Itália

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

A Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri é uma igreja renascentista, um dos últimos projetos do artista Michelangelo, e foi construída no local onde era antigamente as Termas de Diocleciano, imperador romano que perseguia os cristãos.

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Localizada a 100 metros da Praça da República, a primeira vez que fui a Roma passei na PORTA da igreja e não entrei por desconhecer sua história e porque por fora sua fachada não chama atenção em nada mais que as ruínas e cicatrizes das bombas que atingiram-na durante a Segunda Guerra Mundial. Quando voltei pra Madrid que fui pesquisar encontrei relatos sobre ela, vi fotos e fiquei encantada. Entrou pra minha listinha de “igrejas que precisam ser visitadas na Itália”, devido a sua grandiosidade e beleza. Alguns meses depois tive a oportunidade de voltar pra Roma e a primeira coisa que eu quis ver foi essa igreja, que fica perto da Estação Termini, a qual eu havia desembarcado. 🙂

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Essa igreja tem algo de especial e vocês já vão saber o por quê. No início do século XVIII, o papa Clemente XI encomendou a Francesco Bianchini uma “linha meridiana”, uma espécie de relógio solar, dentro da basílica, que foi concluído em 1702. Nada menos que a antiga terma de Diocleciano foi escolhida para abrigar o relógio, por inúmeros motivos: o edifício era voltado para o Sul, para que fique sempre exposto ao sol, a enorme altura das paredes e boa disposição e qualidade dessas, que garantiria que os instrumentos de observação não se moveriam. Além de relógio solar, a linha funciona como um calendário.

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Alguém arrisca um italiano?

Alguém arrisca um italiano?

Impressionante como uma fachada em ruínas pode contrastar com um amplo e espetacular interior. Destaque para as enormes colunas de mármore coloridas e para os belos afrescos, assim como para o imenso órgão, de aquisição mais recente.

Interior da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Interior da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Curioso visitar a igreja ao meio dia solar, que é quando a luz do sol invade a igreja através de um pequeno orifício e ilumina a linha meridiana. Além de utilizar a linha para medir a posição do sol, Bianchini também adicionou orifícios no teto para marcar a passagem de estrelas. Encantador.

Teto da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Teto da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Não deixe de ir, mesmo que não esteja no roteiro tradicional do turismo em Roma. Se for, visite-a especialmente próximo ao meio dia (solar).

Horário de funcionamento: Todos os dias, de 7:00 às 18:30h.

Preço: Entrada livre e pode tirar fotos. 🙂

Para ler mais sobre Roma, clique aqui.

O que fazer em Florença – Dia 2

Continuação…

Minha estadia em Florença durou 3 dias, com um bate-volta em Pisa. Para quem pergunta se é suficiente pra conhecer bem a cidade, respondo que sim. Não tive correria e ainda sobrou tempo para ir em Pisa – achei o tempo de minha permanência mais que perfeito e o sugiro no mínimo para quem pretende conhecer a capital toscana.

Meu segundo dia foi uma segunda-feira, dia em que a maioria dos museus estão fechados, então me programei para fazer coisas que não fecham nenhum dia da semana. A primeira parada foi a visita à Catedral de Florença, mais conhecida por Duomo ou por Santa Maria dei Fiore. Comprei o ingresso antecipadamente e entrei sem muita fila, porém depois a fila estava enrolando (que cidade cheia, gente!). Segui as filas e pensava que iria conhecer primeiro o interior da igreja, mas não. A fila que eu estava era pra subir na cúpula da igreja, aproximadamente 463 degraus de diferentes tipos e formas, estreitos e altos, num ambiente pouco iluminado e com cheiro forte (de mofo, eu acho). Não é uma atração pra qualquer um, pois é extremamente cansativo e puxado. Não recomendável para grávidas, deficientes físicos, pessoas com crianças de colo, pessoas muito alérgicas, idosos sedentários ou pessoas com claustrofobia.

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Escada para subir no topo do Duomo

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Escada para subir no topo do Duomo | Que pé é esse?

Quanto mais eu subia, mais degraus tinham. A cúpula foi construída por Fillippo Brunelleschi quase um século depois de concluída a Catedral. Possui 114 metros de altura por 45 de diâmetro e foi a maior obra da vida do arquiteto florentino, levando 14 anos para ser finalizada.

Porém, destaque para a decoração interior da cúpula, feita entre 1568 e 1579 por Giorgio Vasari e Federico Zuccari, e representam o Juízo Final. É extremamente impressionante a perfeição dessa obra, principalmente vendo-a de perto. As passagens são ilustradas de formas chocantes e particularmente, uma das melhores obras que já vi na vida. Cada subida no degrau vale a pena para vê-la de perto. 🙂

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Interior da cúpula do Duomo vista de longe

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Interior da cúpula do Duomo | Ilustrações do Juízo final

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Interior da cúpula do Duomo | Ilustrações do Juízo Final

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Interior da cúpula do Duomo | Ilustrações do Juízo Final

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Interior do Duomo

Ao se aproximar mais do topo, os degraus ficam mais difíceis, verticais e retos, mas não desanime! A vista ao chegar ao topo é deslumbrante e gratificante. Do alto pude avistar toda a cidade, inclusive as montanhas da Toscana e o Rio Arno – muita beleza pros meus olhos! Sentei por ali e fiquei a observar cada cantinho dessa magnífica cidade, e claro, recuperar as energias. Dica: Leve uma garrafinha de água, eu não levei e fez falta.

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Vista do topo do Duomo, logo em frente o Campanário

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Vista do topo do Duomo, logo em frente o Campanário

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Vista do topo do Duomo, logo em frente o Campanário

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Selfie feliz 🙂

Depois de alguns minutinhos, encarei a maratona de descida – bem mais fácil. E então fui visitar o interior da Catedral, que também é belíssima e merece a visita. Após a visita da Catedral fui conhecer o Batistério de San Giovanni, que fica bem ao lado e é considerado por muitos o edifício mais antigo da cidade. O teto de mosaico me lembrou um pouco os detalhes da Basílica de São Marcos, em Veneza. Bastante citado no livro “O Inferno”, de Dan Brown, as portas do Batistério são uma atração à parte, chamadas de “Portas do Paraíso”, nome dado por Michelangelo, são belas portas douradas com ilustrações de passagens bíblicas. Ah, eu não li o livro citado, mas meu marido que leu ficou encantado e falando a respeito dele. (update) LI o livro e é mais imperdível ainda pra quem o leu! Fiquei imaginando todas aquelas passagens do livro e tudo aquilo que eu vi! Buáááá, quero voltar!

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Belo topo do Batistério de San Giovanni

O ingresso que comprei me dava direito a entrar em todas essas atrações citadas até agora, além de outras como o Campanário e a Cripta di Santa Reparata. Preço: 10,00€. Para comprar, clique aqui.

Como já se aproximava a hora do almoço, fomos buscar um lugar para comer e vale a pena citar a Trattoria Marione, excelente cantina italiana que vende uma lasanha de comer rezando. De todos os pratos que provei, a lasanha saiu na frente. O ambiente é bonitinho e vive cheio – prepare-se para longas filas de espera se for no horário de pico. O motivo é que além do restaurante ser bom, o preço também não é abusivo. Endereço: Via della Spada 27R50129 Florença, Itália.

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Trattoria Marione

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Lasanha da Trattoria Marione

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Quanto gastar na Trattoria Marione?

Não deixe de conhecer o Mercato San Lorenzo, principal mercado da cidade e uma excelente opção para quem gosta de comprar presentinhos gourmet. A variedade de produtos que tem nesse mercado não é pouca – típicos e autênticos produtos italianos e especialmente da região da Toscana. Pra quem gosta de comprar azeites, vinhos, molhos especiais, massas artesanais e trufas, lá é uma boa pedida. Comprei um vidrinho de trufa por uns 9€. Endereço: Piazza del Mercato Centrale50123 FlorençaItália.

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Mercato San Lorenzo

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Mercato San Lorenzo

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Mercato San Lorenzo

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Mercato San Lorenzo

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Aperitivo de torrada com trufas

Depois fui caminhar pro outro lado da cidade, babando com as vistas do Rio Arno e da Ponte Vecchio. A Ponte Vecchio é um dos lugares mais movimentados de Florença, e um dos ícones da cidade. É uma das mais antigas pontes de pedra do mundo (talvez a mais) e era ocupada antigamente por vendedores de carne, porém com o mau cheiro que exalava, expulsaram-os e substituíram por vendedores de jóias, como vemos atualmente. Uma curiosidade é que a Ponte Vecchio não foi destruída na II Guerra Mundial, como as demais pontes de Florença. Dizem que o próprio Hitler deu a ordem de que não a derrubassem.

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Ponte Vecchio

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Ponte Vecchio

Andei rumo à Piazzale Michelangelo, famosa praça que fica localizada na parte alta da cidade e que oferece vista panorâmica da mesma. Apesar de ser uma bela caminhadinha, optei por ir andando, pra conhecer mais um pouco. No caminho, olha com quem acabei me esbarrando:

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Justin Bieber em Florença, e ele até olhou pra minha foto! rs

NÃO, não sou fã das músicas do Justin Bieber e nem o admiro como pessoa, mas já que ele estava bem ali na minha frente e eu com minha câmera na mão, por que não dar um clique?. Depois de me esbarrar com esse célebre personagem do universo teen, e de ver uma retardada fã chorando porque ele não deu a mínima pra ela, segui em frente.

A caminhada até a Piazzale Michelangelo foi dura e cheia de ladeiras, uma maior que a outra. Porém, depois dos milhões de degraus que eu havia subido pela manhã, já estava com o condicionamento físico modo OK. Após caminhar pela margem sul do Rio Arno, seguimos as placas bem sinalizadas até a praça. Ao chegar, me deparei no centro com uma uma réplica de bronze de David, e como o nome sugere, a praça recebe esse nome em homenagem ao autor da obra original, Michelangelo.

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Muralha medieval próximo à Pizzale Michelangelo

Réplica de David na Piazzale Michelangelo

Réplica de David na Piazzale Michelangelo

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Piazzale Michelangelo

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Piazzale Michelangelo

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Detalhes do poste de Florença

Eu amei esse lugar! Uma delícia olhar a cidade do alto, com diversos tipos de paisagens. O clima também estava super agradável e contribuiu pra eu gostar tanto. Não deixe de ver o pôr-do-sol dessa praça, é sensacional.

Ao sair de lá tentei ir na Casa de Dante, mas já estava fechado pra entrada. Tive que me contentar somente com a parte externa e com alguns corredores internos. Para quem se interessa pela figura de Dante Alighieri, acredito que é uma atração recomendável. Se não pretende entrar, vale a pena mesmo assim dar uma volta pelos arredores e pelo bairro onde está localizada, por se tratar de um bairro medieval cheio de ruas serpenteantes. Endereço: Via S. Margherita, 1 • Florença. Preço: 4,00€.

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Ilustração de quando Dante encontrou Beatrice Portinari, seu amor platônico

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Museu Casa di Dante

Aos que tem um pouco mais de tempo e paciência pra enfrentar fila, outra atração recomendada é a Igreja de Santa Croce, a maior igreja franciscana do mundo, e a segunda maior de Florença, ficando atrás somente do Duomo. Cheguei a ir, mas desisti com a fila. TensoPreço: 6,00€.

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Estátua de Dante em frente à Igreja de Santa Croce

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Igreja de Santa Croce

Basicamente essas foram minhas atrações em Florença, cidade que já classifiquei como minha preferida da Itália. 🙂 Recomendo fortemente que vá a Florença nem que seja num bate volta cansativo, mas que vá.

E vocês? O que viram na cidade?

Um beijo!

Continue lendo sobre Florença: Onde comer em Florença, Onde se hospedar em Florença, Roteiro em Florença

Onde comer em Florença (bem!)

De todas as cidades que visitei na Itália, finalmente pude encontrar uma com excelente comida, sem ter tido muitas experiências do tipo pega-turista. Procurar onde comer em Florença foi um tiro no escuro que deu muito certo. Ah, como eu comi bem! Costumo sempre pesquisar os lugares antes de ir, mas nessa ocasião foi muito engraçado. Eu havia lido sobre um restaurante em uma determinada rua e falei pro meu marido, que prontamente procurou no mapa pra irmos. Ok, lá fomos nós.

Ao nos deparar com o restaurante simples, entramos mesmo assim. No final do post conto pra vocês a “surpresa” de ter ido a esse lugar.

O nome da trattoria é Trattoria Pizzeria Sara, e sem dúvidas de todas as minhas viagens pela Itália, é onde eu comi a melhor comida e recebi o melhor atendimento, apesar de não ser nenhum restaurante de luxo. Fomos atendidos por uma super simpática garçonete cubana que aterrisara na Itália há pouco tempo.

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Trattoria Pizzeria Sara

Pedi pra comer uma bisteca alla fiorentina com gnocchi 4 formaggio, um vinho tinto Chianti, e meu marido uma cotoletta de vitello com molho de trufas que estava simplesmente di-vi-no! (vide menu abaixo, o da última linha). Meus sogros pediram um risotto e um spaghetti alla carrettiera.

Onde comer em Florença?

Onde comer em Florença?

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Pra começar…

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Pão italiano morninho

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Gnocchi 4 formaggio

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Bistecca alla Fiorentina

Cotoletta de vitello com molho de trufas - o acompanhamento eram batatas assadas com alecrim, que não tirei foto.

Cotoletta de vitello com molho de trufas – o acompanhamento eram batatas assadas com alecrim, que não tirei foto.

A bistecca alla fiorentina é um dos pratos mais pedidos da região da Toscana, e geralmente aparece no cardápio com o preço por 100g. Então, tome cuidado ao ver por exemplo 3,99€ e pensar que é o valor do prato, pois não é (a que eu pedi, por exemplo, custou 19,00€, essa quantidade aí da foto de cima).

Quanto gastar? Aproximadamente 76€ + gorjeta (4 pessoas)

Quanto gastar? Aproximadamente 76€ + gorjeta (4 pessoas)

Após ter comido muito, ainda nos mimaram com um digestivo da região da Itália muito bom – e nem cobraram a mais por isso. Inclusive a garçonete falou que era um presentinho para nós provarmos. 🙂

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Digestivo Limoncello | Licor típico da Itália

No outro dia voltei novamente, e dessa vez pedi um entrecôte que também estava muito bom, mas no duelo, o do dia anterior saiu melhor. Ah, destaque para essas batatinhas assadas, são perfeitas! Belisquei a do meu marido no dia anterior e pedi uma pra mim nos segundo dia. 🙂 Parece não ser nada demais né? Afinal é só uma batata – mas não.

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O atendimento foi tão bom, fomos tão bem tratados, que deixamos uma boa gorjeta, apesar de não ser obrigatório. Ah, e além disso tirei até foto com umas funcionárias EXTREMAMENTE simpáticas que trabalham lá.

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Funcionárias da Trattoria Sara

Curiosidade: Depois que acabamos de comer, vimos que estávamos num restaurante diferente do que tínhamos pesquisado inicialmente antes de ir. Eu acabei trocando os números e falei errado o endereço pro meu marido, que nos levou até esse. Ainda bem né?? 🙂 Depois passamos na frente do restaurante que íamos inicialmente, e não tinha quase ninguém… Pra não errar e ir no certo (que é o que fomos), anota aí: Via Rosina, 7, Florença.

E vocês? Sabem indicar outro lugar onde comer em Florença?

Um beijo!

Florença – Dia 1

Logo ao desembarcar na Estação Santa Maria Novella já senti que essa seria a melhor cidade que conheci na Itália. Em Florença não tem Coliseu, não tem toda pompa da moda de Milão, não tem os charmosos canais de Veneza e tampouco tem uma bela torre inclinada, como a Torre de Pisa. Mas que tem uma imensidão de coisas especiais ali, tem.

Florença é o centro histórico, artístico, econômico e administrativo da região da Toscana. Além disso, foi o berço do Renascimento, movimento cultural fruto da difusão das ideias do humanismo que ocorreu nos séculos XV e XVI. É a terra de Dante Alighieri e de vários papas da história. Florença é sinônimo de comida boa, dos bons vinhos, arte e história.

Chegamos à noite em Florença e fomos andando para o Hostel, e no caminho já fui gostando do clima da cidade, das pessoas e gostando do quanto eu estava me sentindo bem ali. Fomos comer uma coisa rápida, que não vale a pena citar aqui, pois estávamos muito cansados de um dia inteiro andando em Veneza, seguido de uma longa viagem de trem. Eu estava explodindo de curiosidade de desbravar a capital da Toscana, que estava logo ali, na sola dos meus sapatos. Apesar disso, segurei as pontas, fui para o hostel dormir que no outro dia o bate-perna começaria cedo.

Eu já tinha comprado ingresso antecipadamente para visitar a Galleria della Academia, e tinha horário marcado. Escolhi o segundo horário (8:30h), pois temia que não conseguisse ver tudo o que queria ver na cidade. Fiz bem em escolher esse horário, pois a fila poucas horas depois era simplesmente gigantesca e seria impossível chegar perto da obra mestra “David”, de Michelangelo.

Esse museu é o segundo mais visitado de Florença, ficando atrás somente da Galleria Uffizi, que eu visitei no período da tarde. Florença respira arte e museus, e visitar a Galleria della Academia é indispensável pra qualquer visitante. O museu não é grande, e em torno 1:30 é suficiente para conhecê-lo. Sem dúvidas o que mais me impressionou foi a obra David. Eu imaginava que fosse só mais uma escultura no meio da multidão, mas não, Michelangelo quase atingiu a perfeição ao fazer essa obra. O David de mármore mede  5,17 de altura (vocês conseguem imaginar?), e se eu nunca tivesse ido lá, jamais imaginaria que fosse tão alto. E pensar que essa escultura foi concluída no ano de 1504 é de deixar qualquer um boquiaberto. E não pense que só essa obra impressiona nesse museu, têm várias outras interessantes de conhecer, como Rape of the Sabines, de Giambologna. Endereço: Via Ricasoli, 60. Preço: Em geral 6,50€, mas se tiver exibições temporárias o preço costuma mudar. Além do preço do bilhete, paga-se 4€ pela compra antecipada online. Funcionamento: Todos os dias, exceto segunda-feira.

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Fila gi-gan-te!

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Mais fila…

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Dica: Vá cedo se não quiser encontrar um museu totalmente lotado!

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David, de Michelangelo

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David, de Michelangelo

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Galleria della Academia

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Rape of the Sabines | Achei essa fantástica!

De lá rumamos para a Piazza del Duomo, onde está localizado o Duomo de Florença, o centro religioso da cidade. Fomos mais para caminhar pela Praça, sem entrar em nenhum lugar, pois voltaríamos no próximo dia. Como curiosidade, na esquina da Via dei Calzaioli com a Piazza del Duomo se encontra a Loggia del Bigallo, uma pequena área onde antigamente costumavam expor as crianças abandonadas.

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Orfanato

Como estávamos pertinho do I Due Fratellini, fomos experimentá-lo. Esse minúsculo lugar, uma portinha com UM único banco pra sentar em seu interior, funciona desde 1875 sob o comando da mesma família. A especialidade deles são os autênticos Paninis italianos e vinhos típicos da Toscana. A fila costuma ser grande, mas no dia que fomos não tinha fila nenhuma e minha sogra até conseguiu sentar no (único) banco que tem dentro. Fomos atendidos pelo proprietário, um rapaz simpático e atencioso, que nos deu nosso sanduíche rapidamente. Eu sinceramente esperava mais, mas como esperar muito de um pão duro italiano? Porém, gostei do atendimento e do recheio. Acho sim que vale a pena dar uma passadinha por lá se estiver com fome e pelas redondezas. Ah, se você é fã do autêntico pão duro italiano, vai amar o local. 🙂 Endereço: Via de Cimatori 38/r50122 FlorençaItália.

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Fratellini

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Fratellini

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Fratellini

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Fratellini

No caminho encontrei por acaso um mercado chamado Mercato Nuovo – que de novo não tem nada, pois foi construído há 5 séculos atrás. No local você encontrará muitos artigos em couro (casacos, carteiras, bolsas, cintos, e tudo o que você pode imaginar), porém o preço é salgadinho pro que é. Então como não comprei nada, fui bisbilhotar a movimentação que se aglomerava ao redor de um porquinho, e notei que as pessoas tiravam foto tocando os dentes e focinho dele. Reza a lenda que se você tocar, você voltará a Florença. 🙂 E o mais engraçado, que rendia boas risadas dos visitantes, é que se você colocar uma moeda na boca dele e a moeda cair dentro da fonte, você terá boa sorte (o “engraçado” refere-se a quando não cai…). O nome desse porquinho maroto é Il Porcellino, que apesar de ser de cobre, já está  ficando dourado de tanto o passarem a mão.

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Mercato Nuovo

A próxima parada foi a a Galleria Uffizi, o principal museu de Florença. Não espere ingresso sobrando na bilheteria, porque pode correr o risco de não ter. Apesar de custar 4€ a taxa pra comprar online, vale muito a pena, pois a fila é gigantesca!

A construção do edifício começou em 1560 por ordem de Cosme I de Médici para substituir o Palacio Vecchio como residência. Em 1581 finalizaram as obras e o edifício começou a abrigar as incontáveis obras de arte que havia reunido a familia Médici durante décadas. Nesse riquíssimo museu estão as obras “O nascimento da Vênus”, “Adoração dos Magos”, “A anunciação”, além de estátuas gregas, romanas, desenhos e etc.

Em relação ao museu que fui pela manhã, esse é bem maior e com bem mais coisas para ver. Recomendadíssimo! Onde? Piazzale degli Uffizi, 6. Quanto? Mesmo preço e condições do anterior. Funcionamento: Todos os dias, exceto segunda-feira.

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Piazzale degli Uffizi

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Vista da Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

O nascimento da Vênus

O nascimento da Vênus, de Botticelli

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Piazzale degli Uffizi

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Piazzale degli Uffizi

Dica: Conseguiram perceber que os principais museus de Florença não abrem às segundas, né? Se estiver planejando sua viagem para um bate-volta, evite as segundas. Caso esteja em Florença no primeiro domingo do mês, os museus são gratuitos, porém se quiser garantir o ingresso antecipado, é necessário “comprar ” pela internet e pagar a taxa de administração do site. Do contrário, terá que retirar o ingresso no local e espere mofar MUITO na longa fila.

Algumas horinhas depois saímos do museu e fomos nos apaixonar pelo Rio Arno, belo rio que corta a cidade. E que paisagem bonita, gente! Depois de tirar umas boas fotinhos, nos dirigimos para a Piazza della Signoria, a principal da cidade. Nessa bela praça está localizado o Palazzo Vecchio e alguns belos monumentos, como “Adão e Eva”, uma réplica de “David”, a “Fonte de Netuno” e a “Estátua equestre de Cosme I”. Esse é um dos lugares mais visitados de Florença, faça chuva ou faça sol, inverno ou verão, sempre estará super movimentado. 🙂

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Rio Arno

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Rio Arno

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Vista do Rio Arno

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Piazza della Signoria

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Piazza della Signoria

Como já estávamos cansados de tanto museu, não entramos no Palazzo Vecchio, fomos apenas no bonito hall (e haja fila!). Esse palácio mais parece um castelo, cujo término da construção ocorreu em 1314, para ser lugar de residência dos funcionários da república. Eu, particularmente, não fiquei muito animada de entrar, mas não faça como eu, se tiver um pouquinho mais de energia, VÁ. 🙂 Preço: 10,00€. Funcionamento: Aberto diariamente.

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Palazzo Vecchio

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Palazzo Vecchio

Bem ali na Piazza della Signoria está também o Gucci Museu, um museu dedicado à grife italiana Gucci, em que conta a história do nascimento da empresa, exposição de objetos históricos e exclusivos, além de exposição de arte contemporânea. Pra quem se interessar, abre diariamente e a entrada custa 7€, cujos 50% são destinados para um fundo de conservação e restauração dos tesouros artísticos da cidade. Endereço: Piazza della Signoria, 10, Florença.

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Gucci Museu

Meu primeiro dia já estava chegando quase ao fim, e então fui procurar um bom lugar pra comer. Vou deixar vocês um pouquinho curiosos, mas no próximo post eu conto sobre o restaurante escolhido, que foi tão bom que merece um post exclusivo.

Um beijo!!

Continue lendo sobre Florença: Onde se hospedar em Florença, Onde comer em Florença, Roteiro de Florença

Onde se hospedar em Florença

Fui meio “no escuro” pra esse hostel, e confesso que com medo, pois além de mim, estava indo com minha sogra e meu sogro e ia ficar muito chateada se levasse eles para um local ruim. Porém, ultimamente estou tendo bastante sorte, viu? Encontrei o Plus Florence Hostel em breves pesquisas na internet e descobri que além de Florença, eles têm acomodações em Berlim e Praga.

O hostel fica localizado numa área ótima de Florença, próximo à Estação Santa Maria Novella, ao Mercado San Lorenzo e de vários restaurantes. Ao me hospedar nesse hotel não precisei utilizar transporte público, somente minhas perninhas. 🙂

Entenda uma coisa: o Hostel é gigantesco! Não faço idéia de quantos quartos têm nesse local, mas sei que são muitos. Mas não pense que porque são muitos que é uma bagunça: tudo extremamente limpo e organizado. 🙂

Vou descrever o hotel pra que vocês entendam melhor: tinha bastante gente na recepção trabalhando, sofás para espera, sala de computador com máquina de auto-serviço de bebidas (não-alcoólicas), academia, piscina – uma coberta climatizada e outra não, sauna, wifi gratuito, lavanderia em que é necessário pagar  4€ pela lavagem, 4€ pela secagem e 1€ do detergente (porém, as máquinas são profissionais e funcionam muito bem e rápido), restaurante no térreo em que é servido café da manhã (pago à parte) e outras refeições ao longo do dia, limpeza diária e até área pra balada (sim! acredite!).

Fiquei num quarto quádruplo e apesar de ser simples, parecia quarto de hotel. Tinham duas camas de solteiro, um beliche, televisão, criado-mudo, toalhas trocadas diariamente, local para pendurar roupas, armários com chave (locker) e banheiro privativo (que também era bom e limpinho).

Confesso que fiquei impressionada com a qualidade desse Hostel, que além de todas essas qualidades, não tinha barulho nenhum e conseguimos ter boas noites de sono.

Vale ressaltar uma coisa, como éramos quatro reservei um quarto quádruplo compartilhado, e enviei um email solicitando que ficássemos os quatro no mesmo quarto. Responderam rapidamente e me garantiram que nos colocariam juntos – e assim foi. 🙂

O Hostel é ótimo, principalmente se você vai na mesma situação que eu: eu costumava passar o dia na rua e não dividi quarto com desconhecidos. Mas claro, se você busca onde se hospedar em Florença para uma escapada romântica, esse não é o local ideal.

Preço? R$286/quarto quádruplo. Onde? Via Santa Caterina D’Alessandria, 15, Florença 50129 Itália.

Lembrando que ao fazer a reserva por esse link você foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! :)

Seguem algumas fotos:

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Sauna | Plus Florence Hostel

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Isso TUDO é o hostel!

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E mais isso!

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Quarto quádruplo | Plus Florence Hostel

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Quarto quádruplo | Plus Florence Hostel

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Restaurante | Plus Florence Hostel

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Piscina climatizada | Plus Florence Hostel

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Recepção | Plus Florence Hostel

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Sala de computador | Plus Florence Hostel

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Excursão chegando no Plus Florence Hostel

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Área de balada | Plus Florence Hostel

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Piscina climatizada | Plus Florence Hostel

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Restaurante | Plus Florence Hostel

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Lavanderia | Plus Florence Hostel

Qualquer dúvida, me perguntem!

Beijos!

Quer saber como obter uma diária de hotel grátis? 

Onde ficar em Milão sem gastar uma fortuna

Apesar de não ser o destino preferido dos turistas que visitam a Itália, encontrar onde ficar em Milão não é tarefa tão fácil, devido aos altos preços da hotelaria na cidade. Só me dei conta disso quando estava buscando hotel pra ficar duas noites, tempo total de minha estadia.

Porém, para minha alegria e pra alegria do meu bolso, encontrei um hotel que parecia bom e tinha um preço bem abaixo dos praticados pelos hotéis do centro da cidade. Chama-se Ágape Hotel, e está localizado fora da rota turística de Milão, porém praticamente em frente à estação de metrô Crescenzago (linha 2 – verde), e a aproximadamente 6 km do centro.

Que felicidade encontrar um hotel bom, barato, limpo, com atendimento bom, ótimas instalações e pertinho do metrô. O wifi também funcionou bem e pra quem pretende alugar carro, o local dispõe de estacionamento sem manobrista (10€/dia). Reservei um quarto quádruplo, pois passaríamos as duas noites com os meus sogros. O preço? R$278,00 a diária sem café da manhã, que contratamos diretamente no hotel a um custo de 7,50€ por pessoa/dia.

Lembrando que ao fazer a reserva por esse link você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui!

Seguem algumas fotinhos do hotel e a recomendação de que vale MUITO a pena a estadia nele, inclusive com a contratação do café da manhã, que é ótimo e farto (com nutella à vontade).

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Frente do Hotel Ágape (esse carro tinha que ficar parado aí?!)

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Recepção do hotel (ainda nos mimaram com sucos e tortas ao chegar!)

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Recepção do hotel

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Quarto quádruplo: Limpo, camas confortáveis, tv, frigobar, guarda-roupa e… quer mais o quê?

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Banheiro amplo e limpo

Onde ficar em Milão

Onde ficar em Milão

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Cappuccino italiano 🙂

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Cereais, tortas, frutas…

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Mais frutas e bolachas…

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Tortas

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Frios

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Croissant com prosciutto crudo (muito amor!)

É isso gente, gostei bastante desse hotel e recomendo a todos, principalmente às famílias com crianças, por ter quarto quádruplo.

Outras informações:

A cidade cobra um imposto de 4€ por pessoa/noite até 14 noites. Esse imposto não se aplica a crianças de até 18 anos.

Endereço: Via Flumendosa 35, Milão, MI, 20132, Itália.

Nota 4 no Trip Advisor.

Continue lendo:

  1. O que fazer em Milão no primeiro dia
  2. O que fazer em Milão no segundo dia

Milão: Uma boa surpresa! – dia 1

Já tinha lido bastante acerca de Milão, para uns foi terrível, para outros “não fedeu, nem cheirou”, outros caíram de amores e outros se decepcionaram. Faço parte do time que leu muito review negativo sobre a cidade mas que no final das contas foi surpreendida! (positivamente). 🙂

Chegamos no Aeroporto de Bérgamo, a 46 km de Milão. Se você viajar pelas companhias low-cost, bem provável que chegue por ele também. Porém, apesar de distante, o transfer entre o aeroporto e o centro de Milão foi extremamente fácil! Comprei antecipadamente o ticket do ônibus no site da Terravision e custou 5€ por pessoa (valores de 2014). Desembarquei na Estação Central (na verdade em frente a ela, numa praça) e andei pra pegar o metrô pra ir para o hotel.

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Ônibus Terravision – Bérgamo/Milão

Após deixar as malas corremos pra rua pra passear. Afinal, tínhamos horário marcado pra ver a famosa obra “A última ceia”, de Leonardo da Vinci. E como foi difícil conseguir ingresso, viu? Se tiver viagem marcada pra Milão e pretender ver a obra, recomendo que garanta o quanto antes sua entrada. O Cenacolo Vinciano funciona somente com hora marcada e tem ingresso bastante limitado. Duração? É permitido ficar no local apenas 15 minutos e não pode tirar foto. Quanto? O ingresso custa 8,00€ e se você for comprar de um atravessador não espere pagar menos de 30,00€. Como comprar? Tentei  arduamente comprar o ingresso pelo site e sempre aparecia que não tinha mais disponibilidade. Sem exageros, todos os dias eu acessava o site pra ver se tinha aparecido alguma vaguinha. Sem sucesso, telefonei para a central de vendas e o telefone só dava ocupado (praticamente impossível falar com alguém!). Faltando apenas duas semanas para a minha viagem, consegui comprar os ingressos pela internet. Milagrosamente apareceram 4 ingressos para o dia que eu chegava em Milão! SORTE!

Dica: O ticket impresso pela internet deve ser trocado pelo ingresso na bilheteria do local, então recomendo que chegue com pelo menos uns 15 minutos de antecedência.

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Ingresso Cenacolo Vinciano

Como a maioria já deve saber, essa obra representa a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos, antes de ser preso e crucificado. É um dos maiores e mais estimados bens do mundo da arte. A obra se encontra no convento de Santa Maria delle Grazie e o Duque Ludovico mandou construir para, entre outras coisas, servir de lugar para sepultar seus familiares. Leonardo da Vinci começou a fazer a pintura em 1495 e passou aproximadamente três anos de sua vida se dedicando a ela, que posteriormente foi vítima de agressões ao longo do tempo, como bombardeio aéreo na II Guerra Mundial. Atualmente, apesar de já ter passado por restauração, a obra está visivelmente degradada e continua sendo objeto de estudo e de mistérios acerca de sua interpretação.

Uma curiosidade é que depois de tanto tempo se dedicando à pintura, Leonardo da Vinci não cobrou nem um centavo sequer por fazê-la (tava podendo né maninho?). 

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Santa Maria delle Grazie

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Não é no prédio bonito da foto anterior que vocês vão entrar, é nessa porta aqui de trás, ó.

De lá, fomos caminhar pelas redondezas e encontrei uma gelateria di-vi-na, que pra mim foi a melhor que conheci em Milão. Pra quem vai visitar o Cenacolo Vinciano, recomendo uma passadinha por lá, pois fica próximo. O nome é Shockolat Milano. Peça um de pistache e seja muito feliz! 😀 Endereço: Via Boccaccio Giovanni, 9. Preço: 2,50€ tamanho pequeno.

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Shockolat Milano

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Gelato de Pistache

Segui para almoçar e depois fui conhecer uma igreja bem bonita, porém que infelizmente na época da minha visita estava passando por uma restauração e com um cheiro extremamente forte de tinta. A Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore é uma daquelas igrejas que passa despercebida pelo visitante: Seu exterior é bastante sóbrio, mas seu interior guarda uma beleza imensurável, apesar de pequenina. Suas paredes estão cobertas por maravilhosos afrescos do século XVI, bem conservados. E curiosamente, ela é dividida em duas: a parte da entrada, em que as pessoas assistiam às missas, e a parte interior, onde ficavam as freiras. Endereço: Corso Magenta, 15. Preço: Entrada gratuita.

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Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore

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Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore

A próxima parada foi o Castelo Sforzesco, construído para ser uma fortaleza no século XIV. Posteriormente foi transformado num Palácio Ducal, que seria destruído durante a República Ambrosiana. Depois de muitos anos o local converteu-se em vários museus importantes da cidade, dentre eles os seguintes: Museu de Arte Antiga, Pinacoteca, Museu Egípcio, Museu de Pre-historia, Museu de Artes Decorativas, Museu de Instrumentos Musicais e Museu dos Móveis. Se você não estiver interessado em visitar os museus, recomendo fortemente que vá conhecer pelo menos o pátio central do Castelo, que se encontra aberto ao público de forma gratuita. Se o problema for €, saiba que os ingressos são bem baratos: 3,00€ cada museu. MAS, claro que sempre tem uma brechinha pra não pagar nada e foi o que eu fiz. Grátis: De quarta à domingo das 16:30 às 17:30h.

E em apenas 1h é suficiente pra conhecer algum museu? Pelo menos o museu que fui pôde ser percorrido inteiramente em 1h. O museu escolhido foi o Museu de Arte Antiga, que foi o que mais me interessou. Mesmo tendo ido num horário gratuito, não tinha fila alguma pra entrar. O carro chefe desse museu é a obra Pietà Rondanini, de Michelangelo. Aos que não sabem, essa foi a última escultura feita pelo artista, que não conseguiu concluí-la e que inspira mistérios até hoje, como por exemplo: quem está apoiando quem? Jesus está apoiando Maria ou Maria está apoiando Jesus? Isso só Michelangelo poderia responder. Aos que vão a Milão em 2015, atenção: a obra será remanejada para um outro lugar, para a Expo15, um dos maiores eventos existentes no mundo.

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Castelo Sforzesco

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Castelo Sforzesco

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Castelo Sforzesco

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Museu de Arte Antiga

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La Pietà Rondanini, de Michelangelo

Logo atrás do Castelo está o Parque Sempione, o maior parque público e pulmão de Milão. Caminhei e sentei um pouquinho por ali, pra admirar o verde do local. Mais alguns minutos de caminhada e cheguei ao Arco della Pace, belíssimo arco que começou a ser construído em 1807 para comemorar as vitórias de Napoleão. Porém, com a derrota de Napoleão em Waterloo a construção foi interrompida e retomada em 1826 sob ordens de Francesco I de Austria com um novo objetivo: celebrar a paz europeia de 1815. Com 25 metros de altura e 24 de largura em mármore, o arco é um dos principais símbolos da cidade. Minha opinião: Apesar de ser bem comum na Europa a presença desses arcos, confesso que o de Milão me impressionou pela beleza e pelos ricos detalhes. Vale a pena gastar uns bons minutos apreciando esse monumento.

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Parque Sempione

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Detalhes do Arco della Pace

Nossa jornada turística do primeiro dia acabou por aí, pois nas próximas horas gastaríamos nosso tempo com a família italiana do meu marido que mora lá. Sentamos pra esperá-los bem em frente ao arco, de onde admiramos o pôr-do-sol.

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Arco della Pace

Fomos jantar numa pizzaria napolitana que tem perto do Arco. Aos interessados, comemos na Fratelli la Bufala, local pouco turístico e frequentado pelos locais. A massa não é fina como a pizza romana mas ao mesmo tempo é leve e você não sai de lá com a sensação de que comeu demais. Endereço: Corso Sempione, 30. Ah, não lembro exatamente do preço, mas não é cara não… mesma faixa de preço das outras.

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Fratelli la Bufala

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A turma era bem grande!

De lá fizemos uma bela caminhada noturna até a Piazza del Duomo (3 km). Pra quem busca badalação, a Corso Sempione, nas proximidades do arco, tem um milhão de bares/baladinhas. Separe uma boa roupa porque o negócio não é fraco não!

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Tour de bicicleta noturno. Tem!

Após alguns minutos de caminhada, risada, cansaço, e conversas sendo colocadas em dia, chegamos à Piazza del Duomo, onde a vimos lindamente iluminada e que nos deixou com gostinho de “quero voltar” – pra onde voltaríamos no segundo dia.

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Amanhã tem mais! | Duomo

Um beijo!

Para ler sobre o segundo dia em Milão, clique aqui.

Veneza, um paraíso?

Faço questão de expor minha humilde opinião logo aqui no primeiro parágrafo. Não, Veneza não é um paraíso e está bem longe de ser. Fui pra Veneza mês passado (outubro) e a cidade estava fervilhando de tanta gente! Logo de cara não me encantei, mas acho que vale a pena SIM incluir no roteiro de quem viaja a Itália. Afinal, é Veneza né?

Lembrando que ao fazer sua reserva de hotel pelos meus links do hotéis.com ou booking você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o blog a se manter vivo. :)

Venezia é um lugar curioso, pois na nossa linda cabecinha pensamos como é possível uma cidade sobreviver sem carros nos dias atuais? Em Veneza é possível. O transporte é feito a pé, por taxi marítimo, gôndolas e vaporettos. E até engarrafa na água… E será que dá certo? Bem, a cidade foi fundada em 421, então acho que não preciso responder.  A cidade está integrada por 118 pequenas ilhas unidas entre si por 455 pontes.

Passei apenas um dia em Veneza e sinceramente acho que dois são suficientes. Porém, como eu não estava a fim de entrar em museus, um dia foi bom. Meu objetivo principal era conhecer suas estreitas ruelas, o funcionamento de uma cidade sem carros, e claro, avistá-la de cima. 🙂

Observação e desabafo: Logo ao chegar em Veneza, na estação Santa Lúcia, uma mulher me empurrou na escada e acabamos discutindo e todo o glamour da cidade foi pro espaço. Ela era moradora e eu imagino que não deve gostar de turistas, mas paciência né? Não é por isso que tem que empurrar os outros da escada! Tudo bem que se eu pudesse, jogaria ela no canal. (Brincadeiras à parte, vamos pro que interessa!).

Desembarquei na Estação Mestre e de lá segui para a estação Santa Lúcia, a mais central. O trajeto entre as duas durou uns 5 minutinhos e custou 1,25€ (por pessoa). Como tínhamos mochilas pesadas, deixamos no locker da Estação Santa Lúcia logo que desembarcamos. O preço do locker é cobrado por horas e  por volume, apesar de não ser barato, vale a pena por poder andar mais à vontade na cidade.

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Estação Santa Lucia

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Locker da Estação Santa Lucia: Cobrado por bagagem.

Logo ao chegar rumei a caminho da Piazza San Marcos, e pelo caminho já dá pra sentir um pouquinho do que é Veneza: suas ruelas serpenteantes e quase labirintos, seus milhares de canais, os famosos gondoleiros e toda aquela beleza que imaginamos. Porém, confesso que só dei “aquela” suspirada na minha parada seguinte: campanário de São Marcos, que considero imperdível para quem visita a cidade. Comprei o ingresso na hora e apesar de ter fila, andou bem rápido. Aos sedentários de plantão, saibam que a subida é feita através de elevador. 🙂 A vista que se tem do alto é belíssima, e pra completar o dia estava bem azul quando fui, o que melhorou ainda mais! A torre tem quase 100 metros de altura e que eu saiba não tem outro prédio mais alto que ela na cidade. Antigamente, lá era o local de onde avistavam os incêndios e as embarcações que chegavam. Preço: 8,00€.

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Cenário veneziano

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Praça São Marcos: O coração de Veneza

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Campanário de São Marcos

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Bela vista do alto do Campanário

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Praça São Marcos vista do alto

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Belas paisagens…

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Linda Veneza 🙂

De lá perambulei pela Piazza San Marcos, a principal da cidade e que está sempre cercada de turistas, bares e restaurantes, muitos deles pega-turistas.

Nessa praça está localizado o Caffe Florian, um café elegantérrimo que foi o primeiro a abrir na Itália. Os afortunados que frequentam o local desembolsam em média 7,00€ num cafézinho. Sentiu o drama? Realmente é um café bem bonito e clássico, em frente dele tinha uma banda tocando piano pra deixar o clima mais bonito ainda. Mas sinceramente achei muito inflacionado… (como tudo em Veneza…)

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O café mais antigo da Itália

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O clássico Café Florian

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Música do Café Florian

Aproveitando que eu já estava pela praça, fui visitar a Basílica de São Marcos, que é a igreja mais importante de Veneza. Essa igreja começou a ser construída em 828 para abrigar o corpo de São Marcos, porém se converteu em catedral da cidade somente em 1807. Na decoração do interior predomina a cor dourada do estilo bizantino e debaixo do seu altar repousa o corpo de São Marcos. Imperdível de conhecer e vale muito enfrentar a longa fila! Preço: Entrada gratuita.

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Basílica de São Marcos

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Basílica de São Marcos

A fome já estava batendo e então fui procurar um local pra almoçar. E que péssima escolha a que eu fiz! Comi em um dos muitos restaurantes próximos à Catedral e era simplesmente um pega-turistão de carteirinha: caro e péssima qualidade. Nem vale a pena falar dele aqui. Se puderem, evitem almoçar na região (ou pesquisem no Tripadvisor).

De lá parti para caminhar pela cidade e passei pela Ponte dei Sospiri, reza a lenda que ali era o último lugar que os condenados à morte viam a cidade antes de entrarem na prisão, que ficava bem ao lado. Eles passavam pela ponte, paravam, suspiravam e entravam na prisão. Tenso né?

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Ponte dei Sospiri

Ainda ali perto (Piazza San Marcos) fica o Palácio Ducal (Palácio do Duque), e em seu interior têm obras dos renascentistas Tiziano e Bellini. O célebre prisioneiro Casanova fugiu pelo telhado desse palácio em 1756. Eu, particularmente, não fiquei muito interessada em entrar, mas pra quem tem interesse o ingresso custa 16€ e funciona todos os dias.

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Palácio Ducal

Como eu disse pra vocês, meu objetivo em Veneza não era conhecer os museus e galerias de arte, pois meu tempo era curto e eu quis priorizar conhecer a cidade em si. Meu próximo destino foi a Ponte Rialto, uma das pontes mais glamourosas da ilha, que cruza o Gran Canal, o maior de Veneza. Antigamente a mesma era de madeira, porém ela caiu e outrora pegou fogo, e então construíram a atual em 1591. É uma bela ponte repleta de turistas tentando tirar foto de todos os ângulos – e eu me incluo!

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Movimentação na Ponte Rialto

De lá fui tomar um gelato de pistache na Gelato Fantasy e é maravilhoso! Como vocês já podem imaginar, não são todos que são bons, é preciso saber qual ir. Esse eu altamente recomendo! 🙂

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Gelato Fantasy: O meu preferido de pistache

Tentei fazer o passeio de gôndola mas confesso que achei os gondoleiros um tanto quanto antipáticos e como meu marido não fazia a menor questão de ir, acabei não indo. Pra quem não abre mão do passeio, custa 80€ a gôndola com capacidade para até 4 pessoas (em regra, mas vi gôndolas com mais!). Pelo que vi o preço é tabelado e não adianta pechinchar.

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Gôndola de Veneza

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Gôndola de Veneza

Como eu estava cansada quis pegar um vaporetto para voltar à Estação Santa Lucia, que é um tipo de transporte público de Veneza, mas a fila era tão grande, tão bagunçado e tão tumultuado que desisti. Além do que os funcionários não pareciam muito felizes em trabalhar…

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Pense no tumulto! Tô fora!

Então fui passear mais pela cidade e olhar os diversos tipos de artesanato que eles têm, destaque para a produção de produtos com vidro, feitos ali pertinho, em Murano. É uma coisa mais linda que a outra! Destaque também para os tecidos para decoração de casa: toalhas de mesa, panos, etc. Comprei até uma roupinha pra minha garrafa de vinho preferida! Futilidade? Talvez. Mas também sou mulher! 🙂 kkkk.

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As famosas máscaras venezianas

Como eu estava interessada em provar algo local, me dirigi para a Rosticceria Gislon, onde pude tomar uma bebida típica chamada Bellini, a base de pêssego com prosecco, que achei excelente! E também comi o clássico Mozzarella in Carrozza, um salgado a base de fatias de pão empanadas com recheio do que você quiser (no meu caso, pedi um com recheio de queijo!). Sai a todo momento e os venezianos fazem fila no local pra pegar um bem quentinho! Atenção: o local não é muito frequentado por turistas, então espere comer bem sem gastar uma pequena fortuna. No local também tem comida típica de Veneza e poucas mesas pra sentar, se der sorte como eu dei, consegue uma vazia. 🙂 ah, nada de luxo ou garçom na mesa, se dirija ao balcão, peça e pague. Outra dica é comer o baccalà mantecato alla veneziana, prato típico da cidade. 🙂 Endereço: Calle della Bissa, referência: Campo San Bartolomeo.

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Mozzarella in Carrozza

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Bellini

Uma curiosidade que várias pessoas me perguntam: Veneza fede? Na época que fui, não. Não senti qualquer cheiro ruim… mas estava um pouco friozinho. Talvez no verão seja diferente.

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Bela Veneza

Apesar de ser um local muito bonito, não me encantei  com Veneza. Juro que nunca vi tanta gente junta num só lugar! Tudo muito lotado, cidade relativamente suja, pessoas não muito animadas… praticamente uma decepção, pois era um lugar que eu era louca pra ir. Pode ser que na minha próxima viagem minha impressão mude (assim eu espero!), mas até agora não. Já ouvi relatos de pessoas que amaram a cidade, outras que detestaram… então é assim: cada qual com sua experiência.

Porém, não deixe de ir e me contar aqui o que acharam! Ok?

Beijos!

Onde comer pizza em Florença?

Típica pergunta que todo brasileiro se faz ao desembarcar em terras italianas. No Brasil temos o hábito de comer pizza em todo final de semana momentos de lazer e encontramos pizzas excelentes, e ao chegar na Itália temos a grande expectativa de que vai ser bem melhor né? Pois não é bem assim. Na Itália tem muito pega-turista e  encontrar uma boa pizzaria não é tão simples como parece. Porém, vou contar pra vocês um lugar que foi um verdadeiro achado na minha viagem, e se quiser saber onde comer pizza em Florença, segue comigo! 🙂

Eu geralmente procuro na internet sobre lugares para comer, mas dessa vez foi diferente. Quem encontrou a pizzaria não foi eu, foram meus sogros. E que maravilha! O local chama-se Il Giardino di Barbano e fica na Piazza Indipendenza, bem perto do Plus Florence Hostel, onde me hospedei.

O ambiente é agradável mas não requintado, porém aconchegante e podemos ver o pizzaiolo fazer manobras com a massa bem na nossa frente. Ele faz a massa, prepara a pizza e assa pra quem quiser ver.  Eu pedi uma pizza de gorgonzola e meu marido uma de Prosciutto Crudo, e dividimos. A massa não é pesada, não é alta, mas também não é fininha como a romana. Os ingredientes utilizados são frescos e no verão é possível comer na área aberta do restaurante, onde estão as plantações. No dia que eu fui (outono) só estava aberto o salão interno.

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Pizza de Prosciutto Crudo

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Pizza de Gorgonzola

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Il Giardino di Barbano: O ambiente interno

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Colocando literalmente a mão na massa!

O atendimento também foi bom, e o preço também! Pagamos 7,50€ em cada pizza. Comi rezando! Pena que encontrei essa pizzaria somente na minha última noite em Florença, se não com certeza teria voltado pra provar a comida. Muito bom!

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Menu

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Il Giardino di Barbano: Quanto gastar? | Antes que pensem que meu marido e eu comemos muito, essa conta aí foi pra 4 pessoas, pois meus sogros estavam conosco.

Como saí satisfeita com o local, depois fui pesquisar na internet sobre ele e vi que ganharam certificado de excelência no Trip Advisor e têm muitas avaliações positivas (ainda bem né? já pensou se só eu tivesse gostado? Iam dizer que é porque eu estava com fome…).

Ah, antes que eu me esqueça de citar isso, na Itália quase todas as pizzas (obviamente) tem queijo. Caso você peça uma pizza de Prosciutto, por exemplo, ela terá queijo também. Acho que as exceções são mais pra pizzas dietéticas. Mas vocês devem estar se perguntando por que estou citando uma coisa tão óbvia? Simples, porque em São Paulo nem sempre a pizza terá queijo. Então quem mora ou frequenta as pizzarias paulistas pode achar que na Itália é igual – e  não é. 😀 Em São Paulo se você pede uma pizza de calabresa, prepare-se para comer só a calabresa… sem queijo… questão de costume né? 🙂

Nessa mesma viagem também fui para Milão, e aos que querem dicas de pizzaria boa lá, nos próximos posts falo sobre uma que gostei.

E vocês? Tem alguma sugestão??

Um beijo!

Pisa: Vale a pena ir?

Pisa é uma das províncias que compõem a bela região da Toscana, e além da famosa torre, a cidade respira arte, história e uma rica cultura e gastronomia. Desde ela pode-se ver o Rio Arno, típico rio italiano que nasce no Apeninos e atravessa a região da Toscana, passando por Florença e Pisa antes de desembocar no Mar Tirreno. A cidade está localizada a apenas 83km de Florença e se você for voar pelas companhias Low-cost para Florença, com certeza chegará através do aeroporto de Pisa.

Chegar na terra de Galileo Galilei é extremamente fácil e a paisagem ajuda! Não durma no trem, fique de olhos bem abertos para sentir que sim, você está na Itália… seus belos campos verdes, plantações e tudo aquilo que vemos nas novelas estará na janelinha bem adiante dos seus olhos durante essa curta mas gratificante viagem.

Fui para Pisa no outono e como a maioria das pessoas que vão para a cidade, fiz um bate-volta desde Florença e valeu muito a pena! Quer saber como chegar de trem? Então vamos lá!

COMO CHEGAR EM PISA DESDE FLORENÇA DE TREM

Não precisei comprar passagem antecipada, os trens partem a todo momento e não tive problema em encontrar assento vazio. Partimos para a Estação Firenze Santa Maria Novella e ascendemos ao trem. A viagem de ida durou aproximadamente 40 minutos, e a de volta foi um pouco mais longa pois tinham bem mais paradas e durou 1:30h. Não esqueça de validar seu ticket em uma das máquinas da Trenitalia, pois se o fiscal lhe parar e não estiver validado você pode ter problemas. Ninguém passou no vagão do trem onde eu estava para recolher ou verificar os bilhetes (estranho né?). Preço da passagem: 16,00€ (ida e volta – valores de outubro/2014). Se quiser comprar online, clique aquiOBS: Fique atento para o nome da estação, pois Pisa não é a última parada do trem, ele apenas para na cidade e segue viagem.

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Máquina de autoatendimento para compra de passagens

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Máquina para validação de tickets Trenitalia

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Interior do trem…

Desci na estação Pisa Centrale, que apesar de não ser tão pertinho da Torre, temos a opção de pegar um ônibus bem na porta que lhe levará até a Piazza dei Miracoli. Porém, como eu queria conhecer a cidade e não só a Torre, fui andando (melhor opção!).

O QUE FAZER EM PISA

Como eu estava azul de fome, no caminho para a Piazza dei Miracoli fui almoçar. E que achado!! Almocei num restaurante super simples, paguei pouco e comi bem! Fica bem pertinho do Rio Arno, no caminho para a Piazza. Na ocasião comi Cotoletta alla milanese e Gnocchi ai 4 formaggi. Gastei 8€. OBS: Vale ressaltar que é um local simples, não espere por luxo ou atendimento espetacular. Endereço: Via Francesco Crispi, 1, Pisa.

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Já felizinha por ter comido um gnocchi bem gostoso, parti para a Piazza dei Miracoli, mas no caminho me deparei com o Rio Arno e claro que aproveitei pra tirar umas boas fotinhos. 🙂

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Rio Arno

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Rio Arno

Mais alguns minutos chegamos ao nosso destino: Piazza dei Miracoli. Essa praça é cercada por uma muralha e abriga um dos principais centros de arte medieval do mundo. Tem uma grande área verde no local e estão presentes quatro grandes edifícios religiosos: A Catedral de Pisa, A Torre inclinada, o Batistério e o Cemitério Campo Santo.

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Muralha da Piazza dei Miracoli | Pisa

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Complexo Piazza dei Miracoli

A praça como já podemos imaginar é lotada de turistas e todo mundo tentando tirar a clássica e clichê foto segurando a torre – e claro que eu também tirei a minha! É possível subir na Torre, mas lá de cima não dá pra ver o principal… a própria torre. Por esse motivo preferi não subir e fiquei admirando-a por fora. A subida é feita somente por escada e tem aproximadamente 297 degraus. Por razões de segurança o acesso interno é bastante controlado, então não hesite em comprar seu ingresso antecipadamente se pretende subir. Preço: 18,00€. Clique aqui para comprar.

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Foto óbvia!

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Preços do Complexo Piazza dei Miracoli

Logo depois de tirar 6037987 fotos, fui retirar meu ingresso para entrar na Catedral. Apesar do acesso ser gratuito, é necessário pegar um ticket com hora marcada para entrar. O ingresso é distribuído na própria praça, num prédio do lado esquerdo da igreja. Recomendo MUITO que a primeira coisa que façam é retirar as entradas, pois não costuma ser rápido. Fiquei esperando minha vez aproximadamente 1:30h, mas valeu MUITO a pena! A Catedral é preciosíssima! –  por dentro e por fora.

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Ingresso com hora marcada

Sua construção começou em 1063 e tem o seu interior revestido por mármore branco e preto, teto dourado e afrescos. A Catedral sofreu um grande incêndio em 1595 e precisou ser redecorada, porém muita coisa “sobreviveu” ao incêndio. Os mosaicos do interior mostram uma forte influência bizantina, enquanto que os arcos indicam a influência islâmica.

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Catedral de Pisa

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Interior da Catedral de Pisa

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Interior da Catedral de Pisa

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Interior da Catedral de Pisa

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Interior da Catedral de Pisa

Após babar muito com a beleza da igreja, fui passear na feirinha de artesanato que tem junto da muralha. Lá aproveitei pra comprar uns souvenirs e tomar um cappuccino italiano.

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Feirinha de Pisa

E que curiosidade… eu já tinha passeado por vários lugares da Itália e nunca tinha prestado atenção na diferença do cappuccino brasileiro pro capuccino italiano. Pra quem não sabe, capuccino é uma bebida típica da Itália, e ao contrário do Brasil, não leva chocolate em pó. A receita original leva café expresso (70%) e leite quente (30%). É muito similar ao café com leite, mas a diferença é que o caffe latte leva mais leite que café, e tem sabor mais suave (mais de leite!) – 70% leite, 30% café. Fonte: Minha amiga italiana Valentina (Grazie!!). Desculpem-me meus amigos italianos, mas eu prefiro tanto o café quanto o cappuccino brazuca (bairrismo?). 😀

Não visitei o Batistério, mas é possível visitá-lo mediante um ingresso de 5€. É o maior batistério da Itália, e foi construído em 1153 em homenagem a São João Batista. Li na internet que o interior do Batistério não é muito bem decorado e muitas pessoas se decepcionam pois imaginam que seja muito bonito e não é tanto – porém, por fora é belíssimo. Onde? Está localizado bem em frente a Catedral.

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Batistério de Pisa

De lá parti para as ruelas da cidade. Gente, como as ruas são labirintos em Pisa! De todas as cidades que conheci na Itália, achei Pisa a mais serpenteante. Mas eu não reclamo, particularmente acho isso um charme! 😀 Segui para a rua Corso Italia, uma rua extremamente movimentada e comercial, então se quiser comprar presentinho para alguém, lá é o lugar…

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Pisa

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Ruelas estreitas e charmosas *_*

Dei uma breve passadinha na Piazza dei Cavalieri, a segunda praça mais famosa da cidade. Antigamente, representava o centro do poder. No local encontram-se o Palazzo della Carovana e o Palazzo dell’Orologio.

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Palazzo della Carovana, atualmente uma Universidade

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Por aqui não é Wifi, é WiPi!

De lá corremos pra pegar o trem… já chegava a hora de voltar pra Florença e aproveitar nossa última noite na Toscana.

E vocês? Já visitaram Pisa?

Um beijo!

Quem tem boca vai a Roma: o que fazer em Roma e muito mais!

A Itália é um país especial, pois lá têm incontáveis cidades interessantes de serem visitadas: Roma, Siena, Milão, Veneza, Florença, Pisa, Nápoles, etc. Hoje vou contar pra vocês um pouquinho da minha estadia na capital, Roma. Esse é o típico lugar pra entrar no roteiro de qualquer viajante, com suas belas paisagens, monumentos históricos, ruínas, ruelas medievais, gastronomia, vinhos e milhares de coisas legais.

Comprei minha passagem na Ryanair, a low cost mais conhecida da Europa. 2:40h depois já estava no meu destino: Aeroporto Ciampino. Esse aeroporto é o mais próximo do centro da cidade e é o utilizado pela Ryanair (85€ ida+volta). Se você estiver chegando do Brasil, provavelmente não chegará por lá e sim pelo Aeroporto Fiumucino, mais distante, porém com opção de chegar ao centro de trem.

COMO CHEGAR AO CENTRO DA CIDADE PARTINDO DO AEROPORTO CIAMPINO

Pra começar, não tem metrô nesse aeroporto. Logo ao desembarcar você verá vários guichês de empresas que fazem o transfer Ciampino – Centro de Roma. Eu não comprei minha passagem nesses guichês, comprei diretamente no ônibus que sai do aeroporto com destino à Estação Termini. Os ônibus saem toda hora e logo ao sair do aeroporto verá longas filas de pessoas pra querer pegá-lo. Na ocasião paguei 3,90€ no ônibus e mais 1,50€ no bilhete de metrô para o hotel. Tome cuidado com o troco lá, lembro de ter faltado 10€ e tive que ir reclamar com o motorista, ele ficou meio balançado mas acabou me dando o correto, então PRESTE ATENÇÃO.

Em pouco menos de 1h já estávamos na Estação Termini, essa estação ferroviária fica no centro da cidade, é a principal estação de Roma e uma das maiores da Europa. Ela faz ligação com as linhas A e B do metrô e com numerosas linhas de ônibus expressos e urbanos. No subterrâneo tem um centro comercial e nos arredores muitas lojas e restaurantes populares. Porém, pra quem vai se hospedar na região, cuidado. Assim como a maioria dos centros que possuem uma estação/rodoviária grande nas redondezas, essa também não é das  regiões mais seguras pra circular à noite (dica dos próprios italianos!).

HOSPEDAGEM

Ficamos hospedados no Borgo Al Vaticano Bed & Breakfast, localizado na Via Angelo Emo, 97. Logo ao chegar ficamos decepcionados: não havia recepção e havia uma placa da proprietária do estabelecimento com um bilhete pedindo que telefonássemos pra ela pra fazer o check-in. Oi? Quem é que chega de outro país com disponibilidade imediata de fazer ligações internacionais? Nós não. Então resolvemos ir almoçar pelas redondezas e voltar depois, para nossa surpresa, quando voltamos tinha outra placa pedindo pra esperá-la até 16h. OI???? Nosso check-in era meio dia e já passavam das 15h. Ficamos apertando a campainha até que a bonita apareceu. Quando entramos no quarto (na verdade não é bem um quarto, pois possui uma cozinha pequenina com frigobar, fogão, pia, mesa e cadeiras) o alívio: não era ruim, as camas eram boas, cozinha e instalações também. A única coisa que poderia melhorar, CLARO, era o banheiro. A dona nos explicou um pouco sobre a cidade, nos deu um mapa, e até foi simpática. OBS: Não acreditem fielmente nas fotos que aparecem no site, estão bastante maquiadas, principalmente as do café da manhã. Outra observação que está no site e que não é verdade é que fazem limpeza dos quartos, MENTIRA, em toda minha estadia lá não tiraram nem o lixo das lixeiras.

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Não esperava ser recepcionada com uma garrafa de Veuve Clicquot, mas assim também é sacanagem né??

PRÓS:

  • Preço: 99€/diária quarto quádruplo;
  • Localizaçã0: Boa, pois é próximo ao Vaticano;
  • Quarto: Era grande, tinham duas camas queen size e eram boas, ar condicionado, tv, etc.

CONTRAS:

  • Banheiro: Precisa URGENTE de uma bela limpeza e reforma na área que toma banho (até a ducha, pela pressão da água, ficava soltando da mangueira e era um saco!);
  • Café da manhã: Apesar de nossa diária ser para 4 pessoas e termos contratado com café da manhã o serviço era bizarro: tinham 2 iogurtes no frigobar (sendo que ambos estavam estragados), café, 2l de leite, algumas geleias, cookies e pão de forma duro que nem um pau. A dona poderia ter o bom senso de deixar quantidades suficientes para todas as pessoas da reserva e durante todo o tempo da nossa estadia e não só para a metade. No último dia acabamos indo tomar café fora…
  • Wi-fi: Não tem;
  • Check-in: Não ter recepção e ter que esperar pra fazer o check-in – mesmo tendo passado do horário – foi o fim.

Resumindo, o que realmente mais me incomodou foi o fato de termos esse contratempo com o check-in, achei um absurdo e muita falta de preparo da dona do estabelecimento. Se não fosse por isso, até voltaria a me hospedar lá se estivesse procurando uma hospedagem barata.

O QUE FAZER EM ROMA

ANFITEATRO FLÁVIO, MAIS CONHECIDO COMO COLISEU

A mais famosa obra da engenharia romana foi construída em cima do lago articial do complexo de palácios de Nero e foi um presente do imperador Vespasiano para a população romana, depois do legado doentio de Nero. Para quem não sabe, Nero era um insano que foi para a cama com a própria mãe e depois mandou matá-la, além de ter mandado incendiar Roma no ano de 64 (e tocar lira enquanto a cidade ardia em chamas!), e que ainda teve a cara de pau de condenar os cristãos pela tragédia, fazendo deles tochas humanas e jogando-os a cães ferozes, não poupando nem São Pedro. O objetivo? “limpar”a cidade para que ele pudesse construir o maior complexo de palácios de todos os tempos, onde morava. Passear pelo Coliseu é isso, lembrar das aulas de história e se impressionar com as coisas bizarras que já ocorreram ali. O Coliseu era um anfiteatro que era usado para a “diversão” do povo de Roma, os “jogos” nesse anfiteatro atingiram um grau de carnificina jamais visto no Império. Representava poder, engenharia e a riqueza da Roma antiga. Aproximadamente 5.000 animais eram mortos em um único dia e milhares de gladiadores perderam suas vidas lá. Fora da arena, matanças dessa magnitude ocorriam somente em guerras. Só a título de curiosidade, o monumento foi financiado pela venda de relíquias preciosas roubadas de templos judaicos durante o saque de Jerusalém e 12.000 prisioneiros judeus foram levados para construir o anfiteatro. Passeio IMPERDÍVEL. Recomendo que compre o ingresso pela internet, pra fugir das filas. Ah, e a última dica: Vá de metrô, sair do metrô e dar de cara com esse monumento histórico não é todos os dias que acontece… Preço combinado Coliseu + fórum romano + Palatino: 16€. Para comprar, clique aqui. Endereço: Piazza del Colosseo, Roma. Metrô: Linha B – estação Colosseo.

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Com tantas desgraças que ocorriam ali, ainda tinham coragem de pendurar uma cruz?

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Por dentro do Coliseu…

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Coliseu em um dia nublado…

FÓRUM ROMANO

O fórum romano está para Roma mais ou menos como a Acrópole está para a Atenas. Lá era o centro do comércio romano, e também o lugar em que o Senado se reunia para tomar decisões administrativas e sobre o governo de Roma. Podemos ver o Arco de Tito (81 d.C), templo de Saturno (5 a.C), etc. Imagina quantas pessoas importantes passaram por ali? Conseguem imaginar…? A sensação é incrível! Endereço: Piazza Santa Maria Nova. Preço: 16€ – Comprando o ingresso combinado para visitar o Coliseu, é possível visitar o Fórum Romano, que fica logo em frente. Vá de tênis pra esse lugar, pois o chão muitas vezes é só ruína e ruim de caminhar. Metrô: Linha B – estação Colosseo.

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Templo de Castor – Fórum Romano

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Arco de Tito

FONTANA DI TREVI

A fonte cuja origem remonta do ano 19 a.C, é considerada a fonte mais bonita do mundo. Seja durante o dia ou à noite, a fonte nunca estará sozinha. Como curiosidade, o nome “di Trevi” deriva de Tre Vie (três vias), já que a fonte era ponto de encontro de três ruas. Quando eu fui não imaginava a grandiosidade que é, e fiquei impressionada – ela mede nada mais que 26m de altura por 20m de largura. Reza a lenda que quem joga uma moeda na fonte volta a Roma. Verdade ou mentira, eu joguei e adivinha? VOU VOLTAR! A má notícia é que recentemente a Fontana di Trevi deu início a um processo de longa restauração, com término previsto para setembro de 2015. Porém, segundo as autoridades romanas, a fonte terá seu perímetro cercado com painéis de vidro para que os turistas possam seguir contemplando a totalidade do complexo. O curioso é o tom das águas das fontes romanas, já perambulei por várias cidades e nunca vi nada parecido às de Roma, é um tom esverdeado e límpido que contrasta com o branco do mármore e fica lindo-de-morrer. 😀 Endereço: Piazza di Trevi. 00187, Roma. Metrô: Linha A – Estação Barberini.

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Fontana di Trevi

PANTHEON DE AGRIPA (PANTEÃO)

Construído no ano 27 a.C, sofreu um grande incêndio e foi reconstruído durante o legado do Imperador Adriano por volta de 125 da nossa era, o Pantheon é o mais bem conservado símbolo da Roma antiga. Essa construção dedicada aos deuses romanos, no início do século VII foi doada ao Papa Bonifácio IV e este o transformou em uma igreja. No interior do Pantheon têm várias tumbas de reis italianos e muitas obras de arte, inclusive o pintor renascentista Rafael Sanzio está enterrado lá. O mais curioso e belo é observar os detalhes da cúpula da igreja: ela foi construída de forma a se sustentar, sem nenhuma coluna. Durante muito tempo foi a maior cúpula do mundo, e se os engenheiros romanos queriam a perfeição, eles quase a alcançaram. O curioso é que não há registros que revelem a identidade do arquiteto que fez o projeto, há rumores de que teria sido o próprio imperador Adriano (alguém duvida?). Preço: Entrada gratuita. Endereço: Piazza della Rotonda (entre a Fontana de Trevi e Piazza Navona).

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Pantheon

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Cúpula do Pantheon

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Pantheon

VILLA BORGHESE

Um dos maiores parques urbanos da Europa, é parada obrigatória para quem viaja com crianças ou quer relaxar. No local é possível alugar patins, bicicletas e carros elétricos, infelizmente não conseguimos alugar o carro pois é necessário apresentar carteira de habilitação e ninguém tinha levado. Fica pra próxima. O parque é enorme e bastante arborizado, casais costumam sentar na grama para namorar e famílias fazer piquenique. Dentro do parque têm outras atrações, entre elas Galeria Borghese (um dos museus mais importantes de Roma, contêm pinturas de Rafael, Tiziano e Caravaggio) e o zoológico, também chamado de Bioparco. A entrada no parque é gratuita. Como chegarMetrô Spagna ou Flaminio, linha A (vermelha). Ônibus: 49, 88, 95, 490 e 495.

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Villa Borghese

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Villa Borghese (haja sola de sapato!)

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Minha amiga Gabi, foto roubada dela…rs

TRASTEVERE

Esse bairro é um passeio imperdível, principalmente no cair da noite quando dá vontade de jantar ou tomar um vinho 🙂 . Se estiver procurando um lugar legal pra comer ou beber, com certeza encontrará lá. A vida no bairro gira em torno da Piazza di Santa Maria in Transtevere, onde se encontra a Basílica de Santa Maria in Trastevere, a mais antiga das igrejas dedicadas a Nossa Senhora em Roma. A grande fonte em frente à basílica é ponto de encontro de turistas e romanos que se misturam diariamente seja pra descansar ou pra tomar um bom gelato.

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Basílica de Santa Maria in Trastevere

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Trastevere

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Trastevere

Fui e voltei caminhando às margens do Rio Tibre e o passeio foi uma delícia, se estiver a fim de dar uma caminhada, ir pra lá é uma boa pedida. As ruas são bem estreitas, todas de pedra e cada passo é uma lembrança na memória. Caminhe sem pressa e respire esse lugar mágico… Como chegar: Trem: Trastevere/Mastai, linha 8. Ônibus: linhas 23, 280 e 780.

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Passeando pelo Tibre até chegar em Trastevere…

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…nada mal, né?

ARCO DE CONSTANTINO

O Arco de Constantino é o arco mais moderno e mais bem conservado da Roma Antiga. Localizado ao lado do Coliseu, pode-se ver estátuas retiradas do Fórum de Trajano e algumas representações desse imperador. Com certeza você fará uma foto por lá. Endereço: Ao lado do Coliseu.

CASTELO DE SANT’ANGELO

Conhecido como o Mausoléu de Adriano, começou a ser construído no ano de 135 para que servisse de mausoléu para ele e sua família. Reza a lenda (lenda?) que no ano de 1277 construíram um corredor fortificado de 800m que se conectava com a Cidade do Vaticano, para que o Papa pudesse escapar caso se encontrasse em perigo. Durante os ataques ocorridos em Roma em 1527, o Papa Clemente VII utilizou a fortaleza como refúgio. Endereço: Lungotevere Castello, 50. Como chegar: Ônibus:  linhas 23, 34, 49, 64, 87, 280, 492, 926 e 990. Preço: 10,50€. OBS: Não posso opinar como é o castelo por dentro, pois quando passamos por lá já estava fechado e acabamos nem entrando, mas de fora já dá pra perceber a imponência desse lugar.

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Castelo de Sant’Angelo

PRAÇAS PARA VISITAR: PIAZZA DI SPAGNA, PIAZZA DELLA REPUBBLICA, PIAZZA NAVONA E PIAZZA DEL POPOLO

Essas quatro foram as que eu mais gostei de visitar. A Piazza di Spagna é extremamente turística e vive entupida de gente, seja de passagem ou sentada na escadaria monumental que leva à Igreja Trinità dei Monti. Na base dessa escada está a fonte La Barcaccia, esculpida por Pietro Bernini (pai do Bernini bam-bam-bam). Além disso a praça é perto da Via dei Condotti, famosa rua para ir às compras. Metrô: Spagna – linha A. 

A Piazza della repubblica conheci por acaso, caminhando pela cidade. No centro da praça tem uma fonte muito bonita, chamada de Fonte das Ninfas, que arranca olhares de quem passa. A praça é formada por uma grande rotatória e têm imponentes prédios ao seu redor. Pertinho dela tem também a Basílica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, projetada por Michelangelo, é a única igreja renascentista da cidade e que chama bastante atenção por sua frente ser praticamente uma ruína. As ruínas são parte das instalações chamadas de Termas de Diocleciano, um complexo de banhos que funcionou entre 306 e 537. Eu – abestada – não dei a devida atenção pra igreja e acabei apenas passando pela frente, visivelmente deteriorada, desta. Posteriormente fui ler sobre a igreja e bateu um forte arrependimento de não ter entrado… mas pelo menos já tenho algo “novo” pra ver quando voltar. 🙂 Metrô: Repubblica – linha A.

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Basílica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

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Fonte das Ninfas

A Piazza Navona é uma das mais belas praças barrocas do mundo, construída sobre as ruínas do antigo Estádio de Domiciano e sem dúvida os maiores atrativos são suas três fontes, com destaque para a Fontana dei Quattro Fiumi, feita por Bernini, em 1651.  Essa fonte representa quatro rios mais importantes dos seus continentes: o Nilo, o Ganges, o Danúbio e o Rio de la Plata (os romanos não conheciam o Rio Amazonas??). Outra fonte é a Fontana del Moro, contruída em 1575 por della Porta, e a estátua central adicionada por Bernini (pop-star!) em 1653. E por último, pra mim, menos interessante, a Fontana del Nettuno. Metrô: Barberini – linha A.

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Piazza Navona

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Deu pra sentir o clima?

A Piazza del Popolo, em português “praça do povo” é outra que merece ser visitada. Bem no centro possui um obelisco egípcio dedicado a Ramsés II, chamado obelisco Flaminio, e dela nasce o conhecido tridente: a Vía del Corso, Vía del Babuino e Vía di Ripetta, três importantes ruas da cidade. A única coisa chata da praça são umas pessoas inconvenientes que ficam te “empurrando” rosas goela abaixo dizendo se tratar de um “presente”, daí ficam te perturbando até você comprar delas. Ah, se você responder em inglês eles puxam assunto – se responder em espanhol também – em italiano provavelmente também. Minha saída foi responder em português, eles não entendem nada e saem de perto (viva a língua portuguesa!). Subindo as escadas que tem na praça, chega-se ao Monte Pincio, jardim que faz parte da Villa Borghese, de onde têm-se uma excelente vista do alto da cidade e privilegiada vista do pôr-do-sol. No dia que fui tanto o clima quanto o tempo ajudaram…

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Monumento na Piazza del Popolo. Lá do alto, Monte Pincio

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Vista da Piazza Popolo do Monte Pincio

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Só eu fiquei encantada com essas esculturas? Olha Rômulo e Remo ali…

DICAS E CURIOSIDADES

Metrô: O metrô de Roma não é muito extenso, porém em geral eficiente. Mas ninguém consegue conhecer a cidade dentro de um metrô, então CAMINHE!;

Segurança: Tome cuidado com as áreas muito cheias de turistas, é frequente a reclamação de “batedores de carteira” por lá. Quando fui na Fontana di Trevi estava quase insuportável de tanta gente – atenção redobrada!;

Comer: Não espere comer bem em todos os lugares de Roma. Pude experimentar alguns “pega-turistas” bem ruins… mas não desanime! Pesquise blogs, pergunte pros seus amigos que já visitaram ou peça indicação pra algum italiano que conhecer. Tome cuidado com os preços também, em uma ocasião paguei 10€ por um gelato que se eu fosse comprar pra levar sairia por 5€, mas tudo bem… Achei bem legal comer pelas redondezas da Piazza Navona, é extremamente movimentado e com ótimas opções!

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Desfrutando Roma nas redondezas da Piazza Navona!

Táxi: Dependendo da quantidade de malas que você está levando e do número de pessoas que viajam com você, vale muito a pena pagar um táxi. Na volta para o aeroporto fui de táxi (o preço é tabelado) e saiu por 30€ para o Aeroporto Ciampino. Para o aeroporto Fiumucino o preço tabelado era 50€ (valores de abril/2014). Geralmente o preço das corridas para os aeroportos estão fixadas bem grandes nas portas dos táxis.

Pizzaria: As pizzarias de Roma não são parecidas com as do Brasil e nem sempre são servidas como no Brasil. Geralmente a pizzaria é uma portinha pequena com poucos lugares pra sentar (ou nenhum) e você paga a fatia de acordo com o peso: você escolhe o tamanho da fatia que quer, eles pesam, enrolam num papel e pronto. Porém tem algumas que vendem o preço da fatia tabelado, vai depender de onde você vá. Ah, e claro que as pizzarias mais requintadas servem a pizza “grande” (equivalente à média do Brasil) e valorizam a típica pizza romana da massa fina. Os preços variam muito e tem muita pizzaria pega-turista. Na ocasião fui a uma chamada Pizzarium, próxima à estação Cipro do metrô, e apesar de ter uma fila bem grande pra comprar,  achei super cara e de péssima qualidade… Se você está esperando por pizzas enormes com a massa bem alta, esqueça, ou vá pra Nápoles, que valoriza a massa alta.

Gelateria: Assim como as pizzarias pega-turista, tem também as gelaterias pega-turista: eu fui em várias e não encontrei nada demais, até ir na Gelateria La Romana que foi sem dúvidas o melhor gelato que já comi na vida. Tinha tanta gente na fila que parecia que iam pegar o último foguete pra lua no dia do apocalipse, mas toda espera valeu a pena. O preço também era excelente, o que até me surpreendeu, pois o lugar é bem bonitinho e organizado. Lembro de ser 2,50€ o copinho com dois sabores, escolhi o de pistache e COMI REZANDO. Infelizmente não era perto do hotel e acabei indo só uma vez, mas é PARADA OBRIGATÓRIA pra qualquer ser humano que sabe valorizar o que há de melhor na cidade. Endereço: via Venti Settembre, 60 e via Ostiense, 48. Curiosidade: Recentemente descobri que tem uma dessas aqui em Madrid, qualquer dia desses vou lá! 🙂

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Minha amiga e eu na melhor gelateria do mundo!

Boa pedida: Outro lugar que lembro de ter comido bem e ter sido muito bem atendida foi a La Caravella Trattoria. Pedimos entrada, jantamos e bebemos vinho por 33,60€/casal. Lembro de ter sido atendida por uma brasileira muito simpática. O restaurante fica bem pertinho do Museu do Vaticano e tem um ótimo custo benefício. Não foi a melhor comida que comi na vida, mas foi muito bom pelo que pagamos. Endereço: Via degli Scipioni 32-32b, 00192, Roma.

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Fachada do restaurante

Gastos: Roma não é uma cidade muito cara de ser visitada, talvez as coisas mais caras tenham sido as atrações Museu do Vaticano (vou falar do Vaticano em um outro post) e o Coliseu. Em nossa estadia gastamos em média 90€/dia (casal), fora hospedagem, mas claro, não fizemos compras na Fendi ou na Bvlgari… então vai do seu estilo de viagem. 😉

– Quem tem boca vaia Roma ou vai a Roma? Bem, apesar de ter envelhecido pelo menos uns 2.000 anos nessa viagem, eu fico com a segunda opção.

Um beijo!