Rafaella Pinto

Restaurante Pérgula, o reformadíssimo do Copacabana Palace

Pérgula: do italiano pergola, do latim pergula: construção saliente, balcão, varanda, latada. Procurar no dicionário o significado da palavra foi a primeira coisa que fiz ao receber o irrecusável convite pra cobrir um almoço maravilhoso no Restaurante Pérgula, pro blog Apaixonados por Viagens, que contou com a presença de outros três blogs do Rio de Janeiro.

Logo eu, que nunca havia ido ao hotel e que até hoje ouço as histórias do meu avô sobre o Copacabana Palace, onde ele adorava se hospedar quando vinha ao Rio. Poder ver de perto pelo menos um pouquinho do que o patriarca da minha família conta com saudades foi muito especial.

Após passar por uma reforma milionária, o restaurante, que não passava por uma grande reforma há 24 anos, finalmente reabriu suas portas todo reformulado: do teto ao chão, dos drinks aos pratos principais. O famoso picadinho que outrora foi o prato mais pedido do local, deu espaço a outras invenções criativas do chef Fillipe Rizzato, que aproveitou o período que o restaurante esteve fechado pra buscar inspirações em Londres, onde passou por uma reciclagem.

Apesar de ter buscado inspirações em terras britânicas, o cardápio é bastante enxuto e tem foco na comida brasileira, fresca, com ingredientes de qualidade e da estação. A ideia até então é poder mudar pelo menos 30% do menu a cada dois meses pra ter sempre produtos sazonais e frescos à mesa, e sempre com a mesma proposta: ser sofisticado, mas ao mesmo tempo descomplicado.

Interior do restaurante e ao fundo o bonito painel

Interior do restaurante e ao fundo o bonito painel

O projeto da reforma foi assinado pelo escritório de arquitetura Muza Lab, em Londres, o enorme painel foi desenhado pela artista francesa Dominique Jardy, que é impossível passar despercebido, e móveis com pedras brasileiras e cadeiras conceito do designer Sérgio Rodrigues. No chão, um belo trabalho de revestimento feito pela mosaicista Marinella Spadon em mármore branco Paraná e granito preto.

Restaurante Pérgula: Detalhes do novo piso

Restaurante Pérgula: Detalhes do novo piso

A Pérgula existe desde 1949 e já foi palco de grandes encontros desde então. Pessoas da alta sociedade brasileira e celebridades internacionais já chamaram de casa o hotel por uns dias, arrancando suspiros de quem passa por fora. Entre essas celebridades, uma curiosidade: Vocês sabiam que foi sentado na varanda do restaurante que Walt Disney se inspirou pra criar o famoso personagem Zé Carioca? 🙂

A piscina mais icônica do Rio de Janeiro: Copacabana Palace

A piscina mais icônica do Rio de Janeiro: Copacabana Palace

Localizado dentro do majestoso Hotel Copacabana Palace, o restaurante pode ser apreciado de diferentes ambientes: da parte interna, refrigerada e com vista para a Avenida Atlântica, da parte externa, coberta e com vista pra piscina e de outra área mais próxima à piscina ainda, bom para aqueles que estão realmente curtindo esse espaço do hotel.

Vista pra Avenida Atlântica

Vista pra Avenida Atlântica

Imaginem quantas crises nosso país já enfrentou desde 1949, quantos estabelecimentos abriram e fecharam, quantas mudanças de tendências tanto na gastronomia quanto na área de design e decoração já passamos. E imaginar que o restaurante não desce do salto por todo esse tempo é realmente de aplaudir de pé: ter a capacidade de se reinventar, atender às mais exigentes demandas e formular cardápios novos são desafios pelo qual o restaurante passou e passa e que felizmente dá um show.

Por falar em arquitetura e decoração, outra novidade é que a piscina do hotel também foi reformada durante o inverno e, apesar de não ter mudado seu clássico conceito, teve todo o mobiliário atualizado e contou com o paisagismo de Burle Marx e uma Pool Bar, que antes não existia. Como dica, sugiro que curtam o Pool Bar aos goles de Mojito Carambola, o drink que ganhou meu coração: leve, suave e refrescante, ótima opção para o verão que se aproxima.

Ou que tal esse drink na beira da piscina?

Ou que tal esse drink na beira da piscina?

Por falar em bebidinhas, a carta de drinks está incrível e diferente. Na ocasião pudemos experimentar alguns deles, em especial os “coconuts”, que são drinks servidos dentro de um coco fresco com as bebidas favoritas de antigos famosos do hotel. O nome dos drinks faz referência ao nome dos famosos, como Edith Piaf, Mary Pickford, etc.

Mojito Carambola no centro

Mojito Carambola no centro

Pudemos percorrer todo o cardápio e provar praticamente tudo, mas os meus destaques vão para o tempura de camarão e aspargos como entrada, risotto de beterraba e queijo de cabra e não menos interessante o Carré de cordeiro com salada de couscous marroquino. E como não podia faltar: a sobremesas são maravilhosas! Sinceramente não consegui eleger uma favorita. Ponto alto para a apresentação, beleza e sabor dos pratos, com destaque para o “cacau de chocolate”, recheado com sorbet de cupuaçu e 53% de cacau brasileiro e chocolate. Sou paraense né gente? De cupuaçu eu entendo! 🙂 Além disso, vale destacar também que a de ovos nevados com purê de frutas vermelhas estava de comer rezando!

Opções de entrada do Restaurante Pérgula

Opções de entrada do Restaurante Pérgula

Tempura de camarão e aspargos

Tempura de camarão e aspargos

Pratos principais: À esquerda o carré de cordeiro e à direita (à frente) o bife ancho angus com feijão cavalo e farofinha (carne super macia!)

Pratos principais: À esquerda o carré de cordeiro e à direita (à frente) o bife ancho angus com feijão cavalo e farofinha (carne super macia!)

Opções maravilhosas para sobremesa: Leves, saborosas e brasileiríssimas!

Opções maravilhosas para sobremesa: Leves, saborosas e brasileiríssimas!

Outra coisa legal do novo restaurante é que tem uma “show kitchen” integrada ao salão, onde podemos interagir com o chef e vê-lo preparando e finalizando os pratos, em um grande balcão e ambiente com churrasqueira à lenha e carvão.

Nova Show kitchen do Restaurante Pérgula

Nova Show kitchen do Restaurante Pérgula

Preciso voltar a falar do curioso risotto de beterraba, que não é algo que normalmente eu pediria ao ir num restaurante, mas que me surpreendeu muito. Já tinha ouvido falar que era bom, mas ao provar realmente tive a certeza. A combinação do risotto com queijo de cabra harmonizou perfeitamente e é algo que certamente eu pediria na minha segunda ida ao local.

Risotto de beterraba, queijo de cabra e agrião

Risotto de beterraba, queijo de cabra e agrião

O tempura de camarão é servido em porção pequena e individual pela quantidade que serve. Por ser muito bom, também não dá vontade de dividir com ninguém rs. Camarão bem grande, empanado, crocante, nada oleoso e bastante sequinho. De comer rezando com os deliciosos aspargos e purê de batata roxa.

E pra alegria dos vegetarianos uma das opções de prato principal é a moqueca de shitake, arroz basmati e caju caramelado que sem dúvidas fica até fácil ser vegetariano assim rs. O aroma do caju aliado às porções generosas de shitake combinaram bem e a apresentação do prato estava impecável. Por falar em pessoas com restrições alimentares, o cardápio atende bem todo mundo: vegetarianos, celíacos e pessoas com intolerância à lactose, além dos carnívoros, claro.

Moqueca de shitake, arroz basmati e caju caramelado

Moqueca de shitake, arroz basmati e caju caramelado

Após muitas taças de espumante e comidinhas deliciosas, fomos conhecer os bastidores da Pérgula e tivemos o prazer de percorrer a cozinha com o chef e ver de perto onde os 38 funcionários do espaço ficam a topo vapor. A cozinha funciona nos três turnos de maneira muito otimizada e confesso que fiquei impressionada com o tamanho, que é relativamente pequeno frente à demanda que tem. E funciona tudo de maneira bastante organizada e eficiente, cumprindo de maneira louvável aquilo que se comprometem a entregar para os clientes.

Cozinha da Pérgula

Cozinha da Pérgula

Após provarmos de quase tudo, sinceramente posso dizer que adorei a experiência. Achei a apresentação dos pratos impecável, sabor excelente, todos servidos na temperatura ideal e em louças super bonitas e com toque contemporâneo, ambiente com decoração moderna, alegre e clean, e não menos importante tem um atendimento 5 estrelas, desde a equipe da cozinha, garçons, bar, hostess, como um hotel Belmond não poderia deixar de ser. Certamente é um local que voltarei com meu marido, especialmente pro brunch, que ainda não conheci. 🙂

Deixo-os agora com mais fotinhos para que fiquem babando:

Opção de entrada: Vieiras grelhadas, salada de feijões, creme de abóbora, farofinha e molho de maracujá

Opção de entrada: Vieiras grelhadas, salada de feijões, creme de abóbora, farofinha e molho de maracujá

Opção de prato principal: Polvo grelhado, batatas ao murro e molho romesco

Opção de prato principal: Polvo grelhado, batatas ao murro e molho romesco

Opções de sobremesa: Ovos nevados com purê de frutas vermelhas e atrás sorbet de sorvete de frutas diversas, em especial frutas brasileiras

Opções de sobremesa: Ovos nevados com purê de frutas vermelhas e atrás sorbet de sorvete de frutas diversas, em especial frutas brasileiras

Informações importantes:

O restaurante funciona diariamente para café da manhã, almoço, jantar, drinks e para o brunch aos domingos nos seguintes horários:

Café da manhã: Segunda à sexta – 6:30 às 10:30h / Sábados, domingos e feriados – 7:00 às 11:00h

Almoço: Segunda a Sábado – 12:00 às 17:00h

Brunch: Domingos – 13:00 às 16:00h

Jantar: Domingo a quarta – 18:00 à 00:00h / Quinta a Sábado – 18h às 02:00h (cozinha fecha à 00:00h)

Horários de funcionamento: Pool Bar / Bar da Piscina

Domingo à quarta de 12:00 às 19:00h (exceto domingo que abre às 10h)

Quinta a Sábado de 10:00 à 00:00h

Endereço: Belmond Copacabana Palace – Av. Atlântica nº 1702, Copacabana.

Reservas: (21) 2545-8787

Email: reservations.brazil@belmond.com

Wi-fi: Sim

Valet: Sim

Novo Shangri-La Hotel: Colombo introduzirá um novo nível de luxo no Sri Lanka

Recentemente tive o prazer de conhecer em primeira mão as novidades do novo empreendimento da rede Shangri-La Hotels and Resorts que irá inaugurar na próxima semana em Colombo, a maior cidade do Sri Lanka. Durante um almoço descontraído conhecemos a Judy Reeves, Diretora de Relações Públicas das Américas, que veio apresentar para alguns blogueiros as novidades do luxuoso hotel e suas impressões sobre esse curioso país.

Eu ao lado de Judy Reeves e da amiga Lily @apaixonadosporviagens, dona da foto :)

Eu ao lado de Judy Reeves e da amiga Lily @apaixonadosporviagens, dona da foto 🙂

Depois de ver as fotos, fiquei encantada! Além das excelentes instalações de alto padrão no hotel, o país parece ser incrível pra quem procura sair um pouco do turismo óbvio e busca algo mais exótico, com foco em culturas diferentes e contato com a natureza.

Pra quem não sabe onde fica esse país, está localizado na Ásia, especificamente no sul do subcontinente indiano, e  combinar  uma ida da Índia ao Sri Lanka é ideia interessante, já que apenas 3:40h separam um destino do outro em um voo direto partindo de Nova Deli.

O suntuoso hotel aceitará reservas para estadias a partir do dia 17 de novembro de 2017. Esta será a segunda propriedade do grupo asiático no Sri Lanka, juntando-se ao Hambantota Golf Resort & Spa – inaugurado em junho de 2016 –  e quebrando um jejum de abertura de hotéis no Sri Lanka, nos últimos trinta anos, com um lançamento de um estabelecimento hoteleiro espetacular, sem dúvida, o mais importante e luxuoso da atualidade.

Localizado em One Gale Face, ao longo da agradável Green Promenada – área mais exclusiva da cidade – o hotel Shangri-La Colombo oferecerá vistas estonteantes do Oceano Índico na maioria de seus 500 apartamentos e suítes. O hotel está a 40 minutos de carro do aeroporto Internacional Colombo Bandaranaike, em uma área de 10 hectares de terra que também irá acomodar uma torre de escritórios, dois edifícios residenciais e um shopping com lojas high-end, trazendo um novo nível de luxo para a próspera cidade metropolitana de Colombo.

“Com o crescimento de turistas que visitam a cidade nos últimos oito anos, Colombo tornou-se o portão de entrada para a generosa gama de atrativos que a incrível ilha tem a oferecer”, disse Timothy Wright, vice-presidente e gerente geral do Shangri-La Hotel, Colombo. “Pretendemos estabelecer novos padrões de hospitalidade de luxo em Colombo e mesclar o serviço personalizado da rede Shangri-La com o charme e tradição do Sri Lanka”, completou ele.

O Shangri-La Hotel Colombo permitirá aos que viajam a lazer ou a negócios um mix da elegância asiática da rede hoteleira e o estilo contemporâneo inspirado nos países de natureza e beleza abundantes. Para refletir esse conceito, o hotel contratou o prestigiado artista chinês Man Fung-Yi para criar uma escultura de metal de um bebê elefante em tamanho real, que enfeita e dá graça ao lobby, e ao mesmo tempo mixa modernidade à tradição do Sri Lanka.

Apresentando uma nova proposta de gastronomia na cidade, com cinco restaurantes, bares e lounges, o novo hotel oferecerá também uma ampla seleção de cozinha local e internacional, com menus inovadores, incluindo espaços ao ar livre e entretenimento. Para aqueles que buscam serenidade e a oportunidade de relaxar, o CHI Spa terá nove salas de tratamento, academia aberta 24 horas, piscina com bar e vista para Galle Face Green e o Oceano Índico.

O hotel apresenta uma estrutura para eventos das mais abrangentes e versáteis no Sri Lanka com 4.500 metros quadrados de espaço, incluindo dois salões, área externa e várias salas para hospedar  mais de 1.500 convidados. Destinado a atrair grandes conferências e eventos, o empreendimento reforça a vocação do Sri Lanka – ao lado de Bangcok e Singapura –como destino internacional para viagens de incentivo, congressos e exposições. A propriedade atende também ao mercado de casamentos, eventos sociais e jantares de gala, oferecendo todos os benefícios e a expertise da Shangri-La Events Collection, para criar experiências inesquecíveis e personalizadas.

Entre os programas e atrativos que oferece, destaca-se o Discover Colombo: passeio pela cidade que visa explorar o charme e a história de Colombo, com visita à sua lendária fortaleza. Outra programação imperdivel é o ”safari “feito em Tuk-Tuk para fazer compras, conhecer o artesanato e as secretas preciosidades locais, e ainda, saborear a cozinha nativa. Por a partir de USS 245 por quarto por noite, o pacote inclui café da manhã, jantar para duas pessoas no restaurante de especialidades locais, 20% de desconto em alimentos e bebidas e Wi-Fi gratuito.

Os clientes que viajam a negócios podem aproveitar o pacote business travel que inclui traslado para o aeroporto, café da manhã, lavanderia cortesia e Wi-Fi de USS 205 por noite.

Para mais informações e reservas acesse o site www.shangri-la.com/colombo ou mande um email para reservations.slcb@shangri-la.com.

Sobre Shangri-La Hotels and Resorts

Baseada em Hong Kong, Shangri-La Hotels and Resorts atualmente possui e gerencia quase 100 hotéis com a marca Shangri-La, e reúne aproximadamente 40 mil apartamentos em seu portfólio. Os hotéis Shangri-La são estabelecimentos de luxo, localizados na Austrália, Canadá, China, Fiji, França, Hong Kong, Índia, Indonésia, Japão, Malásia, Maldivas, Mauritius, Mongólia, Myanmar, Filipinas, Singapura, Sri Lanka, Sultanato de Oman, Taiwan, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes e Reino Unido.  O grupo desenvolve novas aberturas na Austrália, China, Camboja, Indonésia, Malásia, Arábia Saudita e Sri Lanka.

Vejam algumas fotos do empreendimento e do local:

O entorno do hotel - Foto: Divulgação

O entorno do hotel – Foto: Divulgação

Vista externa do novo Shangri-La Colombo - Foto: Divulgação

Vista externa do novo Shangri-La Colombo – Foto: Divulgação

Deluxe Ocean View King - Foto: Divulgação

Deluxe Ocean View King – Foto: Divulgação

Deluxe Lake View Twin - Foto: Divulgação

Deluxe Lake View Twin – Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka - Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka – Foto: Divulgação

Apartamento - Foto: Divulgação

Apartamento – Foto: Divulgação

Apartamento/Cozinha - Foto: Divulgação

Apartamento/Cozinha – Foto: Divulgação

Apartamento/Quarto - Foto: Divulgação

Apartamento/Quarto – Foto: Divulgação

Premier Ocean - Foto: Divulgação

Premier Ocean – Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka Colombo - Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka Colombo – Foto: Divulgação

Texto: Relações Públicas da Rede Shangri-La

Fotos: Divulgação/Rede Shangri-La Hotels and Resorts

Museu do Apartheid é atração imperdível em Joanesburgo

Se tem uma atração imperdível em Joanesburgo, essa atração é o Museu do Apartheid. Mesmo pra quem tem apenas um dia na cidade, ou quem sabe algumas horas devido a alguma conexão, vale muito a pena a ida.

O Museu do Apartheid, como o próprio nome sugere, trata do surgimento e declínio do Apartheid na África do Sul. É de extrema importância visitar o local para entender um pouco mais a triste realidade que o povo sul-africano enfrentou desde sempre, mas que oficialmente foi implantado politicamente em 1948.

Museu do Apartheid

Museu do Apartheid

A segregação racial atingia não somente os negros, mas qualquer pessoa que não fosse puramente identificada como branca, como indígenas, asiáticos, indianos, etc. Esse povo foi forçadamente deslocado para as áreas periféricas das cidades, e atualmente são como se fossem nossas favelas. Apenas os brancos poderiam morar nos bairros centrais e com melhor infraestrutura, o que contribuiu para o aumento da desigualdade social no país, presente até hoje e que provavelmente perdurará por muito tempo.

Museu do Apartheid

Museu do Apartheid

Os serviços ditos públicos como acesso à educação e saúde eram nitidamente oferecidos de maneira inferior para os não-brancos, e coisas bizarras como sentar no banco de uma praça não era permitido para esse povo, que se quisessem ir às praças, deveriam sentar no chão. Praias? Apenas o brancos poderiam tomar banho.

É tudo muito revoltante e você pode se perguntar se os não-brancos não faziam nada e aceitavam tudo que lhes era imposto, e a resposta é não. O povo lutou muito e isso culminou no aumento da violência, aumento das manifestações populares e desordem, que uma hora tornaram-se insustentáveis e que felizmente culminaram no acesso à votação multirracial e democracia, que tinha Nelson Mandela como líder.

Escultura de Nelson Mandela no Museu do Apartheid

Escultura de Nelson Mandela no Museu do Apartheid

Depois de muito sofrimento e luta, a Constituição sul-africana hoje em dia tem como pilares a democracia, igualdade, reconciliação, diversidade, responsabilidade, respeito e liberdade. Pelo menos na teoria.

Digo "na teoria" porque infelizmente o preconceito ainda é algo muito forte no país

Digo “na teoria” porque infelizmente o preconceito ainda é algo muito forte no país

O museu trata exatamente sobre isso: a história da segregação no país, desde o início até os dias de hoje. A atração conta com uma exibição permanente e é separado por áreas, em que temos acesso à história do Mandela, as leis do Apartheid, acesso à cela solitária, fotografias e imagens reais das vítimas do apartheid, sendo muitas delas chocantes, etc. Confesso que em vários momentos fiquei sensibilizada e emocionada com o que vi e é mais triste ainda pensar que se trata de um passado não muito distante, mas que lentamente tende a se distanciar.

COMO CHEGAR NO MUSEU DO APARTHEID

A melhor forma de chegar no Museu pra quem está sem carro é adquirindo o city tour do Citysightseeing, o ônibus vermelho de dois andares. Nele você pode descer e subir do ônibus quantas vezes quiser e o bom é que uma das paradas é no Museu.  Esse era meu plano inicial, mas eu estava tão cansada da viagem que preferi pegar um Uber no hotel e ir direto para o Museu. Não fica perto da área hoteleira da cidade (Sandton City) e portanto a corrida de Uber deu mais ou menos R$35.

OBS: Pra quem vai de carro a área de estacionamento é bem grande e tem bastante vaga disponível.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Funcionamento: Aberto diariamente de 09h às 17h.

Endereço: Cnr Northern Parkway & Gold Reef Roads – Ormonde, Johannesburg

Ingresso: Adultos: R85,00 – Estudantes universitários e crianças: R70,00.

Audioguia: Disponível por R15,00

Tempo aproximado da visita: 2 horas.

Continue lendo sobre a África do Sul:

Onde fazer compras em Cape Town

Não viajei com esse fim e nem achei um lugar bom pra isso, mas claro que vez ou outra acabamos entrando em uma lojinha pra ver alguma novidade e comparar preços. Pensando nisso, anotei alguns lugares interessantes pra ajudá-los onde fazer compras em Cape Town.

Eu estava querendo comprar um óculos escuro, mas acabei comprando na volta, pois o que eu queria por incrível que pareça saía mais em conta no Brasil. Caso você queira/precise de óculos, provavelmente irá comprar na Sunglass Hut, loja que  visivelmente domina o setor na cidade (tem uma em toda esquina rs). Achei os preços bem salgados e fiquei sem óculos a viagem inteira, já que tinha esquecido o meu velhinho em casa.

Caso seja o tipo de pessoa que goste de comprar cosméticos/maquiagens mais em conta, a farmácia Clicks é a melhor. Mais especificamente a que fica dentro do V&A, pois é gigantesca! Diversas marcas como Eucerin, La Roche, Avène, Nyx, Maybelline, etc. Até perfumes têm no local. Só não achei bom pra produtos de cabelo, não tem nada interessante. Eu uso há anos um gel de limpeza facial da Avène que no Brasil custa aproximadamente R$60, lá saía por R$35.

Clicks

Clicks

Pra quem procura artigos de artesanato, o melhor lugar é o Watershed, ainda no Waterfront. Além de terem coisas exclusivas, é tudo de boa qualidade, aliado a um lugar confortável. A loja que mais gostei e comprei um quadro de decoração é a Guineafowl Gallery, com quadros, telas e postais super lindos e diferentes.

Guineafowl Gallery

Guineafowl Gallery

Quadrinho da Guineafowl Gallery que eu trouxe pra casa! :)

Quadrinho da Guineafowl Gallery que eu trouxe pra casa! 🙂

Outra loja que fiquei com vontade de levar tudo foi a Wild Thing Africa, com diversos produtos artesanais e diferentes, inclusive até decoração natalina. Além disso, muitos produtos comestíveis exóticos, como patê de zebra e afins. Muito legal comprar pra presentear alguém que goste de coisas exóticas.

Onde fazer compras em Cape Town: Wild Thing Africa

Onde fazer compras em Cape Town: Wild Thing Africa

O que mais compramos nessa viagem foi vinho e o lugar que achei mais interessante foi o Cape Quarter, pois tem vinho tanto no Spar quanto no Tops at Spar, especialista em bebidas. Têm outros Tops at Spar, mas particularmente achei esse o mais bem servido e organizado. A título de curiosidade, uma garrafa grande de Amarula sai por volta de R$35. Uma garrafa da Champagne Veuve Clicquot sai por volta de R$120. A propósito, Amarula é um licor de origem sul-africana e lá vendem diversas coisas do licor: chocolates diversos, caramelos, etc.

Onde fazer compras em Cape Town: Tops at Spar

Onde fazer compras em Cape Town: Tops at Spar

Vinhos tem de todos os tipos e preços, porém apenas vinhos sul-africanos, notei que nisso são bem protecionistas. Mas já que estamos na África do Sul e eles produzem ótimos vinhos, wine not? rs. Priorize os da uva Pinotage, que é produzida no país, sendo um cruzamento da Pinot-noir com Cinsault.

Algo que vale a pena lembrar é quanto ao dia da semana que você tira pra fazer compras. Na ocasião estive em um supermercado num domingo e a sessão de vinhos estava fechada. Assim como esse supermercado, outros também fecham a sessão. Evite o domingo pra ir às compras, pois mesmo quando os departamentos de vinho estão abertos, funcionam em horário reduzido.

Outros lugares indicados pra comprar bebidas são:

Mudando de assunto da água pro vinho, quem quer comprar roupas e perfumes de boas marcas, vá na Edgars, que fica no V&A: a loja é enorme e uma tentação, apesar de eu não ter comprado nada (pra quem não sabe, sou o controle em pessoa rs). As grandes marcas que conhecemos, tanto de vestuário quanto de cosméticos, marcam presença no local. Quem conhece o El Corte Inglés, vai ver que é bem parecido. Na ocasião vi uns casacos clássicos bem bonitos que convertendo não chegavam a R$140, mas claro que vi coisas mais caras também.

Edgars

Edgars

Outra lojinha que gostei de conhecer foi a Rain – Created for Livingque vendem produtos como sabonetes artesanais, home spray, hidratante corporal, óleos diversos, etc… porém o diferencial é que utilizam ingredientes locais para produção. Na ocasião comprei um sabonete de Amarula e um home spray (black Amber) de plantas exóticas que sinceramente ainda não conheci outro tão cheiroso. Essa loja não é tão barata, mas certamente uma do mesmo nível no Brasil seria bem mais cara.

Rain Created for Living

Rain Created for Living

Conforme dito no início do post, não fui com a intenção de fazer compras na viagem, mas inevitavelmente acabamos conhecendo algumas lojas, e essas foram as que eu mais gostei. 🙂

CONTINUE LENDO:

Tudo sobre minha viagem pra Cape Town

Conforme eu havia lido em uma revista, reitero aqui: o mundo não tá preparado pra ver Cape Town de perto. Cores, sabores, brisa do mar, beleza natural exuberante, sorrisos estampados na face, tudo isso, é claro, acompanhado de uma boa taça de vinho, coisa que fazem com maestria.

Por influência de um amigo de meu marido que já tinha ido 2x à cidade, decidi comprar minha passagem. Achei uma promoção voando Latam por R$1800 com taxas do Rio pra Joanesburgo, e o trecho interno fiz com outra companhia. A propósito, pra felicidade de todos, tenho visto várias promoções por esse preço. 🙂

A programação dessa viagem não foi tão fácil, pois não encontrei tanta informação na internet quanto os destinos mais comuns. E, quando encontrava, acabava não encaixando com o roteiro que eu pretendia fazer. No entanto, montei eu mesma todo meu roteiro.

Como se locomover

Se você perguntar pra 10 pessoas que visitaram a cidade, pelo menos 8 dirão pra alugar carro. Porém, minha mãe sempre me disse que eu não sou todo mundo, então fui na contra-mão e não aluguei. Os motivos foram os seguintes:

  • Na África do Sul eles dirigem na mão-inglesa e o volante do carro é do lado direito, o que pode parecer fácil, mas achei confuso até enquanto pedestre, que dirá enquanto motorista;
  • Fiquei com receio de não encontrar estacionamento fácil nas atrações e ficar refém dos estacionamentos;
  • Os vinhos sul-africanos são maravilhosos e durante nossa estadia optamos por beber vinho todos os dias, o que ia na contra-mão da direção rs;
  • Assim como no Brasil, há flanelinhas na cidade, o que acho particularmente um saco;
  • Uber funciona muito bem na Cidade do Cabo e é relativamente barato dependendo de onde você esteja hospedado.

No entanto, nem cogitei alugar carro. Mas financeiramente falando é mais barato, principalmente se viajar com mais pessoas. Gastamos durante toda nossa estadia aproximadamente R$500 de Uber (passamos 7 dias na Cidade do Cabo). Não utilizei transporte público nenhuma vez.

Não tivemos problema pra pedir Uber no aeroporto pra ir pro hotel, e nem foi preciso nos distanciarmos tanto. Quando você pede um Uber, o próprio aplicativo já sugere que você vá pro ponto de encontro, que fica na área do estacionamento e super fácil de encontrar. A corrida deu aproximadamente R$45 até as proximidades de Waterfront, região onde está a maioria dos hotéis.

Onde se hospedar

Fiquei hospedada no Circa on The Square Hotel, um 4 estrelas cujos quartos são enormes e perfeitos pra quem preza por conforto e comodidade. O quarto é na verdade um apartamento de 55 metros quadrados, equipado com geladeira, cooktop, micro-ondas, utensílios de cozinha, lava-louças,  sala de estar, dois banheiros e arrumação diária. Pra quem tem criança, é um excelente lugar pra se hospedar. O café da manhã está incluso na diária e é servido no restaurante do hotel.

O único contra é o fato de não ter desembarque de veículos na porta do hotel, pois a entrada da recepção fica numa rua em que não pode entrar carro. Caso esteja com muitas malas, pode ser ruim. Pode ser ruim também desembarcar muito tarde, pois a região à noite não é nada movimentada, o que causa certa sensação de insegurança.

A região de Waterfront é maravilhosa de se hospedar, pois muitas vezes poderá ir andando pro complexo Victoria & Alfred e terá acesso a transporte turístico, restaurantes, mercados, etc. Apesar de não termos nos hospedado lá, onde estávamos era super perto e o Uber não passava de R$10.

O que fazer em Cape Town

Conforme dito, passamos 7 dias e 7 noites na cidade, o que pode parecer muito mas na verdade foi uma maravilha, pois não fizemos nada com pressa (estávamos de férias e não queríamos correria).

O tempo em Cape Town é super instável e não pude deixar de notar que é possível fazer as quatro estações em um único dia: nebulosidade, nevoeiro, chuva, sol, frio… tudo ao mesmo tempo. Como muitas das atrações requerem tempo bom e céu limpo, é um risco grande passar menos de 3 dias na cidade, por exemplo, pois pode ser que não consiga ver os pontos de interesse. Eu sugeriria, no mínimo, 5 dias inteiros de estadia.

Vou reunir aqui no post as atrações que vocês não podem deixar de fora numa visita à cidade, e então vocês ajustam o roteiro conforme o tempo de permanência:

TABLE MOUNTAIN

Grandioso, esplendoroso, magnífico. Não tenho palavras no meu vocabulário pra definir a beleza desse lugar. Não é à toa que é considerado uma das 7 maravilhas da natureza e realmente faz jus ao título.

TABLE MOUNTAIN

TABLE MOUNTAIN

Pra visitar esse lugar é necessário antes de tudo acompanhar o tempo direto no site, pois caso a visibilidade esteja baixa devido ao mau tempo – o que não é difícil – o teleférico não funciona. Ou seja, assim que pegar um dia ensolarado, vá logo pra lá e nada de deixar pro último dia.

Com o ticket do ônibus City Sightseeing, cheguei aos pés da Table Mountain. Apesar da longa fila, não demorei 5 minutos pra embarcar no teleférico. Vale lembrar que eu já tinha os ingressos, pois ganhei da Secretaria de Turismo numa parceria. Caso não tenha os ingressos sugiro que compre online pra não pegar fila na bilheteria e depois fila pro teleférico.

Pra vocês terem uma ideia da monstruosidade que é a Table Mountain, ela tem altitude de 1.085 metros (a título de comparação, o Morro do Corcovado, onde fica o Cristo Redentor, tem altitude de 710 metros, um terço menor!). Dá pra imaginar o quão maravilhosa é a vista do alto da Montanha?

TABLE MOUNTAIN

TABLE MOUNTAIN

Você pode acessá-la através do bondinho e também através de trilhas, que dependendo do preparo físico pode demorar até 4h pra subir. Claro que fui de bondinho. É impossível não comparar o teleférico da Table Mountain com o bondinho do Pão de Açúcar, sendo que a diferença é que nesse primeiro à medida que vai subindo vai girando 360 graus, o que permite que o visitante tenha diversas vistas da cidade – e em alguns momentos sem vidro em frente, abertão mesmo. 🙂

Teleférico Table Mountain

Teleférico Table Mountain

Como lá em cima é muito grande, não basta só subir, tirar foto e descer. Há muitas trilhas pra apreciar a cidade de diversos ângulos, então sugiro que vá com um bom calçado e leve água, pois à medida que anda, vai se distanciando da única lanchonete que tem e que fica logo na entrada.

50 tons de azul!

50 tons de azul!

Não espere que seja um passeio rápido, pois com certeza você vai querer fazer as trilhas e admirar toda a beleza que há no local. Sem dúvidas, a atração está na lista dos lugares mais belos que já vi – tanto de cima, quanto de baixo.

Table Mountain

Table Mountain

Apesar de eu não ter feito isso, imagino que o pôr do sol de lá deve ser a coisa mais espetacular do mundo. Como fui de manhã, obviamente tive que ver o pôr do sol de outro lugar.

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

Saí da Table Mountain por volta de 14h. Optei por pegar um Uber e ir conhecer o Jardim Botânico da cidade, que fica a 17 km de distância da atração anterior. Como estávamos sem carro e não há transporte público pra esse lugar, optamos por ir logo, já que íamos perder muito tempo se fôssemos pegar novamente o City Sightseeing, pois ele segue uma rota de sentido único (já já falo pra vocês disso).

O Jardim Botânico tem uma vista privilegiada da Table Mountain, pois fica bem aos pés dessa. Está em funcionamento desde 1913 e é considerado o mais belo jardim botânico do Continente. Mesmo que você não seja um grande entendedor de botânica (também não sou), vale muito a visita.

Há uma variedade de mais de 7 mil tipos de plantas originárias da África, inclusive não só plantas, mas cobras também. Notei que muitas pessoas fazem piquenique no grande gramado que há no local, uma boa pedida pra fechar a tarde e assistir o pôr do sol (em Cape Town, onde quer que você esteja, o pôr do sol será um espetáculo). 🙂

Oi???

Oi???

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

Eu confesso que estava bem cansada já ao chegar no local, mas me esforcei pra caminhar e desbravar a atração, que é repleta de ladeiras.

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

A propósito, dentro do Jardim Botânico está localizado o famoso Restaurante Moyo, de culinária africana.

É necessário prestar muita atenção nos horários de funcionamento das atrações, pois dependendo da estação do ano pode fechar cedo. Como fui no inverno, era meu caso. Isso vale tanto pras atrações como pros ônibus City Sightseeing, que mudam os horários conforme as estações.

Atenção: Os ônibus do City Sightseeing fazem uma rota de sentido único, então programe-se pra não precisar voltar na atração/parada que já tenha passado, pois do contrário terá que dar uma volta inteira na cidade pra chegar novamente ao ponto desejado.

BOULDERS BEACH

No dia seguinte meu combo de passeio foi o Cabo da Boa Esperança e a Boulders Beach, atrações imperdíveis pra quem visita a região. Comprei o passeio Full-day Cape Point Tour, do City Sightseeing, no dia anterior. Perto do meu hotel tinha uma parada do ônibus (Lower Long Street), o que facilitava muito a locomoção, pois eles não param nunca fora de seus pontos. Verifique a tabela de horários, pois os ônibus são muito pontuais.

Chegando em Boulders Beach

Chegando em Boulders Beach

A primeira parada foi Boulders Beach, em que é necessário pagar uma taxa de R65 pra entrar, por tratar-se de área de preservação do Table Mountain National Park.

Uma colônia com cerca de 3.000 pinguins vive na Boulders Beach e, apesar do número parecer alto, os animais correm sério risco de extinção. Coletas ilegais de ovos, predadores naturais no mar e graves acidentes marítimos com derramamento de óleo contribuíram para que a população dos bichinhos fosse reduzida em 98% em dois séculos.

Pinguins africanos

Pinguins africanos

Os pinguins africanos estão por toda parte e podem ser vistos em todas as estações, apesar de ser recomendável ir nos dias mais ensolarados, pois a cor da água também é um espetáculo à parte. Aliás, a praia é super limpa, organizada e segura. Voltei apaixonada desse lugar!

A cor da água é outro espetáculo!

A cor da água é outro espetáculo!

Muitos pinguins!

Muitos pinguins!

CABO DA BOA ESPERANÇA

Continuando o passeio anterior, seguimos para o Cabo da Boa Esperança, a 22 km da Boulders Beach. O caminho durante o percurso é um espetáculo, com vistas deslumbrantes e breves paradas quando avistamos algum animal fora do comum (como ema e avestruz, por exemplo).

Avestruz pelo caminho

Avestruz pelo caminho

Pra acessar o Cabo da Boa Esperança também é necessário pagar uma taxa, mas já está inclusa no tour do Citysightseeing. Há estacionamento no local pra quem vai de carro.

Quem aí lembra das aulinhas de história, em que aprendemos que no final do século XV Bartolomeu Dias “descobriu” o lugar quando buscava o caminho para as Índias? Devido à localização no extremo Sul da África, no encontro dos Oceanos Atlântico e Índico, há uma forte e agressiva agitação no mar, que conferiu à região primeiramente o nome de Cabo das Tormentas.

O lugar é incrível não só pela grande importância histórica, mas também pela beleza natural. É altamente recomendável subir até o Farol que está no cume, seja através de trilha/escada ou de funicular. Do alto a vista é mais deslumbrante ainda! Caso opte por ir através das escadas, as pessoas chegam em mais ou menos 15 minutos ao topo e é de nível fácil.

Subida até o farol

Subida até o farol

Como eu tinha ganhado os ingressos do funicular, óbvio que optei por esse. Você pode subir a pé e voltar a pé, subir de funicular e voltar a pé (ingresso mais barato) ou subir e descer de funicular.

Cabo da Boa Esperança

Cabo da Boa Esperança

Ali pertinho do funicular há um restaurante chamado Two Oceans, cuja vista vocês já devem imaginar do que se trata. Caso queira almoçar lá, dependendo da época é necessário fazer reserva, pois pode lotar. Pra quem pretende fazer um lanche mais rápido, bem ao lado do restaurante há uma lanchonete com boas opções e bons preços.

Atenção: Há muitos babuínos no local, sabem abrir carro, bolsas e podem atacar. Eles na verdade estão sempre em busca de comida, então evite ao máximo caminhar com qualquer tipo de alimento, pois eles sentem o cheiro de muito longe e vão atrás de você onde quer que você esteja.

Babuínos

Babuínos

Babuínos

Babuínos

Caso tenha estacionado na parte de cima, será necessário fazer o percurso de volta

Caso tenha estacionado na parte de cima, será necessário fazer o percurso de volta

Há outra trilha a ser percorrida, em que passamos ao lado da Dias Beach, em que há tubarões e surfistas corajosos. O amigo do meu marido que lá esteve estava surfando quando um tubarão branco passou do lado dele. kkk

Dias Beach à esquerda

Dias Beach à esquerda

Essa trilha é muito legal e nos leva até a famosa placa que todo mundo tira foto, mas que nos permite ter vistas maravilhosas do local. Fomos até o topo de uma montanha e descemos, acompanhados de um guia, que pacientemente tirou foto de todo mundo haha.

Foto clichê mas que tem que tirar!

Foto clichê mas que tem que tirar!

Paisagens estonteantes do Cabo da Boa Esperança

Paisagens estonteantes do Cabo da Boa Esperança

Voltei encantada desse passeio e o caminho de volta reforçou ainda mais o encanto: estradas estreitas, curvas sinuosas e rodeada de costões rochosos, vegetação plana e muito azul, fizeram valer cada centavo investido nessa viagem.

O caminho...

O caminho…

Além do Sightseeing, a empresa Cape Comoot também faz o passeio para o Cape Point parando na Boulders Beach. Compare os preços e o que é oferecido pra saber o que é melhor pra você.

Chegamos no fim do dia/início da noite já cansados e fomos pro hotel descansar pois no outro dia fomos…

CONHECER ALGUMA VINÍCOLA

Algo imperdível também de conhecer na Cidade do Cabo são as vinícolas – e a boa notícia é que não tem apenas uma, mas várias! 🙂 Pra quem não está com carro alugado, a melhor opção é conhecer as da região de Constantia Valley, que ficam numa região afastada do centro mas ainda na mesma cidade.

Pra quem pensa em alugar carro e tem tempo de sobra, acho que vale a pena esticar até Stellenbosch e Franschhoek, em que podem até pernoitar. Essas últimas estão a uma distância de 53 km e 81 km da Cidade do Cabo, respectivamente. A empresa Cape Comoot tem transfers diários pra Franschhoek partindo da Greenmarket Square.

Groot Constantia

Groot Constantia

O terceiro dia destinamos para  beber, ops, conhecer as vinícolas. Como não há transporte público para o local, mais uma vez optamos pelo CitySightSeeing, cujo ônibus Constantia Wine Bus leva os visitantes a três vinícolas, entre elas a Groot Constantia, a mais antiga do país. Essas vinícolas ficam na região mais antiga da cidade, região essa incrivelmente linda, com belas estradas e árvores que desenham um cenário exuberante.

A caminho de Groot Constantia

A caminho de Groot Constantia

É necessário pagar R75 pra entrar, o que dá direito a degustação de cinco vinhos e no final ainda podemos levar as taças de lembrança. Além desse tour de degustação, há também o tour de degustação de chocolates com vinhos.

Tour Groot Constantia

Tour Groot Constantia

A Groot Constantia, como já dito, é a vinícola mais antiga do país, existente há 330 anos. É dessa vinícola que saía um dos vinhos preferidos de Napoleão Bonaparte, o Grand Constance, quando este estava exilado na Ilha de Santa Helena, de onde encomendava os vinhos.

Grand Constance - Groot Constantia

Grand Constance – Groot Constantia

O passeio é muito agradável e organizado, percorrendo vários pontos do processo de produção do vinho, assim como tirando as dúvidas dos visitantes. O final da visita se dá na loja, onde podemos degustar 5 vinhos e quem sabe levar uns pra casa. Dos 5 que provei, apesar de ter gostado de todos, gostei mais do Constantia Rood 2015 (tinto). 🙂

Na época que fui as videiras estavam secas (inverno)

Na época que fui as videiras estavam secas (inverno)

Particularmente achei que o preço nas vinícolas estava praticamente o mesmo que nas lojas de vinhos do centro da cidade, e como eu ja estava mais pra lá do que pra cá (se é que vocês me entendem) acabei deixando as compras pra depois.

Vinícolas de Cape Town

Vinícolas de Cape Town

Além dessa vinícola, você pode visitar com o mesmo ônibus a Eagles’ NestBeau Constantia, que ficam próximas uma das outras (é necessário pagar pra entrar em cada uma delas).

Como eu já estava meio bebum e já estava tarde (não sei precisar quantas horas passei na vinícola) segui no Mini Península Tour rumo à Camps Bay, onde almojantaria e veria o pôr do sol.

CAMPS BAY & CLIFTON

Antes de mais nada vale salientar que o ônibus do City SightSeeing é aberto no segundo andar, o que pode ser terrível se estiver frio. Juro que nunca passei tanto frio na vida… kkk. Leve sempre uma roupa mais quentinha ao seguir viagem nesse ônibus.

City SightSeeing

City SightSeeing

Além de ter audioguia em vários idiomas, o ônibus te leva por lugares lindos por onde quer que você olhe. Numa dessas paradas desci em Camps Bay, a principal praia da cidade, de onde temos a bela paisagem dos 12 apóstolos ao fundo.

Os 12 apóstolos são uma formação rochosa que são melhores apreciadas da Praia de Camps Bay. Faz parte da Table Mountain e não sei porque leva esse nome, já que se você contar verá que na verdade têm 17 picos.

12 apóstolos

12 apóstolos

Além de ser bonita por natureza, Camps Bay tem ótima infraestrutura pro visitante, o que fez com que eu voltasse lá em outras ocasiões. Almoçamos num restaurante com vista pro mar no Promenade, uma galeria com lojinhas e restaurantes interessantes, e depois caminhamos pela orla. No mesmo ponto onde descemos do ônibus pegamos depois pra voltar pro hotel.

Caso queira um lugar bem animado em Camps Bay, esse lugar é o Cafe Caprice!

Caso queira um lugar bem animado em Camps Bay, esse lugar é o Cafe Caprice!

Vista de Camps Bay

Vista de Camps Bay

Pôr do sol em Camps Bay: Quem você convidaria pra sentar nesse banco com você?

Pôr do sol em Camps Bay: Quem você convidaria pra sentar nesse banco com você?

Pôr do sol em Camps Bay: É ou não um espetáculo?

Pôr do sol em Camps Bay: É ou não um espetáculo?

Em outra ocasião voltamos a Camps Bay mais à vontade, digamos. Já tínhamos visto as atrações turísticas que gostaríamos e estávamos mais tranquilos e sem pressa de nada. Compramos um vinho e fomos ver o belo pôr do sol, que em Cape Town se põe no mar. Temperatura caindo, pé na areia, uma garrafa de vinho, boa companhia e uma paisagem de tirar o fôlego.

Ainda fomos conhecer Clifton Beach, outra famosa praia que é vizinha à Camps Bay e dá pra ir andando. A câmera já estava descarregada e não pude tirar foto buáááá.

BO-KAAP

Em outro dia separamos uma manhã pra fazer compras (vou falar em outro post) e à tarde pra conhecer Bo-Kaap, através do Free City Sightseeing Walking Tour. O tour, como o nome sugere, é de graça e você paga quanto quiser para o guia ao final do passeio. Ele não é funcionário da empresa e, segundo ele, vive das gorjetas que recebe nesse passeio.

Signal Hill vista de Bo-Kaap

Signal Hill vista de Bo-Kaap

O tour começa sempre às 14h e às 16:15 e parte do escritório central da City Sightseeing na Long Street rumo à Bo-Kaap. Sugiro que confirme os horários antes de ir, pois pode ser que mude de acordo com as estações do ano – lembrando que fui no inverno.

Localizado aos pés de Signal Hill, esse bairro é conhecido pelas suas brilhantes e coloridas casas em tons de verde, azul e laranja. Bastante diferente, além de pitoresco é de grande valia conhecer a história dos habitantes do bairro, que historicamente eram descendentes de escravos do Sudeste Asiático – também chamados de malaios – e atualmente o berço da comunidade muçulmana na cidade, que são 70% da população de lá.

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

Encantada com esse bairro!

Encantada com esse bairro!

A mais antiga mesquita muçulmana, datada de 1793, fica no bairro. Caso sua visita seja entre segunda e sábado há a possibilidade também de visitar o Bo-Kaap Museum por R10 e tomar um chá na casa de um morador. Como fui num domingo, o museu estava fechado. Depois de muitas fotos, voltamos pras adjacências da Long Street.

GREENMARKET SQUARE

Ali pertinho do escritório central da City Sightseeing está essa praça, que antigamente funcionava como um mercado de escravos. A praça é na verdade um mercado de pulgas e um prato cheio pra quem pretende conhecer o artesanato africano (não apenas sul-africano).

Há um certo assédio por parte dos vendedores, que fazem de tudo pra tentar vender seus produtos, que pelo pouco que percebi não eram muito baratos. Não consegui ficar muito tempo lá, pois quando cheguei já estava quase fechando, então nem consegui bisbilhotar muito as novidades.

LONG STREET

Ali do lado está a Long Street, que não é bem um ponto turístico mas é um lugar que certamente você irá passar. Durante o dia é tudo muito movimentado, pois há um número grande de lojas, empresas, bares e restaurantes, e à noite se transforma num ambiente com vida noturna e agito. Apesar do agito, não me senti muito à vontade em andar à noite lá, mesmo estando acompanhada. Pra quem procura hostel pra se hospedar, bem provável que acabe ficando nessa região, cuja oferta é maior.

Long Street

Long Street

Algo que vale a pena destacar é que a maioria dos bares ficam nos altos. Então caso esteja procurando algum lugar específico, não deixe de olhar pra cima, não somente pro térreo.

Conheci um bar muito bacana nessa rua, que falei no post Onde comer em Cape Town.

ROBBEN ISLAND

Outra atração que você vai precisar tirar ao menos um dia pra ir é Robben Island, pois o passeio dura pelo menos 4h. Comprei meu ingresso no dia anterior (R340) e foi a melhor coisa que fiz, pois no dia estava lotado e acho que nem conseguiria mais ingresso.

A bilheteria e ponto de partida do ferry é no complexo Victoria & Alfred Waterfront, ao lado da Torre do Relógio. Acontecem três partidas diariamente, sempre às 09h, 11h e 13h. Sugiro que chegue com pelo menos 20 minutos de antecedência, pois as filas são gigantes mesmo pra quem já tem ingresso e costumam fechar o portão de acesso 10 min antes da partida. Opte pela ida num dia sem chuva, pois grande parte do tour acontece a pé e em área descoberta.

Ferry pra Robben Island

Ferry pra Robben Island

Eu parti no ferry das 09h, pra que pudesse aproveitar bastante o dia. Caso você seja sensível a balanço de barcos, saiba que pode enjoar – cogite levar um remédio pra enjoo/náuseas. Digo isso porque na ocasião vi algumas pessoas vomitando e não foi muito agradável hahaha.

Robben Island é a ilha onde Nelson Mandela e seus companheiros ficaram presos por mais de 20 anos. É considerada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, e, além de ser um local de extrema importância histórica, em que retrata a história da luta contra o apartheid, é também um ambiente de refúgio para muitas espécies marinhas e terrestres.

Chegando em Robben Island

Chegando em Robben Island

Logo ao chegar na Ilha embarcamos num ônibus com um guia, que vai percorrendo vários pontos da complexo prisional e contando as curiosidades. Em seguida descemos do ônibus para fazer uma visita interna à prisão, com outro guia, que geralmente é um ex-prisioneiro que passou por essa prisão. A história é contada por alguém que viveu aquilo, o que torna o passeio ainda mais incrível. Apesar de já ter passado por momentos muito difíceis, o guia era extremamente simpático, atencioso e com muita história pra contar.

Dormitório dos presos

Dormitório dos presos

Com o guia, um ex-prisioneiro de Robben Island

Com o guia, um ex-prisioneiro de Robben Island

Temos a oportunidade de fazer perguntas para o ex-prisioneiro e percorrer lugares históricos, como a cela de Mandela. Assim como a área de banho, os cardápios servidos, etc.

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Eu já tinha visitado o Apartheid Museum, em Joanesburgo, e achei incrivelmente interessante essa visita também, especialmente pra quem se interessa por história, o que acho indispensável para conhecer um pouco a história de luta do povo desse país.

Prisão de segurança máxima

Prisão de segurança máxima

O passeio de ferry foi também muito especial, onde pude contemplar grupos de pinguins nadando, assim como focas e até baleia, tudo isso com a paisagem cinematográfica de Cape Town vista do mar.

Baleia!!

Baleia!!

Estádio construído pra Copa de 2010

Estádio construído pra Copa de 2010

VICTORIA & ALFRED WATERFRONT

Retornamos do passeio do tópico anterior e a fome estava grande, então pausamos umas horinhas pra comer e jogar conversa fora. Passado isso, fomos bater perna no complexo, que é bem grande e tem pra todos os gostos/bolsos. Lá você encontrará uma infinidade de lojas, restaurantes, cafés, artistas de rua e bares, o que torna o lugar sempre bem movimentado e animado.

O que fazer em Cape Town

O que fazer em Cape Town

A incrível vista do V&A

A incrível vista do V&A

Artistas de V&A

Artistas de V&A

Tudo isso com uma vista incrível da Baía e outras atrações, como a Cape Wheel, uma roda-gigante fechada muito parecida com a London Eye. Eu estava com planos de ir nela, mas acabei enrolando e deixando pro fim da viagem e não fui. Imagino que a vista de lá deve ser espetacular. Se eu não me engano, custa R120.

Cape Wheel

Cape Wheel

THE WATERSHED

Outro lugar muito bacana de conhecer é The Watershed, que fica também no complexo V&A, mas com uma pegada um pouco diferente. Localizado do lado do Aquário de Cape Town, é um mercado excelente pra quem quer conhecer um pouco mais do artesanato africano, mas com muito conforto. Vou abordar mais sobre esse lugar no próximo post, em que contarei sobre onde fazer compras em Cape Town. Não deixe de conferir.

Pertinho do Watershed fica a Nobel Square, com diversas esculturas de sul-africanos ganhadores do famoso prêmio

Pertinho do Watershed fica a Nobel Square, com diversas esculturas de sul-africanos ganhadores do famoso prêmio

OUTRAS INFORMAÇÕES

Fiz também o passeio Harbour Cruise, mas achei um pouco sem graça. A coisa mais legal foi ver bem de perto uma foca preguiçosa que pegava sol dentro de um pneu kkk. Além disso, as bonitas paisagens vistas do barco. Talvez seja mais interessante pra quem trabalha/estuda algo relacionado às ciências náuticas – o que não é meu caso.

Passeio de barco em Cape Town

Passeio de barco em Cape Town

Paisagens lindas no passeio de barco

Paisagens lindas no passeio de barco

Vale a pena dar uma passadinha no bairro de Woodstock e conhecer The Old Biscuit Mill, uma espécie de mercado com uma pegada mais alternativa. Nesse local está localizado o The Test Kitchen, o melhor restaurante do continente africano (é necessário reservar com bastante tempo de antecedência). Opte por conhecer o mercado num sábado, pois é quando rola música ao vivo, barracas de comidinhas típicas e artistas locais. No dia que eu fui tava tendo um evento de vinho e gin, em que pudemos degustar algumas bebidinhas e conhecer pessoas.

Não posso deixar de mencionar que visitem também a Exposure Gallery, uma pequena galeria de fotografia com fotos de esbugalhar os olhos e que estão disponíveis pra compra. Caso decida ir, saiba que a feirinha que tem aos sábados funciona até 14h.

The Old Biscuit Mill

The Old Biscuit Mill

Relativamente perto dali está a cervejaria Devil’s Peak, ótima pedida pra quem quer dar um tempo dos vinhos e curtir cervejas artesanais. Fomos andando pra lá, mas infelizmente estava fechada temporariamente pra reforma. Porém experimentei essa cerveja em outro bar, em outra ocasião, e adorei. Certamente deve valer a pena fazer uma degustação direto no local.

Uma atração super recomendada na cidade mas que acabei não indo foi assistir o pôr do sol de Signal Hill. Dessa colina você pode ter mais uma vista espetacular da cidade. Confesso que quis ir, mas nesse ponto não ter carro alugado dificultou: não tem transporte público para o local. Pensei em chamar um Uber, mas fiquei com receio de não conseguir voltar facilmente e ficar perambulando à noite num lugar não povoado. Durante o verão a empresa City Sightseeing tem um transporte pra lá no chamado tour noturno.

Outro pôr do sol famoso é Lion’s Head. Porém, tecnicamente conhecido por ser mais difícil que o anterior. É necessário também ir de carro pra acessar o local e ter um certo preparo físico, pois no fim do percurso há uma escaladinha, que, segundo o que li, não é nada de outro mundo, mas que também não é mamão com açúcar. Como não sou fã de escaladas, nem cogitei ir, nem que estivesse de carro. Desculpe decepcioná-los hahaha.

No entanto, o que não faltam são lugares pra apreciar o famoso pôr do sol de Cape Town, que nunca decepciona ao sumir no Atlântico fechando o dia com chave de ouro.

Me surpreendi positivamente com a Cidade do Cabo em todos os aspectos, mas, sem sombra de dúvidas, a beleza natural estonteante merece destaque. É comum ouvir as pessoas comparando Cape Town com o Rio de Janeiro, mas sinceramente além do fato de ambas cidades terem praia e um belo morro que subimos de teleférico, as semelhanças param por aí. Não desmerecendo o Rio, cidade que moro, mas Cape Town me pareceu muito mais desenvolvido, organizado e seguro.

Por falar em segurança, achei tudo muito tranquilo lá. Não me senti ameaçada em momento algum, mas também não fiquei dando sopa. Assim como o Brasil a cidade tem muitos moradores de rua e problemas sociais, mas eles costumavam só pedir algum dinheiro e não nos intimidavam caso não déssemos. Entretanto, nas redondezas da Long Street vale a pena uma atenção redobrada à noite.

Não entrei em nenhuma favela, conhecidas lá por township, mas passei em frente a uma no City tour que fiz com a CitySightseeing. As casinhas são extremamente pequenas, geralmente não são de alvenaria como no Brasil e sim de alumínio, o que deve ser insuportavelmente frio no inverno e extremamente quente no verão. Pude ver que os banheiros são externos, de uso comunitário.

Township em Cape Town

Township em Cape Town

Diferente do Brasil que as favelas são em qualquer lugar da cidade, em Cape Town são sempre no subúrbio, pois era onde os não-brancos podiam morar na época do apartheid. Em hipótese alguma poderiam viver nas áreas centrais. O tempo passou, mas infelizmente ainda há muita gente em situação de pobreza vivendo ali.

Há alguns tours pra conhecer as favelas, assim como tem aqui no Rio, mas justamente por morar no Rio não quis ir. Particularmente na minha cabeça não fazia sentido eu nunca ter ido visitar uma comunidade aqui, e visitar em outro país. Apesar disso, passei em frente pra ter uma noção.

Essa viagem foi maravilhosa e não montei um roteiro robotizado, apenas mantive em mente o que gostaria de conhecer. Em Cape Town quem vai mandar no seu roteiro é a previsão do tempo, pois num dia mais nublado você pode optar por conhecer uma vinícola, num dia mais ensolarado pode subir a Table Mountain, e assim por diante.

Espero ter sido clara nesse post e que eu possa ajudar muitos e muitos viajantes a atravessar o oceano em busca de uma nova aventura! 🙂

CONTINUE LENDO:

Onde comer em Cape Town: Minhas experiências

Frutos do mar, ótimas carnes, bons doces e vinhos, o que não vai faltar são opções de onde comer em Cape Town. Durante minha estadia de 7 dias, conheci muitos bons restaurantes que valem a pena contar pra vocês.

Pra quem está hospedado nas redondezas do Victoria & Alfred Waterfront, saiba que terá à sua disposição uma variedade enorme de bons restaurantes, bares e lanchonetes no complexo. Como era relativamente perto do hotel onde me hospedei, comi em diversas ocasiões lá.

Dentre os restaurantes que mais gostei na cidade e que merecem atenção:

  • GIBSON’S GOURMET BURGERS & RIBS

Especializado em hambúrguer e costela de porco, pedi um cheeseburger de queijo gorgonzola com bacon (jaquei). Assustadoramente grande, ainda veio acompanhado de batata doce frita. A propósito, eles comem muita batata doce por lá e ficam muito saborosas quando fritas. Eu não sou o tipo de pessoa que come pouco, mas confesso que não consegui comer todo o sanduíche, pois era realmente MUITO grande. O pão era macio, a carne gostosa e com bastante gorgonzola, que pode ser forte pra quem não é fã do queijo.

Além dos sanduíches, eles tem uma variedade enorme de milk-shake, mas não posso opinar pois não tomei. Não é a hamburgueria mais barata que você vai encontrar, mas certamente vale a pena.

Endereço: Shop 157 Lower Level, V&A Waterfront

GIBSON'S GOURMET BURGERS & RIBS

GIBSON’S GOURMET BURGERS & RIBS

  • V&A WATERFRONT FOOD MARKET

Mercado imperdível de conhecer em Cape Town, pois lá você encontra de tudo e dificilmente sairá insatisfeito. Além de muito bonito e com boas instalações, há uma variedade enorme de tudo: pizza, comida africana, vinhos, doces diversos, cervejarias, sanduíches e lojinhas diversas. É do tipo que compra e come em pé, ou encostado em algum balcão, de forma bem descontraída. Na ocasião compramos carne seca de gnu, que eles costumam comer como um snack. Particularmente o sabor não me agradou, mas meu marido gostou e trouxe até pro Brasil.

As pessoas costumam ir pra lá pra fazer um happy hour e beliscar alguma coisa, o que pareceu bem legal.

Endereço: Dock Rd, Victoria & Alfred Waterfront.

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

Carne seca de gnu

Carne seca de gnu

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

  • BEERHOUSE

Num dia que havíamos almoçado tarde e não estávamos com fome, fomos à noite pra Beerhouse, onde pudemos conhecer algumas boas cervejas sul-africanas. O lugar, como o próprio nome sugere, tem 25 torneiras de chopp e 99 tipos de cerveja, com destaque para as locais.

O ambiente é bem descontraído, e como a maioria dos bares e restaurantes da Long Street, fica nos altos, não no térreo. Há outros atrativos no local, como karaokê, DJ e música ao vivo. A área externa (que tem vista pra Long Street) é reservada aos fumantes. O cardápio de comida é bem restrito, mais voltado para petiscos e alguns hambúrgueres. Ficamos nos petiscos e nas cervejas e achamos que valeu muito a pena!

Endereço: 223, Long Street.

BEERHOUSE CAPE TOWN

BEERHOUSE CAPE TOWN

Onde comer em Cape Town

Onde comer em Cape Town

  • THE BUTCHER

Localizado no Shopping Promenade, uma espécie de galeria com vista pro mar, é uma boa pedida pra almoçar olhando o mar e todo o burburinho da badalada Camps Bay. Na ocasião pedimos o “week special”, em que comi um contra-filé saboroso e meu marido frutos do mar, acompanhado de um bom vinho Shiraz e malva pudding de sobremesa. A conta ficou em R440, sendo que tomamos uma garrafa de vinho enquanto apreciávamos um belo pôr do sol.

A propósito, Malva pudding é algo que sempre estará presente nos cardápios do país (vide foto de capa). É a sobremesa queridinha dos sul-africanos e tem toda razão de ser. É um tipo de bolo esponjoso e fofinho servido sempre morno e às vezes com uma bola de sorvete. É super gostoso e comi em quase todos os restaurantes que fui rs.

Endereço: Victoria Road, Promenade, Camps Bay.

  • OCEAN BLUE

Outro restaurante localizado em Camps Bay, exatamente do lado do restaurante do tópico anterior. Restaurante muito bonito, decorado com orquídeas brancas e bastante clean, casando perfeitamente com o charme da famosa praia.

Pedi uma massa com salmão defumado que estava ótima, assim como o vinho. Pra ser mais exata, gostei de todos os vinhos que tomei nessa viagem, o que me surpreendeu. O restaurante é uma boa pedida pra quem está na praia e quer almoçar com direito a uma vista bonita.

Endereço: Shop 3, The Promenade, Camps Bay.

Cardápio Ocean Blue Cape Town

Cardápio Ocean Blue Cape Town

  • MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

No dia que fomos nesse restaurante estávamos na verdade indo no Mama África, outro restaurante famosinho da cidade e que serve além da comida típica, a experiência em um restaurante africano. Infelizmente o Mama África estava fechado por uns dias, pois havia ocorrido um incêndio na cozinha e estava interditado.

No entanto, partimos em busca de outro restaurante nas redondezas em que pudéssemos ter uma experiência semelhante e então entramos no March of Time, que nos chamou atenção pela bonita decoração. Ainda era cedo, então o restaurante estava vazio e ainda não tinha começado a música ao vivo que costuma tocar à noite num palquinho instalado dentro do local.

MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

O atendimento sem dúvidas foi um dos melhores de nossa viagem. O garçom, um rapaz muito simpático que adotou o nome de “Richard” ao chegar em Cape Town, é na verdade do Zimbabue e nos deu muitas dicas sobre a cidade, nos contou muitas curiosidades sobre seu país, além de nos ajudar a escolher o prato. A comida chegou com ótima apresentação e sabor forte, e com as características dos pratos sul-africanos: apimentado, aromático e muito farto.

Onde comer em Cape Town: Papa típica sul-africana

Onde comer em Cape Town: Papa típica sul-africana

Não pude deixar de notar que as mesas nesse restaurante são super baixas. Se você como eu não é a pessoa mais baixa do mundo, pode estranhar. Perguntei pro garçom e ele curiosamente disse que muitas pessoas preferem comer sentadas no chão.

Onde comer em Cape Town

Onde comer em Cape Town

Achei esse local o mais “autêntico” no que tange à originalidade dos pratos e sem parecer pega-turista. Na África do Sul costumam comer carne de animais de caça, como avestruz, javali e gnu, o que pode soar exótico para brasileiros. Resolvemos provar carne de avestruz e gostamos. Um acompanhamento muito comum é a papa, feita da farinha de milho. Além da papa, costumam comer arroz do tipo soltinho e gostoso, mas não colocam sal, o que podemos estranhar.

Onde comer em Cape Town: Comida típica sul-africana

Onde comer em Cape Town: Comida típica sul-africana

Esse restaurante tem preço um pouco acima da média, mas achei que valeu a pena e por isso incluo aqui no post.

Decoração

Decoração

Endereço: 89, Long Street.

  • MARCOS AFRICAN PLACE

Fomos jantar nesse local por indicação do garçom Richard, do tópico anterior. O ideal é que se faça reserva antes de se dirigir ao local, pois é muito procurado e lota, apesar de ser bem amplo. Como não sabíamos, enfrentamos uma fila de espera grande, e ficamos no bar pra passar o tempo.

Esse restaurante também é de comida típica e tem música ao vivo, o que faz toda diferença. A banda era muito animada e interagiam bastante com os clientes, o que fez eu adorar a experiência. O atendimento também era ótimo, além da decoração. Apesar de tantos prós, a comida achei que podia melhorar. Comi uma espécie de strogonoff e meu marido carne de javali, e achei que o prato dele estava melhor que o meu. Mas pela experiência e diversão, valeu. 🙂

Prato do marido

Prato do marido

Música ao vivo em Cape Town

Música ao vivo em Cape Town

Endereço: 15, Rose Street, Schotsche Kloof, Cape Town.

  • HARBOUR HOUSE

Há uma história por trás de nossa ida a esse restaurante. Era meu aniversário, meu marido fez uma reserva com uma semana de antecedência e fez algumas solicitações especiais, que até então eu não sabia pois seria surpresa. Ao chegar no local fomos surpreendidos por um péssimo atendimento, não no sentido de terem nos tratado mal, mas de não atenderem às solicitações. Na verdade nem ligaram que ele já tinha uma reserva, apenas nos alocaram em uma mesa qualquer e pronto.

Visivelmente decepcionado, acabei ficando triste também. Mas como já estávamos lá e estávamos com fome, só nos restou comer. Por sorte a comida era muito boa, e esse é o único motivo pelo qual o restaurante está no post. Vá com fome, não com expectativa de bom atendimento. Pedimos uma massa com diversos frutos do mar: amêijoas, camarão e lula. O sabor estava ótimo, assim como o vinho servido.

Harbour House Cape Town

Harbour House Cape Town

O restaurante contraditoriamente ao serviço prestado é meio chique, tem preço acima da média e fica no complexo de Waterfront. Deixamos bem claro nosso descontentamento e não pagamos gorjeta alguma.

Zero de gorjeta

Zero de gorjeta

Como comida não é tudo num local e era uma ocasião super especial (celebração dos meus 30 anos) acabamos saindo de lá pra ir pra outro restaurante que conhecemos no início da viagem e amamos. No próximo tópico conto o porquê.

Endereço: Quay 4 Pierhead, Waterfront.

  • THE DECKHOUSE CRAB SHACK

O restaurante que mais gostei de conhecer em Cape Town, longe do burburinho turístico mas que vale muito a pena pagar um Uber pra ir. Durante o dia tem vista pra Table Mountain, o que não acontece à noite, turno em que fomos nas duas vezes. O ambiente é super agradável, lindamente decorado, com direito a luz de velas e atendimento excepcional. Música ambiente agradável, aliada a ótima qualidade da comida, nos fizeram morrer de amores pelo local.

THE DECKHOUSE CRAB SHACK

THE DECKHOUSE CRAB SHACK

O que vou falar é meio arriscado e ousado, mas lá comi a melhor lula frita da vida, que vinha acompanhada de molho tártaro e fritas. Sabemos que lula não é algo fácil de preparar, pois facilmente passa do ponto e fica borrachuda. A de lá era perfeita: extremamente sequinha, crocante e saborosa.

Restaurante Deckhouse Cape Town

Restaurante Deckhouse Cape Town

Em nossa primeira visita ao restaurante além da lula pedimos um balde de caranguejo, servido de forma bastante diferente do que estamos acostumados no Brasil. O caranguejo, como o nome sugere, é o carro-chefe da casa e é servido com um molho maravilhoso. O acompanhamento que a garçonete sugeriu que pedíssemos soou estranho no primeiro momento, pois era uma torta de batata doce que mais parecia uma sobremesa. Apesar de ter estranhado, não sobrou nada.

Onde comer frutos do mar em Cape Town

Onde comer frutos do mar em Cape Town

O restaurante nos surpreendeu positivamente e por esse motivo resolvemos voltar na noite do meu aniversário pra comer mais uma vez a lula, apesar de já estarmos sem fome rsrs. Em determinado momento me ausentei pra ir ao banheiro e meu marido ‘armou’ com a garçonete, que trouxe um bolinho com vela e cantou “happy birthday” com a gente. Foi lindo e inesquecível, e depois de uma noite que havia começado com chateações, fechamos com chave de ouro! 🙂

Comemoração de aniversário no Deckhouse Cape Town

Comemoração de aniversário no Deckhouse Cape Town

Endereço: 108 Kloof Street, Gardens.

Outras sugestões de onde comer em Cape Town

Outros restaurantes bem conhecidos na cidade, mas que acabei não indo e que incluiria facilmente numa próxima viagem são:

  • Gold (comida africana);
  • The Test Kitchen (considerado o melhor restaurante do continente africano – necessário reservar com meses de antecedência);
  • The Butcher Shop and Grill: apesar de eu não ter ido na unidade de Cape Town fui na de Joanesburgo e gostei bastante.

Comemos em outros lugares durante nossa estadia, mas os que acredito que merecem citação no post são esses aqui.

E vocês? Já foram em algum desses? 🙂

Safari em Pilanesberg National Park & Game Reserve

Eu não podia ir na África do Sul e não fazer ao menos um safari. Como nessa viagem não foi viável conhecer o Kruger Park – o mais famoso do país – tive que pesquisar opções alternativas para não passar em branco essa atração imperdível. Dentre as opções, a que mais me atraiu foi o Safari em Pilanesberg, um parque nacional de 550 km² localizado a mais ou menos 200 km de Joanesburgo.

Minha ideia era passar o dia na reserva e no fim do dia retornar para o hotel, onde eu teria que dormir pois na manhã seguinte pegaria voo pra Cidade do Cabo. Depois de muitas pesquisas conheci a Big Six Tour Safaris e vi que a empresa oferece diversos tipos de passeios e rotas, além de ter o site bem detalhado e organizado, o que facilitou o planejamento.

Enviei um email alguns meses antes da viagem e não tive resposta. Como sou brasileira e não desisto nunca entrei em contato novamente, mas dessa vez por telefone, e falei com Pieter, proprietário da empresa. Como ele faz passeios para outros países, muitas vezes fica dias sem checar o e-mail, então sugiro que tentem contato direto pelo WhatsApp, não esquecendo que a diferença de fuso horário é de +5h.

Ele ficou de nos buscar às 6h no hotel em Joanesburgo e foi muito pontual. Em seguida fomos pegar mais três meninas que iriam no passeio conosco. Como não deu tempo de tomarmos café da manhã, ele se preocupou em parar no caminho pra que comprássemos algo pra comer, pois a viagem é um pouco longa (+-3h de viagem).

Pilanesberg

Pilanesberg

Pegamos um pouco de trânsito no caminho, mas o tempo até que passou super rápido por ele ser bastante falante. À medida que passávamos nos lugares ele ia contando alguma história ou curiosidade sobre o local. Ele é sul-africano, aposentado e tem muita história pra contar.

PaisagemPaisagem

Paisagem

O trajeto entre o hotel e Pilanesberg foi numa van fechada, mas ao chegar no parque trocamos de carro e seguimos o passeio com um Ranger, que é o guia e motorista do carro aberto, e com um Tracker, outro guia que vai ao lado do motorista “caçando” as pegadas dos animais. Além de nós, muitas outras pessoas se juntaram ao passeio.

Open Top Vehicle

Open Top Vehicle

O passeio que contratei foi o “Morning Safari with Open Top Vehicle”, que é no carro da foto acima. Esse tipo de veículo costuma ser o mais caro, mas também o mais interessante e que permite maior adrenalina no decorrer do passeio. Como eu só tinha um dia, optei por esse. Imagina a sensação de andar num carro que te permite ficar cara a cara com os animais soltos? Não tem preço.

Safari na África do Sul

Safari na África do Sul

Ao chegar na reserva o passeio dura 3h, que parece muito, mas que na verdade passa voando e a vontade que dá é de não ir embora. Tínhamos duas opções para o almoço: Comer em um lodge dentro da reserva ou conhecer Sun City (fomos na segunda opção).

Pilanesberg é uma área livre de malária, mas é bom passar repelente mesmo por cima da roupa, pois mosquitos podem surgir – principalmente se estiver quente. Outra coisa a atentar é quanto às roupas: é de bom senso utilizar cores sóbrias, como o bege, caqui ou verde ( não vale verde neon ok?). O motivo é óbvio: essas cores te camuflam e não chamam muita atenção dos animais.

Safari em Pilanesberg

Safari em Pilanesberg

Partimos em busca dos Big 5. Vocês sabem por que eles costumam chamar assim? Os Big 5 são os 5 animais selvagens mais difíceis de serem caçados pelo homem, e por esse motivo encontrá-los num safari logo de primeira é sinônimo de ter muita sorte. Talvez por esse motivo muita gente opta por dormir na reserva e fazer mais de um safari, pra não correr o risco de atravessar o Oceano e não ver animal algum.

O risco é minimizado caso você viaje no inverno (final de junho a setembro), quando as chuvas diminuem, o clima fica mais ameno e os animais “passeiam” mais ao longo do dia. Além do fator temperatura, a vegetação fica bem rasteira, o que facilita avistar os animais.

Nos primeiros cinco minutos avistamos um leopardo – o mais difícil de ser encontrado – pronto pra dar o bote. O leopardo tende a viver sozinho quando adulto, não em grupo, então encontrá-lo é muito mais difícil. Passando rápido mal dá pra vê-lo caso não esteja prestando atenção, pois sua pelagem se confunde com a cor da vegetação.

Leopardo caçando cervos em Pilanesberg

Leopardo caçando cervos em Pilanesberg

Porém, pra nossa sorte, ele estava bem ali do lado do carro. Pra nossa sorte também ele estava mais interessado no grupo de cervos que estava ali pertinho. Nesse momento o ranger recomenda não falar e permanecer em silêncio, pra não chamar a atenção dele. Pra terem uma ideia, até o carro é desligado nesse momento pra parar o barulho do motor. Não dê uma de doido e pro bem de todos não grite rs.

Cervos atentos em Pilanesberg

Cervos atentos em Pilanesberg

Depois de alguns minutos de tensão, os cervos conseguiram fugir do leopardo. Gente, que cena inesquecível! Ver o National Geographic ao vivo e a cores, bem ali na nossa frente, presenciar um animal desse caçando pra sobreviver e não atrás da grade de um zoológico, sem dúvidas foi uma experiência que vou levar na memória pra sempre!

Leopardo pronto pra dar o bote em Pilanesberg

Leopardo pronto pra dar o bote em Pilanesberg

Após os cervos fugirem, era nossa hora de fugir também, e então o motorista ligou o carro e nos distanciamos do leopardo.

Dos Big 5, o único que não vimos foi o leão (snif). Além do leopardo vimos uma manada de elefantes, búfalo e rinoceronte, que completam a lista.

Safari em Pilanesberg National Park

Safari em Pilanesberg National Park

Zebra posando pra foto no safari em Pilanesberg

Zebra posando pra foto no safari em Pilanesberg

Mas não vimos só esses animais. Vimos zebras, gazelas, crocodilos, gnus, girafas, hienas, Pumba, obs, javalis… só faltou o Timão pra entoar Hakuna Matata. 🙂

Deu zebra!

Deu zebra!

Apesar de termos visto muitos animais, não foi tão fácil encontrá-los. Ficamos horas rodando de carro de um lado pro outro procurando eles. E também não foram todos os animais que vimos bem de perto, alguns vimos de longe, como os rinocerontes. Como Pilanesberg é um parque nacional, não uma reserva privada, não é permitido dirigir em áreas não demarcadas. Ou seja, tem que ter sorte dos animais passarem ao menos perto das estradinhas.

Rinoceronte

Rinoceronte

Elefantes no safari em Pilanesberg National Park

Elefantes no safari em Pilanesberg National Park

Crocodilo

Crocodilo

Quase ao término do passeio fizemos uma rápida parada num Lodge pra irmos ao banheiro e comprarmos água. Quando menos esperávamos, passaram várias girafas e foi também inesquecível! Deu até pra tirar selfie! hahaha. Passado esse momento de euforia, nosso safari chegou ao fim.

Selfie com as girafas em Pilanesberg

Selfie com as girafas em Pilanesberg

Seguimos viagem para o Sun City, um complexo luxuoso com cassino, resort, restaurantes e lanchonetes que fica a 30 km da reserva. O Pieter nos deixou lá e ficou de voltar 2h depois pra nos buscar, mas sinceramente achei muito tempo. Apesar de ser um lugar muito bonito e organizado, achei pouco interessante para não-hóspedes. Acho que o ideal pra quem quer curtir o local é se hospedar e relaxar após um dia de safari, principalmente se tiver crianças, pois tem muita opção de lazer.

Sun City

Sun City

Sun City

Sun City

Após andarmos um pouco pelo complexo, paramos pra almoçar no Wimpy, uma espécie de fast food da África do Sul. Nosso almoço na verdade foi um combo de cheeseburguer, batata frita e milk-shake que pagamos R50 (aproximadamente R$13). Apesar de não ser o melhor sanduíche do mundo, me surpreendeu a qualidade do milk-shake, o ambiente confortável e o atendimento cortês, além do preço super barato. Aliás, pra viajantes com orçamento apertado, é uma boa pedida pra economizar, pois o restaurante está por todo lugar.

Conforme havíamos combinado, pontualmente o motorista estava no lugar indicado pra nos buscar e retomar a viagem pra Joanesburgo, onde chegaríamos à noite.

Mesmo que fuja um pouco do tema o que vou abordar agora, eu jamais poderia omitir fatos de meus leitores, nem mesmo quando tratar-se de parceria ou algo do tipo. Durante a viagem de ida fui surpreendida negativamente com um fato, e até agora estou me perguntando se é algo normal na África do Sul ou não (infelizmente, acho que sim). Pude ver na prática os resquícios do Apartheid entre um bate-papo e outro com o motorista, que deixou transparecer seu preconceito contra os negros.

Entre algumas abobrinhas ditas em relação ao assunto, num determinado momento ele chegou até a nos mostrar uma arma (com munição) e afirmar que os brancos sul-africanos hoje em dia precisam andar armados. Isso muito me entristeceu e chocou, apesar de nem eu nem meu marido termos dito nada na hora (estávamos sozinhos com uma pessoa armada no carro, então obviamente não nos sentimos à vontade pra tal). Sabemos que a África do Sul é um país que sofreu e ainda sofre graves consequências do Apartheid, e esse episódio apenas reforçou essa visão.

A título de curiosidade, na África do Sul é permitido tanto a posse quanto o porte de arma de fogo, inclusive em lugares públicos, desde que o dono carregue a arma num porta-revólver perto do corpo.

Esse senhor disse, ainda, que demoraria umas três gerações pra que “isso” pudesse melhorar. Ele, apesar de ter sido super gentil e profissional conosco durante todo o passeio, cometeu essa falha que eu jamais deixaria passar em branco aqui. Falha que nada tem a ver com o passeio em si, mas que nos afetou de certa forma.

Apesar da população negra estatisticamente não ser uma minoria no país – são 80% da população – ainda há muito preconceito do resto da sociedade para com eles. E, segundo o que vi e ouvi, faz com que a minoria branca ainda seja econômica e socialmente dominante.

Esclareço aqui que abomino qualquer tipo de preconceito de origem, raça, sexo, cor e quaisquer outras formas de discriminação. Por mais imperfeitos que sejamos, penso que temos que combater esse tipo de coisa com todas as forças. Por isso, caros leitores, estejam certos de que não omitirei fatos negativos nem quando se tratar de parcerias.

Pra finalizar esse post, que no final pode ter soado um pouco dramático e ter se desviado do tema (como não podia deixar de ser), deixo essa fotinho pra alegrar nosso dia. Acrescento e vos digo que esse passeio deixou um gostinho de “quero mais” e com uma vontade enorme de fazer outros Safaris pra encontrar os leões!! 🙂 🙂

Girafas no safari em Pilanesberg

Girafas no safari em Pilanesberg

RESUMO

Morning Safari with Open Top Vehicle

–> Veículo: Van com ar-condicionado no trajeto até a reserva e carro aberto durante o safari.

–> Preço: R 1670 por pessoa – mínimo de duas pessoas. Almoço por conta própria.

–> Duração total do passeio: 12h.

–> O que inclui: Um safari em carro aberto, traslado de ida e volta desde o hotel, taxa de acesso à reserva e taxa de acesso ao Sun City (valores de 2017).

Continue lendo: 

Como é voar de Mango Airlines

Em minha viagem pra África do Sul meu voo tinha como destino Joanesburgo, onde passei duas noites antes de embarcar pra Cidade do Cabo, onde fiquei a maior parte da viagem. Nesse post vou contar pra vocês como é voar de Mango Airlines, companhia aérea sul-africana do tipo Low-cost, a escolhida pra eu fazer o trecho interno Joburg-Cidade do Cabo.

Comprei minha passagem no site da Submarino Viagens, pois foi onde encontrei o melhor preço na época. Apesar de constar que eu havia comprado na companhia South African Airways, na descrição do voo aparecia que o voo selecionado seria operado pela Mango Airlines. Aí então bateu um desespero por não saber nada da companhia…rs.

Caso aconteça o mesmo com você, saiba que deverá despachar suas bagagens direto com a Mango Airlines. Fiquei confusa pois não sabia se deveria despachar com essa ou com a South African Airways, de onde teoricamente era meu voo.

Como é voar de Mango Airlines

Como é voar de Mango Airlines

A boa notícia é que meus voos foram super pontuais e pude despachar minha bagagem sem custo adicional (20 kg), essencial pra quem faz uma viagem internacional longa. Na ida despachei duas bagagens e na volta apenas uma, pois trouxe a outra como bagagem de mão.

Diferente dos voos operados no Brasil, os assentos dessas aeronaves achei mais confortáveis por não serem tão apertados – e isso chamou minha atenção logo de cara. Em meu trecho de ida viajei com uma senhora enorme do meu lado e não fiquei tão esmagada rs (e olha que tô longe de ser pequena!).

Como é voar de Mango Airlines: Assentos da aeronave

Como é voar de Mango Airlines: Assentos da aeronave

Como toda companhia Low cost, refeições são pagas à parte, assim como qualquer extra que desejar, como o serviço de Wi-Fi a bordo ou marcação de assento. Apesar de cobrarem os lanches e bebidas, não achei caro como nos voos dentro do Brasil, que costumam ser uma fortuna e péssimos.

Não há serviço de entretenimento e as poltronas não reclinam, o que achei que foi bem negativo. Mesmo assim, como estava muito cansada, dormi praticamente todo o voo.

Mango Airlines

Mango Airlines

Outro ponto que vale destacar é que não consegui fazer o check-in online nem na ida nem na volta, acredito que por conta de meu voo original ser da South African. Porém, como eu havia chegado cedo no aeroporto, não tive problema com atrasos e tampouco encontrei longas filas na área do check-in.

A duração do meu voo foi de aproximadamente 2h e foi tudo tranquilo. A companhia opera os seguintes trechos:

  • Joanesburgo (OR Tambo International) e Cidade do Cabo
  • Lanseria (Joanesburgo) e Cidade do Cabo
  • Joanesburgo e Durban
  • Lanseria (Joanesburgo) e Durban
  • Cidade do Cabo e Durban
  • Bloemfontein e Cidade do Cabo
  • Joanesburgo e Porto Elizabeth
  • Joanesburgo e George (Cabo Ocidental)

Além dos trechos acima, a companhia também opera duas vezes por semana voos entre Joanesburgo e Zanzibar.

Portanto, caso encontrem uma passagem mais barata nessa companhia, já saberão como será o voo e o que esperar dele. Em voos curtos – com no máximo 2h de duração – recomendo a viagem. Acima disso acho que pesaria demais o fato da poltrona não reclinar, mesmo a passagem sendo mais em conta.

E vocês? Já voaram com essa companhia?

 CONTINUE LENDO:

Chip internacional para celular da EasySim4u

Em minha última viagem tive a oportunidade de utilizar o chip internacional pra celular da empresa EasySim4u, empresa norte-americana e revendedora autorizada da T-Mobile, uma das mais importantes dos Estados Unidos.

Para viagens nos Estados Unidos e no Canadá eles também fornecem o serviço de ligações ilimitadas, e em outros 140 países internet sem limite de franquia.

Como optei por não alugar carro em minha viagem à África do Sul, foi de extrema importância ter internet já no desembarque pra poder chamar Uber e fazer breves pesquisas quando não estava no Wi-Fi.

Ao adquirir o chip, será necessário informar a data de ida e volta da viagem, para que possam programar a ativação do serviço. 4 dias antes de minha viagem recebi um e-mail com informações do SimCard, confirmação de dias contratados e franquia ilimitada. É de extrema importância deixar a opção Roaming do seu celular ativada.

Chip internacional para celular da EasySim4U

Chip internacional para celular da EasySim4U

Você faz o procedimento todo online e recebe na sua casa bem rápido, seguindo a tabela de frete abaixo e respectivos preços:

PRAZO DE ENTREGA:

Entregas Brasil:

Frete Normal – até 10 dias úteis

Frete Expresso – até 5 dias úteis

Chip internacional para celular da EasySim4u: A opção para adquirir APENAS internet é DATA PLAN

Chip internacional para celular da EasySim4u: A opção para adquirir APENAS internet é DATA PLAN

Não há necessidade de se preocupar com o tipo que chip que seu celular suporta, pois eles enviam o chip triplo, que serve em qualquer modelo, bastando destacar o chip que se adequa ao aparelho.

OBS: Se seu aparelho for DUAL CHIP, é importante que apenas o chip da EasySim4U esteja no aparelho e na posição 1.

Como gostei muito do serviço fechei uma parceria com a empresa e agora você pode adquiri-lo aqui no blog sem custo adicional, basta clicar aqui. Comprando pelo meu link você não paga nada a mais pelo produto e ainda ajuda o blog a se manter vivo. 🙂

Para dúvidas relacionadas a pós-venda, entrar em contato pelo email pedidos@easysim4u.com.

Estou à disposição!

O chip foi uma cortesia da empresa para o blog, mas reflete inteiramente minha experiência e opinião pessoal.

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

Retornei recentemente de viagem e foi meu primeiro contato com o continente africano. Durante o planejamento, que fiz todo por minha conta, confesso que tive um pouco de dificuldades em encontrar informações que saíssem do óbvio sobre o destino. Por esse motivo, vou reunir aqui no post o que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem.

O QUE SABER SOBRE A ÁFRICA DO SUL: EXIGÊNCIA DE VACINA

Assunto que já detalhei em outro posts anteriores, mas que vale a pena reiterar. Cidadãos brasileiros não necessitam de visto pra entrar no país, mas precisam apresentar o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Sugiro que leia o post pra informações mais completas. Saiba que antes mesmo de embarcar o documento será solicitado pelo pessoal da companhia aérea, e ao chegar no destino será preciso apresentar novamente.

MOEDA

A moeda oficial é o Rand, que atualmente é bem desvalorizado em relação ao real. Tive uma certa dificuldade em encontrar  informações sobre o câmbio, pois como é uma moeda incomum, temos dificuldades em encontrar no Brasil. Algumas casas de câmbio no RJ tem Rand mediante encomenda, mas pelo que pesquisei a cotação era muito desvantajosa.

Decidi comprar dólares americanos ainda no Brasil e cambiar ao chegar lá. Sinceramente não sei se foi uma boa ideia. Fiz câmbio em duas ocasiões: a primeira ao chegar no Aeroporto de Johanesburgo, e a segunda na casa de câmbio Master Currency, que fica dentro do Victoria & Alfred Waterfront, em Cape Town. A cotação nessa última era 12,49, mas o valor efetivo total (com encargos e impostos) a diminuía pra 11,76.

Preços na casa de câmbio de dentro do Victoria & Alfred (Cape Town)/setembro 2017

Preços na casa de câmbio de dentro do Victoria & Alfred (Cape Town)/setembro 2017

Eles sempre cobram uma taxa fixa por transação (além do imposto), então acabei pagando a tal taxa duas vezes. O ideal é cambiar o dinheiro todo de uma vez pra evitar pagar a taxa em duplicidade. Precisei errar pra aprender isso rs.

Na ocasião, ainda no Aeroporto de Johanesburgo, pagamos R53 de taxa de serviço, mais aproximadamente 6% de comissão pra casa de câmbio, além de imposto de 14%. Cambiei no Travelex Worldwide Money, que estava com a cotação melhorzinha.

Outra informação importante é que as casas de câmbio também compram reais brasileiros, porém somente as cédulas novas. Tínhamos uns trocados em reais e tentamos cambiar por rands, mas como era cédula antiga não aceitaram. Fique atento a isso caso queira cambiar direto lá.

A célebre frase “quem converte não se diverte” não se aplica pra uma viagem à África do Sul. O turismo em geral é mais barato que no Brasil, principalmente comer fora. Apesar de não ser um valor exato, um valor fácil e razoável pra conversão pra reais é dividir o valor em rands por 4.

GORJETA

Ainda falando em dinheiro, a gorjeta na África do Sul é bem parecida com o que estamos acostumados no Brasil. Não é obrigatória, mas costumam cobrar 10% do valor da conta. Muitas vezes a conta já vem com o valor discriminado em percentual, mas é necessário que você preencha o cupom fiscal com o valor que pretende deixar. A tip é também chamada de gratuity e você deve discriminar o valor da gorjeta e o valor total a pagar.

O que saber sobre a África do Sul: Você deve preencher na nota quanto quer deixar de gorjeta

O que saber sobre a África do Sul: Você deve preencher na nota quanto quer deixar de gorjeta

OBS: Em quase todos os restaurantes que fui notei que a cobrança da gorjeta é obrigatória para mesas com mais de 6 pessoas. Fique atento a isso caso viaje em grupo.

Pagamos gorjeta em todos os restaurantes que fomos, exceto em um, pois tivemos problemas com o atendimento. Apesar disso, o garçom não nos constrangeu e fomos embora sem problemas.

FUSO

+5h em relação à Brasília.

TOMADA/VOLTAGEM

A voltagem no país é 220V e as tomadas são diferentes do padrão brasileiro, europeu e americano, que estamos mais familiarizados. Tenho um adaptador universal, mas não serviu nas tomadas de lá. Pra minha alegria, os dois hotéis que me hospedei tinham uma tomada com padrão europeu (literalmente apenas uma), além de adaptadores, que precisavam ser devolvidos ao término da estadia.

Caso seu hotel não tenha adaptador, será necessário comprar.

Tomada na África do Sul (foto retirada do site CVC viagens)

Tomada na África do Sul (foto retirada do site CVC viagens)

IDIOMA

O que esperar de um país que tem 11 idiomas oficiais? A diversidade está presente também quando o assunto é língua. Por influência da colonização britânica, todos falam inglês britânico, que é amplamente utilizado no comércio e turismo. Apesar disso, certamente você ouvirá outros idiomas, principalmente o zulu e africâner, que os locais utilizam bastante entre si.

Uma curiosidade que notei foi em relação ao sotaque. Não pude deixar de notar que os brancos tem um sotaque, os negros outro, e que esses últimos muitas vezes tem um inglês bem mais carregado.

TRANSPORTE/LOCOMOÇÃO

Optamos por não alugar carro em nossa viagem e um dos motivos foi o fato de eles dirigirem na mão inglesa (volante geralmente do lado direito). Como pretendíamos beber vinho, também foi outro forte motivo pelo qual optamos pelo Uber rs. Nem preciso dizer que bebemos vinho todos os dias.

Por falar em Uber, vale ressaltar que funciona muito bem em Cape Town, desde o aeroporto até os pontos mais distantes da cidade sem ter confusão com taxistas. Já não posso falar o mesmo de Johanesburgo, que foi assustador. Conheci uma moça na ocasião que disse que estava dentro de um Uber e um taxista fez o carro parar e cancelar a corrida (ela teve que descer e pegar um táxi). Em Johanesburgo várias vezes tivemos que nos afastar dos taxistas pra poder entrar no carro, o que era um pouco chato.

Caso opte por alugar carro, saiba que flanelinhas existem também na África do Sul, então tenha sempre umas moedas e um tiquinho de paciência. Além disso, será necessário providenciar com antecedência uma Permissão Internacional para Dirigir (pra mais informações sobre o documento acesse o site do Detran de seu Estado).

Outro ponto importante é que se você pretender alugar carro em uma cidade e devolver em outra, opte por locadoras que não cobrem “one way fee”, daí você poderá pegar um carro em um lugar e devolver em outro sem surpresas no cartão de crédito.

As estradas por onde andamos achamos maravilhosas, mesmo sem cobrança de pedágio. Mas ouvi dizer que as estradas da região do Kruger Park não são tão boas quanto.

Quase não utilizamos transporte público, pois os hotéis onde nos hospedamos eram bem localizados e muitas vezes não compensava. A única vez que utilizamos foi quando desembarcamos no Aeroporto de Johanesburgo rumo ao hotel (e também o trajeto inverso) que fomos de trem (Gautrain). O hotel em que estávamos hospedados nessa cidade ficava praticamente em frente à estação. Pra terem uma ideia se fôssemos de Uber seria o mesmo preço que ir de trem, mas pelo problema com os taxistas optamos pelo trem, que era ótimo, pontual e moderno.

Em Cape Town não utilizei transporte público em momento algum, mas vi que há um serviço de ônibus chamado MyCity, que você adquire o cartão e recarrega o quanto quiser pra pagar suas viagens. Uber é realmente bem barato, então muitas vezes não compensa andar de ônibus, principalmente se for viajar em grupo. Os motoristas de Uber geralmente são muito simpáticos, atenciosos, gostam de conversar com os turistas e indicar lugares pra conhecer.

SEGURANÇA

Conforme dito anteriormente, fiquei hospedada em bairros bem localizados tanto na Cidade do Cabo quanto em Johanesburgo, mas posso afirmar que andar pelas ruas lá não é a mesma coisa que andar em alguma cidade europeia, por exemplo. O ideal é ficar atento e não dar margem para trombadinhas, que como sabemos estão em qualquer metrópole do mundo.

Como eu moro no Rio de Janeiro, não me senti nem de longe insegura como me sinto no Rio. Se você é brasileiro e reside em alguma capital brasileira, não tem muito o que se preocupar, pois já estará “vacinado” rs.

Apenas em uma ocasião presenciei uma cena esquisita, e, segundo o motorista do Uber, tratava-se de clonagem de cartão em caixa eletrônico. Estávamos parados no semáforo e avistamos um grupo em frente ao banco em situação suspeita quando o motorista comentou que o golpe da clonagem é bem frequente e que provavelmente aquele era um grupo de golpista. Portanto, não aceite de modo algum ajuda de estranhos caso precise sacar dinheiro.

Andei o tempo todo com minhas câmeras, muitas vezes pendurada no pescoço, mas não me senti intimidada. Diversas vezes apareceram pedintes e moradores de rua, mas nada demais. Apenas pediam dinheiro e iam embora sem problemas.

Já nas redondezas da Long Street (rua boêmia de Cape Town) achei um pouco esquisito andar à noite. Falarei da rua no post que falar da Cidade do Cabo.

CLIMA

Viajamos na segunda quinzena de agosto e voltamos na primeira quinzena de setembro, então pegamos o fim do inverno. Achei o inverno em Johanesburgo rigoroso pra padrões brasileiros, pois a temperatura durante nossa estadia chegou aos 7°C. Apesar da baixa temperatura, os dias foram ensolarados e com frio mais intenso à noite, além disso, com tempo muito seco. Em meses como junho e julho é mais frio ainda.

Pra quem pretende fazer safáris o inverno é a melhor estação, justamente pela ausência de chuvas, dias ensolarados e vegetação mais rasteira, o que facilita avistar os animais.

Já não é uma boa ideia pra quem pretende curtir as belas praias da Cidade do Cabo e suas águas congelantes rsrs. A temperatura da água nas praias é sempre bem baixa, sendo curiosamente mais baixa ainda durante o verão. Pesquisei a temperatura durante nossa estadia e girava em torno de 9°C.

O inverno na Cidade do Cabo é mais chuvoso, mas dei sorte e não peguei chuva em momento algum. Em compensação achei que a cidade fez as quatro estações em um único dia…kkk. Muito frio e vento pela manhã, sol intenso durante o dia, algumas vezes temperatura na casa dos 25°C no início da tarde, voltando a despencar já no pôr do sol. A temperatura mínima durante minha estadia de 7 noites foi de 11°C (com direito a muito vento, o que agrava a situação rs).

HORÁRIO

O horário é algo a dar muita atenção em relação à programação da viagem. As coisas na África do Sul fecham muito cedo, o que atrapalha o planejamento. As lojas fecham cedo, restaurantes também, assim como os pontos turísticos. Geralmente 17h é o horário de fechamento das atrações turísticas, o que faz com que a gente fique com o tempo ocioso durante muitas horas.

Em algumas ocasiões não conseguimos encaixar mais de um ponto a conhecer, pois saíamos tarde de uma atração e não dava tempo de conhecer outra (e quando dava, era corrido). Por sorte passamos 7 dias e 7 noites na Cidade do Cabo, o que é um tempo razoável e deu pra conhecer tudo o que queríamos.

Caso pretenda comprar vinhos pra levar pro Brasil, preste atenção também ao horário. Em muitos lugares aos domingos não é permitido vender vinho, e quando permitem, é em horário reduzido. Deixamos pra comprar as bebidas num domingo e demos com a sessão de vinhos fechada no supermercado. Meio esquisito, mas é bom saber rs.

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

Nos próximos posts vou contar sobre o roteiro que fiz em minha viagem ao país! Fiquem ligados! 🙂

4 lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Tratando-se de Rio de Janeiro, o post torna-se desafiador. Em tempos de preços estratosféricos na capital carioca, comer fora geralmente não é uma boa ideia dependendo do orçamento da pessoa. Muitas vezes não estamos com a menor vontade de cozinhar ou então queremos comer algo gostoso sem ir à falência, e pensando nessas pessoas escrevi esse post com opções de 4 lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna.

Vale ressaltar que nenhum lugar aqui vai ser de fato uma pechincha, mas mais barato do que a média do mesmo nível levando em consideração comida pra duas pessoas ou individuais em bairros com apelo turístico.

A ideia do post é atualizá-lo à medida que eu for conhecendo mais lugares interessantes e que tenham a mesma proposta.

Stalos Copacabana

Esse lugar, em funcionamento 24h por dia, serve bem que não está de dieta rsrs. As vitrines coloridas e chamativas saltam os olhos dos mais esfomeados. Porém, nem só de lanche vive o Stalos, as refeições são boas e MUITO bem servidas. A lógica lá é a seguinte: um prato individual serve bem duas pessoas. O prato pra duas, serve bem até quatro (e assim por diante). Gasta-se em média R$70 pra comer algum prato de filé mignon no local (sem bebida alcoólica, que costuma ser cara no estabelecimento).

Foto retirada do site oficial do Stalos

Foto retirada do site oficial do Stalos

Onde: Av. Nossa Senhora de Copacabana, 986.

Galeto Liceu

Outro restaurante que costuma ter porções generosas em suas mesas é o Galeto Liceu. Em funcionamento desde 1943, é possível dividir um galeto desossado que teoricamente seria pra uma pessoa, mas que serve muito bem duas ao ponto de repetir. Gasta-se em média R$60 (sem bebida alcoólica). Há uma unidade no centro da cidade e outra no burburinho da Rua Nelson Mandela, em Botafogo.

Da Silva

Especializado em comida portuguesa, a área do buffet oferece uma vista de tirar o fôlego. No almoço funciona no esquema self-service e apesar de não ser dos mais baratos, a dica de ouro é ir a partir de 14h, quando o valor do kg cai pra R$79,90. Continua não sendo uma pechincha, mas tratando-se da qualidade da comida e do ambiente, acho que vale a pena incluir aqui.

Diversas receitas de bacalhau são servidas diariamente, com destaque para os bolinhos de bacalhau (bacalhau mesmo, não batatal rs). As sobremesas também ganham destaque: variadas e gostosas (com amores pelo creme de nozes). Meu gasto médio lá (por pessoa) é de R$35,00 (normalmente com sobremesa rs).

OBS1: Como sempre vou no self-service, não há cobrança dos 10% de gorjeta.

OBS2: A promoção é válida apenas durante a semana. Aos finais de semana o preço é sempre o mesmo.

Onde: 5º andar do Botafogo Praia Shopping.

Vista do Da Silva: Lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Vista do Da Silva: Lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Da Silva: Restaurante Português

    Da Silva: Restaurante Português

Tomate

Localizado em plena Av. Lúcio Costa, em meio a prédios elegantes e luxuosos, o Tomate chama atenção justamente pelo oposto: é super pequeno, simples, cadeiras e mesas de plástico na estreita calçada e fila de espera por uma mesa. O que contrasta com os restaurante vizinhos, que, pelo menos das vezes que fui, não tinham muita gente.

O Tomate é um pequeno restaurante de administração familiar cujos donos são portugueses. Como não podia deixar de faltar, servem deliciosos bolinhos de bacalhau que são vendidos por unidade, não porção (R$3/cada).

Só abre para o almoço e está estrategicamente localizado em frente à Praia da Barra, ótima opção pra quem quer comer bem na região sem gastar muito. A comida é farta, o atendimento uma simpatia, o preço justo. Além de servirem comida caseira, sem frescura e com sabor. Caso você não abra mão de boas louças e frufrus, não é o ambiente certo pra você.

Espeto de carne e seus acompanhamentos (R$25)

Espeto de carne e seus acompanhamentos (R$25)

Não deixem de pedir esse pudim: é maravilhoso!!! (R$9)

Não deixem de pedir esse pudim: é maravilhoso!!! (R$9)

Endereço: Avenida Lúcio Costa, 2860 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ.

O que ver no Rio: Forte Duque de Caxias

No último fim de semana fui conhecer mais um lugar que ainda não conhecia no Rio: Forte Duque de Caxias. Localizado no cume do Morro do Leme, ao final da praia de mesmo nome, é necessário adquirir ingresso pra entrar (R$4). A entrada e bilheteria ficam bem na Praça Almirante Júlio de Noronha e a região está situada numa área de proteção ambiental mantida pelo Exército Brasileiro.

O Forte existe desde o século XVIII e fazia parte do sistema defensivo da então capital brasileira, ainda pertencente à Coroa Portuguesa. Além da importância história, de lá é possível ter uma vista privilegiada e panorâmica de diversos pontos da cidade: Pão de Açúcar, Praia Vermelha, Praia do Leme, Praia de Copacabana e Morro 2 Irmãos. Pra alcançar o topo do morro é necessário caminhar por aproximadamente 30 minutos em uma pista de paralelepípedo em meio à mata, mas com boa infraestrutura pro visitante.

Além das vistas citadas acima, dá pra ver na outra ponta da praia o mais conhecido e badalado Forte da Região: Forte de Copacabana. Há diversos binóculos para observação espalhados pelo local para que o visitante possa ver os pontos de interesse sob outro ângulo.

Pessoas com dificuldade de locomoção podem ter dificuldades em subir, o que não acontece com quem não tem problema com isso e gosta de caminhar. Não sei por qual motivo o local não é tão explorado por turistas, o que nos permite admirar a beleza da cidade sem grande aglomeração de pessoas.

Ao longo do percurso é possível avistar muitos micos, que vêm atrás dos turistas em busca de algo pra comer, entretanto não é permitido alimentá-los por não serem nativos da região e serem conhecidos por destruírem a vegetação local.

Na parte interna do Forte há um memorial a Caxias, galerias com exposições sobre a história do forte e sala de vídeo com exibição de filmes curtos históricos. Há também uma lanchonete simples, mas que possibilita comprar água e outros produtos caso tenha sofrido com a subida rs. Também há banheiro no local.

Pista pra chegar ao Forte Duque de Caxias

Pista pra chegar ao Forte Duque de Caxias

Pórtico de entrada do Forte Duque de Caxias

Pórtico de entrada do Forte Duque de Caxias

Vista do Forte Duque de Caxias

Vista do Forte Duque de Caxias

Brasil de contrastes

Brasil de contrastes

Vista espetacular do Forte Duque de Caxias

Vista espetacular do Forte Duque de Caxias

Pão de Açúcar e Praia Vermelha

Pão de Açúcar e Praia Vermelha

O uso do binóculo para observação é gratuito

O uso do binóculo para observação é gratuito

O Rio de Janeiro continua lindo!

O Rio de Janeiro continua lindo!

Micos espalhados pelo Forte

Micos espalhados pelo Forte

Outras informações sobre o Forte Duque de Caxias

Visitação: De terça a domingo, das 9:30 às 16:30.

Entrada gratuita às terças.

Aceita meia entrada para estudantes.

Continue lendo sobre o Rio de Janeiro…

Como emitir o Certificado Internacional de Vacinação

Muito em breve vou fazer minha primeira viagem ao continente africano, mais especificamente pra África do Sul. Apesar do país não exigir visto pra cidadão brasileiro, saibam que o país exige o Certificado Internacional de Vacinação como condição de entrada do viajante. Mas afinal, o que é isso?

O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é um documento de validade internacional que comprova a vacinação contra certas doenças – devidamente traduzido para o inglês.

Como emitir?

Antes de mais nada, você deve tomar a vacina exigida (no meu caso, febre amarela) e guardar o comprovante de vacinação, em que consta quando você tomou, qual o fabricante, qual o lote da vacina, validade do lote, etc.

No meu caso tomei a vacina de forma gratuita em um posto de saúde do SUS na cidade do Rio de Janeiro. Além dos postos de saúde, você pode procurar serviços de vacinação privados credenciados.

Atenção: No caso da vacina contra febre amarela ela deve ser tomada com antecedência de, no mínimo, 10 dias antes da viagem. Não adianta tomar a vacina na véspera da viagem pois não vai servir. Não deixe pra cima da hora pois imprevistos sempre podem acontecer.

E depois?

O atendimento para emissão do CIVP é extremamente demorado e agiliza muito se você fizer o pré-cadastro previamente nesse link.

OBS: No caso de Centros de Orientação do Viajante onde seja possível fazer o agendamento do atendimento, o pré-cadastro é obrigatório, nos demais casos não, apesar de sempre ser recomendável fazer.

Próximo Passo: Comparecer ao estabelecimento que emitirá o Certificado Internacional de Vacinação

Para a emissão do CIVP é imprescindível a presença física do interessado, pois a emissão está condicionada à assinatura do viajante. Ou seja, em hipótese alguma você pode emitir o CIVP para terceiros, mesmo que seja para seu cônjuge. A única exceção da dispensa da presença física é para menores de 18 anos quando os pais ou responsáveis destes solicitarem a emissão do seu CIVP.

Recomendo fortemente que entre em contato por telefone com o Centro de Orientação mais próximo da sua casa para saber exatamente o horário de funcionamento. Digo isso porque apesar de ter me baseado pelo horário constante no documento do link acima, ao chegar no local fui informada que o horário de funcionamento informado no documento está desatualizado. Ou seja, perdi a viagem e tive que voltar outro dia.

Voltei no dia seguinte com meu cartão nacional de vacinação e um documento de identidade original com foto.

OBS: São aceitos como documentos de identidade o RG, o Passaporte, a CNH válida, entre outros documentos. A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 anos. Caso vá pra algum país que exija o CIVP acompanhado de uma criança com pelo menos 9 meses de vida, será exigido dela também o CIVP.

Emiti meu Certificado na unidade do centro do Rio e demorei mais ou menos 2:30 lá. O atendimento é muito lento pois caso você não tenha feito o pré-cadastro, será necessário cadastrar tudo no local (infelizmente a maioria das pessoas não o faz). São poucos funcionários lotados para esse fim e a demanda pelo certificado é maior do que eu imaginava.

Certificado Internacional de Vacinação

Certificado Internacional de Vacinação

Portanto, antes de se dirigir ao local para emitir seu certificado, verifique se o país de destino exige de fato o documento. Na ocasião vi muitas pessoas no local emitindo certificado quando que o destino da viagem era os Estados Unidos, que não exige o documento.

OBS: O CIVP é gratuito e é válido por toda a vida.

Qualquer dúvida só perguntar! 🙂

1 dia em Cabo Frio – Região dos Lagos

Localizado a 141 km do Rio de Janeiro, a cidade tem atrações pra mais de 1 dia e até mais de uma semana se pretender conhecer as principais cidades vizinhas (Búzios e Arraial do Cabo). A intenção da viagem era passar um fim de semana em Arraial, mas fomos surpreendidos pela pouca oferta de hotéis lá, então desistimos e acabamos passando 1 dia em Cabo Frio.

Indo de carro do Rio num fim de semana gasta-se R$45,70 de pedágio (ida e volta) e a viagem demora aproximadamente 2:30h. Uma vez fui de ônibus no verão e gastei incríveis 6h pra chegar na cidade, devido ao trânsito intenso na ponte Rio-Niterói. Se puder, fuja da alta temporada e feriadões.

Caso opte por ir de ônibus, a empresa Auto Viação 1001 faz o trajeto pra Cabo Frio ao custo médio de R$60 (apenas ida). Os ônibus partem da Rodoviária Novo Rio e também do Terminal de Campo Grande.

Onde ficar

Nos hospedamos no Matiz Oásis Cabo Frio no Quarto Executivo com cama Queen. Tínhamos uma diária grátis e por isso escolhi o melhor quarto rsrs. Adorei o hotel! Super limpo, moderno, com estacionamento e café da manhã incluso na diária. A propósito o café da manhã era ótimo, assim como a piscina na cobertura. 🙂

Curioso pra saber como ganhar uma diária de hotel também?

Eu já conhecia Cabo Frio de uma viagem anterior que fiz com minha família há 7 anos. Na ocasião meus tios alugaram um apartamento pertinho da Praia do Forte e foi também uma ótima escolha (principalmente pra quem viaja com um grupo grande). A região é muito bem atendida de bons e grandes apartamentos para locação por temporada.

O que fazer em 1 dia em Cabo Frio

Começamos o dia indo direto pra Praia das Conchas, a 7 km do centro da cidade. Essa praia recebe esse nome pelo formato de concha que tem. É uma pequena praia situada entre dois morros, com ondas tranquilas, quase que inexistentes, ideal para quem viaja com crianças ou não curte muito levar caldo (EU) rs. Apesar da beleza, a temperatura não estava muito boa: fomos em julho, o vento estava forte e gelado, o que impossibilitou que déssemos um mergulho.

Praia das Conchas vista do Mirante das Conchas

Praia das Conchas vista do Mirante das Conchas

Caso vá de carro pra essa praia, é necessário pagar R$10 pela diária do estacionamento, antes mesmo de chegar à praia. Pelo que puder ver, o estacionamento na cidade é regulado e tem preços mais baixos pra veículos com placa de Cabo Frio.

A caminho de uma trilha

A caminho de uma trilha

Ficamos sentados em um dos muitos quiosques e com o vento frio desistimos de ficar ali muito tempo: decidimos caminhar. O primeiro ponto foi subir para o Mirante das Conchas, um costão rochoso que tem do lado direito e que permite vistas maravilhosas tanto da Praia das Conchas quanto do Mirante do Peró que está bem ao lado. Logo ao estacionar provavelmente você verá muitas pessoas subindo a trilha, que é de fácil acesso e dura no máximo 10 minutos. A vista de lá é espetacular!

Trilha Mirante das Conchas

Trilha Mirante das Conchas

Descortinando paisagens!!

Descortinando paisagens!!

1 dia em Cabo Frio: Inclua ao menos uma trilha no roteiro. As vistas são espetaculares!

1 dia em Cabo Frio: Inclua ao menos uma trilha no roteiro. As vistas são espetaculares!

Depois fomos para o lado oposto da praia fazer outra trilha, a do Mirante do Peró. A entrada dessa fica bem ao lado do Restaurante Cabana do Pescador e é um pouco mais demorada que a do Mirante das Conchas, mas também de fácil acesso. Claro que é preciso fazer algumas subidas íngremes mas o trajeto como um todo é bem tranquilo. A vista realmente compensa!

Mirante do Peró: Chão desnivelado e com presença de pedras

Mirante do Peró: Chão desnivelado e com presença de pedras

Vista de cima do Mirante

Vista de cima do Mirante

Mirante do Peró

Mirante do Peró

Nessa altura do campeonato o frio já havia ido embora rsrs. Fomos para o hotel descansar um pouquinho pra sair em seguida.

Fomos ver o pôr do sol na Praia do Forte, a principal e mais urbana da cidade. Apesar de urbana, é linda com suas areias super branquinhas e água clara e fria. A orla é bem extensa e com ótima infraestrutura pra caminhadas e passeios. Muitas opções de barzinhos e restaurantes, assim como uma feira de artesanato bem pertinho.

Areia super branquinha de Cabo Frio

Areia super branquinha de Cabo Frio

Fim de tarde na Praia do Forte - Cabo Frio

Fim de tarde na Praia do Forte – Cabo Frio

Particularmente achei a feira de artesanato muito fraca e com poucas opções interessantes (não comprei nada). Apesar disso, há uma grande oferta de alimentos como churros (tem muito churros em Cabo Frio!!) e outras comidinhas desse tipo.

Como não gostei da feirinha, fomos passear no Centro Histórico da cidade, mais especificamente no bairro da Passagem. O bairro recebeu esse nome pois o canal que o margeia era o ponto por onde se fazia a travessia nos tempos coloniais. Destaque para os prédios históricos do lugar, assim como para a arquitetura em estilo colonial. Me apaixonei!

Centro Histórico de Cabo Frio

Centro Histórico de Cabo Frio

Igreja de São Benedito - Cabo Frio

Igreja de São Benedito – Cabo Frio

Bairro da Passagem - Cabo Frio

Bairro da Passagem – Cabo Frio

O Largo de São Benedito tem uma bela igreja de mesmo nome que se destaca em meio aos charmosos bares e restaurantes que marcam presença no local. Estava tendo festival gastronômico em Búzios e muitos sugeriram que fôssemos jantar lá. E o que fizemos?  😀

Fomos na contra-mão das dicas e não nos decepcionamos: escolhemos pro jantar o Restaurante Galápagos, localizado bem no Largo de São Benedito, no burburinho noturno. O restaurante é um dos melhores da cidade e realmente faz jus à fama: atendimento bom, comida gostosa, decoração linda, ambiente confortável e música ambiente super agradável. Não é dos mais baratos da cidade, mas um de mesmo porte no Rio de Janeiro com certeza seria muito mais caro.

Se você tiver 1 dia em Cabo Frio não deixe de incluir uma ida ao Restaurante Galápagos

Se você tiver 1 dia em Cabo Frio não deixe de incluir uma ida ao Restaurante Galápagos

Pedi um bobó de camarão que veio muito bem servido, mas ideal pra apenas uma pessoa, ainda mais considerando que eu não havia almoçado e estava com muita fome rsrs. Boa carta de vinhos e boas opções de sobremesa. Gasto médio por pessoa com vinho R$90,00.

O ambiente é meia luz, requintado, muito agradável, do tipo que não dá nem vontade de ir embora, sendo portanto ideal pra quem viaja em casal e procura algo mais romântico.

Após um bom tempo nesse lugar, nossa estadia em Cabo Frio praticamente chegou ao fim, pois fomos pro hotel descansar que no outro dia iríamos pra Arraial do Cabo. 🙂

Continue lendo: O que fazer em Búzios

Como é morar no Rio: O que você precisa saber antes de se mudar

Como o sucesso do post Morar em Natal foi muito grande (tcharãããn aparece como o primeiro do Google!), acho que pode ser de grande utilidade contar como é morar no Rio de Janeiro, e assim poder ajudar famílias que pensam ou que precisam se mudar pra cá.

Atenção: Tudo que está descrito no post tem a ver com a minha experiência, que pode não ser igual a de todo mundo. Ainda não sou uma especialista em Rio de Janeiro e nem sei se um dia serei. Meu foco é a experiência de moradia nos bairros da Zona Sul da capital. Como não morei em outra, não saberia discorrer sobre. Já visitei os bairros mais afastados daqui mas apenas com fins de lazer.

Nos mudamos em setembro de 2016 e foi tudo muito rápido: tive mais ou menos 1 mês pra organizar as coisas no trabalho que eu deixara em Natal, contratar empresa de transporte de carro e mudança residencial.

Transportadoras

O primeiro passo foi pesquisar empresa de mudança, e isso é o tipo de coisa que me dá frio na barriga só de pensar, pois já tive sérios problemas com uma transportadora grande (basta ver o post de Natal que saberão do que me refiro). Como já tinha optado uma vez por uma empresa grande e de grande porte e não tinha dado certo, dessa vez fui na contra-mão: optei pela Transportadora Potiguar, empresa menor, cuja sede é em Natal e com foco mais no Nordeste, mas que faz entrega pra todo país.

Acertamos data e tudo, e no dia marcado eles foram empacotar minhas coisas todas e transportaram. Em menos de 1 mês minhas coisas já estavam no Rio e com bem menos dor de cabeça do que a empresa anterior. Tive um leve contra-tempo com um produto que danificaram, mas não mediram esforços pra me ajudar e me reembolsar. Ponto pra eles.

A transportadora de carro optei pela Transcarlos, que já conhecia. Mais uma vez não tive problema com eles. O único “contra” foi ter que buscar o carro bem longe de onde estávamos (estávamos em Copacabana e tivemos que buscar o carro em Duque de Caxias).

Aluguel

Ficamos hospedados 1 mês em Copacabana num ap que a empresa alugou, na Ayres de Saldanha, a um quarteirão curto da praia. Confesso que apesar da localização maravilhosa, nem pude curtir direito, pois nesse mês estava totalmente focada em procurar apartamento pra alugar, e não estava com cabeça pra outras coisas. Demorei exatamente 1 mês pra encontrar um apartamento e a busca foi árdua: visitei uns 50 apartamentos, fiz muitos telefonemas, muitos nãos e momentos de nervosismo.

Vista do ap de Copacabana

Vista do ap de Copacabana

Meu marido não pôde me ajudar nas visitas pois já chegou trabalhando, então fiz tudo sozinha. Os sites que mais me ajudaram foram o Zap Imóveis, Viva Real e OLX. Os de imobiliária não me ajudaram tanto.

Tenha em mente que no Rio quase não existe depósito caução. Ou é fiador, ou é seguro fiança (que onera mais ainda o aluguel, pois o dinheiro não volta pra você). Por sorte tínhamos fiador e foi meio caminho andado. É tudo extremamente burocrático e às vezes parece que não querem alugar pra você.

Aluguel no Rio é uma coisa complicada, principalmente se você está buscando por bairros na zona Sul (área mais valorizada). Eu estava buscando apartamento de 2 quartos, próximo ao metrô e com uma vaga de garagem, o que por incrível que pareça é sinônimo de luxo na zona sul carioca, acreditem.

Quanto aos preços, não encontrei nada por menos de R$3500/em média (com condomínio e IPTU). Se você está buscando imóvel com essas características, não espere gastar menos. Experimente procurar de 3 quartos e se segure na cadeira pra não cair pra trás. 🙁

O mais impressionante é a qualidade dos imóveis: apartamentos em geral muito antigos, precisando de reformas sérias e em condomínios velhos – e mesmo assim com o preço nas alturas. Caso queira um ap mais inteirinho se prepare pra desembolsar mais dinheiro.

A verdade é que o mercado imobiliário no Rio é uma bolha: preços totalmente fora da realidade do nosso país, que atualmente enfrenta uma crise econômica forte, e destoa mais ainda da cidade do Rio, que é uma das mais enroladas financeiramente.

Escolhi o bairro de Botafogo pra morar, com fácil acesso a pé pro metrô. Super me adaptei nesse bairro, que tem tudo que preciso: supermercados bons, hospital, academias, bancos, diversas clínicas, shoppings, centenas de restaurantes e opções de lazer. Não são poucas as vezes que saímos pra passear a pé, sem necessidade de transporte algum. Além disso tem fácil acesso pro centro da cidade de metrô (+-15 minutos).

Enseada de Botafogo vista do Morro da Urca

Enseada de Botafogo vista do Morro da Urca

É considerado um bairro nobre de classe média-alta, mas ainda acessível pra pequenos mortais e não tão caro quanto o Leblon, que tem disparadamente o metro quadrado mais caro do país (R$ 22.478,00/ano 2016).

Moro numa região do bairro que não me sinto tão insegura (se é que isso é possível em algum lugar do Rio) e não costumo ver nada bizarro relacionado à segurança. Apenas uma vez acho que teve um assalto quase em frente minha casa, pois ouvi uma mulher gritando “ladrão”. Portanto NUNCA fico dando sopa com meus pertences na rua.

A principal comunidade do meu bairro é a responsável por um ponto turístico que leva o mesmo nome: Santa Marta. Trata-se da comunidade pacificada onde Michael Jackson gravou a música They Don’t Care About Us. Foi nela também a 1° UPP da cidade. É possível subir pra apreciar a vista do Mirante Dona Marta e ter uma das vistas mais bonitas do Rio (que aqui é a capital dos contrastes ninguém duvida!).

Réveillon 2017 em Copacabana

Réveillon 2017 em Copacabana

Em comparação com Copacabana, gosto mais de Botafogo: tem mais cara de “cidade normal” do que a loucura turística que é Copacabana. E eu não poderia deixar de dizer: onde tem turista, tem tudo. Vi diversos arrastões quando estava em Copa e não me sentia segura lá em momento algum. Pode até ser paranóia da minha cabeça porque sou medrosa de natureza, mas era bem esquisito. Se não fosse a falta de segurança, sem dúvidas seria um bairro maravilhoso. Tem algo mais a cara do Brasil que esse bairro (beleza, contraste e problemas)?

Como é morar no Rio: Praia de Copacabana

Como é morar no Rio: Praia de Copacabana

Gosto do bairro do Flamengo também e era uma das opções de bairros que eu estava procurando, assim como Laranjeiras. Catete achei muito central e apesar de ter sido uma das opções, não gostei tanto quanto desses outros. Durante minha pesquisa vi muitos apartamentos bons e bonitos na Barra da Tijuca, além de terem preço mais baixo que na zona sul. Porém, por ser bem distante do centro nem cogitei.

Plano de Saúde

Logo que chegamos no Rio mudamos de plano de saúde, em Natal era Amil e aqui passou a ser Bradesco, que não tenho o que reclamar. Meu plano satisfaz bem todas minhas necessidades e é um dos melhores daqui (se não for o melhor). Unimed aqui é bem forte e conheço muita gente que tem, mas como tem muito segurado, tem muito problema também. Minha mãe é cliente da Unimed Rio e com bastante frequência reclama.

Infelizmente não sei informar o preço do plano de saúde atual, pois é PJ e pago pelos empregadores do meu marido.

Educação

Como não tive experiência alguma com escolas aqui na cidade perguntei pra amiga Lily do blog Apaixonados por Viagens, que é fluminense e mora na capital há muitos anos. Segundo ela, algumas das melhores escolas são:

– São Bento
– Santo Inácio
– Santo Agostinho
– Cruzeiro
– Ph
– Franco

Esses de cima são bem tradicionais e particulares. Costumam ter ótimos resultados nos vestibulares e a média da mensalidade para meio período é na faixa dos R$2.500 (valores de 2017).

Têm os públicos também que, apesar das greves e das instalações mais precárias, também obtêm bons resultados nos vestibulares, tais como:

– Pedro II
– Colégio Militar
– Colégio Naval (este fica em Angra dos Reis)
– Capes da Uerj
– Capes da Ufrj

Uma coisa curiosa é que na maioria dessas escolas os alunos só entram através de sorteios. Não basta ter o dinheiro da mensalidade, é preciso ter uma pitada de sorte também. Recomenda-se que comece a tentar os sorteios quando as crianças atingirem 4 anos de idade.

Supermercados

Supermercados são bem segregados: Pão de Açúcar é bem forte aqui, e com produtos mais caros, e o principal concorrente dele é o Zona Sul, outro supermercado caro. Fuja deles pras compras do mês se o objetivo é economizar (vez ou outra vale a pena ir porque tem coisas que só tem neles).

Como em outras capitais, temos o Extra e Carrefour. Os mais populares são o Mundial (bem mais barato e não aceita cartão de crédito), Princesa e Guanabara, que sempre tem boas promoções. Não achei o preço dos produtos de supermercado muito diferentes de Natal, inclusive muitas coisas acho até mais em conta.

Transporte

A tarifa de metrô custa R$4,30, um pouco mais cara que a passagem de ônibus, que custa R$3,80. O Estado do Rio é disparado o maior produtor de petróleo do país, e ainda assim tem a segunda gasolina mais cara do Brasil, principalmente nos bairros da zona Sul. Dificilmente você encontrará um posto na zona Sul com gasolina abaixo de R$4 o litro (julho/2017).

Como usamos o carro pro lazer aos finais de semana, ainda não o vendemos. Mas como moramos perto do metrô e o Uber e Cabify funcionam muito bem em nosso bairro, não sei até que ponto compensa ter carro aqui. Acho que ainda não vendemos o nosso por pura preguiça e comodidade (acabamos viajando aos fins de semana ou indo pra lugares longe, então facilita). Pense duas vezes antes de comprar um automóvel no Rio se você mora num bairro bom. O nosso não nos dá muita despesa, então talvez por isso ainda estejamos com ele.

Internet

As operadoras de internet são praticamente as mesmas de Natal, e continuei com meu contrato com a Vivo. Estou pagando atualmente numa promoção R$60 pela internet e telefone ilimitado. Apesar do preço atraente, a internet da Vivo é péssima e cai com bastante frequência.

Conta de luz

O Rio tem uma das tarifas de energia elétrica mais caras do país. Como morávamos em Natal e lá tem uma das mais baratas, a diferença foi notável.

Temos dois aparelhos de ar-condicionado em casa, mas o único que ligamos sempre é o do nosso quarto que é inverter e tem consumo bem abaixo da média, ainda assim nossa conta quase nunca dá menos que R$170 (no verão dá bem mais). Não quero nem imaginar quanto daria se ligássemos o do quarto de hóspedes com frequência (que não é inverter). P.S: Visitas por favor nos visitem no inverno! kkkk.

Tarifa de energia elétrica

Tarifa de energia elétrica

Lazer

O Rio é a cidade mais visitada do país não apenas pelos estrangeiros, mas também pelos próprios brasileiros. Consequentemente, os preços não são nada convidativos. Graças a Deus ainda não paga nada pra ir à praia, e esse é o bom daqui: a praia democratiza. Não é muito difícil conhecer algum carioca que nunca foi ao Pão de Açúcar, por exemplo (o ingresso de lá custa +-R$80). Por sorte na baixa temporada (se é que existe isso aqui) o preço cai pela metade pra quem comprova que é morador da cidade.

Sair pra comer em casal num restaurante bonzinho da Zona Sul faz com que se gaste no mínimo R$100 (sem bebida alcoólica). Em restaurantes mais sofisticados o céu é o limite.

Nos restaurantes dos bairros mais caros (Ipanema e Leblon) a gorjeta cobrada é de 12%. Já vi isso algumas vezes e fiquei revoltada! kkk. Nos restaurantes mais populares do bairro isso não acontece, mas nos mais sofisticados sim. #fail

Gorjeta de 12% nos restaurantes de Ipanema e Leblon

Gorjeta de 12% nos restaurantes de Ipanema e Leblon

Em comparação com Natal a diferença de preços é gritante, mas em comparação com São Paulo nesse quesito é bem empatado.

Mercado de trabalho

Queria poder dar notícias boas aos meus leitores, mas o negócio por aqui tá bem feio. Vocês podem até pensar que com o custo de vida tão elevado o salário também seja, mas na realidade não é bem assim. Primeiro que não tem emprego. Como podem ver na reportagem da Globo, o número de desempregados saltou 50% em um ano. Segundo o IBGE, em 2016 o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos no Rio de Janeiro ficou estimado em R$ 2.311. Caso seu sonho seja morar na cidade maravilhosa, vir pra cá tentar a vida pode não ser uma boa ideia no momento.

Até os funcionários públicos estão tendo problemas pra receber seus salários, e concursos públicos por aqui são cada vez mais escassos. Pode acessar qualquer site de divulgação de editais de concurso que verá que não tô exagerando.

Curiosidades sobre como é morar no Rio

Que o carioca é esquentado as novelas já mostraram demais. Mas é também um povo muito comunicativo, prestativo e simpático. Tudo é motivo pra gargalhar e fazer amizade. É também um povo que gosta do dia: basta olhar o calçadão de qualquer praia de segunda a segunda pra ver que não é só turista passando ali.

Por falar em calçadão, ou você entra no ritmo deles ou é engolido: aqui (quase) todo mundo faz atividade física. A academia é lotada o tempo todo e as atividades ao ar livre também. O estereótipo da mulher brasileira tá aqui e em todo lugar.

É também uma cidade super cosmopolita: aqui tem de tudo e de todos os cantos do mundo. Pra terem uma ideia, onde meu marido trabalha a maioria é europeu. É uma cidade de sotaques e idiomas, e se você não domina bem ao menos o básico de inglês pode estranhar. Não é difícil esbarrar com algum gringo perdido no metrô pedindo informação. É comum ver vaga de emprego pra ganhar um salário mínimo exigir o inglês.

Apesar de ser uma cidade “do dia” os cariocas adoram um pós-praia e um barzinho com música. Na Lapa não dá só turista. Nem em Copacabana.

Encontrar prestador de serviço de qualidade por aqui é bem complicado. Uma vez tive problema com uma oficina mecânica, mas conheci uma outra que adorei e recomendo muito a todos: Oficina Perfil, em Botafogo. Eles trabalham de maneira bem séria e honesta.

Caso precise de diarista, não espere gastar menos que R$150 e às vezes muda dependendo do tamanho da casa – muda pra mais caro claro rs.

Gostaria de ter tido boas experiências com prestadores de serviço, mas quase não tive. Sugiro que pesquise muito, não pague nada adiantado e desconfie de tudo. Um grupo do facebook me ajudou muito durante minha mudança, sugiro que acesse o link e participe caso precise de indicações de profissionais.

E aí vocês devem tá se perguntando se gosto de morar aqui. A resposta é: tirando o verão enlouquecedor, adoro! Não trocaria o Rio por outra cidade que já morei no Brasil, mesmo com todos os problemas que a cidade enfrenta.

Qualquer dúvida é só perguntar!

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Passeio de barco em Arraial do Cabo

No último fim de semana fomos finalmente conhecer Arraial, localizado a 164 km do Rio. Optamos pela hospedagem em Cabo Frio, pois havia mais opções de hotel e meu marido ainda não conhecia a cidade que está a apenas 12 km de distância uma da outra. Contratei o passeio de barco em Arraial do Cabo com a empresa Cabotur, que conheci através do hotel onde me hospedei.

A agência trabalha apenas com o setor hoteleiro de Cabo Frio e apesar de não possuir loja física, conta com uma equipe de 5 recepcionistas que se dirigem até o local onde os clientes estão hospedados para efetivar as reservas. Eles possuem uma embarcação própria (Shangrilá), mas na baixa temporada fazem parcerias com outras embarcações. Na ocasião o passeio foi no barco Xodó Tour, de dois andares e capacidade pra até 80 passageiros.

Cabotur via Xodó Tour

Cabotur via Xodó Tour

Ficamos no andar superior e tinha bastante gente, mas todo mundo devidamente acomodado em um assento. Música ambiente alegre o tempo todo e a presença de um guia que ia sempre apresentando as atrações à medida que nos aproximávamos delas. Achei a equipe bem simpática e apesar de estarmos no segundo andar não tínhamos que descer e subir quando queríamos algo: eles mesmo iam no andar superior vender os produtos que estavam disponíveis.

Viajamos no auge do inverno (julho) e portanto estava um pouco frio em função dos fortes ventos naturais dessa época. Confesso que foi até difícil reservar o passeio pois quando o vento está muito forte a Marinha pode cancelar todos os passeios, o que havia acontecido no dia anterior. Fique sempre atento à previsão do tempo.

Eu já estava ficando triste com a possibilidade de não conseguir fazer o tour de barco, mas algumas horas antes da partida obtive a confirmação do Alessandro da agência e prontamente fomos nós. 😀

Na baixa temporada o passeio sai às 11h mas acabou saindo às 11:30 do cais da Praia dos Anjos, onde tivemos que pagar uma taxa de R$5 por pessoa referente à taxa portuária, da qual fomos informados previamente. Segundo o Alessandro da agência, na alta temporada eles trabalham com duas saídas diárias: uma às 8:45 e outra às 13h.

Todo contato foi feito por WhatsApp com o Alessandro, que foi muito solícito e ainda nos deu dicas adicionais sobre a cidade e região, sempre nos mantendo informados de possíveis cancelamentos em relação à Marinha.

OBS: Caso queira estacionar o carro próximo ao porto, será necessário estacionar em algum estacionamento privado nas redondezas, que na ocasião estavam cobrando R$20 a diária.

Durante o passeio a embarcação fez as seguintes paradas: Ilha do Farol, Prainhas do Pontal e mais uma parada para mergulho na Praia do Forno. Além das paradas passamos pela Fenda de Nossa Senhora, Gruta do Amor, Pedra do Gorila e Gruta Azul.

Paisagens pelo caminho

Paisagens pelo caminho

Como o horário do passeio é um horário que a fome já está batendo, há a possibilidade de comprar bebidas e espetinhos como queijo coalho, salsichão e frango (R$5/cada). Vale ressaltar que não é permitido sair do barco com qualquer tipo de comida durante a descida pras praias, principalmente pra Praia do Farol, que é uma área de proteção da Marinha do Brasil e tem acesso super limitado.

E já que eu falei dessa praia, vamos ao que interessa! Ela foi o primeiro ponto de parada do passeio, por onde permanecemos por meia hora. Felizmente o acesso a esse paraíso é somente por barco e permite que apenas 250 visitantes permaneçam nela a cada 45 minutos.

Passeio de barco em Arraial do Cabo com Cabo Tur

Passeio de barco em Arraial do Cabo com Cabo Tur

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Essa é sem dúvidas a praia mais linda e mais limpa que vi até agora no Estado do Rio de Janeiro – e pra ser sincera no Brasil. Claro que ainda tenho muito a conhecer em nosso país, mas pela minha experiência essa agora está em primeiro lugar. 🙂 A transparência da água, os tons de azuis e a areia super branquinha fazem dela um cartão-postal digno de Caribe.

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Como fomos no inverno, a água estava mais gelada que de costume, mas estava tudo tão lindo que não deu pra não entrar. 🙂 Ficamos curtindo o local e em seguida rumamos pro barco pra continuar o passeio.

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Vale destacar a paisagem paradisíaca ao longo do tour, passando pela Fenda de Nossa Senhora, lugar que entre duas enormes montanhas abriga no mar uma imagem de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira do município. Segundo os locais, a santa foi encontrada por um pescador na fenda de uma gruta.

Fenda de Nossa Senhora

Fenda de Nossa Senhora

Não menos bonita avistamos a Gruta Azul, que só avistamos por fora mas que a embarcação tentou se aproximar ao máximo. A cor da água associada às formações rochosas tornam o visual espetacular! No local haviam alguns mergulhadores e fiquei imaginando como deve ser sensacional mergulhar ali. Pra quem não sabe, Arraial do Cabo é conhecida como a capital brasileira do mergulho.

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

A próxima parada foi pra conhecer as Prainhas do Pontal do Atalaia, que também são acessíveis por trilha que leva a uma escadaria enorme e que com certeza você já viu chuva de fotos nas redes sociais. Lá há uma infraestrutura melhor, com alguns vendedores ambulantes e barraquinhas de venda. Assim como as outras, segue o bom padrão: água clarinha e limpa, diversos tons de azuis, areia fina e muito branca.

Areia das Prainhas do Pontal do Atalaia

Areia das Prainhas do Pontal do Atalaia

Prainhas do Pontal do Atalaia

Prainhas do Pontal do Atalaia

Passeio de barco em Arraial do Cabo

Passeio de barco em Arraial do Cabo

Mais alguns minutos apreciando a natureza, infelizmente já chegava a hora da última parada, que na verdade é para mergulho: Praia do Forno. O barco não chega à praia, fica no alto mar. Por falta de sorte nessa hora o sol não estava ajudando a visibilidade e nem consegui ver direito a beleza do local (que dirá tirar foto).

OBS: Caso você não tenha levado, a embarcação tem equipamentos para snorkel para locação (R$15).

O passeio chegou ao fim por volta de 15h e saí com a sensação de que queria ficar mais um dia inteiro na cidade pra conhecer outros lugares. Deus realmente caprichou na beleza desse lugar que vale muito a pena ser incluído nos roteiros de viagem. Escolher o que visitar no Estado do Rio tem sido cada vez mais difícil, pois tenho conhecido muitos destinos incríveis e esse com certeza foi mais um deles! 🙂

Informações importantes sobre o passeio de barco em Arraial do Cabo:

Dica: Caso você seja uma pessoa que sente enjoo facilmente, recomendo que tome um Dramin antes, pois balança bastante e pode causar enjoos.

Preço: R$70 por pessoa (cartão) ou R$60 (dinheiro). Crianças de 0 a 5 anos não pagam e de 6 a 10 anos pagam meia.

Duração: De 3:30h a 4h.

OBS: Água mineral gratuita durante todo o passeio.

Agência: Cabotur Passeios Turísticos

Contato: (22) 97401-6720 e (22) 99709-2299.

Banheiro: Não

Comida disponível pra compra: Sim

O passeio de barco foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Continue lendo sobre a Região dos Lagos…

O que ver em Puerto Iguazu além das Cataratas

Nem só de Cataratas vive a cidade hermana. Obviamente a principal atração turística são as Cataratas – e com toda razão. Fui e voltei algumas vezes à cidade, pois apenas 15 km separam o hotel onde me hospedei da Argentina. Darei continuidade ao meu post Foz do Iguaçu com CCHTour em que conto o que ver em Puerto Iguazu e assim completo meu roteiro do segundo e terceiro dia de viagem. 🙂

Antes de seguir com meu roteiro queria dizer que a viagem foi feita no mês de junho, beirando o inverno. A temperatura na região é muito instável: alto índice de umidade, com calor ao longo do dia e friozinho à noite (esteja preparado). Pra vocês terem ideia, voltei num domingo pro Rio e na segunda-feira a temperatura em Foz estava em 8°C (sendo que durante minha estadia o tempo estava ótimo, com um belo céu azul). No verão costuma chover mais e consequentemente as Cataratas tendem a ficar mais cheias.

DIA 02: El Quincho del Tío Querido, Feirinha de Puerto Iguazu, Marco das 3 Fronteiras e Cassino

Depois de ter passado quase o dia inteiro no Paraguai, retornei no início da noite ao hotel só pra tomar banho e sair de novo. 🙂

Fomos jantar no famoso restaurante El Quincho Del Tío Querido, a churrascaria mais famosa de Puerto Iguazu. Espaço de dois andares, bem amplo e muito movimentado. Esperamos um pouquinho pra liberar uma mesa e acabamos sentando com algumas pessoas que fizemos amizade e que estavam com a CCHTour também.

Cardápio El Quincho Del Tío Querido/junho 2017

Cardápio El Quincho Del Tío Querido/junho 2017

Dica: Bem ao lado do restaurante tem uma loja de vinhos chamada Vinos & Co. Puerto Iguazu. Se a fila de espera estiver muito grande você já sabe onde passar seu tempo. 🙂

Pedi um bife de chorizo, que é um corte nobre e tradicionalmente argentino retirado do contrafilé. Já tinha comido em Buenos Aires e como adorei certamente não ia deixar de fora. Ao contrário do Brasil, vale destacar que ao pedir uma carne nos restaurantes argentinos será servido somente a carne, tendo que pedir os acompanhamentos à parte.

Carne servida numa chapa bem quente e sem acompanhamento. Peça uma Quilmes caso queira provar uma tradicional cerveja argentina.

Carne servida numa chapa bem quente e sem acompanhamento. Peça uma Quilmes caso queira provar uma tradicional cerveja argentina.

Optamos por um talharim ao molho quatro queijos e dividi com meu marido. A carne é enorme, alta (uns 3 dedos de espessura) e deu pra dividir tranquilamente (apesar que como estava muito gostoso com certeza eu comeria uma sozinha rs). A carne não deixou a desejar em nada: sal no ponto, temperatura ideal, maciez, sabor. Só a massa que deixou a desejar e tivemos uma surpresinha quando veio a conta: ao pedir a massa, você deve pagar O MOLHO por fora. Sim, caso não queira molho algum deve deixar bem claro que não quer e comer um macarrão seco, sem graça e grudento…rs.

Confesso que fiquei bem chateada com isso, assim como as outras pessoas que estavam conosco. O restaurante não é dos mais baratos e apesar de estar estampado aos quatro cantos do cardápio que não cobram taxa de serviço, quando veio a conta cobraram sim. Como eu não achei o atendimento dos melhores e ainda tivemos esse contratempo com o molho (que era o mesmo preço da massa, inclusive), não paguei. Apesar de tudo, recomendaria a ida lá apenas pela carne, tentaria outro acompanhamento e ficaria mais esperta. O restaurante aceita pagamento em reais, pesos e dólares. #ficaadica

De lá seguimos direto pra feirinha de Puerto Iguazu. Trata-se de um lugar bem simples, popular e com muita opção de coisinhas pra comprar pra levar. Alfajor, doce de leite, salgadinhos, azeites, azeitonas, embutidos, cervejas, tudo isso você encontrará por lá e com uma boa oferta.

Nessa feirinha vi doce de leite Havanna sendo vendido por R$23 o kg (achei muito barato!). Compramos uma caixa de alfajor Milka por R$12 (6 unidades) – esse alfajor é na verdade uma mistura de biscoito com alfajor e tem um mousse dentro, bom demais…rsrs. Além disso, alfajor avulso também é vendido como água. Experimente o La Recoleta (embalagem preta) que é bem recheado, baratinho e gostoso (ótimo custo-benefício).

Como não queria levar um kg de doce de leite pra casa, comprei um menorzinho por R$4 de uma marca que eu não conhecia mas que gostei muito.

Feirinha de Puerto Iguazu: O doce de leite que comprei é esse de tampa vermelha

Feirinha de Puerto Iguazu: O doce de leite que comprei é esse de tampa vermelha

De lá a CCHTour nos levou pra dar umas voltas na cidade e seguimos para o Marco das 3 Fronteiras (lado argentino). Como estava bem frio e tarde, não tinha quase ninguém. A visita, ao contrário do lado brasileiro, é gratuita. Acredito que durante o dia deve ser bem mais interessante de conhecer, pois à noite não dá pra ver quase nada rsrs. De dia sugiro uma caminhada na orla para apreciar o Rio Iguazu e quem sabe ver um pôr do sol. 🙂

Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)

Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)

E o dia ainda não tinha chegado ao fim. De lá partimos para o Cassino de Puerto Iguazu, que faz parte do Iguazu Grand Resort. Não paga nada pra entrar no cassino e o Alex da CCHTour ainda nos deu um welcome drink e uns bilhetes pra jogarmos nas máquinas e tentar a sorte. E não é que eu saí de lá com R$40? kkk. Fui a única sortuda do grupo!

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto de Iguazu: Você deve retirar o voucher de prêmio na máquina e trocar no caixa

Cassino de Puerto de Iguazu: Você deve retirar o voucher de prêmio na máquina e trocar no caixa

Não é permitido tirar foto dentro do Cassino, mas trata-se de um lugar bonito e aparentemente organizado: mesas de jogo, roleta, black jack, dados, sala de poker, etc. E muita gente gastando! kkk. Juro que fiquei um pouco assustada com o fato das pessoas torrarem dinheiro em jogo… eu não teria coragem de jogar nem os R$40 que ganhei, que dirá os bolos de dinheiro que vi algumas pessoas jogarem. Como já era madrugada e eu já tinha “quebrado a banca” kkk fui pro hotel dormir que o dia seguinte também seria intenso. 🙂

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto Iguazu

DIA 03: O que ver em Puerto Iguazu: Cataratas Argentinas e Duty Free

O terceiro dia foi praticamente todo dedicado à Argentina. Acordamos cedo e às 9h fomos rumo às Cataratas (nessa altura da viagem meu pé já estava só bolha) rsrs. Sapato confortável é essencial para visitar as Cataratas, pois é um lugar em que andamos bastante (bem mais que no lado brasileiro).

Bilheteria: Preços diferenciados para pessoas de países do Mercosul

Bilheteria: Preços diferenciados para pessoas de países do Mercosul

Compramos nossas entradas na hora e nos custou o equivalente a R$92 (P$400). Atenção: a bilheteria aceita somente pagamento em dinheiro em espécie e em pesos argentinos. Não esqueça de cambiar antes. Caso não tenha jeito e você esqueça mesmo assim, há um caixa eletrônico ao lado da bilheteria.

Banco interligado à rede link: Fique atento para o limite de saque diário

Banco interligado à rede link: Fique atento para o limite de saque diário

Dica 1: Sugiro que cambie um pouco mais do que o valor da entrada, caso queira gastar no interior do parque. Apesar de aceitarem pagamento em reais, a cotação do peso é mais favorável. Fique esperto também com a taxa de turismo que recentemente começaram a cobrar: você pagará na saída do Parque, na estrada que dá acesso às Cataratas, o valor de P$25 por pessoa referente à essa taxa.

Dica 2: LEVE água mineral com você. O passeio é muito longo, demorado, e demanda esforço físico de caminhada, o que consequentemente fará com que você fique com sede. Uma garrafinha de água no interior do parque é surreal, mais ou menos R$10.

OBS: As coisas na Argentina são muito caras. Pra vocês terem uma ideia, o ingresso das Cataratas subiu 60% nesse ano de 2017.

Antes de começarem a reclamar e me xingar, sugiro que vejam a imagem abaixo rsrs.

Cataratas: Uma das 7 Maravilhas da Natureza

Cataratas: Uma das 7 Maravilhas da Natureza

Logo que entramos no parque pegamos um mapa pra facilitar nossa localização e escolher quais caminhos faríamos, pois é possível ver as Cataratas de diversos ângulos (diversas trilhas). A primeira coisa que fizemos foi pegar o Trem Ecológico de Central a Cataratas, com duração média de 10 minutos, que nos leva até o início da trilha. Com mais ou menos 1h de caminhada tranquila, nos deparamos novamente com a grandiosidade da natureza: Cataratas Argentinas.

O trem passa mais ou menos de 15 em 15 minutos

O trem passa mais ou menos de 15 em 15 minutos

Garganta del Diablo: Espetacular!!!

Garganta del Diablo: Espetacular!!!

Cataratas Argentinas

Cataratas Argentinas

Informação útil: O maior volume de água ocorre entre os meses de outubro a março.

60% do Parque Iguazu está do lado argentino, e o ângulo dos hermanos realmente é espetacular. Chegamos bem perto da Garganta Del Diablo, a mais impressionante de todas as quedas, que tem mais ou menos 80 metros de altura. É tudo muito lindo e barulhento, mas um barulho que transmite paz e sensação de como somos pequenos junto à natureza. Achei que o lado argentino molhou muito menos que o brasileiro e nem precisamos de capa de chuva. Ficamos uns bons minutos apreciando tudo, tirando foto e descansando. 🙂

Dica: Nunca saia do caminho demarcado de trilhas

Dica: Nunca saia do caminho demarcado de trilhas

A caminhada até que é tranquila, com ótima infraestrutura e boas paisagens. O problema é o sol que estava forte demais (lembrando que no dia anterior estava bem frio – tempo muito instável). Juntando o fato de não termos almoçado ao fato de estarmos caminhando no sol, ficamos mortos rsrs. Voltamos para a Estación Cataratas, onde tem um Subway e uma lanchonete que vende empanadas. Pedimos umas empanadas muito gostosas e ficamos ali descansando e fugindo dos quatis, que acabaram pegando metade de uma empanada rsrs (R$8/cada).

Parque Nacional do Iguazu: Paisagens pelo caminho

Parque Nacional do Iguazu: Paisagens pelo caminho

Há a opção de almoçar dentro do Parque no Restaurante La Selva, com preço fixo de P$240 por pessoa (fora bebidas). Apenas lanchamos rápido pra não perder tempo e poder conhecer mais coisas. Então seguimos para a segunda trilha: Circuito Superior, para vê-las de outro ângulo. No mesmo esquema da anterior (boa infraestrutura+calor) demoramos aproximadamente 1:30 pra completar o trajeto.

Na primeira vista estávamos no mirante sinalizado

Na primeira vista estávamos no mirante sinalizado

De lá avistamos o Passeio de Macuco, que com aquele calor devia tá maravilhoso. Com certeza quando eu voltar à Foz incluirei no meu roteiro.

Passeio de Macuco no Parque Nacional do Iguazu

Passeio de Macuco no Parque Nacional do Iguazu

Após caminharmos bastante atrás de “saltos” (como são chamadas as quedas d’água), retornamos ao Centro de Visitantes, onde tem algumas lojinhas, uma Havanna e uma Sorveteria Freddo.

O calor implorava por um sorvete, e por incrível que pareça o de doce de leite tradicional havia acabado, então tomei um de doce de leite com brownie, que acabei achando doce demais. O valor do menor potinho custava mais ou menos R$20 (surreal de caro). Dando continuidade às coisas caras, entrei numa lojinha pra comprar um ímã de geladeira, pois coleciono: como um tapa na minha cara um simples ímã custava R$20! kkk.

Sorveteria Freddo em Puerto Iguazu

Sorveteria Freddo em Puerto Iguazu

Alfajor Havanna em Puerto Iguazu (+-R$7,00)

Alfajor Havanna em Puerto Iguazu (+-R$7,00)

Tínhamos combinado o horário de 17h pra agência nos buscar, e pontualmente eles chegaram. Nosso grupo seguiria pro hotel, mas no meio do caminho decidi que iria ao Duty Free ver o que tinha de bom lá, pois certamente não daria pra eu conhecer no dia seguinte.

O que ver em Puerto Iguazu: Duty Free

O que ver em Puerto Iguazu: Duty Free

O Duty Free está localizado praticamente ao lado da aduana, um pouquinho depois no sentido que eu estava (Argentina – Brasil). Saibam de antemão que é necessário portar RG ou passaporte pra comprar alguma coisa lá. O local é muito bonito e com tudo de primeira: ótima infraestrutura, estacionamento grande, ar condicionado, separação por setores, etc. Há muita variedade de chocolates, bebidas e guloseimas, algumas com preço bom, outras nem tanto.

Guloseimas do Duty Free

Guloseimas do Duty Free

Os preços dos produtos são fixados em dólar mas se você quiser pagar em reais também pode. Inclusive a cotação estava bem melhor no dia que fui: 3,29 (nas casas de câmbio a cotação estava em 3,37). Meu passeio foi mais pra conhecer mesmo, pois praticamente não comprei nada. Meu marido comprou uma caixa com 50 sachês de chás Twinings por US$8 e eu um batom Mac por US$14 (R$46). Segundo o que pude verificar pessoalmente, a única marca que achei que estava valendo a pena comprar é a Mac. Achei os perfumes caros, óculos também, e roupa nem se fala… mas de qualquer forma foi legal visitar.

Quanto à organização e atendimento não há o que discutir, sem dúvidas tudo muito bom.

Por curiosidade perguntei ao taxista quanto ele cobraria pra me levar ao hotel e pra minha surpresa ele me cobrou R$70. Quando eu estava indo embora outro taxista veio atrás e disse que o valor mínimo pro Brasil era R$50. Agradeci e segui. Lembrando que o trajeto tem 8,6 km (apesar do trânsito que fazia…).

Na hora de ir embora segui pra Aduana pra pegar um ônibus de linha que vinha de Puerto Iguazu pra Foz e desci em frente ao Capitão Bar, onde fui jantar. Devo informá-los que o ônibus demorou demais a passar (+1h), mas acabamos conhecendo outras pessoas que por ali trabalham e tem essa rotina de “atravessar fronteira” diariamente. É incrível como é engarrafada a zona da fronteira: principalmente pra quem vai do Brasil pra Argentina.

Vejam em destaque a fila pra vans de turismo como é bem menor (a da esquerda é a de carros brasileiros e a do meio argentinos)

Vejam em destaque a fila pra vans de turismo como é bem menor (a da esquerda é a de carros brasileiros e a do meio argentinos)

Dica: Caso vá de veículo particular, saiba que o trânsito é pior. As vans e carros de turismo entram em uma fila diferente e por isso acabam saindo de lá bem mais rápido. Acho que quem vai de carro chega a demorar até umas 2h parado (sem exagero).

Vale destacar que cada vez que você atravessa a fronteira, é feito o controle da sua documentação. Se estiver com RG, irão pedir, se estiver com passaporte, irão pedir e carimbar. Se você passar 10x, 10x seu passaporte será carimbado. Achei bem “controlado”, e bem diferente da aduana paraguaia.

Já estava tarde e deixamos mais uma vez a Argentina, país que visitei pela segunda vez. Essa viagem foi sem dúvidas muito especial, desejada e planejada e por isso recomendo muito que todos conheçam. As Cataratas, tanto o lado brasileiro quanto o lado argentino, são encantadoras demais pra não serem vistas ao menos uma vez na vida. 😉

Tive o cuidado de informar os preços pra que vocês possam se planejar melhor, mas qualquer dúvida que tenha ficado, é só perguntar!

O transfer pra Argentina foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Onde comer em Belém

Opções de onde comer em Belém não faltarão, e vou compartilhar com vocês 5 opções que adorei incluir em minha última viagem à cidade das mangueiras. Alguns já conhecia, outros ainda não.

Apesar de ser da cidade, já me mudei de lá há mais de 8 anos, mas sempre que vou tem algo a conhecer quando o assunto é gastronomia. Sempre que me perguntam qual o meu tipo de comida preferida, respondo com orgulho que a brasileira, mais especificamente a paraense. E só quem conhece sabe porquê. 🙂

Sushi Ruy Barbosa

Não lembro ao certo se já tinha falado aqui no blog, mas é meu restaurante favorito na cidade, mais especificamente o meu prato preferido. Além da música ambiente deliciosa e ambiente super confortável, a comida é muito boa. O prato do qual me refiro é o Filhote Ruy Barbosa: Filhote em crosta de castanha-do-Pará com risoto de jambu e queijo coalho. É divino! Pra acompanhar sugiro pedir um dos drinks que o restaurante oferece como diferencial. Média de R$100 por pessoa. Onde: Tv. Rui Barbosa, 1816 – Batista Campos.

Filhote Ruy Barbosa

Filhote Ruy Barbosa

Amazon Beer

Num fim de tarde fui com meus amigos pra Estação das Docas, clássico lugar de encontro de locais e turistas e que não perde a qualidade. Nessa ocasião pedi uma porção de 6 unhas de caranguejo servidas quentinhas e sequinhas, como gosto. Apesar do preço super salgado (R$49) achei muito bom. Pra acompanhar, peça um chopp próprio da cervejaria. Ainda não tinha tomado o de cupuaçu e gostei. Bom pra tomar só um, pois por ser muito exótico pode ser que fique enjoativo. Apesar de não ter comido dessa vez, recomendo a linguiça de metro pra petiscar. Onde: Rua Boulevard Castilhos França,, s/n – Estação das Docas.

Unha de caranguejo do Amazon Beer

Unha de caranguejo do Amazon Beer

Portinha

Com funcionamento apenas de sexta a domingo, a Portinha é um clássico da Belém antiga que eu nunca havia experimentado nada. Fizemos uma festinha na casa de um amigo e encomendamos salgadinhos de lá e pude provar vários de uma tacada só.

Como o próprio nome já diz, o local trata-se de uma portinha minúscula em que as pessoas fazem fila pra comer na calçada. Sem luxo, apenas uma mesa, três cadeiras e muito sabor. Vendem salgados feitos com produtos regionais, nada de coxinha com catupiry rs. Esfiha de pato com jambu, pastel com bacon, lombinho, camarão com jambu etc. Abre a partir das 17h e se quiser encomendar o cento de salgadinhos, custa R$70. Onde: Rua Dr. Malcher, 436 – Cidade Velha.

Roxy Bar

Em funcionamento há mais de 25 anos, por incrível que pareça eu nunca tinha ido ao Roxy. Não por falta de vontade, mas sim por falta de paciência de esperar tanto por uma mesa devido às longas filas. Nessa ocasião fui numa segunda-feira e passei direto pra uma mesa, mas mesmo em plena segunda o restaurante estava bem cheio.

A decoração é bem temática com grandes nomes do cinema e da televisão, assim como o nome dos pratos que leva o nome de pessoas famosas. O prato mais pedido é o filé saddam hussein, que é um medalhão de filé-mignon alto, coberto por presunto e queijo, acompanhado por arroz à piemontesa, batatas francesas e farofa de ovo.

Fui na contra-mão do mais pedido e optei pelo Filé Charlton Heston: pedaços de filé refogados com temperos e cobertos por densas camadas de requeijão e batata palha, acompanhados de arroz à piemontesa. Pasmem: um prato serviu meu irmão, minha mãe e eu. Entrou pra lista de opção boa e barata em Belém. Média de R$50 por pessoa. Onde: Av. Senador Lemos, 231 – Umarizal e Rod. Transmangueirão, 1754 (Shopping Center Bosque Grão-Pará).

1 minuto de silêncio por essa sobremesa

1 minuto de silêncio por essa sobremesa

Largo da Palmeira

Localizado no centro da cidade, bem no meio do vucu-vucu da área comercial, o restaurante oferece opções à la carte e self-service, com opções de pratos tradicionais e regionais. Na ocasião comi um camarão empanado maravilhoso que pedi à la carne e também camarão à baiana no self-service.

Além do buffet de comida, as opções de sobremesa também são ótimas, com destaque para o creme de bacuri com pedaços da fruta. O restaurante é bem amplo, bem decorado, refrigerado e com estacionamento bem ao lado. Vovô praticamente tem carteirinha de lá e é o ponto de encontro dos meus familiares rsrs. Onde: Rua Senador Manoel Barata, 719 – Campina.

Onde comer em Belém: Largo da Palmeira - ótima opção de self service no centro da cidade

Onde comer em Belém: Largo da Palmeira – ótima opção de self service no centro da cidade

Outros lugares que recomendo:

  • Remanso do Bosque, do chef Thiago Castanho (restaurante requintado de comida regional)
  • Manjar das Garças (restaurante requintado de comida regional contemporânea)
  • Tomaz Culinária do Pará (comida regional)
  • La Traviatta (destaque para a lasanha)
  • Doceria Abelhuda (doces diversos, destaque para as tortas e bolos)
  • Xícara da Silva (destaque para a casquinha de caranguejo)

E você? Conhece algum deles?

Tour de Compras em Ciudad del Este

Em continuação ao post anterior, vou contar pra vocês como foi o Tour de Compras em Ciudad Del Este que fiz com a CCHTour. No dia anterior combinei com a agência e saímos em grupo numa van com destino à cidade que figura como o terceiro maior centro comercial do mundo, atrás somente de Miami e Hong Kong. Localizada a 327 km da capital paraguaia, Ciudad del Este desponta como responsável por 10% do PIB paraguaio por conta do turismo de compras.

Partimos de Foz do Iguaçu às 9h da manhã e pegamos um trânsito terrível – mais ou menos 1:30 pra chegar ao destino, que está a apenas 18km de distância do hotel onde me hospedei. Era uma sexta-feira e estava uma loucura!

Além do engarrafamento ser muito pesado, é necessário ser um motorista maravilhoso pra não bater o carro ali: todo mundo corta todo mundo, semáforo não existe, pedestres atravessam na frente do carro sem medo e parece que não tem lei nenhuma. Recomendo fortemente a contratação de um tour para não enlouquecer…kkk. Não contrate atravessadores e tampouco atravesse a Ponte da Amizade a pé.

Trânsito carregado para Ciudad del Este

Trânsito carregado para Ciudad del Este

O motorista da CCHTour nos deixou em frente ao Shopping Del Este e nos buscou no mesmo local às 18h (e foi super pontual, mesmo com o trânsito caótico). Nossa estadia na capital sul-americana das compras durou mais ou menos 7h. A princípio o tour ia durar um pouco menos, mas conversamos com o motorista e acertamos pra ele nos buscar às 18h. Como eu disse em post anterior, a agência é super flexível e trabalha de acordo com a vontade dos clientes.

OBS: Sugiro que sejam pontuais. Na ocasião um casal chegou meia hora atrasado e não é nada legal um grupo grande ter que ficar esperando alguém que perdeu a hora. Como o fuso horário em Ciudad Del Este é 1 hora a menos que em Foz, muitas pessoas se atrapalham (a agência sempre terá como base o horário paranaense).

Como todos sabem, Paraguai tem fama de vender produtos falsificados e não é à toa. Realmente vimos falsificações gritantes e pesquisamos bastante pra não cair em nenhuma roubada. Antes da viagem fiz uma listinha com o que eu gostaria de comprar e quais os lugares indicados para isso (produtos originais e com bom preço).

Dois sites me ajudaram muito no planejamento da viagem: Paraguai Pink e Compras no Paraguai.

Uma das principais dúvidas de quem viaja pra lá é sobre qual moeda levar. Apesar da moeda oficial do Paraguai ser o Guarani, os preços dos produtos são fixados em dólares americanos. Como se não bastasse a mistureba, saibam que quase todos os lugares aceitam pagamento em reais e a cotação geralmente é boa – caso não tenha levado dólares e mesmo assim queira comprar há várias casas de câmbio na cidade. Quando fui (16/06/2017) a cotação estava em média 3,37.

Acabei comprando dólares ainda no Rio e no meu caso valeu a pena comprar antes, pois comprei com um pouco de antecedência e estava mais barato. 🙂

O primeiro lugar que visitei, como já estava no Shopping Del Este, foi a Loja Matrix (dentro desse shopping), que vende produtos eletrônicos e outras coisas. O motorista da agência nos levou até a loja e nos apresentou pra dois vendedores (brasileiros) caso quiséssemos algo. A agência recomendou essa loja e eu já havia lido relatos positivos acerca dela quanto à originalidade dos produtos.

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Matrix

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Matrix

Acabei comprando uma Nikon D3300, mas só no final do passeio, depois de pesquisar em outras lojas. O que me fez comprar na Matrix foi a garantia internacional da Nikon, que nos outros lugares não me ofereceram (lá me deram certificado e tudo). Comprei o kit completo: câmera, lente 18-55, bolsa e sd card de 32G por US$460 (no Brasil o mesmo kit sairia por mais ou menos R$2200). Pedi pra testarem o produto, verifiquei tudo e ok. 🙂

UPDATE: O cartão de memória que comprei nessa loja deu problema pouco tempo depois. Estou em contato com a San Disk e tentando descobrir se é um produto falso.

O lugar mais indicado pra quem procura suplementos vitamínicos, produtos para cabelo em geral, perfumes e coisas similares é a Amadeus Perfumaria, dentro do Jebai Center. Comprei um Cetaphil (meu hidratante favorito e que já tenho costume de usar – facilmente identificaria um falsificado), xampu e condicionador Aussie, Sundown Biotina e um perfume pro meu marido (Paco Rabanne Invictus). Esse Jebai Center é uma galeria bem feia rsrs. Mas vale a pena a ida caso queira comprar esses produtos.

Comprinhas em Ciudad del Este

Comprinhas em Ciudad del Este

Passei por acaso na loja Macedonia porque vi produtos Nyx e meu batom preferido é dessa marca (chora Mac). Comprei apenas o tal batom preferido e um potão de batata Pringles (porque não sou obrigada a ficar com vontade). 🙂 Havia visto o mesmo batom por US$10 em outra loja, mas lá encontrei por US$6.

Quem gosta?

Quem gosta?

Outra loja que visitei foi a famosa Monalisa, que é uma mega loja luxuosa e que destoa de tudo aquilo que você imagina que é Ciudad Del Este. Boa organização, produtos de primeira, muito conforto e preços mais elevados. Não comprei nada na loja, mas vi que os perfumes estavam com preço bom. Assim como os perfumes, as malas de viagem e chocolates (barra de Lindt US$4).

Na Monalisa o foco são as grifes. E quando digo que são grifes, acredite: até cristais Baccarat vi por lá.

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

A Sax é outra loja que não fica atrás quando o assunto é luxo. Localizada do outro lado da avenida, e com acesso meio esquisito nos primeiros pisos, você irá se deparar com muito luxo, conforto e coisas de primeira também. Artigos de decoração, cristais, roupas de grife, belos vestidos de noiva, óculos, etc.

Eu tinha prometido que daria um óculos de presente pro meu marido (ele escolheu nessa loja um Dolce Gabanna (US$198)). O óculos não foi barato, mas no Brasil seria mais caro ainda… e como ele é meio chato, do tipo que demora a encontrar algo que realmente goste, levamos.

Tinha muito óculos em promoção, vi Roberto Cavali e Tom Ford por US$50, mas como dólares infelizmente não são infinitos, os meus já tinham acabado rs. Ainda assim me arrependi de não ter comprado no cartão. :mrgreen:

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Sax

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Sax

Outro lugar que fomos conhecer mas só por conhecer foi o Shopping China, dentro do Shopping Paris. Esse estabelecimento é bem bonitinho também e a loja “Shopping China” ocupa o terceiro andar inteiro. Se você já foi aos Estados Unidos, facilmente se sentirá lá. É o tipo de lugar exagerado, que tem tudo que você possa imaginar e com muita organização e preço bom. Loja gigantesca e bem separada por setor: vestuário, eletrônicos, bebidas, artigos pra decoração, etc. Foi a loja que encontrei o melhor preço de roupa, mais especificamente camisa social, que é o que estávamos procurando. Infelizmente a fila era tão grande que nos fez desistir. Lá também vi muitos produtos pra cabelo, mas o preço da Amadeus estava mais convidativo.

Tour de compras em Ciudad del Este: Shopping China

Tour de compras em Ciudad del Este: Shopping China

Produtos e respectivos preços médios

Produtos e respectivos preços médios

Outra loja que não comprei nada mas que gostei muito de conhecer foi a Diva, dentro do Shopping Paris e do Shopping Del Este. Uma tortura para pessoas como eu que amam decoração. Vi vasos lindos e muito papel de parede lindo, e bem diferente dos que eu já vi no Brasil. O preço do rolo era algo em torno de US$25 e se eu soubesse a medida da parede do meu quarto, certamente teria comprado. Loja confortável, produtos ótimos e bom preço (comparado ao Brasil). Pedi pra vendedora pra tirar uma foto do papel de parede que me apaixonei e ela disse que não era permitido fotografar o interior da loja.

Ainda falando em coisas de casa, entrei por acaso na Castelo Italiano, dentro do Shopping Del Este. A quantidade de lustre chamou minha atenção e a vontade foi de colocar tudo num caminhão e viajar do Paraguai pro Rio e remontar a casa kkk. Tudo que você imaginar relacionado a iluminação e acabamentos (torneiras, chuveiros, etc). Muita coisa linda e extremamente mais barato que no Brasil.

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Quando já estávamos quase pra ir embora conheci uma loja de roupas dentro do Shopping Del Este que estava trabalhando com câmbio a R$2,99. Chama-se Eleven e ainda estava com 40% de desconto nos produtos. Meu marido comprou uma camisa social da Tommy Hilfiger a R$148.

Lembrando que a cota de isenção terrestre para compras é de US$300 por pessoa e que esse valor será dividido entre suas compras do Paraguai e da Argentina, se houver.

Não fui parada na aduana mas lembre-se que além da aduana na fronteira, haverá fiscalização no aeroporto de Foz, antes mesmo de despachar as malas. Todas as malas passam pelo raio-x. Então minha gente, não vamos ser sem noção rsrs. Vi gente carregando sacolas como se não houvesse amanhã.

Eu sei que tem muita coisa barata, mas tem coisa que realmente não vale a pena. Entre essas coisas destaco jogos de videogame, roupas e protetor solar (como uso bastante, procurei pra comprar mas achei tão caro quanto no Brasil). Sugiro que pesquise tudo pra não sair do controle e não pagar imposto desnecessariamente.

Tour de Compras em Ciudad del Este: Jogos PS4

Tour de Compras em Ciudad del Este: Jogos PS4

Fiquei tranquila de comprar minha câmera no Paraguai pois é um bem classificado como de uso pessoal (isento do pagamento de tributos). Para caracterizar mais como bem de uso pessoal tirei da caixa, montei a câmera, etc. O limite é de uma câmera por pessoa, então eu levei minha Nikon nova e o maridão a Gopro (que já tínhamos antes da viagem).

Aduana da Ponte Internacional da Amizade

Aduana da Ponte Internacional da Amizade

O tour de compras em Ciudad Del Este é bem limitado às compras em si, não conhecemos outros pontos da cidade. A área que conhecemos é muito muvucada, feia e suja, mas como já havia pesquisado muito não me choquei. Muita gente, muito carro, muita bagunça, muito comércio informal, muitos vendedores de meia – li que eles perseguem as pessoas até que consigam vender, mas ninguém me perseguiu rs.

Ciudad del Este

Ciudad del Este

Levei uma mochila comigo e meu marido outra, pra que colocássemos as compras e não andássemos com nada chamando atenção. O motorista da van alertou para que não ficássemos com o celular exposto, pois tem muitos batedores de carteira, porém graças a Deus não vi nada suspeito.

Não é necessário passaporte para entrar no Paraguai, apenas RG é suficiente (CNH não vale pra entrar no país, nem certidão de nascimento). Mas preciso contar uma coisa pra vocês: não vi controle algum na fronteira, ninguém pediu meu documento nem ao entrar, nem ao sair. Pra falar a verdade ninguém nem olhou na minha cara kkk. É como se eu nunca tivesse estado ali. Confesso que achei bem estranho…rs.

Enfim, não acho que vale a pena deslocar-se apenas para Ciudad Del Este, acredito que vale somente se você já estiver pela região e quiser esticar até lá, como foi meu caso. Os preços são convidativos mas nada de outro mundo (até porque o dólar está nas alturas). Planeje muito, contrate um transfer, faça a lista do que pretende comprar e com certeza sua viagem valerá a pena. 🙂

O tour foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Foz do Iguaçu com CCHTOUR

Se tem um lugar que eu sempre tive muita vontade de ir, esse lugar era Foz do Iguaçu. Lembro sempre da minha mãe falando: “lembro do barulho das cataratas como se fosse ontem” – e um intervalo de 20 anos separaria a minha ida com a dela.  A natureza fez sua parte e continuou bela. Planejei essa viagem com uns 4 meses de antecedência e escolhemos o feriadão de Corpus Christi para ir, pois teríamos 4 dias pra aproveitar. 🙂

Emiti minha passagem de ida com a Tam (6 mil pontos) e a de volta com a Azul (21 mil pontos – fortuna!). Fui pelo aeroporto do Galeão, que tem voos diretos pra Foz, e na volta optei por uma conexão pra voltar por Santos Dumont. Apesar de encontrar muita informação na internet, fiquei com bastante dúvida na hora do planejamento da viagem em relação à hospedagem. Deveria ficar no centro da cidade? Próximo às Cataratas? Onde?

Minha escolha não poderia ter sido mais certeira: San Juan Eco Hotel: 4 estrelas no TripAdvisor, quartos grandes, limpos, boa infraestrutura de lazer, atendentes cordiais e bom café da manhã. Além disso, fica a apenas 5 minutos de carro do aeroporto, 5 minutos das Cataratas e Parque das Aves, ponto de ônibus na porta e ainda com uma agência dentro do próprio hotel.

San Juan Eco Hotel Foz do Iguaçu

San Juan Eco Hotel Foz do Iguaçu

Como fui em época junina, além da decoração bonitinha ofereceram no hall algumas comidas típicas de festa junina aos hóspedes (canjica, pinhão, paçoca, pipoca, quentão, etc)… achei bem legal e criativo!

Fizemos quase todos os passeios com a CCHTour: Cataratas Brasileira, Argentina, Parque das Aves, Tour de compras em Ciudad Del Este, Cassino de Puerto Iguazu, etc. Logo ao desembarcar no aeroporto fui recebida pelo Pedro, que estava com uma plaquinha me esperando e que muito nos acompanharia durante nossa estadia. 🙂

Transfer com a CCHTour

Transfer com a CCHTour

Eles fazem excursões diárias e pré-programadas e notei uma certo carinho familiar no atendimento, em que adaptavam os passeios de acordo com a vontade dos clientes, não sendo portanto uma agência estilo robô, em que tudo é programado e seguido rigidamente conforme a programação.

DIA 01

Chegamos na quinta-feira no final da manhã, fizemos check-in e partimos pras Cataratas Brasileiras, em que nos deixaram e combinaram um horário para nos buscarem no Parque das Aves, que fica bem em frente.

Compramos os ingressos diretamente na bilheteria das Cataratas (R$37) e gastamos mais ou menos 3h no passeio. Como não tínhamos almoçado, pegamos o ônibus interno na Estação Centro de Visitantes e seguimos direto até a Estação Porto Canoas, onde tem um restaurante de mesmo nome e uma lanchonete. Como era feriado, estava lotado demais e não encaramos a fila do restaurante, optamos por lanchar um sanduíche e a escolha não foi das melhores: demoramos aproximadamente 40 minutos desde o momento do pedido até a retirada dos lanches e o preço foi super salgado, mais ou menos R$40 num combo de hambúrguer, batata e suco – e o sabor não era dos melhores.

Caso tenha fila na bilheteria, basta comprar o bilhete nas máquinas de autoatendimento

Caso tenha fila na bilheteria, basta comprar o bilhete nas máquinas de autoatendimento

Já com as energias recarregadas começamos de fato o passeio, e fomos rumo às Cataratas. Não é necessário andar muito para chegar até elas e em poucos minutos já temos o impacto magnífico do que é estar diante disso:

Cataratas do Iguaçu

Cataratas do Iguaçu

Já tinha visto algumas cachoeiras na vida, mas nada comparado ao que vi ali. Confesso que fiquei até emocionada e muito feliz diante daquilo, pois é tão grandioso, tão belo e natural, que não tem como não ficar embasbacada e com sentimento de gratidão. A harmonia do barulho ensurdecedor, o arco-íris que se formava, a paisagem que se completava deixou tudo espetacular!

Cataratas do Iguaçu - lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu - lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro

As Cataratas são formadas pelo Rio Iguaçu, que significa “água grande” em tupi-guarani e tem aproximadamente 275 quedas d’água, sendo que em alguns meses tem volume maior e menor de água (outubro e abril, respectivamente).

Ao se aproximar das Cataratas é bem comum uma garoa leve e capa de chuva é acessório indispensável (principalmente para quem leva eletrônicos). Nos molhamos muito nesse passeio e um calçado antiderrapante e que seque rápido também é essencial (meu marido usou uma bota resistente à água e eu uma Crocs). Na loja dentro do Parque vende capa de chuva por R$7 e é  bem vagabundinha, pra usar apenas uma vez mesmo.

Zero glamour, total felicidade!

Zero glamour, total felicidade!

Há a opção de fazer o passeio de Macuco Safari, um passeio de barco com muita emoção e que promete molhar muito os passageiros. Eu não fiz, mas imagino que deve ser muito legal, principalmente nos meses mais quentes, em que a água gelada não incomodará tanto rsrs.

Atualmente o Parque Nacional do Iguaçu é o segundo local mais visitado por estrangeiros no Brasil e as Cataratas foram escolhidas como uma das sete maravilhas naturais do mundo, organizada pela Fundação New 7 Wonders. Dizem até que Eleanor Roosevelt (1884-1962), primeira-dama norte-americana, exclamou “Poor Niagara!” (Pobre Niágara!) ao visitar essa preciosidade.

Marido modelando!

Marido modelando!

Na volta pegamos o ônibus interno na Parada Trilha das Cataratas, dentro do Parque e em frente ao hotel mais luxuoso da cidade, Belmond Cataratas. Para chegar até o hotel fomos seguindo uma trilha de nível leve e que vez ou outra nos propiciava uma vista das Cataratas de outro ângulo.

Os diversos ângulos das Cataratas do Iguaçu

Os diversos ângulos das Cataratas do Iguaçu

Algo que vale a pena alertá-los é sobre a presença de quatis por todo o Parque (principalmente na área do restaurante) e saibam de antemão que não é permitido dar comida para eles. Apesar de parecerem super bonitinhos e fofos, eles são animais selvagens e qualquer bobeira que você der com seu alimento, eles vão atacar e podem subir na sua mesa, etc. Eles têm os dentes afiados e podem morder – além do ferimento, há o risco de doenças que são transmitidas por eles, inclusive raiva.

Os motivos pelos quais não devemos alimentar os quatis

Os motivos pelos quais não devemos alimentar os quatis

Como era nosso primeiro dia e a empolgação estava a mil, emendamos o passeio para o Parque das Aves (R$40), centro reconhecido de recuperação e conservação de aves, que fica bem em frente a entrada do Parque Nacional do Iguaçu. Achei o passeio imperdível para todas as idades, e além de interessante achei super organizado e bem cuidado.

Curiosamente lá está o maior viveiro do mundo especializado em araras e 50% das aves foram resgatadas vítimas de maus tratos ou de tráfico de animais. É um trabalho muito bonito que começou em 1993 com a chegada de dois estrangeiros que se dedicaram muito para que o projeto desse certo e que não conta com ajuda do governo, sendo uma instituição totalmente privada.

Viveiro de araras - Parque das Aves

Viveiro de araras – Parque das Aves

Além disso, eles tem dois outros passeios pelos bastidores: Forest Experience e Backstage Experience. O Forest Experience acontece apenas 2x na semana e é uma experiência com os índios Guaranis, em que está presente a dança, a comida e o ritual do tabaco, que são as primeiras coisas que eles fazem com os visitantes. É uma imersão à cultura guarani acompanhada de um jantar tradicional compartilhado com eles. Demais né?

O Backstage Experience acontece diariamente em horários pré-definidos e permite aos visitantes ter um contato mais próximo com os animais, alimentá-los e ter a oportunidade de entender um pouco mais sobre a conservação e o programa de resgate das aves.

O viveiro de araras é espetacular e elas voam livremente sob nossas cabeças rsrs. Por mais tentador que seja, não é permitido tocá-las, pois podem bicar. Segure a ansiedade pois na reta final do passeio é possível tirar fotos com araras mansas. Pena que no horário que fui (fim do dia) elas já estavam sendo recolhidas para descansar e não pude tirar foto com elas… buáááá.

Parque das Aves - Foz do Iguaçu

Parque das Aves – Foz do Iguaçu

Parque das Aves - Foz do Iguaçu

Parque das Aves – Foz do Iguaçu

O primeiro dia de passeios chegara ao fim e com direito a um pôr do sol deslumbrante no retorno para o hotel. Segundo João, da CCHTour, um dos melhores lugares para apreciar o fim de tarde é no Marco das 3 Fronteiras, atração que só conheci no quarto dia de viagem.

Pôr do sol em Foz do Iguaçu

Pôr do sol em Foz do Iguaçu

Descansamos um pouquinho no hotel e saímos pra jantar na Cantina 4 Sorelle, em que servem rodízio de massas. A dica foi do Alex da CCHTour e foi uma dica ótima! Gasta-se uma média de R$70 por pessoa para jantar bem e eles fazem transfer para os hotéis da cidade sem custo adicional. Com os pés cansados e a barriga cheia, chegava ao fim o primeiro dia dessa viagem que começava com tudo! 🙂

DIA 02

O segundo dia foi destinado a visitar as fronteiras, como Ciudad Del Este (Paraguay) e Puerto Iguazu (Argentina). Dediquei um post exclusivo sobre o Tour de Compras em Ciudad Del Este que fiz com a CCHTour porque tenho muita coisa pra contar e esse post ficaria gigante! Dedicarei outro post para Puerto Iguazu, na Argentina, que faz fronteira com Foz. Apesar de pequenina, a cidade tem bastante coisa pra fazer e tenho muitas dicas pra dar. 🙂

Atrações vistas no dia 02:

  • Tour de compras em Ciudad del Este
  • Cassino de Puerto Iguazu
  • Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)
  • Jantar no Restaurante El Quincho Del Tío Querido
  • Feirinha de Puerto Iguazu

DIA 03

O primeiro passeio do terceiro dia foi dedicado às Cataratas Argentinas, imperdível para quem visita a região. Como dito anteriormente, dedicarei um post exclusivo sobre Puerto Iguazu e incluirei os detalhes de minha visita ao lado argentino. Posso adiantar que passei mais ou menos 5h dentro do Parque e de lá fui direto para o Duty Free.

Do Duty Free ainda arranjei disposição para ir para outro lugar: Capitão Bar, no centro de Foz. Barzinho animado com bom atendimento, bom preço e boa comida. Jantamos uma picanha muito saborosa e gastamos em média R$50 por pessoa. Acabamos comendo demais, pois a picanha que pedimos dava tranquilamente pra três…rsrs.

Atrações vistas no dia 03:

  • Cataratas argentinas
  • Duty Free Argentina

DIA 04

Como era o último dia e estávamos bem cansados, fizemos os passeios por conta própria, não com a agência. Acordamos mais tarde, tomamos café com calma e arrumamos as malas pra fazer check-out. Guardamos as malas no bagageiro do hotel e fomos pro centro da cidade de ônibus (número 120 – sentido centro), rumo ao Terminal de Transporte Urbano (TTU), pra pegar outro ônibus pra seguir pro Templo Budista. Só que não.

Terminal de Transporte de Foz de Iguaçu: Ao trocar de ônibus dentro do terminal não é necessário pagar outra passagem

Terminal de Transporte de Foz de Iguaçu: Ao trocar de ônibus dentro do terminal não é necessário pagar outra passagem

Chegando no TTU acabamos pegando o ônibus no sentido errado e em vez de ir para o norte da cidade, fomos para o sul kkk. O ônibus correto é o de número 103, e pergunte antes para o motorista em qual sentido está indo, se norte ou sul. Caso seja para o Norte, estará indo para o Templo Budista, sentido Sul chegará no Marco das 3 Fronteiras, outro passeio agradável de ser feito. Errando pra vocês não erraram.

Nos demos conta disso muitos minutos depois, então acabamos permanecendo no ônibus para seguir para o Marco. O ônibus passa de 40 em 40 minutos e é bem pontual, então calcule sua permanência na atração turística com base nisso pra não perder muito tempo esperando o transporte.

Marco das 3 Fronteiras: A fachada é entrada da vila cenográfica das missões jesuíticas

Marco das 3 Fronteiras: A fachada é entrada da vila cenográfica das missões jesuíticas

Como eu já havia visitado o Marco das 3 fronteiras do lado argentino, inevitavelmente comparei ambas atrações e achei a o lado brasileiro bem mais atrativo para o turista. Porém, ao contrário do lado argentino, trata-se de uma atração paga (R$18). Há um memorial interno dedicado ao descobridor das Cataratas, uma vista bonita da margem do Rio Iguaçu, fronteira com a Argentina, e do Rio Paraná, fronteira do Brasil com o Paraguai. Há também o Restaurante Cabeza de Vaca (aberto de 16h às 23h) e de terça a domingo, sempre às 19:30 há um show cultural envolvendo luzes, águas e danças típicas das regiões fronteiriças.

Se eu pudesse, teria ido no fim da tarde para contemplar o pôr do sol: pessoas da cidade dizem que é o melhor pôr do sol de Foz. Já aproveitaria o horário e aguardaria o show cultural começar. No período da manhã não recomendo a visita, pois não há muito o que fazer (tanto que 40 minutos foi mais que suficiente para minha permanência no local).

Marco das 3 Fronteiras

Marco das 3 Fronteiras

Argentina à esquerda - Paraguai à direita

Argentina à esquerda – Paraguai à direita

Marco das 3 Fronteiras

Marco das 3 Fronteiras

De lá embarcamos no mesmo ônibus 103, exatamente no mesmo ponto de desembarque, rumo ao Templo Budista. Gente, errei para que vocês não errem, é de fato muito longe e praticamente atravessei a cidade de Sul a Norte. Como era meu último dia e eu já não tinha mais tantas coisas pra ver, resolvi encarar os cronometrados 57 minutos de ônibus de um local ao outro (sem trânsito).

Chegando no templo já temos um impacto. Em meio a tantas estátuas minuciosamente alinhadas, a mais imponente é a de Mi La Pu-san (Buda sentado), que mede 7 metros de altura e fica de costas para o templo.

Buda sorridente logo na entrada (Mi La Pu-San)

Buda sorridente logo na entrada (Mi La Pu-San)

OBS: Não é recomendável a ida de ônibus para quem tem dificuldade de locomoção, pois o ponto não é exatamente na frente do Templo. É necessário uns 5 minutos de caminhada com ladeira no percurso. Sugiro a contratação de transfer.

A entrada no Templo Budista é gratuita e de fato não foi projetado inicialmente para ser um ponto turístico, e sim um santuário budista construído pelas comunidades chinesas da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. O templo existe desde 1996 e é o segundo maior da América Latina, sendo um ótimo lugar para visitar, pois foge do comum e nos aproxima de uma cultura que não estamos familiarizados. Existem mais de 120 estátuas no local, cada uma com seu significado, e curiosamente cada uma foi doada por alguém que obteve alguma graça alcançada por meio da religião. 🙂

Templo Budista de Foz do Iguaçu

Templo Budista de Foz do Iguaçu

Buda Sakyamuni

Buda Sakyamuni

Templo Budista

Templo Budista

Atenção: Não é permitido fotografar dentro da Casa dos Mestres (templo principal).

Atenção: Não é permitido fotografar dentro da Casa dos Mestres (templo principal).

Templo Budista

Templo Budista

É recomendável que aproveite a ida ao Templo Budista para combinar uma visita à Usina de Itaipu, caso deseje, pois apenas 5km separam uma atração da outra. Itaipu é a maior hidrelétrica do mundo e eles tem uma infraestrutura bem desenhada para receber o turista, oferecendo várias opções de passeios (circuito especial, visita panorâmica, etc). Apesar de meu marido ser engenheiro, ele não quis fazer esse passeio e como eu tinha outras coisas pra ver, acabamos não indo. Quem sabe na próxima vez?

Depois de visitar essa última atração nosso tempo já havia se esgotado, então fomos almoçar e seguimos para o hotel para pegar as malas e rumar para o aeroporto com a CCHTour, que já estava nos esperando. Como era feriadão, o aeroporto estava lotado. Sugiro que cheguem pelo menos 2h antes do voo pois todos os passageiros passam pela fila da Receita Federal para que os agentes chequem as bagagens no raio-x, antes mesmo de despachá-las.

Adorei Foz do Iguaçu e me surpreendeu positivamente, principalmente por ter mais coisas pra ver além das Cataratas – que sozinhas já valem a viagem. Achei as pessoas super solícitas, cidade limpa e tranquila (andei de transporte público diversas vezes e em momento algum me senti insegura), preços razoáveis e muitas opções do que fazer.

A duração da minha estadia achei ideal, pois não fizemos nada correndo ao ponto de não curtir, deu tempo de ver quase tudo que queríamos (com exceção da Mesquita Muçulmana, que não abre aos domingos – quando sobrou tempo).

Assim como a duração, o clima também estava ideal para curtir todos os passeios – temperatura oscilando entre 24 graus na máxima do dia a 17 graus na mínima – de manhã e à noitinha. Vale lembrar que fomos em junho quase começando o inverno. Logo que retornei de viagem olhei a temperatura e estava 5 graus, então o negócio por lá é meio instável… rsrs. Sugiro que acompanhe a previsão do tempo e leve sempre uma roupa mais quente para não ter surpresas.

Uma coisa que achei interessante em Foz foi a possibilidade de pagar a conta nos restaurantes com outras moedas, e tudo já vem bem discriminado no cupom fiscal (peso argentino, guarani, dólar ou euro). Caso tenha sobrado alguma dessas moedas, tranquilamente você poderá usar nos restaurantes brasileiros para pagar a conta.

Conta no Capitão Bar: detalhe para o pagamento em outras moedas

Conta no Capitão Bar: detalhe para o pagamento em outras moedas

Acabei comprando pesos argentinos direto em Foz, optei por não fazer o câmbio no Rio pois a Kellen da agência já havia me assegurado que a cotação em Foz é mais favorável – e é mesmo. Comprei a 0,23 e a própria agência intermedia essa transação, e recompra o que sobrar no final da viagem  pela mesma cotação que você comprou (achei isso ótimo!).

Além das atrações citadas no post, existem outras como o Dreamland (Museu de Cera) localizado bem em frente ao nosso hotel, na Avenida das Cataratas. Anexo ao Museu de Cera está também o Vale dos Dinossauros, atração que deve ser bem divertida de levar crianças. Certamente se eu tivesse filhos pequenos esticaria um dia a mais para conhecer essas atrações. 🙂

Algo que vale a pena destacar no post é o preço do táxi na cidade, que é muito caro. Acabamos não pegando táxi nenhuma vez, justamente pelos preços absurdos que eles cobravam. Vale muito mais a pena contratar transfer, não só pela comodidade e conforto como também pelo preço. Além disso, nos possibilita fazer amizades, pois consequentemente conhecemos mais pessoas. 🙂

Nossa viagem contou com o apoio da CCHTour, Marco das 3 Fronteiras e Parque das Aves.

CCHTour:

Endereço: Av. das Cataratas, 8173 – Foz do Iguaçu – PR.
Telefone: (45) 3027-4064

CT Boucherie, um restaurante de peso no Rio

As iniciais CT do nome do restaurante remetem às iniciais dos nomes dos fundadores, os chefs franco-brasileiros Claude e Thomas Troisgros. Aliás esse sobrenome tem peso, já que Claude ano passado foi homenageado pela revista britânica “Restaurant”, que elege os melhores restaurantes do mundo. Em breve pesquisa na internet descobrimos que a palavra “boucherie” significa “açougue” em francês. CT Boucherie: um restaurante tipicamente de carne, com toques franceses claramente adaptados ao paladar brasileiro. Uma combinação dessa tem como dar errado?

A fila de espera frequente já transmite a mensagem que não. E a boa e velha publicidade do boca-a-boca me fez querer conhecer o restaurante, do qual todos falavam muito bem, inclusive conhecidos franceses que estão morando no Brasil. Num sábado frio e preguiçoso na capital carioca me dei folga da cozinha e fui almoçar na unidade do Leblon (além dessa unidade, estão também no Jardim Botânico e na Barra da Tijuca). Fila de mais ou menos 40 minutos de espera e lá estávamos nós. 🙂

O ponto alto do restaurante é a carne bovina, mas servem também peixe, camarão, polvo, etc. O local funciona no sistema de rodízio inverso, no qual os acompanhamentos são servidos a todo momento e você escolhe um prato de carne (muito bem servido). Ao escolher um prato de carne grelhada, está incluso um molho, farofinha, rodízio de acompanhamento e batatas chips. Tudo, simplesmente TUDO que eu comi estava maravilhoso.

Pedi um filé mignon em crosta de ervas que estava divino, perfeitamente no ponto, temperatura ideal e com sabor muito equilibrado das ervas. Em poucos minutos após servirem a carne, não paravam de servir os acompanhamentos, entre eles: purê de batata baroa, risoto de quinoa, brócolis refogados, ratatouille, arroz colorido, purê de maçã com maracujá (amei), etc, etc, etc. As opções de acompanhamentos são muitas e atenderão bem certamente todos os paladares.

Filé mignon em crosta de ervas 

Filé mignon em crosta de ervas

Farofeira de carteirinha, sinto dificuldade em gostar de farofas por aí, geralmente acho sem graça, murcha ou sem sabor. A desse restaurante tirei o chapéu. Feita com farinha de rosca japonesa na manteiga de ervas e castanha de caju, é do tipo que comemos pura, sem acrescentar nada (sou dessas!). Temperada na medida certa, crocante na medida certa, conquistou meu coração na primeira garfada. 🙂

O atendimento é outro diferencial, do tipo que faz valer a pena os 12% de gorjeta cobrados no final da brincadeira. A garçonete que nos atendeu foi solícita do início ao fim, atenciosa em relação aos pratos, não deixava faltar nada de acompanhamentos e ainda palpitou no molho que combinava mais com minha carne, que foi o Bordelaise, que tem como base vinho tinto. Certeiro!

Meu marido pediu um Bife de Ancho Black Angus e também adorou. Dos restaurantes de carne que já fomos no Rio foi o que ele mais gostou até agora.

Bife de Ancho Black Angus

Bife de Ancho Black Angus

Acabei pulando a entrada e o couvert, e ainda bem que pulei… pois saímos mais que satisfeitos do restaurante após pedir a sobremesa, claro. Minha escolha preferida em restaurantes franceses, não deixaria escapar por nada a mousse de chocolate na colher. Mousse de chocolate meio amargo que não deixou o prato enjoativo em momento algum, acompanhada de lascas de amêndoas torradas. Como é muito bem servido, dividi com meu marido e foi uma ideia ótima. 🙂

Mousse de chocolate do CT Boucherie

Mousse de chocolate do CT Boucherie

A arquitetura do ambiente é muito similar aos bistrôs franceses, com janelinhas com vista pra rua e mesas externas, além de mesas super próximas uma das outras e com muitos detalhes em madeira de demolição, além de peças de presuntos expostas e peças vintage de decoração. Fotos antigas em preto e branco completam o local.

CT Boucherie

CT Boucherie

CT Boucherie

CT Boucherie

Fomos de carro e não tivemos dificuldade em estacionar nas redondezas da unidade do Leblon, mas antes tínhamos tentado ir na do Jardim Botânico e achar uma vaga foi missão impossível. Como a fome já estava grande, fomos de lá pra unidade do Leblon. O local conta com serviço de valet.

Durante a semana o restaurante oferece um menu executivo com um prato específico com rodízio de acompanhamentos a um preço mais acessível, na faixa de R$75. Ótima opção pra fugir da rotina durante a semana e presentear seu paladar.

Para consultar o cardápio completo e preços atualizados, eles disponibilizam no site oficial.

Amei e certamente vou voltar! 🙂

Onde: Rua Dias Ferreira, 636 – Leblon.

Telefone: (21) 2529-2329

Quanto gastar: Em média R$150 por pessoa

Funcionamento: Segunda à sexta 12:00 às 16:00/19:00 às 24:00 – sábado e domingo 12:00 às 24:00.

Não aceita reservas

Porto Alegre: Vale a pena incluir no seu roteiro?

Não pouco frequente ouvimos de pessoas que foram visitar a Serra Gaúcha que apenas pisaram em Porto Alegre, mais especificamente no Aeroporto, de onde partiriam rumo à Serra, sem dar sequer uma chancezinha pra capital gaúcha.

No feriado de 15 de novembro (sim, tô um pouco atrasada) fui conhecer o Rio Grande do Sul. Como a passagem foi comprada com milhas e estava muito barata pra ir na quinta-feira (dia comum-antes do feriadão), fui e tive a sexta-feira toda livre na cidade. Vou discorrer pra vocês o que aprontei durante minha curta e suficiente estadia.

Como cheguei numa quinta-feira bem tarde, fui direto pro hotel dormir. No dia seguinte acordei cedinho e peguei um Uber pra Cidade Baixa, onde fica o Centro de Informações Turísticas. De lá partem dois ônibus de turismo: 1) Centro Histórico e 2) Zona Sul. Como meu tempo era curto e eu estava viajando sozinha, fui nos dois.

De manhã optei por pegar o ônibus que faz o trajeto do Centro Histórico, que tem 7 paradas e você pode pegar o ônibus em qualquer uma delas, podendo descer e subir no próximo. Primeiramente parti da Travessa do Carmo (Cidade Baixa) e passei pelo Parque da Redenção (Farroupilha), o parque mais popular da cidade e tradicional ponto de encontro dos moradores seja pra praticar algum esporte, descansar ou tomar chimarrão.

Que tal? hahaha

Que tal? hahaha

No caminho passamos pela famosa Rua Gonçalo de Carvalho, calma e arborizada, com árvores formando uma espécie de túnel. Os porto-alegrenses carinhosamente chamam-na de “rua mais bonita do mundo”. 🙂

Porto Alegre: Rua Gonçalo de Carvalho

Porto Alegre: Rua Gonçalo de Carvalho

O próximo ponto foi o Parque Moinhos de Vento, mais conhecido como Parcão, outra área verde da capital. Como estava frio e eu estava sozinha, não quis descer do ônibus, apenas passei em frente.

O ponto onde eu desci foi o seguinte: Mercado Público, bem no Centro Histórico de Porto Alegre. Vale a pena descer nesse ponto e conhecer um pouquinho do mercado, que tem arquitetura neoclássica e é muito bem preservado por fora. Em seu interior você encontrará coisas que encontra nos mercados locais do país: produtos típicos da região, opções para fazer um lanche, artesanato e muito chimarrão. A banca 40 é bem famosa pelos seus sorvetes.

Mercado Público

Mercado Público

Resolvi não entrar no próximo ônibus e sim bater perna um pouco pelo centro. Fui até o Santander Cultural, que de cara me chamou atenção pela bonita fachada. Entrei e estava tendo uma exposição sobre a história da moeda, talvez não seja tão interessante pra vocês, mas eu até que gostei (sou economista, gosto de tudo que envolva dinheiro!). kkk. A programação muda com frequência, então sugiro que dê uma olhadinha no site pra ver se tem algo interessante antes de ir. O foco deles são exposições de arte moderna e contemporânea, e por lá já passaram obras de Miró, Picasso, etc.

Santander Cultural

Santander Cultural

Quando descer no centro histórico aproveite pra esticar até a Casa de Cultura Mário Quintana, onde funcionava um hotel em que o poeta morou por 12 anos. O espaço é dedicado ao cinema, à música, às artes visuais, à dança, ao teatro, à literatura, à realização de oficinas e aos eventos ligados à cultura. Não consegui tirar foto, sorry.

Coincidentemente quando eu estava lá estava tendo a Feira do Livro, importante evento da cidade que ocorre em novembro. Perambulei um pouco por lá e rumei para o próximo ônibus.

O próximo ponto foi a Usina do Gasômetro, lugar conhecido por oferecer um belo pôr do sol. Como ainda era cedo, não pude aproveitar essa dica. Além disso, o Gasômetro é um dos espaços culturais mais importantes de Poa e com grande importância histórica, pois foi palco da industrialização ainda incipiente no país.

Vista da Usina Gasômetro

Vista da Usina Gasômetro

De lá passei pela Fundação Iberê Camargo, mas confesso que não tive interesse em visitar, mas pra quem é fã de arte moderna e contemporânea acredito que valha a pena a visita.

O último ponto a ser visitado nesse roteiro do ônibus é o Barra Shopping Sul, que não desci e segui de lá para almoçar, pois já estava tarde e a fome já havia batido há tempos.

Pedi dica de churrascaria pra uma amiga gaúcha, pois queria fugir do “pega-turista”, que parece ser comum pelo pouco que li. Infelizmente não tirei foto do local, mas recomendo MUITO! Chama-se Barranco e lá comi um dos melhores churrascos da vida! rs. Sério, minha carne estava assada no ponto em que gosto, saborosa e em boa quantidade. O restaurante funciona no esquema à la carte e sugiro que peça de acompanhamento os bolinhos de mandioca (maravilhosos). Além disso, o atendimento foi excelente. 🙂

Após me empanturrar de carne, rumei direto pra Cidade Baixa novamente, pra pegar o ônibus da tarde que tem como itinerário a Zona Sul. Peguei o ônibus das 15h e juro que nunca senti tanto frio na minha vida rsrs. Como fui no segundo andar e é aberto, o vento estava muito frio e muito forte, senti tudo congelando hahah.

Passamos pelos seguintes pontos: Caminho dos Antiquários, Orla do Guaíba (que apesar de chamarem de rio, é um lago), Parque da Harmonia, Parque Marinha do Brasil, Fundação Iberê Camargo (de novo), Praia de Ipanema (sim!), Santuário Nossa Senhora Mãe de Deus e Museu de Porto Alegre.

Continuando...

Continuando…

Esse trajeto Zona Sul não permite paradas e tem como foco as paisagens naturais. A duração (desconsiderando o trânsito) é de mais ou menos 1:40. O ponto alto do passeio pra mim foi visitar o Santuário Nossa Sra Mãe de Deus, que possibilita ter uma vista de 360° da cidade. Como fica bem no alto de uma montanha, com direito a muito verde, temos uma paisagem muito bonita!

A igrejinha lá no alto! :)

A igrejinha lá no alto! 🙂

A título de curiosidade, me chamou atenção o fato de Porto Alegre ser uma cidade tão verde: a zona urbana é uma das mais arborizadas dentre as capitais do país. Segundo o guia do passeio, a cada habitante correspondem, aproximadamente, 17 m² de área verde.

Quem imaginava essa paisagem em Porto Alegre?

Quem imaginava essa paisagem em Porto Alegre?

Outra coisa me chamou atenção no “Porto” (como eles costumam se referir rs): a simpatia das pessoas. Tive uma boa impressão em relação à hospitalidade e não me senti deslocada em momento algum da viagem, mesmo viajando sozinha. A gastronomia também é algo que merece destaque.

A vista lá do alto

A vista lá do alto

Pelo menos pra mim, que fui com fins de lazer, a cidade é o tipo de lugar que eu não voltaria, apenas uma vez está bom. Então caso vá pra Serra Gaúcha, vale a pena passar ao menos um dia por tratar-se da capital do Estado. As cidades de Canela e Gramado, por exemplo, são lindas mas muito fakes, não transmitem uma realidade profunda e sim algo muito desenhado para o turismo.

Porto Alegre: Informações adicionais:

Ônibus de Turismo

Valor dos ingressos: Terça a sexta-feira R$ 25,00/ Sábados, domingos e feriados R$ 30,00.

Horário de saída do ponto inicial: 9h às 16h

Funcionamento de terça a domingo e feriados

Itinerário Zona Sul sempre às 15h e às vezes às 10h, quando tem no mínimo 10 passageiros.

Ingressos no terminal da linha turismo ou nos pontos de venda. Os ingressos não são vendidos no ônibus.

E vocês? Acham que vale a pena incluir a capital gaúcha ou não?

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Como tirar passaporte brasileiro?

Não importa qual seja o seu destino internacional, um carimbo no passaporte é sempre bem-vindo! rs. Brincadeiras à parte, não é pra qualquer lugar do mundo que você viaje que necessitará de um passaporte, nos países do Mercosul, por exemplo, é permitido entrar portando apenas seu RG (não são aceitos CNH nem Certidão de Nascimento). Mas como tirar passaporte caso necessite?

O primeiro passo é acessar o site da Polícia Federal e fazer a solicitação de novo passaporte. Para isso, será necessário preencher seus dados pessoais e emitir a guia de pagamento do boleto, no valor de R$257,25. Após efetuar o pagamento, aguardar aproximadamente 48h, acessar novamente o site para então fazer o agendamento eletrônico do atendimento. São etapas que não podem ser puladas (os links estão marcados para direcioná-los para as fases indicadas).

Após agendado, fique bastante atento à relação de documentos necessários para levar para o posto de atendimento. MUITA atenção caso tenha casado e mudado de sobrenome, é necessário informar isso na hora do preenchimento e também levar a certidão de casamento original.

Os documentos necessários para maiores de idade são:

– Documento de identificação (RG, CNH (acompanhada de outro documento que comprove local de nascimento), carteira profissional (CREA, CRM, etc), CTPS.

A meu ver, o ideal é que se leve a cédula de identidade, pois nela já constam todas as informações necessárias, como o local de nascimento. Além do mais não tem data de validade, como os demais.

ATENÇÃO: A pessoa que já teve o nome alterado, a qualquer tempo, em razão de casamento/separação/divórcio, deve apresentar, além do documento de identidade, certidão de casamento com as devidas averbações/anotações atualizadas, para a comprovação de nomes anteriores, mesmo na hipótese do passaporte a ser substituído já estar com o nome alterado. A certidão será aceita somente se apresentada em via original.

OBS: A criança menor de 12 anos pode apresentar a CERTIDÃO DE NASCIMENTO em substituição ao documento de identidade. A certidão também deverá ser apresentada apenas em via original.

– Título de Eleitor e comprovantes de votação/justificativa da última eleição (dos dois turnos, se houve). Caso não tenha o título ou os comprovantes, basta levar a certidão de quitação eleitoral – obtida no site do TSE.

– Documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório, para os requerentes do sexo masculino a partir de 01 de janeiro do ano em que completam 19 anos até 31 de dezembro do ano em que completam 45 anos.

– Certificado de Naturalização, para os Naturalizados

– Comprovante de pagamento da GRU

– Passaporte anterior: válido ou não

OBS: Caso você tenha tido um passaporte roubado, é necessário apresentar o Boletim de Ocorrência da Polícia Civil. Na ausência desse será cobrado uma taxa pela não apresentação. Caso não possa apresentar o passaporte por outros motivos, é necessário preencher a Comunicação de ocorrência com Documento de Viagem. Neste caso não tem escapatória: será cobrada uma taxa.

– CPF

Caso o CPF conste na carteira de identidade, é suficiente. Caso contrário, emita o Comprovante de Inscrição no CPF no site da Receita Federal.

OBS: Não é necessário levar comprovante de residência e tampouco foto. A foto será tirada na hora pelo próprio agente da Polícia Federal. Lá eles vão conferir a documentação, tirar foto e registrar impressões digitais.

O agendamento se dá com hora marcada e eles costumam ser pontuais. Não deixe de cadastrar um email, pois facilita muito a comunicação. Meses antes de meu passaporte vencer recebi um email informando que venceria no dia X e caso eu precisasse deveria solicitar um novo. Do mesmo modo quando ficou pronto recebi um email automático dizendo que já poderia buscar.

Dúvidas frequentes

Por quanto tempo será válido meu passaporte?

Desde 2015 os novos passaportes tem a validade de 10 anos (para maiores de 18 anos). Para outras idades verifique a tabela abaixo:

Prazo de validade dos passaportes

Prazo de validade dos passaportes

O número do passaporte muda quando emito um novo? 

Sim! O número do passaporte muda.

Quanto tempo demora a entrega do novo passaporte a partir do momento que levo a documentação?

O tempo varia de posto pra posto, o meu entregaram antes do prazo, com 13 dias corridos (o mais recente emiti no posto do Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro). Caso você realmente vá precisar, ideal que solicite com uma certa folga pra não ficar no sufoco de chegar o dia da viagem e o passaporte não ter ficado pronto.

Tenho visto americano válido no passaporte antigo, e agora?

Caso o visto americano esteja no passaporte vencido, é necessário levar o passaporte vencido junto com o novo em suas viagens. Para visto de outros países, o ideal é informar-se junto à embaixada ou consulado do país em questão.

Achei uma promoção de passagem excelente mas ainda não tenho passaporte, o que fazer?

Compre! Apesar de no momento da compra constar no site da companhia aérea o campo para preenchimento dos dados do documento, você pode deixar em branco e posteriormente informar à companhia. Certa vez comprei uma passagem na Tam pros Estados Unidos e como estava com preço ótimo falei pra minha cunhada comprar e ir comigo. Ela ainda não tinha passaporte, mas comprou, deixou em branco e só depois informou a Tam.

Outra pessoa pode pegar o passaporte pra mim?

Não, pois pra receber será necessário validar as impressões digitais, conferir o documento e assinar junto ao agente da Polícia Federal. Caso o requerente seja menor de idade, também deverá estar presente e acompanhado de um dos genitores, do responsável legal ou do procurador.

É possível renovar um passaporte?

Muitas vezes ouvimos de alguém a frase “preciso renovar meu passaporte”, mas na verdade isso não existe. Ao contrário de alguns vistos, em que a renovação é feita de maneira simplificada, o passaporte não. Toda vez que vencer você deverá “começar do zero” o procedimento para emissão.

Espero que eu tenha ajudado a sanar algumas dúvidas! Qualquer outra informação estou à disposição. 🙂

Como organizar uma viagem?

Férias chegando, férias daqui a um ano, sem previsão de férias… como organizar uma viagem sem intermediação de agências e de quebra ainda economizar uma graninha?

O ideal, pelo menos pra mim, é se organizar o quanto antes, mesmo que suas férias ainda demorem a acontecer. Com o fator tempo a seu favor, você conseguirá mais ofertas de hospedagem a preços mais em conta, terá mais tempo pra se planejar financeiramente de acordo com o que pretende gastar e quando finalmente chegar o dia de viajar não estará endividado ou com parcelas pendentes no cartão de crédito. Não sei vocês, mas eu não gosto muito da ideia de parcelar coisas pro futuro que já terá até passado.

Obviamente vez ou outra aparecerá uma passagem imperdível em cima da hora e então você terá que correr contra o tempo e conseguir ajustar seu calendário pessoal e profissional pra conciliar. Uma vez comprei passagem “no escuro” pra Miami por R$900 (com taxas) e nem sabia se ia poder ir (por sorte deu certo).

Quando eu trabalhava (CLT) costumava organizar minhas férias com 6 meses de antecedência, pois era o tempo que eu conseguia negociar com meu chefe o período que eu gostaria de sair. Como hoje em dia trabalho de forma autônoma parcialmente o empecilho foi resolvido, e agora é meu marido quem precisa negociar o período. Caso o casal tenha obrigação de bater ponto, é necessário planejamento em conjunto pra ambos saírem na mesma época.

Natal/RN

Natal/RN

Caso seu empregador permita que você divida suas férias em dois períodos, não pense duas vezes. Fique atento ao calendário de feriados, para sempre que possível emendar férias e feriadão. Já pensou, por exemplo, pedir férias de 10 dias em agosto e emendar com o feriadão de 7 de setembro? Seria um período de 16 dias livre para viajar, tendo gozado apenas 10. Dá tempo de fazer uma viagem e descansar um pouquinho em casa pra voltar à labuta em seguida.

Caso você tenha escolha, fuja de meses como dezembro, janeiro, julho e agosto. Período de férias escolares, a maioria dos funcionários que tem filhos querem esses meses e consequentemente preços mais altos em tudo. As passagens aéreas ficam absurdas, hotéis também e até algumas atrações turísticas seguem um calendário de preços diferenciados para alta ou baixa temporada.

Fique atento ao clima do destino que pretende curtir seus dias de folga, pois dependendo do local pode ser muito quente ou muito frio. Ir pra Madrid é uma delícia né? “Que promoção maravilhosa encontrei pra agosto!” Vá e fique sozinho lá, provavelmente morrendo de raiva por sentir tanto calor. O verão na capital espanhola, por exemplo, é enlouquecedor. Agosto é o período de férias dos europeus e os preços na Europa toda ficam mais altos e com atrações bem mais lotadas. Caso não tenha filhos e consiga optar por outro período, fuja de Orlando nessa época também. Em uma ocasião fui em junho e mofei 2h em uma única fila no Sea World. Já quando fui em setembro achei bem mais tranquilo.

O verão em Madrid é tão legal que fugi pra Portugal!

O verão em Madrid é tão legal que fugi pra Portugal!

Caso seu destino seja no Brasil, também pode não ser uma boa ideia ir em julho/agosto curtir as praias do Nordeste, por exemplo. Período de muita chuva e clima constantemente instável. Morei em Natal e lembro que em julho e agosto chovia sem parar. Uma chuvinha chata, fina e que atrapalha o passeio de qualquer um. Meu marido uma vez foi a Noronha em agosto e as fotos dele comprovam como estava o tempo…

Ainda que belo, céu encoberto em Noronha todos os dias da estadia

Ainda que belo, céu encoberto em Noronha todos os dias da estadia

A meu ver, os melhores meses pra sair de férias são abril, maio, setembro, outubro e novembro. Você provavelmente economizará nas passagens, onde quer que você vá não estará tão lotado quanto na alta temporada, você poderá poupar uma graninha em atrações turísticas e possivelmente não morrerá nem de frio nem de calor em comparação ao auge das estações (verão/inverno).

Orlando e sua chuva de verão (look do dia) kkk

Orlando e sua chuva de verão (look do dia) kkk

Fique sempre atento às promoções de passagens aéreas e simule em diferentes sites, não apenas no da cia área. Certa vez comprei uma passagem no Decolar que estava mais em conta que no próprio site da companhia (Avianca), mesmo pagando taxas à operadora. Os sites que mais costumo pesquisar são o Maxmilhas, Viajando Barato Pelo Mundo e Melhores Destinos. Esses três são uma “constante” nas minhas buscas. 🙂

Com as passagens emitidas, o próximo passo é pesquisar o que pretende ver e fazer em determinado destino, e calcular mais ou menos a quantidade de dias que irá passar (e só então comprar os trechos internos, caso haja) e consequentemente reservar os hotéis.

Como organizar uma viagem por conta própria

Como organizar uma viagem por conta própria

Após definido isso o próximo passo é correr atrás das hospedagens. Dependendo do estilo de viagem, poderá procurar em sites diferentes. Eu costumo usar sempre o hotéis.com, pois além de ter parceria com o blog acumulo diárias pra trocar por uma grátis. Caso o estabelecimento que eu esteja procurando não esteja no hotéis.com, parto para o booking, que também é parceiro do blog. Outros conhecidos (que ainda não utilizei) são o Airbnb (locação por temporada), Priceline (possibilidade de dar lances em diárias de bons hotéis) e o Hostel World (albergues).

Fique muito atento à possibilidade de cancelamento grátis ou não quando reserva algo. Nunca sabemos o que pode acontecer e amargar um prejuízo quando algo sai dos eixos não é uma boa ideia. Só reservo sem cancelamento grátis em último caso. Certa vez uma tia minha adoeceu na véspera de uma viagem pra Europa e teve que cancelar tudo, e detalhe, muitos hotéis não tinham direito a cancelamento… além da frustração de não conseguir viajar, ainda teve que se frustrar mais com a perda financeira. Depois desse episódio, cancelamento grátis sempre! rs.

Outro ponto importantíssimo em relação à hospedagem é a localização. Particularmente não gosto de ficar em bairros afastados ou que vá demandar muito tempo de deslocamento (e consequentemente gastos extras). Sempre priorizo os bairros mais bem avaliados e tem dado certo: economia de tempo, paciência e dinheiro. Obviamente têm cidades que vale a pena um deslocamento a mais, haja vista que têm bairros muito mais caros que a média, mas cada caso é um caso e vale a pena dar atenção a isso.

Por exemplo, quando fui pra Dublin optei por um hostel muito bem localizado e foi a melhor coisa que fiz. Enquanto meus amigos intercambistas gastavam horas entre “esperar ônibus+trajeto do ônibus+caminhada até a casa” eu já estava batendo papo no hostel e bem no olho do furacão. Apesar do preço da hospedagem ter sido um pouquinho mais caro, a economia de tempo fez toda diferença e não gastei com transporte público.

Intercambistas em Dublin

Intercambistas em Dublin

Férias autorizadas, passagens emitidas, hotéis reservados… e agora?

Não ignore o seguro viagem, tenha você 20 ou 80 anos. Mais uma vez torno a dizer: nunca sabemos o que pode acontecer. Muitas vezes não é necessário pagar a mais por um seguro, pois muitos cartões de crédito fornecem o seguro ao titular e seus dependentes caso a passagem tenha sido emitida com o cartão. Assim como há seguro locação de veículos caso você alugue usando o cartão. Atenção: Verifique se seu cartão de crédito fornece esses benefícios pra você (o meu fornece).

Em uma ocasião fiz um seguro com a Assist Card e precisei usar algumas vezes durante a viagem. Achei o atendimento muito bom e não tenho nada a reclamar. Passei mal num hotel (crise de alergia, pra variar) e o médico em pouco tempo foi me atender.

Depois vem a parte mais legal: estudar o destino, pra não cair lá de “paraquedas”. Entender os costumes locais, antecipar-se com relação à gastronomia, cultura e o que você não deve fazer também são pontos interessantes. Obviamente só na prática você realmente vai saber como é, mas caso seja um destino muito exótico não custa nada pesquisar em blogs de viagens (principalmente em posts não comerciais) sobre o que espera por você lá. Utilizo também o site TripAdvisor em minhas pesquisas.

E o câmbio?

Estou morando no Rio há pouco tempo e pedi algumas dicas pros amigos daqui com relação a esse ponto. Mas de tudo que pesquisei, o que mais gostei foi de um que meu marido comentou. No site BeeCâmbio a proposta do negócio é ser totalmente online, mostrando a cotação em tempo real e muitas vezes com delivery grátis. Eles não são uma casa de câmbio, apenas intermediadores, e eles que fazem a negociação do valor com os parceiros deles. Achei muito prático e só de não ter que ficar andando com dinheiro por aí pra mim já faz toda a diferença. Além do mais, tenho gostado das cotações que tenho acompanhado.

Uma das regrinhas pra comprar moeda estrangeira a um preço “bom” é pesquisar no site do Banco Central do Brasil os valores praticados pelas instituições financeiras nos meses anteriores. Lá tem o ranking das cotações mais baratas e já serve de parâmetro para suas pesquisas. OBS: Não necessariamente a instituição que cobrou mais barato no mês anterior será a campeã em preço no mês corrente, mas é um bom sinal.

Sugiro que mantenha uma planilha com os gastos da viagem pra não se perder pelo meio do caminho e nem extrapolar os limites. A planilha vai ajudar você a ter mais controle e noção do que realmente pode e não pode fazer e depois pode até ficar de base pra outros amigos ou pra uma segunda viagem pro mesmo destino.

Caso seja uma viagem internacional fique atento à possiblidade de exigência de visto ou de certificado de vacinação pra não ter surpresas e nem ter que fazer tudo em cima da hora. A pressa é inimiga da perfeição.

Seja internacional, nacional, de busão ou avião, não deixe de tirar uns dias pra si e desbravar mundo afora (ou adentro!). Sabendo poupar, planejar e executar, a viagem com certeza será um sucesso e dará um gostinho a mais saber que foi você que planejou tudo, do início ao fim, sem contratação de agências e com a possibilidade de fazer tudo do seu jeito. 🙂

E vocês? Como costumam planejar suas viagens?

Almoço especial de Páscoa do Restaurante Vizta

Nosso almoço de Páscoa esse ano teve um sabor diferente. Como estamos morando há pouco tempo no Rio e nossos pais não moram aqui, acaba que em ocasiões especiais ficamos um pouco “órfãos” e casa cheia de familiares não é uma realidade. Mas, pra nossa alegria e distração, fomos representar os amigos do @apaixonadosporviagens no almoço de Páscoa do Vizta, localizado nada mais nada menos que no 2º andar do Marina Palace, bem de frente pra praia. Se estiver procurando restaurante com vista no Rio, continue lendo! 🙂

Restaurante com vista no Rio de Janeiro

Restaurante com vista no Rio de Janeiro

Optamos por ir de carro, mas o restaurante tem fácil acesso de metrô (Estação Antero de Quental – linha 4). Caso vá de carro, tem estacionamento rotativo na rua (R$2/2h) ou algumas opções de estacionamento privado. Acabamos guardando o carro no Supermercado Pão de Açúcar (R$30/3h), mas depois descobri que tem um estacionamento da Usa Park muito próximo ao hotel, basta colocar no gps o endereço Rua João Líra, 95.

O Restaurante ofereceu um almoço especial de Páscoa para hóspedes e não hóspedes, e cumpriu muito bem o que se propôs. O almoço funcionou no esquema de buffet livre e podíamos nos servir à vontade. Já posso adiantar que comi muito e me esforcei ao máximo pra poder provar um pouquinho de cada coisa e contar aqui pra vocês (não que isso seja necessariamente um esforço kkk).

O estabelecimento ofereceu uma programação especial pra criançada, em que as próprias crianças prepararam cupcakes do jeito que queriam (com acompanhamento de uma funcionária muito simpática da equipe). Além de preparar os doces, tinham à disposição desenhos para colorir, tudo visando maior distração dos pequenos e oportunidade dos pais relaxarem mais no ambiente.

Por falar em simpatia, o atendimento merece destaque. Durante toda nossa permanência todos da equipe foram muito cordiais e solícitos. Pra ter uma ideia, pedi um suco de uva integral que estava no cardápio e o garçom disse que estava em falta, mas que podia fazer um suco de uva natural se eu quisesse (e não estava no cardápio). Achei muito legal da parte dele, e claro que não pude recusar. 🙂

Quanto às bebidas, fiquei só no suco de uva mesmo, não consumi bebida alcoólica pelo fato de meu marido ter que dirigir depois e eu não achar tão legal beber sozinha, mas nos foi apresentada uma carta de vinhos com opções tanto em garrafa quanto em taça (preços variam de R$38 a R$1150).

Pra começar, uma saladinha pra enganar o estômago, e como era Páscoa nada melhor que uma salada de bacalhau regada a muito azeite. Além da salada de bacalhau, mixei algumas opções mais tradicionais de folhas verdes e outros vegetais.

Salada de bacalhau

Salada de bacalhau

Bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas

Bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas

Mini penne com funghi e camarões salteados

Mini penne com funghi e camarões salteados

Como era buffet livre, tinham muitas opções disponíveis, e claro que bacalhau não podia faltar. Além da salada, tinha bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas, como também outra opção de pescado, como Dourado ao molho de alcaparras e ervas frescas.

Os mais carnívoros não foram esquecidos, e serviram Mignon ao molho de chalotas e Parma crocante. Apesar de tentador, deixei a carne vermelha pra outro dia, mas não deixei pra outro dia o maravilhoso mini penne com funghi e camarões salteados. Gente, esse penne tava maravilhoso! O molho ótimo, camarão tamanho médio super suculento e com sabor acentuado do funghi (amei a combinação!).

Buffet do Restaurante Vizta

Buffet do Restaurante Vizta

Os acompanhamentos também mereceram destaque. A combinação de arroz com passas e pistaches harmonizou muito bem com o bacalhau, assim como a batatas assadas ao alho poró e cenoura ao mel e tomilho. Gostei muito da criatividade das combinações, que fugiram do óbvio e trouxeram mais protagonismo para o que seriam simples acompanhamentos.

Difícil foi ter que parar de comer pra guardar espaço pras sobremesas, pois tinham opções para todos os gostos! E o melhor, dava pra sentir que foi tudo feito naquele dia, especialmente pra aquela ocasião. Bati o olho e escolhi a primeira: torta de nozes com damasco, que estava divina. Açúcar no ponto, boa quantidade de nozes e damasco e maciez na massa. Como boa formiguinha que sou, não parei por aí. Peguei também um copinho de brigadeiro com uva que também estava ótimo, afinal, não podemos esquecer do protagonista das mesas de Páscoa: o chocolate. Ainda consegui espaço para as mini tarteletes e provei a de morango e maçã.

Mini tarteletes

Mini tarteletes

Além dessas opções que comi, haviam outras como torta floresta negra, colomba pascal e torta de dois chocolates. Como podem ver, um buffet muito farto e com ingredientes de qualidade. Pra completar, é possível usufruir de toda esse banquete acompanhado de uma vista espetacular que o ambiente proporciona: Praia do Leblon. Com janelões de vidro pra facilitar a visão, entre uma garfada ou outra podíamos acompanhar a movimentação num domingo ensolarado de feriado.

Almoço de Páscoa do Restaurante Vizta

Almoço de Páscoa do Restaurante Vizta

Conversando com a Milena, que nos recebeu na ocasião, ela contou que o restaurante sempre oferece menus especiais em ocasiões especiais, como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais. Cada um com uma programação diferente e voltada para o que está sendo comemorado. Adorei a novidade, imagina que luxo um jantar romântico no Dia dos Namorados com a vista maravilhosa do Leblon? 🙂

Decoração com muitos detalhes em madeira de lei e utilização de luz natural

Decoração com muitos detalhes em madeira de lei e utilização de luz natural

Confesso que ainda estou turistando na cidade onde moro, e algumas vezes desde que cheguei procurei na internet “restaurante com vista”, pelo fato de realmente apreciar momentos assim. Sou do tipo que “se tem vista, tem um tempero a mais”. Fiquei muito feliz e satisfeita com a experiência, que não poderia ter sido melhor, graças ao convite dos amigos Júlio e Lily, e à competência da equipe do Restaurante em caprichar no almoço.

Informações adicionais:

  • Endereço: Av. Delfim Moreira, 630, Leblon
  • Aberto ao público todos os dias
  • Horário: 6:30h às 23h
  • Aceita todos os cartões de crédito
  • R$105 por adulto. Crianças de 6 a 12 anos pagam meia. Crianças até 5 anos não pagam.
  • Reservas: (21) 2529-5700

Como é a trilha pro Morro da Urca

Para fazer a trilha pro Morro da Urca é necessário deslocar-se para a Pista Cláudio Coutinho, que fica no canto esquerdo da Praia Vermelha, Zona Sul da cidade.

COMO CHEGAR

Evite ir de carro, pois encontrar vaga para estacionar é muito difícil. Caso queira de ir de metrô, desça na estação Botafogo e pegue um Uber (a corrida dará aproximadamente R$8). Caso esteja sozinho, financeiramente vale a pena comprar o bilhete de integração metrô-ônibus e pegar o ônibus 513 que faz integração com o metrô Botafogo. Procure a saída Mena Barreto.

Informações úteis caso queira subir ao Pão de Açúcar/valores 2017

Informações úteis caso queira subir ao Pão de Açúcar/valores 2017

10 informações úteis antes da sua primeira visita ao local:

1 – A trilha leva à primeira parada do trajeto do Bondinho que leva ao Pão de Açúcar, e você economiza R$40 no passeio, pois o valor Praia Vermelha – Pão de Açúcar custa R$80 (valores 2017) e Morro da Urca – Pão de Açúcar custa R$40. Você pode deixar pra comprar o ingresso lá em cima;

O começo da trilha é bem cansativo e íngreme

O começo da trilha é bem cansativo e íngreme

2 – Não é necessário ir com guia ou com mapa para chegar ao Morro, pois o caminho é bem sinalizado e com grande fluxo de pessoas fazendo o mesmo percurso;

Não custa lembrar

Não custa lembrar

3 – Durante o trajeto é frequente a presença de micos, mas saiba que é proibido alimentá-los (apesar de ver pessoas a todo momento fazendo isso). Eles são uma espécie invasora das matas do Rio e além de transmitir doenças, destroem a vegetação local;

4 – Evite ir em dias chuvosos ou caso tenha chovido no dia anterior, pois o caminho pode ser pior: as pedras ficam muito lisas e escorregadias;

Atenção para não pisar nesses lugares repletos de limo

Atenção para não pisar nesses lugares repletos de limo

5 – Leve bastante água, barrinha de cereal ou outra coisa pra comer no caminho, pois obviamente não tem onde comprar e se você realmente precisar repor energias durante o percurso pode ter problemas;

6 – Demoramos 25 minutos pra subir e não muito menos pra descer. Paramos poucas vezes pra descansar e seguimos um ritmo moderado. Na volta não foi tão rápido devido às inclinações e atenção redobrada pra não escorregar nas pedras;

Nessa parte é necessário segurar na corda se não quiser sair rolando lá pra baixo

Nessa parte é necessário segurar na corda se não quiser sair rolando lá pra baixo

7 – Apesar de muitos dizerem que a trilha é de nível fácil, devo esclarecer que depende. Se você tem bom preparo físico, vai com calçado ideal (bota pra trilha ou tênis) e não tem problemas no joelho, a trilha torna-se mais fácil. O caminho é composto por escadas de troncos de madeira e galhos, caminhos de pedras e muita inclinação, sempre;

Trilha do Morro da Urca

Trilha do Morro da Urca

8 – Antigamente era possível subir ao Morro através da trilha e descer de bondinho gratuitamente, porém isso não é permitido mais. Caso você suba através da trilha, necessariamente terá que descer por ela também (a não ser que queira pagar uma taxa para descer de bondinho);

9 – O Morro da Urca tem ótima infraestrutura pro visitante: banheiros, lanchonetes, exposição dos bondinhos antigos, museu, restaurantes, lojas, etc. Aos mais abastados, há a possibilidade de fazer voos panorâmicos de helicóptero pelo Rio a partir de R$230 (5 minutos) e o helicóptero parte de lá;

10 – Para fins de informação, o Morro tem 220 metros de altura e merece muito a visita, pois apresenta paisagens espetaculares da Cidade Maravilhosa (a foto de capa também foi tirada de lá). Aos felizardos visitantes basta relaxar, tirar muita foto, babar e recuperar as energias para o retorno. 🙂

Vista para o Pão de Açúcar

Vista para o Pão de Açúcar

Um abraço!

 

Desafio Wanderlust

#Desafio Wanderlust

Pra começar, você sabe o que significa essa palavra?

Oriunda da língua germânica, a junção do termo “Wandern”, que significa caminhar/vagar com “lust” que significa paixão, resulta em quê?  Paixão por viajar! Não é à toa que vemos tantas vezes essa palavrinha em posts relacionados a viagens, aventuras e até em tatuagens. A tag #wanderlust chegou até mim como uma brincadeirinha em forma de desafio dos amigos do @apaixonadosporviagens (veja o post deles aqui) e são 10 perguntinhas de viagens pra que vocês saibam um pouco sobre mim.

1. Quando e para onde ia o seu primeiro avião?
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Não sei precisar exatamente o ano, mas seguramente nos anos 90 e eu devia ter uns 10 anos. Fui de Belém pra Manaus visitar uma tia que tinha casado e se mudado pra lá, e a companhia era a Varig. Gente, faz tempo. Lembro que a comida era muito bem servida (sempre com fome!), aeromoças bonitas e atendimento muito bom – tenho só boas lembranças da extinta companhia aérea. Mesmo pequena muambei muito na Zona Franca de Manaus e tenho na memória que minha mãe e minha avó compraram uma casa da Barbie enorme pra mim kkk. E da Mesbla? Quem lembra? kkk.

Foto catalogada do Pinterest: https://br.pinterest.com/pin/336221928414016779/

Foto catalogada do Pinterest: https://br.pinterest.com/pin/336221928414016779/

2. Para onde foi já foi e gostaria de voltar?
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Pergunta difícil, mas vamos lá. Tenho vontade de voltar à Grécia e conhecer as ilhas mais famosas, já que quando fui só conheci Atenas e as Ilhas Jônicas, que não são tão conhecidas como as Cíclades. Mykonos e Santorini ainda habitam minha wish list e só tive boas impressões na Grécia: adorei o povo, a comida, o preço das coisas, a beleza natural, e a riqueza histórica e cultural.

Chegando em Navagio Beach, Grécia, 2014

Chegando em Navagio Beach, Grécia, 2014

Outro lugar que gostaria de voltar é Nova York, pois apesar de ter ficado bons dias e curtido muito a cidade, saí de lá com a impressão de que faltou muita coisa pra ver. Gosto do clima super cosmopolita que tem, da imensa programação que oferece e acho que até pra quem mora lá deve ser difícil esgotar os pontos interessantes a serem visitados. Além do mais, tenho uma relação de amor com Nova York desde pequenina, provavelmente pela influência do cinema em minha vida rs.

Cara a cara com "A Noite Estrelada" Moma, NY, 2013

Cara a cara com “A Noite Estrelada” Moma, NY, 2013

3. Você está viajando amanhã e dinheiro não é problema, pra onde você vai? 
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Pro Japão! E se dinheiro não é problema que tal emendar pra Indonésia? Bali é logo ali! 🙂

4.  Método preferido de viagem: avião, trem ou carro?
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Avião! Principalmente se for voo direto. Mas não que eu morra de amores pelo voo em si, é mais pela praticidade. Tenho medo de altura e sempre faço o sinal da cruz antes de decolar kkkk.

5. Site preferido de viagens?
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Difícil, pois tenho vários! kkk. Não é porque foi ela que me indicou no desafio aqui mas adoro o site Apaixonados por viagens, sempre com informações precisas e detalhadas sobre os destinos. Outro que nunca deixo de fora nas minhas pesquisas é o clássico Viaje na Viagem, sempre bem completo e com muito conteúdo útil e pouco blá blá blá. Sou muito fã de sites que prezam pelo conteúdo, não só por belas fotos. Outro que pra mim une essas duas características é o da Thaís do Guia Mundo Afora, que tem leitura leve e agradável, sempre muito rico em informações e com uma boa pitada de humor.

6. Para onde você viajaria só para comer a comida local?
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Desculpa Itália, desculpa França, mas eu viajaria pra Belém! Pra mim, o melhor destino gastronômico do país (e não é porque sou de lá não rs). Apesar de não ser uma megalópole como outras brasileiras, lá tem tacacá e torta de cupuaçu com queijo cuia, minha gente! Quem já comeu, entende…

Tacacá do Tomaz, Belém

Tacacá do Tomaz, Belém

7. Você sabe seu número de passaporte de cabeça?
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Sim! Mas estou renovando e em breve não saberei mais. kkk
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8. Você prefere o assento do meio, corredor ou janela?
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Eu prefiro corredor, mas na maioria das vezes acabo indo no meio. Meu marido também prefere corredor e adivinha? Sempre acabo indo no meio. Odeio

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9. Como você passa o tempo quando está no avião?
90
Voo doméstico: Lendo revistas
Voo internacional: Assisto filmes e emendo facilmente dois ou três numa sequência…
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10. Existe algum lugar para onde você nunca mais voltaria?
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Veneza. Quem me conhece sabe que não morri de amores pela cidade e sinceramente chegou a ser uma decepção, haja vista que era um lugar que eu tinha muita vontade de conhecer. Não me agradou em muitos aspectos, mas é puramente uma opinião pessoal.

Praça São Marcos, Veneza, 2014

Praça São Marcos, Veneza, 2014

Outro lugar que provavelmente eu nunca mais voltaria é Berlin, pois acabei vendo tudo que eu tinha vontade de ver e mesmo assim também não morri de amores só morri de frio.

Palácio do Reichstag, Berlin, 2014

Palácio do Reichstag, Berlin, 2014

Aproveito aqui pra desafiar a Thaís do @guiamundoafora, a Anna do @misscheckin, o Márcio do @marcionomundo e a Amanda do @prefiroviajar.

Valeu!

O que fazer em Petrópolis em 1 dia

Com o clima mais ameno no Rio de Janeiro e mar com temperaturas muito baixas nas praias, a boa pedida pra diversificar os passeios é visitar a cidade imperial, lugarzinho lindo que fica a apenas 67 km de distância da capital. Opções de o que fazer em Petrópolis em 1 dia não faltarão, e espero poder ajudá-los com o roteiro.

O que fazer em Petrópolis

O que fazer em Petrópolis

COMO CHEGAR

A empresa Única Fácil faz o trajeto entre as duas cidades em aproximadamente 1:30 e com preços a partir de R$29,27 (abril/2017). Todos os dias têm ônibus para o destino com uma oferta grande de horários.

Para quem prefere ir de carro, em 1h chega-se ao destino. Basta seguir pela BR-040 sentido Rio-Petrópolis (há um pedágio no trajeto, que custa R$12,40). O acesso é fácil e bem sinalizado, porém é necessário atenção redobrada na hora de subir a serra, pois a via é cheia de curvas e muitas vezes com bastante neblina, atrapalhando a visibilidade. Porém, nem preciso dizer o quão linda é a vista né? 🙂

O QUE FAZER EM PETRÓPOLIS

Antes de mais nada, vale a pena comentar sobre o custo com estacionamento na cidade. Como aos finais de semana muita gente do Rio acaba subindo a serra, a cidadezinha fica bem congestionada e difícil de estacionar. Pagamos R$12 por 4h de estacionamento na rua, mas acabamos excedendo o horário e tivemos que pagar uma multa de R$36. Estacionamentos fechados cobram aproximadamente R$10 a hora, o que é muito caro. Pela quantidade de horas que passamos lá, ainda saímos no lucro pagando a multa.

Chegamos em Petrópolis por volta de 10h da manhã, e logo na entrada da cidade paramos na Casa do Alemão, estabelecimento bem conhecido pelos cariocas. Ambiente agradável e com muita opção para comer, com destaque para o croquete de bacalhau que, acredito eu, seja o salgado que mais sai na casa.

Com as energias recarregadas, logo na entrada da cidade sugiro que dê uma paradinha no Palácio Quitandinha, onde antigamente funcionava como um hotel e cassino, construído para ser o maior da América do Sul. Atualmente é totalmente privado, com cada um sendo o dono do seu próprio apartamento. Destaque para a bela arquitetura local e paisagismo dos arredores, como o lago em frente que tem o formato da América do Sul.

Palácio Quitandinha

Palácio Quitandinha

Partindo dali rume ao Centro Histórico, onde se encontram a maioria das atrações da cidade. Como sugestão, o próximo ponto a ser visitado pode ser a Casa de Santos Dumont, que funciona atualmente como um museu e que fora construída para ser a casa de verão do famoso aviador, tendo sido projetada por ele mesmo. Sua arquitetura em formato de chalé nos remete a uma “casinha de brinquedo” e que não possuía cozinha em seu interior, sendo abastecido de comida pelos hotéis da região.

Casa de Santos Dumont

Casa de Santos Dumont

MAIS INFORMAÇÕES

Endereço: Rua do Encanto, 22 – Centro – Bilheteria até às 17h
Visitação: terça a domingo, 9h às 17h30 
Ingresso:
 R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia) – Crianças até 6 anos e maiores de 65 anos: acesso livre.

A 1 km dali está a Catedral de Petrópolis, originalmente chamada de Catedral de São Pedro de Alcântara. Construída sob ordens de D. Pedro II, é uma bela obra de estilo neogótico francês. Ali dentro além de belos vitrais e esculturas em mármore há também o mausoléu imperial, que foi inaugurado por Getúlio Vargas em 1939 e onde estão os restos mortais de D. Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e seu esposo.

Catedral de Petrópolis

Catedral de Petrópolis

Mausoléu Imperial

Mausoléu Imperial

MAIS INFORMAÇÕES

Endereço: R. São Pedro Alcântara, 60 – Centro, Petrópolis – RJ
Inauguração: 29 de novembro de 1925
Construção: 1884-1969
Entrada gratuita

Dali siga para o Museu Imperial, residência oficial de verão de D. Pedro II, criador de Petrópolis. Dizem que o Palácio era a residência preferida do Imperador, que passava não somente o verão como muitos meses ali. Na visitação temos acesso a um acervo incrível e muito bem preservado, com móveis, utensílios e objetos pessoais intactos e muito luxuosos. Destaque para a pena de ouro que Princesa Isabel utilizou para assinar a abolição da escravatura e também para as joias e coroas de D. Pedro I e II.

Museu Imperial

Museu Imperial

Para preservar o piso original do local, os visitantes obrigatoriamente tem que usar pantufas, que são distribuídas no início da visita.

Jardim do Museu Imperial

Jardim do Museu Imperial

MAIS INFORMAÇÕES

É necessário deixar bolsas e mochilas no guarda-volumes logo na entrada, podendo levar apenas celular e carteira. Não é permitido tirar foto em momento algum durante a visitação.

Endereço: Rua da Imperatriz, nº 220, Centro

Ingresso Palácio: Inteira: R$10,00 / Meia: R$5,00. Os jardins tem entrada gratuita.

Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 5,00 – Moradores e naturais de Petrópolis, às quartas-feiras e no último domingo do mês a entrada é 0800.

OBS: Às quintas, sextas e sábados, sempre às 20h, há um espetáculo chamado “Som e Luz“, que trata-se de uma encenação da história de D. Pedro II, praticamente uma aula de história a céu aberto. Eu não fui, mas ouvi falar muito bem. Além disso, há também um Sarau Imperial. Ingressos à parte.

Depois de perambular pelos jardins do Palácio a fome já havia batido fazia tempo, e então fomos direto para o restaurante da Cervejaria Bohemia. Já era minha segunda ida ao Restaurante e como na primeira vez comi comida, dessa vez comi sanduíche. Minha amiga pediu o mesmo que o meu e veio frio, daí reclamou e trocaram. Achei o atendimento muito devagar nessa segunda ocasião, mas ainda recomendo a visita. Éramos uma mesa com 17 pessoas, então achei que pecaram na agilidade.

Restaurante da Cervejaria Bohemia (aberto ao público mesmo que não faça o tour)

Restaurante da Cervejaria Bohemia (aberto ao público mesmo que não faça o tour)

Cervejaria Bohemia

Cervejaria Bohemia

Dessa vez não fiz o tour, pois já havia feito há poucos meses, mas recomendo MUITO que façam! Os R$32 do ingresso dão direito a pelo menos 3 degustações, pois como nem todo mundo bebe, acaba que tem gente que bebe por essas pessoas rsrs. A visita guiada é muito bem organizada, com pessoas explicando o processo de produção, a história da marca e ensinando como apreciar uma boa cerveja. Eu, particularmente, gostei muito da 838 Pale Ale, que provei na degustação e sigo comprando quando vou ao supermercado comprar cerveja rsrs.

Tour Cervejaria Bohemia

Tour Cervejaria Bohemia

Após fazer a visita, não deixe de ir ao Palácio de Cristal, que fica na mesma rua da cervejaria. O Palácio de Cristal tem inspirações no Crystal Palace de Londres e no Palácio de Cristal do Porto, e tem uma bela estrutura de ferro e vidro. Em seu interior acontecem exposições e eventos diversos. Vale a pena tirar umas fotinhos em seu entorno, que conta com um jardim muito bonito decorado com hortênsias (dependendo da época) e chafarizes.

Palácio de Cristal

Palácio de Cristal

Palácio de Cristal no cair da noite

Palácio de Cristal no cair da noite

E então o dia chegou ao fim e retornamos pro Rio, mas não sem antes comprar biscoitos amanteigados de Petrópolis. Compramos o da Ritinha, que dizem ser um dos melhores. Esses biscoitos são ótimos pra acompanhar um cafezinho ou chá, e é bem tradicional na cidade e ótimo para levar de lembrança para alguém.

Caso tenha mais um dia na cidade ou meio dia pelo menos, sugiro garimpar roupas na Rua Teresa, famosa rua de venda de roupas com preço baixo. As lojas fecham pontualmente às 18h e mês passado fui lá conferir. Conclusão: Comprei 10 peças de roupa por R$250.

Achei realmente muito barato e tem roupa de tudo que é tipo e preço. Particularmente gostei muito de uma loja chamada Lullie, que vendem produtos em linho e consequentemente um pouco mais caras, mas com qualidade ótima e que vale a pena conferir.

Beijos!

5 coisas pra fazer em Manaus

O objetivo do post é sugerir 5 coisas pra fazer em Manaus caso disponha de pouco tempo e abordar algumas curiosidades acerca da cidade.

A capital amazonense fica a 2:50 de voo de Brasília, cidade que faz a maioria das conexões aéreas pro Norte. Com pouco mais de 2 milhões de habitantes e o principal centro financeiro do Norte do país, essa cidade destaca-se pelo ecoturismo que envolve não somente a capital como outras regiões do Estado.

Já fui a Manaus inúmeras vezes pelo fato de ter família lá e pela facilidade de voo vindo de Belém (apesar da facilidade, saibam que são 2h de voo direto, não é nada perto rs). Depois que me mudei do Pará ficou mais difícil ir, mas por sorte consegui achar uma passagem Rio – Manaus com preço bom em pontos e não pensei duas vezes em matar a saudade da família e rever a cidade, que não visitava há mais de 7 anos (e que mudou bastante viu?).

Agora vamos ao que interessa! 🙂

  1. Teatro Amazonas

A construção do famoso Teatro deu-se no final do século XIX, graças ao apogeu socioeconômico da cidade por causa do Ciclo da Borracha. Nessa época Manaus exportava muito e isso possibilitou a criação de projetos ambiciosos, como a construção do teatro, totalmente inspirado nos grandes teatros europeus e o maior símbolo da Belle-Époque.

A cúpula não está aí por acaso. A cortina principal do palco sobe de forma reta, até alcançar a cúpula. Não é dobrada nunca.

A cúpula não está aí por acaso. A cortina principal do palco sobe de forma reta, até alcançar a cúpula. Não é dobrada nunca.

O local funciona não somente como um teatro, mas também como um museu, em que memórias da história são preservadas e a visita guiada retrata muito bem isso. Recomendo que façam a visita com o guia pra aprender um pouco mais sobre os detalhes da construção, as obras de arte existentes, a vida do povo daquela época e também tirar dúvidas, caso existam.

O teto do salão principal é como se estivéssemos embaixo da Torre Eiffel e conta com o busto de Carlos Gomes ao centro

O teto do salão principal é como se estivéssemos embaixo da Torre Eiffel e conta com o busto de Carlos Gomes ao centro

A duração da visita é de aproximadamente 45 minutos, e compreende o salão nobre, a plateia/palco e salão de antiguidades.

Esse belo afresco segue a técnica da perspectiva, em que temos a sensação de que os personagens pintados nos acompanham com o olhar

Esse belo afresco segue a técnica da perspectiva, em que temos a sensação de que os personagens pintados nos acompanham com o olhar

OBS: Eu amo essa pintura. Lembro da primeira vez que a vi, eu era bem criancinha e nunca esqueci. Que bom poder vê-la de novo!

Nessa ocasião fiz a visita guiada pela manhã e à noite fui assistir uma peça da atriz Elisa Lucinda e foi ótimo ver o teatro a todo vapor! Casa cheia, confortável, acústica agradável e temperatura baixa. Recomendo uma roupa mais quentinha pros espetáculos da noite.

Maquete do Teatro Amazonas: Montada na década de 60, conta com mais de 30 mil peças de Lego

Maquete do Teatro Amazonas: Montada na década de 60, conta com mais de 30 mil peças de Lego

Funcionamento: Terça a sábado, das 9h às 14h

Venda de ingressos na bilheteria (Amazonense não paga visitação). Preço normal: R$20.

Onde: Av. Eduardo Ribeiro, 659, Centro.

   2.  Passeio de barco

Fiz um post completo falando desse passeio e sugiro a leitura. 🙂

   3. Comer comida regional

Que o Norte do país tem as comidas mais exóticas e saborosas isso não é mais segredo nem pros grandes chefs de cozinha, que cada vez mais se encantam com os sabores e temperos nortistas. Peixes de água doce, frutas (pra muitos) exóticas, combinações  que soam estranhas… lá tem tudo isso e mais um pouco. 🙂

Como sou paraense, muita coisa é semelhante com a culinária manauara, apesar de breves diferenças. Uma coisa por exemplo que não é comum em Belém mas super comum em Manaus é o sanduíche chamado “x-caboquinho”, à base de queijo coalho e lascas de tucumã (fruta regional). Apesar de eu não gostar dessa fruta, muitas pessoas gostam e o ideal é experimentar!

Em compensação amo peixe de água doce, especialmente os da Amazônia. Pra comer um dos meus preferidos escolhi o Peixe à Delícia do Restaurante Choupana, que além de confortável serve esse pirarucu maravilhoso, extremamente saboroso e no ponto. Esse peixe pode chegar a medir até 3 metros de comprimento e é muito comum na bacia amazônica, especialmente em águas mais calmas. Não sei descrever o sabor, mas é excelente e briga com o Filhote na categoria “meus peixes favoritos”.

Peixe à Delícia (R$108/serve bem 2 pessoas)

Peixe à Delícia (R$108/serve bem 2 pessoas)

Outro pescado que vale a pena destacar é o famoso tambaqui, peixe altamente consumido no Estado e, pelo que presenciei, acho até que o preferido do povo amazonense. Vale a pena experimentar ambos pois certamente um dos dois irá agradá-lo (ou os dois!).

Caso queira comprar frutas regionais, goma de tapioca (sim, a do Norte é um pouco diferente e particularmente acho melhor que a do Nordeste), camarão, artesanato, você encontra tudo isso e mais um bocado no centenário Mercado Adolfo Lisboa, que fica bem em frente ao Porto de Manaus. Vale a pena conhecer esse mercado pra conhecer um pouco da culinária local e também pra apreciar sua beleza, pois trata-se de um mercado muito bonito e reformado.

Mercado Adolfo Lisboa

Mercado Adolfo Lisboa

Além das gostosuras citadas acima, eu não poderia deixar de recomendar o Refrigerante Baré, comercializado no sabor guaraná e muito comum em Manaus. Eu, particularmente, adoro! Disputa com a Coca-Cola no Estado e não é à toa que a Ambev comprou a empresa…rs.

 

Outros restaurantes pra conhecer: Banzeiro (comida regional), Picanha do Adolfo (picanha no bafo), Cachaçaria do Dedé (comida brasileira).

OBS: Na Cachaçaria do Dedé não deixe de pedir a carne de sol, é divina! 🙂

   4. Passear na Ponta Negra

A Ponta Negra é uma praia fluvial que fica no bairro de mesmo nome, considerado o mais nobre da cidade. Apresentações artísticas nacionais são comuns por lá e tem ótima infraestrutura pra pessoas de todas as idades: mirantes para apreciar a paisagem, muitas opções de lugar pra comer, calçadão amplo e bem conservado, anfiteatro, atividades ao ar livre, estacionamento e quiosques com comidas típicas completam o local. O rio da praia em questão é o Rio Negro e é lá que as pessoas se refrescam do calorão que faz em Manaus.

Dica: Vale a pena ir no fim da tarde e apreciar o belo pôr do sol com uma visão bonita da Ponte Rio Negro.

Pôr do sol na Ponta Negra

Pôr do sol na Ponta Negra

Na ocasião comi num lugar chamado Fish Maria, que tem outras unidades na cidade e tem foco na comida regional. Comi uma unha de caranguejo maravilhosa e que vale muito a pena indicar! 🙂

   5. Largo de São Sebastião

Nem só de Teatro vive o Largo de São Sebastião. Diversas programações culturais ao ar livre, segurança, bares, arquitetura preservada, calçadão de pedras que nos remete ao Encontro das Águas, Monumento de Abertura dos Portos, e, claro, a bonita Igreja de São Sebastião, que leva o nome do Largo.

Largo de São Sebastião

Largo de São Sebastião

Inspiração no calçadão de Copacabana? Não! O calçadão do Largo é mais antigo que o da famosa praia carioca.

Inspiração no calçadão de Copacabana? Não! O calçadão do Largo é mais antigo que o da famosa praia carioca.

Essa bonita igreja vale a pena incluir em seu roteiro pela beleza em seu interior, repleta de painéis e vitrais europeus, característicos da época em que foi construída, em 1888. Destaque também para as ricas pinturas que cobrem o teto até o altar e os detalhes que a decoração interior apresenta.

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Vale ressaltar que a igreja possui apenas uma torre, e isso de cara chama atenção de quem olha por fora. Como tudo que é antigo e inusitado inspira explicações, com essa igreja não seria diferente. Porém, a teoria mais aceita é que o terreno oferecia pouca estabilidade e, por esse motivo, os engenheiros da época não quiseram aumentar o peso da construção. Será?

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Outro ponto interessante de observar é o Monumento de Abertura dos Portos. Se você prestar atenção, verá que cada caravela representa um continente diferente, representando a abertura comercial para outros países além de Portugal. No topo, a escultura da mulher representa a Amazônia.

Monumento de Abertura dos Portos

Monumento de Abertura dos Portos

OUTRAS INFORMAÇÕES

  • Caso vá pro Largo de São Sebastião de carro, fique atento com a escassez de lugares pra estacionar. Estacionamentos privados estão disponíveis mas não são muito baratos.

  • Por falar em transporte, em Manaus ainda não tem Uber, então as opções disponíveis são táxis, ônibus ou locação de carro.

  • Complementando o item anterior, uma corrida do Aeroporto de Manaus para o bairro da Ponta Negra (onde fiquei) tem valor tabelado e custa R$75. É muito caro tratando-se de poucos km percorridos. Se você “chorar” consegue no mínimo por R$50 no trajeto inverso.

  • Manaus não é uma cidade muito barata pro turismo. Pra falar a verdade quase não vi nada barato lá (a não ser a gasolina).

  • Programe-se direitinho de acordo com a previsão do tempo. As chuvas amazônicas são famosas e super fortes e longas, então agendar um passeio de barco num dia chuvoso é uma péssima ideia, por exemplo.

  • Programe-se também com a temperatura e umidade do local. Em geral a umidade relativa do ar é de 88%, o que faz com que você já saia do chuveiro molhada de suor. A temperatura média anual é de 28°C, mas ao longo do dia facilmente passa dos 30°C. Lembre-se que esse calor associado à alta umidade é um verdadeiro desastre…kkkk. Fui agora em março e a temperatura estava agradável, mas não é bem assim o resto do ano.

  • Previna-se contra os mosquitos durante o passeio de barco. Use e abuse de repelentes, pois pessoas mais alérgicas podem ter problemas caso não se protejam. Durante a pescaria com piranhas, em que ficamos com o barco parado (vide post sobre passeio de barco), apareceram mosquitos de todas as formas, tamanhos, cores e amores… kkk.

  • Se você dispõe de muito tempo na cidade, vale a pena passar um fim de semana em Presidente Figueiredo, a 107 km da capital. Com foco em ecoturismo, a cidade desponta como ótima opção para quem é fã de natureza, trilhas, rafting e muitas cachoeiras – no local tem mais de 100. Já estive na cidade algumas vezes e o ideal é passar pelo menos dois dias pra aproveitar bastante. O município é ligado a Manaus através da BR-174 (que liga também à Boa Vista e também à Venezuela). OBS: A melhor época pra visitar as cachoeiras vai de abril a agosto, período em que estão bem cheias.

 

E vocês? Já foram à capital amazonense?

 

O que fazer em Búzios em um fim de semana

A queridinha da Região dos Lagos carrega encantos que vão muito além das telas do cinema nacional e novelas brasileiras. Esse pedacinho lindo do Estado do Rio fica a  176 km da capital e vale muito a pena incluir na sua lista de “lugares pra conhecer”.

Fomos pra lá no último fim de semana aproveitar a reta final do verão, apesar de ter feito um tempo bem doido por lá. Chegamos no sábado por volta de 10h da manhã e ficamos até domingo 12h, pois como o tempo estava ruim no domingo, optamos por não pegar estrada à noite. Saímos do Rio por volta de 6:30 e gastamos aproximadamente R$45 de pedágio pra ir e voltar (março/2017).

Ficamos hospedados na Pousada Lua Cheia, boa pra quem vai de carro (não fica tão perto pra ir a pé pros pontos de interesse). O local é bom pra passar o fim de semana, oferece passeios com agências, café da manhã, limpeza diária, piscina, sauna e estacionamento grátis. Sem luxos, mas ótima pra quem tem estadia curta.

Pousada Lua Cheia

Pousada Lua Cheia

Logo ao chegar já contratamos um passeio de escuna, e apesar de muitos falarem que é uma furada, é a melhor maneira de conhecer várias praias em um único dia. Contratamos o passeio da Agência Stylus com duração de 2:30h, pagamos R$50 por pessoa e havia bebidas disponíveis para compra e alguns espetinhos. Além do mais, eles nos buscaram e nos deixaram no hotel. No quesito conforto sem dúvidas a embarcação pecou, mas a natureza não peca mesmo em dia nublado né? 🙂

Búzios

Búzios

Apesar do tempo ruim, a água não tava tão gelada...

Apesar do tempo ruim, a água não tava tão gelada…

Conhecemos várias praias durante o passeio: Azedinha, Azeda, João Fernandes, João Fernandinho (oi??), Tartaruga e Praia dos Ossos. Não paramos em todas pra mergulho, apenas em três.

Após o passeio de escuna fomos pro centrinho caminhar pela Rua das Pedras, famosa rua do centro da cidade, em que pode-se encontrar de tudo: sotaques, idiomas, lojinhas caras, lojinhas baratas, bares, restaurantes, baladas, etc. Almoçamos por lá e fomos pro hotel tirar o sal do corpo e descansar um pouco antes de sair novamente.

À noite fomos passear na Orla Bardot, famosa rua que leva o sobrenome da bela atriz francesa que viveu em Búzios por alguns meses nos anos 60 e que apresentou Búzios, ainda uma vila de pescadores, para a Argentina para o mundo. A propósito, na orla tem uma estátua de bronze bem disputada pra fotos que retrata a atriz em tamanho real.

A casa fica na Rua das Pedras

A casa fica na Rua das Pedras

Jantamos no Restaurante do David, que li vários relatos positivos e resolvi conferir. Pedimos um prato pra 2 e um prato individual, e serviu muito bem 4 pessoas. Optei pelo risoto de camarão grande e me dei bem! O risoto estava ótimo e com muito camarão (importante! rsrs). Fomos muito bem atendidos pelo garçom Flávio, que nos deu dicas e foi bem sincero quanto à quantidade de comida. O preço é um pouco salgadinho, assim como a maioria das coisas em Búzios. Jantar pra 4 na faixa de R$230 (sem sobremesa).

Restaurante do David

Restaurante do David

No dia seguinte de manhã fui levar meu marido pra conhecer o Mirante João Fernandes, que lembro de ter achado lindo na minha primeira viagem a Búzios. De lá você tem  360º de visão só de mar e é de fácil acesso. O tempo não estava muito amigo no domingo, mas quem disse que sou tapioca? rs

Mirante de João Fernandes - foto da primeira viagem

Mirante de João Fernandes – foto da primeira viagem

Mirante de João Fernandes

Mirante de João Fernandes

De lá fomos pra Praia de Geribá, e a água fria não me deixou entrar no mar. Nem eu, nem ninguém, apenas os surfistas rsrs. Sentamos em uma das barraquinhas da praia e ficamos por lá relaxando até a manhã acabar. Essa praia é sem dúvidas uma das mais famosas da cidade e tem boa infraestrutura pro turista, com diversas cadeiras pra locação.

Praia de Geribá: O acesso se dá a pé através dessa ruela

Praia de Geribá: O acesso se dá a pé através dessa ruela

Praia de Geribá com tempo ruim

Praia de Geribá com tempo ruim

Praia de Geribá com tempo bom rsrs

Praia de Geribá com tempo bom rsrs

Só pra complementar, lembro que da primeira vez que fui a Búzios fiquei numa barraca na Praia de João Fernandes e tenho ótimas lembranças do banho de mar ali: tranquilo e como uma grande piscina. Apesar dos pontos positivos, lembro que era tudo muito caro.

Praia de Geribá movimentada

Praia de Geribá movimentada

Por falar em coisas caras, o estacionamento nas redondezas da Rua das Pedras é bizarro. Mesmo não tendo ido num feriado ou algo parecido, era caro demais. À noite todos tinham um preço fixo de R$30 e durante o dia R$20. Por sorte achamos vaga na rua, mas claro que tinham flanelinhas…

Rua das Pedras: Salto alto nem pensar!

Rua das Pedras: Salto alto nem pensar!

É isso gente, minha estadia em Búzios foi curta mas deu pra curtir bastante e ver muita coisa legal! Eu acrescentaria mais uns dois dias pra curtir a cidade com bastante tranquilidade e, se possível, numa época que tenha sol…rs.

OBS: Misturei fotos da minha primeira viagem à cidade com a desse fim de semana, já que as fotos de agora ficaram péssimas.

Praia das Galhetas, em Trindade

Fomos pra Paraty no carnaval e dessa vez incluí Trindade no meu roteiro. Esse bairro, que mais parece uma vila hippie, é na verdade uma vila de pescadores e seu maior atrativo são suas belas praias. Eu achei o acesso um pouco complicado mesmo pra quem vai de carro, pois as curvas pra chegar lá são muito sinuosas e em ladeiras. Além disso, é necessário pagar estacionamento privado na alta temporada, e não espere pagar menos de R$30 por carro.

Por falar em praia, nos dirigimos primeiramente à Praia do Meio, acredito que a mais movimentada de Trindade. Por ser extremamente movimentada, decidimos na hora contratar um passeio pra outro lugar e pedi sugestão de um lugar tranquilo para o barqueiro, que sugeriu que fôssemos para a Praia das Galhetas, cujo traslado de ida e volta custou R$250 pra 5 pessoas (esse era o preço pra 4, mas pechinchei e deixou o mesmo preço pra 5).

Passeios em Trindade

Passeios em Trindade

Poderia ter sido um tiro no pé, mas foi um tiro bem no centro do alvo. Que lugar lindo e paradisíaco! Pra começar, demoramos aproximadamente 15 minutinhos em lancha rápida até chegar ao local, o que já foi um passeio por si só poder admirar o “trajeto” até o destino. Marcamos com eles a volta pra 2:30h depois, pois no local não existe absolutamente nada pra vender e a fome podia bater a qualquer momento e estaríamos – literalmente – ilhados. Na verdade no local não existe nada e nem ninguém, além da natureza. E pra não dizer que não tinha ninguém mesmo, tinham uns homens num iate e um casal dormindo – . Ficamos praticamente com a praia só pra gente! O mar era calmo e cristalino e por sorte não estava muito frio, o que possibilitou que ficássemos de molho durante horas. 🙂

Passeios em Trindade

Passeios em Trindade

Dica de ouro: Sugiro que levem algo pra comer e beber e que não deixem nenhum lixo na praia, pois é praticamente impossível alguém ir lá limpar pra você!

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Tempo nublado mas ainda assim foi lindo!

Tempo nublado mas ainda assim foi lindo!

A transparência da água

A transparência da água

Pra fechar com chave de ouro!

Pra fechar com chave de ouro!

E vocês? Já foram lá?

Para continuar lendo sobre Paraty…

 

Uma experiência em meio à Selva Amazônica

Sempre tive vontade de escrever aqui no blog sobre essa experiência, que pra muitos brasileiros ainda é uma incógnita. Quando eu era criança sempre visitava Manaus e uma das viagens mais marcantes, apesar da pouca idade, foi a viagem de navio tipo cruzeiro que fiz de Belém a Manaus, com várias paradas bem legais e interessantes.

Passeio de barco em Manaus

Passeio de barco em Manaus

Agora em março tive a oportunidade de voltar à capital amazonense e claro que eu não deixaria de lado esse passeio, que é imperdível pra quem visita a cidade. Conheci os trabalhos da agência Olímpio Carneiro, que tem site com ótima apresentação e atendimento por WhatsApp muito eficiente. Agendei com antecedência e escolhi o passeio Safári Amazônico, que acabei fazendo de maneira incompleta e já já vocês saberão o motivo*.

Olimpio Carneiro

Olimpio Carneiro

O Safári Amazônico abrange as principais atrações da floresta: Encontro das Águas, a Selva, passeio de barco no Rio Negro, interação com botos e animais*, visita a feira de artesanatos flutuante, contato com comunidades ribeirinhas e indígenas e almoço em restaurante flutuante. Custa R$ 180 por pessoa e tem duração aproximada de 8 horas.

*Como fiz o passeio numa segunda-feira, não tive interação com botos, pois é proibido pelo Ibama. Mas aviso de antemão que consegui vê-lo durante o passeio, apesar de não ter conseguido tirar foto. 🙂

A vantagem das lanchas pequenas é conseguir passar por espaços estreitos e "sentir" mais a floresta

A vantagem das lanchas pequenas é conseguir passar por espaços estreitos e “sentir” mais a floresta

Fiz o passeio através de parceria com a agência e fui junto com minha prima em uma lancha com capacidade máxima de aproximadamente 10 pessoas. O barco partiu do Porto de Manaus às 09:00 e demorou mais ou menos 10 minutinhos pra começar a adentrar a Selva. O barulho da natureza, o brilho do rio, que mais parece um espelho sem fim, é impressionante.

Casa bonitinha no meio da selva

Casa bonitinha no meio da selva

O Rio Negro é o mais extenso rio de água negra do mundo, e o segundo maior em volume de água — atrás somente do Amazonas, o qual ajuda a formar. Após navegar um pouquinho no Rio, rumamos à primeira parada, que foi uma pescaria de piranhas, peixe de água doce conhecido por seus dentes afiadíssimos. Confesso que mesmo com os ensinamentos que recebi, não consegui pescar nenhuma kkkk. Elas só pegavam minhas iscas e iam embora me fazendo de besta. Mas minha prima pegou 3 e claro que registrei o momento! 🙂

Pescaria de piranhas

Pescaria de piranhas

Pausa para observar os dentinhos da piranha! Após a pausa colocamos ela no rio novamente.

Pausa para observar os dentinhos da piranha! Após a pausa colocamos ela no rio novamente.

Após muito tempo parada tentando pescar, seguimos rumo à Vitória-Régia. O caminho foi impressionante, pois como estávamos numa embarcação pequena, conseguimos penetrar diversos igapós (floresta inundada) e caminhos estreitos que barcos grandes não conseguiriam. O cenário era de filme, inclusive hollywoodiano, já que Anaconda foi filmado por ali. Não podia deixar de comentar que no caminho avistei dois botos cor de rosa, que vieram rapidamente à superfície e sumiram meio às águas negras.

Rio Negro

Rio Negro

Cada vez mais se infiltrando na selva, chegamos a um restaurante flutuante que tem uma pequena trilha que nos leva para ver a famosa planta aquática Vitória-Régia. Vocês sabiam que dependendo do tamanho ela consegue suportar até 40 kg sem afundar? E que de suas raízes são extraídos um óleo preto que os índios usam para pintar os cabelos? Apenas curiosidades.

Vitória-régia

Vitória-régia

Chegando no lugar onde estavam as plantas nos deparamos com quem? MACACOS! Mas muitos! kkkk. Parecia uma gangue de macacos, gente! Como o caminho era relativamente estreito, confesso que bateu um medinho, pois era macaco de um lado e do outro, além de diversos espalhados pelas árvores. O mais bizarro preciso contar pra vocês, vocês acreditam que um dos macacos meteu a mão na bolsa da minha prima e levou um ímã de geladeira? Meliantes!!! kkk. Depois dessa até guardei meu celular e segurei firme o bastão da Gopro pra não ser assaltada. Ri tanto que a barriga doeu…mas devagarinho conseguimos chegar até a Vitória-Régia. E na volta tivemos que enfrentar as dezenas de macacos novamente.

Como é que passa aí?

Como é que passa aí?

Ilesa, sã e salva!

Ilesa, sã e salva!

Fizemos um break no restaurante flutuante, e, apesar de não ter almoçado lá, saibam que eles servem almoço por um preço fixo de R$35 pra se servir à vontade. O foco da comida é a culinária regional, repleta de muitos peixes como pirarucu e tambaqui, além de sucos naturais de frutas da Amazônia. Objetos de artesanato também estão disponíveis pra compra e vi muita coisa bonita, apesar de bem caras.

Artesanato local

Artesanato local

A próxima parada foi para conhecer amiguinhos como cobra sucuri, jacaré e bicho preguiça kkkk. Não sei de onde tirei coragem, mas consegui segurar o jacaré, que a índia que nos atendeu “amarrou a boca”. Ela estava me incentivando a carregá-lo e disse assim: “ele está meio estressado hoje, já me deu duas lapadas com o rabo” e em seguida pediu pra me entregarem o jacaré…kkkk. Gente, quem me conhece sabe o quanto sou medrosa, e até agora tô me perguntando de onde tirei tal coragem.

Suando frio?

Suando frio?

Já o bicho preguiça não tive medo, apenas um certo receio, pois ele apertou muito o dedo da minha prima ao ponto de ficar vermelho. As garras são grandes e eles gostam de abraçar, e mesmo sem querer podem machucar. É lindo demais gente! Só o cheiro que é forte e pode incomodar olfatos mais sensíveis. Mas estamos falando de uma experiência na selva…quem quiser preguiça cheirosinha compre uma de pelúcia…kkk.

Não é linda?

Não é linda?

Outro animal que presenciei foi uma sucuri, que mede mais ou menos 6 metros na vida adulta, apesar de fatos comprovados de sucuris medindo mais de 10 metros. Além de gigante, é uma cobra super perigosa e que mata suas presas por asfixia, mas que possui veneno. Nem preciso dizer que não cheguei muito perto né…

Não gosto nem de olhar a foto kkkk

Não gosto nem de olhar a foto kkkk

Conversando com a senhora que passeava junto à sucuri, perguntei se não tinha medo de nada, quando fui surpreendida com a resposta: “tenho medo das tempestades”. E dei graças a Deus por não ter chovido durante meu passeio. Achei os ribeirinhos sérios, eu fazia brincadeiras mas não interagiam muito. O piloto do barco sugeriu que deixássemos gorjeta pela visita ao local, pois, segundo ele, vivem disso. Ela não cobrou nada e nem citou valores, mas deixei R$10.

E então fomos rumo ao Encontro das Águas: encontro do Rio Negro com Solimões, de água barrenta. O fenômeno pode ser visto por uma extensão de mais ou menos 6 km do rio e é sem dúvidas um dos principais pontos a serem visitados em Manaus. É impressionante como se encontram sem se misturar, como óleo e água. Como o tempo estava muito nublado, afetou a visibilidade, mas ainda assim consegui ver e ainda pude colocar a mão na água pra sentir a diferença de temperatura, que é super perceptível, sendo o Solimões bem mais frio.

Chegando no Encontro das Águas

Chegando no Encontro das Águas

O mau tempo atrapalha a visibilidade :(

O mau tempo atrapalha a visibilidade 🙁

E então seguimos pro píer, pois o passeio chegara ao fim. O desembarque é feito no Porto de Manaus, em frente ao Mercado Adolfo Lisboa, que é ótimo pra fazer comprinhas de produtos regionais pra levar pra casa.

Mercado Adolfo Lisboa

Mercado Adolfo Lisboa

Algumas informações e dicas:

  • O Olimpio Carneiro faz vários passeios de barco em Manaus e  região, entre eles: Encontro das Águas, Mergulho com Botos e Ritual Indígena, Presidente Figueiredo (já fui e indico muuuuito!), visita à Vila Paraíso/Museu do Seringal, Focagem de Jacaré, City Tour, etc.
  • Todas as lanchas são cobertas, possuem coletes novos, pilotos credenciados, água mineral disponível e todos os itens de segurança;
  • Sugiro que passe repelente e leve consigo, pois a quantidade de mosquitos a cada parada do barco é enorme (assim como o tamanho dos mosquitos!!!). Enquanto o barco está em movimento é super tranquilo, mas quando paramos pra pescar sentimos bastante;
  • Não esqueça de levar protetor solar, pois mesmo com tempo nublado estamos expostos frequentemente ao sol. Eu, por exemplo, fiquei inúmeras vezes na proa da embarcação pra poder enxergar melhor e curtir o “barulho” da natureza.
  • A agência está muito bem avaliada no Trip Advisor e aparece com cinco estrelinhas de avaliação.

Valeu!

Valeu!

Olímpio Carneiro

Telefones: (92) 3071-3158 – (92) 99213-0561 e (92) 98176-9555.

Falar com Carneiro ou Socorro.

OBS: O passeio foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

Passeio de escuna em Paraty com muito charme

Quem disse que pra fazer passeio de escuna em Paraty tem que ser com barulho, bagunça e empurra-empurra? Confesso que já fiz uma vez um mais ou menos assim numa viagem anterior à cidade, e por isso pesquisei bastante antes de contratar um novo serviço na minha estadia no Carnaval. Por tratar-se de um feriadão, acredito até que o mais importante da cidade, fiquei com um mega receio de não conseguir algo de qualidade e que eu realmente pudesse curtir em paz.

Como não curtir em paz?

Como não curtir em paz?

E foi assim que conheci a Escuna Porto Seguro, da agência Barcos em Paraty. Uma empresa familiar que possui 3 embarcações: Barco Oceano, Escuna Porto Seguro e Lancha Icoimã (passeio privativo). Fiz a reserva com 2 semanas de antecedência, pois eles trabalham de forma a não atingir a capacidade máxima da escuna, que é de 50 pessoas (fazem no máximo 35) e assim conseguem evitar o tumulto.

Escuna Porto Seguro

Escuna Porto Seguro

Primeiramente você deve pegar o ticket na agência ou no Cais de Turismo no dia anterior ou até 1:30h antes do embarque. Como sou neurótica organizada, fui logo no dia anterior pra garantir meu passeio…rs. Foi tudo muito bom desde o momento do início do passeio como por toda a permanência a bordo. O horário de partida é sempre às 10:30, mas atrasaram uns 10 minutinhos por conta de uma passageira que estava atrasada, mas tudo bem.

A música era sempre boa, com muito Jorge Ben Jor de trilha sonora, Caetano Veloso, Djavan, etc. Além de seguir esse padrão musical, estava com bom volume, não impedindo ninguém de conversar. 🙂

É necessário validar o ticket de embarque nesse lugar!

É necessário validar o ticket de embarque nesse lugar!

Infelizmente pegamos um dia cinzento e não estava aquele céu azul espetacular de embelezar qualquer paisagem. Mas tratando-se de Paraty, até mesmo o céu cinza não consegue ofuscar tamanha beleza. Fizemos o passeio que abrangia as seguintes paradas: Praia do Jurumim, Ilha do Mantimento, Praia Vermelha, Ilha da Pescaria e Praia da Lula. A duração total do passeio é de aproximadamente 5h, com paradas em cada lugar desses citados para mergulho (exceto Ilha do Mantimento, que só paramos pra tirar foto).

Com direito a tartaruga!

Com direito a tartaruga!

Ilha do Mantimento

Ilha do Mantimento

O atendimento é sem dúvidas um grande diferencial. Você sente que é um ambiente familiar, daqueles que os funcionários se esforçam pra tratar bem os clientes e fazer com que retornem. Prezam pela qualidade tanto no bom atendimento, quanto nas explicações de segurança, como na limpeza (o banheiro era bem limpo e organizado) e serviços de bordo.

No céu, na terra e no mar!

No céu, na terra e no mar!

Durante o passeio servem frutas de cortesia, e isso já haviam me falado quando contratei o passeio. Mas não imaginei que fossem tantas! rs. Serviram laranjas cortadinhas, abacaxi, melão… e tudo de forma individualizada com uma pessoa servindo diretamente você. Diferentemente de muitas que apenas colocam na mesa e a multidão se aglomera em volta tornando tudo uma verdadeira bagunça! rs.

Gisele só simpatia!

Gisele só simpatia!

Entre tantos mergulhos, drinks e falatório, a fome chegara. Logo no início do passeio eles passam anotando os pedidos para almoço, e confesso que fiquei impressionada com a qualidade da comida. Os pratos são individuais mas servem muuuuito bem uma pessoa e são muito saborosos. Pedi um filé de peixe grelhado com Molho Branco de Palmito que estava maravilhoso! Meu marido pediu um filé de peixe grelhado com molho de camarão que estava igualmente delicioso. Tanto na apresentação, como no sabor, os pratos me surpreenderam (R$37/cada). É o tipo de lugar que vale muito a pena comer, pois será com certeza muito melhor que muitos restaurantes da cidade. Pra quem é vegetariano, eles servem também um prato à base de legumes e palmito, e, apesar de não ter comido esse, achei bem legal ter essa opção no menu. No retorno pra Paraty ainda serviram de cortesia café, mate, chá e biscoitos. 🙂

servidos?

Servidos?

Escuna Porto Seguro

Escuna Porto Seguro

Um pouco mais do cardápio

Um pouco mais do cardápio

E os drinks? Eu não poderia deixar de citar! rs. Além de super bonitos, eram muito bons! Pedi uma caipivodka de morango que estava puro glamour! hahaha (R$19). Além de opções alcoólicas, opções não alcoólicas também estão disponíveis.

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Uma coisa que achei bem bacana foi o modo com que conduzem o passeio. A cada parada uma curiosidade, uma historinha e um pouco de informação sobre os locais visitados.

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Pra quem precisa, equipamentos de mergulho estão disponíveis para locação (máscaras com snorkel e nadadeiras), assim como flutuadores e coletes de esporte e recreio infantil.

OBS: O roteiro é escolhido à véspera do passeio, pois buscam as opções ideais de acordo com as condições climáticas. Mudanças em algum ponto específico do percurso podem acontecer no dia.

Créditos: Foto de capa gentilmente cedida pela equipe da Barcos em Paraty.

OBS: A visita ao estabelecimento foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

Informações importantes:

Empresa: Barcos em Paraty

Endereço: Rua Jango Pádua, 381

Duração: Aproximadamente 5h 

Preço: R$70,00/fevereiro 2017 (+R$3 de taxa portuária)

Curiosidade: Eles já são o número 1 em Paraty no segmento “passeios e excursões” no Trip Advisor

 

 

 

 

Um lugar pra amar em Botafogo: Casarão 1903

O que seria o Casarão 1903? Um bar? Uma hamburgueria? Um restaurante? Pra nossa felicidade uma mistura de tudo isso, e ao contrário da maioria, consegue sim apresentar um ótimo trabalho fazendo um pouco de cada.

Eu já havia ido uma vez ao Casarão por morar bem perto, mas voltar lá nunca é demais! Ainda mais na companhia de blogueiros queridos que se uniram pra apresentar pra vocês o novo cardápio da casa, que fiz questão de destrinchar e voltar rolando pra casa.

Estavam presentes os seguintes blogueiros: Lily e Julio (Apaixonados por Viagens), Ana Paula e Diana (Viagens Imperdíveis), Lu e Vini (Te Vejo Pelo Mundo e @Amo_RiodeJaneiro), Maurício (Aventureiros), Zelinda (EmCantosFotográficos), Carlos (FanTrip), Camila (Coletivo de Viagem), Jéssica e Bruno (Deixa de Frescura), Tati (Cheap Trip), Mari (Mariana Viaja), Raquel e Oliver (UmaVoltaeMeia), Rafael (Para Viagem) e Di (Histórias da Di).

Encontro Casarão 1903 - Foto: Júlio (@apaixonadosporviagens)

Encontro Casarão 1903 – Foto: Júlio (@apaixonadosporviagens)

O atrativo do Casarão 1903 não é apenas a comida, mas sim um conjunto de coisas indispensáveis para que um estabelecimento seja um sucesso: bom atendimento, ambiente confortável, decoração linda, variedade gigantesca de bebidas e boa localização.

Casarão 1903

Casarão 1903

Construção datada de 1903 (o nome não é em vão), o casarão possui fachada tombada pelo Patrimônio Histórico, e conserva até hoje em seu interior resquícios originais, como as altas paredes em pedra que harmonizam suavemente com a decoração rústica focada em ferro, madeira e muitos objetos retrôs. Tudo isso acompanhado de boa refrigeração, essencial pra quem vive aqui na cidade dos 40 graus e não abre mão de um pouco mais de conforto.

Casarão 1903

Casarão 1903

Pra quem é do time das boas cervejas, a casa possui uma carta com mais de 200 rótulos de cervejas de todas as partes do mundo, especialmente artesanais carioquíssimas. Eu bebi um chopp Octopus (R$14), que foge do tradicional com sua leve amargura. A propósito, cervejas populares não são o foco do estabelecimento e por isso não vendem.

A primeira entrada foi a Spanish Eyes (Madonna) (R$36,90), que é simplesmente uma porção com 4 unidades de empanadas de mignon em tamanho ideal. Estava ótima, mas pode ser que pro meu paladar tenha faltado um pouquinho de sal, mas ainda assim muito boa! 🙂

Empanadas de mignon

Empanadas de mignon

Note que o nome dos pratos é uma homenagem aos clássicos musicais de vários ícones. Uma maneira bem divertida de, mesmo sem querer, lembrar de boas músicas…rsrs.

E quem aí gosta de James Brown? A segunda entradinha foi a The Chicken: drumetes crocantes de frango com molho bem apimentado e palitos de legumes (R$36,90). Essa porção é bem servida, com 10 unidades. Pra quem gosta de pimenta, uma boa pedida. Achei os drumetes bem saborosos e apesar de ser fritura, não tinha aquela pegada melequenta de óleo, sabe? Comi que repeti…rs.

Segunda entradinha

Segunda entradinha

E a terceira e que pra mim virou minha favorita (não só pela música!) foi a Live and Let Die (Gun’s and Roses): porção com 8 unidades de anéis de cebola doré recheadas com cheese de frango defumado (R$29,90). Ameeeeei essa entrada! Pena que não vou poder pedir quando voltar com meu marido, que é totalmente anti-cebola rsrs. Ou então como as 8! Que tal? 🙂

 Live and Let Die

Live and Let Die

Conhecemos também os drinks da casa, que na minha primeira visita não conheci. Meu marido pediu o Tutti Frutti (Elvis Presley) feito com vodka, morango, mix de limão e açúcar mascavo (R$32). Eu fui de Coldplay, ops, Yellow, feito com vodka, licor 43, suco siciliano, polpa de maracujá, xarope de açúcar, sementes de cardamono e club soda (R$32). Dos dois que provei, apesar de ter ficado em dúvida, acho que gostei mais do meu! Tanto que foi o primeiro a acabar na mesa…kkk.

Duelo de drinks!

Duelo de drinks!

E então chegara a hora dos sanduíches! Pedi o My generation (The Who): 180g de hambúrguer de fraldinha, patinho e bacon moído juntos, queijo cheddar e molho especial de cebolete (R$32,90). Meu sanduíche estava divino! Carne no ponto em que havia pedido, temperatura ideal, molho saboroso e pão super macio. Quem me conhece, sabe o quão importante pão é pra mim…rs. Pra completar, ainda veio acompanhado de uma saladinha da casa e chips de aipim, que adorei também. Achei o acompanhamento bem equilibrado e com porções bastante generosas.

My generation

My generation

Meu marido foi de Sultains of swing (Dire Straits): 180g de hambúrguer de cordeiro, maionese agridoce, queijo de cabra, grafite de bacon e crocante de banana da terra (R$34,90). Gente, tem como ser ruim? kkkk. Ele amou e não sobrou nada. Os acompanhamentos dele foram salada da casa e batata canoa.

Sultains of swing

Sultains of swing

A propósito, todos os sanduíches tem esse acompanhamento padrão: salada da casa, chips de aipim ou batata rústica ou batata canoa. Adorei a batata de lá, bem sequinha e saborosa. 🙂

Ainda sonhando com essas batatinhas!

Ainda sonhando com essas batatinhas!

Vale ressaltar que os sanduíches são muito bem servidos e quem come pouco pode não conseguir comer todo. Mas quem come muito… aí são outros quinhentos.

E quem disse que acabou?

A formiga que vive dentro de mim não poderia se empolgar menos com a sobremesa, né? Pedi a sobremesa dos deuses, ops, Paint it, black (Rolling Stones): Petit gateau 80% kumabo servido com sorvete de creme aliado a uma bela apresentação e explosão de sabor (R$26,90). Não sobrou. Aquele tipo de petit gateau que quando você corta o bolinho derrete um chocolate de dentro… maravilhoso!

Sobremesa

Sobremesa

E pra ficar ainda melhor, toda terça-feira tem música ao vivo com a banda Gui Lopes Trio, que tem em seu repertório clássicos como Legião Urbana, Cássia Eller, Beatles, etc. Ótima pedida pra quem quer comemorar um aniversário com algo mais animado e tem receio de não ter nada interessante em plena terça-feira. Agora você sabe que tem sim! 🙂

Nessa altura do campeonato eu realmente não conseguia mais nada, e não consegui provar outras sobremesas, mas oportunidades não faltarão. Aproveito e incluo aqui a informação de que é um estabelecimento bem democrático: oferece cardápio kids e sanduíches vegetarianos, ótimo pra quem tem mais restrições. E, por fim, agradeço ao Casarão 1903 a receptividade e parabenizo pela ótima opção de lazer na minha BotaSoho.

Onde é? Rua Marquês de Olinda, 94, Botafogo.

Como chegar? Indo de metrô, desça na Estação Botafogo e pegue a saída Muniz Barreto. Siga direto na Muniz Barreto até chegar na Marquês de Olinda, onde dobrará pra esquerda.

Dica de ouro pra quem vai de carro:

Reservas: Highlights info row image (21) 2551-9749 e 3085-6594

Funcionamento: Terça a domingo, a partir de 17:30h.

OBS: A visita ao estabelecimento foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

Onde ficar com idoso nas praias do Rio

Se você está planejando onde ficar com idoso nas praias do Rio, seus problemas acabaram! rs. Meu avô, que completou 88 anos recentemente, veio para o Rio agora em janeiro e procurar uma praia com boa infraestrutura pra levá-lo foi tarefa difícil.

As praias do Rio geralmente não têm barracas/quiosques com música tranquila, sombra, ventilação, boa comida, banheiro decente e acessibilidade ao mesmo tempo. Seria pedir muito? kkk. Meu avô anda, não tem problema de locomoção, mas por conta da idade e do tamanho (trata-se de um idoso fora do padrão brasileiro e com 1,80 de altura rs) cansa muito fácil. Ir para a areia e ficar naquelas barracas de praia não era nem de longe uma opção.

Até as mesinhas de lá são fofas!

Até as mesinhas de lá são fofas!

Decidimos ir pra Barra da Tijuca, mais especificamente entre o posto 3 e 4 e achamos o meu lugar que já virou o favorito nas praias! rs. Estacionamos o carro na rua mesmo, e por sorte nesse dia não tinha flanelinha enchendo o saco. Sempre pintam umas vagas na Praça Soldado Geraldo da Cruz ou na Rua Prudência do Amaral, que fica muito pertinho do quiosque.

E assim é o clima por lá :)

E assim é o clima por lá 🙂

O Gávea Beach Club acredito ser de algum estrangeiro (argentino? chileno? italiano?) de muito bom gosto. Muita bossa nova de música ambiente (no volume ideal), banheiro limpo no local, petiscos muito bons e drinks também. E pra melhorar, o preço não era nenhum assalto. As mesas também eram boas, assim como a sombra que dispunha o local por conta dos grandes guarda-sóis. Literalmente sombra e água fresca e claro que vou voltar muitas vezes! 🙂

Gávea Beach Club

Gávea Beach Club

Gávea Beach Club

Gávea Beach Club

Onde: Av. Lúcio Costa – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ (em frente ao Restaurante Fratelli).

OBS: Pesquisei na internet e tem outro Gávea Beach Club em São Conrado, mas não sei informar se é no mesmo estilo e do mesmo dono. Se alguém souber, conta aí pra gente saber! 🙂

Restaurante Gero, puro requinte no Rio

Esse fim de semana* fomos jantar no Restaurante Gero, do luxuosíssimo Grupo Fasano. Decidimos ir em cima da hora e fiquei com certo receio de não ter mesa disponível, então liguei pra fazer uma reserva e dei sorte de ter conseguido. Sugiro que faça uma reserva sempre, pois o restaurante só tem capacidade para 60 pessoas.

O Gero é um restaurante italiano sofisticado cuja matriz é em São Paulo e tem uma filial aqui no charmoso bairro de Ipanema. Utilizamos o serviço de valet (R$18), pois é bem complicado achar uma vaga disponível nas redondezas em pleno sábado à noite. Recomendo que vá de táxi ou utilize o serviço de valet caso não queira perder horas procurando uma vaguinha e se estressando…rs.

De cara notamos que o atendimento seria maravilhoso, do tipo que tem um garçom sempre a postos pro cliente, sorriso no rosto e muita discrição. A decoração é rústica, com paredes de tijolinhos e piso em madeira, mas tudo muito bem projetado por algum arquiteto de bom gosto.

Restaurante Gero

Restaurante Gero

Coisa feia né? Chegamos com fome e não resistimos ao couvert servido, com diversos pães morninhos, patês e grissinis. Tudo muito gostoso e irresistível. Um deleite pra mim, que amo pão… rsrs (R$30 por pessoa). Vale destacar também as deliciosas abobrinhas fritas! Meu marido não gosta de abobrinha mas não resistiu a essas.

Couvert

Couvert

Pedi a bebidinha do verão para acompanhar, um aperol sptriz muito bem apresentado. Papo vai, papo vem, e então chegara a hora do prato principal: minha escolha foi a lasanha de bacalhau e brócolis, que é do tipo que derrete na boca e muito, mas MUITO boa! Temperos na medida, sal na medida, massa na medida e temperatura também. Pena que custava R$109,00 e não dá pra comer todo dia…rsrs.

Prato principal

Prato principal

A escolha do meu marido foi talvez o prato mais refinado do restaurante, uma costela de cordeiro com arroz de açafrão, molho de trufas negras e foie gras frito por cima. Divino! A carne veio extremamente suculenta, no ponto em que havia sido pedido, temperatura ideal e bela apresentação. A brincadeira desse prato mais metido à besta custou R$198,00.

Prato principal

Prato principal

A quantidade é algo interessante de comentar. Como vocês podem notar, os pratos são realmente apenas para uma pessoa, mas pra comer muito bem. Como havíamos comido couvert, nem conseguimos encarar as sobremesas. Passamos direto pro cheiroso chá de hortelã que nos foi servido com biscoitos.

Apesar de não ter comido sobremesa, vi opções como Tiramisú, suflê de chocolate, torta de limão, etc. As sobremesas tem um preço médio de R$43,00.

Jantar no Gero não é apenas um jantar, e sim uma experiência em um dos grupos de luxo de mais sucesso no país e que, apesar das altas cifras, vale a pena se presentear, especialmente a dois. O ambiente requintado, excelência no atendimento, temperatura agradável e meia luz, são ideais para quem quer curtir um clima mais romântico (um pedido de casamento, aniversário de casamento ou apenas um casal casado que quer sair pra fazer o que mais gosta: comer kkk).

Uma coisa chamou atenção na hora da conta, pois notamos que a gorjeta cobrada foi de 12%, e que obviamente vale lembrar que é facultativa. Notei que os restaurantes mais sofisticados aqui do Rio têm cobrado esse percentual de gorjeta, o que acho no mínimo duvidoso, já que em qualquer lugar do país que se vá, é cobrado 10%. Apesar do atendimento não ter deixado a desejar em nada, acho no mínimo abusivo cobrar 12% de uma conta que, como vocês podem imaginar, é altíssima. Mas isso não é bem uma questão pontual do restaurante em si, pois já vi algumas vezes essa prática.

E vocês? Das experiências gastronômicas no Rio, qual gostaram mais?

*Janeiro de 2017.

Uma manhã em Canela

Impossível não dar uma esticadinha até a cidade-irmã se estiver em Gramado. Separe pelo menos uma manhã em Canela, ou uma tarde. Afinal, a charmosa cidade vizinha está localizada a aproximadamente 7 km de distância, o que torna facilmente acessível tanto pra quem vai de carro como pra quem vai sem.

COMO CHEGAR A CANELA

Caso não tenha alugado carro, é super tranquilo chegar a Canela do mesmo jeito. A empresa que faz o transporte entre as duas cidades chama-se Citral e é possível ver online o horário de saída dos ônibus, assim como os valores. Em breve pesquisa, vi que tem tarifas a partir de R$5,05 e uma duração de mais ou menos 15 minutinhos (valores dezembro/2016).

O mais interessante pra quem vai sem carro mas não quer abrir mão do conforto é contratar o passeio da empresa BusTour, ônibus oficial de turismo da cidade de Gramado, e que leva até Canela também. O BusTour tem uma rota fixa de embarque/desembarque, com paradas nos principais pontos turísticos de Canela e Gramado. Você pode descer e subir do ônibus quantas vezes quiser, e ainda conta com a comodidade de um áudio-guia, pra ficar por dentro da história dos lugares. OBS: Você pode comprar o ingresso online ou no dia também.

Caso queira um pouco mais de conforto, ir de táxi também é uma opção, mas não espere nada menos que R$30 por trajeto.

O QUE FAZER EM CANELA

O ponto alto da visita à Canela sem dúvidas é o Parque do Caracol, e antes de mais nada é importante saber que o pagamento da entrada é feito apenas em dinheiro, então não esqueça de sacar antes rsrs… Ingressos: R$ 9,00 (de 6 a 11 anos, estudantes e maiores de 60 anos) e R$ 18,00 (de 12 a 60 anos)/valores de dezembro 2016.

Cascata do Caracol

Cascata do Caracol

O Parque é um lugar pra ser percorrido de maneira mais confortável possível: roupas leves e tênis! O protagonista do parque claro que é a bela Cascata do Caracol, uma cachoeira de 131 m de altura e visu espetacular. O principal cartão postal de Canela pode ser visto do Mirante, em que se terá uma bela vista da mata nativa do parque e também do Observatório Ecológico, um elevador panorâmico que leva o visitante pra uma área com 27 m de altura e vista 360° (ingressos à parte).

É gostoso percorrer as trilhas ecológicas que tem por lá, umas em nível super fácil e outras com nível um pouco mais avançado. Vá seguindo as plaquinhas e o fluxo, que frequentemente se deparará com alguma linda paisagem.

Tchan ran ran ran!

Tchan ran ran ran!

Parque do Caracol

Parque do Caracol

Outra atração dentro do Parque é descer a Escada da Perna Bamba, e se tiver um bom preparo físico poderá ver a cachoeira desde a sua base. ALERTA: A escadaria possui 730 degraus (equivalente a um prédio de 44 andares) e não é indicada para sedentários, asmáticos e cardíacos. A média pra descer e subir a escadaria é de 1 hora e meia. Quando fui (novembro/2016) estava fechada pra manutenção. Curiosamente, o restaurante do Parque também estava fechado, apenas as lojinhas estavam abertas.

Escadaria da Cascata

Escadaria da Cascata

Fechado para reforma

Fechado para reforma

Depois de bater muita perna, seguimos para o centro de Canela, onde está o segundo maior cartão postal da cidade: Catedral de Pedra. Construída em estilo gótico, a catedral possui 65 metros de altura e em 2010 foi eleita uma das Sete Maravilhas do Brasil. Particularmente, achei a igreja belíssima por fora, mas nem tanto por dentro. A imponência da construção em pedra basalto chama atenção, assim como o belo paisagismo da praça em que ela está localizada.

Catedral de Pedra

Catedral de Pedra

Catedral de Pedra

Catedral de Pedra

Interior da Catedral de Pedra

Interior da Catedral de Pedra

Ao redor da igreja tem muitos restaurantes e lojinhas encantadoras, andei um pouquinho por ali e segui viagem para Nova Petrópolis, onde tive a experiência de um almoço maravilhoso.

Até mais!

 

 

 

O que fazer em Gramado em pleno Natal Luz

Finalmente minha viagem pra Gramado tornou-se realidade. Gramado sempre foi um dos destinos brasileiros da minha wish list que eu gostaria de riscar, e esse ano tive a oportunidade. E eu não poderia ter escolhido época melhor para ir: Natal Luz! Nesse ano de 2017 a abertura oficial será em 26/10 e o encerramento está previsto para o dia 14/01/18, época em que começam a rufar os tambores para anunciar o carnaval.

Lago Negro

Lago Negro

A cidade, que já é bonita, nessa época de festas fica mais linda ainda! Todo o clima mágico, a primavera, a decoração de primeira, a extensa programação, luzes e mais luzes, transformam o local num ambiente super encantador.

Gramado

Gramado

Em uma das cidades mais turísticas do país, com 90% da receita proveniente da atividade de turismo, não faltarão opções do que fazer, onde comer e onde se hospedar. Aliás, tudo com um preço um pouco inflacionado. Escolhemos o Hotel Encantos Hortênsias pra nos hospedarmos, com diária um pouco salgada na alta temporada (+-R$500), mas muito bem localizado e com estacionamento (coisa rara por lá). Quando cheguei no hotel pensei “uau!”, mas ao entrar no quarto, nada d+. Como é um hotel bastante novinho, ainda têm muitos pontos a melhorar, ainda mais pela excelente aparência externa que tem e pelo preço elevado das diárias. OBS: Pesquisei posteriormente e vi que na baixa temporada a diária do hotel sai pela metade do preço.

Felizmente eu tinha diárias do Hoteis.com e ganhei a hospedagem. E você pode ganhar também.

Uma de muitas galerias que tem em Gramado

Uma de muitas galerias que tem em Gramado

COMO CHEGAR EM GRAMADO A PARTIR DE BENTO GONÇALVES

Chegamos em Gramado não de Porto Alegre, como a maioria, mas sim de Bento, que está a 114 km de distância. Como fomos de carro, precisamos ficar muito atentos com o itinerário, pois em época de chuva é frequente o problema com estradas no Rio Grande do Sul, em que muitas vias ficam interditadas, obrigando-nos a dar voltas bem grandes pra chegar ao destino final. Fomos alertados pelos funcionários do hotel de Bento Gonçalves que teríamos que ir pela VRS-873 (caminho mais demorado), e que não seria possível fazer o caminho em que passaríamos por Nova Petrópolis (o mais bonitinho, snif).

Meu objetivo aqui não é informar a vocês um trajeto receita de bolo, mas sim alertá-los que se informem com antecedência da situação das estradas, pra não terem surpresas durante o percurso. Passado isso, colocamos a rota no Waze e deu tudo certo.

Caso você opte por ir de ônibus, saiba que não existe ônibus comercial de Bento Gonçalves a Gramado. É necessário ir para Caxias do Sul, cidade vizinha, e então seguir viagem a partir de lá. A empresa de ônibus que faz o trajeto chama-se Citral e é possível comprar as passagens online, com tarifas a partir de R$16,15 (valores de novembro/2016).

COMO SE LOCOMOVER EM GRAMADO

Eu, particularmente, achei uma cidade super complicada pra quem vai sem carro e pra quem vai com carro. As atrações não são próximas umas das outras e táxi é bastante caro.

Em uma ocasião estacionamos o carro próximo à Rua Coberta e fomos ver a parada de Natal, ali em frente à famosa rua. Paramos no ponto de informações turísticas que tem lá pertinho e perguntamos como fazíamos pra chegar ao Lago Negro. O funcionário informou que era um pouco longe, mas que dava pra ir a pé. Gente, DÁ PRA IR A PÉ ATÉ PRA BELÉM. Não caiam nessa! kkkk. A cidade estava um forno de quente, e com a caminhada derretemos mais ainda. Entre ladeiras, hortênsias e mais ladeiras, finalmente chegamos.

Após o passeio, não tivemos coragem de voltar a pé e pegamos um táxi até o hotel pra tomar banho, que deu uma pequena fortuna em relação aos pouquíssimos quilômetros percorridos.

Calma, a temperatura ainda ia subir...

Calma, a temperatura ainda ia subir…

E aí você deve tá se perguntando: “por que a criatura não foi de carro pro Lago Negro?”. Então, eis aqui outra informação: é bem difícil achar vaga disponível próximo à Rua Coberta. Como havíamos conseguido uma e voltaríamos pra lá à noite pra ver o show de acendimento das luzes de natal, optamos por não tirar o carro de lá.

Outra informação relevante é que durante o dia as vagas rotativas da rua são estilo Zona Azul, você não pode simplesmente estacionar e ir embora, é necessário pagar por horas de uso em um dos parquímetros que tem nas esquinas e deixar o ticket pago visível no carro (máximo de 3h, o que é péssimo). A fiscalização ocorre até 18:45h. Sério gente, vi muitos carros sendo multados por causa disso. Caso queira fugir do pagamento do estacionamento e chegar após 18:45h, saiba que é quase impossível achar uma vaga livre.

É possível contratar o passeio de jardineira que passeia pela cidade, percorrendo os principais pontos turísticos, com direito a algumas paradas, como Lago Negro e Pórtico de Entrada. Pra quem vai sem carro e quer fugir dos táxis, é uma boa opção. A jardineira não pega ninguém no hotel, ela sai e retorna da própria estação, no centro da cidade.

O QUE FAZER EM GRAMADO

Logo ao chegar na cidade você verá que já tem coisas pra fazer, como tirar foto do famoso pórtico de entrada da cidade, por exemplo!  🙂

Pórtico de Gramado: Impossível tirar foto sem ninguém em frente...snif

Pórtico de Gramado: Impossível tirar foto sem ninguém em frente…snif

Consegui conhecer os pontos turísticos mais clássicos e outros confesso que não tive tanto interesse, mas que acho que é indispensável principalmente pra quem viaja com crianças, como Snowland, um parque de 16 mil m² que tem como tema a neve. E se você nunca viu neve de verdade, saiba que é possível ver em Gramado, mesmo que de forma fake, de janeiro a janeiro. Lá você poderá praticar esportes de neve, como esqui e snowboard. Apesar de não ter ido, já ouvi falar muito bem dessa atração. 🙂

Nossa primeira parada foi a famosa Avenida Borges de Medeiros, principal via da cidade e que concentra uma grande variedade de coisas: lojas, chocolaterias, restaurantes, galerias, Igreja de São Pedro, Fonte do Amor Eterno, Palácio dos Festivais e a Rua Coberta.

Ali esperei a Parada de Natal, uma das atrações do Natal Luz, em que os principais personagens do espetáculo cortejam o público com muita música e magia. Achei bem bonito e organizado, com muita interação dos personagens com o público. A parada ocorre às sextas, sábados e domingos, sempre às 16h (exceto 26 e 27 de novembro, que acontece às 17h).

Parada de Natal

Parada de Natal

Parada de Natal na Rua Coberta

Parada de Natal na Rua Coberta

Dali entrei na Rua Coberta, rua pitoresca que abriga muitos restaurantes e comércios em geral, e, como o próprio nome já diz, é coberta mesmo (por um teto de vidro). Nessa rua ocorre também outro espetáculo, a Árvore Cantante. Uma árvore de pessoas formando juntas um coral de 23 vozes, sempre com músicas que nos remetem à essa época tão adorada que é o Natal. Como fica muito lotado, recomendo que chegue com um pouquinho de antecedência.

Árvore Cantante

Árvore Cantante

Conhecemos também o Lago Negro, e no caminho até lá passamos por outro famoso lago, o Joaquina Rita Bier, onde acontece o espetáculo Eu Sou Maria, dos pagos, o que eu queria ver e não pude. Acontece que o espetáculo é realizado somente às quartas e sábados, e como eu estive em Gramado num domingo e segunda, não deu. 🙁

Programação Natal Luz 2016

Programação Natal Luz 2016

Apesar da longa caminhada até o Lago Negro, super valeu a pena. É até bom caminhar um pouco, depois de tanto fondue, vinho e chocolate, né? A atração é um lago artificial que conta com passeios de pedalinhos, barcos temáticos, restaurantes, bares e lojinhas. O local foi projetado pra ser parecido com os lagos europeus, e é realmente muito parecido. Inclusive as mudas dos pinheiros que o cercam foram trazidas da Floresta Negra, na Alemanha. Ótimo lugar pra tirar fotos, levar as crianças, relaxar e namorar. 🙂

Lago Negro de Gramado

Lago Negro de Gramado

Como já disse anteriormente, fomos pro hotel tomar banho porque estava muito calor. Juro que nunca mais ficarei calada quando algum gaúcho falar que Belém é muito quente. GRAMADO TAMBÉM! kkkk. Brincadeiras à parte, fez muito calor durante o dia, mas à noite a temperatura costumava cair e foi necessário um casaquinho e uma camisa de lã. Aproveitamos esse meio tempo no hotel pra pegar roupas pra noite.

Rumamos pra Igreja de São Pedro, que, iluminada, estava mais linda ainda. Construída toda em pedra, seu interior é tão lindo quando o exterior, com diversos vitrais e passagens da via sacra. O presépio montado no interior da igreja também ganha destaque.

Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro

Presépio da Igreja de São Pedro

Presépio da Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro

Logo ao lado da Igreja está a Fonte do Amor Eterno, em que casais apaixonados penduram seus cadeadinhos e fazem juras de amor. A noite caíra, e logo logo começaria o espetáculo de acendimento das luzes de natal.

Cadeados da Fonte do Amor Eterno

Cadeados da Fonte do Amor Eterno

Corri pra frente do Palácio dos Festivais, onde ocorre o espetáculo. Claro que antes entrei pra tirar foto com a estátua do Kikito, símbolo master do Festival de Cinema de Gramado. Lá na frente tem uma espécie de calçada da fama tupiniquim, por onde diversos artistas consagrados de nosso país deixam sua marca registrada.

Palácio dos Festivais

Palácio dos Festivais

Calçada da fama de Gramado

Calçada da fama de Gramado

Calçada da fama de Gramado

Calçada da fama de Gramado

Kikito: Símbolo do Festival de Cinema de Gramado

Kikito: Símbolo do Festival de Cinema de Gramado

A penúltima atração do dia (a última claro que foi a sequência de fondue), foi o show de acendimento das luzes da cidade. Gente, como é lindo! Sempre às 20:30h, as luzes da cidade se acendem de maneira mágica, com direito a teatro, muita música e neve artificial. O espetáculo trata-se de uma encenação em que um avô tem a missão de acender a árvore de natal de sua casa, e com isso, acender a cidade inteira. Ele conta a ajuda de dois ajudantes, seus netos, e ao fim as luzes não somente da árvore dele se acendem, como de toda cidade. IMPERDÍVEL E ENCANTADOR!

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Já com as luzes acesas, pausas pra muitos cliques, claro. E pra um chocolatinho também. Você encontrará na cidade diversas chocolaterias, e as mais conhecidas por vender ótimos chocolates são a Caracol e a Prawer, e você não pode ir embora da cidade sem antes visitar uma delas (ou as duas!). O preço não é muito em conta, mas pela qualidade vale super a pena. Já conhecia os chocolates antes mesmo de ir pro Rio Grande do Sul e já era fã! Seguindo a mesma linha de chocolates finos, você também tropeçará na Lugano, Planalto e Florybal, e não posso opinar sobre essas pois não comi nada de lá. Mas #ficaadica.

Chocolates Caracol

Chocolates Caracol

Se você quiser mergulhar de vez no mundo chocólatra, existe uma atração muito bacana da Caracol, O Reino do Chocolate. Lá funciona como espaço temático e loja, em que você pode personalizar seu chocolate, muito bacana pra quem procura algo diferente pra presentear (entrada paga: R$12,00/valores de novembro de 2016).

Uma atração que me animei pra ir mas não deu tempo foi o Mini-Mundo, parque que replica cidades em forma de miniatura e ao ar livre. O mais curioso é que o parque foi criado por um avô e seu filho, para presentear suas duas crianças. O que começou com uma casinha de bonecas, virou uma atração turística bem conhecida. Ingressos: Adultos R$28/crianças R$18.

Adorei Gramado e tenho 29 anos, imagina se tivesse 10. Com tantas atrações pra crianças, eu arriscaria dizer que é o melhor destino do Brasil pra ir com a molecada, especialmente nesse fim de ano, que fica tudo mais bonito ainda. Com mais de 40 atrações turísticas, seria necessário além de muito dinheiro, muitos dias de permanência na cidade. Recomendo fortemente a viagem pra todos, em especial pra famílias.

A decoração temática de natal é linda, e em cada esquina nos surpreendemos com algo. Achei bem legal essa praça com decoração totalmente sustentável, com coisas feitas de garrafa pet e outras coisas reaproveitadas:

Se você prestar atenção, verá que são garrafas pet

Se você prestar atenção, verá que são garrafas pet

A arquitetura da cidade é outro diferencial, com inspirações na arquitetura da Bavária alemã. O paisagismo é muito bem pensado e bem cuidado, o que enaltece a beleza das hortênsias em plena primavera. Cada canto um encanto. E faça que nem eu, que em cada esquina parava pra admirar a beleza das flores e esperava o semáforo abrir, detalhe que não tem semáforo lá... kkk.

O que fazer em Gramado

O que fazer em Gramado

Na organização da viagem peguei muitas dicas no site do blogueiro Lucas, do Gramado Blog. Ele é referência na cidade e trabalha com a venda de ingressos e Tours diversos.

Dividimos nossa estadia em Gramado também com Canela, em que falarei no próximo post. 🙂

Continuar lendo: Onde comer fondue em Gramado.

Restaurante Colina Verde, em Nova Petrópolis/RS

Se teve um restaurante que adorei conhecer durante minha viagem pelo Rio Grande do Sul, o Restaurante Colina Verde é um. Com predominância na culinária alemã e italiana com um toque da gaúcha, funciona no esquema de preço fixo por pessoa pra comer MUITO bem (R$62/bebidas à parte)*.

Cardápio do Colina Verde

Cardápio do Colina Verde

A quantidade e variedade de comidas que servem é absurda. Logo de cara servem uns pães de batata caseiros super quentinhos e maravilhosos que só de pensar dá água na boca. Em seguida uma salada (que não comi porque tinha pimentão) e uma sopa de capeletti muito boa.

Em seguida começam a chegar os pratos principais, que vou listar aqui pra vocês:

Bolinhos de Aipim,  Lombo à Milanesa “Schnitzel”, Frango ao Forno com Maçãs, Nhoque recheado com Queijo e Bacon “Knödel”, Carré Suíno Defumado “Kassler”, Repolho Roxo Agridoce “Rotkohl”, Chucrute “Sauerkraut”, Salsicha Bock “Bockwurst”, Joelho de Porco “Eisbein”,  Almôndegas ao Forno “Frikadellen”, Matambre Enrolado “Rinderrouladen”, Massa Caseira, Molho com Moelas de Frango, Panqueca de Maçã “Apfelpfannkuchen”, Purê de Batatas e Arroz. SIM, VEM TUDO ISSO!

Colina Verde

Colina Verde

Já posso adiantar pra vocês que mesmo indo com muita fome, é impossível comer tudo. Tentei ao máximo ao menos provar os principais, mas não consegui. Porém, o que pude comer, adorei! Os bolinhos de aipim estavam ótimos, a massa caseira, o joelho de porco, o frango ao forno com maçãs, o matambre enrolado, as almôndegas e a panqueca de maçã.

Colina Verde

Colina Verde

Outro diferencial do restaurante, além da boa comida, é o atendimento. Garçonetes caracterizadas com trajes típicos da Alemanha e um sorriso estampado no rosto, sempre. Prontidão, agilidade e simpatia definem o atendimento nesse lugar, desde a entrada até a saída.