Catedral de Notre Dame

O que fazer em Paris?

Parafraseando Hemingway: Paris é uma festa! Quem nunca sonhou em conhecer? Lembro quando estávamos pesquisando destinos pra lua de mel ficamos em dúvida entre ir pros EUA ou pra França, EUA acabou levando, mas confesso que fiquei bastante tentada… graças a Deus tivemos a oportunidade de em menos de um ano poder ir para os dois lugares 🙂 . Porém, entre tantas atrações que a cidade luz oferece, chegava a hora de decidir: – o que fazer em Paris?

Paris é tudo que sempre imaginei e mais um pouco: é o típico destino que todos deveriam ir ao menos uma vez na vida. E tudo aquilo que falam dos franceses – que não gostam de falar inglês, que não gostam de turistas e que são grossos – não se aplicou conosco. Vou falar um pouquinho sobre o que fazer em Paris, nossa hospedagem, preços das atrações e sobre o transfer do Aeroporto Beauvais, que é o que eu cheguei.

Como chegar em Paris partindo do aeroporto Beauvais

Pra quem não sabe, o Aeroporto Beauvais é o atendido pela Ryanair, cia low-cost bem conhecida por quem viaja pela Europa e fica localizado a aproximadamente 70 km ao norte de Paris. Quando comprei minha passagem – no impulso – nem me liguei de ver que aeroporto era aquele e tampouco em como chegar no centro. Porém, foi bem mais simples do que parece.

No salão principal (onde pegamos as malas) tem uma máquina de autoatendimento em que podemos comprar o bilhete do ônibus que nos leva até Porte Maillot (estacionamento Pershing/linha 1 do metrô) em 1h30. Pra quem chega em Paris sem cartão de crédito/débito, pode comprar a passagem em cash direto no balcão da empresa de transfer, que pode ser avistada desde a máquina de autoatendimento. Para ver o horário de saída do ônibus, clique aqui.

Preço? 29€ ida e volta.

Hospedagem

Fizemos a escolha do hotel considerando que íamos passar o dia inteiro na rua e precisaríamos apenas de uma boa cama pra recuperar as energias pro dia seguinte e de um bom preço, já que Paris é uma cidade super cara. Escolhemos o Hotel Antin Saint Georges Paris, que ficava MUITO próximo da Estação Saint Georges (linha 2).

Como era baixa temporada conseguimos um preço bom: 75€/diária sem café da manhã (isso é bem barato considerando que era hotel e não hostel), fizemos a reserva um mês antes da viagem através do site hoteis.com. Particularmente, a não ser que você fique hospedado num hotel luxuoso, é perda de tempo tomar café no hotel, Paris tem milhares de boulangeries premiadas e tomar café da manhã em uma delas é começar o dia com o pé direito.

Pontos fortes do hotel:

  • Preço bom;
  • Atendimento excelente;
  • COLADO no metrô (e quando digo que é colado, é porque é colado MESMO!);
  • Próximo do Moulin Rouge e do maravilhoso bairro de Montmartre;
  • Camas confortáveis.

Pontos fracos do hotel:

  • Detestei o banheiro, era feio e tinha aparência de sujo. Como sou meio neurótica com essas coisas, não voltaria a me hospedar lá;
  • Não tem ar-condicionado (ruim pra quem vai no verão!).

O que fazer em Paris

Passamos 5 dias inteiros na cidade, e acho que mesmo quem mora lá não consegue conhecer tudo. A cidade tem muitas opções e atrações clássicas. Nós optamos fazer um tour pelas clássicas:

  • Torre Eiffel: Comprar o ingresso na hora não é uma boa ideia. Perdemos 1h na fila pra poder comprar o ingresso até o topo e subir de elevador (25€). Se puderem, comprem o ingresso com bastante antecedência pelo site oficial. Quando fui comprar já não tinha mais, acredito que uns 3 meses antes da viagem está ótimo. Fomos no fim da tarde pra poder ver a cidade de dia e esperamos o cair da noite para poder ver a cidade luz iluminada, claro. Abaixo uma foto da vista de dia e outra do cair da noite (nem se compara, né?) 🙂
Alguém ainda tem dúvida sobre o que fazer em Paris?

Alguém ainda tem dúvida sobre o que fazer em Paris?

Vista do alto da Torre Eiffel

Vista do alto da Torre Eiffel

Vista ao anoitecer (incomparável, né?)

Vista ao anoitecer (incomparável, né?)

Compramos o Paris Museum Pass quando ainda estávamos em Madrid e pagamos 48€/cada por 2 dias de uso. É bem corrido, mas dá pra usar. Eu recomendo muito a compra, pois com o pass não precisamos mofar na fila pra comprar ingressos e então conseguimos economizar bastante tempo com isso. Com ele visitamos:

  • Museu do Louvre: Separe pelo menos umas 4h pra visitar o Louvre, o museu é gigantesco e dois dias inteiros não seriam suficientes pra apreciar todo o acervo. Como não somos especialistas em arte, 4h foi suficiente. Começamos a visita do último andar pro primeiro, pra fugir da multidão que estava chegando (fomos logo ao abrir o museu!).
  • Catedral de Notre Dame: Pra entrar na Catedral não paga nada, porém pra subir nas torres paga e é aí que usamos o Paris Museum Pass. A fila para as torres estava enorme, porém valeu a pena a espera. Ver Paris de todos os ângulos é sempre uma diversão! Ah, grávidas e pessoas que não gostam de subir escadas, não recomendo a ida! A subida é enorme e os degraus são tão inesquecíveis quanto ver de perto Victor, Hugo, e Laverne, do filme O Corcunda de Notre Dame.
  • Chateau de Versailles, Jardim de Versailles e Gran Trianon: Fomos de trem e achei a chegada lá bem tranquila. Lembro que logo que saímos da estação de trem tinham algumas pessoas guiando a turistada pra chegar no Palácio. Chegamos um pouco depois de abrir e não tinha fila nenhuma pra entrar. Porém, acho que foi sorte, pois menos de 1 mês depois uma amiga minha foi e mofou na fila. O Palácio é lindo, como já podemos imaginar. Repleto de luxo, história e mistérios. Caminhamos pelo jardim – que é tão lindo quanto – e fomos até o Gran e Petit Trianon (particularmente a caminhada é dura se estiver frio, então se não estiver muito a fim de caminhar, não vá). Pra quem tem pouco tempo recomendo mais o Palácio e os Jardins, que são belíssimos. Pra quem tem um dinheirinho sobrando ou não está a fim de andar, tem um carrinho elétrico que leva as pessoas até o Gran e Petit Trianon, porém custa uns 7€ por pessoa só a ida.
  • Arco do Triunfo: É um monumento construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o qual ordenou a sua construção em 1806. Também é um passeio pra quem não tem medo de escadas e não está de salto alto. Subimos as escadas e eu já estava muito cansada, nem passei muito tempo lá. Mas a vista é bem bonita, de lá podemos ver a Champs Élysées iluminada. Jantamos na Champs Élysées e em seguida fomos perder as calorias no Arco (para ver as nossas escolhas de boulangeries e restaurantes, clique aqui).
  • Museu D’Orsay: Esse museu, que funciona numa antiga estação de trem, fica às margens do Rio Sena. Quando fui, TAMBÉM tinha uma fila gigantesca, mas não pra quem tinha o Paris Museum Pass 🙂 . O museu abriga obras de arte de artistas como Manet, Monet e Van Gogh (além da fila pra entrar, também tem outra fila dentro do local pra ver as obras de Van Gogh, porém, não deixe de ir!).
  • Panthéon: Por fora é lindo e por dentro mais ainda. Lá estão sepultados figuras e personalidades da história da França e do mundo, entre os quais Rousseau e Voltaire.

Outras atrações que fomos, porém sem o Paris Museum Pass:

  • Jardins de Luxemburgo: É o maior parque público de Paris e  jardim do Senado francês, localizado no Palácio de Luxemburgo, dentro do próprio parque. Vá numa tarde ensolarada de primavera, faça um piquenique como os parisienses ou leia um livro sentado na grama. É um passeio pra ir sem pressa e com uma boa companhia 🙂 Ah, a entrada é gratuita (êêêê).
  • Cruzeiro no Bateaux-Mouches: Compramos as entradas antecipadamente e fomos no final da tarde, pra ver Paris tanto de dia (quando começa o passeio) quanto de noite, quando termina. Eu gostei muito desse passeio, tirando as pessoas sem noção que prezam mais por ver o local através da câmera fotográfica do que com os olhos (algumas pessoas ficavam na frente com seus celulares e câmeras atrapalhando a vista). Porém, tirando esse inconveniente, o passeio é muito bom. De lá podemos ver a Torre Eiffel, Catedral de Notre Dame, Museu D’Orsay, porém tudo de outro ângulo. É um clima bem agradável e gostoso. Recomendo que vá BEM agasalhado, pois bate muito vento. No dia que fomos tava 4ºC e nem preciso dizer que congelamos né? Duração: Aproximadamente 1h30. Ingresso: 13,50€.
Foto tirada do cruzeiro, precisa de mais descrição?

Foto tirada do cruzeiro, precisa de mais descrição?

  • Moulin Rouge: Eu não poderia ir a Paris e não ir assistir um espetáculo do Moulin Rouge. Comprei o ingresso antecipadamente pela internet e custou 115€ por pessoa. Como eu queria muito ir, resolvi encarar, mesmo com o preço nas alturas. Para saber um pouquinho mais sobre essa experiência escrevi um post bem detalhado sobre ele. Para comprar o ingresso direto pelo site do Moulin Rouge, clique aqui.
  • Galeries Lafayette: É um shopping super luxuoso, que reúne as melhores grifes e tudo aquilo que pobres mortais não podem comprar hahaha. Tipo relógios de 100.000€, jóias de 80.000€, etc. Porém, é um lugar muito bonito de ver, cheio de luxo e tradição. Dica: Vá até o último andar apreciar um pouquinho da vista que o terraço oferece, foi de lá que eu vi pela primeira vez a Torre Eiffel e foi inesquecível! Endereço: 40 Boulevard Haussmann, 75009, Paris.
Galeries Lafayette

Galeries Lafayette

  • La Basilique du Sacré Coeur de Montmartre: Localizada no alto do morro do boêmio bairro de Montmartre, a basílica é mais um dos pontos turísticos imperdíveis da capital. Simplesmente LINDA e enorme por fora e bonita por dentro, vale muito a visita (é proibido tirar foto lá dentro!). Em frente à igreja tem um mirante que podemos apreciar a vista da cidade. O bairro de Montmartre é encantador, muitas sorveterias, restaurantes, lojinhas de souvenirs e cheio de artistas pintando quadros e fazendo nossos olhinhos brilharem com tanta beleza. Ninguém menos que Van Gogh morou por lá, além de Picasso e Renoir que tinham seus ateliês no bairro. Montmartre abrigava muitos artistas, cabarés, bares e prostituição na belle époque. Amei esse bairro e quando voltar a Paris quero conhecer o Espaço Dali, que acabei não indo. 🙁

Paris não é uma cidade nada barata de ser visitada, mas com planejamento dá pra economizar uns eurinhos – principalmente se comprar o Paris Museum Pass. Até hoje, a segunda cidade que mais gastei na Europa foi a cidade luz, em média 230,00€ por dia/casal (fora hospedagem). Porém, vale lembrar que fomos no Moulin Rouge, que é uma atração carinha e que nem todo mundo vai.

UPDATE:

Tive a sorte de voltar a Paris em outra ocasião, num mês de dezembro, e pude ver a Cidade-luz iluminada pelas luzes de Natal. Nessa outra viagem fiz o passeio do Bateaux Parisiens e confesso que gostei mais que o Bateaux-Mouches. O audioguia era muito bom e o barco era fechado, essencial em dias frios. Lembro que no Bateaux-Mouches o barco era aberto mesmo com temperatura na casa dos 5°C. O barco partiu bem de frente da Torre Eiffel e comprei o ingresso na hora e sem filas.

Nessa segunda viagem incluí também uma visita à Ópera Garnier, que vale muito a pena encaixar no roteiro quando for conhecer as Galeries Lafayette, pois fica bem do lado. A arquitetura do local é espetacular e uma obra-prima que se destaca até hoje. O interior da Ópera transmite bem a ideia de riqueza, luxo e do quão imponente Paris é. OBS: A entrada na ópera é gratuita com o Paris Museum Pass.

E vocês? Quais passeios fizeram?

Beijos!

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