Destinos Nacionais

Restaurante Pérgula, o reformadíssimo do Copacabana Palace

Pérgula: do italiano pergola, do latim pergula: construção saliente, balcão, varanda, latada. Procurar no dicionário o significado da palavra foi a primeira coisa que fiz ao receber o irrecusável convite pra cobrir um almoço maravilhoso no Restaurante Pérgula, pro blog Apaixonados por Viagens, que contou com a presença de outros três blogs do Rio de Janeiro.

Logo eu, que nunca havia ido ao hotel e que até hoje ouço as histórias do meu avô sobre o Copacabana Palace, onde ele adorava se hospedar quando vinha ao Rio. Poder ver de perto pelo menos um pouquinho do que o patriarca da minha família conta com saudades foi muito especial.

Após passar por uma reforma milionária, o restaurante, que não passava por uma grande reforma há 24 anos, finalmente reabriu suas portas todo reformulado: do teto ao chão, dos drinks aos pratos principais. O famoso picadinho que outrora foi o prato mais pedido do local, deu espaço a outras invenções criativas do chef Fillipe Rizzato, que aproveitou o período que o restaurante esteve fechado pra buscar inspirações em Londres, onde passou por uma reciclagem.

Apesar de ter buscado inspirações em terras britânicas, o cardápio é bastante enxuto e tem foco na comida brasileira, fresca, com ingredientes de qualidade e da estação. A ideia até então é poder mudar pelo menos 30% do menu a cada dois meses pra ter sempre produtos sazonais e frescos à mesa, e sempre com a mesma proposta: ser sofisticado, mas ao mesmo tempo descomplicado.

Interior do restaurante e ao fundo o bonito painel

Interior do restaurante e ao fundo o bonito painel

O projeto da reforma foi assinado pelo escritório de arquitetura Muza Lab, em Londres, o enorme painel foi desenhado pela artista francesa Dominique Jardy, que é impossível passar despercebido, e móveis com pedras brasileiras e cadeiras conceito do designer Sérgio Rodrigues. No chão, um belo trabalho de revestimento feito pela mosaicista Marinella Spadon em mármore branco Paraná e granito preto.

Restaurante Pérgula: Detalhes do novo piso

Restaurante Pérgula: Detalhes do novo piso

A Pérgula existe desde 1949 e já foi palco de grandes encontros desde então. Pessoas da alta sociedade brasileira e celebridades internacionais já chamaram de casa o hotel por uns dias, arrancando suspiros de quem passa por fora. Entre essas celebridades, uma curiosidade: Vocês sabiam que foi sentado na varanda do restaurante que Walt Disney se inspirou pra criar o famoso personagem Zé Carioca? 🙂

A piscina mais icônica do Rio de Janeiro: Copacabana Palace

A piscina mais icônica do Rio de Janeiro: Copacabana Palace

Localizado dentro do majestoso Hotel Copacabana Palace, o restaurante pode ser apreciado de diferentes ambientes: da parte interna, refrigerada e com vista para a Avenida Atlântica, da parte externa, coberta e com vista pra piscina e de outra área mais próxima à piscina ainda, bom para aqueles que estão realmente curtindo esse espaço do hotel.

Vista pra Avenida Atlântica

Vista pra Avenida Atlântica

Imaginem quantas crises nosso país já enfrentou desde 1949, quantos estabelecimentos abriram e fecharam, quantas mudanças de tendências tanto na gastronomia quanto na área de design e decoração já passamos. E imaginar que o restaurante não desce do salto por todo esse tempo é realmente de aplaudir de pé: ter a capacidade de se reinventar, atender às mais exigentes demandas e formular cardápios novos são desafios pelo qual o restaurante passou e passa e que felizmente dá um show.

Por falar em arquitetura e decoração, outra novidade é que a piscina do hotel também foi reformada durante o inverno e, apesar de não ter mudado seu clássico conceito, teve todo o mobiliário atualizado e contou com o paisagismo de Burle Marx e uma Pool Bar, que antes não existia. Como dica, sugiro que curtam o Pool Bar aos goles de Mojito Carambola, o drink que ganhou meu coração: leve, suave e refrescante, ótima opção para o verão que se aproxima.

Ou que tal esse drink na beira da piscina?

Ou que tal esse drink na beira da piscina?

Por falar em bebidinhas, a carta de drinks está incrível e diferente. Na ocasião pudemos experimentar alguns deles, em especial os “coconuts”, que são drinks servidos dentro de um coco fresco com as bebidas favoritas de antigos famosos do hotel. O nome dos drinks faz referência ao nome dos famosos, como Edith Piaf, Mary Pickford, etc.

Mojito Carambola no centro

Mojito Carambola no centro

Pudemos percorrer todo o cardápio e provar praticamente tudo, mas os meus destaques vão para o tempura de camarão e aspargos como entrada, risotto de beterraba e queijo de cabra e não menos interessante o Carré de cordeiro com salada de couscous marroquino. E como não podia faltar: a sobremesas são maravilhosas! Sinceramente não consegui eleger uma favorita. Ponto alto para a apresentação, beleza e sabor dos pratos, com destaque para o “cacau de chocolate”, recheado com sorbet de cupuaçu e 53% de cacau brasileiro e chocolate. Sou paraense né gente? De cupuaçu eu entendo! 🙂 Além disso, vale destacar também que a de ovos nevados com purê de frutas vermelhas estava de comer rezando!

Opções de entrada do Restaurante Pérgula

Opções de entrada do Restaurante Pérgula

Tempura de camarão e aspargos

Tempura de camarão e aspargos

Pratos principais: À esquerda o carré de cordeiro e à direita (à frente) o bife ancho angus com feijão cavalo e farofinha (carne super macia!)

Pratos principais: À esquerda o carré de cordeiro e à direita (à frente) o bife ancho angus com feijão cavalo e farofinha (carne super macia!)

Opções maravilhosas para sobremesa: Leves, saborosas e brasileiríssimas!

Opções maravilhosas para sobremesa: Leves, saborosas e brasileiríssimas!

Outra coisa legal do novo restaurante é que tem uma “show kitchen” integrada ao salão, onde podemos interagir com o chef e vê-lo preparando e finalizando os pratos, em um grande balcão e ambiente com churrasqueira à lenha e carvão.

Nova Show kitchen do Restaurante Pérgula

Nova Show kitchen do Restaurante Pérgula

Preciso voltar a falar do curioso risotto de beterraba, que não é algo que normalmente eu pediria ao ir num restaurante, mas que me surpreendeu muito. Já tinha ouvido falar que era bom, mas ao provar realmente tive a certeza. A combinação do risotto com queijo de cabra harmonizou perfeitamente e é algo que certamente eu pediria na minha segunda ida ao local.

Risotto de beterraba, queijo de cabra e agrião

Risotto de beterraba, queijo de cabra e agrião

O tempura de camarão é servido em porção pequena e individual pela quantidade que serve. Por ser muito bom, também não dá vontade de dividir com ninguém rs. Camarão bem grande, empanado, crocante, nada oleoso e bastante sequinho. De comer rezando com os deliciosos aspargos e purê de batata roxa.

E pra alegria dos vegetarianos uma das opções de prato principal é a moqueca de shitake, arroz basmati e caju caramelado que sem dúvidas fica até fácil ser vegetariano assim rs. O aroma do caju aliado às porções generosas de shitake combinaram bem e a apresentação do prato estava impecável. Por falar em pessoas com restrições alimentares, o cardápio atende bem todo mundo: vegetarianos, celíacos e pessoas com intolerância à lactose, além dos carnívoros, claro.

Moqueca de shitake, arroz basmati e caju caramelado

Moqueca de shitake, arroz basmati e caju caramelado

Após muitas taças de espumante e comidinhas deliciosas, fomos conhecer os bastidores da Pérgula e tivemos o prazer de percorrer a cozinha com o chef e ver de perto onde os 38 funcionários do espaço ficam a topo vapor. A cozinha funciona nos três turnos de maneira muito otimizada e confesso que fiquei impressionada com o tamanho, que é relativamente pequeno frente à demanda que tem. E funciona tudo de maneira bastante organizada e eficiente, cumprindo de maneira louvável aquilo que se comprometem a entregar para os clientes.

Cozinha da Pérgula

Cozinha da Pérgula

Após provarmos de quase tudo, sinceramente posso dizer que adorei a experiência. Achei a apresentação dos pratos impecável, sabor excelente, todos servidos na temperatura ideal e em louças super bonitas e com toque contemporâneo, ambiente com decoração moderna, alegre e clean, e não menos importante tem um atendimento 5 estrelas, desde a equipe da cozinha, garçons, bar, hostess, como um hotel Belmond não poderia deixar de ser. Certamente é um local que voltarei com meu marido, especialmente pro brunch, que ainda não conheci. 🙂

Deixo-os agora com mais fotinhos para que fiquem babando:

Opção de entrada: Vieiras grelhadas, salada de feijões, creme de abóbora, farofinha e molho de maracujá

Opção de entrada: Vieiras grelhadas, salada de feijões, creme de abóbora, farofinha e molho de maracujá

Opção de prato principal: Polvo grelhado, batatas ao murro e molho romesco

Opção de prato principal: Polvo grelhado, batatas ao murro e molho romesco

Opções de sobremesa: Ovos nevados com purê de frutas vermelhas e atrás sorbet de sorvete de frutas diversas, em especial frutas brasileiras

Opções de sobremesa: Ovos nevados com purê de frutas vermelhas e atrás sorbet de sorvete de frutas diversas, em especial frutas brasileiras

Informações importantes:

O restaurante funciona diariamente para café da manhã, almoço, jantar, drinks e para o brunch aos domingos nos seguintes horários:

Café da manhã: Segunda à sexta – 6:30 às 10:30h / Sábados, domingos e feriados – 7:00 às 11:00h

Almoço: Segunda a Sábado – 12:00 às 17:00h

Brunch: Domingos – 13:00 às 16:00h

Jantar: Domingo a quarta – 18:00 à 00:00h / Quinta a Sábado – 18h às 02:00h (cozinha fecha à 00:00h)

Horários de funcionamento: Pool Bar / Bar da Piscina

Domingo à quarta de 12:00 às 19:00h (exceto domingo que abre às 10h)

Quinta a Sábado de 10:00 à 00:00h

Endereço: Belmond Copacabana Palace – Av. Atlântica nº 1702, Copacabana.

Reservas: (21) 2545-8787

Email: reservations.brazil@belmond.com

Wi-fi: Sim

Valet: Sim

4 lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Tratando-se de Rio de Janeiro, o post torna-se desafiador. Em tempos de preços estratosféricos na capital carioca, comer fora geralmente não é uma boa ideia dependendo do orçamento da pessoa. Muitas vezes não estamos com a menor vontade de cozinhar ou então queremos comer algo gostoso sem ir à falência, e pensando nessas pessoas escrevi esse post com opções de 4 lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna.

Vale ressaltar que nenhum lugar aqui vai ser de fato uma pechincha, mas mais barato do que a média do mesmo nível levando em consideração comida pra duas pessoas ou individuais em bairros com apelo turístico.

A ideia do post é atualizá-lo à medida que eu for conhecendo mais lugares interessantes e que tenham a mesma proposta.

Stalos Copacabana

Esse lugar, em funcionamento 24h por dia, serve bem que não está de dieta rsrs. As vitrines coloridas e chamativas saltam os olhos dos mais esfomeados. Porém, nem só de lanche vive o Stalos, as refeições são boas e MUITO bem servidas. A lógica lá é a seguinte: um prato individual serve bem duas pessoas. O prato pra duas, serve bem até quatro (e assim por diante). Gasta-se em média R$70 pra comer algum prato de filé mignon no local (sem bebida alcoólica, que costuma ser cara no estabelecimento).

Foto retirada do site oficial do Stalos

Foto retirada do site oficial do Stalos

Onde: Av. Nossa Senhora de Copacabana, 986.

Galeto Liceu

Outro restaurante que costuma ter porções generosas em suas mesas é o Galeto Liceu. Em funcionamento desde 1943, é possível dividir um galeto desossado que teoricamente seria pra uma pessoa, mas que serve muito bem duas ao ponto de repetir. Gasta-se em média R$60 (sem bebida alcoólica). Há uma unidade no centro da cidade e outra no burburinho da Rua Nelson Mandela, em Botafogo.

Da Silva

Especializado em comida portuguesa, a área do buffet oferece uma vista de tirar o fôlego. No almoço funciona no esquema self-service e apesar de não ser dos mais baratos, a dica de ouro é ir a partir de 14h, quando o valor do kg cai pra R$79,90. Continua não sendo uma pechincha, mas tratando-se da qualidade da comida e do ambiente, acho que vale a pena incluir aqui.

Diversas receitas de bacalhau são servidas diariamente, com destaque para os bolinhos de bacalhau (bacalhau mesmo, não batatal rs). As sobremesas também ganham destaque: variadas e gostosas (com amores pelo creme de nozes). Meu gasto médio lá (por pessoa) é de R$35,00 (normalmente com sobremesa rs).

OBS1: Como sempre vou no self-service, não há cobrança dos 10% de gorjeta.

OBS2: A promoção é válida apenas durante a semana. Aos finais de semana o preço é sempre o mesmo.

Onde: 5º andar do Botafogo Praia Shopping.

Vista do Da Silva: Lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Vista do Da Silva: Lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Da Silva: Restaurante Português

    Da Silva: Restaurante Português

Tomate

Localizado em plena Av. Lúcio Costa, em meio a prédios elegantes e luxuosos, o Tomate chama atenção justamente pelo oposto: é super pequeno, simples, cadeiras e mesas de plástico na estreita calçada e fila de espera por uma mesa. O que contrasta com os restaurante vizinhos, que, pelo menos das vezes que fui, não tinham muita gente.

O Tomate é um pequeno restaurante de administração familiar cujos donos são portugueses. Como não podia deixar de faltar, servem deliciosos bolinhos de bacalhau que são vendidos por unidade, não porção (R$3/cada).

Só abre para o almoço e está estrategicamente localizado em frente à Praia da Barra, ótima opção pra quem quer comer bem na região sem gastar muito. A comida é farta, o atendimento uma simpatia, o preço justo. Além de servirem comida caseira, sem frescura e com sabor. Caso você não abra mão de boas louças e frufrus, não é o ambiente certo pra você.

Espeto de carne e seus acompanhamentos (R$25)

Espeto de carne e seus acompanhamentos (R$25)

Não deixem de pedir esse pudim: é maravilhoso!!! (R$9)

Não deixem de pedir esse pudim: é maravilhoso!!! (R$9)

Endereço: Avenida Lúcio Costa, 2860 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ.

O que ver no Rio: Forte Duque de Caxias

No último fim de semana fui conhecer mais um lugar que ainda não conhecia no Rio: Forte Duque de Caxias. Localizado no cume do Morro do Leme, ao final da praia de mesmo nome, é necessário adquirir ingresso pra entrar (R$4). A entrada e bilheteria ficam bem na Praça Almirante Júlio de Noronha e a região está situada numa área de proteção ambiental mantida pelo Exército Brasileiro.

O Forte existe desde o século XVIII e fazia parte do sistema defensivo da então capital brasileira, ainda pertencente à Coroa Portuguesa. Além da importância história, de lá é possível ter uma vista privilegiada e panorâmica de diversos pontos da cidade: Pão de Açúcar, Praia Vermelha, Praia do Leme, Praia de Copacabana e Morro 2 Irmãos. Pra alcançar o topo do morro é necessário caminhar por aproximadamente 30 minutos em uma pista de paralelepípedo em meio à mata, mas com boa infraestrutura pro visitante.

Além das vistas citadas acima, dá pra ver na outra ponta da praia o mais conhecido e badalado Forte da Região: Forte de Copacabana. Há diversos binóculos para observação espalhados pelo local para que o visitante possa ver os pontos de interesse sob outro ângulo.

Pessoas com dificuldade de locomoção podem ter dificuldades em subir, o que não acontece com quem não tem problema com isso e gosta de caminhar. Não sei por qual motivo o local não é tão explorado por turistas, o que nos permite admirar a beleza da cidade sem grande aglomeração de pessoas.

Ao longo do percurso é possível avistar muitos micos, que vêm atrás dos turistas em busca de algo pra comer, entretanto não é permitido alimentá-los por não serem nativos da região e serem conhecidos por destruírem a vegetação local.

Na parte interna do Forte há um memorial a Caxias, galerias com exposições sobre a história do forte e sala de vídeo com exibição de filmes curtos históricos. Há também uma lanchonete simples, mas que possibilita comprar água e outros produtos caso tenha sofrido com a subida rs. Também há banheiro no local.

Pista pra chegar ao Forte Duque de Caxias

Pista pra chegar ao Forte Duque de Caxias

Pórtico de entrada do Forte Duque de Caxias

Pórtico de entrada do Forte Duque de Caxias

Vista do Forte Duque de Caxias

Vista do Forte Duque de Caxias

Brasil de contrastes

Brasil de contrastes

Vista espetacular do Forte Duque de Caxias

Vista espetacular do Forte Duque de Caxias

Pão de Açúcar e Praia Vermelha

Pão de Açúcar e Praia Vermelha

O uso do binóculo para observação é gratuito

O uso do binóculo para observação é gratuito

O Rio de Janeiro continua lindo!

O Rio de Janeiro continua lindo!

Micos espalhados pelo Forte

Micos espalhados pelo Forte

Outras informações sobre o Forte Duque de Caxias

Visitação: De terça a domingo, das 9:30 às 16:30.

Entrada gratuita às terças.

Aceita meia entrada para estudantes.

Continue lendo sobre o Rio de Janeiro…

1 dia em Cabo Frio – Região dos Lagos

Localizado a 141 km do Rio de Janeiro, a cidade tem atrações pra mais de 1 dia e até mais de uma semana se pretender conhecer as principais cidades vizinhas (Búzios e Arraial do Cabo). A intenção da viagem era passar um fim de semana em Arraial, mas fomos surpreendidos pela pouca oferta de hotéis lá, então desistimos e acabamos passando 1 dia em Cabo Frio.

Indo de carro do Rio num fim de semana gasta-se R$45,70 de pedágio (ida e volta) e a viagem demora aproximadamente 2:30h. Uma vez fui de ônibus no verão e gastei incríveis 6h pra chegar na cidade, devido ao trânsito intenso na ponte Rio-Niterói. Se puder, fuja da alta temporada e feriadões.

Caso opte por ir de ônibus, a empresa Auto Viação 1001 faz o trajeto pra Cabo Frio ao custo médio de R$60 (apenas ida). Os ônibus partem da Rodoviária Novo Rio e também do Terminal de Campo Grande.

Onde ficar

Nos hospedamos no Matiz Oásis Cabo Frio no Quarto Executivo com cama Queen. Tínhamos uma diária grátis e por isso escolhi o melhor quarto rsrs. Adorei o hotel! Super limpo, moderno, com estacionamento e café da manhã incluso na diária. A propósito o café da manhã era ótimo, assim como a piscina na cobertura. 🙂

Curioso pra saber como ganhar uma diária de hotel também?

Eu já conhecia Cabo Frio de uma viagem anterior que fiz com minha família há 7 anos. Na ocasião meus tios alugaram um apartamento pertinho da Praia do Forte e foi também uma ótima escolha (principalmente pra quem viaja com um grupo grande). A região é muito bem atendida de bons e grandes apartamentos para locação por temporada.

O que fazer em 1 dia em Cabo Frio

Começamos o dia indo direto pra Praia das Conchas, a 7 km do centro da cidade. Essa praia recebe esse nome pelo formato de concha que tem. É uma pequena praia situada entre dois morros, com ondas tranquilas, quase que inexistentes, ideal para quem viaja com crianças ou não curte muito levar caldo (EU) rs. Apesar da beleza, a temperatura não estava muito boa: fomos em julho, o vento estava forte e gelado, o que impossibilitou que déssemos um mergulho.

Praia das Conchas vista do Mirante das Conchas

Praia das Conchas vista do Mirante das Conchas

Caso vá de carro pra essa praia, é necessário pagar R$10 pela diária do estacionamento, antes mesmo de chegar à praia. Pelo que puder ver, o estacionamento na cidade é regulado e tem preços mais baixos pra veículos com placa de Cabo Frio.

A caminho de uma trilha

A caminho de uma trilha

Ficamos sentados em um dos muitos quiosques e com o vento frio desistimos de ficar ali muito tempo: decidimos caminhar. O primeiro ponto foi subir para o Mirante das Conchas, um costão rochoso que tem do lado direito e que permite vistas maravilhosas tanto da Praia das Conchas quanto do Mirante do Peró que está bem ao lado. Logo ao estacionar provavelmente você verá muitas pessoas subindo a trilha, que é de fácil acesso e dura no máximo 10 minutos. A vista de lá é espetacular!

Trilha Mirante das Conchas

Trilha Mirante das Conchas

Descortinando paisagens!!

Descortinando paisagens!!

1 dia em Cabo Frio: Inclua ao menos uma trilha no roteiro. As vistas são espetaculares!

1 dia em Cabo Frio: Inclua ao menos uma trilha no roteiro. As vistas são espetaculares!

Depois fomos para o lado oposto da praia fazer outra trilha, a do Mirante do Peró. A entrada dessa fica bem ao lado do Restaurante Cabana do Pescador e é um pouco mais demorada que a do Mirante das Conchas, mas também de fácil acesso. Claro que é preciso fazer algumas subidas íngremes mas o trajeto como um todo é bem tranquilo. A vista realmente compensa!

Mirante do Peró: Chão desnivelado e com presença de pedras

Mirante do Peró: Chão desnivelado e com presença de pedras

Vista de cima do Mirante

Vista de cima do Mirante

Mirante do Peró

Mirante do Peró

Nessa altura do campeonato o frio já havia ido embora rsrs. Fomos para o hotel descansar um pouquinho pra sair em seguida.

Fomos ver o pôr do sol na Praia do Forte, a principal e mais urbana da cidade. Apesar de urbana, é linda com suas areias super branquinhas e água clara e fria. A orla é bem extensa e com ótima infraestrutura pra caminhadas e passeios. Muitas opções de barzinhos e restaurantes, assim como uma feira de artesanato bem pertinho.

Areia super branquinha de Cabo Frio

Areia super branquinha de Cabo Frio

Fim de tarde na Praia do Forte - Cabo Frio

Fim de tarde na Praia do Forte – Cabo Frio

Particularmente achei a feira de artesanato muito fraca e com poucas opções interessantes (não comprei nada). Apesar disso, há uma grande oferta de alimentos como churros (tem muito churros em Cabo Frio!!) e outras comidinhas desse tipo.

Como não gostei da feirinha, fomos passear no Centro Histórico da cidade, mais especificamente no bairro da Passagem. O bairro recebeu esse nome pois o canal que o margeia era o ponto por onde se fazia a travessia nos tempos coloniais. Destaque para os prédios históricos do lugar, assim como para a arquitetura em estilo colonial. Me apaixonei!

Centro Histórico de Cabo Frio

Centro Histórico de Cabo Frio

Igreja de São Benedito - Cabo Frio

Igreja de São Benedito – Cabo Frio

Bairro da Passagem - Cabo Frio

Bairro da Passagem – Cabo Frio

O Largo de São Benedito tem uma bela igreja de mesmo nome que se destaca em meio aos charmosos bares e restaurantes que marcam presença no local. Estava tendo festival gastronômico em Búzios e muitos sugeriram que fôssemos jantar lá. E o que fizemos?  😀

Fomos na contra-mão das dicas e não nos decepcionamos: escolhemos pro jantar o Restaurante Galápagos, localizado bem no Largo de São Benedito, no burburinho noturno. O restaurante é um dos melhores da cidade e realmente faz jus à fama: atendimento bom, comida gostosa, decoração linda, ambiente confortável e música ambiente super agradável. Não é dos mais baratos da cidade, mas um de mesmo porte no Rio de Janeiro com certeza seria muito mais caro.

Se você tiver 1 dia em Cabo Frio não deixe de incluir uma ida ao Restaurante Galápagos

Se você tiver 1 dia em Cabo Frio não deixe de incluir uma ida ao Restaurante Galápagos

Pedi um bobó de camarão que veio muito bem servido, mas ideal pra apenas uma pessoa, ainda mais considerando que eu não havia almoçado e estava com muita fome rsrs. Boa carta de vinhos e boas opções de sobremesa. Gasto médio por pessoa com vinho R$90,00.

O ambiente é meia luz, requintado, muito agradável, do tipo que não dá nem vontade de ir embora, sendo portanto ideal pra quem viaja em casal e procura algo mais romântico.

Após um bom tempo nesse lugar, nossa estadia em Cabo Frio praticamente chegou ao fim, pois fomos pro hotel descansar que no outro dia iríamos pra Arraial do Cabo. 🙂

Continue lendo: O que fazer em Búzios

Como é morar no Rio: O que você precisa saber antes de se mudar

Como o sucesso do post Morar em Natal foi muito grande (tcharãããn aparece como o primeiro do Google!), acho que pode ser de grande utilidade contar como é morar no Rio de Janeiro, e assim poder ajudar famílias que pensam ou que precisam se mudar pra cá.

Atenção: Tudo que está descrito no post tem a ver com a minha experiência, que pode não ser igual a de todo mundo. Ainda não sou uma especialista em Rio de Janeiro e nem sei se um dia serei. Meu foco é a experiência de moradia nos bairros da Zona Sul da capital. Como não morei em outra, não saberia discorrer sobre. Já visitei os bairros mais afastados daqui mas apenas com fins de lazer.

Nos mudamos em setembro de 2016 e foi tudo muito rápido: tive mais ou menos 1 mês pra organizar as coisas no trabalho que eu deixara em Natal, contratar empresa de transporte de carro e mudança residencial.

Transportadoras

O primeiro passo foi pesquisar empresa de mudança, e isso é o tipo de coisa que me dá frio na barriga só de pensar, pois já tive sérios problemas com uma transportadora grande (basta ver o post de Natal que saberão do que me refiro). Como já tinha optado uma vez por uma empresa grande e de grande porte e não tinha dado certo, dessa vez fui na contra-mão: optei pela Transportadora Potiguar, empresa menor, cuja sede é em Natal e com foco mais no Nordeste, mas que faz entrega pra todo país.

Acertamos data e tudo, e no dia marcado eles foram empacotar minhas coisas todas e transportaram. Em menos de 1 mês minhas coisas já estavam no Rio e com bem menos dor de cabeça do que a empresa anterior. Tive um leve contra-tempo com um produto que danificaram, mas não mediram esforços pra me ajudar e me reembolsar. Ponto pra eles.

A transportadora de carro optei pela Transcarlos, que já conhecia. Mais uma vez não tive problema com eles. O único “contra” foi ter que buscar o carro bem longe de onde estávamos (estávamos em Copacabana e tivemos que buscar o carro em Duque de Caxias).

Aluguel

Ficamos hospedados 1 mês em Copacabana num ap que a empresa alugou, na Ayres de Saldanha, a um quarteirão curto da praia. Confesso que apesar da localização maravilhosa, nem pude curtir direito, pois nesse mês estava totalmente focada em procurar apartamento pra alugar, e não estava com cabeça pra outras coisas. Demorei exatamente 1 mês pra encontrar um apartamento e a busca foi árdua: visitei uns 50 apartamentos, fiz muitos telefonemas, muitos nãos e momentos de nervosismo.

Vista do ap de Copacabana

Vista do ap de Copacabana

Meu marido não pôde me ajudar nas visitas pois já chegou trabalhando, então fiz tudo sozinha. Os sites que mais me ajudaram foram o Zap Imóveis, Viva Real e OLX. Os de imobiliária não me ajudaram tanto.

Tenha em mente que no Rio quase não existe depósito caução. Ou é fiador, ou é seguro fiança (que onera mais ainda o aluguel, pois o dinheiro não volta pra você). Por sorte tínhamos fiador e foi meio caminho andado. É tudo extremamente burocrático e às vezes parece que não querem alugar pra você.

Aluguel no Rio é uma coisa complicada, principalmente se você está buscando por bairros na zona Sul (área mais valorizada). Eu estava buscando apartamento de 2 quartos, próximo ao metrô e com uma vaga de garagem, o que por incrível que pareça é sinônimo de luxo na zona sul carioca, acreditem.

Quanto aos preços, não encontrei nada por menos de R$3500/em média (com condomínio e IPTU). Se você está buscando imóvel com essas características, não espere gastar menos. Experimente procurar de 3 quartos e se segure na cadeira pra não cair pra trás. 🙁

O mais impressionante é a qualidade dos imóveis: apartamentos em geral muito antigos, precisando de reformas sérias e em condomínios velhos – e mesmo assim com o preço nas alturas. Caso queira um ap mais inteirinho se prepare pra desembolsar mais dinheiro.

A verdade é que o mercado imobiliário no Rio é uma bolha: preços totalmente fora da realidade do nosso país, que atualmente enfrenta uma crise econômica forte, e destoa mais ainda da cidade do Rio, que é uma das mais enroladas financeiramente.

Escolhi o bairro de Botafogo pra morar, com fácil acesso a pé pro metrô. Super me adaptei nesse bairro, que tem tudo que preciso: supermercados bons, hospital, academias, bancos, diversas clínicas, shoppings, centenas de restaurantes e opções de lazer. Não são poucas as vezes que saímos pra passear a pé, sem necessidade de transporte algum. Além disso tem fácil acesso pro centro da cidade de metrô (+-15 minutos).

Enseada de Botafogo vista do Morro da Urca

Enseada de Botafogo vista do Morro da Urca

É considerado um bairro nobre de classe média-alta, mas ainda acessível pra pequenos mortais e não tão caro quanto o Leblon, que tem disparadamente o metro quadrado mais caro do país (R$ 22.478,00/ano 2016).

Moro numa região do bairro que não me sinto tão insegura (se é que isso é possível em algum lugar do Rio) e não costumo ver nada bizarro relacionado à segurança. Apenas uma vez acho que teve um assalto quase em frente minha casa, pois ouvi uma mulher gritando “ladrão”. Portanto NUNCA fico dando sopa com meus pertences na rua.

A principal comunidade do meu bairro é a responsável por um ponto turístico que leva o mesmo nome: Santa Marta. Trata-se da comunidade pacificada onde Michael Jackson gravou a música They Don’t Care About Us. Foi nela também a 1° UPP da cidade. É possível subir pra apreciar a vista do Mirante Dona Marta e ter uma das vistas mais bonitas do Rio (que aqui é a capital dos contrastes ninguém duvida!).

Réveillon 2017 em Copacabana

Réveillon 2017 em Copacabana

Em comparação com Copacabana, gosto mais de Botafogo: tem mais cara de “cidade normal” do que a loucura turística que é Copacabana. E eu não poderia deixar de dizer: onde tem turista, tem tudo. Vi diversos arrastões quando estava em Copa e não me sentia segura lá em momento algum. Pode até ser paranóia da minha cabeça porque sou medrosa de natureza, mas era bem esquisito. Se não fosse a falta de segurança, sem dúvidas seria um bairro maravilhoso. Tem algo mais a cara do Brasil que esse bairro (beleza, contraste e problemas)?

Como é morar no Rio: Praia de Copacabana

Como é morar no Rio: Praia de Copacabana

Gosto do bairro do Flamengo também e era uma das opções de bairros que eu estava procurando, assim como Laranjeiras. Catete achei muito central e apesar de ter sido uma das opções, não gostei tanto quanto desses outros. Durante minha pesquisa vi muitos apartamentos bons e bonitos na Barra da Tijuca, além de terem preço mais baixo que na zona sul. Porém, por ser bem distante do centro nem cogitei.

Plano de Saúde

Logo que chegamos no Rio mudamos de plano de saúde, em Natal era Amil e aqui passou a ser Bradesco, que não tenho o que reclamar. Meu plano satisfaz bem todas minhas necessidades e é um dos melhores daqui (se não for o melhor). Unimed aqui é bem forte e conheço muita gente que tem, mas como tem muito segurado, tem muito problema também. Minha mãe é cliente da Unimed Rio e com bastante frequência reclama.

Infelizmente não sei informar o preço do plano de saúde atual, pois é PJ e pago pelos empregadores do meu marido.

Educação

Como não tive experiência alguma com escolas aqui na cidade perguntei pra amiga Lily do blog Apaixonados por Viagens, que é fluminense e mora na capital há muitos anos. Segundo ela, algumas das melhores escolas são:

– São Bento
– Santo Inácio
– Santo Agostinho
– Cruzeiro
– Ph
– Franco

Esses de cima são bem tradicionais e particulares. Costumam ter ótimos resultados nos vestibulares e a média da mensalidade para meio período é na faixa dos R$2.500 (valores de 2017).

Têm os públicos também que, apesar das greves e das instalações mais precárias, também obtêm bons resultados nos vestibulares, tais como:

– Pedro II
– Colégio Militar
– Colégio Naval (este fica em Angra dos Reis)
– Capes da Uerj
– Capes da Ufrj

Uma coisa curiosa é que na maioria dessas escolas os alunos só entram através de sorteios. Não basta ter o dinheiro da mensalidade, é preciso ter uma pitada de sorte também. Recomenda-se que comece a tentar os sorteios quando as crianças atingirem 4 anos de idade.

Supermercados

Supermercados são bem segregados: Pão de Açúcar é bem forte aqui, e com produtos mais caros, e o principal concorrente dele é o Zona Sul, outro supermercado caro. Fuja deles pras compras do mês se o objetivo é economizar (vez ou outra vale a pena ir porque tem coisas que só tem neles).

Como em outras capitais, temos o Extra e Carrefour. Os mais populares são o Mundial (bem mais barato e não aceita cartão de crédito), Princesa e Guanabara, que sempre tem boas promoções. Não achei o preço dos produtos de supermercado muito diferentes de Natal, inclusive muitas coisas acho até mais em conta.

Transporte

A tarifa de metrô custa R$4,30, um pouco mais cara que a passagem de ônibus, que custa R$3,80. O Estado do Rio é disparado o maior produtor de petróleo do país, e ainda assim tem a segunda gasolina mais cara do Brasil, principalmente nos bairros da zona Sul. Dificilmente você encontrará um posto na zona Sul com gasolina abaixo de R$4 o litro (julho/2017).

Como usamos o carro pro lazer aos finais de semana, ainda não o vendemos. Mas como moramos perto do metrô e o Uber e Cabify funcionam muito bem em nosso bairro, não sei até que ponto compensa ter carro aqui. Acho que ainda não vendemos o nosso por pura preguiça e comodidade (acabamos viajando aos fins de semana ou indo pra lugares longe, então facilita). Pense duas vezes antes de comprar um automóvel no Rio se você mora num bairro bom. O nosso não nos dá muita despesa, então talvez por isso ainda estejamos com ele.

Internet

As operadoras de internet são praticamente as mesmas de Natal, e continuei com meu contrato com a Vivo. Estou pagando atualmente numa promoção R$60 pela internet e telefone ilimitado. Apesar do preço atraente, a internet da Vivo é péssima e cai com bastante frequência.

Conta de luz

O Rio tem uma das tarifas de energia elétrica mais caras do país. Como morávamos em Natal e lá tem uma das mais baratas, a diferença foi notável.

Temos dois aparelhos de ar-condicionado em casa, mas o único que ligamos sempre é o do nosso quarto que é inverter e tem consumo bem abaixo da média, ainda assim nossa conta quase nunca dá menos que R$170 (no verão dá bem mais). Não quero nem imaginar quanto daria se ligássemos o do quarto de hóspedes com frequência (que não é inverter). P.S: Visitas por favor nos visitem no inverno! kkkk.

Tarifa de energia elétrica

Tarifa de energia elétrica

Lazer

O Rio é a cidade mais visitada do país não apenas pelos estrangeiros, mas também pelos próprios brasileiros. Consequentemente, os preços não são nada convidativos. Graças a Deus ainda não paga nada pra ir à praia, e esse é o bom daqui: a praia democratiza. Não é muito difícil conhecer algum carioca que nunca foi ao Pão de Açúcar, por exemplo (o ingresso de lá custa +-R$80). Por sorte na baixa temporada (se é que existe isso aqui) o preço cai pela metade pra quem comprova que é morador da cidade.

Sair pra comer em casal num restaurante bonzinho da Zona Sul faz com que se gaste no mínimo R$100 (sem bebida alcoólica). Em restaurantes mais sofisticados o céu é o limite.

Nos restaurantes dos bairros mais caros (Ipanema e Leblon) a gorjeta cobrada é de 12%. Já vi isso algumas vezes e fiquei revoltada! kkk. Nos restaurantes mais populares do bairro isso não acontece, mas nos mais sofisticados sim. #fail

Gorjeta de 12% nos restaurantes de Ipanema e Leblon

Gorjeta de 12% nos restaurantes de Ipanema e Leblon

Em comparação com Natal a diferença de preços é gritante, mas em comparação com São Paulo nesse quesito é bem empatado.

Mercado de trabalho

Queria poder dar notícias boas aos meus leitores, mas o negócio por aqui tá bem feio. Vocês podem até pensar que com o custo de vida tão elevado o salário também seja, mas na realidade não é bem assim. Primeiro que não tem emprego. Como podem ver na reportagem da Globo, o número de desempregados saltou 50% em um ano. Segundo o IBGE, em 2016 o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos no Rio de Janeiro ficou estimado em R$ 2.311. Caso seu sonho seja morar na cidade maravilhosa, vir pra cá tentar a vida pode não ser uma boa ideia no momento.

Até os funcionários públicos estão tendo problemas pra receber seus salários, e concursos públicos por aqui são cada vez mais escassos. Pode acessar qualquer site de divulgação de editais de concurso que verá que não tô exagerando.

Curiosidades sobre como é morar no Rio

Que o carioca é esquentado as novelas já mostraram demais. Mas é também um povo muito comunicativo, prestativo e simpático. Tudo é motivo pra gargalhar e fazer amizade. É também um povo que gosta do dia: basta olhar o calçadão de qualquer praia de segunda a segunda pra ver que não é só turista passando ali.

Por falar em calçadão, ou você entra no ritmo deles ou é engolido: aqui (quase) todo mundo faz atividade física. A academia é lotada o tempo todo e as atividades ao ar livre também. O estereótipo da mulher brasileira tá aqui e em todo lugar.

É também uma cidade super cosmopolita: aqui tem de tudo e de todos os cantos do mundo. Pra terem uma ideia, onde meu marido trabalha a maioria é europeu. É uma cidade de sotaques e idiomas, e se você não domina bem ao menos o básico de inglês pode estranhar. Não é difícil esbarrar com algum gringo perdido no metrô pedindo informação. É comum ver vaga de emprego pra ganhar um salário mínimo exigir o inglês.

Apesar de ser uma cidade “do dia” os cariocas adoram um pós-praia e um barzinho com música. Na Lapa não dá só turista. Nem em Copacabana.

Encontrar prestador de serviço de qualidade por aqui é bem complicado. Uma vez tive problema com uma oficina mecânica, mas conheci uma outra que adorei e recomendo muito a todos: Oficina Perfil, em Botafogo. Eles trabalham de maneira bem séria e honesta.

Caso precise de diarista, não espere gastar menos que R$150 e às vezes muda dependendo do tamanho da casa – muda pra mais caro claro rs.

Gostaria de ter tido boas experiências com prestadores de serviço, mas quase não tive. Sugiro que pesquise muito, não pague nada adiantado e desconfie de tudo. Um grupo do facebook me ajudou muito durante minha mudança, sugiro que acesse o link e participe caso precise de indicações de profissionais.

E aí vocês devem tá se perguntando se gosto de morar aqui. A resposta é: tirando o verão enlouquecedor, adoro! Não trocaria o Rio por outra cidade que já morei no Brasil, mesmo com todos os problemas que a cidade enfrenta.

Qualquer dúvida é só perguntar!

CONTINUE LENDO:

Passeio de barco em Arraial do Cabo

No último fim de semana fomos finalmente conhecer Arraial, localizado a 164 km do Rio. Optamos pela hospedagem em Cabo Frio, pois havia mais opções de hotel e meu marido ainda não conhecia a cidade que está a apenas 12 km de distância uma da outra. Contratei o passeio de barco em Arraial do Cabo com a empresa Cabotur, que conheci através do hotel onde me hospedei.

A agência trabalha apenas com o setor hoteleiro de Cabo Frio e apesar de não possuir loja física, conta com uma equipe de 5 recepcionistas que se dirigem até o local onde os clientes estão hospedados para efetivar as reservas. Eles possuem uma embarcação própria (Shangrilá), mas na baixa temporada fazem parcerias com outras embarcações. Na ocasião o passeio foi no barco Xodó Tour, de dois andares e capacidade pra até 80 passageiros.

Cabotur via Xodó Tour

Cabotur via Xodó Tour

Ficamos no andar superior e tinha bastante gente, mas todo mundo devidamente acomodado em um assento. Música ambiente alegre o tempo todo e a presença de um guia que ia sempre apresentando as atrações à medida que nos aproximávamos delas. Achei a equipe bem simpática e apesar de estarmos no segundo andar não tínhamos que descer e subir quando queríamos algo: eles mesmo iam no andar superior vender os produtos que estavam disponíveis.

Viajamos no auge do inverno (julho) e portanto estava um pouco frio em função dos fortes ventos naturais dessa época. Confesso que foi até difícil reservar o passeio pois quando o vento está muito forte a Marinha pode cancelar todos os passeios, o que havia acontecido no dia anterior. Fique sempre atento à previsão do tempo.

Eu já estava ficando triste com a possibilidade de não conseguir fazer o tour de barco, mas algumas horas antes da partida obtive a confirmação do Alessandro da agência e prontamente fomos nós. 😀

Na baixa temporada o passeio sai às 11h mas acabou saindo às 11:30 do cais da Praia dos Anjos, onde tivemos que pagar uma taxa de R$5 por pessoa referente à taxa portuária, da qual fomos informados previamente. Segundo o Alessandro da agência, na alta temporada eles trabalham com duas saídas diárias: uma às 8:45 e outra às 13h.

Todo contato foi feito por WhatsApp com o Alessandro, que foi muito solícito e ainda nos deu dicas adicionais sobre a cidade e região, sempre nos mantendo informados de possíveis cancelamentos em relação à Marinha.

OBS: Caso queira estacionar o carro próximo ao porto, será necessário estacionar em algum estacionamento privado nas redondezas, que na ocasião estavam cobrando R$20 a diária.

Durante o passeio a embarcação fez as seguintes paradas: Ilha do Farol, Prainhas do Pontal e mais uma parada para mergulho na Praia do Forno. Além das paradas passamos pela Fenda de Nossa Senhora, Gruta do Amor, Pedra do Gorila e Gruta Azul.

Paisagens pelo caminho

Paisagens pelo caminho

Como o horário do passeio é um horário que a fome já está batendo, há a possibilidade de comprar bebidas e espetinhos como queijo coalho, salsichão e frango (R$5/cada). Vale ressaltar que não é permitido sair do barco com qualquer tipo de comida durante a descida pras praias, principalmente pra Praia do Farol, que é uma área de proteção da Marinha do Brasil e tem acesso super limitado.

E já que eu falei dessa praia, vamos ao que interessa! Ela foi o primeiro ponto de parada do passeio, por onde permanecemos por meia hora. Felizmente o acesso a esse paraíso é somente por barco e permite que apenas 250 visitantes permaneçam nela a cada 45 minutos.

Passeio de barco em Arraial do Cabo com Cabo Tur

Passeio de barco em Arraial do Cabo com Cabo Tur

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Essa é sem dúvidas a praia mais linda e mais limpa que vi até agora no Estado do Rio de Janeiro – e pra ser sincera no Brasil. Claro que ainda tenho muito a conhecer em nosso país, mas pela minha experiência essa agora está em primeiro lugar. 🙂 A transparência da água, os tons de azuis e a areia super branquinha fazem dela um cartão-postal digno de Caribe.

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Como fomos no inverno, a água estava mais gelada que de costume, mas estava tudo tão lindo que não deu pra não entrar. 🙂 Ficamos curtindo o local e em seguida rumamos pro barco pra continuar o passeio.

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Vale destacar a paisagem paradisíaca ao longo do tour, passando pela Fenda de Nossa Senhora, lugar que entre duas enormes montanhas abriga no mar uma imagem de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira do município. Segundo os locais, a santa foi encontrada por um pescador na fenda de uma gruta.

Fenda de Nossa Senhora

Fenda de Nossa Senhora

Não menos bonita avistamos a Gruta Azul, que só avistamos por fora mas que a embarcação tentou se aproximar ao máximo. A cor da água associada às formações rochosas tornam o visual espetacular! No local haviam alguns mergulhadores e fiquei imaginando como deve ser sensacional mergulhar ali. Pra quem não sabe, Arraial do Cabo é conhecida como a capital brasileira do mergulho.

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

A próxima parada foi pra conhecer as Prainhas do Pontal do Atalaia, que também são acessíveis por trilha que leva a uma escadaria enorme e que com certeza você já viu chuva de fotos nas redes sociais. Lá há uma infraestrutura melhor, com alguns vendedores ambulantes e barraquinhas de venda. Assim como as outras, segue o bom padrão: água clarinha e limpa, diversos tons de azuis, areia fina e muito branca.

Areia das Prainhas do Pontal do Atalaia

Areia das Prainhas do Pontal do Atalaia

Prainhas do Pontal do Atalaia

Prainhas do Pontal do Atalaia

Passeio de barco em Arraial do Cabo

Passeio de barco em Arraial do Cabo

Mais alguns minutos apreciando a natureza, infelizmente já chegava a hora da última parada, que na verdade é para mergulho: Praia do Forno. O barco não chega à praia, fica no alto mar. Por falta de sorte nessa hora o sol não estava ajudando a visibilidade e nem consegui ver direito a beleza do local (que dirá tirar foto).

OBS: Caso você não tenha levado, a embarcação tem equipamentos para snorkel para locação (R$15).

O passeio chegou ao fim por volta de 15h e saí com a sensação de que queria ficar mais um dia inteiro na cidade pra conhecer outros lugares. Deus realmente caprichou na beleza desse lugar que vale muito a pena ser incluído nos roteiros de viagem. Escolher o que visitar no Estado do Rio tem sido cada vez mais difícil, pois tenho conhecido muitos destinos incríveis e esse com certeza foi mais um deles! 🙂

Informações importantes sobre o passeio de barco em Arraial do Cabo:

Dica: Caso você seja uma pessoa que sente enjoo facilmente, recomendo que tome um Dramin antes, pois balança bastante e pode causar enjoos.

Preço: R$70 por pessoa (cartão) ou R$60 (dinheiro). Crianças de 0 a 5 anos não pagam e de 6 a 10 anos pagam meia.

Duração: De 3:30h a 4h.

OBS: Água mineral gratuita durante todo o passeio.

Agência: Cabotur Passeios Turísticos

Contato: (22) 97401-6720 e (22) 99709-2299.

Banheiro: Não

Comida disponível pra compra: Sim

O passeio de barco foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Continue lendo sobre a Região dos Lagos…

Onde comer em Belém

Opções de onde comer em Belém não faltarão, e vou compartilhar com vocês 5 opções que adorei incluir em minha última viagem à cidade das mangueiras. Alguns já conhecia, outros ainda não.

Apesar de ser da cidade, já me mudei de lá há mais de 8 anos, mas sempre que vou tem algo a conhecer quando o assunto é gastronomia. Sempre que me perguntam qual o meu tipo de comida preferida, respondo com orgulho que a brasileira, mais especificamente a paraense. E só quem conhece sabe porquê. 🙂

Sushi Ruy Barbosa

Não lembro ao certo se já tinha falado aqui no blog, mas é meu restaurante favorito na cidade, mais especificamente o meu prato preferido. Além da música ambiente deliciosa e ambiente super confortável, a comida é muito boa. O prato do qual me refiro é o Filhote Ruy Barbosa: Filhote em crosta de castanha-do-Pará com risoto de jambu e queijo coalho. É divino! Pra acompanhar sugiro pedir um dos drinks que o restaurante oferece como diferencial. Média de R$100 por pessoa. Onde: Tv. Rui Barbosa, 1816 – Batista Campos.

Filhote Ruy Barbosa

Filhote Ruy Barbosa

Amazon Beer

Num fim de tarde fui com meus amigos pra Estação das Docas, clássico lugar de encontro de locais e turistas e que não perde a qualidade. Nessa ocasião pedi uma porção de 6 unhas de caranguejo servidas quentinhas e sequinhas, como gosto. Apesar do preço super salgado (R$49) achei muito bom. Pra acompanhar, peça um chopp próprio da cervejaria. Ainda não tinha tomado o de cupuaçu e gostei. Bom pra tomar só um, pois por ser muito exótico pode ser que fique enjoativo. Apesar de não ter comido dessa vez, recomendo a linguiça de metro pra petiscar. Onde: Rua Boulevard Castilhos França,, s/n – Estação das Docas.

Unha de caranguejo do Amazon Beer

Unha de caranguejo do Amazon Beer

Portinha

Com funcionamento apenas de sexta a domingo, a Portinha é um clássico da Belém antiga que eu nunca havia experimentado nada. Fizemos uma festinha na casa de um amigo e encomendamos salgadinhos de lá e pude provar vários de uma tacada só.

Como o próprio nome já diz, o local trata-se de uma portinha minúscula em que as pessoas fazem fila pra comer na calçada. Sem luxo, apenas uma mesa, três cadeiras e muito sabor. Vendem salgados feitos com produtos regionais, nada de coxinha com catupiry rs. Esfiha de pato com jambu, pastel com bacon, lombinho, camarão com jambu etc. Abre a partir das 17h e se quiser encomendar o cento de salgadinhos, custa R$70. Onde: Rua Dr. Malcher, 436 – Cidade Velha.

Roxy Bar

Em funcionamento há mais de 25 anos, por incrível que pareça eu nunca tinha ido ao Roxy. Não por falta de vontade, mas sim por falta de paciência de esperar tanto por uma mesa devido às longas filas. Nessa ocasião fui numa segunda-feira e passei direto pra uma mesa, mas mesmo em plena segunda o restaurante estava bem cheio.

A decoração é bem temática com grandes nomes do cinema e da televisão, assim como o nome dos pratos que leva o nome de pessoas famosas. O prato mais pedido é o filé saddam hussein, que é um medalhão de filé-mignon alto, coberto por presunto e queijo, acompanhado por arroz à piemontesa, batatas francesas e farofa de ovo.

Fui na contra-mão do mais pedido e optei pelo Filé Charlton Heston: pedaços de filé refogados com temperos e cobertos por densas camadas de requeijão e batata palha, acompanhados de arroz à piemontesa. Pasmem: um prato serviu meu irmão, minha mãe e eu. Entrou pra lista de opção boa e barata em Belém. Média de R$50 por pessoa. Onde: Av. Senador Lemos, 231 – Umarizal e Rod. Transmangueirão, 1754 (Shopping Center Bosque Grão-Pará).

1 minuto de silêncio por essa sobremesa

1 minuto de silêncio por essa sobremesa

Largo da Palmeira

Localizado no centro da cidade, bem no meio do vucu-vucu da área comercial, o restaurante oferece opções à la carte e self-service, com opções de pratos tradicionais e regionais. Na ocasião comi um camarão empanado maravilhoso que pedi à la carne e também camarão à baiana no self-service.

Além do buffet de comida, as opções de sobremesa também são ótimas, com destaque para o creme de bacuri com pedaços da fruta. O restaurante é bem amplo, bem decorado, refrigerado e com estacionamento bem ao lado. Vovô praticamente tem carteirinha de lá e é o ponto de encontro dos meus familiares rsrs. Onde: Rua Senador Manoel Barata, 719 – Campina.

Onde comer em Belém: Largo da Palmeira - ótima opção de self service no centro da cidade

Onde comer em Belém: Largo da Palmeira – ótima opção de self service no centro da cidade

Outros lugares que recomendo:

  • Remanso do Bosque, do chef Thiago Castanho (restaurante requintado de comida regional)
  • Manjar das Garças (restaurante requintado de comida regional contemporânea)
  • Tomaz Culinária do Pará (comida regional)
  • La Traviatta (destaque para a lasanha)
  • Doceria Abelhuda (doces diversos, destaque para as tortas e bolos)
  • Xícara da Silva (destaque para a casquinha de caranguejo)

E você? Conhece algum deles?

Foz do Iguaçu com CCHTOUR

Se tem um lugar que eu sempre tive muita vontade de ir, esse lugar era Foz do Iguaçu. Lembro sempre da minha mãe falando: “lembro do barulho das cataratas como se fosse ontem” – e um intervalo de 20 anos separaria a minha ida com a dela.  A natureza fez sua parte e continuou bela. Planejei essa viagem com uns 4 meses de antecedência e escolhemos o feriadão de Corpus Christi para ir, pois teríamos 4 dias pra aproveitar. 🙂

Emiti minha passagem de ida com a Tam (6 mil pontos) e a de volta com a Azul (21 mil pontos – fortuna!). Fui pelo aeroporto do Galeão, que tem voos diretos pra Foz, e na volta optei por uma conexão pra voltar por Santos Dumont. Apesar de encontrar muita informação na internet, fiquei com bastante dúvida na hora do planejamento da viagem em relação à hospedagem. Deveria ficar no centro da cidade? Próximo às Cataratas? Onde?

Minha escolha não poderia ter sido mais certeira: San Juan Eco Hotel: 4 estrelas no TripAdvisor, quartos grandes, limpos, boa infraestrutura de lazer, atendentes cordiais e bom café da manhã. Além disso, fica a apenas 5 minutos de carro do aeroporto, 5 minutos das Cataratas e Parque das Aves, ponto de ônibus na porta e ainda com uma agência dentro do próprio hotel.

San Juan Eco Hotel Foz do Iguaçu

San Juan Eco Hotel Foz do Iguaçu

Como fui em época junina, além da decoração bonitinha ofereceram no hall algumas comidas típicas de festa junina aos hóspedes (canjica, pinhão, paçoca, pipoca, quentão, etc)… achei bem legal e criativo!

Fizemos quase todos os passeios com a CCHTour: Cataratas Brasileira, Argentina, Parque das Aves, Tour de compras em Ciudad Del Este, Cassino de Puerto Iguazu, etc. Logo ao desembarcar no aeroporto fui recebida pelo Pedro, que estava com uma plaquinha me esperando e que muito nos acompanharia durante nossa estadia. 🙂

Transfer com a CCHTour

Transfer com a CCHTour

Eles fazem excursões diárias e pré-programadas e notei uma certo carinho familiar no atendimento, em que adaptavam os passeios de acordo com a vontade dos clientes, não sendo portanto uma agência estilo robô, em que tudo é programado e seguido rigidamente conforme a programação.

DIA 01

Chegamos na quinta-feira no final da manhã, fizemos check-in e partimos pras Cataratas Brasileiras, em que nos deixaram e combinaram um horário para nos buscarem no Parque das Aves, que fica bem em frente.

Compramos os ingressos diretamente na bilheteria das Cataratas (R$37) e gastamos mais ou menos 3h no passeio. Como não tínhamos almoçado, pegamos o ônibus interno na Estação Centro de Visitantes e seguimos direto até a Estação Porto Canoas, onde tem um restaurante de mesmo nome e uma lanchonete. Como era feriado, estava lotado demais e não encaramos a fila do restaurante, optamos por lanchar um sanduíche e a escolha não foi das melhores: demoramos aproximadamente 40 minutos desde o momento do pedido até a retirada dos lanches e o preço foi super salgado, mais ou menos R$40 num combo de hambúrguer, batata e suco – e o sabor não era dos melhores.

Caso tenha fila na bilheteria, basta comprar o bilhete nas máquinas de autoatendimento

Caso tenha fila na bilheteria, basta comprar o bilhete nas máquinas de autoatendimento

Já com as energias recarregadas começamos de fato o passeio, e fomos rumo às Cataratas. Não é necessário andar muito para chegar até elas e em poucos minutos já temos o impacto magnífico do que é estar diante disso:

Cataratas do Iguaçu

Cataratas do Iguaçu

Já tinha visto algumas cachoeiras na vida, mas nada comparado ao que vi ali. Confesso que fiquei até emocionada e muito feliz diante daquilo, pois é tão grandioso, tão belo e natural, que não tem como não ficar embasbacada e com sentimento de gratidão. A harmonia do barulho ensurdecedor, o arco-íris que se formava, a paisagem que se completava deixou tudo espetacular!

Cataratas do Iguaçu - lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu - lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro

As Cataratas são formadas pelo Rio Iguaçu, que significa “água grande” em tupi-guarani e tem aproximadamente 275 quedas d’água, sendo que em alguns meses tem volume maior e menor de água (outubro e abril, respectivamente).

Ao se aproximar das Cataratas é bem comum uma garoa leve e capa de chuva é acessório indispensável (principalmente para quem leva eletrônicos). Nos molhamos muito nesse passeio e um calçado antiderrapante e que seque rápido também é essencial (meu marido usou uma bota resistente à água e eu uma Crocs). Na loja dentro do Parque vende capa de chuva por R$7 e é  bem vagabundinha, pra usar apenas uma vez mesmo.

Zero glamour, total felicidade!

Zero glamour, total felicidade!

Há a opção de fazer o passeio de Macuco Safari, um passeio de barco com muita emoção e que promete molhar muito os passageiros. Eu não fiz, mas imagino que deve ser muito legal, principalmente nos meses mais quentes, em que a água gelada não incomodará tanto rsrs.

Atualmente o Parque Nacional do Iguaçu é o segundo local mais visitado por estrangeiros no Brasil e as Cataratas foram escolhidas como uma das sete maravilhas naturais do mundo, organizada pela Fundação New 7 Wonders. Dizem até que Eleanor Roosevelt (1884-1962), primeira-dama norte-americana, exclamou “Poor Niagara!” (Pobre Niágara!) ao visitar essa preciosidade.

Marido modelando!

Marido modelando!

Na volta pegamos o ônibus interno na Parada Trilha das Cataratas, dentro do Parque e em frente ao hotel mais luxuoso da cidade, Belmond Cataratas. Para chegar até o hotel fomos seguindo uma trilha de nível leve e que vez ou outra nos propiciava uma vista das Cataratas de outro ângulo.

Os diversos ângulos das Cataratas do Iguaçu

Os diversos ângulos das Cataratas do Iguaçu

Algo que vale a pena alertá-los é sobre a presença de quatis por todo o Parque (principalmente na área do restaurante) e saibam de antemão que não é permitido dar comida para eles. Apesar de parecerem super bonitinhos e fofos, eles são animais selvagens e qualquer bobeira que você der com seu alimento, eles vão atacar e podem subir na sua mesa, etc. Eles têm os dentes afiados e podem morder – além do ferimento, há o risco de doenças que são transmitidas por eles, inclusive raiva.

Os motivos pelos quais não devemos alimentar os quatis

Os motivos pelos quais não devemos alimentar os quatis

Como era nosso primeiro dia e a empolgação estava a mil, emendamos o passeio para o Parque das Aves (R$40), centro reconhecido de recuperação e conservação de aves, que fica bem em frente a entrada do Parque Nacional do Iguaçu. Achei o passeio imperdível para todas as idades, e além de interessante achei super organizado e bem cuidado.

Curiosamente lá está o maior viveiro do mundo especializado em araras e 50% das aves foram resgatadas vítimas de maus tratos ou de tráfico de animais. É um trabalho muito bonito que começou em 1993 com a chegada de dois estrangeiros que se dedicaram muito para que o projeto desse certo e que não conta com ajuda do governo, sendo uma instituição totalmente privada.

Viveiro de araras - Parque das Aves

Viveiro de araras – Parque das Aves

Além disso, eles tem dois outros passeios pelos bastidores: Forest Experience e Backstage Experience. O Forest Experience acontece apenas 2x na semana e é uma experiência com os índios Guaranis, em que está presente a dança, a comida e o ritual do tabaco, que são as primeiras coisas que eles fazem com os visitantes. É uma imersão à cultura guarani acompanhada de um jantar tradicional compartilhado com eles. Demais né?

O Backstage Experience acontece diariamente em horários pré-definidos e permite aos visitantes ter um contato mais próximo com os animais, alimentá-los e ter a oportunidade de entender um pouco mais sobre a conservação e o programa de resgate das aves.

O viveiro de araras é espetacular e elas voam livremente sob nossas cabeças rsrs. Por mais tentador que seja, não é permitido tocá-las, pois podem bicar. Segure a ansiedade pois na reta final do passeio é possível tirar fotos com araras mansas. Pena que no horário que fui (fim do dia) elas já estavam sendo recolhidas para descansar e não pude tirar foto com elas… buáááá.

Parque das Aves - Foz do Iguaçu

Parque das Aves – Foz do Iguaçu

Parque das Aves - Foz do Iguaçu

Parque das Aves – Foz do Iguaçu

O primeiro dia de passeios chegara ao fim e com direito a um pôr do sol deslumbrante no retorno para o hotel. Segundo João, da CCHTour, um dos melhores lugares para apreciar o fim de tarde é no Marco das 3 Fronteiras, atração que só conheci no quarto dia de viagem.

Pôr do sol em Foz do Iguaçu

Pôr do sol em Foz do Iguaçu

Descansamos um pouquinho no hotel e saímos pra jantar na Cantina 4 Sorelle, em que servem rodízio de massas. A dica foi do Alex da CCHTour e foi uma dica ótima! Gasta-se uma média de R$70 por pessoa para jantar bem e eles fazem transfer para os hotéis da cidade sem custo adicional. Com os pés cansados e a barriga cheia, chegava ao fim o primeiro dia dessa viagem que começava com tudo! 🙂

DIA 02

O segundo dia foi destinado a visitar as fronteiras, como Ciudad Del Este (Paraguay) e Puerto Iguazu (Argentina). Dediquei um post exclusivo sobre o Tour de Compras em Ciudad Del Este que fiz com a CCHTour porque tenho muita coisa pra contar e esse post ficaria gigante! Dedicarei outro post para Puerto Iguazu, na Argentina, que faz fronteira com Foz. Apesar de pequenina, a cidade tem bastante coisa pra fazer e tenho muitas dicas pra dar. 🙂

Atrações vistas no dia 02:

  • Tour de compras em Ciudad del Este
  • Cassino de Puerto Iguazu
  • Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)
  • Jantar no Restaurante El Quincho Del Tío Querido
  • Feirinha de Puerto Iguazu

DIA 03

O primeiro passeio do terceiro dia foi dedicado às Cataratas Argentinas, imperdível para quem visita a região. Como dito anteriormente, dedicarei um post exclusivo sobre Puerto Iguazu e incluirei os detalhes de minha visita ao lado argentino. Posso adiantar que passei mais ou menos 5h dentro do Parque e de lá fui direto para o Duty Free.

Do Duty Free ainda arranjei disposição para ir para outro lugar: Capitão Bar, no centro de Foz. Barzinho animado com bom atendimento, bom preço e boa comida. Jantamos uma picanha muito saborosa e gastamos em média R$50 por pessoa. Acabamos comendo demais, pois a picanha que pedimos dava tranquilamente pra três…rsrs.

Atrações vistas no dia 03:

  • Cataratas argentinas
  • Duty Free Argentina

DIA 04

Como era o último dia e estávamos bem cansados, fizemos os passeios por conta própria, não com a agência. Acordamos mais tarde, tomamos café com calma e arrumamos as malas pra fazer check-out. Guardamos as malas no bagageiro do hotel e fomos pro centro da cidade de ônibus (número 120 – sentido centro), rumo ao Terminal de Transporte Urbano (TTU), pra pegar outro ônibus pra seguir pro Templo Budista. Só que não.

Terminal de Transporte de Foz de Iguaçu: Ao trocar de ônibus dentro do terminal não é necessário pagar outra passagem

Terminal de Transporte de Foz de Iguaçu: Ao trocar de ônibus dentro do terminal não é necessário pagar outra passagem

Chegando no TTU acabamos pegando o ônibus no sentido errado e em vez de ir para o norte da cidade, fomos para o sul kkk. O ônibus correto é o de número 103, e pergunte antes para o motorista em qual sentido está indo, se norte ou sul. Caso seja para o Norte, estará indo para o Templo Budista, sentido Sul chegará no Marco das 3 Fronteiras, outro passeio agradável de ser feito. Errando pra vocês não erraram.

Nos demos conta disso muitos minutos depois, então acabamos permanecendo no ônibus para seguir para o Marco. O ônibus passa de 40 em 40 minutos e é bem pontual, então calcule sua permanência na atração turística com base nisso pra não perder muito tempo esperando o transporte.

Marco das 3 Fronteiras: A fachada é entrada da vila cenográfica das missões jesuíticas

Marco das 3 Fronteiras: A fachada é entrada da vila cenográfica das missões jesuíticas

Como eu já havia visitado o Marco das 3 fronteiras do lado argentino, inevitavelmente comparei ambas atrações e achei a o lado brasileiro bem mais atrativo para o turista. Porém, ao contrário do lado argentino, trata-se de uma atração paga (R$18). Há um memorial interno dedicado ao descobridor das Cataratas, uma vista bonita da margem do Rio Iguaçu, fronteira com a Argentina, e do Rio Paraná, fronteira do Brasil com o Paraguai. Há também o Restaurante Cabeza de Vaca (aberto de 16h às 23h) e de terça a domingo, sempre às 19:30 há um show cultural envolvendo luzes, águas e danças típicas das regiões fronteiriças.

Se eu pudesse, teria ido no fim da tarde para contemplar o pôr do sol: pessoas da cidade dizem que é o melhor pôr do sol de Foz. Já aproveitaria o horário e aguardaria o show cultural começar. No período da manhã não recomendo a visita, pois não há muito o que fazer (tanto que 40 minutos foi mais que suficiente para minha permanência no local).

Marco das 3 Fronteiras

Marco das 3 Fronteiras

Argentina à esquerda - Paraguai à direita

Argentina à esquerda – Paraguai à direita

Marco das 3 Fronteiras

Marco das 3 Fronteiras

De lá embarcamos no mesmo ônibus 103, exatamente no mesmo ponto de desembarque, rumo ao Templo Budista. Gente, errei para que vocês não errem, é de fato muito longe e praticamente atravessei a cidade de Sul a Norte. Como era meu último dia e eu já não tinha mais tantas coisas pra ver, resolvi encarar os cronometrados 57 minutos de ônibus de um local ao outro (sem trânsito).

Chegando no templo já temos um impacto. Em meio a tantas estátuas minuciosamente alinhadas, a mais imponente é a de Mi La Pu-san (Buda sentado), que mede 7 metros de altura e fica de costas para o templo.

Buda sorridente logo na entrada (Mi La Pu-San)

Buda sorridente logo na entrada (Mi La Pu-San)

OBS: Não é recomendável a ida de ônibus para quem tem dificuldade de locomoção, pois o ponto não é exatamente na frente do Templo. É necessário uns 5 minutos de caminhada com ladeira no percurso. Sugiro a contratação de transfer.

A entrada no Templo Budista é gratuita e de fato não foi projetado inicialmente para ser um ponto turístico, e sim um santuário budista construído pelas comunidades chinesas da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. O templo existe desde 1996 e é o segundo maior da América Latina, sendo um ótimo lugar para visitar, pois foge do comum e nos aproxima de uma cultura que não estamos familiarizados. Existem mais de 120 estátuas no local, cada uma com seu significado, e curiosamente cada uma foi doada por alguém que obteve alguma graça alcançada por meio da religião. 🙂

Templo Budista de Foz do Iguaçu

Templo Budista de Foz do Iguaçu

Buda Sakyamuni

Buda Sakyamuni

Templo Budista

Templo Budista

Atenção: Não é permitido fotografar dentro da Casa dos Mestres (templo principal).

Atenção: Não é permitido fotografar dentro da Casa dos Mestres (templo principal).

Templo Budista

Templo Budista

É recomendável que aproveite a ida ao Templo Budista para combinar uma visita à Usina de Itaipu, caso deseje, pois apenas 5km separam uma atração da outra. Itaipu é a maior hidrelétrica do mundo e eles tem uma infraestrutura bem desenhada para receber o turista, oferecendo várias opções de passeios (circuito especial, visita panorâmica, etc). Apesar de meu marido ser engenheiro, ele não quis fazer esse passeio e como eu tinha outras coisas pra ver, acabamos não indo. Quem sabe na próxima vez?

Depois de visitar essa última atração nosso tempo já havia se esgotado, então fomos almoçar e seguimos para o hotel para pegar as malas e rumar para o aeroporto com a CCHTour, que já estava nos esperando. Como era feriadão, o aeroporto estava lotado. Sugiro que cheguem pelo menos 2h antes do voo pois todos os passageiros passam pela fila da Receita Federal para que os agentes chequem as bagagens no raio-x, antes mesmo de despachá-las.

Adorei Foz do Iguaçu e me surpreendeu positivamente, principalmente por ter mais coisas pra ver além das Cataratas – que sozinhas já valem a viagem. Achei as pessoas super solícitas, cidade limpa e tranquila (andei de transporte público diversas vezes e em momento algum me senti insegura), preços razoáveis e muitas opções do que fazer.

A duração da minha estadia achei ideal, pois não fizemos nada correndo ao ponto de não curtir, deu tempo de ver quase tudo que queríamos (com exceção da Mesquita Muçulmana, que não abre aos domingos – quando sobrou tempo).

Assim como a duração, o clima também estava ideal para curtir todos os passeios – temperatura oscilando entre 24 graus na máxima do dia a 17 graus na mínima – de manhã e à noitinha. Vale lembrar que fomos em junho quase começando o inverno. Logo que retornei de viagem olhei a temperatura e estava 5 graus, então o negócio por lá é meio instável… rsrs. Sugiro que acompanhe a previsão do tempo e leve sempre uma roupa mais quente para não ter surpresas.

Uma coisa que achei interessante em Foz foi a possibilidade de pagar a conta nos restaurantes com outras moedas, e tudo já vem bem discriminado no cupom fiscal (peso argentino, guarani, dólar ou euro). Caso tenha sobrado alguma dessas moedas, tranquilamente você poderá usar nos restaurantes brasileiros para pagar a conta.

Conta no Capitão Bar: detalhe para o pagamento em outras moedas

Conta no Capitão Bar: detalhe para o pagamento em outras moedas

Acabei comprando pesos argentinos direto em Foz, optei por não fazer o câmbio no Rio pois a Kellen da agência já havia me assegurado que a cotação em Foz é mais favorável – e é mesmo. Comprei a 0,23 e a própria agência intermedia essa transação, e recompra o que sobrar no final da viagem  pela mesma cotação que você comprou (achei isso ótimo!).

Além das atrações citadas no post, existem outras como o Dreamland (Museu de Cera) localizado bem em frente ao nosso hotel, na Avenida das Cataratas. Anexo ao Museu de Cera está também o Vale dos Dinossauros, atração que deve ser bem divertida de levar crianças. Certamente se eu tivesse filhos pequenos esticaria um dia a mais para conhecer essas atrações. 🙂

Algo que vale a pena destacar no post é o preço do táxi na cidade, que é muito caro. Acabamos não pegando táxi nenhuma vez, justamente pelos preços absurdos que eles cobravam. Vale muito mais a pena contratar transfer, não só pela comodidade e conforto como também pelo preço. Além disso, nos possibilita fazer amizades, pois consequentemente conhecemos mais pessoas. 🙂

Nossa viagem contou com o apoio da CCHTour, Marco das 3 Fronteiras e Parque das Aves.

CCHTour:

Endereço: Av. das Cataratas, 8173 – Foz do Iguaçu – PR.
Telefone: (45) 3027-4064

CT Boucherie, um restaurante de peso no Rio

As iniciais CT do nome do restaurante remetem às iniciais dos nomes dos fundadores, os chefs franco-brasileiros Claude e Thomas Troisgros. Aliás esse sobrenome tem peso, já que Claude ano passado foi homenageado pela revista britânica “Restaurant”, que elege os melhores restaurantes do mundo. Em breve pesquisa na internet descobrimos que a palavra “boucherie” significa “açougue” em francês. CT Boucherie: um restaurante tipicamente de carne, com toques franceses claramente adaptados ao paladar brasileiro. Uma combinação dessa tem como dar errado?

A fila de espera frequente já transmite a mensagem que não. E a boa e velha publicidade do boca-a-boca me fez querer conhecer o restaurante, do qual todos falavam muito bem, inclusive conhecidos franceses que estão morando no Brasil. Num sábado frio e preguiçoso na capital carioca me dei folga da cozinha e fui almoçar na unidade do Leblon (além dessa unidade, estão também no Jardim Botânico e na Barra da Tijuca). Fila de mais ou menos 40 minutos de espera e lá estávamos nós. 🙂

O ponto alto do restaurante é a carne bovina, mas servem também peixe, camarão, polvo, etc. O local funciona no sistema de rodízio inverso, no qual os acompanhamentos são servidos a todo momento e você escolhe um prato de carne (muito bem servido). Ao escolher um prato de carne grelhada, está incluso um molho, farofinha, rodízio de acompanhamento e batatas chips. Tudo, simplesmente TUDO que eu comi estava maravilhoso.

Pedi um filé mignon em crosta de ervas que estava divino, perfeitamente no ponto, temperatura ideal e com sabor muito equilibrado das ervas. Em poucos minutos após servirem a carne, não paravam de servir os acompanhamentos, entre eles: purê de batata baroa, risoto de quinoa, brócolis refogados, ratatouille, arroz colorido, purê de maçã com maracujá (amei), etc, etc, etc. As opções de acompanhamentos são muitas e atenderão bem certamente todos os paladares.

Filé mignon em crosta de ervas 

Filé mignon em crosta de ervas

Farofeira de carteirinha, sinto dificuldade em gostar de farofas por aí, geralmente acho sem graça, murcha ou sem sabor. A desse restaurante tirei o chapéu. Feita com farinha de rosca japonesa na manteiga de ervas e castanha de caju, é do tipo que comemos pura, sem acrescentar nada (sou dessas!). Temperada na medida certa, crocante na medida certa, conquistou meu coração na primeira garfada. 🙂

O atendimento é outro diferencial, do tipo que faz valer a pena os 12% de gorjeta cobrados no final da brincadeira. A garçonete que nos atendeu foi solícita do início ao fim, atenciosa em relação aos pratos, não deixava faltar nada de acompanhamentos e ainda palpitou no molho que combinava mais com minha carne, que foi o Bordelaise, que tem como base vinho tinto. Certeiro!

Meu marido pediu um Bife de Ancho Black Angus e também adorou. Dos restaurantes de carne que já fomos no Rio foi o que ele mais gostou até agora.

Bife de Ancho Black Angus

Bife de Ancho Black Angus

Acabei pulando a entrada e o couvert, e ainda bem que pulei… pois saímos mais que satisfeitos do restaurante após pedir a sobremesa, claro. Minha escolha preferida em restaurantes franceses, não deixaria escapar por nada a mousse de chocolate na colher. Mousse de chocolate meio amargo que não deixou o prato enjoativo em momento algum, acompanhada de lascas de amêndoas torradas. Como é muito bem servido, dividi com meu marido e foi uma ideia ótima. 🙂

Mousse de chocolate do CT Boucherie

Mousse de chocolate do CT Boucherie

A arquitetura do ambiente é muito similar aos bistrôs franceses, com janelinhas com vista pra rua e mesas externas, além de mesas super próximas uma das outras e com muitos detalhes em madeira de demolição, além de peças de presuntos expostas e peças vintage de decoração. Fotos antigas em preto e branco completam o local.

CT Boucherie

CT Boucherie

CT Boucherie

CT Boucherie

Fomos de carro e não tivemos dificuldade em estacionar nas redondezas da unidade do Leblon, mas antes tínhamos tentado ir na do Jardim Botânico e achar uma vaga foi missão impossível. Como a fome já estava grande, fomos de lá pra unidade do Leblon. O local conta com serviço de valet.

Durante a semana o restaurante oferece um menu executivo com um prato específico com rodízio de acompanhamentos a um preço mais acessível, na faixa de R$75. Ótima opção pra fugir da rotina durante a semana e presentear seu paladar.

Para consultar o cardápio completo e preços atualizados, eles disponibilizam no site oficial.

Amei e certamente vou voltar! 🙂

Onde: Rua Dias Ferreira, 636 – Leblon.

Telefone: (21) 2529-2329

Quanto gastar: Em média R$150 por pessoa

Funcionamento: Segunda à sexta 12:00 às 16:00/19:00 às 24:00 – sábado e domingo 12:00 às 24:00.

Não aceita reservas

Porto Alegre: Vale a pena incluir no seu roteiro?

Não pouco frequente ouvimos de pessoas que foram visitar a Serra Gaúcha que apenas pisaram em Porto Alegre, mais especificamente no Aeroporto, de onde partiriam rumo à Serra, sem dar sequer uma chancezinha pra capital gaúcha.

No feriado de 15 de novembro (sim, tô um pouco atrasada) fui conhecer o Rio Grande do Sul. Como a passagem foi comprada com milhas e estava muito barata pra ir na quinta-feira (dia comum-antes do feriadão), fui e tive a sexta-feira toda livre na cidade. Vou discorrer pra vocês o que aprontei durante minha curta e suficiente estadia.

Como cheguei numa quinta-feira bem tarde, fui direto pro hotel dormir. No dia seguinte acordei cedinho e peguei um Uber pra Cidade Baixa, onde fica o Centro de Informações Turísticas. De lá partem dois ônibus de turismo: 1) Centro Histórico e 2) Zona Sul. Como meu tempo era curto e eu estava viajando sozinha, fui nos dois.

De manhã optei por pegar o ônibus que faz o trajeto do Centro Histórico, que tem 7 paradas e você pode pegar o ônibus em qualquer uma delas, podendo descer e subir no próximo. Primeiramente parti da Travessa do Carmo (Cidade Baixa) e passei pelo Parque da Redenção (Farroupilha), o parque mais popular da cidade e tradicional ponto de encontro dos moradores seja pra praticar algum esporte, descansar ou tomar chimarrão.

Que tal? hahaha

Que tal? hahaha

No caminho passamos pela famosa Rua Gonçalo de Carvalho, calma e arborizada, com árvores formando uma espécie de túnel. Os porto-alegrenses carinhosamente chamam-na de “rua mais bonita do mundo”. 🙂

Porto Alegre: Rua Gonçalo de Carvalho

Porto Alegre: Rua Gonçalo de Carvalho

O próximo ponto foi o Parque Moinhos de Vento, mais conhecido como Parcão, outra área verde da capital. Como estava frio e eu estava sozinha, não quis descer do ônibus, apenas passei em frente.

O ponto onde eu desci foi o seguinte: Mercado Público, bem no Centro Histórico de Porto Alegre. Vale a pena descer nesse ponto e conhecer um pouquinho do mercado, que tem arquitetura neoclássica e é muito bem preservado por fora. Em seu interior você encontrará coisas que encontra nos mercados locais do país: produtos típicos da região, opções para fazer um lanche, artesanato e muito chimarrão. A banca 40 é bem famosa pelos seus sorvetes.

Mercado Público

Mercado Público

Resolvi não entrar no próximo ônibus e sim bater perna um pouco pelo centro. Fui até o Santander Cultural, que de cara me chamou atenção pela bonita fachada. Entrei e estava tendo uma exposição sobre a história da moeda, talvez não seja tão interessante pra vocês, mas eu até que gostei (sou economista, gosto de tudo que envolva dinheiro!). kkk. A programação muda com frequência, então sugiro que dê uma olhadinha no site pra ver se tem algo interessante antes de ir. O foco deles são exposições de arte moderna e contemporânea, e por lá já passaram obras de Miró, Picasso, etc.

Santander Cultural

Santander Cultural

Quando descer no centro histórico aproveite pra esticar até a Casa de Cultura Mário Quintana, onde funcionava um hotel em que o poeta morou por 12 anos. O espaço é dedicado ao cinema, à música, às artes visuais, à dança, ao teatro, à literatura, à realização de oficinas e aos eventos ligados à cultura. Não consegui tirar foto, sorry.

Coincidentemente quando eu estava lá estava tendo a Feira do Livro, importante evento da cidade que ocorre em novembro. Perambulei um pouco por lá e rumei para o próximo ônibus.

O próximo ponto foi a Usina do Gasômetro, lugar conhecido por oferecer um belo pôr do sol. Como ainda era cedo, não pude aproveitar essa dica. Além disso, o Gasômetro é um dos espaços culturais mais importantes de Poa e com grande importância histórica, pois foi palco da industrialização ainda incipiente no país.

Vista da Usina Gasômetro

Vista da Usina Gasômetro

De lá passei pela Fundação Iberê Camargo, mas confesso que não tive interesse em visitar, mas pra quem é fã de arte moderna e contemporânea acredito que valha a pena a visita.

O último ponto a ser visitado nesse roteiro do ônibus é o Barra Shopping Sul, que não desci e segui de lá para almoçar, pois já estava tarde e a fome já havia batido há tempos.

Pedi dica de churrascaria pra uma amiga gaúcha, pois queria fugir do “pega-turista”, que parece ser comum pelo pouco que li. Infelizmente não tirei foto do local, mas recomendo MUITO! Chama-se Barranco e lá comi um dos melhores churrascos da vida! rs. Sério, minha carne estava assada no ponto em que gosto, saborosa e em boa quantidade. O restaurante funciona no esquema à la carte e sugiro que peça de acompanhamento os bolinhos de mandioca (maravilhosos). Além disso, o atendimento foi excelente. 🙂

Após me empanturrar de carne, rumei direto pra Cidade Baixa novamente, pra pegar o ônibus da tarde que tem como itinerário a Zona Sul. Peguei o ônibus das 15h e juro que nunca senti tanto frio na minha vida rsrs. Como fui no segundo andar e é aberto, o vento estava muito frio e muito forte, senti tudo congelando hahah.

Passamos pelos seguintes pontos: Caminho dos Antiquários, Orla do Guaíba (que apesar de chamarem de rio, é um lago), Parque da Harmonia, Parque Marinha do Brasil, Fundação Iberê Camargo (de novo), Praia de Ipanema (sim!), Santuário Nossa Senhora Mãe de Deus e Museu de Porto Alegre.

Continuando...

Continuando…

Esse trajeto Zona Sul não permite paradas e tem como foco as paisagens naturais. A duração (desconsiderando o trânsito) é de mais ou menos 1:40. O ponto alto do passeio pra mim foi visitar o Santuário Nossa Sra Mãe de Deus, que possibilita ter uma vista de 360° da cidade. Como fica bem no alto de uma montanha, com direito a muito verde, temos uma paisagem muito bonita!

A igrejinha lá no alto! :)

A igrejinha lá no alto! 🙂

A título de curiosidade, me chamou atenção o fato de Porto Alegre ser uma cidade tão verde: a zona urbana é uma das mais arborizadas dentre as capitais do país. Segundo o guia do passeio, a cada habitante correspondem, aproximadamente, 17 m² de área verde.

Quem imaginava essa paisagem em Porto Alegre?

Quem imaginava essa paisagem em Porto Alegre?

Outra coisa me chamou atenção no “Porto” (como eles costumam se referir rs): a simpatia das pessoas. Tive uma boa impressão em relação à hospitalidade e não me senti deslocada em momento algum da viagem, mesmo viajando sozinha. A gastronomia também é algo que merece destaque.

A vista lá do alto

A vista lá do alto

Pelo menos pra mim, que fui com fins de lazer, a cidade é o tipo de lugar que eu não voltaria, apenas uma vez está bom. Então caso vá pra Serra Gaúcha, vale a pena passar ao menos um dia por tratar-se da capital do Estado. As cidades de Canela e Gramado, por exemplo, são lindas mas muito fakes, não transmitem uma realidade profunda e sim algo muito desenhado para o turismo.

Porto Alegre: Informações adicionais:

Ônibus de Turismo

Valor dos ingressos: Terça a sexta-feira R$ 25,00/ Sábados, domingos e feriados R$ 30,00.

Horário de saída do ponto inicial: 9h às 16h

Funcionamento de terça a domingo e feriados

Itinerário Zona Sul sempre às 15h e às vezes às 10h, quando tem no mínimo 10 passageiros.

Ingressos no terminal da linha turismo ou nos pontos de venda. Os ingressos não são vendidos no ônibus.

E vocês? Acham que vale a pena incluir a capital gaúcha ou não?

CONTINUE LENDO SOBRE O RIO GRANDE DO SUL:

Almoço especial de Páscoa do Restaurante Vizta

Nosso almoço de Páscoa esse ano teve um sabor diferente. Como estamos morando há pouco tempo no Rio e nossos pais não moram aqui, acaba que em ocasiões especiais ficamos um pouco “órfãos” e casa cheia de familiares não é uma realidade. Mas, pra nossa alegria e distração, fomos representar os amigos do @apaixonadosporviagens no almoço de Páscoa do Vizta, localizado nada mais nada menos que no 2º andar do Marina Palace, bem de frente pra praia. Se estiver procurando restaurante com vista no Rio, continue lendo! 🙂

Restaurante com vista no Rio de Janeiro

Restaurante com vista no Rio de Janeiro

Optamos por ir de carro, mas o restaurante tem fácil acesso de metrô (Estação Antero de Quental – linha 4). Caso vá de carro, tem estacionamento rotativo na rua (R$2/2h) ou algumas opções de estacionamento privado. Acabamos guardando o carro no Supermercado Pão de Açúcar (R$30/3h), mas depois descobri que tem um estacionamento da Usa Park muito próximo ao hotel, basta colocar no gps o endereço Rua João Líra, 95.

O Restaurante ofereceu um almoço especial de Páscoa para hóspedes e não hóspedes, e cumpriu muito bem o que se propôs. O almoço funcionou no esquema de buffet livre e podíamos nos servir à vontade. Já posso adiantar que comi muito e me esforcei ao máximo pra poder provar um pouquinho de cada coisa e contar aqui pra vocês (não que isso seja necessariamente um esforço kkk).

O estabelecimento ofereceu uma programação especial pra criançada, em que as próprias crianças prepararam cupcakes do jeito que queriam (com acompanhamento de uma funcionária muito simpática da equipe). Além de preparar os doces, tinham à disposição desenhos para colorir, tudo visando maior distração dos pequenos e oportunidade dos pais relaxarem mais no ambiente.

Por falar em simpatia, o atendimento merece destaque. Durante toda nossa permanência todos da equipe foram muito cordiais e solícitos. Pra ter uma ideia, pedi um suco de uva integral que estava no cardápio e o garçom disse que estava em falta, mas que podia fazer um suco de uva natural se eu quisesse (e não estava no cardápio). Achei muito legal da parte dele, e claro que não pude recusar. 🙂

Quanto às bebidas, fiquei só no suco de uva mesmo, não consumi bebida alcoólica pelo fato de meu marido ter que dirigir depois e eu não achar tão legal beber sozinha, mas nos foi apresentada uma carta de vinhos com opções tanto em garrafa quanto em taça (preços variam de R$38 a R$1150).

Pra começar, uma saladinha pra enganar o estômago, e como era Páscoa nada melhor que uma salada de bacalhau regada a muito azeite. Além da salada de bacalhau, mixei algumas opções mais tradicionais de folhas verdes e outros vegetais.

Salada de bacalhau

Salada de bacalhau

Bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas

Bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas

Mini penne com funghi e camarões salteados

Mini penne com funghi e camarões salteados

Como era buffet livre, tinham muitas opções disponíveis, e claro que bacalhau não podia faltar. Além da salada, tinha bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas, como também outra opção de pescado, como Dourado ao molho de alcaparras e ervas frescas.

Os mais carnívoros não foram esquecidos, e serviram Mignon ao molho de chalotas e Parma crocante. Apesar de tentador, deixei a carne vermelha pra outro dia, mas não deixei pra outro dia o maravilhoso mini penne com funghi e camarões salteados. Gente, esse penne tava maravilhoso! O molho ótimo, camarão tamanho médio super suculento e com sabor acentuado do funghi (amei a combinação!).

Buffet do Restaurante Vizta

Buffet do Restaurante Vizta

Os acompanhamentos também mereceram destaque. A combinação de arroz com passas e pistaches harmonizou muito bem com o bacalhau, assim como a batatas assadas ao alho poró e cenoura ao mel e tomilho. Gostei muito da criatividade das combinações, que fugiram do óbvio e trouxeram mais protagonismo para o que seriam simples acompanhamentos.

Difícil foi ter que parar de comer pra guardar espaço pras sobremesas, pois tinham opções para todos os gostos! E o melhor, dava pra sentir que foi tudo feito naquele dia, especialmente pra aquela ocasião. Bati o olho e escolhi a primeira: torta de nozes com damasco, que estava divina. Açúcar no ponto, boa quantidade de nozes e damasco e maciez na massa. Como boa formiguinha que sou, não parei por aí. Peguei também um copinho de brigadeiro com uva que também estava ótimo, afinal, não podemos esquecer do protagonista das mesas de Páscoa: o chocolate. Ainda consegui espaço para as mini tarteletes e provei a de morango e maçã.

Mini tarteletes

Mini tarteletes

Além dessas opções que comi, haviam outras como torta floresta negra, colomba pascal e torta de dois chocolates. Como podem ver, um buffet muito farto e com ingredientes de qualidade. Pra completar, é possível usufruir de toda esse banquete acompanhado de uma vista espetacular que o ambiente proporciona: Praia do Leblon. Com janelões de vidro pra facilitar a visão, entre uma garfada ou outra podíamos acompanhar a movimentação num domingo ensolarado de feriado.

Almoço de Páscoa do Restaurante Vizta

Almoço de Páscoa do Restaurante Vizta

Conversando com a Milena, que nos recebeu na ocasião, ela contou que o restaurante sempre oferece menus especiais em ocasiões especiais, como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais. Cada um com uma programação diferente e voltada para o que está sendo comemorado. Adorei a novidade, imagina que luxo um jantar romântico no Dia dos Namorados com a vista maravilhosa do Leblon? 🙂

Decoração com muitos detalhes em madeira de lei e utilização de luz natural

Decoração com muitos detalhes em madeira de lei e utilização de luz natural

Confesso que ainda estou turistando na cidade onde moro, e algumas vezes desde que cheguei procurei na internet “restaurante com vista”, pelo fato de realmente apreciar momentos assim. Sou do tipo que “se tem vista, tem um tempero a mais”. Fiquei muito feliz e satisfeita com a experiência, que não poderia ter sido melhor, graças ao convite dos amigos Júlio e Lily, e à competência da equipe do Restaurante em caprichar no almoço.

Informações adicionais:

  • Endereço: Av. Delfim Moreira, 630, Leblon
  • Aberto ao público todos os dias
  • Horário: 6:30h às 23h
  • Aceita todos os cartões de crédito
  • R$105 por adulto. Crianças de 6 a 12 anos pagam meia. Crianças até 5 anos não pagam.
  • Reservas: (21) 2529-5700

Como é a trilha pro Morro da Urca

Para fazer a trilha pro Morro da Urca é necessário deslocar-se para a Pista Cláudio Coutinho, que fica no canto esquerdo da Praia Vermelha, Zona Sul da cidade.

COMO CHEGAR

Evite ir de carro, pois encontrar vaga para estacionar é muito difícil. Caso queira de ir de metrô, desça na estação Botafogo e pegue um Uber (a corrida dará aproximadamente R$8). Caso esteja sozinho, financeiramente vale a pena comprar o bilhete de integração metrô-ônibus e pegar o ônibus 513 que faz integração com o metrô Botafogo. Procure a saída Mena Barreto.

Informações úteis caso queira subir ao Pão de Açúcar/valores 2017

Informações úteis caso queira subir ao Pão de Açúcar/valores 2017

10 informações úteis antes da sua primeira visita ao local:

1 – A trilha leva à primeira parada do trajeto do Bondinho que leva ao Pão de Açúcar, e você economiza R$40 no passeio, pois o valor Praia Vermelha – Pão de Açúcar custa R$80 (valores 2017) e Morro da Urca – Pão de Açúcar custa R$40. Você pode deixar pra comprar o ingresso lá em cima;

O começo da trilha é bem cansativo e íngreme

O começo da trilha é bem cansativo e íngreme

2 – Não é necessário ir com guia ou com mapa para chegar ao Morro, pois o caminho é bem sinalizado e com grande fluxo de pessoas fazendo o mesmo percurso;

Não custa lembrar

Não custa lembrar

3 – Durante o trajeto é frequente a presença de micos, mas saiba que é proibido alimentá-los (apesar de ver pessoas a todo momento fazendo isso). Eles são uma espécie invasora das matas do Rio e além de transmitir doenças, destroem a vegetação local;

4 – Evite ir em dias chuvosos ou caso tenha chovido no dia anterior, pois o caminho pode ser pior: as pedras ficam muito lisas e escorregadias;

Atenção para não pisar nesses lugares repletos de limo

Atenção para não pisar nesses lugares repletos de limo

5 – Leve bastante água, barrinha de cereal ou outra coisa pra comer no caminho, pois obviamente não tem onde comprar e se você realmente precisar repor energias durante o percurso pode ter problemas;

6 – Demoramos 25 minutos pra subir e não muito menos pra descer. Paramos poucas vezes pra descansar e seguimos um ritmo moderado. Na volta não foi tão rápido devido às inclinações e atenção redobrada pra não escorregar nas pedras;

Nessa parte é necessário segurar na corda se não quiser sair rolando lá pra baixo

Nessa parte é necessário segurar na corda se não quiser sair rolando lá pra baixo

7 – Apesar de muitos dizerem que a trilha é de nível fácil, devo esclarecer que depende. Se você tem bom preparo físico, vai com calçado ideal (bota pra trilha ou tênis) e não tem problemas no joelho, a trilha torna-se mais fácil. O caminho é composto por escadas de troncos de madeira e galhos, caminhos de pedras e muita inclinação, sempre;

Trilha do Morro da Urca

Trilha do Morro da Urca

8 – Antigamente era possível subir ao Morro através da trilha e descer de bondinho gratuitamente, porém isso não é permitido mais. Caso você suba através da trilha, necessariamente terá que descer por ela também (a não ser que queira pagar uma taxa para descer de bondinho);

9 – O Morro da Urca tem ótima infraestrutura pro visitante: banheiros, lanchonetes, exposição dos bondinhos antigos, museu, restaurantes, lojas, etc. Aos mais abastados, há a possibilidade de fazer voos panorâmicos de helicóptero pelo Rio a partir de R$230 (5 minutos) e o helicóptero parte de lá;

10 – Para fins de informação, o Morro tem 220 metros de altura e merece muito a visita, pois apresenta paisagens espetaculares da Cidade Maravilhosa (a foto de capa também foi tirada de lá). Aos felizardos visitantes basta relaxar, tirar muita foto, babar e recuperar as energias para o retorno. 🙂

Vista para o Pão de Açúcar

Vista para o Pão de Açúcar

Um abraço!

 

O que fazer em Petrópolis em 1 dia

Com o clima mais ameno no Rio de Janeiro e mar com temperaturas muito baixas nas praias, a boa pedida pra diversificar os passeios é visitar a cidade imperial, lugarzinho lindo que fica a apenas 67 km de distância da capital. Opções de o que fazer em Petrópolis em 1 dia não faltarão, e espero poder ajudá-los com o roteiro.

O que fazer em Petrópolis

O que fazer em Petrópolis

COMO CHEGAR

A empresa Única Fácil faz o trajeto entre as duas cidades em aproximadamente 1:30 e com preços a partir de R$29,27 (abril/2017). Todos os dias têm ônibus para o destino com uma oferta grande de horários.

Para quem prefere ir de carro, em 1h chega-se ao destino. Basta seguir pela BR-040 sentido Rio-Petrópolis (há um pedágio no trajeto, que custa R$12,40). O acesso é fácil e bem sinalizado, porém é necessário atenção redobrada na hora de subir a serra, pois a via é cheia de curvas e muitas vezes com bastante neblina, atrapalhando a visibilidade. Porém, nem preciso dizer o quão linda é a vista né? 🙂

O QUE FAZER EM PETRÓPOLIS

Antes de mais nada, vale a pena comentar sobre o custo com estacionamento na cidade. Como aos finais de semana muita gente do Rio acaba subindo a serra, a cidadezinha fica bem congestionada e difícil de estacionar. Pagamos R$12 por 4h de estacionamento na rua, mas acabamos excedendo o horário e tivemos que pagar uma multa de R$36. Estacionamentos fechados cobram aproximadamente R$10 a hora, o que é muito caro. Pela quantidade de horas que passamos lá, ainda saímos no lucro pagando a multa.

Chegamos em Petrópolis por volta de 10h da manhã, e logo na entrada da cidade paramos na Casa do Alemão, estabelecimento bem conhecido pelos cariocas. Ambiente agradável e com muita opção para comer, com destaque para o croquete de bacalhau que, acredito eu, seja o salgado que mais sai na casa.

Com as energias recarregadas, logo na entrada da cidade sugiro que dê uma paradinha no Palácio Quitandinha, onde antigamente funcionava como um hotel e cassino, construído para ser o maior da América do Sul. Atualmente é totalmente privado, com cada um sendo o dono do seu próprio apartamento. Destaque para a bela arquitetura local e paisagismo dos arredores, como o lago em frente que tem o formato da América do Sul.

Palácio Quitandinha

Palácio Quitandinha

Partindo dali rume ao Centro Histórico, onde se encontram a maioria das atrações da cidade. Como sugestão, o próximo ponto a ser visitado pode ser a Casa de Santos Dumont, que funciona atualmente como um museu e que fora construída para ser a casa de verão do famoso aviador, tendo sido projetada por ele mesmo. Sua arquitetura em formato de chalé nos remete a uma “casinha de brinquedo” e que não possuía cozinha em seu interior, sendo abastecido de comida pelos hotéis da região.

Casa de Santos Dumont

Casa de Santos Dumont

MAIS INFORMAÇÕES

Endereço: Rua do Encanto, 22 – Centro – Bilheteria até às 17h
Visitação: terça a domingo, 9h às 17h30 
Ingresso:
 R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia) – Crianças até 6 anos e maiores de 65 anos: acesso livre.

A 1 km dali está a Catedral de Petrópolis, originalmente chamada de Catedral de São Pedro de Alcântara. Construída sob ordens de D. Pedro II, é uma bela obra de estilo neogótico francês. Ali dentro além de belos vitrais e esculturas em mármore há também o mausoléu imperial, que foi inaugurado por Getúlio Vargas em 1939 e onde estão os restos mortais de D. Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e seu esposo.

Catedral de Petrópolis

Catedral de Petrópolis

Mausoléu Imperial

Mausoléu Imperial

MAIS INFORMAÇÕES

Endereço: R. São Pedro Alcântara, 60 – Centro, Petrópolis – RJ
Inauguração: 29 de novembro de 1925
Construção: 1884-1969
Entrada gratuita

Dali siga para o Museu Imperial, residência oficial de verão de D. Pedro II, criador de Petrópolis. Dizem que o Palácio era a residência preferida do Imperador, que passava não somente o verão como muitos meses ali. Na visitação temos acesso a um acervo incrível e muito bem preservado, com móveis, utensílios e objetos pessoais intactos e muito luxuosos. Destaque para a pena de ouro que Princesa Isabel utilizou para assinar a abolição da escravatura e também para as joias e coroas de D. Pedro I e II.

Museu Imperial

Museu Imperial

Para preservar o piso original do local, os visitantes obrigatoriamente tem que usar pantufas, que são distribuídas no início da visita.

Jardim do Museu Imperial

Jardim do Museu Imperial

MAIS INFORMAÇÕES

É necessário deixar bolsas e mochilas no guarda-volumes logo na entrada, podendo levar apenas celular e carteira. Não é permitido tirar foto em momento algum durante a visitação.

Endereço: Rua da Imperatriz, nº 220, Centro

Ingresso Palácio: Inteira: R$10,00 / Meia: R$5,00. Os jardins tem entrada gratuita.

Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 5,00 – Moradores e naturais de Petrópolis, às quartas-feiras e no último domingo do mês a entrada é 0800.

OBS: Às quintas, sextas e sábados, sempre às 20h, há um espetáculo chamado “Som e Luz“, que trata-se de uma encenação da história de D. Pedro II, praticamente uma aula de história a céu aberto. Eu não fui, mas ouvi falar muito bem. Além disso, há também um Sarau Imperial. Ingressos à parte.

Depois de perambular pelos jardins do Palácio a fome já havia batido fazia tempo, e então fomos direto para o restaurante da Cervejaria Bohemia. Já era minha segunda ida ao Restaurante e como na primeira vez comi comida, dessa vez comi sanduíche. Minha amiga pediu o mesmo que o meu e veio frio, daí reclamou e trocaram. Achei o atendimento muito devagar nessa segunda ocasião, mas ainda recomendo a visita. Éramos uma mesa com 17 pessoas, então achei que pecaram na agilidade.

Restaurante da Cervejaria Bohemia (aberto ao público mesmo que não faça o tour)

Restaurante da Cervejaria Bohemia (aberto ao público mesmo que não faça o tour)

Cervejaria Bohemia

Cervejaria Bohemia

Dessa vez não fiz o tour, pois já havia feito há poucos meses, mas recomendo MUITO que façam! Os R$32 do ingresso dão direito a pelo menos 3 degustações, pois como nem todo mundo bebe, acaba que tem gente que bebe por essas pessoas rsrs. A visita guiada é muito bem organizada, com pessoas explicando o processo de produção, a história da marca e ensinando como apreciar uma boa cerveja. Eu, particularmente, gostei muito da 838 Pale Ale, que provei na degustação e sigo comprando quando vou ao supermercado comprar cerveja rsrs.

Tour Cervejaria Bohemia

Tour Cervejaria Bohemia

Após fazer a visita, não deixe de ir ao Palácio de Cristal, que fica na mesma rua da cervejaria. O Palácio de Cristal tem inspirações no Crystal Palace de Londres e no Palácio de Cristal do Porto, e tem uma bela estrutura de ferro e vidro. Em seu interior acontecem exposições e eventos diversos. Vale a pena tirar umas fotinhos em seu entorno, que conta com um jardim muito bonito decorado com hortênsias (dependendo da época) e chafarizes.

Palácio de Cristal

Palácio de Cristal

Palácio de Cristal no cair da noite

Palácio de Cristal no cair da noite

E então o dia chegou ao fim e retornamos pro Rio, mas não sem antes comprar biscoitos amanteigados de Petrópolis. Compramos o da Ritinha, que dizem ser um dos melhores. Esses biscoitos são ótimos pra acompanhar um cafezinho ou chá, e é bem tradicional na cidade e ótimo para levar de lembrança para alguém.

Caso tenha mais um dia na cidade ou meio dia pelo menos, sugiro garimpar roupas na Rua Teresa, famosa rua de venda de roupas com preço baixo. As lojas fecham pontualmente às 18h e mês passado fui lá conferir. Conclusão: Comprei 10 peças de roupa por R$250.

Achei realmente muito barato e tem roupa de tudo que é tipo e preço. Particularmente gostei muito de uma loja chamada Lullie, que vendem produtos em linho e consequentemente um pouco mais caras, mas com qualidade ótima e que vale a pena conferir.

Beijos!

5 coisas pra fazer em Manaus

O objetivo do post é sugerir 5 coisas pra fazer em Manaus caso disponha de pouco tempo e abordar algumas curiosidades acerca da cidade.

A capital amazonense fica a 2:50 de voo de Brasília, cidade que faz a maioria das conexões aéreas pro Norte. Com pouco mais de 2 milhões de habitantes e o principal centro financeiro do Norte do país, essa cidade destaca-se pelo ecoturismo que envolve não somente a capital como outras regiões do Estado.

Já fui a Manaus inúmeras vezes pelo fato de ter família lá e pela facilidade de voo vindo de Belém (apesar da facilidade, saibam que são 2h de voo direto, não é nada perto rs). Depois que me mudei do Pará ficou mais difícil ir, mas por sorte consegui achar uma passagem Rio – Manaus com preço bom em pontos e não pensei duas vezes em matar a saudade da família e rever a cidade, que não visitava há mais de 7 anos (e que mudou bastante viu?).

Agora vamos ao que interessa! 🙂

  1. Teatro Amazonas

A construção do famoso Teatro deu-se no final do século XIX, graças ao apogeu socioeconômico da cidade por causa do Ciclo da Borracha. Nessa época Manaus exportava muito e isso possibilitou a criação de projetos ambiciosos, como a construção do teatro, totalmente inspirado nos grandes teatros europeus e o maior símbolo da Belle-Époque.

A cúpula não está aí por acaso. A cortina principal do palco sobe de forma reta, até alcançar a cúpula. Não é dobrada nunca.

A cúpula não está aí por acaso. A cortina principal do palco sobe de forma reta, até alcançar a cúpula. Não é dobrada nunca.

O local funciona não somente como um teatro, mas também como um museu, em que memórias da história são preservadas e a visita guiada retrata muito bem isso. Recomendo que façam a visita com o guia pra aprender um pouco mais sobre os detalhes da construção, as obras de arte existentes, a vida do povo daquela época e também tirar dúvidas, caso existam.

O teto do salão principal é como se estivéssemos embaixo da Torre Eiffel e conta com o busto de Carlos Gomes ao centro

O teto do salão principal é como se estivéssemos embaixo da Torre Eiffel e conta com o busto de Carlos Gomes ao centro

A duração da visita é de aproximadamente 45 minutos, e compreende o salão nobre, a plateia/palco e salão de antiguidades.

Esse belo afresco segue a técnica da perspectiva, em que temos a sensação de que os personagens pintados nos acompanham com o olhar

Esse belo afresco segue a técnica da perspectiva, em que temos a sensação de que os personagens pintados nos acompanham com o olhar

OBS: Eu amo essa pintura. Lembro da primeira vez que a vi, eu era bem criancinha e nunca esqueci. Que bom poder vê-la de novo!

Nessa ocasião fiz a visita guiada pela manhã e à noite fui assistir uma peça da atriz Elisa Lucinda e foi ótimo ver o teatro a todo vapor! Casa cheia, confortável, acústica agradável e temperatura baixa. Recomendo uma roupa mais quentinha pros espetáculos da noite.

Maquete do Teatro Amazonas: Montada na década de 60, conta com mais de 30 mil peças de Lego

Maquete do Teatro Amazonas: Montada na década de 60, conta com mais de 30 mil peças de Lego

Funcionamento: Terça a sábado, das 9h às 14h

Venda de ingressos na bilheteria (Amazonense não paga visitação). Preço normal: R$20.

Onde: Av. Eduardo Ribeiro, 659, Centro.

   2.  Passeio de barco

Fiz um post completo falando desse passeio e sugiro a leitura. 🙂

   3. Comer comida regional

Que o Norte do país tem as comidas mais exóticas e saborosas isso não é mais segredo nem pros grandes chefs de cozinha, que cada vez mais se encantam com os sabores e temperos nortistas. Peixes de água doce, frutas (pra muitos) exóticas, combinações  que soam estranhas… lá tem tudo isso e mais um pouco. 🙂

Como sou paraense, muita coisa é semelhante com a culinária manauara, apesar de breves diferenças. Uma coisa por exemplo que não é comum em Belém mas super comum em Manaus é o sanduíche chamado “x-caboquinho”, à base de queijo coalho e lascas de tucumã (fruta regional). Apesar de eu não gostar dessa fruta, muitas pessoas gostam e o ideal é experimentar!

Em compensação amo peixe de água doce, especialmente os da Amazônia. Pra comer um dos meus preferidos escolhi o Peixe à Delícia do Restaurante Choupana, que além de confortável serve esse pirarucu maravilhoso, extremamente saboroso e no ponto. Esse peixe pode chegar a medir até 3 metros de comprimento e é muito comum na bacia amazônica, especialmente em águas mais calmas. Não sei descrever o sabor, mas é excelente e briga com o Filhote na categoria “meus peixes favoritos”.

Peixe à Delícia (R$108/serve bem 2 pessoas)

Peixe à Delícia (R$108/serve bem 2 pessoas)

Outro pescado que vale a pena destacar é o famoso tambaqui, peixe altamente consumido no Estado e, pelo que presenciei, acho até que o preferido do povo amazonense. Vale a pena experimentar ambos pois certamente um dos dois irá agradá-lo (ou os dois!).

Caso queira comprar frutas regionais, goma de tapioca (sim, a do Norte é um pouco diferente e particularmente acho melhor que a do Nordeste), camarão, artesanato, você encontra tudo isso e mais um bocado no centenário Mercado Adolfo Lisboa, que fica bem em frente ao Porto de Manaus. Vale a pena conhecer esse mercado pra conhecer um pouco da culinária local e também pra apreciar sua beleza, pois trata-se de um mercado muito bonito e reformado.

Mercado Adolfo Lisboa

Mercado Adolfo Lisboa

Além das gostosuras citadas acima, eu não poderia deixar de recomendar o Refrigerante Baré, comercializado no sabor guaraná e muito comum em Manaus. Eu, particularmente, adoro! Disputa com a Coca-Cola no Estado e não é à toa que a Ambev comprou a empresa…rs.

 

Outros restaurantes pra conhecer: Banzeiro (comida regional), Picanha do Adolfo (picanha no bafo), Cachaçaria do Dedé (comida brasileira).

OBS: Na Cachaçaria do Dedé não deixe de pedir a carne de sol, é divina! 🙂

   4. Passear na Ponta Negra

A Ponta Negra é uma praia fluvial que fica no bairro de mesmo nome, considerado o mais nobre da cidade. Apresentações artísticas nacionais são comuns por lá e tem ótima infraestrutura pra pessoas de todas as idades: mirantes para apreciar a paisagem, muitas opções de lugar pra comer, calçadão amplo e bem conservado, anfiteatro, atividades ao ar livre, estacionamento e quiosques com comidas típicas completam o local. O rio da praia em questão é o Rio Negro e é lá que as pessoas se refrescam do calorão que faz em Manaus.

Dica: Vale a pena ir no fim da tarde e apreciar o belo pôr do sol com uma visão bonita da Ponte Rio Negro.

Pôr do sol na Ponta Negra

Pôr do sol na Ponta Negra

Na ocasião comi num lugar chamado Fish Maria, que tem outras unidades na cidade e tem foco na comida regional. Comi uma unha de caranguejo maravilhosa e que vale muito a pena indicar! 🙂

   5. Largo de São Sebastião

Nem só de Teatro vive o Largo de São Sebastião. Diversas programações culturais ao ar livre, segurança, bares, arquitetura preservada, calçadão de pedras que nos remete ao Encontro das Águas, Monumento de Abertura dos Portos, e, claro, a bonita Igreja de São Sebastião, que leva o nome do Largo.

Largo de São Sebastião

Largo de São Sebastião

Inspiração no calçadão de Copacabana? Não! O calçadão do Largo é mais antigo que o da famosa praia carioca.

Inspiração no calçadão de Copacabana? Não! O calçadão do Largo é mais antigo que o da famosa praia carioca.

Essa bonita igreja vale a pena incluir em seu roteiro pela beleza em seu interior, repleta de painéis e vitrais europeus, característicos da época em que foi construída, em 1888. Destaque também para as ricas pinturas que cobrem o teto até o altar e os detalhes que a decoração interior apresenta.

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Vale ressaltar que a igreja possui apenas uma torre, e isso de cara chama atenção de quem olha por fora. Como tudo que é antigo e inusitado inspira explicações, com essa igreja não seria diferente. Porém, a teoria mais aceita é que o terreno oferecia pouca estabilidade e, por esse motivo, os engenheiros da época não quiseram aumentar o peso da construção. Será?

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Outro ponto interessante de observar é o Monumento de Abertura dos Portos. Se você prestar atenção, verá que cada caravela representa um continente diferente, representando a abertura comercial para outros países além de Portugal. No topo, a escultura da mulher representa a Amazônia.

Monumento de Abertura dos Portos

Monumento de Abertura dos Portos

OUTRAS INFORMAÇÕES

  • Caso vá pro Largo de São Sebastião de carro, fique atento com a escassez de lugares pra estacionar. Estacionamentos privados estão disponíveis mas não são muito baratos.

  • Por falar em transporte, em Manaus ainda não tem Uber, então as opções disponíveis são táxis, ônibus ou locação de carro.

  • Complementando o item anterior, uma corrida do Aeroporto de Manaus para o bairro da Ponta Negra (onde fiquei) tem valor tabelado e custa R$75. É muito caro tratando-se de poucos km percorridos. Se você “chorar” consegue no mínimo por R$50 no trajeto inverso.

  • Manaus não é uma cidade muito barata pro turismo. Pra falar a verdade quase não vi nada barato lá (a não ser a gasolina).

  • Programe-se direitinho de acordo com a previsão do tempo. As chuvas amazônicas são famosas e super fortes e longas, então agendar um passeio de barco num dia chuvoso é uma péssima ideia, por exemplo.

  • Programe-se também com a temperatura e umidade do local. Em geral a umidade relativa do ar é de 88%, o que faz com que você já saia do chuveiro molhada de suor. A temperatura média anual é de 28°C, mas ao longo do dia facilmente passa dos 30°C. Lembre-se que esse calor associado à alta umidade é um verdadeiro desastre…kkkk. Fui agora em março e a temperatura estava agradável, mas não é bem assim o resto do ano.

  • Previna-se contra os mosquitos durante o passeio de barco. Use e abuse de repelentes, pois pessoas mais alérgicas podem ter problemas caso não se protejam. Durante a pescaria com piranhas, em que ficamos com o barco parado (vide post sobre passeio de barco), apareceram mosquitos de todas as formas, tamanhos, cores e amores… kkk.

  • Se você dispõe de muito tempo na cidade, vale a pena passar um fim de semana em Presidente Figueiredo, a 107 km da capital. Com foco em ecoturismo, a cidade desponta como ótima opção para quem é fã de natureza, trilhas, rafting e muitas cachoeiras – no local tem mais de 100. Já estive na cidade algumas vezes e o ideal é passar pelo menos dois dias pra aproveitar bastante. O município é ligado a Manaus através da BR-174 (que liga também à Boa Vista e também à Venezuela). OBS: A melhor época pra visitar as cachoeiras vai de abril a agosto, período em que estão bem cheias.

 

E vocês? Já foram à capital amazonense?

 

O que fazer em Búzios em um fim de semana

A queridinha da Região dos Lagos carrega encantos que vão muito além das telas do cinema nacional e novelas brasileiras. Esse pedacinho lindo do Estado do Rio fica a  176 km da capital e vale muito a pena incluir na sua lista de “lugares pra conhecer”.

Fomos pra lá no último fim de semana aproveitar a reta final do verão, apesar de ter feito um tempo bem doido por lá. Chegamos no sábado por volta de 10h da manhã e ficamos até domingo 12h, pois como o tempo estava ruim no domingo, optamos por não pegar estrada à noite. Saímos do Rio por volta de 6:30 e gastamos aproximadamente R$45 de pedágio pra ir e voltar (março/2017).

Ficamos hospedados na Pousada Lua Cheia, boa pra quem vai de carro (não fica tão perto pra ir a pé pros pontos de interesse). O local é bom pra passar o fim de semana, oferece passeios com agências, café da manhã, limpeza diária, piscina, sauna e estacionamento grátis. Sem luxos, mas ótima pra quem tem estadia curta.

Pousada Lua Cheia

Pousada Lua Cheia

Logo ao chegar já contratamos um passeio de escuna, e apesar de muitos falarem que é uma furada, é a melhor maneira de conhecer várias praias em um único dia. Contratamos o passeio da Agência Stylus com duração de 2:30h, pagamos R$50 por pessoa e havia bebidas disponíveis para compra e alguns espetinhos. Além do mais, eles nos buscaram e nos deixaram no hotel. No quesito conforto sem dúvidas a embarcação pecou, mas a natureza não peca mesmo em dia nublado né? 🙂

Búzios

Búzios

Apesar do tempo ruim, a água não tava tão gelada...

Apesar do tempo ruim, a água não tava tão gelada…

Conhecemos várias praias durante o passeio: Azedinha, Azeda, João Fernandes, João Fernandinho (oi??), Tartaruga e Praia dos Ossos. Não paramos em todas pra mergulho, apenas em três.

Após o passeio de escuna fomos pro centrinho caminhar pela Rua das Pedras, famosa rua do centro da cidade, em que pode-se encontrar de tudo: sotaques, idiomas, lojinhas caras, lojinhas baratas, bares, restaurantes, baladas, etc. Almoçamos por lá e fomos pro hotel tirar o sal do corpo e descansar um pouco antes de sair novamente.

À noite fomos passear na Orla Bardot, famosa rua que leva o sobrenome da bela atriz francesa que viveu em Búzios por alguns meses nos anos 60 e que apresentou Búzios, ainda uma vila de pescadores, para a Argentina para o mundo. A propósito, na orla tem uma estátua de bronze bem disputada pra fotos que retrata a atriz em tamanho real.

A casa fica na Rua das Pedras

A casa fica na Rua das Pedras

Jantamos no Restaurante do David, que li vários relatos positivos e resolvi conferir. Pedimos um prato pra 2 e um prato individual, e serviu muito bem 4 pessoas. Optei pelo risoto de camarão grande e me dei bem! O risoto estava ótimo e com muito camarão (importante! rsrs). Fomos muito bem atendidos pelo garçom Flávio, que nos deu dicas e foi bem sincero quanto à quantidade de comida. O preço é um pouco salgadinho, assim como a maioria das coisas em Búzios. Jantar pra 4 na faixa de R$230 (sem sobremesa).

Restaurante do David

Restaurante do David

No dia seguinte de manhã fui levar meu marido pra conhecer o Mirante João Fernandes, que lembro de ter achado lindo na minha primeira viagem a Búzios. De lá você tem  360º de visão só de mar e é de fácil acesso. O tempo não estava muito amigo no domingo, mas quem disse que sou tapioca? rs

Mirante de João Fernandes - foto da primeira viagem

Mirante de João Fernandes – foto da primeira viagem

Mirante de João Fernandes

Mirante de João Fernandes

De lá fomos pra Praia de Geribá, e a água fria não me deixou entrar no mar. Nem eu, nem ninguém, apenas os surfistas rsrs. Sentamos em uma das barraquinhas da praia e ficamos por lá relaxando até a manhã acabar. Essa praia é sem dúvidas uma das mais famosas da cidade e tem boa infraestrutura pro turista, com diversas cadeiras pra locação.

Praia de Geribá: O acesso se dá a pé através dessa ruela

Praia de Geribá: O acesso se dá a pé através dessa ruela

Praia de Geribá com tempo ruim

Praia de Geribá com tempo ruim

Praia de Geribá com tempo bom rsrs

Praia de Geribá com tempo bom rsrs

Só pra complementar, lembro que da primeira vez que fui a Búzios fiquei numa barraca na Praia de João Fernandes e tenho ótimas lembranças do banho de mar ali: tranquilo e como uma grande piscina. Apesar dos pontos positivos, lembro que era tudo muito caro.

Praia de Geribá movimentada

Praia de Geribá movimentada

Por falar em coisas caras, o estacionamento nas redondezas da Rua das Pedras é bizarro. Mesmo não tendo ido num feriado ou algo parecido, era caro demais. À noite todos tinham um preço fixo de R$30 e durante o dia R$20. Por sorte achamos vaga na rua, mas claro que tinham flanelinhas…

Rua das Pedras: Salto alto nem pensar!

Rua das Pedras: Salto alto nem pensar!

É isso gente, minha estadia em Búzios foi curta mas deu pra curtir bastante e ver muita coisa legal! Eu acrescentaria mais uns dois dias pra curtir a cidade com bastante tranquilidade e, se possível, numa época que tenha sol…rs.

OBS: Misturei fotos da minha primeira viagem à cidade com a desse fim de semana, já que as fotos de agora ficaram péssimas.

Praia das Galhetas, em Trindade

Fomos pra Paraty no carnaval e dessa vez incluí Trindade no meu roteiro. Esse bairro, que mais parece uma vila hippie, é na verdade uma vila de pescadores e seu maior atrativo são suas belas praias. Eu achei o acesso um pouco complicado mesmo pra quem vai de carro, pois as curvas pra chegar lá são muito sinuosas e em ladeiras. Além disso, é necessário pagar estacionamento privado na alta temporada, e não espere pagar menos de R$30 por carro.

Por falar em praia, nos dirigimos primeiramente à Praia do Meio, acredito que a mais movimentada de Trindade. Por ser extremamente movimentada, decidimos na hora contratar um passeio pra outro lugar e pedi sugestão de um lugar tranquilo para o barqueiro, que sugeriu que fôssemos para a Praia das Galhetas, cujo traslado de ida e volta custou R$250 pra 5 pessoas (esse era o preço pra 4, mas pechinchei e deixou o mesmo preço pra 5).

Passeios em Trindade

Passeios em Trindade

Poderia ter sido um tiro no pé, mas foi um tiro bem no centro do alvo. Que lugar lindo e paradisíaco! Pra começar, demoramos aproximadamente 15 minutinhos em lancha rápida até chegar ao local, o que já foi um passeio por si só poder admirar o “trajeto” até o destino. Marcamos com eles a volta pra 2:30h depois, pois no local não existe absolutamente nada pra vender e a fome podia bater a qualquer momento e estaríamos – literalmente – ilhados. Na verdade no local não existe nada e nem ninguém, além da natureza. E pra não dizer que não tinha ninguém mesmo, tinham uns homens num iate e um casal dormindo – . Ficamos praticamente com a praia só pra gente! O mar era calmo e cristalino e por sorte não estava muito frio, o que possibilitou que ficássemos de molho durante horas. 🙂

Passeios em Trindade

Passeios em Trindade

Dica de ouro: Sugiro que levem algo pra comer e beber e que não deixem nenhum lixo na praia, pois é praticamente impossível alguém ir lá limpar pra você!

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Tempo nublado mas ainda assim foi lindo!

Tempo nublado mas ainda assim foi lindo!

A transparência da água

A transparência da água

Pra fechar com chave de ouro!

Pra fechar com chave de ouro!

E vocês? Já foram lá?

Para continuar lendo sobre Paraty…

 

Uma experiência em meio à Selva Amazônica

Sempre tive vontade de escrever aqui no blog sobre essa experiência, que pra muitos brasileiros ainda é uma incógnita. Quando eu era criança sempre visitava Manaus e uma das viagens mais marcantes, apesar da pouca idade, foi a viagem de navio tipo cruzeiro que fiz de Belém a Manaus, com várias paradas bem legais e interessantes.

Passeio de barco em Manaus

Passeio de barco em Manaus

Agora em março tive a oportunidade de voltar à capital amazonense e claro que eu não deixaria de lado esse passeio, que é imperdível pra quem visita a cidade. Conheci os trabalhos da agência Olímpio Carneiro, que tem site com ótima apresentação e atendimento por WhatsApp muito eficiente. Agendei com antecedência e escolhi o passeio Safári Amazônico, que acabei fazendo de maneira incompleta e já já vocês saberão o motivo*.

Olimpio Carneiro

Olimpio Carneiro

O Safári Amazônico abrange as principais atrações da floresta: Encontro das Águas, a Selva, passeio de barco no Rio Negro, interação com botos e animais*, visita a feira de artesanatos flutuante, contato com comunidades ribeirinhas e indígenas e almoço em restaurante flutuante. Custa R$ 180 por pessoa e tem duração aproximada de 8 horas.

*Como fiz o passeio numa segunda-feira, não tive interação com botos, pois é proibido pelo Ibama. Mas aviso de antemão que consegui vê-lo durante o passeio, apesar de não ter conseguido tirar foto. 🙂

A vantagem das lanchas pequenas é conseguir passar por espaços estreitos e "sentir" mais a floresta

A vantagem das lanchas pequenas é conseguir passar por espaços estreitos e “sentir” mais a floresta

Fiz o passeio através de parceria com a agência e fui junto com minha prima em uma lancha com capacidade máxima de aproximadamente 10 pessoas. O barco partiu do Porto de Manaus às 09:00 e demorou mais ou menos 10 minutinhos pra começar a adentrar a Selva. O barulho da natureza, o brilho do rio, que mais parece um espelho sem fim, é impressionante.

Casa bonitinha no meio da selva

Casa bonitinha no meio da selva

O Rio Negro é o mais extenso rio de água negra do mundo, e o segundo maior em volume de água — atrás somente do Amazonas, o qual ajuda a formar. Após navegar um pouquinho no Rio, rumamos à primeira parada, que foi uma pescaria de piranhas, peixe de água doce conhecido por seus dentes afiadíssimos. Confesso que mesmo com os ensinamentos que recebi, não consegui pescar nenhuma kkkk. Elas só pegavam minhas iscas e iam embora me fazendo de besta. Mas minha prima pegou 3 e claro que registrei o momento! 🙂

Pescaria de piranhas

Pescaria de piranhas

Pausa para observar os dentinhos da piranha! Após a pausa colocamos ela no rio novamente.

Pausa para observar os dentinhos da piranha! Após a pausa colocamos ela no rio novamente.

Após muito tempo parada tentando pescar, seguimos rumo à Vitória-Régia. O caminho foi impressionante, pois como estávamos numa embarcação pequena, conseguimos penetrar diversos igapós (floresta inundada) e caminhos estreitos que barcos grandes não conseguiriam. O cenário era de filme, inclusive hollywoodiano, já que Anaconda foi filmado por ali. Não podia deixar de comentar que no caminho avistei dois botos cor de rosa, que vieram rapidamente à superfície e sumiram meio às águas negras.

Rio Negro

Rio Negro

Cada vez mais se infiltrando na selva, chegamos a um restaurante flutuante que tem uma pequena trilha que nos leva para ver a famosa planta aquática Vitória-Régia. Vocês sabiam que dependendo do tamanho ela consegue suportar até 40 kg sem afundar? E que de suas raízes são extraídos um óleo preto que os índios usam para pintar os cabelos? Apenas curiosidades.

Vitória-régia

Vitória-régia

Chegando no lugar onde estavam as plantas nos deparamos com quem? MACACOS! Mas muitos! kkkk. Parecia uma gangue de macacos, gente! Como o caminho era relativamente estreito, confesso que bateu um medinho, pois era macaco de um lado e do outro, além de diversos espalhados pelas árvores. O mais bizarro preciso contar pra vocês, vocês acreditam que um dos macacos meteu a mão na bolsa da minha prima e levou um ímã de geladeira? Meliantes!!! kkk. Depois dessa até guardei meu celular e segurei firme o bastão da Gopro pra não ser assaltada. Ri tanto que a barriga doeu…mas devagarinho conseguimos chegar até a Vitória-Régia. E na volta tivemos que enfrentar as dezenas de macacos novamente.

Como é que passa aí?

Como é que passa aí?

Ilesa, sã e salva!

Ilesa, sã e salva!

Fizemos um break no restaurante flutuante, e, apesar de não ter almoçado lá, saibam que eles servem almoço por um preço fixo de R$35 pra se servir à vontade. O foco da comida é a culinária regional, repleta de muitos peixes como pirarucu e tambaqui, além de sucos naturais de frutas da Amazônia. Objetos de artesanato também estão disponíveis pra compra e vi muita coisa bonita, apesar de bem caras.

Artesanato local

Artesanato local

A próxima parada foi para conhecer amiguinhos como cobra sucuri, jacaré e bicho preguiça kkkk. Não sei de onde tirei coragem, mas consegui segurar o jacaré, que a índia que nos atendeu “amarrou a boca”. Ela estava me incentivando a carregá-lo e disse assim: “ele está meio estressado hoje, já me deu duas lapadas com o rabo” e em seguida pediu pra me entregarem o jacaré…kkkk. Gente, quem me conhece sabe o quanto sou medrosa, e até agora tô me perguntando de onde tirei tal coragem.

Suando frio?

Suando frio?

Já o bicho preguiça não tive medo, apenas um certo receio, pois ele apertou muito o dedo da minha prima ao ponto de ficar vermelho. As garras são grandes e eles gostam de abraçar, e mesmo sem querer podem machucar. É lindo demais gente! Só o cheiro que é forte e pode incomodar olfatos mais sensíveis. Mas estamos falando de uma experiência na selva…quem quiser preguiça cheirosinha compre uma de pelúcia…kkk.

Não é linda?

Não é linda?

Outro animal que presenciei foi uma sucuri, que mede mais ou menos 6 metros na vida adulta, apesar de fatos comprovados de sucuris medindo mais de 10 metros. Além de gigante, é uma cobra super perigosa e que mata suas presas por asfixia, mas que possui veneno. Nem preciso dizer que não cheguei muito perto né…

Não gosto nem de olhar a foto kkkk

Não gosto nem de olhar a foto kkkk

Conversando com a senhora que passeava junto à sucuri, perguntei se não tinha medo de nada, quando fui surpreendida com a resposta: “tenho medo das tempestades”. E dei graças a Deus por não ter chovido durante meu passeio. Achei os ribeirinhos sérios, eu fazia brincadeiras mas não interagiam muito. O piloto do barco sugeriu que deixássemos gorjeta pela visita ao local, pois, segundo ele, vivem disso. Ela não cobrou nada e nem citou valores, mas deixei R$10.

E então fomos rumo ao Encontro das Águas: encontro do Rio Negro com Solimões, de água barrenta. O fenômeno pode ser visto por uma extensão de mais ou menos 6 km do rio e é sem dúvidas um dos principais pontos a serem visitados em Manaus. É impressionante como se encontram sem se misturar, como óleo e água. Como o tempo estava muito nublado, afetou a visibilidade, mas ainda assim consegui ver e ainda pude colocar a mão na água pra sentir a diferença de temperatura, que é super perceptível, sendo o Solimões bem mais frio.

Chegando no Encontro das Águas

Chegando no Encontro das Águas

O mau tempo atrapalha a visibilidade :(

O mau tempo atrapalha a visibilidade 🙁

E então seguimos pro píer, pois o passeio chegara ao fim. O desembarque é feito no Porto de Manaus, em frente ao Mercado Adolfo Lisboa, que é ótimo pra fazer comprinhas de produtos regionais pra levar pra casa.

Mercado Adolfo Lisboa

Mercado Adolfo Lisboa

Algumas informações e dicas:

  • O Olimpio Carneiro faz vários passeios de barco em Manaus e  região, entre eles: Encontro das Águas, Mergulho com Botos e Ritual Indígena, Presidente Figueiredo (já fui e indico muuuuito!), visita à Vila Paraíso/Museu do Seringal, Focagem de Jacaré, City Tour, etc.
  • Todas as lanchas são cobertas, possuem coletes novos, pilotos credenciados, água mineral disponível e todos os itens de segurança;
  • Sugiro que passe repelente e leve consigo, pois a quantidade de mosquitos a cada parada do barco é enorme (assim como o tamanho dos mosquitos!!!). Enquanto o barco está em movimento é super tranquilo, mas quando paramos pra pescar sentimos bastante;
  • Não esqueça de levar protetor solar, pois mesmo com tempo nublado estamos expostos frequentemente ao sol. Eu, por exemplo, fiquei inúmeras vezes na proa da embarcação pra poder enxergar melhor e curtir o “barulho” da natureza.
  • A agência está muito bem avaliada no Trip Advisor e aparece com cinco estrelinhas de avaliação.

Valeu!

Valeu!

Olímpio Carneiro

Telefones: (92) 3071-3158 – (92) 99213-0561 e (92) 98176-9555.

Falar com Carneiro ou Socorro.

OBS: O passeio foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

Passeio de escuna em Paraty com muito charme

Quem disse que pra fazer passeio de escuna em Paraty tem que ser com barulho, bagunça e empurra-empurra? Confesso que já fiz uma vez um mais ou menos assim numa viagem anterior à cidade, e por isso pesquisei bastante antes de contratar um novo serviço na minha estadia no Carnaval. Por tratar-se de um feriadão, acredito até que o mais importante da cidade, fiquei com um mega receio de não conseguir algo de qualidade e que eu realmente pudesse curtir em paz.

Como não curtir em paz?

Como não curtir em paz?

E foi assim que conheci a Escuna Porto Seguro, da agência Barcos em Paraty. Uma empresa familiar que possui 3 embarcações: Barco Oceano, Escuna Porto Seguro e Lancha Icoimã (passeio privativo). Fiz a reserva com 2 semanas de antecedência, pois eles trabalham de forma a não atingir a capacidade máxima da escuna, que é de 50 pessoas (fazem no máximo 35) e assim conseguem evitar o tumulto.

Escuna Porto Seguro

Escuna Porto Seguro

Primeiramente você deve pegar o ticket na agência ou no Cais de Turismo no dia anterior ou até 1:30h antes do embarque. Como sou neurótica organizada, fui logo no dia anterior pra garantir meu passeio…rs. Foi tudo muito bom desde o momento do início do passeio como por toda a permanência a bordo. O horário de partida é sempre às 10:30, mas atrasaram uns 10 minutinhos por conta de uma passageira que estava atrasada, mas tudo bem.

A música era sempre boa, com muito Jorge Ben Jor de trilha sonora, Caetano Veloso, Djavan, etc. Além de seguir esse padrão musical, estava com bom volume, não impedindo ninguém de conversar. 🙂

É necessário validar o ticket de embarque nesse lugar!

É necessário validar o ticket de embarque nesse lugar!

Infelizmente pegamos um dia cinzento e não estava aquele céu azul espetacular de embelezar qualquer paisagem. Mas tratando-se de Paraty, até mesmo o céu cinza não consegue ofuscar tamanha beleza. Fizemos o passeio que abrangia as seguintes paradas: Praia do Jurumim, Ilha do Mantimento, Praia Vermelha, Ilha da Pescaria e Praia da Lula. A duração total do passeio é de aproximadamente 5h, com paradas em cada lugar desses citados para mergulho (exceto Ilha do Mantimento, que só paramos pra tirar foto).

Com direito a tartaruga!

Com direito a tartaruga!

Ilha do Mantimento

Ilha do Mantimento

O atendimento é sem dúvidas um grande diferencial. Você sente que é um ambiente familiar, daqueles que os funcionários se esforçam pra tratar bem os clientes e fazer com que retornem. Prezam pela qualidade tanto no bom atendimento, quanto nas explicações de segurança, como na limpeza (o banheiro era bem limpo e organizado) e serviços de bordo.

No céu, na terra e no mar!

No céu, na terra e no mar!

Durante o passeio servem frutas de cortesia, e isso já haviam me falado quando contratei o passeio. Mas não imaginei que fossem tantas! rs. Serviram laranjas cortadinhas, abacaxi, melão… e tudo de forma individualizada com uma pessoa servindo diretamente você. Diferentemente de muitas que apenas colocam na mesa e a multidão se aglomera em volta tornando tudo uma verdadeira bagunça! rs.

Gisele só simpatia!

Gisele só simpatia!

Entre tantos mergulhos, drinks e falatório, a fome chegara. Logo no início do passeio eles passam anotando os pedidos para almoço, e confesso que fiquei impressionada com a qualidade da comida. Os pratos são individuais mas servem muuuuito bem uma pessoa e são muito saborosos. Pedi um filé de peixe grelhado com Molho Branco de Palmito que estava maravilhoso! Meu marido pediu um filé de peixe grelhado com molho de camarão que estava igualmente delicioso. Tanto na apresentação, como no sabor, os pratos me surpreenderam (R$37/cada). É o tipo de lugar que vale muito a pena comer, pois será com certeza muito melhor que muitos restaurantes da cidade. Pra quem é vegetariano, eles servem também um prato à base de legumes e palmito, e, apesar de não ter comido esse, achei bem legal ter essa opção no menu. No retorno pra Paraty ainda serviram de cortesia café, mate, chá e biscoitos. 🙂

servidos?

Servidos?

Escuna Porto Seguro

Escuna Porto Seguro

Um pouco mais do cardápio

Um pouco mais do cardápio

E os drinks? Eu não poderia deixar de citar! rs. Além de super bonitos, eram muito bons! Pedi uma caipivodka de morango que estava puro glamour! hahaha (R$19). Além de opções alcoólicas, opções não alcoólicas também estão disponíveis.

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Uma coisa que achei bem bacana foi o modo com que conduzem o passeio. A cada parada uma curiosidade, uma historinha e um pouco de informação sobre os locais visitados.

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Pra quem precisa, equipamentos de mergulho estão disponíveis para locação (máscaras com snorkel e nadadeiras), assim como flutuadores e coletes de esporte e recreio infantil.

OBS: O roteiro é escolhido à véspera do passeio, pois buscam as opções ideais de acordo com as condições climáticas. Mudanças em algum ponto específico do percurso podem acontecer no dia.

Créditos: Foto de capa gentilmente cedida pela equipe da Barcos em Paraty.

OBS: A visita ao estabelecimento foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

Informações importantes:

Empresa: Barcos em Paraty

Endereço: Rua Jango Pádua, 381

Duração: Aproximadamente 5h 

Preço: R$70,00/fevereiro 2017 (+R$3 de taxa portuária)

Curiosidade: Eles já são o número 1 em Paraty no segmento “passeios e excursões” no Trip Advisor

 

 

 

 

Um lugar pra amar em Botafogo: Casarão 1903

O que seria o Casarão 1903? Um bar? Uma hamburgueria? Um restaurante? Pra nossa felicidade uma mistura de tudo isso, e ao contrário da maioria, consegue sim apresentar um ótimo trabalho fazendo um pouco de cada.

Eu já havia ido uma vez ao Casarão por morar bem perto, mas voltar lá nunca é demais! Ainda mais na companhia de blogueiros queridos que se uniram pra apresentar pra vocês o novo cardápio da casa, que fiz questão de destrinchar e voltar rolando pra casa.

Estavam presentes os seguintes blogueiros: Lily e Julio (Apaixonados por Viagens), Ana Paula e Diana (Viagens Imperdíveis), Lu e Vini (Te Vejo Pelo Mundo e @Amo_RiodeJaneiro), Maurício (Aventureiros), Zelinda (EmCantosFotográficos), Carlos (FanTrip), Camila (Coletivo de Viagem), Jéssica e Bruno (Deixa de Frescura), Tati (Cheap Trip), Mari (Mariana Viaja), Raquel e Oliver (UmaVoltaeMeia), Rafael (Para Viagem) e Di (Histórias da Di).

Encontro Casarão 1903 - Foto: Júlio (@apaixonadosporviagens)

Encontro Casarão 1903 – Foto: Júlio (@apaixonadosporviagens)

O atrativo do Casarão 1903 não é apenas a comida, mas sim um conjunto de coisas indispensáveis para que um estabelecimento seja um sucesso: bom atendimento, ambiente confortável, decoração linda, variedade gigantesca de bebidas e boa localização.

Casarão 1903

Casarão 1903

Construção datada de 1903 (o nome não é em vão), o casarão possui fachada tombada pelo Patrimônio Histórico, e conserva até hoje em seu interior resquícios originais, como as altas paredes em pedra que harmonizam suavemente com a decoração rústica focada em ferro, madeira e muitos objetos retrôs. Tudo isso acompanhado de boa refrigeração, essencial pra quem vive aqui na cidade dos 40 graus e não abre mão de um pouco mais de conforto.

Casarão 1903

Casarão 1903

Pra quem é do time das boas cervejas, a casa possui uma carta com mais de 200 rótulos de cervejas de todas as partes do mundo, especialmente artesanais carioquíssimas. Eu bebi um chopp Octopus (R$14), que foge do tradicional com sua leve amargura. A propósito, cervejas populares não são o foco do estabelecimento e por isso não vendem.

A primeira entrada foi a Spanish Eyes (Madonna) (R$36,90), que é simplesmente uma porção com 4 unidades de empanadas de mignon em tamanho ideal. Estava ótima, mas pode ser que pro meu paladar tenha faltado um pouquinho de sal, mas ainda assim muito boa! 🙂

Empanadas de mignon

Empanadas de mignon

Note que o nome dos pratos é uma homenagem aos clássicos musicais de vários ícones. Uma maneira bem divertida de, mesmo sem querer, lembrar de boas músicas…rsrs.

E quem aí gosta de James Brown? A segunda entradinha foi a The Chicken: drumetes crocantes de frango com molho bem apimentado e palitos de legumes (R$36,90). Essa porção é bem servida, com 10 unidades. Pra quem gosta de pimenta, uma boa pedida. Achei os drumetes bem saborosos e apesar de ser fritura, não tinha aquela pegada melequenta de óleo, sabe? Comi que repeti…rs.

Segunda entradinha

Segunda entradinha

E a terceira e que pra mim virou minha favorita (não só pela música!) foi a Live and Let Die (Gun’s and Roses): porção com 8 unidades de anéis de cebola doré recheadas com cheese de frango defumado (R$29,90). Ameeeeei essa entrada! Pena que não vou poder pedir quando voltar com meu marido, que é totalmente anti-cebola rsrs. Ou então como as 8! Que tal? 🙂

 Live and Let Die

Live and Let Die

Conhecemos também os drinks da casa, que na minha primeira visita não conheci. Meu marido pediu o Tutti Frutti (Elvis Presley) feito com vodka, morango, mix de limão e açúcar mascavo (R$32). Eu fui de Coldplay, ops, Yellow, feito com vodka, licor 43, suco siciliano, polpa de maracujá, xarope de açúcar, sementes de cardamono e club soda (R$32). Dos dois que provei, apesar de ter ficado em dúvida, acho que gostei mais do meu! Tanto que foi o primeiro a acabar na mesa…kkk.

Duelo de drinks!

Duelo de drinks!

E então chegara a hora dos sanduíches! Pedi o My generation (The Who): 180g de hambúrguer de fraldinha, patinho e bacon moído juntos, queijo cheddar e molho especial de cebolete (R$32,90). Meu sanduíche estava divino! Carne no ponto em que havia pedido, temperatura ideal, molho saboroso e pão super macio. Quem me conhece, sabe o quão importante pão é pra mim…rs. Pra completar, ainda veio acompanhado de uma saladinha da casa e chips de aipim, que adorei também. Achei o acompanhamento bem equilibrado e com porções bastante generosas.

My generation

My generation

Meu marido foi de Sultains of swing (Dire Straits): 180g de hambúrguer de cordeiro, maionese agridoce, queijo de cabra, grafite de bacon e crocante de banana da terra (R$34,90). Gente, tem como ser ruim? kkkk. Ele amou e não sobrou nada. Os acompanhamentos dele foram salada da casa e batata canoa.

Sultains of swing

Sultains of swing

A propósito, todos os sanduíches tem esse acompanhamento padrão: salada da casa, chips de aipim ou batata rústica ou batata canoa. Adorei a batata de lá, bem sequinha e saborosa. 🙂

Ainda sonhando com essas batatinhas!

Ainda sonhando com essas batatinhas!

Vale ressaltar que os sanduíches são muito bem servidos e quem come pouco pode não conseguir comer todo. Mas quem come muito… aí são outros quinhentos.

E quem disse que acabou?

A formiga que vive dentro de mim não poderia se empolgar menos com a sobremesa, né? Pedi a sobremesa dos deuses, ops, Paint it, black (Rolling Stones): Petit gateau 80% kumabo servido com sorvete de creme aliado a uma bela apresentação e explosão de sabor (R$26,90). Não sobrou. Aquele tipo de petit gateau que quando você corta o bolinho derrete um chocolate de dentro… maravilhoso!

Sobremesa

Sobremesa

E pra ficar ainda melhor, toda terça-feira tem música ao vivo com a banda Gui Lopes Trio, que tem em seu repertório clássicos como Legião Urbana, Cássia Eller, Beatles, etc. Ótima pedida pra quem quer comemorar um aniversário com algo mais animado e tem receio de não ter nada interessante em plena terça-feira. Agora você sabe que tem sim! 🙂

Nessa altura do campeonato eu realmente não conseguia mais nada, e não consegui provar outras sobremesas, mas oportunidades não faltarão. Aproveito e incluo aqui a informação de que é um estabelecimento bem democrático: oferece cardápio kids e sanduíches vegetarianos, ótimo pra quem tem mais restrições. E, por fim, agradeço ao Casarão 1903 a receptividade e parabenizo pela ótima opção de lazer na minha BotaSoho.

Onde é? Rua Marquês de Olinda, 94, Botafogo.

Como chegar? Indo de metrô, desça na Estação Botafogo e pegue a saída Muniz Barreto. Siga direto na Muniz Barreto até chegar na Marquês de Olinda, onde dobrará pra esquerda.

Dica de ouro pra quem vai de carro:

Reservas: Highlights info row image (21) 2551-9749 e 3085-6594

Funcionamento: Terça a domingo, a partir de 17:30h.

OBS: A visita ao estabelecimento foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

Onde ficar com idoso nas praias do Rio

Se você está planejando onde ficar com idoso nas praias do Rio, seus problemas acabaram! rs. Meu avô, que completou 88 anos recentemente, veio para o Rio agora em janeiro e procurar uma praia com boa infraestrutura pra levá-lo foi tarefa difícil.

As praias do Rio geralmente não têm barracas/quiosques com música tranquila, sombra, ventilação, boa comida, banheiro decente e acessibilidade ao mesmo tempo. Seria pedir muito? kkk. Meu avô anda, não tem problema de locomoção, mas por conta da idade e do tamanho (trata-se de um idoso fora do padrão brasileiro e com 1,80 de altura rs) cansa muito fácil. Ir para a areia e ficar naquelas barracas de praia não era nem de longe uma opção.

Até as mesinhas de lá são fofas!

Até as mesinhas de lá são fofas!

Decidimos ir pra Barra da Tijuca, mais especificamente entre o posto 3 e 4 e achamos o meu lugar que já virou o favorito nas praias! rs. Estacionamos o carro na rua mesmo, e por sorte nesse dia não tinha flanelinha enchendo o saco. Sempre pintam umas vagas na Praça Soldado Geraldo da Cruz ou na Rua Prudência do Amaral, que fica muito pertinho do quiosque.

E assim é o clima por lá :)

E assim é o clima por lá 🙂

O Gávea Beach Club acredito ser de algum estrangeiro (argentino? chileno? italiano?) de muito bom gosto. Muita bossa nova de música ambiente (no volume ideal), banheiro limpo no local, petiscos muito bons e drinks também. E pra melhorar, o preço não era nenhum assalto. As mesas também eram boas, assim como a sombra que dispunha o local por conta dos grandes guarda-sóis. Literalmente sombra e água fresca e claro que vou voltar muitas vezes! 🙂

Gávea Beach Club

Gávea Beach Club

Gávea Beach Club

Gávea Beach Club

Onde: Av. Lúcio Costa – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ (em frente ao Restaurante Fratelli).

OBS: Pesquisei na internet e tem outro Gávea Beach Club em São Conrado, mas não sei informar se é no mesmo estilo e do mesmo dono. Se alguém souber, conta aí pra gente saber! 🙂

Restaurante Gero, puro requinte no Rio

Esse fim de semana* fomos jantar no Restaurante Gero, do luxuosíssimo Grupo Fasano. Decidimos ir em cima da hora e fiquei com certo receio de não ter mesa disponível, então liguei pra fazer uma reserva e dei sorte de ter conseguido. Sugiro que faça uma reserva sempre, pois o restaurante só tem capacidade para 60 pessoas.

O Gero é um restaurante italiano sofisticado cuja matriz é em São Paulo e tem uma filial aqui no charmoso bairro de Ipanema. Utilizamos o serviço de valet (R$18), pois é bem complicado achar uma vaga disponível nas redondezas em pleno sábado à noite. Recomendo que vá de táxi ou utilize o serviço de valet caso não queira perder horas procurando uma vaguinha e se estressando…rs.

De cara notamos que o atendimento seria maravilhoso, do tipo que tem um garçom sempre a postos pro cliente, sorriso no rosto e muita discrição. A decoração é rústica, com paredes de tijolinhos e piso em madeira, mas tudo muito bem projetado por algum arquiteto de bom gosto.

Restaurante Gero

Restaurante Gero

Coisa feia né? Chegamos com fome e não resistimos ao couvert servido, com diversos pães morninhos, patês e grissinis. Tudo muito gostoso e irresistível. Um deleite pra mim, que amo pão… rsrs (R$30 por pessoa). Vale destacar também as deliciosas abobrinhas fritas! Meu marido não gosta de abobrinha mas não resistiu a essas.

Couvert

Couvert

Pedi a bebidinha do verão para acompanhar, um aperol sptriz muito bem apresentado. Papo vai, papo vem, e então chegara a hora do prato principal: minha escolha foi a lasanha de bacalhau e brócolis, que é do tipo que derrete na boca e muito, mas MUITO boa! Temperos na medida, sal na medida, massa na medida e temperatura também. Pena que custava R$109,00 e não dá pra comer todo dia…rsrs.

Prato principal

Prato principal

A escolha do meu marido foi talvez o prato mais refinado do restaurante, uma costela de cordeiro com arroz de açafrão, molho de trufas negras e foie gras frito por cima. Divino! A carne veio extremamente suculenta, no ponto em que havia sido pedido, temperatura ideal e bela apresentação. A brincadeira desse prato mais metido à besta custou R$198,00.

Prato principal

Prato principal

A quantidade é algo interessante de comentar. Como vocês podem notar, os pratos são realmente apenas para uma pessoa, mas pra comer muito bem. Como havíamos comido couvert, nem conseguimos encarar as sobremesas. Passamos direto pro cheiroso chá de hortelã que nos foi servido com biscoitos.

Apesar de não ter comido sobremesa, vi opções como Tiramisú, suflê de chocolate, torta de limão, etc. As sobremesas tem um preço médio de R$43,00.

Jantar no Gero não é apenas um jantar, e sim uma experiência em um dos grupos de luxo de mais sucesso no país e que, apesar das altas cifras, vale a pena se presentear, especialmente a dois. O ambiente requintado, excelência no atendimento, temperatura agradável e meia luz, são ideais para quem quer curtir um clima mais romântico (um pedido de casamento, aniversário de casamento ou apenas um casal casado que quer sair pra fazer o que mais gosta: comer kkk).

Uma coisa chamou atenção na hora da conta, pois notamos que a gorjeta cobrada foi de 12%, e que obviamente vale lembrar que é facultativa. Notei que os restaurantes mais sofisticados aqui do Rio têm cobrado esse percentual de gorjeta, o que acho no mínimo duvidoso, já que em qualquer lugar do país que se vá, é cobrado 10%. Apesar do atendimento não ter deixado a desejar em nada, acho no mínimo abusivo cobrar 12% de uma conta que, como vocês podem imaginar, é altíssima. Mas isso não é bem uma questão pontual do restaurante em si, pois já vi algumas vezes essa prática.

E vocês? Das experiências gastronômicas no Rio, qual gostaram mais?

*Janeiro de 2017.

Uma manhã em Canela

Impossível não dar uma esticadinha até a cidade-irmã se estiver em Gramado. Separe pelo menos uma manhã em Canela, ou uma tarde. Afinal, a charmosa cidade vizinha está localizada a aproximadamente 7 km de distância, o que torna facilmente acessível tanto pra quem vai de carro como pra quem vai sem.

COMO CHEGAR A CANELA

Caso não tenha alugado carro, é super tranquilo chegar a Canela do mesmo jeito. A empresa que faz o transporte entre as duas cidades chama-se Citral e é possível ver online o horário de saída dos ônibus, assim como os valores. Em breve pesquisa, vi que tem tarifas a partir de R$5,05 e uma duração de mais ou menos 15 minutinhos (valores dezembro/2016).

O mais interessante pra quem vai sem carro mas não quer abrir mão do conforto é contratar o passeio da empresa BusTour, ônibus oficial de turismo da cidade de Gramado, e que leva até Canela também. O BusTour tem uma rota fixa de embarque/desembarque, com paradas nos principais pontos turísticos de Canela e Gramado. Você pode descer e subir do ônibus quantas vezes quiser, e ainda conta com a comodidade de um áudio-guia, pra ficar por dentro da história dos lugares. OBS: Você pode comprar o ingresso online ou no dia também.

Caso queira um pouco mais de conforto, ir de táxi também é uma opção, mas não espere nada menos que R$30 por trajeto.

O QUE FAZER EM CANELA

O ponto alto da visita à Canela sem dúvidas é o Parque do Caracol, e antes de mais nada é importante saber que o pagamento da entrada é feito apenas em dinheiro, então não esqueça de sacar antes rsrs… Ingressos: R$ 9,00 (de 6 a 11 anos, estudantes e maiores de 60 anos) e R$ 18,00 (de 12 a 60 anos)/valores de dezembro 2016.

Cascata do Caracol

Cascata do Caracol

O Parque é um lugar pra ser percorrido de maneira mais confortável possível: roupas leves e tênis! O protagonista do parque claro que é a bela Cascata do Caracol, uma cachoeira de 131 m de altura e visu espetacular. O principal cartão postal de Canela pode ser visto do Mirante, em que se terá uma bela vista da mata nativa do parque e também do Observatório Ecológico, um elevador panorâmico que leva o visitante pra uma área com 27 m de altura e vista 360° (ingressos à parte).

É gostoso percorrer as trilhas ecológicas que tem por lá, umas em nível super fácil e outras com nível um pouco mais avançado. Vá seguindo as plaquinhas e o fluxo, que frequentemente se deparará com alguma linda paisagem.

Tchan ran ran ran!

Tchan ran ran ran!

Parque do Caracol

Parque do Caracol

Outra atração dentro do Parque é descer a Escada da Perna Bamba, e se tiver um bom preparo físico poderá ver a cachoeira desde a sua base. ALERTA: A escadaria possui 730 degraus (equivalente a um prédio de 44 andares) e não é indicada para sedentários, asmáticos e cardíacos. A média pra descer e subir a escadaria é de 1 hora e meia. Quando fui (novembro/2016) estava fechada pra manutenção. Curiosamente, o restaurante do Parque também estava fechado, apenas as lojinhas estavam abertas.

Escadaria da Cascata

Escadaria da Cascata

Fechado para reforma

Fechado para reforma

Depois de bater muita perna, seguimos para o centro de Canela, onde está o segundo maior cartão postal da cidade: Catedral de Pedra. Construída em estilo gótico, a catedral possui 65 metros de altura e em 2010 foi eleita uma das Sete Maravilhas do Brasil. Particularmente, achei a igreja belíssima por fora, mas nem tanto por dentro. A imponência da construção em pedra basalto chama atenção, assim como o belo paisagismo da praça em que ela está localizada.

Catedral de Pedra

Catedral de Pedra

Catedral de Pedra

Catedral de Pedra

Interior da Catedral de Pedra

Interior da Catedral de Pedra

Ao redor da igreja tem muitos restaurantes e lojinhas encantadoras, andei um pouquinho por ali e segui viagem para Nova Petrópolis, onde tive a experiência de um almoço maravilhoso.

Até mais!

 

 

 

O que fazer em Gramado em pleno Natal Luz

Finalmente minha viagem pra Gramado tornou-se realidade. Gramado sempre foi um dos destinos brasileiros da minha wish list que eu gostaria de riscar, e esse ano tive a oportunidade. E eu não poderia ter escolhido época melhor para ir: Natal Luz! Nesse ano de 2017 a abertura oficial será em 26/10 e o encerramento está previsto para o dia 14/01/18, época em que começam a rufar os tambores para anunciar o carnaval.

Lago Negro

Lago Negro

A cidade, que já é bonita, nessa época de festas fica mais linda ainda! Todo o clima mágico, a primavera, a decoração de primeira, a extensa programação, luzes e mais luzes, transformam o local num ambiente super encantador.

Gramado

Gramado

Em uma das cidades mais turísticas do país, com 90% da receita proveniente da atividade de turismo, não faltarão opções do que fazer, onde comer e onde se hospedar. Aliás, tudo com um preço um pouco inflacionado. Escolhemos o Hotel Encantos Hortênsias pra nos hospedarmos, com diária um pouco salgada na alta temporada (+-R$500), mas muito bem localizado e com estacionamento (coisa rara por lá). Quando cheguei no hotel pensei “uau!”, mas ao entrar no quarto, nada d+. Como é um hotel bastante novinho, ainda têm muitos pontos a melhorar, ainda mais pela excelente aparência externa que tem e pelo preço elevado das diárias. OBS: Pesquisei posteriormente e vi que na baixa temporada a diária do hotel sai pela metade do preço.

Felizmente eu tinha diárias do Hoteis.com e ganhei a hospedagem. E você pode ganhar também.

Uma de muitas galerias que tem em Gramado

Uma de muitas galerias que tem em Gramado

COMO CHEGAR EM GRAMADO A PARTIR DE BENTO GONÇALVES

Chegamos em Gramado não de Porto Alegre, como a maioria, mas sim de Bento, que está a 114 km de distância. Como fomos de carro, precisamos ficar muito atentos com o itinerário, pois em época de chuva é frequente o problema com estradas no Rio Grande do Sul, em que muitas vias ficam interditadas, obrigando-nos a dar voltas bem grandes pra chegar ao destino final. Fomos alertados pelos funcionários do hotel de Bento Gonçalves que teríamos que ir pela VRS-873 (caminho mais demorado), e que não seria possível fazer o caminho em que passaríamos por Nova Petrópolis (o mais bonitinho, snif).

Meu objetivo aqui não é informar a vocês um trajeto receita de bolo, mas sim alertá-los que se informem com antecedência da situação das estradas, pra não terem surpresas durante o percurso. Passado isso, colocamos a rota no Waze e deu tudo certo.

Caso você opte por ir de ônibus, saiba que não existe ônibus comercial de Bento Gonçalves a Gramado. É necessário ir para Caxias do Sul, cidade vizinha, e então seguir viagem a partir de lá. A empresa de ônibus que faz o trajeto chama-se Citral e é possível comprar as passagens online, com tarifas a partir de R$16,15 (valores de novembro/2016).

COMO SE LOCOMOVER EM GRAMADO

Eu, particularmente, achei uma cidade super complicada pra quem vai sem carro e pra quem vai com carro. As atrações não são próximas umas das outras e táxi é bastante caro.

Em uma ocasião estacionamos o carro próximo à Rua Coberta e fomos ver a parada de Natal, ali em frente à famosa rua. Paramos no ponto de informações turísticas que tem lá pertinho e perguntamos como fazíamos pra chegar ao Lago Negro. O funcionário informou que era um pouco longe, mas que dava pra ir a pé. Gente, DÁ PRA IR A PÉ ATÉ PRA BELÉM. Não caiam nessa! kkkk. A cidade estava um forno de quente, e com a caminhada derretemos mais ainda. Entre ladeiras, hortênsias e mais ladeiras, finalmente chegamos.

Após o passeio, não tivemos coragem de voltar a pé e pegamos um táxi até o hotel pra tomar banho, que deu uma pequena fortuna em relação aos pouquíssimos quilômetros percorridos.

Calma, a temperatura ainda ia subir...

Calma, a temperatura ainda ia subir…

E aí você deve tá se perguntando: “por que a criatura não foi de carro pro Lago Negro?”. Então, eis aqui outra informação: é bem difícil achar vaga disponível próximo à Rua Coberta. Como havíamos conseguido uma e voltaríamos pra lá à noite pra ver o show de acendimento das luzes de natal, optamos por não tirar o carro de lá.

Outra informação relevante é que durante o dia as vagas rotativas da rua são estilo Zona Azul, você não pode simplesmente estacionar e ir embora, é necessário pagar por horas de uso em um dos parquímetros que tem nas esquinas e deixar o ticket pago visível no carro (máximo de 3h, o que é péssimo). A fiscalização ocorre até 18:45h. Sério gente, vi muitos carros sendo multados por causa disso. Caso queira fugir do pagamento do estacionamento e chegar após 18:45h, saiba que é quase impossível achar uma vaga livre.

É possível contratar o passeio de jardineira que passeia pela cidade, percorrendo os principais pontos turísticos, com direito a algumas paradas, como Lago Negro e Pórtico de Entrada. Pra quem vai sem carro e quer fugir dos táxis, é uma boa opção. A jardineira não pega ninguém no hotel, ela sai e retorna da própria estação, no centro da cidade.

O QUE FAZER EM GRAMADO

Logo ao chegar na cidade você verá que já tem coisas pra fazer, como tirar foto do famoso pórtico de entrada da cidade, por exemplo!  🙂

Pórtico de Gramado: Impossível tirar foto sem ninguém em frente...snif

Pórtico de Gramado: Impossível tirar foto sem ninguém em frente…snif

Consegui conhecer os pontos turísticos mais clássicos e outros confesso que não tive tanto interesse, mas que acho que é indispensável principalmente pra quem viaja com crianças, como Snowland, um parque de 16 mil m² que tem como tema a neve. E se você nunca viu neve de verdade, saiba que é possível ver em Gramado, mesmo que de forma fake, de janeiro a janeiro. Lá você poderá praticar esportes de neve, como esqui e snowboard. Apesar de não ter ido, já ouvi falar muito bem dessa atração. 🙂

Nossa primeira parada foi a famosa Avenida Borges de Medeiros, principal via da cidade e que concentra uma grande variedade de coisas: lojas, chocolaterias, restaurantes, galerias, Igreja de São Pedro, Fonte do Amor Eterno, Palácio dos Festivais e a Rua Coberta.

Ali esperei a Parada de Natal, uma das atrações do Natal Luz, em que os principais personagens do espetáculo cortejam o público com muita música e magia. Achei bem bonito e organizado, com muita interação dos personagens com o público. A parada ocorre às sextas, sábados e domingos, sempre às 16h (exceto 26 e 27 de novembro, que acontece às 17h).

Parada de Natal

Parada de Natal

Parada de Natal na Rua Coberta

Parada de Natal na Rua Coberta

Dali entrei na Rua Coberta, rua pitoresca que abriga muitos restaurantes e comércios em geral, e, como o próprio nome já diz, é coberta mesmo (por um teto de vidro). Nessa rua ocorre também outro espetáculo, a Árvore Cantante. Uma árvore de pessoas formando juntas um coral de 23 vozes, sempre com músicas que nos remetem à essa época tão adorada que é o Natal. Como fica muito lotado, recomendo que chegue com um pouquinho de antecedência.

Árvore Cantante

Árvore Cantante

Conhecemos também o Lago Negro, e no caminho até lá passamos por outro famoso lago, o Joaquina Rita Bier, onde acontece o espetáculo Eu Sou Maria, dos pagos, o que eu queria ver e não pude. Acontece que o espetáculo é realizado somente às quartas e sábados, e como eu estive em Gramado num domingo e segunda, não deu. 🙁

Programação Natal Luz 2016

Programação Natal Luz 2016

Apesar da longa caminhada até o Lago Negro, super valeu a pena. É até bom caminhar um pouco, depois de tanto fondue, vinho e chocolate, né? A atração é um lago artificial que conta com passeios de pedalinhos, barcos temáticos, restaurantes, bares e lojinhas. O local foi projetado pra ser parecido com os lagos europeus, e é realmente muito parecido. Inclusive as mudas dos pinheiros que o cercam foram trazidas da Floresta Negra, na Alemanha. Ótimo lugar pra tirar fotos, levar as crianças, relaxar e namorar. 🙂

Lago Negro de Gramado

Lago Negro de Gramado

Como já disse anteriormente, fomos pro hotel tomar banho porque estava muito calor. Juro que nunca mais ficarei calada quando algum gaúcho falar que Belém é muito quente. GRAMADO TAMBÉM! kkkk. Brincadeiras à parte, fez muito calor durante o dia, mas à noite a temperatura costumava cair e foi necessário um casaquinho e uma camisa de lã. Aproveitamos esse meio tempo no hotel pra pegar roupas pra noite.

Rumamos pra Igreja de São Pedro, que, iluminada, estava mais linda ainda. Construída toda em pedra, seu interior é tão lindo quando o exterior, com diversos vitrais e passagens da via sacra. O presépio montado no interior da igreja também ganha destaque.

Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro

Presépio da Igreja de São Pedro

Presépio da Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro

Logo ao lado da Igreja está a Fonte do Amor Eterno, em que casais apaixonados penduram seus cadeadinhos e fazem juras de amor. A noite caíra, e logo logo começaria o espetáculo de acendimento das luzes de natal.

Cadeados da Fonte do Amor Eterno

Cadeados da Fonte do Amor Eterno

Corri pra frente do Palácio dos Festivais, onde ocorre o espetáculo. Claro que antes entrei pra tirar foto com a estátua do Kikito, símbolo master do Festival de Cinema de Gramado. Lá na frente tem uma espécie de calçada da fama tupiniquim, por onde diversos artistas consagrados de nosso país deixam sua marca registrada.

Palácio dos Festivais

Palácio dos Festivais

Calçada da fama de Gramado

Calçada da fama de Gramado

Calçada da fama de Gramado

Calçada da fama de Gramado

Kikito: Símbolo do Festival de Cinema de Gramado

Kikito: Símbolo do Festival de Cinema de Gramado

A penúltima atração do dia (a última claro que foi a sequência de fondue), foi o show de acendimento das luzes da cidade. Gente, como é lindo! Sempre às 20:30h, as luzes da cidade se acendem de maneira mágica, com direito a teatro, muita música e neve artificial. O espetáculo trata-se de uma encenação em que um avô tem a missão de acender a árvore de natal de sua casa, e com isso, acender a cidade inteira. Ele conta a ajuda de dois ajudantes, seus netos, e ao fim as luzes não somente da árvore dele se acendem, como de toda cidade. IMPERDÍVEL E ENCANTADOR!

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Já com as luzes acesas, pausas pra muitos cliques, claro. E pra um chocolatinho também. Você encontrará na cidade diversas chocolaterias, e as mais conhecidas por vender ótimos chocolates são a Caracol e a Prawer, e você não pode ir embora da cidade sem antes visitar uma delas (ou as duas!). O preço não é muito em conta, mas pela qualidade vale super a pena. Já conhecia os chocolates antes mesmo de ir pro Rio Grande do Sul e já era fã! Seguindo a mesma linha de chocolates finos, você também tropeçará na Lugano, Planalto e Florybal, e não posso opinar sobre essas pois não comi nada de lá. Mas #ficaadica.

Chocolates Caracol

Chocolates Caracol

Se você quiser mergulhar de vez no mundo chocólatra, existe uma atração muito bacana da Caracol, O Reino do Chocolate. Lá funciona como espaço temático e loja, em que você pode personalizar seu chocolate, muito bacana pra quem procura algo diferente pra presentear (entrada paga: R$12,00/valores de novembro de 2016).

Uma atração que me animei pra ir mas não deu tempo foi o Mini-Mundo, parque que replica cidades em forma de miniatura e ao ar livre. O mais curioso é que o parque foi criado por um avô e seu filho, para presentear suas duas crianças. O que começou com uma casinha de bonecas, virou uma atração turística bem conhecida. Ingressos: Adultos R$28/crianças R$18.

Adorei Gramado e tenho 29 anos, imagina se tivesse 10. Com tantas atrações pra crianças, eu arriscaria dizer que é o melhor destino do Brasil pra ir com a molecada, especialmente nesse fim de ano, que fica tudo mais bonito ainda. Com mais de 40 atrações turísticas, seria necessário além de muito dinheiro, muitos dias de permanência na cidade. Recomendo fortemente a viagem pra todos, em especial pra famílias.

A decoração temática de natal é linda, e em cada esquina nos surpreendemos com algo. Achei bem legal essa praça com decoração totalmente sustentável, com coisas feitas de garrafa pet e outras coisas reaproveitadas:

Se você prestar atenção, verá que são garrafas pet

Se você prestar atenção, verá que são garrafas pet

A arquitetura da cidade é outro diferencial, com inspirações na arquitetura da Bavária alemã. O paisagismo é muito bem pensado e bem cuidado, o que enaltece a beleza das hortênsias em plena primavera. Cada canto um encanto. E faça que nem eu, que em cada esquina parava pra admirar a beleza das flores e esperava o semáforo abrir, detalhe que não tem semáforo lá... kkk.

O que fazer em Gramado

O que fazer em Gramado

Na organização da viagem peguei muitas dicas no site do blogueiro Lucas, do Gramado Blog. Ele é referência na cidade e trabalha com a venda de ingressos e Tours diversos.

Dividimos nossa estadia em Gramado também com Canela, em que falarei no próximo post. 🙂

Continuar lendo: Onde comer fondue em Gramado.

Restaurante Colina Verde, em Nova Petrópolis/RS

Se teve um restaurante que adorei conhecer durante minha viagem pelo Rio Grande do Sul, o Restaurante Colina Verde é um. Com predominância na culinária alemã e italiana com um toque da gaúcha, funciona no esquema de preço fixo por pessoa pra comer MUITO bem (R$62/bebidas à parte)*.

Cardápio do Colina Verde

Cardápio do Colina Verde

A quantidade e variedade de comidas que servem é absurda. Logo de cara servem uns pães de batata caseiros super quentinhos e maravilhosos que só de pensar dá água na boca. Em seguida uma salada (que não comi porque tinha pimentão) e uma sopa de capeletti muito boa.

Em seguida começam a chegar os pratos principais, que vou listar aqui pra vocês:

Bolinhos de Aipim,  Lombo à Milanesa “Schnitzel”, Frango ao Forno com Maçãs, Nhoque recheado com Queijo e Bacon “Knödel”, Carré Suíno Defumado “Kassler”, Repolho Roxo Agridoce “Rotkohl”, Chucrute “Sauerkraut”, Salsicha Bock “Bockwurst”, Joelho de Porco “Eisbein”,  Almôndegas ao Forno “Frikadellen”, Matambre Enrolado “Rinderrouladen”, Massa Caseira, Molho com Moelas de Frango, Panqueca de Maçã “Apfelpfannkuchen”, Purê de Batatas e Arroz. SIM, VEM TUDO ISSO!

Colina Verde

Colina Verde

Já posso adiantar pra vocês que mesmo indo com muita fome, é impossível comer tudo. Tentei ao máximo ao menos provar os principais, mas não consegui. Porém, o que pude comer, adorei! Os bolinhos de aipim estavam ótimos, a massa caseira, o joelho de porco, o frango ao forno com maçãs, o matambre enrolado, as almôndegas e a panqueca de maçã.

Colina Verde

Colina Verde

Outro diferencial do restaurante, além da boa comida, é o atendimento. Garçonetes caracterizadas com trajes típicos da Alemanha e um sorriso estampado no rosto, sempre. Prontidão, agilidade e simpatia definem o atendimento nesse lugar, desde a entrada até a saída.

Restaurante Colina Verde

Restaurante Colina Verde

O local e a música ambiente também é um charme, e se você já foi à Alemanha vai morrer de nostalgia rsrs. Adoro aquelas musiquinhas que ficam tocando na Oktober Fest, confesso. 🙂

Pois bem, voltando ao assunto comilança, o buffet de sobremesa é liberado pra você se servir do quanto quiser. E gente, é muita variedade! Apenas o apfestrudel não está incluído no buffet de sobremesa.

Buffet de sobremesa

Buffet de sobremesa

Após comer dê uma pausa no banquinho maravilhoso que tem na área externa (estacionamento), com uma vista espetacular. Como o próprio nome do restaurante já diz, ele está localizado no alto de uma Colina e o visu é de tirar o fôlego!

Me diz se não é apaixonante?

Me diz se não é apaixonante?

O restaurante está listado no Tripadvisor como número 2 de Nova Petrópolis e super recomendo se você quiser ter uma experiência tipicamente ítalo-germânica-tupiniquim.

No elegante hall de entrada tem diversos prêmios que o restaurante já ganhou, assim como fotos de celebridades que já passaram por lá. Se você quiser pagar um miquinho, as garçonetes tiram foto com você lá também rsrs.

E claro que tirei!

E claro que tirei!

E vocês? Já foram lá?

Onde? Rua Felippe Michaelsen, 160, Vila Olinda – Nova Petrópolis – RS.

Como chegar: Acesso pela BR-116, Km 185,5 (3 km do centro da cidade).

*Valores de novembro/2016.

Para continuar lendo sobre minha viagem pro Rio Grande do Sul, clique aqui ou aqui. 🙂

Onde comer fondue em Gramado

Opções de fondue em Gramado não faltarão, pois logo ao chegar na cidade você com certeza tropeçará em inúmeros restaurantes de todos os preços possíveis, alguns bem baratinhos e suspeitos, e outros horripilantes de caros, o que particularmente contribuiu para aumentar meu receio em visitar um lugar do tipo pega-turista.

A fondue é um prato tipicamente suíço, mas em Gramado você encontrará uma versão brazuca que não deixa a desejar em nada. Normalmente servida em três etapas e com valor fixo por pessoa, sendo a primeira etapa queijo, a segunda carne e a última chocolate.

Fomos fazer umas comprinhas na Chocolateria Caracol, e a vendedora comentou que a Caracol tem um restaurante chamado El Fuego que serve fondue à noite, e adivinha qual o chocolate servido lá? 🙂 Geralmente faço uma lista dos restaurantes que leio que são bons, mas desse ainda não tinha ouvido falar, então resolvi arriscar.

Ao chegar no restaurante já vi que ia me dar bem. Ambiente lindinho, decoração rústica e requintada, romântico, atendimento nota 10 e preços nem tanto, afinal nem tudo é perfeito rsrs.

El Fuego

El Fuego

Na primeira etapa serve-se queijo, normalmente emmental ou gruyère derretido, com batatinhas, pães, cenouras, polentas e até goiabadas rsrs (confesso que amei essa combinação tipicamente brazuca). Sugiro que não se empanturre de pão, pois é apenas a primeira fase, sugiro que acompanhe com um bom vinho tinto, uma temperatura mais amena e uma música ambiente agradável, além da boa companhia 🙂 . Não tem como dar errado. 🙂

Fondue em Gramado - Etapa 1

Fondue em Gramado – Etapa 1

Na segunda fase é servida a carne, e você geralmente tem a opção de escolher carnes mais nobres ou menos nobres. Escolhemos as mais porque meu marido queria cordeiro. A carne chega à mesa crua, em fatias, e você mesmo coloca na pedra que vem pra sua mesa. É tipicamente uma carne na chapa, em que você escolhe o ponto. Basta acrescentar uma pitadinha de sal e pronto! A variedade das carnes foi boa, assim como a quantidade, e confesso que nem conseguimos comer tudo. Filé mignon, picanha, peito de frango e cordeiro completaram nosso pedido, e diversos molhos pra acompanhar também. Alguns dos molhos maravilhosos, inclusive.

Fondue em Gramado - Etapa 2

Fondue em Gramado – Etapa 2

Após se empanturrar, claro que ainda havia espaço pro açúcar da noite: o bendito chocolate. Gente, como é bom!!!! Deu água na boca só de escrever o post aqui rs. Os acompanhamentos da fondue de chocolate eram frutas diversas como morangos, uvas,  bananas, etc.

Fondue em Gramado - Etapa 3

Fondue em Gramado – Etapa 3

Fondue em Gramado - Etapa 3

Fondue em Gramado – Etapa 3

Amei o restaurante e o atendimento, com a equipe de garçons muito ágeis, bem preparados e entendidos do assunto, assim como do vinho que indicaram, que harmonizou muito bem.

Dica do século: Não sei se o ano inteiro funciona assim, mas ao fazer umas comprinhas na Caracol ganhei um voucher de 30% da sequência de fondue. O preço normal é R$88,00 por pessoa, então acabei pagando R$61,60*, o que ainda é um preço um pouco elevado, levando em consideração que ainda tem 10% e bebidas à parte. Porém, achei que valeu a pena.

Em Gramado há opções para todos os gostos e bolsos, e se você tiver alguma dica de outro bom restaurante coloca aí nos comentários pra ajudar os outros leitores, ok? 🙂

Onde? Rua Garibaldi, 20 – Centro, Gramado – RS.

Para continuar lendo sobre minha viagem pro Rio Grande do Sul, clique aqui

*Valores de novembro de 2016.

O que fazer em Bento Gonçalves

Um dos lugares que eu mais tinha vontade de conhecer no Brasil consegui riscar da lista no último feriado: Serra Gaúcha. Um dos destinos foi a cidade do vinho, e na organização da viagem peguei muitas dicas sobre o que fazer em Bento Gonçalves no blog da amiga Lily, do Apaixonados por Viagens.

COMO CHEGAR

Saímos de Porto Alegre no sábado de manhã e havíamos feito uma reserva com a Hertz, mas acabamos chegando atrasados na locadora e perdemos a reserva.

Como era fim de semana de feriadão, não havia nenhum carro disponível e o pânico bateu. Até pensei em ir de ônibus pra Bento, pois claro que não desistiria da viagem, mas por um milagre surgiu um carro categoria super básico (1.0 e sem ar!) e demos graças a Deus por pelo menos esse rsrs. Por isso, seja muito pontual quando fizer uma reserva de veículo, principalmente se tiver um feriadão chegando, pois o risco de ficar sem carro algum é gigantesco.

Confesso que fiquei bastante em dúvida se alugava carro ou não, mas os altos preços praticados pelos tours que orcei em Bento me desanimaram e me fizeram optar pela locação. Claro que se você pretende encher a cara não é uma boa ideia ficar dirigindo por aí, e se não sabe se guiar também. A meu ver ter alugado carro nos deu muito mais independência com relação à programação e horários, sem precisar esperarmos por alguém ou seguir roteiros que muitas vezes não teríamos tanto interesse.

A estrada de Porto Alegre a Bento é super tranquila, apesar de ser um final de semana de feriado não pegamos trânsito. Achei a sinalização nas vias boas e em menos de 2h chegamos ao destino, que fica a 122 km de distância da capital.

ONDE FICAR

Logo ao chegar fomos deixar as malas no hotel e fazer check-in, e o hotel escolhido pra ser nossa casinha foi a Pousada Casa Tasca, que possui atendimento nota 10 e é a primeira pousada ecossustentável da cidade, sendo algumas das práticas adotadas por exemplo a utilização de painéis solares para aquecimento de água, reaproveitamento da água da chuva para regar plantas da horta, entre outras.

Matéria que saiu no jornal sobre a pousada

Matéria que saiu no jornal sobre a pousada

O QUE FAZER EM BENTO GONÇALVES

De lá partimos pra fazer o tour na Vinícola Casa Valduga, que sempre ouvi falar muito bem e está no TOP 10 da cidade no Trip Advisor e que tem uma infraestrutura excelente pro visitante. O plano até então era fazer o tour e em seguida almoçar no Restaurante Maria Valduga, mas acabamos fazendo o oposto por causa do horário de funcionamento do restaurante (até 15h).

Restaurante Maria Valduga

Restaurante Maria Valduga

O Maria Valduga funciona no sistema de valor fixo por um rodízio de massas e com direito a uma sobremesa (R$60/valores 2016). Além das massas, entradas, carnes e saladas integram o menu. Parece bobo e meu marido que não curte muito frango vai me matar quando ler isso, mas não deixem de comer o frango que servem no rodízio rsrs. Poderia ser apenas um frango sem graça, mas tem um temperinho e sabor indescritível. 🙂

Destaque alto também para a costela bovina que servem, do tipo que desmancha na boca de tão macia. Das massas as que mais gostei foi o penne quatro queijos e o spaghetti com alho e tomate seco divino. Lembrando que você pode repetir quantas vezes quiser caso goste de algum específico. Em geral eu daria uma nota 8 de 10 pro restaurante, perdendo ponto apenas na sopa de capeletti que servem de entrada que não gostei nem um pouco por achar super sem graça. A salada também achei ruim, por ser pouquíssimo variada.

Entradinhas

Entradinhas

Destaque alto para o ambiente, que conta com pianista, decoração linda e atendimento muito bom. Sempre que os garçons passavam à mesa perguntavam se tínhamos alguma preferência pra repetir e se estávamos gostando. Após me empanturrar de tanta comida, claro que sobrou espaço pra aprovadíssima panacota de frutas vermelhas de sobremesa. 🙂

img_0722

Agora sim, de estômago cheio, seguimos pro tour da Vinícola Valduga, que posso adiantar que adorei! Achei mega organizado, com o guia muito bem informado e preparado para atender às demandas do curioso público que estava comigo e sanar as mais diversas dúvidas dos visitantes. Isso tudo com uma boa pitada de senso de humor, o que deixou o passeio de aproximadamente 1 hora e meia ainda mais agradável e nada enfadonho.

Vinícola Casa Valduga

Vinícola Casa Valduga

O tour começa numa sala de vídeo com explicações sobre a chegada da família Valduga ao Brasil no final do século 19. Oriundos do norte da Itália, deram o pontapé inicial pra formação do que chamamos atualmente de Vale dos Vinhedos, produzindo vinhos também em outras regiões do Sul do Brasil. Com o tempo, e tendo em vista o potencial enoturístico do local, abriram também pousada pra quem quiser se hospedar lá. Já pensou que charme? 🙂

Vinícola Casa Valduga

Vinícola Casa Valduga

O tour custa R$40 por pessoa e inclui degustação de 2 vinhos tintos, 1 vinho branco e 2 espumantes, e também uma taça de cristal com a marca da casa gravada (eles embalam cuidadosamente pra levarmos na bagagem sem quebrar).

Entre tantas opções gratuitas no Vale dos Vinhedos, pagar R$40 pela visitação podemos achar um pouco estranho, mas ao conhecer a qualidade do passeio, o conhecimento do guia e as instalações do ambiente, concluo que vale muito a pena SIM. 🙂

Teve foto com as uvas SIM!

Teve foto com as uvas SIM!

Uvas no meio do vinhedo

Uvas no meio do vinhedo

Não sei vocês, mas tenho muita dificuldade em encontrar vinhos brasileiros bons nos supermercados. Questionei isso pro guia, e logo vi que minha objeção era a mesma de várias pessoas que estavam conosco. O guia disse que realmente os vinhos bons não chegam aos supermercados, e sim nas lojas especializadas em vinhos. Se quiser fazer umas comprinhas, ao término da visita podemos gastar uns bons reais na loja, que conta com as melhores opções para levar pra casa.

OBS: Durante o passeio gostei muito de um vinho tinto chamado Duetto e também de um espumante reserva chamado Blush.

De lá seguimos para conhecer a Casa Madeira, também do Grupo Valduga, localizada mesma rua, um pouquinho mais à frente. Chegando no local estava tendo degustação de geleias e gente, são muitas geleias pra degustar! rsrs. Mais uma vez notei que não chega aos supermercados sequer um terço do que eles vendem ali. Os preços também são ótimos e claro que aproveitei pra comprar umas pra levar pra casa. Paguei R$9,80 num pote de geleia de amora orgânica com pedaços da fruta que amei e achei muito barato. Destaque altíssimo também para a geleia de café: exótica e super saborosa.

Casa Madeira

Casa Madeira

Degustação de geleias e antepastos Casa Madeira

Degustação de geleias e antepastos Casa Madeira

Opa!

Opa!

Uma das minhas preferidas!

Uma das minhas preferidas!

Saindo da Casa Madeira ainda deu tempo de irmos pra Vinícola Miolo, mais especificamente para o Wine Garden, pra apreciar o fim da tarde e pôr do sol. Sem dúvidas imperdível pra quem quer relaxar em Bento Gonçalves, o Wine Garden funciona como um Wine Bar a céu aberto em meio a um gramado super verde, decorado, com boa música ambiente, clima agradável e com ótima infraestrutura pro visitante.

Miolo

Miolo

Não é permitido levar as próprias coisas pra fazer um piquenique no local, pois eles oferecem tudo (cadeiras, mesas, tapetes, toalhas, etc). Tem um wine truck no local com sanduíches, petiscos e vinhos em garrafa e em taça (Miolo, obviamente). Até quiosque para bolo de pote tem também, pedi um que amei, mas achei o preço super salgado (R$18). Tudo que é vendido ali é preparado com ingredientes da horta da Miolo, seguindo uma linha mais orgânica e de pequena produção.

OBS: Abre aos sábados, domingos e feriados das 10:30 às 20:00 (verão), se o tempo estiver favorável.

Wine Garden Miolo

Wine Garden Miolo

Na hora do pôr do sol subimos pros vinhedos e pudemos contemplar essa bela paisagem!

Na hora do pôr do sol subimos pros vinhedos e pudemos contemplar essa bela paisagem!

E teve selfie no meio dos vinhedos SIM! :)

E teve selfie no meio dos vinhedos SIM! 🙂

A noite caíra e demos uma pausa no passeio, pois meu marido não estava se sentindo muito bem e acabamos passando a noite curtindo o frio no hotel. (acho que ele comeu demais)

No dia seguinte o destino foi conhecer a Biscoiteria Itallinni, e lá é um daqueles lugares fofos que parece de boneca kkk. Passaria uma tarde lá degustando e conhecendo os diversos produtos caseiros que a casa oferece. Fui recepcionada por uma das donas, e pude provar todos (sim, todos!) os biscoitos que a casa vende.

Confesso que gostei de quase todos, mas dois em especial me fizeram querer estender um pouquinho mais o contato e levar pra casa rsrs. Coloquei na sacolinha o de limão e o de nozes, que são de comer rezando. Aquele tipo de biscoito sem sabor artificial, sabe? Sem contar que derrete na boca e é impossível comer um só. O preço não é lá dos mais baratos, mas pelo menos esses dois que comprei valeram cada centavo. 🙂

Biscoiteria Itallinni

Biscoiteria Itallinni

A Itallinni é um ótimo lugar pra comprar presentinho pra alguém, porque é tudo muito bem preparado e bem embalado, num estilo bastante convidativo.

Biscoiteria Itallinni (esse de limão é divino!)

Biscoiteria Itallinni (esse de limão é divino!)

De lá rumamos pra passear pelos Caminhos de Pedra, ponto alto também da visita a Bento. Lá você encontrará de tudo: belas paisagens, jardins floridos de hortênsias (viva a primavera!), restaurantes, lojas de artesanato, diversas construções em estilo rústico – muitas em pedra mesmo, assim como pontos bons de conhecer, como a Casa da Erva-Mate e a Casa da Ovelha, que visitamos nessa ocasião.

Casa da erva-mate

Casa da erva-mate

Se você, assim como eu, nunca tomou chimarrão na vida, sua hora chegou. Além de poder conhecer o processo produtivo da famosa erva-mate, você poderá aprender e degustar um pouquinho desse líquido precioso dos gaúchos. Inclusive conhecer algumas regras de etiqueta de como se deve tomar rsrs. Como por exemplo, nunca dê apenas um gole no chimarrão, beba tudo, “até a cuia roncar” e passe adiante. E nunca, nunca reclame que acha anti-higiênico.

Curiosidade: Vocês sabiam que os primeiros povos a usufruirem da erva-mate foram os índios guaranis e os índios caingangues, que habitavam em geral a região Sul do Brasil? O hábito de compartilhar a cuia também é indígena, seguindo alguns rituais.

Na ocasião eu realmente não sabia como era, e confesso que me assustei um pouco com a ideia de termos que compartilhar o canudo, denominado bomba, com outras pessoas que não conhecemos. Mas viajar é isso: conhecer a cultura local, respirar fundo e seguir em frente! hahaha. OBS: Até que eu gostei do tal do chimarrão. Não pra ficar bebendo toda hora como eles, mas é uma opção boa pra esquentar os dias mais friozinhos. Paga-se o valor simbólico de R$1 pra visitar a Casa da Erva-mate.

Vocês vão ter que me perdoar, mas só depois me dei conta que não tirei foto do chimarrão!

De lá fomos pra Casa da Ovelha, onde funciona o Parque da Ovelha, e acho que deve ser maravilhoso principalmente pra quem viaja com crianças. Um “presente” pras crianças depois de acompanhar os pais nas vinícolas né? rsrs. Eles tem uma programação extensa com atividades o dia todo, entre elas: amamentação de filhotes de ovelhas, ordenha, tosa, degustação de produtos (iogurtes, sucos – o de mirtillo é muito bom – , queijos diversos, doce de leite), etc.

Dos produtos que mais gostei, destaco o queijo  pecorino toscano de 270 dias de maturação e o doce de leite de ovelha, que foge um pouco do padrão do doce de leite super doce.

OBS: Todos os queijos vendidos no local são pecorinos, então se você não é fã de queijo de ovelha provavelmente não vai gostar (eu amo, então amei.) 🙂 Ingresso de adulto da Casa da Ovelha: R$50 (valores de outubro/2017).

Casa da Ovelha (impossível tirar foto sem ninguém na frente...)

Casa da Ovelha (impossível tirar foto sem ninguém na frente…)

O que fazer em Bento Gonçalves: Caminhos de Pedra

O que fazer em Bento Gonçalves: Caminhos de Pedra

Visitamos alguns outros lugares que achávamos bonitinho e parávamos pra apreciar e tirar foto. Mas em geral os pontos altos da nossa viagem pra Bento foram esses citados no post. Eu até incluiria mais vinícolas no roteiro, como a Lidio Carraro (que li em três blogs críticas bem positivas) mas quando cheguei pra visitar já estava fechada. Então, se você visitar volte aqui pra me contar!

Caso esteja o orçamento um pouco apertado, tem várias opções de vinícolas gratuitas, como a Chandon e a Aurora. 🙂

Um beijo!

CONTINUE LENDO:

O que fazer em João Pessoa em 1 dia

Continuando nossa viagem pelo Nordeste fomos de Recife pra João Pessoa (121 km) , cidade vizinha a Natal que eu tinha vontade de conhecer e que é imperdível de ir se visita a capital potiguar, afinal apenas 180km separam uma capital de outra. Se você assim como eu não tem muito tempo de estadia, saiba o que fazer em João Pessoa em 1 dia e aproveitar bastante. Simbora!

“Jampa” é conhecida como a “Porta do Sol”, devido ao fato de a cidade abrigar a Ponta do Seixas, que é o ponto mais oriental das Américas, o que a faz ser conhecida como o lugar “onde o sol nasce primeiro nas Américas”. E, acredite, nasce cedo mesmo!

Nossa primeira parada foi correr pra ver o belíssimo pôr do sol na Praia do Jacaré, em Cabedelo (região metropolitana da cidade). A praia é fluvial e cheia de barquinhos, e ainda conta com um enorme corredor de lojas de artesanato para todos os bolsos e gostos. Restaurantes e barzinhos também tem lugar garantido. Gostoso é assistir o pôr do sol, tomar uma água de coco enquanto o sol vai embora e caminhar ao longo do calçadão para ver as novidades sem pressa.

Pôr do sol na Praia do Jacaré

Pôr do sol na Praia do Jacaré

Pôr do sol na Praia do Jacaré

Pôr do sol na Praia do Jacaré

Estacionamos ali por perto mesmo e pagamos uns R$2 pelo estacionamento. Já estava escuro quando fomos embora, e então fomos fazer check-in no hotel e sair pra jantar.

Ficamos hospedados de frente pra praia num hotel em Tambaú que não vale a pena divulgar aqui pois não gostei muito. Apesar da belíssima vista, não achei o bairro muito familiar à noite (muita prostituição na beira mar). Como estávamos de carro, quase não andamos a pé por ali. Hospedar-se de frente pro mar tem suas vantagens e desvantagens, entre elas poder acordar bem cedo e ver o nascer do sol sem ter que se deslocar pra longe pra isso. Acredito que temos que fazer isso ao menos uma vez na vida 🙂 apesar de eu ter deixado minha amiga ir só e ter ficado dormindo.

O hotel que estávamos não oferecia café da manha, então saímos pra tomar café na Padaria do Bonfim, que achei ruim e caríssima pro que é. Não recomendo a ida. De lá fomos pra Praia de Camboinhas, em Cabedelo, a mais ou menos vinte minutos de Jampa. Sem dúvidas uma das melhores praias que já conheci no Nordeste: calmaria, paz, ar puro e mar limpo definem esse belo lugar.

Praia de Camboinhas

Praia de Camboinhas

Ficamos numa barraca em frente à praia chamada Mão Branca, que funciona como restaurante e disponibiliza cadeiras e guarda sol. Não tinha muito movimento no dia que fomos, pra nossa alegria, pois tínhamos uma bela praia só pra gente. Dali partem os passeios de barco pra Ilha de Areia Vermelha, acessível a partir de Camboinhas. A ilha recebe esse nome pela coloração dos bancos de areia que ali se formam, e só de bater o olho já identificamos isso. 🙂

João Pessoa vista de longe

João Pessoa vista de longe

Curiosamente, vi alguns pescadores caminhando pela praia e vendendo coisas que haviam acabado de pescar. Na ocasião vi um pescador vendendo lagosta a R$25 o kg, e uns turistas paulistas levaram tudo que ele tinha pescado rsrsrs. Ficamos umas boas horas nessa praia relaxando e então seguimos pro próximo destino: almoçar kkk. Não vou discorrer sobre o restaurante que comi nessa ocasião, mas recomendo fortemente uma ida ao Mangai e ao Nau, ambos do mesmo grupo e com foco em comida regional e frutos do mar, respectivamente. Amo os dois de paixão!

Fomos almoçar na Praia do Cabo Branco, a mais turística e urbana de João Pessoa. Achei o calçadão muito bonito, limpo e organizado, assim como as barracas padronizadas. Ótima infraestrutura de malha cicloviária, pra quem quiser passear de bike.  A propósito, uma das coisas que me chamou atenção em Jampa foi isso: a cidade tem 62km de malha cicloviária (não tem desculpa pra não pedalar!). Nessa praia também fica o letreiro famoso de “Eu amo Jampa”,  bem concorrido na hora de tirar fotos, clichê, mas legal. 🙂

Praia de Cabo Branco

Praia de Cabo Branco

O que fazer em João Pessoa: Inclua a Orla de Cabo Branco no roteiro

O que fazer em João Pessoa: Inclua a Orla de Cabo Branco no roteiro

Como vocês podem imaginar, o foco sobre o que fazer em João Pessoa são praias e mais praias. Inclusive pra quem tem interesse existe uma famosa praia de nudismo chamada Tambaba, a 35 km da capital. Quem me conhece sabe que eu jamaaaaais iria pra uma praia de nudismo, mas se de repente vocês se interessarem saibam que tem e que parece ser muito bonita! (já vi fotos).

Bem, minha estadia em João Pessoa chegou ao fim, e mesmo no ritmo maratonista consegui relaxar e sentir um pouco da cidade, que gostei bastante. Ausência de trânsito, ar limpo, sensação maior de segurança e qualidade de vida ganharam pontos comigo. 🙂

Onde se hospedar em Porto Alegre

O feriadão está acabando e quem me acompanha nas redes sociais sabe que fui conhecer o Rio Grande do Sul, e claro que eu não poderia deixar a capital gaúcha de fora do meu roteiro. Se você também está programando viagem pro Sul e está procurando onde se hospedar em Porto Alegre, leia com atenção cada pontinho desse post rs.

Passei maravilhosas duas noites no Porto Retrô Flat Boutique, localizado no charmoso bairro Moinhos de Vento, o melhor pra quem procura agito, facilidade de locomoção, restaurantes, bares e um pouco de tranquilidade (e já vou explicar o porquê). A título de informação, desembarquei no Terminal 2 do Aeroporto e a corrida de Uber até o hotel custou R$13,82 (valores de novembro/2016).

Decoração

Decoração

Ao chegar no hotel já fiquei encantada não só com o local em si, mas com o atendimento e cortesia com que tratam os hóspedes. Mesmo eu tendo chegado às 01h da manhã, a simpatia da recepção era a mesma e com todo carinho levaram minha mala pro quarto, me informaram coisas básicas como senha do wifi, horário do café da manhã, como chamar o elevador, etc.

Suíte do Porto Retrô Flat Boutique

Suíte do Porto Retrô Flat Boutique

Já posso de antemão informá-los que a suíte é enorme e ao mesmo tempo muito prática. Mesa de trabalho, cama queen super confortável, lençóis super limpos e macios, assim como as toalhas, sofá cama casal pra relaxar vendo tv, e também uma cozinha integrada equipada que deixa o hóspede totalmente independente. Utensílios como talheres, xícaras, taças, copos e panelas estão disponíveis, assim como uma máquina de espresso Dolce Gusto. Um lindo frigobar também marca presença na suíte, uma chaleira elétrica, um cooktop e tábua e ferro de passar roupa. No banheiro mimos como roupão, kit beleza, kit costura e produtos de higiene da Ecco Brasil. 🙂

Onde se hospedar em Porto Alegre com charme

Onde se hospedar em Porto Alegre com charme

Voltando ao primeiro parágrafo, apesar de muito bem localizado e numa rua com tráfego frequente de carros, é um ambiente muito silencioso e o bom isolamento acústico não deixa passar barulho nenhum. Aliás, nem do corredor ouvi barulho. Tudo muito tranquilo pra que você possa ter uma estadia de muita paz.

Cozinha integrada

Cozinha integrada

Sala de estar integrada

Sala de estar integrada

Achei o local excelente pra todos os tipos de viajantes: pessoas que viajam a negócios, lazer e também para quem viaja com crianças, pois dá muita independência aos pais pra fazer mamadeira, lanches e refeições, ambiente silencioso e tv à cabo. Sem contar que a decoração é muito alegre e chama atenção de todos.

Decoração

Decoração

Se num conjunto todo o hotel fosse apenas bom, eu diria que a decoração é um diferencial, mas não. É mais um. A bela decoração é toda na linha retrô com toques modernos e os mínimos detalhes foram pensados com muito carinho, sem deixar de lado a praticidade das coisas. Encantada com a decoração e tirando foto de cada cantinho, descobri que a proprietária é designer de interiores e gosta de garimpar peças antigas e trazer de volta de forma reinventada. Descobri também que muitos objetos tem um porquê de estar ali e uma história por trás, que podemos descobrir facilmente conversando com um dos funcionários da equipe.

Parede sem graça aqui nem pensar!

Parede sem graça aqui nem pensar!

Ao perguntar sobre o cheiro que o hotel tem, fui informada que eles utilizam um aromatizador de ambientes e que fica disponível pra compra, assim como outros itens de decoração. Achei muito legal a ideia, pois às vezes gostamos tanto de um negócio de um hotel e geralmente o “gostar” acaba por ali, lá não, pois temos a possibilidade de comprar algumas coisinhas e levar pra nossa casa.

Lembrando que ao fazer a reserva por esse link você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! 🙂 

O café da manhã é ótimo, numa área não muito grande e pensado de forma que você se sinta em casa, não num hotel. Frutas frescas e secas em grande variedade, bebidas, iogurtes, frios, pães, geleias, bolos, e tudo aquilo que amamos, mas com muito mimo e delicadeza. Por exemplo, o sanduíche é semi-pronto e cortadinho, bastando que aqueça na sanduicheira. A fofura da funcionária do café também é de destacar. Outro ponto altíssimo é a opção de produtos sem glúten e sem lactose, o que mostra que o estabelecimento se preocupa mesmo em atender diversos públicos e de maneira muito atual. Aliás, o bolo integral que comi estava maravilhoso! Outro ponto do café da manhã que vale mencionar é o cantinho kids, com papinhas Nestlé, Nutella (não sou kids mas adorei), farinha láctea, leite ninho pra crianças, etc. Como eu disse implicitamente, é um hotel não pra um todo, e sim pra todos. 🙂

Sanduíches pré-preparados

Sanduíches pré-preparados

Variedade de frutas

Variedade de frutas

Cantinho kids

Cantinho kids

Opções sem glúten e sem lactose

Opções sem glúten e sem lactose

No quinto andar funciona uma área de lazer com banheira de hidromassagem a céu aberto e churrasqueira, que pra usar deve-se agendar previamente na recepção (acredito que pra não ter conflito de uso simultâneo por hóspedes diferentes). Ótimo para dias ensolarados e de lazer em que você queira testar suas habilidades de churrasqueiro na terra do churrasco. 🙂 Adorei a ideia e apesar de ser a céu aberto, o ambiente é bem aconchegante e não temos a sensação de que estamos sendo vigiados por outras pessoas… rsrs.

Hidromassagem

Hidromassagem

Área da churrasqueira

Área da churrasqueira

O hotel também conta com um café-bar no térreo, um ambiente em que você pode comprar vinhos regionais, refrigerantes e outras bebidas, e também conhecer pessoas, pois o ambiente é bem descontraído. O hotel deixa à disposição vários mimos como biscoitos coloniais e bolos pra depois nos deixar morrendo de saudade.

Aliás, acabei de voltar e já estou com saudades. Aliás, quem não gosta do bom gosto? 🙂

OBS: A hospedagem no hotel foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal no estabelecimento.

O que fazer em Recife e Olinda num final de semana

Recebi uma amiga italiana em casa e ela queria muito conhecer alguma cidade histórica no Brasil. Como estávamos em Natal e pretendíamos fazer o trajeto de carro, fizemos uma trip envolvendo Pipa, Recife e João Pessoa. O lugar histórico nesse caso foi a capital pernambucana, e já alertamos de antemão que o objetivo do post é dar sugestões sobre o que fazer em Recife e Olinda exceto praias, que não foi nosso foco.

DIA 1

Estávamos em Pipa e seguimos pra Recife, numa viagem que durou aproximadamente 4h, pois pegamos um pouco de trânsito na entrada da cidade. Nem fomos fazer o check-in, pois o caminho que o GPS indicava complicou nossa vida: não sabíamos chegar ao hotel senão pelo caminho informado pelo GPS, e ele estava mandando entrarmos em vias que eram contra-mão. Bizarro. Desisti de fazer check-in naquele momento pois já estávamos bem irritados e partimos pro centro histórico da cidade, onde fica o marco zero, pra perambular por lá e esfriar a cabeça. 🙂

Achei que fosse ruim achar vaga pra estacionar o carro, mas foi tranquilo. Estacionamos no estacionamento dos armazéns do porto (R$6) e saímos pra passear. O armazém do porto é uma zona gastronômica, com muitas opções de restaurantes na beira mar. Lembra um pouquinho Puerto Madero, na Argentina, ou para quem conhece Belém, a Estação das Docas (ainda que de forma mais simples). Chegamos no local mais ou menos no horário do pôr do sol, e ficamos ali admirando o sol cair e infelizmente não pudemos fazer a travessia de barco que possibilitaria ver as esculturas do artista Brennand, que ficam bem ali pertinho, do outro lado (não fazem travessia à noite).

Tiramos fotos clichês no marco zero e no letreiro de Recife, e nos deparamos com a Caixa Cultural, e PASMEM, na semana seguinte começaria a exposição Êxodos, de Sebastião Salgado. Já fui em duas exposições dele e cada ida vale a pena! Minha amiga italiana pirou porque não estaria mais no Brasil na semana seguinte.

Armazém do Porto

Armazém do Porto

Marco Zero

Marco Zero

Resolvemos entrar no Centro de Artesanato de Pernambuco que tem ao lado do Marco Zero e fiquei apaixonada! Quanta coisa linda e bem feita, muitos a preços super acessíveis (outros nem tanto) de mais de 500 artistas do Estado. Arte em madeira, porcelana, tapeçaria, louças, esculturas, souvenirs clichês… de tudo tem por lá. Minha amiga comprou uma escultura linda por apenas R$40. Ótimo lugar pra comprar artigos de decoração, principalmente pra quem valoriza a cultura local. Eles tem todo cuidado com a embalagem pra que nada se quebre no retorno pra casa. 🙂

Não é linda? Me arrependi de não ter comprado!

Não é linda? Me arrependi de não ter comprado!

De lá ouvimos um batuque forte vindo da rua do lado e fomos surpreendidos por um ensaio de rua de Maracatu, ritmo musical típico de Pernambuco que faz remexer os esqueletos mais travados rs. Nunca tinha visto um ensaio de Maracatu de raiz, e gastei um bom tempo assistindo aquilo que pareciam levar tão à serio e em ritmo tão sincronizado e intenso. Adorei! Depois, curiosa como sou, descobri que vão rolar ensaios abertos de agosto até o carnaval de 2017, sempre aos domingos, no Marco Zero (a partir das 15h). Uma ótima oportunidade de conhecer o ritmo que duela com o frevo na disputa do mais conhecido ritmo musical do Estado.

Já era noite, tentamos entrar no Paço do Frevo mas já estava fechado, Voltaríamos no dia seguinte. A missão agora era encontrar o hotel.

ALERTA: Conseguimos chegar no hotel pelo caminho dado pelo GPS, mas acabamos entrando numa via exclusiva de ônibus (BRT) e por sorte não chegou multa nenhuma em minha casa rs. Logo que fiz o check-in comentei com a recepcionista do hotel e ela nos aconselhou a não utilizar o GPS na cidade, pois mudaram muitas rotas recentemente e o GPS não acompanhou as mudanças. Ela tem ouvido muitos comentários semelhantes ao nosso ultimamente.

Após descansar  um pouquinho no novíssimo Beach Class, saímos pra jantar com minha prima, que graças a Deus salvou o resto da nossa viagem e não nos deixou dirigir mais kkk. Fomos jantar no Parraxaxá de Boa Viagem, restaurante que meu marido já conhecia e que havia gostado numa viagem anterior. Trata-se de um alegre restaurante com forró pé de serra ao vivo e muita comida típica nordestina ao estilo self-service ou à la carte. Entre caipirinhas, carnes de sol e forró pé de serra, finalizei rolando com a mais típica sobremesa pernambucana: cartola (amo de paixão!).

Parraxaxa Boa Viagem

Parraxaxa Boa Viagem

E quem disse que fomos embora pro hotel? Ainda fomos passear pela famosérrima orla de Boa Viagem, de início ao fim, e aí sim fomos dormir porque no outro dia ainda teríamos OLINDA! 🙂

O que fazer em Recife e Olinda: Dia 2

Nosso foco no segundo dia de viagem era conhecer Olinda e voltar ao Paço do Frevo. Fomos de carro pra Olinda e a primeira parada foi exatamente o Centro Histórico, onde estão as atrações da cidade. Estacionamos na Basílica de São Bento e gastamos um tempinho por lá, admirando o imponente altar em estilo barroco com arte em madeira e revestido com 28 kg de ouro. Considerada a igreja mais rica da cidade, o mosteiro da igreja foi destruído pelos holandeses, e teve sua reconstrução finalizada em 1759, já com o estilo Barroco. A título de curiosidade, abrigou durante 24 anos a primeira Escola de Direito do Brasil, fundada em 1811.

Basílica de São Bento

Basílica de São Bento

Altar em estilo barroco

Altar em estilo barroco

De lá rumamos pro Alto da Sé, e dei graças a Deus porque estávamos de carro…kkkk. Gente, quanta ladeira! Me lembrou muito o centro de Lisboa, inclusive na arquitetura das casas e das ruas, cheias de paralelepípedos. Igrejas parecidas com as de Lisboa também não faltaram, inclusive a Sé, nossa próxima parada. Com uma diferença: do alto da Sé de Olinda têm-se uma vista deslumbrante! Cenário muito parecido também com as cidades históricas mineiras, mas com um marzão azul de babar!

Vista deslumbrante do Alto da Sé!

Vista deslumbrante do Alto da Sé!

Igreja da Sé

Igreja da Sé

A Igreja também possui estilo barroco e interior bem mais modesto que a de São Bento, e li que sofreu muito com a invasão dos holandeses, tendo que ser reerguida após a expulsão desses. Ao redor da igreja têm dezenas de pessoas trabalhando com artesanato e muitas opções de restaurantes e lanchonetes bonitinhas. Lá também está o Elevador Panorâmico, em que se pode ter uma vista de 360 graus da cidade a um custo de R$5 (valores de 2016).

Paisagens lindas vistas de Olinda!

Paisagens lindas vistas de Olinda!

De lá seguimos andando (haja canela!) pra visitar o Mercado da Ribeira e poder ver de perto os originais bonecos de Olinda, que ficam ali pra exposição. O mercado tem formato de U, tendo nas laterais diversos box com artesanatos locais. Encontrei um artesão bem legal, que fazia arte no palito de fósforo. A entrada no Mercado é gratuita e você pode contribuir com a manutenção do local apenas se quiser, pois acho que eles não tem ajuda da prefeitura – e erroneamente nem é rota muito turística. Achei legal visitar o local pois como nunca fui no carnaval de Olinda, pude ver de perto o tamanho dos bonecos e a famosa cabeça do galo da madrugada. Gigante! rs.

OBS: Curiosamente dizem que antigamente os boxs serviam como local pra venda de escravos, não sei se é verdade ou se falam apenas pra chamar atenção de turistas.

Arte no palito

Arte no palito

Bonecos de Olinda

Bonecos de Olinda

Galo da Madrugada

Galo da Madrugada

A próxima parada foi o Convento de São Francisco, lugar lindinho e imperdível de conhecer. Construído em 1585, sendo o primeiro estabelecimento franciscano do país, a visita ao local divide-se em várias partes, entre igrejas e capelas. A que mais gostei de conhecer foi a Capela de Santana, com laterais todas revestidas em azulejos portugueses que retratam a vida e morte de São Francisco de Assis. Lindo!

OBS: Paga-se R$3 pra entrar.

Convento de São Francisco

Convento de São Francisco

Lindo, né?

Lindo, né?

Depois de tanto descer e subir ladeira, a fome batera…rs. Deixamos Olinda com a sensação de mais um lugarzinho lindo riscado da lista. Rumamos pra badalada Boa Viagem pra almoçar em um dos muitos restaurantes do local, e escolhemos o elegante Camarada Camarão, e fizemos ótima escolha, pois tudo que pedimos estava maravilhoso. Impossível não lembrar do camarão na moranga que pedimos, com manteiga do sertão, molho cremoso de jerimum, catupiry e lascas de coco, gratinados com queijo coalho. Prato na casa dos três dígitos, mas que serviu nós três (o ideal é pedir uma entradinha pra complementar).

De lá, como já havíamos dito, fomos pro Paço do Frevo, centro histórico novamente. Museu dedicado à difusão, pesquisa e formação do frevo. História do ritmo em imagens e sons, tudo pra não tornar a visita cansativa. Exposição de roupas e fotos de carnavais complementam a visita. Gostei muito do dicionário interativo, em que vemos uma palavra e rodamos a madeira e atrás está o significado. Muito legal! O museu é moderno e muito bem cuidado. Valeu a pena a visita!

OBS: R$8 a entrada, sendo que estudantes de escola e universidade pública não pagam ingresso e clientes Itaú pagam meia.

O que fazer em Recife e Olinda: Paço do Frevo

O que fazer em Recife e Olinda: Paço do Frevo

OBS: Fiquem atentos ao estacionar nas redondezas do Paço do Frevo. Apesar de ser uma região movimentada durante o dia, os flanelinhas extorquem dinheiro das pessoas cobrando R$20 pra estacionar na RUA. Na ocasião discutimos com o flanelinha e só demos R$5 pra ele rs e olhe lá.

Nossa visita à capital pernambucana chegara ao fim. Infelizmente não foi dessa vez que conheci Porto de Galinhas, mas como eu disse no início do post o foco nessa viagem era conhecer lugares históricos, não praia. Gostei muito de Recife, que achei gigante em relação à pequenina Natal e com muito mais coisas pra ver. Diferenças sociais também são mais vistas, com favelas de um lado, bairro nobre de outro… Quanto ao trânsito, que todo mundo reclama, não achei tão carregado, talvez por ter ido num final de semana. Mas achei a cidade BEM confusa pra dirigir e fiquei em pânico por diversas vezes com o GPS…rs.

Se tivesse mais tempo, incluiria na viagem uma visita ao Instituto Brennand, museu em estilo medieval que tem um acervo enorme de obras de arte, esculturas, etc.

E vocês? O que acharam de Recife?

 

Pão de queijo em Tiradentes

Conheci um lugarzinho muito peculiar em Tiradentes. O Na venda Pão de queijaria agrada gregos e troianos servindo o clássico pãozinho mineiro e ao mesmo tempo foge do tradicional que estamos acostumados, servindo sanduíche no pão de queijo, com recheios e acompanhamentos diversos, também um pouco diferentes.

Eu estava zanzando e procurando onde comer pão de queijo em Tiradentes (que não fosse o do hotel) e que pudesse conhecer algo diferente. Encontrei bem no Centro histórico, no coração da cidade. 🙂

Na ocasião pedi um de peito de peru com queijo minas padrão, maionese, alface e tomate. No início a gente estranha um pouco a ideia de um sanduíche dentro de um pão que imaginamos ser pesado, e na verdade é balela… é uma delícia! Se estiver com muita fome, pode ser que não fique satisfeito ao pedir apenas um. O acompanhamento também era curioso: ketchup de goiaba com chips de banana. Se era bom? era ótimo! (e eu não gosto de goiaba!).

Sanduíche no pão de queijo

Sanduíche no pão de queijo

Pedi também o pão de queijo tradicional, que chegou na medida e na temperatura certa:

Pão de queijo tradicional

Pão de queijo tradicional

O atendimento é outro diferencial. Por ser pequeno, é um ambiente que soa familiar em que a dona atende individualmente cada um dos clientes. A cozinha é exposta e dá pra ficar tanto na área interna, quanto externa. É possível comprar doce de leite de Viçosa no local, um dos poucos lugares em que vi pra vender na cidade. Se ainda não experimentou esse doce de leite, saiba que até hoje é o melhor que já comi na vida…rs. Outras guloseimas também estão disponíveis pra compra, como goiabada, pimentas, geleias, etc. Adorei! 🙂

Guloseimas

Guloseimas

A decoração também é bem bonitinha, em estilo colonial, como quase tudo na cidade. 🙂

Ótima opção de onde comer pão de queijo em Tiradentes

Ótima opção de onde comer pão de queijo em Tiradentes

 

Onde é?

Rua Ministro Gabriel Passos, 212. Centro Histórico de Tiradentes.
Telefone: (32) 3355-1467

Parrachos de Maracajaú

Sempre tive vontade de conhecer os Parrachos de Maracajaú, desde minha primeira visita a Natal, ainda como turista. Ficava encantada com os tons da água cristalina, a transparência, os corais, os peixinhos coloridos e tudo aquilo que envolve um passeio marítimo.

Maracajaú fica localizado no município de Maxaranguape, a mais ou menos 55 km de Natal e meio caminho andado pra quem quiser esticar pra São Miguel do Gostoso, a próxima cidade a riscar da minha listinha de lugares pra visitar no Rio Grande do Norte.

Pra quem deseja ficar somente na praia e não ir pros Parrachos, acredito que só vale a pena se for conhecer o Ma-noa Park, um parque aquático famosinho que tem por lá e que garante diversão pra toda família, especialmente pra criançada. Mas se for somente pra praia de Maracajaú, não vale a pena pela distância e por ter praias mais bonitas e mais próximas de Natal.

Como chegar de carro?

Eu fui de carro com meu marido e gastei aproximadamente R$40,00 de gasolina (R$3,65 o litro). Caso vá sozinho, não vale a pena ir de carro e sim de transfer com muitas das operadoras de turismo que atuam na região. Quando estava lá vi chegando vans e ônibus da CVC, Luck Receptivo, etc.

Saindo de Natal rumo ao litoral Norte, basta seguir pela BR-101 em direção a Touros. No caminho mais a frente terão placas de sinalização para o Ma-noa Park, basta segui-las.

Quanto gastar?

Pesquisei alguns lugares e vou passar aqui pra vocês, lembrando que os valores são para pagamento em espécie e que estamos na baixa temporada (maio):

Natal Vans

Buscam você no hotel e cobram $130,00 de lancha ou R$110,00 de catamarã com partida às 8h de Ponta Negra. No valor está incluso transporte ida e volta, ingresso para os parrachos, equipamento de snorkel e entrada no Ma-noa Park.

Telefone: (84) 3642-1883

Rota

Buscam você no hotel e cobram $125,00 de lancha ou R$110,00 de catamarã com partida às 8h de Ponta Negra. No valor está incluso transporte ida e volta, ingresso para os parrachos, equipamento de snorkel e entrada no Ma-noa Park.

Telefone: (84) 3322-305

Guia Cruz

Transporte ida e volta incluso, sendo que ele busca por volta de 7:30 no hotel e leva os turistas para a praia Caraúbas e Rio Peracabus. Por volta de meio dia (horário varia de acordo com o mar)  parte para os parrachos. Equipamento incluso. Preço: R$110,00.

Telefone: (84) 99190-5005.

Portal do Maracajaú

Contratando direto com a Andréa ou Maurílio paga-se R$70,00 apenas pelo passeio de catamarã com duração de aproximadamente 3h. Equipamentos inclusos. Não preciso dizer que optei por esse né? OBS: Contratei diretamente no local, sem fazer reserva.

Mais ou menos 15 minutos antes da partida do catamarã eles fazem uma chamada pra conferir os presentes e entregam o equipamento. A boia e colete são entregues dentro do catamarã. O trajeto de catamarã dura aproximadamente 30 minutos e balança um pouco. Para quem mergulha com cilindro as instruções para o mergulho são dadas durante o trajeto de ida. Achei os funcionários muito atenciosos e prestativos.

OBS: Caso você chegue cedo e queira comer algo antes de mergulhar, o Portal do Maracajaú cobra caríssimo, apesar de oferecer boa infraestrutura para os visitantes. Porém, uma coca-cola de latinha custa R$6,49 (com 10%). Bem ao lado tem um restaurante que não damos nada olhando de fora, por ser simples e pequeno, mas que tem preços bem mais razoáveis e comida muito boa. Chama-se Evolution Restaurante e fica BEM ao lado do Portal do Maracajaú.

Pedimos um petisco de 4 pasteis pequenos no Portal do Maracajaú e depois fomos almoçar no restaurante ao lado e pasmem, gastamos a mesma quantia!

Portal do Maracajaú

Portal do Maracajaú

Sobre o passeio

O catamarã balança um bocado, então não recomendo que comam nada pesado antes do mergulho. Caso queiram petiscar alguma coisa, tem uma embarcação de apoio que vende bebidas e alguns petiscos para comer durante a permanência nos parrachos. É permitido que você leve seu próprio lanchinho também.

Como é uma área de preservação ambiental, é estritamente proibido tocar nos corais. E, caso veja algum bichinho, não toque. Na ocasião vi um homem segurando uma tartaruguinha, mas saibam de antemão que não é permitido.

Caso não tenha câmera à prova d’água, eles oferecem um pacote de fotos por aproximadamente R$40,00. No local nos é dado uma boia pra ajudar na flutuação, pois nadar cansa viu?

Agora que vocês já tem todas as informações, basta programar a próxima viagem pro Rio Grande do Norte e usufruir o que tem de melhor: a natureza! Confiram um pouquinho de como foi meu dia:

Esse é o catamarã do trajeto

Esse é o catamarã do trajeto

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

Praia de Maracajaú

Praia de Maracajaú

Praia de Maracajaú

Praia de Maracajaú

 

Até a próxima!

L’Entrecôte de Paris – unidade Natal

Sou fã desse prato desde a primeira vez que comi, no L’Entrecôte D’Olivier, do chef Olivier Anquier, em São Paulo. Em outra ocasião tive o privilegio de conhecer o renomado Le Relais de L’Entrecôte, em Paris, e o prato ganhou meu coração de vez. Ao saber que tem um restaurante da rede de franquias L’Entrecôte de Paris em Natal deixei de lado o camarão e a carne de sol pra me render a esse típico prato da culinária francesa que, apesar de simples, tem um sabor maravilhoso.

Afinal, o que é um entrecôte? Tradicionalmente o corte da parte superior do contra-filé, super macio e cortado em pedaços, servido com um molho especial cuja receita original é um guardada a sete chaves, mas cujo ingrediente principal é a mostarda Dijon. De acompanhamento batatas fritas cortadas bem fininhas, sequinhas e servidas à vontade. SIM, você leu certo! Enquanto você se delicia da sua carne o garçom fica passando pra lá e pra cá com uma bandeja cheia de batatinhas pra você se servir do quanto quiser. 🙂

Antes disso, e não merecendo ser atropelada, é servida uma salada verde divina que sempre como duas vezes, já que meu marido não come alface (uhuuu). Alface, nozes, tomate cereja e um molhinho maravilhoso cujo ingrediente principal também é mostarda.

IMG_7969

Por incrível que pareça, o restaurante só possui esse prato. O máximo de variações que você vai conseguir é sobre o ponto da carne: mal passada, ao ponto e bem passada. Pedi a minha ao ponto e estava maravilhosamente ao ponto mesmo! A estratégia adotada pelos restaurantes do gênero é a seguinte: “Já que o prato é tão bom, pra que servir outro?”

Tradicionalmente é servido de sobremesa uma mousse de chocolate, mas no L’Entrecôte de Paris optei por um Classic Crème Caramel, que nada mais é do que o pudim mais lindinho que já vi na vida. Apresentação nota 10.

Tem coisa mais linda no mundo?

Tem coisa mais linda no mundo?

O atendimento também foi bom, apesar de não ser espetacular. Além dessas comidinhas citadas ainda pedi um couvert pois cheguei no restaurante morrendo de fome. Achei que o couvert não valeu a pena. Uma cestinha de diversos pães que visivelmente haviam sido aquecidos no micro-ondas, o que particularmente não gosto. Apesar disso, o patê de azeitonas que acompanhava era ótimo.

O restaurante é confortável, música ambiente agradável e tem boa localização, dentro do Natal Shopping. Fui num feriado e não tinha filas, o que em Natal é um milagre tratando-se de um bom restaurante.

L'Entrecôte de Paris

L’Entrecôte de Paris

Na comparação dos três restaurantes notei que o sabor dos molhos são realmente diferentes, apesar de todos bons. Pelo visto não conseguiram replicar mesmo a receita do Le Relais De L’Entrecôte, mas fizeram boas variações (o que é bom!).

Quanto gastar?

Quanto gastar?

O L’Entrecôte de Paris tem unidades em todas as capitais do Sudeste (exceto Vitória) e em várias cidades do Nordeste, como Fortaleza, João Pessoa, Natal e Salvador. Tem também em Brasília, e em outras cidades menores do Sudeste.

Saí rolando do restaurante e com vontade de voltar! E vocês, já conhecem algum restaurante da rede?

UPDTATE: Em julho/2016, infelizmente, como muitos restaurantes em Natal em meio à crise econômica, este foi mais um que fechou as portas. Porém, deixarei o post no ar por ser franquia e seguir um padrão.

Beijos!

 

Tempero da Ângela, em Bichinho-MG

Se estiver passeando por Tiradentes vale muito a pena dar uma voltinha nas cidades vizinhas, especialmente em Prados (mais conhecido como Bichinho), a aproximadamente 10 km de distância. Como já tínhamos zanzado muito por Tiradentes optamos por almoçar nessa cidade de nome engraçado, e o lugar escolhido da vez foi o Restaurante Tempero da Ângela. 🙂

IMG_4946

Com acesso um pouco difícil, entre estradas com buracos, curvas sinuosas e ladeiras, vale a pena separar uma pitada de paciência e um bom espaço no estômago pra se empanturrar da simples e boa comida mineira. O restaurante costuma ficar lotado e tem até uma área pra espera, em que já servem as bebidas. O restaurante funciona no esquema preço fixo de comidas e sobremesas inclusas, em que paga-se R$25 por pessoa pra comer à vontade. Bebidas à parte.

Tempero da Ângela

Tempero da Ângela

O restaurante é grandinho e bem simples, e conta com uma equipe muito simpática e cozinha com gosto de “fazenda” ou “casa de vó”. Pegue seu prato, esbanje-se entre tutu de feijão, muita couve refogada, torresmo, carne de porco, peixe frito saindo na hora, calabresa, carne de panela com chuchu, e toooooda aquela comida gordinha mineira que tanto gostamos. Se está de dieta, é um tiro no pé.

Tempero da Ângela

Tempero da Ângela

Área do buffet e uma das cozinheiras simpáticas que conheci :)

Área do buffet e uma das cozinheiras simpáticas que conheci 🙂

Faz um calor extremo na área do buffet pois é tudo servido ali nos dois fogões à lenha que tem por lá, nada de rechauds ou coisas similares. É tudo bem quentinho. 🙂

Curioso que eles produzem muitos dos próprios ingredientes da grande horta que tem ao fundo. É tudo muito simples, e muito bom. Variedade de salada fresquinha também merece atenção.

Se ainda sobrar um espaço pros doces, e comigo sempre sobra, esbalde-se nos doces de leite variados, goiabadas cascão, queijo minas e cafézin coado com rapadura, só pra tentar mantê-lo acordado depois de tanta comilança.

Sobremesa simples e divina!

Sobremesa simples e divina!

Vai um cafézin aí?

Vai um cafézin aí?

O único contra, e acho que deveriam melhorar isso, é que não aceitam cartão nenhum, só dinheiro. Recomendo que não esqueçam desse detalhe pois não tem nem caixa eletrônico por perto.

Tempero da Ângela

Tempero da Ângela

E vocês? Conhecem algum restaurante pra indicar em Bichinho?

Beijos!

O que fazer em BH: Meu top 5

Uma missão difícil desvendar meu top 5 na capital mineira em tão pouco tempo de estadia. No meu caso, passei um dia inteiro e duas noites em BH e consegui conhecer as seguintes atrações, que estavam na minha wish list há tempos! 🙂

O que fazer em BH

1 – Conhecer o Mercado Central de Belo Horizonte

Imperdível na capital mineira, o mercadão recebe aproximadamente 1 milhão e meio de visitantes por mês, e apesar de eu não ter achado tão bonito foi considerado um dos melhores mercados do mundo, aparecendo ao lado do Ver-o-Peso representando o Brasil. É um prato cheio para quem quer levar pra casa coisinhas típicas mineiras como doce de leite, cachaça, queijos, temperos, pimentas… e não pense que vai encontrar somente coisas típicas não, tem pra todos os gostos! Juro que até tucupi do Pará vi pra vender. O artesanato também está presente em cada esquina e se estiver precisando comprar artigos de cozinha em madeira ou em cobre, lá é uma boa pedida. Particularmente não achei as coisas tão caras como imaginava que fosse, exceto o estacionamento, e consegui bons preços nas minhas comprinhas.

Vai uma panela de cobre aí?

Vai uma panela de cobre aí?

Captura de Tela 2016-04-17 às 16.38.36

Por sua grandiosidade, o tempo passa voando lá dentro e dá facilmente pra se perder de outra pessoa caso vá acompanhado. Pra ter uma ideia, 400 lojas estão presentes no local e recomendo a ida com bastante calma, pois notei grande diferença de preço entre uma lojinha e outra. Pra chegar ao Mercado vá até voando, menos de carro. O estacionamento bem em frente ao mercado custa R$12,00 a hora. Não me senti lesada no mercado, mas totalmente assaltada no estacionamento…

Boa opção pra quem quer levar pra casa...

Boa opção pra quem quer levar pra casa…

Onde é: Av. Augusto de Lima, 744 Centro – BH – CEP: 30190-922.

2 – Igreja São Francisco de Assis

Cartão postal da cidade, a igrejinha de Pampulha foi um projeto do famoso arquiteto Oscar Niemeyer, e em seu interior abriga a Via Sacra, composta por 14 painéis de ninguém menos que Candido Portinari, o menino dos olhos brasileiro das obras fauvistas. Paga-se R$3 pra entrar na igreja, e, apesar da singela contribuição, a visita vale muito a pena. Um fato curioso é que logo que foi inaugurada não era considerada um templo religioso, pois a igreja católica não reconheceu-a por fugir completamente dos padrões arquitetônicos da época. Somente em 1959, 15 anos depois de sua construção, a arquidiocese de BH reconheceu e começou a celebrar missas.

IMG_6818

Recentemente picharam os azulejos da igreja e no dia em que estive lá estava cheio de jornalistas fazendo matérias sobre o caso. E além disso estava chovendo muito, então nem consegui tirar boas fotos, como gostaria. Buáááá.

O maior cartão postal da cidade

O maior cartão postal da cidade

O que fazer em BH: Admirar as obras de Portinari certamente é uma delas

O que fazer em BH: Admirar as obras de Portinari certamente é uma delas

OBS: A parte de azulejo que tanto conhecemos é na verdade o fundo da Igreja. Para entrar dirija-se pra frente no sentido da lagoa e verá a portinha de entrada. 🙂

Onde é: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 3000 – Pampulha – BH.

Horário de Funcionamento: 3ª a sáb. e feriados das 9h às 17h, dom. das 11h às 14h.

Outras informações: Às terças-feiras, missa às 20h e aos domingos, missa às 10h, com entrada franca.

3 – Casa Kubitschek

Construída pra ser a casa de fim de semana do, até então, prefeito de BH, conhecer essa residência nos remete a saber como a alta sociedade da época (anos 40/50) morava, a arquitetura presente, os objetos e utensílios. Projetada por ninguém menos que Niemeyer, representa bem os traços da arquitetura modernista do famoso arquiteto e se mantém luxuosa até hoje. Destaque para os belos jardins da frente da casa, atualmente restaurado, mas cujo projeto foi do paisagista Burle Marx.

O ontem

O ontem

O hoje

O hoje

Achei a casa super moderna, considerando o tempo em que foi construída. Destaque para a suíte de Juscelino, em que entrava-se no banheiro e de lá tinha outra porta para o enorme closet, para então sair por outra porta já vestidinho para a suíte novamente. Eu amei a ideia. Se ganhasse na mega sena, seguramente seria uma opção pra minha casa… kkk.

Uma das salas

Uma das salas

Outra coisa que gostei muito foi dos ricos detalhes em madeira de lei, e a mesinha com uma réplica de Guernica, de Picasso. Achei demais! Sinceramente, esse cara tinha bom gosto…

Mesa com réplica de Guernica

Mesa com réplica de Guernica

Onde é: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 4.188, Pampulha – BH.

Horário de Funcionamento: Terça a sábado, da 10h às 17h.

Outras informações: Entrada franca.

4 – Memorial Vale

Prédio da antiga Secretaria do Estado da Fazenda de MG, o edifício de 1897 é uma construção tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA/MG.

O passeio divide-se em três pavimentos: o mais legal, a meu ver, é o primeiro, em que os protagonistas são ilustres personalidades mineiras como Sebastião Salgado, Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade. Uma excelente oportunidade para quem nunca viu pessoalmente as belas fotos do renomado fotógrafo, com 21 imagens em exposição. E também uma excelente oportunidade pra conhecer um pouquinho mais sobre os ilustres Carlos Drummond e Guimarães Rosa.

Foto da foto do Sebastião Salgado

Foto da foto do Sebastião Salgado

O segundo pavimento fica por conta da histórias de BH, a vida dos mineiros e suas vilas históricas, sempre cheias de histórias pra contar.

Segundo pavimento: Maquete de uma vila mineira

Segundo pavimento: Maquete de uma vila mineira

O terceiro e último pavimento tem uma sala de exposição temporária, um auditório, exposição de cerâmicas típicas e outras atrações.

Onde é: Praça da Liberdade, s/n, Esquina com Rua Gonçalves Dias.

Horário de Funcionamento: Terças, quartas, sextas-feiras e sábados:  das 10h às 17h30, com permanência até 18h; Quintas:  das 10h às 21h30, com permanência até 22h e Domingos: das 10h às 15h30, com permanência até 16h.

Outras informações: Entrada franca.

5 – Praça da Liberdade

Praça da Liberdade

Praça da Liberdade

Uma das praças mais importantes da cidade, abrigava ao seu redor os mais importantes edifícios da cidade, como o Palácio do Governo e as Secretarias de Estado. Seu jardim, inspirado no de Versailles, e seu corredor decorado com lindas palmeiras chamam atenção de quem passa. Dica: Como fui de carro, achei horrível pra estacionar. Caso tenha outra opção, NÃO vá de carro.

Atualmente é palco de muitas manifestações e eventos culturais na cidade, tornando-se ponto de encontro dos moradores. Um oásis em meio à capital, destino frequente pra quem pratica atividades físicas na rua e gosta de atividades ao ar livre.

Praça da Liberdade

Praça da Liberdade

Se você conseguir ficar pelo menos dois dias inteiros na capital mineira, melhor. Recomendo uma ida à noite pro bairro de Savassi e seus inúmeros botecos. As opções em BH são enormes e eu gostei muito da cidade! Como qualquer outra metrópole brasileira, tem seus problemas sociais, mas achei em geral uma cidade bem cuidada e limpa. 🙂 E a simpatia do povo também foi uma atração à parte…

Até a próxima!

 

Onde se hospedar em Tiradentes

Cheguei essa semana de uma trip por Minas Gerais e passei duas noites na adorável Tiradentes, cidadezinha que fica na região denominada Campo das Vertentes, no Sudeste do Estado, já pertinho do Sul. Antes de escolher onde se hospedar em Tiradentes, não deixe de ler isso aqui. Confesso que os altos preços de hospedagem praticados me assustaram um pouco, mas achei uma opção com excelente custo-benefício e quero compartilhar com vocês.

Fiquei hospedada no Pouso da Josi, pousadinha bem localizada e que só de pisar lá já sabemos que seremos bem tratados. Fui recepcionada pela Josi, proprietária, e como descrever uma pessoa tão gentil? Atenciosa com tudo e com todos, nos recepcionou de forma eficiente e gentil e assim foi durante toda a estadia, sempre atenta aos mínimos detalhes.

Pouso da Josi

Pouso da Josi

A pousada oferece estacionamento gratuito para hóspedes, quarto duplo, triplo, quádruplo e quíntuplo!  Como viajei com meu marido e meus sogros e as diárias em Tiradentes estavam salgadinhas, optamos por um quarto quádruplo. O quarto que nos deram foi o quíntuplo e era super espaçoso, camas novas e confortáveis, quarto extremamente limpo, com televisão, banheiro amplo, reformado e limpinho, tudo pra nos sentirmos como se estivéssemos em casa. Quarto sem luxos, mas muito bom e excelente pra quem gosta de limpeza. Por falar nisso, ofereciam limpeza diariamente. Tá, podem parar de me chamar de psicótica.

Quarto quíntuplo

Quarto quíntuplo

Quarto quíntuplo

Quarto quíntuplo

Meu marido estava com vontade de provar leite da vaca (puro) e a dona do hotel prontamente providenciou uma garrafa pra que ele pudesse provar, e assim foi. No café da manhã seguinte lá estava a garrafinha e um sorrisão de satisfação estampado no rosto. Área do café da manhã muito bem arrumada, mesa posta e grande variedade de biscoitos artesanais, bom café, salgadinhos, frutas, sucos, pães, pão de queijo quentinho, e muitas calorias adicionadas à cintura. Pra quem se liga nos detalhes, destaque para a decoração da área do café da manhã, com muito artesanato típico da cidade e muita madeira nos acabamentos.

Área do café da manhã

Área do café da manhã

Pouso da Josi

Pouso da Josi

Pouso da Josi

Não parece casa de vó?

IMG_7015

Tivemos um breve problema no chuveiro elétrico e logo que reclamamos consertaram. Reclamamos de manhã ao sair pra passear e ao retornar no fim do dia já estava OK. Muita agilidade e prontidão pra solucionar o que não vai bem.

O único ponto negativo foi a internet. Não funcionava direito o wi-fi no quarto, e nos dias de hoje isso é GRAVE. Pra conectar a internet tínhamos que andar pra área onde é servido o café da manhã ou arredores.

De resto, recomendo muito o hotel pra quem quer sossego e a sensação de que está em casa, mesmo a 2.500 km de distância. 🙂

Onde: Rua Francisco Pereira de Morais, 113Tiradentes, Minas Gerais 36325-000, Brasil.

Preço da diária: Aproximadamente R$320,00.

Para continuar lendo sobre Tiradentes, clique aqui.

Morar em Natal – Parte II

Em continuação ao post anterior, vou discorrer sobre alguns gastos fixos que temos ao morar em Natal e que vocês podem tomar por base pra saber quanto precisariam pra cobrir essas despesas.

Energia

Atualmente a tarifa residencial de energia elétrica no RN é uma das mais baratas do país (e já foi a mais). A distribuidora de energia aqui no Rio Grande do Norte é a COSERN, que cobra R$0,418 o kWh (valores de 2017). Traduzindo, pagamos em média R$200,00 por mês sendo que somos duas pessoas em casa e possuímos muitas coisas: geladeira bem grande, máquina de lavar roupa, máquina de lavar louças, chuveiro elétrico, adega, um ar condicionado inverter que só usamos à noite, etc.

Tarifa energia elétrica (não estão listados todos os Estados)

Tarifa energia elétrica (não estão listados todos os Estados)

Não sei falar sobre conta de água aqui, pois está incluso no valor do condomínio.

Internet

As melhores opções pra internet banda larga aqui são oferecidas pelas seguintes empresas: Net, Cabo Telecom e GVT. Como já tinha sido cliente Net 2x e nas 2x tive problemas, descartei de cara a contratação novamente. Fiquei entre a Cabo Telecom e a GVT, que me pareceu mais benéfica. Optamos por um plano com ligações ilimitadas para fixo, chamadas DDD com preço de local e 25 mega de internet, que pra gente é suficiente. O plano custa R$135,00 porque está em débito automático, se não fosse custaria R$145,00. OBS: Não temos tv por assinatura (só assistimos Netflix).

Supermercados

Natal é uma das cidades que mais têm supermercados no país. Carrefour, Extra, Favorito, Assaí, Makro, Sam’s Club, Nordestão, Hiper Bom Preço (Walmart), etc.

Lógico que não vou discorrer sobre todos, só sobre os que mais gosto e costumo ir. Costumo ir ao Assaí ou Atacadão pra fazer as compras do mês, por ser atacadista geralmente consigo preços melhores em muitas coisas. Mas, por exemplo, não gosto de comprar frutas e legumes lá, nem carne, nem pão…

Gosto muito do Nordestão pra comprar carne, pra mim, é o melhor. Consigo carnes com qualidades melhores e preço nem tanto, costuma ser um pouquinho mais caro que os demais, mas pra mim vale a pena. O pãozinho francês de lá também dá de 10 em muitas padarias da cidade.

Outro que gosto muito e que empata com o Nordestão é o Carrefour, gigante rede presente em todo o mundo. Acho os produtos de limpeza mais baratos por lá, e tem uma grande variedade de queijos (grande mesmo!). Consigo umas frescurites por lá que nem sempre encontro no Nordestão, que é mais voltado pra coisas regionais – o que também não é nada mau. 🙂

Não gosto de ir ao Extra aqui em Natal, é bem carinho e não tão legal. Os demais até vou, mas nada d+.

Aluguel

Vou abrir o cofrinho pra vocês terem uma ideia do quanto gastar com aluguel aqui na capital potiguar. Vocês encontrarão alugueis bem mais baratos e também encontrarão mais caros (os apartamentos de frente pro mar na Praia dos Artistas, por exemplo). Nosso apartamento fica numa região muito boa (veja post anterior), tem 90m2, piscina, duas vagas de garagem e só. Não é um prédio de luxo, mas é bom (3 por andar). Desembolsamos R$1580,00 por mês pelo aluguel, condomínio e IPTU incluso (valores 2016). Isso é mais barato do que gastávamos em SP num bem mais simples e bem menor. 🙂

Uma região que tem crescido bastante e que dispõe de muitos prédios novos e casas em condomínio fechado é Nova Parnamirim, bairro da cidade Parnamirim, na região metropolitana de Natal. Até cheguei a perambular pelo bairro, mas confesso que não me agradou. Muito trânsito e sensação de insegurança me fizeram cortar o bairro da lista.

Lazer

Natal não é uma cidade só de praia, como muitos podem imaginar. Além do contato com a natureza nas praias, lagoas, trilhas, etc, é uma cidade como qualquer outra em que as pessoas passeiam nos shoppings, vão ao cinema, a restaurantes, ao teatro, etc. O principal teatro é o Teatro Riachuelo, que fica no Shopping Midway Mall e tem vasta programação cultural. Agora em março, por exemplo, vai ter show do Toquinho, Ângela Maria e Tiê. 🙂

Quanto a shoppings,  a cidade possui seis, e os principais são o Midway Mall e Natal Shopping, que contam com as redes de cinema Cinemark e Cinépolis, respectivamente. Outro shopping menor mas que também tem cinema é o Praia Shopping, que tem a rede Moviecom. Um fato curioso é que o Midway não cobra estacionamento… 

Outra coisa que tem crescido de forma exponencial em Natal são os eventos food truck, como o Natal Food Park. Já fui em dois diferentes e vi opções bem lindinhas e interessantes pra quem quer fugir da rotina (e da dieta!).

Passeios voltados pros turistas são infinitos e acho que não caberia nesse post, quem sabe num outro mais específico pra turistada. Não vou me ater a falar sobre eles aqui.

Morar em Natal: Praia da Ponta Negra

Morar em Natal: Praia da Ponta Negra

Academia

Não sou a pessoa mais antenada nesse assunto, mas vou falar um pouquinho o que sei. Malho em uma academia perto de casa e meu pacote me dá direito a musculação e atividades extras como aula de abdominal, funcional, extreme fitness, etc. Gosto muito da academia e isso faz o treino não ficar chato, além da equipe ser bem preparada, equipamentos novos e atendimento muito bom. Fiz um plano anual em dezembro e consegui R$90 mensais pelo plano família (fiz com outras pessoas da família). A academia chama-se Energy Fitness.  Longe de ser uma Cia Athletica da vida, mas que oferece um custo-benefício excelente, ideal pra quem quer apenas malhar e não “ver e ser visto”.

Por incrível que pareça, têm academias mais baratas na cidade, mas essa foi a que eu mais gostei e estava dentro do preço que eu queria pagar.

Outras opções na cidade são Bodytech, Ápice, Smart Fit, etc. Como toda cidade praiana que se preze, academias não faltarão. Morar em cidade praiana faz as pessoas quererem se cuidar mais e diminuir a silhueta. 🙂

Salário

Com tantas coisas mais baratas em relação às outras capitais, você deve está se perguntando “por que não moro lá?” hehehe. Assim como as coisas são mais baratas, tenha certeza também de que seu salário também será menor. Algumas profissões estão listadas como “os piores salário do Brasil”, como os jornalistas, por exemplo. Uma cidade tão linda e com muitas desigualdades. Comum ganhar salário mínimo ou salário comercial, que ano passado estava em míseros R$823,00.

Se vier pra Natal estude pra passar num bom concurso ou já tenha em mente algo bem interessante pra empreender. Já vi vagas de engenheiro pleno pra trabalhar na Petrobras pagando R$4.000,00 (acredite, em outras cidades pagariam bem mais).

A economia é focada no setor terciário, e se você for trabalhar nesse setor tenha em mente que MUITO provavelmente também trabalhará aos sábados. É impressionante como é comum trabalharem aos sábados por aqui… (eu, inclusive, trabalho…).

Se quiser vir aventurar sem nada aqui, NÃO recomendo a vinda. Recomendo que já venha com algo certo ou encaminhado, ou que tenha uma bela poupança pra se manter por um bom tempo, pois você – principalmente atualmente – pode demorar a conseguir um emprego razoável. Claro que exceções existem, se você for médico, por exemplo.

Considerações sobre morar em Natal

Natal é uma cidade ótima pra morar e pra passear, e dependendo do bairro onde mora terá a sensação de viver de férias, tendo em vista a alta qualidade de vida que a cidade oferece.

As pessoas – ao contrário do que pensam – não são tão dadas assim. Imaginamos o nordestino como um povo dado, e sinceramente não achei que isso se aplica aqui. Achei as pessoas simpáticas e, caso você já as conheça, serão ótimas com você. Do contrário, cada um na sua e ninguém mexe com ninguém. Nada efusivo.

A quantidade de imigrante na cidade também chama atenção. A quantidade de paulista que conheci aqui merece destaque. Gringo também. Pessoas de Estados vizinhos como Paraíba e Ceará também fazem fila. Das poucas pessoas que conheci no meu prédio, uma é do Ceará, outras de Minas e outra de São Paulo. De Natal ainda tô esperando conhecer…

Não pire de primeira com a péssima educação no trânsito aqui. Não surte, por mais difícil que seja, se alguns não acendem o farol, ou não dão seta ao mudar de faixa, ou até se não respeitam a preferência. Faça a sua parte e aja de forma correta, pois gentileza gera gentileza apesar de às vezes a vontade de mandar pra aquele lugar ser grande.

Se vocês têm alguma dúvida ou querem que eu aborde algo que eu possa ter esquecido, estou à disposição pra ajudá-los. 🙂

Continue lendo:

Morar em Natal – Parte I

Tudo começou em uma viagem que fiz com meu marido pra capital potiguar, que balançou nossos corações – e nossos planos. O tempo passou, continuamos em São Paulo, nos mudamos pra Madrid e retornamos pra São Paulo, quando chegou a hora de colocar em prática o que havíamos planejado: morar em Natal. Uns acharam loucura, outros acharam demasiado rápido, outros acharam uma ótima decisão. Nós, na época, sinceramente não sentíamos nada, nada além de insegurança e a sensação de que estávamos dando “um tiro no escuro”. E assim é a vida. Caso não tivéssemos tido a iniciativa, provavelmente ainda estaríamos em Sampa com meu marido reclamando.

Chegava a hora de procurar transportadora. Em São Paulo a voltagem é 110V enquanto que em Natal é 220V, mas como havíamos nos casado relativamente há pouco tempo e tínhamos muitas coisas boas, valia a pena encaixotar tudo e comprar uns transformadores pra resolver o problema da voltagem. Caso você esteja com planos de se mudar e suas coisas não sejam muito boas ou já estejam muito velhinhas, financeiramente não vale a pena pagar transportadora (alô OLX!).

Fiz orçamentos com diversas transportadoras com nome no mercado e que ofereciam o serviço de seguro da carga, agendei visita com a Confiança Mudanças e Transportes e definitivamente foi uma das piores coisas de nossa viagem. O pré-venda foi ótimo, funcionários muito atenciosos, equipe de preparo da mudança conseguiu empacotar tudo em um só dia e não tivemos que nos preocupar em embalar nada, eles fizeram todo o serviço. Claro, serviço esse pago 100% antecipado, no valor de R$6.200,00 + seguro (valores de 2015). Vale ressaltar que esse serviço que contratamos é o de carga compartilhada, quando o caminhão vai com coisas suas e de outras pessoas e tem o prazo máximo de 30 dias pra chegar ao destino. Caso tivéssemos optado por carga exclusiva, com prazo no máximo em 10 dias úteis após a coleta, o preço subiria pra R$13 mil. MAIS seguro. Em relação ao prazo nada a reclamar, 25 dias após levarem as coisas de minha casa em São Paulo chegou em nossa casa de Natal.

Porém, alguns funcionários já não eram tão atenciosos e tivemos alguns problemas como: avaria na geladeira, na lava-louças, televisão totalmente quebrada, jarra de cristal quebrada (já reembolsado), funcionários com pouco preparo e que sujavam todas as paredes na montagem dos móveis… enfim, MUITA dor de cabeça. Não vou me ater aqui a descrever o caso, pois o 2o Juizado Especial Cível Central de Natal cuidou disso. Só pra deixar vocês a par, me mudei em maio de 2015, escrevi o post em fevereiro de 2016 e a causa só foi resolvida em agosto de 2016 (ganhamos, claro).

Procuramos imóveis em imobiliárias e nas ruas, pois muitos prédios têm plaquinhas em frente com o telefone dos proprietários, que optam em fazer o contrato sem intermediações. Indico muito a corretora Geiza Nunes, da Remax, atenciosa desde o primeiro contato por telefone. Infelizmente acabei não fechando com ela, pois o apartamento que eu mais gostei – o meu – ela não estava como corretora. Fechei negócio com a Reference Imobiliária, mas visitei também a Remax e a Procuradoria de Imóveis, além de fazer pesquisas na internet.

Procurei apartamentos nos seguintes bairros e vou contar um pouquinho o que achei de cada um:

Ponta Negra: Apartamentos pequenos com cozinha estilo americana, mais voltados pra turistas e pra locação por temporada. Consequentemente cubículos mais caros e com tudo mais caro nas redondezas também. Bairro gringo, muito comum tropeçar com estrangeiros e com turistas perdidos ou passeando. Bairro praiano, não se assuste se estiver chegando em casa após um dia de muito trabalho se deparar com pessoas andando de biquini em plena segunda-feira às 18h. Vida noturna ótima com vasta opção de restaurantes, barzinhos, lanchonetes, albergues, hotéis, baladinhas, etc. 2 dos Restaurantes Camarões estão nesse bairro, assim como o La Brasserie de la Mer, de Erick Jacquin, o mais premiado chef francês no Brasil. Não morei na Ponta Negra, mas tenho a sensação de que não parece um bairro bom pra morar, e sim pra passear ou passar uma temporada.

Capim Macio: O que mais gostei e o que escolhi pra morar. Vizinho colado à Ponta Negra, mas muito mais residencial. Temos quase tudo perto e muita tranquilidade a qualquer hora do dia. Bons restaurantes, padarias, 3 faculdades, pronto-socorro, pelo menos 4 supermercados grandes, farmácias, bancos, tudo a um estalar de dedos. E mesmo tendo tranquilidade e não estando no olho do furacão do turismo, estamos a 5 minutinhos da praia de Ponta Negra. O único ponto negativo é que quem não mora tão perto da Av. Engenheiro Roberto Freire, a avenida em que passam a maioria dos ônibus, fica difícil de se locomover sem carro. Não passa ônibus nas ruas paralelas à avenida, em que estão a maioria dos prédios e residências. Como é tranquilo até demais, sinto uma certa insegurança na hora de caminhar pelas ruas. Sensação de cidade fantasma, sabe?  Mas, se você tem carro, no problem.

Lagoa Nova: Nesse bairro tem tudo. Só não tem praia. Mas considerando que Natal não é uma cidade grande, isso não chega a ser um problema, pois basta percorrer alguns km e lá estará a praia brilhando lindamente pra você. Quando estávamos ainda procurando apartamento nos hospedamos um tempo nesse bairro e deu pra perceber que Lagoa Nova é um mix de tudo: comercial e residencial. Muitos prédios novos, muitas padarias, shoppings, cinema, teatro, restaurantes, bancos, clínicas, lojas, faculdades, escolas, hospitais, e tudo aquilo que a gente imagina que tem em uma cidade urbana. Gostei do bairro, mas achei um pouco caótico nos horários de pico, muito carro, muito trânsito (ainda que o trânsito daqui seja uma piada), barulho, buzinas, bi, bi, biiiiii. Não era bem isso que procurávamos (estávamos “fugindo” de São Paulo), então descartamos. Se você optar por morar nesse bairro, não será necessário ter carro.

Nova Descoberta: Esse bairro é quase uma extensão do anterior, mas menor e mais residencial. Muitos prédios baixinhos o completam. Na época estávamos namorando um ap novinho que gostamos bastante e era de frente pras dunas. Acho também que é necessário ter carro pra se locomover com mais facilidade se morar lá, pois todas aquelas coisas que imaginamos que têm em centros urbanos estão no bairro citado anteriormente.

Não chegamos a ver apartamentos em Petrópolis, outra opção boa em Natal. Bairro muito comercial também, com muitas lojas, galerias, academias tops e restaurantes chiquêêês. Mas uma coisa me chamou atenção, parece que todos os médicos e dentistas da cidade estão nesse lugar. Os maiores hospitais também. Os maiores laboratórios também. Vira e mexe tô por lá, pois é lá que meu dentista atende. Minha endocrino também. E sempre que preciso fazer algum exame, opto por um dos laboratórios que estão por lá – as opções são enormes. Caso você trabalhe na área da saúde,  tem grande chance de trabalhar nesse bairro. Não cogitei morar em Petrópolis pois já tinha me apaixonado por Capim Macio antes mesmo de conhecê-lo, mas confesso que ele é charmosinho… 🙂

Transporte público em Natal é precário, e não digo nem em relação à qualidade dos ônibus, pois são bem parecidos com os que estamos acostumados nas outras capitais, mas sim à quantidade da frota, que é muito pequena. Coitado de quem precisa esperar ônibus aqui, rotas muito limitadas e caras. Uma passagem custa R$2,90 (valores de fevereiro de 2016) e nem sempre tem cobrador, você paga diretamente ao motorista – que nem sempre tá de bom humor.

Por falar em transporte, na época da mudança compramos um carro de uma amiga de Belém, e trouxemos o carro de lá pra cá com uma transportadora local especializada em veículos chamada Transcarlos. Não tivemos problemas e chegou dentro do prazo de 10 dias que ofereceram. O pagamento foi realizado na retirada do veículo em Natal, e nos cobraram R$ 1.200,00 (com seguro incluso averbação através da Seguradora Allianz ou Tóquio Marine). O carro chegou meio imundo, mas inteiro e dentro do prazo.

UPDATE: Me mudei de Natal e atualmente estou no Rio de Janeiro. Levei o carro com a mesma transportadora do parágrafo anterior e o orçamento ficou em R$1100,00. Novamente não tive problemas com o transporte.

Não quero me extender mais pois o post já está ficando gigante, então vou deixar pro próximo post outras informações úteis sobre morar em Natal. Fiquem ligados e qualquer dúvida é só chamar! 🙂

Continue lendo:

Praia de Genipabu

Olá gente! Depois de mais de mês sumida estou de volta! 🙂 E hoje vou contar pra vocês sobre a Praia de Genipabu, praia com 10km de extensão no litoral norte do Estado do Rio Grande do Norte. Pra começar, visitei a praia em duas ocasiões: uma no mês de agosto e outra agora, finzinho de dezembro. Nem preciso dizer que no veraneio é tudo pior, né: trânsito, passeios mais disputados e mais caros e estacionamento também. Mas a boa notícia é que a paisagem continua linda! (e a praia limpa). 🙂

Praia de Genipabu

Praia de Genipabu

Praia de Genipabu

Praia de Genipabu

Genipabu está localizado no município de Extremoz, região metropolitana a 20 km de Natal. A estrada de acesso é bem ruim: buracos, poças de lama, congestionamento, MAS uma coisa é boa: a sinalização. Você consegue chegar facilmente à praia sem GPS. Ruim é ter que mandar o carro pra alinhar depois… rs.

Ficamos no estacionamento da Barraca do Véio e pagamos R$4 pra estacionar mesmo havendo consumação. Os petiscos eram bons, especialmente os pasteis de queijo e carne de sol (R$30/porção com 5 unidades). Não havia muitos ambulantes na praia e pedir água de coco, por exemplo, só na barraca (R$4,40 c/10%). Pra quem mora em Natal, isso é quase um assalto.

Almoçamos no local também e não recomendo. Com o mesmo R$ você come com muito mais conforto e qualidade nos bons restaurantes de Natal. Chegue cedo, peça petiscos e almoce em Natal. É impressionante como o preço é quase o mesmo e você come muito melhor. Guarde o dinheiro pra gastar nos passeios de buggy, que pechinchando consegui por R$170 o passeio curto com duração de 1h. Assaltados de novo, mas é verão e eu estava com meus primos de outra cidade, então não tínhamos outra opção, já que eles passariam pouco tempo em Natal. OBS: Os bugueiros ficam bem em frente a Barraca do Véio.

Paradinha no buggy pro meu irmão tirar foto!

Paradinha no buggy pro meu irmão tirar foto!

O buggy leva 4 pessoas, além do motorista do buggy. Sobe as dunas, mostra a lagoa de Genipabu – sem parada pra banho pois é proibido por ser área de proteção ambiental – e dá umas voltinhas com ou sem emoção – essa fica a critério das pessoas.

Altura das dunas :O

Altura das dunas :O

Lagoa de Genipabu

Lagoa de Genipabu

Meu primo que gentilmente cedeu algumas fotos pra mim, como essa :)

Meu primo que gentilmente cedeu algumas fotos pra mim, como essa 🙂

Praia limpa, mar calmo e muita tranquilidade define esse lugar. Você tem a opção de subir a duna a pé (lembrando que pode ter até 30 metros de altura) pra passear nos dromedários que tem por ali, advindos em maioria da Espanha. Esses dromedários são celebridades, pois já participaram até da gravação da novela “O Clone”. Pra passear neles – a caráter – desembolse em média R$50 por 15 minutos de passeio.

Sem Título

Com tantas atrações na praia, quem resiste? Ligue o botão “relax” e curta muito esse pequeno pedaço do paraíso.

Um beijo!

Onde comer em Natal: Restaurante Nau

Restaurante da mesma família do famoso Mangai, o Nau teve origem em João Pessoa e já foi exportado para Natal e Brasília, conquistando cada vez mais os paladares mais exigentes.

Com foco na culinária nordestina, ingredientes como manteiga da terra, queijo coalho e muito camarão marcam presença por quase todo o cardápio, mas para quem não gosta (existe alguém?) também oferece opções mais tradicionais como carne bovina, carne de frango e de porco. Eu, particularmente, sempre opto pelos frutos do mar, a especialidade da casa.

No primeiro momento ao chegar no Restaurante você tem um choque e a impressão de que gastará uma pequena fortuna para comer lá. Ledo engano. O lugar, considerado o maior restaurante do Nordeste, tem capacidade pra atender 600 pessoas simultaneamente sem descer do salto. Nas duas vezes em que estive no local havia bastante gente e a qualidade do atendimento não caiu em nada. Pelo contrário, achei um diferencial.

Sorriso de orelha à orelha :D

Sorriso de orelha à orelha 😀

A arquitetura do local é minimalista e super elegante, com tudo pensado nos mínimos detalhes. Conforto, beleza e aconchego, tudo no mesmo lugar. Esse se tornou um dos meus preferidos da cidade, já que é bom em tudo: qualidade do atendimento, acessibilidade, qualidade dos pratos, limpeza e alto padrão em conforto. Além de claro, um ótimo preço para o que se propõe a oferecer.

ATENDIMENTO

Crachás de identificação sempre visíveis, os garçons rapidamente atendem à mesa se apresentando pelo nome e informando que será o responsável pelo atendimento da mesa. Rapidamente traz os cardápios e a carta de vinhos, assim como oferece alguma bebida. No decorrer do atendimento, mantém-se sempre à disposição e com simpatia, porém sem se tornar efusivo. Do início ao fim, não tenho o que reclamar. 🙂

AMBIENTE

Música ambiente agradável, ambiente decorado com muita madeira e planta, estilo rústico-chique e ambiente refrigerado. Cozinha com janelas de vidro, o que possibilita ver os cozinheiros fazendo nossa comida. Eu, particularmente, tiro o chapéu pra restaurantes que se dispõe a mostrar a cozinha pra clientela. Não deve ser fácil! rs.

IMG_4747

Para quem vai com crianças, existe uma brinquedoteca bem bonitinha que infelizmente não tirei fotos por um motivo óbvio: havia muitas crianças no local e os pais poderiam não gostar que eu fotografasse.

Como dito no início do post, o restaurante é gigante e comporta até 600 pessoas, além de um salão para eventos fechados. O que colabora para a redução das filas de espera na entrada e ganha pontos comigo… rs.

ENTRADA

Pedi de teimosa pois estava azul de fome, mas pra quem vai em casal para dividir 1 prato é muito exagero pedir entrada. Porém, a experiência foi boa mesmo assim. Pedimos uma entrada que dá pra dividir pra duas pessoas. Potinho de camarão foi o escolhido (R$15). Muito bom, mas ainda assim um exagero…

Potinho de camarão

Potinho de camarão

PRATOS

Na minha primeira visita pedi o Camarão Naveta (R$89) e na segunda o Camarão Nau (R$88), e ambos estavam deliciosos, porém se for pra escolher o que gostei mais, opto pelo Naveta, pois vinha com bastante queijo coalho e arroz de queijo coalho (amo!). Já o Camarão Nau são camarões refogados na manteiga aromatizada, arroz cremoso de manjericão gratinado no queijo mussarela. Difícil o duelo, hein? 🙂

Camarão Naveta

Camarão Naveta

Camarão Nau

Camarão Nau

Vale lembrar que ambos pratos são extremamente fartos e recomenda-se dividir pra pelo menos 3. Comemos, comemos de novo e de novo e aí sim acabou…

SOBREMESA

Infelizmente não consegui comer toda, haja vista o tanto que já havia comido… pedi um duo de cocada (R$11,90), suficiente pra dividir pra duas pessoas também, principalmente por se tratar de algo muito doce e que pode se tornar enjoativo. Eu amo cocada, então adorei! Muito cremosa e no ponto. Pena que meu marido não gosta e eu não consegui comer tudo (ah se arrependimento matasse)

IMG_0919

Fiz esse post para compartilhar minha experiência pessoal no restaurante e para dar mais opções para os visitantes de onde comer em Natal. Objetivo também mostrar que em Natal não existe apenas o Restaurante Camarões (mais famoso da cidade). Apesar de eu também amar o Camarões, acho que o Nau não fica atrás. 🙂

Um beijo!

OBS: Foto de capa gentilmente autorizada pela Equipe do Nau. Foto do site oficial.

 

Lagoa do Carcará: Rio Grande do Norte

Ainda sobre minhas andanças pelas redondezas de Natal, conhecemos a Lagoa do Carcará, uma das mais belas do Estado, ainda na região de Nísia Floresta, a uns 45 km da capital. A Lagoa faz parte do “Roteiros das Águas”, porém ainda é muito pouco divulgada pelos agentes de turismo do Estado. Mas, pra alegria de vocês, estou escrevendo aqui! 🙂

Várias pessoas nos recomendaram que não fôssemos sem um carro tipo 4×4 e fomos teimosos e encaramos mesmo assim. Conclusão: muitos litros de gasolina desperdiçados, momentos de tensão e a incerteza se conseguiríamos chegar. Chegamos. Depois de nos perdermos algumas vezes, após chegarmos em vias com areia super fofa e impossíveis de transitar, conseguimos sabe Deus como.

Melhor estrada que encontramos...rs

Melhor estrada que encontramos…rs

Essa lagoa tem infraestrutura melhor que a de Alcaçuz, com mesas disponíveis dos bares, comida simples disponível pra compra e alguns quiosques para lanches rápido, como pastéis, água de coco ou tapioquinhas.

Outra coisa que me chamou atenção na Lagoa foi a possibilidade de alugar prancha pra fazer stand-up paddle por apenas R$20 (40 minutos de duração). Além disso, possui pedalinho para locação e caiaque. Ótimo para quem não quer apenas curtir o banho, e sim atividades relacionadas a ele. 🙂

Stand up paddle

Stand up paddle

E o que falar da Lagoa? Mais uma vez perdi a hora. Paradisíaca, ótimo banho, água limpa, cristalina e maravilhosa! Mesmo estilo da do post anterior, mas talvez um pouco maior. A Lagoa é ideal para pessoas de todas as idades, especialmente crianças, já que inexiste a correnteza do mar.

Lagoa do Carcará

Lagoa do Carcará

Lagoa do Carcará

Lagoa do Carcará

Para não passar por sufoco que nem eu e fazer o seu passeio sem dor de cabeça, recomendo fortemente que contrate um serviço de bugueiro em Natal. Eles já estão acostumados e com certeza não sairá caro diante da satisfação em conhecer tão belo lugar. Se ainda assim quiser arriscar ir com seu carrinho, saiba que no caminho aparecerão pessoas pra querer levar você até o destino, então não hesite em contratá-las.

Para quem busca hospedagem na Lagoa a má notícia é que não existe, por não ser muito divulgada pelos operadores de turismo de Natal, talvez...

Rota para a Lagoa do Carcará no Google a partir de Tabatinga: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=zLrhq_g5–u0.kn–Od7p4fUY&hl=en_US

 

Lagoa de Alcaçuz/Rio Grande do Norte

A Lagoa de Alcaçuz foi um “achado”, já que eu nem estava procurando e me deparei com algumas fotos no Instagram que me fizeram saltar os olhos. A bela lagoa está localizada no município de Nísia Floresta, a aproximadamente 45km de Natal e é simplesmente IMPERDÍVEL para quem visita a capital potiguar, tanto pela proximidade com a cidade, quanto pela praticidade de poder conhecer a lagoa em um único dia. 🙂

O acesso pode ser feito através de trilha, com extensão de aproximadamente 19km e com início em uma feirinha em Pium, ou por carro de passeio, através de estrada de terra. Não há a necessidade de ser carro tipo 4×4, e, apesar da estrada não ser uma maravilha, é super possível chegar sem um carro com tração nas 4 rodas (o meu é um carrinho motor 1.4 e sem tração).

A Lagoa de Alcaçuz não tem grande infraestrutura de restaurantes e coisas do tipo, mas tem uma casa que vende bebidas e petiscos simples como macaxeira frita (R$5) e batata frita (R$5) (muito barato!) e disponibilizam guarda-sol e cadeiras.

IMG_3296

O bom é que como a Lagoa não é muito movimentada, é sossego garantido o seu passeio pra lá. E gente, que água cristalina!!! A água da lagoa é maravilhosa, transparente, nem quente, nem fria, e super refrescante nos dias de sol. Fiquei de molho e perdi a hora… sem dúvidas um dos melhores banhos de lagoa que já tomei por aqui. 🙂

Tempo nublado mas ainda assim valeu!

Tempo nublado mas ainda assim valeu!

Lagoa de Alcaçuz

Lagoa de Alcaçuz

O único “contra” da Lagoa é que ela fica relativamente perto do presídio, e a maluca aqui nem ligou… hahaha… mas não é tão colado assim e é só torcer pra não ter uma rebelião… hahaha. Fora isso, perfeito! Ah, recomendo a ida aos finais de semana, pois não fica deserto.

Rota para o GPS: Latitude: -6.001240 Longitude: -35.145320.

Beijos!

Onde comer comida baiana em Salvador

Pelo fato de Salvador ser uma cidade super turística e pela culinária ser um dos principais atrativos, não dificilmente você encontrará pega-turistas na cidade. Eu estava procurando onde comer comida baiana em Salvador e uma amiga de lá indicou o Ki-Mukeka da unidade de Armação. E lá fomos nós! 🙂 

Estacionamento no local, valet e muita fila de espera pra saborear as delícias da Bahia. Aguardamos aproximadamente 40 minutos em um dos muitos sofás de espera, com garçonetes servindo cervejas e entradinhas.

Decoração do Ki-Mukeka

Decoração do Ki-Mukeka

Decoração do Ki-Mukeka

Decoração do Ki-Mukeka

Roupa das garçonetes

Roupa das garçonetes

Eu, particularmente, gostei muito do atendimento do local, e uma garçonete simpaticíssima ficou praticamente à nossa disposição o tempo inteiro. De entrada pedimos uma porção de acarajé e de abará, que é semelhante ao acarajé, mas é envolto em uma folha de bananeira e cozido, em vez de frito. Acabei gostando mais do acarajé mesmo, mas confesso que não morri de amores por nenhum. Sorry.

Onde comer comida baiana em Salvador: Ki-Mukeka

Onde comer comida baiana em Salvador: Ki-Mukeka

OBS: Se perguntarem para você se quer acarajé “quente” ou “frio” cuidado. Isso nada tem a ver com a temperatura e sim com a quantidade de pimenta que você quer. Se não é fã de pimenta, não peça quente… rs.

Outro destaque além do atendimento foi o prato principal, que estava de comer rezando. Pedimos uma moqueca baiana de camarão e gente… quanto camarão! Um prato de moqueca serve bem até 4 pessoas, pois tem vários acompanhamentos e é muito farto. O prato é servido bem quente em panelas de barro com muito leite de coco e azeite de dendê, além, claro, de muito camarão. 🙂 OBS: Destaque para o pirão que é servido como acompanhamento (e olha que não sou fã de pirão, hein!).

Moqueca baiana de camarão

Moqueca baiana de camarão

Por falar em moqueca, você sabe a diferença entre ensopado e moqueca? Pois bem, moqueca é feita com azeite de dendê e ensopado com extrato de tomate. O resto dos ingredientes permanece igual. No restaurante é servido os dois pratos.

O Ki-Mukeka já ganhou prêmios na cidade de “Melhor cozinha baiana” e “Melhor moqueca de Salvador” e a moqueca fez jus ao título.

Prêmios

Prêmios

Como eu já estava super satisfeita, não pedi sobremesa. Mas tirei uma fotinho do cardápio pra vocês verem o que eles oferecem:

Cardápio Restaurante Ki-Mukeka

Cardápio Restaurante Ki-Mukeka

Quanto gastar?

A moqueca está na casa dos três dígitos, custando R$109,00 (valores de 2015). Porém, como é muito farto e dá pra dividir, acaba não saindo caro. A conta deu aproximadamente R$160,00 com direito a entrada, prato principal e umas cervejas.

Se estiver em Salvador, Lauro de Freitas, Feira de Santana ou Brasília, não deixe de conferir e se deliciar. 🙂

Onde comer comida baiana em Salvador?

End: Avenida Otávio Mangabeira n°136 – Jardim Armação.

Continue lendo: Roteiro de 1 dia em Salvador

Roteiro de 1 dia em Salvador

Muita gente vai rapidinho na capital baiana, seja pelo fato de que irá fazer uma longa conexão ou porque já tem data marcada pra partir rumo às outras cidades da Bahia. Esse foi meu caso, estava na Chapada Diamantina e apesar do tempo ter ficado curto consegui fazer um roteiro de 1 dia em Salvador.

Na noite que chegamos saímos pra comer e ficamos jogando conversa fora com meus amigos baianos, então não vou me ater a isso. No outro dia partimos pros pontos turísticos, lembrando que optei pelos lugares mais clássicos de conhecer numa primeira visita, e acho que fiz boa escolha, afinal, Salvador não é cidade pra visitar apenas uma vez na vida. 🙂

Depois de um super café da manhã típico do Nordeste com muuuita fartura, saí pra bater perna 🙂 . Estávamos de carro e não utilizamos estacionamentos privados. Pra ir ao Mercado Modelo, Pelourinho e Elevador Lacerda estacionamos na Cidade Baixa, pertinho do Mercado Modelo e, apesar de termos estacionado na rua, tivemos que pagar R$15,00 pro flanelinha. Pasmem.

O primeiro lugar escolhido foi:

Ponta do Humaitá

Localizado na Cidade Baixa, a Ponta do Humaitá é sinônimo de belas paisagens e vista da Baía de Todos os Santos e de mar calmo, sem fortes ondas. Está situada próximo ao Forte de Monte Serrat, monumento militar da Bahia construído no século XVI. Finalizado em 1742, desde 1993 abriga o Museu da Armaria, com armamentos civis e militares.

Ponta do Humaitá

Ponta do Humaitá

Igreja do Bonfim

A Basílica Santuário Senhor do Bonfim é um dos pontos turísticos mais visitados da Bahia. Com arquitetura em estilo neoclássico e fachada em rococó, segue o padrão das igrejas portuguesas dos séculos XVIII e XIX, com belos afrescos e muuuuuita azulejaria portuguesa. O Senhor do Bonfim é um ícone da fé baiana, e atrai muitos devotos, turistas, curiosos e peregrinos.

A história da Igreja nos remonta ao século XVIII, quando Theodózio de Faria, capitão-de-mar-e-guerra da marinha portuguesa, fervoroso devoto do Senhor do Bonfim, fez uma promessa durante uma tempestade de que, se sobrevivesse, traria para o Brasil as imagens do Senhor Jesus do Bonfim, e assim, posteriormente à sua sobrevivência da tempestade, trouxe uma réplica de Setúbal, sua cidade natal, iniciando então a construção da atual Basílica.

Quando visitei, estava tendo missa e não era permitido tirar fotos do interior. Então só pude tirar foto da Sala dos Milagres e da parte externa. Na Sala dos Milagres estão expostas diversas partes do corpo humano em cera, assim como fotografias de entes queridos, cartas de agradecimento por alguma graça alcançada e outras histórias de peregrinos que passaram por ali.

Igreja do Bonfim

Igreja do Bonfim

Sala dos Milagres

Sala dos Milagres

Azulejo português

Azulejo português

IMG_4520

Mercado Modelo

Hoje, um grande mercado de artesanato de Salvador, porém nem sempre foi assim. Inaugurado há pouco mais de 100 anos, o Mercado já foi o maior centro de abastecimento da capital baiana, até que sofreu pressão do CEASA e dos grandes supermercados que começaram a se expandir, e então, mudou seu foco para o artesanato.

Muitas lendas circulam acerca do Mercado Modelo, como o subsolo cheio de túneis e redescoberto na última reforma. O subsolo foi construído para ser uma cava para armazenamento de vinho e outras mercadorias que necessitavam de umidade, porém, reza a lenda que também era o local onde ficavam os escravos recém-chegados. Como está localizado abaixo do nível do mar, não eram incomuns os alagamentos. Para criar ainda mais um pouco de terror, alguns vigias noturnos dizem ainda ouvir barulhos de correntes vindo do subsolo…

Aos amantes de literatura, o local inspirou Jorge Amado, frequentador assíduo do Mercado, a criar uma das suas novelas: A morte e a morte de Quincas Berro D’água. Outros personagens ilustres da literatura também teriam frequentado o local, como Simone de Beavouir, Pablo Neruda e Érico Veríssimo. Até a realeza britânica já passou por ali e fez até o Príncipe Philip se render às cachaças típicas.

Mercado Modelo visto do alto

Mercado Modelo visto do alto

Cores do Mercado Modelo...

Cores do Mercado Modelo…

Mercado Modelo

Mercado Modelo

Elevador Lacerda

Sem dúvidas um dos principais cartão postais de Salvador, o famoso elevador foi inaugurado em 1873. Idealizado e construído pelo engenheiro Antônio de Lacerda, possui 74 metros da base à torre dos elevadores.

Atualmente possui quatro elevadores (2 em funcionamento) que fazem o percurso entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa em apenas 11 segundos e transportam mais de 20 mil passageiros ao dia, entre moradores, turistas e comerciantes da região por um preço simbólico de R$0,15!

IMG_2602

Pelourinho

Esse sim, o principal cartão postal da cidade. O Pelourinho, carinhosamente chamado de Pelô, é o nome de um bairro de Salvador, o qual possui um conjunto arquitetônico colonial barroco português preservado e integrante do Patrimônio Histórico da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

O bairro foi fundado em 1549 por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, que escolheu o lugar onde está o Pelourinho pela localização estratégica – bem no alto, próximo ao porto e com uma muralha natural de 90 metros de altura, o que facilitava a defesa da cidade.

Atualmente é uma grande área de lazer ao ar livre, pois oferece inúmeras atrações artísticas e musicais. Muitos hotéis, albergues, restaurantes, lojinhas, bares, teatros, museus, igrejas e outros monumentos históricos completam o local. Coloridíssimo, há também apresentações do grupo Olodum, todo domingo e terça-feira.

Museu da Cidade e Fundação Casa de Jorge Amado, respectivamente

Museu da Cidade e Fundação Casa de Jorge Amado, respectivamente

Aos amantes das obras de Jorge Amado, por simbólicos R$5,00 pode-se visitar o local que abriga uma exposição permanente de documentos, fotografias, livros, adaptações e objetos relacionados ao escritor e sua esposa, também escritora. Aos curiosos de plantão, o célebre escritor morava a poucos metros da fundação, na Rua Alfredo Britali, nº 68. Funcionamento:  Segunda à Sexta de 10h às 18h e sábado de 10h às 16h. Às quartas a entrada é gratuita para todos.

"Se for da paz, pode entrar..."

“Se for da paz, pode entrar…”

Um dos locais em que Michael Jackson filmou o clip da música "They Don't Care About Us"

Um dos locais em que Michael Jackson filmou o clip da música “They Don’t Care About Us”

Ladeiras do Pelô

Ladeiras do Pelô

Monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares

Monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares

Monumento em homenagem ao Primeiro Bispo do Brasil

Monumento em homenagem ao Primeiro Bispo do Brasil

Bem pertinho da estátua do bispo está o curioso Monumento da Cruz Caída, em homenagem ao desaparecimento da antiga Igreja da Sé, a principal do país, construída em 1553 e demolida em 1933, para permitir a passagem de bondes até o terminal da Sé.

Monumento da Cruz Caída

Monumento da Cruz Caída

Em frente do Monumento tem-se uma bela vista do Mercado Modelo, da Baía de todos os Santos, Elevador Lacerda e Forte de São Marcelo.

Pelourinho

Pelourinho

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Ali pertinho está a Igreja e Convento de São Francisco, uma das mais belas do país e de arquitetura barroca, revestida de ouro no seu interior. Infelizmente quando fui estava fechada, mas se você estiver em Salvador não deixe de ir conhecer e me contar aqui o que achou, ok? 🙂

Farol da Barra/Forte de Santo Antônio da Barra

O farol está construído no interior do Forte de Santo Antônio da Barra, e dizem ser o mais antigo farol da América do Sul. De suma importância econômica no século XVII, quando o porto de Salvador era um dos mais movimentados e importantes do continente e era preciso auxiliar as embarcações que chegavam em busca de pau-brasil, açúcar, algodão, tabaco e outros itens, para abastecer o mercado europeu.

Atualmente é administrado pela Marinha, e abriga também o Museu Náutico da Bahia, um bar e uma biblioteca.

Bela vista de lá...

Bela vista de lá…

Farol da Barra

Farol da Barra

Era domingo e o calçadão estava cheio de pessoas praticando esportes, caminhando, e outras na areia da praia, curtindo o solão que brilhava em pleno inverno. 🙂

Praia da Barra

Praia da Barra

Dicas:

Não deixe de tomar sorvete na Sorveteria A Cubana: eu simplesmente AMEI o de tapioca. Na ocasião visitei a unidade que tem no Pelourinho, mas têm outras na cidade.

Só tem 1 dia em Salvador? Não deixe de tomar o sorvete de tapioca da Sorveteria A Cubana

Só tem 1 dia em Salvador? Não deixe de tomar o sorvete de tapioca da Sorveteria A Cubana

Em geral gostei muito de Salvador, mas gostaria de ter ficado mais dias. Entretanto pra um tour no centro histórico, 1 dia inteiro foi suficiente.

Fique esperto com sua carteira e bolsa de mão, em alguns lugares achei o clima um pouco pesado. Não sei se foi impressão minha, mas achei que meu marido fosse ser assaltado (ele tava com a carteira na mão dando sopa e eu vi uns garotos de olho).

Se possível, alugue um carro. Não sei como teria sido se estivéssemos sem, mas com carro você fica muito mais livre pra circular pela cidade, mesmo que tenha que desembolsar uma grana pros flanelinhas.

Se você já conhece Lisboa, vai se espantar com a semelhança entre as cidades em vários aspectos. Os azulejos, a arquitetura das casas, as cores, o porto… enquanto Lisboa tem a Fundação Saramago, Salvador tem Jorge Amado. Até as ruelas de paralelepípedo são parecidas… e o que falar dos nomes “Cidade baixa”  e “Cidade alta”? E as ladeiras? Enquanto Lisboa tem o Elevador Santa Justa, Salvador tem o Lacerda. Até a sujeira das ruas é bem semelhante… ou tá achando que Lisboa, por ser Europa, é uma cidade limpinha? rs. De todo modo, ambas têm seus encantos e charmes. E eu particularmente AMEI conhecer as duas! 🙂

Continue lendo: Onde comer comida baiana em Salvador

Restaurante Camarões – Natal/RN

O Restaurante Camarões é um clássico em Natal, tanto para os turistas quanto para os natalenses. Quando ainda vinha a Natal a passeio e comentava com alguém que iria para a cidade, não raramente escutava as frases “vá comer no Camarões”, “você já foi no Camarões?”. Então, já fui lá algumas vezes sim, e nunca me decepcionei com absolutamente quase nada no local. 🙂

Quantos têm?

Têm 4 unidades na cidade de Natal, que se dividem entre: Camarões Potiguar, Camarões Restaurante, Camarões Midway Mall e Camarões Natal Shopping. Eu, particularmente, fui nos três primeiros e ainda não conheci a unidade do Natal Shopping, porém é uma boa opção pra quem prefere o estilo buffet e não à la carte.

Dica: Caso vá para a unidade da Ponta Negra, peça para ir para o segundo piso, pois tem vista parcial pro mar.

Unidades do restaurante Camarões| Foto retirada do perfil do Facebook do estabelecimento

Unidades do restaurante Camarões| Foto retirada do perfil do Facebook do estabelecimento

Ambiente do Camarões Potiguar | Foto retirada do Trip Advisor

Ambiente do Camarões Potiguar | Foto retirada do Trip Advisor

Atendimento

Apesar da fila poder alcançar o tempo de 1:30h de espera, vale a pena mofar. Delicie-se na espera com o pastel de camarão e orégano, considerado o melhor da cidade (R$12,00) (sim, enquanto você espera você pode pedir bebidas e entradinhas como o bendito pastel).

Fila de espera: dentro e fora do restaurante

Fila de espera: dentro e fora do restaurante

Pastel de camarão | Foto retirada do Instagram oficial do restaurante

Pastel de camarão | Foto retirada do Instagram oficial do restaurante

Gosto muito do atendimento e da rapidez a partir do momento em que fazemos o pedido. Nunca esperei mais de 30 minutos pro prato principal chegar, e após ser servido, os garçons preocupam-se em perguntar se estava tudo bem, se ocorreu algum problema e coisas do tipo. Ponto alto pro atendimento.

O que comer?

Apenas uma vez pedi uma entrada diferente, além do pastel de camarão. E me dei bem de novo! Estou atualizando esse post meses após ter voltado ao restaurante e não consigo me recordar o nome da entrada, mas é muito boa, à base de chips de batata doce e frutos do mar. Se algum leitor souber o nome da entrada, agradeço se colocar nos comentários! 🙂

Entrada do Restaurante Camarões

Entrada do Restaurante Camarões

Eu já comi 4 pratos diferentes na casa e, sinceramente, não sei eleger o melhor. TODOS que eu comi estavam maravilhosamente deliciosos, bem servidos e regados a muito camarão. Os acompanhamentos também não deixam nada a desejar. Vou descrever um pouquinho sobre cada prato que já pedi:

– Dijon: Salteado com azeite, vinho branco, molho branco, palmito e mostarda Dijon em grãos. Servido sobre arroz cremoso com alho poró, cenoura, abobrinha e ervilha. Preço: R$106,00. Serve bem 2 pessoas.

– Internacional: Salteado com azeite, molho branco e servido com arroz cremoso com ervilha e presunto. Gratinado com queijos mussarela e parmesão e acompanha batata palha. Preço: R$106,00. Serve bem 3 pessoas ou até 4 se não repetir. Prato ideal pra quem não gosta de legumes e nada do tipo.

Foto tremida, mas valeu a intenção...

Foto tremida, mas valeu a intenção…

– Do chef: Esse é o mais pedido da casa e também, pudera… esse prato é espetacular e extremamente farto. Camarão à milanesa sobre arroz cremoso de manjericão, gratinado com molho de tomate, azeitona preta, óregano e queijo mussarela. Acompanha batata palha. Preço: R$107,00. Serve até 4 pessoas. 🙂

– Parisiense: Salteado com azeite, vinho branco, champignon, molho branco e manjericão. Servido sobre arroz cremoso com alho poró, cenoura, abobrinha e ervilha. Gratinado com queijos mussarela e parmesão. Acompanha batata palha. Preço: R$107,00. Serve bem 2 pessoas ou até 3 se não repetir.

Pra quem não gosta de camarão ou quer comer algo diferente, dêem uma olhadinha no cardápio das carnes, parece ótimo né? (Preços de 2015)

Pra quem não gosta de camarão ou quer comer algo diferente, dêem uma olhadinha no cardápio das carnes, parece ótimo né? (Preços de 2015)

E pras formiguinhas de plantão…

O preço das sobremesas não passa de R$19,00. Eu comi o Mil Folhas de doce de leite (R$18,00) que é servido com sorvete artesanal de creme. Achei bom, mas nada de outro mundo. O meu preferidinho do restaurante é a mousse de 3 chocolates, que se dividem em camadas de chocolate branco, chocolate meio amargo e chocolate ao leite. Divino.

Mil folhas com chocolate e sorvete de creme, um dos mais pedidos do local | Foto retirada do facebook do restaurante

Mil folhas com chocolate e sorvete de creme, um dos mais pedidos do local | Foto retirada do facebook do restaurante

Mousse de 3 chocolates (foto tremida, preciso voltar e pedir a sobremesa de novo!)

Mousse de 3 chocolates (foto tremida, preciso voltar e pedir a sobremesa de novo!)

Provei o sorvete de tapioca também e sinceramente foi a única coisa que achei ruim até hoje no restaurante. Eles podem e devem melhorar. Mas também né gente, não me levem a mal mas sou da terra da Cairu

UPDATE: Na minha última visita ao estabelecimento comi a sobremesa Romeu e Julieta (R$19,00), que, como o nome já sugere, tem como base goiaba e queijo, mousse de queijo, queijo coalho ralado e castanha de caju. Divino! OBS: Essa sobremesa é grande e dá tranquilamente pra dividir.

Sobremesa Romeu e Julieta

Sobremesa Romeu e Julieta

Outros

Caso você esteja de dieta recomendo fortemente a salada de camarão, que apesar de não ser a mais fit do mundo, é extremamente deliciosa! 🙂 Serve muito bem 2 pessoas.

A melhor salada de camarão da vida!

A melhor salada de camarão da vida!

O Camarões tem estacionamento próprio e bem amplo. Ah, e o melhor, é grátis. 🙂

É possível fazer reserva, mas não recomendo que se atrasem nem 1 minutinho.

E vocês? Já conhecem alguma  das unidades?

OBS: Preços verificados em de 2017.

 

Onde se hospedar em Natal com luxo

No meu último aniversário de casamento fiquei hospedada no Serhs Natal Grand Hotel, localizado na Via Costeira, onde está a maior parte dos hotéis & resorts de luxo da capital potiguar. Em geral adorei me hospedar nesse resort e sem dúvidas voltaria a me hospedar nele. Aos curiosos de plantão, essa foi a acomodação oficial dos jogadores da Copa do Mundo de 2014.

IMG_1091

Hall do hotel

Hall do hotel

A SUÍTE

Fiquei no apartamento luxo, com vista para o mar e era bastante amplo e confortável. Na minha suíte tinha mesa pra trabalho, uma cama king size, televisão, wifi grátis, varanda com cadeiras pra apreciar o mar, amenidades (xampu, condicionador, kit beleza pra mulher, hidratante, touca de banho), frigobar e ar condicionado. DESTAQUE negativo para esses dois últimos, que não funcionaram bem. Solicitei a troca do frigobar e prontamente trocaram por outro, como passei o dia fora do quarto não precisei utilizar, mas quando retornei à noite vi que não estava funcionando. Acredito que o problema fosse na tomada, não no frigobar. Então deixei pra lá. O ar condicionado não esfriou, porém meu marido quis dormir com a janela da varanda aberta pra poder dormir ouvindo o barulho das ondas (nada mal né?). Como estávamos bem na beira da praia, não fez calor. Quanto ao ar condicionado, como eu não ia usar não reclamei – somente no check-out informei à recepção. Esses dois pontos negativos não estremeceram muito minha estadia, que foi maravilhosa mesmo assim.

Tem como não ser maravilhoso com essa vista direto do quarto?

Tem como não ser maravilhoso com essa vista direto do quarto?

Apartamento luxo

Apartamento luxo

O banheiro é super amplo e limpo e possui uma decoração bonita. Para um hotel 5 estrelas, acho que a decoração do quarto deixou a desejar, mas não que isso seja ruim, só acho que já me hospedei em hotéis com menos estrelas cuja decoração era mais bonita.

Amenidades

Amenidades

Banheiro

Banheiro

Precisamos utilizar serviço de quarto duas vezes e fomos atendidos rapidamente. A eficiência do atendimento é nota 10.

ÁREA DE LAZER

O hotel conta com piscina interna aquecida com cascatas e hidromassagem, 3 piscinas externas (duas mais voltadas para adultos e uma para crianças), bar molhado, piano bar, 5 restaurantes, academia bem equipada, salva-vidas à disposição, lojas, sala de informática com impressora à disposição, atividades de entretenimento diária: na ocasião participei de um bingo noturno, jogo de dama e aula de zumba na piscina. Pra criançada as atividades eram muitas: aulas de vôlei, dança, etc. A equipe de entretenimento era muito divertida e simpática e não deixou a desejar em nada.

Área da piscina aquecida

Área da piscina aquecida

Piscina externa

Piscina externa

Aos aficionados por vídeo game...

Aos aficionados por vídeo game…

E por outros jogos...

E por outros jogos…

Programação infantil do dia

Programação infantil do dia

Programação adulta do dia

Programação adulta do dia

Vista das piscinas, nada mal né?

Vista das piscinas, nada mal né?

Um diferencial que achei bem legal é um fotógrafo à disposição do hóspede. O hotel disponibiliza um fotógrafo profissional para fazer um book fotográfico nas áreas do hotel e na praia de frente, e ganha uma foto grande revelada como cortesia (por quarto). Tirei as fotos de manhã e à tarde fui no quiosque de fotografia dentro do hotel para vê-las e estavam lindas!!! Se quiser comprar avulso, custa R$15,00 a unidade. Deu vontade de levar todas.

Quiosque da Paparazzi dentro do hotel

Quiosque da Paparazzi dentro do hotel

OUTROS

O hotel disponibiliza estacionamento gratuito para os hóspedes e achei a segurança bem criteriosa. Pra conseguir entrar no hotel é necessário informar e comprovar para a portaria de entrada que está hospedado. Não é permitido pessoas de fora circularem pelo hotel.

A recepcionista que me atendeu era muito simpática. Nos apresentou o hotel pelo mapa e nos deu o mapa para nos guiarmos. Mesmo assim, ainda me perdi (é enorme!).

Mapa do hotel

Mapa do hotel

O hotel possui parceria com agências de turismo que fazem pacotes de passeio como mergulho, e visitas em praias mais distantes de Natal. Como não utilizei esse serviço, não sei me aprofundar mais.

Alguns bons restaurantes de Natal oferecem serviço de transfer de/para os resorts da Via Costeira. Se não quiser almoçar/jantar no hotel, há a possibilidade de ir para um desses restaurantes sem pagar táxi: Sal e Brasa, Farofa d’agua, etc. Só telefonar para o restaurante e solicitar o serviço.

O hotel também disponibiliza um SPA para quem estiver interessado em se cuidar um pouco mais. Salão de beleza para as mulheres e serviços como imersão no vinho, massagem para casal, limpeza de pele, massagem nos pés, hidromassagem privativa e pacotes especiais para casais estão disponíveis.

Outro ponto bom de comentar é a possibilidade do check-out às 14h (o horário normal é 12h). Basta avisar com antecedência na recepção seu interesse em sair às 14h.

CAFÉ DA MANHÃ

Está inclusa na diária café da manhã para o casal, servido até as 10h. Sem dúvida alguma o melhor café da manhã de hotel que ja tomei na minha vida. Juro que nunca vi tanta fartura e variedade como nesse hotel, é sensacional! Conversando com o tapioqueiro, fiquei sabendo que é possível pagar somente pra tomar café no local – fato que seguramente farei outras vezes.

A variedade abrangia tanto quem curte comida nordestina quanto quem curte um café mais americano. Atende bem quem quer enfiar o pé na jaca quanto quem está de dieta. No meu caso, claro, enfiei a perna o pé na jaca. 🙂

Uma variedade enorme de pães brancos, integrais, doces, salgados, pão de queijo, croissants, frutas, frios, geleias, waffle, ovos mexidos e cozidos, bacon (bleh), carne (oi?), tapioquinha doce e salgada feita na hora (e maravilhosamente bem feita!), água de coco, chocolates, variedade enorme de sucos, inclusive suco detox.  Iogurte, cereais, etc. Passaria o resto do post contando o que tinha, até começar a me dar fome.

Acho que essa parte é para os gringos! rs

Acho que essa parte é para os gringos! rs

Café da manhã do Serhs

Café da manhã do Serhs

Café da manhã do Serhs

Café da manhã do Serhs

Café da manhã do Serhs

Café da manhã do Serhs

Café da manhã do Serhs

Café da manhã do Serhs

Café da manhã do Serhs

Café da manhã do Serhs

O ambiente do café da manhã também era muito bom, refrigerado e amplo, organizado e limpo e com atendimento ótimo. Fiquei conversando um tempo com o Japão (sim, o nome do tapioqueiro) e ele contou que chega a fazer 2 mil tapiocas por dia. Incrível como ele faz rápido, gente! Queria ter filmado, mas não deu. Quem sabe quando eu voltar lá só pra tomar café…hehehe.

Área do café da manhã

Área do café da manhã

Como era baixa temporada consegui um preço mais em conta: R$366,30 (reserva feita em maio/2015). Fiz uma breve pesquisa para alta temporada e vi que o preço sobe e é bastante disputado, pois simulei pra janeiro e vi que não havia mais quartos disponíveis em várias datas pesquisadas. Impressionante a quantidade de gringos hospedados nesse hotel, portugueses maioria. Se pra mim que ganho em reais não achei tão caro pro que é, que dirá pra quem ganha em euro… por isso amo Natal…hahaha.

Se estiver procurando onde se hospedar em Natal e tiver a oportunidade de se hospedar nesse hotel, vá sem medo e seja feliz! 🙂

Beijos!

Restaurante Dalva e Dito

Uma das coisas que mais gosto de fazer é sair pra comer, e se puder ser num lugar cheio de beleza, de conforto, do bom cheiro e do sabor, por que não? 🙂 Para nossa alegria, o chef Alex Atala, que comanda dois bons restaurantes em São Paulo (DOM e Dalva e Dito), pratica preços diferentes e mais acessíveis nesse último – porém não entenda isso necessariamente como barato. O Dalva e Dito é menos caro que o DOM e com foco na cozinha brasileira e com um clima mais informal. O DOM é conhecido pela alta gastronomia, altos preços e pequenas porções, e obviamente por ter sido premiado como o melhor restaurante do país e um dos melhores do mundo (para ver o ranking, clique aqui). Infelizmente vocês vão ter que se contentar em ver algumas fotos oficiais tiradas do próprio site do restaurante, pois tirei poucas fotos.

Restaurante Dalva e Dito | Foto retirada do site oficial

Restaurante Dalva e Dito | Foto retirada do site oficial

Piso inferior do restaurante

Piso inferior do restaurante

Fui em duas ocasiões ao famoso restaurante do premiadíssimo chef Alex Atala, e aqui vou discorrer um pouquinho sobre o que comi.

Da primeira vez fui somente lanchar, o local dispõe de um local próprio com sofás no Mercado Dalva e Dito para quem vai para este fim. Se quiser algo específico, telefone para o local e peça para reservarem para o horário desejado. Por exemplo, meu marido queria comer coxinha de pato no tucupi (R$6), telefonei no mesmo dia avisando a hora que iria e quando cheguei já estava prontinha me esperando. Tcharãn!

Coxinha de pato do Dalva e Dito

Coxinha de pato do Dalva e Dito

Um dos produtos vendidos no Mercado Dalva e Dito

Um dos produtos vendidos no Mercado Dalva e Dito

Além da coxinha de pato comemos um tal de bolovo (R$6), espécie de bolinho de carne com ovo. Confesso que era recheio demais e eu achei um pouco pesado. Não curti.

O atendimento do mercadinho achei que deixou a desejar, a atendente era bastante grossa e estúpida. Com certeza não estava trabalhando na profissão certa, a que lida diariamente com o público.

Na segunda visita a opinião com relação ao atendimento mudou completamente. Não precisamos de reserva para jantar e fomos prontamente atendidos ao chegar. Garçons simpáticos e atenciosos, bem dispostos em atender e explicar os pratos.

Pedimos de entrada uma porção de pastel (3 de carne e 3 de camarão). Muito bom tempero, sem ser oleoso e bom sabor.

De prato principal pedi um Pirarucu ao molho de castanha-do-Pará e ratatouille do sertão (R$92), que nada mais é do que mandioquinha, quiabo, palmito pupunha, abóbora, batata- doce roxa e banana-da-terra com um tempero delicioso. O que falar do amazônida Pirarucu? Não sei se é porque eu não o comia há muitos anos, mas estava espetacular. Postas grandes grelhadas e douradinhas que estavam de comer rezando! Ah, vale ressaltar que os pratos são individuais, e como não são muito fartos, não tem como dividir.

Meu marido pediu um prato chamado Porco na lata com purê de batata e pequi, que, segundo ele, estava excelente (faixa de R$70).

Uma amiga que estava conosco pediu uma picanha gaúcha com farofa (R$ 78/300g). Confesso que achei estranho esse prato, o único acompanhamento era realmente uma farofinha paulista, que eu particularmente não gosto. Achei que pecou no conjunto da apresentação, mas, segundo ela, a carne estava ótima (e ela é gaúcha, hein…). A carne realmente estava bonita: grossa, no ponto e com aparência de boa qualidade, mas colocar só uma carne no prato e servir com uma cumbuquinha de farofa achei esquisitão…hehe.

De sobremesa fui no carro-chefe da casa: cheesecake de requeijão, uma versão brasileira do cheesecake com farofa de castanha de caju e calda de jabuticaba (R$23). Simplesmente sensacional! Nota 10!

Para beber tomamos champagne, que eu não posso discorrer sobre porque ficou sob responsabilidade do amigo do meu marido que estava conosco, um senhor mais entendido do mundo dos champagnes.

Achei a experiência muito válida no famoso restaurante e eu certamente voltaria e recomendo. Durante o jantar o próprio Alex Atala apareceu cumprimentando vários clientes em suas mesas, e alguns deles tiraram fotos com o chef. Como já estávamos quase indo embora, não tietamos. Fica pra próxima.

Dalva e Dito

Dalva e Dito

OBS: Quem quiser conhecer o restaurante e gastar menos, saiba que é servido durante a semana um menu executivo, com preços mais baixos (faixa de R$60).

Curiosidade: Ao olhar o menu do restaurante, verifique que alguns pratos possuem o selo do Instituto Atá, do qual Alex Atala é integrante. O instituto visa incentivar o uso de ingredientes naturais pouco conhecidos e valorizar o pequeno produtor. Então ao ver no cardápio um prato com o selo quer dizer que os ingredientes são oriundos de pequenos produtores que possuem parceria com o Instituto. 🙂

Endereço: Rua Padre João Manuel, 1115 – Cerqueira César, São Paulo – SP, 01411-001, Brasil
De segunda à quinta 12h – 15h | 19h – 00h / Sexta 12h – 15h | 19h – 01h / Sábado 12h – 16h30 | 19h – 01h / Domingo 12h – 17h.