Fratelli la Bufala

Milão: Uma boa surpresa! – dia 1

Já tinha lido bastante acerca de Milão, para uns foi terrível, para outros “não fedeu, nem cheirou”, outros caíram de amores e outros se decepcionaram. Faço parte do time que leu muito review negativo sobre a cidade mas que no final das contas foi surpreendida! (positivamente). 🙂

Chegamos no Aeroporto de Bérgamo, a 46 km de Milão. Se você viajar pelas companhias low-cost, bem provável que chegue por ele também. Porém, apesar de distante, o transfer entre o aeroporto e o centro de Milão foi extremamente fácil! Comprei antecipadamente o ticket do ônibus no site da Terravision e custou 5€ por pessoa (valores de 2014). Desembarquei na Estação Central (na verdade em frente a ela, numa praça) e andei pra pegar o metrô pra ir para o hotel.

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Ônibus Terravision – Bérgamo/Milão

Após deixar as malas corremos pra rua pra passear. Afinal, tínhamos horário marcado pra ver a famosa obra “A última ceia”, de Leonardo da Vinci. E como foi difícil conseguir ingresso, viu? Se tiver viagem marcada pra Milão e pretender ver a obra, recomendo que garanta o quanto antes sua entrada. O Cenacolo Vinciano funciona somente com hora marcada e tem ingresso bastante limitado. Duração? É permitido ficar no local apenas 15 minutos e não pode tirar foto. Quanto? O ingresso custa 8,00€ e se você for comprar de um atravessador não espere pagar menos de 30,00€. Como comprar? Tentei  arduamente comprar o ingresso pelo site e sempre aparecia que não tinha mais disponibilidade. Sem exageros, todos os dias eu acessava o site pra ver se tinha aparecido alguma vaguinha. Sem sucesso, telefonei para a central de vendas e o telefone só dava ocupado (praticamente impossível falar com alguém!). Faltando apenas duas semanas para a minha viagem, consegui comprar os ingressos pela internet. Milagrosamente apareceram 4 ingressos para o dia que eu chegava em Milão! SORTE!

Dica: O ticket impresso pela internet deve ser trocado pelo ingresso na bilheteria do local, então recomendo que chegue com pelo menos uns 15 minutos de antecedência.

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Ingresso Cenacolo Vinciano

Como a maioria já deve saber, essa obra representa a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos, antes de ser preso e crucificado. É um dos maiores e mais estimados bens do mundo da arte. A obra se encontra no convento de Santa Maria delle Grazie e o Duque Ludovico mandou construir para, entre outras coisas, servir de lugar para sepultar seus familiares. Leonardo da Vinci começou a fazer a pintura em 1495 e passou aproximadamente três anos de sua vida se dedicando a ela, que posteriormente foi vítima de agressões ao longo do tempo, como bombardeio aéreo na II Guerra Mundial. Atualmente, apesar de já ter passado por restauração, a obra está visivelmente degradada e continua sendo objeto de estudo e de mistérios acerca de sua interpretação.

Uma curiosidade é que depois de tanto tempo se dedicando à pintura, Leonardo da Vinci não cobrou nem um centavo sequer por fazê-la (tava podendo né maninho?). 

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Santa Maria delle Grazie

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Não é no prédio bonito da foto anterior que vocês vão entrar, é nessa porta aqui de trás, ó.

De lá, fomos caminhar pelas redondezas e encontrei uma gelateria di-vi-na, que pra mim foi a melhor que conheci em Milão. Pra quem vai visitar o Cenacolo Vinciano, recomendo uma passadinha por lá, pois fica próximo. O nome é Shockolat Milano. Peça um de pistache e seja muito feliz! 😀 Endereço: Via Boccaccio Giovanni, 9. Preço: 2,50€ tamanho pequeno.

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Shockolat Milano

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Gelato de Pistache

Segui para almoçar e depois fui conhecer uma igreja bem bonita, porém que infelizmente na época da minha visita estava passando por uma restauração e com um cheiro extremamente forte de tinta. A Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore é uma daquelas igrejas que passa despercebida pelo visitante: Seu exterior é bastante sóbrio, mas seu interior guarda uma beleza imensurável, apesar de pequenina. Suas paredes estão cobertas por maravilhosos afrescos do século XVI, bem conservados. E curiosamente, ela é dividida em duas: a parte da entrada, em que as pessoas assistiam às missas, e a parte interior, onde ficavam as freiras. Endereço: Corso Magenta, 15. Preço: Entrada gratuita.

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Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore

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Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore

A próxima parada foi o Castelo Sforzesco, construído para ser uma fortaleza no século XIV. Posteriormente foi transformado num Palácio Ducal, que seria destruído durante a República Ambrosiana. Depois de muitos anos o local converteu-se em vários museus importantes da cidade, dentre eles os seguintes: Museu de Arte Antiga, Pinacoteca, Museu Egípcio, Museu de Pre-historia, Museu de Artes Decorativas, Museu de Instrumentos Musicais e Museu dos Móveis. Se você não estiver interessado em visitar os museus, recomendo fortemente que vá conhecer pelo menos o pátio central do Castelo, que se encontra aberto ao público de forma gratuita. Se o problema for €, saiba que os ingressos são bem baratos: 3,00€ cada museu. MAS, claro que sempre tem uma brechinha pra não pagar nada e foi o que eu fiz. Grátis: De quarta à domingo das 16:30 às 17:30h.

E em apenas 1h é suficiente pra conhecer algum museu? Pelo menos o museu que fui pôde ser percorrido inteiramente em 1h. O museu escolhido foi o Museu de Arte Antiga, que foi o que mais me interessou. Mesmo tendo ido num horário gratuito, não tinha fila alguma pra entrar. O carro chefe desse museu é a obra Pietà Rondanini, de Michelangelo. Aos que não sabem, essa foi a última escultura feita pelo artista, que não conseguiu concluí-la e que inspira mistérios até hoje, como por exemplo: quem está apoiando quem? Jesus está apoiando Maria ou Maria está apoiando Jesus? Isso só Michelangelo poderia responder. Aos que vão a Milão em 2015, atenção: a obra será remanejada para um outro lugar, para a Expo15, um dos maiores eventos existentes no mundo.

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Castelo Sforzesco

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Castelo Sforzesco

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Castelo Sforzesco

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Museu de Arte Antiga

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La Pietà Rondanini, de Michelangelo

Logo atrás do Castelo está o Parque Sempione, o maior parque público e pulmão de Milão. Caminhei e sentei um pouquinho por ali, pra admirar o verde do local. Mais alguns minutos de caminhada e cheguei ao Arco della Pace, belíssimo arco que começou a ser construído em 1807 para comemorar as vitórias de Napoleão. Porém, com a derrota de Napoleão em Waterloo a construção foi interrompida e retomada em 1826 sob ordens de Francesco I de Austria com um novo objetivo: celebrar a paz europeia de 1815. Com 25 metros de altura e 24 de largura em mármore, o arco é um dos principais símbolos da cidade. Minha opinião: Apesar de ser bem comum na Europa a presença desses arcos, confesso que o de Milão me impressionou pela beleza e pelos ricos detalhes. Vale a pena gastar uns bons minutos apreciando esse monumento.

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Parque Sempione

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Detalhes do Arco della Pace

Nossa jornada turística do primeiro dia acabou por aí, pois nas próximas horas gastaríamos nosso tempo com a família italiana do meu marido que mora lá. Sentamos pra esperá-los bem em frente ao arco, de onde admiramos o pôr-do-sol.

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Arco della Pace

Fomos jantar numa pizzaria napolitana que tem perto do Arco. Aos interessados, comemos na Fratelli la Bufala, local pouco turístico e frequentado pelos locais. A massa não é fina como a pizza romana mas ao mesmo tempo é leve e você não sai de lá com a sensação de que comeu demais. Endereço: Corso Sempione, 30. Ah, não lembro exatamente do preço, mas não é cara não… mesma faixa de preço das outras.

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Fratelli la Bufala

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A turma era bem grande!

De lá fizemos uma bela caminhada noturna até a Piazza del Duomo (3 km). Pra quem busca badalação, a Corso Sempione, nas proximidades do arco, tem um milhão de bares/baladinhas. Separe uma boa roupa porque o negócio não é fraco não!

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Tour de bicicleta noturno. Tem!

Após alguns minutos de caminhada, risada, cansaço, e conversas sendo colocadas em dia, chegamos à Piazza del Duomo, onde a vimos lindamente iluminada e que nos deixou com gostinho de “quero voltar” – pra onde voltaríamos no segundo dia.

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Amanhã tem mais! | Duomo

Um beijo!

Para ler sobre o segundo dia em Milão, clique aqui.