Galleria Vittorio Emanuelle

Milão: 2° dia

Continuação…

Depois de tomar aquele café da manhã reforçado no hotel, começamos a batalha do segundo dia. Primeira parada: Duomo, uma das estrelas da cidade. Essa enorme catedral gótica está situada no coração da cidade e tem capacidade para mais de 40 mil pessoas em seu interior. A título de curiosidade, sua construção começou em 1386 e impressiona pela suntuosidade, sendo considerada uma das maiores catedrais góticas do mundo. Seu interior está repleto de gigantes colunas de mármore, pinturas e esculturas. Particularmente, a escultura que mais me chamou atenção foi a de São Bartolomeu, em que aparece carregando sua própria pele sobre os ombros, fazendo alusão ao martírio que sofreu. Curiosidade: No subterrâneo da Igreja está a cripta de São Carlos, em que se conservam seus restos.

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Porta do Duomo

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Detalhes do Duomo

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Duomo de Milão

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Duomo de Milão

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Órgão do Duomo de Milão

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Duomo de Milão

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Cripta de São Carlos

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Mais detalhes da porta do Duomo

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São Bartolomeu

A entrada na Catedral é gratuita, porém se você quiser tirar foto é necessário pagar 2,00€ e pegar uma pulseirinha amarela, que deverá ficar no seu pulso durante toda a permanência na igreja. Falando sério: Se você realmente quer tirar foto, pague os 2,00€ e seja feliz! Vi tanta gente mal educada tirando foto sem a tal pulseira… e sei lá, se existe uma regra galera, vamos cumpri-la, né? 🙂 (ou então não tira foto, ué). desabafo

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Pulseirinha que recebe ao pagar para tirar foto

É possível também subir para admirar Milão do alto do Duomo, e eu aconselho que vá cedo pra não pegar tanta fila. Preço/elevador: 12,00€. Preço/escada: 7,00€. Eu não cheguei a subir, desisti por causa da lentidão da fila.

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Fila…

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E enquanto esperava na fila…

O próximo ponto foi a Galleria Vittorio Emanuelle, que fica bem ao lado do Duomo. Essa bela galeria, construída em 1865, foi um dos primeiros centros comerciais de luxo do mundo. Nela se podem encontrar bons restaurantes e as lojas mais luxuosas do mundo da moda (Gucci, Prada, Louis Vuitton, etc). O seu teto é de vidro e as paredes de mármore. Sem dúvidas uma das mais bonitas que já vi. Ir em Milão e não ir nessa Galleria é inconcebível, pois Milão respira moda e nesse local você pode ver isso realmente. Por incrível que pareça, lá também tem uns “achados possíveis”, como lojas de gravatas 100% seda por um ótimo preço. Se estiver querendo presentear o maridão, é uma boa ideia. 🙂

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Galleria Vittorio Emanuelle

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Galleria Vittorio Emanuelle

 

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Galleria Vittorio Emanuelle

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Não entendeu essa foto aí? Calma, você já vai entender.

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Eu posso explicar essa foto…

Pra quem quer saber que foto de retardada é essa aí de cima eu posso explicar:  Reza a lenda que se você girar o calcanhar direito três vezes nas genitais do touro, é sinônimo de sorte! Então vamos lá!! 🙂

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Gire 3 vezes o calcanhar direito e boa sorte!

A fome estava batendo e nesse dia eu resolvi enfiar o pé totalmente na jaca. Não fui almoçar comida e sim o famoso panzerotti do Luini, uma casa especializada em fazer as pessoas saírem da dieta desde 1888. No local vendem panzerotti (uma espécie de calzone?) e outras guloseimas com diversos recheios: queijo, presunto italiano, tomate seco, etc. Difícil é escolher só um! Não se assuste com a fila que se forma no local, até que anda rápido. E se estiver pretendendo comer sentadinho, esqueça, a casa funciona no esquema pagou, levou. Eu comi ali pela frente mesmo, sem qualquer conforto, mas valeu a pena porque adorei o tal panzerotti! E já que eu estava jacando, tem uma gelateria bem em frente ao Luini que a fila enroooola de tanta gente (Cioccolati Italiani), apesar de demorar bastante pra ser atendida, fiquei por lá. No final achei que não valeu a pena, pois não era tão bom: meu gelato além de não ser tão gostoso não estava na temperatura ideal.

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Fila no Luini

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Opções do Luini

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Chorei vendo essa foto :~

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Muvuca na Cioccolati Italiani

Depois de jacar, segui para deixar meus sogros no ponto do táxi, pois estavam cansados. De lá fui passar pela frente do Teatro alla Scalla, um dos teatros de ópera mais famosos do mundo. Eu estava curiosa para vê-lo por se tratar da inspiração para o Teatro da Paz, em Belém do Pará. E realmente a semelhança é gigantesca! (apesar de achar o de Belém mais bonito por fora). Bem em frente ao Teatro tem um monumento a Leonardo da Vinci, mas quando fui estava sendo restaurado. Curiosidade: Em 1870 o compositor Carlos Gomes estreou o ópera O Guarani neste teatro.

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Teatro alla Scalla

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Eu nem queria ver o monumento mesmo…

Já estava na hora de encontrar a prima do meu marido e fomos atrás dela. Passeamos de bondinho (por que eles são tão lindos?) e seguimos até a Pinacoteca Ambrosiana, um importante museu da cidade. Nele você poderá ver obras de artistas como Leonardo da Vinci, Botticelli, Bramantino, Tiziano e Caravaggio. Recomendo fortemente a visita! Infelizmente quando eu cheguei não podia mais entrar por causa do horário, então tive que me contentar só com o pátio do museu. Endereço: Piazza Pio XI, 2. Preço: 15,00€.

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Fotinho dentro do bonde, como um bom turista

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Pinacoteca Ambrosiana

De lá seguimos para caminhar no bairro de Brera, e de cara caí de amores! Quantas ruelas lindas, românticas, sem tumulto… simplesmente adorei! Nos anos 50 esse bairro era povoado pelos artistas e prostitutas, e atualmente se converteu em um dos metros quadrados mais caros da cidade, repleto de restaurantes, bares e lojinhas. Ah, mas o que mais me encantou não foi isso não, foram as ruas estreitas e as janelinhas das casas cheia de flores. 🙂

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Brera

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Simpático garçom! rs

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Para os mais românticos…

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Não é fofo?

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Una bella ragazza

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Via Monte Napoleone e uma das sedes da Armani em Milão. Reza a lenda que quando Giorgio Armani quer trabalhar, ele trabalha daí (coitadinho, né?)

Depois de caminhar um bocadão pelo bairro de Brera, chegava a hora de tomar um aperitivo milanês. E nada melhor que aproveitar pra conhecer Naviglio, né?  Pegamos o metrô e rumamos para Naviglio, onde encontramos um outro primo do meu marido, que apesar de ter nascido no Brasil, se mudou pra Itália ainda criança e fala português com sotaque italiano (Felipe, se você estiver lendo isso, saiba que eu acho lindo, confesso). Encontramos também um amigo deles italiano, que conseguíamos conversar um pouco se falássemos beeeem devagar. Rumamos para um dos bares/restaurantes do Naviglio para tomar um aperitivo, para os brasileiros mais conhecido como happy hour. Funciona de forma muito semelhante com o Brasil: numa determinada faixa de horário o valor é fixo e você pode comer à vontade, somente a bebida que é controlada, sendo uma para escolher.

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Aperitivo milanês em Naviglio | Só faltou o Felipe na foto 🙁

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Mentira que eu estava bebendo vinho. Peguei a bebida emprestada do primo do meu marido =)

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Pós-trabalho a galera costuma ir pra Naviglio para encontrar os amigos, comer e beber. E não é pouca gente não…

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Naviglio Grande: O canal estava quase vazio…

Navigli foi o principal porto fluvial da Itália no final do século XIX, quando no ano de 1300, o mármore para construir o Duomo navegava sobre ele. Não deixe de percorrer a região entre Naviglio Grande e Naviglio Pavese, onde tem grande concentração de bar e vida noturna. Por lá também têm várias discos, mas não sei discorrer sobre nenhuma porque não fui (me perdoem, eu sou velha). Como chegar: Metrô linha 2 (verde) – Estação Porta Genova.

Gostei muito de Milão e achei dois dias suficientes pra percorrer a cidade sem pressa. E uma das coisas que mais me chamou atenção foi como o cenário da moda e do design respira nessa cidade: homens e mulheres extremamente fashions, lojas de móveis bonitas e modernas, às vezes parecia que eu estava num desfile de moda – e claro que eu não estava participando dele. Milão não é uma cidade limpa, nem cheia de pessoas simpáticas, talvez o fato de eu estar com pessoas que falavam italiano (fluente) ajudou. Uma das coisas que me chamou atenção em Milão foi o fato de muita gente não falar inglês (mas sou brasileira, e no Brasil também não falam, então tudo bem).

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Galleria Vittorio Emanuelle ao fundo

Recomendo atenção redobrada em ambientes muito movimentados, como a Estação Central de trem. Vigiem seus pertences e verifiquem quanto receberam de troco. Não que eu queira assustar, mas deram troco errado pro meu sogro numa cafeteria da Estação Central – por sorte ele percebeu e reclamou na hora (em português mesmo!!). Então, não descuidem pensando que porque estão na Europa estão no paraíso, porque não é bem assim.

E como se locomover em Milão? A melhor opção que encontrei foi comprar o abono de transporte público de 48h ilimitado. Paguei 8,25€ pelo bilhete e pude utilizá-lo tanto no metrô como no bondinho. É super fácil se locomover na cidade, pois sempre tem metrô próximo aos pontos turísticos (e achei o metrô bom!).

E vocês? Já foram a Milão?

Um beijo!

Para ler sobre meu primeiro dia em Milão, clique aqui.