Florença

O que fazer em Florença – Dia 2

Continuação…

Minha estadia em Florença durou 3 dias, com um bate-volta em Pisa. Para quem pergunta se é suficiente pra conhecer bem a cidade, respondo que sim. Não tive correria e ainda sobrou tempo para ir em Pisa – achei o tempo de minha permanência mais que perfeito e o sugiro no mínimo para quem pretende conhecer a capital toscana.

Meu segundo dia foi uma segunda-feira, dia em que a maioria dos museus estão fechados, então me programei para fazer coisas que não fecham nenhum dia da semana. A primeira parada foi a visita à Catedral de Florença, mais conhecida por Duomo ou por Santa Maria dei Fiore. Comprei o ingresso antecipadamente e entrei sem muita fila, porém depois a fila estava enrolando (que cidade cheia, gente!). Segui as filas e pensava que iria conhecer primeiro o interior da igreja, mas não. A fila que eu estava era pra subir na cúpula da igreja, aproximadamente 463 degraus de diferentes tipos e formas, estreitos e altos, num ambiente pouco iluminado e com cheiro forte (de mofo, eu acho). Não é uma atração pra qualquer um, pois é extremamente cansativo e puxado. Não recomendável para grávidas, deficientes físicos, pessoas com crianças de colo, pessoas muito alérgicas, idosos sedentários ou pessoas com claustrofobia.

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Escada para subir no topo do Duomo

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Escada para subir no topo do Duomo | Que pé é esse?

Quanto mais eu subia, mais degraus tinham. A cúpula foi construída por Fillippo Brunelleschi quase um século depois de concluída a Catedral. Possui 114 metros de altura por 45 de diâmetro e foi a maior obra da vida do arquiteto florentino, levando 14 anos para ser finalizada.

Porém, destaque para a decoração interior da cúpula, feita entre 1568 e 1579 por Giorgio Vasari e Federico Zuccari, e representam o Juízo Final. É extremamente impressionante a perfeição dessa obra, principalmente vendo-a de perto. As passagens são ilustradas de formas chocantes e particularmente, uma das melhores obras que já vi na vida. Cada subida no degrau vale a pena para vê-la de perto. 🙂

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Interior da cúpula do Duomo vista de longe

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Interior da cúpula do Duomo | Ilustrações do Juízo final

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Interior da cúpula do Duomo | Ilustrações do Juízo Final

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Interior da cúpula do Duomo | Ilustrações do Juízo Final

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Interior do Duomo

Ao se aproximar mais do topo, os degraus ficam mais difíceis, verticais e retos, mas não desanime! A vista ao chegar ao topo é deslumbrante e gratificante. Do alto pude avistar toda a cidade, inclusive as montanhas da Toscana e o Rio Arno – muita beleza pros meus olhos! Sentei por ali e fiquei a observar cada cantinho dessa magnífica cidade, e claro, recuperar as energias. Dica: Leve uma garrafinha de água, eu não levei e fez falta.

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Vista do topo do Duomo, logo em frente o Campanário

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Vista do topo do Duomo, logo em frente o Campanário

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Vista do topo do Duomo, logo em frente o Campanário

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Selfie feliz 🙂

Depois de alguns minutinhos, encarei a maratona de descida – bem mais fácil. E então fui visitar o interior da Catedral, que também é belíssima e merece a visita. Após a visita da Catedral fui conhecer o Batistério de San Giovanni, que fica bem ao lado e é considerado por muitos o edifício mais antigo da cidade. O teto de mosaico me lembrou um pouco os detalhes da Basílica de São Marcos, em Veneza. Bastante citado no livro “O Inferno”, de Dan Brown, as portas do Batistério são uma atração à parte, chamadas de “Portas do Paraíso”, nome dado por Michelangelo, são belas portas douradas com ilustrações de passagens bíblicas. Ah, eu não li o livro citado, mas meu marido que leu ficou encantado e falando a respeito dele. (update) LI o livro e é mais imperdível ainda pra quem o leu! Fiquei imaginando todas aquelas passagens do livro e tudo aquilo que eu vi! Buáááá, quero voltar!

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Belo topo do Batistério de San Giovanni

O ingresso que comprei me dava direito a entrar em todas essas atrações citadas até agora, além de outras como o Campanário e a Cripta di Santa Reparata. Preço: 10,00€. Para comprar, clique aqui.

Como já se aproximava a hora do almoço, fomos buscar um lugar para comer e vale a pena citar a Trattoria Marione, excelente cantina italiana que vende uma lasanha de comer rezando. De todos os pratos que provei, a lasanha saiu na frente. O ambiente é bonitinho e vive cheio – prepare-se para longas filas de espera se for no horário de pico. O motivo é que além do restaurante ser bom, o preço também não é abusivo. Endereço: Via della Spada 27R50129 Florença, Itália.

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Trattoria Marione

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Lasanha da Trattoria Marione

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Quanto gastar na Trattoria Marione?

Não deixe de conhecer o Mercato San Lorenzo, principal mercado da cidade e uma excelente opção para quem gosta de comprar presentinhos gourmet. A variedade de produtos que tem nesse mercado não é pouca – típicos e autênticos produtos italianos e especialmente da região da Toscana. Pra quem gosta de comprar azeites, vinhos, molhos especiais, massas artesanais e trufas, lá é uma boa pedida. Comprei um vidrinho de trufa por uns 9€. Endereço: Piazza del Mercato Centrale50123 FlorençaItália.

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Mercato San Lorenzo

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Mercato San Lorenzo

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Mercato San Lorenzo

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Mercato San Lorenzo

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Aperitivo de torrada com trufas

Depois fui caminhar pro outro lado da cidade, babando com as vistas do Rio Arno e da Ponte Vecchio. A Ponte Vecchio é um dos lugares mais movimentados de Florença, e um dos ícones da cidade. É uma das mais antigas pontes de pedra do mundo (talvez a mais) e era ocupada antigamente por vendedores de carne, porém com o mau cheiro que exalava, expulsaram-os e substituíram por vendedores de jóias, como vemos atualmente. Uma curiosidade é que a Ponte Vecchio não foi destruída na II Guerra Mundial, como as demais pontes de Florença. Dizem que o próprio Hitler deu a ordem de que não a derrubassem.

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Ponte Vecchio

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Ponte Vecchio

Andei rumo à Piazzale Michelangelo, famosa praça que fica localizada na parte alta da cidade e que oferece vista panorâmica da mesma. Apesar de ser uma bela caminhadinha, optei por ir andando, pra conhecer mais um pouco. No caminho, olha com quem acabei me esbarrando:

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Justin Bieber em Florença, e ele até olhou pra minha foto! rs

NÃO, não sou fã das músicas do Justin Bieber e nem o admiro como pessoa, mas já que ele estava bem ali na minha frente e eu com minha câmera na mão, por que não dar um clique?. Depois de me esbarrar com esse célebre personagem do universo teen, e de ver uma retardada fã chorando porque ele não deu a mínima pra ela, segui em frente.

A caminhada até a Piazzale Michelangelo foi dura e cheia de ladeiras, uma maior que a outra. Porém, depois dos milhões de degraus que eu havia subido pela manhã, já estava com o condicionamento físico modo OK. Após caminhar pela margem sul do Rio Arno, seguimos as placas bem sinalizadas até a praça. Ao chegar, me deparei no centro com uma uma réplica de bronze de David, e como o nome sugere, a praça recebe esse nome em homenagem ao autor da obra original, Michelangelo.

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Muralha medieval próximo à Pizzale Michelangelo

Réplica de David na Piazzale Michelangelo

Réplica de David na Piazzale Michelangelo

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Piazzale Michelangelo

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Piazzale Michelangelo

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Detalhes do poste de Florença

Eu amei esse lugar! Uma delícia olhar a cidade do alto, com diversos tipos de paisagens. O clima também estava super agradável e contribuiu pra eu gostar tanto. Não deixe de ver o pôr-do-sol dessa praça, é sensacional.

Ao sair de lá tentei ir na Casa de Dante, mas já estava fechado pra entrada. Tive que me contentar somente com a parte externa e com alguns corredores internos. Para quem se interessa pela figura de Dante Alighieri, acredito que é uma atração recomendável. Se não pretende entrar, vale a pena mesmo assim dar uma volta pelos arredores e pelo bairro onde está localizada, por se tratar de um bairro medieval cheio de ruas serpenteantes. Endereço: Via S. Margherita, 1 • Florença. Preço: 4,00€.

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Ilustração de quando Dante encontrou Beatrice Portinari, seu amor platônico

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Museu Casa di Dante

Aos que tem um pouco mais de tempo e paciência pra enfrentar fila, outra atração recomendada é a Igreja de Santa Croce, a maior igreja franciscana do mundo, e a segunda maior de Florença, ficando atrás somente do Duomo. Cheguei a ir, mas desisti com a fila. TensoPreço: 6,00€.

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Estátua de Dante em frente à Igreja de Santa Croce

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Igreja de Santa Croce

Basicamente essas foram minhas atrações em Florença, cidade que já classifiquei como minha preferida da Itália. 🙂 Recomendo fortemente que vá a Florença nem que seja num bate volta cansativo, mas que vá.

E vocês? O que viram na cidade?

Um beijo!

Continue lendo sobre Florença: Onde comer em Florença, Onde se hospedar em Florença, Roteiro em Florença

Onde comer em Florença (bem!)

De todas as cidades que visitei na Itália, finalmente pude encontrar uma com excelente comida, sem ter tido muitas experiências do tipo pega-turista. Procurar onde comer em Florença foi um tiro no escuro que deu muito certo. Ah, como eu comi bem! Costumo sempre pesquisar os lugares antes de ir, mas nessa ocasião foi muito engraçado. Eu havia lido sobre um restaurante em uma determinada rua e falei pro meu marido, que prontamente procurou no mapa pra irmos. Ok, lá fomos nós.

Ao nos deparar com o restaurante simples, entramos mesmo assim. No final do post conto pra vocês a “surpresa” de ter ido a esse lugar.

O nome da trattoria é Trattoria Pizzeria Sara, e sem dúvidas de todas as minhas viagens pela Itália, é onde eu comi a melhor comida e recebi o melhor atendimento, apesar de não ser nenhum restaurante de luxo. Fomos atendidos por uma super simpática garçonete cubana que aterrisara na Itália há pouco tempo.

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Trattoria Pizzeria Sara

Pedi pra comer uma bisteca alla fiorentina com gnocchi 4 formaggio, um vinho tinto Chianti, e meu marido uma cotoletta de vitello com molho de trufas que estava simplesmente di-vi-no! (vide menu abaixo, o da última linha). Meus sogros pediram um risotto e um spaghetti alla carrettiera.

Onde comer em Florença?

Onde comer em Florença?

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Pra começar…

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Pão italiano morninho

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Gnocchi 4 formaggio

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Bistecca alla Fiorentina

Cotoletta de vitello com molho de trufas - o acompanhamento eram batatas assadas com alecrim, que não tirei foto.

Cotoletta de vitello com molho de trufas – o acompanhamento eram batatas assadas com alecrim, que não tirei foto.

A bistecca alla fiorentina é um dos pratos mais pedidos da região da Toscana, e geralmente aparece no cardápio com o preço por 100g. Então, tome cuidado ao ver por exemplo 3,99€ e pensar que é o valor do prato, pois não é (a que eu pedi, por exemplo, custou 19,00€, essa quantidade aí da foto de cima).

Quanto gastar? Aproximadamente 76€ + gorjeta (4 pessoas)

Quanto gastar? Aproximadamente 76€ + gorjeta (4 pessoas)

Após ter comido muito, ainda nos mimaram com um digestivo da região da Itália muito bom – e nem cobraram a mais por isso. Inclusive a garçonete falou que era um presentinho para nós provarmos. 🙂

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Digestivo Limoncello | Licor típico da Itália

No outro dia voltei novamente, e dessa vez pedi um entrecôte que também estava muito bom, mas no duelo, o do dia anterior saiu melhor. Ah, destaque para essas batatinhas assadas, são perfeitas! Belisquei a do meu marido no dia anterior e pedi uma pra mim nos segundo dia. 🙂 Parece não ser nada demais né? Afinal é só uma batata – mas não.

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O atendimento foi tão bom, fomos tão bem tratados, que deixamos uma boa gorjeta, apesar de não ser obrigatório. Ah, e além disso tirei até foto com umas funcionárias EXTREMAMENTE simpáticas que trabalham lá.

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Funcionárias da Trattoria Sara

Curiosidade: Depois que acabamos de comer, vimos que estávamos num restaurante diferente do que tínhamos pesquisado inicialmente antes de ir. Eu acabei trocando os números e falei errado o endereço pro meu marido, que nos levou até esse. Ainda bem né?? 🙂 Depois passamos na frente do restaurante que íamos inicialmente, e não tinha quase ninguém… Pra não errar e ir no certo (que é o que fomos), anota aí: Via Rosina, 7, Florença.

E vocês? Sabem indicar outro lugar onde comer em Florença?

Um beijo!

Florença – Dia 1

Logo ao desembarcar na Estação Santa Maria Novella já senti que essa seria a melhor cidade que conheci na Itália. Em Florença não tem Coliseu, não tem toda pompa da moda de Milão, não tem os charmosos canais de Veneza e tampouco tem uma bela torre inclinada, como a Torre de Pisa. Mas que tem uma imensidão de coisas especiais ali, tem.

Florença é o centro histórico, artístico, econômico e administrativo da região da Toscana. Além disso, foi o berço do Renascimento, movimento cultural fruto da difusão das ideias do humanismo que ocorreu nos séculos XV e XVI. É a terra de Dante Alighieri e de vários papas da história. Florença é sinônimo de comida boa, dos bons vinhos, arte e história.

Chegamos à noite em Florença e fomos andando para o Hostel, e no caminho já fui gostando do clima da cidade, das pessoas e gostando do quanto eu estava me sentindo bem ali. Fomos comer uma coisa rápida, que não vale a pena citar aqui, pois estávamos muito cansados de um dia inteiro andando em Veneza, seguido de uma longa viagem de trem. Eu estava explodindo de curiosidade de desbravar a capital da Toscana, que estava logo ali, na sola dos meus sapatos. Apesar disso, segurei as pontas, fui para o hostel dormir que no outro dia o bate-perna começaria cedo.

Eu já tinha comprado ingresso antecipadamente para visitar a Galleria della Academia, e tinha horário marcado. Escolhi o segundo horário (8:30h), pois temia que não conseguisse ver tudo o que queria ver na cidade. Fiz bem em escolher esse horário, pois a fila poucas horas depois era simplesmente gigantesca e seria impossível chegar perto da obra mestra “David”, de Michelangelo.

Esse museu é o segundo mais visitado de Florença, ficando atrás somente da Galleria Uffizi, que eu visitei no período da tarde. Florença respira arte e museus, e visitar a Galleria della Academia é indispensável pra qualquer visitante. O museu não é grande, e em torno 1:30 é suficiente para conhecê-lo. Sem dúvidas o que mais me impressionou foi a obra David. Eu imaginava que fosse só mais uma escultura no meio da multidão, mas não, Michelangelo quase atingiu a perfeição ao fazer essa obra. O David de mármore mede  5,17 de altura (vocês conseguem imaginar?), e se eu nunca tivesse ido lá, jamais imaginaria que fosse tão alto. E pensar que essa escultura foi concluída no ano de 1504 é de deixar qualquer um boquiaberto. E não pense que só essa obra impressiona nesse museu, têm várias outras interessantes de conhecer, como Rape of the Sabines, de Giambologna. Endereço: Via Ricasoli, 60. Preço: Em geral 6,50€, mas se tiver exibições temporárias o preço costuma mudar. Além do preço do bilhete, paga-se 4€ pela compra antecipada online. Funcionamento: Todos os dias, exceto segunda-feira.

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Fila gi-gan-te!

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Mais fila…

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Dica: Vá cedo se não quiser encontrar um museu totalmente lotado!

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David, de Michelangelo

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David, de Michelangelo

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Galleria della Academia

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Rape of the Sabines | Achei essa fantástica!

De lá rumamos para a Piazza del Duomo, onde está localizado o Duomo de Florença, o centro religioso da cidade. Fomos mais para caminhar pela Praça, sem entrar em nenhum lugar, pois voltaríamos no próximo dia. Como curiosidade, na esquina da Via dei Calzaioli com a Piazza del Duomo se encontra a Loggia del Bigallo, uma pequena área onde antigamente costumavam expor as crianças abandonadas.

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Orfanato

Como estávamos pertinho do I Due Fratellini, fomos experimentá-lo. Esse minúsculo lugar, uma portinha com UM único banco pra sentar em seu interior, funciona desde 1875 sob o comando da mesma família. A especialidade deles são os autênticos Paninis italianos e vinhos típicos da Toscana. A fila costuma ser grande, mas no dia que fomos não tinha fila nenhuma e minha sogra até conseguiu sentar no (único) banco que tem dentro. Fomos atendidos pelo proprietário, um rapaz simpático e atencioso, que nos deu nosso sanduíche rapidamente. Eu sinceramente esperava mais, mas como esperar muito de um pão duro italiano? Porém, gostei do atendimento e do recheio. Acho sim que vale a pena dar uma passadinha por lá se estiver com fome e pelas redondezas. Ah, se você é fã do autêntico pão duro italiano, vai amar o local. 🙂 Endereço: Via de Cimatori 38/r50122 FlorençaItália.

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Fratellini

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Fratellini

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Fratellini

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Fratellini

No caminho encontrei por acaso um mercado chamado Mercato Nuovo – que de novo não tem nada, pois foi construído há 5 séculos atrás. No local você encontrará muitos artigos em couro (casacos, carteiras, bolsas, cintos, e tudo o que você pode imaginar), porém o preço é salgadinho pro que é. Então como não comprei nada, fui bisbilhotar a movimentação que se aglomerava ao redor de um porquinho, e notei que as pessoas tiravam foto tocando os dentes e focinho dele. Reza a lenda que se você tocar, você voltará a Florença. 🙂 E o mais engraçado, que rendia boas risadas dos visitantes, é que se você colocar uma moeda na boca dele e a moeda cair dentro da fonte, você terá boa sorte (o “engraçado” refere-se a quando não cai…). O nome desse porquinho maroto é Il Porcellino, que apesar de ser de cobre, já está  ficando dourado de tanto o passarem a mão.

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Mercato Nuovo

A próxima parada foi a a Galleria Uffizi, o principal museu de Florença. Não espere ingresso sobrando na bilheteria, porque pode correr o risco de não ter. Apesar de custar 4€ a taxa pra comprar online, vale muito a pena, pois a fila é gigantesca!

A construção do edifício começou em 1560 por ordem de Cosme I de Médici para substituir o Palacio Vecchio como residência. Em 1581 finalizaram as obras e o edifício começou a abrigar as incontáveis obras de arte que havia reunido a familia Médici durante décadas. Nesse riquíssimo museu estão as obras “O nascimento da Vênus”, “Adoração dos Magos”, “A anunciação”, além de estátuas gregas, romanas, desenhos e etc.

Em relação ao museu que fui pela manhã, esse é bem maior e com bem mais coisas para ver. Recomendadíssimo! Onde? Piazzale degli Uffizi, 6. Quanto? Mesmo preço e condições do anterior. Funcionamento: Todos os dias, exceto segunda-feira.

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Piazzale degli Uffizi

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Vista da Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

O nascimento da Vênus

O nascimento da Vênus, de Botticelli

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Piazzale degli Uffizi

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Piazzale degli Uffizi

Dica: Conseguiram perceber que os principais museus de Florença não abrem às segundas, né? Se estiver planejando sua viagem para um bate-volta, evite as segundas. Caso esteja em Florença no primeiro domingo do mês, os museus são gratuitos, porém se quiser garantir o ingresso antecipado, é necessário “comprar ” pela internet e pagar a taxa de administração do site. Do contrário, terá que retirar o ingresso no local e espere mofar MUITO na longa fila.

Algumas horinhas depois saímos do museu e fomos nos apaixonar pelo Rio Arno, belo rio que corta a cidade. E que paisagem bonita, gente! Depois de tirar umas boas fotinhos, nos dirigimos para a Piazza della Signoria, a principal da cidade. Nessa bela praça está localizado o Palazzo Vecchio e alguns belos monumentos, como “Adão e Eva”, uma réplica de “David”, a “Fonte de Netuno” e a “Estátua equestre de Cosme I”. Esse é um dos lugares mais visitados de Florença, faça chuva ou faça sol, inverno ou verão, sempre estará super movimentado. 🙂

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Rio Arno

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Rio Arno

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Vista do Rio Arno

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Piazza della Signoria

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Piazza della Signoria

Como já estávamos cansados de tanto museu, não entramos no Palazzo Vecchio, fomos apenas no bonito hall (e haja fila!). Esse palácio mais parece um castelo, cujo término da construção ocorreu em 1314, para ser lugar de residência dos funcionários da república. Eu, particularmente, não fiquei muito animada de entrar, mas não faça como eu, se tiver um pouquinho mais de energia, VÁ. 🙂 Preço: 10,00€. Funcionamento: Aberto diariamente.

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Palazzo Vecchio

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Palazzo Vecchio

Bem ali na Piazza della Signoria está também o Gucci Museu, um museu dedicado à grife italiana Gucci, em que conta a história do nascimento da empresa, exposição de objetos históricos e exclusivos, além de exposição de arte contemporânea. Pra quem se interessar, abre diariamente e a entrada custa 7€, cujos 50% são destinados para um fundo de conservação e restauração dos tesouros artísticos da cidade. Endereço: Piazza della Signoria, 10, Florença.

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Gucci Museu

Meu primeiro dia já estava chegando quase ao fim, e então fui procurar um bom lugar pra comer. Vou deixar vocês um pouquinho curiosos, mas no próximo post eu conto sobre o restaurante escolhido, que foi tão bom que merece um post exclusivo.

Um beijo!!

Continue lendo sobre Florença: Onde se hospedar em Florença, Onde comer em Florença, Roteiro de Florença