusive, comi um bolo muito bom em um restaurante que tem por lá…

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Restaurante do doce bom 🙂

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Igreja de São Nicolas

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Torta de frutas vermelhas

E andando pertinho dali fui conhecer o Marx-Engels-Forum, um simpático e sossegado parque situado no centro da cidade e próximo ao Rio Spree. Nele podemos ver o monumento a Karl Marx e Friedrich Engels, fundadores do socialismo moderno e autores de “O Manifesto Comunista” (precisava terem pichado o pobre do Engels?) rs.

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Estátua de Marx e Engels

Curiosidades…

  • O metrô de Berlim não tem funcionário como estamos acostumados a ver, tampouco catraca/roleta ou algo que te impeça de pegar o metrô sem dispor de um bilhete. Porém, não dê uma de malandro e após comprar o bilhete, não esqueça de validá-lo em um dos validadores amarelinhos. Em uma ocasião eu estava dentro do metrô e apareceu um homem – sem uniforme que o identificasse como funcionário – e pediu para ver nossos bilhetes. Caso interesse saber, a multa para quem não dispõe de um bilhete validado é de 40€ por pessoa e paga na hora direto para o funcionário.
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Bilhete de 24h uso ilimitado: 8,80€ – valores de novembro/2014. Hoje em dia (2017) o bilhete está 7€

 

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Máquina de autoatendimento para a compra de bilhetes, é possível mudar o idioma da máquina para inglês

  • Apesar de ser uma mega cidade importante para o mundo atual, imaginamos que não teríamos problemas em falar inglês, mas a realidade não foi bem essa. Sentimos bastante durante a viagem, a maioria das pessoas (com exceção do hotel e do Pergamon Museum) só falava alemão. Graças a essa viagem descobri que meu marido fala um pouquinho de alemão, apesar dele se negar e dizer que não sabe não (fiquei orgulhosa, gente!).

O post ficou muito longo, ufa! Mas não deu pra tirar nenhuma das atrações citadas no texto. 🙂

Um beijo!