Destino RBBV

Uma experiência em meio à Selva Amazônica

Sempre tive vontade de escrever aqui no blog sobre essa experiência, que pra muitos brasileiros ainda é uma incógnita. Quando eu era criança sempre visitava Manaus e uma das viagens mais marcantes, apesar da pouca idade, foi a viagem de navio tipo cruzeiro que fiz de Belém a Manaus, com várias paradas bem legais e interessantes.

Passeio de barco em Manaus

Passeio de barco em Manaus

Agora em março tive a oportunidade de voltar à capital amazonense e claro que eu não deixaria de lado esse passeio, que é imperdível pra quem visita a cidade. Conheci os trabalhos da agência Olímpio Carneiro, que tem site com ótima apresentação e atendimento por WhatsApp muito eficiente. Agendei com antecedência e escolhi o passeio Safári Amazônico, que acabei fazendo de maneira incompleta e já já vocês saberão o motivo*.

Olimpio Carneiro

Olimpio Carneiro

O Safári Amazônico abrange as principais atrações da floresta: Encontro das Águas, a Selva, passeio de barco no Rio Negro, interação com botos e animais*, visita a feira de artesanatos flutuante, contato com comunidades ribeirinhas e indígenas e almoço em restaurante flutuante. Custa R$ 180 por pessoa e tem duração aproximada de 8 horas.

*Como fiz o passeio numa segunda-feira, não tive interação com botos, pois é proibido pelo Ibama. Mas aviso de antemão que consegui vê-lo durante o passeio, apesar de não ter conseguido tirar foto. 🙂

A vantagem das lanchas pequenas é conseguir passar por espaços estreitos e "sentir" mais a floresta

A vantagem das lanchas pequenas é conseguir passar por espaços estreitos e “sentir” mais a floresta

Fiz o passeio através de parceria com a agência e fui junto com minha prima em uma lancha com capacidade máxima de aproximadamente 10 pessoas. O barco partiu do Porto de Manaus às 09:00 e demorou mais ou menos 10 minutinhos pra começar a adentrar a Selva. O barulho da natureza, o brilho do rio, que mais parece um espelho sem fim, é impressionante.

Casa bonitinha no meio da selva

Casa bonitinha no meio da selva

O Rio Negro é o mais extenso rio de água negra do mundo, e o segundo maior em volume de água — atrás somente do Amazonas, o qual ajuda a formar. Após navegar um pouquinho no Rio, rumamos à primeira parada, que foi uma pescaria de piranhas, peixe de água doce conhecido por seus dentes afiadíssimos. Confesso que mesmo com os ensinamentos que recebi, não consegui pescar nenhuma kkkk. Elas só pegavam minhas iscas e iam embora me fazendo de besta. Mas minha prima pegou 3 e claro que registrei o momento! 🙂

Pescaria de piranhas

Pescaria de piranhas

Pausa para observar os dentinhos da piranha! Após a pausa colocamos ela no rio novamente.

Pausa para observar os dentinhos da piranha! Após a pausa colocamos ela no rio novamente.

Após muito tempo parada tentando pescar, seguimos rumo à Vitória-Régia. O caminho foi impressionante, pois como estávamos numa embarcação pequena, conseguimos penetrar diversos igapós (floresta inundada) e caminhos estreitos que barcos grandes não conseguiriam. O cenário era de filme, inclusive hollywoodiano, já que Anaconda foi filmado por ali. Não podia deixar de comentar que no caminho avistei dois botos cor de rosa, que vieram rapidamente à superfície e sumiram meio às águas negras.

Rio Negro

Rio Negro

Cada vez mais se infiltrando na selva, chegamos a um restaurante flutuante que tem uma pequena trilha que nos leva para ver a famosa planta aquática Vitória-Régia. Vocês sabiam que dependendo do tamanho ela consegue suportar até 40 kg sem afundar? E que de suas raízes são extraídos um óleo preto que os índios usam para pintar os cabelos? Apenas curiosidades.

Vitória-régia

Vitória-régia

Chegando no lugar onde estavam as plantas nos deparamos com quem? MACACOS! Mas muitos! kkkk. Parecia uma gangue de macacos, gente! Como o caminho era relativamente estreito, confesso que bateu um medinho, pois era macaco de um lado e do outro, além de diversos espalhados pelas árvores. O mais bizarro preciso contar pra vocês, vocês acreditam que um dos macacos meteu a mão na bolsa da minha prima e levou um ímã de geladeira? Meliantes!!! kkk. Depois dessa até guardei meu celular e segurei firme o bastão da Gopro pra não ser assaltada. Ri tanto que a barriga doeu…mas devagarinho conseguimos chegar até a Vitória-Régia. E na volta tivemos que enfrentar as dezenas de macacos novamente.

Como é que passa aí?

Como é que passa aí?

Ilesa, sã e salva!

Ilesa, sã e salva!

Fizemos um break no restaurante flutuante, e, apesar de não ter almoçado lá, saibam que eles servem almoço por um preço fixo de R$35 pra se servir à vontade. O foco da comida é a culinária regional, repleta de muitos peixes como pirarucu e tambaqui, além de sucos naturais de frutas da Amazônia. Objetos de artesanato também estão disponíveis pra compra e vi muita coisa bonita, apesar de bem caras.

Artesanato local

Artesanato local

A próxima parada foi para conhecer amiguinhos como cobra sucuri, jacaré e bicho preguiça kkkk. Não sei de onde tirei coragem, mas consegui segurar o jacaré, que a índia que nos atendeu “amarrou a boca”. Ela estava me incentivando a carregá-lo e disse assim: “ele está meio estressado hoje, já me deu duas lapadas com o rabo” e em seguida pediu pra me entregarem o jacaré…kkkk. Gente, quem me conhece sabe o quanto sou medrosa, e até agora tô me perguntando de onde tirei tal coragem.

Suando frio?

Suando frio?

Já o bicho preguiça não tive medo, apenas um certo receio, pois ele apertou muito o dedo da minha prima ao ponto de ficar vermelho. As garras são grandes e eles gostam de abraçar, e mesmo sem querer podem machucar. É lindo demais gente! Só o cheiro que é forte e pode incomodar olfatos mais sensíveis. Mas estamos falando de uma experiência na selva…quem quiser preguiça cheirosinha compre uma de pelúcia…kkk.

Não é linda?

Não é linda?

Outro animal que presenciei foi uma sucuri, que mede mais ou menos 6 metros na vida adulta, apesar de fatos comprovados de sucuris medindo mais de 10 metros. Além de gigante, é uma cobra super perigosa e que mata suas presas por asfixia, mas que possui veneno. Nem preciso dizer que não cheguei muito perto né…

Não gosto nem de olhar a foto kkkk

Não gosto nem de olhar a foto kkkk

Conversando com a senhora que passeava junto à sucuri, perguntei se não tinha medo de nada, quando fui surpreendida com a resposta: “tenho medo das tempestades”. E dei graças a Deus por não ter chovido durante meu passeio. Achei os ribeirinhos sérios, eu fazia brincadeiras mas não interagiam muito. O piloto do barco sugeriu que deixássemos gorjeta pela visita ao local, pois, segundo ele, vivem disso. Ela não cobrou nada e nem citou valores, mas deixei R$10.

E então fomos rumo ao Encontro das Águas: encontro do Rio Negro com Solimões, de água barrenta. O fenômeno pode ser visto por uma extensão de mais ou menos 6 km do rio e é sem dúvidas um dos principais pontos a serem visitados em Manaus. É impressionante como se encontram sem se misturar, como óleo e água. Como o tempo estava muito nublado, afetou a visibilidade, mas ainda assim consegui ver e ainda pude colocar a mão na água pra sentir a diferença de temperatura, que é super perceptível, sendo o Solimões bem mais frio.

Chegando no Encontro das Águas

Chegando no Encontro das Águas

O mau tempo atrapalha a visibilidade :(

O mau tempo atrapalha a visibilidade 🙁

E então seguimos pro píer, pois o passeio chegara ao fim. O desembarque é feito no Porto de Manaus, em frente ao Mercado Adolfo Lisboa, que é ótimo pra fazer comprinhas de produtos regionais pra levar pra casa.

Mercado Adolfo Lisboa

Mercado Adolfo Lisboa

Algumas informações e dicas:

  • O Olimpio Carneiro faz vários passeios de barco em Manaus e  região, entre eles: Encontro das Águas, Mergulho com Botos e Ritual Indígena, Presidente Figueiredo (já fui e indico muuuuito!), visita à Vila Paraíso/Museu do Seringal, Focagem de Jacaré, City Tour, etc.
  • Todas as lanchas são cobertas, possuem coletes novos, pilotos credenciados, água mineral disponível e todos os itens de segurança;
  • Sugiro que passe repelente e leve consigo, pois a quantidade de mosquitos a cada parada do barco é enorme (assim como o tamanho dos mosquitos!!!). Enquanto o barco está em movimento é super tranquilo, mas quando paramos pra pescar sentimos bastante;
  • Não esqueça de levar protetor solar, pois mesmo com tempo nublado estamos expostos frequentemente ao sol. Eu, por exemplo, fiquei inúmeras vezes na proa da embarcação pra poder enxergar melhor e curtir o “barulho” da natureza.
  • A agência está muito bem avaliada no Trip Advisor e aparece com cinco estrelinhas de avaliação.

Valeu!

Valeu!

Olímpio Carneiro

Telefones: (92) 3071-3158 – (92) 99213-0561 e (92) 98176-9555.

Falar com Carneiro ou Socorro.

OBS: O passeio foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

Atrações imperdíveis em Viena

Viena me encantou desde que coloquei os pés na cidade. Sabia que seria um lugar encantador, ainda mais em tempos de frio, que dá um charminho a mais. Viena é sinônimo de boa música, berço de grandes compositores como Beethoven e Mozart*, além de abrigar – segundo especialistas – a ópera com melhor acústica do mundo. Viena é cultura, Viena é um charme.

A cidade foi eleita pela quarta vez a melhor cidade para viver do mundo, segundo consultoria internacional Mercer. As qualidades destacáveis são a estabilidade político-econômica, boa infraestrutura, segurança e enorme oferta cultural.

A capital da Áustria está situada às margens do Rio Danubio e o idioma oficial é o alemão. Particularmente, não tive problemas em falar inglês na cidade e não vi nenhum brasileiro perdido por lá. Estranho né? geralmente esbarramos com trocentos brazucas por aí. Posso até está enganada, mas acho que Viena não é um dos destinos favoritos dos meus conterrâneos.

*Mozart nasceu em Salzburgo, mas viveu e morreu na capital.

Vou contar pra vocês sobre as atrações imperdíveis em Viena em 2 dias (inteiros):

  • Palácio Imperial de Hofburg

Lugar de residência dos Habsburgo por mais de 600 anos, esse conjunto arquitetônico abriga os antigos aposentos imperiais, a Biblioteca Nacional de Áustria e a Escola de inverno de Equitação. Eu, particularmente, visitei os aposentos imperiais e a biblioteca (ingressos separados).

Nos aposentos reais está exposta toda a prataria imperial, porcelanas, cristaleiras e demais objetos de cozinha, além dos quartos imperiais. No mesmo lugar está o Museu Sisi, que eu simplesmente AMEI! No museu não deixe de ouvir os relatos pelo audioguia, em que contará partes da vida melancólica dela, seus problemas, seus poemas. Podemos ver também vários vestidos usados por ela e outros objetos pessoais. Os relatos são magníficos e conta inclusive sobre seu terrível e inesperado assassinato e a célebre frase proferida pelo Rei Francisco José de Áustria quando soube do ocorrido: “ah, vocês não sabem o quanto amei essa mulher…”. 🙂

Se você não conhece um pouco da história da Sisi talvez não ache muito interessante, e se você não tem nem um pingo de sensibilidade tampouco. Meu marido deu várias voltas no museu e eu ainda estava na segunda sala… Ingresso com audioguia: 13,90€.

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Considerada uma das bibliotecas históricas mais belas do mundo, está localizada no complexo do Palácio de Hofburg e foi construída em pleno século XVII sob as ordens do Imperador Carlos VI. Espere encontrar além de livros muito mármore, estátuas, pinturas e afrescos no teto. No local conservam-se mais de 200 mil livros que compreende os anos de 1500 a 1850. Dica: A entrada para a Biblioteca não é a mesma entrada dos aposentos imperiais e o ingresso também deve ser comprado separadamente (no próprio hall da biblioteca tem uma bilheteria). Grau de lindeza: Imperdível 🙂 Ingresso: 7,00€.

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

  • Naschmarkt

Sou do tipo que a-d-o-r-a visitar os mercados principais das cidades, mesmo que os preços sejam mais inflacionados que os demais. Neles podemos ver e ter uma noção do que a população em geral gosta, o que consomem, quanto pagam em média pelos produtos, e claro, provar algumas coisinhas que eu ache interessante. 🙂

Lembrando que ao fazer sua reserva de hotel por esse link você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! :)

No Naschmarkt não foi diferente. O principal mercado da capital existe desde o século XVI e esbanja muita cor, muita simpatia dos funcionários e preços não tão caros. Inclusive no local têm uns restaurantes fechados pra quem quiser ter uma refeição mais sossegada. Dica: Fecha aos domingos.

Castanha do Pará invadindo o mundo!

Castanha do Pará invadindo o mundo!

  •  Ringstrassen

Essa famosa avenida possui um formato circular que rodeia o centro de Viena, e é nela que estão as mais bonitas obras arquitetônicas. Antigamente Viena era protegida por uma muralha, que foi derrubada e construída a que hoje é a Ringstrassen. Nela estão o Palácio de Hofburg, a Bolsa de Valores, a Prefeitura, o Parlamento, etc.

Parlamento

Parlamento

  • Catedral de São Estevão

A igreja que Mozart casou é a sede principal da arquidiocese de Viena. Possui estilo gótico e algumas coisas estilo barroco e eu, particularmente, achei um pouco sombria. Confesso que não gostei muito, mas já que estava andando pelo centro da cidade – onde ela está situada – por que não entrar né? Preço: Entrada gratuita. Um audioguia está disponível por 4,50€.

Catedral de São Estevão

Catedral de São Estevão

  • Hundertwasser

Apesar de eu ter ido às 17h visitar, já havia escurecido e não pude contemplar muito o colorido que exala o local. O Hundertwasser nada mais é do que um complexo residencial com um aspecto digamos que diferente. Algumas pessoas dizem que o pintor Friedensreich Hundertwasser era o Gaudí austríaco. O curioso é que dentro das casas crescem árvores e é possível ver algumas saindo pelas janelas… Atração gratuita. Dica: Se quiser comprar souvenir, o centro comercial que tem bem em frente tem ótimas opções e é uma gracinha. 🙂

Hundertwasser (valeu a intenção de tirar foto!)

Hundertwasser (valeu a intenção de tirar foto!)

Hundertwasser | Centro comercial

Hundertwasser | Centro comercial

Hundertwasser | Centro comercial

Hundertwasser | Centro comercial

Sejam bem vindos ao parque de diversão mais antigo do mundo! Nesse lugar está a também roda gigante mais antiga do planeta, com de 60 metros de altura e com 120 aninhos em 2017. A roda gigante foi inaugurada durante a celebração do 50º aniversário da coroação de Francisco José I.

Ao longo da sua história, a famosa roda gigante sobreviveu a grandes catástrofes naturais e conflitos bélicos. Durante a I Guerra Mundial, teve que parar de funcionar por 2 anos. O brinquedo original possuía 30 cabines, e atualmente só possuem 15, pois as demais não puderam ser recolocadas. Inclusive uma das 15 cabines ainda é a original, porém não divulgam qual (será que fui nela?). 🙂

Eu confesso que fiquei com um pouco de medo de andar nessa roda gigante, ela treme demais!. Em determinado momento, quando estava bem no topo, o vento estava muito forte e eu fiquei sentadinha, nem ousei levantar pra não balançar mais ainda… hahahaha. Mas não liguem, sou uma medrosa assumida.

Aos mais abastados, é possível jantar em uma das cabines e avistar Viena do alto. Com certeza uma experiência diferente e válida. Preço do passeio: 10,00€. Para comprar online, clique aqui.

Vale ressaltar que a entrada no parque é gratuita e você paga avulso os brinquedos que quiser ir. Dentro dele também está o Museu de Cera Madame Tussauds, mas nesse eu não fui. O Prater é um lugar imperdível para quem viaja com crianças.

Roda gigante mais antiga do mundo

Roda gigante mais antiga do mundo

Reconstrução da roda gigante

Reconstrução da roda gigante

#medo

#medo

Em Viena o que não falta é palácio né? Então vamos lá pro próximo! O Schönbrunn era a “humilde” residência de verão dos imperadores, e em seu interior pode-se ver toda a suntuosidade definida em estilo rococó. Antigamente o Palácio ficava fora de Viena, porém a cidade cresceu e abocanhou a região onde é o Palácio. Destaque para o salão em que celebravam os banquetes imperiais e os quartos.

A título de curiosidade, nesse humilde lugar nasceu e viveu a Arquiduquesa Leopoldina, nossa futura Imperatriz, que era uma Habsburgo. Ela saiu do Palácio no ano de 1817 já casada por procuração com D. Pedro I e partiu para o Brasil, de onde não sairia mais.

Dica: Existem dois ingressos disponíveis para a compra no local, o “Imperial Tour” (mais curto – 14,20€) e o “Grand Tour” (maior – 17,50€). Infelizmente não é permitido fotografar.

Para quem tem interesse em zoológicos, pertinho do Palácio está o Tiergarten, o zoológico mais antigo do mundo.

Redondezas do Schönbrunn, não é uma graça?

Redondezas do Schönbrunn, não é uma graça?

Schönbrunn

Schönbrunn

Schönbrunn

Schönbrunn

AMO essas paisagens de outono! *_*

AMO essas paisagens de outono! *_*

*_*

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  • Ópera

Um dos meus motivos para querer voltar a Viena um dia é sua aclamada Ópera. É possível visitá-la sem que seja para assistir um concerto, mas eu não dei sorte e não consegui fazer a visita, pois no dia que eu fui estava fechada para visitação. Dica: Se você quiser assistir uma ópera nesse lugar é possível assistir de pé pagando apenas 3€, porém, não é possível comprar ingresso antecipado e é necessário chegar com pelo menos 1:30h de antecedência do espetáculo, pois as filas costumam ser gigantes. Para ver a programação e comprar ingresso antecipado, clique aqui.

Ópera de Viena

Ópera de Viena

  • Mercado de Natal: Wiener Adventzauber

Dica de uma amiga austríaca que conheci durante minha viagem pela Irlanda, os mercados de Natal são uma ótima oportunidade para quem ainda não comprou artigos de decoração natalina. E o mercado não se resume a isso, ele também é ótimo local para ter uma comida rápida, comer biscoitos típicos e decorados ou um Glühwein, mais conhecido como vinho quente, em dias mais frios (o que não é difícil em Viena).

A decoração do local é uma atração à parte, e por está em frente à sede da Prefeitura, torna o lugar mais lindo ainda!. Essa viagem foi feita em meados de novembro, com o inverno batendo na porta, mas o mercado se estende até o dia 24/12. Entrada gratuita.

Dica: É possível assistir a um concerto natalino dentro do prédio da Prefeitura gratuitamente no período de 28/11 a 21/12, de quinta a domingo, das 15:30 às 19:00h.

Além desse mercado de natal, que é o mais famoso da cidade, existe outro em frente ao Palácio Schönbrunn, porém nos dias em que eu estava em Viena ainda não estava em funcionamento. Para quem tem interesse, funciona de 23/11 a 26/12.

Antiga sede da Prefeitura

Antiga sede da Prefeitura

Christmas Market, não é lindinho?

Christmas Market

Enfeites natalinos...

Enfeites natalinos…

Guloseima... (essa eu comi, é boa!)

Guloseima… (essa eu comi, é boa!)

Fui parar nos Jardins de Belvedere por acaso. Despretensiosamente peguei um bonde no mercado de natal pra dar uma volta na cidade quando me deparei com o belo palácio e desci imediatamente do bonde. A residência de verão do Príncipe Eugênio de Savoya, segundo o que li, decepciona quem visita o interior. Verdade ou mentira, não entrei e visitei somente o Jardim. Segundo relatos de pessoas que entraram, é bem mais interessante por fora.

Realmente o Jardim é belo! Moldado em estilo francês, é um ótimo lugar para os dias de sol. Muitas esculturas, belas paisagens e ambiente super limpo. Apesar de não ter entrado no meu roteiro inicial de viagem, adorei ter conhecido. 🙂 Para visitar os Jardins, a entrada é gratuita.

No local tem um espelhão maravilhoso pra tirar foto e sair o palácio ao fundo! :)

No local tem um espelhão maravilhoso pra tirar foto e sair o palácio ao fundo! 🙂

Inclua os Jardins de Belvedere na lista "atrações imperdíveis em Viena" e você não vai se arrepender!

Inclua os Jardins de Belvedere na lista “atrações imperdíveis em Viena” e você não vai se arrepender!

Belvedere

Belvedere

Jardins de Belvedere

Jardins de Belvedere

E para os curiosos que estão se perguntando se não comi a famosa Torta Sacher do Café Sacher, saibam que comi sim! E não achei essa coca-cola toda não. Ambiente muito requintado, elegante, caro e com a torta super seca, parecendo ser do dia anterior. MAS, para quem quiser ir mesmo assim, que fique claro que é somente a minha opinião e posso não ter dado sorte nesse dia. A meu ver, existem outras melhores na cidade.

Café Sacher

Café Sacher

História da Torta original

História da Torta original

Torta Sacher do Café Sacher

Torta Sacher do Café Sacher

Curiosidades sobre a Imperatriz Sisi

Imperatriz Sisi | Foto tirada do wikipedia

Imperatriz Sisi | Foto tirada do wikipedia

Elisabeth, rainha consorte de Hungria, duquesa de Bavária, Imperatriz de Áustria e esposa do poderoso Francisco José de Áustria. Se negou a cumprir com as obrigações da corte e rompeu os moldes de sua época. Essa belíssima e complicada imperatriz encantava a todos por sua simplicidade, carisma e personalidade diferente das demais mulheres. Conhecer a história da Sisi é conhecer e estremecer diante de uma imensidão de curiosidades. Fã de equitação, uma mulher rebelde e culta. A bonita rainha possuía 49cm de cintura, era anoréxica e bulímica, sempre preocupada com sua aparência. O seu cabelo ia até os pés, e contraditoriamente com a figura vaidosa, ela gostava mesmo era de tomar cerveja com o pai, e passou por inúmeros problemas com a sogra por sua falta de interesse pela etiqueta real.

Eu poderia ficar falando sobre a imperatriz o resto do post, mas não é o caso né? Se você ainda não viu a trilogia de 1950 que fala sobre sua vida, recomendo fortemente que veja, pois foi um dos melhores filmes que já assisti. E mesmo sendo um filme tão antigo, é um filme que me tocou – principalmente por já ter visto pessoalmente toda aquela beleza presente na película. Os lugares, os palácios, os vestidos – inclusive de noiva – e todo aquele mundo cruelmente fechado que ela não queria participar mas não podia.

A Áustria me deixou com gostinho de quero mais, e pretendo um dia voltar pra esse lugar tão lindo e desbravar outras cidades menos conhecidas. Meu tempo de estadia na cidade foi de apenas 2 dias, mas com um pique grande consegui conhecer tudo o que escrevi e mais alguns. 🙂

E vocês? Já visitaram a Áustria?

CONTINUE LENDO:

O que fazer em Salamanca

Decidi fazer uma trip de carro passando por cidades como Salamanca, Coimbra e Fátima, em Portugal. A primeira parada foi Salamanca, localizada a 219 km de Madrid, e o trajeto até lá custou 10,30€ de pedágio + combustível. Não tive muito tempo pra pesquisar o que fazer em Salamanca, mas espero poder ajudá-los com o pouco que conheci.

Salamanca faz parte da comunidade de Castilla y León, e abriga uma das principais universidades da Espanha e a mais antiga do país, fundada em 1218, sendo a quarta mais antiga do mundo Ocidental. A cidade tem fama de ter o espanhol mais puro da Espanha e é um ótimo lugar para quem quer aprender ou aperfeiçoar o idioma.

Salamanca

Salamanca

Além disso, em 2002 foi escolhida para ser a capital europeia da cultura, assim como também é uma das cidades mais ricas em monumentos da Idade Média.

Caso esteja procurando hospedagem em Salamanca, vale lembrar que ao fazer a reserva por esse link você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o blog a se manter vivo! :)

Não passei muito tempo em Salamanca, somente um dia, mas foi suficiente para conhecer o que eu gostaria: a famosa Catedral de Salamanca – a nova e a velha. Estava tendo um casamento no dia que eu fui e a Catedral só abriu à tarde, então comprei os ingressos e entrei. Pela manhã passeei pelo Centro Histórico, vi a famosa Universidade e a Casa de las Conchas, Plaza Mayor, além de perambular pelas ruelas que mais parecem de cidades medievais. Já falei pra vocês que amo isso? 🙂

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Um dos (muitos) prédios da Universidade de Salamanca

Ao ir para Salamanca você com certeza se deparará com uma imensidão de souvenirs de rã sobre uma caveira, isso porque na fachada da Universidad de Salamanca há uma rã que, segundo os estudiosos, guarda uma lenda consigo. A lenda diz que o estudante que conseguir encontrar a rã será aprovado nas provas, então, se estiver indo mal nos estudos faça uma fézinha e procure a rã na fachada da universidade, que no mínimo será engraçado…rs. Caso não seja estudante, segundo a lenda, deverá fazer um pedido à rã e este desejo se realizará. 🙂

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Tentei dar o zoom mas nem a câmera nem a iluminação ajudaram. Conseguiram encontrar?

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Casa de las Conchas: Atualmente uma biblioteca pública. Aproximadamente 300 conchas decoram seu exterior.

Outra atração de destaque e que vale ressaltar: AMEI a Plaza Mayor de Salamanca! Como é linda!! Sinceramente, achei mais bonita até que a de Madrid. Possui o mesmo formato e estilo, mas é mais rica em detalhes. Demorou quase 30 anos para ser construída, e ao longo das décadas o local foi palco dos acontecimentos culturais, históricos, civis e religiosos mais importantes da cidade. Atualmente está cercada por bares, sorveterias e restaurantes de grande demanda dos turistas.

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Plaza Mayor de Salamanca

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Plaza Mayor

Almoçamos pelo centro da cidade num dos (muitos) restaurantes que tem por lá e seguimos para visitar a Catedral. Paga-se um valor pelo ingresso com audioguia (4,75€) que pode ser comprado na hora (sem filas e taxas). Vale muito a pena a visita, pois é uma igreja enorme! Foi construída por volta do século XVI e segue os estilos gótico/renascentista/barroco. Há também um campanário de 110m de altura que é um dos mais altos entre as igrejas espanholas.

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Uma coisa bastante curiosa que notei foi a presença de um astronauta e um dragão com sorvete na porta da Catedral Vieja. No primeiro momento até assusta e chegamos a pensar “o que diabos faz um astronauta ali?”, mas depois de algumas breves pesquisas na internet descobri que ele foi colocado numa reforma posterior, objetivando mesclar o antigo com o moderno. Frustrante? Ou você também achou que o escultor original era um homem mega visionário para a época? 🙂 A visita à Catedral durou aproximadamente 1h, e achei ela muito bonita por dentro, assim como muito grande.

Catedral ao fundo

Catedral ao fundo

Pausa pra foto pra mostrar que o jardim combinou com minha camisa!

Pausa pra foto pra mostrar que o jardim combinou com minha camisa!

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Astronauta na porta da Catedral de Salamanca

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Dragão com sorvete na porta da Catedral de Salamanca

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Detalhes…

Catedral de Salamanca | Deu pra sentir a imponência do lugar?

Catedral de Salamanca | Deu pra sentir a imponência do lugar?

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Órgão da Catedral de Salamanca

Teto da Catedral de Salamanca

Teto da Catedral de Salamanca

Conhecer Salamanca foi uma boa surpresa, me apaixonei pelas ruelas pequeninas e serpenteantes! Apesar de não ser tão pertinho de Madrid, vale muito a pena a visita nem que seja num bate-volta 🙂

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Pelas ruelas de Salamanca…

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Salamanca

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Apaixonada por essas ruelas!

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Dica: Ao visitar a cidade não deixe de ir na La Tahona de la Abuela. Fui na unidade de perto da Casa de las Conchas. O ambiente segue estilo “pague, pegue e coma fora” e não dispõe de cadeira para sentar. Porém, comi uns hornazos que estavam bons demais! Hornazo é um produto típico de Salamanca feito à base de trigo, ovo, presunto espanhol e chorizo. Destaque para o de jamón. Meu marido pediu um de atum que não estava bom, então certifique-se de que o produto é do dia e não velho. Endereço: Calle Rúa Mayor, 28, Salamanca.

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La Tahona de la Abuela

O que fazer em Salamanca: Comer Hornazo!

O que fazer em Salamanca: Comer Hornazo!

Se estiver procurando restaurantes e lojas de souvenir, encontrará facilmente na Rua Mayor e redondezas. Essa rua leva você até a Catedral e com certeza você passará por ela em algum momento.

E vocês? Já foram a Salamanca?

Beijos!

CONTINUE LENDO:

15 atrações imperdíveis: O que fazer em Madrid

Madrid é sinônimo de cultura, arte, tapas, vinhos, muito calor ou muito frio. Vou listar as 15 coisas que você não pode deixar de ver ou de fazer na capital espanhola:

1. Conhecer o Triângulo de Ouro da Arte:

O triângulo composto pelo Museo del Prado, Museo de la Reina Sofia e Museo Thyssen-Bornemisza, os três principais museus da cidade, recebe esse nome porque suas localizações formam perfeitamente um triângulo.

O Museu do Prado é um dos principais museus de arte do mundo e um dos meus museus preferidos! Já fui três vezes esse ano e acho que ainda vou mais uma. Possui um acervo gigantesco de artistas como Goya, Velázquez, Bosco, Greco,  Rembrandt, Raffaello Sanzio, Caravaggio, Ticiano, etc. Destaque para a sala das obras de Bosco e Velázquez. E mais destaque ainda para as obras: Jardim das delícias (Bosco) e As meninas (Velázquez).

Endereço: Calle Ruiz de Alarcón, 23.

Como chegar: Metrô estação Banco de España e estação Atocha.

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Museo del Prado

O Museu da Rainha Sofia foi o 11º museu mais visitado do mundo em 2016 (para ver a lista, clique aqui) e é um prato cheio para quem admira os artistas espanhóis Pablo Picasso, Salvador Dalí e Miró. Nesse museu estão as famosas obras Guernica, de Picasso, El Rostro del Gran Masturbador e El hombre invisible (meu preferido!) de Dalí.

Endereço: Calle de Santa Isabel, 52.

Como chegar: Metrô estação Atocha.

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El Rostro del Gran Masturbador

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El hombre invisible

O Museo Thyssen-Bornemisza é um museu de arte que abriga obras do século XIII até XX, e possui obras de artistas como Manet, Monet, Van Gogh, Cézanne, Matisse, além de muitas obras de artistas norte-americanos do século XIX.

Endereço: Paseo del Prado, 8.

Como chegar: Metrô linha 2 – Estação Banco de España. 

Deu pra perceber que nenhum dos três são fracos né? Reserve um tempo para conhecê-los, pois vale muito a pena! Se levar a sério minha dica e decidir conhecer os 3 museus, recomendo que compre a Tarjeta Paseo del Arte, que custa 28,00€. Com esse cartão você poderá visitar os 3 museus uma única vez e economizar alguns eurinhos: se comprar avulso cada entrada, precisará desembolsar 37,00€. Para comprar o cartão, basta se dirigir à bilheteria de um dos museus e solicitá-lo.

2. Conhecer o Museu Arqueológico Nacional:

Achei o Museu Arqueológico Nacional fantástico! Demorei algum tempo para conhecê-lo, mas foi uma surpresa SUPER agradável. O museu passou por uma reforma e reabriu as portas em abril de 2014 totalmente bonito, organizado, enorme (possui 6 andares), e segue uma ordem cronológica de tempo desde a pré-história até os dias atuais. Destaque para a área da Hispania romana, em que pode-se ver muitos mosaicos belíssimos e esculturas de muitos dos imperadores, assim como para a área da origem da moeda (processo de fabricação, história, tipos de moeda) e zona grega, no último andar.

Ingresso: 3€

Dica: Entrada gratuita aos sábados a partir das 14:00 e aos domingos pela manhã.

Endereço: Calle Serrano, 13. 

Como chegar: Metrô – linha 4 Estação Serrano e linha 2 Estação Retiro.

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Museu Arqueológico Nacional

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Museu Arqueológico Nacional

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Museu Arqueológico Nacional

3. Assistir um jogo do Atlético de Madrid pela Champions League

O Atlético de Madrid é conhecido como o time cuja torcida era em maioria composta pela classe operária – em contraste com a torcida do outro gigante da cidade: Real Madrid. Você deve está se perguntando: pra assistir a um jogo do Atlético “tem que ser da Champions League”? Aí eu não saberia responder. Eu fui num jogo da Champions e foi fantástico! A torcida do Atlético me fez virar atleticana de carteirinha! hahaha. Sem dúvidas a torcida mais animada da capital! Nunca fui num jogo do Real Madrid, mas  meu marido foi e disse que nem se compara – Atlético é pura emoção! Aos fanáticos e não fanáticos por futebol, uma partida é recomendadíssima! Na ocasião, paguei 50€ pelo ingresso. Fique atento aos campeonatos. Para ver a programação, clique aqui.

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Atlético de Madrid – Champions League 2014

4. Comer no Restaurante Botín

Só pra começar, esse restaurante está na lista da Forbes como o terceiro mais clássico do nosso querido planeta Terra. Fundado em 1725, esse lugar é considerado o restaurante mais antigo do mundo e está no Guinness Book of Records pela sua “idade”. Há rumores que Goya trabalhou lá lavando pratos, e que Hemingway também já passou por lá. :D A arquitetura e decoração do ambiente é totalmente antiga, acredito que nunca foi muito reformado, com exceção do último andar que é mais “moderninho” do século XX…rs. Para ler um review completo sobre minha experiência nesse restaurante, dediquei um post só para isso.

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Restaurante Botín

5. Passear pela Gran Vía

Um dos passeios que todo turista TEM que fazer, e até eu que não sou mais turista sempre faço! A Gran Vía é a rua mais famosa da cidade, com inúmeras opções de lazer: cafés, restaurantes, bares, cassino, teatro, cinemas. TUDO tem nessa rua – a qualquer hora do dia. A Gran Vía não para… não dorme… lembro perfeitamente quando cheguei a Madrid, no caminho para o hostel entramos na bela rua e fiquei apaixonada de cara. Até hoje é um dos meus lugares preferidos para perambular na cidade. Se quiserem se hospedar nessa rua é uma ÓTIMA opção, lá tem os hotéis: Senator Gran Vía, Hotel Atlantico Madrid, Hotel Emperador, Hotel de las letras, Vincci Vía 66, etc.

Lembrando que ao fazer a reserva por esse link você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui!

Como chegar: Metrô Gran Vía, linhas 1 e 5; Metrô Callao, linhas 3 e 5.

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Início da Gran Vía

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Gran Vía à noite

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Cines Callao, na Gran Vía

6. Conhecer a Plaza Mayor

Na minha opinião é a praça mais interessante de Madrid, não só pela beleza mas por tudo que já representou e ainda representa pra cidade. É uma praça MUITO antiga, cuja origem data do século XVI.  Tem formato retangular, é praticamente fechada, sendo rodeada de todos os lados por edifícios de três andares, e tendo a sua entrada possível somente através de pórticos. O local funcionou também como palco de numerosos atos públicos, como coroações reais, corridas de touro e atos de fé – sim,  ali eram realizadas execuções e julgamentos públicos no período da Inquisição. Fogueira de humanos queimavam no período da Idade Média (me arrepio só de pensar!). Hoje, felizmente, o local está dominado por vários bares e restaurantes.

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Plaza Mayor

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Plaza Mayor à noite

7. Conhecer o Palácio Real de Madrid

O maior palácio da Europa Ocidental não é o de Versailles, se é o que você está pensando, é o de Madrid (em área construída) – o de Versailles é maior se considerar a área do jardim. O palácio de Madrid começou a ser construído em 1738 no lugar do Real Alcázar de Madrid, que foi destruído por um incêndio que durou 3 dias. No seu interior possui “apenas” 4.318 quartos, em que muitos desses não entram há mais de 30 anos, diversas obras de arte de artistas como Goya, Velázquez e Caravaggio, paredes decoradas com materiais nobres, porcelanas finas, tapeçarias (a principal coleção do mundo), capacidade para 145 comensais na mesa da belíssima sala de refeições de gala, etc. Curiosamente, as estantes da biblioteca real do palácio são de mogno, árvore comum na Amazônia.

O local é belíssimo tanto por dentro quanto por fora e o que podemos ver durante a visita não é nem 1/3 do tamanho do palácio, devido a sua imensidão. Com o que vemos podemos notar a importância da realeza espanhola nos antepassados.

Até hoje o Palácio ainda é a residência oficial do rei da Espanha, porém o rei só o utiliza para celebrações oficiais. Desperdício, né? Se estiver em Madrid durante a primeira quarta-feira do mês, não deixe de assistir a troca da guarda, atração bacana que descrevi em outro post.

Dica: É proibido tirar fotos do interior do Palácio, e os guardas não costumam ser muito simpáticos com as pessoas que desobedecem as normas.

Preço: Para visitar o Palácio é preciso desembolsar 10€, porém há algumas brechas que nos permitem visitá-lo gratuitamente portando passaporte brasileiro: de segunda à quinta, de 18h às 20h (abril a setembro) e 16h às 18h (outubro a março). 2h são suficientes para conhecer o Palácio.

Endereço: Calle Bailén (Plaza de Oriente).

Como chegar: MetrôÓpera, linhas 2 e 5.

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Frente do palácio, belíssimo!

Frente do palácio, belíssimo!

8. Assistir um espetáculo de flamenco

Demorei uns bons meses para ir num espetáculo de flamenco, e então decidi ir no Corral de la Morería. Inaugurado em 1956, é considerado o melhor espetáculo de flamenco do mundo e está listado no livro “1000 places to see before you die” best-seller do New York Times. O atendimento no local é muito bom, com destaque para os garçons muito atenciosos. Dica: Recomendo que compre pela internet, pois costuma lotar.

Preço: Varia de acordo com o que você escolher: espetáculo, espetáculo+1 bebida ou espetáculo+jantar. Eu escolhi espetáculo+1 bebida e paguei aproximadamente 50€ – na hora pedi uma tábua de frios para acompanhar e acho que não valeu a pena: achei super caro e veio uma miséria de tão pouco, então na minha opinião vale a pena ir só pelo espetáculo, sem consumo.

Endereço: Calle Morería, 17.

Como chegar: Metrô La Latina.

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Corral de la Morería

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Corral de la Morería

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Alguns dos clientes do flamenco (foto retirada do site do Corral de la Morería)

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Alguns dos clientes do flamenco (foto retirada do site do Corral de la Morería)

9. Fazer uma caminhada no Parque del Retiro

Um dos pulmões da cidade, o Retiro é o principal parque de Madrid. Deixe o sapatinho de salto e a preguiça em casa e caminhe um pouco – não precisa ser os 125 hectares de área – e se deparará com um belo lugar, limpo e organizado. Destaque para o grande lago do Retiro, em que podemos praticar remo ou que podemos simplesmente não fazer nada, só admirar a beleza estonteante do lugar. Nesse lago está o Monumento a Alfonso XII, que não tem como não chamar atenção, todo feito em bronze e mármore no ano de 1922. Outro destaque do Parque é o Palácio de Cristal, um palácio todo de cristal e ferro utilizado apenas para exposições – particularmente, nunca vi nenhuma exposição lá, sempre o vejo vazio.

Como chegar: Metrô: Retiro, linha 2; Atocha, linha 1.

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Parque del Retiro

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Parque del Retiro

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Parque del Retiro

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Parque del Retiro no inverno

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Palácio de Cristal

10. Tomar um chocolate quente com churros no San Ginés (de preferência, no inverno!) 🙂

Impossível não se deliciar com o famoso chocolate quente vendido em Madrid. É de uma cremosidade e sabor inigualável! E se estiver na cidade, por que não ir ao San Ginés? Essa clássica chocolateria, inaugurada em 1894, vende basicamente chocolate quente, churros e porras (um tipo de churros mais comprido, tá gente? kkk). Não se espante com a diferença do churros brasileiro pro espanhol, o espanhol não tem recheio e é meio salgado, e comemos junto com o chocolate quente, molhando-o na xícara. Não deixe de ir, principalmente no inverno quando nosso corpo pede uma bebidinha bem quente. 🙂 Aberto 24h por dia.

Endereço: Pasadizo de San Ginés, 5.

Metrô: Sol.

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Chocolatería San Ginés

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Chocolate com porras da Chocolatería San Ginés

11. Fazer um passeio no Teleférico de Madrid até a Casa de Campo

O teleférico de Madrid leva você num passeio bem agradável desde o Paseo del Pintor Rosales  até a Casa de Campo, totalizando 2.457 metros. Durante o passeio sobrevoamos a Rosaleda de Madrid, a belíssima estação de Príncipe Pio, o Rio Manzanares e a Casa de Campo. Sugiro que compra o bilhete só de ida (4,20€) e caminhe até o lago da Casa de Campo, em que temos uma das paisagens mais bonitas da cidade. Se tiver um dinheirinho sobrando, almoce às margens do lago.

Outra opção que poderá ser visitada dentro da Casa de Campo é o Zoológico de Madrid e o Parque de Atracciones, um parque de diversões que eu, particularmente, ainda não conheço. Porém, antes de visitar quaisquer dessas atrações verifique em qual estação de metrô descer, pois só pra terem uma ideia do tamanho da Casa de Campo, cabem 5 Central Parks ou 6,5 Hyde Parks dentro. (!)

Dica: Se decidir ir ao Teleférico, não pense duas vezes e compre o ingresso online, quando eu fui (sem ter comprado ingresso antecipadamente) passei pelo menos 30 minutos na fila… Para comprar, clique aqui.

Como chegar: Teleférico: Metrô Estação Argüelles, linha 2; Parque de Atracciones: MetrôBatán, linha 10; Zoológico: Metrô: Casa de campo, linha 10.

OBS: O Zoológico é uma ótima atração em Madrid, mas precisa de um post à parte pois tem muita coisa pra ser mostrada nele.

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Teleférico de Madrid

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Rio Manzanares

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Casa de Campo

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Lago da Casa de Campo

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Casa de Campo no inverno

12. Perder-se pelas ruelas do centro de Madrid

Uma das coisas mais legais de Madrid é caminhar pelo centro sem rumo. Por ser uma cidade plana, o passeio é super agradável e as ruas são bem pequenas, estreitas (com algumas exceções) e vira e mexe tem alguma excelente praça para conhecer. Destaque para a Plaza del Sol (o marco zero das estradas espanholas), Plaza Mayor (citado no item 6), Plaza de España (onde tem um monumento a Miguel de Cervantes), Plaza de Sant’Ana (ótima para tapear à noite), Calle Mayor e muitas outras ruelas deliciosas. Nem é preciso entrar em lugar nenhum, caminhar pelas ruas de Madrid já é um passeio.

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Ruelas do centro de Madrid – Plaza Mayor

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Ruelas de Madrid

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Ruelas de Madrid

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Ruelas de Madrid

13. Passear na Rosaleda del Parque del Oeste

Fora do roteiro tradicional de quem visita Madrid, esse passeio é IMPERDÍVEL pra quem gosta de flores ou visita a cidade na primavera/verão. O jardim da Rosaleda de Madrid está repleto – obviamente – de rosas! Têm mais de 500 variedades dessa florzinha tão amada pelas mulheres. No local acontecem concursos de rosa mais bonita, e possui rosa de todo lugar do mundo, assim como as mais belas variedades do mundo também estão lá.

Como chegar: Ônibus: 4146 e 75.

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Muito amor por essas rosas!

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Rosaleda del Parque del Oeste

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Rosaleda del Parque del Oeste – Minha preferida!

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Rosaleda del Parque del Oeste

14. Comer (ou beber!) no 100 Montaditos numa quarta-feira ou domingo

Essa rede de bar é bem comum em Madrid e tem filiais em alguns outros lugares da Europa. A primeira vez que fui me assustei com os baixos preços e boa qualidade. Como fui numa quarta-feira, me assustei mais ainda! Aos domingos e às quartas o cardápio cai de preço e qualquer coisa custa 1 eurinho! (com exceção da salada, que custa 2€ e é uma delícia!). Ótimo para comer uns dos 100 bocadillos (sanduíches) e beber algo! E o melhor ainda – em todo lugar você vai encontrar um 100 montaditos. Se quiser comer uns sanduíches de jamón serrano ou de qualquer outra coisa típica da Espanha sem gastar muito, lá tem! 😀

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100 Montaditos

15. Subir no Palácio das Comunicações

Esse Palácio, localizado no cruzamento da Calle Alcalá com o Paseo del Prado, é um majestoso edifício que tem a cara de Madrid. É sem dúvidas um dos mais belos da cidade – e talvez do país. O edifício funcionou como sede dos Correios até se converter em Prefeitura. É possível subir para olhar a cidade do alto e é bastante recomendado! O preço para subir é bem conta, 2€ apenas. OBS: Para quem visita Madrid durante o Carnaval, o Palácio fica todo colorido com luzes e fogos de artifício que mudam de cor de acordo com a música da orquestra que se apresenta bem em frente. Diferente pra nós brasileiros, né? Mas é sensacional!

Como chegar: Metrô: Banco de España, linha 2.

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Palácio das Comunicações em pleno Carnaval

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Palácio das Comunicações

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Palácio das Comunicações em pleno Carnaval

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Vista do alto do Palácio

OBS: Já que estarão lá pertinho, caminhem 300 m e conheçam a Puerta de Alcalá, um dos cartões postais da cidade. Esse famoso monumento era uma das portas reais que dava acesso à cidade nos tempos do reinado de Carlos III.

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Puerta de Alcalá

Viram como foi difícil falar sobre só 15 atrações? A cidade oferece muito o que ver! E se quiserem mais dicas sobre o que fazer em Madrid, basta perguntar!

Beijos!

Continue lendo:

1. Restaurante Botín

2. Troca da Guarda do Palácio Real

3. Comida brasileira em Madrid

4. Como funciona o metrô de Madrid

5. Custo de vida em Madrid

6. Mercadinho gourmet em Madrid

7. Outlet em Madrid

8. Madrid em 1 dia

Se o paraíso existe, fica nas ilhas gregas! – O que fazer em Zakynthos

Voltei anteontem da Grécia e ainda estou digerindo tudo o que vi nessa minha estadia por lá. Eu esperava que fosse um país legal e com muitas atrações, mas tudo o que vi foi muito além das minhas expectativas. Depois de conhecer Atenas, alugamos um carro e partimos para uma ilha jônica chamada Zakynthos, não é tão conhecida como as ilhas Cíclades como Mykonos ou Santorini, mas é nela que está a premiada praia de Navagio Beach, conhecida por ser uma das mais belas do mundo.

COMO CHEGAR EM ZAKYNTHOS PARTINDO DE ATENAS

Alugamos um carro na empresa Enterprise e foi a diária mais barata que achei, saiu por 49,00€/dia (com seguro incluso) e nos deram um upgrade de categoria na hora e pegamos um carro mais espaçoso. Percorremos 287 km de Atenas até o Porto Killini, onde pegamos o ferry pra atravessar pra ilha. Compramos na hora o ticket do ferry e foi a melhor opção, pois encontramos um mais barato do que eu tinha pesquisado na internet. A viagem até Killini foi demorada, talvez porque não conhecíamos direito a estrada e porque ela não seja tão boa (mas pra quem já viajou pelo Norte do Brasil, é uma maravilha). O trajeto até Killini durou 4h e gastamos 6,40€ com pedágio.

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Alugamos um Ford Focus e nos deram esse carro aí…

Kefalonian Lines/valores 2017

Kefalonian Lines/valores 2017

Pegamos o ferry da empresa Kefalonian Lines, e superou minhas expectativas, é bem confortável, limpo e organizado. Atravessar no ferry já é um passeio. Pagamos 27,50€ pelo carro, 4,40€ pro meu marido (tarifa reduzida – estudante) e 8,40€ pra mim (tarifa integral). Em aproximadamente 1:20 já estávamos no nosso destino. Ah, vale destacar que dentro do ferry tem lanchonete, caso você não queira parar no caminho até Killini pra comer e não perder tempo. Fiz um lanche lá e achei bom. Além de lanchonete, tem sofás pra descansar, poltronas pra assistir TV, cadeiras pra massagem, etc. Eu tinha lido na internet sobre o ferry da Ionian Ferries, que também é uma outra opção, mas no dia que fomos estava mais caro que o da Kefalonian Lines.

Dentro do ferry

Dentro do ferry

Ao desembarcar na Ilha colocamos o endereço do hotel no GPS e tivemos uma surpresa: muitas ruas em Zakynthos não tem nome, então não conseguimos encontrar o hotel pelo GPS. O jeito foi ir para o bairro que sabíamos que estava o hotel e sair perguntando… mas quanto a isso acredito que ninguém terá problemas, os funcionários dos restaurantes da ilha conhecem tudo na palma da mão. Porém, recomendo que peça uma boa referência da localização do hotel. 🙂

HOSPEDAGEM

Ficamos hospedados no Ikaros Hotel, que nos foi indicado pela Flytour, e o quarto não era bom como nas fotos e o banheiro era terrível (não gosto nem de lembrar!). Porém, como já tínhamos efetuado o pagamento das diárias de forma antecipada, tivemos que encarar. A área de lazer do hotel era muito boa, com umas redes ao redor da piscina, bar, sinuca, etc. O hotel tem estacionamento próprio e oferece wifi gratuito na área do bar & piscina (apesar de funcionar só quando quer). Não voltaria a me hospedar nesse hotel, apesar do staff ser excelente.

Pontos altos:

–       Boa localização; –       Estacionamento próprio; –       Frigobar no quarto; –       Staff amigável; –       Boa área de lazer; –       Cama confortável.

Pontos fracos:

–       Banheiro antigo e aparentemente sujo; –       A ducha do banheiro não tinha suporte para fixar junto à parede, então tínhamos que tomar banho segurando a ducha (terrível!); –       Toalhas encardidas e com má aparência; –       Internet não funcionava muito bem; –       Café da manhã pobre e com louças sujas (em duas ocasiões disponibilizaram xícaras para uso que estavam VISIVELMENTE mal lavadas).

O QUE FAZER EM ZAKYNTHOS

Os pontos ruins citados nesse post não são nada perto da delícia que é essa ilha e dos belos dias que vivemos por lá. Ficamos hospedados no bairro de Laganas e ele tem uma vida noturna bem ativa: restaurantes, bares e baladas pra todos os gostos e bolsos. É visível a presença de ingleses na ilha, coisa que é até estranho, pois às vezes parece que estamos em uma colônia inglesa.

Claro que queríamos fazer o passeio para Navagio Beach, então logo no primeiro dia seguimos de carro até o Porto Vromi, onde tinha lido na internet que saíam barcos de passeio de lá. Infelizmente o porto não estava funcionando nesse dia, pois o mar estava muito agitado e segundo eles, tinham ondas de mais de 2m de altura. 🙁

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Porto Vromi

Partimos para outra praia que nos foi recomendada por um grego que conhecemos, acessível por carro, chamada Dafni Beach. A praia é bonita, com ambiente bem familiar. A beleza da praia não é de tirar o fôlego, mas acabamos curtindo o resto do dia por lá mesmo. Ficamos num restaurante que tem logo na entrada da praia e o atendimento era excelente, porém a comida pode-se dizer que foi a única comida ruim que comi na Grécia. Não só a minha comida, mas a de todos que estavam comigo. Não recomendo que comam por lá… (logo que cheguei a garçonete me disse que lá tinha a melhor comida da Grécia, era melhor ter ficado calada…rsrs).

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Chegando em Dafni Beach…

No final do dia passeando pela cidade compramos o ticket para fazer o cruzeiro pelas praias e sem dúvidas é um passeio IMPERDÍVEL para se fazer. Compramos numa lojinha de turismo que tinha perto do hotel (lá você vai encontrar várias dessas!) e pagamos 23€/pessoa pelo passeio com duração de 8h. No dia do cruzeiro pegamos o ônibus em frente ao restaurante Taj Mahal (Laganas) que nos levou até o porto para partir. O cruzeiro tem 3 andares e uma boa infraestrutura pro passeio – pessoal atencioso, comida disponível para compra, etc. Demos uma (bela) volta ao redor da ilha, fazendo algumas paradas pra fotos e mergulho.

Lembrando que ao fazer a reserva por esse link você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui!

Entre tantas fotos e vistas maravilhosas, fomos chegando na estrela do passeio: Navagio Beach. Confesso que foi muito difícil escrever sobre essa praia, pois tudo que eu escrevesse não seria suficiente pra descrever o que ela realmente é. É sem dúvidas a praia mais bela que já vi, e acho difícil ver outra mais bonita, haja vista que essa já foi escolhida diversas vezes como a mais bela do mundo (!).

Chegar em Navagio Beach é realmente de tirar o fôlego, perder as palavras e imaginar o quanto Deus caprichou fazendo esse lugar. Os diversos tons de azuis refletem nos olhinhos cheios de brilho dos turistas basbaqueados e inertes frente à tanta beleza junta.  Na praia tem um navio encalhado, que pelo que já li sobre, não tem ao certo uma explicação do por quê ele foi parar ali: uns dizem que foi a prefeitura que colocou propositalmente pra incentivar o turismo na região, outros dizem que era um navio escocês de contrabando de cigarros e bebidas que afundou sendo perseguido pelas autoridades gregas, outros dizem que era um navio cargueiro que encalhou há uns bons anos atrás. Mistérios que nunca saberemos ao certo desvendar, mas que ainda dá um clima a mais pro ambiente.

O navio atracou na praia e por lá ficamos algumas horinhas babando… vale ressaltar que a água é bem gelada, mas que depois que entra, não dá mais vontade de sair. Tem muita pedra de seixo na beira da praia, mas são pedrinhas lindas, bem branquinhas e brilhosas. É possível também olhar a praia do alto de um penhasco indo de carro, e de lá também tem a opção de praticar base jump (salto de paraquedas) – claro que esse passeio tô fora (medo!).

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Chegando no paraíso! A cor da água NÃO é photoshop!

Navagio Beach

Navagio Beach

Navagio Beach

O melhor sobre o que fazer em Zakynthos: Navagio Beach

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Um corajoso praticando base jump

Quando o navio apitou, já era hora de continuar o passeio e seguimos cada vez mais encantados por cada canto que passávamos. Outra atração linda são as Blue Caves, realmente impressionante. É tão lindo que não consigo descrever. Muitas das cavernas são cenários publicitários da Dolce & Gabanna, que com certeza já vimos a foto mas nem imaginamos onde é, mas que agora já sabemos 🙂 .

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Cenário de propaganda D & G

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Dolce & Gabanna já pode me contratar?

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Blue Caves

Passamos também por Marathonissi (Turtle Island), uma ilha que tem um formato bem parecido com o de uma tartaruga, e que coincidentemente é o local de desova das tartarugas “Caretta-caretta”conhecidas como as tartarugas da cabeça grande, que infelizmente correm perigo de extinção. Como estávamos em um navio grande, não consegui vê-las, mas existem passeios em barcos menores só com esse fim (15€/pessoa – duração de 3h).

Turtle Island

Turtle Island

Paramos num lugar lindo pra tomar banho e fomos nadando até dentro de uma das cavernas (haja coragem! rs) mas não poderíamos deixar de ir. É extremamente fundo, então é necessário ter fôlego e pique pra nadar até chegar na caverna e pique pra voltar pro barco. Uma moça que conhecemos na viagem tentou nadar até a caverna e não conseguiu, sentiu palpitação e um bote foi resgatá-la na hora. Dentro da caverna tinha uma pedra grande que podíamos ficar em pé e descansar pra voltar pro barco… sensacional e imperdível. A água é azul-cristalina e extremamente linda.

Depois de muitas fotos, paradas e encanto, o passeio chegou ao fim. Recomendo a todos que façam esse passeio, achei bem organizado e pontual.

Águas cristalinas...

Águas cristalinas…

Outra praia bem legal que conhecemos outro dia foi a praia de Banana Beach. Na praia têm dois grandes restaurantes de bom padrão que ficam um ao lado do outro tocando música, e ao lado de um deles tem um lugar em que pode-se alugar jetsky, banana, caiaque, brinquedos aquáticos para criança, etc. Alugamos um caiaque (5€ – 1h) e fomos remar pela praia. Foi um passeio bem legal até a hora do caiaque virar e cairmos com tudo na água fria. Para relaxar alugamos uma barraca coberta pelo preço de 12€, mas que achei que valeu a pena.

A água dessa praia é transparente, cristalina e menos fria que as outras, e além disso nela podemos ver alguns peixinhos 🙂 . Nessa praia tem muita gente bonita e algumas mulheres fazendo topless (mulheres ciumentas, cuidado! rs). Almoçamos no restaurante da praia, mas em outro post venho contar os lugares que escolhi pra comer e incluo esse, que é muito bom.

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Banana Beach

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Vista do restaurante

Me fizeram remar!! hahaha

Me fizeram remar!! hahaha

Não deixe de passear também por Lomvardou (rua do Hotel Strada Marina), que tem vários bares e restaurantes e uma vista maravilhosa. Nesse lugar pode-se comprar tickets para passeios e souvenirs. Além desse, outro lugar legal pra ir no final da tarde é um mirante chamado Bochali que fica perto do Venetian Castle. Nesse mirante tem lanchonetes e restaurantes ótimos para desfrutar a vista da cidade do alto, além de uma bonitinha igreja ortodoxa.

Vista lá do alto...

Vista lá do alto…

É isso gente, conhecer essa ilha foi realmente impressionante e até agora estou encantada! Se estiverem procurando um lugar de refúgio pra ir na Grécia, não hesitem em ir pra lá.

Beijos!!

Para continuar lendo sobre a Grécia, clique aqui.