Uma experiência em meio à Selva Amazônica

Sempre tive vontade de escrever aqui no blog sobre essa experiência, que pra muitos brasileiros ainda é uma incógnita. Quando eu era criança sempre visitava Manaus e uma das viagens mais marcantes, apesar da pouca idade, foi a viagem de navio tipo cruzeiro que fiz de Belém a Manaus, com várias paradas bem legais e interessantes.

Passeio de barco em Manaus

Passeio de barco em Manaus

Agora em março tive a oportunidade de voltar à capital amazonense e claro que eu não deixaria de lado esse passeio, que é imperdível pra quem visita a cidade. Conheci os trabalhos da agência Olímpio Carneiro, que tem site com ótima apresentação e atendimento por WhatsApp muito eficiente. Agendei com antecedência e escolhi o passeio Safári Amazônico, que acabei fazendo de maneira incompleta e já já vocês saberão o motivo*.

Olimpio Carneiro

Olimpio Carneiro

O Safári Amazônico abrange as principais atrações da floresta: Encontro das Águas, a Selva, passeio de barco no Rio Negro, interação com botos e animais*, visita a feira de artesanatos flutuante, contato com comunidades ribeirinhas e indígenas e almoço em restaurante flutuante. Custa R$ 180 por pessoa e tem duração aproximada de 8 horas.

*Como fiz o passeio numa segunda-feira, não tive interação com botos, pois é proibido pelo Ibama. Mas aviso de antemão que consegui vê-lo durante o passeio, apesar de não ter conseguido tirar foto. 🙂

A vantagem das lanchas pequenas é conseguir passar por espaços estreitos e "sentir" mais a floresta

A vantagem das lanchas pequenas é conseguir passar por espaços estreitos e “sentir” mais a floresta

Fiz o passeio através de parceria com a agência e fui junto com minha prima em uma lancha com capacidade máxima de aproximadamente 10 pessoas. O barco partiu do Porto de Manaus às 09:00 e demorou mais ou menos 10 minutinhos pra começar a adentrar a Selva. O barulho da natureza, o brilho do rio, que mais parece um espelho sem fim, é impressionante.

Casa bonitinha no meio da selva

Casa bonitinha no meio da selva

O Rio Negro é o mais extenso rio de água negra do mundo, e o segundo maior em volume de água — atrás somente do Amazonas, o qual ajuda a formar. Após navegar um pouquinho no Rio, rumamos à primeira parada, que foi uma pescaria de piranhas, peixe de água doce conhecido por seus dentes afiadíssimos. Confesso que mesmo com os ensinamentos que recebi, não consegui pescar nenhuma kkkk. Elas só pegavam minhas iscas e iam embora me fazendo de besta. Mas minha prima pegou 3 e claro que registrei o momento! 🙂

Pescaria de piranhas

Pescaria de piranhas

Pausa para observar os dentinhos da piranha! Após a pausa colocamos ela no rio novamente.

Pausa para observar os dentinhos da piranha! Após a pausa colocamos ela no rio novamente.

Após muito tempo parada tentando pescar, seguimos rumo à Vitória-Régia. O caminho foi impressionante, pois como estávamos numa embarcação pequena, conseguimos penetrar diversos igapós (floresta inundada) e caminhos estreitos que barcos grandes não conseguiriam. O cenário era de filme, inclusive hollywoodiano, já que Anaconda foi filmado por ali. Não podia deixar de comentar que no caminho avistei dois botos cor de rosa, que vieram rapidamente à superfície e sumiram meio às águas negras.

Rio Negro

Rio Negro

Cada vez mais se infiltrando na selva, chegamos a um restaurante flutuante que tem uma pequena trilha que nos leva para ver a famosa planta aquática Vitória-Régia. Vocês sabiam que dependendo do tamanho ela consegue suportar até 40 kg sem afundar? E que de suas raízes são extraídos um óleo preto que os índios usam para pintar os cabelos? Apenas curiosidades.

Vitória-régia

Vitória-régia

Chegando no lugar onde estavam as plantas nos deparamos com quem? MACACOS! Mas muitos! kkkk. Parecia uma gangue de macacos, gente! Como o caminho era relativamente estreito, confesso que bateu um medinho, pois era macaco de um lado e do outro, além de diversos espalhados pelas árvores. O mais bizarro preciso contar pra vocês, vocês acreditam que um dos macacos meteu a mão na bolsa da minha prima e levou um ímã de geladeira? Meliantes!!! kkk. Depois dessa até guardei meu celular e segurei firme o bastão da Gopro pra não ser assaltada. Ri tanto que a barriga doeu…mas devagarinho conseguimos chegar até a Vitória-Régia. E na volta tivemos que enfrentar as dezenas de macacos novamente.

Como é que passa aí?

Como é que passa aí?

Ilesa, sã e salva!

Ilesa, sã e salva!

Fizemos um break no restaurante flutuante, e, apesar de não ter almoçado lá, saibam que eles servem almoço por um preço fixo de R$35 pra se servir à vontade. O foco da comida é a culinária regional, repleta de muitos peixes como pirarucu e tambaqui, além de sucos naturais de frutas da Amazônia. Objetos de artesanato também estão disponíveis pra compra e vi muita coisa bonita, apesar de bem caras.

Artesanato local

Artesanato local

A próxima parada foi para conhecer amiguinhos como cobra sucuri, jacaré e bicho preguiça kkkk. Não sei de onde tirei coragem, mas consegui segurar o jacaré, que a índia que nos atendeu “amarrou a boca”. Ela estava me incentivando a carregá-lo e disse assim: “ele está meio estressado hoje, já me deu duas lapadas com o rabo” e em seguida pediu pra me entregarem o jacaré…kkkk. Gente, quem me conhece sabe o quanto sou medrosa, e até agora tô me perguntando de onde tirei tal coragem.

Suando frio?

Suando frio?

Já o bicho preguiça não tive medo, apenas um certo receio, pois ele apertou muito o dedo da minha prima ao ponto de ficar vermelho. As garras são grandes e eles gostam de abraçar, e mesmo sem querer podem machucar. É lindo demais gente! Só o cheiro que é forte e pode incomodar olfatos mais sensíveis. Mas estamos falando de uma experiência na selva…quem quiser preguiça cheirosinha compre uma de pelúcia…kkk.

Não é linda?

Não é linda?

Outro animal que presenciei foi uma sucuri, que mede mais ou menos 6 metros na vida adulta, apesar de fatos comprovados de sucuris medindo mais de 10 metros. Além de gigante, é uma cobra super perigosa e que mata suas presas por asfixia, mas que possui veneno. Nem preciso dizer que não cheguei muito perto né…

Não gosto nem de olhar a foto kkkk

Não gosto nem de olhar a foto kkkk

Conversando com a senhora que passeava junto à sucuri, perguntei se não tinha medo de nada, quando fui surpreendida com a resposta: “tenho medo das tempestades”. E dei graças a Deus por não ter chovido durante meu passeio. Achei os ribeirinhos sérios, eu fazia brincadeiras mas não interagiam muito. O piloto do barco sugeriu que deixássemos gorjeta pela visita ao local, pois, segundo ele, vivem disso. Ela não cobrou nada e nem citou valores, mas deixei R$10.

E então fomos rumo ao Encontro das Águas: encontro do Rio Negro com Solimões, de água barrenta. O fenômeno pode ser visto por uma extensão de mais ou menos 6 km do rio e é sem dúvidas um dos principais pontos a serem visitados em Manaus. É impressionante como se encontram sem se misturar, como óleo e água. Como o tempo estava muito nublado, afetou a visibilidade, mas ainda assim consegui ver e ainda pude colocar a mão na água pra sentir a diferença de temperatura, que é super perceptível, sendo o Solimões bem mais frio.

Chegando no Encontro das Águas

Chegando no Encontro das Águas

O mau tempo atrapalha a visibilidade :(

O mau tempo atrapalha a visibilidade 🙁

E então seguimos pro píer, pois o passeio chegara ao fim. O desembarque é feito no Porto de Manaus, em frente ao Mercado Adolfo Lisboa, que é ótimo pra fazer comprinhas de produtos regionais pra levar pra casa.

Mercado Adolfo Lisboa

Mercado Adolfo Lisboa

Algumas informações e dicas:

  • O Olimpio Carneiro faz vários passeios de barco em Manaus e  região, entre eles: Encontro das Águas, Mergulho com Botos e Ritual Indígena, Presidente Figueiredo (já fui e indico muuuuito!), visita à Vila Paraíso/Museu do Seringal, Focagem de Jacaré, City Tour, etc.
  • Todas as lanchas são cobertas, possuem coletes novos, pilotos credenciados, água mineral disponível e todos os itens de segurança;
  • Sugiro que passe repelente e leve consigo, pois a quantidade de mosquitos a cada parada do barco é enorme (assim como o tamanho dos mosquitos!!!). Enquanto o barco está em movimento é super tranquilo, mas quando paramos pra pescar sentimos bastante;
  • Não esqueça de levar protetor solar, pois mesmo com tempo nublado estamos expostos frequentemente ao sol. Eu, por exemplo, fiquei inúmeras vezes na proa da embarcação pra poder enxergar melhor e curtir o “barulho” da natureza.
  • A agência está muito bem avaliada no Trip Advisor e aparece com cinco estrelinhas de avaliação.

Valeu!

Valeu!

Olímpio Carneiro

Telefones: (92) 3071-3158 – (92) 99213-0561 e (92) 98176-9555.

Falar com Carneiro ou Socorro.

OBS: O passeio foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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