Destinos Internacionais

O que ver em Puerto Iguazu além das Cataratas

Nem só de Cataratas vive a cidade hermana. Obviamente a principal atração turística são as Cataratas – e com toda razão. Fui e voltei algumas vezes à cidade, pois apenas 15 km separam o hotel onde me hospedei da Argentina. Darei continuidade ao meu post Foz do Iguaçu com CCHTour em que conto o que ver em Puerto Iguazu e assim completo meu roteiro do segundo e terceiro dia de viagem. 🙂

Antes de seguir com meu roteiro queria dizer que a viagem foi feita no mês de junho, beirando o inverno. A temperatura na região é muito instável: alto índice de umidade, com calor ao longo do dia e friozinho à noite (esteja preparado). Pra vocês terem ideia, voltei num domingo pro Rio e na segunda-feira a temperatura em Foz estava em 8°C (sendo que durante minha estadia o tempo estava ótimo, com um belo céu azul). No verão costuma chover mais e consequentemente as Cataratas tendem a ficar mais cheias.

DIA 02: El Quincho del Tío Querido, Feirinha de Puerto Iguazu, Marco das 3 Fronteiras e Cassino

Depois de ter passado quase o dia inteiro no Paraguai, retornei no início da noite ao hotel só pra tomar banho e sair de novo. 🙂

Fomos jantar no famoso restaurante El Quincho Del Tío Querido, a churrascaria mais famosa de Puerto Iguazu. Espaço de dois andares, bem amplo e muito movimentado. Esperamos um pouquinho pra liberar uma mesa e acabamos sentando com algumas pessoas que fizemos amizade e que estavam com a CCHTour também.

Cardápio El Quincho Del Tío Querido/junho 2017

Cardápio El Quincho Del Tío Querido/junho 2017

Dica: Bem ao lado do restaurante tem uma loja de vinhos chamada Vinos & Co. Puerto Iguazu. Se a fila de espera estiver muito grande você já sabe onde passar seu tempo. 🙂

Pedi um bife de chorizo, que é um corte nobre e tradicionalmente argentino retirado do contrafilé. Já tinha comido em Buenos Aires e como adorei certamente não ia deixar de fora. Ao contrário do Brasil, vale destacar que ao pedir uma carne nos restaurantes argentinos será servido somente a carne, tendo que pedir os acompanhamentos à parte.

Carne servida numa chapa bem quente e sem acompanhamento. Peça uma Quilmes caso queira provar uma tradicional cerveja argentina.

Carne servida numa chapa bem quente e sem acompanhamento. Peça uma Quilmes caso queira provar uma tradicional cerveja argentina.

Optamos por um talharim ao molho quatro queijos e dividi com meu marido. A carne é enorme, alta (uns 3 dedos de espessura) e deu pra dividir tranquilamente (apesar que como estava muito gostoso com certeza eu comeria uma sozinha rs). A carne não deixou a desejar em nada: sal no ponto, temperatura ideal, maciez, sabor. Só a massa que deixou a desejar e tivemos uma surpresinha quando veio a conta: ao pedir a massa, você deve pagar O MOLHO por fora. Sim, caso não queira molho algum deve deixar bem claro que não quer e comer um macarrão seco, sem graça e grudento…rs.

Confesso que fiquei bem chateada com isso, assim como as outras pessoas que estavam conosco. O restaurante não é dos mais baratos e apesar de estar estampado aos quatro cantos do cardápio que não cobram taxa de serviço, quando veio a conta cobraram sim. Como eu não achei o atendimento dos melhores e ainda tivemos esse contratempo com o molho (que era o mesmo preço da massa, inclusive), não paguei. Apesar de tudo, recomendaria a ida lá apenas pela carne, tentaria outro acompanhamento e ficaria mais esperta. O restaurante aceita pagamento em reais, pesos e dólares. #ficaadica

De lá seguimos direto pra feirinha de Puerto Iguazu. Trata-se de um lugar bem simples, popular e com muita opção de coisinhas pra comprar pra levar. Alfajor, doce de leite, salgadinhos, azeites, azeitonas, embutidos, cervejas, tudo isso você encontrará por lá e com uma boa oferta.

Nessa feirinha vi doce de leite Havanna sendo vendido por R$23 o kg (achei muito barato!). Compramos uma caixa de alfajor Milka por R$12 (6 unidades) – esse alfajor é na verdade uma mistura de biscoito com alfajor e tem um mousse dentro, bom demais…rsrs. Além disso, alfajor avulso também é vendido como água. Experimente o La Recoleta (embalagem preta) que é bem recheado, baratinho e gostoso (ótimo custo-benefício).

Como não queria levar um kg de doce de leite pra casa, comprei um menorzinho por R$4 de uma marca que eu não conhecia mas que gostei muito.

Feirinha de Puerto Iguazu: O doce de leite que comprei é esse de tampa vermelha

Feirinha de Puerto Iguazu: O doce de leite que comprei é esse de tampa vermelha

De lá a CCHTour nos levou pra dar umas voltas na cidade e seguimos para o Marco das 3 Fronteiras (lado argentino). Como estava bem frio e tarde, não tinha quase ninguém. A visita, ao contrário do lado brasileiro, é gratuita. Acredito que durante o dia deve ser bem mais interessante de conhecer, pois à noite não dá pra ver quase nada rsrs. De dia sugiro uma caminhada na orla para apreciar o Rio Iguazu e quem sabe ver um pôr do sol. 🙂

Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)

Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)

E o dia ainda não tinha chegado ao fim. De lá partimos para o Cassino de Puerto Iguazu, que faz parte do Iguazu Grand Resort. Não paga nada pra entrar no cassino e o Alex da CCHTour ainda nos deu um welcome drink e uns bilhetes pra jogarmos nas máquinas e tentar a sorte. E não é que eu saí de lá com R$40? kkk. Fui a única sortuda do grupo!

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto de Iguazu: Você deve retirar o voucher de prêmio na máquina e trocar no caixa

Cassino de Puerto de Iguazu: Você deve retirar o voucher de prêmio na máquina e trocar no caixa

Não é permitido tirar foto dentro do Cassino, mas trata-se de um lugar bonito e aparentemente organizado: mesas de jogo, roleta, black jack, dados, sala de poker, etc. E muita gente gastando! kkk. Juro que fiquei um pouco assustada com o fato das pessoas torrarem dinheiro em jogo… eu não teria coragem de jogar nem os R$40 que ganhei, que dirá os bolos de dinheiro que vi algumas pessoas jogarem. Como já era madrugada e eu já tinha “quebrado a banca” kkk fui pro hotel dormir que o dia seguinte também seria intenso. 🙂

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto Iguazu

DIA 03: O que ver em Puerto Iguazu: Cataratas Argentinas e Duty Free

O terceiro dia foi praticamente todo dedicado à Argentina. Acordamos cedo e às 9h fomos rumo às Cataratas (nessa altura da viagem meu pé já estava só bolha) rsrs. Sapato confortável é essencial para visitar as Cataratas, pois é um lugar em que andamos bastante (bem mais que no lado brasileiro).

Bilheteria: Preços diferenciados para pessoas de países do Mercosul

Bilheteria: Preços diferenciados para pessoas de países do Mercosul

Compramos nossas entradas na hora e nos custou o equivalente a R$92 (P$400). Atenção: a bilheteria aceita somente pagamento em dinheiro em espécie e em pesos argentinos. Não esqueça de cambiar antes. Caso não tenha jeito e você esqueça mesmo assim, há um caixa eletrônico ao lado da bilheteria.

Banco interligado à rede link: Fique atento para o limite de saque diário

Banco interligado à rede link: Fique atento para o limite de saque diário

Dica 1: Sugiro que cambie um pouco mais do que o valor da entrada, caso queira gastar no interior do parque. Apesar de aceitarem pagamento em reais, a cotação do peso é mais favorável. Fique esperto também com a taxa de turismo que recentemente começaram a cobrar: você pagará na saída do Parque, na estrada que dá acesso às Cataratas, o valor de P$25 por pessoa referente à essa taxa.

Dica 2: LEVE água mineral com você. O passeio é muito longo, demorado, e demanda esforço físico de caminhada, o que consequentemente fará com que você fique com sede. Uma garrafinha de água no interior do parque é surreal, mais ou menos R$10.

OBS: As coisas na Argentina são muito caras. Pra vocês terem uma ideia, o ingresso das Cataratas subiu 60% nesse ano de 2017.

Antes de começarem a reclamar e me xingar, sugiro que vejam a imagem abaixo rsrs.

Cataratas: Uma das 7 Maravilhas da Natureza

Cataratas: Uma das 7 Maravilhas da Natureza

Logo que entramos no parque pegamos um mapa pra facilitar nossa localização e escolher quais caminhos faríamos, pois é possível ver as Cataratas de diversos ângulos (diversas trilhas). A primeira coisa que fizemos foi pegar o Trem Ecológico de Central a Cataratas, com duração média de 10 minutos, que nos leva até o início da trilha. Com mais ou menos 1h de caminhada tranquila, nos deparamos novamente com a grandiosidade da natureza: Cataratas Argentinas.

O trem passa mais ou menos de 15 em 15 minutos

O trem passa mais ou menos de 15 em 15 minutos

Garganta del Diablo: Espetacular!!!

Garganta del Diablo: Espetacular!!!

Cataratas Argentinas

Cataratas Argentinas

Informação útil: O maior volume de água ocorre entre os meses de outubro a março.

60% do Parque Iguazu está do lado argentino, e o ângulo dos hermanos realmente é espetacular. Chegamos bem perto da Garganta Del Diablo, a mais impressionante de todas as quedas, que tem mais ou menos 80 metros de altura. É tudo muito lindo e barulhento, mas um barulho que transmite paz e sensação de como somos pequenos junto à natureza. Achei que o lado argentino molhou muito menos que o brasileiro e nem precisamos de capa de chuva. Ficamos uns bons minutos apreciando tudo, tirando foto e descansando. 🙂

Dica: Nunca saia do caminho demarcado de trilhas

Dica: Nunca saia do caminho demarcado de trilhas

A caminhada até que é tranquila, com ótima infraestrutura e boas paisagens. O problema é o sol que estava forte demais (lembrando que no dia anterior estava bem frio – tempo muito instável). Juntando o fato de não termos almoçado ao fato de estarmos caminhando no sol, ficamos mortos rsrs. Voltamos para a Estación Cataratas, onde tem um Subway e uma lanchonete que vende empanadas. Pedimos umas empanadas muito gostosas e ficamos ali descansando e fugindo dos quatis, que acabaram pegando metade de uma empanada rsrs (R$8/cada).

Parque Nacional do Iguazu: Paisagens pelo caminho

Parque Nacional do Iguazu: Paisagens pelo caminho

Há a opção de almoçar dentro do Parque no Restaurante La Selva, com preço fixo de P$240 por pessoa (fora bebidas). Apenas lanchamos rápido pra não perder tempo e poder conhecer mais coisas. Então seguimos para a segunda trilha: Circuito Superior, para vê-las de outro ângulo. No mesmo esquema da anterior (boa infraestrutura+calor) demoramos aproximadamente 1:30 pra completar o trajeto.

Na primeira vista estávamos no mirante sinalizado

Na primeira vista estávamos no mirante sinalizado

De lá avistamos o Passeio de Macuco, que com aquele calor devia tá maravilhoso. Com certeza quando eu voltar à Foz incluirei no meu roteiro.

Passeio de Macuco no Parque Nacional do Iguazu

Passeio de Macuco no Parque Nacional do Iguazu

Após caminharmos bastante atrás de “saltos” (como são chamadas as quedas d’água), retornamos ao Centro de Visitantes, onde tem algumas lojinhas, uma Havanna e uma Sorveteria Freddo.

O calor implorava por um sorvete, e por incrível que pareça o de doce de leite tradicional havia acabado, então tomei um de doce de leite com brownie, que acabei achando doce demais. O valor do menor potinho custava mais ou menos R$20 (surreal de caro). Dando continuidade às coisas caras, entrei numa lojinha pra comprar um ímã de geladeira, pois coleciono: como um tapa na minha cara um simples ímã custava R$20! kkk.

Sorveteria Freddo em Puerto Iguazu

Sorveteria Freddo em Puerto Iguazu

Alfajor Havanna em Puerto Iguazu (+-R$7,00)

Alfajor Havanna em Puerto Iguazu (+-R$7,00)

Tínhamos combinado o horário de 17h pra agência nos buscar, e pontualmente eles chegaram. Nosso grupo seguiria pro hotel, mas no meio do caminho decidi que iria ao Duty Free ver o que tinha de bom lá, pois certamente não daria pra eu conhecer no dia seguinte.

O que ver em Puerto Iguazu: Duty Free

O que ver em Puerto Iguazu: Duty Free

O Duty Free está localizado praticamente ao lado da aduana, um pouquinho depois no sentido que eu estava (Argentina – Brasil). Saibam de antemão que é necessário portar RG ou passaporte pra comprar alguma coisa lá. O local é muito bonito e com tudo de primeira: ótima infraestrutura, estacionamento grande, ar condicionado, separação por setores, etc. Há muita variedade de chocolates, bebidas e guloseimas, algumas com preço bom, outras nem tanto.

Guloseimas do Duty Free

Guloseimas do Duty Free

Os preços dos produtos são fixados em dólar mas se você quiser pagar em reais também pode. Inclusive a cotação estava bem melhor no dia que fui: 3,29 (nas casas de câmbio a cotação estava em 3,37). Meu passeio foi mais pra conhecer mesmo, pois praticamente não comprei nada. Meu marido comprou uma caixa com 50 sachês de chás Twinings por US$8 e eu um batom Mac por US$14 (R$46). Segundo o que pude verificar pessoalmente, a única marca que achei que estava valendo a pena comprar é a Mac. Achei os perfumes caros, óculos também, e roupa nem se fala… mas de qualquer forma foi legal visitar.

Quanto à organização e atendimento não há o que discutir, sem dúvidas tudo muito bom.

Por curiosidade perguntei ao taxista quanto ele cobraria pra me levar ao hotel e pra minha surpresa ele me cobrou R$70. Quando eu estava indo embora outro taxista veio atrás e disse que o valor mínimo pro Brasil era R$50. Agradeci e segui. Lembrando que o trajeto tem 8,6 km (apesar do trânsito que fazia…).

Na hora de ir embora segui pra Aduana pra pegar um ônibus de linha que vinha de Puerto Iguazu pra Foz e desci em frente ao Capitão Bar, onde fui jantar. Devo informá-los que o ônibus demorou demais a passar (+1h), mas acabamos conhecendo outras pessoas que por ali trabalham e tem essa rotina de “atravessar fronteira” diariamente. É incrível como é engarrafada a zona da fronteira: principalmente pra quem vai do Brasil pra Argentina.

Vejam em destaque a fila pra vans de turismo como é bem menor (a da esquerda é a de carros brasileiros e a do meio argentinos)

Vejam em destaque a fila pra vans de turismo como é bem menor (a da esquerda é a de carros brasileiros e a do meio argentinos)

Dica: Caso vá de veículo particular, saiba que o trânsito é pior. As vans e carros de turismo entram em uma fila diferente e por isso acabam saindo de lá bem mais rápido. Acho que quem vai de carro chega a demorar até umas 2h parado (sem exagero).

Vale destacar que cada vez que você atravessa a fronteira, é feito o controle da sua documentação. Se estiver com RG, irão pedir, se estiver com passaporte, irão pedir e carimbar. Se você passar 10x, 10x seu passaporte será carimbado. Achei bem “controlado”, e bem diferente da aduana paraguaia.

Já estava tarde e deixamos mais uma vez a Argentina, país que visitei pela segunda vez. Essa viagem foi sem dúvidas muito especial, desejada e planejada e por isso recomendo muito que todos conheçam. As Cataratas, tanto o lado brasileiro quanto o lado argentino, são encantadoras demais pra não serem vistas ao menos uma vez na vida. 😉

Tive o cuidado de informar os preços pra que vocês possam se planejar melhor, mas qualquer dúvida que tenha ficado, é só perguntar!

O transfer pra Argentina foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Tour de Compras em Ciudad del Este

Em continuação ao post anterior, vou contar pra vocês como foi o Tour de Compras em Ciudad Del Este que fiz com a CCHTour. No dia anterior combinei com a agência e saímos em grupo numa van com destino à cidade que figura como o terceiro maior centro comercial do mundo, atrás somente de Miami e Hong Kong. Localizada a 327 km da capital paraguaia, Ciudad del Este desponta como responsável por 10% do PIB paraguaio por conta do turismo de compras.

Partimos de Foz do Iguaçu às 9h da manhã e pegamos um trânsito terrível – mais ou menos 1:30 pra chegar ao destino, que está a apenas 18km de distância do hotel onde me hospedei. Era uma sexta-feira e estava uma loucura!

Além do engarrafamento ser muito pesado, é necessário ser um motorista maravilhoso pra não bater o carro ali: todo mundo corta todo mundo, semáforo não existe, pedestres atravessam na frente do carro sem medo e parece que não tem lei nenhuma. Recomendo fortemente a contratação de um tour para não enlouquecer…kkk. Não contrate atravessadores e tampouco atravesse a Ponte da Amizade a pé.

Trânsito carregado para Ciudad del Este

Trânsito carregado para Ciudad del Este

O motorista da CCHTour nos deixou em frente ao Shopping Del Este e nos buscou no mesmo local às 18h (e foi super pontual, mesmo com o trânsito caótico). Nossa estadia na capital sul-americana das compras durou mais ou menos 7h. A princípio o tour ia durar um pouco menos, mas conversamos com o motorista e acertamos pra ele nos buscar às 18h. Como eu disse em post anterior, a agência é super flexível e trabalha de acordo com a vontade dos clientes.

OBS: Sugiro que sejam pontuais. Na ocasião um casal chegou meia hora atrasado e não é nada legal um grupo grande ter que ficar esperando alguém que perdeu a hora. Como o fuso horário em Ciudad Del Este é 1 hora a menos que em Foz, muitas pessoas se atrapalham (a agência sempre terá como base o horário paranaense).

Como todos sabem, Paraguai tem fama de vender produtos falsificados e não é à toa. Realmente vimos falsificações gritantes e pesquisamos bastante pra não cair em nenhuma roubada. Antes da viagem fiz uma listinha com o que eu gostaria de comprar e quais os lugares indicados para isso (produtos originais e com bom preço).

❓ Dois sites me ajudaram muito no planejamento da viagem: Paraguai Pink e Compras no Paraguai.

Uma das principais dúvidas de quem viaja pra lá é sobre qual moeda levar. Apesar da moeda oficial do Paraguai ser o Guarani, os preços dos produtos são fixados em dólares americanos. Como se não bastasse a mistureba, saibam que quase todos os lugares aceitam pagamento em reais e a cotação geralmente é boa – caso não tenha levado dólares e mesmo assim queira comprar há várias casas de câmbio na cidade. Quando fui (16/06/2017) a cotação estava em média 3,37.

Acabei comprando dólares ainda no Rio e no meu caso valeu a pena comprar antes, pois comprei com um pouco de antecedência e estava mais barato. 🙂

O primeiro lugar que visitei, como já estava no Shopping Del Este, foi a Loja Matrix (dentro desse shopping), que vende produtos eletrônicos e outras coisas. O motorista da agência nos levou até a loja e nos apresentou pra dois vendedores (brasileiros) caso quiséssemos algo. A agência recomendou essa loja e eu já havia lido relatos positivos acerca dela quanto à originalidade dos produtos.

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Matrix

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Matrix

Acabei comprando uma Nikon D3300, mas só no final do passeio, depois de pesquisar em outras lojas. O que me fez comprar na Matrix foi a garantia internacional da Nikon, que nos outros lugares não me ofereceram (lá me deram certificado e tudo). Comprei o kit completo: câmera, lente 18-55, bolsa e sd card de 32G por US$460 (no Brasil o mesmo kit sairia por mais ou menos R$2200). Pedi pra testarem o produto, verifiquei tudo e ok. 🙂

O lugar mais indicado pra quem procura suplementos vitamínicos, produtos para cabelo em geral, perfumes e coisas similares é a Amadeus Perfumaria, dentro do Jebai Center. Comprei um Cetaphil (meu hidratante favorito e que já tenho costume de usar – facilmente identificaria um falsificado), xampu e condicionador Aussie, Sundown Biotina e um perfume pro meu marido (Paco Rabanne Invictus). Esse Jebai Center é uma galeria bem feia rsrs. Mas vale a pena a ida caso queira comprar esses produtos.

Comprinhas em Ciudad del Este

Comprinhas em Ciudad del Este

Passei por acaso na loja Macedonia porque vi produtos Nyx e meu batom preferido é dessa marca (chora Mac). Comprei apenas o tal batom preferido e um potão de batata Pringles (porque não sou obrigada a ficar com vontade). 🙂 Havia visto o mesmo batom por US$10 em outra loja, mas lá encontrei por US$6.

Quem gosta?

Quem gosta?

Outra loja que visitei foi a famosa Monalisa, que é uma mega loja luxuosa e que destoa de tudo aquilo que você imagina que é Ciudad Del Este. Boa organização, produtos de primeira, muito conforto e preços mais elevados. Não comprei nada na loja, mas vi que os perfumes estavam com preço bom. Assim como os perfumes, as malas de viagem e chocolates (barra de Lindt US$4).

Na Monalisa o foco são as grifes. E quando digo que são grifes, acredite: até cristais Baccarat vi por lá.

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

A Sax é outra loja que não fica atrás quando o assunto é luxo. Localizada do outro lado da avenida, e com acesso meio esquisito nos primeiros pisos, você irá se deparar com muito luxo, conforto e coisas de primeira também. Artigos de decoração, cristais, roupas de grife, belos vestidos de noiva, óculos, etc.

Eu tinha prometido que daria um óculos de presente pro meu marido (ele escolheu nessa loja um Dolce Gabanna (US$198)). O óculos não foi barato, mas no Brasil seria mais caro ainda… e como ele é meio chato, do tipo que demora a encontrar algo que realmente goste, levamos.

Tinha muito óculos em promoção, vi Roberto Cavali e Tom Ford por US$50, mas como dólares infelizmente não são infinitos, os meus já tinham acabado rs. Ainda assim me arrependi de não ter comprado no cartão. :mrgreen:

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Sax

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Sax

Outro lugar que fomos conhecer mas só por conhecer foi o Shopping China, dentro do Shopping Paris. Esse estabelecimento é bem bonitinho também e a loja “Shopping China” ocupa o terceiro andar inteiro. Se você já foi aos Estados Unidos, facilmente se sentirá lá. É o tipo de lugar exagerado, que tem tudo que você possa imaginar e com muita organização e preço bom. Loja gigantesca e bem separada por setor: vestuário, eletrônicos, bebidas, artigos pra decoração, etc. Foi a loja que encontrei o melhor preço de roupa, mais especificamente camisa social, que é o que estávamos procurando. Infelizmente a fila era tão grande que nos fez desistir. Lá também vi muitos produtos pra cabelo, mas o preço da Amadeus estava mais convidativo.

Tour de compras em Ciudad del Este: Shopping China

Tour de compras em Ciudad del Este: Shopping China

Produtos e respectivos preços médios

Produtos e respectivos preços médios

Outra loja que não comprei nada mas que gostei muito de conhecer foi a Diva, dentro do Shopping Paris e do Shopping Del Este. Uma tortura para pessoas como eu que amam decoração. Vi vasos lindos e muito papel de parede lindo, e bem diferente dos que eu já vi no Brasil. O preço do rolo era algo em torno de US$25 e se eu soubesse a medida da parede do meu quarto, certamente teria comprado. Loja confortável, produtos ótimos e bom preço (comparado ao Brasil). Pedi pra vendedora pra tirar uma foto do papel de parede que me apaixonei e ela disse que não era permitido fotografar o interior da loja.

Ainda falando em coisas de casa, entrei por acaso na Castelo Italiano, dentro do Shopping Del Este. A quantidade de lustre chamou minha atenção e a vontade foi de colocar tudo num caminhão e viajar do Paraguai pro Rio e remontar a casa kkk. Tudo que você imaginar relacionado a iluminação e acabamentos (torneiras, chuveiros, etc). Muita coisa linda e extremamente mais barato que no Brasil.

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Quando já estávamos quase pra ir embora conheci uma loja de roupas dentro do Shopping Del Este que estava trabalhando com câmbio a R$2,99. Chama-se Eleven e ainda estava com 40% de desconto nos produtos. Meu marido comprou uma camisa social da Tommy Hilfiger a R$148.

Lembrando que a cota de isenção terrestre para compras é de US$300 por pessoa e que esse valor será dividido entre suas compras do Paraguai e da Argentina, se houver.

Não fui parada na aduana mas lembre-se que além da aduana na fronteira, haverá fiscalização no aeroporto de Foz, antes mesmo de despachar as malas. Todas as malas passam pelo raio-x. Então minha gente, não vamos ser sem noção rsrs. Vi gente carregando sacolas como se não houvesse amanhã.

Eu sei que tem muita coisa barata, mas tem coisa que realmente não vale a pena. Entre essas coisas destaco jogos de videogame, roupas e protetor solar (como uso bastante, procurei pra comprar mas achei tão caro quanto no Brasil). Sugiro que pesquise tudo pra não sair do controle e não pagar imposto desnecessariamente.

Tour de Compras em Ciudad del Este: Jogos PS4

Tour de Compras em Ciudad del Este: Jogos PS4

Fiquei tranquila de comprar minha câmera no Paraguai pois é um bem classificado como de uso pessoal (isento do pagamento de tributos). Para caracterizar mais como bem de uso pessoal tirei da caixa, montei a câmera, etc. O limite é de uma câmera por pessoa, então eu levei minha Nikon nova e o maridão a Gopro (que já tínhamos antes da viagem).

Aduana da Ponte Internacional da Amizade

Aduana da Ponte Internacional da Amizade

O tour de compras em Ciudad Del Este é bem limitado às compras em si, não conhecemos outros pontos da cidade. A área que conhecemos é muito muvucada, feia e suja, mas como já havia pesquisado muito não me choquei. Muita gente, muito carro, muita bagunça, muito comércio informal, muitos vendedores de meia – li que eles perseguem as pessoas até que consigam vender, mas ninguém me perseguiu rs.

Ciudad del Este

Ciudad del Este

Levei uma mochila comigo e meu marido outra, pra que colocássemos as compras e não andássemos com nada chamando atenção. O motorista da van alertou para que não ficássemos com o celular exposto, pois tem muitos batedores de carteira, porém graças a Deus não vi nada suspeito.

Não é necessário passaporte para entrar no Paraguai, apenas RG é suficiente (CNH não vale pra entrar no país, nem certidão de nascimento). Mas preciso contar uma coisa pra vocês: não vi controle algum na fronteira, ninguém pediu meu documento nem ao entrar, nem ao sair. Pra falar a verdade ninguém nem olhou na minha cara kkk. É como se eu nunca tivesse estado ali. Confesso que achei bem estranho…rs.

Enfim, não acho que vale a pena deslocar-se apenas para Ciudad Del Este, acredito que vale somente se você já estiver pela região e quiser esticar até lá, como foi meu caso. Os preços são convidativos mas nada de outro mundo (até porque o dólar está nas alturas). Planeje muito, contrate um transfer, faça a lista do que pretende comprar e com certeza sua viagem valerá a pena. 🙂

O tour foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Visitando o Beco Diagonal

Minha viagem passou e eu acabei não escrevendo sobre a principal atração que me levou a Orlando de novo: The Wizarding World of Harry PotterBeco Diagonal. Dentro da Universal Studios Florida, ampliado e com a área do bruxo inaugurada em meados de 2014, a nova área torna-se imperdível pra quem vai a Orlando.

OBS: Não vou me ater aqui a falar sobre as outras atrações da Universal Studios, que já falei em post anterior, somente sobre a área nova.

Se sua viagem é com os dias contados como foi essa minha última e se não há a menor chance de você ir duas vezes no mesmo parque na mesma viagem, não vale a pena comprar os ingressos pra mais dias. Comprei o ingresso de apenas uma visita (US$110) e confesso que foi um pouco difícil de achar, pois eles sempre divulgam pra várias visitas. Pra comprar pra só um dia clique aqui.

Para comprar pra UM parque UM dia selecione a aba SINGLE PARK TICKETS

Para comprar pra UM parque UM dia selecione a aba SINGLE PARK TICKETS

Caso você tenha tempo e queira uma experiência ainda mais completa, sugiro que compre o ingresso dos dois parques: Island of Adventure e Universal Studios, pois aí poderá conhecer ambos e mergulhar de cabeça no mundo do bruxinho mais famoso do mundo (além de outras atrações, claro). 🙂

Caso você tenha o ingresso de Park-to-Park você poderá atravessar a parede de tijolos da plataforma 9 3/4, além de ir de Hogwarts Express, um trenzinho que parte da estação Kings Cross, na Universal Studios, para a Estação de Hogsmeade, no Universal’s Islands of Adventure.

Fiquei pensando no que escrever e no que deveria definir como principais atrações da nova área e cheguei só a uma conclusão: o parque em si! Não é todo dia que podemos conhecer Londres estando na América, não é mesmo? Como já fui em Londres de verdade, posso assegurar que é impressionante a reprodução da capital britânica no parque, nos mínimos e mínimos detalhes!

Leicester Square Station

Leicester Square Station

King's Cross

King’s Cross

Knight bus

Knight bus

Antes de se assustar com meus relatos, saiba que essa não é uma área com muitas atrações de aventuras, e sim a experiência em si pra quem é fã dos filmes e livros. Eu confesso que não sou tão fã como meu marido, que é completamente apaixonado e leu todos os livros, eu só assisti os filmes e mesmo assim foi encantador (pra quem é fã MESMO é de chorar).

Delicie-se pelas diversas lojinhas ao longo do Beco Diagonal, especialmente Ollivander’s, onde as varinhas escolherão você exatamente como escolheram Harry Potter. Pra quem viu o filme, sabe o que tô falando! O bom de tê-las é que tem um lado beeeeem interativo com os “trouxas”, pois tem um sensor na ponta que se comunica com outro sensor nos lugares dos feitiços.

Alguns pontos ao longo do parque permitem você realmente ter a experiência de fazer mágica com o simples balançar da varinha! Destaque para o cantinho que faz chover, interação com as vitrines, etc. Caso não consiga fazer a mágica, sempre tem umas bruxinhas (funcionárias rs) que lhe ajudarão a fazer corretamente. 🙂 E como identificar onde podemos fazer mágica? Fique atento aos círculos dourados que tem no chão, posicione-se em cima e tchan!!!

E claro que tirei foto com a bruxinha que me ajudou!

E claro que tirei foto com a bruxinha que me ajudou!

Por dentro da Ollivander's

Por dentro da Ollivander’s

E o que dizer do cenário mais-que-perfeito do banco de Gringotes? Minhas fotos estão a anos luz de reproduzir o que realmente é! Um grande e luxuoso lobby de mármore, em que você irá se deparar com vários duendes que são tão reais que quando te olham dão até medo, trabalhando duro, enquanto você segue para uma impressionante experiência 3D/4D para se encontrar com a temida Bellatrix Lestrange e com o Lorde das Trevas, entre feitiços, combates e muita ação! (Harry Potter and the Escape from Gringotts).

LUXO!

LUXO!

Duendes trabalhando

Duendes trabalhando

Logo acima do Banco você irá se deparar com um dragão que cospe fogo DE VERDADE mais ou menos de 15 em 15 minutos. Confesso a vocês que fiquei mofando esperando ele cuspir fogo e não vi, só ouvi, pois quando corri já tinha parado… ele faz um barulho antes de cuspir o fogo, sinal de que você TEM que LITERALMENTE CORRER pra vê-lo!

Dragão que cospe fogo!

Dragão que cospe fogo!

Se quiser pagar suas comprinhas de um jeito diferente no parque experimente ir na casa de câmbio Gringotts Money Exchange e troque seus dólares de verdade pelo dinheiro dos bruxos (câmbio 1 pra 1). Os fãs vão à loucura!

Gringotts Money Exchange

Gringotts Money Exchange

Essa área não é pra ir com pressa e com muita sede ao pote, é preciso andar devagarinho, perceber os detalhes quase imperceptíveis das vitrines, comprar uma cerveja amanteigada tipo frozen* bem deliciosa (e bem menos enjoativa) e curtir. 🙂

Butter beer tipo frozen

Butter beer tipo frozen

Detalhe que os fios se tecem sozinhos, sem ninguém manuseando

Detalhe que os fios se tecem sozinhos, sem ninguém manuseando

Cada esquina um detalhe...

Cada esquina um detalhe…

Até mais, Beco Diagonal!

Até mais, Beco Diagonal!

Saiba que: Caso você queira comprar o Express Pass, mais conhecido como o fura fila dos parques da Universal, não pode ser usado nas áreas do Harry Potter, então saiba que encontrará muitas filas, especialmente na atração Harry Potter and the Escape from Gringotts.

Caso você esteja hospedado no resort da Universal, sorria! Você pode entrar 1h antes dos pobres mortais (tipo eu) e consequentemente pegar menos fila 🙂

OBS1: Peço desculpas pelas péssimas fotos, na próxima vez JURO que vou dar mais atenção a elas! rsrs.

OBS2: As varinhas variam bastante de preço. A partir de US$32,00.

*As cervejas amanteigadas são vendidas tanto em copos descartáveis tipo esse da foto como em copos pra levar de recordação. Os preços variam, obviamente, esse se não me engano custou US$6,00+taxas.

E vocês? O que acharam dessa nova atração?

Continue lendo: Sugestão de roteiro pra curtir bem Orlando, Compras nos EUA, O que fazer em Miami, Onde comer em Orlando

Onde comer em Orlando – Red Lobster

Se você está procurando onde comer em Orlando e não aguenta comer junk food todos os dias, sugiro que dê uma chance para o Restaurante Red Lobster, especializado em frutos do mar e presente em várias cidades nos Estados Unidos. Aos curiosos de plantão que não têm viagem marcada pros EUA, saibam que o restaurante aterrissou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo e em Brasília.

Onde comer em Orlando: Restaurante Red Lobster

Onde comer em Orlando: Restaurante Red Lobster

ENTRADA

Pedimos baby baker potato, que são pães de batata com alho divinamente quentinhos e excelentes, na medida certa. Porção muito bem servida com 4 unidades de tamanho médio. Nota 10.

Baby baker potato

Baby baker potato

OBS: Mesmo que você não peça essa entradinha, eles servem à mesa.

PRATO PRINCIPAL

Eu pedi o Salmon New Orleans, salmão fresco enegrecido e coberto por camarões e molho de manteiga Cajun, servido com brócolis e outra guarnição à sua escolha – eu optei por purê de batatas. O prato chegou com ótima apresentação, e quando comi tive a certeza de que não era só aparência, o sabor também estava delicioso e levemente picante, excelente pra quem não quer jacar fast food o dia inteiro.

Salmon New Orleans

Salmon New Orleans

Meu marido pediu um Lobster Shrimp & Salmon, uma mistura deliciosa de lagosta com camarão e salmão fresco grelhado e finalizado com manteiga marrom, que nada mais é que manteiga dourada na frigideira. O acompanhamento foi batatinha assada com brócolis.

Lobster Shrimp & Salmon

Lobster Shrimp & Salmon

Ambos pratos estavam ótimos, porém muito fartos. Particularmente não consegui comer todo o meu, nem meu marido o dele. Vale ressaltar que fomos para o restaurante com bastante fome, depois de um dia inteiro de parque. Caso eu volte ao restaurante, pedirei somente uma entrada e um prato principal, que seguramente será suficiente para meu marido e eu.

Como estávamos muito satisfeitos não pedimos sobremesa, pois não faria sentido. Ficou pra próxima. Buááááá!

Um pouco do cardápio

Um pouco do cardápio

ATENDIMENTO

Gostei muito do atendimento, porém achei um pouquinho demorado. Como estávamos num momento de lazer e sem pressa, não achamos ruim. Além do atendimento bom, o ambiente é bastante confortável. 🙂

ONDE COMER EM ORLANDO E QUANTO GASTAR NO RED LOBSTER

O prato do meu marido custou US$27,49 e o meu US$18,99, com o dólar do jeito que está não é baratinho, mas também está longe de ser um dos mais caros da cidade. Achei o preço justo, ainda mais considerando o que comemos. Se está procurando onde comer em Orlando, com US$70 um casal come tranquilamente (gorjeta inclusa). Não esqueça dela, hein? Em Orlando é no mínimo 15% do valor total da conta.

Onde comer em Orlando e quanto gastar

Onde comer em Orlando e quanto gastar

Recomendo o restaurante e pretendo voltar!

Beijos!

Continue lendo: Sugestão de roteiro pra curtir bem Orlando, Compras nos EUA, O que fazer em Miami

Compras nos EUA: Ainda vale a pena?

Se vocês acompanham um pouco os noticiários no Brasil sabem que o dólar essa semana (22/09/2015) alcançou o maior nível da história do Real. Agora, no momento em que escrevo esse post, ele está custando R$4,10 pra venda no dólar comercial – que não é o vendido nas casas de câmbio (Fonte: Bacen). O objetivo do post é informar o viajante se mesmo assim ainda vale a pena fazer compras nos EUA. 🙂

Cheguei há poucos dias dos Estados Unidos novamente e gostaria de dividir um pouco com vocês como andam os preços por lá, e fazer uma leve comparação de quando fui em 2013, com o dólar a R$2,04 (cotação que comprei). Nessa viagem de 2015 paguei R$3,67 no mês de julho, e atualmente na mesma casa de câmbio já está R$4,34. Basta fazer uma simples continha pra ver que paguei R$1,63 a mais por cada unidade de dólar em relação à viagem anterior. É dinheiro pra dedéu.

Mas quem está com viagem marcada e está prestes a entrar em pânico com a cotação atual, a boa notícia é CALMA! Não acho que cancelar a viagem seja uma boa ideia, a não ser que vá fazer muita falta no orçamento. Cancelar viagem implica em pagar multas à companhia aérea, pagar diárias integrais nos hotéis caso não tenha optado pelo cancelamento grátis, etc.

O ideal é replanejar a viagem e priorizar os passeios do que as compras, pois tem muita coisa que está mais barato no Brasil que na terra do tio Sam. Mas se sobrar um dinheirinho e tempo, saibam que alguns itens em especial ainda são bem mais em conta que no Brasil, mesmo considerando esse dólar cruel.

Levi’s

Comprei duas calças na Levi’s por US$12 e US$15. O que convertendo pela cotação que comprei, saiu em média por R$49,54. É barato pra caramba! Nem nas grandes lojas de departamento no Brasil conseguimos pagar esse preço por uma boa calça comprida. 🙂

Lee

Comprei algumas camisas de algodão ótimas e custaram US$11,00/cada. O que convertendo sai por R$40,37. Achei excelente tanto as camisas quanto o preço.

Victoria’s Secret

Na primeira viagem pros EUA eu simplesmente saí carregada de sacolas dessa loja, inclusive com muitas lingeries, porém atualmente já não achei nada vantajoso comprar lingerie, a não ser que você não se importe de pagar mais de R$40,00 por uma simples calcinha. Se levar em consideração aquelas mais bonitas e trabalhadas… estão mais caras ainda.

No entanto, a loja é cheia de promoções que podem valer a pena. Comprei um kit com 7 produtos por US$35,00 (R$128), o que achei ainda assim muito bom. Comprei sabonete líquido esfoliante, perfumes, esfoliante para pés e perfume pós-banho. Só não comprei hidratante porque confesso que já enjoei deles e ainda tenho do meu estoque da última viagem… kkkk.

Já as nécessaires não achei tão vantajosas, em outra ocasião comprei duas e agora as mesmas estão US$42,00/cada. Eu sinceramente já não acho barato (R$154,00/cada). Comprei também gloss labial por US$1,00 e que estão atualmente US$4,00. Além do fator câmbio, achei que a loja deu uma inflacionadinha.

U.S. Polo Assn.

Essa marca de roupas e acessórios americana já era barata, e mesmo com o dólar ruim, ainda continua valendo a pena. Meu marido comprou umas camisas de algodão e outras de botão por US$10,00/cada. Comprei uma sainha linda por US$11,00. No balanço final achei que valeu muito a pena pela qualidade dos produtos.

Ross

Essa grande loja de departamentos americana vende de tudo: sapatos, malas, bolsas, produtos PET, jogo de lençol, toalhas, roupas em geral, artigos para o lar, perfumes, etc. É uma grande loja meio bagunçada, então o ideal é chegar cedo pra pegar a loja ainda organizada, na medida do possível. Confesso que achei que tem muita tranqueira e produtos de baixa qualidade, mas se procurar bem também encontra uns achados lindos!

Na ocasião comprei um secador de cabelo da marca Revlon, bivolt, dobrável e com 1875W de potência por US$15,00. Em lugar nenhum do Brasil você compra um secador de cabelo com as mesmas especificações pelo mesmo preço (eu havia pesquisado antes de viajar, então estava “por dentro” dos preços praticados no Brasil). Nessa loja também vi muitos vestidos de festa por aproximadamente US$20,00. É realmente um achado.

Meu achadinho!! :)

Meu achadinho!! 🙂

Vestido longo de festa: US$20

Vestido longo de festa: US$20

Coleirinha pra cachorro: US$3,49

Coleirinha pra cachorro: US$3,49

Particularmente não gostei dos artigos para o lar da Ross, muita coisa de marca mas com baixa qualidade. Produtos de marcas conhecidas fabricando lençóis de poliéster e vendendo bem mais caro que os 100% algodão. É ser muito retardado pra comprar (sem ofensas a quem compra…rs).

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Tommy Hilfiger

Essa loja queridinha dos brasileiros também já não vale muito mais a pena. Claro que existem exceções, por exemplo os produtos da gôndola “Clearance“, mas o resto nem tanto. Meu marido conseguiu umas camisas sociais bonitas por US$18,00 (100% algodão e zero poliéster). Como tínhamos ganhado um cupom de US$5 de desconto em outra loja, ainda saiu mais barato: US$13,00 por uma boa camisa social.

Maquiagem

Não vi tanta vantagem mais nessa viagem. Um batom tipo matte da NYX que no Brasil custa R$49,00, nos EUA custa R$40,00. É mais barato? É. Mas não sei se vale a pena a ida a uma loja só pra isso. Pra mim, não vale.

Os da MAC já estão praticamente o mesmo preço aqui e lá. Um batom tipo matte no Brasil custa R$69,00 e nos EUA R$67,00. Não acho que vale a pena também… melhor comprar no Brasil. Lembrando que estou utilizando para cálculo comparativo a cotação de R$3,67, que é a que comprei. Caso você compre mais caro, vale menos a pena ainda.

A única loja que achei vantajosa foi a The Cosmetics Company Store, que fica dentro do Orlando International Premium Outlets. Comprei um estojo da Clinique de rímel, lápis para olhos e demaquilante por US$16,77 (com imposto)! Já havia comprado há alguns meses atrás em Madrid só o rímel por 13€. Valeu muito a pena. 🙂

Five Below

Essa cadeia de lojas é um verdadeiro paraíso para as mamães de plantão. Isso porque a loja tem muita coisa pra criança e os produtos custam no máximo US$5,00. Você encontra bons brinquedos por US$5,00 que seguramente seriam mais caros no nosso Brasilzão. Mas também tem umas boas besteirinhas pra nós, simples mortais. Arrematei uns lencinhos umedecidos da Neutrogena de tirar maquiagem por US$1,00 e também o lip balm Eos do momento por US$3,79.

Minhas compras nos EUA

Minhas compras nos EUA

Walmart

Essa rede de supermercados é o paraíso dos gordinhos, das donas de casa e dos recém-casados. Compramos muitas coisas pra nossa casa lá, e realmente achei que valeu a pena! Jogo de toalha 100% algodão egípcio, jogo de lençóis de 400 fios e algodão egípcio, porta sabonete para mãos em porcelana, produtos da marca Aussie para cabelos por US$2,89 o pote de 400g (a título de comparação um xampu da Aussie está sendo vendido no Brasil por +/- R$40). Tudo que comprei no Walmart achei que valeu a pena! 🙂 Particularmente achei melhor que a Bed Bath & Beyond por ter preço bem menor e qualidade equiparável. E bem superior à Ross.

US$26,88

US$26,88

US$33,00 (jogo de toalhas 100% algodão egípcio, daquelas bem fofonas, sabe?) :)

US$33,00 (jogo de toalhas 100% algodão egípcio, daquelas bem fofonas, sabe?) 🙂

US$26,88

US$26,88

Jogo de casal US$20

Jogo de casal US$20

US$39,88 - Jogo de casal 100% algodão egípcio

US$39,88 – Jogo de casal 100% algodão egípcio

Tá vendo esse fixador de cabelo John Frieda? Arrematei por US$2!

Tá vendo esse fixador de cabelo John Frieda? Arrematei por US$2!

O Walmart também é um paraíso para quem quer comprar produtos da Disney! Comprei uma bolsinha pra dar de presente pra minha sobrinha que custou US$6,49 e é uma graça!!! Camisas boas da Disney custam em média US$11,50 (ainda tinha mais barata, mas de tecido com qualidade inferior).

Comprei um Lego pra presentear meu irmão que custou US$41,00, sendo que o mesmíssimo Lego no Brasil custa R$269,00. BEM mais barato.

E aos gordinhos de plantão, uma latona de Pringles custa US$1,50! (nhami, nhami, nhami!).

Kipling

Ao fãs do macaquinho da marca, comprei uma bolsa e uma carteira pra minha tia na loja do Sawgrass Mills e saiu bem mais em conta que no Brasil. Em breve pesquisa na internet vi que a mesma bolsa e carteira no Brasil sairiam por aproximadamente R$729,00 – nos EUA custou US$97,00. Não que seja barato, mas é bem “menos caro”. 🙂

Compras nos EUA: Kipling

Compras nos EUA: Kipling

Enfim, muita coisa realmente ainda vale a pena, mas não acho que justifique uma viagem apenas para esses fins. Aproveite a viagem, coma bem, vá nas atrações turísticas e não passe o dia inteiro no outlet. Compre com consciência o que realmente der, se seu bolso e seu tempo permitirem. 🙂

Um beijo!

Continue lendo: O que fazer em Miami, Roteiro para curtir bem Orlando

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

A Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri é uma igreja renascentista, um dos últimos projetos do artista Michelangelo, e foi construída no local onde era antigamente as Termas de Diocleciano, imperador romano que perseguia os cristãos.

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Localizada a 100 metros da Praça da República, a primeira vez que fui a Roma passei na PORTA da igreja e não entrei por desconhecer sua história e porque por fora sua fachada não chama atenção em nada mais que as ruínas e cicatrizes das bombas que atingiram-na durante a Segunda Guerra Mundial. Quando voltei pra Madrid que fui pesquisar encontrei relatos sobre ela, vi fotos e fiquei encantada. Entrou pra minha listinha de “igrejas que precisam ser visitadas na Itália”, devido a sua grandiosidade e beleza. Alguns meses depois tive a oportunidade de voltar pra Roma e a primeira coisa que eu quis ver foi essa igreja, que fica perto da Estação Termini, a qual eu havia desembarcado. 🙂

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Essa igreja tem algo de especial e vocês já vão saber o por quê. No início do século XVIII, o papa Clemente XI encomendou a Francesco Bianchini uma “linha meridiana”, uma espécie de relógio solar, dentro da basílica, que foi concluído em 1702. Nada menos que a antiga terma de Diocleciano foi escolhida para abrigar o relógio, por inúmeros motivos: o edifício era voltado para o Sul, para que fique sempre exposto ao sol, a enorme altura das paredes e boa disposição e qualidade dessas, que garantiria que os instrumentos de observação não se moveriam. Além de relógio solar, a linha funciona como um calendário.

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Alguém arrisca um italiano?

Alguém arrisca um italiano?

Impressionante como uma fachada em ruínas pode contrastar com um amplo e espetacular interior. Destaque para as enormes colunas de mármore coloridas e para os belos afrescos, assim como para o imenso órgão, de aquisição mais recente.

Interior da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Interior da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Curioso visitar a igreja ao meio dia solar, que é quando a luz do sol invade a igreja através de um pequeno orifício e ilumina a linha meridiana. Além de utilizar a linha para medir a posição do sol, Bianchini também adicionou orifícios no teto para marcar a passagem de estrelas. Encantador.

Teto da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Teto da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Não deixe de ir, mesmo que não esteja no roteiro tradicional do turismo em Roma. Se for, visite-a especialmente próximo ao meio dia (solar).

Horário de funcionamento: Todos os dias, de 7:00 às 18:30h.

Preço: Entrada livre e pode tirar fotos. 🙂

Para ler mais sobre Roma, clique aqui.

Onde comer em Mônaco sem gastar uma fortuna

Faço esse post em homenagem a todos os viajantes do Brasil que partem para o mundo com a grana um pouco apertada e recebem em reais brasileiros. Não é fácil encontrar onde comer em Mônaco gastando pouco e com qualidade, mas saiba que não é impossível. Apesar de não ser um local realmente barato, você dificilmente conseguirá preços mais em conta que os apresentados aqui nesse post e com a mesma qualidade.

Em minha viagem a Mônaco conheci um restaurante que além de bom, não é tão caro (tratando-se de Mônaco rs). No caminho para o Palais Princier e em frente à Place du Marché está situado o Monte Carlo Bar, um bar e restaurante que vende comida francesa e que pelo que me pareceu, não é muito frequentado por turistas.

O bar é decorado com artigos de esporte como camisas de times, fotos, troféus, etc. Arrisco um palpite de que em dia de jogo ali é o point dos monegascos, pois conta com várias televisões no ambiente e atendimento bom.

Para comer pedi uma massa com salmão defumado (13,50€) que estava no ponto e muito saborosa. Meu marido pediu um mega hambúrguer e foie gras com fritas, que segundo ele, estava ótimo (18,00€) e nosso amigo pediu uma carne bovina ao molho roquefort, queijo de ovelha típico do Sul da França e MUITAS fritas pra acompanhar (17,50€). Para beber pedimos uma jarra de vinho da casa que pasmem, custava 9,00€ e era muito bom!

O que comer no Monte Carlo Bar

O que comer no Monte Carlo Bar

Hamburguer gourmand com foie gras

Hamburguer gourmand com foie gras

Sou o tipo de pessoa que pode até está bem satisfeita, mas sempre deixa espaço pra sobremesa 🙂 . E nesse lugar não poderia ser diferente. Confesso que a apresentação da sobremesa era melhor que o sabor em si, que apesar de ser bom, não era nada de outro mundo. Dica: Melhor a mousse de chocolate (5,70€) que a torta de frutas vermelhas (6,80€).

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Gorjeta: Nao é obrigatória em Mônaco, mas se você for bem atendido é de bom senso deixar 10% ou arrendondar pra cima o valor da conta. No nosso caso, demos 80€.

Quanto gastar num almoço pra 3 pessoas com gorjeta: 80,00€

Quanto gastar num almoço pra 3 pessoas com gorjeta: 80,00€

E vocês? Tem outro restaurante pra sugerir em Mônaco?

Um beijo!

Endereço: 1 Avenue Prince PierreLa Condamine 98000Mônaco.

Continue lendo: Todo luxo de Mônaco

O que ver em Mônaco num bate-volta

Imperdível para quem visita a Riviera Francesa, esticar para Mônaco é esticar para um rico país peculiar de apenas 2 km² e considerado o segundo menor do mundo, atrás apenas do Vaticano. Localizado em um pontinho do Mar Mediterrâneo, bem pertinho da Itália, a cultura franco-italiana se mistura e resulta no luxuosíssimo Principado.

Este poderoso país abriga o maior número de milionários per capita do mundo, possui índice de desemprego beirando 0% e a menor taxa de pobreza do mundo.

Em Mônaco não existe nenhum imposto de renda pessoal sobre os cidadãos. A ausência da cobrança de  imposto de renda no principado atrai um grande número de ricos residentes de países europeus que obtêm a maior parte de sua renda a partir de atividades oriundas de outros países. Mas não pense que não existe imposto por lá, existe sim, porém não o imposto de renda, ao qual estamos acostumados. Nem imposto imobiliário. Nem sobre ganho de capital. Imposto por lá somente o de produtos e um de segurança social. Não é à toa que é um dos paraísos fiscais mais conhecidos do mundo – e não só fiscal, e vocês logo vão entender o que estou falando. 🙂

Confesso que me encantei com esse lugar. A beleza natural, as belas paisagens, o mar mediterrâneo, as pessoas exageradamente educadas, a cidade impecavelmente limpa e organizada… impossível não se espantar. Uma curiosidade é que em todos os estabelecimentos comerciais que eu entrava havia sempre um quadro com uma foto do atual príncipe fixada na parede – e depois de eu ver um país funcionando tão perfeitamente bem, eu quase compro um quadro e coloco uma foto dele na minha sala. (brinks) 

Dica: A não ser que você seja uma mega celebridade que não abre mão de um salto alto por nada, andar com sapato desconfortável por lá não é uma boa ideia. Dezenas de ladeiras estarão esperando por você. Por mais que tenham belos elevadores PÚBLICOS pra dar uma ajudinha pra levar você da rua de baixo pra rua de cima (pasmem), elas sempre estarão ali prontas pra gastar a sola do seu sapato.

Esse belo país apesar de pequeno, tem algumas atrações interessantes para conhecer. A principal delas é o Cassino de Montecarlo, desenhado em 1878 pelo mesmo arquiteto da Ópera de Paris, Monsieur Charlie Garnier. Não precisa você vestir vestido de gala pra conhecer esse local e tampouco despender rios de euros para ver descer pelo ralo. A visita custa 10,00€ e é necessário apresentar documento de identificação na entrada, caso você tenha esquecido de levar consigo, no way.

Com esse valor você pode conhecer o salão principal e a sala de máquinas, que contraditoriamente à beleza, são os mais “simples” de serem visitados. Mas não se engane, são lugares belíssimos, cheios da riqueza e do glamour. E claro, cheio de chineses brincando. Lembro bem de ver um chino jogando 5€ e ganhando 100€.

Cassino de Montecarlo

Cassino de Montecarlo

Praça do Cassino ainda enfeitada com decoração natalina em meados de janeiro...

Praça do Cassino ainda enfeitada com decoração natalina em meados de janeiro…

Caso você queira brincar um pouco nas máquinas e tentar a sorte como ele, com simbólicos 5€ você pode. Meu amigo jogou 5€ e ganhou 25€. Eu perdi tudo, claro kkk. De lá também é possível ver a sala de roletas, com apostas começando por 1000€.

OBS: Saiba que infelizmente não é permitido tirar foto no local.

De lá se quiser brincar um pouco mais de rico, se dirija para o Café de Paris, bem em frente ao Cassino. Lembro com clareza de ser bem carinho, mas afinal, você está em Mônaco, na praça do Cassino vendo milhares de milionários desfilando com Ferraris e Lamborghinis e não se importando em pagar 7€ em 200ml de Coca-Cola.

Na mesma praça também tem outros Cassinos menos glamourosos que o citado anteriormente. Mas, de qualquer forma, chiques. OBS: O do Café de Paris é um deles.

Aos apaixonados por Fórmula 1, Mônaco sedia o Grande Prêmio de Fórmula 1, o qual foi vencido 6 vezes pelo piloto brasileiro Ayrton Senna, que diversas vezes comemorou sua vitória dando um banho de champagne na família real. Quem não lembra dessa cena, passada inúmeras vezes na tv? 🙂

Fonte: Ig Esportes|Foto: Getty Images

Fonte: Ig Esportes|Foto: Getty Images

É possível caminhar pelas pistas onde as corridas acontecem e de onde dão a largada. Imaginar como fica aquilo ali exatamente hoje (23 de maio), que é quando está rolando o famoso campeonato, com todos os efervescentes bilionários reunidos pra assistir essa chatice, com um dos objetivos sendo ver e ser visto.

Fórmula 1: Pista da largada

Fórmula 1: Pista da largada

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Outro ponto interessante de conhecer no país é a Catedral de Mônaco, bonita igreja de estilo românico onde Grace Kelly casou-se com o Príncipe Rainier III. Ao longo de toda cidade existem placas informativas com imagens reais da Princesa e dos lugares por onde ela costumava passar em seu cotidiano. Muitos dos membros da família Grimaldi foram enterrados ali, inclusive o célebre casal.

Catedral de Mônaco

Catedral de Mônaco

Casamento de Grace Kelly e Principe Rainier III

Casamento de Grace Kelly e Principe Rainier III

Catedral de Mônaco

Catedral de Mônaco

Túmulo de Rainier III

Túmulo de Rainier III

Relativamente perto da Catedral está o Palais Princier, local de residência da família real até os dias atuais. Essa fortaleza construída em 1215 fica fechada durante alguns meses do ano, inclusive o mês que eu fui (janeiro). Porém, para quem não vai nesse mês recomendo a visita, pois custa apenas 8€ a entrada e conta um pouco da história do Principado, além de poder ver todo o luxo da realeza de Mônaco.

Quando ir: Aberto de 2 de abril até 31 de outubro. Nesse período fechado dias 09 e 10 de maio e de 10 a 12 de julho. Nos demais meses encontra-se fechado para visitação.

Palais Princier

Palais Princier

Palais Princier

Palais Princier

A vista do alto da Praça do Palácio

A vista do alto da Praça do Palácio

Mônaco

Mônaco

A estátua de François Grimaldi, conhecida como Malizia, disfarçado como um frade da  Ordem de São Francisco, chama a atenção de quem passa em frente ao palácio. Esse nome foi dado para fazer alusão à sua esperteza em conseguir entrar no Palácio vestido como um monge para abrir os portões para suas tropas invadirem o local. Este capítulo da história, ocorrido no ano de 1297, deu início ao poder dos Grimaldi até os dias atuais.  Atualmente, o primeiro nome da linhagem da família é Albert II, Príncipe de Mônaco,  filho de Rainier III com a atriz Grace Kelly.

IMG_4226Em frente ao Palácio você estará em Mônaco Ville, paraíso com belas ruelas bem decoradas e com arquitetura bem conservada. Não deixe de passear por essas ruas e comprar souvenir, pois terá muita opção por ali.

O que ver em Mônaco Ville

O que ver em Mônaco Ville

Apos descer toda a ladeira de novo (e trata-se de muita!) caminhe pela Marina com seus deslumbrantes iates atracados. Impossível não ficar boquiaberto com tanta beleza, que se mistura entre natural e material.

Grande escadaria de acesso ao Palais Princier

Grande escadaria de acesso ao Palais Princier

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Como chegar em Mônaco:

De trem: Trens diários oriundos de Nice, Paris e Milão.

De avião: Aeroporto Nice-Côte d’Azur, a 22 km do principado.

Vai de carro? Saiba onde estacionar e quanto custa (valores de 2015):

Estacionamento público em Mônaco: A partir dele você vai caminhando para todas as atrações.

Estacionamento público em Mônaco: A partir dele você vai caminhando para todas as atrações.

Quanto gastar no estacionamento público de Mônaco: Vai variar de acordo com o tempo que ficar estacionado.

Quanto gastar no estacionamento público de Mônaco: Vai variar de acordo com o tempo que ficar estacionado.

Se tiver interessado em saber onde comer em Mônaco sem gastar uma fortuna, fique ligado no próximo post. 🙂

Beijos!

Fado em Lisboa

Ir pra Portugal e não ouvir fado é a mesma coisa que ir para o Brasil e não ouvir samba. O fado é um estilo musical português cantado geralmente por uma só pessoa com outras complementando com a guitarra clássica e a guitarra portuguesa. É um estilo melancólico de música, que exalta o sofrimento, a saudade, o destino e claro, o amor.

Fui conhecer o Caldo Verde por sugestão de uma amiga que mora em Portugal e encontrar o local não foi tão fácil pelo simples motivo: existem dois na cidade, sendo que um é apenas restaurante. Tive a sorte de conhecer os dois, e mesmo tendo ido por engano da primeira vez, o restaurante Caldo Verde é excelente. Mas não vou me ater a falar sobre ele nesse post (afinal, nele não tem fado).

Para chegar ao Caldo Verde (Casa de fado) cheguei por baixo, o que me obrigou a subir milhares de degraus para chegar até o Bairro Alto. Logo ao chegar não tinha ninguém, então esperamos tranquilamente conversando e comendo.

O local oferece duas opções: se jantar não paga couvert, se não jantar paga-se 10€ para assistir o show. Sinceramente recomendo que jantem, pois além de não ser caro a comida é boa. Pedi um salmão grelhado que estava excelente, para beber, vinho, claro.

Comida do Caldo Verde - Casa de Fado

Comida do Caldo Verde – Casa de Fado

Comida do Caldo Verde - Casa de Fado

Comida do Caldo Verde – Casa de Fado

O atendimento não foi a oitava maravilha do mundo, e tivemos um contratempo com o garçom que nos atendeu. Porém, o proprietário resolveu nosso problema e OK.

Os músicos compensaram o contratempo. Eles revezavam entre si fazendo um intervalo de 20 minutos com música e 20 minutos sem, pois é quando podemos comer. Muita atenção quando for assistir um show de fado: é de extrema falta de educação conversar durante o espetáculo e também comer. Se não quiser fazer feio, espere o intervalinho pra isso.

Show de fado

Show de fado

A cantora até pousou pra minha foto! hehe

A cantora até pousou pra minha foto! hehe

Horário: Todos os dias, das 20h às 24h.

Endereço: Trav. Poço da Cidade, 40, Lisboa.

10 coisas imperdíveis para fazer em Lisboa

Toda vez que vou escrever um post sobre determinada cidade que tem muitas atrações fico enrolando muito. Fiz essa viagem em dezembro e agora – abril – que estou escrevendo sobre o local. E falar de Lisboa não é falar de qualquer lugar, é falar de encontrar a nossa cultura em um país alheio. Um país que há muitos anos nos colonizou e que foi o principal responsável por definir basicamente o que é o Brasil. Pra começar, o idioma é o mesmo, apesar dos sotaques bem diferentes e algumas palavrinhas mínimas. A história se encontra com bastante frequência: ao conhecer a história de Portugal encontramos variadas vezes temas relacionados ao Brasil. Muitos brasileiros ainda tem descendência de portugueses – eu inclusive. E a comida? hum… não é difícil ouvir de brasileiros que a comida preferida na Europa é a portuguesa, por que será? E o que falar do café?

Lisboa é a capital desse pequeno país e a cidade mais importante também. Apesar desse difícil desafio, vou contar pra vocês um pouco das 10 coisas que mais gostei de fazer na cidade natal de Fernando Pessoa. Vamos lá!

1 – Padrão dos Descobrimentos

Localizado às margens do Tejo, esse monumento evoca a expansão marítima portuguesa, faz alusão a um passado glorioso e à grandeza da obra do Infante D. Henrique, o impulsionador das descobertas de Cabo Verde e Ilha da Madeira. Diversos personagens escultóricos que tiveram a ver com os grandes descobrimentos  da história portuguesa completam o monumento.

Monumento dos Descobrimentos: Camões ao centro, carregando "Os Lusíadas"

Monumento dos Descobrimentos: Camões ao centro, carregando “Os Lusíadas”

Rosa-dos-ventos: Olha o Brasil aí!

Rosa-dos-ventos: Olha o Brasil aí!

2 – Igreja de Santo Antônio

Popularmente conhecido como o “Santo casamenteiro” esse santo, nascido no século XII em Lisboa, realizou inúmeras obras de caridade e sermões que marcaram. Aos curiosos, Santo Antônio de Lisboa e Santo Antônio de Pádua tratam-se da mesma pessoa, sendo um o local em que nasceu e o outro em que morreu.

Visitei o local em que nasceu e viveu sua infância, junto à Sé de Lisboa. Descendo à cripta da igreja está o local de nascimento e pode-se ver um dos ossos do Santo. Manda a tradição que os jovens que querem  casar, no dia do casamento visitem a igreja, rezem e deixem flores ao Santo, que é intercessor dos recém-casados. Dica: Aos mais interessados na vida de Santo Antônio, ao lado da igreja encontra-se o Museu Antoniano, local da residência dos pais dele. OBS: A visita à igreja é gratuita.

Santo Antônio de Lisboa

Santo Antônio de Lisboa

Igreja de Santo Antônio

Igreja de Santo Antônio

Santo Antônio

Santo Antônio

O local onde nasceu Santo Antônio

O local onde nasceu Santo Antônio

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3 – Sé de Lisboa

Já que está ali do ladinho, emende o passeio para a Catedral da Sé. Essa igreja, a mais antiga e importante da cidade, sobreviveu de maneira exemplar a vários terremotos desde sua construção no século XII. Possui estilo românico e particularmente achei um pouco assombrosa, com baixa iluminação em seu interior. OBS: Entrada gratuita.

Sé de Lisboa

Sé de Lisboa

Interior da Sé

Interior da Sé

4 – Visitar o Castelo de São Jorge

Um dos lugares mais visitados do país, o Castelo de São Jorge foi construído no século V pelos visigodos. Desde sua criação até a atualidade passou por restaurações que ainda deixaram muitas marcas do passado. Foi residência dos reis de Portugal desde meados do século XIII até o começo do século XVI, época de maior esplendor do Castelo.

Preço: Ingresso normal 8,50€. Atenção se estiver viajando em família, existe um ingresso chamado “família” que custa 20€ e pode ser usado por quem viaja em 2 adultos e 2 crianças (<18 anos).

Dica: Calce um sapato bastante confortável, pois a subida até o Castelo é bastante íngreme e com piso em pedras.

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Vista do alto do Castelo de São Jorge

Vista do alto do Castelo de São Jorge

Perdoem a mamãe gente... ela cansou! rsrs

Perdoem a mamãe gente… ela cansou! rsrs

5 – Praça do Comércio

Coração e centro histórico da cidade, essa praça também conhecida como Terreiro do Paço é a mais importante de Lisboa. Historicamente ali chegavam os barcos mercantes e era a porta de entrada para a cidade. Destaque para o arco triunfal da Rua Augusta, que foi construído para celebrar a reconstrução de Lisboa após o forte terremoto de 1755. Alguns personagens ilustres estão no arco: Marquês de Pombal e Vasco da Gama.

Diversos acontecimentos históricos aconteceram ali: o desabamento do palácio real que ali existia, o assassinato do Rei D. Carlos e seu filho, e a proclamação da República em 1910.

Atualmente é considerada uma das maiores praças da Europa e é ocupada por departamentos governamentais.

Amores da vida da autora. Bjs.

Amores da vida da autora. Bjs.

Arco do Triunfo visto da Praça do Comércio

Arco do Triunfo visto da Praça do Comércio

Arco do Triunfo visto da Rua Augusta

Arco do Triunfo visto da Rua Augusta

Detalhes...

Detalhes…

6 – Mosteiro dos Jerônimos

Obra-prima da arquitetura portuguesa do século XVI, o local foi construído para celebrar o regresso de Vasco da Gama da Índia. Como curiosidade, a localização do mosteiro foi escolhida por ser o local da igreja em que Vasco da Gama e sua tripulação passaram um tempo rezando antes de iniciar sua viagem. Sua localização é bem favorecida para o turismo, pois está bem próximo da Torre de Belém, Pastel de Belém, Monumento dos Descobrimentos e Rio Tejo.

No interior da igreja do Mosteiro está a tumba de Luís de Camões e Vasco da Gama. Entrada gratuita na igreja. Se quiser visitar o Claustro, onde está a tumba de Fernando Pessoa, paga-se 10€.

Minha mãe modelando no Mosteiro dos Jerônimos!

Minha mãe modelando no Mosteiro dos Jerônimos!

Mosteiro dos Jerônimos

Mosteiro dos Jerônimos

Valeu a tentativa de uma foto boa!

Valeu a tentativa de uma foto boa!

Sob a tumba de Camões...

Sob a tumba de Camões…

Tumba de Camões

Tumba de Camões

7 – Torre de Belém

Assim como o Mosteiro dos Jerônimos, é uma torre de estilo manuelino, que nada mais é do que uma variação do gótico. Construída a partir de 1515, serviu para a defesa da cidade e depois transformou-se em centro aduaneiro e farol.

Localizada às margens do Tejo, é possível subir os cinco andares da Torre para ascender ao terraço e ter uma bela vista de Belém e outros pontos como o Monumento dos Descobrimentos. A subida é feita através de uma pequena escada caracol e se você tem dificuldades com isso, melhor não arriscar (mamãe tem preguiça e não subiu).

Os andares dividem-se em Sala do Governador, Sala dos Reis, Sala de Audiências, Capela e Terraço. Preço da visita: 6€. Dica: Se quiser comprar ingresso combinado, paga-se 12 € para visitar o Mosteiro dos Jerónimos e a  Torre.

Do capítulo "Torre de Belém e o amor"

Do capítulo “Torre de Belém e o amor”

Uma das vistas da Torre de Belém

Uma das vistas da Torre de Belém

Oi! Um beijo pra quem adorou a viagem!

Oi! Um beijo pra quem adorou a viagem!

8 – Comer o verdadeiro Pastel de Belém

Como diz uma amiga portuguesa, pastel de Belém você vai comer em Belém. Até perguntei a ela se Belém do Pará servia, ela riu e disse que sim, ok?. O que comemos por aí chama-se na verdade pastel de nata. Parada obrigatória na cidade se você é amante do doce, visitar essa pastelaria é mergulhar na tradição portuguesa que é mantida ao longo de tantos anos sem perder a qualidade. Na verdade eu não comi o doce em 1837, então não posso comparar a qualidade. Mas posso dizer com toda propriedade que  realmente eu nunca comi nenhum igual e o local merece o mérito que possui. 🙂

Faça chuva ou faça sol, o local sempre estará lotado de portugueses e turistas que disputam a tapas um lugarzinho na fila – e olha que o lugar é bem grande! É possível ver um pouco da produção dos pastéis através de uma janela de vidro. 🙂

O famoso pastel diferencia-se dos demais não somente na qualidade como também no preço. Nessa ocasião estávamos com um amigo português passeando e ele disse ser um pastel caro. Fiquei um pouco impressionada como nós – brasileiros – estamos tão acostumados a pagar caro por tudo que nem sentimos tanto. Caro ou barato, não deixe de ir e de pedir um montão. Aberto todos os dias.

História do Pastel de Belém | Fonte: Site oficial

História do Pastel de Belém | Fonte: Site oficial

Fila

Fila

Opa!

Opa!

Decoração

Decoração

Produção do pastel

Produção do pastel

Resultado (na minha mesa, é claro)

Resultado (na minha mesa, é claro)

9 – Perder-se no Alfama

Esse charmoso bairro abriga o Castelo de São Jorge, então se você sair do Castelo caminhando possivelmente irá passear pelo antigo bairro de pescadores. Possui alguns mirantes, mas o mais famoso sem dúvidas é o do Castelo de São Jorge.

Muitas escadinhas, ladeiras, ruelas serpenteantes, chão de paralelepípedo e labirintos definem o local. Roupas penduradas no varal quase voando também. E como esquecer dos vizinhos que batem papo na calçada estreita que as ruas possuem? Ruas tão estreitas que muitas vezes nem um carro passa…

Impossível não lembrar da minha cidade natal e de um bairro chamado “Cidade Velha”, que tem por lá. Curiosamente foi o bairro onde Castelo Branco desembarcou quando chegou à minha Belém do Pará. Quase 1 ano fora do Brasil nessa hora confesso que a saudade bateu forte.

Essa foto define...

Essa foto define…

Só eu sou completamente apaixonada por esses azulejos?

Só eu sou completamente apaixonada por esses azulejos?

Ruelas de Alfama

Ruelas de Alfama

Prima, sobe aqui rapidinho!

Prima, sobe aqui rapidinho!

Não deixe de passar pela Fundação José Saramago, que fica descendo o bairro da Alfama, no caminho para quem vai para a Praça do Comércio.

Fundação José Saramago

Fundação José Saramago

10 – Dar uma voltinha no bonde elétrico 28

Vocês só vão entender a magnitude das ladeiras de Lisboa quando andarem no elétrico. Peguei o número 28 (1,80€), um dos clássicos amarelinhos com o interior de madeira. Com ele percorri os bairros históricos, partindo da Praça Martim Moniz. O elétrico sobe sacudindo sob as ladeiras de Alfama, atravessa a Baixa, o Chiado e chega em Campo de Ourique, pertinho da casa onde morou Fernando Pessoa.

Ao longo de todo o percurso preste atenção à arquitetura dos edifícios, os lindos azulejos das fachadas e, claro, o fato de “como é possível uma cidade com tanta ladeira, minha gente?”.

Bonde elétrico de Lisboa

Bonde elétrico de Lisboa

E ao voltar descemos tudo de novo, com destino ao hotel… pra fechar essa sessão de fotos, mais uma:

Amor, sobe aqui!

Amor, sobe aqui!

Vi outras coisas em Lisboa mas resolvi destacar as que mais gostei nesse post. Tem uma outra atração bem especial que vou falar no próximo. Até lá!

Beijos!

Onde se hospedar em Paris: Apartments du Louvre

Que tal alugar um apartamento em Paris em vez de hotel? 🙂 Em minha última viagem à Cidade Luz optei por ap, pois como eu viajaria com mais 2 pessoas um quarto triplo de hotel ficaria inviável financeiramente (é tudo muito caro!). Foi então que conheci os Apartments du Louvre, cujo meu primo havia se hospedado e falado muito bem.

A princípio estranhei a ideia de ficar em um apartamento, mas a ideia foi amadurecendo e ganhou cores. Quem não quer se hospedar muito bem pagando menos, no coração de Paris? O apartamento está localizado muuuuuito perto do Museu do Louvre, um dos pontos turísticos mais importantes da cidade e do país. Também está perto do Rio Sena, da estação de metrô Louvre-Rivoli e enfim… perto de quase tudo e com muito fácil acesso.

Fiz minha reserva direto pelo site e paguei 50% antecipado e os outros 50% seria pago direto para o proprietário no local. O preço não foi barato, paguei 130€/dia, mas em um hotel do mesmo nível com certeza ficaria bem mais caro. Eles fazem o bloqueio de um caução no cartão de crédito contra danos causados no apartamento no valor de 200€, porém o valor é devolvido ao final da estadia se não tiver acontecido nada de errado.

Eles pedem pra avisar com antecedência o horário de chegada, pois como se trata de apartamento não há recepção – essa é feita por um dos donos e pelo menos comigo foram bastante pontuais. Fui atendida pela Nicole, uma francesa casada com um espanhol, que fala três idiomas: francês, inglês e espanhol. Mas por e-mail bem provável que quem lhe atenda seja o Charlie, irmão dela.

Logo ao chegar no aeroporto enviei uma mensagem por whatsapp pra avisar que havia chegado, e quando cheguei em frente ao apartamento enviei outra mensagem e abriram pra mim.

O apartamento que eu fiquei tinha capacidade para 4 pessoas – sendo duas em uma cama de casal e outras duas num sofá-cama extremamente confortável – a cama também. 🙂

Apartments du Louvre

Apartments du Louvre

As toalhas, lençóis e edredons eram super limpos. Quarto com cara de novo, super moderno. O aquecedor também funcionou bem e  o banheiro parecia ter sido reformado há muito pouco tempo, pois era todo moderninho.

Apartments du Louvre

Apartments du Louvre

Se quisesse economizar, daria pra cozinhar em casa pois a cozinha era muito bem equipada com forno micro-ondas, fogão, frigobar e utensílios de cozinha. Eu não cozinhei no local, apenas tomei café da manhã.

A foto tá tremida mas é só pra mostrar a mamãe :)

A foto tá tremida mas é só pra mostrar a mamãe 🙂

Opção de apartamento em Paris: Apartments du Louvre

Opção de apartamento em Paris: Apartments du Louvre

Aos que viajam por muito tempo, o local tem também uma máquina de lavar roupa de abertura frontal e varal para pendurar. Se quiser passar, também tem ferro e tábua. Sei que ninguém pensa nisso quando sai de férias, mas é um mal necessário né? Eu inclusive usei e eles haviam deixado até sabão pra usarmos.

OBS: Se quiser ficar mais à vontade e pagar uma faxineira também é possível mediante pagamento de taxa extra (eu não paguei).

O apartamento é realmente muito completo e bem equipado e com certeza não faltará nada para a estadia. Adorei esse local pela proximidade com os pontos turísticos, atendimento dos proprietários e pela qualidade do apartamento. Quando eu voltar a Paris, seguramente ficarei de novo lá.

E vocês? Já se hospedaram em apartamento em Paris?

  • Endereço: 45 Rue de l’Arbre Sec 75001 Paris – France
  • Contato: contact@apartmentsdulouvre.com

Beijos!

Continue lendo sobre Paris: Moulin Rouge, O que fazer em Paris, Onde comer em Paris

Èze: Cidade medieval ao Sul da França

Em minha última viagem à França fui conhecer o sul do país e optei por sair do tradicional e óbvio roteiro de quem visita o país: Paris. O Sul da França reserva umas surpresas bem bacanas, especialmente as cidades da Côte d’Azur, e algumas dessas surpresas estão em Èze: pequena cidade de 9.47 kmlocalizada relativamente próximo a Nice, sendo imperdível então para quem visita essa cidade. Essa vila medieval está a 427m do nível do mediterrâneo, que está bem logo ali na frente. 🙂

Chegando pela  Moyenne Corniche, estrada do alto, têm-se uma deslumbrante vista de cair o queixo. Logo acima está a vilinha medieval cuja população não excede 3 mil habitantes. A cidade divide-se em duas partes: Eze sur Mer, que fica perto do mar e Vieux Eze, que fica no topo da colina e sem dúvidas é o mais interessante a ser visitado.

Côte D'Azur

Côte D’Azur

Caminhando pela cidade...

Caminhando pela cidade…

Só eu me apaixonei por isso? *_*

Só eu me apaixonei por isso? *_*

Ruelas serpenteantes de Èze...

Ruelas serpenteantes de Èze…

Para quem vai de carro, existe um estacionamento público bem na entrada da cidade. Paga-se antecipado por horas direto na maquininha. É preciso digitar o número da placa do veículo, quantidade de horas, pagar e deixar o comprovante de forma visível no carro.

O mais gostoso nessa cidadela é a vista que o Jardim Exótico de Èze proporciona: uma estonteante vista panorâmica do mar Mediterrâneo: de um lado França e um pouco mais adiante, Itália.

É sem dúvida uma cidade super romântica, com muitos restaurantes, flores, lojinhas, arquitetura medieval, ruelas serpenteantes e muita muita beleza! Ótimo lugar para relaxar em casal. Aos que preferem passar a noite, o local conta com boa infraestrutura de hotel (apesar de eu não ter me hospedado lá). O hotel La Chevre d’Or da rede Relais & Châteaux está disponível para os mais abastados, entre outros. Aos que querem apenas fazer uma boa refeição romântica com a esplêndida vista da Côte d’Azur, também é possível nos restaurantes do Hotel Chateau EzaLa Chevre d’Or, porém, não espere pagar – nem um pouco – barato.

Lembrando que ao fazer a reserva pelos meus links do hotéis.com ou booking você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! 

Não é à toa que é lugar de refúgio de muitos ricos e famosos, por não ser uma cidade muito conhecida, eles conseguem relaxar à vontade. Walt Disney gastou uma boa parte do seu tempo nessa cidade, encantado. E eu também (apesar de não ser rica nem famosa) 🙂 .

Não deixe de visitar o Jardim Exótico, localizado no topo do topo da colina. Preparem as perninhas pois a subida é um pouco grande, mas o percurso é tão bonito que nem cansa (sério!). E ao chegar lá, mais bonito ainda… pra quem gosta de plantas exóticas, é um prato cheio, pois há mais de 400 tipos delas. Até eu que não sou muito fã achei umas bem bonitas e – exóticas. E lá no topo a recompensa da caminhada… a bela vista do Mediterrâneo em plena Riviera Francesa. Preço: 6,00€ (grátis para menores de 12 anos).

A - talvez - única igreja da cidade: Igreja Notre Dame del'Assomption

A – talvez – única igreja da cidade: Igreja Notre Dame del’Assomption

Jardim Exótico de Èze - Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze – Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze - Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze – Riviera Francesa

 

Jardim Exótico de Èze - Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze – Riviera Francesa

Se joga!

Se joga!

Jardim Exótico de Èze - Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze – Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze

Jardim Exótico de Èze

Ao sair de lá, não deixe de fazer uma visita guiada na fábrica de perfume francês Fragonard, também sensacional! Para quem gosta de perfume (eu amo!) e quer conhecer um pouco do processo de produção de um legítimo perfume francês, a visita é imperdível. Não é necessário fazer reserva e nem pagar nada, apenas chegue e diga que gostaria de fazer uma visita guiada em inglês. Encaminharão você para um atendente (no meu caso, era uma chinesa muito simpática) e ela irá guiar e passear em toda fábrica explicando como os perfumes são feitos, extraídos e alguns de seus ingredientes. Durante a visita tem uma brincadeirinha que é um teste olfativo para você adivinhar o que é o cheiro – eu acertei 100% gente! 🙂 Bem legal e interativo.

Fábrica de perfume francês Fragonard em Èze

Fábrica de perfume francês Fragonard em Èze

Canto das brincadeirinhas de adivinhações de cheiro! :)

Canto das brincadeirinhas de adivinhações de cheiro! 🙂

Processo de produção de perfume francês

Processo de produção de perfume francês

Sabonetes Fragonard

Sabonetes Fragonard

Lá você ficará sabendo as diferenças entre Perfume, Eau de Perfume, Eau de Toilette e Colônia. Ficou curioso pra saber? Tem que ir lá conhecer então! 🙂

Ao final da visita “caímos” na loja de fábrica, com muitas opções de compra de presentinhos pra pessoas de todas as idades. Meu marido me deu um vidrinho de perfume (perfume mesmo!) e tenho que confessar que não é dos mais baratos, porém, lembre-se de que trata-se de perfume e por estarmos em uma loja de fábrica sai mais em conta sim. Ah, vale ressaltar que a fixação é bem forte e um vidro pequeno dura demaaais!

Preços Fragonard - Loja de fábrica

Preços Fragonard – Loja de fábrica

Dica: Para quem tem mais interesse no mundo dos perfumes sugiro uma esticadinha até Grasse, a capital mundial dos perfumes, localizada a somente 64km de Èze.

Se quiser dar uma volta de Ferrari, no estacionamento da fábrica pode-se alugar por determinado tempo. Como não era de meu interesse, não fui. Mas para os mais afortunados não deve ser chato passear de Ferrari em plena Côte d’Azur né?

Aos interessados...

Aos interessados…

E vocês? Já visitaram Èze?

Beijos!

Café Majestic: O café mais charmoso do Porto

Difícil encontrar lugar para comer no Porto, haja vista que são tantas opções! Eu queria ter ido no Café Majestic com mais fome pra poder ter uma refeição completa, mas não deu… então fiquei só no brunch.

Fundado em 1921 com o nome de Elite, o luxuoso café foi posteriormente rebatizado em pleno auge da “Belle Époque” de Majestic. Burgueses e chics portuenses frequentavam o local  junto com os intelectuais e pessoas interessadas em arte. No final da década de 60 sofreu um lento declínio e posteriormente mudou de gerência, foi mudando, mudando…até chegar a qual o dirige nos dias atuais.

Café Majestic

Café Majestic

Todo esplendor e glamour desse lugar o levou ao título de sexto café mais belo do mundo, logo acima da brasileira Confeitaria Colombo, pelo cityguides. Particularmente achei ambos bem parecidos e em um momento de insanidade até pensei em quem havia copiado quem, quando que na verdade ambos foram influenciados pelos cafés parisienses. 🙂

Eu escolhi comer um prato especialidade da casa: rabanadas envoltas num suave creme de ovos e frutos secos, uma delícia que acompanha perfeitamente o café numa manhã de dezembro. O café não estranhem se não sentirem muita diferença de sabor, é brasileiro 🙂 Nós somos os maiores exportadores desse vício chamado café.

Rabanada do Café Majestic

Rabanada do Café Majestic

Meu marido preferiu arriscar no pastel de nata, que não era tão bom quanto o legítimo pastel de Belém, mas que também era muito gostoso.

Aos que não tem café da manhã incluso na reserva do hotel recomendo que se dêem o luxo de um café da manhã nesse lugar. O pequeno almoço completo inclui variedade de pães, croissants, mel, sucos, chás, iogurtes, ovos, frios… tudo bem “a cara do café da manhã que gostamos”. 🙂

Como já se pode imaginar, não é o lugar mais barato do Porto, mas acho que vale a experiência. Afinal você não vai pagar somente o cafezinho que tomar, e sim a experiência de tomar café num lugar histórico, clássico e lindo-de-morrer. Afinal, quem não gosta do que é bom…? 🙂

O segredo é não converter! :)

O segredo é não converter! 🙂

Funcionamento: Segunda a sábado das 9h30 às 24h.

Endereço: Rua Santa Catarina, 112, 4000-442 Porto.

Continue lendo: Visita Caves Ferreira, Roteiro de viagem Porto

Vila Nova de Gaia, Caves Ferreira e o vinho do Porto

Injustamente a maioria das pessoas pensam que o vinho do Porto é da cidade do Porto, mas não é. Apesar de Vila Nova de Gaia ser colada à famosa cidade, apenas divididas pelo Rio Douro, não trata-se do mesmo município.

Porto visto desde Vila Nova de Gaia

Porto visto desde Vila Nova de Gaia

Vila Nova de Gaia

Vila Nova de Gaia

 

Teleférico de Vila Nova de Gaia

Teleférico de Vila Nova de Gaia

Aos interessados em ter uma vista bonita da cidade e do Douro, recomendo o passeio no teleférico de Gaia, bem no caminho das caves. Preço: 5,00€ (ida) / 8,00€ (ida e volta).

O vinho ficou conhecido como sendo da cidade vizinha por uma questão puramente comercial: A partir da segunda metade do século XVII começou a ser exportado para todo o mundo a partir da cidade do Porto.

Qual o diferencial desse vinho tão famoso em relação aos demais? A fermentação desse vinho não é completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (cerca de 77% de álcool). Desse modo, o vinho do Porto é naturalmente doce e mais forte do que os demais vinhos (entre 19% e 22% de álcool).

Em Vila Nova de Gaia existem muitas caves para conhecer, e a que eu escolhi foi a Ferreira, uma das principais casas portuguesas de vinho. Por que escolhi a Ferreira? Haja vista que eu estava em Portugal, optei por uma cave cujo início se deu com portugueses e não com pessoas de fora.

Outras caves da cidade são: Calém, Casa Ramos Pinto, Offley, Sandeman, Vasconcellos e Graham’s. Vale ressaltar que existem outras, mas essas são as mais famosinhas.

Sandeman

Sandeman

Ferreira é a única das grandes casas de vinho do Porto que se manteve fiel em mãos portuguesas desde que foi fundada em 1751 pelos Ferreiras da Régua. Hoje, a Ferreira assume o legado histórico enriquecido por várias gerações com particular destaque para a liderança de Antônia Adelaine Ferreira, a “Ferreirinha”, empresária do século XIX responsável por consolidar a marca.

Ferreira

Ferreira

Eu fiz minha reserva através de e-mail e obtive retorno bastante rápido. A bodega dispõe de duas visitas: Visita Clássica – Quinta do Seixo, com o custo de 9€ por pessoa, que inclui duas visitas guiadas, uma nas Caves Ferreira e outra na Quinta do Seixo. As visitas são sempre acompanhadas por um guia com uma duração de 30 minutos, incluindo, no final, a prova de dois vinhos do Porto.

OBS: O bilhete não inclui a deslocação entre os dois pontos de visita.

No entanto, devido a distância entre as Caves Ferreira (Vila Nova de Gaia) e a Quinta do Seixo (Vale do Douro), cerca de 150 km, não é possível reservar as duas visitas no mesmo dia.

Por esse motivo visitei somente as Caves Ferreira (5€) e achei sensacional, a guia era extremamente simpática, atenciosa e dominava bem o assunto, nos mostrando a história da empresa e o processo de fabricação do produtos, assim como dando dicas de harmonização. Ao final tomamos dois vinhos de degustação numa mesa com outros visitantes e a noite terminou como se todos já se conhecessem há séculos 🙂 . Como a visita era em português, 99% dos turistas eram brasileiros e o restante de países sul-americanos. No final da visita podemos comprar vinhos na lojinha, porém não achei nada forçado (só compra quem quer!).
Vila Nova de Gaia: Caves Ferreira

Vila Nova de Gaia: Caves Ferreira

Caves Ferreira

Caves Ferreira

Onde comprar vinho do Porto: Lojinha das Caves Ferreira

Onde comprar vinho do Porto: Lojinha das Caves Ferreira

Gostei muito de ter conhecido o local, não somente pela história brilhante da Ferreirinha, mas também por conhecer um pouquinho mais sobre o vinho e sua produção. Se você vem ao Porto, não deixe de atravessar o rio! rsrs.

(more…)

Porto: Não é bem a cidade do vinho

Chegamos no Porto numa ensolarada manhã de inverno. Era dezembro, o aeroporto estava pouco movimentado e me chamou atenção a modernidade do local. Aeroporto bonito, instalações boas e bons locais para fazer um lanchinho – inclusive comi uma empada de pato divina que foi mais ou menos como um “seja muito bem vindo ao Porto, a segunda maior cidade do país!”. 🙂

Café da manhã no Café Central: boas vindas :)

Café da manhã no Café Central: boas vindas 🙂

O primeiro destino foi o hotel, fomos deixar nossas malas e partir pra passear. Pegamos o metrô no aeroporto e rumamos para o Best Western Hotel Inca, onde nos hospedamos.

Caminhamos rumo à Avenida dos Aliados, a mais famosa via e centro da cidade. A avenida recebe este nome como forma de homenagear os Aliados da I Guerra Mundial. Nesta via não há uma atração turística em si, mas ela é a atração. Destaque para seus bonitos edifícios históricos e monumentos como a “Menina dos Aliados” e “A Abundância”. Nela existe uma praça central em que ocorrem exposições e alguns eventos, na ocasião estava tendo feirinha de natal.

Menina dos Aliados

Menina dos Aliados

De lá continuei minha caminhada rumo à Estação de São Bento, colírio para meus olhos. Essa bela estação ferroviária foi construída onde era antigamente o Mosteiro de São Bento de Avé Maria e em seu interior existem mais de 20.000 azulejos retratando a história de Portugal. Quem passa pela frente realmente não imagina a preciosidade que se abriga dentro da estação. Aproveite, a entrada é gratuita. 🙂

Fachada da Estação de São Bento

Fachada da Estação de São Bento

Interior e detalhes da Estação de São Bento

Interior e detalhes da Estação de São Bento

Estação de São Bento

Estação de São Bento

Estação de São Bento

Estação de São Bento

A Estação está localizada numa região central da cidade, então dali é fácil se locomover para qualquer lugar. O próximo ponto escolhido foi a Torre dos Clérigos, a mais alta de Portugal. A torre de estilo barroco possui 76 metros de altura e mais de 200 degraus em que se possibilita ter uma privilegiada vista panorâmica da cidade. Para subir é bem baratinho, 2€ (já falei pra vocês que adoro esse país?).

Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos

Bem pertinho estava a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, que nem estava no meu roteiro mas a fachada me causou um impacto visual tão grande que me levou até lá. A lateral da igreja é coberta por azulejos que gritam de tão lindos! As cenas dos azulejos se referem à fundação da Ordem Carmelita e ao Monte Carmelo.

O interior da igreja tem a predominância do dourado do estilo rococó e representações do tema da Paixão de Cristo. Essa preciosidade foi construída em meados do século XVIII e se mantêm bem conservada até hoje.

Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Fachada lateral da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Fachada lateral da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Interior da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Interior da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Ainda ali perto fui visitar a Livraria Lello & Irmão, considerada uma das mais belas da Europa. Seu estilo neogótico influenciou a autora do best-seller Harry Potter, que viveu na cidade por alguns anos. A magnífica escada que possui o local foi “transportada” para as escadas de Hogwarts (viciados em Harry Potter, vocês sabem do que tô falando!). Destaque também para o bonito vitral do teto e para o ambiente em madeira – na realidade, nesse local, destaque para tudo. O local não é somente um lugar para comprar livros e sim uma pérola na cidade. Notícia ruim: Infelizmente não é permitido tirar foto no local.

Livraria Lello & Irmão

Livraria Lello & Irmão

Palácio da Bolsa: Visita frustrada. Tentei visitar mas só é possível mediante visita guiada, e não tinha mais horário disponível. Cheguei a esperar alguma desistência mas não consegui. Fica pra próxima e fica a dica pra quem pretende conhecer: agende com antecedênciaPreço: 7,50€.

Como minha visita ao Palácio da Bolsa estava frustrada, fui conhecer a Igreja de São Francisco, a pouquíssimos metros do Palácio. A Igreja-museu já passou por várias transformações ao longo do tempo, desde sua fundação em 1245. Originalmente tratava-se de uma igreja românica, posteriormente transformada para o estilo gótico e atualmente possui decoração barroca. O motivo da mudança principal foi um incêndio que destruiu parte do local.

Em seu interior – reza a lenda – que se empregaram mais de 300kg de pó de ouro. Era tanto ouro revestindo a igreja que posteriormente foi fechada para missas por considerarem extremamente exagerada frente à pobreza que a rodeava. Hoje em dia esporadicamente têm concertos de música clássica no local.

Sob a igreja está o cemitério catacumbal, onde enterravam muitos dos irmãos da ordem dos franciscanos, assim como algumas das famílias mais nobres do Porto. Além das sepulturas há também um ossário com milhares de ossos humanos que se pode ver através de um vidro. É bizarro, mas é interessante.

Interior da Igreja | Foto retirada do site oficial da O.S.F

Interior da Igreja | Foto retirada do site oficial da O.S.F

Igreja de São Francisco

Igreja de São Francisco

Ossário

Ossário

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Aqui jaz…

Após isso fui passear na Ribeira, mais conhecida como Cais da Ribeira. Como o nome já diz, está nas margens do rio D’ouro, e de lá você poderá ver as vinícolas dos famosos vinhos do Porto. Porém, atenção: o vinho do Porto é na realidade típico da cidade de Vila Nova de Gaia, do outro lado do rio. O cais da Ribeira é uma zona bastante agradável de ser percorrida, com fachadas coloridas, muito artesanato português e restaurantes pra todos os gostos e bolsos. Nessa ocasião, jantei em um restaurante de frente para o rio (faça o mesmo!). 🙂

Cais da Ribeira

Cais da Ribeira

Cais da Ribeira visto desde Vila Nova de Gaia

Cais da Ribeira visto desde Vila Nova de Gaia

Olha o preço!

Olha o preço!

Orgulho dos portugueses: Fernando Pessoa

Orgulho dos portugueses: Fernando Pessoa

No Cais da Ribeira está a Ponte D. Luís, bonita ponte metálica de dois andares projetada por um discípulo de Gustave Eiffel. O objetivo dessa ponte é ligar a cidade do Porto a Vila Nova de Gaia. Andei somente no andar de baixo e no próximo capítulo conto pra vocês sobre minha visita na cidade do lado de lá. 🙂

Ponte D. Luís I

Ponte D. Luís I

OBS: Esse post e o próximo foram de passeios feitos em um único só dia.

Beijos!

Continue lendo: Visita Caves Ferreira, Café Majestic Porto

O que fazer em Praga: Uma das melhores cidades que visitei

Título curioso né? Já visitei um pouquinho de cidades, mas quando me lembro de Praga me vem à cabeça uma grande vontade de voltar. E nem precisa entrar em nenhuma atração turística não, Praga é a atração. Caminhar pelas ruelas tchecas por si só já é um excelente passeio. 🙂

Praga é a capital da República Tcheca e a principal cidade da região da Bohemia. A cidade é praticamente habitada por tchecos, atingindo 90% da população, e, apesar disso, tem um ar meio cosmopolita. Os tchecos são super simpáticos e bonitos. Espere ser bem atendido em qualquer local que você vá, seja um bar, um bom restaurante ou numa feirinha de rua. Eles terão prazer em atender bem você! Eu confesso que isso me encanta quando conheço algum lugar, pois adoro ter essa boa impressão de povo hospitaleiro, parece que o brilho que a cidade já tem, se destaca ainda mais.

Vou contar pra vocês o que conheci na cidade, lembrando que fiquei nela 2 dias (e 2 noites). Vamos lá!

Monte Petrin:

Nesse monte possui uma torre que é um dos observatórios da cidade. Alguns dizem que a sua estrutura de ferro lembra um pouco a Torre Eiffel, porém não achei, é bem pequena. Destaque para a zona colorida (natural!) ao redor da torre e o passeio de funicular para chegar até ela, já que fica bem no alto da cidade e chegar a pé não é tarefa nada fácil (voltar tudo bem!).

Monte Petrin

Monte Petrin

Trenzinho para chegar ao Monte Petrin

Trenzinho para chegar ao Monte Petrin

Castelo de Praga:

O Castelo de Praga, construído no século IX, é o maior castelo do mundo e o mais importante dos monumentos tchecos. O Castelo está composto por um conjunto de charmosos palácios e edifícios conectados por pequenas e pitorescas ruelas.

Podemos dizer que a  história de Praga começa com a construção do castelo, sua situação estratégica logo o converteu em centro do território e constituiu a residência dos Reis da Bohemia desde sua fundação.

Em 1918 se converteu na residência do presidente da República Tcheca e desde então os presidentes trabalham ali.

Preço: A partir de 250CZK.

Castelo de Praga

Castelo de Praga

Se você quiser tirar foto dentro do castelo, PAGUE e tire à vontade! :)

Se você quiser tirar foto dentro do castelo, PAGUE e tire à vontade! 🙂

Entrada do Castelo de Praga

Entrada do Castelo de Praga

Interior do Castelo de Praga

Interior do Castelo de Praga

O que ver no Castelo?

1 – Catedral de S. Vito:

Com uma importância história e um notável valor artístico, a Catedral de San Vito é o símbolo de Praga e de toda República Tcheca.  A catedral alberga a tumba de Wenceslao IV, as Jóias da Coroa, e é o lugar da coroação dos reis da Bohemia.

Catedral de S. Vito

Catedral de S. Vito

Catedral de S. Vito

Catedral de S. Vito

Vitrais da Catedral de S. Vito

Vitrais da Catedral de S. Vito

Catedral de S. Vito

Catedral de S. Vito

2 – Golden Lane:

A ruela de ouro é especialmente conhecida porque na casa número 22 viveu Franz Kafka, um dos escritores mais influentes do século XX.

Essa ruela está situada no interior do castelo e é composta por casinhas coloridas que foram construídas nos muros do castelo. Já foi habitada por tudo que é gente, inclusive mendigos e delinquentes. Posteriormente todos foram desalojados e as casas convertidas em lojinhas de marionetes, cristais e outros produtos típicos.

História sobre os residentes da ruela de ouro

História sobre os residentes da ruela de ouro

"Vaso sanitário" dos residentes da ruela de ouro

“Vaso sanitário” dos residentes da ruela de ouro

Ruela de ouro

Ruela de ouro

Ponte de Carlos:

A famosa ponte comunica a cidade velha com a cidade pequena. A ponte mede mais de 500m de comprimento e 10m de largura, e é uma ponte apenas para pedestre. Vá sem pressa admirar cada detalhe e cada ângulo das belas paisagens que o local oferece. Ao longo da ponte existem 30 esculturas de profetas e algumas delas carregam algumas lendas que fazem os turistas tocarem nas estátuas e fazer um pedido. Vai que é verdade…

Ponte de Carlos

Ponte de Carlos

Estátuas da Ponte Carlos

Estátuas da Ponte Carlos

Paisagem...

Paisagem…

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*_*

*_*

De tanto tocar ficou dourado... :)

De tanto tocar ficou dourado… 🙂

De tanto tocar ficou dourado... :)

De tanto tocar ficou dourado… 🙂

Não dá vontade de passar o dia inteiro olhando...? :)

Não dá vontade de passar o dia inteiro olhando…? 🙂

Lindo!!!

Lindo!!!

Vale tirar foto com a guarda do Castelo?

Vale tirar foto com a guarda do Castelo?

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Torre da Pólvora:

Construída em 1475 como uma das 13 portas da muralha fortificada que davam acesso à cidade, esta torre de estilo gótico foi destruída em 1541 por um avassalador incêndio e posteriormente reconstruída. Alguns anos mais tarde o local foi utilizado como lugar de armazenamento de pólvora, daí o seu nome.

É possível subir para admirar a cidade do alto, porém eu confesso que estava com muita preguiça de subir degraus e degraus de escada. Aos interessados, paga-se 75CZK pela entrada.

Torre da Pólvora

Torre da Pólvora

Prague Beer Museum Pub:

Esse bar poderia ser melhor, se não tivessem tantos fumantes fumando no seu interior. Em Praga é permitido fumar em ambientes fechados, e nesse não era diferente. Porém, as cervejas são excelentes! Pra quem não sabe, a República Tcheca é o país onde mais bebem cerveja no mundo, então não duvidem quando eu disser que cerveja por lá é coisa séria. Pedimos um do menu degustação que ganhou meu respeito, na amostra vinham 6 tipos de cervejas e não eram muito caras. Apesar do mau cheiro do ambiente, vale a pena a visita. 🙂 Endereço: Dlouhá 46, Prague 1, Czech Republic.

Prague Beer Museum

Prague Beer Museum

Prague Beer Museum

Prague Beer Museum

Prague Beer Museum: Quanto gastar?

Prague Beer Museum: Quanto gastar?

Relógio Astronômico de Praga:

Imperdível ir a Praga e não conhecer o relógio medieval mais antigo do mundo. Além de vê-lo, é necessário assistir o mini-espetáculo que tem de hora em hora, em que os 12 apóstolos “desfilam” nas janelas superiores do relógio. 🙂 Além dos apóstolos, aparecem 4 figuras pitorescas como o Turco, a Avareza, a Vaidade e a Morte, um esqueleto que marca o início do desfile. A cada hora cheia centenas de curiosos ficam esperando o “espetáculo” começar – e claro que eu não iria ficar de fora. 🙂 Horário: Diariamente de 8h às 20h, na Praça da Cidade Velha.

Relógio Astronômico de Praga

Relógio Astronômico de Praga

Praça de Wenceslao:

Apesar de famosinha, achei uma praça bem feinha, mais parecendo uma grande avenida recheada de hotéis, bares e lojas. Me pareceu uma área bastante comercial e sem muita beleza. Porém, o local já foi palco de importantes manifestações e acontecimentos recentes da história de Praga e da República Tcheca em geral.

Praça de Wenceslao

Praça de Wenceslao

Praça de Wenceslao

Praça de Wenceslao

Além dessas atrações citadas, existem outras como o cemitério judio (por mais de 300 anos foi o único da cidade em que era permitido enterrar judeus), sinagogas judias e a casa municipal, belíssimo edifício de estilo Art-Nouveau. A Casa Municipal foi o cenário da histórica proclamação da Independência da Tchecoslovaquia.

Casa Municipal

Casa Municipal

Outro lugar interessante é a Capela de Loreto, uma réplica da casa onde supostamente teve lugar a Anunciação a Virgem Maria. OBS: A casa original se encontra em Loreto, na Itália. Endereço: Loretánské nám?stí 7, Praga 1. Preço da visita: 130CZK.

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O que fazer em Praga? Ah…. só andar pelas ruelas de Praga já é uma atração.

Não deixem de ir!

Beijos

O que comer em Praga?

Não deixe de apreciar a comida de rua de Praga, pois você se deparará com ótimos sabores, inclusive o meu preferido: o Trdelnik. Esse nome estrambólico é uma massa assada em forma de espiral, e que quando está pronta, é passada no açúcar e canela, amendoim e para os gordinhos como eu, nutella. 🙂 Eu simplesmente amei esse negócio! 🙂 Não deixem de provar e claro, pedir um bom vinho quente pra acompanhar.

Trdelnik

Trdelnik

Trdlo

Trdlo

Onde comer Trdlo?

Onde comer Trdlo?

Outro lugar que gostei de comer foi o U Parlamentu. Pedi um goulash, prato típico da Hungria mas muito comum em Praga também. Nada mais é do que um bolinho de carne com molho e servido com repolho. O sabor é um pouco peculiar e não será a melhor comida que comeu na vida, mas é gostoso, acredite! Para acompanhar, uma legítima cerveja tcheca. A título de curiosidade, vocês sabiam que é na República Tcheca que estão os maiores bebedores de cerveja do mundo? Endereço: Valentinská 52/8.

Restaurante U Parlamentu

Restaurante U Parlamentu

Goulash

Goulash

Quanto gastar para almoçar com entrada, prato principal e cerveja (3 pessoas).

Quanto gastar para almoçar com entrada, prato principal e cerveja (3 pessoas).

Outra coisa comum, principalmente para quem viaja em época de frio, são os mercados de inverno. Fui em um perto do hotel em que estava hospedada e em frente ao shopping Palladium que era bem bacaninha: barraquinhas de madeira que vendiam produtos típicos tchecos, vinho quente, salsichas tchecas assadas e pão. A comida pareceu bem condimentada, e eu encarei somente o vinho com salsicha.

Comidinhas de Praga, vai encarar?

Comidinhas de Praga, vai encarar?

E assim o povo fica congelando na rua... comendo...bebendo...em pé mesmo!

E assim o povo fica congelando na rua… comendo…bebendo…em pé mesmo!

Mercadinhos de rua de Praga

Mercadinhos de rua de Praga

Salsicha tcheca com vinho quente pra fechar a noite...

Salsicha tcheca com vinho quente pra fechar a noite…

O preço das atrações e das comidas em Praga são muito em conta. Por exemplo, cambiei 100€ por dia para meu marido e eu e ainda sobrou. Com esse dinheiro conseguimos comer, visitar as atrações pagas e ainda comprar alguns souvenirs. 🙂

Um beijo!

Budapeste: Paris do Leste Europeu?

Após minha viagem por Viena, enfrentei umas horinhas de ônibus pra ir pra Budapeste. Ah, eu não poderia deixar de visitar essa cidade. Cismei em conhecê-la há alguns anos atrás, quando li o livro “Budapeste”, do Chico Buarque. Meu marido perguntou inúmeras vezes “vamos pra Budapeste mesmo?” SIM, VAMOS LÁ!

Infelizmente a maldita companhia aérea (Ryanair) alterou o horário do meu vôo e eu não pude ficar o tempo que gostaria. Um vôo que era pra sair às 22h partiu às 10h e eu nada pude fazer pra ter menos prejuízo. Nessa hora senti saudade do Brasil…

Só pude contemplar Budapeste à noite, mas mesmo assim valeu muito a pena. Na minha chegada, peguei o metrô para ir para o hotel e percebi que não existiam catracas. PORÉM, existiam vários funcionários pedindo para ver o bilhete logo ao sair. Dica: Fiquem espertos e mantenham consigo o bilhete do metrô até literalmente sair da estação.

O idioma de Budapeste é o húngaro, que segundo Chico é a única língua que o diabo respeita… como na maioria das cidades europeias que visitei, também não tive problemas em usar o inglês. 🙂

Minha vontade maior era ver a Ponte das Correntes, cartão postal da cidade. Ela é linda como imaginei e mais um pouco. Essa foi a primeira ponte a ligar o bairro de Buda com o de Peste em 1849 e oferece vistas magníficas sobre o Rio Danubio, o segundo maior rio da Europa.

A paisagem é espetacular! Inclusive caminhar às margens do Danúbio é de cair o queixo! 🙂 Lindo-de-morreeeeeeeer! Gente, que cidade agradável! Não me segurei em soltar um “e vocês nem queriam vir né?” pro meu marido e pro nosso amigo que nos acompanhava na viagem. Eles também estavam basbaqueados.

Ponte das Correntes

Ponte das Correntes

Ali pertinho está o Parlamento Húngaro, e fui caminhando até chegar até ele. Esse é o edifício mais famoso da cidade e é possível visitá-lo durante o dia. Se de dia ele é bonito, à noite ele é mais. Tive sorte de passar minha (única) noite em Budapeste sob um céu bem estrelado contemplando esse magnífico lugar.

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Um escândalo né?

Também perto, porém no alto, está o Castelo de Buda (também chamado de palácio real), que eu não pude entrar pra conhecer mas que parece ser muito bom. É o castelo histórico dos reis da Hungria, PORTANTO não deixe de visitar.

Aos fundos da Ponte das Correntes, outra paisagem espetacular...

Aos fundos da Ponte das Correntes, outra paisagem espetacular…

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Castelo de Buda

Após caminhar um bom tempo às margens do Danubio, fomos na Vaci Utca, uma ruela bem movimentada. Cheia de bares, restaurantes, lojas, etc. Aproveitamos e demos uma esticadinha numa feira de rua que tinha por lá e provamos uma salsicha húngara de sabor peculiar, mas bom. 🙂 Se estiver procurando lugar para comer ou comprar, esse é o lugar.

Salsicha húngara

Salsicha húngara

Depois fomos bater perna à noite pela cidade e ficamos num barzinho…onde passamos boa parte da noite… mas antes passamos por um mercado noturno em que podemos comprar cerveja, comida típica e tem até uma roda gigante para quem quer se aventurar. Aos curiosos, o local chama-se Erzsébet tér, porém, o frio não ajudava a subir na roda gigante não…

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Erzsébet tér

Erzsébet tér

Preço do passeio na roda gigante

Preço do passeio na roda gigante

Próximo ao hotel onde me hospedei estava o Museu de Belas Artes de Budapeste (Szépmuvészeti Múzeum), cuja coleção é composta de arte internacional (não húngara), incluindo todo os períodos da arte europeia. Há seis seções: arte egípcia, arte antiga, escultura antiga, pinturas antigas, coleção moderna e coleção gráfica. Aos aficionados por museu, um prato cheio.

Szépmuvészeti Múzeum

Szépmuvészeti Múzeum

Infelizmente minha estadia na capital húngara foi curtíssima, graças a Ryanair que alterou meu vôo pouquíssimas semanas antes do mesmo e já não podíamos mais fazer nada. Mas só de já ter pisado em Budapeste e aproveitado um pouquinho fez valer a pena. 🙂

A vida noturna na cidade me pareceu muito boa, bares lotados de gente animada, música bacana e gente bonita. Gente, como as pessoas húngaras são bonitas! Ainda bem que passei pouco tempo lá, já pensou alguma húngara dá uma piscadinha pro meu marido? hahaha (riso nervoso).

Dica para quem dispõe de pouco tempo na cidade: Contrate um jantar a bordo de um dos barcos que passeiam pelo Danubio. A proposta me pareceu espetacular, mas infelizmente como estava muito frio quando fomos o número de passeios foram reduzidos e não conseguimos ir. O preço era excelente se comparado aos passeios semelhantes nas outras capitais europeias e com uma beleza extraordinária (preço médio 50€ com jantar). Já ouviram dizer que Budapeste é Paris do leste europeu? Pois é…

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Minha carinha de quem não queria ir embora 🙁

Um beijo!

Atrações imperdíveis em Viena

Viena me encantou desde que coloquei os pés na cidade. Sabia que seria um lugar encantador, ainda mais em tempos de frio, que dá um charminho a mais. Viena é sinônimo de boa música, berço de grandes compositores como Beethoven e Mozart*, além de abrigar – segundo especialistas – a ópera com melhor acústica do mundo. Viena é cultura, Viena é um charme.

A cidade foi eleita pela quarta vez a melhor cidade para viver do mundo, segundo consultoria internacional Mercer. As qualidades destacáveis são a estabilidade econômica, política, boa infraestrutura,  cidade segura e enorme oferta cultural.

A capital da Áustria está situada às margens do Rio Danubio e o idioma oficial é o alemão. Particularmente, não tive problemas em falar inglês na cidade e não vi nenhum brasileiro perdido por lá. Estranho né? geralmente esbarramos com trocentos brazucas por aí. Posso até está enganada, mas acho que Viena não é um dos destinos favoritos dos meus conterrâneos – bobagem, pois não sabem o que estão perdendo!.

*Mozart nasceu em Salzburgo, mas viveu e morreu na capital.

Vou contar pra vocês sobre as atrações imperdíveis em Viena em 2 dias (inteiros):

  • Palácio Imperial de Hofburg

Lugar de residência dos Habsburgo por mais de 600 anos, esse conjunto arquitetônico abriga os antigos aposentos imperiais, a Biblioteca Nacional de Áustria e a Escola de inverno de Equitação. Eu, particularmente, visitei os aposentos imperiais e a biblioteca (ingressos separados). Nos aposentos reais está exposta toda a prataria imperial, porcelanas, cristaleiras e demais objetos de cozinha, além dos quartos imperiais. No mesmo lugar está o Museu Sisi, que eu simplesmente AMEI!. Poderia dizer que minha visita a Viena começou a valer a pena quando conheci esse lugar. No museu não deixe de ouvir os relatos pelo áudio-guia, em que contará partes da vida melancólica dela, seus problemas, seus poemas. Podemos ver também vários vestidos usados por ela e outros objetos pessoais. Os relatos são magníficos e conta inclusive sobre seu terrível e inesperado assassinato e a célebre frase proferida pelo Rei Francisco José de Áustria quando soube do ocorrido: “ah, vocês não sabem o quanto amei essa mulher…”. 🙂

Se você não conhece um pouco da história da Sisi talvez não ache muito interessante, e se você não tem nem um pingo de sensibilidade tampouco. Meu marido deu várias voltas no museu e eu ainda estava na segunda sala… Ingresso com áudio- guia: 13,90€.

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Considerada uma das bibliotecas históricas mais belas do mundo, está localizada no complexo do Palácio de Hofburg e foi construída em pleno século XVII sob as ordens do Imperador Carlos VI. Espere encontrar além de livros muito mármore, estátuas, pinturas e afrescos no teto. No local conservam-se mais de 200 mil livros que compreende os anos de 1500 a 1850. Dica: A entrada para a Biblioteca não é a mesma entrada dos aposentos imperiais e o ingresso também deve ser comprado separadamente (no próprio hall da biblioteca tem uma bilheteria). Grau de lindeza: Imperdível 🙂 Ingresso: 7,00€.

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

  • Naschmarkt

Sou do tipo que a-d-o-r-a visitar os mercados principais das cidades, mesmo que os preços sejam mais inflacionados que os demais. Neles podemos ver e ter uma noção do que a população em geral gosta, o que consomem, quanto pagam em média pelos produtos, e claro, provar algumas coisinhas que eu ache interessante. 🙂

Lembrando que ao fazer sua reserva de hotel por esse link você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! :)

No Naschmarkt não foi diferente. O principal mercado da capital existe desde o século XVI e esbanja muita cor, muita simpatia dos funcionários e preços não tão caros. Inclusive no local têm uns restaurantes fechados pra quem quiser ter uma refeição mais sossegada. Dica: Fecha aos domingos.

Castanha do Pará invadindo o mundo!

Castanha do Pará invadindo o mundo!

  •  Ringstrassen

Essa famosa avenida possui um formato circular que rodeia o centro de Viena, e é nela que estão as mais bonitas obras arquitetônicas. Antigamente Viena era protegida por uma muralha, que foi derrubada e construída a que hoje é a Ringstrassen. Nela estão o Palácio de Hofburg, a Bolsa de Valores, a Prefeitura, o Parlamento, etc.

Parlamento

Parlamento

  • Catedral de São Estevão

A igreja que Mozart casou é a sede principal da arquidiocese de Viena. Possui estilo gótico e algumas coisas estilo barroco e eu, particularmente, achei um pouco sombria. Confesso que não gostei muito, mas já que estava andando pelo centro da cidade – onde ela está situada – por que não entrar né? Preço: Entrada gratuita. Um áudio-guia está disponível por 4,50€.

Catedral de São Estevão

Catedral de São Estevão

  • Hundertwasser

Apesar de eu ter ido às 17h visitar, já havia escurecido e não pude contemplar muito o colorido que exala o local. O Hundertwasser nada mais é do que um complexo residencial com um aspecto digamos que diferente. Algumas pessoas dizem que o pintor Friedensreich Hundertwasser era o Gaudí austríaco. O curioso é que dentro das casas crescem árvores e é possível ver algumas saindo pelas janelas… Atração gratuita. Dica: Se quiser comprar souvenir, o centro comercial que tem bem em frente tem ótimas opções e é uma gracinha. 🙂

Hundertwasser (valeu a intenção de tirar foto!)

Hundertwasser (valeu a intenção de tirar foto!)

Hundertwasser | Centro comercial

Hundertwasser | Centro comercial

Hundertwasser | Centro comercial

Hundertwasser | Centro comercial

Sejam bem vindos ao parque de diversão mais antigo do mundo! Nesse lugar está a também roda gigante mais antiga do planeta, com de 60 metros de altura e com 120 aninhos em 2017. A roda gigante foi inaugurada durante a celebração do 50º aniversário da coroação de Francisco José I.

Ao longo da sua história, a famosa roda gigante sobreviveu a grandes catástrofes naturais e conflitos bélicos. Durante a I Guerra Mundial, teve que parar de funcionar por 2 anos. O brinquedo original possuía 30 cabines, e atualmente só possuem 15, pois as demais não puderam ser recolocadas. Inclusive uma das 15 cabines ainda é a original, porém não divulgam qual (será que fui nela?). 🙂

Eu confesso que fiquei com um pouco de medo de andar nessa roda gigante, ela treme demais!. Em determinado momento, quando estava bem no topo, o vento estava muito forte e eu fiquei sentadinha, nem ousei levantar pra não balançar mais ainda… hahahaha. Mas não liguem, sou uma medrosa assumida.

Aos mais abastados, é possível jantar em uma das cabines e avistar Viena do alto. Com certeza uma experiência diferente e válida. Preço do passeio: 10,00€. Para comprar online, clique aqui.

Vale ressaltar que a entrada no parque é gratuita e você paga avulso os brinquedos que quiser ir. Dentro dele também está o Museu de Cera Madame Tussauds, mas nesse eu não fui. O Prater é um lugar imperdível para quem viaja com crianças.

Roda gigante mais antiga do mundo

Roda gigante mais antiga do mundo

Reconstrução da roda gigante

Reconstrução da roda gigante

#medo

#medo

Em Viena o que não falta é palácio né? Então vamos lá pro próximo! O Schönbrunn era a “humilde” residência de verão dos imperadores, e em seu interior pode-se ver toda a suntuosidade definida em estilo rococó. Antigamente o Palácio ficava fora de Viena, porém a cidade cresceu e abocanhou a região onde é o Palácio. Destaque para o salão em que celebravam os banquetes imperiais e os quartos. Dica: Existem dois ingressos disponíveis para a compra no local, o “Imperial Tour” (mais curto – 14,20€) e o “Grand Tour” (maior – 17,50€). Infelizmente não é permitido fotografar.

Para quem tem interesse em zoológicos, pertinho do Palácio está o Tiergarten, o zoológico mais antigo do mundo.

Redondezas do Schönbrunn, não é uma graça?

Redondezas do Schönbrunn, não é uma graça?

Schönbrunn

Schönbrunn

Schönbrunn

Schönbrunn

AMO essas paisagens de outono! *_*

AMO essas paisagens de outono! *_*

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  • Ópera

Um dos meus motivos para querer voltar a Viena um dia é sua aclamada Ópera. É possível visitá-la sem que seja para assistir um concerto, mas eu não dei sorte e não consegui fazer a visita, pois no dia que eu fui estava fechada para visitação. Dica: Se você quiser assistir uma ópera nesse lugar é possível assistir de pé pagando apenas 3€, porém, não é possível comprar ingresso antecipado e é necessário chegar com pelo menos 1:30h de antecedência do espetáculo, pois as filas costumam ser gigantes. Para ver a programação e comprar ingresso antecipado, clique aqui.

Ópera de Viena

Ópera de Viena

  • Mercado de Natal: Wiener Adventzauber

Dica de uma amiga austríaca que conheci durante minha viagem pela Irlanda, os mercados de Natal são uma ótima oportunidade para quem ainda não comprou artigos de decoração natalina. E o mercado não se resume a isso, ele também é ótimo local para ter uma comida rápida, comer biscoitos típicos e decorados ou um Glühwein, mais conhecido como vinho quente, em dias mais frios (o que não é difícil em Viena). A decoração do local é uma atração à parte, e por está em frente à sede da Prefeitura, torna o lugar mais lindo ainda!. Essa viagem foi feita em meados de novembro, com o inverno batendo na porta, mas o mercado se estende até o dia 24/12. Entrada gratuita. Dica: É possível assistir um concerto natalino  dentro do prédio da Prefeitura gratuitamente no período de 28/11 a 21/12, de quinta a domingo, das 15:30 às 19:00h.

Além desse mercado de natal, que é o mais famoso da cidade, existe outro em frente ao Palácio Schönbrunn, porém nos dias em que eu estava em Viena ainda não estava em funcionamento. Para quem tem interesse, funciona de 23/11 a 26/12.

Antiga sede da Prefeitura

Antiga sede da Prefeitura

Christmas Market, não é lindinho?

Christmas Market

Enfeites natalinos...

Enfeites natalinos…

Guloseima... (essa eu comi, é boa!)

Guloseima… (essa eu comi, é boa!)

Fui parar nos Jardins de Belvedere por acaso, peguei um bonde no mercado de natal pra dar uma volta na cidade, me deparei com o palácio e desci do bonde. A residência de verão do Príncipe Eugênio de Savoya, segundo o que li, decepciona quem visita o interior. Verdade ou mentira, não entrei e visitei somente o Jardim. Segundo relatos de pessoas que entraram, é bem mais interessante por fora.

Realmente o Jardim é belo! Moldado em estilo francês, é um ótimo lugar para os dias de sol. Muitas esculturas, belas paisagens e ambiente super limpo. Apesar de não ter entrado no meu roteiro inicial de viagem, adorei ter conhecido. 🙂 Para visitar os Jardins, a entrada é gratuita.

No local tem um espelhão maravilhoso pra tirar foto e sair o palácio ao fundo! :)

No local tem um espelhão maravilhoso pra tirar foto e sair o palácio ao fundo! 🙂

Inclua os Jardins de Belvedere na lista "atrações imperdíveis em Viena" e você não vai se arrepender!

Inclua os Jardins de Belvedere na lista “atrações imperdíveis em Viena” e você não vai se arrepender!

Belvedere

Belvedere

Jardins de Belvedere

Jardins de Belvedere

E para os curiosos que estão se perguntando se não comi a famosa Torta Sacher do Café Sacher, saibam que comi sim! E não achei essa coca-cola toda não. Ambiente muito requintado, elegante, caro e com a torta super seca, parecendo ser do dia anterior. MAS, para quem quiser ir mesmo assim, que fique claro que é somente a minha opinião. Existem outras melhores na cidade.

Café Sacher

Café Sacher

História da Torta original

História da Torta original

Torta Sacher do Café Sacher

Torta Sacher do Café Sacher

Curiosidades… Imperatriz Sisi

Imperatriz Sisi | Foto tirada do wikipedia

Imperatriz Sisi | Foto tirada do wikipedia

Elisabeth, rainha consorte de Hungria, duquesa de Bavária, Imperatriz de Áustria e esposa do poderoso Francisco José de Áustria. Se negou a cumprir com as obrigações da corte e rompeu os moldes de sua época. Essa belíssima e complicada imperatriz encantava a todos por sua simplicidade, carisma e personalidade diferente das demais mulheres. Conhecer a história da Sisi é conhecer e estremecer diante de uma imensidão de curiosidades e afinidades. Fã de equitação, uma mulher rebelde e culta. A bonita mulher possuía 49cm de cintura e era anoréxica e bulímica, sempre preocupada com sua aparência. O seu cabelo ia até os pés, e contraditoriamente com a figura vaidosa, ela gostava mesmo era de tomar cerveja com o pai, e passou por inúmeros problemas com a sogra por sua falta de interesse com a etiqueta real.

Eu poderia ficar falando sobre a imperatriz o resto do post, mas não é o caso né? Se você ainda não viu a trilogia de 1950 que fala sobre sua vida, recomendo fortemente que veja, pois foi um dos melhores filmes que já assisti. E mesmo sendo um filme tão antigo, é um filme que me tocou – principalmente por já ter visto toda aquela beleza presente na película. Os lugares, os palácios, os vestidos – inclusive de noiva e todo aquele mundo cruelmente fechado que ela não queria participar mas não podia.

A Áustria me deixou com gostinho de quero mais, e pretendo um dia – não muito distante – voltar pra esse lugar tão lindo e desbravar outras cidades menos conhecidas. Meu tempo de estadia na cidade foi de apenas 2 dias, mas com um pique grande consegui conhecer tudo o que escrevi e mais alguns. 🙂

E vocês? Já visitaram a Áustria?

Continue lendo: Onde ficar em Viena

Memorial Sachsenhausen, Oraniemburg

O Memorial Sachsenhausen, conhecido campo de concentração nas redondezas de Berlim, era uma das atrações imperdíveis na minha viagem, apesar de ser um local triste. Vale alertar que não é o tipo de programa que todo mundo gosta de conhecer e que pra visitar um lugar desse é preciso ser – pelo menos um pouquinho – forte.

O Campo está localizado na cidade de Oranienburg, bonita cidade vizinha a Berlim e com acesso muito fácil da capital.

Oranienburg no outono

Oranienburg no outono

COMO CHEGAR DE TREM

Pegue o S1 (S-bahn Wannsee para Oranienburg) até a Estação Oranienburg. Essa é a última parada e demora uns 45 minutos desde a Estação Berlin-Friedrichstraße. Os trens partem a cada 20 minutos.

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Estação Oranienburg

Ao chegar na estação de trem você terá duas opções:

1) Esperar os ônibus 804/821, que deixam até a porta do local – parada Gedenkstätte;

2) Andar por mais ou menos 20 minutos até o destino.

Eu, particularmente, fui andando e voltei de ônibus. Achei a ida bem agradável, cheia de ruas bonitas e coloridas. Porém, na volta, como estava muito frio voltei de ônibus.

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Ponto de ônibus em Oranienburg

FUNCIONAMENTO

  • 15 de março a 14 de outubro: diariamente entre 8:30h – 18:00h
  • 15 de outubro a 14 de março: diariamente entre 8:30h – 16:30h

ENDEREÇO

Straße der Nationen 22
D-16515 Oranienburg

PREÇO

Entrada gratuita. Se quiser um audioguia (altamente recomendável) custa 3€.

VISITA

Entre 1936 e 1945 mais de 200.000 presos “viveram” no campo de concentração, que foi construído para ser “referência” e servir de modelo para outros que surgiriam. Os primeiros prisioneiros foram adversários políticos do regime nacional-socialista mas, mais tarde, começaram a se formar também alguns grupos que os nazistas consideravam inferiores tanto racial como biologicamente (homossexuais, judeus, negros, etc).

Milhares morreram devido às doenças, aos trabalhos forçados e à fome, ou quando não, eram vítimas das técnicas de extermínio massiva empregadas.

Em agosto de 1945, o Campo de Concentração Sachsenhausen se converteu em um campo especial soviético. Três meses depois de terminar a guerra, quando a Europa se viu livre das garras do nazismo, o serviço secreto soviético mudou seu Campo Especial nº 7 para Sachsenhausen.

Alguns lugares provocam mais “calafrios” durante a visita, entre eles:

  • Barracões destinados à enfermaria: Não é novidade pra ninguém que no campo se realizaram milhares de crimes médicos, nos quais assassinavam os doentes e realizavam perigosos experimentos médicos aos presos. Eu confesso que chorei nessa sala. Imaginar o quanto de sofrimento tinha ali e o quanto eles eram torturados foi suficiente pra cair umas lágrimas dos meus olhos.
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Enfermaria

  • Cozinha dos prisioneiros: Os presos mais “obedientes” eram mandados para trabalhar na cozinha e é o que todos almejavam, pois tinham a possibilidade de comer um pouco mais que os demais. Confesso que foi chocante ouvir o que eles comiam: batatas estragadas, além de outras poucas coisas. Os presos tinham que conviver diariamente com o forte cheiro de batatas podres (vocês já sentiram esse cheiro? é horrível!).
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Cozinha dos prisioneiros: dentro desse local colocavam as batatas

  • Pista para teste de sapatos novos: Os novos prisioneiros eram obrigados a caminhar ou correr o dia INTEIRO com as botas novas que seriam usadas pelos soldados, somente para lacear e testar a qualidade. Se fizesse chuva ou sol, cruel, era proibido parar.
  • Estação Z: Se você entra no Campo pelo portão A, o que esperar do Z? A Estação Z funcionou como um local de execução e pelo menos 10 mil pessoas perderam a vida lá – uma das formas de perdê-la era ser colocado em uma câmara de gás, entre outras não menos cruéis. Além de ser local de execução, também era um crematório.
Estação Z

Estação Z

O curioso é que na entrada do Campo, na Torre A, tem uma frase na grade escrito “Arbeit macht frei” (vide foto abaixo), utilizada em vários campos de concentração e extermínio, que significa: “o trabalho te liberta” – pura contradição, pois todas as pessoas que tentaram fugir do campo, morreram sem piedade. Não existe um registro sequer de alguém que conseguiu fugir do local.

Torre A

Torre A

O trabalho te liberta?

O trabalho te liberta?

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Roupa original usada por um soldado nazista

Memorial Sachsenhausen: Roupa original usada por um prisioneiro

Memorial Sachsenhausen: Roupa original usada por um prisioneiro

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Local usado para matar os prisioneiros, com uma foto original de como era

Interessante também pensar que em meio a tanta crueldade nesse passado não tão distante da Alemanha, eles mantêm o memorial como forma de mostrar “o que não se pode fazer” com os outros. É quase como uma lição do quão terrível foi a época e que o mundo NÃO deve repetir esse erro.

Conhecer esse Campo de Concentração era uma das prioridades da minha estadia na Alemanha, pode parecer triste, e obviamente é, mas acho inadmissível ir até lá e não conhecer um pouco dessa história negra. Presenciar e imaginar quantas pessoas inocentes morreram brutalmente ali, e refletir um pouco sobre a humanidade e o que o poder é capaz de fazer é realmente de tirar o fôlego.

Se você é forte e está de passagem por Berlim, aproveite a proximidade com a capital para esticar até Oranienburg.

E vocês? Já fizeram algum passeio do gênero?

Beijos!

Continue lendo: O que fazer em Berlim, Onde comer comida alemã em Berlim

Como é viajar de ônibus com a Student Agency

Se você tem medo de andar de avião, ou não gosta dos altos preços do trem ou por acaso optou por ônibus por ser mais barato para se locomover na Europa, leia esse post.

Viajar de ônibus é uma ótima opção, pois não precisamos de todas aquelas horas de antecedência no aeroporto, controle de segurança, check-in, turbulência, longas distâncias dos aeroportos, etc. Quando o trajeto não é tão longo, acho que vale muito mais a pena.

Depois de conhecer Berlim resolvemos ir para Praga, a capital da República Tcheca. Comprei as passagens antecipadas e confesso que a Student Agency me deixou um pouco insegura: eu não conhecia ninguém que já tinha viajado com a companhia, não encontrei blogs que tratassem do assunto de forma mais satisfatória e enfim… sou insegura por natureza.

Meu ônibus partiu da estação ZOB am Funkturm (plataforma 13), em Berlim, com direção a ÚAN Florenc, a principal estação de ônibus de Praga, situada numa região central e com fácil acesso para os principais lugares.

ZOB am Funkturm

ZOB am Funkturm

DICA: Não existe metrô/trem interligado a essa estação, então você precisará pegar o metrô e descer na estação  Kaiserdamm (linha U2) e andar um bocadinho (coisa de no máximo 5 minutinhos). 

Ao chegar na estação ZOB am Funkturm a surpresa: o ônibus era novo, limpo e bastante pontual. Não precisei imprimir outro bilhete na estação e tampouco passar pelo controle da companhia (isso já aconteceu comigo numa viagem na Inglaterra e foi bastante chato, pois perdi muito tempo na fila). Cheguei na estação e já entrei no ônibus, sem burocracia ou quaisquer entraves.

Ônibus da Student Agency

Ônibus da Student Agency

O ônibus tinha televisão a bordo com vários filmes (inclusive em inglês), fone de ouvido, jogos, aquecedor satisfatório, serviço de bordo do tipo chocolatinho quente pra aquecer, ou café, para os mais aficionados pela bebida. Além disso, biscoitos e chocolates poderiam ser comprados à vontade sem atrapalhar o motorista, pois havia uma funcionária só pra isso (e ela falava inglês perfeitamente). Ah, o ônibus também tinha banheiro e wifi (com bom sinal!). 🙂

Algum filme que assisti e já esqueci...

Algum filme que assisti e já esqueci…

O preço da passagem para o trecho mencionado custou 23€ e teve poucas paradas, somente do tipo pra buscar pessoas e pronto. A duração do trecho foi de aproximadamente 4:55 (que passaram voando…).

Se alguém tem dúvidas se vale a pena viajar com essa empresa, minha resposta sem dúvidas é SIM! Em outra ocasião comprei passagem da Eurolines, pois havia lido que era a melhor, porém não achei – achei a Student Agency bem melhor.

E vocês? Já viajaram com essa empresa?

Um beijo!

Onde comer comida alemã em Berlim

Por acaso em uma de minhas andanças pelo bairro Alexanderplatz encontrei esse restaurante. Havia ouvido que a tal zona de Alexanderplatz era uma boa opção para jantar, mas confesso que demorei um pouquinho a achar uma opção interessante de onde comer comida alemã em Berlim.

Se em sua viagem pra Alemanha não der pra encaixar Munique (como a minha) saiba que há um pedacinho da Bavária em Alexanderplatz! Ele se chama Hofbräu Munchen Berlin e você encontrará comida típica, salsichas, música regional e trajes típicos (dirndl e lederhosen). Um pedaço da Bavária do Oktober fest e das salsichas brancas bem ali, no famoso bairro. Assistam um pouquinho do que tinha lá:

Não sei se foi o fato de estar na Alemanha, de querer ouvir uma musiquinha alemã, de querer tomar cerveja alemã que me fez gostar desse lugar. Pois tudo que eu estava buscando naquela noite, eu encontrei. 🙂 O ambiente é super animado e  diferente dos ambientes formais da capital germânica. Bom não somente pra quem quer comer, mas para quem quer conhecer um pouco mais da cultura do país. O restaurante tem capacidade pra 3 mil pessoas e se você realmente quiser ir, faça uma reserva antes. Já li relatos de pessoas que não conseguiram entrar (mesmo tendo tanto espaço!).

Hofbräu Munchen Berlin

Hofbräu Munchen Berlin

Hofbräu Munchen Berlin

Hofbräu Munchen Berlin

Meu marido pediu o clássico joelho de porco com repolho, molho de cerveja e bolas de batata (15,90€) e eu um frango assado – que apesar de ser frango, estava uma delícia (10,90€). Pra acompanhar, umas cervejinhas (que de inhas, não tinham nada).

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Hendl (Frango assado)

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Resche Haxe (joelho de porco)

Onde comer comida alemã em Berlim

Onde comer comida alemã em Berlim

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Quanto gastamos? 3 cervejas + 3 pratos

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Berlim

Dica: Se você não estiver com vontade de beber muito, atente para o tamanho da cerveja que pede, pois os copos são gigantes. Pode ser que você inocentemente peça uma Maß, cujo volume é de 1 litro (7,90€).

Funcionamento: Sexta e sábado, de 10h às 2h – Domingo à quinta, de 10h às 01h (pra quem estranhou o horário cedo, saibam que no local eles também servem café da manhã).

Se quiser fazer uma reserva, é possível fazê-la por e-mail: reservierung@berlin-hofbraeu.de.

Um beijo!

Continue lendo: O que fazer em Berlim em 2 dias, Campo de Concentração próximo a Berlim

O que fazer em Berlim em 2 dias

Comprei minha passagem pra visitar Berlim despretensiosamente, sem saber que no final de semana que eu estaria lá seria aniversário de 25 anos da queda do muro e que por esse motivo a cidade estaria em festa. Por esse motivo (e eu nem me toquei) a passagem estava um pouco mais cara que normalmente: aproximadamente 65€ por trecho.

A capital da Alemanha é uma mega cidade e um dos mais influentes centros mundiais de cultura, política e ciência. Grandes decisões político-econômicas também são tomadas lá. Eu, particularmente, não me encantei com a cidade, mas também não desgostei, achei a viagem boa e um bom lugar pra conhecer.

Lembrando que ao fazer a reserva pelos meus links do hotéis.com ou booking você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! 

Como todos já podem imaginar, o turismo em Berlim é basicamente voltado para assuntos ligados à Grande Guerra, a qual devastou o país. Vou detalhar um pouquinho meu roteiro e as coisas que vi, lembrando que fiquei na capital apenas um final de semana (inteiro):

  • Portão de Brandemburgo

Símbolo da cidade e uma das portas de entrada a Berlim, por ela passavam os membros da realeza, as tropas de Napoleão e alguns desfiles nazistas. Seu estilo lembra um pouco a Acrópole de Atenas (afinal, o que não lembra lá?). O portão foi inaugurado em 1791 como sinal de triunfo da paz sob as armas. No alto do portão tem uma escultura de uma deusa com quatro cavalos, porém a que vemos atualmente é uma cópia, já que a original foi destruída na II Guerra Mundial.

Quando fui, o Portão estava totalmente iluminado e havia um palco montado bem próximo em que estava tendo show de cantores regionais e contava com a presença nada mais nada menos de Ângela Merkel e Mikhail Gorbachev, que comemoraram juntos a queda do famoso muro. 🙂

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Portão de Brandemburgo

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Portão de Brandemburgo | Escultura da deusa com quatro cavalos

  • Parlamento Alemão

O antigo edifício do Reichstag é a sede do Parlamento Alemão. Trata-se de um grande e bonito edifício histórico. Infelizmente não consegui entrar na cúpula, mas tenho minhas dúvidas se perdi muita coisa. Para quem realmente tem interesse em visitá-lo, saiba que é possível mediante prévio agendamento, tanto no local quanto pela internet. Se você quiser fazer o agendamento presencial, faça-o no primeiro dia de sua estadia, pois pode ser que consiga pro dia posterior. Quando eu fui, não havia mais disponibilidade.

Curiosidade: A cúpula que vemos atualmente não é a original, já que essa foi totalmente destruída na II Guerra Mundial, assim como quase todo o edifício do Parlamento, que foi reconstruído em 1956.

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Parlamento Alemão

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Fila para se inscrever pra visitar a cúpula do Parlamento

  • Gendarmen Markt

Essa bela praça é considerada por muitos a mais bela da cidade (e eu, particularmente, também achei!). Localizada num bairro super elegante, com bonitos cafés, restaurantes e lojas, a praça destaca-se pelas duas igrejas gêmeas, uma no norte e outra no sul, sendo uma francesa e a outra alemã, respectivamente.

A alemã (assim como quase tudo da cidade) sofreu graves danos durante a Guerra e posteriormente foi transformada em centro cultural, e por conseguinte em um museu sobre a história da democracia na Alemanha.

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Gendarmenmarkt

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Gendarmenmarkt

  • Bebelplatz

A menos de 1km da praça anterior está a até então Opernplatz, conhecida mundialmente por ser o palco da grande fogueira onde se queimaram milhares de livros no ano de 1933, cujas ideias dos autores iam de encontro ao regime nazista. Lá foram parar livros de Marx, Einstein, Freud e vários outros, e por curiosidade, saibam que os dois primeiros estudaram na universidade que tem na praça, assim como outros 29 ganhadores de prêmio Nobel (Universidade Humboldt).

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Universidade Humboldt

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Universidade Humboldt

Bem ali na praça está a Catedral de St. Hedwig, primeira igreja católica do reino da Prússia. Essa bonita igreja de estilo neoclássico e com inspiração no Panteão romano foi mais uma das coisas bombardeadas na Guerra e posteriormente refeita.

Curiosidade: A praça ganhou o nome de Bebelplatz somente após o fim do regime nazista.

  • Checkpoint Charlie

O local onde fica o Checkpoint Charlie estava efervescente devido à grande quantidade de turistas por causa da comemoração da queda do muro. Nesse lugar era possível conseguir um visto diurno para atravessar da Berlim Ocidental para a Oriental, e por ali muitas pessoas quando tinham sorte, conseguiam fugir enganando alguns dos militares que controlavam a área, porém, a maioria não tinha essa “sorte” e morria ali mesmo…

Apesar de eu não ter ido, bem ao lado está o Museu Checkpoint Charlie, local que aborda a história da Guerra Fria e curiosidades sobre o muro de Berlim. Caso eu volte à cidade, incluirei em meu roteiro.

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Checkpoint Charlie

Checkpoint Charlie

Checkpoint Charlie

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Checkpoint Charlie

  • Sony Center

Este complexo de edifícios comerciais modernos é repleto de bares, restaurantes, cinema, teatro, etc. Durante a copa do mundo, lá vira o “point” para as pessoas assistirem os jogos dos telões. Possui uma arquitetura diferente do que você vê na Europa e particularmente, achei os preços dos bares e restaurantes do interior bem carinhos.

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Sony Center

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Sony Center

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Teto do Sony Center

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Pra quem quiser encarar uma caipirinha em terras alemãs, lá tem!

Esse interessante museu é o mais visitado de Berlim, e em seu acervo estão várias antiguidades, Museu do Oriente e Museu de Arte Islâmica. O ponto alto do museu, pra mim, foi a Porta de Astarté, construída no século VI a.C, sob ordens de Nabucodonosor II. É uma bela porta de ladrilhos de cor azul e decoração de figuras animais.

Deixei pra comprar o ingresso na hora e não tive problemas com longas filas, porém visitei o museu no final do dia e fiquei até ele fechar. Não sei como é a movimentação durante o início do dia.

Dica: Achei esse museu imprescindível para quem visita Berlim.  Apesar de não ser um museu muito grande e nem barato, seu acervo é interessante e diferente das coisas que estamos acostumados a ver. Ingresso: 12,00€ (valores de 2017).

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Pergamon Museum

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Pergamon Museum

Porta de Astarté | Pergamon museum

Porta de Astarté | Pergamon museum

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Ilha dos Museus

Essa é a maior e mais importante igreja da cidade,  localizada próximo ao Rio Spree, mas infelizmente para visitá-la é necessário pagar (apesar de eu ser católica, não acho nada legal pagar caro pra entrar em uma igreja). Porém, para minha felicidade, os 7€ pagos pela visita valeram a pena. O seu interior é suntuoso e seu interior não fica atrás – destaque para o bonito altar e órgão, assim como para o teto e seus ricos detalhes. No subsolo da igreja existe um sarcófago em que se pode ver mais de 90 tumbas de pessoas da família Imperial, porém, uma crítica: achei o sarcófago um pouco mal identificado (plaquinhas com identificação ruim).

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Catedral de Berlim

Catedral de Berlim

Catedral de Berlim

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Catedral de Berlim

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Catedral de Berlim

  • Alexanderplatz

Uma das dicas que eu havia lido antes de viajar era “vá jantar no Alexanderplatz”, porém rodei, rodei e encontrei um bairro extremamente sujo e sem brilho algum. Depois de andar bastante pelo local, encontrei um bom lugar pra conhecer, porém prometo que vai ser assunto do próximo post. 🙂

Alexanderplatz era o centro da Berlim Oriental, quando a cidade ainda era dividida. Visando ostentar poder na década de 60 nela foi levantada a Torre da Televisão de Berlim, um dos edifícios mais altos da Europa. OBS: É possível subir à torre para observar Berlim do alto, porém confesso que não senti vontade de ir – fiquei pelo bar do térreo mesmo…

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Torre da televisão ao fundo

  • Monumento ao Holocausto de Berlim

Legal para alguns, normal para outros e terrível para outros (tipo eu). Não era um plano ir até o Monumento ao Holocausto, mas acabei indo por ter passado muito próximo. Esse local homenageia os judeus assassinados na Europa, e a tradução literal do nome em alemão pro português seria “Monumento memorial aos judeus assassinados na Europa”. O espaço nada mais é do que 2.711 blocos de concreto de diferentes alturas, como se fosse um grande cemitério (talvez?). Há quem se emocione no local, mas não foi meu caso. Ah, a entrada é gratuita (eu, particularmente, achei o local muito feio e triste, obviamente).

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Monumento ao Holocausto de Berlim

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Monumento ao Holocausto de Berlim

  •  Muro de Berlim

Não é bem uma atração, mas obviamente é algo que tem que ser visto quando se está na capital da Alemanha. Erguido em 1961 pela Alemanha Oriental, esse muro de aproximadamente 4m de altura serviu para dividir as duas Alemanhas e é considerado um dos símbolos da Guerra Fria. Felizmente visitei Berlim durante o aniversário de 25 anos da queda do muro, motivo pelo qual a cidade estava em festa. Não me refiro somente a festa de músicos, danças e coisas do gênero, mas sim a uma imensidão de programações culturais como telões no meio da rua em que passavam documentários sobre a história do muro, murais informativos, galerias, entre outros. Mais ou menos assim: bem pertinho do Checkpoint Charlie havia um telão passando documentário com imagens originais do muro e sua história, sofás para as pessoas sentarem, pessoas vendendo salsichas alemãs no pão e outros quiosques vendendo cerveja (alemã, claro).

Foi mais ou menos assim que acabei aquela primeira noite: sentada num sofá na rua, tomando cerveja e comendo salsicha alemã, em pleno outono que já atingia a “simpática” temperatura de -1°C.

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Muro de Berlim

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Muro de Berlim

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Cerveja alemã

Berlim

Valeu a intenção de mostrar um dos telões!

  • Bairro medieval de São Nicolas

Eu simplesmente amei conhecer esse bairro, que fui por acaso ao passear pelas redondezas do Alexanderplatz. Recomendo FORTEMENTE que não deixe de ir! Está situado às margens do Rio Spree e não é cheio de grandes atrações, a mais famosa talvez seja a Igreja de São Nicolas (Nikolaikirche). Porém, é local de encontro para quem quer comer ou beber. Inclusive, comi um bolo muito bom em um restaurante que tem por lá…

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Restaurante do doce bom 🙂

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Igreja de São Nicolas

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Torta de frutas vermelhas

E andando pertinho dali fui conhecer o Marx-Engels-Forum, um simpático e sossegado parque situado no centro da cidade e próximo ao Rio Spree. Nele podemos ver o monumento a Karl Marx e Friedrich Engels, fundadores do socialismo moderno e autores de “O Manifesto Comunista” (precisava terem pichado o pobre do Engels?) rs.

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Estátua de Marx e Engels

Curiosidades…

  • O metrô de Berlim não tem funcionário como estamos acostumados a ver, tampouco catraca/roleta ou algo que te impeça de pegar o metrô sem dispor de um bilhete. Porém, não dê uma de malandro e após comprar o bilhete, não esqueça de validá-lo em um dos validadores amarelinhos. Em uma ocasião eu estava dentro do metrô e apareceu um homem – sem uniforme que o identificasse como funcionário – e pediu para ver nossos bilhetes. Caso interesse saber, a multa para quem não dispõe de um bilhete validado é de 40€ por pessoa e paga na hora direto para o funcionário.
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Bilhete de 24h uso ilimitado: 8,80€ – valores de novembro/2014. Hoje em dia (2017) o bilhete está 7€

 

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Máquina de autoatendimento para a compra de bilhetes, é possível mudar o idioma da máquina para inglês

  • Apesar de ser uma mega cidade importante para o mundo atual, imaginamos que não teríamos problemas em falar inglês, mas a realidade não foi bem essa. Sentimos bastante durante a viagem, a maioria das pessoas (com exceção do hotel e do Pergamon Museum) só falava alemão. Graças a essa viagem descobri que meu marido fala um pouquinho de alemão, apesar dele se negar e dizer que não sabe não (fiquei orgulhosa, gente!).

O post ficou muito longo, ufa! Mas não deu pra tirar nenhuma das atrações citadas no texto. 🙂

Um beijo!

 

Guinness Storehouse: A fábrica da Guinness

Como dito em post anterior, fui para Dublin com motivos de estudo, mas claro que aos finais de semana e horas livres dava umas escapadas com minhas amigas para desbravar a cidade, e um dos locais foi a Guinness Storehouse, a famosa fábrica da Guinness.

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Guinness Storehouse

Hoje vou contar pra vocês minha experiência na atração mais visitada da Irlanda. Logo no primeiro final de semana que cheguei fui conhecer a fábrica da cerveja. Comprei o ingresso antecipadamente pelo site, e na ocasião comprei o ingresso “Early Bird”, e a diferença pro normal é que o horário de admissão é limitado, sendo a última entrada permitida até 11:30 A.M. Paguei 14,40€, contra 18,00€ do valor normal.

A visita é feita num edifício histórico, onde tudo começou. Lá naquele prédio de 7 andares foi assinado em 1759 o contrato de aluguel por incríveis £45 por ano com duração de 9 mil anos. A visita é guiada por audioguia (tem em português) e conta a história da fundação da empresa desde os tempos primórdios à sua expansão, sendo conhecida atualmente no mundo todo.

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Durante a visita é possível aprender um pouco sobre o processo de fabricação da famosa cerveja escura e sobre a logística utilizada antigamente para transportá-la para seus mercados consumidores. Quem diria que uma cerveja que era transportada por cavalos hoje em dia fosse exportada para mais de 150 países? 

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Guinness Storehouse

Guinness Storehouse

Guinness Storehouse

Ao longo dos vários andares aprendemos um pouquinho seja sobre a história,  ingredientes, produção, transporte, marketing, etc. Cada ingresso dá direito ao visitante tomar uma Guinness no Gravity Bar, que fica no último andar e tem uma vista muito bacana da cidade, em 360°. Lá do alto podemos avistar de longe as montanhas Wicklow Mountains, de onde procede a água para a fabricação da bebida.

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Vista de Dublin

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Fábrica da Guinness

Eu, particularmente, gosto da cerveja Guinness, seu sabor de cevada e aspecto encorpado, assim como a espuma bem colocada no topo dão um toque especial.

Se a fome bater, no local têm 3 restaurantes e apesar de eu não ter comido em nenhum deles, li que são bons. Comi o mesmo prato em um outro restaurante e achei 10, uma das melhores comidas que comi na Irlanda: carne ao molho de cerveja Guinness. Pra quem não sabe, ela também é ingrediente de muitos pratos e pelo menos pra mim, foi aprovadíssima! 🙂

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Um dos restaurantes da Guinness

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Outro restaurante da Guinness

A cervejaria também tem uma grande loja pra quem quer comprar souvenir, que achei em conta, com muitos produtos diferentes (potes de molhos pra cozinhar, etc). Em comparação com a loja da cerveja Heineken, a da Guinness saiu na frente disparado.

Mais informações

Endereço: St James’s Gate.

Como chegar: Ônibus 123 da O’Connell Street. Ônibus 123 da Dame Street. Duração do trajeto aproximadamente  10 minutos.

Preço: 14,00€ a 20,00€ (tarifa adulto). O preço da entrada muda conforme os horários da visita. Para comprar, clique aqui.

Horário: Aberto todos os dias de 9.30h às 19h (última entrada às 17h.). Horário diferenciado no verão.

Duração da visita: Aproximadamente 2 horas.

E você? Já visitou a cervejaria?

Beijos!

Onde se hospedar em Viena

Viena é uma cidade cara para se hospedar, e na verdade não só para se hospedar, mas como para passear também. Fiz a reserva no Star Inn Hotel Wien Schonbrunn, localizado fora do centro turístico, mas colado no metrô (Estação Längenfeldgasse – linhas U4 e U6) e com muito fácil acesso para os pontos turísticos.

Fiz a reserva do Deluxe Room através do site www.hoteis.com e custou R$233,00 (sem café da manhã). Está localizado a 1,6km  do Palácio de Schönbrunn, atração imperdível para quem visita a capital austríaca. Logo embaixo do hotel tem um supermercado da rede Spar, em que você poderá comprar o que quiser para tomar café e economizar um bocado – o café da manhã no hotel custa 12 euros por pessoa.

O hotel do lado de fora não parece ser grande coisa, mas ao entrar a surpresa é enorme. Recepcionistas simpáticas, quartos amplos com guarda-roupa, frigobar, televisão, cama queen size, lençóis macios e suíte bastante limpa e moderna. O banheiro também era moderno, bom e limpo (nota 10). O secador de cabelo também funcionou bem, assim como o wifi.

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Entrada do hotel

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Recepção & Bar do hotel

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Deluxe Room do Star Inn Wien

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Deluxe Room do Star Inn Wien

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Recepção

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Banheiro do hotel

Adorei me hospedar nesse hotel, ainda mais pelo preço que paguei. Tivemos boas noites de sono. Apesar do quarto ter aquecedor, não precisamos ligar pois o isolamento térmico era ótimo, e, pra ser sincera, até precisei ligar o ar condicionado bem fraquinho.

Dica: Se chegar tarde no hotel e for procurar restaurantes pelas redondezas que funcionam até tarde, saibam que não tem. Melhor jantar antes e depois ir para o hotel.

Dica: Se quiserem um lugar bom pra tomar café rápido, recomendo a cateferia que fica ao lado da Estação Margaretengürtel. Em seu interior também tem uma padaria com várias coisas interessantes… na ocasião tomei café nessa cafeteria e gastei 6 euros.

E vocês? Alguma dica de onde se hospedar em Viena?

Um beijo!

Quer saber como obter uma diária de hotel grátis? Clique aqui.

 

Intercâmbio em Dublin, uma experiência inesquecível

Minha empolgação pra falar desse tema não tem limites. A experiência de um intercâmbio em Dublin é extremamente válida para quem quer aprender e aperfeiçoar o idioma. Eu já havia estudado inglês no Brasil por alguns anos, mas mesmo assim ainda me sentia um pouco insegura, porém é extremamente necessário sair da zona de conforto e das aulas tradicionais lecionadas no Brasil e encarar algo além.

Eu sempre quis me testar, quis mais. Sempre tive a ideia de fazer um intercâmbio, foi quando conheci a STB (na verdade eu já conhecia, pois tinha uma agência pertinho do meu antigo trabalho, em Alphaville). Troquei e-mails com a Ariadne, funcionária STB, que tirou todas minhas dúvidas e me ofereceu algumas propostas. Eu já tinha pesquisado também em outras agências de intercâmbio, mas não me sentia segura por serem empresas menores. Pra quem não sabe, a STB é uma gigante do mundo do intercâmbio. A Ariadne me ofereceu algumas escolas que eu não conhecia, a única boa referência que eu tinha era da CES School, escola que um amigo estudou e falou muitíssimo bem. Então bati o pé e decidi que era lá que eu queria estudar.

Como eu moro em Madrid, precisei fazer a intermediação toda a distância. Assinei contrato, mandei digitalizado, paguei uma parte via transferência bancária e outra por cartão de crédito, e confesso que a seriedade que a empresa me passou não me deixou insegura de realizar tais procedimentos mesmo a distância. Passado alguns meses, realmente não tive problema algum quanto a isso. Fui cobrada devidamente da forma acertada em contrato.

Aproximadamente 7 dias após fechar contrato recebi a aceitação da escola e meus dados para acessar o aluno on-line, onde pude fazer exercícios e estudar pela plataforma virtual antes mesmo de embarcar. Lá também tem todas as informações que você precisa sobre Dublin, sobre o curso e sobre atividades sociais programadas pela CES.

Como eu já tinha viagem programada pra Alemanha em novembro, não pude ficar mais tempo do que gostaria no intercâmbio, precisei voltar para viajar para a Alemanha, Áustria, República Tcheca e Hungria. Meu curso só teve a duração de duas semanas, com a aula iniciando na segunda-feira.

Imigração em Dublin

Num frio sábado de outono desembarquei em Dublin, sozinha, somente com uma mega mochila pesada nas costas, uma alma ansiosa e com uma pastinha pra apresentar pra imigração minha papelada. E assim foi.

Já viajei pra alguns países que precisei passar pela imigração: Minha primeira entrada na Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, porém os agentes nunca me encheram de perguntas e tampouco pediram pra eu apresentar qualquer documento – talvez porque eu estava sempre acompanhada de alguém, e não sozinha como na Irlanda.

O intercâmbio em Dublin começara ali, bem na imigração. “O que você veio fazer em Dublin?”, “Quanto tempo vai ficar?”, “Vai estudar em que escola?”, “Poderia me apresentar a carta da escola e comprovante de matrícula?”. Sim, poderia. Respondi tentando disfarçar o nervosismo tudo o que ele me perguntou, e apresentei os documentos solicitados. Passaporte carimbado e eu acabara de ganhar meu visto de permanência em Dublin por 3 meses.

Por isso recomendo fortemente que não esqueçam qualquer documento que seja, pois pode ser que eles peçam, principalmente se você estiver viajando só. Comprovante de matrícula da escola, carta de autorização da escola, comprovante de estadia (hotel, albergue ou casa de família), passagem de volta, seguro de saúde, e € suficiente para se manter durante o período de permanência.

Passado esse momento de tensão, fui rumo ao hostel que eu escolhi para me hospedar: Times Hostels Camden Place. Seria minha primeira experiência em um quarto compartilhado de hostel. Escolhi um quarto feminino e pude dizer que dei muita sorte com minhas colegas de quarto. 🙂 Mas depois eu volto aqui pra contar sobre o hostel, vamos logo ao que interessa. 🙂

INTERCÂMBIO EM DUBLIN – EXPERIÊNCIA COM A CES SCHOOL

Intercâmbio em Dublin: CES School (unidade da Dame Street)

Intercâmbio em Dublin: CES School (unidade da Dame Street)

Primeiro dia de aula, escola cheia e todo mundo exalando timidez. Alguns bem poucos com cara de brasileiro, umas senhoras, adolescentes, meninas de burca, chineses, japoneses. Difícil era identificar quem era quem no meio da multidão.

Logo ao chegar, fui direcionada para a sala de lazer, onde fica a cantina, vários sofás, mesas, cadeiras, televisão e até PS4. Mas o clima não era de lazer, era de ansiedade. O diretor da escola super bem humorado se apresentou, nos apresentou a escola e o método, falou um pouquinho sobre como funcionam e nos aplicou uma prova de nivelamento para saber para qual sala iríamos, que deveríamos finalizar em até 1h. Foram aproximadamente 40 questões (ou 50?) – não lembro exatamente, mas menos que isso não era.

Passado um tempo, nos encaminharam para uma sala enquanto aguardávamos o resultado. Uns socializaram, outros não. Uns franceses se encontraram e começaram a bater papo in french e logo os tutores que passavam chamaram atenção e disseram que não era permitido conversar em outro idioma. Ponto pra eles, já me ganharam. Afinal, isso era uma coisa que eu temia (conhecer vários brasileiros e inevitavelmente ficar conversando em português com eles).

Após algum tempo de espera, uma funcionária veio e chamou nome por nome e nos entregou um cartão, que seria nosso cartão de estudante (daqueles que nos faz pagar meia entrada! 🙂 ) e logo embaixo o nível que nos encontrávamos.

Meia horinha depois, eu já estava na sala de aula. Minha sala tinha 10 pessoas, entre eles um espanhol, um brasileiro, dois italianos, duas coreanas, uma japonesa, uma chinesa e uma brasileira, que chegaria na semana posterior. Minha professora era a Laura, uma nativa de Dublin. Como descrevê-la? Tem gente que nasce pra lecionar, e ela nasceu pra isso. Simpática, alegre, bem humorada e motivadora. Na aula dela falávamos sem parar, porque ela nos incentivava. Logo no primeiro dia tivemos que fazer uma mega apresentação sobre si, bastante demorada. Nada de dizer só o nome e idade, ela queria saber TUDO e nos forçar a destravar. E cada um foi destravando aos poucos e deixando a timidez de lado…

Algumas horas depois uma pausa de 20 minutinhos e a troca de professores. A outra também era irlandesa e também muito bacana, apesar de não ser tão maravilhosa quanto a Laura (mas também muito boa!). Ela também era muito competente em lecionar, mas às vezes ficava muito chateada quando alguém se atrasava pra aula dela (tudo bem, ela está certa, eu sei).

Os dias foram passando e já não existia timidez. Tínhamos 4h de aula pela manhã e mais 2h à tarde. Era uma carga horária puxada, com lições de casa diariamente. Difícil era deixar a luz do quarto do hostel acesa à noite pra eu poder estudar. Mas nada que boa vontade, determinação e uma lanterna não resolvam. 🙂

As aulas da tarde eram 100% conversação, meu professor também era irlandês e excelente. A turma era composta basicamente por 3 árabes, um italiano, um romano (quem nasce em Roma é romano, não italiano, sabiam? rs), e mais alguns da minha turma da manhã. Era o tipo de aula que nos fazia pensar e nos auto-corrigir. Recomendadíssimo para quem tem pouco tempo na cidade (pouco tempo eu consideraria até 8 semanas). Pague um pouquinho a mais e faça as aulas da tarde.

Dica: Procure fechar tudo na sua agência ainda do Brasil. A aula da tarde eu paguei em euro, diretamente à CES (62€/semana). Depois pesquisei e vi que sairia mais barato se eu tivesse fechado direto com a STB. Como eu não tinha tempo livre pra contactar a STB e fazer a transação, fechei com a CES mesmo, mas o importante é que valeu a pena.

OBS: Para quem tem curiosidade em saber quanto custou meu curso de duas semanas (FORA aulas da tarde), paguei R$1.842,32 (valores de 2014 – sujeito à variação cambial). Além do pagamento do curso, tive que pagar o livro direto na escola, que custou 32,00€. O livro varia de acordo com o nível,  o meu era o intermediário.

Horário das aulas: Manhã de 9:00h à 13:00h (segunda à sexta) e à tarde das 14:00h às 16:00h (terça à quinta).

Como assim só uma hora pro almoço? Sim, era bem corrido. Geralmente comíamos na cantina da escola uma baguete com alguma coisa e só. Comida mesmo, nem pensar. Além de ser caro, não daria tempo, pois em Dublin não é NADA comum comidas do tipo self-service em restaurantes, como no Brasil. Eu costumava gastar em média por “almoço” 4,00€.

Acredito que além de sorte de pegar uma boa escola com bons professores, você tem que ter a sorte de encontrar uma boa turma, e a minha era simplesmente maravilhosa!. Fiz amigos que parece que nos conhecíamos há séculos, tamanha afeição e afinidade. Costumávamos sair todos os dias, nem que fosse pra tomar um chocolate quente na esquina. E isso enriquece a sua vida, não só o seu idioma. Abre a sua mente. Faz ver o mundo de forma diferente. Não que os brasileiros não sejam interessantes, SÃO, mas experimente bater papo com uma japonesa e você verá a diferença. Questões culturais, sotaque, vida, tudo nos instiga mais e torna mais interessante, pois é diferente. Ficamos bastante amigas e justamente no dia que publico esse post, ela está chegando aqui em Madrid pra comemorar o réveillon comigo! 🙂

Amigas que levei pra vida: ambas já vieram me visitar! :)

Amigas que levei pra vida: ambas já vieram me visitar! 🙂

Outras boas amizades fiz com duas coreanas, da Coreia do Sul. Quanta diferença cultural, gente!. E como eu me atraio por isso, achei fantástico. Encontrei muitas e muitas coisas em comum com minhas amigas italianas, e quanta afinidade! Elena Callegaro e Valentina, como foi bom cada minuto com elas. Descobri que temos muito mais semelhanças com a Itália do que imaginamos (principalmente nas questões negativas).

UPDATE: Recebi em minha casa no Brasil 2 anos após o intercâmbio minha amiga Elena. 🙂

Intercâmbio não é só a sala de aula, é um conjunto de experiências que você vai ter se estiver aberto pra isso. Eu diariamente ia às aulas, depois saía com os amigos da escola e depois ia pro hostel – conversar com minhas colegas de quarto e às vezes dar uma voltinha com elas. Totalmente imersão, até porque as meninas que passaram pelo meu quarto durante minha estadia foram duas americanas, uma canadense, uma austríaca, uma francesa e uma italiana. Zero português. Confesso que me dei muito mais com a austríaca, e inclusive mês passado durante minha viagem a Viena nos encontramos por lá 🙂 , me dei super bem também com a italiana e com a francesa. A canadense era SUPER legal também, mas apesar de ser nativa (óbvio) tinha um inglês feio e grosseiro. Ah, como eu acho lindo o sotaque britânico! 🙂

Minha turma na CES School

Minha turma na CES School

E pra quem me pergunta: Vale a pena ir e ficar apenas duas semanas? A resposta é PRECISA RESPONDER? 🙂 Eu fiz e faria de novo, mas da próxima vez em um outro país, quem quiser me doar uns dólares australianos, saiba que tenho interesse pelo país dos cangurus. Duas semanas realmente é pouco, mas se você já tem uma boa base, será muito válido. Talvez se você tiver um nível muito básico não aproveite o potencial de um intercâmbio, então recomendo que estude só um pouquinho mais antes de meter a cara.

E outra, se você tem um inglês avançado e acha que não precisa de intercâmbio, ledo engano. Vi pessoas que tinham nível avançado no Brasil que em Dublin não era tão avançado assim… (…)

E uma outra pergunta que também me fazem: “Tem muito brasileiro em Dublin?” Pergunta recorrente, mas que sempre deixa qualquer intercambista intrigado. Tem muito brasileiro? Tem. Assim como tem muito italiano, muito francês, muito asiático. Vai de você saber escolher com quem quer conversar.

Em uma ocasião fui para uma festa e conheci umas brasileiras e de cara elas se impressionaram com a minha roda de amigos (belga, suíço, japonês, italiano, turco, etc) e perguntou onde eu estudava, porque na escola dela SÓ tinha brasileiro (100% da sala!). E pouco depois eu vi que ela estava cercada de brazucas e obviamente falando português… não tenho nada contra o português, gente, acho o português uma língua linda. Mas do MEU ponto de vista, atrapalharia meu aprendizado. Então por favor, se você está indo pra Dublin REALMENTE pra estudar e não somente pra farrear, escolha uma BOA escola, que naturalmente será mais cara que as demais. Tive ótimas recomendações da minha e ela superou todas as minhas expectativas. Ouvi muita gente dizendo inclusive, que a CES é a melhor escola de inglês de Dublin.

Pra quem tem interesse na CES School e não tanto interesse por Dublin, ela está também em Oxford, Londres, Leeds e Worthing. Outra coisa interessante que achei da escola é que eles fazem programações diárias na parte da tarde,  geralmente gratuitos, para quem não está matriculado no período da tarde. Eu cheguei a ir em dois desses passeios: visita guiada a pé pelo centro de Dublin, e fui também visitar Howth, ao norte da ilha. Mas nos próximos posts falarei um pouco sobre turismo e as atrações que visitei na Irlanda.

E vocês? Ainda têm dúvidas se fazer intercâmbio vale a pena?? 🙂

Um beijo!

O que fazer em Florença – Dia 2

Minha estadia em Florença durou 3 dias, com direito a um bate-volta em Pisa. Para quem pergunta se é suficiente pra conhecer a cidade, respondo que sim. Não tive correria e ainda sobrou tempo para conhecer Pisa – achei o tempo de minha permanência ótimo e sugiro como o mínimo para quem pretende conhecer a capital toscana.

Meu segundo dia foi uma segunda-feira, dia em que a maioria dos museus estão fechados, então me programei para fazer coisas que não fecham nenhum dia da semana.

A primeira parada foi a visita à Catedral de Florença, mais conhecida por Duomo ou por Santa Maria dei Fiore. Comprei o ingresso antecipadamente e entrei sem muita fila, porém depois a fila estava enrolando (que cidade cheia, gente!). Segui as filas e pensava que iria conhecer primeiro o interior da igreja, mas não. A fila que eu estava era pra subir na cúpula da igreja, aproximadamente 463 degraus de diferentes tipos e formas, estreitos e altos, num ambiente pouco iluminado e com cheiro forte (de mofo, eu acho). Não é uma atração pra qualquer um, pois é extremamente cansativo e puxado. Não recomendável para grávidas, deficientes físicos, pessoas com crianças de colo, pessoas muito alérgicas, idosos sedentários ou pessoas com claustrofobia.

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Escada para subir no topo do Duomo

Escada para subir no topo do Duomo

Escada para subir no topo do Duomo

Quanto mais eu subia, mais degraus tinham. A cúpula foi construída por Fillippo Brunelleschi quase um século depois de concluída a Catedral. Possui 114 metros de altura por 45 de diâmetro e foi a maior obra da vida do arquiteto florentino, levando 14 anos para ser finalizada.

Porém, destaque para a decoração interior da cúpula, feita entre 1568 e 1579 por Giorgio Vasari e Federico Zuccari, e representam o Juízo Final. É extremamente impressionante a perfeição dessa obra, principalmente vendo-a de perto. As passagens são ilustradas de formas chocantes e particularmente, uma das melhores obras que já vi na vida. Cada subida no degrau vale a pena para vê-la de perto. 🙂

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Interior da cúpula do Duomo vista de longe

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Interior da cúpula do Duomo | Ilustrações do Juízo final

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Interior da cúpula do Duomo | Ilustrações do Juízo Final

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Interior da cúpula do Duomo | Ilustrações do Juízo Final

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Interior do Duomo

Ao se aproximar mais do topo, os degraus ficam mais difíceis, verticais e retos, mas não desanime! A vista ao chegar ao topo é deslumbrante e gratificante. Do alto pude avistar toda a cidade, inclusive as montanhas da Toscana e o Rio Arno – muita beleza pros meus olhos! Sentei por ali e fiquei a observar cada cantinho dessa magnífica cidade, e claro, recuperar as energias pra descida. Dica: Leve uma garrafinha de água, eu não levei e fez falta, pois não há onde comprar.

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Vista do topo do Duomo, logo em frente o Campanário

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Vista do topo do Duomo, logo em frente o Campanário

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Vista do topo do Duomo, logo em frente o Campanário

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Selfie feliz 🙂

Depois de alguns minutinhos, encarei a maratona de descida – bem mais fácil. Então fui visitar o interior da Catedral, que também é belíssimo e merece a visita.

A próxima parada foi o Batistério de San Giovanni, que fica bem ao lado da igreja e é considerado por muitos o edifício mais antigo da cidade. O teto de mosaico me lembrou um pouco os detalhes da Basílica de São Marcos, em Veneza. Bastante citado no livro “O Inferno”, de Dan Brown, as portas do Batistério são uma atração à parte. Chamadas de “Portas do Paraíso”, nome dado por Michelangelo, são belas portas douradas com ilustrações de passagens bíblicas. Ah, eu não li o livro citado, mas meu marido que leu ficou encantado e falando a respeito dele. (update) LI o livro e é mais imperdível ainda pra quem o leu! Fiquei imaginando todas aquelas passagens do livro e tudo aquilo que eu vi! Buáááá, quero voltar!

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Belo topo do Batistério de San Giovanni

O ingresso que comprei me dava direito a entrar em todas essas atrações citadas até agora, além de outras como o Campanário e a Cripta di Santa Reparata. Preço: 10,00€. Para comprar, clique aqui.

Como já se aproximava a hora do almoço, fomos buscar um lugar para comer e vale a pena citar a Trattoria Marione, excelente cantina italiana que vende uma lasanha de comer rezando. De todos os pratos que provei, a lasanha saiu na frente. O ambiente é bonitinho e vive cheio – prepare-se para longas filas de espera se for no horário de pico. O motivo é que além do restaurante ser bom, o preço também não é abusivo. Endereço: Via della Spada 27R50129 Florença, Itália.

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Trattoria Marione

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Lasanha da Trattoria Marione

Quanto gastar na Trattoria Marione? (éramos 4 pessoas)

Quanto gastar na Trattoria Marione? (éramos 4 pessoas)

Não deixe de conhecer o Mercato San Lorenzo, principal mercado da cidade e uma excelente opção para quem gosta de comprar presentinhos gourmet. A variedade de produtos que tem nesse mercado não é pouca – típicos e autênticos produtos italianos, mais especificamente da região da Toscana. Pra quem gosta de comprar azeites, vinhos, molhos especiais, massas artesanais e trufas, lá é uma boa pedida. Comprei um vidrinho de trufa por 9€. Endereço: Piazza del Mercato Centrale50123 FlorençaItália.

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Mercato San Lorenzo

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Mercato San Lorenzo

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Mercato San Lorenzo

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Mercato San Lorenzo

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Aperitivo de torrada com trufas

Depois fui caminhar pro outro lado da cidade, babando com as vistas do Rio Arno e da Ponte Vecchio. A Ponte Vecchio é um dos lugares mais movimentados de Florença, e um dos ícones da cidade. É uma das mais antigas pontes de pedra do mundo (talvez a mais) e era ocupada antigamente por vendedores de carne, porém com o mau cheiro que exalava, expulsaram os vendedores e os substituíram por comerciantes de jóias, como vemos atualmente. Uma curiosidade é que a Ponte Vecchio não foi destruída na II Guerra Mundial, como as demais pontes de Florença. Dizem que o próprio Hitler deu a ordem de que não a derrubassem.

Ponte Vecchio

Ponte Vecchio

Ponte Vecchio Florença

Ponte Vecchio Florença

 

Andei rumo à Piazzale Michelangelo, famosa praça que fica localizada na parte alta da cidade e que oferece vista panorâmica da mesma. Apesar de ser uma bela caminhadinha, optei por ir andando, pra conhecer mais um pouco. No caminho, olha com quem acabei me esbarrando:

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Justin Bieber em Florença, e ele até olhou pra minha foto! rs

NÃO, não sou fã das músicas do Justin Bieber e nem o admiro como pessoa, mas já que ele estava bem ali na minha frente e eu com minha câmera na mão, por que não dar um clique? rs. Depois de me esbarrar com esse célebre personagem do universo teen, e de ver uma retardada fã chorando porque ele não deu a mínima pra ela, segui em frente.

A caminhada até a Piazzale Michelangelo foi dura e cheia de ladeiras, uma maior que a outra. Porém, depois dos milhões de degraus que eu havia subido pela manhã, já estava com o condicionamento físico modo OK. Após caminhar pela margem sul do Rio Arno, seguimos as placas bem sinalizadas até a praça. Ao chegar, me deparei no centro com uma uma réplica de bronze de David, e como o nome sugere, a praça recebe esse nome em homenagem ao autor da obra original, Michelangelo.

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Muralha medieval próximo à Pizzale Michelangelo

Réplica de David na Piazzale Michelangelo

Réplica de David na Piazzale Michelangelo

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Piazzale Michelangelo

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Piazzale Michelangelo

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Detalhes do poste de Florença

Eu amei esse lugar! Uma delícia olhar a cidade do alto, com diversos tipos de paisagens. O clima também estava super agradável e contribuiu pra eu gostar tanto. Não deixe de ver o pôr do sol dessa praça, é sensacional.

Ao sair de lá tentei ir na Casa de Dante, mas já estava fechado pra entrada. Tive que me contentar somente com a parte externa e com alguns corredores internos. Para quem se interessa pela figura de Dante Alighieri, acredito que é uma atração recomendável. Se não pretende entrar, vale a pena mesmo assim dar uma volta pelos arredores e pelo bairro onde está localizada, por se tratar de um bairro medieval cheio de ruas serpenteantes e bonitinhas.

Endereço: Via S. Margherita, 1 • Florença. Preço: 4,00€.

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Ilustração de quando Dante encontrou Beatrice Portinari, seu amor platônico

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Museu Casa di Dante

Aos que tem um pouco mais de tempo e paciência pra enfrentar fila, outra atração recomendada é a Igreja de Santa Croce, a maior igreja franciscana do mundo, e a segunda maior de Florença, ficando atrás somente do Duomo. Cheguei a ir, mas desisti com a fila. TensoPreço: 6,00€.

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Estátua de Dante em frente à Igreja de Santa Croce

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Igreja de Santa Croce

Basicamente essas foram minhas atrações em Florença, cidade que já classifiquei como minha preferida da Itália. 🙂 Recomendo fortemente que vá a Florença nem que seja num bate volta cansativo, mas que vá.

E vocês? O que viram na cidade?

Um beijo!

Continue lendo sobre Florença: Onde comer em Florença, Onde se hospedar em Florença, Roteiro em Florença

Onde comer em Florença (bem!)

De todas as cidades que visitei na Itália, finalmente pude encontrar uma com excelente comida, sem ter tido muitas experiências do tipo pega-turista. Procurar onde comer em Florença foi um tiro no escuro que deu muito certo. Ah, como eu comi bem! Costumo sempre pesquisar os lugares antes de ir, mas nessa ocasião foi muito engraçado. Eu havia lido sobre um restaurante em uma determinada rua e falei pro meu marido, que prontamente procurou no mapa pra irmos. Ok, lá fomos nós.

Ao nos deparar com o restaurante simples, entramos mesmo assim. No final do post conto pra vocês a “surpresa” de ter ido a esse lugar.

O nome da trattoria é Trattoria Pizzeria Sara, e sem dúvidas de todas as minhas viagens pela Itália, é onde eu comi a melhor comida e recebi o melhor atendimento, apesar de não ser nenhum restaurante de luxo. Fomos atendidos por uma super simpática garçonete cubana que aterrisara na Itália há pouco tempo.

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Trattoria Pizzeria Sara

Pedi pra comer uma bisteca alla fiorentina com gnocchi 4 formaggio, um vinho tinto Chianti, e meu marido uma cotoletta de vitello com molho de trufas que estava simplesmente di-vi-no! (vide menu abaixo, o da última linha). Meus sogros pediram um risotto e um spaghetti alla carrettiera.

Onde comer em Florença?

Onde comer em Florença?

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Pra começar…

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Pão italiano morninho

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Gnocchi 4 formaggio

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Bistecca alla Fiorentina

Cotoletta de vitello com molho de trufas - o acompanhamento eram batatas assadas com alecrim, que não tirei foto.

Cotoletta de vitello com molho de trufas – o acompanhamento eram batatas assadas com alecrim, que não tirei foto.

A bistecca alla fiorentina é um dos pratos mais pedidos da região da Toscana, e geralmente aparece no cardápio com o preço por 100g. Então, tome cuidado ao ver por exemplo 3,99€ e pensar que é o valor do prato, pois não é (a que eu pedi, por exemplo, custou 19,00€, essa quantidade aí da foto de cima).

Quanto gastar? Aproximadamente 76€ + gorjeta (4 pessoas)

Quanto gastar? Aproximadamente 76€ + gorjeta (4 pessoas)

Após ter comido muito, ainda nos mimaram com um digestivo da região da Itália muito bom – e nem cobraram a mais por isso. Inclusive a garçonete falou que era um presentinho para nós provarmos. 🙂

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Digestivo Limoncello | Licor típico da Itália

No outro dia voltei novamente, e dessa vez pedi um entrecôte que também estava muito bom, mas no duelo, o do dia anterior saiu melhor. Ah, destaque para essas batatinhas assadas, são perfeitas! Belisquei a do meu marido no dia anterior e pedi uma pra mim nos segundo dia. 🙂 Parece não ser nada demais né? Afinal é só uma batata – mas não.

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O atendimento foi tão bom, fomos tão bem tratados, que deixamos uma boa gorjeta, apesar de não ser obrigatório. Ah, e além disso tirei até foto com umas funcionárias EXTREMAMENTE simpáticas que trabalham lá.

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Funcionárias da Trattoria Sara

Curiosidade: Depois que acabamos de comer, vimos que estávamos num restaurante diferente do que tínhamos pesquisado inicialmente antes de ir. Eu acabei trocando os números e falei errado o endereço pro meu marido, que nos levou até esse. Ainda bem né?? 🙂 Depois passamos na frente do restaurante que íamos inicialmente, e não tinha quase ninguém… Pra não errar e ir no certo (que é o que fomos), anota aí: Via Rosina, 7, Florença.

E vocês? Sabem indicar outro lugar onde comer em Florença?

Um beijo!

O que fazer em Florença: dia 1

Logo ao desembarcar na Estação Santa Maria Novella já senti que essa seria a cidade que mais me atrairia na Itália, dentre as que conheci. Em Florença não tem Coliseu, não tem toda pompa da moda de Milão, não tem os charmosos canais de Veneza e tampouco o mar azul da Sardenha, mas tem chuva de arte, museus incríveis, beleza natural e um clima delicioso.

Florença é o centro histórico, artístico, econômico e administrativo da região da Toscana. Além disso, foi o berço do Renascimento, movimento cultural fruto da difusão das ideias do humanismo que ocorreu nos séculos XV e XVI. É a terra de Dante Alighieri e de vários papas da história. Florença é sinônimo de comida boa, dos bons vinhos, arte e história.

Chegamos à noite e fomos andando para o hostel, e no caminho já fui gostando do clima da cidade, das pessoas e com o sorriso de orelha à orelha. Fomos comer uma coisa rápida, que não vale a pena citar aqui, pois estávamos muito cansados de um dia inteiro andando em Veneza, seguido de uma longa viagem de trem. Eu estava transbordando de curiosidade de desbravar a capital da Toscana, que estava logo ali, na sola dos meus sapatos. Apesar disso, segurei a ansiedade, fui para o hostel dormir que no outro dia o bate-perna começaria cedo.

Eu já tinha comprado ingresso antecipadamente para visitar a Galleria della Academia, e tinha horário marcado. Escolhi o segundo horário (8:30h), pois temia que não conseguisse ver tudo o que queria ver na cidade. Fiz bem em escolher esse horário, pois a fila poucas horas depois era simplesmente gigantesca e seria impossível chegar perto da obra mestra “David”, de Michelangelo.

Esse museu é o segundo mais visitado de Florença, ficando atrás somente da Galleria Uffizi, que eu visitei no período da tarde. Florença respira arte e museus, e visitar a Galleria della Academia é indispensável pra qualquer visitante. O museu não é grande, e em torno 1:30 é suficiente para conhecê-lo. Sem dúvidas o que mais me impressionou foi a obra David. Eu imaginava que fosse só mais uma escultura no meio da multidão, mas não, Michelangelo quase atingiu a perfeição ao fazer essa obra. O David de mármore mede  5,17 de altura (vocês conseguem imaginar??), e se eu nunca tivesse ido lá, jamais imaginaria que fosse tão alto. E pensar que essa escultura foi concluída no ano de 1504 é de deixar qualquer um boquiaberto. E não pense que só essa obra impressiona nesse museu, têm outras super interessantes de conhecer, como Rape of the Sabines, de Giambologna.

Endereço: Via Ricasoli, 60. Preço: Em geral 6,50€, mas se tiver exibições temporárias o preço costuma mudar. Além do preço do bilhete, paga-se 5,99€ pela compra antecipada online. Funcionamento: Todos os dias, exceto segunda-feira.

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Fila gi-gan-te!

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Mais fila…

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Dica: Vá cedo se não quiser encontrar um museu totalmente lotado!

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David, de Michelangelo

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David, de Michelangelo

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Galleria della Academia

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Rape of the Sabines | Achei essa fantástica!

De lá rumamos para a Piazza del Duomo, onde está localizado o Duomo de Florença, o centro religioso da cidade. Fomos mais para caminhar pela Praça, sem entrar em nenhum lugar, pois voltaríamos no próximo dia. Como curiosidade, na esquina da Via dei Calzaioli com a Piazza del Duomo se encontra a Loggia del Bigallo, uma pequena área onde antigamente costumavam expor as crianças abandonadas.

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Orfanato

Como estávamos pertinho do I Due Fratellini, fomos conhecer. Esse minúsculo lugar, uma portinha com UM único banco pra sentar em seu interior, funciona desde 1875 sob o comando da mesma família. A especialidade deles são os autênticos Paninis italianos e vinhos típicos da Toscana. A fila costuma ser grande, mas no dia que fomos não tinha fila nenhuma e minha sogra até conseguiu sentar no (único) banco que tem dentro. Fomos atendidos pelo proprietário, um rapaz simpático e atencioso, que nos serviu nosso sanduíche rapidamente. Eu sinceramente esperava mais, mas como esperar muito de um pão duro italiano? rs. Porém, gostei do atendimento e do recheio. Acho sim que vale a pena dar uma passadinha por lá se estiver com fome e pelas redondezas. Ah, se você é fã do autêntico pão duro italiano, vai amar o local. 🙂

Endereço: Via de Cimatori 38/r50122 FlorençaItália.

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Fratellini

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Fratellini

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Fratellini

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Fratellini

No caminho encontrei por acaso um mercado chamado Mercato Nuovo – que de novo não tem nada, pois foi construído há 5 séculos atrás. No local você encontrará muitos artigos em couro (casacos, carteiras, bolsas, cintos, e tudo o que você pode imaginar), porém o preço é salgadinho pro que é. Então como não comprei nada, fui bisbilhotar a movimentação que se aglomerava ao redor de um porquinho, e notei que as pessoas tiravam foto tocando os dentes e focinho dele. Reza a lenda que se você tocar, você voltará a Florença. 🙂 E o mais engraçado, que rendia boas risadas dos visitantes, é que se você colocar uma moeda na boca dele e a moeda cair dentro da fonte, você terá boa sorte (o “engraçado” refere-se a quando não cai…). O nome desse porquinho maroto é Il Porcellino, que apesar de ser de cobre, já está  ficando dourado de tanto passarem a mão.

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Mercato Nuovo

A próxima parada foi a a Galleria Uffizi, o principal museu de Florença. Não espere ingresso sobrando na bilheteria, porque pode correr o risco de não ter. Apesar de cobrarem uma taxa pra comprar online, vale muito a pena, pois a fila é gigantesca!

A construção do edifício começou em 1560 por ordem de Cosme I de Médici para substituir o Palacio Vecchio como residência. Em 1581 finalizaram as obras e o edifício começou a abrigar as incontáveis obras de arte que havia reunido a familia Médici durante décadas. Nesse riquíssimo museu estão as obras “O nascimento da Vênus”, “Adoração dos Magos”, “A anunciação”, além de estátuas gregas, romanas, desenhos e etc.

Em relação ao museu que fui pela manhã, esse é bem maior e com bem mais coisas para ver. Recomendadíssimo!

Onde? Piazzale degli Uffizi, 6. Quanto? Mesmo preço e condições do anterior. Funcionamento: Todos os dias, exceto segunda-feira.

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Piazzale degli Uffizi

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Vista da Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

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Galleria Uffizi

O nascimento da Vênus

O nascimento da Vênus, de Botticelli

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Piazzale degli Uffizi

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Piazzale degli Uffizi

Dica: Conseguiram perceber que os principais museus de Florença não abrem às segundas, né? Se estiver planejando sua viagem para um bate-volta, evite as segundas. Caso esteja em Florença no primeiro domingo do mês, os museus são gratuitos, porém se quiser garantir o ingresso antecipado, é necessário “comprar ” pela internet e pagar a taxa de administração do site. Do contrário, terá que retirar o ingresso no local e mofar MUITO na longa fila.

Algumas horinhas depois saímos do museu e fomos nos apaixonar pelo Rio Arno, belo rio que corta a cidade. E que paisagem bonita, gente! Depois de tirar umas boas fotinhos, nos dirigimos para a Piazza della Signoria, a principal da cidade. Nessa bela praça está localizado o Palazzo Vecchio e alguns belos monumentos, como “Adão e Eva”, uma réplica de “David”, a “Fonte de Netuno” e a “Estátua equestre de Cosme I”. Esse é um dos lugares mais visitados de Florença, faça chuva ou faça sol, inverno ou verão, sempre estará super movimentado. 🙂

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Rio Arno

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Rio Arno

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Vista do Rio Arno

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Piazza della Signoria

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Piazza della Signoria

Como já estávamos cansados de tanto museu, não entramos no Palazzo Vecchio, fomos apenas no bonito hall (e haja fila!). Esse palácio mais parece um castelo, cujo término da construção ocorreu em 1314, para ser lugar de residência dos funcionários da república. Eu, particularmente, não fiquei muito animada de entrar, mas não faça como eu, se tiver um pouquinho mais de energia, VÁ. 🙂

Preço: 10,00€. Funcionamento: Aberto diariamente.

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Palazzo Vecchio

O que fazer em Florença: Palazzo Vecchio

O que fazer em Florença: Palazzo Vecchio

Bem ali na Piazza della Signoria está também o Gucci Museu, um museu dedicado à famosa grife italiana, em que conta a história do nascimento da empresa, exposição de objetos históricos e exclusivos, além de exposição de arte contemporânea. Pra quem se interessar, abre diariamente e a entrada custa 7€, cujos 50% são destinados para um fundo de conservação e restauração dos tesouros artísticos da cidade.

Endereço: Piazza della Signoria, 10, Florença.

UPDATE: O Gucci Museu está temporariamente fechado (informações de agosto de 2017).

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Gucci Museu

Meu primeiro dia já estava chegando quase ao fim, e então fui procurar um bom lugar pra comer. Vou deixar vocês um pouquinho curiosos, mas no próximo post eu conto sobre o restaurante escolhido, que foi tão bom que merece um post exclusivo.

Um beijo!!

Continue lendo sobre Florença: Onde se hospedar em Florença, Onde comer em Florença, Roteiro de Florença: dia 2

Onde se hospedar em Florença

Fui meio “no escuro” pra esse hostel, e confesso que com medo, pois além de mim, estava indo com minha sogra e meu sogro e ia ficar muito chateada se levasse eles para um local ruim. Porém, ultimamente estou tendo bastante sorte, viu? Encontrei o Plus Florence Hostel em breves pesquisas na internet e descobri que além de Florença, eles têm acomodações em Berlim e Praga.

O hostel fica localizado numa área ótima de Florença, próximo à Estação Santa Maria Novella, ao Mercado San Lorenzo e de vários restaurantes. Ao me hospedar nesse hotel não precisei utilizar transporte público, somente minhas perninhas. 🙂

Entenda uma coisa: o Hostel é gigantesco! Não faço idéia de quantos quartos têm nesse local, mas sei que são muitos. Mas não pense que porque são muitos que é uma bagunça: tudo extremamente limpo e organizado. 🙂

Vou descrever o hotel pra que vocês entendam melhor: tinha bastante gente na recepção trabalhando, sofás para espera, sala de computador com máquina de auto-serviço de bebidas (não-alcoólicas), academia, piscina – uma coberta climatizada e outra não, sauna, wifi gratuito, lavanderia em que é necessário pagar  4€ pela lavagem, 4€ pela secagem e 1€ do detergente (porém, as máquinas são profissionais e funcionam muito bem e rápido), restaurante no térreo em que é servido café da manhã (pago à parte) e outras refeições ao longo do dia, limpeza diária e até área pra balada (sim! acredite!).

Fiquei num quarto quádruplo e apesar de ser simples, parecia quarto de hotel. Tinham duas camas de solteiro, um beliche, televisão, criado-mudo, toalhas trocadas diariamente, local para pendurar roupas, armários com chave (locker) e banheiro privativo (que também era bom e limpinho).

Confesso que fiquei impressionada com a qualidade desse Hostel, que além de todas essas qualidades, não tinha barulho nenhum e conseguimos ter boas noites de sono.

Vale ressaltar uma coisa, como éramos quatro reservei um quarto quádruplo compartilhado, e enviei um email solicitando que ficássemos os quatro no mesmo quarto. Responderam rapidamente e me garantiram que nos colocariam juntos – e assim foi. 🙂

O Hostel é ótimo, principalmente se você vai na mesma situação que eu: eu costumava passar o dia na rua e não dividi quarto com desconhecidos. Mas claro, se você busca onde se hospedar em Florença para uma escapada romântica, esse não é o local ideal.

Preço? R$286/quarto quádruplo. Onde? Via Santa Caterina D’Alessandria, 15, Florença 50129 Itália.

Lembrando que ao fazer a reserva por esse link você foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! :)

Seguem algumas fotos:

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Sauna | Plus Florence Hostel

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Isso TUDO é o hostel!

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E mais isso!

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Quarto quádruplo | Plus Florence Hostel

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Quarto quádruplo | Plus Florence Hostel

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Restaurante | Plus Florence Hostel

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Piscina climatizada | Plus Florence Hostel

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Recepção | Plus Florence Hostel

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Sala de computador | Plus Florence Hostel

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Excursão chegando no Plus Florence Hostel

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Área de balada | Plus Florence Hostel

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Piscina climatizada | Plus Florence Hostel

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Restaurante | Plus Florence Hostel

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Lavanderia | Plus Florence Hostel

Qualquer dúvida, me perguntem!

Beijos!

Quer saber como obter uma diária de hotel grátis? 

Onde ficar em Milão sem gastar uma fortuna

Apesar de não ser o destino preferido dos turistas que visitam a Itália, encontrar onde ficar em Milão não é tarefa tão fácil, devido aos altos preços da hotelaria na cidade. Só me dei conta disso quando estava buscando hotel pra ficar duas noites, tempo total de minha estadia.

Porém, para minha alegria e pra alegria do meu bolso, encontrei um hotel que parecia bom e tinha um preço bem abaixo dos praticados pelos hotéis do centro da cidade. Chama-se Ágape Hotel, e está localizado fora da rota turística de Milão, porém praticamente em frente à estação de metrô Crescenzago (linha 2 – verde), e a aproximadamente 6 km do centro.

Que felicidade encontrar um hotel bom, barato, limpo, com atendimento bom, ótimas instalações e pertinho do metrô. O wifi também funcionou bem e pra quem pretende alugar carro, o local dispõe de estacionamento sem manobrista (10€/dia). Reservei um quarto quádruplo, pois passaríamos as duas noites com os meus sogros. O preço? R$278,00 a diária sem café da manhã, que contratamos diretamente no hotel a um custo de 7,50€ por pessoa/dia.

Lembrando que ao fazer a reserva por esse link você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui!

Seguem algumas fotinhos do hotel e a recomendação de que vale MUITO a pena a estadia nele, inclusive com a contratação do café da manhã, que é ótimo e farto (com nutella à vontade).

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Frente do Hotel Ágape (esse carro tinha que ficar parado aí?!)

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Recepção do hotel (ainda nos mimaram com sucos e tortas ao chegar!)

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Recepção do hotel

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Quarto quádruplo: Limpo, camas confortáveis, tv, frigobar, guarda-roupa e… quer mais o quê?

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Banheiro amplo e limpo

Onde ficar em Milão

Onde ficar em Milão

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Cappuccino italiano 🙂

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Cereais, tortas, frutas…

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Mais frutas e bolachas…

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Tortas

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Frios

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Croissant com prosciutto crudo (muito amor!)

É isso gente, gostei bastante desse hotel e recomendo a todos, principalmente às famílias com crianças, por ter quarto quádruplo.

Outras informações:

A cidade cobra um imposto de 4€ por pessoa/noite até 14 noites. Esse imposto não se aplica a crianças de até 18 anos.

Endereço: Via Flumendosa 35, Milão, MI, 20132, Itália.

Nota 4 no Trip Advisor.

Continue lendo:

  1. O que fazer em Milão no primeiro dia
  2. O que fazer em Milão no segundo dia

Milão: 2° dia

Continuação…

Depois de tomar aquele café da manhã reforçado no hotel, começamos a batalha do segundo dia. Primeira parada: Duomo, uma das estrelas da cidade. Essa enorme catedral gótica está situada no coração da cidade e tem capacidade para mais de 40 mil pessoas em seu interior. A título de curiosidade, sua construção começou em 1386 e impressiona pela suntuosidade, sendo considerada uma das maiores catedrais góticas do mundo. Seu interior está repleto de gigantes colunas de mármore, pinturas e esculturas. Particularmente, a escultura que mais me chamou atenção foi a de São Bartolomeu, em que aparece carregando sua própria pele sobre os ombros, fazendo alusão ao martírio que sofreu. Curiosidade: No subterrâneo da Igreja está a cripta de São Carlos, em que se conservam seus restos.

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Porta do Duomo

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Detalhes do Duomo

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Duomo de Milão

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Duomo de Milão

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Órgão do Duomo de Milão

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Duomo de Milão

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Cripta de São Carlos

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Mais detalhes da porta do Duomo

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São Bartolomeu

A entrada na Catedral é gratuita, porém se você quiser tirar foto é necessário pagar 2,00€ e pegar uma pulseirinha amarela, que deverá ficar no seu pulso durante toda a permanência na igreja. Falando sério: Se você realmente quer tirar foto, pague os 2,00€ e seja feliz! Vi tanta gente mal educada tirando foto sem a tal pulseira… e sei lá, se existe uma regra galera, vamos cumpri-la, né? 🙂 (ou então não tira foto, ué). desabafo

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Pulseirinha que recebe ao pagar para tirar foto

É possível também subir para admirar Milão do alto do Duomo, e eu aconselho que vá cedo pra não pegar tanta fila. Preço/elevador: 12,00€. Preço/escada: 7,00€. Eu não cheguei a subir, desisti por causa da lentidão da fila.

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Fila…

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E enquanto esperava na fila…

O próximo ponto foi a Galleria Vittorio Emanuelle, que fica bem ao lado do Duomo. Essa bela galeria, construída em 1865, foi um dos primeiros centros comerciais de luxo do mundo. Nela se podem encontrar bons restaurantes e as lojas mais luxuosas do mundo da moda (Gucci, Prada, Louis Vuitton, etc). O seu teto é de vidro e as paredes de mármore. Sem dúvidas uma das mais bonitas que já vi. Ir em Milão e não ir nessa Galleria é inconcebível, pois Milão respira moda e nesse local você pode ver isso realmente. Por incrível que pareça, lá também tem uns “achados possíveis”, como lojas de gravatas 100% seda por um ótimo preço. Se estiver querendo presentear o maridão, é uma boa ideia. 🙂

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Galleria Vittorio Emanuelle

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Galleria Vittorio Emanuelle

 

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Galleria Vittorio Emanuelle

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Não entendeu essa foto aí? Calma, você já vai entender.

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Eu posso explicar essa foto…

Pra quem quer saber que foto de retardada é essa aí de cima eu posso explicar:  Reza a lenda que se você girar o calcanhar direito três vezes nas genitais do touro, é sinônimo de sorte! Então vamos lá!! 🙂

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Gire 3 vezes o calcanhar direito e boa sorte!

A fome estava batendo e nesse dia eu resolvi enfiar o pé totalmente na jaca. Não fui almoçar comida e sim o famoso panzerotti do Luini, uma casa especializada em fazer as pessoas saírem da dieta desde 1888. No local vendem panzerotti (uma espécie de calzone?) e outras guloseimas com diversos recheios: queijo, presunto italiano, tomate seco, etc. Difícil é escolher só um! Não se assuste com a fila que se forma no local, até que anda rápido. E se estiver pretendendo comer sentadinho, esqueça, a casa funciona no esquema pagou, levou. Eu comi ali pela frente mesmo, sem qualquer conforto, mas valeu a pena porque adorei o tal panzerotti! E já que eu estava jacando, tem uma gelateria bem em frente ao Luini que a fila enroooola de tanta gente (Cioccolati Italiani), apesar de demorar bastante pra ser atendida, fiquei por lá. No final achei que não valeu a pena, pois não era tão bom: meu gelato além de não ser tão gostoso não estava na temperatura ideal.

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Fila no Luini

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Opções do Luini

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Chorei vendo essa foto :~

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Muvuca na Cioccolati Italiani

Depois de jacar, segui para deixar meus sogros no ponto do táxi, pois estavam cansados. De lá fui passar pela frente do Teatro alla Scalla, um dos teatros de ópera mais famosos do mundo. Eu estava curiosa para vê-lo por se tratar da inspiração para o Teatro da Paz, em Belém do Pará. E realmente a semelhança é gigantesca! (apesar de achar o de Belém mais bonito por fora). Bem em frente ao Teatro tem um monumento a Leonardo da Vinci, mas quando fui estava sendo restaurado. Curiosidade: Em 1870 o compositor Carlos Gomes estreou o ópera O Guarani neste teatro.

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Teatro alla Scalla

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Eu nem queria ver o monumento mesmo…

Já estava na hora de encontrar a prima do meu marido e fomos atrás dela. Passeamos de bondinho (por que eles são tão lindos?) e seguimos até a Pinacoteca Ambrosiana, um importante museu da cidade. Nele você poderá ver obras de artistas como Leonardo da Vinci, Botticelli, Bramantino, Tiziano e Caravaggio. Recomendo fortemente a visita! Infelizmente quando eu cheguei não podia mais entrar por causa do horário, então tive que me contentar só com o pátio do museu. Endereço: Piazza Pio XI, 2. Preço: 15,00€.

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Fotinho dentro do bonde, como um bom turista

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Pinacoteca Ambrosiana

De lá seguimos para caminhar no bairro de Brera, e de cara caí de amores! Quantas ruelas lindas, românticas, sem tumulto… simplesmente adorei! Nos anos 50 esse bairro era povoado pelos artistas e prostitutas, e atualmente se converteu em um dos metros quadrados mais caros da cidade, repleto de restaurantes, bares e lojinhas. Ah, mas o que mais me encantou não foi isso não, foram as ruas estreitas e as janelinhas das casas cheia de flores. 🙂

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Brera

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Simpático garçom! rs

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Para os mais românticos…

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Não é fofo?

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Una bella ragazza

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Via Monte Napoleone e uma das sedes da Armani em Milão. Reza a lenda que quando Giorgio Armani quer trabalhar, ele trabalha daí (coitadinho, né?)

Depois de caminhar um bocadão pelo bairro de Brera, chegava a hora de tomar um aperitivo milanês. E nada melhor que aproveitar pra conhecer Naviglio, né?  Pegamos o metrô e rumamos para Naviglio, onde encontramos um outro primo do meu marido, que apesar de ter nascido no Brasil, se mudou pra Itália ainda criança e fala português com sotaque italiano (Felipe, se você estiver lendo isso, saiba que eu acho lindo, confesso). Encontramos também um amigo deles italiano, que conseguíamos conversar um pouco se falássemos beeeem devagar. Rumamos para um dos bares/restaurantes do Naviglio para tomar um aperitivo, para os brasileiros mais conhecido como happy hour. Funciona de forma muito semelhante com o Brasil: numa determinada faixa de horário o valor é fixo e você pode comer à vontade, somente a bebida que é controlada, sendo uma para escolher.

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Aperitivo milanês em Naviglio | Só faltou o Felipe na foto 🙁

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Mentira que eu estava bebendo vinho. Peguei a bebida emprestada do primo do meu marido =)

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Pós-trabalho a galera costuma ir pra Naviglio para encontrar os amigos, comer e beber. E não é pouca gente não…

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Naviglio Grande: O canal estava quase vazio…

Navigli foi o principal porto fluvial da Itália no final do século XIX, quando no ano de 1300, o mármore para construir o Duomo navegava sobre ele. Não deixe de percorrer a região entre Naviglio Grande e Naviglio Pavese, onde tem grande concentração de bar e vida noturna. Por lá também têm várias discos, mas não sei discorrer sobre nenhuma porque não fui (me perdoem, eu sou velha). Como chegar: Metrô linha 2 (verde) – Estação Porta Genova.

Gostei muito de Milão e achei dois dias suficientes pra percorrer a cidade sem pressa. E uma das coisas que mais me chamou atenção foi como o cenário da moda e do design respira nessa cidade: homens e mulheres extremamente fashions, lojas de móveis bonitas e modernas, às vezes parecia que eu estava num desfile de moda – e claro que eu não estava participando dele. Milão não é uma cidade limpa, nem cheia de pessoas simpáticas, talvez o fato de eu estar com pessoas que falavam italiano (fluente) ajudou. Uma das coisas que me chamou atenção em Milão foi o fato de muita gente não falar inglês (mas sou brasileira, e no Brasil também não falam, então tudo bem).

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Galleria Vittorio Emanuelle ao fundo

Recomendo atenção redobrada em ambientes muito movimentados, como a Estação Central de trem. Vigiem seus pertences e verifiquem quanto receberam de troco. Não que eu queira assustar, mas deram troco errado pro meu sogro numa cafeteria da Estação Central – por sorte ele percebeu e reclamou na hora (em português mesmo!!). Então, não descuidem pensando que porque estão na Europa estão no paraíso, porque não é bem assim.

E como se locomover em Milão? A melhor opção que encontrei foi comprar o abono de transporte público de 48h ilimitado. Paguei 8,25€ pelo bilhete e pude utilizá-lo tanto no metrô como no bondinho. É super fácil se locomover na cidade, pois sempre tem metrô próximo aos pontos turísticos (e achei o metrô bom!).

E vocês? Já foram a Milão?

Um beijo!

Para ler sobre meu primeiro dia em Milão, clique aqui.

Milão: Uma boa surpresa! – dia 1

Já tinha lido bastante acerca de Milão, para uns foi terrível, para outros “não fedeu, nem cheirou”, outros caíram de amores e outros se decepcionaram. Faço parte do time que leu muito review negativo sobre a cidade mas que no final das contas foi surpreendida! (positivamente). 🙂

Chegamos no Aeroporto de Bérgamo, a 46 km de Milão. Se você viajar pelas companhias low-cost, bem provável que chegue por ele também. Porém, apesar de distante, o transfer entre o aeroporto e o centro de Milão foi extremamente fácil! Comprei antecipadamente o ticket do ônibus no site da Terravision e custou 5€ por pessoa (valores de 2014). Desembarquei na Estação Central (na verdade em frente a ela, numa praça) e andei pra pegar o metrô pra ir para o hotel.

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Ônibus Terravision – Bérgamo/Milão

Após deixar as malas corremos pra rua pra passear. Afinal, tínhamos horário marcado pra ver a famosa obra “A última ceia”, de Leonardo da Vinci. E como foi difícil conseguir ingresso, viu? Se tiver viagem marcada pra Milão e pretender ver a obra, recomendo que garanta o quanto antes sua entrada. O Cenacolo Vinciano funciona somente com hora marcada e tem ingresso bastante limitado. Duração? É permitido ficar no local apenas 15 minutos e não pode tirar foto. Quanto? O ingresso custa 8,00€ e se você for comprar de um atravessador não espere pagar menos de 30,00€. Como comprar? Tentei  arduamente comprar o ingresso pelo site e sempre aparecia que não tinha mais disponibilidade. Sem exageros, todos os dias eu acessava o site pra ver se tinha aparecido alguma vaguinha. Sem sucesso, telefonei para a central de vendas e o telefone só dava ocupado (praticamente impossível falar com alguém!). Faltando apenas duas semanas para a minha viagem, consegui comprar os ingressos pela internet. Milagrosamente apareceram 4 ingressos para o dia que eu chegava em Milão! SORTE!

Dica: O ticket impresso pela internet deve ser trocado pelo ingresso na bilheteria do local, então recomendo que chegue com pelo menos uns 15 minutos de antecedência.

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Ingresso Cenacolo Vinciano

Como a maioria já deve saber, essa obra representa a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos, antes de ser preso e crucificado. É um dos maiores e mais estimados bens do mundo da arte. A obra se encontra no convento de Santa Maria delle Grazie e o Duque Ludovico mandou construir para, entre outras coisas, servir de lugar para sepultar seus familiares. Leonardo da Vinci começou a fazer a pintura em 1495 e passou aproximadamente três anos de sua vida se dedicando a ela, que posteriormente foi vítima de agressões ao longo do tempo, como bombardeio aéreo na II Guerra Mundial. Atualmente, apesar de já ter passado por restauração, a obra está visivelmente degradada e continua sendo objeto de estudo e de mistérios acerca de sua interpretação.

Uma curiosidade é que depois de tanto tempo se dedicando à pintura, Leonardo da Vinci não cobrou nem um centavo sequer por fazê-la (tava podendo né maninho?). 

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Santa Maria delle Grazie

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Não é no prédio bonito da foto anterior que vocês vão entrar, é nessa porta aqui de trás, ó.

De lá, fomos caminhar pelas redondezas e encontrei uma gelateria di-vi-na, que pra mim foi a melhor que conheci em Milão. Pra quem vai visitar o Cenacolo Vinciano, recomendo uma passadinha por lá, pois fica próximo. O nome é Shockolat Milano. Peça um de pistache e seja muito feliz! 😀 Endereço: Via Boccaccio Giovanni, 9. Preço: 2,50€ tamanho pequeno.

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Shockolat Milano

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Gelato de Pistache

Segui para almoçar e depois fui conhecer uma igreja bem bonita, porém que infelizmente na época da minha visita estava passando por uma restauração e com um cheiro extremamente forte de tinta. A Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore é uma daquelas igrejas que passa despercebida pelo visitante: Seu exterior é bastante sóbrio, mas seu interior guarda uma beleza imensurável, apesar de pequenina. Suas paredes estão cobertas por maravilhosos afrescos do século XVI, bem conservados. E curiosamente, ela é dividida em duas: a parte da entrada, em que as pessoas assistiam às missas, e a parte interior, onde ficavam as freiras. Endereço: Corso Magenta, 15. Preço: Entrada gratuita.

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Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore

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Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore

A próxima parada foi o Castelo Sforzesco, construído para ser uma fortaleza no século XIV. Posteriormente foi transformado num Palácio Ducal, que seria destruído durante a República Ambrosiana. Depois de muitos anos o local converteu-se em vários museus importantes da cidade, dentre eles os seguintes: Museu de Arte Antiga, Pinacoteca, Museu Egípcio, Museu de Pre-historia, Museu de Artes Decorativas, Museu de Instrumentos Musicais e Museu dos Móveis. Se você não estiver interessado em visitar os museus, recomendo fortemente que vá conhecer pelo menos o pátio central do Castelo, que se encontra aberto ao público de forma gratuita. Se o problema for €, saiba que os ingressos são bem baratos: 3,00€ cada museu. MAS, claro que sempre tem uma brechinha pra não pagar nada e foi o que eu fiz. Grátis: De quarta à domingo das 16:30 às 17:30h.

E em apenas 1h é suficiente pra conhecer algum museu? Pelo menos o museu que fui pôde ser percorrido inteiramente em 1h. O museu escolhido foi o Museu de Arte Antiga, que foi o que mais me interessou. Mesmo tendo ido num horário gratuito, não tinha fila alguma pra entrar. O carro chefe desse museu é a obra Pietà Rondanini, de Michelangelo. Aos que não sabem, essa foi a última escultura feita pelo artista, que não conseguiu concluí-la e que inspira mistérios até hoje, como por exemplo: quem está apoiando quem? Jesus está apoiando Maria ou Maria está apoiando Jesus? Isso só Michelangelo poderia responder. Aos que vão a Milão em 2015, atenção: a obra será remanejada para um outro lugar, para a Expo15, um dos maiores eventos existentes no mundo.

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Castelo Sforzesco

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Castelo Sforzesco

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Castelo Sforzesco

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Museu de Arte Antiga

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La Pietà Rondanini, de Michelangelo

Logo atrás do Castelo está o Parque Sempione, o maior parque público e pulmão de Milão. Caminhei e sentei um pouquinho por ali, pra admirar o verde do local. Mais alguns minutos de caminhada e cheguei ao Arco della Pace, belíssimo arco que começou a ser construído em 1807 para comemorar as vitórias de Napoleão. Porém, com a derrota de Napoleão em Waterloo a construção foi interrompida e retomada em 1826 sob ordens de Francesco I de Austria com um novo objetivo: celebrar a paz europeia de 1815. Com 25 metros de altura e 24 de largura em mármore, o arco é um dos principais símbolos da cidade. Minha opinião: Apesar de ser bem comum na Europa a presença desses arcos, confesso que o de Milão me impressionou pela beleza e pelos ricos detalhes. Vale a pena gastar uns bons minutos apreciando esse monumento.

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Parque Sempione

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Detalhes do Arco della Pace

Nossa jornada turística do primeiro dia acabou por aí, pois nas próximas horas gastaríamos nosso tempo com a família italiana do meu marido que mora lá. Sentamos pra esperá-los bem em frente ao arco, de onde admiramos o pôr-do-sol.

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Arco della Pace

Fomos jantar numa pizzaria napolitana que tem perto do Arco. Aos interessados, comemos na Fratelli la Bufala, local pouco turístico e frequentado pelos locais. A massa não é fina como a pizza romana mas ao mesmo tempo é leve e você não sai de lá com a sensação de que comeu demais. Endereço: Corso Sempione, 30. Ah, não lembro exatamente do preço, mas não é cara não… mesma faixa de preço das outras.

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Fratelli la Bufala

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A turma era bem grande!

De lá fizemos uma bela caminhada noturna até a Piazza del Duomo (3 km). Pra quem busca badalação, a Corso Sempione, nas proximidades do arco, tem um milhão de bares/baladinhas. Separe uma boa roupa porque o negócio não é fraco não!

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Tour de bicicleta noturno. Tem!

Após alguns minutos de caminhada, risada, cansaço, e conversas sendo colocadas em dia, chegamos à Piazza del Duomo, onde a vimos lindamente iluminada e que nos deixou com gostinho de “quero voltar” – pra onde voltaríamos no segundo dia.

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Amanhã tem mais! | Duomo

Um beijo!

Para ler sobre o segundo dia em Milão, clique aqui.

Coimbra – Portugal

Demorei a começar a escrever sobre Coimbra porque desde que fui praticamente não parei mais de viajar. Difícil sentar o bumbum sossegada pra escrever!

Em Coimbra passei pouco tempo e a princípio eu fui porque era perto de Fátima e porque tenho uma amiga que mora lá (no final das contas acabei nem vendo minha amiga, mas tudo bem!).

Passei um dia apenas em Coimbra e fiquei hospedada no Tryp Coimbra Hotel, que gostei bastante. A cidade está situada a pouco mais de 200km de Lisboa e se você estiver passeando pela região, inclua no seu roteiro. Não é o tipo de cidade em que você terá muitas atrações pra ver, mas em que a cidade é a atração em si – principalmente o bairro velho (os arredores da universidade). Cidade de ruas estreitas, longas escadas e arcos medievais.

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Arcos medievais de Coimbra

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Ruas e ladeiras de Coimbra

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Arcos de Coimbra

Se você for de carro, fique muito atento por onde está andando. Tem MUITAS ruas que o carro não passa (de tão estreito que é!) e o GPS não funciona corretamente. Nos perdemos algumas boas vezes, mas não tivemos problema, afinal estávamos só a passeio mesmo. 🙂

Separe um tempo para visitar a Universidade de Coimbra – a estrela da cidade. Essa universidade foi a primeira de Portugal e uma das primeiras da Europa, fundada em 1290. Em 2013, a Unesco elegeu o campus histórico da Universidade como Patrimônio da Humanidade. A visita à Universidade não é paga, mas se quiser visitar a Biblioteca Joanina (recomendadíssimo) compre o ingresso antecipado para não correr o risco de ficar esperando. Vi fotos da biblioteca e é realmente belíssima, pena que quando fui comprar ingresso teria que esperar 2h pra entrar, então claro que infelizmente não entrei. 🙁

Na ocasião, pude ver alguns alunos usando o típico traje dos universitários portugueses (capa e batina), comum não só em Coimbra como nas outras cidades de Portugal.

Quando o aluno veste o traje acadêmico, algumas normas devem ser seguidas:  A capa é preta, podendo o estudante usar do comprimento entre os tornozelos e os joelhos. As costuras não podem ser visíveis do outro lado da capa e devem ser em cruz.

Para as mulheres, uso de brincos é tolerado, devendo ser pequeno e dourado. Maquiagem? Nem pensar, pois não é autorizado. Se quiser amarrar o cabelo, apenas com elástico de cor preta.

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Ah, mas turista pode né?

O pátio da universidade é lindo e tem um mirante que dá pra ver a cidade do alto (bem do alto mesmo!). Vale a vista e a visita! 🙂

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Entrada para o pátio das escolas da Universidade: Porta Férrea

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Fila começando pra entrar na Biblioteca Joanina

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Universidade de Coimbra

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Universidade de Coimbra

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Detalhes da Universidade de Coimbra

Dei uma volta pelo Rio Mondego, o rio onde fica o parque verde do Mondego, às margens do rio, e é conhecido também como complexo verde do Mondego. Ocupa uma área de 400.ooo metros quadrados dedicados exclusivamente  ao lazer e às atividades esportivas. Também tem restaurantes logo ao lado do rio, onde pode comer típica comida de Coimbra.

De lá pasmem fomos para o supermercado comprar umas coisinhas. Quem disse que isso não é um programão em Portugal? Compramos vários vinhos bons e com bom preço, produtos que só encontramos em Portugal e até livro. 🙂 Escolhemos ir no Continente, que é grande, farto e barato, se comparar com os supermercados da Espanha.

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Quem já leu?

Visitamos também o Restaurante e Cervejaria Praxis, considerado por muitos um dos melhores de Coimbra. Porém, confesso que não me surpreendeu em nada. Pedi um bacalhau que estava bem mais ou menos mais pra menos e meu marido pediu uma francesinha, prato típico do Porto. Mas confesso que a cerveja é boa! Recomendo a ida não pra jantar, mas pra beliscar algo e provar as cervejas artesanais, que são produzidas por eles mesmo. OBS: Nós do Brasil estamos a frente dos nossos companheiros lusos nessa questão: não estranhe se estiver dentro de um restaurante e alguém começar a fumar do seu lado. Lá é permitido! péssimo. Endereço: Urb. Quinta da vaizea Lote 29 Santa Clara, 3040-380, Coimbra, Portugal.

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Francesinha: Prato típico do Porto

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Cerveja artesanal | Praxis Coimbra

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Qualidade de foto zero, eu sei, mas dá pra ver mais ou menos quanto gastei…

Nossa estadia em Coimbra foi curta e de lá seguimos viagem para Fátima, a menos de 90km.

E vocês? Já foram a Coimbra?

Beijos!

Ainda não sabe onde se hospedar em Coimbra? Leia aqui.

Roteiro de 1 dia em Veneza

A trip pra Veneza foi uma continuação de uma viagem que seguira pela Itália. Estava em Milão, de lá segui pra Veneza e de lá parti pra outro destino. Montei um roteiro de 1 dia em Veneza e não sei porque não me encantei… a cidade estava fervilhando de tanta gente. Nem tudo são flores quanto o assunto é viagem e logo de cara não me encantei, mas é algo pessoal e acho que vale a pena SIM incluir no roteiro de quem viaja a Itália.

Lembrando que ao fazer sua reserva de hotel pelos meus links do hotéis.com ou booking você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o blog a se manter vivo. :)

Venezia é um lugar curioso, pois na nossa linda cabecinha pensamos como é possível uma cidade sobreviver sem carros nos dias atuais? Em Veneza é possível. O transporte é feito a pé, por taxi marítimo, gôndolas e vaporettos. E até engarrafa na água… E será que dá certo? Bem, a cidade foi fundada em 421, então acho que não preciso responder.  A cidade está integrada por 118 pequenas ilhas unidas entre si por 455 pontes.

Como dito anteriormente, passei apenas um dia em Veneza e sinceramente acho que dois são suficientes. Porém, como eu não estava a fim de entrar em museus, um dia foi bom. Meu objetivo principal era conhecer suas estreitas ruelas, o funcionamento de uma cidade sem carros, e claro, avistá-la de cima. 🙂

Observação e desabafo: Logo ao chegar na cidade, na estação Santa Lúcia, uma mulher me empurrou na escada e acabamos discutindo e todo o glamour da cidade foi pro espaço. Ela era moradora e eu imagino que não deve gostar de turistas, mas paciência né? Não é por isso que tem que empurrar os outros da escada! Tudo bem que se eu pudesse, jogaria ela no canal. (Brincadeiras à parte, vamos pro que interessa!).

Desembarquei na Estação Mestre e de lá segui para a estação Santa Lúcia, a mais central. O trajeto entre as duas durou uns 5 minutinhos e custou 1,25€ (por pessoa). Como tínhamos mochilas pesadas, deixamos no locker da Estação Santa Lúcia logo que desembarcamos. O preço do locker é cobrado por horas e  por volume, apesar de não ser barato, vale a pena por poder andar mais à vontade na cidade.

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Estação Santa Lucia

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Locker da Estação Santa Lucia: Cobrado por bagagem.

Logo ao chegar rumei a caminho da Piazza San Marcos, e pelo caminho já dá pra sentir um pouquinho do que é Veneza: suas ruelas serpenteantes e quase labirintos, seus milhares de canais, os famosos gondoleiros e toda aquela beleza que imaginamos.

Porém, confesso que só dei “aquela” suspirada na minha parada seguinte: Campanário de São Marcos, que considero imperdível para quem visita a cidade. Comprei o ingresso na hora e apesar de ter fila, andou bem rápido. Aos sedentários de plantão, saibam que a subida é feita através de elevador. A vista que se tem do alto é belíssima, e pra completar o dia estava bem azul quando fui, o que melhorou ainda mais! A torre tem quase 100 metros de altura e que eu saiba não tem outro prédio mais alto que ela na cidade. Antigamente, lá era o local de onde avistavam os incêndios e as embarcações que chegavam. Preço: 8,00€.

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Cenário veneziano

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Praça São Marcos: O coração de Veneza

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Campanário de São Marcos

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Bela vista do alto do Campanário

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Praça São Marcos vista do alto

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Belas paisagens…

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Linda Veneza 🙂

De lá perambulei pela Piazza San Marcos, a principal da cidade e que está sempre cercada de turistas, bares e restaurantes, muitos deles pega-turistas.

Nessa praça está localizado o Caffe Florian, um café elegantérrimo que foi o primeiro a abrir na Itália. Os afortunados que frequentam o local desembolsam em média 7,00€ num cafézinho. Sentiu o drama? Realmente é um café bem bonito e clássico, em frente dele tinha uma banda tocando piano pra deixar o clima mais bonito ainda. Mas sinceramente achei muito inflacionado… (como tudo em Veneza…)

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O café mais antigo da Itália

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O clássico Café Florian

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Música do Café Florian

Aproveitando que eu já estava pela praça, fui visitar a Basílica de São Marcos, que é a igreja mais importante de Veneza. Essa igreja começou a ser construída em 828 para abrigar o corpo de São Marcos, porém se converteu em catedral da cidade somente em 1807. Na decoração do interior predomina a cor dourada do estilo bizantino e debaixo do seu altar repousa o corpo de São Marcos. Imperdível de conhecer e vale muito enfrentar a longa fila! Se você leu o famoso livro de Dan Brown, vai achar mais incrível ainda. Preço: Entrada gratuita.

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Basílica de São Marcos

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Basílica de São Marcos

A fome já estava batendo e então fui procurar um local pra almoçar. E que péssima escolha a que eu fiz! Comi em um dos muitos restaurantes próximos à Catedral e era simplesmente um pega-turistão de carteirinha: caro e péssima qualidade. Nem vale a pena falar dele aqui. Se puderem, evitem almoçar na região (ou pesquisem antes no Tripadvisor).

De lá parti para caminhar pela cidade e passei pela Ponte dei Sospiri, reza a lenda que ali era o último lugar que os condenados à morte viam a cidade antes de entrarem na prisão, que ficava bem ao lado. Eles passavam pela ponte, paravam, suspiravam e entravam na prisão. Tenso né?

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Ponte dei Sospiri

Ainda ali perto (Piazza San Marcos) fica o Palácio Ducal (Palácio do Duque), e em seu interior têm obras dos renascentistas Tiziano e Bellini. O célebre prisioneiro Casanova fugiu pelo telhado desse palácio em 1756. Eu, particularmente, não fiquei muito interessada em entrar, mas pra quem tem interesse o ingresso custa 16€ e funciona todos os dias.

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Palácio Ducal

Como eu disse pra vocês, meu objetivo em Veneza não era conhecer os museus e galerias de arte, pois meu tempo era curto e eu quis priorizar conhecer a cidade em si. Meu próximo destino foi a Ponte Rialto, uma das pontes mais glamourosas da ilha, que cruza o Gran Canal, o maior de Veneza. Antigamente a mesma era de madeira, porém ela caiu e outrora pegou fogo, e então construíram a atual em 1591. É uma bela ponte repleta de turistas tentando tirar foto de todos os ângulos – e eu me incluo!

Roteiro de 1 dia em Veneza: Muita movimentação na Ponte Rialto

Roteiro de 1 dia em Veneza: Muita movimentação na Ponte Rialto

De lá fui tomar um gelato de pistache na Gelato Fantasy e é maravilhoso! Como vocês já podem imaginar, não são todos que são bons, é preciso saber qual ir. Esse é altamente recomendado! 🙂

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Gelato Fantasy: O meu preferido de pistache

Tentei fazer o passeio de gôndola mas confesso que achei os gondoleiros um tanto quanto antipáticos e como meu marido não fazia a menor questão de ir, acabei não indo. Pra quem não abre mão do passeio, custa 80€ a gôndola com capacidade para até 4 pessoas (em regra, mas vi gôndolas com mais!). Pelo que vi o preço é tabelado e não adianta pechinchar.

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Gôndola de Veneza

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Gôndola de Veneza

Como eu estava cansada quis pegar um vaporetto para voltar à Estação Santa Lucia, que é um tipo de transporte público de Veneza, mas a fila era tão grande, tão bagunçado e tão tumultuado que desisti. Além do que os funcionários não pareciam muito felizes em trabalhar…

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Pense no tumulto! Tô fora!

Então fui passear mais pela cidade e olhar os diversos tipos de artesanato que eles têm, destaque para a produção de produtos de vidro, feitos ali pertinho, em Murano. É uma coisa mais linda que a outra! Destaque também para os tecidos para decoração de casa: toalhas de mesa, panos, etc. Comprei até uma roupinha pra minha garrafa de vinho preferida! kkkk

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As famosas máscaras venezianas

Como eu estava interessada em provar algo local, me dirigi para a Rosticceria Gislon, onde pude tomar uma bebida típica chamada Bellini, à base de pêssego com prosecco, que achei excelente. E também comi o clássico Mozzarella in Carrozza, um salgado à base de fatias de pão empanadas com recheio do que você quiser (no meu caso, pedi um com recheio de queijo!). Sai a todo momento e os venezianos fazem fila no local pra pegar um bem quentinho!

Atenção: o local não é muito frequentado por turistas, então espere comer bem sem gastar uma pequena fortuna. No local também tem comida típica de Veneza e poucas mesas pra sentar, se der sorte como eu dei, consegue uma vazia. 🙂 ah, nada de luxo ou garçom na mesa, se dirija ao balcão, peça e pague. Outra dica é comer o baccalà mantecato alla veneziana, prato típico da cidade. 🙂 Endereço: Calle della Bissa, referência: Campo San Bartolomeo.

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Mozzarella in Carrozza

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Bellini

Uma curiosidade que várias pessoas me perguntam: Veneza fede? Na época que fui, não. Não senti qualquer cheiro ruim… mas estava um pouco friozinho. Imagino que no verão seja diferente.

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Bela Veneza

Apesar de ser um local muito bonito, não me encantei com Veneza. Juro que nunca vi tanta gente junta num só lugar! Tudo muito lotado, cidade relativamente suja, pessoas não muito animadas… praticamente uma decepção, pois era um lugar que eu era louca pra ir. Pode ser que na minha próxima viagem minha impressão mude (assim eu espero!). Já ouvi relatos de pessoas que amaram a cidade, outras que detestaram… então é assim: cada qual com sua experiência.

Caso tenha mais tempo do que eu, inclua uma visita às vizinhas Burano e Murano, conhecidas pela produção de cristais e casinhas com fachada colorida.

Não deixem de me contar aqui o que acharam! Ok?

Beijos!

Qual a diferença entre Mancia, Coperto e Servizio na Itália?

Ao viajar para a Itália nos deparamos com cobranças em restaurantes as quais não estamos familiarizados no Brasil. Se você for o tipo de viajante mão-de-vaca que se preocupa com o valor das coisas que consome, sempre que for comer fora verifique se o coperto ou o servizio estão inclusos no valor do menu. Afinal, qual a diferença entre mancia, coperto e servizio?

Na Itália esses nomes esquisitos são taxas cobradas pelos restaurantes, e vou dividi-los em tópicos para ficar mais claro:

Coperto: Esse serviço é cobrado em forma de valor fixo por pessoa da mesa (inclusive crianças). Um valor razoável seria 1€ ou 2€ no máximo, mais do que isso já seria considerado caro. Pagar por esse valor é obrigatório e geralmente vem escrito no menu se cobra ou não. Se você for consumir o menu (primeiro prato+segundo prato+bebida) verifique se o coperto está incluso no valor final. Pela minha experiência, geralmente divulgam quando não há coperto e não falam nada quando há. Mas afinal, o que é isso?  Os italianos tem essa cultura de cobrar pelo espaço e pelos utensílios que você utiliza no local. Por exemplo, o coperto seria os pratos, os talheres, os guardanapos. Nada tem a ver com o serviço do garçom ou da equipe do restaurante. Apesar de eu não concordar, há quem diga também que o coperto são as entradinhas que são servidas na mesa: pão, azeite, azeitonas, etc. Porém, mesmo sem pedir e sem consumir essas coisas, você será cobrado.

Servizio: O servizio está diretamente relacionado à equipe do restaurante como um todo, não só com o garçom que atende a sua mesa. No servizio está incluso o trabalho do garçom, da faxineira, do cozinheiro, do barman, etc. Ou seja, o funcionamento do restaurante como um todo. Não tem unanimidade, mas li relatos de que é cobrado em forma percentual da conta (geralmente 10%) mas em alguns restaurantes que eu fui, fui cobrada por cada pessoa da mesa o valor de 1€/cada.

Mancia: É a nossa velha e conhecida gorjeta. Na Itália a gorjeta não é obrigatória e se você não der nada pro garçom não ficará mal visto. Os garçons da Itália ganham relativamente bem e não sobrevivem das gorjetas dos clientes, como os garçons norte-americanos, por exemplo. Porém, se você foi bem atendido não há nada que impeça dar a quantia que quiser, diferentemente do Brasil que costumamos dar 10%, não há uma alíquota pra isso, você dá quanto quer. Eu já fui em restaurantes na Itália que não dei gorjeta nenhuma, já dei 10% e já dei 20%. Vai depender diretamente do atendimento ser bom e da sua disponibilidade em fazer esse agrado.

E vocês? Tem algo a dizer sobre isso?

Um beijo!

Onde comer pizza em Florença?

Típica pergunta que todo brasileiro se faz ao desembarcar em terras italianas. No Brasil temos o hábito de comer pizza em todo final de semana momentos de lazer e encontramos pizzas excelentes, e ao chegar na Itália temos a grande expectativa de que vai ser bem melhor né? Pois não é bem assim. Na Itália tem muito pega-turista e  encontrar uma boa pizzaria não é tão simples como parece. Porém, vou contar pra vocês um lugar que foi um verdadeiro achado na minha viagem, e se quiser saber onde comer pizza em Florença, segue comigo! 🙂

Eu geralmente procuro na internet sobre lugares para comer, mas dessa vez foi diferente. Quem encontrou a pizzaria não foi eu, foram meus sogros. E que maravilha! O local chama-se Il Giardino di Barbano e fica na Piazza Indipendenza, bem perto do Plus Florence Hostel, onde me hospedei.

O ambiente é agradável mas não requintado, porém aconchegante e podemos ver o pizzaiolo fazer manobras com a massa bem na nossa frente. Ele faz a massa, prepara a pizza e assa pra quem quiser ver.  Eu pedi uma pizza de gorgonzola e meu marido uma de Prosciutto Crudo, e dividimos. A massa não é pesada, não é alta, mas também não é fininha como a romana. Os ingredientes utilizados são frescos e no verão é possível comer na área aberta do restaurante, onde estão as plantações. No dia que eu fui (outono) só estava aberto o salão interno.

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Pizza de Prosciutto Crudo

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Pizza de Gorgonzola

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Il Giardino di Barbano: O ambiente interno

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Colocando literalmente a mão na massa!

O atendimento também foi bom, e o preço também! Pagamos 7,50€ em cada pizza. Comi rezando! Pena que encontrei essa pizzaria somente na minha última noite em Florença, se não com certeza teria voltado pra provar a comida. Muito bom!

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Menu

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Il Giardino di Barbano: Quanto gastar? | Antes que pensem que meu marido e eu comemos muito, essa conta aí foi pra 4 pessoas, pois meus sogros estavam conosco.

Como saí satisfeita com o local, depois fui pesquisar na internet sobre ele e vi que ganharam certificado de excelência no Trip Advisor e têm muitas avaliações positivas (ainda bem né? já pensou se só eu tivesse gostado? Iam dizer que é porque eu estava com fome…).

Ah, antes que eu me esqueça de citar isso, na Itália quase todas as pizzas (obviamente) tem queijo. Caso você peça uma pizza de Prosciutto, por exemplo, ela terá queijo também. Acho que as exceções são mais pra pizzas dietéticas. Mas vocês devem estar se perguntando por que estou citando uma coisa tão óbvia? Simples, porque em São Paulo nem sempre a pizza terá queijo. Então quem mora ou frequenta as pizzarias paulistas pode achar que na Itália é igual – e  não é. 😀 Em São Paulo se você pede uma pizza de calabresa, prepare-se para comer só a calabresa… sem queijo… questão de costume né? 🙂

Nessa mesma viagem também fui para Milão, e aos que querem dicas de pizzaria boa lá, nos próximos posts falo sobre uma que gostei.

E vocês? Tem alguma sugestão??

Um beijo!