Milão

Onde ficar em Milão sem gastar uma fortuna

Apesar de não ser o destino preferido dos turistas que visitam a Itália, encontrar onde ficar em Milão não é tarefa tão fácil, devido aos altos preços da hotelaria na cidade. Só me dei conta disso quando estava buscando hotel pra ficar duas noites, tempo total de minha estadia.

Porém, para minha alegria e pra alegria do meu bolso, encontrei um hotel que parecia bom e tinha um preço bem abaixo dos praticados pelos hotéis do centro da cidade. Chama-se Ágape Hotel, e está localizado fora da rota turística de Milão, porém praticamente em frente à estação de metrô Crescenzago (linha 2 – verde), e a aproximadamente 6 km do centro.

Que felicidade encontrar um hotel bom, barato, limpo, com atendimento bom, ótimas instalações e pertinho do metrô. O wifi também funcionou bem e pra quem pretende alugar carro, o local dispõe de estacionamento sem manobrista (10€/dia). Reservei um quarto quádruplo, pois passaríamos as duas noites com os meus sogros. O preço? R$278,00 a diária sem café da manhã, que contratamos diretamente no hotel a um custo de 7,50€ por pessoa/dia.

Lembrando que ao fazer a reserva por esse link você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui!

Seguem algumas fotinhos do hotel e a recomendação de que vale MUITO a pena a estadia nele, inclusive com a contratação do café da manhã, que é ótimo e farto (com nutella à vontade).

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Frente do Hotel Ágape (esse carro tinha que ficar parado aí?!)

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Recepção do hotel (ainda nos mimaram com sucos e tortas ao chegar!)

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Recepção do hotel

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Quarto quádruplo: Limpo, camas confortáveis, tv, frigobar, guarda-roupa e… quer mais o quê?

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Banheiro amplo e limpo

Onde ficar em Milão

Onde ficar em Milão

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Cappuccino italiano 🙂

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Cereais, tortas, frutas…

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Mais frutas e bolachas…

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Tortas

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Frios

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Croissant com prosciutto crudo (muito amor!)

É isso gente, gostei bastante desse hotel e recomendo a todos, principalmente às famílias com crianças, por ter quarto quádruplo.

Outras informações:

A cidade cobra um imposto de 4€ por pessoa/noite até 14 noites. Esse imposto não se aplica a crianças de até 18 anos.

Endereço: Via Flumendosa 35, Milão, MI, 20132, Itália.

Nota 4 no Trip Advisor.

Continue lendo:

  1. O que fazer em Milão no primeiro dia
  2. O que fazer em Milão no segundo dia

Milão: Uma boa surpresa! – dia 1

Já tinha lido bastante acerca de Milão, para uns foi terrível, para outros “não fedeu, nem cheirou”, outros caíram de amores e outros se decepcionaram. Faço parte do time que leu muito review negativo sobre a cidade mas que no final das contas foi surpreendida! (positivamente). 🙂

Chegamos no Aeroporto de Bérgamo, a 46 km de Milão. Se você viajar pelas companhias low-cost, bem provável que chegue por ele também. Porém, apesar de distante, o transfer entre o aeroporto e o centro de Milão foi extremamente fácil! Comprei antecipadamente o ticket do ônibus no site da Terravision e custou 5€ por pessoa (valores de 2014). Desembarquei na Estação Central (na verdade em frente a ela, numa praça) e andei pra pegar o metrô pra ir para o hotel.

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Ônibus Terravision – Bérgamo/Milão

Após deixar as malas corremos pra rua pra passear. Afinal, tínhamos horário marcado pra ver a famosa obra “A última ceia”, de Leonardo da Vinci. E como foi difícil conseguir ingresso, viu? Se tiver viagem marcada pra Milão e pretender ver a obra, recomendo que garanta o quanto antes sua entrada. O Cenacolo Vinciano funciona somente com hora marcada e tem ingresso bastante limitado. Duração? É permitido ficar no local apenas 15 minutos e não pode tirar foto. Quanto? O ingresso custa 8,00€ e se você for comprar de um atravessador não espere pagar menos de 30,00€. Como comprar? Tentei  arduamente comprar o ingresso pelo site e sempre aparecia que não tinha mais disponibilidade. Sem exageros, todos os dias eu acessava o site pra ver se tinha aparecido alguma vaguinha. Sem sucesso, telefonei para a central de vendas e o telefone só dava ocupado (praticamente impossível falar com alguém!). Faltando apenas duas semanas para a minha viagem, consegui comprar os ingressos pela internet. Milagrosamente apareceram 4 ingressos para o dia que eu chegava em Milão! SORTE!

Dica: O ticket impresso pela internet deve ser trocado pelo ingresso na bilheteria do local, então recomendo que chegue com pelo menos uns 15 minutos de antecedência.

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Ingresso Cenacolo Vinciano

Como a maioria já deve saber, essa obra representa a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos, antes de ser preso e crucificado. É um dos maiores e mais estimados bens do mundo da arte. A obra se encontra no convento de Santa Maria delle Grazie e o Duque Ludovico mandou construir para, entre outras coisas, servir de lugar para sepultar seus familiares. Leonardo da Vinci começou a fazer a pintura em 1495 e passou aproximadamente três anos de sua vida se dedicando a ela, que posteriormente foi vítima de agressões ao longo do tempo, como bombardeio aéreo na II Guerra Mundial. Atualmente, apesar de já ter passado por restauração, a obra está visivelmente degradada e continua sendo objeto de estudo e de mistérios acerca de sua interpretação.

Uma curiosidade é que depois de tanto tempo se dedicando à pintura, Leonardo da Vinci não cobrou nem um centavo sequer por fazê-la (tava podendo né maninho?). 

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Santa Maria delle Grazie

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Não é no prédio bonito da foto anterior que vocês vão entrar, é nessa porta aqui de trás, ó.

De lá, fomos caminhar pelas redondezas e encontrei uma gelateria di-vi-na, que pra mim foi a melhor que conheci em Milão. Pra quem vai visitar o Cenacolo Vinciano, recomendo uma passadinha por lá, pois fica próximo. O nome é Shockolat Milano. Peça um de pistache e seja muito feliz! 😀 Endereço: Via Boccaccio Giovanni, 9. Preço: 2,50€ tamanho pequeno.

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Shockolat Milano

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Gelato de Pistache

Segui para almoçar e depois fui conhecer uma igreja bem bonita, porém que infelizmente na época da minha visita estava passando por uma restauração e com um cheiro extremamente forte de tinta. A Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore é uma daquelas igrejas que passa despercebida pelo visitante: Seu exterior é bastante sóbrio, mas seu interior guarda uma beleza imensurável, apesar de pequenina. Suas paredes estão cobertas por maravilhosos afrescos do século XVI, bem conservados. E curiosamente, ela é dividida em duas: a parte da entrada, em que as pessoas assistiam às missas, e a parte interior, onde ficavam as freiras. Endereço: Corso Magenta, 15. Preço: Entrada gratuita.

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Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore

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Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore

A próxima parada foi o Castelo Sforzesco, construído para ser uma fortaleza no século XIV. Posteriormente foi transformado num Palácio Ducal, que seria destruído durante a República Ambrosiana. Depois de muitos anos o local converteu-se em vários museus importantes da cidade, dentre eles os seguintes: Museu de Arte Antiga, Pinacoteca, Museu Egípcio, Museu de Pre-historia, Museu de Artes Decorativas, Museu de Instrumentos Musicais e Museu dos Móveis. Se você não estiver interessado em visitar os museus, recomendo fortemente que vá conhecer pelo menos o pátio central do Castelo, que se encontra aberto ao público de forma gratuita. Se o problema for €, saiba que os ingressos são bem baratos: 3,00€ cada museu. MAS, claro que sempre tem uma brechinha pra não pagar nada e foi o que eu fiz. Grátis: De quarta à domingo das 16:30 às 17:30h.

E em apenas 1h é suficiente pra conhecer algum museu? Pelo menos o museu que fui pôde ser percorrido inteiramente em 1h. O museu escolhido foi o Museu de Arte Antiga, que foi o que mais me interessou. Mesmo tendo ido num horário gratuito, não tinha fila alguma pra entrar. O carro chefe desse museu é a obra Pietà Rondanini, de Michelangelo. Aos que não sabem, essa foi a última escultura feita pelo artista, que não conseguiu concluí-la e que inspira mistérios até hoje, como por exemplo: quem está apoiando quem? Jesus está apoiando Maria ou Maria está apoiando Jesus? Isso só Michelangelo poderia responder. Aos que vão a Milão em 2015, atenção: a obra será remanejada para um outro lugar, para a Expo15, um dos maiores eventos existentes no mundo.

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Castelo Sforzesco

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Castelo Sforzesco

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Castelo Sforzesco

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Museu de Arte Antiga

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La Pietà Rondanini, de Michelangelo

Logo atrás do Castelo está o Parque Sempione, o maior parque público e pulmão de Milão. Caminhei e sentei um pouquinho por ali, pra admirar o verde do local. Mais alguns minutos de caminhada e cheguei ao Arco della Pace, belíssimo arco que começou a ser construído em 1807 para comemorar as vitórias de Napoleão. Porém, com a derrota de Napoleão em Waterloo a construção foi interrompida e retomada em 1826 sob ordens de Francesco I de Austria com um novo objetivo: celebrar a paz europeia de 1815. Com 25 metros de altura e 24 de largura em mármore, o arco é um dos principais símbolos da cidade. Minha opinião: Apesar de ser bem comum na Europa a presença desses arcos, confesso que o de Milão me impressionou pela beleza e pelos ricos detalhes. Vale a pena gastar uns bons minutos apreciando esse monumento.

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Parque Sempione

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Detalhes do Arco della Pace

Nossa jornada turística do primeiro dia acabou por aí, pois nas próximas horas gastaríamos nosso tempo com a família italiana do meu marido que mora lá. Sentamos pra esperá-los bem em frente ao arco, de onde admiramos o pôr-do-sol.

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Arco della Pace

Fomos jantar numa pizzaria napolitana que tem perto do Arco. Aos interessados, comemos na Fratelli la Bufala, local pouco turístico e frequentado pelos locais. A massa não é fina como a pizza romana mas ao mesmo tempo é leve e você não sai de lá com a sensação de que comeu demais. Endereço: Corso Sempione, 30. Ah, não lembro exatamente do preço, mas não é cara não… mesma faixa de preço das outras.

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Fratelli la Bufala

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A turma era bem grande!

De lá fizemos uma bela caminhada noturna até a Piazza del Duomo (3 km). Pra quem busca badalação, a Corso Sempione, nas proximidades do arco, tem um milhão de bares/baladinhas. Separe uma boa roupa porque o negócio não é fraco não!

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Tour de bicicleta noturno. Tem!

Após alguns minutos de caminhada, risada, cansaço, e conversas sendo colocadas em dia, chegamos à Piazza del Duomo, onde a vimos lindamente iluminada e que nos deixou com gostinho de “quero voltar” – pra onde voltaríamos no segundo dia.

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Amanhã tem mais! | Duomo

Um beijo!

Para ler sobre o segundo dia em Milão, clique aqui.