África do Sul

Museu do Apartheid é atração imperdível em Joanesburgo

Se tem uma atração imperdível em Joanesburgo, essa atração é o Museu do Apartheid. Mesmo pra quem tem apenas um dia na cidade, ou quem sabe algumas horas devido a alguma conexão, vale muito a pena a ida.

O Museu do Apartheid, como o próprio nome sugere, trata do surgimento e declínio do Apartheid na África do Sul. É de extrema importância visitar o local para entender um pouco mais a triste realidade que o povo sul-africano enfrentou desde sempre, mas que oficialmente foi implantado politicamente em 1948.

Museu do Apartheid

Museu do Apartheid

A segregação racial atingia não somente os negros, mas qualquer pessoa que não fosse puramente identificada como branca, como indígenas, asiáticos, indianos, etc. Esse povo foi forçadamente deslocado para as áreas periféricas das cidades, e atualmente são como se fossem nossas favelas. Apenas os brancos poderiam morar nos bairros centrais e com melhor infraestrutura, o que contribuiu para o aumento da desigualdade social no país, presente até hoje e que provavelmente perdurará por muito tempo.

Museu do Apartheid

Museu do Apartheid

Os serviços ditos públicos como acesso à educação e saúde eram nitidamente oferecidos de maneira inferior para os não-brancos, e coisas bizarras como sentar no banco de uma praça não era permitido para esse povo, que se quisessem ir às praças, deveriam sentar no chão. Praias? Apenas o brancos poderiam tomar banho.

É tudo muito revoltante e você pode se perguntar se os não-brancos não faziam nada e aceitavam tudo que lhes era imposto, e a resposta é não. O povo lutou muito e isso culminou no aumento da violência, aumento das manifestações populares e desordem, que uma hora tornaram-se insustentáveis e que felizmente culminaram no acesso à votação multirracial e democracia, que tinha Nelson Mandela como líder.

Escultura de Nelson Mandela no Museu do Apartheid

Escultura de Nelson Mandela no Museu do Apartheid

Depois de muito sofrimento e luta, a Constituição sul-africana hoje em dia tem como pilares a democracia, igualdade, reconciliação, diversidade, responsabilidade, respeito e liberdade. Pelo menos na teoria.

Digo "na teoria" porque infelizmente o preconceito ainda é algo muito forte no país

Digo “na teoria” porque infelizmente o preconceito ainda é algo muito forte no país

O museu trata exatamente sobre isso: a história da segregação no país, desde o início até os dias de hoje. A atração conta com uma exibição permanente e é separado por áreas, em que temos acesso à história do Mandela, as leis do Apartheid, acesso à cela solitária, fotografias e imagens reais das vítimas do apartheid, sendo muitas delas chocantes, etc. Confesso que em vários momentos fiquei sensibilizada e emocionada com o que vi e é mais triste ainda pensar que se trata de um passado não muito distante, mas que lentamente tende a se distanciar.

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COMO CHEGAR NO MUSEU DO APARTHEID

A melhor forma de chegar no Museu pra quem está sem carro é adquirindo o city tour do Citysightseeing, o ônibus vermelho de dois andares. Nele você pode descer e subir do ônibus quantas vezes quiser e o bom é que uma das paradas é no Museu.  Esse era meu plano inicial, mas eu estava tão cansada da viagem que preferi pegar um Uber no hotel e ir direto para o Museu. Não fica perto da área hoteleira da cidade (Sandton City) e portanto a corrida de Uber deu mais ou menos R$35.

OBS: Pra quem vai de carro a área de estacionamento é bem grande e tem bastante vaga disponível.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Funcionamento: Aberto diariamente de 09h às 17h.

Endereço: Cnr Northern Parkway & Gold Reef Roads – Ormonde, Johannesburg

Ingresso: Adultos: R85,00 – Estudantes universitários e crianças: R70,00.

Audioguia: Disponível por R15,00

Tempo aproximado da visita: 2 horas.

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Onde fazer compras em Cape Town

Não viajei com esse fim e nem achei um lugar bom pra isso, mas claro que vez ou outra acabamos entrando em uma lojinha pra ver alguma novidade e comparar preços. Pensando nisso, anotei alguns lugares interessantes pra ajudá-los onde fazer compras em Cape Town.

Eu estava querendo comprar um óculos escuro, mas acabei comprando na volta, pois o que eu queria por incrível que pareça saía mais em conta no Brasil. Caso você queira/precise de óculos, provavelmente irá comprar na Sunglass Hut, loja que  visivelmente domina o setor na cidade (tem uma em toda esquina rs). Achei os preços bem salgados e fiquei sem óculos a viagem inteira, já que tinha esquecido o meu velhinho em casa.

Caso seja o tipo de pessoa que goste de comprar cosméticos/maquiagens mais em conta, a farmácia Clicks é a melhor. Mais especificamente a que fica dentro do V&A, pois é gigantesca! Diversas marcas como Eucerin, La Roche, Avène, Nyx, Maybelline, etc. Até perfumes têm no local. Só não achei bom pra produtos de cabelo, não tem nada interessante. Eu uso há anos um gel de limpeza facial da Avène que no Brasil custa aproximadamente R$60, lá saía por R$35.

Clicks

Clicks

Pra quem procura artigos de artesanato, o melhor lugar é o Watershed, ainda no Waterfront. Além de terem coisas exclusivas, é tudo de boa qualidade, aliado a um lugar confortável. A loja que mais gostei e comprei um quadro de decoração é a Guineafowl Gallery, com quadros, telas e postais super lindos e diferentes.

Guineafowl Gallery

Guineafowl Gallery

Quadrinho da Guineafowl Gallery que eu trouxe pra casa! :)

Quadrinho da Guineafowl Gallery que eu trouxe pra casa! 🙂

Outra loja que fiquei com vontade de levar tudo foi a Wild Thing Africa, com diversos produtos artesanais e diferentes, inclusive até decoração natalina. Além disso, muitos produtos comestíveis exóticos, como patê de zebra e afins. Muito legal comprar pra presentear alguém que goste de coisas exóticas.

Onde fazer compras em Cape Town: Wild Thing Africa

Onde fazer compras em Cape Town: Wild Thing Africa

O que mais compramos nessa viagem foi vinho e o lugar que achei mais interessante foi o Cape Quarter, pois tem vinho tanto no Spar quanto no Tops at Spar, especializado em bebidas. Têm outros Tops at Spar, mas particularmente achei esse o mais bem servido e organizado. A título de curiosidade, uma garrafa grande de Amarula sai por volta de R$35. Uma garrafa da Champagne Veuve Clicquot sai por volta de R$120. A propósito, Amarula é um licor de origem sul-africana e lá vendem diversas coisas do licor: chocolates diversos, caramelos, etc.

Onde fazer compras em Cape Town: Tops at Spar

Onde fazer compras em Cape Town: Tops at Spar

Vinhos tem de todos os tipos e preços, porém apenas vinhos sul-africanos, notei que nisso são bem protecionistas. Mas já que estamos na África do Sul e eles produzem ótimos vinhos, wine not? rs. Priorize os da uva Pinotage, que é produzida no país, sendo um cruzamento da Pinot-noir com Cinsault.

Algo que vale a pena lembrar é quanto ao dia da semana que você tira pra fazer compras. Na ocasião estive em um supermercado num domingo e a sessão de vinhos estava fechada. Assim como esse supermercado, outros também fecham a sessão. Evite o domingo pra ir às compras, pois mesmo quando os departamentos de vinho estão abertos, funcionam em horário reduzido.

Outros lugares indicados pra comprar bebidas são:

Mudando de assunto da água pro vinho, quem quer comprar roupas e perfumes de boas marcas, vá na Edgars, que fica no V&A: a loja é enorme e uma tentação, apesar de eu não ter comprado nada (pra quem não sabe, sou o controle em pessoa rs). As grandes marcas que conhecemos, tanto de vestuário quanto de cosméticos, marcam presença no local. Quem conhece o El Corte Inglés, vai ver que é bem parecido. Na ocasião vi uns casacos clássicos bem bonitos que convertendo não chegavam a R$140 (claro que vi coisas mais caras também).

Edgars

Edgars

Outra lojinha que gostei de conhecer foi a Rain – Created for Livingque vendem produtos como sabonetes artesanais, home spray, hidratante corporal, óleos diversos, etc… porém o diferencial é que utilizam ingredientes locais para produção. Na ocasião comprei um sabonete de Amarula e um home spray (black Amber) de plantas exóticas que sinceramente ainda não conheci outro tão cheiroso. Essa loja não é tão barata, mas certamente uma do mesmo nível no Brasil seria bem mais cara.

Rain Created for Living

Rain Created for Living

Conforme dito no início do post, não fui com a intenção de fazer compras na viagem, mas inevitavelmente acabamos conhecendo algumas lojas, e essas foram as que eu mais gostei. 🙂

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Tudo sobre minha viagem pra Cape Town

Conforme eu havia lido em uma revista, reitero aqui: o mundo não tá preparado pra ver Cape Town de perto. Cores, sabores, brisa do mar, beleza natural exuberante, sorrisos estampados na face, tudo isso, é claro, acompanhado de uma boa taça de vinho, coisa que fazem com maestria.

Por influência de um amigo de meu marido que já tinha ido 2x à cidade, decidi comprar minha passagem. Achei uma promoção voando Latam por R$1800 com taxas do Rio pra Joanesburgo, e o trecho interno fiz com outra companhia. A propósito, pra felicidade de todos, tenho visto várias promoções por esse preço. 🙂

A programação dessa viagem não foi tão fácil, pois não encontrei tanta informação na internet quanto os destinos mais comuns. E, quando encontrava, acabava não encaixando com o roteiro que eu pretendia fazer. No entanto, montei eu mesma todo meu roteiro.

Como se locomover

Se você perguntar pra 10 pessoas que visitaram a cidade, pelo menos 8 dirão pra alugar carro. Porém, minha mãe sempre me disse que eu não sou todo mundo, então fui na contra-mão e não aluguei. Os motivos foram os seguintes:

  • Na África do Sul eles dirigem na mão-inglesa e o volante do carro é do lado direito, o que pode parecer fácil, mas achei confuso até enquanto pedestre, que dirá enquanto motorista;
  • Fiquei com receio de não encontrar estacionamento fácil nas atrações e ficar refém dos estacionamentos;
  • Os vinhos sul-africanos são maravilhosos e durante nossa estadia optamos por beber vinho todos os dias, o que ia na contra-mão da direção rs;
  • Assim como no Brasil, há flanelinhas na cidade, o que acho particularmente um saco;
  • Uber funciona muito bem na Cidade do Cabo e é relativamente barato dependendo de onde você esteja hospedado.

No entanto, nem cogitei alugar carro. Mas financeiramente falando é mais barato, principalmente se viajar com mais pessoas. Gastamos durante toda nossa estadia aproximadamente R$500 de Uber (passamos 7 dias na Cidade do Cabo). Não utilizei transporte público nenhuma vez.

Não tivemos problema pra pedir Uber no aeroporto pra ir pro hotel, e nem foi preciso nos distanciarmos tanto. Quando você pede um Uber, o próprio aplicativo já sugere que você vá pro ponto de encontro, que fica na área do estacionamento e super fácil de encontrar. A corrida deu aproximadamente R$45 até as proximidades de Waterfront, região onde está a maioria dos hotéis.

Onde se hospedar

Fiquei hospedada no Circa on The Square Hotel, um 4 estrelas cujos quartos são enormes e perfeitos pra quem preza por conforto e comodidade. O quarto é na verdade um apartamento de 55 metros quadrados, equipado com geladeira, cooktop, micro-ondas, utensílios de cozinha, lava-louças,  sala de estar, dois banheiros e arrumação diária. Pra quem tem criança, é um excelente lugar pra se hospedar. O café da manhã está incluso na diária e é servido no restaurante do hotel.

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O único contra é o fato de não ter desembarque de veículos na porta do hotel, pois a entrada da recepção fica numa rua em que não pode entrar carro. Caso esteja com muitas malas, pode ser ruim. Pode ser ruim também desembarcar muito tarde, pois a região à noite não é nada movimentada, o que causa certa sensação de insegurança.

A região de Waterfront é maravilhosa de se hospedar, pois muitas vezes poderá ir andando pro complexo Victoria & Alfred e terá acesso a transporte turístico, restaurantes, mercados, etc. Apesar de não termos nos hospedado lá, onde estávamos era super perto e o Uber não passava de R$10.

O que fazer em Cape Town

Conforme dito, passamos 7 dias e 7 noites na cidade, o que pode parecer muito mas na verdade foi uma maravilha, pois não fizemos nada com pressa (estávamos de férias e não queríamos correria).

O tempo em Cape Town é super instável e não pude deixar de notar que é possível fazer as quatro estações em um único dia: nebulosidade, nevoeiro, chuva, sol, frio… tudo ao mesmo tempo. Como muitas das atrações requerem tempo bom e céu limpo, é um risco grande passar menos de 3 dias na cidade, por exemplo, pois pode ser que não consiga ver os pontos de interesse. Eu sugeriria, no mínimo, 5 dias inteiros de estadia.

Vou reunir aqui no post as atrações que vocês não podem deixar de fora numa visita à cidade, e então vocês ajustam o roteiro conforme o tempo de permanência:

TABLE MOUNTAIN

Grandioso, esplendoroso, magnífico. Não tenho palavras no meu vocabulário pra definir a beleza desse lugar. Não é à toa que é considerado uma das 7 maravilhas da natureza e realmente faz jus ao título.

TABLE MOUNTAIN

TABLE MOUNTAIN

Pra visitar esse lugar é necessário antes de tudo acompanhar o tempo direto no site, pois caso a visibilidade esteja baixa devido ao mau tempo – o que não é difícil – o teleférico não funciona. Ou seja, assim que pegar um dia ensolarado, vá logo pra lá e nada de deixar pro último dia.

Com o ticket do ônibus City Sightseeing, cheguei aos pés da Table Mountain. Apesar da longa fila, não demorei 5 minutos pra embarcar no teleférico. Vale lembrar que eu já tinha os ingressos, pois ganhei da Secretaria de Turismo numa parceria. Caso não tenha os ingressos sugiro que compre online pra não pegar fila na bilheteria e depois fila pro teleférico.

Pra vocês terem uma ideia da monstruosidade que é a Table Mountain, ela tem altitude de 1.085 metros (a título de comparação, o Morro do Corcovado, onde fica o Cristo Redentor, tem altitude de 710 metros, um terço menor!). Dá pra imaginar o quão maravilhosa é a vista do alto da Montanha?

TABLE MOUNTAIN

TABLE MOUNTAIN

Você pode acessá-la através do bondinho e também através de trilhas, que dependendo do preparo físico pode demorar até 4h pra subir. Claro que fui de bondinho. É impossível não comparar o teleférico da Table Mountain com o bondinho do Pão de Açúcar, sendo que a diferença é que nesse primeiro à medida que vai subindo vai girando 360 graus, o que permite que o visitante tenha diversas vistas da cidade – e em alguns momentos sem vidro em frente, abertão mesmo. 🙂

Teleférico Table Mountain

Teleférico Table Mountain

Como lá em cima é muito grande, não basta só subir, tirar foto e descer. Há muitas trilhas pra apreciar a cidade de diversos ângulos, então sugiro que vá com um bom calçado e leve água, pois à medida que anda, vai se distanciando da única lanchonete que tem e que fica logo na entrada.

50 tons de azul!

50 tons de azul!

Não espere que seja um passeio rápido, pois com certeza você vai querer fazer as trilhas e admirar toda a beleza que há no local. Sem dúvidas, a atração está na lista dos lugares mais belos que já vi – tanto de cima, quanto de baixo.

Table Mountain

Table Mountain

Apesar de eu não ter feito isso, imagino que o pôr do sol de lá deve ser a coisa mais espetacular do mundo. Como fui de manhã, obviamente tive que ver o pôr do sol de outro lugar.

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

Saí da Table Mountain por volta de 14h. Optei por pegar um Uber e ir conhecer o Jardim Botânico da cidade, que fica a 17 km de distância da atração anterior. Como estávamos sem carro e não há transporte público pra esse lugar, optamos por ir logo, já que íamos perder muito tempo se fôssemos pegar novamente o City Sightseeing, pois ele segue uma rota de sentido único (já já falo pra vocês disso).

O Jardim Botânico tem uma vista privilegiada da Table Mountain, pois fica bem aos pés dessa. Está em funcionamento desde 1913 e é considerado o mais belo jardim botânico do Continente. Mesmo que você não seja um grande entendedor de botânica (também não sou), vale muito a visita.

Há uma variedade de mais de 7 mil tipos de plantas originárias da África, inclusive não só plantas, mas cobras também. Notei que muitas pessoas fazem piquenique no grande gramado que há no local, uma boa pedida pra fechar a tarde e assistir o pôr do sol (em Cape Town, onde quer que você esteja, o pôr do sol será um espetáculo). 🙂

Oi???

Oi???

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

Eu confesso que estava bem cansada já ao chegar no local, mas me esforcei pra caminhar e desbravar a atração, que é repleta de ladeiras.

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

A propósito, dentro do Jardim Botânico está localizado o famoso Restaurante Moyo, de culinária africana.

É necessário prestar muita atenção nos horários de funcionamento das atrações, pois dependendo da estação do ano pode fechar cedo. Como fui no inverno, era meu caso. Isso vale tanto pras atrações como pros ônibus City Sightseeing, que mudam os horários conforme as estações.

Atenção: Os ônibus do City Sightseeing fazem uma rota de sentido único, então programe-se pra não precisar voltar na atração/parada que já tenha passado, pois do contrário terá que dar uma volta inteira na cidade pra chegar novamente ao ponto desejado.

BOULDERS BEACH

No dia seguinte meu combo de passeio foi o Cabo da Boa Esperança e a Boulders Beach, atrações imperdíveis pra quem visita a região. Comprei o passeio Full-day Cape Point Tour, do City Sightseeing, no dia anterior. Perto do meu hotel tinha uma parada do ônibus (Lower Long Street), o que facilitava muito a locomoção, pois eles não param nunca fora de seus pontos. Verifique a tabela de horários, pois os ônibus são muito pontuais.

Chegando em Boulders Beach

Chegando em Boulders Beach

A primeira parada foi Boulders Beach, em que é necessário pagar uma taxa de R65 pra entrar, por tratar-se de área de preservação do Table Mountain National Park.

Uma colônia com cerca de 3.000 pinguins vive na Boulders Beach e, apesar do número parecer alto, os animais correm sério risco de extinção. Coletas ilegais de ovos, predadores naturais no mar e graves acidentes marítimos com derramamento de óleo contribuíram para que a população dos bichinhos fosse reduzida em 98% em dois séculos.

Pinguins africanos

Pinguins africanos

Os pinguins africanos estão por toda parte e podem ser vistos em todas as estações, apesar de ser recomendável ir nos dias mais ensolarados, pois a cor da água também é um espetáculo à parte. Aliás, a praia é super limpa, organizada e segura. Voltei apaixonada desse lugar!

A cor da água é outro espetáculo!

A cor da água é outro espetáculo!

Muitos pinguins!

Muitos pinguins!

CABO DA BOA ESPERANÇA

Continuando o passeio anterior, seguimos para o Cabo da Boa Esperança, a 22 km da Boulders Beach. O caminho durante o percurso é um espetáculo, com vistas deslumbrantes e breves paradas quando avistamos algum animal fora do comum (como ema e avestruz, por exemplo).

Avestruz pelo caminho

Avestruz pelo caminho

Pra acessar o Cabo da Boa Esperança também é necessário pagar uma taxa, mas já está inclusa no tour do Citysightseeing. Há estacionamento no local pra quem vai de carro.

Quem aí lembra das aulinhas de história, em que aprendemos que no final do século XV Bartolomeu Dias “descobriu” o lugar quando buscava o caminho para as Índias? Devido à localização no extremo Sul da África, no encontro dos Oceanos Atlântico e Índico, há uma forte e agressiva agitação no mar, que conferiu à região primeiramente o nome de Cabo das Tormentas.

O lugar é incrível não só pela grande importância histórica, mas também pela beleza natural. É altamente recomendável subir até o Farol que está no cume, seja através de trilha/escada ou de funicular. Do alto a vista é mais deslumbrante ainda! Caso opte por ir através das escadas, as pessoas chegam em mais ou menos 15 minutos ao topo e é de nível fácil.

Subida até o farol

Subida até o farol

Como eu tinha ganhado os ingressos do funicular, óbvio que optei por esse. Você pode subir a pé e voltar a pé, subir de funicular e voltar a pé (ingresso mais barato) ou subir e descer de funicular.

Cabo da Boa Esperança

Cabo da Boa Esperança

Ali pertinho do funicular há um restaurante chamado Two Oceans, cuja vista vocês já devem imaginar do que se trata. Caso queira almoçar lá, dependendo da época é necessário fazer reserva, pois pode lotar. Pra quem pretende fazer um lanche mais rápido, bem ao lado do restaurante há uma lanchonete com boas opções e bons preços.

Atenção: Há muitos babuínos no local, sabem abrir carro, bolsas e podem atacar. Eles na verdade estão sempre em busca de comida, então evite ao máximo caminhar com qualquer tipo de alimento, pois eles sentem o cheiro de muito longe e vão atrás de você onde quer que você esteja.

Babuínos

Babuínos

Babuínos

Babuínos

Caso tenha estacionado na parte de cima, será necessário fazer o percurso de volta

Caso tenha estacionado na parte de cima, será necessário fazer o percurso de volta

Há outra trilha a ser percorrida, em que passamos ao lado da Dias Beach, em que há tubarões e surfistas corajosos. O amigo do meu marido que lá esteve estava surfando quando um tubarão branco passou do lado dele. kkk

Dias Beach à esquerda

Dias Beach à esquerda

Essa trilha é muito legal e nos leva até a famosa placa que todo mundo tira foto, mas que nos permite ter vistas maravilhosas do local. Fomos até o topo de uma montanha e descemos, acompanhados de um guia, que pacientemente tirou foto de todo mundo haha.

Foto clichê mas que tem que tirar!

Foto clichê mas que tem que tirar!

Paisagens estonteantes do Cabo da Boa Esperança

Paisagens estonteantes do Cabo da Boa Esperança

Voltei encantada desse passeio e o caminho de volta reforçou ainda mais o encanto: estradas estreitas, curvas sinuosas e rodeada de costões rochosos, vegetação plana e muito azul, fizeram valer cada centavo investido nessa viagem.

O caminho...

O caminho…

Além do Sightseeing, a empresa Cape Comoot também faz o passeio para o Cape Point parando na Boulders Beach. Compare os preços e o que é oferecido pra saber o que é melhor pra você.

Chegamos no fim do dia/início da noite já cansados e fomos pro hotel descansar pois no outro dia fomos…

CONHECER ALGUMA VINÍCOLA

Algo imperdível também de conhecer na Cidade do Cabo são as vinícolas – e a boa notícia é que não tem apenas uma, mas várias! 🙂 Pra quem não está com carro alugado, a melhor opção é conhecer as da região de Constantia Valley, que ficam numa região afastada do centro mas ainda na mesma cidade.

Pra quem pensa em alugar carro e tem tempo de sobra, acho que vale a pena esticar até Stellenbosch e Franschhoek, em que podem até pernoitar. Essas últimas estão a uma distância de 53 km e 81 km da Cidade do Cabo, respectivamente. A empresa Cape Comoot tem transfers diários pra Franschhoek partindo da Greenmarket Square.

Groot Constantia

Groot Constantia

O terceiro dia destinamos para  beber, ops, conhecer as vinícolas. Como não há transporte público para o local, mais uma vez optamos pelo CitySightSeeing, cujo ônibus Constantia Wine Bus leva os visitantes a três vinícolas, entre elas a Groot Constantia, a mais antiga do país. Essas vinícolas ficam na região mais antiga da cidade, região essa incrivelmente linda, com belas estradas e árvores que desenham um cenário exuberante.

A caminho de Groot Constantia

A caminho de Groot Constantia

É necessário pagar R75 pra entrar, o que dá direito a degustação de cinco vinhos e no final ainda podemos levar as taças de lembrança. Além desse tour de degustação, há também o tour de degustação de chocolates com vinhos.

Tour Groot Constantia

Tour Groot Constantia

A Groot Constantia, como já dito, é a vinícola mais antiga do país, existente há 330 anos. É dessa vinícola que saía um dos vinhos preferidos de Napoleão Bonaparte, o Grand Constance, quando este estava exilado na Ilha de Santa Helena, de onde encomendava os vinhos.

Grand Constance - Groot Constantia

Grand Constance – Groot Constantia

O passeio é muito agradável e organizado, percorrendo vários pontos do processo de produção do vinho, assim como tirando as dúvidas dos visitantes. O final da visita se dá na loja, onde podemos degustar 5 vinhos e quem sabe levar uns pra casa. Dos 5 que provei, apesar de ter gostado de todos, gostei mais do Constantia Rood 2015 (tinto). 🙂

Na época que fui as videiras estavam secas (inverno)

Na época que fui as videiras estavam secas (inverno)

Particularmente achei que o preço nas vinícolas estava praticamente o mesmo que nas lojas de vinhos do centro da cidade, e como eu ja estava mais pra lá do que pra cá (se é que vocês me entendem) acabei deixando as compras pra depois.

Vinícolas de Cape Town

Vinícolas de Cape Town

Além dessa vinícola, você pode visitar com o mesmo ônibus a Eagles’ NestBeau Constantia, que ficam próximas uma das outras (é necessário pagar pra entrar em cada uma delas).

Como eu já estava meio bebum e já estava tarde (não sei precisar quantas horas passei na vinícola) segui no Mini Península Tour rumo à Camps Bay, onde almojantaria e veria o pôr do sol.

CAMPS BAY & CLIFTON

Antes de mais nada vale salientar que o ônibus do City SightSeeing é aberto no segundo andar, o que pode ser terrível se estiver frio. Juro que nunca passei tanto frio na vida… kkk. Leve sempre uma roupa mais quentinha ao seguir viagem nesse ônibus.

City SightSeeing

City SightSeeing

Além de ter audioguia em vários idiomas, o ônibus te leva por lugares lindos por onde quer que você olhe. Numa dessas paradas desci em Camps Bay, a principal praia da cidade, de onde temos a bela paisagem dos 12 apóstolos ao fundo.

Os 12 apóstolos são uma formação rochosa que são melhores apreciadas da Praia de Camps Bay. Faz parte da Table Mountain e não sei porque leva esse nome, já que se você contar verá que na verdade têm 17 picos.

12 apóstolos

12 apóstolos

Além de ser bonita por natureza, Camps Bay tem ótima infraestrutura pro visitante, o que fez com que eu voltasse lá em outras ocasiões. Almoçamos num restaurante com vista pro mar no Promenade, uma galeria com lojinhas e restaurantes interessantes, e depois caminhamos pela orla. No mesmo ponto onde descemos do ônibus pegamos depois pra voltar pro hotel.

Caso queira um lugar bem animado em Camps Bay, esse lugar é o Cafe Caprice!

Caso queira um lugar bem animado em Camps Bay, esse lugar é o Cafe Caprice!

Vista de Camps Bay

Vista de Camps Bay

Pôr do sol em Camps Bay: Quem você convidaria pra sentar nesse banco com você?

Pôr do sol em Camps Bay: Quem você convidaria pra sentar nesse banco com você?

Pôr do sol em Camps Bay: É ou não um espetáculo?

Pôr do sol em Camps Bay: É ou não um espetáculo?

Em outra ocasião voltamos a Camps Bay mais à vontade, digamos. Já tínhamos visto as atrações turísticas que gostaríamos e estávamos mais tranquilos e sem pressa de nada. Compramos um vinho e fomos ver o belo pôr do sol, que em Cape Town se põe no mar. Temperatura caindo, pé na areia, uma garrafa de vinho, boa companhia e uma paisagem de tirar o fôlego.

Ainda fomos conhecer Clifton Beach, outra famosa praia que é vizinha à Camps Bay e dá pra ir andando. A câmera já estava descarregada e não pude tirar foto buáááá.

BO-KAAP

Em outro dia separamos uma manhã pra fazer compras (vou falar em outro post) e à tarde pra conhecer Bo-Kaap, através do Free City Sightseeing Walking Tour. O tour, como o nome sugere, é de graça e você paga quanto quiser para o guia ao final do passeio. Ele não é funcionário da empresa e, segundo ele, vive das gorjetas que recebe nesse passeio.

Signal Hill vista de Bo-Kaap

Signal Hill vista de Bo-Kaap

O tour começa sempre às 14h e às 16:15 e parte do escritório central da City Sightseeing na Long Street rumo à Bo-Kaap. Sugiro que confirme os horários antes de ir, pois pode ser que mude de acordo com as estações do ano – lembrando que fui no inverno.

Localizado aos pés de Signal Hill, esse bairro é conhecido pelas suas brilhantes e coloridas casas em tons de verde, azul e laranja. Bastante diferente, além de pitoresco é de grande valia conhecer a história dos habitantes do bairro, que historicamente eram descendentes de escravos do Sudeste Asiático – também chamados de malaios – e atualmente o berço da comunidade muçulmana na cidade, que são 70% da população de lá.

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

Encantada com esse bairro!

Encantada com esse bairro!

A mais antiga mesquita muçulmana, datada de 1793, fica no bairro. Caso sua visita seja entre segunda e sábado há a possibilidade também de visitar o Bo-Kaap Museum por R10 e tomar um chá na casa de um morador. Como fui num domingo, o museu estava fechado. Depois de muitas fotos, voltamos pras adjacências da Long Street.

GREENMARKET SQUARE

Ali pertinho do escritório central da City Sightseeing está essa praça, que antigamente funcionava como um mercado de escravos. A praça é na verdade um mercado de pulgas e um prato cheio pra quem pretende conhecer o artesanato africano (não apenas sul-africano).

Há um certo assédio por parte dos vendedores, que fazem de tudo pra tentar vender seus produtos, que pelo pouco que percebi não eram muito baratos. Não consegui ficar muito tempo lá, pois quando cheguei já estava quase fechando, então nem consegui bisbilhotar muito as novidades.

LONG STREET

Ali do lado está a Long Street, que não é bem um ponto turístico mas é um lugar que certamente você irá passar. Durante o dia é tudo muito movimentado, pois há um número grande de lojas, empresas, bares e restaurantes, e à noite se transforma num ambiente com vida noturna e agito. Apesar do agito, não me senti muito à vontade em andar à noite lá, mesmo estando acompanhada. Pra quem procura hostel pra se hospedar, bem provável que acabe ficando nessa região, cuja oferta é maior.

Long Street

Long Street

Algo que vale a pena destacar é que a maioria dos bares ficam nos altos. Então caso esteja procurando algum lugar específico, não deixe de olhar pra cima, não somente pro térreo.

Conheci um bar muito bacana nessa rua, que falei no post Onde comer em Cape Town.

ROBBEN ISLAND

Outra atração que você vai precisar tirar ao menos um dia pra ir é Robben Island, pois o passeio dura pelo menos 4h. Comprei meu ingresso no dia anterior (R340) e foi a melhor coisa que fiz, pois no dia estava lotado e acho que nem conseguiria mais ingresso.

A bilheteria e ponto de partida do ferry é no complexo Victoria & Alfred Waterfront, ao lado da Torre do Relógio. Acontecem três partidas diariamente, sempre às 09h, 11h e 13h. Sugiro que chegue com pelo menos 20 minutos de antecedência, pois as filas são gigantes mesmo pra quem já tem ingresso e costumam fechar o portão de acesso 10 min antes da partida. Opte pela ida num dia sem chuva, pois grande parte do tour acontece a pé e em área descoberta.

Ferry pra Robben Island

Ferry pra Robben Island

Eu parti no ferry das 09h, pra que pudesse aproveitar bastante o dia. Caso você seja sensível a balanço de barcos, saiba que pode enjoar – cogite levar um remédio pra enjoo/náuseas. Digo isso porque na ocasião vi algumas pessoas vomitando e não foi muito agradável hahaha.

Robben Island é a ilha onde Nelson Mandela e seus companheiros ficaram presos por mais de 20 anos. É considerada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, e, além de ser um local de extrema importância histórica, em que retrata a história da luta contra o apartheid, é também um ambiente de refúgio para muitas espécies marinhas e terrestres.

Chegando em Robben Island

Chegando em Robben Island

Logo ao chegar na Ilha embarcamos num ônibus com um guia, que vai percorrendo vários pontos da complexo prisional e contando as curiosidades. Em seguida descemos do ônibus para fazer uma visita interna à prisão, com outro guia, que geralmente é um ex-prisioneiro que passou por essa prisão. A história é contada por alguém que viveu aquilo, o que torna o passeio ainda mais incrível. Apesar de já ter passado por momentos muito difíceis, o guia era extremamente simpático, atencioso e com muita história pra contar.

Dormitório dos presos

Dormitório dos presos

Com o guia, um ex-prisioneiro de Robben Island

Com o guia, um ex-prisioneiro de Robben Island

Temos a oportunidade de fazer perguntas para o ex-prisioneiro e percorrer lugares históricos, como a cela de Mandela. Assim como a área de banho, os cardápios servidos, etc.

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Eu já tinha visitado o Apartheid Museum, em Joanesburgo, e achei incrivelmente interessante essa visita também, especialmente pra quem se interessa por história, o que acho indispensável para conhecer um pouco a história de luta do povo desse país.

Prisão de segurança máxima

Prisão de segurança máxima

O passeio de ferry foi também muito especial, onde pude contemplar grupos de pinguins nadando, assim como focas e até baleia, tudo isso com a paisagem cinematográfica de Cape Town vista do mar.

Baleia!!

Baleia!!

Estádio construído pra Copa de 2010

Estádio construído pra Copa de 2010

VICTORIA & ALFRED WATERFRONT

Retornamos do passeio do tópico anterior e a fome estava grande, então pausamos umas horinhas pra comer e jogar conversa fora. Passado isso, fomos bater perna no complexo, que é bem grande e tem pra todos os gostos/bolsos. Lá você encontrará uma infinidade de lojas, restaurantes, cafés, artistas de rua e bares, o que torna o lugar sempre bem movimentado e animado.

O que fazer em Cape Town

O que fazer em Cape Town

A incrível vista do V&A

A incrível vista do V&A

Artistas de V&A

Artistas de V&A

Tudo isso com uma vista incrível da Baía e outras atrações, como a Cape Wheel, uma roda-gigante fechada muito parecida com a London Eye. Eu estava com planos de ir nela, mas acabei enrolando e deixando pro fim da viagem e não fui. Imagino que a vista de lá deve ser espetacular. Se eu não me engano, custa R120.

Cape Wheel

Cape Wheel

THE WATERSHED

Outro lugar muito bacana de conhecer é The Watershed, que fica também no complexo V&A, mas com uma pegada um pouco diferente. Localizado do lado do Aquário de Cape Town, é um mercado excelente pra quem quer conhecer um pouco mais do artesanato africano, mas com muito conforto. Vou abordar mais sobre esse lugar no próximo post, em que contarei sobre onde fazer compras em Cape Town. Não deixe de conferir.

Pertinho do Watershed fica a Nobel Square, com diversas esculturas de sul-africanos ganhadores do famoso prêmio

Pertinho do Watershed fica a Nobel Square, com diversas esculturas de sul-africanos ganhadores do famoso prêmio

OUTRAS INFORMAÇÕES

Fiz também o passeio Harbour Cruise, mas achei um pouco sem graça. A coisa mais legal foi ver bem de perto uma foca preguiçosa que pegava sol dentro de um pneu kkk. Além disso, as bonitas paisagens vistas do barco. Talvez seja mais interessante pra quem trabalha/estuda algo relacionado às ciências náuticas – o que não é meu caso.

Passeio de barco em Cape Town

Passeio de barco em Cape Town

Paisagens lindas no passeio de barco

Paisagens lindas no passeio de barco

Vale a pena dar uma passadinha no bairro de Woodstock e conhecer The Old Biscuit Mill, uma espécie de mercado com uma pegada mais alternativa. Nesse local está localizado o The Test Kitchen, o melhor restaurante do continente africano (é necessário reservar com bastante tempo de antecedência). Opte por conhecer o mercado num sábado, pois é quando rola música ao vivo, barracas de comidinhas típicas e artistas locais. No dia que eu fui tava tendo um evento de vinho e gin, em que pudemos degustar algumas bebidinhas e conhecer pessoas.

Não posso deixar de mencionar que visitem também a Exposure Gallery, uma pequena galeria de fotografia com fotos de esbugalhar os olhos e que estão disponíveis pra compra. Caso decida ir, saiba que a feirinha que tem aos sábados funciona até 14h.

The Old Biscuit Mill

The Old Biscuit Mill

Relativamente perto dali está a cervejaria Devil’s Peak, ótima pedida pra quem quer dar um tempo dos vinhos e curtir cervejas artesanais. Fomos andando pra lá, mas infelizmente estava fechada temporariamente pra reforma. Porém experimentei essa cerveja em outro bar, em outra ocasião, e adorei. Certamente deve valer a pena fazer uma degustação direto no local.

Uma atração super recomendada na cidade mas que acabei não indo foi assistir o pôr do sol de Signal Hill. Dessa colina você pode ter mais uma vista espetacular da cidade. Confesso que quis ir, mas nesse ponto não ter carro alugado dificultou: não tem transporte público para o local. Pensei em chamar um Uber, mas fiquei com receio de não conseguir voltar facilmente e ficar perambulando à noite num lugar não povoado. Durante o verão a empresa City Sightseeing tem um transporte pra lá no chamado tour noturno.

Outro pôr do sol famoso é Lion’s Head. Porém, tecnicamente conhecido por ser mais difícil que o anterior. É necessário também ir de carro pra acessar o local e ter um certo preparo físico, pois no fim do percurso há uma escaladinha, que, segundo o que li, não é nada de outro mundo, mas que também não é mamão com açúcar. Como não sou fã de escaladas, nem cogitei ir, nem que estivesse de carro. Desculpe decepcioná-los hahaha.

No entanto, o que não faltam são lugares pra apreciar o famoso pôr do sol de Cape Town, que nunca decepciona ao sumir no Atlântico fechando o dia com chave de ouro.

Me surpreendi positivamente com a Cidade do Cabo em todos os aspectos, mas, sem sombra de dúvidas, a beleza natural estonteante merece destaque. É comum ouvir as pessoas comparando Cape Town com o Rio de Janeiro, mas sinceramente além do fato de ambas cidades terem praia e um belo morro que subimos de teleférico, as semelhanças param por aí. Não desmerecendo o Rio, cidade que moro, mas Cape Town me pareceu muito mais desenvolvido, organizado e seguro.

Por falar em segurança, achei tudo muito tranquilo lá. Não me senti ameaçada em momento algum, mas também não fiquei dando sopa. Assim como o Brasil a cidade tem muitos moradores de rua e problemas sociais, mas eles costumavam só pedir algum dinheiro e não nos intimidavam caso não déssemos. Entretanto, nas redondezas da Long Street vale a pena uma atenção redobrada à noite.

Não entrei em nenhuma favela, conhecidas lá por township, mas passei em frente a uma no City tour que fiz com a CitySightseeing. As casinhas são extremamente pequenas, geralmente não são de alvenaria como no Brasil e sim de alumínio, o que deve ser insuportavelmente frio no inverno e extremamente quente no verão. Pude ver que os banheiros são externos, de uso comunitário.

Township em Cape Town

Township em Cape Town

Diferente do Brasil que as favelas são em qualquer lugar da cidade, em Cape Town são sempre no subúrbio, pois era onde os não-brancos podiam morar na época do apartheid. Em hipótese alguma poderiam viver nas áreas centrais. O tempo passou, mas infelizmente ainda há muita gente em situação de pobreza vivendo ali.

Há alguns tours pra conhecer as favelas, assim como tem aqui no Rio, mas justamente por morar no Rio não quis ir. Particularmente na minha cabeça não fazia sentido eu nunca ter ido visitar uma comunidade aqui, e visitar em outro país. Apesar disso, passei em frente pra ter uma noção.

Essa viagem foi maravilhosa e não montei um roteiro robotizado, apenas mantive em mente o que gostaria de conhecer. Em Cape Town quem vai mandar no seu roteiro é a previsão do tempo, pois num dia mais nublado você pode optar por conhecer uma vinícola, num dia mais ensolarado pode subir a Table Mountain, e assim por diante.

Espero ter sido clara nesse post e que eu possa ajudar muitos e muitos viajantes a atravessar o oceano em busca de uma nova aventura! 🙂

CONTINUE LENDO:

Onde comer em Cape Town: Minhas experiências

Frutos do mar, ótimas carnes, bons doces e vinhos, o que não vai faltar são opções de onde comer em Cape Town. Durante minha estadia de 7 dias, conheci muitos bons restaurantes que valem a pena contar pra vocês.

Pra quem está hospedado nas redondezas do Victoria & Alfred Waterfront, saiba que terá à sua disposição uma variedade enorme de bons restaurantes, bares e lanchonetes no complexo. Como era relativamente perto do hotel onde me hospedei, comi em diversas ocasiões lá.

Dentre os restaurantes que mais gostei na cidade e que merecem atenção:

  • GIBSON’S GOURMET BURGERS & RIBS

Especializado em hambúrguer e costela de porco, pedi um cheeseburger de queijo gorgonzola com bacon (jaquei). Assustadoramente grande, ainda veio acompanhado de batata doce frita. A propósito, eles comem muita batata doce por lá e ficam muito saborosas quando fritas. Eu não sou o tipo de pessoa que come pouco, mas confesso que não consegui comer todo o sanduíche, pois era realmente MUITO grande. O pão era macio, a carne gostosa e com bastante gorgonzola, que pode ser forte pra quem não é fã do queijo.

Além dos sanduíches, eles tem uma variedade enorme de milk-shake, mas não posso opinar pois não tomei. Não é a hamburgueria mais barata que você vai encontrar, mas certamente vale a pena.

Endereço: Shop 157 Lower Level, V&A Waterfront

GIBSON'S GOURMET BURGERS & RIBS

GIBSON’S GOURMET BURGERS & RIBS

  • V&A WATERFRONT FOOD MARKET

Mercado imperdível de conhecer em Cape Town, pois lá você encontra de tudo e dificilmente sairá insatisfeito. Além de muito bonito e com boas instalações, há uma variedade enorme de tudo: pizza, comida africana, vinhos, doces diversos, cervejarias, sanduíches e lojinhas diversas. É do tipo que compra e come em pé, ou encostado em algum balcão, de forma bem descontraída. Na ocasião compramos carne seca de gnu, que eles costumam comer como um snack. Particularmente o sabor não me agradou, mas meu marido gostou e trouxe até pro Brasil.

As pessoas costumam ir pra lá pra fazer um happy hour e beliscar alguma coisa, o que pareceu bem legal.

Endereço: Dock Rd, Victoria & Alfred Waterfront.

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

Carne seca de gnu

Carne seca de gnu

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

  • BEERHOUSE

Num dia que havíamos almoçado tarde e não estávamos com fome, fomos à noite pra Beerhouse, onde pudemos conhecer algumas boas cervejas sul-africanas. O lugar, como o próprio nome sugere, tem 25 torneiras de chopp e 99 tipos de cerveja, com destaque para as locais.

O ambiente é bem descontraído, e como a maioria dos bares e restaurantes da Long Street, fica nos altos, não no térreo. Há outros atrativos no local, como karaokê, DJ e música ao vivo. A área externa (que tem vista pra Long Street) é reservada aos fumantes. O cardápio de comida é bem restrito, mais voltado para petiscos e alguns hambúrgueres. Ficamos nos petiscos e nas cervejas e achamos que valeu muito a pena!

Endereço: 223, Long Street.

BEERHOUSE CAPE TOWN

BEERHOUSE CAPE TOWN

Onde comer em Cape Town

Onde comer em Cape Town

  • THE BUTCHER

Localizado no Shopping Promenade, uma espécie de galeria com vista pro mar, é uma boa pedida pra almoçar olhando o mar e todo o burburinho da badalada Camps Bay. Na ocasião pedimos o “week special”, em que comi um contra-filé saboroso e meu marido frutos do mar, acompanhado de um bom vinho Shiraz e malva pudding de sobremesa. A conta ficou em R440, sendo que tomamos uma garrafa de vinho enquanto apreciávamos um belo pôr do sol.

A propósito, Malva pudding é algo que sempre estará presente nos cardápios do país (vide foto de capa). É a sobremesa queridinha dos sul-africanos e tem toda razão de ser. É um tipo de bolo esponjoso e fofinho servido sempre morno e às vezes com uma bola de sorvete. É super gostoso e comi em quase todos os restaurantes que fui rs.

Endereço: Victoria Road, Promenade, Camps Bay.

  • OCEAN BLUE

Outro restaurante localizado em Camps Bay, exatamente do lado do restaurante do tópico anterior. Restaurante muito bonito, decorado com orquídeas brancas e bastante clean, casando perfeitamente com o charme da famosa praia.

Pedi uma massa com salmão defumado que estava ótima, assim como o vinho. Pra ser mais exata, gostei de todos os vinhos que tomei nessa viagem, o que me surpreendeu. O restaurante é uma boa pedida pra quem está na praia e quer almoçar com direito a uma vista bonita.

Endereço: Shop 3, The Promenade, Camps Bay.

Cardápio Ocean Blue Cape Town

Cardápio Ocean Blue Cape Town

  • MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

No dia que fomos nesse restaurante estávamos na verdade indo no Mama África, outro restaurante famosinho da cidade e que serve além da comida típica, a experiência em um restaurante africano. Infelizmente o Mama África estava fechado por uns dias, pois havia ocorrido um incêndio na cozinha e estava interditado.

No entanto, partimos em busca de outro restaurante nas redondezas em que pudéssemos ter uma experiência semelhante e então entramos no March of Time, que nos chamou atenção pela bonita decoração. Ainda era cedo, então o restaurante estava vazio e ainda não tinha começado a música ao vivo que costuma tocar à noite num palquinho instalado dentro do local.

MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

O atendimento sem dúvidas foi um dos melhores de nossa viagem. O garçom, um rapaz muito simpático que adotou o nome de “Richard” ao chegar em Cape Town, é na verdade do Zimbabue e nos deu muitas dicas sobre a cidade, nos contou muitas curiosidades sobre seu país, além de nos ajudar a escolher o prato. A comida chegou com ótima apresentação e sabor forte, e com as características dos pratos sul-africanos: apimentado, aromático e muito farto.

Onde comer em Cape Town: Papa típica sul-africana

Onde comer em Cape Town: Papa típica sul-africana

Não pude deixar de notar que as mesas nesse restaurante são super baixas. Se você como eu não é a pessoa mais baixa do mundo, pode estranhar. Perguntei pro garçom e ele curiosamente disse que muitas pessoas preferem comer sentadas no chão.

Onde comer em Cape Town

Onde comer em Cape Town

Achei esse local o mais “autêntico” no que tange à originalidade dos pratos e sem parecer pega-turista. Na África do Sul costumam comer carne de animais de caça, como avestruz, javali e gnu, o que pode soar exótico para brasileiros. Resolvemos provar carne de avestruz e gostamos. Um acompanhamento muito comum é a papa, feita da farinha de milho. Além da papa, costumam comer arroz do tipo soltinho e gostoso, mas não colocam sal, o que podemos estranhar.

Onde comer em Cape Town: Comida típica sul-africana

Onde comer em Cape Town: Comida típica sul-africana

Esse restaurante tem preço um pouco acima da média, mas achei que valeu a pena e por isso incluo aqui no post.

Decoração

Decoração

Endereço: 89, Long Street.

  • MARCOS AFRICAN PLACE

Fomos jantar nesse local por indicação do garçom Richard, do tópico anterior. O ideal é que se faça reserva antes de se dirigir ao local, pois é muito procurado e lota, apesar de ser bem amplo. Como não sabíamos, enfrentamos uma fila de espera grande, e ficamos no bar pra passar o tempo.

Esse restaurante também é de comida típica e tem música ao vivo, o que faz toda diferença. A banda era muito animada e interagiam bastante com os clientes, o que fez eu adorar a experiência. O atendimento também era ótimo, além da decoração. Apesar de tantos prós, a comida achei que podia melhorar. Comi uma espécie de strogonoff e meu marido carne de javali, e achei que o prato dele estava melhor que o meu. Mas pela experiência e diversão, valeu. 🙂

Prato do marido

Prato do marido

Música ao vivo em Cape Town

Música ao vivo em Cape Town

Endereço: 15, Rose Street, Schotsche Kloof, Cape Town.

  • HARBOUR HOUSE

Há uma história por trás de nossa ida a esse restaurante. Era meu aniversário, meu marido fez uma reserva com uma semana de antecedência e fez algumas solicitações especiais, que até então eu não sabia pois seria surpresa. Ao chegar no local fomos surpreendidos por um péssimo atendimento, não no sentido de terem nos tratado mal, mas de não atenderem às solicitações. Na verdade nem ligaram que ele já tinha uma reserva, apenas nos alocaram em uma mesa qualquer e pronto.

Visivelmente decepcionado, acabei ficando triste também. Mas como já estávamos lá e estávamos com fome, só nos restou comer. Por sorte a comida era muito boa, e esse é o único motivo pelo qual o restaurante está no post. Vá com fome, não com expectativa de bom atendimento. Pedimos uma massa com diversos frutos do mar: amêijoas, camarão e lula. O sabor estava ótimo, assim como o vinho servido.

Harbour House Cape Town

Harbour House Cape Town

O restaurante contraditoriamente ao serviço prestado é meio chique, tem preço acima da média e fica no complexo de Waterfront. Deixamos bem claro nosso descontentamento e não pagamos gorjeta alguma.

Zero de gorjeta

Zero de gorjeta

Como comida não é tudo num local e era uma ocasião super especial (celebração dos meus 30 anos) acabamos saindo de lá pra ir pra outro restaurante que conhecemos no início da viagem e amamos. No próximo tópico conto o porquê.

Endereço: Quay 4 Pierhead, Waterfront.

  • THE DECKHOUSE CRAB SHACK

O restaurante que mais gostei de conhecer em Cape Town, longe do burburinho turístico mas que vale muito a pena pagar um Uber pra ir. Durante o dia tem vista pra Table Mountain, o que não acontece à noite, turno em que fomos nas duas vezes. O ambiente é super agradável, lindamente decorado, com direito a luz de velas e atendimento excepcional. Música ambiente agradável, aliada a ótima qualidade da comida, nos fizeram morrer de amores pelo local.

THE DECKHOUSE CRAB SHACK

THE DECKHOUSE CRAB SHACK

O que vou falar é meio arriscado e ousado, mas lá comi a melhor lula frita da vida, que vinha acompanhada de molho tártaro e fritas. Sabemos que lula não é algo fácil de preparar, pois facilmente passa do ponto e fica borrachuda. A de lá era perfeita: extremamente sequinha, crocante e saborosa.

Restaurante Deckhouse Cape Town

Restaurante Deckhouse Cape Town

Em nossa primeira visita ao restaurante além da lula pedimos um balde de caranguejo, servido de forma bastante diferente do que estamos acostumados no Brasil. O caranguejo, como o nome sugere, é o carro-chefe da casa e é servido com um molho maravilhoso. O acompanhamento que a garçonete sugeriu que pedíssemos soou estranho no primeiro momento, pois era uma torta de batata doce que mais parecia uma sobremesa. Apesar de ter estranhado, não sobrou nada.

Onde comer frutos do mar em Cape Town

Onde comer frutos do mar em Cape Town

O restaurante nos surpreendeu positivamente e por esse motivo resolvemos voltar na noite do meu aniversário pra comer mais uma vez a lula, apesar de já estarmos sem fome rsrs. Em determinado momento me ausentei pra ir ao banheiro e meu marido ‘armou’ com a garçonete, que trouxe um bolinho com vela e cantou “happy birthday” com a gente. Foi lindo e inesquecível, e depois de uma noite que havia começado com chateações, fechamos com chave de ouro! 🙂

Comemoração de aniversário no Deckhouse Cape Town

Comemoração de aniversário no Deckhouse Cape Town

Endereço: 108 Kloof Street, Gardens.

Outras sugestões de onde comer em Cape Town

Outros restaurantes bem conhecidos na cidade, mas que acabei não indo e que incluiria facilmente numa próxima viagem são:

  • Gold (comida africana);
  • The Test Kitchen (considerado o melhor restaurante do continente africano – necessário reservar com meses de antecedência);
  • The Butcher Shop and Grill: apesar de eu não ter ido na unidade de Cape Town fui na de Joanesburgo e gostei bastante.

Comemos em outros lugares durante nossa estadia, mas os que acredito que merecem citação no post são esses aqui.

E vocês? Já foram em algum desses? 🙂

Safari em Pilanesberg National Park & Game Reserve

Eu não podia ir na África do Sul e não fazer ao menos um safari. Como nessa viagem não foi viável conhecer o Kruger Park – o mais famoso do país – tive que pesquisar opções alternativas para não passar em branco essa atração imperdível. Dentre as opções, a que mais me atraiu foi o Safari em Pilanesberg, um parque nacional de 550 km² localizado a mais ou menos 200 km de Joanesburgo.

Minha ideia era passar o dia na reserva e no fim do dia retornar para o hotel, onde eu teria que dormir pois na manhã seguinte pegaria voo pra Cidade do Cabo. Depois de muitas pesquisas conheci a Big Six Tour Safaris e vi que a empresa oferece diversos tipos de passeios e rotas, além de ter o site bem detalhado e organizado, o que facilitou o planejamento.

Enviei um email alguns meses antes da viagem e não tive resposta. Como sou brasileira e não desisto nunca entrei em contato novamente, mas dessa vez por telefone, e falei com Pieter, proprietário da empresa. Como ele faz passeios para outros países, muitas vezes fica dias sem checar o e-mail, então sugiro que tentem contato direto pelo WhatsApp, não esquecendo que a diferença de fuso horário é de +5h.

Ele ficou de nos buscar às 6h no hotel em Joanesburgo e foi muito pontual. Em seguida fomos pegar mais três meninas que iriam no passeio conosco. Como não deu tempo de tomarmos café da manhã, ele se preocupou em parar no caminho pra que comprássemos algo pra comer, pois a viagem é um pouco longa (+-3h de viagem).

Pilanesberg

Pilanesberg

Pegamos um pouco de trânsito no caminho, mas o tempo até que passou super rápido por ele ser bastante falante. À medida que passávamos nos lugares ele ia contando alguma história ou curiosidade sobre o local. Ele é sul-africano, aposentado e tem muita história pra contar.

PaisagemPaisagem

Paisagem

O trajeto entre o hotel e Pilanesberg foi numa van fechada, mas ao chegar no parque trocamos de carro e seguimos o passeio com um Ranger, que é o guia e motorista do carro aberto, e com um Tracker, outro guia que vai ao lado do motorista “caçando” as pegadas dos animais. Além de nós, muitas outras pessoas se juntaram ao passeio.

Open Top Vehicle

Open Top Vehicle

O passeio que contratei foi o “Morning Safari with Open Top Vehicle”, que é no carro da foto acima. Esse tipo de veículo costuma ser o mais caro, mas também o mais interessante e que permite maior adrenalina no decorrer do passeio. Como eu só tinha um dia, optei por esse. Imagina a sensação de andar num carro que te permite ficar cara a cara com os animais soltos? Não tem preço.

Safari na África do Sul

Safari na África do Sul

Ao chegar na reserva o passeio dura 3h, que parece muito, mas que na verdade passa voando e a vontade que dá é de não ir embora. Tínhamos duas opções para o almoço: Comer em um lodge dentro da reserva ou conhecer Sun City (fomos na segunda opção).

Pilanesberg é uma área livre de malária, mas é bom passar repelente mesmo por cima da roupa, pois mosquitos podem surgir – principalmente se estiver quente. Outra coisa a atentar é quanto às roupas: é de bom senso utilizar cores sóbrias, como o bege, caqui ou verde ( não vale verde neon ok?). O motivo é óbvio: essas cores te camuflam e não chamam muita atenção dos animais.

Safari em Pilanesberg

Safari em Pilanesberg

Partimos em busca dos Big 5. Vocês sabem por que eles costumam chamar assim? Os Big 5 são os 5 animais selvagens mais difíceis de serem caçados pelo homem, e por esse motivo encontrá-los num safari logo de primeira é sinônimo de ter muita sorte. Talvez por esse motivo muita gente opta por dormir na reserva e fazer mais de um safari, pra não correr o risco de atravessar o Oceano e não ver animal algum.

O risco é minimizado caso você viaje no inverno (final de junho a setembro), quando as chuvas diminuem, o clima fica mais ameno e os animais “passeiam” mais ao longo do dia. Além do fator temperatura, a vegetação fica bem rasteira, o que facilita avistar os animais.

Nos primeiros cinco minutos avistamos um leopardo – o mais difícil de ser encontrado – pronto pra dar o bote. O leopardo tende a viver sozinho quando adulto, não em grupo, então encontrá-lo é muito mais difícil. Passando rápido mal dá pra vê-lo caso não esteja prestando atenção, pois sua pelagem se confunde com a cor da vegetação.

Leopardo caçando cervos em Pilanesberg

Leopardo caçando cervos em Pilanesberg

Porém, pra nossa sorte, ele estava bem ali do lado do carro. Pra nossa sorte também ele estava mais interessado no grupo de cervos que estava ali pertinho. Nesse momento o ranger recomenda não falar e permanecer em silêncio, pra não chamar a atenção dele. Pra terem uma ideia, até o carro é desligado nesse momento pra parar o barulho do motor. Não dê uma de doido e pro bem de todos não grite rs.

Cervos atentos em Pilanesberg

Cervos atentos em Pilanesberg

Depois de alguns minutos de tensão, os cervos conseguiram fugir do leopardo. Gente, que cena inesquecível! Ver o National Geographic ao vivo e a cores, bem ali na nossa frente, presenciar um animal desse caçando pra sobreviver e não atrás da grade de um zoológico, sem dúvidas foi uma experiência que vou levar na memória pra sempre!

Leopardo pronto pra dar o bote em Pilanesberg

Leopardo pronto pra dar o bote em Pilanesberg

Após os cervos fugirem, era nossa hora de fugir também, e então o motorista ligou o carro e nos distanciamos do leopardo.

Dos Big 5, o único que não vimos foi o leão (snif). Além do leopardo vimos uma manada de elefantes, búfalo e rinoceronte, que completam a lista.

Safari em Pilanesberg National Park

Safari em Pilanesberg National Park

Zebra posando pra foto no safari em Pilanesberg

Zebra posando pra foto no safari em Pilanesberg

Mas não vimos só esses animais. Vimos zebras, gazelas, crocodilos, gnus, girafas, hienas, Pumba, obs, javalis… só faltou o Timão pra entoar Hakuna Matata. 🙂

Deu zebra!

Deu zebra!

Apesar de termos visto muitos animais, não foi tão fácil encontrá-los. Ficamos horas rodando de carro de um lado pro outro procurando eles. E também não foram todos os animais que vimos bem de perto, alguns vimos de longe, como os rinocerontes. Como Pilanesberg é um parque nacional, não uma reserva privada, não é permitido dirigir em áreas não demarcadas. Ou seja, tem que ter sorte dos animais passarem ao menos perto das estradinhas.

Rinoceronte

Rinoceronte

Elefantes no safari em Pilanesberg National Park

Elefantes no safari em Pilanesberg National Park

Crocodilo

Crocodilo

Quase ao término do passeio fizemos uma rápida parada num Lodge pra irmos ao banheiro e comprarmos água. Quando menos esperávamos, passaram várias girafas e foi também inesquecível! Deu até pra tirar selfie! hahaha. Passado esse momento de euforia, nosso safari chegou ao fim.

Selfie com as girafas em Pilanesberg

Selfie com as girafas em Pilanesberg

Seguimos viagem para o Sun City, um complexo luxuoso com cassino, resort, restaurantes e lanchonetes que fica a 30 km da reserva. O Pieter nos deixou lá e ficou de voltar 2h depois pra nos buscar, mas sinceramente achei muito tempo. Apesar de ser um lugar muito bonito e organizado, achei pouco interessante para não-hóspedes. Acho que o ideal pra quem quer curtir o local é se hospedar e relaxar após um dia de safari, principalmente se tiver crianças, pois tem muita opção de lazer.

Sun City

Sun City

Sun City

Sun City

Após andarmos um pouco pelo complexo, paramos pra almoçar no Wimpy, uma espécie de fast food da África do Sul. Nosso almoço na verdade foi um combo de cheeseburguer, batata frita e milk-shake que pagamos R50 (aproximadamente R$13). Apesar de não ser o melhor sanduíche do mundo, me surpreendeu a qualidade do milk-shake, o ambiente confortável e o atendimento cortês, além do preço super barato. Aliás, pra viajantes com orçamento apertado, é uma boa pedida pra economizar, pois o restaurante está por todo lugar.

Conforme havíamos combinado, pontualmente o motorista estava no lugar indicado pra nos buscar e retomar a viagem pra Joanesburgo, onde chegaríamos à noite.

Mesmo que fuja um pouco do tema o que vou abordar agora, eu jamais poderia omitir fatos de meus leitores, nem mesmo quando tratar-se de parceria ou algo do tipo. Durante a viagem de ida fui surpreendida negativamente com um fato, e até agora estou me perguntando se é algo normal na África do Sul ou não (infelizmente, acho que sim). Pude ver na prática os resquícios do Apartheid entre um bate-papo e outro com o motorista, que deixou transparecer seu preconceito contra os negros.

Entre algumas abobrinhas ditas em relação ao assunto, num determinado momento ele chegou até a nos mostrar uma arma (com munição) e afirmar que os brancos sul-africanos hoje em dia precisam andar armados. Isso muito me entristeceu e chocou, apesar de nem eu nem meu marido termos dito nada na hora (estávamos sozinhos com uma pessoa armada no carro, então obviamente não nos sentimos à vontade pra tal). Sabemos que a África do Sul é um país que sofreu e ainda sofre graves consequências do Apartheid, e esse episódio apenas reforçou essa visão.

A título de curiosidade, na África do Sul é permitido tanto a posse quanto o porte de arma de fogo, inclusive em lugares públicos, desde que o dono carregue a arma num porta-revólver perto do corpo.

Esse senhor disse, ainda, que demoraria umas três gerações pra que “isso” pudesse melhorar. Ele, apesar de ter sido super gentil e profissional conosco durante todo o passeio, cometeu essa falha que eu jamais deixaria passar em branco aqui. Falha que nada tem a ver com o passeio em si, mas que nos afetou de certa forma.

Apesar da população negra estatisticamente não ser uma minoria no país – são 80% da população – ainda há muito preconceito do resto da sociedade para com eles. E, segundo o que vi e ouvi, faz com que a minoria branca ainda seja econômica e socialmente dominante.

Esclareço aqui que abomino qualquer tipo de preconceito de origem, raça, sexo, cor e quaisquer outras formas de discriminação. Por mais imperfeitos que sejamos, penso que temos que combater esse tipo de coisa com todas as forças. Por isso, caros leitores, estejam certos de que não omitirei fatos negativos nem quando se tratar de parcerias.

Pra finalizar esse post, que no final pode ter soado um pouco dramático e ter se desviado do tema (como não podia deixar de ser), deixo essa fotinho pra alegrar nosso dia. Acrescento e vos digo que esse passeio deixou um gostinho de “quero mais” e com uma vontade enorme de fazer outros Safaris pra encontrar os leões!! 🙂 🙂

Girafas no safari em Pilanesberg

Girafas no safari em Pilanesberg

RESUMO

Morning Safari with Open Top Vehicle

–> Veículo: Van com ar-condicionado no trajeto até a reserva e carro aberto durante o safari.

–> Preço: R 1670 por pessoa – mínimo de duas pessoas. Almoço por conta própria.

–> Duração total do passeio: 12h.

–> O que inclui: Um safari em carro aberto, traslado de ida e volta desde o hotel, taxa de acesso à reserva e taxa de acesso ao Sun City (valores de 2017).

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Como é voar de Mango Airlines

Em minha viagem pra África do Sul meu voo tinha como destino Joanesburgo, onde passei duas noites antes de embarcar pra Cidade do Cabo, onde fiquei a maior parte da viagem. Nesse post vou contar pra vocês como é voar de Mango Airlines, companhia aérea sul-africana do tipo Low-cost, a escolhida pra eu fazer o trecho interno Joburg-Cidade do Cabo.

Comprei minha passagem no site da Submarino Viagens, pois foi onde encontrei o melhor preço na época. Apesar de constar que eu havia comprado na companhia South African Airways, na descrição do voo aparecia que o voo selecionado seria operado pela Mango Airlines. Aí então bateu um desespero por não saber nada da companhia…rs.

Caso aconteça o mesmo com você, saiba que deverá despachar suas bagagens direto com a Mango Airlines. Fiquei confusa pois não sabia se deveria despachar com essa ou com a South African Airways, de onde teoricamente era meu voo.

Como é voar de Mango Airlines

Como é voar de Mango Airlines

A boa notícia é que meus voos foram super pontuais e pude despachar minha bagagem sem custo adicional (20 kg), essencial pra quem faz uma viagem internacional longa. Na ida despachei duas bagagens e na volta apenas uma, pois trouxe a outra como bagagem de mão.

Diferente dos voos operados no Brasil, os assentos dessas aeronaves achei mais confortáveis por não serem tão apertados – e isso chamou minha atenção logo de cara. Em meu trecho de ida viajei com uma senhora enorme do meu lado e não fiquei tão esmagada rs (e olha que tô longe de ser pequena!).

Como é voar de Mango Airlines: Assentos da aeronave

Como é voar de Mango Airlines: Assentos da aeronave

Como toda companhia Low cost, refeições são pagas à parte, assim como qualquer extra que desejar, como o serviço de Wi-Fi a bordo ou marcação de assento. Apesar de cobrarem os lanches e bebidas, não achei caro como nos voos dentro do Brasil, que costumam ser uma fortuna e péssimos.

Não há serviço de entretenimento e as poltronas não reclinam, o que achei que foi bem negativo. Mesmo assim, como estava muito cansada, dormi praticamente todo o voo.

Mango Airlines

Mango Airlines

Outro ponto que vale destacar é que não consegui fazer o check-in online nem na ida nem na volta, acredito que por conta de meu voo original ser da South African. Porém, como eu havia chegado cedo no aeroporto, não tive problema com atrasos e tampouco encontrei longas filas na área do check-in.

A duração do meu voo foi de aproximadamente 2h e foi tudo tranquilo. A companhia opera os seguintes trechos:

  • Joanesburgo (OR Tambo International) e Cidade do Cabo
  • Lanseria (Joanesburgo) e Cidade do Cabo
  • Joanesburgo e Durban
  • Lanseria (Joanesburgo) e Durban
  • Cidade do Cabo e Durban
  • Bloemfontein e Cidade do Cabo
  • Joanesburgo e Porto Elizabeth
  • Joanesburgo e George (Cabo Ocidental)

Além dos trechos acima, a companhia também opera duas vezes por semana voos entre Joanesburgo e Zanzibar.

Portanto, caso encontrem uma passagem mais barata nessa companhia, já saberão como será o voo e o que esperar dele. Em voos curtos – com no máximo 2h de duração – recomendo a viagem. Acima disso acho que pesaria demais o fato da poltrona não reclinar, mesmo a passagem sendo mais em conta.

E vocês? Já voaram com essa companhia?

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O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

Retornei recentemente de viagem e foi meu primeiro contato com o continente africano. Durante o planejamento, que fiz todo por minha conta, confesso que tive um pouco de dificuldades em encontrar informações que saíssem do óbvio sobre o destino. Por esse motivo, vou reunir aqui no post o que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem.

O QUE SABER SOBRE A ÁFRICA DO SUL: EXIGÊNCIA DE VACINA

Assunto que já detalhei em outro posts anteriores, mas que vale a pena reiterar. Cidadãos brasileiros não necessitam de visto pra entrar no país, mas precisam apresentar o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Sugiro que leia o post pra informações mais completas. Saiba que antes mesmo de embarcar o documento será solicitado pelo pessoal da companhia aérea, e ao chegar no destino será preciso apresentar novamente.

MOEDA

A moeda oficial é o Rand, que atualmente é bem desvalorizado em relação ao real. Tive uma certa dificuldade em encontrar  informações sobre o câmbio, pois como é uma moeda incomum, temos dificuldades em encontrar no Brasil. Algumas casas de câmbio no RJ tem Rand mediante encomenda, mas pelo que pesquisei a cotação era muito desvantajosa.

Decidi comprar dólares americanos ainda no Brasil e cambiar ao chegar lá. Sinceramente não sei se foi uma boa ideia. Fiz câmbio em duas ocasiões: a primeira ao chegar no Aeroporto de Johanesburgo, e a segunda na casa de câmbio Master Currency, que fica dentro do Victoria & Alfred Waterfront, em Cape Town. A cotação nessa última era 12,49, mas o valor efetivo total (com encargos e impostos) a diminuía pra 11,76.

Preços na casa de câmbio de dentro do Victoria & Alfred (Cape Town)/setembro 2017

Preços na casa de câmbio de dentro do Victoria & Alfred (Cape Town)/setembro 2017

Eles sempre cobram uma taxa fixa por transação (além do imposto), então acabei pagando a tal taxa duas vezes. O ideal é cambiar o dinheiro todo de uma vez pra evitar pagar a taxa em duplicidade. Precisei errar pra aprender isso rs.

Na ocasião, ainda no Aeroporto de Johanesburgo, pagamos R53 de taxa de serviço, mais aproximadamente 6% de comissão pra casa de câmbio, além de imposto de 14%. Cambiei no Travelex Worldwide Money, que estava com a cotação melhorzinha.

Outra informação importante é que as casas de câmbio também compram reais brasileiros, porém somente as cédulas novas. Tínhamos uns trocados em reais e tentamos cambiar por rands, mas como era cédula antiga não aceitaram. Fique atento a isso caso queira cambiar direto lá.

A célebre frase “quem converte não se diverte” não se aplica pra uma viagem à África do Sul. O turismo em geral é mais barato que no Brasil, principalmente comer fora. Apesar de não ser um valor exato, um valor fácil e razoável pra conversão pra reais é dividir o valor em rands por 4.

GORJETA

Ainda falando em dinheiro, a gorjeta na África do Sul é bem parecida com o que estamos acostumados no Brasil. Não é obrigatória, mas costumam cobrar 10% do valor da conta. Muitas vezes a conta já vem com o valor discriminado em percentual, mas é necessário que você preencha o cupom fiscal com o valor que pretende deixar. A tip é também chamada de gratuity e você deve discriminar o valor da gorjeta e o valor total a pagar.

O que saber sobre a África do Sul: Você deve preencher na nota quanto quer deixar de gorjeta

O que saber sobre a África do Sul: Você deve preencher na nota quanto quer deixar de gorjeta

OBS: Em quase todos os restaurantes que fui notei que a cobrança da gorjeta é obrigatória para mesas com mais de 6 pessoas. Fique atento a isso caso viaje em grupo.

Pagamos gorjeta em todos os restaurantes que fomos, exceto em um, pois tivemos problemas com o atendimento. Apesar disso, o garçom não nos constrangeu e fomos embora sem problemas.

FUSO

+5h em relação à Brasília.

TOMADA/VOLTAGEM

A voltagem no país é 220V e as tomadas são diferentes do padrão brasileiro, europeu e americano, que estamos mais familiarizados. Tenho um adaptador universal, mas não serviu nas tomadas de lá. Pra minha alegria, os dois hotéis que me hospedei tinham uma tomada com padrão europeu (literalmente apenas uma), além de adaptadores, que precisavam ser devolvidos ao término da estadia.

Caso seu hotel não tenha adaptador, será necessário comprar.

Tomada na África do Sul (foto retirada do site CVC viagens)

Tomada na África do Sul (foto retirada do site CVC viagens)

IDIOMA

O que esperar de um país que tem 11 idiomas oficiais? A diversidade está presente também quando o assunto é língua. Por influência da colonização britânica, todos falam inglês britânico, que é amplamente utilizado no comércio e turismo. Apesar disso, certamente você ouvirá outros idiomas, principalmente o zulu e africâner, que os locais utilizam bastante entre si.

Uma curiosidade que notei foi em relação ao sotaque. Não pude deixar de notar que os brancos tem um sotaque, os negros outro, e que esses últimos muitas vezes tem um inglês bem mais carregado.

TRANSPORTE/LOCOMOÇÃO

Optamos por não alugar carro em nossa viagem e um dos motivos foi o fato de eles dirigirem na mão inglesa (volante geralmente do lado direito). Como pretendíamos beber vinho, também foi outro forte motivo pelo qual optamos pelo Uber rs. Nem preciso dizer que bebemos vinho todos os dias.

Por falar em Uber, vale ressaltar que funciona muito bem em Cape Town, desde o aeroporto até os pontos mais distantes da cidade sem ter confusão com taxistas. Já não posso falar o mesmo de Johanesburgo, que foi assustador. Conheci uma moça na ocasião que disse que estava dentro de um Uber e um taxista fez o carro parar e cancelar a corrida (ela teve que descer e pegar um táxi). Em Johanesburgo várias vezes tivemos que nos afastar dos taxistas pra poder entrar no carro, o que era um pouco chato.

Caso opte por alugar carro, saiba que flanelinhas existem também na África do Sul, então tenha sempre umas moedas e um tiquinho de paciência. Além disso, será necessário providenciar com antecedência uma Permissão Internacional para Dirigir (pra mais informações sobre o documento acesse o site do Detran de seu Estado).

Outro ponto importante é que se você pretender alugar carro em uma cidade e devolver em outra, opte por locadoras que não cobrem “one way fee”, daí você poderá pegar um carro em um lugar e devolver em outro sem surpresas no cartão de crédito.

As estradas por onde andamos achamos maravilhosas, mesmo sem cobrança de pedágio. Mas ouvi dizer que as estradas da região do Kruger Park não são tão boas quanto.

Quase não utilizamos transporte público, pois os hotéis onde nos hospedamos eram bem localizados e muitas vezes não compensava. A única vez que utilizamos foi quando desembarcamos no Aeroporto de Johanesburgo rumo ao hotel (e também o trajeto inverso) que fomos de trem (Gautrain). O hotel em que estávamos hospedados nessa cidade ficava praticamente em frente à estação. Pra terem uma ideia se fôssemos de Uber seria o mesmo preço que ir de trem, mas pelo problema com os taxistas optamos pelo trem, que era ótimo, pontual e moderno.

Em Cape Town não utilizei transporte público em momento algum, mas vi que há um serviço de ônibus chamado MyCity, que você adquire o cartão e recarrega o quanto quiser pra pagar suas viagens. Uber é realmente bem barato, então muitas vezes não compensa andar de ônibus, principalmente se for viajar em grupo. Os motoristas de Uber geralmente são muito simpáticos, atenciosos, gostam de conversar com os turistas e indicar lugares pra conhecer.

SEGURANÇA

Conforme dito anteriormente, fiquei hospedada em bairros bem localizados tanto na Cidade do Cabo quanto em Johanesburgo, mas posso afirmar que andar pelas ruas lá não é a mesma coisa que andar em alguma cidade europeia, por exemplo. O ideal é ficar atento e não dar margem para trombadinhas, que como sabemos estão em qualquer metrópole do mundo.

Como eu moro no Rio de Janeiro, não me senti nem de longe insegura como me sinto no Rio. Se você é brasileiro e reside em alguma capital brasileira, não tem muito o que se preocupar, pois já estará “vacinado” rs.

Apenas em uma ocasião presenciei uma cena esquisita, e, segundo o motorista do Uber, tratava-se de clonagem de cartão em caixa eletrônico. Estávamos parados no semáforo e avistamos um grupo em frente ao banco em situação suspeita quando o motorista comentou que o golpe da clonagem é bem frequente e que provavelmente aquele era um grupo de golpista. Portanto, não aceite de modo algum ajuda de estranhos caso precise sacar dinheiro.

Andei o tempo todo com minhas câmeras, muitas vezes pendurada no pescoço, mas não me senti intimidada. Diversas vezes apareceram pedintes e moradores de rua, mas nada demais. Apenas pediam dinheiro e iam embora sem problemas.

Já nas redondezas da Long Street (rua boêmia de Cape Town) achei um pouco esquisito andar à noite. Falarei da rua no post que falar da Cidade do Cabo.

CLIMA

Viajamos na segunda quinzena de agosto e voltamos na primeira quinzena de setembro, então pegamos o fim do inverno. Achei o inverno em Johanesburgo rigoroso pra padrões brasileiros, pois a temperatura durante nossa estadia chegou aos 7°C. Apesar da baixa temperatura, os dias foram ensolarados e com frio mais intenso à noite, além disso, com tempo muito seco. Em meses como junho e julho é mais frio ainda.

Pra quem pretende fazer safáris o inverno é a melhor estação, justamente pela ausência de chuvas, dias ensolarados e vegetação mais rasteira, o que facilita avistar os animais.

Já não é uma boa ideia pra quem pretende curtir as belas praias da Cidade do Cabo e suas águas congelantes rsrs. A temperatura da água nas praias é sempre bem baixa, sendo curiosamente mais baixa ainda durante o verão. Pesquisei a temperatura durante nossa estadia e girava em torno de 9°C.

O inverno na Cidade do Cabo é mais chuvoso, mas dei sorte e não peguei chuva em momento algum. Em compensação achei que a cidade fez as quatro estações em um único dia…kkk. Muito frio e vento pela manhã, sol intenso durante o dia, algumas vezes temperatura na casa dos 25°C no início da tarde, voltando a despencar já no pôr do sol. A temperatura mínima durante minha estadia de 7 noites foi de 11°C (com direito a muito vento, o que agrava a situação rs).

HORÁRIO

O horário é algo a dar muita atenção em relação à programação da viagem. As coisas na África do Sul fecham muito cedo, o que atrapalha o planejamento. As lojas fecham cedo, restaurantes também, assim como os pontos turísticos. Geralmente 17h é o horário de fechamento das atrações turísticas, o que faz com que a gente fique com o tempo ocioso durante muitas horas.

Em algumas ocasiões não conseguimos encaixar mais de um ponto a conhecer, pois saíamos tarde de uma atração e não dava tempo de conhecer outra (e quando dava, era corrido). Por sorte passamos 7 dias e 7 noites na Cidade do Cabo, o que é um tempo razoável e deu pra conhecer tudo o que queríamos.

Caso pretenda comprar vinhos pra levar pro Brasil, preste atenção também ao horário. Em muitos lugares aos domingos não é permitido vender vinho, e quando permitem, é em horário reduzido. Deixamos pra comprar as bebidas num domingo e demos com a sessão de vinhos fechada no supermercado. Meio esquisito, mas é bom saber rs.

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

Nos próximos posts vou contar sobre o roteiro que fiz em minha viagem ao país! Fiquem ligados! 🙂

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