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O que ver em Montreux, a queridinha de Freddie Mercury

Chegamos em Montreux no dia 25 de dezembro, ou seja, em pleno Natal. Os mercados natalinos já não estavam funcionando e a cidade estava morta, por ser um importante feriado no país.

Nos hospedamos por duas noites no J5 Hotels Helvetie Montreux, localizado muito perto do Cassino da cidade e mais ou menos perto da estação de trem. Digo mais ou menos porque a caminhada com malas pode ser desconfortável. Pra completar, ainda estava um frio intenso ocasionado pelo mau tempo.

Não gostei muito do serviço da recepção do hotel, mas o quarto em si era bom, grande e confortável. O café da manhã era caro e não estava incluso na diária.

Vista do quarto do hotel

Vista do quarto do hotel

Eu, particularmente, não me encantei com Montreux. Alguns fatores contribuíram para isso:

  • Os mercados de Natal não estavam mais funcionando;
  • Era feriado e estava tudo fechado e parado;
  • O tempo estava péssimo, com chuva todos os dias.

Apesar disso, fomos perambular pela cidade. Nosso destino foi caminhar pela Avenue du Cassino, até a Place du marché, onde está a estátua de Freddie Mercury, célebre morador e apaixonado pela cidade. Por ali também está o Marché Couvert (mercado coberto), mas estava fechado. Sinceramente não vi muita graça ali pois estava tudo muito parado, além do tempo bem feio.

Mercado de Natal em Montreux

Mercado de Natal em Montreux

Estátua do Freddie Mercury em Montreux

Estátua do Freddie Mercury em Montreux

Rumamos para o Museu Queen Experience, que por sorte estava aberto. Ótimo passeio para os fãs da banda, que poderão conhecer mais sobre sua história, ver trajes usados pelos artistas, vinis, ouvir música e conhecer algumas curiosidades. O mais bacana é a sala em que podemos simular uma mixagem num teclado, de forma bem interativa. A entrada é gratuita e o museu está localizado dentro do Cassino. Apesar de um passeio legal, trata-se de uma visita rápida, pois o museu não é grande.

Museu Queen Experience

Museu Queen Experience

Museu Queen Experience

Museu Queen Experience

Museu Queen Experience

Museu Queen Experience

O que Freddie Mercury escreveu sobre Montreux

O que Freddie Mercury escreveu sobre Montreux

No dia seguinte à noite saímos pra jantar e estava novamente tudo fechado, e o único lugar que parece que não fecha nunca é o Cassino, que tem um restaurante muito bom, onde jantamos em uma ocasião. Comida boa, atendimento ótimo e preço suíço. Ficamos no restaurante do térreo, onde pudemos ver as pessoas jogando. Eu não curto jogatina, então não é algo muito relevante pra mim, que fui ao local mais pra conhecer e jantar. OBS: Não é permitido tirar foto no Cassino e é necessário apresentar o passaporte para ter acesso ao mesmo.

O que ver em Montreux: Cassino de Montreux

O que ver em Montreux: Cassino de Montreux

Em Montreux ocorre anualmente o Festival de Jazz de Montreux (Montreux Jazz Festival), sempre no início de julho, às margens do bonito Lago Léman. É o festival de música mais famoso do país e acho que deve ser muito bacana visitar a cidade nessa época.

A atração que mais gostei de conhecer em Montreux chama-se Château de Chillon e na verdade fica em Veytaux, a 3 km de distância. Fui de ônibus, que peguei pertinho do meu hotel e desci bem em frente ao Castelo.

Château de Chillon

Château de Chillon

Château de Chillon

Château de Chillon

É o castelo mais famoso do país e é localizado às margens do Lago Léman. Ocupado desde a Idade do Bronze e que já passou por muitas restaurações, não há consenso sobre o ano de sua construção, mas sabe-se que os primeiros registros datam de 1150. A Casa mais famosa a viver no local talvez tenha sido a dos Saboias.

Château de Chillon

Château de Chillon

Château de Chillon

Château de Chillon

Château de Chillon

Château de Chillon

Célebres românticos já passaram pelo Castelo, que serviu de inspiração para vários trabalhos. De Jean-Jacques Rousseau a Victor Hugo, passando por Lord Byron, o castelo inspirou poetas do mundo inteiro. A paisagem vista do local é maravilhosa, e por dentro o mesmo é muito interessante, passando por diversas salas e subindo muitas escadas. A visita é demorada e muito gostosa de se fazer.

Château de Chillon

Château de Chillon

Château de Chillon: Que tal esse vaso sanitário? rs

Château de Chillon: Que tal esse vaso sanitário? rs

OBS: O ingresso pra visitar a atração custa 12,50€ e é gratuito com o Swiss Pass. Abre diariamente, exceto dia 1° de janeiro e 25 de dezembro.

Durante nossa viagem conhecemos um restaurante self-service de 32 CHF o kg, o que é um preço bom tratando-se de Suíça. O restaurante chama-se Paradise Montreux e fica na Gran Rue, 58. É uma boa pedida pra quem quer comer uma refeição sem gastar um rim. Certamente não será a melhor comida que você já comeu na vida, mas é bem prático e bom. Funciona até nos feriados e serve de tudo um pouco: self-service e à la carte.

Paradise Montreux

Paradise Montreux

Como dito anteriormente, a cidade não me encantou. O tempo estava ruim, achei a cidade com poucos atrativos turísticos e pra completar estava tudo fechado. Durante nossa estadia fizemos um bate-volta para Lausanne, que achei uma graça e imperdível de ir caso esteja em Montreux, pois apenas 23 minutos separam uma cidade da outra (de trem).

Contei isso pra duas amigas que conhecem a cidade e elas ficaram espantadas comigo, pois ambas adoraram! O lago realmente é lindo e proporciona belas vistas dos Alpes, mas como o tempo estava muito ruim não ficou tão bonito quanto num dia ensolarado.

Ainda durante nossa estadia conhecemos algo inusitado: um hospital kkk. Quem acompanhou nossa viagem à Zermatt sabe que meu marido quebrou um dedo, então precisava de atendimento médico. Fomos no HRC Hôpital Riviera-Chablais, que tem atendimento de emergência para ortopedia. Como tínhamos seguro saúde, não tivemos gastos com isso. Não é o tipo de coisa que pensamos numa viagem de férias, mas saibam que há essa opção na cidade.

E assim terminou minha estadia em Montreux, de onde parti para Berna. 🙂

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Agradecimentos à querida Eliana, do Instagram @turistandonasuica, que muito me ajudou na elaboração do roteiro.

Natal dos sonhos: O que fazer em Zermatt

Durante minha programação de viagem pela Suíça, uma coisa eu tinha certeza: queria passar o Natal em Zermatt. Fiquei duas noites na cidade, pra poder curtir tudo mais com calma, e vou contar pra vocês o que fazer em Zermatt nessa época.

Eu na verdade dormi em Täsch, que é a cidade vizinha, a apenas 10 minutinhos de trem. Como fomos em altíssima temporada, o preço dos hotéis estava altíssimo – o que já é naturalmente – mas que nessa época fica pior.

Ficamos no Alpine Budget Rooms by Täscherhof e pagamos 115 CHF na diária sem café da manhã, que compramos na hora por 10 CHF cada. O hotel era ótimo, limpo, todo em madeira, bem decorado, aconchegante, atendimento 10, café da manhã excelente e literalmente colado na estação de trem que leva pra Zermatt. A vista do nosso quarto era um sonho e confesso que era difícil de sair do quarto pela manhã rsrs.

A vista da janela do nosso quarto

A vista da janela do nosso quarto

Atenção: Caso você vá de carro pra Zermatt, saiba que não é permitido circular carro na cidade. A última cidade em que poderá circular com o carro é Täsch, o que acaba sendo uma ótima opção de estadia para as pessoas que optam por esse tipo de transporte.

Após fazermos check-in no hotel, fomos passear por Zermatt, especialmente na Bahnhofstrasse, que é a principal rua da cidade, super movimentada, repleta de restaurantes, bares, cafés, hotéis e lojinhas. Caminhamos até a praça da cidade. Nessa praça você vai encontrar:

  • Matterhorn Museum: Inaugurado em 2006, conta a história de Zermatt e da Matterhorn, desde a primeira subida até os dias atuais. É um passeio muito bacana na cidade, principalmente nos dias de muito frio, pois trata-se de uma atração em ambiente fechado;
  • Fonte da marmota, que enfeita a vila com suas marmotas de bronze;
  • Igreja de São Maurício (St. Mauritius), de religião protestante, que domina na Suíça. Por dentro segue o padrão das igrejas protestantes (simples e sem decoração).
Matterhorn Museum

Matterhorn Museum

Matterhorn Museum

Matterhorn Museum

A evolução dos sapatos dos escaladores

A evolução dos sapatos dos escaladores

Fonte da marmota

Fonte da marmota

Igreja de São Maurício

Igreja de São Maurício

Virando à esquerda, entre o museu e a igreja, você vai ver:

  • Cemitério dos alpinistas, com cerca de 50 túmulos de alpinistas que morreram tentando escalar a montanha. As lápides possuem dizeres, alguns com a causa do acidente. Há, inclusive, de um brasileiro;
  • Memorial aos alpinistas e guias de alpinismo, homenageando todos aqueles que perderam suas vidas tentando escalar montanhas na região de Zermatt.

Depois de perambular um bocado, fomos jantar. Escolhemos o Restaurante Derby, de um hotel, que fica bem pertinho da estação de trem. Escolhi uma massa com salmão defumado e meu marido uma batata rosti com carne de vitela, além de um tiramisu de sobremesa. A comida estava boa, mas o atendimento – apesar de não ter sido ruim – não foi dos melhores. Gastamos aproximadamente 80 CHF no jantar, o que foi bem na média do restante do país.

Restaurante Derby em Zermatt

Restaurante Derby em Zermatt

O dia seguinte separamos para os passeios de montanha. O dia, apesar de frio, estava lindo, com um céu azul de encantar. Como possuíamos o Swiss Pass, obtivemos 50% de desconto na compra dos passeios de montanha mais famosos da região: Matterhorn Glacier Paradise e Gornergrat. Nenhum dos dois está incluso no Swiss Pass, sendo necessário adquiri-los à parte (45 CHF e 41 CHF, respectivamente, com o Swiss Pass).

 

Não é todo dia que curtimos um friozinho nos Alpes! kkk

Não é todo dia que curtimos um friozinho nos Alpes! kkk

Opte por esses passeios nos dias ensolarados e pela manhã, pois a vista com certeza será mais bonita, além de pela manhã a Matterhorn ficar iluminada pelo sol. Tratam-se de passeios caros, então escolha o melhor dia para fazê-los.

Optamos pelo passeio pra Gornergrat, que depois de inúmeras pesquisas na internet sobre qual seria o mais interessante, levou a melhor.

Compramos nossos ingressos ainda em Täsch e ao desembarcar em Zermatt fomos direto pra outra estação ferroviária, que está localizada bem em frente a estação de trem principal. Costuma ter filas, mas é tudo bem pontual e organizado. O passeio até o topo da montanha se dá num trem de cremalheira e dura aproximadamente 35 minutos, que mais parecem a ascensão ao paraíso rs. É muita paisagem linda, gente! O Gornergrat está situado a 3.100 metros de altitude e proporciona uma vista espetacular da montanha mais famosa da região: Matterhorn. Sente do lado direito do trem para ter as melhores vistas.

Estação ferroviária que leva para o Gornergrat

Estação ferroviária que leva para o Gornergrat

A título de curiosidade, a Matterhorn é mais familiar do que imaginamos, pois é a que serviu de inspiração para as embalagens dos chocolates Toblerone. 🙂

Matterhorn ao fundo

Matterhorn ao fundo

Subimos embasbacados com tanta beleza. Chegando lá no topo fomos apreciar as belas paisagens, tirar centenas de fotos e paramos pra tomar uma bebida quente num café de um hotel que possui no local. Imagina que luxo?

Um escândalo! rs

Um escândalo! rs

Recomendo que vá com um calçado adequado pra não se espatifar no chão

Recomendo que vá com um calçado adequado pra não se espatifar no chão

Subindo no trem de cremalheira em Zermatt

Subindo no trem de cremalheira em Zermatt

O que fazer em Zermatt

O que fazer em Zermatt

Café do hotel

Café do hotel

As estações são perfeitamente sinalizadas e organizadas, e havia uma pista só para a prática de trenó. Resolvemos alugar um pra nós dois e descer até a estação seguinte, Riffelsee, que está a 2.815 metros de altitude. O que não esperávamos é que haveria tantas descidas íngremes e curvas sinuosas, o que, depois de muitas gargalhadas e momentos maravilhosos, nos causou um acidente com direito a um dedo quebrado e um pescoço duro por uns dias. Agora que já passou posso contar, mas que perrengue viu?

Estávamos descendo numa velocidade bem alta e perdemos o controle numa curva. Como meu marido tava com a Gopro na mão, o bastão engatou numa rede de proteção que tem nas curvas e quebrou o dedo. Eu, voei. Bati a cabeça no chão (ou seja, no gelo), mas graças a Deus não aconteceu nada mais grave.

Ficamos muito assustados com o acidente, pois o dedo do meu marido começou a inchar, teve pequenos ferimentos e decidimos ir pro hotel tentar contatar o seguro. O problema é que estávamos numa tarde do dia 24 de dezembro, a poucas horas do Natal. Não foi tão simples – nem na Suíça. Não sabíamos ao certo se ele havia quebrado o dedo de fato, e só descobrimos no dia seguinte, mas isso é assunto pra outra conversa. O que importa é que isso não atrapalhou nossa viagem, que seguiu sem novos incidentes rs.

Fomos caminhando até a estação Riffelsee, onde pegaríamos o trem pra descer pra cidade. O caminho de poucos metros foi complicado, pois era tanta neve que nossos pés afundavam de maneira assustadora, parecendo areia movediça rs. Mas conseguimos chegar, e deu tudo certo.

Já contei pra vocês que os relógios de lá são muito luxuosos? rs

Já contei pra vocês que os relógios de lá são muito luxuosos? rs

Resolvemos ficar no nosso hotel pra curtir a noite de Natal. Havia um restaurante super aconchegante lá, e estava sendo servido um menu especial de Natal. Ficamos por lá, com direito a vinho e janelinhas embaçadas por causa da neve, além de música ambiente que nos remetia à festividade. Ali finalizamos nossa noite, com direito à esposa cortando em pedacinhos a carne do prato do marido, que não conseguia movimentar o dedo rsrs.

Sensação térmica de -8°C

Sensação térmica de -8°C

 

Não fizemos o passeio Matterhorn Glacier Paradise, que é feito num teleférico, que é o mais alto da Europa, levando a uma altitude de 3.883 m. Do topo pode-se admirar as vistas das montanhas mais altas da Itália, França e Suíça. Além da vista, lá no topo tem um palácio de gelo, com ingresso comprado à parte.

Acho que independente do passeio que você faça, será maravilhoso. São sem dúvidas uma das paisagens mais bonitas que já vi na vida!

Zermatt no Natal

Zermatt no Natal

Zermatt no Natal

Zermatt no Natal

A dica é acordar bem cedo pra ver a Matterhorn iluminada no nascer do sol!

A dica é acordar bem cedo pra ver a Matterhorn iluminada no nascer do sol!

O céu de Zermatt

O céu de Zermatt

As montanhas iluminadas pelo sol ficam espetaculares!

As montanhas iluminadas pelo sol ficam espetaculares!

Gratidão!

Gratidão!

O que fazer em Zermatt no verão?

Pra alegria de todos, há neve o ano todo nos passeios citados acima, e as paisagens são sempre espetaculares. O que muda no inverno é que vira alta temporada pela prática constante de esportes como o esqui, que têm várias estações no local e muitos adeptos.

Onde me hospedo em Zermatt?

A dica não vai ser de hotel, mas de localização. Opte por um hotel na Bahnhofstrasse ou não muito distante dela, pois como não tem carro na cidade, provavelmente voce irá andando da estação até seu hotel. Na verdade há alguns carros elétricos pequenos, e somente eles são autorizados a circular. Digo pra não se distanciar da Bahnhofstrasse pois além de ladeiras, há  muita neve, o que dificulta quem está com malas.

A cidade é mesmo muito cara?

Sim, bastante. O fato da hospedagem ter preços nas alturas e os passeios de montanha serem caros, onera bastante a estadia dos visitantes. Minha sugestão caso queiram economizar é que se hospedem em Täsch, pois os preços são menores – tenham em mente que barato ainda assim não será.

Outra dica pra economizar é que comprem lanches e coisas avulsas nos supermercados da cidade, como o Coop. Esse supermercado tem bastante variedade e produtos de boa qualidade.

Seja barata ou cara, recomendo muito que conheçam essa preciosidade caso viajem para a Suíça! O país como um todo nos surpreendeu e nos encantou, mas Zermatt mais ainda! 🙂

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Agradecimentos à querida Eliana, do Instagram @turistandonasuica, que muito me ajudou na elaboração do roteiro.

O que fazer em Berna, a charmosa capital da Suíça

Estávamos em Montreux e fomos conhecer a capital do país, optando por pernoitar uma noite no destino. Apesar de não ter tantas atrações turísticas na cidade, vou reunir nesse post o que fazer em Berna.

A cidade, como muitas da Suíça, tem como principal atrativo ela mesma: trata-se de uma cidade medieval Patrimônio Mundial da Unesco. É a capital do país e possui pouco mais de 130 mil habitantes, com um “quê” de cidade de interior, não  de capital. O clima pacato, charmoso e com paisagens medievais, fazem dela um lugar pitoresco.

Nos hospedamos no Savoy Berna, um hotel 4 estrelas maravilhoso e super bem localizado, que dispensa transporte público e fica perto da estação de trem, facilitando o deslocamento na chegada e na partida. Além disso, nosso quarto era bem amplo, limpo, super moderno, cama confortável, banheiro com bons amenities e Nespresso à vontade.

Fizemos check-in e fomos perambular pela cidade. Fazia muito frio no dia que fomos e acabou chuviscando, o que complicou um pouco os passeios a pé.

Rumamos pra Torre do Relógio (Zytglogge), um dos principais pontos de interesse da cidade. Esse relógio medieval data de 1405 e incrivelmente toca de hora em hora desde então. Naquela época, a cidade havia sido destruída por causa de um incêndio, e seus moradores decidiram refazê-la, ocasião em que colocaram um relógio na torre.

Visita guiada à Torre do Relógio

Visita guiada à Torre do Relógio

Lembra bastante o relógio de Praga, sendo o de Berna um pouco mais antigo. Assim como o de Praga, há uma pequena encenação a cada troca de horas, sendo sempre quatro minutos antes da batida de cada hora, com as figuras do relógio que se movimentam.

Torre do Relógio de Berna

Torre do Relógio de Berna

Seguem algumas curiosidades sobre o relógio, segundo Christine Mosimann, guia turística oficial da cidade:

O grande ponteiro faz a marcação das 24 horas do dia, o ponteiro da estrela dá o mês e a data. No século XV, outubro era chamado de “Weinmonat”, o mês do vinho. Os painéis mais escuros na parte traseira indicam a época do nascer e do pôr-do-sol, enquanto um outro ponteiro mostra que época do zodíaco nós estamos. Também temos um outro ponteiro que mostra as diferentes fases da lua.

Zytglogge

Zytglogge

Como já era de se esperar, tudo acontece em volta da torre. Dezenas de lojinhas, chocolaterias, queijarias, e dezenas de fontes medievais.

Aproveite pra conhecer a Chocolateria Laderach, imperdível!

Aproveite pra conhecer a Chocolateria Laderach, imperdível!

Ali pertinho ninguém menos que Albert Einsten morou entre 1903 e 1905, quando desenvolveu a Teoria da Relatividade. A casa onde ele morava é aberta ao público (ingresso 6CHF), mas pro meu azar, quando eu lá estava, o local estava fechado pra visitação, pois não costuma abrir na última semana de dezembro.

Verifique o calendário de 2018 e 2019:

Calendário 2018 - Casa de Einsten

Calendário 2018 – Casa de Einsten

Calendário 2019 - Casa de Einsten

Calendário 2019 – Casa de Einsten

Casa de Einsten

Casa de Einsten

Fonte é algo sério em Berna, e durante sua estadia você encontrará várias delas. A cidade conta com mais de 100, sendo que muitas ainda são do período medieval. Elas estão espalhadas por toda a cidade e sempre rendem boas fotos. 🙂

Berna e suas fontes

Berna e suas fontes

Conhecemos também a Catedral de Berna, ou pelo menos sua frente. Não sei porque estava fechada no dia em que estivemos lá, mas ainda assim deu pra ver que se trata de uma bela obra de arte gótica. Vejam os detalhes da fachada:

Catedral de Berna

Catedral de Berna

Catedral de Berna

Catedral de Berna

Continuamos nosso passeio até o Parque dos Ursos (Bärengraben), seguindo pela rua principal, uma charmosinha rua cheia de fontes, no sentido contrário à Torre do Relógio.

O que fazer em Berna: Caminhar sem rumo pelas suas ruelas...

O que fazer em Berna: Caminhar sem rumo pelas suas ruelas…

Caminhamos um pouco às margens do Rio Aar, que corta a cidade, e nos deslumbramos com paisagens dignas de conto de fadas: beleza natural, construções antigas, cores e muita beleza.

Rumo às margens do Rio Aar...

Rumo às margens do Rio Aar…

É necessário descer uma escadaria grande pra caminhar às margens do rio e ver os ursos, e há um elevador ao lado pra levá-los pra cima caso não queiram enfrentar a escada na subida.

Eu fui no inverno, então consequentemente os ursos estavam hibernando. Curiosamente havia um acordado, que não demorou muito se recolheu. Não é possível chegar pertinho deles e tocá-los (nem que pudesse eu não arriscaria rs).

Parque dos Ursos (Bärengraben)

Parque dos Ursos (Bärengraben)

A paisagem vista do Parque dos Ursos

A paisagem vista do Parque dos Ursos

Se tiverem disposição, sugiro que peguem o tram 12 até a parada Schosshalde, e de lá peguem o tram 40 até o Rosengarten (Parque das Rosas). As rosas estão abertas por poucos dias no ano, por isso talvez não compense ir até lá no inverno. Acho que na primavera deve ser um passeio bem bacana, pois o Parque fica localizado no alto de uma colina, que proporciona uma vista privilegiada da cidade.

Bônus: Onde comer em Berna

Durante nossa estadia em Berna conhecemos um restaurante muito bacana e que vale a pena incluir aqui no seu roteiro. Chama-se Kornhauskeller e está localizado numa galeria subterrânea perto da Torre do Relógio.

O estabelecimento serve comida italiana e é maravilhoso em tudo: atendimento impecável, comida super saborosa, ambiente espetacular. Ao entrar já tomamos um susto, pois é de fato muito bonito: estilo barroco, lustres clássicos, diversos afrescos antigos no teto e luz de velas, excelente pra um jantar mais romântico.

O preço não é dos mais baratos, mas nenhum lugar é barato nesse país kkk. Gastamos aproximadamente 90 francos por dois pratos principais, duas taças de vinho e uma sobremesa. E valeu muito a pena! 🙂

Onde comer em Berna: Kornhauskeller

Onde comer em Berna: Kornhauskeller

Onde comer em Berna: Kornhauskeller

Onde comer em Berna: Kornhauskeller

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Agradecimentos à querida Eliana, do Instagram @turistandonasuica, que muito me ajudou na elaboração do roteiro.

O que vale a pena comprar em Madrid?

A capital espanhola não é conhecida por ser um destino de compras, mas por ter morado lá um tempo acabei conhecendo muitos lugares interessantes e com preços ótimos quando comparados ao Brasil. Minha ideia é compartilhar com vocês o que acho que vale a pena comprar em Madrid, assim como sugerir alguns estabelecimentos na cidade.

Chocolates y otras cositas más

Por incrível que pareça, Madrid tem preço imbatível pra quem procura chocolates suíços ou belgas. Em qualquer supermercado você consegue encontrar marcas como Milka, Lindt, Nestlé, Toblerone, nos mais variados formatos e tipos. Entretanto, os preços do Carrefour e do Mercadona são mais em conta, apesar do El Corte Inglés oferecer mais variedade, ainda que com preço ligeiramente maior.

  • Ainda falando em supermercado, vale a pena comprar biscoitos amanteigados de lata, são maravilhosos e não custam mais que 2,50€. A marca que mais gosto é da dinamarquesa Jacobsens of Denmark (lata azul).
  • Pra quem gosta, geleias também tem ótimo preço. A Saint Dalfour, por exemplo, no Brasil é vendida por aproximadamente R$32, em Madrid não custa mais que 3€. Pra quem não conhece, além de saborosa, essa geleia não possui açúcar adicionado, somente o açúcar da própria fruta.
  • Cervejas, não apenas espanholas, são vendidas por preços extremamente mais baixos que os mesmos rótulos no Brasil.
  • Aos amantes da boa gastronomia, não deixe de comprar açafrão (original rs), que apesar de não ser tão barato, é uma pechincha quando comparado com o preço praticado no Brasil. A título de curiosidade, a Espanha é a maior produtora e consumidora da especiaria. 🙂
  • Não deixe de comprar – ou pelo menos provar – o queijo manchego, conhecidíssimo em toda a Espanha. É um dos meus favoritos, feito com leite de ovelha. É vendido em todos os supermercados, apesar dos maiores possuírem melhores preços.
Biscoitos amanteigados de comer rezando rsrs

Biscoitos amanteigados de comer rezando rsrs

Vinhos

Quando morávamos em Madrid tomávamos muito vinho, e é o tipo de coisa que você nem precisa gastar muito pra adquirir um de boa qualidade. Pra terem uma ideia, um de nossos favoritos do cotidiano era o Dom Ramón, um vinho ridiculamente barato que comprova que pra ser bom não precisa ser caro (uma garrafa em média 3€). Um de qualidade superior e que vale a pena incluir na bagagem é o El Coto (Rioja), que não custa mais que 6€. Vocês encontram esses vinhos nos supermercados citados no tópico anterior, porém os grandes supermercados – fora da zona turística – costumam ter uma oferta bem mais interessante.

4 garrafas de vinho por 8,60€ (Mercadona)

4 garrafas de vinho por 8,60€ (Mercadona)

DICA: Caso tenha interesse em matar dos pájaros de un tiro, o Shopping La Gavia tem tudo que vocês possam imaginar e que nenhum outro shopping da cidade tem: Supermercado Carrefour grande, Ikea (artigos para casa), diversas lojas, cinema, restaurantes, etc. Não é perto da zona turística mas é de fácil acesso ao transporte público, localizado perto da estação Las Suertes (linha 1 do metrô). Quando eu morava em Madrid, era meu shopping preferido e o que eu ia com mais frequência. É interessante conhecer pois vocês verão a Madrid mais periférica, e onde praticamente nunca irão se deparar com turistas.

Roupas em geral

Vou me ater às roupas com bom preço e não às lojas de grife. Na cidade minhas lojas preferidas são a Zara, Mango e H&M. Pra quem curte um outlet, há um outlet da Mango na Calle Fuencarral 70 com preços incríveis (só peças femininas). Em todos os shoppings citados no post têm essas lojas.

Outlet Mango (preço de uma calça jeans)

Outlet Mango (preço de uma calça jeans)

A famosa Zara tem em todo lugar e a mais lotada é a da Gran Vía. Particularmente, gosto mais da unidade da Calle de la Princesa, por não ser tão lotada e por ter mais opções de roupas (as peças das lojas de zonas turísticas esgotam mais rápido). A propósito, a foto de capa desse post é de uma arara da Zara na época de rebajas.

Há também a famosa loja Primark, que vende roupas super baratas e de qualidade pra usar na estação. Já comprei calça jeans de 7€ lá que uso há 3 anos. É o tipo de loja que se você garimpar, sempre vai achar coisas muito boas. Caso não procure direito pode pegar peças de má qualidade. Sugiro que vá na unidade da Gran Vía, que chega a ser monstruosa de tão grande rs.

Outra loja bem baratinha mas que eu não gosto muito é a Lefties, mas se estiver por Madrid vale a pena entrar pra ver se acha algo interessante. Nessa última viagem comprei duas blusinhas muito fofas por 4€ cada, mas tenho noção de que não vão durar muitos anos.

Uma das camisas é essa aí! :D

Uma das camisas é essa aí! 😀

Roupas de frio

A loja francesa Decathlon é figurinha carimbada em Madrid, e possui preços imbatíveis. Pra quem vai se hospedar na zona turística, as melhores opções são as unidades da Calle Fuencarral (recém-inaugurada), Calle Alcalá e Paseo de Santa Maria de la Cabeza (Atocha). Sugiro que não compre roupas de frio pra prática de esporte de inverno no Brasil, são muito mais caras, mesmo na Decathlon do Brasil. Pra terem uma ideia, uma camisa térmica que no Brasil custa mais de R$50 a mais barata, a mesma peça nas lojas de Madrid não chega a 5€.

Roupa de frio em Madrid

Roupa de frio em Madrid

Maquiagem, perfumes e cosméticos em geral

Particularmente minha loja preferida na cidade é a Primor, que me deixou de queixo caído quando estive em Madrid recentemente. Antes haviam pouquíssimas lojas pela cidade, inclusive eram nos Shoppings La Gavia e Príncipe Pío, mas agora não, quem está hospedado na zona turística conta com algumas unidades mais próximas, como a da Calle Fuencarral, importante rua comercial da zona turística.

Calle Fuencarral Madrid

Calle Fuencarral Madrid

Eu gostava muito de comprar artigos pra cabelo, protetor solar e perfumes nesse lugar. O bacana é que na perfumaria sempre trabalham com kits, o que acaba sendo mais interessante. Comprei recentemente um La Vie Est Belle EDP de 75 ml e ainda ganhei um pequeno de bolsa de 10ml por 69,95€. Nem na França é tão bom o preço. 🙂

Meu perfume preferido :)

Meu perfume preferido 🙂

Na Primor há também uma boa variedade de maquiagem, de todas as linhas e preços. Entretanto, pra maquiagem, são boas opções também a loja Douglas, Sephora ou o próprio El Corte Inglés.

Uma marca de maquiagem bem conhecida em Madrid é a italiana Kiko, com estilo que nos lembra a Mac. A Kiko em período de rebajas (promoção) é absurdamente barata e vale a pena dar uma voltinha por lá. Entretanto, o produto que mais gosto desse lugar é o removedor de esmalte de potinho, que entre os que já testei, é o que mais gostei (custa aproximadamente 5€).

Porcelana e artigos de decoração

Ikea é uma perdição pra quem está montando a casa ou pra quem gosta de comprar artigos de decoração. Apesar do forte da loja serem os móveis, há muitas coisinhas estilo Tok Stok com preço infinitamente inferior. A loja do Shopping La Gavia é gigantesca, então saiba que passará muitas horas lá. Pra terem uma ideia de preço, quando eu morava em Madrid, comprei um criado-mudo muito fofo por 8€.

Pra quem é fã de porcelanas, a marca espanhola Lladró, apesar de não ser de Madrid, marca presença na cidade. A grife abriu recentemente uma loja-boutique na Calle Serrano, rua comercial de luxo muito famosa em Madrid. Entretanto, você encontra as peças com facilidade no El Corte Inglés. Há outra opção bem interessante no Paseo Del Prado, perto dos museus, que se chama Artestilo. Comprei uma porcelana Lladró para presentrar uma amiga nesse lugar e lembro que tinha uma variedade grande, não apenas de Lladró, mas de outras marcas também.

Onde comprar em Madrid

Onde comprar em Madrid

Outra etiqueta conhecida na cidade é a Porcelana Nadal, marca tradicional que muitas vezes têm peças que nos remetem à Espanha, sendo uma ótima opção de lembrança de viagem mais refinada que os que encontramos em lojas de souvenir. Encontramos com facilidade no El Corte Inglés e na Artestilo.

Essa porcelana Nadal nos remete às obras de Gaudí e custa +-30€

Essa porcelana Nadal nos remete às obras de Gaudí e custa +-30€

Eletrônicos

Caso vá se hospedar por alguns dias na cidade, vale a pena conferir os preços na Amazon, que costuma ter os melhores preços e com entrega super rápida. Caso não tenha esse tempo ou queira testar o produto antes de comprar, vale a pena ir na Fnac e no Corte Inglés da Calle de Preciados (Callao). As lojas são bem grandes e tem ótima variedade, apesar do preço geralmente um pouco maior que na Amazon.

El Corte Inglés Madrid

El Corte Inglés Madrid

Aos applemaníacos, há uma Apple Store na Puerta Del Sol, bem em frente a estátua do Oso y Madroño. Os preços são mais em conta que no Brasil, mas não são os mais baratos da Europa. Caso vá pra outro país, não apenas Espanha, verifique os preços nos destinos com antecedência. Recentemente compramos um MacBook Pro que por incrível que pareça era mais “barato” na Suíça.

Outlet Las Rozas Village

Pra quem curte comprar roupas de marca em outlet, uma boa opção é conhecer o Las Rozas, que fica distante do centro de Madrid. Há alguns anos escrevi um post sobre esse lugar (clique no link pra saber mais).

Informações sobre Tax-Free

Os turistas podem solicitar a devolução do IVA (imposto) caso as compras excedam 90€ em determinada loja e caso a mesma seja conveniada ao Tax Free (pergunte direto no caixa). Caso seja, basta solicitar ao caixa na hora do pagamento. Guarde todas as notas consigo, e quando estiver no aeroporto indo embora do país, apresente a nota fiscal e formulário devidamente preenchido para que os agentes da alfândega possam carimbar, juntamente com os produtos adquiridos e o passaporte.

No aeroporto, para identificar a alfândega basta seguir as placas de “devolución de IVA”.

Atenção: Na Espanha os agentes da aduana costumam pedir para ver os produtos comprados. No entanto, primeiro vá à Alfândega e só depois despache suas malas.

OBS: O imposto só é devolvido para pessoas não-residentes no país, independente de serem brasileiros ou não. Quando eu morava lá, por exemplo, não tinha direito à restituição.

O imposto não é devolvido pelos agentes da aduana, e sim pela Global Blue ou Premier Tax Free, por exemplo. A aduana apenas checa e carimba as notas. A devolução pode ser no cartão de crédito ou em dinheiro (paga-se uma pequena taxa por essa opção).

Caso seu voo seja de madrugada, saiba que não será tão simples assim. De qualquer forma procure os terminais de autoatendimento (bem em frente a aduana) e pode dar sorte de estarem funcionando. Quando tentei, apenas uma nota funcionou, as demais não consegui validar e tive que entrar na fila pra aguardar os agentes iniciarem o expediente, às 7h da manhã. Chegue com antecedência.

E vocês? Já fizeram esse procedimento? Já fizeram compras em Madrid? Conta pra gente! 

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Bate-volta a Liechtenstein – Vaduz

Estava em Zurique e já era meu último dia na Suíça, então aproveitei pra fazer um bate-volta a Liechtenstein, o minúsculo país vizinho, fincado nos Alpes entre Suíça e Áustria.

Caso esteja em Zurique, sugiro que vá de manhã a Vaduz, pra poder curtir mais da noite de Zurique, que é mais interessante e com mais opções à noite.

COMO CHEGAR EM LIECHTENSTEIN (VADUZ)

Parti no trem de 10:37 com destino a Sargans, estação de trem ainda na Suíça, quase na fronteira com Liechtenstein. É a última estação de trem antes de chegar ao país vizinho e de lá parte o ônibus direto para Vaduz, a capital do Principado.

Ao desembarcar na estação Sargans, você deverá sair da estação e procurar os ônibus amarelos Liechtenstein Bus de número 11 ou 12E. A passagem é grátis pra quem possui Swiss Pass. O ônibus parte aproximadamente de meia em meia hora de frente de uma loja de conveniência e a viagem tem duração média de 30 minutos.

Já em Liechtenstein, sugiro que desça na parada Vaduz Post, que fica praticamente numa garagem de estacionamento. É tudo bem perto e dá pra fazer tudo a pé.

Alguns horários de trem de Zurich HB para Sargans

Alguns horários de trem de Zurich HB para Sargans

O QUE FAZER EM LIECHTENSTEIN – VADUZ

Ao desembarcar na parada Post, caminhe rumo à Stadtle, rua turística, e passe pelo Tourist Infomation, onde o passaporte pode ser carimbado por 3 francos suíços, a moeda oficial do Principado. No Tourist Information você também pode comprar lembrancinhas e pegar o mapa da pequena cidade.

Tourist Infomation

Tourist Infomation

Mais um carimbo no passaporte!

Mais um carimbo no passaporte!

Bate-volta a Liechtenstein (meu príncipe pagando mico) kkk

Bate-volta a Liechtenstein (meu príncipe pagando mico) kkk

Quando fomos, nevava muito, o que impossibilitou que fizéssemos a trilha que sobe até o Castelo de Vaduz, construção medieval mais imponente e que pode ser vista de qualquer ponto da cidade, por estar localizada no topo de uma colina. Caso vá num dia bom, sugiro que faça essa trilha, mas saiba que não é possível entrar no Castelo, pois é onde a família real reside, não sendo aberta aos turistas. A trilha tem duração média de 30 minutos.

Neve em Liechtenstein

Neve em Liechtenstein

Inverno em Liechtenstein

Inverno em Liechtenstein

Castelo de Vaduz

Castelo de Vaduz

Na Stadtle estão localizados os seguintes pontos de interesse: Catedral, Palácio do Governo, Parlamento, Museu Nacional, Museu do Selo Postal, Museu de Arte e Prefeitura. É uma rua de pedestres muito bem cuidada, bonita e charmosa. Como eu disse anteriormente, estava nevando bastante e estávamos congelando, então optamos por conhecer o Museu Nacional (gratuito com o Swiss Pass).

Museu Nacional Liechtenstein

Museu Nacional Liechtenstein

No Museu Nacional você poderá conhecer mais sobre a história, cultura e curiosidades desse minúsculo país, que é o sexto menor do planeta, tendo apenas 160 km² de área.

Provando que tamanho não é documento, o Principado é um dos países mais ricos do mundo e conhecido como um paraíso fiscal onde a prática de lavagem de dinheiro ocorre com mais frequência, tendo sido citado, inclusive, como destino de dinheiro descoberto na Operação Lava Jato. Porém, o curioso é que o país possui também muitas indústrias e outras empresas, com destaque para a produção de selos, vinhos e dentaduras.

Francisco José II do Liechtenstein foi o príncipe de Liechtenstein de 1938 até sua morte.

Francisco José II do Liechtenstein foi o príncipe de Liechtenstein de 1938 até sua morte.

Com tanto dinheiro circulando num país cuja população não passa de 35 mil habitantes, o lugar parece um paraíso, não só fiscal rs. Com ruas belas e super limpas, bonitas construções, transporte público de alta qualidade, população educada, e com localização privilegiada encravada nos Alpes, certamente não é um destino pra qualquer bolso ficar. Hotéis por lá são caros e hostel praticamente não existe (só fiquei sabendo da existência de um).

Pelas ruas de Liechtenstein

Pelas ruas de Liechtenstein

Num edifício anexo, bem ao lado, você poderá conhecer algumas joias da Coroa. Pra acessar essa área é necessário pegar uma moeda no Museu Nacional que serve como ingresso pra acessar a área das joias. Não é permitido fotografar.

Saindo dali sugiro que caminhe por toda Stadtle, passando pelo Parlamento, edifício muito bonito e bem cuidado, até a Catedral da cidade.

Parlamento Liechtenstein

Parlamento Liechtenstein

Catedral de Liechtenstein

Catedral de Liechtenstein

Caso tenha interesse em visitar mais museus, na cidade há também o Kunstmuseum Liechtenstein, de arte moderna, e que vale a pena ir nem que seja na frente, pra conhecer uma escultura do artista colombiano Botero.

Kunstmuseum Liechtenstein

Kunstmuseum Liechtenstein

Escultura de Botero em Liechtenstein

Escultura de Botero em Liechtenstein

Outra opção de passeio é conhecer o Postage Stamp Museum, Museu dos selos, que não conheci por não ter muito interesse nisso, sendo imperdível, penso eu, para colecionadores.

Como fui em dezembro, estava em funcionamento um Mercado Natalino, bem em frente à Prefeitura, que conta também com uma pista de patinação no gelo. Bom parar por ali, tomar um vinho quente e curtir o clima natalino. 🙂

Mercado de Natal ao lado da Prefeitura

Mercado de Natal ao lado da Prefeitura

Programa interessante pra quem aprecia o mundo dos vinhos, caso vá em outra estação que não no inverno, quando os vinhedos estão congelados rs, é visitar o Vinhedo Hofkellerei, cujo proprietário é ninguém menos que Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Hans Adam II, o soberano de Liechtenstein. Caso queira comprar algum vinho local mesmo sem ir às vinícolas, no Tourist Information vende alguns – e não são baratos.

Caso sua visita se estenda demais, saiba que o último ônibus para Sargans sai às 21:42 e o último trem de Sargans para Zurich parte às 22:25. A duração média da viagem de Vaduz ao Aeroporto de Zurique é de aproximadamente 1:43. Programe-se pra não ficar ilhado rs.

Neve em Liechtenstein e o Castelo iluminado à noite

Neve em Liechtenstein e o Castelo iluminado à noite

Caso queira conhecer apenas o básico da cidade, meio dia de estadia é suficiente. Caso pretenda visitar todos os museus, fazer a trilha e visitar algum vinhedo, recomendo pelo menos um dia inteiro.

Achei que valeu a pena visitar o destino, ainda mais considerando que não é todo dia que temos a oportunidade de conhecer um país novo sem muito esforço, não é mesmo? 🙂

Informações importantes:

Aeroporto mais próximo: Aeroporto de Zurique

Moeda: Franco suíço

Idioma: Alemão

Fuso horário: UTC+1

Agradecimentos à querida Eliana, do Instagram @turistandonasuica, que me ajudou na elaboração do roteiro.

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Um bate-volta a Gruyères

Estávamos hospedados em Montreux e resolvemos fazer um bate-volta a Gruyères, cidade medieval conhecida pelo famoso queijo. Nesse post pretendo contar pra vocês o que fazer em Gruyères, como chegar e compartilhar outras informações úteis.

Como estávamos com o Swiss Pass, fomos de trem. Sugiro que se for fazer do transporte público seu principal meio de transporte no país, baixe no celular o programa da SBB Mobile, a fim de facilitar sua vida: ao inserir a origem e destino no app, ele já informa todas as opções de transporte para o dia selecionado, horários e plataformas que você deve ir. É extremamente prático e eficiente!

O trem possui vista panorâmica, é absurdamente pontual e bastante confortável

O trem possui vista panorâmica, é absurdamente pontual e bastante confortável

A viagem de trem partindo de Montreux dura pouco mais de 1h e é simplesmente incrível! A vista dos Alpes, a floresta, as casinhas encantadoras… um cenário digno de filme. 🙂

A caminho de Gruyères

A caminho de Gruyères

Chegando em Gruyères, sugiro que visite logo o Maison du Gruyères, pois fica bem em frente à estação. Lá você poderá conhecer a história do queijo, onde é produzido, o processo de produção e claro, poderá prová-lo. Caso possua o Swiss Pass, não precisará pagar entrada, e ainda ganha um pacote com três tipos de queijo diferentes pra degustar. E já posso adiantar: são maravilhosos! 🙂

Maison du Gruyères

Maison du Gruyères

Maison du Gruyères

Maison du Gruyères

Degustação de queijos na Maison du Gruyères

Degustação de queijos na Maison du Gruyères

Esse mico a gente paga à vista ou parcelado? kkk

Esse mico a gente paga à vista ou parcelado? kkk

Após o passeio, se o tempo estiver bom e você estiver disposto, poderá caminhar até a Vila de Gruyères. Apesar da curta distância de 1km, é uma subida relativamente íngreme e se estiver chovendo ou nevando, pode não ser tão agradável. Nesse caso, sugiro que pegue o ônibus que parte da estação Gruyères de trem, com destino à vila (essa foi minha opção).

Ao chegar na Vila de Gruyères caminhe um pouco pra se situar e tirar fotos, pois são lugares encantadores e extremamente fotogênicos. A beleza natural, a arquitetura do local, as fontes, as flores… parece cidade de conto de fadas. Vale lembrar que eu fui no final de dezembro, então peguei neve e paisagens branquinhas, contrastando com as cores que prevalecem na primavera.

Um bate-volta a Gruyères

Um bate-volta a Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Sugiro que vá até o Castelo de Gruyères, localizado no topo de uma colina e com visão estratégica da cidade. O local abriga coleções, lendas e tesouros que datam do século XIII. Além de interessante a visita em si, por ser um local de grande importância histórica na região, o lugar proporciona vistas lindas das paisagens alpinas das redondezas. OBS: Atração grátis com o Swiss Pass.

Castelo de Gruyères

Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

Após perambular pelo Castelo, sugiro que conheça o Museu H. R. Giger, famoso artista plástico suíço, responsável por criar cenários monstruosos, tendo participado do filme Alien, que rendeu o Oscar de Melhores efeitos visuais. O artista cria obras que apesar de super criativas podem ser chocantes, tendo como foco o surrealismo. O museu é repleto de artigos de decoração, fotografias e móveis curiosos do designer. Particularmente, não acho uma atração indicada pra crianças, por terem muitas obras de cunho fortemente erótico. OBS: Atração grátis com o Swiss Pass. Não é permitido tirar foto.

Museu H. R. Giger: Não é permitido tirar foto

Museu H. R. Giger: Não é permitido tirar foto

Ao sair do Museu você provavelmente já estará com fome, e a melhor pedida é comer fondue, claro, afinal você estará na terra do queijo gruyères! 🙂

Lembrando que ao fazer sua reserva de hotel por esse link você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o blog a se manter vivo! 

Após o passeio dos museus, além de com fome, estávamos com frio, mais um motivo pra procurar um bom lugar quentinho pra ficar. Escolhemos o Hotel Saint Georges, cujo restaurante além de confortável, possui vista panorâmica, ótimo atendimento e preço na média (fondue 23CHF por pessoa). Quando estávamos comendo, começou a nevar… foi muito especial e bonito de ver 🙂

Onde comer fondue em Gruyères

Onde comer fondue em Gruyères

Onde comer fondue em Gruyères: Hotel Saint Georges

Onde comer fondue em Gruyères: Hotel Saint Georges

A lateral do restaurante é toda de vidro, assim como o teto

A lateral do restaurante é toda de vidro, assim como o teto

Após curtir com calma um almoço maravilhoso, descemos pra estação de trem a pé, o que dá uns 15 minutos de caminhada. Como já tinha parado de nevar e era uma descida, optamos por não pegar ônibus. Sugiro que tome cuidado caso esteja com um calçado inadequado, pois o caminho pode ser escorregadio.

Gruyères

Gruyères

Caso tenha interesse, poderá visitar também o Museu Tibet, que fica bem pertinho do Museu H. R. Giger. Ideal pra quem aprecia ou tem curiosidade em conhecer mais da arte sagrada budista, o acervo apresenta mais de 300 obras de arte do Himalaia que datam do século VI ao século XVIII.

Adoramos Gruyères e achamos a cidade encantadora! O passeio começa no instante em que entramos no trem até chegar à cidade, e, pra melhorar mais ainda, você pode se programar pra pegar o trem Goldenpass Classic (Belle Époque), que faz conexão em Montbovon. As vistas serão as mesmas, mas o trem em si é mais bonito. Como não estávamos com os horários engessados, não pegamos. Caso coincida com os seus, pegue-o, pois você não pagará nada a mais por isso caso possua o Swiss Pass.

Agradecimentos à querida Eliana, do Instagram @turistandonasuica, que me ajudou na elaboração do roteiro.

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O que fazer em Como no inverno

Localizada a 45 km de Milão, a cidade de Como está situada na região da Lombardia e fica quase na fronteira com a Suíça. Nossa viagem, a propósito, teve como foco a Suíça, mas como nosso voo chegaria por Milão claro que não deixaríamos de fora mais um destino né?. 🙂

Chegamos no aeroporto de Linate, pegamos o ônibus da Starfly que nos deixou no centro de Milão por 5€. A passagem pode ser comprada dentro do aeroporto, num guichê na área onde pega as malas. Chegando no nosso destino, Milano Centrale, rumamos pra Como.

Atenção: Caso não conheça Milão, sugiro que passe ao menos um dia e pernoite na cidade (tenho roteiro aqui e aqui).

COMO CHEGAR EM COMO

A maneira mais comum é optar pelo trem, porém há duas formas de acesso: partindo da estação Cadorna com destino a Como Nord Lago ou partindo da Milano Centrale com destino a Como S. Giovanni, que, a propósito, era a estação mais próxima ao hotel onde me hospedei. Verifique a localização do seu hotel pra poder optar pela estação mais próxima.

OBS: Pra quem vai à cidade num bate-volta, a melhor estação é Como Nord Lago.

Como Nord Lago

Como Nord Lago

De Milano Centrale até Como S. Giovanni temos duas opções: a mais rápida, liga as cidades em 36 minutos num trem de alta velocidade e sem conexão, pelo preço de 14€. A outra opção, mais lenta e com uma conexão, dura em média 1:13 e custa 4,80€. Os trens partem diariamente e com uma frequência alta, geralmente de meia em meia hora.

ONDE SE HOSPEDAR

A melhor região pra quem vai pernoitar em Como é a das redondezas da Catedral e da Estação Como Nord, pois é onde está localizada a maior parte das atrações, restaurantes, lojas, bares, etc. Fiquei hospedada no Best Western Hotel Continental, a 1,3 km da Estação Como Nord e 450m da Como S. Giovanni.

O hotel possui o padrão Best Western que já estamos acostumados, e apesar de não ter café da manhã incluso na diária, custava apenas 3€ por pessoa. Achei em geral um bom custo-benefício, ainda mais considerando que eu estava viajando às vésperas do Natal e estava tudo muito caro.

QUANTO GASTAR EM COMO

Por ser um destino de ricos e famosos, não espere por uma cidade muito barata, como várias da Itália. Nos últimos anos o turismo deu um up, devido aos ilustres residentes da região: George Clooney e Donatella Versace, por exemplo, possuem residências em vilas luxuosas em volta do Lago de Como, assegurando a fama internacional da cidade.

Olha quem também passou por lá!

Olha quem também passou por lá!

Lago de Como

Lago de Como

Porém, pra nossa felicidade, além de hospedagens para todos os gostos e bolsos (na medida do possível), tratando-se de alimentação há diversas pizzarias de boa qualidade e com bom preço. Caso queira jantar em um restaurante mais sofisticado, o preço quadruplica. Sugiro que reserve no mínimo 45€ por pessoa/dia para uma estadia sem perrengue (fora hospedagem), pois as atrações a serem visitadas ou são grátis ou são baratas, o que acaba equilibrando. 🙂

O QUE FAZER EM COMO

Caso viaje em época natalina, não deixe de conhecer o mercado de Natal da Piazza Duomo, com sua exuberante decoração e iluminação do Como Magic Light Festival, que são projeções na fachada de vários edifícios históricos da cidade, que criam uma combinação de luzes e efeitos sonoros incríveis e inesquecíveis!

Como Magic Light Festival

Como Magic Light Festival

Como Magic Light Festival

Como Magic Light Festival

Como Magic Light Festival: Catedral de Como iluminada

Como Magic Light Festival: Catedral de Como iluminada

Além do festival cenográfico, o mercado em si é uma maravilha. Diversos produtos que tanto amamos disponíveis pra degustação e claro, pra compra. Na ocasião pude degustar vários salames, doces italianos, pães, queijos, etc, e inclusive trouxe uns pra casa de tão bons que eram. 🙂

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Caso vá fora de época natalina, os pontos mais interessantes da cidade são:

  • Catedral de Como

A mais importante igreja da região é uma bela construção edificada em estilo gótico, finalizada no século XVIII. A entrada é gratuita e vale muito a pena a visita! Sugiro que vá enquanto estiver sol, pois quando escurece seu interior fica muito escuro, o que impossibilita apreciar como merece e fazer boas fotos.

O que fazer em Como: Visitar a Catedral de Como

O que fazer em Como: Visitar a Catedral de Como

  • Caminhar ao redor do Lago

O famoso lago possui 146 km², é o terceiro maior da Itália e merece ser visto de todos os ângulos rs. Ele abrange várias localidades, entre elas cidades como Varenna, Bellagio, Lecco e Menaggio, além de Como, a cidade mais populosa. A paisagem das cidadezinhas no alto, o brilho do lago, as embarcações e o cenário dos Alpes no fundo tornam o local algo extremamente fotogênico.

O que fazer em Como: Caminhar ao longo do Lago

O que fazer em Como: Caminhar ao longo do Lago

Lago de Como

Lago de Como

  • Funicular Como-Brunate

Num dia de céu azul, principalmente, separe umas horinhas para subir à Brunate via funicular. Dirija-se à bilheteria e compre o bilhete de ida e volta (5,50€). A subida é linda e a vista lá de cima mais ainda…rs.

Ao chegar lá em cima caminhe sem rumo, busque os mirantes e programe seu horário pra voltar, pois o funicular parte geralmente de 15 em 15 minutos ou de meia em meia hora  – verifique a tabela de horários pra não ficar meia hora parado esperando pra descer de volta.

Funicular Como-Brunate

Funicular Como-Brunate

Funicular Como-Brunate

Funicular Como-Brunate

Lago de Como visto de Brunate

Lago de Como visto de Brunate

Brunate

Brunate

Caminhe sem rumo por Brunate

Caminhe sem rumo por Brunate

  • Basilica di Sant’Abbondio

Essa atração pode não ser tão interessante pra quem não gosta de arte. Em compensação, pra quem gosta é um prato cheio: bem menos movimentada que a igreja anterior, essa está mais fora do burburinho turístico mas nem por isso é menos interessante.

Construída no século XI, a Basilica di Sant’Abbondio possui estilo românico e está muito bem conservada, possuindo diversos afrescos em seu interior. Sugiro também que vá num dia ensolarado, pois do contrário o interior da igreja fica muito escuro.

Interior da Basilica di Sant'Abbondio

Interior da Basilica di Sant’Abbondio

Caso tenha mais tempo sugiro que estique até a Villa Olmo, uma vila localizada em Como. Como cheguei mais tarde que o previsto na cidade e visitei o Mercado de Natal com calma, acabei não conhecendo pois não deu tempo.

OUTRAS DICAS

Na ocasião em que estive na cidade jantei num restaurante bem em frente à Catedral, ouvindo a música da praça e vendo as projeções de Natal, porém além de caro o restaurante não era nada demais (o forte era o ambiente em si). Sugiro que pesquise antes onde comer, os que eu havia pesquisado infelizmente estavam fechados.

A vista do restaurante onde jantei :)

A vista do restaurante onde jantei 🙂

Entretanto, conheci uma padaria recém-inaugurada na Piazza Grimoldi, pertinho da Catedral, que foi um verdadeiro achado! Comi um legítimo panetone italiano e uma pizza deliciosa, além de ter achado o ambiente bem agradável e com atendimento ótimo. As pizzas são servidas em fatia (2,90€) e são muito boas. O lugar chama-se Ripamonti e é uma perdição!

Onde comer em Como

Onde comer em Como

A cidade de Como é mais visitada no verão, mas sinceramente achei a cidade um charme e encantadora no inverno, especialmente por causa do mercado de Natal, que junto com as belas paisagens, fizeram valer a viagem. 🙂

Outro lugar interessante de conhecer na região é Bellagio, mas li em vários blogs que no inverno fica tudo fechado e parado nessa época, então resolvi não arriscar. Quem sabe da próxima vez? 🙂

Mercado San Ildefonso Madrid

Em minha última viagem a Madrid conheci mais um mercado da cidade, o Mercado San Ildefonso. Localizado em plena Calle Fuencarral, é uma ótima pedida pra quem transita pela região, seja pra comer ou pra tomar algo. Apesar do local já existir há alguns anos, eu ainda não conhecia.

O espaço possui mais de 700 m² distribuídos em três andares e é o Primeiro Street Food Market da Espanha, abrigando 18 quiosques temáticos com uma pegada 100% urbana, mesas altas corridas e duas terrazas, que os espanhóis tanto gostam. 🙂

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

A decoração do ambiente também merece destaque. Muita madeira, plantas e grades completam os ambientes, que também são acessíveis por elevador.

Decoração de uma das terrazas

Decoração de uma das terrazas

Fui num dia comum, durante a semana, e estava lotado – sinal de que está dando certo. Não se acanhe de dividir mesa com pessoas desconhecidas, é bem comum por lá. Pizza, sanduíches, arepas, croquetas, frutos do mar, asiáticos, carnes e boa variedade de bebidas tornam o local um prato cheio pra quem está indeciso quanto ao que comer.

Primeiro andar do Mercado San Ildefonso

Primeiro andar do Mercado San Ildefonso

Eu optei por um Chuletón de Ávila, corte de carne bovina devidamente preparado na hora. O sabor estava impecável. Meu marido optou por um polvo e também adorou. O preço não é dos mais baratos, mas pelo menos o que comi achei que valeu a visita, sem contar que conheci mais um lugar novo na capital espanhola, que nunca para de surpreender. Pra beber, um chopp Guinness pra matar a saudade da Irlanda. O mercado é assim: seu paladar viaja de acordo com suas escolhas.

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Com frequência ocorrem eventos culturais no espaço, envolvendo arte, música e claro, gastronomia. Madrid ganhou mais uma boa opção para quem curte tapear e curtir uma terraza. 🙂

Informações adicionais

Endereço: Calle Fuencarral, 57- Madrid

Como chegar de metrô: Estação Tribunal (L1 e L10); Estação Chueca (L5)

Funcionamento: Domingo à quinta: de 12 às 00h – Sexta e sábado de 12h às 1:30h.

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O que fazer em Zurique: Roteiro e curiosidades

Visitamos Zurique em pleno inverno, no mês de dezembro, quando os mercados de Natal estavam a todo vapor. Não sei como seria a cidade sem aquele clima natalino que vimos, mas fiz questão de atravessar o país pra curtir um pouco o clima dessa época tão gostosa. 🙂

Digo atravessar o país porque estávamos em Lugano, na Suíça italiana, e viajamos de trem para Zurique. Como eu ainda não tinha o Swiss Pass – passe que permite utilizar ilimitadamente o transporte público no país – comprei ainda do Brasil um Supersaver ticket, que é um tipo de passagem com desconto de até 50% quando comprada com antecedência.

A caminho de Zurique

A caminho de Zurique

Cheguei em Zurique, na Bahnhof, a principal estação de trem da cidade. A região em que está situada é exatamente onde tudo acontece: centenas de lojas, restaurantes, museus, belas ruas… e é a melhor região onde você pode se hospedar quando quiser priorizar o quesito localização.

Ao contrário de muitas estações da Europa, essa tem um charme a mais, principalmente em época natalina. Digo isso porque dentro da estação tem um mercado de Natal coberto que te dá boas-vindas do melhor jeito possível, faça chuva, neve ou sol. 🙂

Zurique HB: Assim é a estação fora de época natalina

Zurique HB: Assim é a estação fora de época natalina

Ao desembarcar, primeiramente fomos ao Tourist Information, que fica dentro da estação. Além de comprar o Swiss Pass, que ativaríamos no dia seguinte, pegamos* o Zürich Card de 24 horas (há também a opção de 72 horas). Com esse passe você tem os seguintes benefícios:

  • Viagem ilimitada de 2ª classe de bonde, trem, ônibus e teleférico na cidade;
  • Cruzeiro no rio Limmat e Passeios de barco curtos;
  • 50% de desconto na excursão a pé da cidade velha de Zurique;
  • Entrada gratuita ou reduzida em 41 museus.

Pra quem não possui o Swiss Pass, vale a pena. Nós ativamos o Swiss Pass apenas no 3° dia de viagem pelo país, pois financeiramente era o mais interessante no nosso caso. Caso você o tenha, o Zürich Card torna-se desnecessário.

Passamos um total de quatro noites na cidade, pois fizemos-na de base para outras que visitaríamos nos dias seguintes como bate-volta. Nos hospedamos as três primeiras noites no lindíssimo B2 Boutique Hotel & Spa, viajamos pra outros pontos do país e na última última noite retornamos, onde ficamos no Apart-Hotel Operated by Hilton, localizado próximo ao aeroporto e com serviço de shuttle (no dia seguinte pegaríamos um voo cedo e por isso optei por um hotel pertinho do aero).

Depois de deixar as malas no hotel, partimos pra Bahnhofstrasse, avenida com calçada larga e boa pro pedestre andar, cheia do glamour, bonita, movimentada, alegre, com um astral maravilhoso e na cara da Zurich HB (Bahnhof). Curiosamente essa é uma das ruas mais caras da Europa tratando-se de propriedades comerciais e por ela você encontrará dezenas de lojas caras como Louis Vuitton, Apple, Omega, Burberry, lojas de departamento, etc. Apesar disso, para os mais mortais há sempre uma Zara ou uma H&M. 🙂

Bahnhofstrasse

Bahnhofstrasse

Curiosidade: Na ocasião compramos um notebook, o novo MacBook Pro, que a título de informação saiu mais barato que se comprado nos Estados Unidos, por causa do reembolso do Tax Free. O único porém, e deixo aqui o alerta, é o teclado um pouco diferente do que estamos acostumados: temos o computador há um mês e ainda estamos apanhando pro teclado…rs. A Apple é uma das poucas lojas que na Suíça é menos cara que nos outros países (não me arrisco a dizer que é barata porque é cara do mesmo jeito). #chateada

Após caminharmos pela Bahnhofstrasse, entramos na Augustinergasse, outra rua lindinha localizada no Centro Histórico. Sugiro que caminhe até a Peterkirche ou Fraumünster, duas igrejas protestantes localizadas na região. Como toda igreja protestante, são bem simples por dentro e diferente das que estamos acostumados a ver na Europa católica. Porém, por fora são bem interessantes.

Augustinergasse

Augustinergasse

Augustinergasse

Augustinergasse

Ainda na mesma região, estique até a Lindenhof, praça localizada no alto, com vista panorâmica da cidade e que tem um xadrez gigante no chão. A vista de lá é maravilhosa, porém prepare as canelas pra subir as escadas que dão acesso à praça.

A vista da Lindenhof

A vista da Lindenhof

Após perambular pela Lindenhof e tirar boas fotinhos, desça a escadaria e siga pelas margens do Rio Limmat, que atravessa Zurique. Há diversas pontes ao longo do rio, com destaque para a Mühlesteg, onde os apaixonados penduram seus cadeados e fazem juras de amor.

Mühlesteg de outro ângulo

Mühlesteg de outro ângulo

Da Lindenhof caminhe por mais ou menos 15 minutos às margens do Limmat até chegar à Ponte Quaibrücke, onde um pouquinho mais adiante estará a Sechseläutenplatz, local que no Natal funciona o Wienachtsdorf, outro lindo mercado natalino. E, com Natal ou não, é onde está localizado o elegante prédio da Opernhaus Zürich, a casa de ópera da cidade.

Casa de ópera de Zurique

Casa de ópera de Zurique

Como ja havíamos andado um bocado e a fome bateu, paramos pra jantar num lugar bem legal, que em outro post conto pra vocês. 🙂

Após o jantar, como fazia muito frio, fomos conhecer o Christkindlmarkt, um dos maiores mercados de Natal indoor da Europa e o mais famoso da cidade, localizado dentro da estação Zürich HB. É uma boa pedida para os dias chuvosos e frios, pois como é fechado acaba sendo mais agradável. Há diversas opções de comidinhas, bebidas e doces ao longo do mercado, mas a estrela principal é sem dúvida a bafônica árvore de natal feita com milhares de Cristais Swarovski. Essa cidade é um luxo ou não é? 🙂

Christkindlmarkt

Christkindlmarkt

Árvore de Natal de Cristais Swarovski

Árvore de Natal de Cristais Swarovski

No dia seguinte o tempo estava bem ruim, então demos prioridade aos passeios em locais fechados. Conhecemos a loja de fábrica da Lindt, que fica distante do burburinho turístico e é acessível por ônibus ou barco. Pegamos o ônibus na Bürkliplatz e descemos quase na porta. A loja de fábrica é como se fosse um outlet e é anexa à fábrica propriamente dita, que infelizmente não permite visitação.

Loja de fábrica da Lindt

Loja de fábrica da Lindt

Os preços são menos caros que no resto da cidade, mas ainda assim caros comparados a outros países da Europa (como a Espanha, por exemplo). Há algumas promoções interessantes quando comprados produtos em quantidade, mas é a minoria (vide foto abaixo). O mais legal da loja, a meu ver, é a boa variedade de produtos que não encontramos em qualquer lugar. Artigos de decoração, chocolates diferentes e edições limitadas valem a visita. Comprei um pacote de chocolate, que mais parecia um biscoito, de comer rezando.

Loja de fábrica da Lindt

Loja de fábrica da Lindt

A loja de fábrica tem uma parte levemente interativa, em que podemos ver em maquetes dinâmicas o processo produtivo do chocolate

A loja de fábrica tem uma parte levemente interativa, em que podemos ver em maquetes dinâmicas o processo produtivo do chocolate

Dica: Caso faça o passeio de barco na cidade e queira emendá-lo com uma visita à loja de fábrica da Lindt, desça em Kilchberg, onde está localizada. Sugiro que vá de barco e volte de ônibus pra variar um pouco. A loja abre de segunda à sexta, de 10:00 às 18:00; sábado de 10:00 às 17:00 e não abre aos domingos.

Após nos empanturrarmos de chocolate, voltamos à região de Bürkliplatz e caminhamos até o Zürich Landesmuseum, situado bem do lado da Zürich HB. O Landesmuseum é o mais importante e mais visitado museu do país. Seu interior tem a maior coleção de história cultural Suíça e é uma ótima oportunidade para os visitantes conhecerem a história do país desde a pré-história até os dias atuais. OBS: Atração 100% coberta pelo Swiss Pass e pelo Zürich Card.

Zürich Landesmuseum

Zürich Landesmuseum

Zürich Landesmuseum

Zürich Landesmuseum

Como o museu é grande e bem interessante, espere gastar algumas horinhas lá dentro. Quando acabar a visita e a fome bater, sugiro que procure a Confeitaria Sprüngli para experimentar um delicioso macaron suíço ou outro doce. Eu, sinceramente, acho que gostei até mais do macaron suíço do que do francês. É caro, mas o que não é caro nessa cidade? kkk

Vai um macaron suíço aí??

Vai um macaron suíço aí??

Paradeplatz: Nessa praça tem uma Sprüngli

Paradeplatz: Nessa praça tem uma Sprüngli

Como era Natal, fomos conhecer outro mercado, na Werdmühleplatz. Durante o período do advento acontece o coral da Árvore Cantante e é simplesmente espetacular!! Confesso que fiquei emocionada, e, mesmo no frio e na chuva, fiquei ali admirando o coral entoar um Bagatelle, de Beethoven, entre outras canções da música clássica e outras canções de natal. Caso esteja na cidade na época, não deixe de ir por nada. 🙂 Caso esteja muito frio, faça que nem eu: compre um glühwein (vinho quente) e pronto! 🙂

Atenção: O coral se apresenta durante a semana sempre às 17.30 e às 18:30. Sábados e domingos sempre às 14:30/15:30/17:30/ 18:30.

Árvore cantante de Zurique

Árvore cantante de Zurique

Outra atração agradável, que fizemos na manhã do outro dia, foi o passeio no Lago Zurique. O horário e os passeios variam de acordo com as estações do ano. Como fomos no inverno, fizemos o Winter Round Trips (short round trip), que funciona do fim de outubro ao fim de março. O barco parte da Bürkliplatz, retorna para o mesmo local e tem duração aproximada de 1 hora e meia. É uma boa pedida pra apreciar paisagens da cidade de outro ângulo. Há comida e bebida disponível pra compra. OBS: Atração 100% coberta pelo Swiss Pass e pelo Zürich Card.

Passeio no Lago Zurique

Passeio no Lago Zurique

Em nossa última noite em Zurique fomos jantar na Niederdorfstrasse, rua do centro histórico que ainda não tínhamos conhecido e que pareceu bem animada. Optamos por um bar com cerveja local, comida local e muita gente rs. Como dito anteriormente, em outro post falarei dos restaurantes, mas fica a dica de passear por essa rua caso esteja na cidade. A rua foi dica de uma seguidora que mora em Zurique e que estava acompanhando meu Stories na época da viagem. 🙂

Niederdorfstrasse

Niederdorfstrasse

Outras informações

Quando comecei a planejar a viagem pra Suíça, que até então era um sonho do meu marido, fiquei assustada com o preço praticado em tudo: passes de trem, hospedagem, alimentação, tudo. Agora que já voltei posso afirmar: é pra se assustar mesmo!! kkk.

Zurique tem uma das hospedagens mais caras do mundo. O Swiss Pass (2ª classe) de 8 dias custa 398 francos por pessoa, que na cotação que comprei, R$3,50, é quase R$1.400,00. Hospedagem também é de cair da cadeira.

Pensando nisso, quanto um viajante gasta em média por dia? Com base na minha viagem, tirando o passe, transporte, hospedagem e café da manhã, uma média de 60 francos por pessoa se fizer uma refeição em restaurante. Caso faça duas, uns 90 francos por pessoa. E não tô falando de restaurantes mega chiques. Conhecemos restaurantes simpáticos e comemos tudo que tínhamos direito, porque penso assim, é a Suíça né? 🙂 Do que adianta ir até lá e não poder comer um fondue, comprar chocolates na Läderach ou macarons na Sprüngli? rsrs. Até água é caro, e parece que os restaurantes não são muito adeptos da água da torneira, que é potável. Uma garrafinha de água custa em média 4 francos (quase R$15). Infelizmente é caro, mas o país não permite muitas economias.

Confesso que foi difícil deixar Zurique. O curioso é que quando eu estava planejando o roteiro, meu marido disse que não queria ir lá, pois queria focar nos passeios de montanha. Ainda bem que não escutei ele. A metrópole, que apesar de não ser a capital do país, é a mais populosa, mais importante, mais vibrante e é considerada uma das cidades mais caras do mundo. Já foi eleita a melhor “grande cidade para se viver”, tendo como indicadores o nível de educação, saúde, desenvolvimento econômico e segurança pública. Um dos lugares mais desenvolvidos que já visitei, repleto de pessoas educadas, transporte público excelente e super pontual, onde não é comum – pelo menos na minha experiência – ver pessoas morando na rua, pedindo e outros problemas sociais frequentes nos países menos desenvolvidos. Um lugar onde tudo funciona, onde parece que tudo dá certo e que nos faz refletir o quão estamos longe do primeiro mundo.

*O Zurich Card foi uma cortesia para o Blog Rafa pelo Mundo.

Agradecimentos à querida Eliana, do Instagram @turistandonasuica, que muito me ajudou na elaboração do roteiro. 🙂

CONTINUE LENDO:

O que você precisa saber antes de visitar Istambul

Já tem um tempo que eu tinha vontade de conhecer Istambul, mas confesso que o desejo aumentou após um curso de História da Arte que fiz, que abriu meus olhos pro quão interessante é a cidade em termos artísticos e culturais.

Meu roteiro pode parecer meio incoerente, haja vista que eu estava na Suíça e não é nada perto de Istambul (aproximadamente 3h de voo), mas com planejamento antecipado consegui montar o roteiro que eu queria e de maneira mais econômica, mesmo sendo altíssima temporada.

Indo mais na contramão ainda decidi que gostaria de passar o réveillon em Istambul. Por mais lindo que seja o réveillon no Rio de Janeiro, confesso que não faz minha cabeça e sempre que eu puder, irei optar por viajar nessa época, preferencialmente pra um destino mais frio. 🙂

Vou reunir aqui no post assuntos e curiosidades sobre Istambul que eu gostaria de ter lido ao planejar minha viagem. Espero que seja útil a vocês!

Como o atentado terrorista mais recente na cidade turca foi justamente no réveillon, o primeiro ponto que vou abordar é sobre a:

  • Segurança

Quem acompanha os noticiários deve saber que nos últimos anos a Turquia foi alvo de vários atentados reivindicados pelo Estado Islâmico. O último grande atentado ocorreu na noite do réveillon 2017, quando um atirador do Estado Islâmico matou 39 pessoas numa boate.

Entretanto – graças a Deus – quando eu estava lá não vi nada demais, mas vi muito policiamento, tanto de dia quanto à noite, em carros fortes como o “caveirao” do Rio de Janeiro. Eu havia lido que com os atentados recentes o aumento da fiscalização policial aumentou e, por causa da diminuição no número de visitantes, os preços na cidade como um todo caíram, o que vejo que pode ser verdade.

Istambul, tirando a região de onde partem os barcos (Eminönü), achei bem menos lotada que as demais cidade da Europa que já visitei na mesma época. Ainda assim, continua sendo uma das mais visitadas do mundo, figurando no 11° lugar do ranking mundial. Como toda grande cidade, é de bom senso ter cuidado com os pertences em áreas muito movimentadas ou em transporte público, porém, que fique claro que andei todo momento com minhas câmeras e celular e não me senti ameaçada em momento algum.

  • Visto

Brasileiros não precisam de visto pra entrar no país. Vejam abaixo a lista de países que precisam:

Países que precisam de visto para entrar na Turquia

Países que precisam de visto para entrar na Turquia

  • Moeda

A moeda oficial do país é a lira turca (TRY), sendo um pouquinho desvalorizada em relação ao real. Na cotação atual, 18 de janeiro de 2018, R$ 1 vale TRY 1,1793. 

Por ser uma moeda incomum de encontrar no Brasil, a sugestão é trocar euros ainda no Brasil e no destino cambiar para a moeda local. Caso tenha dólares americanos, também é uma opção, apesar do euro apresentar cotação mais favorável.

Alguns restaurantes, hotéis e agências de turismo aceitam o pagamento direto em euros. Sugiro que troque no aeroporto apenas o suficiente pra pagar o metrô ou táxi na chegada à cidade e o restante em uma das dezenas de casas de câmbio da região de Hoca Pasa Mahallesi (em algum momento você vai passar lá). Nessa rua há um comércio muito forte e muitas casas de câmbio que não cobram comissão.

Pela comodidade e também pela cotação razoável, acabei fazendo câmbio no hotel onde estava hospedada. Verifique se seu hotel oferece o serviço.

  • Aeroporto

Há dois aeroportos na cidade, um no lado europeu (maior, mais perto e mais utilizado) e outro no lado asiático, menor, mais longe e menos utilizado.

Na minha viagem conheci os dois. Desembarquei no Atatürk (o europeu), que fica a aproximadamente 20 km do centro histórico. Mesmo sendo ligado à cidade por metrô, não é ligado diretamente ao Centro histórico, sendo necessário fazer uma troca.

Como eu estava com malas e estava chovendo, descartei essa possibilidade e fui de táxi, que peguei logo no desembarque. E aí começou o martírio rs. Entramos no táxi com um taxista que não falava muito inglês, e ele simplesmente não ligou o taxímetro. Fiquei muito preocupada e com receio de quanto ele iria cobrar pela corrida, mas eu já tinha uma ideia do preço pois havia perguntado no balcão de informações ao turista, ainda no aeroporto. O preço informado foi de TRY65-70, o que de fato me foi cobrado ao término da corrida. Que fique a lição que tivemos sorte! Ele poderia ter cobrado mais e então teríamos tido uma baita dor de cabeça. Atente pra isso e exija sempre que liguem o taxímetro antes de iniciar qualquer corrida. Aponte, faça mímica, mas exija!

Voltei pelo outro aeroporto, o Sabiha Gökçen, que fica do lado asiático e a aproximadamente 40km de onde estávamos hospedados (Sultanahmet). Pra esse aeroporto não há ligação por transporte público, apenas táxis e shuttles particulares em vans. Na ocasião, por comodidade, acabei reservando meu shuttle direto no hotel, que cuidou do agendamento e nos cobrou TRY12 por pessoa. Entretanto vi várias agências em Sultanahmet oferecerem o mesmo serviço por 10 liras turcas.

Precisa dizer que não pode embarcar armado????? (alguém pensou que não)

Precisa dizer que não pode embarcar armado????? (alguém pensou que não)

Atenção: GUARDE com você a confirmação do transfer e apresente ao motorista da van. Digo isso porque entramos em uma van que chegou no mesmo horário que tínhamos agendado, guardamos as malas e quando o motorista já ia partir mesmo sem ele ter solicitado – eu apresentei a confirmação da reserva e ele viu que não era aquela van que eu deveria estar, pois aquela iria pro outro aeroporto. Já pensou que confusão grande se eu tivesse chegado no aeroporto errado??

Achei o serviço bem desorganizado. Meu marido quando entrou na van viu que não havia assento pra ele sentar, reclamou com o motorista e o motorista mandou uma criança sentar no colo do pai, mesmo o pai tendo pagado pra criança ir sentada. Assim é Istambul. Lembre-se de que provavelmente será a cidade europeia menos europeia que você pode conhecer. Não desanime, é encantadora mesmo assim.

No entanto, sugiro que evite ao máximo o aeroporto asiático, não apenas pelo transporte ser mais difícil, mas também por conta da distância e trânsito. Há quem passe mais de 2h pra percorrer esses 40 km. Como viajei de manhã bem cedo, consegui escapar disso, já que o tráfego fluía muito bem e consegui chegar em aproximadamente 40 minutos.

Li em vários blogs sobre um ônibus chamado Havatas, que faz o percurso para ambos os aeroportos por um preço mais em conta que táxi, mas confesso que como estávamos com malas e viajaríamos cedo, nem cogitei essa possibilidade, pois o ônibus obviamente não me buscaria no hotel. Para informações atualizadas sobre o ônibus, sugiro que clique no link acima.

  • Transporte público

Apesar de eu ter me hospedado em Sultanahmet, utilizei várias vezes o transporte público. Incluo aqui o uso do metrô, tram, ônibus, funicular e barco. A cidade é visivelmente caótica em termos de trânsito, então quanto mais bem localizado for seu hotel, menos estresse você vai ter durante sua estadia.

Como as atrações não são todas no centro histórico, em algum momento você irá utilizar algum transporte. O ônibus é sempre cheio e curiosamente nem sempre para no ponto, se estiver trânsito e ele estiver na faixa do meio provavelmente será preciso que você vá até o ônibus kkk.

No ônibus por um instante até me senti no Brasil. Motorista visivelmente mal educado e impaciente, começou a brigar com os passageiros e sabe Deus o que os passageiros estavam dizendo pra ele. Eu, que não entendia nada, só olhava pro meu marido e ria…kkk.

Tentei usar Uber, apesar de ter lido em vários lugares que não funciona direito. Conclusão: fiquei meia hora esperando o motorista e ele não apareceu. Depois dessa experiência, não tentei mais, pois percebi que é mesmo zoado.

O tram foi o mais legal de usar, apesar de ter visto lotado várias vezes. Há muitos trams na região de Sultanahmet.

O barco também foi tranquilo, utilizei pra atravessar pro lado asiático. Foi um pouco complicado apenas comprar a passagem em Eminönü, pois não há muitos funcionários pra ajudar e como é um lugar extremamente muvucado, não sabemos muito bem pra onde ir ou qual bilhete comprar. No lado europeu ainda haviam uns poucos funcionários e nos ajudaram, no lado asiático não havia funcionário nenhum – sugiro que pesquise antes qual bilhete comprar.

Usei o metrô uma vez e foi tranquilo. Organizado, guichês de atendimento em inglês e nada muito diferente do que estamos acostumados.

O funicular utilizei pra chegar na região da Torre de Gálata, que fica no alto. Comprei o bilhete na hora (também autoatendimento) e foi tranquilo.

Metrô em Istambul

Metrô em Istambul

  • Quanto levar

Como sempre digo, isso é algo pessoal e que varia com o estilo do viajante, mas gosto sempre de falar pra ajudar o leitor a ter pelo menos uma ideia. Em minha viagem pra Istambul separei 45 euros por pessoa/por dia, mas daria pra ter sido menos, pois sobrou. A cidade tem preços interessantes e fui cambiando aos poucos, à medida que usava. Eu arriscaria dizer que com 35 euros por pessoa/por dia você consegue se locomover, comer bem e passear. Só não pode abusar da cerveja, que é algo bem caro na Turquia. Souvenirs são absurdamente baratos e você encontra coisas super legais por apenas 1 lira. Pra quem tava voltando de uma viagem pela Suíça, me senti a esposa do Sultão… kkk.

  • Gorjeta

Apesar da gorjeta não ser obrigatória, caso você seja bem atendido pode deixar 10%. Nos estabelecimentos que fui bem atendida deixei, nos que fui mais ou menos não deixei, mas não me senti pressionada por isso em momento algum. Achei tudo bem flexível.

  • Idioma

O idioma oficial da cidade é o indecifrável turco, mas se você fala inglês não terá a menor dificuldade. No burburinho turístico você consegue se comunicar muito bem em inglês, exceto no lado asiático da cidade, que não é turístico. Na ocasião fomos pra lá e tivemos que nos comunicar à base de mímica, mas o importante é que deu tudo certo. 🙂

  • Religião

Apesar da Turquia ser teoricamente um Estado laico, isso fica apenas na teoria, já que aproximadamente 85% da população é muçulmana. O fato da maioria da população ser muçulmana muda tudo em relação ao local: costumes, crenças, vestimentas… você sentirá isso ao colocar os pés no aeroporto.

Apesar de serem muçulmanos, não achei eles tão conservadores como imagino que seja em outros países. Usei minhas roupas normalmente e precisei cobrir a cabeça apenas pra entrar nas mesquitas. Vale lembrar que viajei no inverno, então naturalmente eu já estava toda empacotada. No verão, mesmo que esteja um calor ferrado, não é apropriado andar com vestimentas ousadas demais. Pra entrar nas mesquitas sempre haverá um controle rígido: é necessário tirar os sapatos, nada de ombro de fora, pernas de fora e cabelo aparecendo. Bom senso é tudo e precisamos respeitar os costumes alheios.

Curiosidades sobre Istambul

Curiosidades sobre Istambul

OBS: Você não precisa comprar roupa pra visitar as mesquitas. Caso não tenha um lenço ou echarpe, eles disponibilizam pra você algo semelhante no local.

No lado asiático, mais conservador e sem muitos turistas, é de bom senso cobrir a cabeça, mesmo que não haja uma regra pra isso. Na travessia de barco pelo que pude notar eu era provavelmente a única turista, então cobri a cabeça pra me sentir mais “enquadrada”. Curiosamente as pessoas me cumprimentavam em turco sempre que eu cobria a cabeça… kkk.

Curiosidades sobre Istambul: Sabia que lá tem muito cachorro de rua? E são muito fofos! (tem gato também!)

Curiosidades sobre Istambul: Sabia que lá tem muito cachorro de rua? E são muito fofos! (tem gato também!)

  • Clima/Quando ir

Em Istambul faz muito frio e também muito calor. No inverno, época que fui, a temperatura não passou dos 8 graus, mas também não fez frio rigoroso em dia nenhum – vale lembrar que eu estava voltando de um inverno na Suíça com temperaturas negativas, sendo então minha comparação. No verão a temperatura se aproxima dos 30 graus e é uma boa pedida pra esticar e conhecer as belas praias turcas. 🙂

Quando estive na cidade peguei alguns dias de chuva e tempo cinza, consequência do inverno. Caso queira minimizar esse risco opte por estações como primavera ou outono, com temperaturas mais amenas e céu mais limpo. Além do frio, senti que a cidade venta muito, o que agravou a situação…rs.

 

Esses são os pontos que julgo mais importantes de saber ao planejar uma viagem a Istambul. Em breve vou fazer outro post abordando as atrações que visitei e contando minhas experiências gastronômicas. 🙂

Tour de conexão em Bogotá com a Explora Bogotá

Em nossa última viagem voltamos de Avianca e o voo parou em Bogotá para uma longa conexão de 10 horas. Como eu não conhecia a cidade e estaria lá durante o dia, não pensei duas vezes em contratar um tour para que pudesse conhecer ao menos o básico da capital colombiana, e então optei pelo tour de conexão em Bogotá com a Explora Bogotá, que conheci através de um outro blog de viagem brasileiro.

Importante: Brasileiros não precisam de visto para entrar na Colômbia, mas é exigido o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Para mais informações sobre como tirar, tenho post no blog.

Pesquisei bastante e vi que a Explora Bogotá tem muitos comentários positivos no Tripadvisor, além de ter um custo-benefício excelente perto de outras empresas que pesquisei. Contratei o “tour em trânsito”, que tem duração mínima de 3h e máxima de 10h, o que vai variar de acordo com sua permanência na cidade. O tour em questão custa US$70 por pessoa.

Dica: Sugiro que faça câmbio de reais para dólares ainda no Brasil. Os pacotes de turismo podem ser pagos em dólares americanos e a cotação de dólar pra peso é mais favorável que de real pra peso.

No meu caso, como cheguei em Bogotá 1:30 após o horário previsto devido a um atraso no aeroporto de origem, tive aproximadamente 5h pra passear, pois optei por voltar mais cedo pro aeroporto e fugir do temido trânsito da cidade. Como ia fazer um voo internacional em seguida, precisava me precaver.

Atenção com o fuso horário: No horário de verão, -3h em relação a Brasília

O pacote incluiu:

  • Traslado desde o aeroporto
  • Transporte confortável na cidade para todas as atrações
  • Ingresso de todas as atrações
  • Subida ao Monserrate
  • Retorno para o aeroporto
  • Informações de uma guia credenciado

No nosso caso, quando chegamos o guia já estava à nossa espera com uma plaquinha com meu nome na saída do desembarque. Avisei a empresa previamente sobre meu atraso, pra que não ficassem me esperando à toa. Confesso que até me assustei – positivamente – com o carro, que era uma van enorme e confortável, com capacidade pra muito mais pessoas além de meu marido e eu, o que facilmente atende bem quem viaja com um grupo grande.

Nosso guia não falava português, mas o dono da agência, Sr. Edgar, fala, e foi com ele que tratei por email o agendamento do tour. Apesar do guia não falar português, não foi um problema pois falamos espanhol e inclusive adoramos quando temos a oportunidade de colocá-lo em prática. Além disso, gostei do sotaque dos colombianos, bem mais compreensível que de nossos vizinhos hermanos.

A primeira atração visitada foi o Cerro de Monserrate, uma das principais atrações da cidade. Monserrate é um morro com altitude de 3152 metros e que está localizado sobre a Cordilheira Oriental dos Andes. No topo encontra-se a Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate, que é local de peregrinação religiosa e foi fundada em 1920, em substituição a anterior do século XVII. Aos domingos os fieis costumam peregrinar para o local.

Pra vocês verem como estava o tempo...

Pra vocês verem como estava o tempo…

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Funcionamento Cerro de Monserrate

Funcionamento Cerro de Monserrate

Para acessar o Monserrate o visitante conta com três opções:

  • A pé, através de um caminho íngreme de 2,5 km (o acesso é fechado às terças); 
  • Via funicular: É rápido e atinge uma velocidade de até 3,2 metros por segundo. Possui capacidade máxima para até 80 pessoas e acesso fechado às segundas;
  • Via teleférico: Possui duas cabines com capacidade máxima para até 40 pessoas. Aberto diariamente, exceto nas segundas-feiras que coincidem com feriados.

O valor do ingresso das últimas duas opções é o mesmo e não passa de R$25,00 (ida e volta). Sugiro que verifique no site oficial os valores exatos, pois varia de acordo com o horário e dia da semana.

Das três opções citadas, optei pelo Funicular e rapidamente cheguei ao cume. Logo que subi confesso que não me senti muito bem, ainda mais considerando que eu não havia almoçado e que estava apertando os passos pra conseguir fugir da chuva que se aproximava.

Funicular a Monserrate

Funicular a Monserrate

Como o Cerro de Monserrate está localizado numa altitude de mais de 3 mil metros, é natural ficar cansado muito rápido, sentir sede, dor de cabeça e até falta de ar. Apesar de pensarmos em praia quando nos vem à cabeça Colômbia, a capital do país é fria, possui temperatura média anual em torno de 14 °C e alta umidade, além disso, une-se o fato da cidade ser uma das mais altas do mundo, estando a 2.640 metros acima do nível do mar.

Caso você seja uma pessoa sensível que nem eu, sugiro que se prepare fazendo uma alimentação leve, se hidratando bastante e levando uns remédios pra atenuar os efeitos. A título de curiosidade, é um costume secular dos andinos mastigar folha de coca para amenizar os efeitos da altitude.

Há dois restaurantes lá em cima – um de comida colombiana e outro de comida francesa – mas como meu tempo na cidade era curto optei por um rápido lanche na lanchonete do local. Pedi uma empanada de carne maravilhosa, feita com milho em vez de trigo. Como tinha acabado de sair, estava ótima! Pena que só pedi uma, se soubesse que era tão boa teria pedido mais… 🙂

Infelizmente o tempo estava muito ruim e com muita neblina, o que atrapalhou a vista da cidade do alto, que deve ser muito bacana em dias com céu azul.

Estar com um guia foi ótimo pois ele indicava os melhores lugares para nos posicionarmos no funicular

Estar com um guia foi ótimo pois ele indicava os melhores lugares para nos posicionarmos no funicular

De lá fomos conhecer os museus, e há dois muito importantes na cidade e que viajante nenhum pode deixar de fora: Museu do Ouro, “apenas” o mais importante do mundo nesse gênero, e o Museu Botero, do famoso artista que tem fama por fazer esculturas, desenhos e pinturas de personagens gordinhos e de características muito únicas.

Colocamos o carro num estacionamento próximo ao Museu do Ouro e seguimos para conhecê-lo. Fomos por dentro do Centro Comercial La Casona del Museo, que achei muito bacana pra quem gosta de artesanato. Como fui só de passagem, não sei falar sobre os preços, mas me pareceu um lugar organizado, bonito e com muita variedade de produtos. Entretanto, como está localizado numa área extremamente turística (é praticamente colado ao Museu do Ouro) imagino que não deva ser muito barato.

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

O acervo do museu é constituído de trabalhos pré-colombianos que tinham como matéria-prima fundamental o ouro da região. Criado em 1939, o acervo divide-se em três andares e reúne mais de 50 mil peças, objetos cerâmicos e pedras preciosas, e lá é possível admirar grandes peças de ouro como máscaras, colares, brincos, braceletes, peitorais, etc.

O acervo é de alta qualidade, assim como as instalações e organização. Como fomos com o guia, ele nos levou diretamente para as principais obras, haja vista que nosso tempo era limitado e se fôssemos desbravar o museu inteiro gastaríamos muitas horas. Indo com o guia não perdemos tempo em salas que pra nós não seriam tão interessantes quanto outras, o que otimizou muito nosso tempo.

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

Caso sua estadia em Bogotá se dê numa segunda-feira fique atento: o museu não abre às segundas.

Após percorrer o museu seguimos a pé para mais uma atração: Plaza de Bolívar, que fica no caminho para Candelária, o bairro onde está o Museu Botero.

Dizem que há mais história na Plaza del Bolívar que pombos, coisa que assustadoramente há bastante. Já foi chamada de Plaza Mayor, Plaza de la Constitución e atualmente recebe o nome que conhecemos.

Plaza de Bolívar

Plaza de Bolívar

Seguindo uma tradição espanhola, a praça tem formato retangular e extensão aproximada de 13.903 metros quadrados, que abriga diversos edifícios importantes da cidade: Catedral Primada da Colômbia, Palácio da Justiça e o Congresso Nacional. É ponto de encontro para reuniões políticas, culturais, sociais e religiosas. Além disso, como não poderia deixar de ser, é o local onde a população faz manifestações, o que pude comprovar na prática haja vista que estava tendo uma quando eu estava lá.

Plaza de Bolívar

Plaza de Bolívar

Plaza de Bolívar - Palacio de Justicia

Plaza de Bolívar – Palacio de Justicia

No centro da praça há uma estátua de Simon Bolívar, e o local possui esse nome por ser uma homenagem ao general venezuelano, que foi de extrema importância para a libertação do país da Espanha no ano de 1821. Apesar de ser um burburinho turístico, também há muito do povo local e bom pra apreciar as diferentes arquiteturas das edificações.

Plaza de Bolívar com Bolívar atrás :)

Plaza de Bolívar com Bolívar atrás 🙂

De lá seguimos caminhando pelo Centro Histórico, percorrendo o bairro La Candelaria, com suas casinhas coloridas, muitas em estilo colonial e declaradas Patrimônio Histórico. É um bairro repleto de museus, instituições de arte e teatros.

Dica: O ideal é visitar o bairro durante o dia, pois à noite não costuma ser tão seguro quanto de dia.

La Candelaria Bogotá

La Candelaria Bogotá

La Candelaria Bogotá: Os azulejos foram um presente dos portugueses

La Candelaria Bogotá: Os azulejos foram um presente dos portugueses

Caminhamos até o Museu Botero, e o tempo já estava bem feio nesse momento. Infelizmente nossa estadia se deu num dia cinza, sem cor, nublado e com muita chuva no fim do dia, o que impactou de forma bastante negativa nossas fotos. Enquanto chovia lá fora, aproveitamos pra percorrer com mais calma o Museu Botero.

Esse artista é um ícone e motivo de orgulho entre os colombianos, tendo diversas esculturas espalhadas ao redor do mundo. Vi recentemente, por exemplo, uma escultura dele em Liechtenstein. 🙂 A identidade de suas obras as tornam algo único, e, como dito anteriormente, os personagens são sempre gordinhos e sem muita expressão no rosto – são geralmente sérios. Uma das exceções é a releitura da Monalisa, que tem o leve sorriso enigmático da versão original.

Museu Botero Bogotá

Museu Botero Bogotá

Museu Botero Bogotá

Museu Botero Bogotá

Monalisa no Museu Botero de Bogotá

Monalisa no Museu Botero de Bogotá

Museu Botero: Nem Jesus escapou...

Museu Botero: Nem Jesus escapou…

O acervo do museu se deu com uma doação generosa de Botero como um presente ao seu país. Curiosamente, uma das condições era de que a entrada no museu fosse sempre gratuita, para possibilitar fácil acesso de seu povo. Situada em um bonito edifício em estilo colonial, abriga atualmente não apenas obras do artista, mas de outros artistas dos séculos XIX e XX.

Tour de conexão em Bogotá: Museu Botero é imperdível

Tour de conexão em Bogotá: Museu Botero é imperdível

Após percorrer com tranquilidade o museu, chegava a hora de comer, afinal não tínhamos almoçado e como já havia escurecido na verdade foi mais um jantar.

Seguimos a sugestão de nosso guia, que nos levou a um restaurante chamado Balcones de la Candelaria e sugeriu pratos e bebidas. Eu tomei uma sopa de frango com milho e devo alertá-los que os pratos servidos são enormes (não dei conta de terminá-lo). Para beber, escolhi um suco de lulo, fruta típica dos Andes de sabor ácido, cheirosa e muito saborosa! Em seguida o guia sugeriu que provássemos guanábana e depois de provar descobri que é a graviola, comum no Norte do Brasil, e pelo visto comum na Colômbia também. 🙂

Sopa de frango e milho

Sopa de frango e milho

Meu marido escolheu a bandeja paisa, prato que facilmente comeria duas pessoas, à base de chorizo, abacate, feijão, arepa, banana, etc. É um prato pesado e de aparência pesada, mas que meu marido gostou bastante. Arepa é algo muito encontrado na Colômbia, feito à base de farinha de milho, sem sal e que serve como acompanhamento. Particularmente, achei as arepas muito sem gosto e sem graça. Como havíamos comido muito, não conseguimos provar as sobremesas, ficou pra uma próxima oportunidade.

O que comer em Bogotá: Bandeja paisa

O que comer em Bogotá: Bandeja paisa

Curiosidade: Na Colômbia, apesar de consumirem muito abacate, o mesmo nunca é adoçado ou misturado ao leite.

Ainda falando em comidas, vale a pena provar a avena helada, uma bebida como um mingau, à base de aveia, leite e canela. Os colombianos costumam tomar muito, principalmente nos dias mais quentes. Outra coisa que vale muito a pena provar é o pandebono (almojábana), que é uma espécie de pão de queijo colombiano, mas com textura mais macia e molinha. O formato também é um pouco diferente do brasileiro, sendo mais parecido com um pão de batata. Eu, particularmente, achei melhor que muito pão de queijo que já comi no Brasil rs. Se acompanhar um bom café colombiano então… Minas Gerais treme.

Almojábana (pão de queijo colombiano)

Almojábana (pão de queijo colombiano)

Dica: Não deixe pra comprar café no aeroporto. Apesar da alta oferta, são extremamente caros.

Caso você tenha mais tempo, sugiro que conheça a Catedral de Sal, construída dentro das minas de sal de Zipaquirá. Há um pacote da agência para quem tem um dia inteiro que além do passeio que fiz inclui uma ida à Catedral. Uma pena eu não ter tido mais tempo, pois pelo que vi em outros blogs parece um lugar muito interessante.

Caso você tenha dúvida sobre quanto cambiar para uma estadia semelhante à nossa, saibam que cambiamos 50 dólares (fora o do guia) e sobrou. Petiscamos algumas coisas, fizemos uma refeição e compramos um ímã de geladeira, que colecionamos. Tenham em mente algo nessa faixa para duas pessoas.

Quanto à segurança na cidade, confesso que não me senti nada insegura. Talvez pelo fato de estar acompanhada de um guia local e também de meu marido, mas não me senti intimidada em momento algum, mesmo estando com minha Gopro, Nikon e celular à vista. Vale lembrar que só andei em lugares turísticos e movimentados e sempre a pé ou de transporte privado.

Achei o povo uma atração à parte, especialmente depois de tantos dias viajando pela Europa. O pouco contato que tive com o povo colombiano, desde a imigração até os estabelecimentos comerciais, deixaram uma ótima impressão de pessoas simpáticas, alegres e atenciosas.

Após o jantar seguimos para o aeroporto, onde retornamos para o Brasil depois de 21 dias fora de casa – com muito cansaço  – mas com muita história pra contar. 🙂

Contato para um Tour de conexão em Bogotá:

Explora Bogotá

Site: http://www.visitbogota.com.co

E-mail: explorabogota@gmail.com

Whatsapp: +57 315 550 7657

OBS: Nos foi concedido media rate no tour em questão, mas o post reflete inteiramente minha experiência com a empresa.

Onde se hospedar em Zurique com conforto: B2 Boutique Hotel

Quem já viajou pra Europa deve saber o quanto é comum fazer das pernas o principal meio de transporte, o que consequentemente faz com que cheguemos ao fim do dia bastante cansados. Nesse caso, faz toda diferença hospedar-se próximo à zona turística ou com fácil acesso ao transporte público mais utilizado no destino (no caso de Zurique, o trem). E se essa hospedagem for num hotel-boutique com spa, melhor ainda, não é mesmo? 🙂 Visando unir conforto e praticidade, escolhi o B2 Boutique Hotel como “casa” por uns dias, e aqui vou compartilhar minha experiência com vocês.

O hotel está situado na antiga fábrica da cerveja Hürlimann, o que torna sua arquitetura um dos grandes atrativos, pois mescla o lado industrial de Zurique com o charme de um hotel-boutique suíço.

Fomos recebidos por três adoráveis noites no hotel que desde o check-in se apresentou de maneira positiva: água  saborizada na recepção, maçãs, agilidade e cordialidade no atendimento.

B2 Boutique Hotel - Área da recepção

B2 Boutique Hotel – Área da recepção

Curiosamente, ele está localizado muito próximo ao Google, na mesma área, o que o torna uma ótima opção para executivos que viajam a trabalho (especialmente para o Google). Entretanto, no meu caso, estava a lazer e foi maravilhoso, pois além de ótimas instalações o hotel conta com um Spa incrível, que mais pra frente conto pra vocês.

O B2 Boutique Hotel & Spa está localizado próximo a duas estações de trem:

  • Zürich Giesshübel (a que mais utilizamos e com ligação rápida e direta pra Zurique HB): 300 metros
  • Bahnhof Enge: 700 metros

A estação principal, Zurique HB, fica a 2 km de distância (em média 5 minutos de trem). Além desse transporte, há diversos pontos de tram nas proximidades, que também utilizamos bastante na ocasião.

B2 Boutique Hotel

B2 Boutique Hotel

Ficamos no B2 Boutique Rooms, um quarto bem decorado e com um toque vintage, contando com amenities de qualidade, cafeteira Nespresso, armário, pantufas, chás pra esquentar logo que chegávamos da rua (viajamos no inverno, então sempre que voltávamos da rua estávamos congelando rs), minibar com diversas opções de bebidas, cama Queen size super confortável, lençóis macios, mesa de leitura, poltrona de descanso, cofre, TV com canais a cabo, serviço de quarto 24h, apoio de bagagem, além do quarto ter tamanho ideal pra quem viaja com malas sem ter que ficar tropeçando nelas pelo caminho.

B2 Boutique Hotel: B2 Boutique Rooms

B2 Boutique Hotel: B2 Boutique Rooms

Como era época de natal, fantasiaram a garrafa de cerveja de rena rs

Como era época de natal, fantasiaram a garrafa de cerveja de rena rs

O banheiro era muito bonito, decoração leve e clean, moderno e limpo. As áreas eram desintegradas, sendo que a pia e área de banho eram separadas por uma porta da área do vaso sanitário. Banheiro com bom secador de cabelo, espelhos com boa iluminação, toalhas fofinhas e felpudas, chuveiro maravilhoso com pressão forte, além de boa área também – suficiente pra circular duas pessoas tranquilamente. Particularmente sou apaixonada por banheiros bonitos, e esse achei muito bom e nada exagerado.

Banheiro - B2 Boutique hotel

Banheiro – B2 Boutique hotel

B2 Boutique Hotel

B2 Boutique Hotel

Nespresso no quarto

Nespresso no quarto

Destaque para o piso que aquecia quando ligávamos o aquecedor, ótimo pra lutar contra a temperatura negativa que se encontrava lá fora. A única consideração que tenho a fazer sobre o banheiro é o fato de não haver suporte para colocar os produtos de higiene pessoal, ficando os mesmos no chão, o que me incomoda um pouco. Porém, devo alertá-los que aconteceu o mesmo em outros hotéis que me hospedei no país, de categorias distintas uns dos outros.

Nada melhor depois de passear bastante durante o dia ter um sono dos deuses, não é mesmo? 🙂 Por não estar localizado no burburinho turístico, o silêncio também foi um ponto positivo durante a estadia. Em momento algum tivemos problema com barulho, nem dos outros hóspedes, tampouco da rua. Apenas paz e uma janela com vista pra telhadinhos cheios de neve. 🙂

Além do quarto que ficamos, há mais 4 tipos de quarto no hotel (maiores, inclusive), porém com cada espaço sendo único, com decoração cuidadosamente selecionada de pinturas, designs clássicos e mobiliários exclusivos.

Business center

Business center

Com o friozinho gostoso que fazia, o que nos motivava a sair da cama todos os dias de manhã sem dúvidas era o café da manhã. Servido na Wine Library do hotel, local muito especial onde funciona uma biblioteca com 33.000 livros que podem ser usados pelos hóspedes – uma minoria está em inglês, sendo a maioria em alemão, idioma oficial da cidade. Friozinho, queijos suíços, um bom vinho e um bom livro, quer combinação melhor? 🙂 A decoração e design desse espaço é incrível, arriscaria dizer até que um dos mais bonitos e exclusivos que já vi, pois foge totalmente do óbvio e nos propicia uma sensação de tranquilidade e relaxamento.

B2 Boutique Hotel: Wine Library

B2 Boutique Hotel: Wine Library

B2 Boutique Hotel: Wine Library

B2 Boutique Hotel: Wine Library

Destaque para os lustres do ambiente, todos feitos de garrafas da cerveja Hürlimann:

E como nem só de decoração e beleza vive um espaço, devo destacar que o café da manhã era excelente, com boa variedade de queijos suíços, presuntos, frutas, pães, geleias, sucos, etc. Mas o que preciso destacar mesmo são os pães servidos, quem me conhece sabe que venho de uma família de “padeiros” e que tenho paixão pelo mesmo num grau acima da média… kkk. Macios, leves, deliciosos, do tipo que não pesa no estômago mesmo comendo mais de um, me ganharam da apresentação ao sabor. Certamente não foi a mesa de café da manhã mais farta que já vi na vida, mas devo ressaltar que tudo que comi estava muito bom.

Café da manhã no B2 Boutique Hotel

Café da manhã no B2 Boutique Hotel

Queijos suíços no B2 Boutique Hotel

Queijos suíços no B2 Boutique Hotel

Delícias do B2 Boutique Hotel

Delícias do B2 Boutique Hotel

Alguns produtos eram servidos mediante solicitação, como os ovos e as bebidas quentes, por exemplo, que podíamos pedir de acordo com nossa preferência e então preparavam na hora. 🙂

B2 Boutique Hotel

B2 Boutique Hotel

B2 Boutique Hotel

B2 Boutique Hotel

Após uma boa noite de sono, um café da manhã delicioso e atendimento de primeira, chegava então a hora do lazer.

Aproveito pra perguntar: Quem aí já tomou banho de água mineral? O B2 Boutique é o único hotel em Zurique com um spa termal na cobertura. E foi pra lá que fomos num dia feio e cinza que estivemos na cidade. Como viajamos no inverno, o tempo em Zurique estava bem fechado e não pegamos dia de sol em momento algum, o que foi perfeito para curtir um pouco o hotel, aliás vale lembrar que estávamos de férias e também queríamos relaxar, certo?

Dedicamos umas boas horas para o Spa do hotel, que é pago à parte (60 francos por pessoa) e dá acesso ilimitado durante 24 horas. Primeiro fomos para a piscina termal que fica na cobertura, aquecida e descoberta, e com vista pra cidade. Com a temperatura na casa dos 0 graus nesse dia, a água na casa dos 35 estava maravilhosamente deliciosa. Só atrapalhou um pouco as fotos, pois além de não ser permitido tirar, havia mais fumaça do vapor que paisagem.

Piscina termal do B2 Boutique Hotel & Spa

Piscina termal do B2 Boutique Hotel & Spa

Por falar em água, um diferencial da cerveja Hürlimann é que utilizam água mineral no processo de fabricação da bebida. No entanto, a título de curiosidade, quando ali ainda funcionava uma cervejaria, perfuraram o local em busca de água, porém acabou por ter conteúdo mineral demais para a fabricação da cerveja. Graças a isso, hoje os hóspedes do B2 podem experimentar essa água em todos os sentidos, sendo rica em minerais valiosos e promovendo bem-estar e relaxamento.

Para acessar o Spa é necessário ativar previamente a pulseirinha na recepção, pois o Spa não é um espaço exclusivo do hotel. Como dito anteriormente, não pude tirar fotos. Deixo-os com duas fotos retiradas do site oficial e fiquem sabendo que as fotos transmitem perfeitamente o que o ambiente é pessoalmente.

Foto de Adrien Barakat - Divulgação

Foto de Adrien Barakat – Divulgação

Foto de Adrien Barakat - Divulgação

Foto de Adrien Barakat – Divulgação

O B2 Boutique oferece alguns pacotes, sendo um dos mais interessantes o “Just the two of us”, que além da estadia, inclui uma noite de queijos, vinhos e luz de velas na Wine Library, além de entrada no Spa, incluindo o ritual Irish-Roman Spa (ritual que abrange uma série de tratamentos). Perfeito para casais que procuram algo mais romântico e/ou que estão em lua de mel. Como já era de se esperar, pelo fato de Zurique possuir uma das hospedagens mais caras do mundo, essa “brincadeira” começa em CHF 445.

E pra aqueles que não abrem mão de queimar as calorias numa academia mesmo durante uma viagem – o que claramente não é meu caso rs – o hotel tem um pequeno fitness center, apenas com aparelhos mais comuns, mas que deve atender bem quem não pretende fazer um treino muito pesado. Apesar disso, é bom saber que temos essa opção para os dias que comermos queijo em excesso e pelo menos tentar manter a forma no país do fondue, chocolate e ovomaltine.

Essa mensagem é um tapa na cara ou não?

Essa mensagem é um tapa na cara ou não?

Nossa estadia em Zurique não poderia ter sido melhor. Passar o dia na rua e ter a certeza de um ambiente limpo, agradável e confortável à nossa espera foi sem dúvidas essencial pra curtirmos com mais tranquilidade e conforto nossos dias de férias.

Para saber um pouco mais sobre o hotel e fazer reservas, clique aqui.

Outras informações sobre o B2 Boutique Hotel:

Endereço: Brandschenkestrasse 152

Telefone: +41 44 567 67 67

E-mail: zurich@b2boutiquehotels.com

TripAdvisor: Quase 5 estrelas – 6° mais bem avaliado da cidade

Wi-fi: Sim (livre)

Distância do aeroporto: 12 km

Estacionamento: Sim, valet (sobretaxa)

Recepção 24h

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Novo Shangri-La Hotel: Colombo introduzirá um novo nível de luxo no Sri Lanka

Recentemente tive o prazer de conhecer em primeira mão as novidades do novo empreendimento da rede Shangri-La Hotels and Resorts que irá inaugurar na próxima semana em Colombo, a maior cidade do Sri Lanka. Durante um almoço descontraído conhecemos a Judy Reeves, Diretora de Relações Públicas das Américas, que veio apresentar para alguns blogueiros as novidades do luxuoso hotel e suas impressões sobre esse curioso país.

Eu ao lado de Judy Reeves e da amiga Lily @apaixonadosporviagens, dona da foto :)

Eu ao lado de Judy Reeves e da amiga Lily @apaixonadosporviagens, dona da foto 🙂

Depois de ver as fotos, fiquei encantada! Além das excelentes instalações de alto padrão no hotel, o país parece ser incrível pra quem procura sair um pouco do turismo óbvio e busca algo mais exótico, com foco em culturas diferentes e contato com a natureza.

Pra quem não sabe onde fica esse país, está localizado na Ásia, especificamente no sul do subcontinente indiano, e  combinar  uma ida da Índia ao Sri Lanka é ideia interessante, já que apenas 3:40h separam um destino do outro em um voo direto partindo de Nova Deli.

O suntuoso hotel aceitará reservas para estadias a partir do dia 17 de novembro de 2017. Esta será a segunda propriedade do grupo asiático no Sri Lanka, juntando-se ao Hambantota Golf Resort & Spa – inaugurado em junho de 2016 –  e quebrando um jejum de abertura de hotéis no Sri Lanka, nos últimos trinta anos, com um lançamento de um estabelecimento hoteleiro espetacular, sem dúvida, o mais importante e luxuoso da atualidade.

Localizado em One Gale Face, ao longo da agradável Green Promenada – área mais exclusiva da cidade – o hotel Shangri-La Colombo oferecerá vistas estonteantes do Oceano Índico na maioria de seus 500 apartamentos e suítes. O hotel está a 40 minutos de carro do aeroporto Internacional Colombo Bandaranaike, em uma área de 10 hectares de terra que também irá acomodar uma torre de escritórios, dois edifícios residenciais e um shopping com lojas high-end, trazendo um novo nível de luxo para a próspera cidade metropolitana de Colombo.

Fazendo sua reserva de hospedagem por esse link, você ajuda o blog a se manter vivo e não paga nada a mais por isso! :)

“Com o crescimento de turistas que visitam a cidade nos últimos oito anos, Colombo tornou-se o portão de entrada para a generosa gama de atrativos que a incrível ilha tem a oferecer”, disse Timothy Wright, vice-presidente e gerente geral do Shangri-La Hotel, Colombo. “Pretendemos estabelecer novos padrões de hospitalidade de luxo em Colombo e mesclar o serviço personalizado da rede Shangri-La com o charme e tradição do Sri Lanka”, completou ele.

O Shangri-La Hotel Colombo permitirá aos que viajam a lazer ou a negócios um mix da elegância asiática da rede hoteleira e o estilo contemporâneo inspirado nos países de natureza e beleza abundantes. Para refletir esse conceito, o hotel contratou o prestigiado artista chinês Man Fung-Yi para criar uma escultura de metal de um bebê elefante em tamanho real, que enfeita e dá graça ao lobby, e ao mesmo tempo mixa modernidade à tradição do Sri Lanka.

Apresentando uma nova proposta de gastronomia na cidade, com cinco restaurantes, bares e lounges, o novo hotel oferecerá também uma ampla seleção de cozinha local e internacional, com menus inovadores, incluindo espaços ao ar livre e entretenimento. Para aqueles que buscam serenidade e a oportunidade de relaxar, o CHI Spa terá nove salas de tratamento, academia aberta 24 horas, piscina com bar e vista para Galle Face Green e o Oceano Índico.

O hotel apresenta uma estrutura para eventos das mais abrangentes e versáteis no Sri Lanka com 4.500 metros quadrados de espaço, incluindo dois salões, área externa e várias salas para hospedar  mais de 1.500 convidados. Destinado a atrair grandes conferências e eventos, o empreendimento reforça a vocação do Sri Lanka – ao lado de Bangcok e Singapura –como destino internacional para viagens de incentivo, congressos e exposições. A propriedade atende também ao mercado de casamentos, eventos sociais e jantares de gala, oferecendo todos os benefícios e a expertise da Shangri-La Events Collection, para criar experiências inesquecíveis e personalizadas.

Entre os programas e atrativos que oferece, destaca-se o Discover Colombo: passeio pela cidade que visa explorar o charme e a história de Colombo, com visita à sua lendária fortaleza. Outra programação imperdivel é o ”safari “feito em Tuk-Tuk para fazer compras, conhecer o artesanato e as secretas preciosidades locais, e ainda, saborear a cozinha nativa. Por a partir de USS 245 por quarto por noite, o pacote inclui café da manhã, jantar para duas pessoas no restaurante de especialidades locais, 20% de desconto em alimentos e bebidas e Wi-Fi gratuito.

Os clientes que viajam a negócios podem aproveitar o pacote business travel que inclui traslado para o aeroporto, café da manhã, lavanderia cortesia e Wi-Fi de USS 205 por noite.

Para mais informações e reservas acesse o site www.shangri-la.com/colombo ou mande um email para reservations.slcb@shangri-la.com.

Sobre Shangri-La Hotels and Resorts

Baseada em Hong Kong, Shangri-La Hotels and Resorts atualmente possui e gerencia quase 100 hotéis com a marca Shangri-La, e reúne aproximadamente 40 mil apartamentos em seu portfólio. Os hotéis Shangri-La são estabelecimentos de luxo, localizados na Austrália, Canadá, China, Fiji, França, Hong Kong, Índia, Indonésia, Japão, Malásia, Maldivas, Mauritius, Mongólia, Myanmar, Filipinas, Singapura, Sri Lanka, Sultanato de Oman, Taiwan, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes e Reino Unido.  O grupo desenvolve novas aberturas na Austrália, China, Camboja, Indonésia, Malásia, Arábia Saudita e Sri Lanka.

Vejam algumas fotos do empreendimento e do local:

O entorno do hotel - Foto: Divulgação

O entorno do hotel – Foto: Divulgação

Vista externa do novo Shangri-La Colombo - Foto: Divulgação

Vista externa do novo Shangri-La Colombo – Foto: Divulgação

Deluxe Ocean View King - Foto: Divulgação

Deluxe Ocean View King – Foto: Divulgação

Deluxe Lake View Twin - Foto: Divulgação

Deluxe Lake View Twin – Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka - Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka – Foto: Divulgação

Apartamento - Foto: Divulgação

Apartamento – Foto: Divulgação

Apartamento/Cozinha - Foto: Divulgação

Apartamento/Cozinha – Foto: Divulgação

Apartamento/Quarto - Foto: Divulgação

Apartamento/Quarto – Foto: Divulgação

Premier Ocean - Foto: Divulgação

Premier Ocean – Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka Colombo - Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka Colombo – Foto: Divulgação

Texto: Relações Públicas da Rede Shangri-La

Fotos: Divulgação/Rede Shangri-La Hotels and Resorts

Museu do Apartheid é atração imperdível em Joanesburgo

Se tem uma atração imperdível em Joanesburgo, essa atração é o Museu do Apartheid. Mesmo pra quem tem apenas um dia na cidade, ou quem sabe algumas horas devido a alguma conexão, vale muito a pena a ida.

O Museu do Apartheid, como o próprio nome sugere, trata do surgimento e declínio do Apartheid na África do Sul. É de extrema importância visitar o local para entender um pouco mais a triste realidade que o povo sul-africano enfrentou desde sempre, mas que oficialmente foi implantado politicamente em 1948.

Museu do Apartheid

Museu do Apartheid

A segregação racial atingia não somente os negros, mas qualquer pessoa que não fosse puramente identificada como branca, como indígenas, asiáticos, indianos, etc. Esse povo foi forçadamente deslocado para as áreas periféricas das cidades, e atualmente são como se fossem nossas favelas. Apenas os brancos poderiam morar nos bairros centrais e com melhor infraestrutura, o que contribuiu para o aumento da desigualdade social no país, presente até hoje e que provavelmente perdurará por muito tempo.

Museu do Apartheid

Museu do Apartheid

Os serviços ditos públicos como acesso à educação e saúde eram nitidamente oferecidos de maneira inferior para os não-brancos, e coisas bizarras como sentar no banco de uma praça não era permitido para esse povo, que se quisessem ir às praças, deveriam sentar no chão. Praias? Apenas o brancos poderiam tomar banho.

É tudo muito revoltante e você pode se perguntar se os não-brancos não faziam nada e aceitavam tudo que lhes era imposto, e a resposta é não. O povo lutou muito e isso culminou no aumento da violência, aumento das manifestações populares e desordem, que uma hora tornaram-se insustentáveis e que felizmente culminaram no acesso à votação multirracial e democracia, que tinha Nelson Mandela como líder.

Escultura de Nelson Mandela no Museu do Apartheid

Escultura de Nelson Mandela no Museu do Apartheid

Depois de muito sofrimento e luta, a Constituição sul-africana hoje em dia tem como pilares a democracia, igualdade, reconciliação, diversidade, responsabilidade, respeito e liberdade. Pelo menos na teoria.

Digo "na teoria" porque infelizmente o preconceito ainda é algo muito forte no país

Digo “na teoria” porque infelizmente o preconceito ainda é algo muito forte no país

O museu trata exatamente sobre isso: a história da segregação no país, desde o início até os dias de hoje. A atração conta com uma exibição permanente e é separado por áreas, em que temos acesso à história do Mandela, as leis do Apartheid, acesso à cela solitária, fotografias e imagens reais das vítimas do apartheid, sendo muitas delas chocantes, etc. Confesso que em vários momentos fiquei sensibilizada e emocionada com o que vi e é mais triste ainda pensar que se trata de um passado não muito distante, mas que lentamente tende a se distanciar.

Fazendo sua reserva de hotel em Joanesburgo por esse link, você ajuda o blog a se manter vivo e não paga nada a mais por isso! :)

COMO CHEGAR NO MUSEU DO APARTHEID

A melhor forma de chegar no Museu pra quem está sem carro é adquirindo o city tour do Citysightseeing, o ônibus vermelho de dois andares. Nele você pode descer e subir do ônibus quantas vezes quiser e o bom é que uma das paradas é no Museu.  Esse era meu plano inicial, mas eu estava tão cansada da viagem que preferi pegar um Uber no hotel e ir direto para o Museu. Não fica perto da área hoteleira da cidade (Sandton City) e portanto a corrida de Uber deu mais ou menos R$35.

OBS: Pra quem vai de carro a área de estacionamento é bem grande e tem bastante vaga disponível.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Funcionamento: Aberto diariamente de 09h às 17h.

Endereço: Cnr Northern Parkway & Gold Reef Roads – Ormonde, Johannesburg

Ingresso: Adultos: R85,00 – Estudantes universitários e crianças: R70,00.

Audioguia: Disponível por R15,00

Tempo aproximado da visita: 2 horas.

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Onde fazer compras em Cape Town

Não viajei com esse fim e nem achei um lugar bom pra isso, mas claro que vez ou outra acabamos entrando em uma lojinha pra ver alguma novidade e comparar preços. Pensando nisso, anotei alguns lugares interessantes pra ajudá-los onde fazer compras em Cape Town.

Eu estava querendo comprar um óculos escuro, mas acabei comprando na volta, pois o que eu queria por incrível que pareça saía mais em conta no Brasil. Caso você queira/precise de óculos, provavelmente irá comprar na Sunglass Hut, loja que  visivelmente domina o setor na cidade (tem uma em toda esquina rs). Achei os preços bem salgados e fiquei sem óculos a viagem inteira, já que tinha esquecido o meu velhinho em casa.

Caso seja o tipo de pessoa que goste de comprar cosméticos/maquiagens mais em conta, a farmácia Clicks é a melhor. Mais especificamente a que fica dentro do V&A, pois é gigantesca! Diversas marcas como Eucerin, La Roche, Avène, Nyx, Maybelline, etc. Até perfumes têm no local. Só não achei bom pra produtos de cabelo, não tem nada interessante. Eu uso há anos um gel de limpeza facial da Avène que no Brasil custa aproximadamente R$60, lá saía por R$35.

Clicks

Clicks

Pra quem procura artigos de artesanato, o melhor lugar é o Watershed, ainda no Waterfront. Além de terem coisas exclusivas, é tudo de boa qualidade, aliado a um lugar confortável. A loja que mais gostei e comprei um quadro de decoração é a Guineafowl Gallery, com quadros, telas e postais super lindos e diferentes.

Guineafowl Gallery

Guineafowl Gallery

Quadrinho da Guineafowl Gallery que eu trouxe pra casa! :)

Quadrinho da Guineafowl Gallery que eu trouxe pra casa! 🙂

Outra loja que fiquei com vontade de levar tudo foi a Wild Thing Africa, com diversos produtos artesanais e diferentes, inclusive até decoração natalina. Além disso, muitos produtos comestíveis exóticos, como patê de zebra e afins. Muito legal comprar pra presentear alguém que goste de coisas exóticas.

Onde fazer compras em Cape Town: Wild Thing Africa

Onde fazer compras em Cape Town: Wild Thing Africa

O que mais compramos nessa viagem foi vinho e o lugar que achei mais interessante foi o Cape Quarter, pois tem vinho tanto no Spar quanto no Tops at Spar, especializado em bebidas. Têm outros Tops at Spar, mas particularmente achei esse o mais bem servido e organizado. A título de curiosidade, uma garrafa grande de Amarula sai por volta de R$35. Uma garrafa da Champagne Veuve Clicquot sai por volta de R$120. A propósito, Amarula é um licor de origem sul-africana e lá vendem diversas coisas do licor: chocolates diversos, caramelos, etc.

Onde fazer compras em Cape Town: Tops at Spar

Onde fazer compras em Cape Town: Tops at Spar

Vinhos tem de todos os tipos e preços, porém apenas vinhos sul-africanos, notei que nisso são bem protecionistas. Mas já que estamos na África do Sul e eles produzem ótimos vinhos, wine not? rs. Priorize os da uva Pinotage, que é produzida no país, sendo um cruzamento da Pinot-noir com Cinsault.

Algo que vale a pena lembrar é quanto ao dia da semana que você tira pra fazer compras. Na ocasião estive em um supermercado num domingo e a sessão de vinhos estava fechada. Assim como esse supermercado, outros também fecham a sessão. Evite o domingo pra ir às compras, pois mesmo quando os departamentos de vinho estão abertos, funcionam em horário reduzido.

Outros lugares indicados pra comprar bebidas são:

Mudando de assunto da água pro vinho, quem quer comprar roupas e perfumes de boas marcas, vá na Edgars, que fica no V&A: a loja é enorme e uma tentação, apesar de eu não ter comprado nada (pra quem não sabe, sou o controle em pessoa rs). As grandes marcas que conhecemos, tanto de vestuário quanto de cosméticos, marcam presença no local. Quem conhece o El Corte Inglés, vai ver que é bem parecido. Na ocasião vi uns casacos clássicos bem bonitos que convertendo não chegavam a R$140 (claro que vi coisas mais caras também).

Edgars

Edgars

Outra lojinha que gostei de conhecer foi a Rain – Created for Livingque vendem produtos como sabonetes artesanais, home spray, hidratante corporal, óleos diversos, etc… porém o diferencial é que utilizam ingredientes locais para produção. Na ocasião comprei um sabonete de Amarula e um home spray (black Amber) de plantas exóticas que sinceramente ainda não conheci outro tão cheiroso. Essa loja não é tão barata, mas certamente uma do mesmo nível no Brasil seria bem mais cara.

Rain Created for Living

Rain Created for Living

Conforme dito no início do post, não fui com a intenção de fazer compras na viagem, mas inevitavelmente acabamos conhecendo algumas lojas, e essas foram as que eu mais gostei. 🙂

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Tudo sobre minha viagem pra Cape Town

Conforme eu havia lido em uma revista, reitero aqui: o mundo não tá preparado pra ver Cape Town de perto. Cores, sabores, brisa do mar, beleza natural exuberante, sorrisos estampados na face, tudo isso, é claro, acompanhado de uma boa taça de vinho, coisa que fazem com maestria.

Por influência de um amigo de meu marido que já tinha ido 2x à cidade, decidi comprar minha passagem. Achei uma promoção voando Latam por R$1800 com taxas do Rio pra Joanesburgo, e o trecho interno fiz com outra companhia. A propósito, pra felicidade de todos, tenho visto várias promoções por esse preço. 🙂

A programação dessa viagem não foi tão fácil, pois não encontrei tanta informação na internet quanto os destinos mais comuns. E, quando encontrava, acabava não encaixando com o roteiro que eu pretendia fazer. No entanto, montei eu mesma todo meu roteiro.

Como se locomover

Se você perguntar pra 10 pessoas que visitaram a cidade, pelo menos 8 dirão pra alugar carro. Porém, minha mãe sempre me disse que eu não sou todo mundo, então fui na contra-mão e não aluguei. Os motivos foram os seguintes:

  • Na África do Sul eles dirigem na mão-inglesa e o volante do carro é do lado direito, o que pode parecer fácil, mas achei confuso até enquanto pedestre, que dirá enquanto motorista;
  • Fiquei com receio de não encontrar estacionamento fácil nas atrações e ficar refém dos estacionamentos;
  • Os vinhos sul-africanos são maravilhosos e durante nossa estadia optamos por beber vinho todos os dias, o que ia na contra-mão da direção rs;
  • Assim como no Brasil, há flanelinhas na cidade, o que acho particularmente um saco;
  • Uber funciona muito bem na Cidade do Cabo e é relativamente barato dependendo de onde você esteja hospedado.

No entanto, nem cogitei alugar carro. Mas financeiramente falando é mais barato, principalmente se viajar com mais pessoas. Gastamos durante toda nossa estadia aproximadamente R$500 de Uber (passamos 7 dias na Cidade do Cabo). Não utilizei transporte público nenhuma vez.

Não tivemos problema pra pedir Uber no aeroporto pra ir pro hotel, e nem foi preciso nos distanciarmos tanto. Quando você pede um Uber, o próprio aplicativo já sugere que você vá pro ponto de encontro, que fica na área do estacionamento e super fácil de encontrar. A corrida deu aproximadamente R$45 até as proximidades de Waterfront, região onde está a maioria dos hotéis.

Onde se hospedar

Fiquei hospedada no Circa on The Square Hotel, um 4 estrelas cujos quartos são enormes e perfeitos pra quem preza por conforto e comodidade. O quarto é na verdade um apartamento de 55 metros quadrados, equipado com geladeira, cooktop, micro-ondas, utensílios de cozinha, lava-louças,  sala de estar, dois banheiros e arrumação diária. Pra quem tem criança, é um excelente lugar pra se hospedar. O café da manhã está incluso na diária e é servido no restaurante do hotel.

Fazendo sua reserva de hospedagem em Cape Town por esse link, você ajuda o blog a se manter vivo e não paga nada a mais por isso! :)

O único contra é o fato de não ter desembarque de veículos na porta do hotel, pois a entrada da recepção fica numa rua em que não pode entrar carro. Caso esteja com muitas malas, pode ser ruim. Pode ser ruim também desembarcar muito tarde, pois a região à noite não é nada movimentada, o que causa certa sensação de insegurança.

A região de Waterfront é maravilhosa de se hospedar, pois muitas vezes poderá ir andando pro complexo Victoria & Alfred e terá acesso a transporte turístico, restaurantes, mercados, etc. Apesar de não termos nos hospedado lá, onde estávamos era super perto e o Uber não passava de R$10.

O que fazer em Cape Town

Conforme dito, passamos 7 dias e 7 noites na cidade, o que pode parecer muito mas na verdade foi uma maravilha, pois não fizemos nada com pressa (estávamos de férias e não queríamos correria).

O tempo em Cape Town é super instável e não pude deixar de notar que é possível fazer as quatro estações em um único dia: nebulosidade, nevoeiro, chuva, sol, frio… tudo ao mesmo tempo. Como muitas das atrações requerem tempo bom e céu limpo, é um risco grande passar menos de 3 dias na cidade, por exemplo, pois pode ser que não consiga ver os pontos de interesse. Eu sugeriria, no mínimo, 5 dias inteiros de estadia.

Vou reunir aqui no post as atrações que vocês não podem deixar de fora numa visita à cidade, e então vocês ajustam o roteiro conforme o tempo de permanência:

TABLE MOUNTAIN

Grandioso, esplendoroso, magnífico. Não tenho palavras no meu vocabulário pra definir a beleza desse lugar. Não é à toa que é considerado uma das 7 maravilhas da natureza e realmente faz jus ao título.

TABLE MOUNTAIN

TABLE MOUNTAIN

Pra visitar esse lugar é necessário antes de tudo acompanhar o tempo direto no site, pois caso a visibilidade esteja baixa devido ao mau tempo – o que não é difícil – o teleférico não funciona. Ou seja, assim que pegar um dia ensolarado, vá logo pra lá e nada de deixar pro último dia.

Com o ticket do ônibus City Sightseeing, cheguei aos pés da Table Mountain. Apesar da longa fila, não demorei 5 minutos pra embarcar no teleférico. Vale lembrar que eu já tinha os ingressos, pois ganhei da Secretaria de Turismo numa parceria. Caso não tenha os ingressos sugiro que compre online pra não pegar fila na bilheteria e depois fila pro teleférico.

Pra vocês terem uma ideia da monstruosidade que é a Table Mountain, ela tem altitude de 1.085 metros (a título de comparação, o Morro do Corcovado, onde fica o Cristo Redentor, tem altitude de 710 metros, um terço menor!). Dá pra imaginar o quão maravilhosa é a vista do alto da Montanha?

TABLE MOUNTAIN

TABLE MOUNTAIN

Você pode acessá-la através do bondinho e também através de trilhas, que dependendo do preparo físico pode demorar até 4h pra subir. Claro que fui de bondinho. É impossível não comparar o teleférico da Table Mountain com o bondinho do Pão de Açúcar, sendo que a diferença é que nesse primeiro à medida que vai subindo vai girando 360 graus, o que permite que o visitante tenha diversas vistas da cidade – e em alguns momentos sem vidro em frente, abertão mesmo. 🙂

Teleférico Table Mountain

Teleférico Table Mountain

Como lá em cima é muito grande, não basta só subir, tirar foto e descer. Há muitas trilhas pra apreciar a cidade de diversos ângulos, então sugiro que vá com um bom calçado e leve água, pois à medida que anda, vai se distanciando da única lanchonete que tem e que fica logo na entrada.

50 tons de azul!

50 tons de azul!

Não espere que seja um passeio rápido, pois com certeza você vai querer fazer as trilhas e admirar toda a beleza que há no local. Sem dúvidas, a atração está na lista dos lugares mais belos que já vi – tanto de cima, quanto de baixo.

Table Mountain

Table Mountain

Apesar de eu não ter feito isso, imagino que o pôr do sol de lá deve ser a coisa mais espetacular do mundo. Como fui de manhã, obviamente tive que ver o pôr do sol de outro lugar.

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

Saí da Table Mountain por volta de 14h. Optei por pegar um Uber e ir conhecer o Jardim Botânico da cidade, que fica a 17 km de distância da atração anterior. Como estávamos sem carro e não há transporte público pra esse lugar, optamos por ir logo, já que íamos perder muito tempo se fôssemos pegar novamente o City Sightseeing, pois ele segue uma rota de sentido único (já já falo pra vocês disso).

O Jardim Botânico tem uma vista privilegiada da Table Mountain, pois fica bem aos pés dessa. Está em funcionamento desde 1913 e é considerado o mais belo jardim botânico do Continente. Mesmo que você não seja um grande entendedor de botânica (também não sou), vale muito a visita.

Há uma variedade de mais de 7 mil tipos de plantas originárias da África, inclusive não só plantas, mas cobras também. Notei que muitas pessoas fazem piquenique no grande gramado que há no local, uma boa pedida pra fechar a tarde e assistir o pôr do sol (em Cape Town, onde quer que você esteja, o pôr do sol será um espetáculo). 🙂

Oi???

Oi???

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

Eu confesso que estava bem cansada já ao chegar no local, mas me esforcei pra caminhar e desbravar a atração, que é repleta de ladeiras.

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

A propósito, dentro do Jardim Botânico está localizado o famoso Restaurante Moyo, de culinária africana.

É necessário prestar muita atenção nos horários de funcionamento das atrações, pois dependendo da estação do ano pode fechar cedo. Como fui no inverno, era meu caso. Isso vale tanto pras atrações como pros ônibus City Sightseeing, que mudam os horários conforme as estações.

Atenção: Os ônibus do City Sightseeing fazem uma rota de sentido único, então programe-se pra não precisar voltar na atração/parada que já tenha passado, pois do contrário terá que dar uma volta inteira na cidade pra chegar novamente ao ponto desejado.

BOULDERS BEACH

No dia seguinte meu combo de passeio foi o Cabo da Boa Esperança e a Boulders Beach, atrações imperdíveis pra quem visita a região. Comprei o passeio Full-day Cape Point Tour, do City Sightseeing, no dia anterior. Perto do meu hotel tinha uma parada do ônibus (Lower Long Street), o que facilitava muito a locomoção, pois eles não param nunca fora de seus pontos. Verifique a tabela de horários, pois os ônibus são muito pontuais.

Chegando em Boulders Beach

Chegando em Boulders Beach

A primeira parada foi Boulders Beach, em que é necessário pagar uma taxa de R65 pra entrar, por tratar-se de área de preservação do Table Mountain National Park.

Uma colônia com cerca de 3.000 pinguins vive na Boulders Beach e, apesar do número parecer alto, os animais correm sério risco de extinção. Coletas ilegais de ovos, predadores naturais no mar e graves acidentes marítimos com derramamento de óleo contribuíram para que a população dos bichinhos fosse reduzida em 98% em dois séculos.

Pinguins africanos

Pinguins africanos

Os pinguins africanos estão por toda parte e podem ser vistos em todas as estações, apesar de ser recomendável ir nos dias mais ensolarados, pois a cor da água também é um espetáculo à parte. Aliás, a praia é super limpa, organizada e segura. Voltei apaixonada desse lugar!

A cor da água é outro espetáculo!

A cor da água é outro espetáculo!

Muitos pinguins!

Muitos pinguins!

CABO DA BOA ESPERANÇA

Continuando o passeio anterior, seguimos para o Cabo da Boa Esperança, a 22 km da Boulders Beach. O caminho durante o percurso é um espetáculo, com vistas deslumbrantes e breves paradas quando avistamos algum animal fora do comum (como ema e avestruz, por exemplo).

Avestruz pelo caminho

Avestruz pelo caminho

Pra acessar o Cabo da Boa Esperança também é necessário pagar uma taxa, mas já está inclusa no tour do Citysightseeing. Há estacionamento no local pra quem vai de carro.

Quem aí lembra das aulinhas de história, em que aprendemos que no final do século XV Bartolomeu Dias “descobriu” o lugar quando buscava o caminho para as Índias? Devido à localização no extremo Sul da África, no encontro dos Oceanos Atlântico e Índico, há uma forte e agressiva agitação no mar, que conferiu à região primeiramente o nome de Cabo das Tormentas.

O lugar é incrível não só pela grande importância histórica, mas também pela beleza natural. É altamente recomendável subir até o Farol que está no cume, seja através de trilha/escada ou de funicular. Do alto a vista é mais deslumbrante ainda! Caso opte por ir através das escadas, as pessoas chegam em mais ou menos 15 minutos ao topo e é de nível fácil.

Subida até o farol

Subida até o farol

Como eu tinha ganhado os ingressos do funicular, óbvio que optei por esse. Você pode subir a pé e voltar a pé, subir de funicular e voltar a pé (ingresso mais barato) ou subir e descer de funicular.

Cabo da Boa Esperança

Cabo da Boa Esperança

Ali pertinho do funicular há um restaurante chamado Two Oceans, cuja vista vocês já devem imaginar do que se trata. Caso queira almoçar lá, dependendo da época é necessário fazer reserva, pois pode lotar. Pra quem pretende fazer um lanche mais rápido, bem ao lado do restaurante há uma lanchonete com boas opções e bons preços.

Atenção: Há muitos babuínos no local, sabem abrir carro, bolsas e podem atacar. Eles na verdade estão sempre em busca de comida, então evite ao máximo caminhar com qualquer tipo de alimento, pois eles sentem o cheiro de muito longe e vão atrás de você onde quer que você esteja.

Babuínos

Babuínos

Babuínos

Babuínos

Caso tenha estacionado na parte de cima, será necessário fazer o percurso de volta

Caso tenha estacionado na parte de cima, será necessário fazer o percurso de volta

Há outra trilha a ser percorrida, em que passamos ao lado da Dias Beach, em que há tubarões e surfistas corajosos. O amigo do meu marido que lá esteve estava surfando quando um tubarão branco passou do lado dele. kkk

Dias Beach à esquerda

Dias Beach à esquerda

Essa trilha é muito legal e nos leva até a famosa placa que todo mundo tira foto, mas que nos permite ter vistas maravilhosas do local. Fomos até o topo de uma montanha e descemos, acompanhados de um guia, que pacientemente tirou foto de todo mundo haha.

Foto clichê mas que tem que tirar!

Foto clichê mas que tem que tirar!

Paisagens estonteantes do Cabo da Boa Esperança

Paisagens estonteantes do Cabo da Boa Esperança

Voltei encantada desse passeio e o caminho de volta reforçou ainda mais o encanto: estradas estreitas, curvas sinuosas e rodeada de costões rochosos, vegetação plana e muito azul, fizeram valer cada centavo investido nessa viagem.

O caminho...

O caminho…

Além do Sightseeing, a empresa Cape Comoot também faz o passeio para o Cape Point parando na Boulders Beach. Compare os preços e o que é oferecido pra saber o que é melhor pra você.

Chegamos no fim do dia/início da noite já cansados e fomos pro hotel descansar pois no outro dia fomos…

CONHECER ALGUMA VINÍCOLA

Algo imperdível também de conhecer na Cidade do Cabo são as vinícolas – e a boa notícia é que não tem apenas uma, mas várias! 🙂 Pra quem não está com carro alugado, a melhor opção é conhecer as da região de Constantia Valley, que ficam numa região afastada do centro mas ainda na mesma cidade.

Pra quem pensa em alugar carro e tem tempo de sobra, acho que vale a pena esticar até Stellenbosch e Franschhoek, em que podem até pernoitar. Essas últimas estão a uma distância de 53 km e 81 km da Cidade do Cabo, respectivamente. A empresa Cape Comoot tem transfers diários pra Franschhoek partindo da Greenmarket Square.

Groot Constantia

Groot Constantia

O terceiro dia destinamos para  beber, ops, conhecer as vinícolas. Como não há transporte público para o local, mais uma vez optamos pelo CitySightSeeing, cujo ônibus Constantia Wine Bus leva os visitantes a três vinícolas, entre elas a Groot Constantia, a mais antiga do país. Essas vinícolas ficam na região mais antiga da cidade, região essa incrivelmente linda, com belas estradas e árvores que desenham um cenário exuberante.

A caminho de Groot Constantia

A caminho de Groot Constantia

É necessário pagar R75 pra entrar, o que dá direito a degustação de cinco vinhos e no final ainda podemos levar as taças de lembrança. Além desse tour de degustação, há também o tour de degustação de chocolates com vinhos.

Tour Groot Constantia

Tour Groot Constantia

A Groot Constantia, como já dito, é a vinícola mais antiga do país, existente há 330 anos. É dessa vinícola que saía um dos vinhos preferidos de Napoleão Bonaparte, o Grand Constance, quando este estava exilado na Ilha de Santa Helena, de onde encomendava os vinhos.

Grand Constance - Groot Constantia

Grand Constance – Groot Constantia

O passeio é muito agradável e organizado, percorrendo vários pontos do processo de produção do vinho, assim como tirando as dúvidas dos visitantes. O final da visita se dá na loja, onde podemos degustar 5 vinhos e quem sabe levar uns pra casa. Dos 5 que provei, apesar de ter gostado de todos, gostei mais do Constantia Rood 2015 (tinto). 🙂

Na época que fui as videiras estavam secas (inverno)

Na época que fui as videiras estavam secas (inverno)

Particularmente achei que o preço nas vinícolas estava praticamente o mesmo que nas lojas de vinhos do centro da cidade, e como eu ja estava mais pra lá do que pra cá (se é que vocês me entendem) acabei deixando as compras pra depois.

Vinícolas de Cape Town

Vinícolas de Cape Town

Além dessa vinícola, você pode visitar com o mesmo ônibus a Eagles’ NestBeau Constantia, que ficam próximas uma das outras (é necessário pagar pra entrar em cada uma delas).

Como eu já estava meio bebum e já estava tarde (não sei precisar quantas horas passei na vinícola) segui no Mini Península Tour rumo à Camps Bay, onde almojantaria e veria o pôr do sol.

CAMPS BAY & CLIFTON

Antes de mais nada vale salientar que o ônibus do City SightSeeing é aberto no segundo andar, o que pode ser terrível se estiver frio. Juro que nunca passei tanto frio na vida… kkk. Leve sempre uma roupa mais quentinha ao seguir viagem nesse ônibus.

City SightSeeing

City SightSeeing

Além de ter audioguia em vários idiomas, o ônibus te leva por lugares lindos por onde quer que você olhe. Numa dessas paradas desci em Camps Bay, a principal praia da cidade, de onde temos a bela paisagem dos 12 apóstolos ao fundo.

Os 12 apóstolos são uma formação rochosa que são melhores apreciadas da Praia de Camps Bay. Faz parte da Table Mountain e não sei porque leva esse nome, já que se você contar verá que na verdade têm 17 picos.

12 apóstolos

12 apóstolos

Além de ser bonita por natureza, Camps Bay tem ótima infraestrutura pro visitante, o que fez com que eu voltasse lá em outras ocasiões. Almoçamos num restaurante com vista pro mar no Promenade, uma galeria com lojinhas e restaurantes interessantes, e depois caminhamos pela orla. No mesmo ponto onde descemos do ônibus pegamos depois pra voltar pro hotel.

Caso queira um lugar bem animado em Camps Bay, esse lugar é o Cafe Caprice!

Caso queira um lugar bem animado em Camps Bay, esse lugar é o Cafe Caprice!

Vista de Camps Bay

Vista de Camps Bay

Pôr do sol em Camps Bay: Quem você convidaria pra sentar nesse banco com você?

Pôr do sol em Camps Bay: Quem você convidaria pra sentar nesse banco com você?

Pôr do sol em Camps Bay: É ou não um espetáculo?

Pôr do sol em Camps Bay: É ou não um espetáculo?

Em outra ocasião voltamos a Camps Bay mais à vontade, digamos. Já tínhamos visto as atrações turísticas que gostaríamos e estávamos mais tranquilos e sem pressa de nada. Compramos um vinho e fomos ver o belo pôr do sol, que em Cape Town se põe no mar. Temperatura caindo, pé na areia, uma garrafa de vinho, boa companhia e uma paisagem de tirar o fôlego.

Ainda fomos conhecer Clifton Beach, outra famosa praia que é vizinha à Camps Bay e dá pra ir andando. A câmera já estava descarregada e não pude tirar foto buáááá.

BO-KAAP

Em outro dia separamos uma manhã pra fazer compras (vou falar em outro post) e à tarde pra conhecer Bo-Kaap, através do Free City Sightseeing Walking Tour. O tour, como o nome sugere, é de graça e você paga quanto quiser para o guia ao final do passeio. Ele não é funcionário da empresa e, segundo ele, vive das gorjetas que recebe nesse passeio.

Signal Hill vista de Bo-Kaap

Signal Hill vista de Bo-Kaap

O tour começa sempre às 14h e às 16:15 e parte do escritório central da City Sightseeing na Long Street rumo à Bo-Kaap. Sugiro que confirme os horários antes de ir, pois pode ser que mude de acordo com as estações do ano – lembrando que fui no inverno.

Localizado aos pés de Signal Hill, esse bairro é conhecido pelas suas brilhantes e coloridas casas em tons de verde, azul e laranja. Bastante diferente, além de pitoresco é de grande valia conhecer a história dos habitantes do bairro, que historicamente eram descendentes de escravos do Sudeste Asiático – também chamados de malaios – e atualmente o berço da comunidade muçulmana na cidade, que são 70% da população de lá.

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

Encantada com esse bairro!

Encantada com esse bairro!

A mais antiga mesquita muçulmana, datada de 1793, fica no bairro. Caso sua visita seja entre segunda e sábado há a possibilidade também de visitar o Bo-Kaap Museum por R10 e tomar um chá na casa de um morador. Como fui num domingo, o museu estava fechado. Depois de muitas fotos, voltamos pras adjacências da Long Street.

GREENMARKET SQUARE

Ali pertinho do escritório central da City Sightseeing está essa praça, que antigamente funcionava como um mercado de escravos. A praça é na verdade um mercado de pulgas e um prato cheio pra quem pretende conhecer o artesanato africano (não apenas sul-africano).

Há um certo assédio por parte dos vendedores, que fazem de tudo pra tentar vender seus produtos, que pelo pouco que percebi não eram muito baratos. Não consegui ficar muito tempo lá, pois quando cheguei já estava quase fechando, então nem consegui bisbilhotar muito as novidades.

LONG STREET

Ali do lado está a Long Street, que não é bem um ponto turístico mas é um lugar que certamente você irá passar. Durante o dia é tudo muito movimentado, pois há um número grande de lojas, empresas, bares e restaurantes, e à noite se transforma num ambiente com vida noturna e agito. Apesar do agito, não me senti muito à vontade em andar à noite lá, mesmo estando acompanhada. Pra quem procura hostel pra se hospedar, bem provável que acabe ficando nessa região, cuja oferta é maior.

Long Street

Long Street

Algo que vale a pena destacar é que a maioria dos bares ficam nos altos. Então caso esteja procurando algum lugar específico, não deixe de olhar pra cima, não somente pro térreo.

Conheci um bar muito bacana nessa rua, que falei no post Onde comer em Cape Town.

ROBBEN ISLAND

Outra atração que você vai precisar tirar ao menos um dia pra ir é Robben Island, pois o passeio dura pelo menos 4h. Comprei meu ingresso no dia anterior (R340) e foi a melhor coisa que fiz, pois no dia estava lotado e acho que nem conseguiria mais ingresso.

A bilheteria e ponto de partida do ferry é no complexo Victoria & Alfred Waterfront, ao lado da Torre do Relógio. Acontecem três partidas diariamente, sempre às 09h, 11h e 13h. Sugiro que chegue com pelo menos 20 minutos de antecedência, pois as filas são gigantes mesmo pra quem já tem ingresso e costumam fechar o portão de acesso 10 min antes da partida. Opte pela ida num dia sem chuva, pois grande parte do tour acontece a pé e em área descoberta.

Ferry pra Robben Island

Ferry pra Robben Island

Eu parti no ferry das 09h, pra que pudesse aproveitar bastante o dia. Caso você seja sensível a balanço de barcos, saiba que pode enjoar – cogite levar um remédio pra enjoo/náuseas. Digo isso porque na ocasião vi algumas pessoas vomitando e não foi muito agradável hahaha.

Robben Island é a ilha onde Nelson Mandela e seus companheiros ficaram presos por mais de 20 anos. É considerada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, e, além de ser um local de extrema importância histórica, em que retrata a história da luta contra o apartheid, é também um ambiente de refúgio para muitas espécies marinhas e terrestres.

Chegando em Robben Island

Chegando em Robben Island

Logo ao chegar na Ilha embarcamos num ônibus com um guia, que vai percorrendo vários pontos da complexo prisional e contando as curiosidades. Em seguida descemos do ônibus para fazer uma visita interna à prisão, com outro guia, que geralmente é um ex-prisioneiro que passou por essa prisão. A história é contada por alguém que viveu aquilo, o que torna o passeio ainda mais incrível. Apesar de já ter passado por momentos muito difíceis, o guia era extremamente simpático, atencioso e com muita história pra contar.

Dormitório dos presos

Dormitório dos presos

Com o guia, um ex-prisioneiro de Robben Island

Com o guia, um ex-prisioneiro de Robben Island

Temos a oportunidade de fazer perguntas para o ex-prisioneiro e percorrer lugares históricos, como a cela de Mandela. Assim como a área de banho, os cardápios servidos, etc.

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Eu já tinha visitado o Apartheid Museum, em Joanesburgo, e achei incrivelmente interessante essa visita também, especialmente pra quem se interessa por história, o que acho indispensável para conhecer um pouco a história de luta do povo desse país.

Prisão de segurança máxima

Prisão de segurança máxima

O passeio de ferry foi também muito especial, onde pude contemplar grupos de pinguins nadando, assim como focas e até baleia, tudo isso com a paisagem cinematográfica de Cape Town vista do mar.

Baleia!!

Baleia!!

Estádio construído pra Copa de 2010

Estádio construído pra Copa de 2010

VICTORIA & ALFRED WATERFRONT

Retornamos do passeio do tópico anterior e a fome estava grande, então pausamos umas horinhas pra comer e jogar conversa fora. Passado isso, fomos bater perna no complexo, que é bem grande e tem pra todos os gostos/bolsos. Lá você encontrará uma infinidade de lojas, restaurantes, cafés, artistas de rua e bares, o que torna o lugar sempre bem movimentado e animado.

O que fazer em Cape Town

O que fazer em Cape Town

A incrível vista do V&A

A incrível vista do V&A

Artistas de V&A

Artistas de V&A

Tudo isso com uma vista incrível da Baía e outras atrações, como a Cape Wheel, uma roda-gigante fechada muito parecida com a London Eye. Eu estava com planos de ir nela, mas acabei enrolando e deixando pro fim da viagem e não fui. Imagino que a vista de lá deve ser espetacular. Se eu não me engano, custa R120.

Cape Wheel

Cape Wheel

THE WATERSHED

Outro lugar muito bacana de conhecer é The Watershed, que fica também no complexo V&A, mas com uma pegada um pouco diferente. Localizado do lado do Aquário de Cape Town, é um mercado excelente pra quem quer conhecer um pouco mais do artesanato africano, mas com muito conforto. Vou abordar mais sobre esse lugar no próximo post, em que contarei sobre onde fazer compras em Cape Town. Não deixe de conferir.

Pertinho do Watershed fica a Nobel Square, com diversas esculturas de sul-africanos ganhadores do famoso prêmio

Pertinho do Watershed fica a Nobel Square, com diversas esculturas de sul-africanos ganhadores do famoso prêmio

OUTRAS INFORMAÇÕES

Fiz também o passeio Harbour Cruise, mas achei um pouco sem graça. A coisa mais legal foi ver bem de perto uma foca preguiçosa que pegava sol dentro de um pneu kkk. Além disso, as bonitas paisagens vistas do barco. Talvez seja mais interessante pra quem trabalha/estuda algo relacionado às ciências náuticas – o que não é meu caso.

Passeio de barco em Cape Town

Passeio de barco em Cape Town

Paisagens lindas no passeio de barco

Paisagens lindas no passeio de barco

Vale a pena dar uma passadinha no bairro de Woodstock e conhecer The Old Biscuit Mill, uma espécie de mercado com uma pegada mais alternativa. Nesse local está localizado o The Test Kitchen, o melhor restaurante do continente africano (é necessário reservar com bastante tempo de antecedência). Opte por conhecer o mercado num sábado, pois é quando rola música ao vivo, barracas de comidinhas típicas e artistas locais. No dia que eu fui tava tendo um evento de vinho e gin, em que pudemos degustar algumas bebidinhas e conhecer pessoas.

Não posso deixar de mencionar que visitem também a Exposure Gallery, uma pequena galeria de fotografia com fotos de esbugalhar os olhos e que estão disponíveis pra compra. Caso decida ir, saiba que a feirinha que tem aos sábados funciona até 14h.

The Old Biscuit Mill

The Old Biscuit Mill

Relativamente perto dali está a cervejaria Devil’s Peak, ótima pedida pra quem quer dar um tempo dos vinhos e curtir cervejas artesanais. Fomos andando pra lá, mas infelizmente estava fechada temporariamente pra reforma. Porém experimentei essa cerveja em outro bar, em outra ocasião, e adorei. Certamente deve valer a pena fazer uma degustação direto no local.

Uma atração super recomendada na cidade mas que acabei não indo foi assistir o pôr do sol de Signal Hill. Dessa colina você pode ter mais uma vista espetacular da cidade. Confesso que quis ir, mas nesse ponto não ter carro alugado dificultou: não tem transporte público para o local. Pensei em chamar um Uber, mas fiquei com receio de não conseguir voltar facilmente e ficar perambulando à noite num lugar não povoado. Durante o verão a empresa City Sightseeing tem um transporte pra lá no chamado tour noturno.

Outro pôr do sol famoso é Lion’s Head. Porém, tecnicamente conhecido por ser mais difícil que o anterior. É necessário também ir de carro pra acessar o local e ter um certo preparo físico, pois no fim do percurso há uma escaladinha, que, segundo o que li, não é nada de outro mundo, mas que também não é mamão com açúcar. Como não sou fã de escaladas, nem cogitei ir, nem que estivesse de carro. Desculpe decepcioná-los hahaha.

No entanto, o que não faltam são lugares pra apreciar o famoso pôr do sol de Cape Town, que nunca decepciona ao sumir no Atlântico fechando o dia com chave de ouro.

Me surpreendi positivamente com a Cidade do Cabo em todos os aspectos, mas, sem sombra de dúvidas, a beleza natural estonteante merece destaque. É comum ouvir as pessoas comparando Cape Town com o Rio de Janeiro, mas sinceramente além do fato de ambas cidades terem praia e um belo morro que subimos de teleférico, as semelhanças param por aí. Não desmerecendo o Rio, cidade que moro, mas Cape Town me pareceu muito mais desenvolvido, organizado e seguro.

Por falar em segurança, achei tudo muito tranquilo lá. Não me senti ameaçada em momento algum, mas também não fiquei dando sopa. Assim como o Brasil a cidade tem muitos moradores de rua e problemas sociais, mas eles costumavam só pedir algum dinheiro e não nos intimidavam caso não déssemos. Entretanto, nas redondezas da Long Street vale a pena uma atenção redobrada à noite.

Não entrei em nenhuma favela, conhecidas lá por township, mas passei em frente a uma no City tour que fiz com a CitySightseeing. As casinhas são extremamente pequenas, geralmente não são de alvenaria como no Brasil e sim de alumínio, o que deve ser insuportavelmente frio no inverno e extremamente quente no verão. Pude ver que os banheiros são externos, de uso comunitário.

Township em Cape Town

Township em Cape Town

Diferente do Brasil que as favelas são em qualquer lugar da cidade, em Cape Town são sempre no subúrbio, pois era onde os não-brancos podiam morar na época do apartheid. Em hipótese alguma poderiam viver nas áreas centrais. O tempo passou, mas infelizmente ainda há muita gente em situação de pobreza vivendo ali.

Há alguns tours pra conhecer as favelas, assim como tem aqui no Rio, mas justamente por morar no Rio não quis ir. Particularmente na minha cabeça não fazia sentido eu nunca ter ido visitar uma comunidade aqui, e visitar em outro país. Apesar disso, passei em frente pra ter uma noção.

Essa viagem foi maravilhosa e não montei um roteiro robotizado, apenas mantive em mente o que gostaria de conhecer. Em Cape Town quem vai mandar no seu roteiro é a previsão do tempo, pois num dia mais nublado você pode optar por conhecer uma vinícola, num dia mais ensolarado pode subir a Table Mountain, e assim por diante.

Espero ter sido clara nesse post e que eu possa ajudar muitos e muitos viajantes a atravessar o oceano em busca de uma nova aventura! 🙂

CONTINUE LENDO:

Onde comer em Cape Town: Minhas experiências

Frutos do mar, ótimas carnes, bons doces e vinhos, o que não vai faltar são opções de onde comer em Cape Town. Durante minha estadia de 7 dias, conheci muitos bons restaurantes que valem a pena contar pra vocês.

Pra quem está hospedado nas redondezas do Victoria & Alfred Waterfront, saiba que terá à sua disposição uma variedade enorme de bons restaurantes, bares e lanchonetes no complexo. Como era relativamente perto do hotel onde me hospedei, comi em diversas ocasiões lá.

Dentre os restaurantes que mais gostei na cidade e que merecem atenção:

  • GIBSON’S GOURMET BURGERS & RIBS

Especializado em hambúrguer e costela de porco, pedi um cheeseburger de queijo gorgonzola com bacon (jaquei). Assustadoramente grande, ainda veio acompanhado de batata doce frita. A propósito, eles comem muita batata doce por lá e ficam muito saborosas quando fritas. Eu não sou o tipo de pessoa que come pouco, mas confesso que não consegui comer todo o sanduíche, pois era realmente MUITO grande. O pão era macio, a carne gostosa e com bastante gorgonzola, que pode ser forte pra quem não é fã do queijo.

Além dos sanduíches, eles tem uma variedade enorme de milk-shake, mas não posso opinar pois não tomei. Não é a hamburgueria mais barata que você vai encontrar, mas certamente vale a pena.

Endereço: Shop 157 Lower Level, V&A Waterfront

GIBSON'S GOURMET BURGERS & RIBS

GIBSON’S GOURMET BURGERS & RIBS

  • V&A WATERFRONT FOOD MARKET

Mercado imperdível de conhecer em Cape Town, pois lá você encontra de tudo e dificilmente sairá insatisfeito. Além de muito bonito e com boas instalações, há uma variedade enorme de tudo: pizza, comida africana, vinhos, doces diversos, cervejarias, sanduíches e lojinhas diversas. É do tipo que compra e come em pé, ou encostado em algum balcão, de forma bem descontraída. Na ocasião compramos carne seca de gnu, que eles costumam comer como um snack. Particularmente o sabor não me agradou, mas meu marido gostou e trouxe até pro Brasil.

As pessoas costumam ir pra lá pra fazer um happy hour e beliscar alguma coisa, o que pareceu bem legal.

Endereço: Dock Rd, Victoria & Alfred Waterfront.

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

Carne seca de gnu

Carne seca de gnu

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

  • BEERHOUSE

Num dia que havíamos almoçado tarde e não estávamos com fome, fomos à noite pra Beerhouse, onde pudemos conhecer algumas boas cervejas sul-africanas. O lugar, como o próprio nome sugere, tem 25 torneiras de chopp e 99 tipos de cerveja, com destaque para as locais.

O ambiente é bem descontraído, e como a maioria dos bares e restaurantes da Long Street, fica nos altos, não no térreo. Há outros atrativos no local, como karaokê, DJ e música ao vivo. A área externa (que tem vista pra Long Street) é reservada aos fumantes. O cardápio de comida é bem restrito, mais voltado para petiscos e alguns hambúrgueres. Ficamos nos petiscos e nas cervejas e achamos que valeu muito a pena!

Endereço: 223, Long Street.

BEERHOUSE CAPE TOWN

BEERHOUSE CAPE TOWN

Onde comer em Cape Town

Onde comer em Cape Town

  • THE BUTCHER

Localizado no Shopping Promenade, uma espécie de galeria com vista pro mar, é uma boa pedida pra almoçar olhando o mar e todo o burburinho da badalada Camps Bay. Na ocasião pedimos o “week special”, em que comi um contra-filé saboroso e meu marido frutos do mar, acompanhado de um bom vinho Shiraz e malva pudding de sobremesa. A conta ficou em R440, sendo que tomamos uma garrafa de vinho enquanto apreciávamos um belo pôr do sol.

A propósito, Malva pudding é algo que sempre estará presente nos cardápios do país (vide foto de capa). É a sobremesa queridinha dos sul-africanos e tem toda razão de ser. É um tipo de bolo esponjoso e fofinho servido sempre morno e às vezes com uma bola de sorvete. É super gostoso e comi em quase todos os restaurantes que fui rs.

Endereço: Victoria Road, Promenade, Camps Bay.

  • OCEAN BLUE

Outro restaurante localizado em Camps Bay, exatamente do lado do restaurante do tópico anterior. Restaurante muito bonito, decorado com orquídeas brancas e bastante clean, casando perfeitamente com o charme da famosa praia.

Pedi uma massa com salmão defumado que estava ótima, assim como o vinho. Pra ser mais exata, gostei de todos os vinhos que tomei nessa viagem, o que me surpreendeu. O restaurante é uma boa pedida pra quem está na praia e quer almoçar com direito a uma vista bonita.

Endereço: Shop 3, The Promenade, Camps Bay.

Cardápio Ocean Blue Cape Town

Cardápio Ocean Blue Cape Town

  • MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

No dia que fomos nesse restaurante estávamos na verdade indo no Mama África, outro restaurante famosinho da cidade e que serve além da comida típica, a experiência em um restaurante africano. Infelizmente o Mama África estava fechado por uns dias, pois havia ocorrido um incêndio na cozinha e estava interditado.

No entanto, partimos em busca de outro restaurante nas redondezas em que pudéssemos ter uma experiência semelhante e então entramos no March of Time, que nos chamou atenção pela bonita decoração. Ainda era cedo, então o restaurante estava vazio e ainda não tinha começado a música ao vivo que costuma tocar à noite num palquinho instalado dentro do local.

MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

O atendimento sem dúvidas foi um dos melhores de nossa viagem. O garçom, um rapaz muito simpático que adotou o nome de “Richard” ao chegar em Cape Town, é na verdade do Zimbabue e nos deu muitas dicas sobre a cidade, nos contou muitas curiosidades sobre seu país, além de nos ajudar a escolher o prato. A comida chegou com ótima apresentação e sabor forte, e com as características dos pratos sul-africanos: apimentado, aromático e muito farto.

Onde comer em Cape Town: Papa típica sul-africana

Onde comer em Cape Town: Papa típica sul-africana

Não pude deixar de notar que as mesas nesse restaurante são super baixas. Se você como eu não é a pessoa mais baixa do mundo, pode estranhar. Perguntei pro garçom e ele curiosamente disse que muitas pessoas preferem comer sentadas no chão.

Onde comer em Cape Town

Onde comer em Cape Town

Achei esse local o mais “autêntico” no que tange à originalidade dos pratos e sem parecer pega-turista. Na África do Sul costumam comer carne de animais de caça, como avestruz, javali e gnu, o que pode soar exótico para brasileiros. Resolvemos provar carne de avestruz e gostamos. Um acompanhamento muito comum é a papa, feita da farinha de milho. Além da papa, costumam comer arroz do tipo soltinho e gostoso, mas não colocam sal, o que podemos estranhar.

Onde comer em Cape Town: Comida típica sul-africana

Onde comer em Cape Town: Comida típica sul-africana

Esse restaurante tem preço um pouco acima da média, mas achei que valeu a pena e por isso incluo aqui no post.

Decoração

Decoração

Endereço: 89, Long Street.

  • MARCOS AFRICAN PLACE

Fomos jantar nesse local por indicação do garçom Richard, do tópico anterior. O ideal é que se faça reserva antes de se dirigir ao local, pois é muito procurado e lota, apesar de ser bem amplo. Como não sabíamos, enfrentamos uma fila de espera grande, e ficamos no bar pra passar o tempo.

Esse restaurante também é de comida típica e tem música ao vivo, o que faz toda diferença. A banda era muito animada e interagiam bastante com os clientes, o que fez eu adorar a experiência. O atendimento também era ótimo, além da decoração. Apesar de tantos prós, a comida achei que podia melhorar. Comi uma espécie de strogonoff e meu marido carne de javali, e achei que o prato dele estava melhor que o meu. Mas pela experiência e diversão, valeu. 🙂

Prato do marido

Prato do marido

Música ao vivo em Cape Town

Música ao vivo em Cape Town

Endereço: 15, Rose Street, Schotsche Kloof, Cape Town.

  • HARBOUR HOUSE

Há uma história por trás de nossa ida a esse restaurante. Era meu aniversário, meu marido fez uma reserva com uma semana de antecedência e fez algumas solicitações especiais, que até então eu não sabia pois seria surpresa. Ao chegar no local fomos surpreendidos por um péssimo atendimento, não no sentido de terem nos tratado mal, mas de não atenderem às solicitações. Na verdade nem ligaram que ele já tinha uma reserva, apenas nos alocaram em uma mesa qualquer e pronto.

Visivelmente decepcionado, acabei ficando triste também. Mas como já estávamos lá e estávamos com fome, só nos restou comer. Por sorte a comida era muito boa, e esse é o único motivo pelo qual o restaurante está no post. Vá com fome, não com expectativa de bom atendimento. Pedimos uma massa com diversos frutos do mar: amêijoas, camarão e lula. O sabor estava ótimo, assim como o vinho servido.

Harbour House Cape Town

Harbour House Cape Town

O restaurante contraditoriamente ao serviço prestado é meio chique, tem preço acima da média e fica no complexo de Waterfront. Deixamos bem claro nosso descontentamento e não pagamos gorjeta alguma.

Zero de gorjeta

Zero de gorjeta

Como comida não é tudo num local e era uma ocasião super especial (celebração dos meus 30 anos) acabamos saindo de lá pra ir pra outro restaurante que conhecemos no início da viagem e amamos. No próximo tópico conto o porquê.

Endereço: Quay 4 Pierhead, Waterfront.

  • THE DECKHOUSE CRAB SHACK

O restaurante que mais gostei de conhecer em Cape Town, longe do burburinho turístico mas que vale muito a pena pagar um Uber pra ir. Durante o dia tem vista pra Table Mountain, o que não acontece à noite, turno em que fomos nas duas vezes. O ambiente é super agradável, lindamente decorado, com direito a luz de velas e atendimento excepcional. Música ambiente agradável, aliada a ótima qualidade da comida, nos fizeram morrer de amores pelo local.

THE DECKHOUSE CRAB SHACK

THE DECKHOUSE CRAB SHACK

O que vou falar é meio arriscado e ousado, mas lá comi a melhor lula frita da vida, que vinha acompanhada de molho tártaro e fritas. Sabemos que lula não é algo fácil de preparar, pois facilmente passa do ponto e fica borrachuda. A de lá era perfeita: extremamente sequinha, crocante e saborosa.

Restaurante Deckhouse Cape Town

Restaurante Deckhouse Cape Town

Em nossa primeira visita ao restaurante além da lula pedimos um balde de caranguejo, servido de forma bastante diferente do que estamos acostumados no Brasil. O caranguejo, como o nome sugere, é o carro-chefe da casa e é servido com um molho maravilhoso. O acompanhamento que a garçonete sugeriu que pedíssemos soou estranho no primeiro momento, pois era uma torta de batata doce que mais parecia uma sobremesa. Apesar de ter estranhado, não sobrou nada.

Onde comer frutos do mar em Cape Town

Onde comer frutos do mar em Cape Town

O restaurante nos surpreendeu positivamente e por esse motivo resolvemos voltar na noite do meu aniversário pra comer mais uma vez a lula, apesar de já estarmos sem fome rsrs. Em determinado momento me ausentei pra ir ao banheiro e meu marido ‘armou’ com a garçonete, que trouxe um bolinho com vela e cantou “happy birthday” com a gente. Foi lindo e inesquecível, e depois de uma noite que havia começado com chateações, fechamos com chave de ouro! 🙂

Comemoração de aniversário no Deckhouse Cape Town

Comemoração de aniversário no Deckhouse Cape Town

Endereço: 108 Kloof Street, Gardens.

Outras sugestões de onde comer em Cape Town

Outros restaurantes bem conhecidos na cidade, mas que acabei não indo e que incluiria facilmente numa próxima viagem são:

  • Gold (comida africana);
  • The Test Kitchen (considerado o melhor restaurante do continente africano – necessário reservar com meses de antecedência);
  • The Butcher Shop and Grill: apesar de eu não ter ido na unidade de Cape Town fui na de Joanesburgo e gostei bastante.

Comemos em outros lugares durante nossa estadia, mas os que acredito que merecem citação no post são esses aqui.

E vocês? Já foram em algum desses? 🙂

Safari em Pilanesberg National Park & Game Reserve

Eu não podia ir na África do Sul e não fazer ao menos um safari. Como nessa viagem não foi viável conhecer o Kruger Park – o mais famoso do país – tive que pesquisar opções alternativas para não passar em branco essa atração imperdível. Dentre as opções, a que mais me atraiu foi o Safari em Pilanesberg, um parque nacional de 550 km² localizado a mais ou menos 200 km de Joanesburgo.

Minha ideia era passar o dia na reserva e no fim do dia retornar para o hotel, onde eu teria que dormir pois na manhã seguinte pegaria voo pra Cidade do Cabo. Depois de muitas pesquisas conheci a Big Six Tour Safaris e vi que a empresa oferece diversos tipos de passeios e rotas, além de ter o site bem detalhado e organizado, o que facilitou o planejamento.

Enviei um email alguns meses antes da viagem e não tive resposta. Como sou brasileira e não desisto nunca entrei em contato novamente, mas dessa vez por telefone, e falei com Pieter, proprietário da empresa. Como ele faz passeios para outros países, muitas vezes fica dias sem checar o e-mail, então sugiro que tentem contato direto pelo WhatsApp, não esquecendo que a diferença de fuso horário é de +5h.

Ele ficou de nos buscar às 6h no hotel em Joanesburgo e foi muito pontual. Em seguida fomos pegar mais três meninas que iriam no passeio conosco. Como não deu tempo de tomarmos café da manhã, ele se preocupou em parar no caminho pra que comprássemos algo pra comer, pois a viagem é um pouco longa (+-3h de viagem).

Pilanesberg

Pilanesberg

Pegamos um pouco de trânsito no caminho, mas o tempo até que passou super rápido por ele ser bastante falante. À medida que passávamos nos lugares ele ia contando alguma história ou curiosidade sobre o local. Ele é sul-africano, aposentado e tem muita história pra contar.

PaisagemPaisagem

Paisagem

O trajeto entre o hotel e Pilanesberg foi numa van fechada, mas ao chegar no parque trocamos de carro e seguimos o passeio com um Ranger, que é o guia e motorista do carro aberto, e com um Tracker, outro guia que vai ao lado do motorista “caçando” as pegadas dos animais. Além de nós, muitas outras pessoas se juntaram ao passeio.

Open Top Vehicle

Open Top Vehicle

O passeio que contratei foi o “Morning Safari with Open Top Vehicle”, que é no carro da foto acima. Esse tipo de veículo costuma ser o mais caro, mas também o mais interessante e que permite maior adrenalina no decorrer do passeio. Como eu só tinha um dia, optei por esse. Imagina a sensação de andar num carro que te permite ficar cara a cara com os animais soltos? Não tem preço.

Safari na África do Sul

Safari na África do Sul

Ao chegar na reserva o passeio dura 3h, que parece muito, mas que na verdade passa voando e a vontade que dá é de não ir embora. Tínhamos duas opções para o almoço: Comer em um lodge dentro da reserva ou conhecer Sun City (fomos na segunda opção).

Pilanesberg é uma área livre de malária, mas é bom passar repelente mesmo por cima da roupa, pois mosquitos podem surgir – principalmente se estiver quente. Outra coisa a atentar é quanto às roupas: é de bom senso utilizar cores sóbrias, como o bege, caqui ou verde ( não vale verde neon ok?). O motivo é óbvio: essas cores te camuflam e não chamam muita atenção dos animais.

Safari em Pilanesberg

Safari em Pilanesberg

Partimos em busca dos Big 5. Vocês sabem por que eles costumam chamar assim? Os Big 5 são os 5 animais selvagens mais difíceis de serem caçados pelo homem, e por esse motivo encontrá-los num safari logo de primeira é sinônimo de ter muita sorte. Talvez por esse motivo muita gente opta por dormir na reserva e fazer mais de um safari, pra não correr o risco de atravessar o Oceano e não ver animal algum.

O risco é minimizado caso você viaje no inverno (final de junho a setembro), quando as chuvas diminuem, o clima fica mais ameno e os animais “passeiam” mais ao longo do dia. Além do fator temperatura, a vegetação fica bem rasteira, o que facilita avistar os animais.

Nos primeiros cinco minutos avistamos um leopardo – o mais difícil de ser encontrado – pronto pra dar o bote. O leopardo tende a viver sozinho quando adulto, não em grupo, então encontrá-lo é muito mais difícil. Passando rápido mal dá pra vê-lo caso não esteja prestando atenção, pois sua pelagem se confunde com a cor da vegetação.

Leopardo caçando cervos em Pilanesberg

Leopardo caçando cervos em Pilanesberg

Porém, pra nossa sorte, ele estava bem ali do lado do carro. Pra nossa sorte também ele estava mais interessado no grupo de cervos que estava ali pertinho. Nesse momento o ranger recomenda não falar e permanecer em silêncio, pra não chamar a atenção dele. Pra terem uma ideia, até o carro é desligado nesse momento pra parar o barulho do motor. Não dê uma de doido e pro bem de todos não grite rs.

Cervos atentos em Pilanesberg

Cervos atentos em Pilanesberg

Depois de alguns minutos de tensão, os cervos conseguiram fugir do leopardo. Gente, que cena inesquecível! Ver o National Geographic ao vivo e a cores, bem ali na nossa frente, presenciar um animal desse caçando pra sobreviver e não atrás da grade de um zoológico, sem dúvidas foi uma experiência que vou levar na memória pra sempre!

Leopardo pronto pra dar o bote em Pilanesberg

Leopardo pronto pra dar o bote em Pilanesberg

Após os cervos fugirem, era nossa hora de fugir também, e então o motorista ligou o carro e nos distanciamos do leopardo.

Dos Big 5, o único que não vimos foi o leão (snif). Além do leopardo vimos uma manada de elefantes, búfalo e rinoceronte, que completam a lista.

Safari em Pilanesberg National Park

Safari em Pilanesberg National Park

Zebra posando pra foto no safari em Pilanesberg

Zebra posando pra foto no safari em Pilanesberg

Mas não vimos só esses animais. Vimos zebras, gazelas, crocodilos, gnus, girafas, hienas, Pumba, obs, javalis… só faltou o Timão pra entoar Hakuna Matata. 🙂

Deu zebra!

Deu zebra!

Apesar de termos visto muitos animais, não foi tão fácil encontrá-los. Ficamos horas rodando de carro de um lado pro outro procurando eles. E também não foram todos os animais que vimos bem de perto, alguns vimos de longe, como os rinocerontes. Como Pilanesberg é um parque nacional, não uma reserva privada, não é permitido dirigir em áreas não demarcadas. Ou seja, tem que ter sorte dos animais passarem ao menos perto das estradinhas.

Rinoceronte

Rinoceronte

Elefantes no safari em Pilanesberg National Park

Elefantes no safari em Pilanesberg National Park

Crocodilo

Crocodilo

Quase ao término do passeio fizemos uma rápida parada num Lodge pra irmos ao banheiro e comprarmos água. Quando menos esperávamos, passaram várias girafas e foi também inesquecível! Deu até pra tirar selfie! hahaha. Passado esse momento de euforia, nosso safari chegou ao fim.

Selfie com as girafas em Pilanesberg

Selfie com as girafas em Pilanesberg

Seguimos viagem para o Sun City, um complexo luxuoso com cassino, resort, restaurantes e lanchonetes que fica a 30 km da reserva. O Pieter nos deixou lá e ficou de voltar 2h depois pra nos buscar, mas sinceramente achei muito tempo. Apesar de ser um lugar muito bonito e organizado, achei pouco interessante para não-hóspedes. Acho que o ideal pra quem quer curtir o local é se hospedar e relaxar após um dia de safari, principalmente se tiver crianças, pois tem muita opção de lazer.

Sun City

Sun City

Sun City

Sun City

Após andarmos um pouco pelo complexo, paramos pra almoçar no Wimpy, uma espécie de fast food da África do Sul. Nosso almoço na verdade foi um combo de cheeseburguer, batata frita e milk-shake que pagamos R50 (aproximadamente R$13). Apesar de não ser o melhor sanduíche do mundo, me surpreendeu a qualidade do milk-shake, o ambiente confortável e o atendimento cortês, além do preço super barato. Aliás, pra viajantes com orçamento apertado, é uma boa pedida pra economizar, pois o restaurante está por todo lugar.

Conforme havíamos combinado, pontualmente o motorista estava no lugar indicado pra nos buscar e retomar a viagem pra Joanesburgo, onde chegaríamos à noite.

Mesmo que fuja um pouco do tema o que vou abordar agora, eu jamais poderia omitir fatos de meus leitores, nem mesmo quando tratar-se de parceria ou algo do tipo. Durante a viagem de ida fui surpreendida negativamente com um fato, e até agora estou me perguntando se é algo normal na África do Sul ou não (infelizmente, acho que sim). Pude ver na prática os resquícios do Apartheid entre um bate-papo e outro com o motorista, que deixou transparecer seu preconceito contra os negros.

Entre algumas abobrinhas ditas em relação ao assunto, num determinado momento ele chegou até a nos mostrar uma arma (com munição) e afirmar que os brancos sul-africanos hoje em dia precisam andar armados. Isso muito me entristeceu e chocou, apesar de nem eu nem meu marido termos dito nada na hora (estávamos sozinhos com uma pessoa armada no carro, então obviamente não nos sentimos à vontade pra tal). Sabemos que a África do Sul é um país que sofreu e ainda sofre graves consequências do Apartheid, e esse episódio apenas reforçou essa visão.

A título de curiosidade, na África do Sul é permitido tanto a posse quanto o porte de arma de fogo, inclusive em lugares públicos, desde que o dono carregue a arma num porta-revólver perto do corpo.

Esse senhor disse, ainda, que demoraria umas três gerações pra que “isso” pudesse melhorar. Ele, apesar de ter sido super gentil e profissional conosco durante todo o passeio, cometeu essa falha que eu jamais deixaria passar em branco aqui. Falha que nada tem a ver com o passeio em si, mas que nos afetou de certa forma.

Apesar da população negra estatisticamente não ser uma minoria no país – são 80% da população – ainda há muito preconceito do resto da sociedade para com eles. E, segundo o que vi e ouvi, faz com que a minoria branca ainda seja econômica e socialmente dominante.

Esclareço aqui que abomino qualquer tipo de preconceito de origem, raça, sexo, cor e quaisquer outras formas de discriminação. Por mais imperfeitos que sejamos, penso que temos que combater esse tipo de coisa com todas as forças. Por isso, caros leitores, estejam certos de que não omitirei fatos negativos nem quando se tratar de parcerias.

Pra finalizar esse post, que no final pode ter soado um pouco dramático e ter se desviado do tema (como não podia deixar de ser), deixo essa fotinho pra alegrar nosso dia. Acrescento e vos digo que esse passeio deixou um gostinho de “quero mais” e com uma vontade enorme de fazer outros Safaris pra encontrar os leões!! 🙂 🙂

Girafas no safari em Pilanesberg

Girafas no safari em Pilanesberg

RESUMO

Morning Safari with Open Top Vehicle

–> Veículo: Van com ar-condicionado no trajeto até a reserva e carro aberto durante o safari.

–> Preço: R 1670 por pessoa – mínimo de duas pessoas. Almoço por conta própria.

–> Duração total do passeio: 12h.

–> O que inclui: Um safari em carro aberto, traslado de ida e volta desde o hotel, taxa de acesso à reserva e taxa de acesso ao Sun City (valores de 2017).

Continue lendo: 

Como é voar de Mango Airlines

Em minha viagem pra África do Sul meu voo tinha como destino Joanesburgo, onde passei duas noites antes de embarcar pra Cidade do Cabo, onde fiquei a maior parte da viagem. Nesse post vou contar pra vocês como é voar de Mango Airlines, companhia aérea sul-africana do tipo Low-cost, a escolhida pra eu fazer o trecho interno Joburg-Cidade do Cabo.

Comprei minha passagem no site da Submarino Viagens, pois foi onde encontrei o melhor preço na época. Apesar de constar que eu havia comprado na companhia South African Airways, na descrição do voo aparecia que o voo selecionado seria operado pela Mango Airlines. Aí então bateu um desespero por não saber nada da companhia…rs.

Caso aconteça o mesmo com você, saiba que deverá despachar suas bagagens direto com a Mango Airlines. Fiquei confusa pois não sabia se deveria despachar com essa ou com a South African Airways, de onde teoricamente era meu voo.

Como é voar de Mango Airlines

Como é voar de Mango Airlines

A boa notícia é que meus voos foram super pontuais e pude despachar minha bagagem sem custo adicional (20 kg), essencial pra quem faz uma viagem internacional longa. Na ida despachei duas bagagens e na volta apenas uma, pois trouxe a outra como bagagem de mão.

Diferente dos voos operados no Brasil, os assentos dessas aeronaves achei mais confortáveis por não serem tão apertados – e isso chamou minha atenção logo de cara. Em meu trecho de ida viajei com uma senhora enorme do meu lado e não fiquei tão esmagada rs (e olha que tô longe de ser pequena!).

Como é voar de Mango Airlines: Assentos da aeronave

Como é voar de Mango Airlines: Assentos da aeronave

Como toda companhia Low cost, refeições são pagas à parte, assim como qualquer extra que desejar, como o serviço de Wi-Fi a bordo ou marcação de assento. Apesar de cobrarem os lanches e bebidas, não achei caro como nos voos dentro do Brasil, que costumam ser uma fortuna e péssimos.

Não há serviço de entretenimento e as poltronas não reclinam, o que achei que foi bem negativo. Mesmo assim, como estava muito cansada, dormi praticamente todo o voo.

Mango Airlines

Mango Airlines

Outro ponto que vale destacar é que não consegui fazer o check-in online nem na ida nem na volta, acredito que por conta de meu voo original ser da South African. Porém, como eu havia chegado cedo no aeroporto, não tive problema com atrasos e tampouco encontrei longas filas na área do check-in.

A duração do meu voo foi de aproximadamente 2h e foi tudo tranquilo. A companhia opera os seguintes trechos:

  • Joanesburgo (OR Tambo International) e Cidade do Cabo
  • Lanseria (Joanesburgo) e Cidade do Cabo
  • Joanesburgo e Durban
  • Lanseria (Joanesburgo) e Durban
  • Cidade do Cabo e Durban
  • Bloemfontein e Cidade do Cabo
  • Joanesburgo e Porto Elizabeth
  • Joanesburgo e George (Cabo Ocidental)

Além dos trechos acima, a companhia também opera duas vezes por semana voos entre Joanesburgo e Zanzibar.

Portanto, caso encontrem uma passagem mais barata nessa companhia, já saberão como será o voo e o que esperar dele. Em voos curtos – com no máximo 2h de duração – recomendo a viagem. Acima disso acho que pesaria demais o fato da poltrona não reclinar, mesmo a passagem sendo mais em conta.

E vocês? Já voaram com essa companhia?

 CONTINUE LENDO:

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

Retornei recentemente de viagem e foi meu primeiro contato com o continente africano. Durante o planejamento, que fiz todo por minha conta, confesso que tive um pouco de dificuldades em encontrar informações que saíssem do óbvio sobre o destino. Por esse motivo, vou reunir aqui no post o que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem.

O QUE SABER SOBRE A ÁFRICA DO SUL: EXIGÊNCIA DE VACINA

Assunto que já detalhei em outro posts anteriores, mas que vale a pena reiterar. Cidadãos brasileiros não necessitam de visto pra entrar no país, mas precisam apresentar o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Sugiro que leia o post pra informações mais completas. Saiba que antes mesmo de embarcar o documento será solicitado pelo pessoal da companhia aérea, e ao chegar no destino será preciso apresentar novamente.

MOEDA

A moeda oficial é o Rand, que atualmente é bem desvalorizado em relação ao real. Tive uma certa dificuldade em encontrar  informações sobre o câmbio, pois como é uma moeda incomum, temos dificuldades em encontrar no Brasil. Algumas casas de câmbio no RJ tem Rand mediante encomenda, mas pelo que pesquisei a cotação era muito desvantajosa.

Decidi comprar dólares americanos ainda no Brasil e cambiar ao chegar lá. Sinceramente não sei se foi uma boa ideia. Fiz câmbio em duas ocasiões: a primeira ao chegar no Aeroporto de Johanesburgo, e a segunda na casa de câmbio Master Currency, que fica dentro do Victoria & Alfred Waterfront, em Cape Town. A cotação nessa última era 12,49, mas o valor efetivo total (com encargos e impostos) a diminuía pra 11,76.

Preços na casa de câmbio de dentro do Victoria & Alfred (Cape Town)/setembro 2017

Preços na casa de câmbio de dentro do Victoria & Alfred (Cape Town)/setembro 2017

Eles sempre cobram uma taxa fixa por transação (além do imposto), então acabei pagando a tal taxa duas vezes. O ideal é cambiar o dinheiro todo de uma vez pra evitar pagar a taxa em duplicidade. Precisei errar pra aprender isso rs.

Na ocasião, ainda no Aeroporto de Johanesburgo, pagamos R53 de taxa de serviço, mais aproximadamente 6% de comissão pra casa de câmbio, além de imposto de 14%. Cambiei no Travelex Worldwide Money, que estava com a cotação melhorzinha.

Outra informação importante é que as casas de câmbio também compram reais brasileiros, porém somente as cédulas novas. Tínhamos uns trocados em reais e tentamos cambiar por rands, mas como era cédula antiga não aceitaram. Fique atento a isso caso queira cambiar direto lá.

A célebre frase “quem converte não se diverte” não se aplica pra uma viagem à África do Sul. O turismo em geral é mais barato que no Brasil, principalmente comer fora. Apesar de não ser um valor exato, um valor fácil e razoável pra conversão pra reais é dividir o valor em rands por 4.

GORJETA

Ainda falando em dinheiro, a gorjeta na África do Sul é bem parecida com o que estamos acostumados no Brasil. Não é obrigatória, mas costumam cobrar 10% do valor da conta. Muitas vezes a conta já vem com o valor discriminado em percentual, mas é necessário que você preencha o cupom fiscal com o valor que pretende deixar. A tip é também chamada de gratuity e você deve discriminar o valor da gorjeta e o valor total a pagar.

O que saber sobre a África do Sul: Você deve preencher na nota quanto quer deixar de gorjeta

O que saber sobre a África do Sul: Você deve preencher na nota quanto quer deixar de gorjeta

OBS: Em quase todos os restaurantes que fui notei que a cobrança da gorjeta é obrigatória para mesas com mais de 6 pessoas. Fique atento a isso caso viaje em grupo.

Pagamos gorjeta em todos os restaurantes que fomos, exceto em um, pois tivemos problemas com o atendimento. Apesar disso, o garçom não nos constrangeu e fomos embora sem problemas.

FUSO

+5h em relação à Brasília.

TOMADA/VOLTAGEM

A voltagem no país é 220V e as tomadas são diferentes do padrão brasileiro, europeu e americano, que estamos mais familiarizados. Tenho um adaptador universal, mas não serviu nas tomadas de lá. Pra minha alegria, os dois hotéis que me hospedei tinham uma tomada com padrão europeu (literalmente apenas uma), além de adaptadores, que precisavam ser devolvidos ao término da estadia.

Caso seu hotel não tenha adaptador, será necessário comprar.

Tomada na África do Sul (foto retirada do site CVC viagens)

Tomada na África do Sul (foto retirada do site CVC viagens)

IDIOMA

O que esperar de um país que tem 11 idiomas oficiais? A diversidade está presente também quando o assunto é língua. Por influência da colonização britânica, todos falam inglês britânico, que é amplamente utilizado no comércio e turismo. Apesar disso, certamente você ouvirá outros idiomas, principalmente o zulu e africâner, que os locais utilizam bastante entre si.

Uma curiosidade que notei foi em relação ao sotaque. Não pude deixar de notar que os brancos tem um sotaque, os negros outro, e que esses últimos muitas vezes tem um inglês bem mais carregado.

TRANSPORTE/LOCOMOÇÃO

Optamos por não alugar carro em nossa viagem e um dos motivos foi o fato de eles dirigirem na mão inglesa (volante geralmente do lado direito). Como pretendíamos beber vinho, também foi outro forte motivo pelo qual optamos pelo Uber rs. Nem preciso dizer que bebemos vinho todos os dias.

Por falar em Uber, vale ressaltar que funciona muito bem em Cape Town, desde o aeroporto até os pontos mais distantes da cidade sem ter confusão com taxistas. Já não posso falar o mesmo de Johanesburgo, que foi assustador. Conheci uma moça na ocasião que disse que estava dentro de um Uber e um taxista fez o carro parar e cancelar a corrida (ela teve que descer e pegar um táxi). Em Johanesburgo várias vezes tivemos que nos afastar dos taxistas pra poder entrar no carro, o que era um pouco chato.

Caso opte por alugar carro, saiba que flanelinhas existem também na África do Sul, então tenha sempre umas moedas e um tiquinho de paciência. Além disso, será necessário providenciar com antecedência uma Permissão Internacional para Dirigir (pra mais informações sobre o documento acesse o site do Detran de seu Estado).

Outro ponto importante é que se você pretender alugar carro em uma cidade e devolver em outra, opte por locadoras que não cobrem “one way fee”, daí você poderá pegar um carro em um lugar e devolver em outro sem surpresas no cartão de crédito.

As estradas por onde andamos achamos maravilhosas, mesmo sem cobrança de pedágio. Mas ouvi dizer que as estradas da região do Kruger Park não são tão boas quanto.

Quase não utilizamos transporte público, pois os hotéis onde nos hospedamos eram bem localizados e muitas vezes não compensava. A única vez que utilizamos foi quando desembarcamos no Aeroporto de Johanesburgo rumo ao hotel (e também o trajeto inverso) que fomos de trem (Gautrain). O hotel em que estávamos hospedados nessa cidade ficava praticamente em frente à estação. Pra terem uma ideia se fôssemos de Uber seria o mesmo preço que ir de trem, mas pelo problema com os taxistas optamos pelo trem, que era ótimo, pontual e moderno.

Em Cape Town não utilizei transporte público em momento algum, mas vi que há um serviço de ônibus chamado MyCity, que você adquire o cartão e recarrega o quanto quiser pra pagar suas viagens. Uber é realmente bem barato, então muitas vezes não compensa andar de ônibus, principalmente se for viajar em grupo. Os motoristas de Uber geralmente são muito simpáticos, atenciosos, gostam de conversar com os turistas e indicar lugares pra conhecer.

SEGURANÇA

Conforme dito anteriormente, fiquei hospedada em bairros bem localizados tanto na Cidade do Cabo quanto em Johanesburgo, mas posso afirmar que andar pelas ruas lá não é a mesma coisa que andar em alguma cidade europeia, por exemplo. O ideal é ficar atento e não dar margem para trombadinhas, que como sabemos estão em qualquer metrópole do mundo.

Como eu moro no Rio de Janeiro, não me senti nem de longe insegura como me sinto no Rio. Se você é brasileiro e reside em alguma capital brasileira, não tem muito o que se preocupar, pois já estará “vacinado” rs.

Apenas em uma ocasião presenciei uma cena esquisita, e, segundo o motorista do Uber, tratava-se de clonagem de cartão em caixa eletrônico. Estávamos parados no semáforo e avistamos um grupo em frente ao banco em situação suspeita quando o motorista comentou que o golpe da clonagem é bem frequente e que provavelmente aquele era um grupo de golpista. Portanto, não aceite de modo algum ajuda de estranhos caso precise sacar dinheiro.

Andei o tempo todo com minhas câmeras, muitas vezes pendurada no pescoço, mas não me senti intimidada. Diversas vezes apareceram pedintes e moradores de rua, mas nada demais. Apenas pediam dinheiro e iam embora sem problemas.

Já nas redondezas da Long Street (rua boêmia de Cape Town) achei um pouco esquisito andar à noite. Falarei da rua no post que falar da Cidade do Cabo.

CLIMA

Viajamos na segunda quinzena de agosto e voltamos na primeira quinzena de setembro, então pegamos o fim do inverno. Achei o inverno em Johanesburgo rigoroso pra padrões brasileiros, pois a temperatura durante nossa estadia chegou aos 7°C. Apesar da baixa temperatura, os dias foram ensolarados e com frio mais intenso à noite, além disso, com tempo muito seco. Em meses como junho e julho é mais frio ainda.

Pra quem pretende fazer safáris o inverno é a melhor estação, justamente pela ausência de chuvas, dias ensolarados e vegetação mais rasteira, o que facilita avistar os animais.

Já não é uma boa ideia pra quem pretende curtir as belas praias da Cidade do Cabo e suas águas congelantes rsrs. A temperatura da água nas praias é sempre bem baixa, sendo curiosamente mais baixa ainda durante o verão. Pesquisei a temperatura durante nossa estadia e girava em torno de 9°C.

O inverno na Cidade do Cabo é mais chuvoso, mas dei sorte e não peguei chuva em momento algum. Em compensação achei que a cidade fez as quatro estações em um único dia…kkk. Muito frio e vento pela manhã, sol intenso durante o dia, algumas vezes temperatura na casa dos 25°C no início da tarde, voltando a despencar já no pôr do sol. A temperatura mínima durante minha estadia de 7 noites foi de 11°C (com direito a muito vento, o que agrava a situação rs).

HORÁRIO

O horário é algo a dar muita atenção em relação à programação da viagem. As coisas na África do Sul fecham muito cedo, o que atrapalha o planejamento. As lojas fecham cedo, restaurantes também, assim como os pontos turísticos. Geralmente 17h é o horário de fechamento das atrações turísticas, o que faz com que a gente fique com o tempo ocioso durante muitas horas.

Em algumas ocasiões não conseguimos encaixar mais de um ponto a conhecer, pois saíamos tarde de uma atração e não dava tempo de conhecer outra (e quando dava, era corrido). Por sorte passamos 7 dias e 7 noites na Cidade do Cabo, o que é um tempo razoável e deu pra conhecer tudo o que queríamos.

Caso pretenda comprar vinhos pra levar pro Brasil, preste atenção também ao horário. Em muitos lugares aos domingos não é permitido vender vinho, e quando permitem, é em horário reduzido. Deixamos pra comprar as bebidas num domingo e demos com a sessão de vinhos fechada no supermercado. Meio esquisito, mas é bom saber rs.

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

Nos próximos posts vou contar sobre o roteiro que fiz em minha viagem ao país! Fiquem ligados! 🙂

O que ver em Puerto Iguazu além das Cataratas

Nem só de Cataratas vive a cidade hermana. Obviamente a principal atração turística são as Cataratas – e com toda razão. Fui e voltei algumas vezes à cidade, pois apenas 15 km separam o hotel onde me hospedei da Argentina. Darei continuidade ao meu post Foz do Iguaçu com CCHTour em que conto o que ver em Puerto Iguazu e assim completo meu roteiro do segundo e terceiro dia de viagem. 🙂

Antes de seguir com meu roteiro queria dizer que a viagem foi feita no mês de junho, beirando o inverno. A temperatura na região é muito instável: alto índice de umidade, com calor ao longo do dia e friozinho à noite (esteja preparado). Pra vocês terem ideia, voltei num domingo pro Rio e na segunda-feira a temperatura em Foz estava em 8°C (sendo que durante minha estadia o tempo estava ótimo, com um belo céu azul). No verão costuma chover mais e consequentemente as Cataratas tendem a ficar mais cheias.

DIA 02: El Quincho del Tío Querido, Feirinha de Puerto Iguazu, Marco das 3 Fronteiras e Cassino

Depois de ter passado quase o dia inteiro no Paraguai, retornei no início da noite ao hotel só pra tomar banho e sair de novo. 🙂

Fomos jantar no famoso restaurante El Quincho Del Tío Querido, a churrascaria mais famosa de Puerto Iguazu. Espaço de dois andares, bem amplo e muito movimentado. Esperamos um pouquinho pra liberar uma mesa e acabamos sentando com algumas pessoas que fizemos amizade e que estavam com a CCHTour também.

Cardápio El Quincho Del Tío Querido/junho 2017

Cardápio El Quincho Del Tío Querido/junho 2017

Dica: Bem ao lado do restaurante tem uma loja de vinhos chamada Vinos & Co. Puerto Iguazu. Se a fila de espera estiver muito grande você já sabe onde passar seu tempo. 🙂

Pedi um bife de chorizo, que é um corte nobre e tradicionalmente argentino retirado do contrafilé. Já tinha comido em Buenos Aires e como adorei certamente não ia deixar de fora. Ao contrário do Brasil, vale destacar que ao pedir uma carne nos restaurantes argentinos será servido somente a carne, tendo que pedir os acompanhamentos à parte.

Carne servida numa chapa bem quente e sem acompanhamento. Peça uma Quilmes caso queira provar uma tradicional cerveja argentina.

Carne servida numa chapa bem quente e sem acompanhamento. Peça uma Quilmes caso queira provar uma tradicional cerveja argentina.

Optamos por um talharim ao molho quatro queijos e dividi com meu marido. A carne é enorme, alta (uns 3 dedos de espessura) e deu pra dividir tranquilamente (apesar que como estava muito gostoso com certeza eu comeria uma sozinha rs). A carne não deixou a desejar em nada: sal no ponto, temperatura ideal, maciez, sabor. Só a massa que deixou a desejar e tivemos uma surpresinha quando veio a conta: ao pedir a massa, você deve pagar O MOLHO por fora. Sim, caso não queira molho algum deve deixar bem claro que não quer e comer um macarrão seco, sem graça e grudento…rs.

Confesso que fiquei bem chateada com isso, assim como as outras pessoas que estavam conosco. O restaurante não é dos mais baratos e apesar de estar estampado aos quatro cantos do cardápio que não cobram taxa de serviço, quando veio a conta cobraram sim. Como eu não achei o atendimento dos melhores e ainda tivemos esse contratempo com o molho (que era o mesmo preço da massa, inclusive), não paguei. Apesar de tudo, recomendaria a ida lá apenas pela carne, tentaria outro acompanhamento e ficaria mais esperta. O restaurante aceita pagamento em reais, pesos e dólares. #ficaadica

De lá seguimos direto pra feirinha de Puerto Iguazu. Trata-se de um lugar bem simples, popular e com muita opção de coisinhas pra comprar pra levar. Alfajor, doce de leite, salgadinhos, azeites, azeitonas, embutidos, cervejas, tudo isso você encontrará por lá e com uma boa oferta.

Nessa feirinha vi doce de leite Havanna sendo vendido por R$23 o kg (achei muito barato!). Compramos uma caixa de alfajor Milka por R$12 (6 unidades) – esse alfajor é na verdade uma mistura de biscoito com alfajor e tem um mousse dentro, bom demais…rsrs. Além disso, alfajor avulso também é vendido como água. Experimente o La Recoleta (embalagem preta) que é bem recheado, baratinho e gostoso (ótimo custo-benefício).

Como não queria levar um kg de doce de leite pra casa, comprei um menorzinho por R$4 de uma marca que eu não conhecia mas que gostei muito.

Feirinha de Puerto Iguazu: O doce de leite que comprei é esse de tampa vermelha

Feirinha de Puerto Iguazu: O doce de leite que comprei é esse de tampa vermelha

De lá a CCHTour nos levou pra dar umas voltas na cidade e seguimos para o Marco das 3 Fronteiras (lado argentino). Como estava bem frio e tarde, não tinha quase ninguém. A visita, ao contrário do lado brasileiro, é gratuita. Acredito que durante o dia deve ser bem mais interessante de conhecer, pois à noite não dá pra ver quase nada rsrs. De dia sugiro uma caminhada na orla para apreciar o Rio Iguazu e quem sabe ver um pôr do sol. 🙂

Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)

Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)

E o dia ainda não tinha chegado ao fim. De lá partimos para o Cassino de Puerto Iguazu, que faz parte do Iguazu Grand Resort. Não paga nada pra entrar no cassino e o Alex da CCHTour ainda nos deu um welcome drink e uns bilhetes pra jogarmos nas máquinas e tentar a sorte. E não é que eu saí de lá com R$40? kkk. Fui a única sortuda do grupo!

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto de Iguazu: Você deve retirar o voucher de prêmio na máquina e trocar no caixa

Cassino de Puerto de Iguazu: Você deve retirar o voucher de prêmio na máquina e trocar no caixa

Não é permitido tirar foto dentro do Cassino, mas trata-se de um lugar bonito e aparentemente organizado: mesas de jogo, roleta, black jack, dados, sala de poker, etc. E muita gente gastando! kkk. Juro que fiquei um pouco assustada com o fato das pessoas torrarem dinheiro em jogo… eu não teria coragem de jogar nem os R$40 que ganhei, que dirá os bolos de dinheiro que vi algumas pessoas jogarem. Como já era madrugada e eu já tinha “quebrado a banca” kkk fui pro hotel dormir que o dia seguinte também seria intenso. 🙂

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto Iguazu

DIA 03: O que ver em Puerto Iguazu: Cataratas Argentinas e Duty Free

O terceiro dia foi praticamente todo dedicado à Argentina. Acordamos cedo e às 9h fomos rumo às Cataratas (nessa altura da viagem meu pé já estava só bolha) rsrs. Sapato confortável é essencial para visitar as Cataratas, pois é um lugar em que andamos bastante (bem mais que no lado brasileiro).

Bilheteria: Preços diferenciados para pessoas de países do Mercosul

Bilheteria: Preços diferenciados para pessoas de países do Mercosul

Compramos nossas entradas na hora e nos custou o equivalente a R$92 (P$400). Atenção: a bilheteria aceita somente pagamento em dinheiro em espécie e em pesos argentinos. Não esqueça de cambiar antes. Caso não tenha jeito e você esqueça mesmo assim, há um caixa eletrônico ao lado da bilheteria.

Banco interligado à rede link: Fique atento para o limite de saque diário

Banco interligado à rede link: Fique atento para o limite de saque diário

Dica 1: Sugiro que cambie um pouco mais do que o valor da entrada, caso queira gastar no interior do parque. Apesar de aceitarem pagamento em reais, a cotação do peso é mais favorável. Fique esperto também com a taxa de turismo que recentemente começaram a cobrar: você pagará na saída do Parque, na estrada que dá acesso às Cataratas, o valor de P$25 por pessoa referente à essa taxa.

Dica 2: LEVE água mineral com você. O passeio é muito longo, demorado, e demanda esforço físico de caminhada, o que consequentemente fará com que você fique com sede. Uma garrafinha de água no interior do parque é surreal, mais ou menos R$10.

OBS: As coisas na Argentina são muito caras. Pra vocês terem uma ideia, o ingresso das Cataratas subiu 60% nesse ano de 2017.

Antes de começarem a reclamar e me xingar, sugiro que vejam a imagem abaixo rsrs.

Cataratas: Uma das 7 Maravilhas da Natureza

Cataratas: Uma das 7 Maravilhas da Natureza

Logo que entramos no parque pegamos um mapa pra facilitar nossa localização e escolher quais caminhos faríamos, pois é possível ver as Cataratas de diversos ângulos (diversas trilhas). A primeira coisa que fizemos foi pegar o Trem Ecológico de Central a Cataratas, com duração média de 10 minutos, que nos leva até o início da trilha. Com mais ou menos 1h de caminhada tranquila, nos deparamos novamente com a grandiosidade da natureza: Cataratas Argentinas.

O trem passa mais ou menos de 15 em 15 minutos

O trem passa mais ou menos de 15 em 15 minutos

Garganta del Diablo: Espetacular!!!

Garganta del Diablo: Espetacular!!!

Cataratas Argentinas

Cataratas Argentinas

Informação útil: O maior volume de água ocorre entre os meses de outubro a março.

60% do Parque Iguazu está do lado argentino, e o ângulo dos hermanos realmente é espetacular. Chegamos bem perto da Garganta Del Diablo, a mais impressionante de todas as quedas, que tem mais ou menos 80 metros de altura. É tudo muito lindo e barulhento, mas um barulho que transmite paz e sensação de como somos pequenos junto à natureza. Achei que o lado argentino molhou muito menos que o brasileiro e nem precisamos de capa de chuva. Ficamos uns bons minutos apreciando tudo, tirando foto e descansando. 🙂

Dica: Nunca saia do caminho demarcado de trilhas

Dica: Nunca saia do caminho demarcado de trilhas

A caminhada até que é tranquila, com ótima infraestrutura e boas paisagens. O problema é o sol que estava forte demais (lembrando que no dia anterior estava bem frio – tempo muito instável). Juntando o fato de não termos almoçado ao fato de estarmos caminhando no sol, ficamos mortos rsrs. Voltamos para a Estación Cataratas, onde tem um Subway e uma lanchonete que vende empanadas. Pedimos umas empanadas muito gostosas e ficamos ali descansando e fugindo dos quatis, que acabaram pegando metade de uma empanada rsrs (R$8/cada).

Parque Nacional do Iguazu: Paisagens pelo caminho

Parque Nacional do Iguazu: Paisagens pelo caminho

Há a opção de almoçar dentro do Parque no Restaurante La Selva, com preço fixo de P$240 por pessoa (fora bebidas). Apenas lanchamos rápido pra não perder tempo e poder conhecer mais coisas. Então seguimos para a segunda trilha: Circuito Superior, para vê-las de outro ângulo. No mesmo esquema da anterior (boa infraestrutura+calor) demoramos aproximadamente 1:30 pra completar o trajeto.

Na primeira vista estávamos no mirante sinalizado

Na primeira vista estávamos no mirante sinalizado

De lá avistamos o Passeio de Macuco, que com aquele calor devia tá maravilhoso. Com certeza quando eu voltar à Foz incluirei no meu roteiro.

Passeio de Macuco no Parque Nacional do Iguazu

Passeio de Macuco no Parque Nacional do Iguazu

Após caminharmos bastante atrás de “saltos” (como são chamadas as quedas d’água), retornamos ao Centro de Visitantes, onde tem algumas lojinhas, uma Havanna e uma Sorveteria Freddo.

O calor implorava por um sorvete, e por incrível que pareça o de doce de leite tradicional havia acabado, então tomei um de doce de leite com brownie, que acabei achando doce demais. O valor do menor potinho custava mais ou menos R$20 (surreal de caro). Dando continuidade às coisas caras, entrei numa lojinha pra comprar um ímã de geladeira, pois coleciono: como um tapa na minha cara um simples ímã custava R$20! kkk.

Sorveteria Freddo em Puerto Iguazu

Sorveteria Freddo em Puerto Iguazu

Alfajor Havanna em Puerto Iguazu (+-R$7,00)

Alfajor Havanna em Puerto Iguazu (+-R$7,00)

Tínhamos combinado o horário de 17h pra agência nos buscar, e pontualmente eles chegaram. Nosso grupo seguiria pro hotel, mas no meio do caminho decidi que iria ao Duty Free ver o que tinha de bom lá, pois certamente não daria pra eu conhecer no dia seguinte.

O que ver em Puerto Iguazu: Duty Free

O que ver em Puerto Iguazu: Duty Free

O Duty Free está localizado praticamente ao lado da aduana, um pouquinho depois no sentido que eu estava (Argentina – Brasil). Saibam de antemão que é necessário portar RG ou passaporte pra comprar alguma coisa lá. O local é muito bonito e com tudo de primeira: ótima infraestrutura, estacionamento grande, ar condicionado, separação por setores, etc. Há muita variedade de chocolates, bebidas e guloseimas, algumas com preço bom, outras nem tanto.

Guloseimas do Duty Free

Guloseimas do Duty Free

Os preços dos produtos são fixados em dólar mas se você quiser pagar em reais também pode. Inclusive a cotação estava bem melhor no dia que fui: 3,29 (nas casas de câmbio a cotação estava em 3,37). Meu passeio foi mais pra conhecer mesmo, pois praticamente não comprei nada. Meu marido comprou uma caixa com 50 sachês de chás Twinings por US$8 e eu um batom Mac por US$14 (R$46). Segundo o que pude verificar pessoalmente, a única marca que achei que estava valendo a pena comprar é a Mac. Achei os perfumes caros, óculos também, e roupa nem se fala… mas de qualquer forma foi legal visitar.

Quanto à organização e atendimento não há o que discutir, sem dúvidas tudo muito bom.

Por curiosidade perguntei ao taxista quanto ele cobraria pra me levar ao hotel e pra minha surpresa ele me cobrou R$70. Quando eu estava indo embora outro taxista veio atrás e disse que o valor mínimo pro Brasil era R$50. Agradeci e segui. Lembrando que o trajeto tem 8,6 km (apesar do trânsito que fazia…).

Na hora de ir embora segui pra Aduana pra pegar um ônibus de linha que vinha de Puerto Iguazu pra Foz e desci em frente ao Capitão Bar, onde fui jantar. Devo informá-los que o ônibus demorou demais a passar (+1h), mas acabamos conhecendo outras pessoas que por ali trabalham e tem essa rotina de “atravessar fronteira” diariamente. É incrível como é engarrafada a zona da fronteira: principalmente pra quem vai do Brasil pra Argentina.

Vejam em destaque a fila pra vans de turismo como é bem menor (a da esquerda é a de carros brasileiros e a do meio argentinos)

Vejam em destaque a fila pra vans de turismo como é bem menor (a da esquerda é a de carros brasileiros e a do meio argentinos)

Dica: Caso vá de veículo particular, saiba que o trânsito é pior. As vans e carros de turismo entram em uma fila diferente e por isso acabam saindo de lá bem mais rápido. Acho que quem vai de carro chega a demorar até umas 2h parado (sem exagero).

Vale destacar que cada vez que você atravessa a fronteira, é feito o controle da sua documentação. Se estiver com RG, irão pedir, se estiver com passaporte, irão pedir e carimbar. Se você passar 10x, 10x seu passaporte será carimbado. Achei bem “controlado”, e bem diferente da aduana paraguaia.

Já estava tarde e deixamos mais uma vez a Argentina, país que visitei pela segunda vez. Essa viagem foi sem dúvidas muito especial, desejada e planejada e por isso recomendo muito que todos conheçam. As Cataratas, tanto o lado brasileiro quanto o lado argentino, são encantadoras demais pra não serem vistas ao menos uma vez na vida. 😉

Tive o cuidado de informar os preços pra que vocês possam se planejar melhor, mas qualquer dúvida que tenha ficado, é só perguntar!

O transfer pra Argentina foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Tour de Compras em Ciudad del Este

Em continuação ao post anterior, vou contar pra vocês como foi o Tour de Compras em Ciudad Del Este que fiz com a CCHTour. No dia anterior combinei com a agência e saímos em grupo numa van com destino à cidade que figura como o 3° maior centro comercial do mundo, atrás somente de Miami e Hong Kong. Localizada a 327 km da capital paraguaia, Ciudad del Este desponta como responsável por 10% do PIB paraguaio por conta do turismo de compras.

Partimos de Foz do Iguaçu às 9h da manhã e pegamos um trânsito terrível – mais ou menos 1:30 pra chegar ao destino, que está a apenas 18km de distância do hotel onde me hospedei. Era uma sexta-feira e estava uma loucura!

Além do engarrafamento ser muito pesado, é necessário ser um motorista maravilhoso pra não bater o carro ali: todo mundo corta todo mundo, semáforo não existe, pedestres atravessam na frente do carro sem medo e parece que não tem lei nenhuma. Recomendo fortemente a contratação de um tour para não enlouquecer…kkk. Não contrate atravessadores e tampouco atravesse a Ponte da Amizade a pé.

Trânsito carregado para Ciudad del Este

Trânsito carregado para Ciudad del Este

O motorista da CCHTour nos deixou em frente ao Shopping Del Este e nos buscou no mesmo local às 18h (e foi super pontual, mesmo com o trânsito caótico). Nossa estadia na capital sul-americana das compras durou mais ou menos 7h. A princípio o tour ia durar um pouco menos, mas conversamos com o motorista e acertamos pra ele nos buscar às 18h. Como eu disse em post anterior, a agência é super flexível e trabalha de acordo com a vontade dos clientes.

OBS: Sugiro que sejam pontuais. Na ocasião um casal chegou meia hora atrasado e não é nada legal um grupo grande ter que ficar esperando alguém que perdeu a hora. Como o fuso horário em Ciudad Del Este é 1 hora a menos que em Foz, muitas pessoas se atrapalham (a agência sempre terá como base o horário paranaense).

Como todos sabem, Paraguai tem fama de vender produtos falsificados e não é à toa. Realmente vimos falsificações gritantes e pesquisamos bastante pra não cair em nenhuma roubada. Antes da viagem fiz uma listinha com o que eu gostaria de comprar e quais os lugares indicados para isso (produtos originais e com bom preço).

Dois sites me ajudaram muito no planejamento da viagem: Paraguai Pink e Compras no Paraguai.

Uma das principais dúvidas de quem viaja pra lá é sobre qual moeda levar. Apesar da moeda oficial do Paraguai ser o Guarani, os preços dos produtos são fixados em dólares americanos. Como se não bastasse a mistureba, saibam que quase todos os lugares aceitam pagamento em reais e a cotação geralmente é boa – caso não tenha levado dólares e mesmo assim queira comprar há várias casas de câmbio na cidade. Quando fui (16/06/2017) a cotação estava em média 3,37.

Acabei comprando dólares ainda no Rio e no meu caso valeu a pena comprar antes, pois comprei com um pouco de antecedência e estava mais barato. 🙂

O primeiro lugar que visitei, como já estava no Shopping Del Este, foi a Loja Matrix (dentro desse shopping), que vende produtos eletrônicos e outras coisas. O motorista da agência nos levou até a loja e nos apresentou pra dois vendedores (brasileiros) caso quiséssemos algo. A agência recomendou essa loja e eu já havia lido relatos positivos acerca dela quanto à originalidade dos produtos.

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Matrix

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Matrix

Acabei comprando uma Nikon D3300, mas só no final do passeio, depois de pesquisar em outras lojas. O que me fez comprar na Matrix foi a garantia internacional da Nikon, que nos outros lugares não me ofereceram (lá me deram certificado e tudo). Comprei o kit completo: câmera, lente 18-55, bolsa e sd card de 32G por US$460 (no Brasil o mesmo kit sairia por mais ou menos R$2200). Pedi pra testarem o produto, verifiquei tudo e ok. 🙂

UPDATE: O cartão de memória que comprei nessa loja deu problema pouco tempo depois. Estou em contato com a San Disk e tentando descobrir se é um produto falso.

O lugar mais indicado pra quem procura suplementos vitamínicos, produtos para cabelo em geral, perfumes e coisas similares é a Amadeus Perfumaria, dentro do Jebai Center. Comprei um Cetaphil (meu hidratante favorito e que já tenho costume de usar – facilmente identificaria um falsificado), xampu e condicionador Aussie, Sundown Biotina e um perfume pro meu marido (Paco Rabanne Invictus). Esse Jebai Center é uma galeria bem feia rsrs. Mas vale a pena a ida caso queira comprar esses produtos.

Comprinhas em Ciudad del Este

Comprinhas em Ciudad del Este

Passei por acaso na loja Macedonia porque vi produtos Nyx e meu batom preferido é dessa marca (chora Mac). Comprei apenas o tal batom preferido e um potão de batata Pringles (porque não sou obrigada a ficar com vontade). 🙂 Havia visto o mesmo batom por US$10 em outra loja, mas lá encontrei por US$6.

Quem gosta?

Quem gosta?

Outra loja que visitei foi a famosa Monalisa, que é uma mega loja luxuosa e que destoa de tudo aquilo que você imagina que é Ciudad Del Este. Boa organização, produtos de primeira, muito conforto e preços mais elevados. Não comprei nada na loja, mas vi que os perfumes estavam com preço bom. Assim como os perfumes, as malas de viagem e chocolates (barra de Lindt US$4).

Na Monalisa o foco são as grifes. E quando digo que são grifes, acredite: até cristais Baccarat vi por lá.

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

A Sax é outra loja que não fica atrás quando o assunto é luxo. Localizada do outro lado da avenida, e com acesso meio esquisito nos primeiros pisos, você irá se deparar com muito luxo, conforto e coisas de primeira também. Artigos de decoração, cristais, roupas de grife, belos vestidos de noiva, óculos, etc.

Eu tinha prometido que daria um óculos de presente pro meu marido (ele escolheu nessa loja um Dolce Gabanna (US$198)). O óculos não foi barato, mas no Brasil seria mais caro ainda… e como ele é meio chato, do tipo que demora a encontrar algo que realmente goste, levamos.

Tinha muito óculos em promoção, vi Roberto Cavali e Tom Ford por US$50, mas como dólares infelizmente não são infinitos, os meus já tinham acabado rs. Ainda assim me arrependi de não ter comprado no cartão. :mrgreen:

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Sax

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Sax

Outro lugar que fomos conhecer mas só por conhecer foi o Shopping China, dentro do Shopping Paris. Esse estabelecimento é bem bonitinho também e a loja “Shopping China” ocupa o terceiro andar inteiro. Se você já foi aos Estados Unidos, facilmente se sentirá lá. É o tipo de lugar exagerado, que tem tudo que você possa imaginar e com muita organização e preço bom. Loja gigantesca e bem separada por setor: vestuário, eletrônicos, bebidas, artigos pra decoração, etc. Foi a loja que encontrei o melhor preço de roupa, mais especificamente camisa social, que é o que estávamos procurando. Infelizmente a fila era tão grande que nos fez desistir. Lá também vi muitos produtos pra cabelo, mas o preço da Amadeus estava mais convidativo.

Tour de compras em Ciudad del Este: Shopping China

Tour de compras em Ciudad del Este: Shopping China

Produtos e respectivos preços médios

Produtos e respectivos preços médios

Outra loja que não comprei nada mas que gostei muito de conhecer foi a Diva, dentro do Shopping Paris e do Shopping Del Este. Uma tortura para pessoas como eu que amam decoração. Vi vasos lindos e muito papel de parede lindo, e bem diferente dos que eu já vi no Brasil. O preço do rolo era algo em torno de US$25 e se eu soubesse a medida da parede do meu quarto, certamente teria comprado. Loja confortável, produtos ótimos e bom preço (comparado ao Brasil). Pedi pra vendedora pra tirar uma foto do papel de parede que me apaixonei e ela disse que não era permitido fotografar o interior da loja.

Ainda falando em coisas de casa, entrei por acaso na Castelo Italiano, dentro do Shopping Del Este. A quantidade de lustre chamou minha atenção e a vontade foi de colocar tudo num caminhão e viajar do Paraguai pro Rio e remontar a casa kkk. Tudo que você imaginar relacionado a iluminação e acabamentos (torneiras, chuveiros, etc). Muita coisa linda e extremamente mais barato que no Brasil.

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Quando já estávamos quase pra ir embora conheci uma loja de roupas dentro do Shopping Del Este que estava trabalhando com câmbio a R$2,99. Chama-se Eleven e ainda estava com 40% de desconto nos produtos. Meu marido comprou uma camisa social da Tommy Hilfiger a R$148.

Lembrando que a cota de isenção terrestre para compras é de US$300 por pessoa e que esse valor será dividido entre suas compras do Paraguai e da Argentina, se houver.

Não fui parada na aduana mas lembre-se que além da aduana na fronteira, haverá fiscalização no aeroporto de Foz, antes mesmo de despachar as malas. Todas as malas passam pelo raio-x. Então minha gente, não vamos ser sem noção rsrs. Vi gente carregando sacolas como se não houvesse amanhã.

Eu sei que tem muita coisa barata, mas tem coisa que realmente não vale a pena. Entre essas coisas destaco jogos de videogame, roupas e protetor solar (como uso bastante, procurei pra comprar mas achei tão caro quanto no Brasil). Sugiro que pesquise tudo pra não sair do controle e não pagar imposto desnecessariamente.

Tour de Compras em Ciudad del Este: Jogos PS4

Tour de Compras em Ciudad del Este: Jogos PS4

Fiquei tranquila de comprar minha câmera no Paraguai pois é um bem classificado como de uso pessoal (isento do pagamento de tributos). Para caracterizar mais como bem de uso pessoal tirei da caixa, montei a câmera, etc. O limite é de uma câmera por pessoa, então eu levei minha Nikon nova e o maridão a Gopro (que já tínhamos antes da viagem).

Aduana da Ponte Internacional da Amizade

Aduana da Ponte Internacional da Amizade

O tour de compras em Ciudad Del Este é bem limitado às compras em si, não conhecemos outros pontos da cidade. A área que conhecemos é muito muvucada, feia e suja, mas como já havia pesquisado muito não me choquei. Muita gente, muito carro, muita bagunça, muito comércio informal, muitos vendedores de meia – li que eles perseguem as pessoas até que consigam vender, mas ninguém me perseguiu rs.

Compras em Ciudad del Este

Compras em Ciudad del Este

Levei uma mochila comigo e meu marido outra, pra que colocássemos as compras e não andássemos com nada chamando atenção. O motorista da van alertou para que não ficássemos com o celular exposto, pois tem muitos batedores de carteira, porém graças a Deus não vi nada suspeito.

Não é necessário passaporte para entrar no Paraguai, apenas RG é suficiente (CNH não vale pra entrar no país, nem certidão de nascimento). Mas preciso contar uma coisa pra vocês: não vi controle algum na fronteira, ninguém pediu meu documento nem ao entrar, nem ao sair. Pra falar a verdade ninguém nem olhou na minha cara kkk. É como se eu nunca tivesse estado ali. Confesso que achei bem estranho…rs.

Enfim, não acho que vale a pena deslocar-se apenas para Ciudad Del Este, acredito que vale somente se você já estiver pela região e quiser esticar até lá, como foi meu caso. Os preços são convidativos mas nada de outro mundo (até porque o dólar está nas alturas). Planeje muito, contrate um transfer, faça a lista do que pretende comprar e com certeza sua viagem valerá a pena. 🙂

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O tour foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Visitando o Beco Diagonal

Minha viagem passou e eu acabei não escrevendo sobre a principal atração que me levou a Orlando de novo: The Wizarding World of Harry PotterBeco Diagonal. Dentro da Universal Studios Florida, ampliado e com a área do bruxo inaugurada em meados de 2014, a nova área torna-se imperdível pra quem vai a Orlando.

OBS: Não vou me ater aqui a falar sobre as outras atrações da Universal Studios, que já falei em post anterior, somente sobre a área nova.

Se sua viagem é com os dias contados como foi essa minha última e se não há a menor chance de você ir duas vezes no mesmo parque na mesma viagem, não vale a pena comprar os ingressos pra mais dias. Comprei o ingresso de apenas uma visita (US$110) e confesso que foi um pouco difícil de achar, pois eles sempre divulgam pra várias visitas. Pra comprar pra só um dia clique aqui.

Para comprar pra UM parque UM dia selecione a aba SINGLE PARK TICKETS

Para comprar pra UM parque UM dia selecione a aba SINGLE PARK TICKETS

Caso você tenha tempo e queira uma experiência ainda mais completa, sugiro que compre o ingresso dos dois parques: Island of Adventure e Universal Studios, pois aí poderá conhecer ambos e mergulhar de cabeça no mundo do bruxinho mais famoso do mundo (além de outras atrações, claro). 🙂

Caso você tenha o ingresso de Park-to-Park você poderá atravessar a parede de tijolos da plataforma 9 3/4, além de ir de Hogwarts Express, um trenzinho que parte da estação Kings Cross, na Universal Studios, para a Estação de Hogsmeade, no Universal’s Islands of Adventure.

Fiquei pensando no que escrever e no que deveria definir como principais atrações da nova área e cheguei só a uma conclusão: o parque em si! Não é todo dia que podemos conhecer Londres estando na América, não é mesmo? Como já fui em Londres de verdade, posso assegurar que é impressionante a reprodução da capital britânica no parque, nos mínimos e mínimos detalhes!

Leicester Square Station

Leicester Square Station

King's Cross

King’s Cross

Knight bus

Knight bus

Antes de se assustar com meus relatos, saiba que essa não é uma área com muitas atrações de aventuras, e sim a experiência em si pra quem é fã dos filmes e livros. Eu confesso que não sou tão fã como meu marido, que é completamente apaixonado e leu todos os livros, eu só assisti os filmes e mesmo assim foi encantador (pra quem é fã MESMO é de chorar).

Delicie-se pelas diversas lojinhas ao longo do Beco Diagonal, especialmente Ollivander’s, onde as varinhas escolherão você exatamente como escolheram Harry Potter. Pra quem viu o filme, sabe o que tô falando! O bom de tê-las é que tem um lado beeeeem interativo com os “trouxas”, pois tem um sensor na ponta que se comunica com outro sensor nos lugares dos feitiços.

Alguns pontos ao longo do parque permitem você realmente ter a experiência de fazer mágica com o simples balançar da varinha! Destaque para o cantinho que faz chover, interação com as vitrines, etc. Caso não consiga fazer a mágica, sempre tem umas bruxinhas (funcionárias rs) que lhe ajudarão a fazer corretamente. 🙂 E como identificar onde podemos fazer mágica? Fique atento aos círculos dourados que tem no chão, posicione-se em cima e tchan!!!

E claro que tirei foto com a bruxinha que me ajudou!

E claro que tirei foto com a bruxinha que me ajudou!

Por dentro da Ollivander's

Por dentro da Ollivander’s

E o que dizer do cenário mais-que-perfeito do banco de Gringotes? Minhas fotos estão a anos luz de reproduzir o que realmente é! Um grande e luxuoso lobby de mármore, em que você irá se deparar com vários duendes que são tão reais que quando te olham dão até medo, trabalhando duro, enquanto você segue para uma impressionante experiência 3D/4D para se encontrar com a temida Bellatrix Lestrange e com o Lorde das Trevas, entre feitiços, combates e muita ação! (Harry Potter and the Escape from Gringotts).

LUXO!

LUXO!

Duendes trabalhando

Duendes trabalhando

Logo acima do Banco você irá se deparar com um dragão que cospe fogo DE VERDADE mais ou menos de 15 em 15 minutos. Confesso a vocês que fiquei mofando esperando ele cuspir fogo e não vi, só ouvi, pois quando corri já tinha parado… ele faz um barulho antes de cuspir o fogo, sinal de que você TEM que LITERALMENTE CORRER pra vê-lo!

Dragão que cospe fogo!

Dragão que cospe fogo!

Se quiser pagar suas comprinhas de um jeito diferente no parque experimente ir na casa de câmbio Gringotts Money Exchange e troque seus dólares de verdade pelo dinheiro dos bruxos (câmbio 1 pra 1). Os fãs vão à loucura!

Gringotts Money Exchange

Gringotts Money Exchange

Essa área não é pra ir com pressa e com muita sede ao pote, é preciso andar devagarinho, perceber os detalhes quase imperceptíveis das vitrines, comprar uma cerveja amanteigada tipo frozen* bem deliciosa (e bem menos enjoativa) e curtir. 🙂

Butter beer tipo frozen

Butter beer tipo frozen

Detalhe que os fios se tecem sozinhos, sem ninguém manuseando

Detalhe que os fios se tecem sozinhos, sem ninguém manuseando

Cada esquina um detalhe...

Cada esquina um detalhe…

Até mais, Beco Diagonal!

Até mais, Beco Diagonal!

Saiba que: Caso você queira comprar o Express Pass, mais conhecido como o fura fila dos parques da Universal, não pode ser usado nas áreas do Harry Potter, então saiba que encontrará muitas filas, especialmente na atração Harry Potter and the Escape from Gringotts.

Caso você esteja hospedado no resort da Universal, sorria! Você pode entrar 1h antes dos pobres mortais (tipo eu) e consequentemente pegar menos fila 🙂

OBS1: Peço desculpas pelas péssimas fotos, na próxima vez JURO que vou dar mais atenção a elas! rsrs.

OBS2: As varinhas variam bastante de preço. A partir de US$32,00.

*As cervejas amanteigadas são vendidas tanto em copos descartáveis tipo esse da foto como em copos pra levar de recordação. Os preços variam, obviamente, esse se não me engano custou US$6,00+taxas.

E vocês? O que acharam dessa nova atração?

Continue lendo: Sugestão de roteiro pra curtir bem Orlando, Compras nos EUA, O que fazer em Miami, Onde comer em Orlando

Onde comer em Orlando – Red Lobster

Se você está procurando onde comer em Orlando e não aguenta comer junk food todos os dias, sugiro que dê uma chance para o Restaurante Red Lobster, especializado em frutos do mar e presente em várias cidades nos Estados Unidos. Aos curiosos de plantão que não têm viagem marcada pros EUA, saibam que o restaurante aterrissou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo e em Brasília.

Onde comer em Orlando: Restaurante Red Lobster

Onde comer em Orlando: Restaurante Red Lobster

ENTRADA

Pedimos baby baker potato, que são pães de batata com alho divinamente quentinhos e excelentes, na medida certa. Porção muito bem servida com 4 unidades de tamanho médio. Nota 10.

Baby baker potato

Baby baker potato

OBS: Mesmo que você não peça essa entradinha, eles servem à mesa.

PRATO PRINCIPAL

Eu pedi o Salmon New Orleans, salmão fresco enegrecido e coberto por camarões e molho de manteiga Cajun, servido com brócolis e outra guarnição à sua escolha – eu optei por purê de batatas. O prato chegou com ótima apresentação, e quando comi tive a certeza de que não era só aparência, o sabor também estava delicioso e levemente picante, excelente pra quem não quer jacar fast food o dia inteiro.

Salmon New Orleans

Salmon New Orleans

Meu marido pediu um Lobster Shrimp & Salmon, uma mistura deliciosa de lagosta com camarão e salmão fresco grelhado e finalizado com manteiga marrom, que nada mais é que manteiga dourada na frigideira. O acompanhamento foi batatinha assada com brócolis.

Lobster Shrimp & Salmon

Lobster Shrimp & Salmon

Ambos pratos estavam ótimos, porém muito fartos. Particularmente não consegui comer todo o meu, nem meu marido o dele. Vale ressaltar que fomos para o restaurante com bastante fome, depois de um dia inteiro de parque. Caso eu volte ao restaurante, pedirei somente uma entrada e um prato principal, que seguramente será suficiente para meu marido e eu.

Como estávamos muito satisfeitos não pedimos sobremesa, pois não faria sentido. Ficou pra próxima. Buááááá!

Um pouco do cardápio

Um pouco do cardápio

ATENDIMENTO

Gostei muito do atendimento, porém achei um pouquinho demorado. Como estávamos num momento de lazer e sem pressa, não achamos ruim. Além do atendimento bom, o ambiente é bastante confortável. 🙂

ONDE COMER EM ORLANDO E QUANTO GASTAR NO RED LOBSTER

O prato do meu marido custou US$27,49 e o meu US$18,99, com o dólar do jeito que está não é baratinho, mas também está longe de ser um dos mais caros da cidade. Achei o preço justo, ainda mais considerando o que comemos. Se está procurando onde comer em Orlando, com US$70 um casal come tranquilamente (gorjeta inclusa). Não esqueça dela, hein? Em Orlando é no mínimo 15% do valor total da conta.

Onde comer em Orlando e quanto gastar

Onde comer em Orlando e quanto gastar

Recomendo o restaurante e pretendo voltar!

Beijos!

Continue lendo: Sugestão de roteiro pra curtir bem Orlando, Compras nos EUA, O que fazer em Miami

Compras nos EUA: Ainda vale a pena?

Se vocês acompanham um pouco os noticiários no Brasil sabem que o dólar essa semana (22/09/2015) alcançou o maior nível da história do Real. Agora, no momento em que escrevo esse post, ele está custando R$4,10 pra venda no dólar comercial – que não é o vendido nas casas de câmbio (Fonte: Bacen). O objetivo do post é informar o viajante se mesmo assim ainda vale a pena fazer compras nos EUA. 🙂

Cheguei há poucos dias dos Estados Unidos novamente e gostaria de dividir um pouco com vocês como andam os preços por lá, e fazer uma leve comparação de quando fui em 2013, com o dólar a R$2,04 (cotação que comprei). Nessa viagem de 2015 paguei R$3,67 no mês de julho, e atualmente na mesma casa de câmbio já está R$4,34. Basta fazer uma simples continha pra ver que paguei R$1,63 a mais por cada unidade de dólar em relação à viagem anterior. É dinheiro pra dedéu.

Mas quem está com viagem marcada e está prestes a entrar em pânico com a cotação atual, a boa notícia é CALMA! Não acho que cancelar a viagem seja uma boa ideia, a não ser que vá fazer muita falta no orçamento. Cancelar viagem implica em pagar multas à companhia aérea, pagar diárias integrais nos hotéis caso não tenha optado pelo cancelamento grátis, etc.

O ideal é replanejar a viagem e priorizar os passeios do que as compras, pois tem muita coisa que está mais barato no Brasil que na terra do tio Sam. Mas se sobrar um dinheirinho e tempo, saibam que alguns itens em especial ainda são bem mais em conta que no Brasil, mesmo considerando esse dólar cruel.

Levi’s

Comprei duas calças na Levi’s por US$12 e US$15. O que convertendo pela cotação que comprei, saiu em média por R$49,54. É barato pra caramba! Nem nas grandes lojas de departamento no Brasil conseguimos pagar esse preço por uma boa calça comprida. 🙂

Lee

Comprei algumas camisas de algodão ótimas e custaram US$11,00/cada. O que convertendo sai por R$40,37. Achei excelente tanto as camisas quanto o preço.

Victoria’s Secret

Na primeira viagem pros EUA eu simplesmente saí carregada de sacolas dessa loja, inclusive com muitas lingeries, porém atualmente já não achei nada vantajoso comprar lingerie, a não ser que você não se importe de pagar mais de R$40,00 por uma simples calcinha. Se levar em consideração aquelas mais bonitas e trabalhadas… estão mais caras ainda.

No entanto, a loja é cheia de promoções que podem valer a pena. Comprei um kit com 7 produtos por US$35,00 (R$128), o que achei ainda assim muito bom. Comprei sabonete líquido esfoliante, perfumes, esfoliante para pés e perfume pós-banho. Só não comprei hidratante porque confesso que já enjoei deles e ainda tenho do meu estoque da última viagem… kkkk.

Já as nécessaires não achei tão vantajosas, em outra ocasião comprei duas e agora as mesmas estão US$42,00/cada. Eu sinceramente já não acho barato (R$154,00/cada). Comprei também gloss labial por US$1,00 e que estão atualmente US$4,00. Além do fator câmbio, achei que a loja deu uma inflacionadinha.

U.S. Polo Assn.

Essa marca de roupas e acessórios americana já era barata, e mesmo com o dólar ruim, ainda continua valendo a pena. Meu marido comprou umas camisas de algodão e outras de botão por US$10,00/cada. Comprei uma sainha linda por US$11,00. No balanço final achei que valeu muito a pena pela qualidade dos produtos.

Ross

Essa grande loja de departamentos americana vende de tudo: sapatos, malas, bolsas, produtos PET, jogo de lençol, toalhas, roupas em geral, artigos para o lar, perfumes, etc. É uma grande loja meio bagunçada, então o ideal é chegar cedo pra pegar a loja ainda organizada, na medida do possível. Confesso que achei que tem muita tranqueira e produtos de baixa qualidade, mas se procurar bem também encontra uns achados lindos!

Na ocasião comprei um secador de cabelo da marca Revlon, bivolt, dobrável e com 1875W de potência por US$15,00. Em lugar nenhum do Brasil você compra um secador de cabelo com as mesmas especificações pelo mesmo preço (eu havia pesquisado antes de viajar, então estava “por dentro” dos preços praticados no Brasil). Nessa loja também vi muitos vestidos de festa por aproximadamente US$20,00. É realmente um achado.

Meu achadinho!! :)

Meu achadinho!! 🙂

Vestido longo de festa: US$20

Vestido longo de festa: US$20

Coleirinha pra cachorro: US$3,49

Coleirinha pra cachorro: US$3,49

Particularmente não gostei dos artigos para o lar da Ross, muita coisa de marca mas com baixa qualidade. Produtos de marcas conhecidas fabricando lençóis de poliéster e vendendo bem mais caro que os 100% algodão. É ser muito retardado pra comprar (sem ofensas a quem compra…rs).

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Tommy Hilfiger

Essa loja queridinha dos brasileiros também já não vale muito mais a pena. Claro que existem exceções, por exemplo os produtos da gôndola “Clearance“, mas o resto nem tanto. Meu marido conseguiu umas camisas sociais bonitas por US$18,00 (100% algodão e zero poliéster). Como tínhamos ganhado um cupom de US$5 de desconto em outra loja, ainda saiu mais barato: US$13,00 por uma boa camisa social.

Maquiagem

Não vi tanta vantagem mais nessa viagem. Um batom tipo matte da NYX que no Brasil custa R$49,00, nos EUA custa R$40,00. É mais barato? É. Mas não sei se vale a pena a ida a uma loja só pra isso. Pra mim, não vale.

Os da MAC já estão praticamente o mesmo preço aqui e lá. Um batom tipo matte no Brasil custa R$69,00 e nos EUA R$67,00. Não acho que vale a pena também… melhor comprar no Brasil. Lembrando que estou utilizando para cálculo comparativo a cotação de R$3,67, que é a que comprei. Caso você compre mais caro, vale menos a pena ainda.

A única loja que achei vantajosa foi a The Cosmetics Company Store, que fica dentro do Orlando International Premium Outlets. Comprei um estojo da Clinique de rímel, lápis para olhos e demaquilante por US$16,77 (com imposto)! Já havia comprado há alguns meses atrás em Madrid só o rímel por 13€. Valeu muito a pena. 🙂

Five Below

Essa cadeia de lojas é um verdadeiro paraíso para as mamães de plantão. Isso porque a loja tem muita coisa pra criança e os produtos custam no máximo US$5,00. Você encontra bons brinquedos por US$5,00 que seguramente seriam mais caros no nosso Brasilzão. Mas também tem umas boas besteirinhas pra nós, simples mortais. Arrematei uns lencinhos umedecidos da Neutrogena de tirar maquiagem por US$1,00 e também o lip balm Eos do momento por US$3,79.

Minhas compras nos EUA

Minhas compras nos EUA

Walmart

Essa rede de supermercados é o paraíso dos gordinhos, das donas de casa e dos recém-casados. Compramos muitas coisas pra nossa casa lá, e realmente achei que valeu a pena! Jogo de toalha 100% algodão egípcio, jogo de lençóis de 400 fios e algodão egípcio, porta sabonete para mãos em porcelana, produtos da marca Aussie para cabelos por US$2,89 o pote de 400g (a título de comparação um xampu da Aussie está sendo vendido no Brasil por +/- R$40). Tudo que comprei no Walmart achei que valeu a pena! 🙂 Particularmente achei melhor que a Bed Bath & Beyond por ter preço bem menor e qualidade equiparável. E bem superior à Ross.

US$26,88

US$26,88

US$33,00 (jogo de toalhas 100% algodão egípcio, daquelas bem fofonas, sabe?) :)

US$33,00 (jogo de toalhas 100% algodão egípcio, daquelas bem fofonas, sabe?) 🙂

US$26,88

US$26,88

Jogo de casal US$20

Jogo de casal US$20

US$39,88 - Jogo de casal 100% algodão egípcio

US$39,88 – Jogo de casal 100% algodão egípcio

Tá vendo esse fixador de cabelo John Frieda? Arrematei por US$2!

Tá vendo esse fixador de cabelo John Frieda? Arrematei por US$2!

O Walmart também é um paraíso para quem quer comprar produtos da Disney! Comprei uma bolsinha pra dar de presente pra minha sobrinha que custou US$6,49 e é uma graça!!! Camisas boas da Disney custam em média US$11,50 (ainda tinha mais barata, mas de tecido com qualidade inferior).

Comprei um Lego pra presentear meu irmão que custou US$41,00, sendo que o mesmíssimo Lego no Brasil custa R$269,00. BEM mais barato.

E aos gordinhos de plantão, uma latona de Pringles custa US$1,50! (nhami, nhami, nhami!).

Kipling

Ao fãs do macaquinho da marca, comprei uma bolsa e uma carteira pra minha tia na loja do Sawgrass Mills e saiu bem mais em conta que no Brasil. Em breve pesquisa na internet vi que a mesma bolsa e carteira no Brasil sairiam por aproximadamente R$729,00 – nos EUA custou US$97,00. Não que seja barato, mas é bem “menos caro”. 🙂

Compras nos EUA: Kipling

Compras nos EUA: Kipling

Enfim, muita coisa realmente ainda vale a pena, mas não acho que justifique uma viagem apenas para esses fins. Aproveite a viagem, coma bem, vá nas atrações turísticas e não passe o dia inteiro no outlet. Compre com consciência o que realmente der, se seu bolso e seu tempo permitirem. 🙂

Um beijo!

Continue lendo: O que fazer em Miami, Roteiro para curtir bem Orlando

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

A Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri é uma igreja renascentista, um dos últimos projetos do artista Michelangelo, e foi construída no local onde era antigamente as Termas de Diocleciano, imperador romano que perseguia os cristãos.

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Localizada a 100 metros da Praça da República, a primeira vez que fui a Roma passei na PORTA da igreja e não entrei por desconhecer sua história e porque por fora sua fachada não chama atenção em nada mais que as ruínas e cicatrizes das bombas que atingiram-na durante a Segunda Guerra Mundial. Quando voltei pra Madrid que fui pesquisar encontrei relatos sobre ela, vi fotos e fiquei encantada. Entrou pra minha listinha de “igrejas que precisam ser visitadas na Itália”, devido a sua grandiosidade e beleza. Alguns meses depois tive a oportunidade de voltar pra Roma e a primeira coisa que eu quis ver foi essa igreja, que fica perto da Estação Termini, a qual eu havia desembarcado. 🙂

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Essa igreja tem algo de especial e vocês já vão saber o por quê. No início do século XVIII, o papa Clemente XI encomendou a Francesco Bianchini uma “linha meridiana”, uma espécie de relógio solar, dentro da basílica, que foi concluído em 1702. Nada menos que a antiga terma de Diocleciano foi escolhida para abrigar o relógio, por inúmeros motivos: o edifício era voltado para o Sul, para que fique sempre exposto ao sol, a enorme altura das paredes e boa disposição e qualidade dessas, que garantiria que os instrumentos de observação não se moveriam. Além de relógio solar, a linha funciona como um calendário.

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Alguém arrisca um italiano?

Alguém arrisca um italiano?

Impressionante como uma fachada em ruínas pode contrastar com um amplo e espetacular interior. Destaque para as enormes colunas de mármore coloridas e para os belos afrescos, assim como para o imenso órgão, de aquisição mais recente.

Interior da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Interior da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Curioso visitar a igreja ao meio dia solar, que é quando a luz do sol invade a igreja através de um pequeno orifício e ilumina a linha meridiana. Além de utilizar a linha para medir a posição do sol, Bianchini também adicionou orifícios no teto para marcar a passagem de estrelas. Encantador.

Teto da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Teto da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Não deixe de ir, mesmo que não esteja no roteiro tradicional do turismo em Roma. Se for, visite-a especialmente próximo ao meio dia (solar).

Horário de funcionamento: Todos os dias, de 7:00 às 18:30h.

Preço: Entrada livre e pode tirar fotos. 🙂

Para ler mais sobre Roma, clique aqui.

Onde comer em Mônaco sem gastar uma fortuna

Faço esse post em homenagem a todos os viajantes do Brasil que partem para o mundo com a grana um pouco apertada e recebem em reais brasileiros. Não é fácil encontrar onde comer em Mônaco gastando pouco e com qualidade, mas saiba que não é impossível. Apesar de não ser um local realmente barato, você dificilmente conseguirá preços mais em conta que os apresentados aqui nesse post e com a mesma qualidade.

Em minha viagem a Mônaco conheci um restaurante que além de bom, não é tão caro (tratando-se de Mônaco rs). No caminho para o Palais Princier e em frente à Place du Marché está situado o Monte Carlo Bar, um bar e restaurante que vende comida francesa e que pelo que me pareceu, não é muito frequentado por turistas.

O bar é decorado com artigos de esporte como camisas de times, fotos, troféus, etc. Arrisco um palpite de que em dia de jogo ali é o point dos monegascos, pois conta com várias televisões no ambiente e atendimento bom.

Para comer pedi uma massa com salmão defumado (13,50€) que estava no ponto e muito saborosa. Meu marido pediu um mega hambúrguer e foie gras com fritas, que segundo ele, estava ótimo (18,00€) e nosso amigo pediu uma carne bovina ao molho roquefort, queijo de ovelha típico do Sul da França e MUITAS fritas pra acompanhar (17,50€). Para beber pedimos uma jarra de vinho da casa que pasmem, custava 9,00€ e era muito bom!

O que comer no Monte Carlo Bar

O que comer no Monte Carlo Bar

Hamburguer gourmand com foie gras

Hamburguer gourmand com foie gras

Sou o tipo de pessoa que pode até está bem satisfeita, mas sempre deixa espaço pra sobremesa 🙂 . E nesse lugar não poderia ser diferente. Confesso que a apresentação da sobremesa era melhor que o sabor em si, que apesar de ser bom, não era nada de outro mundo. Dica: Melhor a mousse de chocolate (5,70€) que a torta de frutas vermelhas (6,80€).

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Gorjeta: Nao é obrigatória em Mônaco, mas se você for bem atendido é de bom senso deixar 10% ou arrendondar pra cima o valor da conta. No nosso caso, demos 80€.

Quanto gastar num almoço pra 3 pessoas com gorjeta: 80,00€

Quanto gastar num almoço pra 3 pessoas com gorjeta: 80,00€

E vocês? Tem outro restaurante pra sugerir em Mônaco?

Um beijo!

Endereço: 1 Avenue Prince PierreLa Condamine 98000Mônaco.

Continue lendo: Todo luxo de Mônaco

O que ver em Mônaco num bate-volta

Imperdível para quem visita a Riviera Francesa, esticar para Mônaco é esticar para um rico país peculiar de apenas 2 km² e considerado o segundo menor do mundo, atrás apenas do Vaticano. Localizado em um pontinho do Mar Mediterrâneo, bem pertinho da Itália, a cultura franco-italiana se mistura e resulta no luxuosíssimo Principado.

Este poderoso país abriga o maior número de milionários per capita do mundo, possui índice de desemprego beirando 0% e a menor taxa de pobreza do mundo.

Em Mônaco não existe nenhum imposto de renda pessoal sobre os cidadãos. A ausência da cobrança de  imposto de renda no principado atrai um grande número de ricos residentes de países europeus que obtêm a maior parte de sua renda a partir de atividades oriundas de outros países. Mas não pense que não existe imposto por lá, existe sim, porém não o imposto de renda, ao qual estamos acostumados. Nem imposto imobiliário. Nem sobre ganho de capital. Imposto por lá somente o de produtos e um de segurança social. Não é à toa que é um dos paraísos fiscais mais conhecidos do mundo – e não só fiscal, e vocês logo vão entender o que estou falando. 🙂

Confesso que me encantei com esse lugar. A beleza natural, as belas paisagens, o mar mediterrâneo, as pessoas exageradamente educadas, a cidade impecavelmente limpa e organizada… impossível não se espantar. Uma curiosidade é que em todos os estabelecimentos comerciais que eu entrava havia sempre um quadro com uma foto do atual príncipe fixada na parede – e depois de eu ver um país funcionando tão perfeitamente bem, eu quase compro um quadro e coloco uma foto dele na minha sala. (brinks) 

Dica: A não ser que você seja uma mega celebridade que não abre mão de um salto alto por nada, andar com sapato desconfortável por lá não é uma boa ideia. Dezenas de ladeiras estarão esperando por você. Por mais que tenham belos elevadores PÚBLICOS pra dar uma ajudinha pra levar você da rua de baixo pra rua de cima (pasmem), elas sempre estarão ali prontas pra gastar a sola do seu sapato.

Esse belo país apesar de pequeno, tem algumas atrações interessantes para conhecer. A principal delas é o Cassino de Montecarlo, desenhado em 1878 pelo mesmo arquiteto da Ópera de Paris, Monsieur Charlie Garnier. Não precisa você vestir vestido de gala pra conhecer esse local e tampouco despender rios de euros para ver descer pelo ralo. A visita custa 10,00€ e é necessário apresentar documento de identificação na entrada, caso você tenha esquecido de levar consigo, no way.

Com esse valor você pode conhecer o salão principal e a sala de máquinas, que contraditoriamente à beleza, são os mais “simples” de serem visitados. Mas não se engane, são lugares belíssimos, cheios da riqueza e do glamour. E claro, cheio de chineses brincando. Lembro bem de ver um chino jogando 5€ e ganhando 100€.

Cassino de Montecarlo

Cassino de Montecarlo

Praça do Cassino ainda enfeitada com decoração natalina em meados de janeiro...

Praça do Cassino ainda enfeitada com decoração natalina em meados de janeiro…

Caso você queira brincar um pouco nas máquinas e tentar a sorte como ele, com simbólicos 5€ você pode. Meu amigo jogou 5€ e ganhou 25€. Eu perdi tudo, claro kkk. De lá também é possível ver a sala de roletas, com apostas começando por 1000€.

OBS: Saiba que infelizmente não é permitido tirar foto no local.

De lá se quiser brincar um pouco mais de rico, se dirija para o Café de Paris, bem em frente ao Cassino. Lembro com clareza de ser bem carinho, mas afinal, você está em Mônaco, na praça do Cassino vendo milhares de milionários desfilando com Ferraris e Lamborghinis e não se importando em pagar 7€ em 200ml de Coca-Cola.

Na mesma praça também tem outros Cassinos menos glamourosos que o citado anteriormente. Mas, de qualquer forma, chiques. OBS: O do Café de Paris é um deles.

Aos apaixonados por Fórmula 1, Mônaco sedia o Grande Prêmio de Fórmula 1, o qual foi vencido 6 vezes pelo piloto brasileiro Ayrton Senna, que diversas vezes comemorou sua vitória dando um banho de champagne na família real. Quem não lembra dessa cena, passada inúmeras vezes na tv? 🙂

Fonte: Ig Esportes|Foto: Getty Images

Fonte: Ig Esportes|Foto: Getty Images

É possível caminhar pelas pistas onde as corridas acontecem e de onde dão a largada. Imaginar como fica aquilo ali exatamente hoje (23 de maio), que é quando está rolando o famoso campeonato, com todos os efervescentes bilionários reunidos pra assistir essa chatice, com um dos objetivos sendo ver e ser visto.

Fórmula 1: Pista da largada

Fórmula 1: Pista da largada

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Outro ponto interessante de conhecer no país é a Catedral de Mônaco, bonita igreja de estilo românico onde Grace Kelly casou-se com o Príncipe Rainier III. Ao longo de toda cidade existem placas informativas com imagens reais da Princesa e dos lugares por onde ela costumava passar em seu cotidiano. Muitos dos membros da família Grimaldi foram enterrados ali, inclusive o célebre casal.

Catedral de Mônaco

Catedral de Mônaco

Casamento de Grace Kelly e Principe Rainier III

Casamento de Grace Kelly e Principe Rainier III

Catedral de Mônaco

Catedral de Mônaco

Túmulo de Rainier III

Túmulo de Rainier III

Relativamente perto da Catedral está o Palais Princier, local de residência da família real até os dias atuais. Essa fortaleza construída em 1215 fica fechada durante alguns meses do ano, inclusive o mês que eu fui (janeiro). Porém, para quem não vai nesse mês recomendo a visita, pois custa apenas 8€ a entrada e conta um pouco da história do Principado, além de poder ver todo o luxo da realeza de Mônaco.

Quando ir: Aberto de 2 de abril até 31 de outubro. Nesse período fechado dias 09 e 10 de maio e de 10 a 12 de julho. Nos demais meses encontra-se fechado para visitação.

Palais Princier

Palais Princier

Palais Princier

Palais Princier

A vista do alto da Praça do Palácio

A vista do alto da Praça do Palácio

Mônaco

Mônaco

A estátua de François Grimaldi, conhecida como Malizia, disfarçado como um frade da  Ordem de São Francisco, chama a atenção de quem passa em frente ao palácio. Esse nome foi dado para fazer alusão à sua esperteza em conseguir entrar no Palácio vestido como um monge para abrir os portões para suas tropas invadirem o local. Este capítulo da história, ocorrido no ano de 1297, deu início ao poder dos Grimaldi até os dias atuais.  Atualmente, o primeiro nome da linhagem da família é Albert II, Príncipe de Mônaco,  filho de Rainier III com a atriz Grace Kelly.

IMG_4226Em frente ao Palácio você estará em Mônaco Ville, paraíso com belas ruelas bem decoradas e com arquitetura bem conservada. Não deixe de passear por essas ruas e comprar souvenir, pois terá muita opção por ali.

O que ver em Mônaco Ville

O que ver em Mônaco Ville

Apos descer toda a ladeira de novo (e trata-se de muita!) caminhe pela Marina com seus deslumbrantes iates atracados. Impossível não ficar boquiaberto com tanta beleza, que se mistura entre natural e material.

Grande escadaria de acesso ao Palais Princier

Grande escadaria de acesso ao Palais Princier

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Como chegar em Mônaco:

De trem: Trens diários oriundos de Nice, Paris e Milão.

De avião: Aeroporto Nice-Côte d’Azur, a 22 km do principado.

Vai de carro? Saiba onde estacionar e quanto custa (valores de 2015):

Estacionamento público em Mônaco: A partir dele você vai caminhando para todas as atrações.

Estacionamento público em Mônaco: A partir dele você vai caminhando para todas as atrações.

Quanto gastar no estacionamento público de Mônaco: Vai variar de acordo com o tempo que ficar estacionado.

Quanto gastar no estacionamento público de Mônaco: Vai variar de acordo com o tempo que ficar estacionado.

Se tiver interessado em saber onde comer em Mônaco sem gastar uma fortuna, fique ligado no próximo post. 🙂

Beijos!

Fado em Lisboa: Caldo Verde

Ir pra Portugal e não ouvir fado é a mesma coisa que ir para o Brasil e não ouvir samba. O fado é um estilo musical português cantado geralmente por uma só pessoa com outras complementando com a guitarra clássica e a guitarra portuguesa. É um estilo melancólico de música, que exalta o sofrimento, a saudade, o destino e claro, o amor.

Fui conhecer o Caldo Verde por sugestão de uma amiga que mora em Portugal e encontrar o local não foi tão fácil pelo simples motivo: existem dois na cidade, sendo que um é apenas restaurante. Tive a sorte de conhecer os dois, e mesmo tendo ido por engano da primeira vez, o restaurante Caldo Verde é excelente. Mas não vou me ater a falar sobre ele nesse post (afinal, nele não tem fado).

Para chegar ao Caldo Verde (Casa de fado) cheguei por baixo, o que me obrigou a subir milhares de degraus para chegar até o Bairro Alto. Logo ao chegar não tinha ninguém, então esperamos tranquilamente conversando e comendo.

O local oferece duas opções: se jantar não paga couvert, se não jantar paga-se 10€ para assistir o show. Sinceramente recomendo que jantem, pois além de não ser caro a comida é boa. Pedi um salmão grelhado que estava excelente, para beber, vinho, claro.

Comida do Caldo Verde - Casa de Fado

Comida do Caldo Verde – Casa de Fado

Comida do Caldo Verde - Casa de Fado

Comida do Caldo Verde – Casa de Fado

O atendimento não foi a oitava maravilha do mundo, e tivemos um contratempo com o garçom que nos atendeu. Porém, o proprietário resolveu nosso problema e OK.

Os músicos compensaram o contratempo. Eles revezavam entre si fazendo um intervalo de 20 minutos com música e 20 minutos sem, pois é quando podemos comer. Muita atenção quando for assistir um show de fado: é de extrema falta de educação conversar durante o espetáculo e também comer. Se não quiser fazer feio, espere o intervalinho pra isso.

Show de fado

Show de fado

A cantora até pousou pra minha foto! hehe

A cantora até pousou pra minha foto! hehe

CALDO VERDE – CASA DE FADO

Horário: Todos os dias, das 20h às 24h.

Endereço: Trav. Poço da Cidade, 40, Lisboa.

CONTINUE LENDO:

O que fazer em Lisboa: 10 dicas imperdíveis

Falar de Lisboa não é falar de um lugar qualquer: é encontrar nossa cultura em um país alheio. País esse que há muito nos colonizou e que foi o principal responsável por definir basicamente o que é o Brasil.

Pra começar, o idioma é o mesmo, apesar diferença de sotaques. A história se encontra com bastante frequência: ao conhecer a história de Portugal encontramos diversas vezes nosso Brasil. Muitos brasileiros ainda tem descendência de portugueses – eu inclusive – e é uma oportunidade de conhecer um pouco mais como viviam nossos antepassados. E a comida? hum… não é difícil ouvir de brasileiros que a comida preferida na Europa é a portuguesa, por que será? 🙂 Pra ajudar você, caro leitor, reuni nesse post 10 dicas imperdíveis sobre o que fazer em Lisboa.

O QUE FAZER EM LISBOA

1 – Conhecer o Padrão dos Descobrimentos

Localizado às margens do Tejo, esse monumento evoca a expansão marítima portuguesa, faz alusão a um passado glorioso e à grandeza da obra do Infante D. Henrique, o impulsionador das descobertas de Cabo Verde e Ilha da Madeira. Diversos personagens escultóricos que tiveram a ver com os grandes descobrimentos  da história portuguesa completam o monumento.

Monumento dos Descobrimentos: Camões ao centro, carregando "Os Lusíadas"

Monumento dos Descobrimentos: Camões ao centro, carregando “Os Lusíadas”

Rosa-dos-ventos: Olha o Brasil aí!

Rosa-dos-ventos: Olha o Brasil aí!

2 – Igreja de Santo Antônio

Popularmente conhecido como o “Santo casamenteiro” esse santo, nascido no século XII em Lisboa, realizou inúmeras obras de caridade e sermões que marcaram. Aos curiosos, Santo Antônio de Lisboa e Santo Antônio de Pádua tratam-se da mesma pessoa, sendo um o local em que nasceu e o outro em que morreu.

Visitei o local em que nasceu e viveu sua infância, junto à Sé de Lisboa. Descendo à cripta da igreja está o local de nascimento e podemos ver até alguns ossos do Santo. Segundo a tradição, é recomendável que os jovens que pretendem casar visitem a igreja no dia do casamento e deixem flores ao Santo, que é o intercessor dos recém-casados.

Dica: Aos mais interessados na vida de Santo Antônio, ao lado da igreja encontra-se o Museu Antoniano, local da residência dos pais dele. OBS: A visita à igreja é gratuita.

Santo Antônio de Lisboa

Santo Antônio de Lisboa

Igreja de Santo Antônio

Igreja de Santo Antônio

Santo Antônio

Santo Antônio

O local onde nasceu Santo Antônio

O local onde nasceu Santo Antônio

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3 – Sé de Lisboa

Já que está ali do ladinho, emende o passeio para a Catedral da Sé. Essa igreja, a mais antiga e importante da cidade, sobreviveu de maneira exemplar a vários terremotos desde sua construção no século XII. Possui estilo românico e particularmente achei um pouco assombrosa, com baixíssima iluminação em seu interior. OBS: Entrada gratuita.

Sé de Lisboa

Sé de Lisboa

Interior da Sé

Interior da Sé

4 – Visitar o Castelo de São Jorge

Um dos lugares mais visitados do país, o Castelo de São Jorge foi construído no século V pelos visigodos. Desde sua criação até a atualidade passou por restaurações que ainda deixaram muitas marcas do passado. Foi residência dos reis de Portugal desde a metade do século XIII até o começo do século XVI, época de maior esplendor do Castelo.

Preço: Ingresso normal 8,50€. Atenção se estiver viajando em família, existe um ingresso chamado “família” que custa 20€ e pode ser usado por quem viaja em 2 adultos e 2 crianças (<18 anos).

Dica: Calce um sapato bastante confortável, pois a subida até o Castelo é bastante íngreme e com chão de pedra.

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Perdoem a mamãe gente... ela cansou! rsrs

Perdoem a mamãe gente… ela cansou! rsrs

5 – Praça do Comércio

Coração e centro histórico da cidade, essa praça também conhecida como Terreiro do Paço é a mais importante da capital. Historicamente ali chegavam os barcos mercantes e era a porta de entrada para a cidade. Destaque para o arco triunfal da Rua Augusta, que foi construído para celebrar a reconstrução de Lisboa após o forte terremoto de 1755. Alguns personagens ilustres estão no arco, como Marquês de Pombal e Vasco da Gama.

Diversos acontecimentos históricos aconteceram ali: o desabamento do palácio real que ali existia, o assassinato do Rei D. Carlos e seu filho, assim como a proclamação da República em 1910.

Atualmente é considerada uma das maiores praças da Europa e é ocupada por departamentos governamentais.

Amores da vida da autora!

Amores da vida da autora!

Arco do Triunfo visto da Praça do Comércio

Arco do Triunfo visto da Praça do Comércio

6 – Mosteiro dos Jerônimos

Obra-prima da arquitetura portuguesa do século XVI, o local foi construído para celebrar o regresso de Vasco da Gama da Índia. Sua localização é bem favorável para o turismo, pois está bem próximo da Torre de Belém, Pastel de Belém, Monumento dos Descobrimentos e Rio Tejo.

No interior da igreja do Mosteiro está a tumba de Luís de Camões e Vasco da Gama. Entrada gratuita na igreja. Se quiser visitar o Claustro, onde está a tumba de Fernando Pessoa, paga-se 10€.

Minha mãe modelando no Mosteiro dos Jerônimos!

Minha mãe modelando no Mosteiro dos Jerônimos!

Mosteiro dos Jerônimos

Mosteiro dos Jerônimos

Sob a tumba de Camões...

Sob a tumba de Camões…

Tumba de Camões

Tumba de Camões

7 – Torre de Belém

Assim como o Mosteiro dos Jerônimos, é uma torre de estilo manuelino, que nada mais é do que uma variação do gótico. Construída a partir de 1515, serviu para a defesa da cidade e depois transformou-se em num farol e centro aduaneiro.

Localizada às margens do Tejo, é possível subir os cinco andares da Torre para ascender ao terraço e ter uma bela vista de Belém e outros pontos como o Monumento dos Descobrimentos. A subida é feita através de uma pequena escada caracol e se você tem dificuldades com isso, melhor não arriscar.

Os andares dividem-se em Sala do Governador, Sala dos Reis, Sala de Audiências, Capela e Terraço. Preço da visita: 6€. Dica: Se quiser comprar ingresso combinado, paga-se 12 € para visitar o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre.

Do capítulo "Torre de Belém e o amor"

Do capítulo “Torre de Belém e o amor”

Uma das vistas da Torre de Belém

Uma das vistas da Torre de Belém

Oi! Um beijo pra quem adorou a viagem!

Oi! Um beijo pra quem adorou a viagem!

8 – Comer o verdadeiro Pastel de Belém

Como diz uma amiga portuguesa, pastel de Belém você vai comer em Belém. Até perguntei a ela se Belém do Pará servia, ela riu e disse que sim, ok? kkk. O que comemos por aí chama-se na verdade pastel de nata. Parada obrigatória na cidade se você é amante do doce, visitar essa pastelaria é mergulhar na tradição portuguesa que é mantida ao longo de tantos anos sem perder a qualidade. Na verdade eu não comi o doce em 1837, então não posso comparar a qualidade. Mas posso dizer com toda propriedade que  realmente eu nunca comi nenhum igual e o local merece o mérito que possui. 🙂

Faça chuva ou faça sol, o local sempre estará lotado de portugueses e turistas que disputam a tapas um lugarzinho na fila – e olha que o lugar é bem grande! É possível ver um pouco da produção dos pastéis através de uma janela de vidro. 🙂

Lembrando que ao reservar sua hospedagem no hoteis.com você pode obter uma diária grátis! Caso reserve por esse link você ajuda o blog a se manter vivo e não paga nada mais por isso. :)

O famoso pastel diferencia-se dos demais não somente na qualidade como também no preço. Nessa ocasião estávamos com um amigo português passeando e ele disse ser um pastel caro. Fiquei um pouco impressionada como nós – brasileiros – estamos tão acostumados a pagar caro por tudo que nem sentimos tanto. Caro ou barato, não deixe de ir e de pedir um montão. Aberto todos os dias.

História do Pastel de Belém | Fonte: Site oficial

História do Pastel de Belém | Fonte: Site oficial

Fila sempre grande

Fila sempre grande

Opa!

Opa!

Decoração

Decoração

Produção do pastel

Produção do pastel

Resultado (na minha mesa, é claro)

Resultado (na minha mesa, é claro)

9 – Perder-se no Alfama

Esse charmoso bairro abriga o Castelo de São Jorge, então se você sair do Castelo caminhando possivelmente irá passear pelo antigo bairro de pescadores. Possui alguns mirantes, mas o mais famoso sem dúvidas é o do Castelo de São Jorge.

Muitas escadinhas, ladeiras, ruelas serpenteantes, chão de paralelepípedo e labirintos definem o local. Roupas penduradas no varal quase voando também. E como esquecer dos vizinhos que batem papo na calçada estreita que as ruas possuem? Ruas tão estreitas que muitas vezes não passa sequer um carro…

Impossível não lembrar da minha cidade natal e de um bairro chamado “Cidade Velha”, que tem por lá. Curiosamente foi o bairro onde Castelo Branco desembarcou quando chegou à minha Belém do Pará. Quase 1 ano fora do Brasil nessa hora confesso que a saudade bateu forte.

Essa foto define...

Essa foto define…

Só eu sou completamente apaixonada por esses azulejos?

Só eu sou completamente apaixonada por esses azulejos?

Ruelas de Alfama

Ruelas de Alfama

Dica: Não deixe de passar pela Fundação José Saramago, que fica descendo o bairro da Alfama, no caminho para quem vai para a Praça do Comércio.

O que fazer em Lisboa: Fundação José Saramago

O que fazer em Lisboa: Fundação José Saramago

10 – Dar uma voltinha no bonde elétrico 28

Vocês só vão entender a magnitude das ladeiras de Lisboa quando andarem no elétrico. Peguei o número 28 (1,80€), um dos clássicos amarelinhos com o interior de madeira. Com ele percorri os bairros históricos, partindo da Praça Martim Moniz. O elétrico sobe sacudindo sob as ladeiras de Alfama, atravessa a Baixa, o Chiado e chega em Campo de Ourique, pertinho da casa onde morou Fernando Pessoa.

Ao longo de todo o percurso preste atenção à arquitetura dos edifícios, os lindos azulejos das fachadas e, claro, não deixe de questionar como é possível uma cidade com tanta ladeira, gente?

Bonde elétrico de Lisboa

Bonde elétrico de Lisboa

Vi outras coisas em Lisboa mas resolvi destacar as que mais gostei nesse post. Tem uma outra atração bem especial que vou falar no próximo. Clica no link e até lá!

Beijos!

Onde se hospedar em Paris: Apartments du Louvre

Que tal alugar um apartamento em Paris em vez de hotel? 🙂 Em minha última viagem à Cidade Luz optei por ap, pois como eu viajaria com mais 2 pessoas um quarto triplo de hotel ficaria inviável financeiramente (é tudo muito caro!). Foi então que conheci os Apartments du Louvre, cujo meu primo havia se hospedado e falado muito bem.

A princípio estranhei a ideia de ficar em um apartamento, mas a ideia foi amadurecendo e ganhou cores. Quem não quer se hospedar muito bem pagando menos, no coração de Paris? O apartamento está localizado muuuuuito perto do Museu do Louvre, um dos pontos turísticos mais importantes da cidade e do país. Também está perto do Rio Sena, da estação de metrô Louvre-Rivoli e enfim… perto de quase tudo e com muito fácil acesso.

Fiz minha reserva direto pelo site e paguei 50% antecipado e os outros 50% seria pago direto para o proprietário no local. O preço não foi barato, paguei 130€/dia, mas em um hotel do mesmo nível com certeza ficaria bem mais caro. Eles fazem o bloqueio de um caução no cartão de crédito contra danos causados no apartamento no valor de 200€, porém o valor é devolvido ao final da estadia se não tiver acontecido nada de errado.

Eles pedem pra avisar com antecedência o horário de chegada, pois como se trata de apartamento não há recepção – essa é feita por um dos donos e pelo menos comigo foram bastante pontuais. Fui atendida pela Nicole, uma francesa casada com um espanhol, que fala três idiomas: francês, inglês e espanhol. Mas por e-mail bem provável que quem lhe atenda seja o Charlie, irmão dela.

Logo ao chegar no aeroporto enviei uma mensagem por whatsapp pra avisar que havia chegado, e quando cheguei em frente ao apartamento enviei outra mensagem e abriram pra mim.

O apartamento que eu fiquei tinha capacidade para 4 pessoas – sendo duas em uma cama de casal e outras duas num sofá-cama extremamente confortável – a cama também. 🙂

Apartments du Louvre

Apartments du Louvre

As toalhas, lençóis e edredons eram super limpos. Quarto com cara de novo, super moderno. O aquecedor também funcionou bem e  o banheiro parecia ter sido reformado há muito pouco tempo, pois era todo moderninho.

Apartments du Louvre

Apartments du Louvre

Se quisesse economizar, daria pra cozinhar em casa pois a cozinha era muito bem equipada com forno micro-ondas, fogão, frigobar e utensílios de cozinha. Eu não cozinhei no local, apenas tomei café da manhã.

A foto tá tremida mas é só pra mostrar a mamãe :)

A foto tá tremida mas é só pra mostrar a mamãe 🙂

Opção de apartamento em Paris: Apartments du Louvre

Opção de apartamento em Paris: Apartments du Louvre

Aos que viajam por muito tempo, o local tem também uma máquina de lavar roupa de abertura frontal e varal para pendurar. Se quiser passar, também tem ferro e tábua. Sei que ninguém pensa nisso quando sai de férias, mas é um mal necessário né? Eu inclusive usei e eles haviam deixado até sabão pra usarmos.

OBS: Se quiser ficar mais à vontade e pagar uma faxineira também é possível mediante pagamento de taxa extra (eu não paguei).

O apartamento é realmente muito completo e bem equipado e com certeza não faltará nada para a estadia. Adorei esse local pela proximidade com os pontos turísticos, atendimento dos proprietários e pela qualidade do apartamento. Quando eu voltar a Paris, seguramente ficarei de novo lá.

E vocês? Já se hospedaram em apartamento em Paris?

  • Endereço: 45 Rue de l’Arbre Sec 75001 Paris – France
  • Contato: contact@apartmentsdulouvre.com

Beijos!

Continue lendo sobre Paris: Moulin Rouge, O que fazer em Paris, Onde comer em Paris

Èze: Cidade medieval ao Sul da França

Em minha última viagem à França fui conhecer o sul do país e optei por sair do tradicional e óbvio roteiro de quem visita o país: Paris. O Sul da França reserva umas surpresas bem bacanas, especialmente as cidades da Côte d’Azur, e algumas dessas surpresas estão em Èze: pequena cidade de 9.47 kmlocalizada relativamente próximo a Nice, sendo imperdível então para quem visita essa cidade. Essa vila medieval está a 427m do nível do mediterrâneo, que está bem logo ali na frente. 🙂

Chegando pela  Moyenne Corniche, estrada do alto, têm-se uma deslumbrante vista de cair o queixo. Logo acima está a vilinha medieval cuja população não excede 3 mil habitantes. A cidade divide-se em duas partes: Eze sur Mer, que fica perto do mar e Vieux Eze, que fica no topo da colina e sem dúvidas é o mais interessante a ser visitado.

Côte D'Azur

Côte D’Azur

Caminhando pela cidade...

Caminhando pela cidade…

Só eu me apaixonei por isso? *_*

Só eu me apaixonei por isso? *_*

Ruelas serpenteantes de Èze...

Ruelas serpenteantes de Èze…

Para quem vai de carro, existe um estacionamento público bem na entrada da cidade. Paga-se antecipado por horas direto na maquininha. É preciso digitar o número da placa do veículo, quantidade de horas, pagar e deixar o comprovante de forma visível no carro.

O mais gostoso nessa cidadela é a vista que o Jardim Exótico de Èze proporciona: uma estonteante vista panorâmica do mar Mediterrâneo: de um lado França e um pouco mais adiante, Itália.

É sem dúvida uma cidade super romântica, com muitos restaurantes, flores, lojinhas, arquitetura medieval, ruelas serpenteantes e muita muita beleza! Ótimo lugar para relaxar em casal. Aos que preferem passar a noite, o local conta com boa infraestrutura de hotel (apesar de eu não ter me hospedado lá). O hotel La Chevre d’Or da rede Relais & Châteaux está disponível para os mais abastados, entre outros. Aos que querem apenas fazer uma boa refeição romântica com a esplêndida vista da Côte d’Azur, também é possível nos restaurantes do Hotel Chateau EzaLa Chevre d’Or, porém, não espere pagar – nem um pouco – barato.

Lembrando que ao fazer a reserva pelos meus links do hotéis.com ou booking você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! 

Não é à toa que é lugar de refúgio de muitos ricos e famosos, por não ser uma cidade muito conhecida, eles conseguem relaxar à vontade. Walt Disney gastou uma boa parte do seu tempo nessa cidade, encantado. E eu também (apesar de não ser rica nem famosa) 🙂 .

Não deixe de visitar o Jardim Exótico, localizado no topo do topo da colina. Preparem as perninhas pois a subida é um pouco grande, mas o percurso é tão bonito que nem cansa (sério!). E ao chegar lá, mais bonito ainda… pra quem gosta de plantas exóticas, é um prato cheio, pois há mais de 400 tipos delas. Até eu que não sou muito fã achei umas bem bonitas e – exóticas. E lá no topo a recompensa da caminhada… a bela vista do Mediterrâneo em plena Riviera Francesa. Preço: 6,00€ (grátis para menores de 12 anos).

A - talvez - única igreja da cidade: Igreja Notre Dame del'Assomption

A – talvez – única igreja da cidade: Igreja Notre Dame del’Assomption

Jardim Exótico de Èze - Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze – Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze - Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze – Riviera Francesa

 

Jardim Exótico de Èze - Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze – Riviera Francesa

Se joga!

Se joga!

Jardim Exótico de Èze - Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze – Riviera Francesa

Jardim Exótico de Èze

Jardim Exótico de Èze

Ao sair de lá, não deixe de fazer uma visita guiada na fábrica de perfume francês Fragonard, também sensacional! Para quem gosta de perfume (eu amo!) e quer conhecer um pouco do processo de produção de um legítimo perfume francês, a visita é imperdível. Não é necessário fazer reserva e nem pagar nada, apenas chegue e diga que gostaria de fazer uma visita guiada em inglês. Encaminharão você para um atendente (no meu caso, era uma chinesa muito simpática) e ela irá guiar e passear em toda fábrica explicando como os perfumes são feitos, extraídos e alguns de seus ingredientes. Durante a visita tem uma brincadeirinha que é um teste olfativo para você adivinhar o que é o cheiro – eu acertei 100% gente! 🙂 Bem legal e interativo.

Fábrica de perfume francês Fragonard em Èze

Fábrica de perfume francês Fragonard em Èze

Canto das brincadeirinhas de adivinhações de cheiro! :)

Canto das brincadeirinhas de adivinhações de cheiro! 🙂

Processo de produção de perfume francês

Processo de produção de perfume francês

Sabonetes Fragonard

Sabonetes Fragonard

Lá você ficará sabendo as diferenças entre Perfume, Eau de Perfume, Eau de Toilette e Colônia. Ficou curioso pra saber? Tem que ir lá conhecer então! 🙂

Ao final da visita “caímos” na loja de fábrica, com muitas opções de compra de presentinhos pra pessoas de todas as idades. Meu marido me deu um vidrinho de perfume (perfume mesmo!) e tenho que confessar que não é dos mais baratos, porém, lembre-se de que trata-se de perfume e por estarmos em uma loja de fábrica sai mais em conta sim. Ah, vale ressaltar que a fixação é bem forte e um vidro pequeno dura demaaais!

Preços Fragonard - Loja de fábrica

Preços Fragonard – Loja de fábrica

Dica: Para quem tem mais interesse no mundo dos perfumes sugiro uma esticadinha até Grasse, a capital mundial dos perfumes, localizada a somente 64km de Èze.

Se quiser dar uma volta de Ferrari, no estacionamento da fábrica pode-se alugar por determinado tempo. Como não era de meu interesse, não fui. Mas para os mais afortunados não deve ser chato passear de Ferrari em plena Côte d’Azur né?

Aos interessados...

Aos interessados…

E vocês? Já visitaram Èze?

Beijos!

Café Majestic: O café mais charmoso do Porto

Difícil encontrar lugar para comer no Porto, haja vista que são tantas opções! Eu queria ter ido no Café Majestic com mais fome pra poder ter uma refeição completa, mas não deu… então fiquei só no brunch.

Fundado em 1921 com o nome de Elite, o luxuoso café foi posteriormente rebatizado em pleno auge da “Belle Époque” de Majestic. Burgueses e chics portuenses frequentavam o local  junto com os intelectuais e pessoas interessadas em arte. No final da década de 60 sofreu um lento declínio e posteriormente mudou de gerência, foi mudando, mudando…até chegar a qual o dirige nos dias atuais.

Café Majestic

Café Majestic

Todo esplendor e glamour desse lugar o levou ao título de sexto café mais belo do mundo, logo acima da brasileira Confeitaria Colombo, pelo cityguides. Particularmente achei ambos bem parecidos e em um momento de insanidade até pensei em quem havia copiado quem, quando que na verdade ambos foram influenciados pelos cafés parisienses. 🙂

Eu escolhi comer um prato especialidade da casa: rabanadas envoltas num suave creme de ovos e frutos secos, uma delícia que acompanha perfeitamente o café numa manhã de dezembro. O café não estranhem se não sentirem muita diferença de sabor, é brasileiro 🙂 Nós somos os maiores exportadores desse vício chamado café.

Rabanada do Café Majestic

Rabanada do Café Majestic

Meu marido preferiu arriscar no pastel de nata, que não era tão bom quanto o legítimo pastel de Belém, mas que também era muito gostoso.

Aos que não tem café da manhã incluso na reserva do hotel recomendo que se dêem o luxo de um café da manhã nesse lugar. O pequeno almoço completo inclui variedade de pães, croissants, mel, sucos, chás, iogurtes, ovos, frios… tudo bem “a cara do café da manhã que gostamos”. 🙂

Como já se pode imaginar, não é o lugar mais barato do Porto, mas acho que vale a experiência. Afinal você não vai pagar somente o cafezinho que tomar, e sim a experiência de tomar café num lugar histórico, clássico e lindo-de-morrer. Afinal, quem não gosta do que é bom…? 🙂

O segredo é não converter! :)

O segredo é não converter! 🙂

Funcionamento: Segunda a sábado das 9h30 às 24h.

Endereço: Rua Santa Catarina, 112, 4000-442 Porto.

Continue lendo: Visita Caves Ferreira, Roteiro de viagem Porto

Vila Nova de Gaia, Caves Ferreira e o vinho do Porto

Injustamente a maioria das pessoas pensam que o vinho do Porto é da cidade do Porto, mas não é. Apesar de Vila Nova de Gaia ser colada à famosa cidade, apenas divididas pelo Rio Douro, não trata-se do mesmo município.

Porto visto desde Vila Nova de Gaia

Porto visto desde Vila Nova de Gaia

Vila Nova de Gaia

Vila Nova de Gaia

 

Teleférico de Vila Nova de Gaia

Teleférico de Vila Nova de Gaia

Aos interessados em ter uma vista bonita da cidade e do Douro, recomendo o passeio no teleférico de Gaia, bem no caminho das caves. Preço: 5,00€ (ida) / 8,00€ (ida e volta).

O vinho ficou conhecido como sendo da cidade vizinha por uma questão puramente comercial: A partir da segunda metade do século XVII começou a ser exportado para todo o mundo a partir da cidade do Porto.

Qual o diferencial desse vinho tão famoso em relação aos demais? A fermentação desse vinho não é completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (cerca de 77% de álcool). Desse modo, o vinho do Porto é naturalmente doce e mais forte do que os demais vinhos (entre 19% e 22% de álcool).

Em Vila Nova de Gaia existem muitas caves para conhecer, e a que eu escolhi foi a Ferreira, uma das principais casas portuguesas de vinho. Por que escolhi a Ferreira? Haja vista que eu estava em Portugal, optei por uma cave cujo início se deu com portugueses e não com pessoas de fora.

Outras caves da cidade são: Calém, Casa Ramos Pinto, Offley, Sandeman, Vasconcellos e Graham’s. Vale ressaltar que existem outras, mas essas são as mais famosinhas.

Sandeman

Sandeman

Ferreira é a única das grandes casas de vinho do Porto que se manteve fiel em mãos portuguesas desde que foi fundada em 1751 pelos Ferreiras da Régua. Hoje, a Ferreira assume o legado histórico enriquecido por várias gerações com particular destaque para a liderança de Antônia Adelaine Ferreira, a “Ferreirinha”, empresária do século XIX responsável por consolidar a marca.

Ferreira

Ferreira

Eu fiz minha reserva através de e-mail e obtive retorno bastante rápido. A bodega dispõe de duas visitas: Visita Clássica – Quinta do Seixo, com o custo de 9€ por pessoa, que inclui duas visitas guiadas, uma nas Caves Ferreira e outra na Quinta do Seixo. As visitas são sempre acompanhadas por um guia com uma duração de 30 minutos, incluindo, no final, a prova de dois vinhos do Porto.

OBS: O bilhete não inclui a deslocação entre os dois pontos de visita.

No entanto, devido a distância entre as Caves Ferreira (Vila Nova de Gaia) e a Quinta do Seixo (Vale do Douro), cerca de 150 km, não é possível reservar as duas visitas no mesmo dia.

Por esse motivo visitei somente as Caves Ferreira (5€) e achei sensacional, a guia era extremamente simpática, atenciosa e dominava bem o assunto, nos mostrando a história da empresa e o processo de fabricação do produtos, assim como dando dicas de harmonização. Ao final tomamos dois vinhos de degustação numa mesa com outros visitantes e a noite terminou como se todos já se conhecessem há séculos 🙂 . Como a visita era em português, 99% dos turistas eram brasileiros e o restante de países sul-americanos. No final da visita podemos comprar vinhos na lojinha, porém não achei nada forçado (só compra quem quer!).
Vila Nova de Gaia: Caves Ferreira

Vila Nova de Gaia: Caves Ferreira

Caves Ferreira

Caves Ferreira

Onde comprar vinho do Porto: Lojinha das Caves Ferreira

Onde comprar vinho do Porto: Lojinha das Caves Ferreira

Gostei muito de ter conhecido o local, não somente pela história brilhante da Ferreirinha, mas também por conhecer um pouquinho mais sobre o vinho e sua produção. Se você vem ao Porto, não deixe de atravessar o rio! rsrs.

(mais…)

Porto: Não é bem a cidade do vinho

Chegamos no Porto numa ensolarada manhã de inverno. Era dezembro, o aeroporto estava pouco movimentado e me chamou atenção a modernidade do local. Aeroporto bonito, instalações boas e bons locais para fazer um lanchinho – inclusive comi uma empada de pato divina que foi mais ou menos como um “seja muito bem vindo ao Porto, a segunda maior cidade do país!”. 🙂

Café da manhã no Café Central: boas vindas :)

Café da manhã no Café Central: boas vindas 🙂

O primeiro destino foi o hotel, fomos deixar nossas malas e partir pra passear. Pegamos o metrô no aeroporto e rumamos para o Best Western Hotel Inca, onde nos hospedamos.

Caminhamos rumo à Avenida dos Aliados, a mais famosa via e centro da cidade. A avenida recebe este nome como forma de homenagear os Aliados da I Guerra Mundial. Nesta via não há uma atração turística em si, mas ela é a atração. Destaque para seus bonitos edifícios históricos e monumentos como a “Menina dos Aliados” e “A Abundância”. Nela existe uma praça central em que ocorrem exposições e alguns eventos, na ocasião estava tendo feirinha de natal.

Menina dos Aliados

Menina dos Aliados

De lá continuei minha caminhada rumo à Estação de São Bento, colírio para meus olhos. Essa bela estação ferroviária foi construída onde era antigamente o Mosteiro de São Bento de Avé Maria e em seu interior existem mais de 20.000 azulejos retratando a história de Portugal. Quem passa pela frente realmente não imagina a preciosidade que se abriga dentro da estação. Aproveite, a entrada é gratuita. 🙂

Fachada da Estação de São Bento

Fachada da Estação de São Bento

Interior e detalhes da Estação de São Bento

Interior e detalhes da Estação de São Bento

Estação de São Bento

Estação de São Bento

Estação de São Bento

Estação de São Bento

A Estação está localizada numa região central da cidade, então dali é fácil se locomover para qualquer lugar. O próximo ponto escolhido foi a Torre dos Clérigos, a mais alta de Portugal. A torre de estilo barroco possui 76 metros de altura e mais de 200 degraus em que se possibilita ter uma privilegiada vista panorâmica da cidade. Para subir é bem baratinho, 2€ (já falei pra vocês que adoro esse país?).

Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos

Bem pertinho estava a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, que nem estava no meu roteiro mas a fachada me causou um impacto visual tão grande que me levou até lá. A lateral da igreja é coberta por azulejos que gritam de tão lindos! As cenas dos azulejos se referem à fundação da Ordem Carmelita e ao Monte Carmelo.

O interior da igreja tem a predominância do dourado do estilo rococó e representações do tema da Paixão de Cristo. Essa preciosidade foi construída em meados do século XVIII e se mantêm bem conservada até hoje.

Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Fachada lateral da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Fachada lateral da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Interior da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Interior da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo

Ainda ali perto fui visitar a Livraria Lello & Irmão, considerada uma das mais belas da Europa. Seu estilo neogótico influenciou a autora do best-seller Harry Potter, que viveu na cidade por alguns anos. A magnífica escada que possui o local foi “transportada” para as escadas de Hogwarts (viciados em Harry Potter, vocês sabem do que tô falando!). Destaque também para o bonito vitral do teto e para o ambiente em madeira – na realidade, nesse local, destaque para tudo. O local não é somente um lugar para comprar livros e sim uma pérola na cidade. Notícia ruim: Infelizmente não é permitido tirar foto no local.

Livraria Lello & Irmão

Livraria Lello & Irmão

Palácio da Bolsa: Visita frustrada. Tentei visitar mas só é possível mediante visita guiada, e não tinha mais horário disponível. Cheguei a esperar alguma desistência mas não consegui. Fica pra próxima e fica a dica pra quem pretende conhecer: agende com antecedênciaPreço: 7,50€.

Como minha visita ao Palácio da Bolsa estava frustrada, fui conhecer a Igreja de São Francisco, a pouquíssimos metros do Palácio. A Igreja-museu já passou por várias transformações ao longo do tempo, desde sua fundação em 1245. Originalmente tratava-se de uma igreja românica, posteriormente transformada para o estilo gótico e atualmente possui decoração barroca. O motivo da mudança principal foi um incêndio que destruiu parte do local.

Em seu interior – reza a lenda – que se empregaram mais de 300kg de pó de ouro. Era tanto ouro revestindo a igreja que posteriormente foi fechada para missas por considerarem extremamente exagerada frente à pobreza que a rodeava. Hoje em dia esporadicamente têm concertos de música clássica no local.

Sob a igreja está o cemitério catacumbal, onde enterravam muitos dos irmãos da ordem dos franciscanos, assim como algumas das famílias mais nobres do Porto. Além das sepulturas há também um ossário com milhares de ossos humanos que se pode ver através de um vidro. É bizarro, mas é interessante.

Interior da Igreja | Foto retirada do site oficial da O.S.F

Interior da Igreja | Foto retirada do site oficial da O.S.F

Igreja de São Francisco

Igreja de São Francisco

Ossário

Ossário

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Aqui jaz…

Após isso fui passear na Ribeira, mais conhecida como Cais da Ribeira. Como o nome já diz, está nas margens do rio D’ouro, e de lá você poderá ver as vinícolas dos famosos vinhos do Porto. Porém, atenção: o vinho do Porto é na realidade típico da cidade de Vila Nova de Gaia, do outro lado do rio. O cais da Ribeira é uma zona bastante agradável de ser percorrida, com fachadas coloridas, muito artesanato português e restaurantes pra todos os gostos e bolsos. Nessa ocasião, jantei em um restaurante de frente para o rio (faça o mesmo!). 🙂

Cais da Ribeira

Cais da Ribeira

Cais da Ribeira visto desde Vila Nova de Gaia

Cais da Ribeira visto desde Vila Nova de Gaia

Olha o preço!

Olha o preço!

Orgulho dos portugueses: Fernando Pessoa

Orgulho dos portugueses: Fernando Pessoa

No Cais da Ribeira está a Ponte D. Luís, bonita ponte metálica de dois andares projetada por um discípulo de Gustave Eiffel. O objetivo dessa ponte é ligar a cidade do Porto a Vila Nova de Gaia. Andei somente no andar de baixo e no próximo capítulo conto pra vocês sobre minha visita na cidade do lado de lá. 🙂

Ponte D. Luís I

Ponte D. Luís I

OBS: Esse post e o próximo foram de passeios feitos em um único só dia.

Beijos!

Continue lendo: Visita Caves Ferreira, Café Majestic Porto

O que fazer em Praga: Uma das melhores cidades que visitei

Título curioso né? Já visitei um pouquinho de cidades, mas quando me lembro de Praga me vem à cabeça uma grande vontade de voltar. E nem precisa entrar em nenhuma atração turística não, Praga é a atração. Caminhar pelas ruelas tchecas por si só já é um excelente passeio. 🙂

Praga é a capital da República Tcheca e a principal cidade da região da Bohemia. A cidade é praticamente habitada por tchecos, atingindo 90% da população, e, apesar disso, tem um ar meio cosmopolita. Os tchecos são super simpáticos e bonitos. Espere ser bem atendido em qualquer local que você vá, seja um bar, um bom restaurante ou numa feirinha de rua. Eles terão prazer em atender bem você! Eu confesso que isso me encanta quando conheço algum lugar, pois adoro ter essa boa impressão de povo hospitaleiro, parece que o brilho que a cidade já tem, se destaca ainda mais.

Vou contar pra vocês o que conheci na cidade, lembrando que fiquei nela 2 dias (e 2 noites). Vamos lá!

Monte Petrin:

Nesse monte possui uma torre que é um dos observatórios da cidade. Alguns dizem que a sua estrutura de ferro lembra um pouco a Torre Eiffel, porém não achei, é bem pequena. Destaque para a zona colorida (natural!) ao redor da torre e o passeio de funicular para chegar até ela, já que fica bem no alto da cidade e chegar a pé não é tarefa nada fácil (voltar tudo bem!).

Monte Petrin

Monte Petrin

Trenzinho para chegar ao Monte Petrin

Trenzinho para chegar ao Monte Petrin

Castelo de Praga:

O Castelo de Praga, construído no século IX, é o maior castelo do mundo e o mais importante dos monumentos tchecos. O Castelo está composto por um conjunto de charmosos palácios e edifícios conectados por pequenas e pitorescas ruelas.

Podemos dizer que a  história de Praga começa com a construção do castelo, sua situação estratégica logo o converteu em centro do território e constituiu a residência dos Reis da Bohemia desde sua fundação.

Em 1918 se converteu na residência do presidente da República Tcheca e desde então os presidentes trabalham ali.

Preço: A partir de 250CZK.

Castelo de Praga

Castelo de Praga

Se você quiser tirar foto dentro do castelo, PAGUE e tire à vontade! :)

Se você quiser tirar foto dentro do castelo, PAGUE e tire à vontade! 🙂

Entrada do Castelo de Praga

Entrada do Castelo de Praga

Interior do Castelo de Praga

Interior do Castelo de Praga

O que ver no Castelo?

1 – Catedral de S. Vito:

Com uma importância história e um notável valor artístico, a Catedral de San Vito é o símbolo de Praga e de toda República Tcheca.  A catedral alberga a tumba de Wenceslao IV, as Jóias da Coroa, e é o lugar da coroação dos reis da Bohemia.

Catedral de S. Vito

Catedral de S. Vito

Catedral de S. Vito

Catedral de S. Vito

Vitrais da Catedral de S. Vito

Vitrais da Catedral de S. Vito

Catedral de S. Vito

Catedral de S. Vito

2 – Golden Lane:

A ruela de ouro é especialmente conhecida porque na casa número 22 viveu Franz Kafka, um dos escritores mais influentes do século XX.

Essa ruela está situada no interior do castelo e é composta por casinhas coloridas que foram construídas nos muros do castelo. Já foi habitada por tudo que é gente, inclusive mendigos e delinquentes. Posteriormente todos foram desalojados e as casas convertidas em lojinhas de marionetes, cristais e outros produtos típicos.

História sobre os residentes da ruela de ouro

História sobre os residentes da ruela de ouro

"Vaso sanitário" dos residentes da ruela de ouro

“Vaso sanitário” dos residentes da ruela de ouro

Ruela de ouro

Ruela de ouro

Ponte de Carlos:

A famosa ponte comunica a cidade velha com a cidade pequena. A ponte mede mais de 500m de comprimento e 10m de largura, e é uma ponte apenas para pedestre. Vá sem pressa admirar cada detalhe e cada ângulo das belas paisagens que o local oferece. Ao longo da ponte existem 30 esculturas de profetas e algumas delas carregam algumas lendas que fazem os turistas tocarem nas estátuas e fazer um pedido. Vai que é verdade…

Ponte de Carlos

Ponte de Carlos

Estátuas da Ponte Carlos

Estátuas da Ponte Carlos

Paisagem...

Paisagem…

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*_*

*_*

De tanto tocar ficou dourado... :)

De tanto tocar ficou dourado… 🙂

De tanto tocar ficou dourado... :)

De tanto tocar ficou dourado… 🙂

Não dá vontade de passar o dia inteiro olhando...? :)

Não dá vontade de passar o dia inteiro olhando…? 🙂

Lindo!!!

Lindo!!!

Vale tirar foto com a guarda do Castelo?

Vale tirar foto com a guarda do Castelo?

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Torre da Pólvora:

Construída em 1475 como uma das 13 portas da muralha fortificada que davam acesso à cidade, esta torre de estilo gótico foi destruída em 1541 por um avassalador incêndio e posteriormente reconstruída. Alguns anos mais tarde o local foi utilizado como lugar de armazenamento de pólvora, daí o seu nome.

É possível subir para admirar a cidade do alto, porém eu confesso que estava com muita preguiça de subir degraus e degraus de escada. Aos interessados, paga-se 75CZK pela entrada.

Torre da Pólvora

Torre da Pólvora

Prague Beer Museum Pub:

Esse bar poderia ser melhor, se não tivessem tantos fumantes fumando no seu interior. Em Praga é permitido fumar em ambientes fechados, e nesse não era diferente. Porém, as cervejas são excelentes! Pra quem não sabe, a República Tcheca é o país onde mais bebem cerveja no mundo, então não duvidem quando eu disser que cerveja por lá é coisa séria. Pedimos um do menu degustação que ganhou meu respeito, na amostra vinham 6 tipos de cervejas e não eram muito caras. Apesar do mau cheiro do ambiente, vale a pena a visita. 🙂 Endereço: Dlouhá 46, Prague 1, Czech Republic.

Prague Beer Museum

Prague Beer Museum

Prague Beer Museum

Prague Beer Museum

Prague Beer Museum: Quanto gastar?

Prague Beer Museum: Quanto gastar?

Relógio Astronômico de Praga:

Imperdível ir a Praga e não conhecer o relógio medieval mais antigo do mundo. Além de vê-lo, é necessário assistir o mini-espetáculo que tem de hora em hora, em que os 12 apóstolos “desfilam” nas janelas superiores do relógio. 🙂 Além dos apóstolos, aparecem 4 figuras pitorescas como o Turco, a Avareza, a Vaidade e a Morte, um esqueleto que marca o início do desfile. A cada hora cheia centenas de curiosos ficam esperando o “espetáculo” começar – e claro que eu não iria ficar de fora. 🙂 Horário: Diariamente de 8h às 20h, na Praça da Cidade Velha.

Relógio Astronômico de Praga

Relógio Astronômico de Praga

Praça de Wenceslao:

Apesar de famosinha, achei uma praça bem feinha, mais parecendo uma grande avenida recheada de hotéis, bares e lojas. Me pareceu uma área bastante comercial e sem muita beleza. Porém, o local já foi palco de importantes manifestações e acontecimentos recentes da história de Praga e da República Tcheca em geral.

Praça de Wenceslao

Praça de Wenceslao

Praça de Wenceslao

Praça de Wenceslao

Além dessas atrações citadas, existem outras como o cemitério judio (por mais de 300 anos foi o único da cidade em que era permitido enterrar judeus), sinagogas judias e a casa municipal, belíssimo edifício de estilo Art-Nouveau. A Casa Municipal foi o cenário da histórica proclamação da Independência da Tchecoslovaquia.

Casa Municipal

Casa Municipal

Outro lugar interessante é a Capela de Loreto, uma réplica da casa onde supostamente teve lugar a Anunciação a Virgem Maria. OBS: A casa original se encontra em Loreto, na Itália. Endereço: Loretánské nám?stí 7, Praga 1. Preço da visita: 130CZK.

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O que fazer em Praga? Ah…. só andar pelas ruelas de Praga já é uma atração.

Não deixem de ir!

Beijos

O que comer em Praga?

Não deixe de apreciar a comida de rua de Praga, pois você se deparará com ótimos sabores, inclusive o meu preferido: o Trdelnik. Esse nome estrambólico é uma massa assada em forma de espiral, e que quando está pronta, é passada no açúcar e canela, amendoim e para os gordinhos como eu, nutella. 🙂 Eu simplesmente amei esse negócio! 🙂 Não deixem de provar e claro, pedir um bom vinho quente pra acompanhar.

Trdelnik

Trdelnik

Trdlo

Trdlo

Onde comer Trdlo?

Onde comer Trdlo?

Outro lugar que gostei de comer foi o U Parlamentu. Pedi um goulash, prato típico da Hungria mas muito comum em Praga também. Nada mais é do que um bolinho de carne com molho e servido com repolho. O sabor é um pouco peculiar e não será a melhor comida que comeu na vida, mas é gostoso, acredite! Para acompanhar, uma legítima cerveja tcheca. A título de curiosidade, vocês sabiam que é na República Tcheca que estão os maiores bebedores de cerveja do mundo? Endereço: Valentinská 52/8.

Restaurante U Parlamentu

Restaurante U Parlamentu

Goulash

Goulash

Quanto gastar para almoçar com entrada, prato principal e cerveja (3 pessoas).

Quanto gastar para almoçar com entrada, prato principal e cerveja (3 pessoas).

Outra coisa comum, principalmente para quem viaja em época de frio, são os mercados de inverno. Fui em um perto do hotel em que estava hospedada e em frente ao shopping Palladium que era bem bacaninha: barraquinhas de madeira que vendiam produtos típicos tchecos, vinho quente, salsichas tchecas assadas e pão. A comida pareceu bem condimentada, e eu encarei somente o vinho com salsicha.

Comidinhas de Praga, vai encarar?

Comidinhas de Praga, vai encarar?

E assim o povo fica congelando na rua... comendo...bebendo...em pé mesmo!

E assim o povo fica congelando na rua… comendo…bebendo…em pé mesmo!

Mercadinhos de rua de Praga

Mercadinhos de rua de Praga

Salsicha tcheca com vinho quente pra fechar a noite...

Salsicha tcheca com vinho quente pra fechar a noite…

O preço das atrações e das comidas em Praga são muito em conta. Por exemplo, cambiei 100€ por dia para meu marido e eu e ainda sobrou. Com esse dinheiro conseguimos comer, visitar as atrações pagas e ainda comprar alguns souvenirs. 🙂

Um beijo!

Budapeste: Paris do Leste Europeu?

Após minha viagem por Viena, enfrentei umas horinhas de ônibus pra ir pra Budapeste. Ah, eu não poderia deixar de visitar essa cidade. Cismei em conhecê-la há alguns anos atrás, quando li o livro “Budapeste”, do Chico Buarque. Meu marido perguntou inúmeras vezes “vamos pra Budapeste mesmo?” SIM, VAMOS LÁ!

Infelizmente a maldita companhia aérea (Ryanair) alterou o horário do meu vôo e eu não pude ficar o tempo que gostaria. Um vôo que era pra sair às 22h partiu às 10h e eu nada pude fazer pra ter menos prejuízo. Nessa hora senti saudade do Brasil…

Só pude contemplar Budapeste à noite, mas mesmo assim valeu muito a pena. Na minha chegada, peguei o metrô para ir para o hotel e percebi que não existiam catracas. PORÉM, existiam vários funcionários pedindo para ver o bilhete logo ao sair. Dica: Fiquem espertos e mantenham consigo o bilhete do metrô até literalmente sair da estação.

O idioma de Budapeste é o húngaro, que segundo Chico é a única língua que o diabo respeita… como na maioria das cidades europeias que visitei, também não tive problemas em usar o inglês. 🙂

Minha vontade maior era ver a Ponte das Correntes, cartão postal da cidade. Ela é linda como imaginei e mais um pouco. Essa foi a primeira ponte a ligar o bairro de Buda com o de Peste em 1849 e oferece vistas magníficas sobre o Rio Danubio, o segundo maior rio da Europa.

A paisagem é espetacular! Inclusive caminhar às margens do Danúbio é de cair o queixo! 🙂 Lindo-de-morreeeeeeeer! Gente, que cidade agradável! Não me segurei em soltar um “e vocês nem queriam vir né?” pro meu marido e pro nosso amigo que nos acompanhava na viagem. Eles também estavam basbaqueados.

Ponte das Correntes

Ponte das Correntes

Ali pertinho está o Parlamento Húngaro, e fui caminhando até chegar até ele. Esse é o edifício mais famoso da cidade e é possível visitá-lo durante o dia. Se de dia ele é bonito, à noite ele é mais. Tive sorte de passar minha (única) noite em Budapeste sob um céu bem estrelado contemplando esse magnífico lugar.

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Um escândalo né?

Também perto, porém no alto, está o Castelo de Buda (também chamado de palácio real), que eu não pude entrar pra conhecer mas que parece ser muito bom. É o castelo histórico dos reis da Hungria, PORTANTO não deixe de visitar.

Aos fundos da Ponte das Correntes, outra paisagem espetacular...

Aos fundos da Ponte das Correntes, outra paisagem espetacular…

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Castelo de Buda

Após caminhar um bom tempo às margens do Danubio, fomos na Vaci Utca, uma ruela bem movimentada. Cheia de bares, restaurantes, lojas, etc. Aproveitamos e demos uma esticadinha numa feira de rua que tinha por lá e provamos uma salsicha húngara de sabor peculiar, mas bom. 🙂 Se estiver procurando lugar para comer ou comprar, esse é o lugar.

Salsicha húngara

Salsicha húngara

Depois fomos bater perna à noite pela cidade e ficamos num barzinho…onde passamos boa parte da noite… mas antes passamos por um mercado noturno em que podemos comprar cerveja, comida típica e tem até uma roda gigante para quem quer se aventurar. Aos curiosos, o local chama-se Erzsébet tér, porém, o frio não ajudava a subir na roda gigante não…

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Erzsébet tér

Erzsébet tér

Preço do passeio na roda gigante

Preço do passeio na roda gigante

Próximo ao hotel onde me hospedei estava o Museu de Belas Artes de Budapeste (Szépmuvészeti Múzeum), cuja coleção é composta de arte internacional (não húngara), incluindo todo os períodos da arte europeia. Há seis seções: arte egípcia, arte antiga, escultura antiga, pinturas antigas, coleção moderna e coleção gráfica. Aos aficionados por museu, um prato cheio.

Szépmuvészeti Múzeum

Szépmuvészeti Múzeum

Infelizmente minha estadia na capital húngara foi curtíssima, graças a Ryanair que alterou meu vôo pouquíssimas semanas antes do mesmo e já não podíamos mais fazer nada. Mas só de já ter pisado em Budapeste e aproveitado um pouquinho fez valer a pena. 🙂

A vida noturna na cidade me pareceu muito boa, bares lotados de gente animada, música bacana e gente bonita. Gente, como as pessoas húngaras são bonitas! Ainda bem que passei pouco tempo lá, já pensou alguma húngara dá uma piscadinha pro meu marido? hahaha (riso nervoso).

Dica para quem dispõe de pouco tempo na cidade: Contrate um jantar a bordo de um dos barcos que passeiam pelo Danubio. A proposta me pareceu espetacular, mas infelizmente como estava muito frio quando fomos o número de passeios foram reduzidos e não conseguimos ir. O preço era excelente se comparado aos passeios semelhantes nas outras capitais europeias e com uma beleza extraordinária (preço médio 50€ com jantar). Já ouviram dizer que Budapeste é Paris do leste europeu? Pois é…

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Minha carinha de quem não queria ir embora 🙁

Um beijo!

Atrações imperdíveis em Viena

Viena me encantou desde que coloquei os pés na cidade. Sabia que seria um lugar encantador, ainda mais em tempos de frio, que dá um charminho a mais. Viena é sinônimo de boa música, berço de grandes compositores como Beethoven e Mozart*, além de abrigar – segundo especialistas – a ópera com melhor acústica do mundo. Viena é cultura, Viena é um charme.

A cidade foi eleita pela quarta vez a melhor cidade para viver do mundo, segundo consultoria internacional Mercer. As qualidades destacáveis são a estabilidade político-econômica, boa infraestrutura, segurança e enorme oferta cultural.

A capital da Áustria está situada às margens do Rio Danubio e o idioma oficial é o alemão. Particularmente, não tive problemas em falar inglês na cidade e não vi nenhum brasileiro perdido por lá. Estranho né? geralmente esbarramos com trocentos brazucas por aí. Posso até está enganada, mas acho que Viena não é um dos destinos favoritos dos meus conterrâneos.

*Mozart nasceu em Salzburgo, mas viveu e morreu na capital.

Vou contar pra vocês sobre as atrações imperdíveis em Viena em 2 dias (inteiros):

  • Palácio Imperial de Hofburg

Lugar de residência dos Habsburgo por mais de 600 anos, esse conjunto arquitetônico abriga os antigos aposentos imperiais, a Biblioteca Nacional de Áustria e a Escola de inverno de Equitação. Eu, particularmente, visitei os aposentos imperiais e a biblioteca (ingressos separados).

Nos aposentos reais está exposta toda a prataria imperial, porcelanas, cristaleiras e demais objetos de cozinha, além dos quartos imperiais. No mesmo lugar está o Museu Sisi, que eu simplesmente AMEI! No museu não deixe de ouvir os relatos pelo audioguia, em que contará partes da vida melancólica dela, seus problemas, seus poemas. Podemos ver também vários vestidos usados por ela e outros objetos pessoais. Os relatos são magníficos e conta inclusive sobre seu terrível e inesperado assassinato e a célebre frase proferida pelo Rei Francisco José de Áustria quando soube do ocorrido: “ah, vocês não sabem o quanto amei essa mulher…”. 🙂

Se você não conhece um pouco da história da Sisi talvez não ache muito interessante, e se você não tem nem um pingo de sensibilidade tampouco. Meu marido deu várias voltas no museu e eu ainda estava na segunda sala… Ingresso com audioguia: 13,90€.

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Palácio Imperial de Hofburg

Considerada uma das bibliotecas históricas mais belas do mundo, está localizada no complexo do Palácio de Hofburg e foi construída em pleno século XVII sob as ordens do Imperador Carlos VI. Espere encontrar além de livros muito mármore, estátuas, pinturas e afrescos no teto. No local conservam-se mais de 200 mil livros que compreende os anos de 1500 a 1850. Dica: A entrada para a Biblioteca não é a mesma entrada dos aposentos imperiais e o ingresso também deve ser comprado separadamente (no próprio hall da biblioteca tem uma bilheteria). Grau de lindeza: Imperdível 🙂 Ingresso: 7,00€.

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

Biblioteca Nacional de Áustria

  • Naschmarkt

Sou do tipo que a-d-o-r-a visitar os mercados principais das cidades, mesmo que os preços sejam mais inflacionados que os demais. Neles podemos ver e ter uma noção do que a população em geral gosta, o que consomem, quanto pagam em média pelos produtos, e claro, provar algumas coisinhas que eu ache interessante. 🙂

Lembrando que ao fazer sua reserva de hotel por esse link você paga em reais, foge do IOF, não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! :)

No Naschmarkt não foi diferente. O principal mercado da capital existe desde o século XVI e esbanja muita cor, muita simpatia dos funcionários e preços não tão caros. Inclusive no local têm uns restaurantes fechados pra quem quiser ter uma refeição mais sossegada. Dica: Fecha aos domingos.

Castanha do Pará invadindo o mundo!

Castanha do Pará invadindo o mundo!

  •  Ringstrassen

Essa famosa avenida possui um formato circular que rodeia o centro de Viena, e é nela que estão as mais bonitas obras arquitetônicas. Antigamente Viena era protegida por uma muralha, que foi derrubada e construída a que hoje é a Ringstrassen. Nela estão o Palácio de Hofburg, a Bolsa de Valores, a Prefeitura, o Parlamento, etc.

Parlamento

Parlamento

  • Catedral de São Estevão

A igreja que Mozart casou é a sede principal da arquidiocese de Viena. Possui estilo gótico e algumas coisas estilo barroco e eu, particularmente, achei um pouco sombria. Confesso que não gostei muito, mas já que estava andando pelo centro da cidade – onde ela está situada – por que não entrar né? Preço: Entrada gratuita. Um audioguia está disponível por 4,50€.

Catedral de São Estevão

Catedral de São Estevão

  • Hundertwasser

Apesar de eu ter ido às 17h visitar, já havia escurecido e não pude contemplar muito o colorido que exala o local. O Hundertwasser nada mais é do que um complexo residencial com um aspecto digamos que diferente. Algumas pessoas dizem que o pintor Friedensreich Hundertwasser era o Gaudí austríaco. O curioso é que dentro das casas crescem árvores e é possível ver algumas saindo pelas janelas… Atração gratuita. Dica: Se quiser comprar souvenir, o centro comercial que tem bem em frente tem ótimas opções e é uma gracinha. 🙂

Hundertwasser (valeu a intenção de tirar foto!)

Hundertwasser (valeu a intenção de tirar foto!)

Hundertwasser | Centro comercial

Hundertwasser | Centro comercial

Hundertwasser | Centro comercial

Hundertwasser | Centro comercial

Sejam bem vindos ao parque de diversão mais antigo do mundo! Nesse lugar está a também roda gigante mais antiga do planeta, com de 60 metros de altura e com 120 aninhos em 2017. A roda gigante foi inaugurada durante a celebração do 50º aniversário da coroação de Francisco José I.

Ao longo da sua história, a famosa roda gigante sobreviveu a grandes catástrofes naturais e conflitos bélicos. Durante a I Guerra Mundial, teve que parar de funcionar por 2 anos. O brinquedo original possuía 30 cabines, e atualmente só possuem 15, pois as demais não puderam ser recolocadas. Inclusive uma das 15 cabines ainda é a original, porém não divulgam qual (será que fui nela?). 🙂

Eu confesso que fiquei com um pouco de medo de andar nessa roda gigante, ela treme demais!. Em determinado momento, quando estava bem no topo, o vento estava muito forte e eu fiquei sentadinha, nem ousei levantar pra não balançar mais ainda… hahahaha. Mas não liguem, sou uma medrosa assumida.

Aos mais abastados, é possível jantar em uma das cabines e avistar Viena do alto. Com certeza uma experiência diferente e válida. Preço do passeio: 10,00€. Para comprar online, clique aqui.

Vale ressaltar que a entrada no parque é gratuita e você paga avulso os brinquedos que quiser ir. Dentro dele também está o Museu de Cera Madame Tussauds, mas nesse eu não fui. O Prater é um lugar imperdível para quem viaja com crianças.

Roda gigante mais antiga do mundo

Roda gigante mais antiga do mundo

Reconstrução da roda gigante

Reconstrução da roda gigante

#medo

#medo

Em Viena o que não falta é palácio né? Então vamos lá pro próximo! O Schönbrunn era a “humilde” residência de verão dos imperadores, e em seu interior pode-se ver toda a suntuosidade definida em estilo rococó. Antigamente o Palácio ficava fora de Viena, porém a cidade cresceu e abocanhou a região onde é o Palácio. Destaque para o salão em que celebravam os banquetes imperiais e os quartos.

A título de curiosidade, nesse humilde lugar nasceu e viveu a Arquiduquesa Leopoldina, nossa futura Imperatriz, que era uma Habsburgo. Ela saiu do Palácio no ano de 1817 já casada por procuração com D. Pedro I e partiu para o Brasil, de onde não sairia mais.

Dica: Existem dois ingressos disponíveis para a compra no local, o “Imperial Tour” (mais curto – 14,20€) e o “Grand Tour” (maior – 17,50€). Infelizmente não é permitido fotografar.

Para quem tem interesse em zoológicos, pertinho do Palácio está o Tiergarten, o zoológico mais antigo do mundo.

Redondezas do Schönbrunn, não é uma graça?

Redondezas do Schönbrunn, não é uma graça?

Schönbrunn

Schönbrunn