Imobiliária em Natal

Morar em Natal – Parte I

Tudo começou em uma viagem que fiz com meu marido pra capital potiguar, que balançou nossos corações – e nossos planos. O tempo passou, continuamos em São Paulo, nos mudamos pra Madrid e retornamos pra São Paulo, quando chegou a hora de colocar em prática o que havíamos planejado: morar em Natal. Uns acharam loucura, outros acharam demasiado rápido, outros acharam uma ótima decisão. Nós, na época, sinceramente não sentíamos nada, nada além de insegurança e a sensação de que estávamos dando “um tiro no escuro”. E assim é a vida. Caso não tivéssemos tido a iniciativa, provavelmente ainda estaríamos em Sampa com meu marido reclamando.

Chegava a hora de procurar transportadora. Em São Paulo a voltagem é 110V enquanto que em Natal é 220V, mas como havíamos nos casado relativamente há pouco tempo e tínhamos muitas coisas boas, valia a pena encaixotar tudo e comprar uns transformadores pra resolver o problema da voltagem. Caso você esteja com planos de se mudar e suas coisas não sejam muito boas ou já estejam muito velhinhas, financeiramente não vale a pena pagar transportadora (alô OLX!).

Fiz orçamentos com diversas transportadoras com nome no mercado e que ofereciam o serviço de seguro da carga, agendei visita com a Confiança Mudanças e Transportes e definitivamente foi uma das piores coisas de nossa viagem. O pré-venda foi ótimo, funcionários muito atenciosos, equipe de preparo da mudança conseguiu empacotar tudo em um só dia e não tivemos que nos preocupar em embalar nada, eles fizeram todo o serviço. Claro, serviço esse pago 100% antecipado, no valor de R$6.200,00 + seguro (valores de 2015). Vale ressaltar que esse serviço que contratamos é o de carga compartilhada, quando o caminhão vai com coisas suas e de outras pessoas e tem o prazo máximo de 30 dias pra chegar ao destino. Caso tivéssemos optado por carga exclusiva, com prazo no máximo em 10 dias úteis após a coleta, o preço subiria pra R$13 mil. MAIS seguro. Em relação ao prazo nada a reclamar, 25 dias após levarem as coisas de minha casa em São Paulo chegou em nossa casa de Natal.

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Porém, alguns funcionários já não eram tão atenciosos e tivemos alguns problemas como: avaria na geladeira, na lava-louças, televisão totalmente quebrada, jarra de cristal quebrada (já reembolsado), funcionários com pouco preparo e que sujavam todas as paredes na montagem dos móveis… enfim, MUITA dor de cabeça. Não vou me ater aqui a descrever o caso, pois o 2o Juizado Especial Cível Central de Natal cuidou disso. Só pra deixar vocês a par, me mudei em maio de 2015, escrevi o post em fevereiro de 2016 e a causa só foi resolvida em agosto de 2016 (ganhamos, claro).

Procuramos imóveis em imobiliárias e nas ruas, pois muitos prédios têm plaquinhas em frente com o telefone dos proprietários, que optam em fazer o contrato sem intermediações. Indico muito a corretora Geiza Nunes, da Remax, atenciosa desde o primeiro contato por telefone. Infelizmente acabei não fechando com ela, pois o apartamento que eu mais gostei – o meu – ela não estava como corretora. Fechei negócio com a Reference Imobiliária, mas visitei também a Remax e a Procuradoria de Imóveis, além de fazer pesquisas na internet.

Procurei apartamentos nos seguintes bairros e vou contar um pouquinho o que achei de cada um:

Ponta Negra: Apartamentos pequenos com cozinha estilo americana, mais voltados pra turistas e pra locação por temporada. Consequentemente cubículos mais caros e com tudo mais caro nas redondezas também. Bairro gringo, muito comum tropeçar com estrangeiros e com turistas perdidos ou passeando. Bairro praiano, não se assuste se estiver chegando em casa após um dia de muito trabalho se deparar com pessoas andando de biquini em plena segunda-feira às 18h. Vida noturna ótima com vasta opção de restaurantes, barzinhos, lanchonetes, albergues, hotéis, baladinhas, etc. 2 dos Restaurantes Camarões estão nesse bairro, assim como o La Brasserie de la Mer, de Erick Jacquin, o mais premiado chef francês no Brasil. Não morei na Ponta Negra, mas tenho a sensação de que não parece um bairro bom pra morar, e sim pra passear ou passar uma temporada.

Capim Macio: O que mais gostei e o que escolhi pra morar. Vizinho colado à Ponta Negra, mas muito mais residencial. Temos quase tudo perto e muita tranquilidade a qualquer hora do dia. Bons restaurantes, padarias, 3 faculdades, pronto-socorro, pelo menos 4 supermercados grandes, farmácias, bancos, tudo a um estalar de dedos. E mesmo tendo tranquilidade e não estando no olho do furacão do turismo, estamos a 5 minutinhos da praia de Ponta Negra. O único ponto negativo é que quem não mora tão perto da Av. Engenheiro Roberto Freire, a avenida em que passam a maioria dos ônibus, fica difícil de se locomover sem carro. Não passa ônibus nas ruas paralelas à avenida, em que estão a maioria dos prédios e residências. Como é tranquilo até demais, sinto uma certa insegurança na hora de caminhar pelas ruas. Sensação de cidade fantasma, sabe?  Mas, se você tem carro, no problem.

Lagoa Nova: Nesse bairro tem tudo. Só não tem praia. Mas considerando que Natal não é uma cidade grande, isso não chega a ser um problema, pois basta percorrer alguns km e lá estará a praia brilhando lindamente pra você. Quando estávamos ainda procurando apartamento nos hospedamos um tempo nesse bairro e deu pra perceber que Lagoa Nova é um mix de tudo: comercial e residencial. Muitos prédios novos, muitas padarias, shoppings, cinema, teatro, restaurantes, bancos, clínicas, lojas, faculdades, escolas, hospitais, e tudo aquilo que a gente imagina que tem em uma cidade urbana. Gostei do bairro, mas achei um pouco caótico nos horários de pico, muito carro, muito trânsito (ainda que o trânsito daqui seja uma piada), barulho, buzinas, bi, bi, biiiiii. Não era bem isso que procurávamos (estávamos “fugindo” de São Paulo), então descartamos. Se você optar por morar nesse bairro, não será necessário ter carro.

Nova Descoberta: Esse bairro é quase uma extensão do anterior, mas menor e mais residencial. Muitos prédios baixinhos o completam. Na época estávamos namorando um ap novinho que gostamos bastante e era de frente pras dunas. Acho também que é necessário ter carro pra se locomover com mais facilidade se morar lá, pois todas aquelas coisas que imaginamos que têm em centros urbanos estão no bairro citado anteriormente.

Não chegamos a ver apartamentos em Petrópolis, outra opção boa em Natal. Bairro muito comercial também, com muitas lojas, galerias, academias tops e restaurantes chiquêêês. Mas uma coisa me chamou atenção, parece que todos os médicos e dentistas da cidade estão nesse lugar. Os maiores hospitais também. Os maiores laboratórios também. Vira e mexe tô por lá, pois é lá que meu dentista atende. Minha endocrino também. E sempre que preciso fazer algum exame, opto por um dos laboratórios que estão por lá – as opções são enormes. Caso você trabalhe na área da saúde,  tem grande chance de trabalhar nesse bairro. Não cogitei morar em Petrópolis pois já tinha me apaixonado por Capim Macio antes mesmo de conhecê-lo, mas confesso que ele é charmosinho… 🙂

Transporte público em Natal é precário, e não digo nem em relação à qualidade dos ônibus, pois são bem parecidos com os que estamos acostumados nas outras capitais, mas sim à quantidade da frota, que é muito pequena. Coitado de quem precisa esperar ônibus aqui, rotas muito limitadas e caras. Uma passagem custa R$2,90 (valores de fevereiro de 2016) e nem sempre tem cobrador, você paga diretamente ao motorista – que nem sempre tá de bom humor.

Por falar em transporte, na época da mudança compramos um carro de uma amiga de Belém, e trouxemos o carro de lá pra cá com uma transportadora local especializada em veículos chamada Transcarlos. Não tivemos problemas e chegou dentro do prazo de 10 dias que ofereceram. O pagamento foi realizado na retirada do veículo em Natal, e nos cobraram R$ 1.200,00 (com seguro incluso averbação através da Seguradora Allianz ou Tóquio Marine). O carro chegou meio imundo, mas inteiro e dentro do prazo.

UPDATE: Me mudei de Natal e atualmente estou no Rio de Janeiro. Levei o carro com a mesma transportadora do parágrafo anterior e o orçamento ficou em R$1100,00 (valores de 2016). Novamente não tive problemas com o transporte.

Não quero me extender mais pois o post já está ficando gigante, então vou deixar pro próximo post outras informações úteis sobre morar em Natal. Fiquem ligados e qualquer dúvida é só chamar! 🙂

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