Rafaella Pinto

Um bate-volta a Gruyères

Estávamos hospedados em Montreux e resolvemos fazer um bate-volta a Gruyères, cidade medieval conhecida pelo famoso queijo. Nesse post pretendo contar pra vocês o que fazer em Gruyères, como chegar e compartilhar outras informações úteis.

Como estávamos com o Swiss Pass, fomos de trem. Sugiro que se for fazer do transporte público seu principal meio de transporte no país, baixe no celular o programa da SBB Mobile, a fim de facilitar sua vida: ao inserir a origem e destino no app, ele já informa todas as opções de transporte para o dia selecionado, horários e plataformas que você deve ir. É extremamente prático e eficiente!

O trem possui vista panorâmica, é absurdamente pontual e bastante confortável

O trem possui vista panorâmica, é absurdamente pontual e bastante confortável

A viagem de trem partindo de Montreux dura pouco mais de 1h e é simplesmente incrível! A vista dos Alpes, a floresta, as casinhas encantadoras… um cenário digno de filme. 🙂

A caminho de Gruyères

A caminho de Gruyères

Chegando em Gruyères, sugiro que visite logo o Maison du Gruyères, pois fica bem em frente à estação. Lá você poderá conhecer a história do queijo, onde é produzido, o processo de produção e claro, poderá prová-lo. Caso possua o Swiss Pass, não precisará pagar entrada, e ainda ganha um pacote com três tipos de queijo diferentes pra degustar. E já posso adiantar: são maravilhosos! 🙂

Maison du Gruyères

Maison du Gruyères

Maison du Gruyères

Maison du Gruyères

Degustação de queijos na Maison du Gruyères

Degustação de queijos na Maison du Gruyères

Esse mico a gente paga à vista ou parcelado? kkk

Esse mico a gente paga à vista ou parcelado? kkk

Após o passeio, se o tempo estiver bom e você estiver disposto, poderá caminhar até a Vila de Gruyères. Apesar da curta distância de 1km, é uma subida relativamente íngreme e se estiver chovendo ou nevando, pode não ser tão agradável. Nesse caso, sugiro que pegue o ônibus que parte da estação Gruyères de trem, com destino à vila (essa foi minha opção).

Ao chegar na Vila de Gruyères caminhe um pouco pra se situar e tirar fotos, pois são lugares encantadores e extremamente fotogênicos. A beleza natural, a arquitetura do local, as fontes, as flores… parece cidade de conto de fadas. Vale lembrar que eu fui no final de dezembro, então peguei neve e paisagens branquinhas, contrastando com as cores que prevalecem na primavera.

Um bate-volta a Gruyères

Um bate-volta a Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Vila de Gruyères

Sugiro que vá até o Castelo de Gruyères, localizado no topo de uma colina e com visão estratégica da cidade. O local abriga coleções, lendas e tesouros que datam do século XIII. Além de interessante a visita em si, por ser um local de grande importância histórica na região, o lugar proporciona vistas lindas das paisagens alpinas das redondezas. OBS: Atração grátis com o Swiss Pass.

Castelo de Gruyères

Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

As muitas vistas do Castelo de Gruyères

Após perambular pelo Castelo, sugiro que conheça o Museu H. R. Giger, famoso artista plástico suíço, responsável por criar cenários monstruosos, tendo participado do filme Alien, que rendeu o Oscar de Melhores efeitos visuais. O artista cria obras que apesar de super criativas podem ser chocantes, tendo como foco o surrealismo. O museu é repleto de artigos de decoração, fotografias e móveis curiosos do designer. Particularmente, não acho uma atração indicada pra crianças, por terem muitas obras de cunho fortemente erótico. OBS: Atração grátis com o Swiss Pass. Não é permitido tirar foto.

Museu H. R. Giger: Não é permitido tirar foto

Museu H. R. Giger: Não é permitido tirar foto

Ao sair do Museu você provavelmente já estará com fome, e a melhor pedida é comer fondue, claro, afinal você estará na terra do queijo gruyères! 🙂

Lembrando que ao fazer sua reserva de hotel por esse link você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o blog a se manter vivo! 

Após o passeio dos museus, além de com fome, estávamos com frio, mais um motivo pra procurar um bom lugar quentinho pra ficar. Escolhemos o Hotel Saint Georges, cujo restaurante além de confortável, possui vista panorâmica, ótimo atendimento e preço na média (fondue 23CHF por pessoa). Quando estávamos comendo, começou a nevar… foi muito especial e bonito de ver 🙂

Onde comer fondue em Gruyères

Onde comer fondue em Gruyères

Onde comer fondue em Gruyères: Hotel Saint Georges

Onde comer fondue em Gruyères: Hotel Saint Georges

A lateral do restaurante é toda de vidro, assim como o teto

A lateral do restaurante é toda de vidro, assim como o teto

Após curtir com calma um almoço maravilhoso, descemos pra estação de trem a pé, o que dá uns 15 minutos de caminhada. Como já tinha parado de nevar e era uma descida, optamos por não pegar ônibus. Sugiro que tome cuidado caso esteja com um calçado inadequado, pois o caminho pode ser escorregadio.

Gruyères

Gruyères

Caso tenha interesse, poderá visitar também o Museu Tibet, que fica bem pertinho do Museu H. R. Giger. Ideal pra quem aprecia ou tem curiosidade em conhecer mais da arte sagrada budista, o acervo apresenta mais de 300 obras de arte do Himalaia que datam do século VI ao século XVIII.

Adoramos Gruyères e achamos a cidade encantadora! O passeio começa no instante em que entramos no trem até chegar à cidade, e, pra melhorar mais ainda, você pode se programar pra pegar o trem Goldenpass Classic (Belle Époque), que faz conexão em Montbovon. As vistas serão as mesmas, mas o trem em si é mais bonito. Como não estávamos com os horários engessados, não pegamos. Caso coincida com os seus, pegue-o, pois você não pagará nada a mais por isso caso possua o Swiss Pass.

Agradecimentos à querida Eliana, do Instagram @turistandonasuica, que me ajudou na elaboração do roteiro.

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Coisa de Carioca promove Baile do Zen toda quinta-feira

Semana passada conheci o Coisa de Carioca, quiosque localizado em pleno calçadão de Copacabana, na altura do posto 4. Antes de falar qualquer coisa já posso adiantar: que surpresa adorável!

Coisa de Carioca

Coisa de Carioca

Ao contrário da maioria dos quiosques, que só servem chopp, água de coco e poucos petiscos, o Coisa de Carioca é um lugar bem completo: ótimos e fartos petiscos, boa variedade de comida de qualidade, ambiente confortável com decoração aconchegante, drinks coloridos do verão e muita música brasileira! 🙂

O estabelecimento, recém-reformado, tem como um dos diferenciais o excelente atendimento do time de funcionários. Logo que cheguei – e vale destacar que nem sabiam que eu representava um blog – me receberam com um sorrisão que fez eu me sentir em casa, e assim foi o atendimento durante toda minha permanência no local. 🙂

Minha ida se deu numa quinta-feira, dia que está ocorrendo o Baile do Zen, de 18h às 22h. O Baile do Zen nasceu visando promover o verão carioca com muita brasilidade, tendo sua trilha sonora embalada por clássicos como Vinícius de Moraes, Tim Maia e até hinos de escolas de samba, tudo isso ao vivo com um convidado especial super animado, que varia toda semana, e é o responsável pela diversão não só dos clientes mas também de quem passa pela frente.

Como o nome sugere, o quiosque tem como tema a Cidade maravilhosa e o estilo de vida do povo carioca. Da trilha sonora ao visual incrível da Praia mais famosa do Brasil, do nome aos pratos do cardápio, estes batizados com gírias locais, como “Tá ligado”, “Já é”, “Tirando onda”, entre outras, a criatividade chama atenção dos curiosos que passeiam pelo local.

Um pouco do cardápio do Coisa de Carioca

Um pouco do cardápio do Coisa de Carioca

Um pouco mais do cardápio

Um pouco mais do cardápio

E já que estava lá tirando onda, pedi um prato de mesmo nome, que são anéis de lula à dorê servido com molho rosé (R$68). Poderia ser uma porção de lula como outra qualquer, mas é de grande valia destacar a boa apresentação do prato, sendo muito bem servido e suficiente pra três pessoas compartilharem. Algo que eu também não poderia deixar de falar é sobre o sabor da lula, pois fritar o molusco não é tarefa das mais fáceis, por ficarem borrachudos facilmente. A que comi estava no ponto exato, suculenta e na temperatura ideal.

Tirando Onda - Coisa de Carioca

Tirando Onda – Coisa de Carioca

Na ocasião pude provar também os pasteis batizados de Só se for agora!, disponíveis nos sabores queijo, carne (R$7,00) ou camarão (R$9,00), servidos em unidade. Apesar de fritos na hora e saborosos, achei pequenos pro preço. Se pudesse sugerir algo ao estabelecimento, sugeriria que aumentasse o tamanho do pastel, até porque como é gostoso é impossível  comer só um… rs.

Só se for agora!

Só se for agora!

Aceitei a sugestão do garçom e pedi também a Linguiça caracol recheada com provolone, servida com torradinhas e molho de mostarda (R$55). Simplesmente deliciosa! Não sobrou absolutamente nada rs. Devo advertir que é super possível dividi-la entre três pessoas, pois é bem servida. Digo isso porque fui ao estabelecimento com meu marido, então tudo que pedimos e que foi citado aqui compartilhei com ele, mas confesso que comemos além da conta.

Linguiça caracol recheada com provolone

Linguiça caracol recheada com provolone

E – como não poderia deixar de ser – entre um petisco e outro, pude provar duas caipirinhas: a de morango com cachaça (R$12) e a de maracujá com vodka (R$18). Servida exatamente do jeito que gosto: no ponto certo de açúcar e sem pesar o sabor do álcool na boca. Certamente ao retornar pedirei de novo, mas na versão em trio (3 versões de 200ml), em que podemos variar as frutas e escolher a bebida alcoólica (a partir de R$21).

Caipirinha + praia = dupla imbatível

Caipirinha + praia = dupla imbatível

Aos mais carnívoros, uma novidade do novo cardápio: o Coisa de Carioca serve também carnes premium, como 400g de bife de ancho – famoso corte argentino – com molho à escolha e dois acompanhamentos (R$110). Além dessa, outra opção é 1kg de Angus Short Rib, servido com molho à escolha e três acompanhamentos (R$169). Terei que voltar, principalmente pra almoçar, e então me esbaldar nas carnes sem culpa…rs.

Por falar em almoço, o estabelecimento serve também um menu executivo com preço super competitivo de segunda à sexta, exceto feriados, com direito a atendimento excelente e brisa do mar (a partir de R$19).

Como já tínhamos comido bastante, não foi dessa vez que provamos as sobremesas, que vai ficar pra próxima (que espero que seja muito em breve!). 🙂

Coisa de Carioca – Outras Informações:

Endereço: Avenida Atlântica, na altura da Rua Constante Ramos.

Facebook: Coisa de Carioca

Instagram: @coisadecarioca

Reservas: (21) 3802-2030

Formas de pagamento: Todos os cartões, exceto Sodexo.

Couvert artístico opcional.

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O que fazer em Como no inverno

Localizada a 45 km de Milão, a cidade de Como está situada na região da Lombardia e fica quase na fronteira com a Suíça. Nossa viagem, a propósito, teve como foco a Suíça, mas como nosso voo chegaria por Milão claro que não deixaríamos de fora mais um destino né?. 🙂

Chegamos no aeroporto de Linate, pegamos o ônibus da Starfly que nos deixou no centro de Milão por 5€. A passagem pode ser comprada dentro do aeroporto, num guichê na área onde pega as malas. Chegando no nosso destino, Milano Centrale, rumamos pra Como.

Atenção: Caso não conheça Milão, sugiro que passe ao menos um dia e pernoite na cidade (tenho roteiro aqui e aqui).

COMO CHEGAR EM COMO

A maneira mais comum é optar pelo trem, porém há duas formas de acesso: partindo da estação Cadorna com destino a Como Nord Lago ou partindo da Milano Centrale com destino a Como S. Giovanni, que, a propósito, era a estação mais próxima ao hotel onde me hospedei. Verifique a localização do seu hotel pra poder optar pela estação mais próxima.

OBS: Pra quem vai à cidade num bate-volta, a melhor estação é Como Nord Lago.

Como Nord Lago

Como Nord Lago

De Milano Centrale até Como S. Giovanni temos duas opções: a mais rápida, liga as cidades em 36 minutos num trem de alta velocidade e sem conexão, pelo preço de 14€. A outra opção, mais lenta e com uma conexão, dura em média 1:13 e custa 4,80€. Os trens partem diariamente e com uma frequência alta, geralmente de meia em meia hora.

ONDE SE HOSPEDAR

A melhor região pra quem vai pernoitar em Como é a das redondezas da Catedral e da Estação Como Nord, pois é onde está localizada a maior parte das atrações, restaurantes, lojas, bares, etc. Fiquei hospedada no Best Western Hotel Continental, a 1,3 km da Estação Como Nord e 450m da Como S. Giovanni.

O hotel possui o padrão Best Western que já estamos acostumados, e apesar de não ter café da manhã incluso na diária, custava apenas 3€ por pessoa. Achei em geral um bom custo-benefício, ainda mais considerando que eu estava viajando às vésperas do Natal e estava tudo muito caro.

QUANTO GASTAR EM COMO

Por ser um destino de ricos e famosos, não espere por uma cidade muito barata, como várias da Itália. Nos últimos anos o turismo deu um up, devido aos ilustres residentes da região: George Clooney e Donatella Versace, por exemplo, possuem residências em vilas luxuosas em volta do Lago de Como, assegurando a fama internacional da cidade.

Olha quem também passou por lá!

Olha quem também passou por lá!

Lago de Como

Lago de Como

Porém, pra nossa felicidade, além de hospedagens para todos os gostos e bolsos (na medida do possível), tratando-se de alimentação há diversas pizzarias de boa qualidade e com bom preço. Caso queira jantar em um restaurante mais sofisticado, o preço quadruplica. Sugiro que reserve no mínimo 45€ por pessoa/dia para uma estadia sem perrengue (fora hospedagem), pois as atrações a serem visitadas ou são grátis ou são baratas, o que acaba equilibrando. 🙂

O QUE FAZER EM COMO

Caso viaje em época natalina, não deixe de conhecer o mercado de Natal da Piazza Duomo, com sua exuberante decoração e iluminação do Como Magic Light Festival, que são projeções na fachada de vários edifícios históricos da cidade, que criam uma combinação de luzes e efeitos sonoros incríveis e inesquecíveis!

Como Magic Light Festival

Como Magic Light Festival

Como Magic Light Festival

Como Magic Light Festival

Como Magic Light Festival: Catedral de Como iluminada

Como Magic Light Festival: Catedral de Como iluminada

Além do festival cenográfico, o mercado em si é uma maravilha. Diversos produtos que tanto amamos disponíveis pra degustação e claro, pra compra. Na ocasião pude degustar vários salames, doces italianos, pães, queijos, etc, e inclusive trouxe uns pra casa de tão bons que eram. 🙂

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Mercado de Natal em Como

Caso vá fora de época natalina, os pontos mais interessantes da cidade são:

  • Catedral de Como

A mais importante igreja da região é uma bela construção edificada em estilo gótico, finalizada no século XVIII. A entrada é gratuita e vale muito a pena a visita! Sugiro que vá enquanto estiver sol, pois quando escurece seu interior fica muito escuro, o que impossibilita apreciar como merece e fazer boas fotos.

O que fazer em Como: Visitar a Catedral de Como

O que fazer em Como: Visitar a Catedral de Como

  • Caminhar ao redor do Lago

O famoso lago possui 146 km², é o terceiro maior da Itália e merece ser visto de todos os ângulos rs. Ele abrange várias localidades, entre elas cidades como Varenna, Bellagio, Lecco e Menaggio, além de Como, a cidade mais populosa. A paisagem das cidadezinhas no alto, o brilho do lago, as embarcações e o cenário dos Alpes no fundo tornam o local algo extremamente fotogênico.

O que fazer em Como: Caminhar ao longo do Lago

O que fazer em Como: Caminhar ao longo do Lago

Lago de Como

Lago de Como

  • Funicular Como-Brunate

Num dia de céu azul, principalmente, separe umas horinhas para subir à Brunate via funicular. Dirija-se à bilheteria e compre o bilhete de ida e volta (5,50€). A subida é linda e a vista lá de cima mais ainda…rs.

Ao chegar lá em cima caminhe sem rumo, busque os mirantes e programe seu horário pra voltar, pois o funicular parte geralmente de 15 em 15 minutos ou de meia em meia hora  – verifique a tabela de horários pra não ficar meia hora parado esperando pra descer de volta.

Funicular Como-Brunate

Funicular Como-Brunate

Funicular Como-Brunate

Funicular Como-Brunate

Lago de Como visto de Brunate

Lago de Como visto de Brunate

Brunate

Brunate

Caminhe sem rumo por Brunate

Caminhe sem rumo por Brunate

  • Basilica di Sant’Abbondio

Essa atração pode não ser tão interessante pra quem não gosta de arte. Em compensação, pra quem gosta é um prato cheio: bem menos movimentada que a igreja anterior, essa está mais fora do burburinho turístico mas nem por isso é menos interessante.

Construída no século XI, a Basilica di Sant’Abbondio possui estilo românico e está muito bem conservada, possuindo diversos afrescos em seu interior. Sugiro também que vá num dia ensolarado, pois do contrário o interior da igreja fica muito escuro.

Interior da Basilica di Sant'Abbondio

Interior da Basilica di Sant’Abbondio

Caso tenha mais tempo sugiro que estique até a Villa Olmo, uma vila localizada em Como. Como cheguei mais tarde que o previsto na cidade e visitei o Mercado de Natal com calma, acabei não conhecendo pois não deu tempo.

OUTRAS DICAS

Na ocasião em que estive na cidade jantei num restaurante bem em frente à Catedral, ouvindo a música da praça e vendo as projeções de Natal, porém além de caro o restaurante não era nada demais (o forte era o ambiente em si). Sugiro que pesquise antes onde comer, os que eu havia pesquisado infelizmente estavam fechados.

A vista do restaurante onde jantei :)

A vista do restaurante onde jantei 🙂

Entretanto, conheci uma padaria recém-inaugurada na Piazza Grimoldi, pertinho da Catedral, que foi um verdadeiro achado! Comi um legítimo panetone italiano e uma pizza deliciosa, além de ter achado o ambiente bem agradável e com atendimento ótimo. As pizzas são servidas em fatia (2,90€) e são muito boas. O lugar chama-se Ripamonti e é uma perdição!

Onde comer em Como

Onde comer em Como

A cidade de Como é mais visitada no verão, mas sinceramente achei a cidade um charme e encantadora no inverno, especialmente por causa do mercado de Natal, que junto com as belas paisagens, fizeram valer a viagem. 🙂

Outro lugar interessante de conhecer na região é Bellagio, mas li em vários blogs que no inverno fica tudo fechado e parado nessa época, então resolvi não arriscar. Quem sabe da próxima vez? 🙂

Mercado San Ildefonso Madrid

Em minha última viagem a Madrid conheci mais um mercado da cidade, o Mercado San Ildefonso. Localizado em plena Calle Fuencarral, é uma ótima pedida pra quem transita pela região, seja pra comer ou pra tomar algo. Apesar do local já existir há alguns anos, eu ainda não conhecia.

O espaço possui mais de 700 m² distribuídos em três andares e é o Primeiro Street Food Market da Espanha, abrigando 18 quiosques temáticos com uma pegada 100% urbana, mesas altas corridas e duas terrazas, que os espanhóis tanto gostam. 🙂

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

A decoração do ambiente também merece destaque. Muita madeira, plantas e grades completam os ambientes, que também são acessíveis por elevador.

Decoração de uma das terrazas

Decoração de uma das terrazas

Fui num dia comum, durante a semana, e estava lotado – sinal de que está dando certo. Não se acanhe de dividir mesa com pessoas desconhecidas, é bem comum por lá. Pizza, sanduíches, arepas, croquetas, frutos do mar, asiáticos, carnes e boa variedade de bebidas tornam o local um prato cheio pra quem está indeciso quanto ao que comer.

Primeiro andar do Mercado San Ildefonso

Primeiro andar do Mercado San Ildefonso

Eu optei por um Chuletón de Ávila, corte de carne bovina devidamente preparado na hora. O sabor estava impecável. Meu marido optou por um polvo e também adorou. O preço não é dos mais baratos, mas pelo menos o que comi achei que valeu a visita, sem contar que conheci mais um lugar novo na capital espanhola, que nunca para de surpreender. Pra beber, um chopp Guinness pra matar a saudade da Irlanda. O mercado é assim: seu paladar viaja de acordo com suas escolhas.

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Mercado San Ildefonso Madrid

Com frequência ocorrem eventos culturais no espaço, envolvendo arte, música e claro, gastronomia. Madrid ganhou mais uma boa opção para quem curte tapear e curtir uma terraza. 🙂

Informações adicionais

Endereço: Calle Fuencarral, 57- Madrid

Como chegar de metrô: Estação Tribunal (L1 e L10); Estação Chueca (L5)

Funcionamento: Domingo à quinta: de 12 às 00h – Sexta e sábado de 12h às 1:30h.

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O que fazer em Zurique: Roteiro e curiosidades

Visitamos Zurique em pleno inverno, no mês de dezembro, quando os mercados de Natal estavam a todo vapor. Não sei como seria a cidade sem aquele clima natalino que vimos, mas fiz questão de atravessar o país pra curtir um pouco o clima dessa época tão gostosa. 🙂

Digo atravessar o país porque estávamos em Lugano, na Suíça italiana, e viajamos de trem para Zurique. Como eu ainda não tinha o Swiss Pass – passe que permite utilizar ilimitadamente o transporte público no país – comprei ainda do Brasil um Supersaver ticket, que é um tipo de passagem com desconto de até 50% quando comprada com antecedência.

A caminho de Zurique

A caminho de Zurique

Cheguei em Zurique, na Bahnhof, a principal estação de trem da cidade. A região em que está situada é exatamente onde tudo acontece: centenas de lojas, restaurantes, museus, belas ruas… e é a melhor região onde você pode se hospedar quando quiser priorizar o quesito localização.

Ao contrário de muitas estações da Europa, essa tem um charme a mais, principalmente em época natalina. Digo isso porque dentro da estação tem um mercado de Natal coberto que te dá boas-vindas do melhor jeito possível, faça chuva, neve ou sol. 🙂

Zurique HB: Assim é a estação fora de época natalina

Zurique HB: Assim é a estação fora de época natalina

Ao desembarcar, primeiramente fomos ao Tourist Information, que fica dentro da estação. Além de comprar o Swiss Pass, que ativaríamos no dia seguinte, pegamos* o Zürich Card de 24 horas (há também a opção de 72 horas). Com esse passe você tem os seguintes benefícios:

  • Viagem ilimitada de 2ª classe de bonde, trem, ônibus e teleférico na cidade;
  • Cruzeiro no rio Limmat e Passeios de barco curtos;
  • 50% de desconto na excursão a pé da cidade velha de Zurique;
  • Entrada gratuita ou reduzida em 41 museus.

Pra quem não possui o Swiss Pass, vale a pena. Nós ativamos o Swiss Pass apenas no 3° dia de viagem pelo país, pois financeiramente era o mais interessante no nosso caso. Caso você o tenha, o Zürich Card torna-se desnecessário.

Passamos um total de quatro noites na cidade, pois fizemos-na de base para outras que visitaríamos nos dias seguintes como bate-volta. Nos hospedamos as três primeiras noites no lindíssimo B2 Boutique Hotel & Spa, viajamos pra outros pontos do país e na última última noite retornamos, onde ficamos no Apart-Hotel Operated by Hilton, localizado próximo ao aeroporto e com serviço de shuttle (no dia seguinte pegaríamos um voo cedo e por isso optei por um hotel pertinho do aero).

Depois de deixar as malas no hotel, partimos pra Bahnhofstrasse, avenida com calçada larga e boa pro pedestre andar, cheia do glamour, bonita, movimentada, alegre, com um astral maravilhoso e na cara da Zurich HB (Bahnhof). Curiosamente essa é uma das ruas mais caras da Europa tratando-se de propriedades comerciais e por ela você encontrará dezenas de lojas caras como Louis Vuitton, Apple, Omega, Burberry, lojas de departamento, etc. Apesar disso, para os mais mortais há sempre uma Zara ou uma H&M. 🙂

Bahnhofstrasse

Bahnhofstrasse

Curiosidade: Na ocasião compramos um notebook, o novo MacBook Pro, que a título de informação saiu mais barato que se comprado nos Estados Unidos, por causa do reembolso do Tax Free. O único porém, e deixo aqui o alerta, é o teclado um pouco diferente do que estamos acostumados: temos o computador há um mês e ainda estamos apanhando pro teclado…rs. A Apple é uma das poucas lojas que na Suíça é menos cara que nos outros países (não me arrisco a dizer que é barata porque é cara do mesmo jeito). #chateada

Após caminharmos pela Bahnhofstrasse, entramos na Augustinergasse, outra rua lindinha localizada no Centro Histórico. Sugiro que caminhe até a Peterkirche ou Fraumünster, duas igrejas protestantes localizadas na região. Como toda igreja protestante, são bem simples por dentro e diferente das que estamos acostumados a ver na Europa católica. Porém, por fora são bem interessantes.

Augustinergasse

Augustinergasse

Augustinergasse

Augustinergasse

Ainda na mesma região, estique até a Lindenhof, praça localizada no alto, com vista panorâmica da cidade e que tem um xadrez gigante no chão. A vista de lá é maravilhosa, porém prepare as canelas pra subir as escadas que dão acesso à praça.

A vista da Lindenhof

A vista da Lindenhof

Após perambular pela Lindenhof e tirar boas fotinhos, desça a escadaria e siga pelas margens do Rio Limmat, que atravessa Zurique. Há diversas pontes ao longo do rio, com destaque para a Mühlesteg, onde os apaixonados penduram seus cadeados e fazem juras de amor.

Mühlesteg de outro ângulo

Mühlesteg de outro ângulo

Da Lindenhof caminhe por mais ou menos 15 minutos às margens do Limmat até chegar à Ponte Quaibrücke, onde um pouquinho mais adiante estará a Sechseläutenplatz, local que no Natal funciona o Wienachtsdorf, outro lindo mercado natalino. E, com Natal ou não, é onde está localizado o elegante prédio da Opernhaus Zürich, a casa de ópera da cidade.

Casa de ópera de Zurique

Casa de ópera de Zurique

Como ja havíamos andado um bocado e a fome bateu, paramos pra jantar num lugar bem legal, que em outro post conto pra vocês. 🙂

Após o jantar, como fazia muito frio, fomos conhecer o Christkindlmarkt, um dos maiores mercados de Natal indoor da Europa e o mais famoso da cidade, localizado dentro da estação Zürich HB. É uma boa pedida para os dias chuvosos e frios, pois como é fechado acaba sendo mais agradável. Há diversas opções de comidinhas, bebidas e doces ao longo do mercado, mas a estrela principal é sem dúvida a bafônica árvore de natal feita com milhares de Cristais Swarovski. Essa cidade é um luxo ou não é? 🙂

Christkindlmarkt

Christkindlmarkt

Árvore de Natal de Cristais Swarovski

Árvore de Natal de Cristais Swarovski

No dia seguinte o tempo estava bem ruim, então demos prioridade aos passeios em locais fechados. Conhecemos a loja de fábrica da Lindt, que fica distante do burburinho turístico e é acessível por ônibus ou barco. Pegamos o ônibus na Bürkliplatz e descemos quase na porta. A loja de fábrica é como se fosse um outlet e é anexa à fábrica propriamente dita, que infelizmente não permite visitação.

Loja de fábrica da Lindt

Loja de fábrica da Lindt

Os preços são menos caros que no resto da cidade, mas ainda assim caros comparados a outros países da Europa (como a Espanha, por exemplo). Há algumas promoções interessantes quando comprados produtos em quantidade, mas é a minoria (vide foto abaixo). O mais legal da loja, a meu ver, é a boa variedade de produtos que não encontramos em qualquer lugar. Artigos de decoração, chocolates diferentes e edições limitadas valem a visita. Comprei um pacote de chocolate, que mais parecia um biscoito, de comer rezando.

Loja de fábrica da Lindt

Loja de fábrica da Lindt

A loja de fábrica tem uma parte levemente interativa, em que podemos ver em maquetes dinâmicas o processo produtivo do chocolate

A loja de fábrica tem uma parte levemente interativa, em que podemos ver em maquetes dinâmicas o processo produtivo do chocolate

Dica: Caso faça o passeio de barco na cidade e queira emendá-lo com uma visita à loja de fábrica da Lindt, desça em Kilchberg, onde está localizada. Sugiro que vá de barco e volte de ônibus pra variar um pouco. A loja abre de segunda à sexta, de 10:00 às 18:00; sábado de 10:00 às 17:00 e não abre aos domingos.

Após nos empanturrarmos de chocolate, voltamos à região de Bürkliplatz e caminhamos até o Zürich Landesmuseum, situado bem do lado da Zürich HB. O Landesmuseum é o mais importante e mais visitado museu do país. Seu interior tem a maior coleção de história cultural Suíça e é uma ótima oportunidade para os visitantes conhecerem a história do país desde a pré-história até os dias atuais. OBS: Atração 100% coberta pelo Swiss Pass e pelo Zürich Card.

Zürich Landesmuseum

Zürich Landesmuseum

Zürich Landesmuseum

Zürich Landesmuseum

Como o museu é grande e bem interessante, espere gastar algumas horinhas lá dentro. Quando acabar a visita e a fome bater, sugiro que procure a Confeitaria Sprüngli para experimentar um delicioso macaron suíço ou outro doce. Eu, sinceramente, acho que gostei até mais do macaron suíço do que do francês. É caro, mas o que não é caro nessa cidade? kkk

Vai um macaron suíço aí??

Vai um macaron suíço aí??

Paradeplatz: Nessa praça tem uma Sprüngli

Paradeplatz: Nessa praça tem uma Sprüngli

Como era Natal, fomos conhecer outro mercado, na Werdmühleplatz. Durante o período do advento acontece o coral da Árvore Cantante e é simplesmente espetacular!! Confesso que fiquei emocionada, e, mesmo no frio e na chuva, fiquei ali admirando o coral entoar um Bagatelle, de Beethoven, entre outras canções da música clássica e outras canções de natal. Caso esteja na cidade na época, não deixe de ir por nada. 🙂 Caso esteja muito frio, faça que nem eu: compre um glühwein (vinho quente) e pronto! 🙂

Atenção: O coral se apresenta durante a semana sempre às 17.30 e às 18:30. Sábados e domingos sempre às 14:30/15:30/17:30/ 18:30.

Árvore cantante de Zurique

Árvore cantante de Zurique

Outra atração agradável, que fizemos na manhã do outro dia, foi o passeio no Lago Zurique. O horário e os passeios variam de acordo com as estações do ano. Como fomos no inverno, fizemos o Winter Round Trips (short round trip), que funciona do fim de outubro ao fim de março. O barco parte da Bürkliplatz, retorna para o mesmo local e tem duração aproximada de 1 hora e meia. É uma boa pedida pra apreciar paisagens da cidade de outro ângulo. Há comida e bebida disponível pra compra. OBS: Atração 100% coberta pelo Swiss Pass e pelo Zürich Card.

Passeio no Lago Zurique

Passeio no Lago Zurique

Em nossa última noite em Zurique fomos jantar na Niederdorfstrasse, rua do centro histórico que ainda não tínhamos conhecido e que pareceu bem animada. Optamos por um bar com cerveja local, comida local e muita gente rs. Como dito anteriormente, em outro post falarei dos restaurantes, mas fica a dica de passear por essa rua caso esteja na cidade. A rua foi dica de uma seguidora que mora em Zurique e que estava acompanhando meu Stories na época da viagem. 🙂

Niederdorfstrasse

Niederdorfstrasse

Outras informações

Quando comecei a planejar a viagem pra Suíça, que até então era um sonho do meu marido, fiquei assustada com o preço praticado em tudo: passes de trem, hospedagem, alimentação, tudo. Agora que já voltei posso afirmar: é pra se assustar mesmo!! kkk.

Zurique tem uma das hospedagens mais caras do mundo. O Swiss Pass (2ª classe) de 8 dias custa 398 francos por pessoa, que na cotação que comprei, R$3,50, é quase R$1.400,00. Hospedagem também é de cair da cadeira.

Pensando nisso, quanto um viajante gasta em média por dia? Com base na minha viagem, tirando o passe, transporte, hospedagem e café da manhã, uma média de 60 francos por pessoa se fizer uma refeição em restaurante. Caso faça duas, uns 90 francos por pessoa. E não tô falando de restaurantes mega chiques. Conhecemos restaurantes simpáticos e comemos tudo que tínhamos direito, porque penso assim, é a Suíça né? 🙂 Do que adianta ir até lá e não poder comer um fondue, comprar chocolates na Läderach ou macarons na Sprüngli? rsrs. Até água é caro, e parece que os restaurantes não são muito adeptos da água da torneira, que é potável. Uma garrafinha de água custa em média 4 francos (quase R$15). Infelizmente é caro, mas o país não permite muitas economias.

Confesso que foi difícil deixar Zurique. O curioso é que quando eu estava planejando o roteiro, meu marido disse que não queria ir lá, pois queria focar nos passeios de montanha. Ainda bem que não escutei ele. A metrópole, que apesar de não ser a capital do país, é a mais populosa, mais importante, mais vibrante e é considerada uma das cidades mais caras do mundo. Já foi eleita a melhor “grande cidade para se viver”, tendo como indicadores o nível de educação, saúde, desenvolvimento econômico e segurança pública. Um dos lugares mais desenvolvidos que já visitei, repleto de pessoas educadas, transporte público excelente e super pontual, onde não é comum – pelo menos na minha experiência – ver pessoas morando na rua, pedindo e outros problemas sociais frequentes nos países menos desenvolvidos. Um lugar onde tudo funciona, onde parece que tudo dá certo e que nos faz refletir o quão estamos longe do primeiro mundo.

*O Zurich Card foi uma cortesia para o Blog Rafa pelo Mundo.

Agradecimentos à querida Eliana, do Instagram @turistandonasuica, que muito me ajudou na elaboração do roteiro. 🙂

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O que você precisa saber antes de visitar Istambul

Já tem um tempo que eu tinha vontade de conhecer Istambul, mas confesso que o desejo aumentou após um curso de História da Arte que fiz, que abriu meus olhos pro quão interessante é a cidade em termos artísticos e culturais.

Meu roteiro pode parecer meio incoerente, haja vista que eu estava na Suíça e não é nada perto de Istambul (aproximadamente 3h de voo), mas com planejamento antecipado consegui montar o roteiro que eu queria e de maneira mais econômica, mesmo sendo altíssima temporada.

Indo mais na contramão ainda decidi que gostaria de passar o réveillon em Istambul. Por mais lindo que seja o réveillon no Rio de Janeiro, confesso que não faz minha cabeça e sempre que eu puder, irei optar por viajar nessa época, preferencialmente pra um destino mais frio. 🙂

Vou reunir aqui no post assuntos e curiosidades sobre Istambul que eu gostaria de ter lido ao planejar minha viagem. Espero que seja útil a vocês!

Como o atentado terrorista mais recente na cidade turca foi justamente no réveillon, o primeiro ponto que vou abordar é sobre a:

  • Segurança

Quem acompanha os noticiários deve saber que nos últimos anos a Turquia foi alvo de vários atentados reivindicados pelo Estado Islâmico. O último grande atentado ocorreu na noite do réveillon 2017, quando um atirador do Estado Islâmico matou 39 pessoas numa boate.

Entretanto – graças a Deus – quando eu estava lá não vi nada demais, mas vi muito policiamento, tanto de dia quanto à noite, em carros fortes como o “caveirao” do Rio de Janeiro. Eu havia lido que com os atentados recentes o aumento da fiscalização policial aumentou e, por causa da diminuição no número de visitantes, os preços na cidade como um todo caíram, o que vejo que pode ser verdade.

Istambul, tirando a região de onde partem os barcos (Eminönü), achei bem menos lotada que as demais cidade da Europa que já visitei na mesma época. Ainda assim, continua sendo uma das mais visitadas do mundo, figurando no 11° lugar do ranking mundial. Como toda grande cidade, é de bom senso ter cuidado com os pertences em áreas muito movimentadas ou em transporte público, porém, que fique claro que andei todo momento com minhas câmeras e celular e não me senti ameaçada em momento algum.

  • Visto

Brasileiros não precisam de visto pra entrar no país. Vejam abaixo a lista de países que precisam:

Países que precisam de visto para entrar na Turquia

Países que precisam de visto para entrar na Turquia

  • Moeda

A moeda oficial do país é a lira turca (TRY), sendo um pouquinho desvalorizada em relação ao real. Na cotação atual, 18 de janeiro de 2018, R$ 1 vale TRY 1,1793. 

Por ser uma moeda incomum de encontrar no Brasil, a sugestão é trocar euros ainda no Brasil e no destino cambiar para a moeda local. Caso tenha dólares americanos, também é uma opção, apesar do euro apresentar cotação mais favorável.

Alguns restaurantes, hotéis e agências de turismo aceitam o pagamento direto em euros. Sugiro que troque no aeroporto apenas o suficiente pra pagar o metrô ou táxi na chegada à cidade e o restante em uma das dezenas de casas de câmbio da região de Hoca Pasa Mahallesi (em algum momento você vai passar lá). Nessa rua há um comércio muito forte e muitas casas de câmbio que não cobram comissão.

Pela comodidade e também pela cotação razoável, acabei fazendo câmbio no hotel onde estava hospedada. Verifique se seu hotel oferece o serviço.

  • Aeroporto

Há dois aeroportos na cidade, um no lado europeu (maior, mais perto e mais utilizado) e outro no lado asiático, menor, mais longe e menos utilizado.

Na minha viagem conheci os dois. Desembarquei no Atatürk (o europeu), que fica a aproximadamente 20 km do centro histórico. Mesmo sendo ligado à cidade por metrô, não é ligado diretamente ao Centro histórico, sendo necessário fazer uma troca.

Como eu estava com malas e estava chovendo, descartei essa possibilidade e fui de táxi, que peguei logo no desembarque. E aí começou o martírio rs. Entramos no táxi com um taxista que não falava muito inglês, e ele simplesmente não ligou o taxímetro. Fiquei muito preocupada e com receio de quanto ele iria cobrar pela corrida, mas eu já tinha uma ideia do preço pois havia perguntado no balcão de informações ao turista, ainda no aeroporto. O preço informado foi de TRY65-70, o que de fato me foi cobrado ao término da corrida. Que fique a lição que tivemos sorte! Ele poderia ter cobrado mais e então teríamos tido uma baita dor de cabeça. Atente pra isso e exija sempre que liguem o taxímetro antes de iniciar qualquer corrida. Aponte, faça mímica, mas exija!

Voltei pelo outro aeroporto, o Sabiha Gökçen, que fica do lado asiático e a aproximadamente 40km de onde estávamos hospedados (Sultanahmet). Pra esse aeroporto não há ligação por transporte público, apenas táxis e shuttles particulares em vans. Na ocasião, por comodidade, acabei reservando meu shuttle direto no hotel, que cuidou do agendamento e nos cobrou TRY12 por pessoa. Entretanto vi várias agências em Sultanahmet oferecerem o mesmo serviço por 10 liras turcas.

Precisa dizer que não pode embarcar armado????? (alguém pensou que não)

Precisa dizer que não pode embarcar armado????? (alguém pensou que não)

Atenção: GUARDE com você a confirmação do transfer e apresente ao motorista da van. Digo isso porque entramos em uma van que chegou no mesmo horário que tínhamos agendado, guardamos as malas e quando o motorista já ia partir mesmo sem ele ter solicitado – eu apresentei a confirmação da reserva e ele viu que não era aquela van que eu deveria estar, pois aquela iria pro outro aeroporto. Já pensou que confusão grande se eu tivesse chegado no aeroporto errado??

Achei o serviço bem desorganizado. Meu marido quando entrou na van viu que não havia assento pra ele sentar, reclamou com o motorista e o motorista mandou uma criança sentar no colo do pai, mesmo o pai tendo pagado pra criança ir sentada. Assim é Istambul. Lembre-se de que provavelmente será a cidade europeia menos europeia que você pode conhecer. Não desanime, é encantadora mesmo assim.

No entanto, sugiro que evite ao máximo o aeroporto asiático, não apenas pelo transporte ser mais difícil, mas também por conta da distância e trânsito. Há quem passe mais de 2h pra percorrer esses 40 km. Como viajei de manhã bem cedo, consegui escapar disso, já que o tráfego fluía muito bem e consegui chegar em aproximadamente 40 minutos.

Li em vários blogs sobre um ônibus chamado Havatas, que faz o percurso para ambos os aeroportos por um preço mais em conta que táxi, mas confesso que como estávamos com malas e viajaríamos cedo, nem cogitei essa possibilidade, pois o ônibus obviamente não me buscaria no hotel. Para informações atualizadas sobre o ônibus, sugiro que clique no link acima.

  • Transporte público

Apesar de eu ter me hospedado em Sultanahmet, utilizei várias vezes o transporte público. Incluo aqui o uso do metrô, tram, ônibus, funicular e barco. A cidade é visivelmente caótica em termos de trânsito, então quanto mais bem localizado for seu hotel, menos estresse você vai ter durante sua estadia.

Como as atrações não são todas no centro histórico, em algum momento você irá utilizar algum transporte. O ônibus é sempre cheio e curiosamente nem sempre para no ponto, se estiver trânsito e ele estiver na faixa do meio provavelmente será preciso que você vá até o ônibus kkk.

No ônibus por um instante até me senti no Brasil. Motorista visivelmente mal educado e impaciente, começou a brigar com os passageiros e sabe Deus o que os passageiros estavam dizendo pra ele. Eu, que não entendia nada, só olhava pro meu marido e ria…kkk.

Tentei usar Uber, apesar de ter lido em vários lugares que não funciona direito. Conclusão: fiquei meia hora esperando o motorista e ele não apareceu. Depois dessa experiência, não tentei mais, pois percebi que é mesmo zoado.

O tram foi o mais legal de usar, apesar de ter visto lotado várias vezes. Há muitos trams na região de Sultanahmet.

O barco também foi tranquilo, utilizei pra atravessar pro lado asiático. Foi um pouco complicado apenas comprar a passagem em Eminönü, pois não há muitos funcionários pra ajudar e como é um lugar extremamente muvucado, não sabemos muito bem pra onde ir ou qual bilhete comprar. No lado europeu ainda haviam uns poucos funcionários e nos ajudaram, no lado asiático não havia funcionário nenhum – sugiro que pesquise antes qual bilhete comprar.

Usei o metrô uma vez e foi tranquilo. Organizado, guichês de atendimento em inglês e nada muito diferente do que estamos acostumados.

O funicular utilizei pra chegar na região da Torre de Gálata, que fica no alto. Comprei o bilhete na hora (também autoatendimento) e foi tranquilo.

Metrô em Istambul

Metrô em Istambul

  • Quanto levar

Como sempre digo, isso é algo pessoal e que varia com o estilo do viajante, mas gosto sempre de falar pra ajudar o leitor a ter pelo menos uma ideia. Em minha viagem pra Istambul separei 45 euros por pessoa/por dia, mas daria pra ter sido menos, pois sobrou. A cidade tem preços interessantes e fui cambiando aos poucos, à medida que usava. Eu arriscaria dizer que com 35 euros por pessoa/por dia você consegue se locomover, comer bem e passear. Só não pode abusar da cerveja, que é algo bem caro na Turquia. Souvenirs são absurdamente baratos e você encontra coisas super legais por apenas 1 lira. Pra quem tava voltando de uma viagem pela Suíça, me senti a esposa do Sultão… kkk.

  • Gorjeta

Apesar da gorjeta não ser obrigatória, caso você seja bem atendido pode deixar 10%. Nos estabelecimentos que fui bem atendida deixei, nos que fui mais ou menos não deixei, mas não me senti pressionada por isso em momento algum. Achei tudo bem flexível.

  • Idioma

O idioma oficial da cidade é o indecifrável turco, mas se você fala inglês não terá a menor dificuldade. No burburinho turístico você consegue se comunicar muito bem em inglês, exceto no lado asiático da cidade, que não é turístico. Na ocasião fomos pra lá e tivemos que nos comunicar à base de mímica, mas o importante é que deu tudo certo. 🙂

  • Religião

Apesar da Turquia ser teoricamente um Estado laico, isso fica apenas na teoria, já que aproximadamente 85% da população é muçulmana. O fato da maioria da população ser muçulmana muda tudo em relação ao local: costumes, crenças, vestimentas… você sentirá isso ao colocar os pés no aeroporto.

Apesar de serem muçulmanos, não achei eles tão conservadores como imagino que seja em outros países. Usei minhas roupas normalmente e precisei cobrir a cabeça apenas pra entrar nas mesquitas. Vale lembrar que viajei no inverno, então naturalmente eu já estava toda empacotada. No verão, mesmo que esteja um calor ferrado, não é apropriado andar com vestimentas ousadas demais. Pra entrar nas mesquitas sempre haverá um controle rígido: é necessário tirar os sapatos, nada de ombro de fora, pernas de fora e cabelo aparecendo. Bom senso é tudo e precisamos respeitar os costumes alheios.

Curiosidades sobre Istambul

Curiosidades sobre Istambul

OBS: Você não precisa comprar roupa pra visitar as mesquitas. Caso não tenha um lenço ou echarpe, eles disponibilizam pra você algo semelhante no local.

No lado asiático, mais conservador e sem muitos turistas, é de bom senso cobrir a cabeça, mesmo que não haja uma regra pra isso. Na travessia de barco pelo que pude notar eu era provavelmente a única turista, então cobri a cabeça pra me sentir mais “enquadrada”. Curiosamente as pessoas me cumprimentavam em turco sempre que eu cobria a cabeça… kkk.

Curiosidades sobre Istambul: Sabia que lá tem muito cachorro de rua? E são muito fofos! (tem gato também!)

Curiosidades sobre Istambul: Sabia que lá tem muito cachorro de rua? E são muito fofos! (tem gato também!)

  • Clima/Quando ir

Em Istambul faz muito frio e também muito calor. No inverno, época que fui, a temperatura não passou dos 8 graus, mas também não fez frio rigoroso em dia nenhum – vale lembrar que eu estava voltando de um inverno na Suíça com temperaturas negativas, sendo então minha comparação. No verão a temperatura se aproxima dos 30 graus e é uma boa pedida pra esticar e conhecer as belas praias turcas. 🙂

Quando estive na cidade peguei alguns dias de chuva e tempo cinza, consequência do inverno. Caso queira minimizar esse risco opte por estações como primavera ou outono, com temperaturas mais amenas e céu mais limpo. Além do frio, senti que a cidade venta muito, o que agravou a situação…rs.

 

Esses são os pontos que julgo mais importantes de saber ao planejar uma viagem a Istambul. Em breve vou fazer outro post abordando as atrações que visitei e contando minhas experiências gastronômicas. 🙂

HOB Hamburgueria inaugura unidade em Botafogo

Semana passada dei início aos trabalhos da blogosfera no Rio de Janeiro representando a Lily na inauguração da HOB Hamburgueria, estabelecimento que completou 1 ano na Tijuca e presenteou os moradores da Zona Sul com a abertura de uma unidade na Rua São João Batista, em Botafogo.

A inspiração da decor veio das nas hamburguerias americanas dos anos 90, com estilo vintage, parede de cimento queimado e luminárias com luz amarela, a casa tem capacidade pra aproximadamente 35-40 pessoas sentadas. E na inauguração, como já era de se esperar, a casa estava lotada, mas com atendimento muito eficiente e ágil. Todos os pedidos que fizemos não demoraram nada pra chegar, e vieram sempre acompanhados de um sorriso dos garçons membros da equipe.

Como era a inauguração, aceitamos as sugestões dos garçons, que demonstraram bastante domínio sobre o cardápio. De entrada pedimos uma porção de sticks de mussarela (individual, com 6 unidades) e chegaram divinas: quentinhas, de tamanho ideal, saborosas e mesmo sendo fritura devo informá-los que não estavam carregadas no óleo.

Hob Hamburgueria: Sticks de mussarela

Hob Hamburgueria: Sticks de mussarela

O cardápio é enxuto e tem como carro-chefe 3 hamburgueres, mas se você quiser também pode montar você mesmo o seu sanduba, de acordo com os ingredientes disponíveis, entre molhos, queijos, pães e tipos de carne.

Eu escolhi o Provoleta Burger, blend bovino de 180g em um pão de alho com ervas finas super macio e do tipo que não se despedaça todo na primeira abocanhada. No recheio, além da carne, creme de provolone, cebola roxa, tomate, alface, farofa de bacon e maionese da casa pra começar 2018 com tudo. 🙂

A carne chegou no ponto que gosto e super saborosa, bem fritinha por fora e levemente rosada por dentro. A única observação, que pode ter sido algo pontual do meu sanduíche e que de fato não influenciou tanto no paladar, foi o ponto do sal da farofa de bacon, que achei um pouco salgada. Já a do meu marido estava ótima e, segundo ele, equilibrou bem com a carne.

Hob Hamburgueria: Provoleta burger

Hob Hamburgueria: Provoleta burger

OBS: Além da opção de carne de 180g, há também a de 360g. Quem tem coragem?

Para acompanhar o sanduíche nada melhor que uma batatinha, que na ocasião podia ser rústica ou palito, e que chegou bem sequinha, quente e saborosa, numa quantidade generosa.

Meu marido inovou e montou o dele: Os ingredientes escolhidos foram pão de ervas finas, 180g de costela, farofa de bacon, maionese temperada e queijo cheddar. Ele, que não é uma pessoa muito falante, falou menos ainda quando chegou o sanduíche, devorado rapidamente rsrs.

Hob Hamburgueria: O sanduíche que meu marido montou

Hob Hamburgueria: O sanduíche que meu marido montou

Para beber, pedi um drink super refrescante que caiu muito bem nesse verão carioca. Chama-se HOB Drink e é à base de gin, hortelã, limão siciliano, licor de cassis e syrup de gengibre. Confesso que gostei bastante, mas quem ganhou meu coração mesmo foi a batidinha de maracujá, servida em garrafa: simples e deliciosa ao ponto de repetir, principalmente pra paladares que se derretem com algo mais doce. Além dessa batidinha, há também a de coco, que preciso voltar pra provar. 🙂

HOB Drink

HOB Drink

Batidinha de maracujá

Batidinha de maracujá

Algo muito importante de contar pra vocês é o preço super justo que a casa pratica. Vou deixar a foto do cardápio pra vocês terem uma ideia do quanto ainda é possível comer bem na Zona Sul do Rio sem ter que gastar uma fortuna. Confesso que muitas vezes deixo de comer fora aqui no Rio porque acho o preço geralmente super abusivo, mas esse local me ganhou no paladar e no bolso, do tipo que dá pra voltar com bem mais frequência.

Hob Hamburgueria - Cardápio

Hob Hamburgueria – Cardápio

Hob Hamburgueria - Cardápio

Hob Hamburgueria – Cardápio

Pra quem opta pelo metrô como meio de transporte, a localização da HOB Hamburgueria é ótima, pois fica a 11 minutos a pé da Estação Botafogo. Como eu moro no bairro, voltei caminhando pra casa pra pelo menos diminuir o peso na consciência…rsrs.

Quando a gente pensa que Botafogo não pode mais nos surpreender, surge mais uma opção deliciosa para os dias famintos. E quando a novidade alia qualidade, preço justo e conforto, fica melhor ainda, não é mesmo? 🙂

Informações complementares:

Endereço: Rua São João Batista 16, Botafogo, Rio de Janeiro – RJ.

Telefone: (21) 98204-0321

Funcionamento: Terça a quinta 12h às 22h, sexta 12h às 23h, Sábado 17h às 23h e Domingo 17h às 22h.

Instagram: www.instagram.com/hobhamburgueria

iFood: Sim

Aceita pagamento no débito, crédito, Alelo, Sodexo e Ticket Refeição.

A ida ao estabelecimento foi uma cortesia da casa mas reflete inteiramente minha experiência no local.

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Tour de conexão em Bogotá com a Explora Bogotá

Em nossa última viagem voltamos de Avianca e o voo parou em Bogotá para uma longa conexão de 10 horas. Como eu não conhecia a cidade e estaria lá durante o dia, não pensei duas vezes em contratar um tour para que pudesse conhecer ao menos o básico da capital colombiana, e então optei pelo tour de conexão em Bogotá com a Explora Bogotá, que conheci através de um outro blog de viagem brasileiro.

Importante: Brasileiros não precisam de visto para entrar na Colômbia, mas é exigido o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Para mais informações sobre como tirar, tenho post no blog.

Pesquisei bastante e vi que a Explora Bogotá tem muitos comentários positivos no Tripadvisor, além de ter um custo-benefício excelente perto de outras empresas que pesquisei. Contratei o “tour em trânsito”, que tem duração mínima de 3h e máxima de 10h, o que vai variar de acordo com sua permanência na cidade. O tour em questão custa US$70 por pessoa.

Dica: Sugiro que faça câmbio de reais para dólares ainda no Brasil. Os pacotes de turismo podem ser pagos em dólares americanos e a cotação de dólar pra peso é mais favorável que de real pra peso.

No meu caso, como cheguei em Bogotá 1:30 após o horário previsto devido a um atraso no aeroporto de origem, tive aproximadamente 5h pra passear, pois optei por voltar mais cedo pro aeroporto e fugir do temido trânsito da cidade. Como ia fazer um voo internacional em seguida, precisava me precaver.

Atenção com o fuso horário: No horário de verão, -3h em relação a Brasília

O pacote incluiu:

  • Traslado desde o aeroporto
  • Transporte confortável na cidade para todas as atrações
  • Ingresso de todas as atrações
  • Subida ao Monserrate
  • Retorno para o aeroporto
  • Informações de uma guia credenciado

No nosso caso, quando chegamos o guia já estava à nossa espera com uma plaquinha com meu nome na saída do desembarque. Avisei a empresa previamente sobre meu atraso, pra que não ficassem me esperando à toa. Confesso que até me assustei – positivamente – com o carro, que era uma van enorme e confortável, com capacidade pra muito mais pessoas além de meu marido e eu, o que facilmente atende bem quem viaja com um grupo grande.

Nosso guia não falava português, mas o dono da agência, Sr. Edgar, fala, e foi com ele que tratei por email o agendamento do tour. Apesar do guia não falar português, não foi um problema pois falamos espanhol e inclusive adoramos quando temos a oportunidade de colocá-lo em prática. Além disso, gostei do sotaque dos colombianos, bem mais compreensível que de nossos vizinhos hermanos.

A primeira atração visitada foi o Cerro de Monserrate, uma das principais atrações da cidade. Monserrate é um morro com altitude de 3152 metros e que está localizado sobre a Cordilheira Oriental dos Andes. No topo encontra-se a Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate, que é local de peregrinação religiosa e foi fundada em 1920, em substituição a anterior do século XVII. Aos domingos os fieis costumam peregrinar para o local.

Pra vocês verem como estava o tempo...

Pra vocês verem como estava o tempo…

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate

Funcionamento Cerro de Monserrate

Funcionamento Cerro de Monserrate

Para acessar o Monserrate o visitante conta com três opções:

  • A pé, através de um caminho íngreme de 2,5 km (o acesso é fechado às terças); 
  • Via funicular: É rápido e atinge uma velocidade de até 3,2 metros por segundo. Possui capacidade máxima para até 80 pessoas e acesso fechado às segundas;
  • Via teleférico: Possui duas cabines com capacidade máxima para até 40 pessoas. Aberto diariamente, exceto nas segundas-feiras que coincidem com feriados.

O valor do ingresso das últimas duas opções é o mesmo e não passa de R$25,00 (ida e volta). Sugiro que verifique no site oficial os valores exatos, pois varia de acordo com o horário e dia da semana.

Das três opções citadas, optei pelo Funicular e rapidamente cheguei ao cume. Logo que subi confesso que não me senti muito bem, ainda mais considerando que eu não havia almoçado e que estava apertando os passos pra conseguir fugir da chuva que se aproximava.

Funicular a Monserrate

Funicular a Monserrate

Como o Cerro de Monserrate está localizado numa altitude de mais de 3 mil metros, é natural ficar cansado muito rápido, sentir sede, dor de cabeça e até falta de ar. Apesar de pensarmos em praia quando nos vem à cabeça Colômbia, a capital do país é fria, possui temperatura média anual em torno de 14 °C e alta umidade, além disso, une-se o fato da cidade ser uma das mais altas do mundo, estando a 2.640 metros acima do nível do mar.

Caso você seja uma pessoa sensível que nem eu, sugiro que se prepare fazendo uma alimentação leve, se hidratando bastante e levando uns remédios pra atenuar os efeitos. A título de curiosidade, é um costume secular dos andinos mastigar folha de coca para amenizar os efeitos da altitude.

Há dois restaurantes lá em cima – um de comida colombiana e outro de comida francesa – mas como meu tempo na cidade era curto optei por um rápido lanche na lanchonete do local. Pedi uma empanada de carne maravilhosa, feita com milho em vez de trigo. Como tinha acabado de sair, estava ótima! Pena que só pedi uma, se soubesse que era tão boa teria pedido mais… 🙂

Infelizmente o tempo estava muito ruim e com muita neblina, o que atrapalhou a vista da cidade do alto, que deve ser muito bacana em dias com céu azul.

Estar com um guia foi ótimo pois ele indicava os melhores lugares para nos posicionarmos no funicular

Estar com um guia foi ótimo pois ele indicava os melhores lugares para nos posicionarmos no funicular

De lá fomos conhecer os museus, e há dois muito importantes na cidade e que viajante nenhum pode deixar de fora: Museu do Ouro, “apenas” o mais importante do mundo nesse gênero, e o Museu Botero, do famoso artista que tem fama por fazer esculturas, desenhos e pinturas de personagens gordinhos e de características muito únicas.

Colocamos o carro num estacionamento próximo ao Museu do Ouro e seguimos para conhecê-lo. Fomos por dentro do Centro Comercial La Casona del Museo, que achei muito bacana pra quem gosta de artesanato. Como fui só de passagem, não sei falar sobre os preços, mas me pareceu um lugar organizado, bonito e com muita variedade de produtos. Entretanto, como está localizado numa área extremamente turística (é praticamente colado ao Museu do Ouro) imagino que não deva ser muito barato.

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

O acervo do museu é constituído de trabalhos pré-colombianos que tinham como matéria-prima fundamental o ouro da região. Criado em 1939, o acervo divide-se em três andares e reúne mais de 50 mil peças, objetos cerâmicos e pedras preciosas, e lá é possível admirar grandes peças de ouro como máscaras, colares, brincos, braceletes, peitorais, etc.

O acervo é de alta qualidade, assim como as instalações e organização. Como fomos com o guia, ele nos levou diretamente para as principais obras, haja vista que nosso tempo era limitado e se fôssemos desbravar o museu inteiro gastaríamos muitas horas. Indo com o guia não perdemos tempo em salas que pra nós não seriam tão interessantes quanto outras, o que otimizou muito nosso tempo.

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

Museu do Ouro Bogotá

Caso sua estadia em Bogotá se dê numa segunda-feira fique atento: o museu não abre às segundas.

Após percorrer o museu seguimos a pé para mais uma atração: Plaza de Bolívar, que fica no caminho para Candelária, o bairro onde está o Museu Botero.

Dizem que há mais história na Plaza del Bolívar que pombos, coisa que assustadoramente há bastante. Já foi chamada de Plaza Mayor, Plaza de la Constitución e atualmente recebe o nome que conhecemos.

Plaza de Bolívar

Plaza de Bolívar

Seguindo uma tradição espanhola, a praça tem formato retangular e extensão aproximada de 13.903 metros quadrados, que abriga diversos edifícios importantes da cidade: Catedral Primada da Colômbia, Palácio da Justiça e o Congresso Nacional. É ponto de encontro para reuniões políticas, culturais, sociais e religiosas. Além disso, como não poderia deixar de ser, é o local onde a população faz manifestações, o que pude comprovar na prática haja vista que estava tendo uma quando eu estava lá.

Plaza de Bolívar

Plaza de Bolívar

Plaza de Bolívar - Palacio de Justicia

Plaza de Bolívar – Palacio de Justicia

No centro da praça há uma estátua de Simon Bolívar, e o local possui esse nome por ser uma homenagem ao general venezuelano, que foi de extrema importância para a libertação do país da Espanha no ano de 1821. Apesar de ser um burburinho turístico, também há muito do povo local e bom pra apreciar as diferentes arquiteturas das edificações.

Plaza de Bolívar com Bolívar atrás :)

Plaza de Bolívar com Bolívar atrás 🙂

De lá seguimos caminhando pelo Centro Histórico, percorrendo o bairro La Candelaria, com suas casinhas coloridas, muitas em estilo colonial e declaradas Patrimônio Histórico. É um bairro repleto de museus, instituições de arte e teatros.

Dica: O ideal é visitar o bairro durante o dia, pois à noite não costuma ser tão seguro quanto de dia.

La Candelaria Bogotá

La Candelaria Bogotá

La Candelaria Bogotá: Os azulejos foram um presente dos portugueses

La Candelaria Bogotá: Os azulejos foram um presente dos portugueses

Caminhamos até o Museu Botero, e o tempo já estava bem feio nesse momento. Infelizmente nossa estadia se deu num dia cinza, sem cor, nublado e com muita chuva no fim do dia, o que impactou de forma bastante negativa nossas fotos. Enquanto chovia lá fora, aproveitamos pra percorrer com mais calma o Museu Botero.

Esse artista é um ícone e motivo de orgulho entre os colombianos, tendo diversas esculturas espalhadas ao redor do mundo. Vi recentemente, por exemplo, uma escultura dele em Liechtenstein. 🙂 A identidade de suas obras as tornam algo único, e, como dito anteriormente, os personagens são sempre gordinhos e sem muita expressão no rosto – são geralmente sérios. Uma das exceções é a releitura da Monalisa, que tem o leve sorriso enigmático da versão original.

Museu Botero Bogotá

Museu Botero Bogotá

Museu Botero Bogotá

Museu Botero Bogotá

Monalisa no Museu Botero de Bogotá

Monalisa no Museu Botero de Bogotá

Museu Botero: Nem Jesus escapou...

Museu Botero: Nem Jesus escapou…

O acervo do museu se deu com uma doação generosa de Botero como um presente ao seu país. Curiosamente, uma das condições era de que a entrada no museu fosse sempre gratuita, para possibilitar fácil acesso de seu povo. Situada em um bonito edifício em estilo colonial, abriga atualmente não apenas obras do artista, mas de outros artistas dos séculos XIX e XX.

Tour de conexão em Bogotá: Museu Botero é imperdível

Tour de conexão em Bogotá: Museu Botero é imperdível

Após percorrer com tranquilidade o museu, chegava a hora de comer, afinal não tínhamos almoçado e como já havia escurecido na verdade foi mais um jantar.

Seguimos a sugestão de nosso guia, que nos levou a um restaurante chamado Balcones de la Candelaria e sugeriu pratos e bebidas. Eu tomei uma sopa de frango com milho e devo alertá-los que os pratos servidos são enormes (não dei conta de terminá-lo). Para beber, escolhi um suco de lulo, fruta típica dos Andes de sabor ácido, cheirosa e muito saborosa! Em seguida o guia sugeriu que provássemos guanábana e depois de provar descobri que é a graviola, comum no Norte do Brasil, e pelo visto comum na Colômbia também. 🙂

Sopa de frango e milho

Sopa de frango e milho

Meu marido escolheu a bandeja paisa, prato que facilmente comeria duas pessoas, à base de chorizo, abacate, feijão, arepa, banana, etc. É um prato pesado e de aparência pesada, mas que meu marido gostou bastante. Arepa é algo muito encontrado na Colômbia, feito à base de farinha de milho, sem sal e que serve como acompanhamento. Particularmente, achei as arepas muito sem gosto e sem graça. Como havíamos comido muito, não conseguimos provar as sobremesas, ficou pra uma próxima oportunidade.

O que comer em Bogotá: Bandeja paisa

O que comer em Bogotá: Bandeja paisa

Curiosidade: Na Colômbia, apesar de consumirem muito abacate, o mesmo nunca é adoçado ou misturado ao leite.

Ainda falando em comidas, vale a pena provar a avena helada, uma bebida como um mingau, à base de aveia, leite e canela. Os colombianos costumam tomar muito, principalmente nos dias mais quentes. Outra coisa que vale muito a pena provar é o pandebono (almojábana), que é uma espécie de pão de queijo colombiano, mas com textura mais macia e molinha. O formato também é um pouco diferente do brasileiro, sendo mais parecido com um pão de batata. Eu, particularmente, achei melhor que muito pão de queijo que já comi no Brasil rs. Se acompanhar um bom café colombiano então… Minas Gerais treme.

Almojábana (pão de queijo colombiano)

Almojábana (pão de queijo colombiano)

Dica: Não deixe pra comprar café no aeroporto. Apesar da alta oferta, são extremamente caros.

Caso você tenha mais tempo, sugiro que conheça a Catedral de Sal, construída dentro das minas de sal de Zipaquirá. Há um pacote da agência para quem tem um dia inteiro que além do passeio que fiz inclui uma ida à Catedral. Uma pena eu não ter tido mais tempo, pois pelo que vi em outros blogs parece um lugar muito interessante.

Caso você tenha dúvida sobre quanto cambiar para uma estadia semelhante à nossa, saibam que cambiamos 50 dólares (fora o do guia) e sobrou. Petiscamos algumas coisas, fizemos uma refeição e compramos um ímã de geladeira, que colecionamos. Tenham em mente algo nessa faixa para duas pessoas.

Quanto à segurança na cidade, confesso que não me senti nada insegura. Talvez pelo fato de estar acompanhada de um guia local e também de meu marido, mas não me senti intimidada em momento algum, mesmo estando com minha Gopro, Nikon e celular à vista. Vale lembrar que só andei em lugares turísticos e movimentados e sempre a pé ou de transporte privado.

Achei o povo uma atração à parte, especialmente depois de tantos dias viajando pela Europa. O pouco contato que tive com o povo colombiano, desde a imigração até os estabelecimentos comerciais, deixaram uma ótima impressão de pessoas simpáticas, alegres e atenciosas.

Após o jantar seguimos para o aeroporto, onde retornamos para o Brasil depois de 21 dias fora de casa – com muito cansaço  – mas com muita história pra contar. 🙂

Contato para um Tour de conexão em Bogotá:

Explora Bogotá

Site: http://www.visitbogota.com.co

E-mail: explorabogota@gmail.com

Whatsapp: +57 315 550 7657

OBS: Nos foi concedido media rate no tour em questão, mas o post reflete inteiramente minha experiência com a empresa.

Onde se hospedar em Zurique com conforto: B2 Boutique Hotel

Quem já viajou pra Europa deve saber o quanto é comum fazer das pernas o principal meio de transporte, o que consequentemente faz com que cheguemos ao fim do dia bastante cansados. Nesse caso, faz toda diferença hospedar-se próximo à zona turística ou com fácil acesso ao transporte público mais utilizado no destino (no caso de Zurique, o trem). E se essa hospedagem for num hotel-boutique com spa, melhor ainda, não é mesmo? 🙂 Visando unir conforto e praticidade, escolhi o B2 Boutique Hotel como “casa” por uns dias, e aqui vou compartilhar minha experiência com vocês.

O hotel está situado na antiga fábrica da cerveja Hürlimann, o que torna sua arquitetura um dos grandes atrativos, pois mescla o lado industrial de Zurique com o charme de um hotel-boutique suíço.

Fomos recebidos por três adoráveis noites no hotel que desde o check-in se apresentou de maneira positiva: água  saborizada na recepção, maçãs, agilidade e cordialidade no atendimento.

B2 Boutique Hotel - Área da recepção

B2 Boutique Hotel – Área da recepção

Curiosamente, ele está localizado muito próximo ao Google, na mesma área, o que o torna uma ótima opção para executivos que viajam a trabalho (especialmente para o Google). Entretanto, no meu caso, estava a lazer e foi maravilhoso, pois além de ótimas instalações o hotel conta com um Spa incrível, que mais pra frente conto pra vocês.

O B2 Boutique Hotel & Spa está localizado próximo a duas estações de trem:

  • Zürich Giesshübel (a que mais utilizamos e com ligação rápida e direta pra Zurique HB): 300 metros
  • Bahnhof Enge: 700 metros

A estação principal, Zurique HB, fica a 2 km de distância (em média 5 minutos de trem). Além desse transporte, há diversos pontos de tram nas proximidades, que também utilizamos bastante na ocasião.

B2 Boutique Hotel

B2 Boutique Hotel

Ficamos no B2 Boutique Rooms, um quarto bem decorado e com um toque vintage, contando com amenities de qualidade, cafeteira Nespresso, armário, pantufas, chás pra esquentar logo que chegávamos da rua (viajamos no inverno, então sempre que voltávamos da rua estávamos congelando rs), minibar com diversas opções de bebidas, cama Queen size super confortável, lençóis macios, mesa de leitura, poltrona de descanso, cofre, TV com canais a cabo, serviço de quarto 24h, apoio de bagagem, além do quarto ter tamanho ideal pra quem viaja com malas sem ter que ficar tropeçando nelas pelo caminho.

B2 Boutique Hotel: B2 Boutique Rooms

B2 Boutique Hotel: B2 Boutique Rooms

Como era época de natal, fantasiaram a garrafa de cerveja de rena rs

Como era época de natal, fantasiaram a garrafa de cerveja de rena rs

O banheiro era muito bonito, decoração leve e clean, moderno e limpo. As áreas eram desintegradas, sendo que a pia e área de banho eram separadas por uma porta da área do vaso sanitário. Banheiro com bom secador de cabelo, espelhos com boa iluminação, toalhas fofinhas e felpudas, chuveiro maravilhoso com pressão forte, além de boa área também – suficiente pra circular duas pessoas tranquilamente. Particularmente sou apaixonada por banheiros bonitos, e esse achei muito bom e nada exagerado.

Banheiro - B2 Boutique hotel

Banheiro – B2 Boutique hotel

B2 Boutique Hotel

B2 Boutique Hotel

Nespresso no quarto

Nespresso no quarto

Destaque para o piso que aquecia quando ligávamos o aquecedor, ótimo pra lutar contra a temperatura negativa que se encontrava lá fora. A única consideração que tenho a fazer sobre o banheiro é o fato de não haver suporte para colocar os produtos de higiene pessoal, ficando os mesmos no chão, o que me incomoda um pouco. Porém, devo alertá-los que aconteceu o mesmo em outros hotéis que me hospedei no país, de categorias distintas uns dos outros.

Nada melhor depois de passear bastante durante o dia ter um sono dos deuses, não é mesmo? 🙂 Por não estar localizado no burburinho turístico, o silêncio também foi um ponto positivo durante a estadia. Em momento algum tivemos problema com barulho, nem dos outros hóspedes, tampouco da rua. Apenas paz e uma janela com vista pra telhadinhos cheios de neve. 🙂

Além do quarto que ficamos, há mais 4 tipos de quarto no hotel (maiores, inclusive), porém com cada espaço sendo único, com decoração cuidadosamente selecionada de pinturas, designs clássicos e mobiliários exclusivos.

Business center

Business center

Com o friozinho gostoso que fazia, o que nos motivava a sair da cama todos os dias de manhã sem dúvidas era o café da manhã. Servido na Wine Library do hotel, local muito especial onde funciona uma biblioteca com 33.000 livros que podem ser usados pelos hóspedes – uma minoria está em inglês, sendo a maioria em alemão, idioma oficial da cidade. Friozinho, queijos suíços, um bom vinho e um bom livro, quer combinação melhor? 🙂 A decoração e design desse espaço é incrível, arriscaria dizer até que um dos mais bonitos e exclusivos que já vi, pois foge totalmente do óbvio e nos propicia uma sensação de tranquilidade e relaxamento.

B2 Boutique Hotel: Wine Library

B2 Boutique Hotel: Wine Library

B2 Boutique Hotel: Wine Library

B2 Boutique Hotel: Wine Library

Destaque para os lustres do ambiente, todos feitos de garrafas da cerveja Hürlimann:

E como nem só de decoração e beleza vive um espaço, devo destacar que o café da manhã era excelente, com boa variedade de queijos suíços, presuntos, frutas, pães, geleias, sucos, etc. Mas o que preciso destacar mesmo são os pães servidos, quem me conhece sabe que venho de uma família de “padeiros” e que tenho paixão pelo mesmo num grau acima da média… kkk. Macios, leves, deliciosos, do tipo que não pesa no estômago mesmo comendo mais de um, me ganharam da apresentação ao sabor. Certamente não foi a mesa de café da manhã mais farta que já vi na vida, mas devo ressaltar que tudo que comi estava muito bom.

Café da manhã no B2 Boutique Hotel

Café da manhã no B2 Boutique Hotel

Queijos suíços no B2 Boutique Hotel

Queijos suíços no B2 Boutique Hotel

Delícias do B2 Boutique Hotel

Delícias do B2 Boutique Hotel

Alguns produtos eram servidos mediante solicitação, como os ovos e as bebidas quentes, por exemplo, que podíamos pedir de acordo com nossa preferência e então preparavam na hora. 🙂

B2 Boutique Hotel

B2 Boutique Hotel

B2 Boutique Hotel

B2 Boutique Hotel

Após uma boa noite de sono, um café da manhã delicioso e atendimento de primeira, chegava então a hora do lazer.

Aproveito pra perguntar: Quem aí já tomou banho de água mineral? O B2 Boutique é o único hotel em Zurique com um spa termal na cobertura. E foi pra lá que fomos num dia feio e cinza que estivemos na cidade. Como viajamos no inverno, o tempo em Zurique estava bem fechado e não pegamos dia de sol em momento algum, o que foi perfeito para curtir um pouco o hotel, aliás vale lembrar que estávamos de férias e também queríamos relaxar, certo?

Dedicamos umas boas horas para o Spa do hotel, que é pago à parte (60 francos por pessoa) e dá acesso ilimitado durante 24 horas. Primeiro fomos para a piscina termal que fica na cobertura, aquecida e descoberta, e com vista pra cidade. Com a temperatura na casa dos 0 graus nesse dia, a água na casa dos 35 estava maravilhosamente deliciosa. Só atrapalhou um pouco as fotos, pois além de não ser permitido tirar, havia mais fumaça do vapor que paisagem.

Piscina termal do B2 Boutique Hotel & Spa

Piscina termal do B2 Boutique Hotel & Spa

Por falar em água, um diferencial da cerveja Hürlimann é que utilizam água mineral no processo de fabricação da bebida. No entanto, a título de curiosidade, quando ali ainda funcionava uma cervejaria, perfuraram o local em busca de água, porém acabou por ter conteúdo mineral demais para a fabricação da cerveja. Graças a isso, hoje os hóspedes do B2 podem experimentar essa água em todos os sentidos, sendo rica em minerais valiosos e promovendo bem-estar e relaxamento.

Para acessar o Spa é necessário ativar previamente a pulseirinha na recepção, pois o Spa não é um espaço exclusivo do hotel. Como dito anteriormente, não pude tirar fotos. Deixo-os com duas fotos retiradas do site oficial e fiquem sabendo que as fotos transmitem perfeitamente o que o ambiente é pessoalmente.

Foto de Adrien Barakat - Divulgação

Foto de Adrien Barakat – Divulgação

Foto de Adrien Barakat - Divulgação

Foto de Adrien Barakat – Divulgação

O B2 Boutique oferece alguns pacotes, sendo um dos mais interessantes o “Just the two of us”, que além da estadia, inclui uma noite de queijos, vinhos e luz de velas na Wine Library, além de entrada no Spa, incluindo o ritual Irish-Roman Spa (ritual que abrange uma série de tratamentos). Perfeito para casais que procuram algo mais romântico e/ou que estão em lua de mel. Como já era de se esperar, pelo fato de Zurique possuir uma das hospedagens mais caras do mundo, essa “brincadeira” começa em CHF 445.

E pra aqueles que não abrem mão de queimar as calorias numa academia mesmo durante uma viagem – o que claramente não é meu caso rs – o hotel tem um pequeno fitness center, apenas com aparelhos mais comuns, mas que deve atender bem quem não pretende fazer um treino muito pesado. Apesar disso, é bom saber que temos essa opção para os dias que comermos queijo em excesso e pelo menos tentar manter a forma no país do fondue, chocolate e ovomaltine.

Essa mensagem é um tapa na cara ou não?

Essa mensagem é um tapa na cara ou não?

Nossa estadia em Zurique não poderia ter sido melhor. Passar o dia na rua e ter a certeza de um ambiente limpo, agradável e confortável à nossa espera foi sem dúvidas essencial pra curtirmos com mais tranquilidade e conforto nossos dias de férias.

Para saber um pouco mais sobre o hotel e fazer reservas, clique aqui.

Outras informações:

Endereço: Brandschenkestrasse 152

Telefone: +41 44 567 67 67

E-mail: zurich@b2boutiquehotels.com

TripAdvisor: Quase 5 estrelas – 6° mais bem avaliado da cidade

Wi-fi: Sim (livre)

Distância do aeroporto: 12 km

Estacionamento: Sim, valet (sobretaxa)

Recepção 24h

Cave Nacional: Autêntica experiência com vinhos brasileiros

Semana passada fui em um evento super legal e diferente, em que pude conhecer um Restobar especializado em vinhos brasileiros, a Cave Nacional, localizada na Rua Dezenove de Fevereiro, um dos burburinhos de Botafogo.

Diferente do que vemos com frequência no bairro, que atualmente apresenta um leque enorme de opções de hamburguerias e cervejarias, a Cave Nacional oferece aos clientes uma proposta diferenciada, oferecendo bons rótulos de vinhos nacionais, com destaque para os oriundos de pequenos produtores de diversas regiões do Brasil.

No estabelecimento você não encontrará os vinhos comerciais que estamos acostumados a ver nos grandes supermercados, encontrará apenas produtos selecionados minuciosamente por uma equipe especializada em vinhos de alta qualidade. Outro diferencial é que além das bebidas poderem ser consumidas no local, são vendidas pra levarmos pra casa  com um preço mais em conta, fato esse pensado propositalmente de modo a incentivar os clientes a consumirem mais vinho em casa, o que culturalmente ainda é incomum em nosso país.

O restobar possui três ambientes: no térreo, o restaurante, nos fundos, a adega climatizada, e no andar superior uma ampla sala para degustação e eventos afins, cuja capacidade máxima é de até 16 pessoas para degustação e 18 para jantar. Caso queira fazer algum evento privado, saibam que com 12 pessoas já é possível reservar o ambiente, que sempre terá os vinhos como foco.

Adega climatizada da Cave Nacional

Adega climatizada da Cave Nacional

Espumante, Rosé, Branco ou Tinto, a Cave Nacional possui produtos de ótima qualidade e que na ocasião tive o privilégio de degustar três de maneira bem informal e descontraída, sem as grandes formalidades e protocolos que envolvem o mundo do vinho. De maneira alegre e clara, uma das sócias da Cave Nacional apresentou os vinhos com bastante paixão e propriedade, demonstrando muito conhecimento, o que resultou em uma noite super agradável.

Primeiro nos foi servido o Azzul Cattacini, espumante feito com a Peverella, a primeira uva plantada no Brasil, que eu particularmente desconhecia. Produzida pelo método champenoise (método tradicional de Champagne), envelhece-se a bebida por um ano e meio sobre as próprias leveduras da fermentação. O resultado é um espumante refrescante, delicado, com sabor seco e equilibrado, excelente para os dias mais quentes que se aproximam.

Azzul Cattacini

Azzul Cattacini

Curiosidade: Algo que me chamou atenção durante a degustação foi o fato de "escutar" o espumante na taça. Caros leitores, façam isso e depois voltem aqui pra me contar o que acharam. É um barulhinho tão relaxante que não sei como nunca tinha pensado nisso antes...kkk.

O segundo vinho servido foi o Fabian, vinho branco jovem, oriundo do Rio Grande do Sul, especificamente da região de Nova Pádua. Produzido com a uva Chardonnay, a segunda mais cultivada uva no Brasil, a bebida possui sabor frutado e aroma de frutas cítricas, bom frescor e é levemente doce.

Vinhos Fabian e Enoteca

Vinhos Fabian e Enoteca

Entre um vinho e outro, pudemos degustar também diversos queijos, presunto parma, bruschettas clássicas e torradinhas, mas tudo de forma bem leve, sempre respeitando a harmonização dos sabores.

Cave Nacional

Cave Nacional

Cave Nacional

Cave Nacional

O terceiro e último vinho servido foi o tinto Enoteca, da marca dos vinhos premium da Dal Pizzol Vinhos Finos. Produzido com as uvas Cabernet Franc, Merlot e Cabernet Sauvignon, é bom para acompanhar carnes vermelhas, pratos com molhos exóticos e condimentados e queijos como Manchego, Grana Padano, Pecorino, Provolone, entre outros. Esse tinto tem uma cor super bonita (vermelho escuro), apresenta sabor agradável e é bem encorpado.

Vinhos nacionais

Vinhos nacionais

Adorei a experiência e achei que a Cidade Maravilhosa ganhou uma opção incrível para quem pretende conhecer mais os vinhos brasileiros sem precisar se deslocar tanto pra isso. É interessante começar a ver o Brasil com outros olhos, que apesar de caminhar a passo de formiguinha frente aos países vizinhos, como Argentina e Chile, possui potencial para crescer tanto quanto os hermanos.

Como funciona

Caso haja interesse em degustação privada, elas devem ser agendadas com pelo menos 2 dias de antecedência. Por serem experiências personalizadas o estabelecimento cobra pelos itens consumidos (vinhos da degustação, outras bebidas e comidas) pelo preço de cardápio.

Ambiente para degustação privada

Ambiente para degustação privada

Geralmente às terças, quartas ou quintas são realizados eventos abertos, sempre uma vez por semana. Os preços partem de R$55,00 por pessoa e pode variar, dependendo dos vinhos que serão servidos na degustação. O valor geralmente inclui os vinhos da prova e água. Com duração de aproximadamente 1 hora, as pessoas costumam descer para o bar para petiscar algo ou jantar e então pagam à parte o que consumirem.

O Rio sem dúvidas ganhou um estabelecimento de peso, principalmente considerando que é a cidade que mais recebe estrangeiros no país – principalmente os que vem com fins de lazer – e que chegam ao Brasil com “sede” de conhecer o que é típico, e que agora têm a possibilidade de conhecer diversos vinhos em um só local.

Além disso, a Cave Nacional é uma opção ótima para quem busca uma programação diferenciada e a dois, pois trata-se de um ambiente com decoração rústico-chique, intimista e com música ambiente super agradável, que juntos fazem do local algo diferenciado. Pra ficar ainda melhor, a casa pratica preços super justos, como pode ser visto no cardápio abaixo,  impresso no jogo americano:

Cardápio da Cave Nacional

Cardápio da Cave Nacional

Caso você não seja do Rio mas queira ter experiência com vinhos brasileiros, a Cave Nacional vende os produtos na loja virtual, com entrega para todo Brasil.

Informações adicionais – Cave Nacional

Endereço: Rua Dezenove de Fevereiro, 151, Botafogo (350 metros da Estação de metrô Botafogo).

Funcionamento: Terça à quinta – de 17h às 00h – Sexta e sábado de 17h às 01h.

Telefone: (21) 2146-5334

A experiência foi uma cortesia da casa para o Apaixonados por Viagens, do qual sou colaboradora, mas reflete inteiramente minha experiência pessoal no estabelecimento.

Lançamento da cerveja B.R.U 39: O inédito rótulo do Bar Urca

Semana passada tive o privilegio de acompanhar a Lily do blog Apaixonados por Viagens em mais um lugar bacanudo no Rio. E quando digo bacanudo me refiro a tudo: qualidade dos produtos, vista incrível, bom atendimento e preço justo. A bola da vez foi o lançamento da cerveja B.R.U 39, o inédito rótulo do Bar Urca, clássica opção no bairro do Rei Roberto Carlos rs. Esse consagrado bar está em funcionamento desde 1939 e é opção certeira pra quem deseja comer e beber bem.

Conto nesse post em primeira mão sobre o lançamento da cerveja B.R.U 39, que numa parceria inédita com a Cervejaria Bohemia, de Petrópolis, trouxe aos clientes do Bar uma ótima opção de cerveja pros dias mais quentes. Com teor alcoólico de 4,8%, a cerveja é tipo Pilsen e puro malte. Ainda que eu só beba cerveja socialmente e não seja uma grande entendedora, a nova bebida agradou muito meu paladar, já que não sou fã das cervejas estilo American Lager, que geralmente são mais aguadas.

Ponte Rio-Niterói ao fundo vista do Bar Urca

Ponte Rio-Niterói ao fundo vista do Bar Urca

Com nível médio de amargor, a receita pensada e desenvolvida pela Bohemia utilizou a técnica de Dry Hopping, que consiste em acrescentar uma dose extra de lúpulo visando intensificar os aromas da bebida. O resultado é uma cerveja de sabor leve, suave e refrescante, que harmoniza muito bem com frutos do mar, especialidade da qual o Bar Urca entende bem.

Bar Urca: Lançamento da cerveja B.R.U 39

Bar Urca: Lançamento da cerveja B.R.U 39

Por falar em frutos do mar, nada melhor pra acompanhar a nova cerveja que os petiscos da casa, que são igualmente incríveis. A empada e o pastel de camarão são de pedir de monte: sequinhos e com recheios generosos. Além desses petiscos, o bolinho de bacalhau merece destaque, pois diferente de muitos que encontramos por aí, o de lá tem recheio generoso de bacalhau. E já que estamos em dezembro, tem algo que combine mais com essa época do que o famoso peixe do Atlântico Norte? 🙂

Outra novidade do cardápio é a Canoa de Verão de nome Salada de bacalhau ao Grão, que promete ser a aposta da vez. Essa salada, que vem acompanhada de azeitonas pretas e grão de bico, é uma ótima pedida pra quem não quer sair de forma e também para quem pretende compartilhar um petisco com outra pessoa, pois é bem farta.

Petiscos do Bar Urca: tanto os pastéis quanto as empadas são excelentes!

Petiscos do Bar Urca: tanto os pastéis quanto as empadas são excelentes!

Canoa de Verão: Salada de bacalhau ao Grão

Canoa de Verão: Salada de bacalhau ao Grão

Fartura e bacalhau são duas palavras que nos fazem pensar em uma coisa: é caro. Porém, para minha surpresa, não é não: o preço é bem convidativo. Vendida por apenas R$26, a salada tem ótimo preço, que também acompanha o da nova cerveja: R$10, e que está sendo comercializada apenas no Bar Urca.

Pretendo voltar o quanto antes para experimentar as outras Canoas do cardápio, entre elas o bobozinho (bobó de camarão), risotinho (risoto de camarão) e o Brazinho (Bacalhau ao Bráz). Os “inhos” são propositais, pois tratam-se de porções pequenas em relação aos pratos principais do restaurante. Todas têm o mesmo preço: R$26.

Caso queira curtir o pôr do sol da Mureta consumindo os produtos do bar, é necessário que vá diretamente ao balcão, efetue seu pedido e pague o que consumir na hora, pois os garçons não atendem na Mureta.

Fim de tarde na Mureta em frente ao Bar Urca

Fim de tarde na Mureta em frente ao Bar Urca

Eu e a amiga Lily curtindo o fim de tarde!

Eu e a amiga Lily curtindo o fim de tarde!

O trabalho de criação do rótulo da B.R.U 39 foi feito pelo Estúdio Colletivo de Design, e a ilustração retrata bem o cotidiano do Bar Urca: paisagem com barquinhos, cerveja gelada, diversos petiscos, e, ao fundo, a Baía de Guanabara refletindo o pôr do sol. À direita do rótulo merece destaque também o “selo” do Seu Gomes, uma homenagem ao fundador da casa. Adorei a originalidade, criatividade e a alegria que o rótulo transmitiu.

Rótulo da B.R.U 39, não ficou lindo?

Rótulo da B.R.U 39, não ficou lindo?

A título de curiosidade, o nome B.R.U. 39 remete às iniciais do nome do estabelecimento, seguido do ano de fundação do mesmo. Caso queira saber um pouco mais sobre o local, sugiro que leia esse post, em que a Lily contou de forma clara e detalhada sobre a experiência de jantar no andar superior do estabelecimento, que funciona no sistema à la carte.

Bar Urca: O andar superior funciona no sistema à la carte

Bar Urca: O andar superior funciona no sistema à la carte

A vista maravilhosa do Bar Urca

A vista maravilhosa do Bar Urca

Como chegar:

  • Uber ou Cabify: Caso queira combinar metrô com um carro particular dessas empresas, a melhor estação é Botafogo, e a corrida até o destino dará mais ou menos R$12,00.
  • Táxi: Há muitos taxistas no local, inclusive em frente ao Restaurante.
  • Metrô: Não existe estação de metrô na Urca, mas você pode ir até a estação de Botafogo e lá pegar o ônibus de integração da Linha 513 que faz a rota Botafogo – Urca (na hora de comprar seu bilhete, informe que você quer pegar o ônibus de integração para a Urca).
  • Ônibus: 
  • Linha 581 – Linha Circular 1: Leblon x Cosme Velho (via Copacabana, Urca, Largo do Machado)
  • Linha 582 – Linha Circular 2: Urca – Leblon (via Jardim Botânico, Rebouças e Laranjeiras)
  • Linha 107: Central – Urca

Bar Urca: Mais informações

  • Endereço: Rua Candido Gaffrée, 205, Urca.
  • Tel.: 2295-8744
  • Instagram: @barurca
  • Não aceitam reservas aos finais de semana e feriados
  • Aberto diariamente

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Inauguração do novo Corredor da Pérgula, no Copacabana Palace

Quem circulou essa semana pelas redondezas da piscina mais famosa do Rio deve ter visto o novo corredor da Pérgula, localizado em frente à piscina do Copacabana Palace e que conecta a Pérgula com o Restaurante Cipriani. Sempre de olho nas novidades, fui conhecer e representar o blog @apaixonadosporviagens, do qual sou atualmente colaboradora,  na inauguração do espaço.

Evento de inauguração do novo corredor da Pérgula

Evento de inauguração do novo corredor da Pérgula

Caro leitor, você pode está se perguntando o que teria de interessante em um corredor, mas tratando-se de Copacabana Palace sugiro que não subestime rs. Ter o potencial de apresentar um lugar bonito, agradável e que faz as pessoas se sentirem confortáveis, pensando sempre nos mínimos detalhes, faz da inauguração do corredor um evento. Evento esse que ocorre uma vez ao ano, que é a frequência com que mudam a decoração do ambiente.

O novo corredor, integrado à piscina e aos restaurantes, ganhou nova cara dia 28 de novembro com o projeto que contou com o trabalho da designer de interiores Paola Ribeiro, convidada pelo curador do espaço Arnaldo Danemberg, e em uma parceria de sucesso conseguiram transformar o ambiente num lugar contemporâneo e mais convidativo, tanto para os hóspedes que por ali circulam quanto para os não-hóspedes.

A designer, com carreira brilhante resultado de 20 anos de experiência, tem o dom de repaginar móveis antigos e rústicos em decoração contemporânea, e, junto com Arnaldo Danemberg, profissional ávido por encontrar peças interessantes em leilões, feiras e fazendas no interior da Europa, onde adquire boa parte das peças de seu Antiquário, fizeram do ambiente algo brasileiríssimo, alegre e a cara da estação que se aproxima.

Apesar de não ser da área, confesso que me encanto cada vez mais com os projetos de designers de interiores, profissional que tem a  capacidade de recriar e reaproveitar um móvel ou objeto que para muitos não tem mais utilidade. Pude ver isso na prática, por exemplo, com um sofá de madeira maciça que antes era uma mesa de centro e que foi ‘ressuscitada’ ao colocar diversos futons com estampas diversas por cima. Entre um petisco e outro, servido pelo Restaurante Pérgula, pude notar algumas particularidades como essa.

Comidinhas do Restaurante Pérgula

Comidinhas do Restaurante Pérgula

A dupla de peso escolheu criteriosamente os móveis que tornaram a área mais charmosa do que já era. O resultado foi uma reinvenção com história que faz alusão a uma memória de trabalho, repleta de antigos móveis que pertenceram anteriormente a um curtume, a uma boulangerie, a um florista, a uma tecelagem e a uma marcenaria, por exemplo.

Fazendo sua reserva de hospedagem no Belmond Copacabana Palace por esse link, você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o blog a se manter vivo! :)

Vale destacar os gaveteiros que pertenceram a uma tecelagem, duas bancadas portuguesas usadas por floristas, estrados de curtume e caixas oriundas de uma típica boulangerie francesa, além de baús diversos, que são a marca registrada do Arnaldo Danemberg Antiquário.

Confesso que fiquei encantada com as poltronas que ornaram o ambiente. Revestidas em charmosos tecidos com estampas modernas, as poltronas foram assinadas pela dupla Gregório Kramer e Attilio Baschera para a Donatelli, referência na área de tecidos e decoração. Segundo a designer Paola, ela escolheu a Coleção Brasiliana da dupla, pois de forma casual e elegante a coleção transmite bem as riquezas culturais do nosso país, o que podemos notar claramente nas fotos abaixo:

Novo corredor da Pérgula - Copacabana Palace

Novo corredor da Pérgula – Copacabana Palace

Novo corredor da Pérgula - Copacabana Palace

Novo corredor da Pérgula – Copacabana Palace

Para fechar com chave de ouro e enriquecer ainda mais o ambiente, belos abajures antigos, cestas de uvas portuguesas da região do Douro, mesas de vinhedo francesas, as ‘Table de Vendange’ – que servem também de mesas laterais – além de tapetes da Phenicia Concept para áreas externas. Os quadros da área levaram a assinatura da artista plástica Anamelia Moraes e contou com paisagismo de Christina Mendes, além de flores da Cultura Flor. Tudo isso, necessariamente, para compor o cenário alegre, despojado, leve e praiano que tem nosso Rio de Janeiro.

Caso curta decoração e design de interiores, uma ida ao Copacabana Palace é uma ótima pedida, e ao contrário do que possam pensar por aí eles são super abertos a não-hóspedes, que podem escolher um dos três restaurantes que o interior da casa abriga. É tudo muito refinado, clássico e de bom gosto. Quem topa? 🙂

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O que você não pode deixar de ver no Rio

Visitar por um dia, um mês, um ano. Posso dizer com autoridade que você nunca ficará entediado ao visitar o Rio. Eu, que já havia ido à capital fluminense pelo menos umas 10x antes de me mudar – sem exagero – há um ano desembarquei pra uma estadia de longa duração e aos poucos vou pelo menos tentando zerar o que tem de bom por aqui e conto em primeira mão o que você não pode deixar de ver no Rio de Janeiro.

Separei alguns lugares que acho indispensáveis de conhecer, o que vai variar obviamente de acordo com o tempo que você terá de estadia. Pra esses pontos você vai precisar de pelo menos 4 dias – e também vai precisar fazer uma fezinha pra São Pedro ajudar com o tempo! 🙂

Praia de Copacabana

A princesinha do mar, quiçá a praia mais famosa do Brasil, merece respeito. Possui ótima infraestrutura pro turista, facílimo acesso de transporte público, excelente orla pra pedalar ou caminhar, centenas de barzinhos, restaurantes, hotéis, etc. Além de ser naturalmente muito bonita, claro. Pelo fato de ser uma praia central e muito movimentada (tanto de dia quanto à noite), é também um lugar pra ficar atento com os pertences, pois trombadinhas estão por todo lugar e geralmente andam em grupo. Quanto à água do mar, é bem fria, com momentos raros no verão que a água fica mais morna.

Praia de Copacabana

Praia de Copacabana

Calçadão de Copacabana com a amiga Teresa

Calçadão de Copacabana com a amiga Teresa

Dica de lugar pra comer em Copa com requinte e sofisticação: Restaurante Pérgula, no Copacabana Palace

Dica de lugar pra comer em Copa sem gastar muito: Onde comer no Rio sem gastar uma fortuna

Dica de barzinho pra ir à noite e ver gente: Boteco Belmonte (clássico carioca que adoro, está espalhado por vários bairros e é um pouco caro), Pavão Azul (bar simples e estilo “pé sujo” que vive lotado e tem preço ótimo).

Forte de Copacabana

Ainda no circuito Copacabana, dê uma esticadinha até o Forte, um dos meus lugares preferidos na cidade e parada obrigatória quando recebo alguém de fora. De lá temos uma vista linda de toda a praia e também da vizinha Praia do Leme. É um local bem sossegado, lindo e que rende ótimas fotos. Além do mais, tem nada menos que uma Confeitaria Colombo lá dentro. É necessário adquirir ingresso pra entrar (R$6), mas vale a pena pela segurança e conforto que tem o local, que é uma área militar. Caso esteja chovendo opte por outra atração, já que essa é uma área aberta.

Dica: Sente em uma mesa externa na Confeitaria Colombo pra apreciar a vista, peça um Capuccino Colombo e seja feliz. 🙂

Praia de Ipanema

Caso queira aproveitar o embalo e ir andando da atração anterior, vá caminhando passando pelo Arpoador, mais especificamente na Pedra do Arpoador, lugar que oferece uma vista espetacular de toda a Praia de Ipanema e Leblon, Morro 2 Irmãos e um pôr do sol espetacular.

Caminhando mais um pouco, você verá a estátua de Tom Jobim, que era amante e morador do bairro. Tem algo mais a cara de Ipanema que ele? rs.

Com menos infraestrutura na orla que Copacabana, ainda assim tem uma certa infraestrutura pro visitante, mas com produtos mais caros. Eu quase nunca vou à Ipanema pra ir à praia em si, geralmente vou pra algum restaurante ou barzinho que tem no bairro (que são muitos!). Entretanto pra quem gosta de entrar no mar, apesar da água fria, é uma boa pedida.

Num quente dia de verão com Lily (@apaixonadosporviagens) e Cris com seu bebê (@crispelomundo)

Num quente dia de verão com Lily (@apaixonadosporviagens) e Cris com seu bebê (@crispelomundo)

Dica de lugar pra comer com requinte em Ipanema: Trattoria Gero, do Grupo Fasano, Gabbiano Al Mare (restaurante com vista).

Dica de bar em Ipanema: Bar Astor, bem em frente à Praia, Boteco Belmonte Ipanema, Barthodomeu (todos muito perto do metrô).

Dica de onde comer sem gastar muito em Ipanema: Fazendola (self-service) e Garota de Ipanema (berço da famosa música).

Não se enquadrando como restaurante sofisticado  e muito menos como restaurante econômico é o CT Boucherie, restaurante maravilhoso que todo mundo deveria separar uns bons reais e conhecer rs.

OBS: Eu poderia fazer um post só de lugares bons pra comer em Ipanema, pois tem muita opção!! 🙂

Escadaria Selarón

Saindo do circuito praias, vale a pena conhecer a Escadaria Selarón, localizada a 5 minutos dos Arcos da Lapa. Praticamente uma obra de arte e não apenas uma escada, a obra foi feita pelo chileno Jorge Selarón, e trata-se de 215 degraus medindo 125 metros de comprimento, que são cobertos por mais de dois mil azulejos de mais de 60 países do mundo. É impressionante como é grande, e eu não tinha ideia disso até conhecer. É muito bonito, alegre, colorido e brasileiríssimo!

Fazendo sua reserva de hospedagem no Rio de Janeiro por esse link, você ajuda o blog a se manter vivo e não paga nada a mais por isso! :)

Recomendo que vá de dia, por ser mais movimentado. E bote movimento nisso! Tirar uma foto sozinha na famosa escada requer paciência pra entrar em uma fila de turistas em busca de um espaço rs.

OBS: Evite ir de carro para o local, pois não tem onde estacionar. A estação de metrô mais próxima é Cinelândia.

Dica: Não vá com um sapato escorregadio, principalmente se tiver chovido. Como caminhamos sobre azulejos, dependendo do calçado pode escorregar.

Centro

Caso queira continuar o circuito anterior a pé, e menos de 1 km estará no Teatro Municipal, sem dúvidas umas das mais bonitas construções do centro histórico. Aliás essa região do centro tem um ar europeu que nenhum outro bairro tem. Nas redondezas do teatro você encontrará outras belas edificações como a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes, que nos remete ao Rio imperial, com acervo iniciado com diversas obras de arte trazidas por D. João VI, e sendo ampliado ao longo dos anos.

Horário de Visitação Theatro Municipal (Visitas Guiadas)
• De terça a sexta: 11h30, 12h, 14h, 14h30, 15h e 16h.
• Sábados e feriados: 11h, 12h e 13h.

Ingressos
Inteira: R$20
Meia: R$10

O que ver no Rio de Janeiro: Theatro Municipal

O que ver no Rio de Janeiro: Theatro Municipal

Seguindo ainda pela Avenida Rio Branco, o visitante terá opções diversas de museus e visitas de cunho cultural (Caixa Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil, etc). Caso tenha interesse verifique a programação. É no próximo ponto que eu quero chegar.

Onde comer no centro do Rio: Pampa (self-service maravilhoso!)

Confeitaria Colombo

Já ouviram falar dela por aqui, certo? Mas não falei da pioneira, na Rua Gonçalves Dias. Localizada nessa simpática rua com ares europeus, a Confeitaria Colombo é um ícone dos tempos áureos do Rio de Janeiro e é considerada uma das mais bonitas cafeterias do mundo.

E nem só de beleza e decoração vive esse lugar, que está a todo vapor desde 1894. Ponto de encontro de intelectuais como Olavo Bilac e Machado de Assis, reza a lenda que outro assíduo frequentador era Getúlio Vargas, que teria bolado a Revolução de 30 de um dos salões da Confeitaria.

Confeitaria Colombo

Confeitaria Colombo

Eu, menos intelectualizada que os célebres frequentadores, sigo recomendando uma ida ao local pra mais um Capuccino Colombo, por favor, e uma empadinha de camarão pra acompanhar. 🙂

Real Gabinete Português de Leitura

Ainda contaminados de cultura e história, sigamos pra essa pérola no centro da cidade, que injustamente não é visitada como deveria. A parte positiva é que é uma atração gratuita, localizada a apenas 450 metros da atração anterior. Fundado em 1837, o local abriga o maior número de obras de autores portugueses fora de Portugal. Merece destaque o exemplar da primeira edição de “Os Lusíadas”, de 1572, que pertenceu à Companhia de Jesus.

O que fazer no Rio: Visitar o Real Gabinete Português de Leitura

O que fazer no Rio: Visitar o Real Gabinete Português de Leitura

Fugindo um pouco da realidade e viajando um pouco na maionese, não dá pra não comparar o local com o cenário do filme do bruxinho Harry Potter. Só indo pra saber como é parecido! rs.

Real Gabinete Português de Leitura

Real Gabinete Português de Leitura

Porto Maravilha

Caso queira continuar o tour do ponto anterior, basta andar pra Avenida Rio Branco e pegar um VLT pra seguir rumo à região portuária. Essa área foi totalmente revitalizada para as Olimpíadas de 2016 e pelo visto deu muito certo: belo paisagismo, atrações incríveis, obras de arte a céu aberto e muita atividade ao ar livre completam o local. Lá está localizado o Museu do Amanhã, cuja autoria arquitetônica é do famoso espanhol Santiago Calatrava; o Aquario, maior aquário marinho da América do Sul; e também o gigantesco mural Etnias, do artista Kobra, que foi considerado pelo Guinness Book o maior grafite do mundo. Nem precisa eu dizer que vale muito a pena a ida nesse local né? 🙂

Museu do Amanhã ao fundo

Museu do Amanhã ao fundo

Aquario é atração imperdível para pessoas de todas as idades

Aquario é atração imperdível para pessoas de todas as idades

Mural Etnias/Kobra

Mural Etnias/Kobra

Cristo Redentor

Num dia mais tranquilo e com céu limpo prepare-se pra conhecer o principal cartão-postal da cidade: Cristo Redentor. Você tem duas opções de acesso ao Cristo: pelas vans oficiais e também pelo Trem do Corcovado, no Cosme Velho. Eu já fui das duas maneiras, mas particularmente achei bem mais legal ir de trenzinho subindo a Floresta da Tijuca.

Chegando de van:

  • As vans oficiais partem da Praça do Lido, em Copacabana, do Largo do Machado (bem ao lado do metrô), e do shopping Città América, na Barra da Tijuca.

Quanto custa:

  • De van na ALTA temporada: R$74,00;
  • De van na BAIXA temporada: R$61,00;
  • Trem do Corcovado ALTA temporada: R$75,00;
  • Trem do Corcovado BAIXA temporada: R$62,00.

Sugiro que verifique nos sites oficiais o calendário de temporadas pra saber exatamente em qual se dará sua visita. Os valores apresentados acima foram pesquisados em novembro de 2017.

Cristo Redentor: O maior símbolo da capital fluminense

Cristo Redentor: O maior símbolo da capital fluminense

Além das duas maneiras apresentadas há uma terceira que não recomendo muito: ir por conta própria. Em minha última visita ao Cristo Redentor peguei um Cabify pra acessar o Centro de Visitantes Paineiras e então poder seguir pro Cristo a partir de lá. A ida foi tranquila, porém sei de relatos que os motoristas muitas vezes não querem subir por ser uma região com muitas ladeiras, chão de paralelepípedo e acesso não tão simples. Além disso, não pega sinal de telefone lá, o que dificulta pedir um carro de aplicativo na volta, ficando refém dos taxistas e seus preços exorbitantes.

Digo isso porque na volta, como não tinha sinal no celular, tive que pegar um dos táxis que ficam no local e que não usam o taxímetro. Ou seja, cobraram R$50 numa corrida que no taxímetro daria apenas R$18. Não sei se todos “trabalham” assim (aspas), mas como minha experiência foi ruim não recomendo de modo algum. Apesar do ingresso ser mais barato pra quem opta por acessar o Monumento a partir de Paineiras (R$41 alta temporada/R$28 baixa) não valeu a pena.

Pão de Açúcar

Dentre as clássicas atrações turísticas da cidade, essa posso dizer que é minha favorita. Tem fácil acesso, vista maravilhosa, ótimo lugar pra apreciar o pôr do sol e boa infraestrutura pro visitante. Você pode chegar ao Pão de Açúcar parcialmente pela trilha que dá acesso ao Morro da Urca, e então no Morro da Urca pegar o bondinho até o ponto final. A economia é de 50%, mas requer um certo preparo físico pra uma trilha de nível leve, mas que de qualquer forma requer esforço físico e tempo.

Pão de Açúcar

Pão de Açúcar

OBS: Escrevi um post completo sobre como é a trilha pro Morro da Urca aqui.

O preço pro bondinho Pão de Açúcar é salgado (R$80) e em determinadas épocas do ano cariocas e moradores do Rio pagam meia entrada. Apesar de caro, vale muito a pena por ser um passeio fantástico. 🙂

Praias fora da Zona Sul

Depois de cumprida a maratona de visitas a lugares clássicos, eu recomendo que separe um dia pra conhecer ao menos um pouco as praias fora do circuito Zona Sul. Eu adoro a Praia da Barra e a Praia de Grumari, essa última bem distante e sem infraestrutura pro visitante, o que faz dela menos urbana, menos movimentada e geralmente mais limpa.

Quando vou à Praia da Barra, gosto de ficar no quiosque Gávea Beach Club, que oferece ótimos drinks, petiscos e música ambiente deliciosa. Escrevi um post contando sobre esse local.

Praia da Barra num verão com água morninha!

Praia da Barra num verão com água morninha!

Além das praias citadas, caso tenha mais tempo vale a pena incluir uma ida à Praia da Macumba, Praia do Recreio e Prainha – principalmente se curte surf. Essas praias são lindas e transmitem aquela sensação de que nem estamos na capital sabe? Infelizmente o acesso de transporte público não é fácil se estiver hospedado na Zona Sul, pois é de fato muito longe e o metrô não chega lá. Sempre que vou, vou de carro.

Essas são as atrações que considero imperdíveis numa visita ao Rio e que vira e mexe gosto de fazer, mesmo como moradora. Espero que curtam a cidade, o clima e o estilo de vida do povo local, que é bem descontraído e sem formalidades. Além dessas, a cidade tem muitas outras coisas pra ver, mas as mais imperdíveis pro turista listo aqui. 🙂

Restaurante Pérgula, o reformadíssimo do Copacabana Palace

Pérgula: do italiano pergola, do latim pergula: construção saliente, balcão, varanda, latada. Procurar no dicionário o significado da palavra foi a primeira coisa que fiz ao receber o irrecusável convite pra cobrir um almoço maravilhoso no Restaurante Pérgula, pro blog Apaixonados por Viagens, que contou com a presença de outros três blogs do Rio de Janeiro.

Logo eu, que nunca havia ido ao hotel e que até hoje ouço as histórias do meu avô sobre o Copacabana Palace, onde ele adorava se hospedar quando vinha ao Rio. Poder ver de perto pelo menos um pouquinho do que o patriarca da minha família conta com saudades foi muito especial.

Após passar por uma reforma milionária, o restaurante, que não passava por uma grande reforma há 24 anos, finalmente reabriu suas portas todo reformulado: do teto ao chão, dos drinks aos pratos principais. O famoso picadinho que outrora foi o prato mais pedido do local, deu espaço a outras invenções criativas do chef Fillipe Rizzato, que aproveitou o período que o restaurante esteve fechado pra buscar inspirações em Londres, onde passou por uma reciclagem.

Apesar de ter buscado inspirações em terras britânicas, o cardápio é bastante enxuto e tem foco na comida brasileira, fresca, com ingredientes de qualidade e da estação. A ideia até então é poder mudar pelo menos 30% do menu a cada dois meses pra ter sempre produtos sazonais e frescos à mesa, e sempre com a mesma proposta: ser sofisticado, mas ao mesmo tempo descomplicado.

Interior do restaurante e ao fundo o bonito painel

Interior do restaurante e ao fundo o bonito painel

O projeto da reforma foi assinado pelo escritório de arquitetura Muza Lab, em Londres, o enorme painel foi desenhado pela artista francesa Dominique Jardy, que é impossível passar despercebido, e móveis com pedras brasileiras e cadeiras conceito do designer Sérgio Rodrigues. No chão, um belo trabalho de revestimento feito pela mosaicista Marinella Spadon em mármore branco Paraná e granito preto.

Restaurante Pérgula: Detalhes do novo piso

Restaurante Pérgula: Detalhes do novo piso

A Pérgula existe desde 1949 e já foi palco de grandes encontros desde então. Pessoas da alta sociedade brasileira e celebridades internacionais já chamaram de casa o hotel por uns dias, arrancando suspiros de quem passa por fora. Entre essas celebridades, uma curiosidade: Vocês sabiam que foi sentado na varanda do restaurante que Walt Disney se inspirou pra criar o famoso personagem Zé Carioca? 🙂

A piscina mais icônica do Rio de Janeiro: Copacabana Palace

A piscina mais icônica do Rio de Janeiro: Copacabana Palace

Localizado dentro do majestoso Hotel Copacabana Palace, o restaurante pode ser apreciado de diferentes ambientes: da parte interna, refrigerada e com vista para a Avenida Atlântica, da parte externa, coberta e com vista pra piscina e de outra área mais próxima à piscina ainda, bom para aqueles que estão realmente curtindo esse espaço do hotel.

Vista pra Avenida Atlântica

Vista pra Avenida Atlântica

Imaginem quantas crises nosso país já enfrentou desde 1949, quantos estabelecimentos abriram e fecharam, quantas mudanças de tendências tanto na gastronomia quanto na área de design e decoração já passamos. E imaginar que o restaurante não desce do salto por todo esse tempo é realmente de aplaudir de pé: ter a capacidade de se reinventar, atender às mais exigentes demandas e formular cardápios novos são desafios pelo qual o restaurante passou e passa e que felizmente dá um show.

Fazendo sua reserva de hospedagem no Belmond Copacabana Palace por esse link, você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o blog a se manter vivo! :)

Por falar em arquitetura e decoração, outra novidade é que a piscina do hotel também foi reformada durante o inverno e, apesar de não ter mudado seu clássico conceito, teve todo o mobiliário atualizado e contou com o paisagismo de Burle Marx e uma Pool Bar, que antes não existia. Como dica, sugiro que curtam o Pool Bar aos goles de Mojito Carambola, o drink que ganhou meu coração: leve, suave e refrescante, ótima opção para o verão que se aproxima.

Ou que tal esse drink na beira da piscina?

Ou que tal esse drink na beira da piscina?

Por falar em bebidinhas, a carta de drinks está incrível e diferente. Na ocasião pudemos experimentar alguns deles, em especial os “coconuts”, que são drinks servidos dentro de um coco fresco com as bebidas favoritas de antigos famosos do hotel. O nome dos drinks faz referência ao nome dos famosos, como Edith Piaf, Mary Pickford, etc.

Mojito Carambola no centro

Mojito Carambola no centro

Pudemos percorrer todo o cardápio e provar praticamente tudo, mas os meus destaques vão para o tempura de camarão e aspargos como entrada, risotto de beterraba e queijo de cabra e não menos interessante o Carré de cordeiro com salada de couscous marroquino. E como não podia faltar: a sobremesas são maravilhosas! Sinceramente não consegui eleger uma favorita. Ponto alto para a apresentação, beleza e sabor dos pratos, com destaque para o “cacau de chocolate”, recheado com sorbet de cupuaçu e 53% de cacau brasileiro e chocolate. Sou paraense né gente? De cupuaçu eu entendo! 🙂 Além disso, vale destacar também que a de ovos nevados com purê de frutas vermelhas estava de comer rezando!

Opções de entrada do Restaurante Pérgula

Opções de entrada do Restaurante Pérgula

Tempura de camarão e aspargos

Tempura de camarão e aspargos

Pratos principais: À esquerda o carré de cordeiro e à direita (à frente) o bife ancho angus com feijão cavalo e farofinha (carne super macia!)

Pratos principais: À esquerda o carré de cordeiro e à direita (à frente) o bife ancho angus com feijão cavalo e farofinha (carne super macia!)

Opções maravilhosas para sobremesa: Leves, saborosas e brasileiríssimas!

Opções maravilhosas para sobremesa: Leves, saborosas e brasileiríssimas!

Outra coisa legal do novo restaurante é que tem uma “show kitchen” integrada ao salão, onde podemos interagir com o chef e vê-lo preparando e finalizando os pratos, em um grande balcão e ambiente com churrasqueira à lenha e carvão.

Nova Show kitchen do Restaurante Pérgula

Nova Show kitchen do Restaurante Pérgula

Preciso voltar a falar do curioso risotto de beterraba, que não é algo que normalmente eu pediria ao ir num restaurante, mas que me surpreendeu muito. Já tinha ouvido falar que era bom, mas ao provar realmente tive a certeza. A combinação do risotto com queijo de cabra harmonizou perfeitamente e é algo que certamente eu pediria na minha segunda ida ao local.

Risotto de beterraba, queijo de cabra e agrião

Risotto de beterraba, queijo de cabra e agrião

O tempura de camarão é servido em porção pequena e individual pela quantidade que serve. Por ser muito bom, também não dá vontade de dividir com ninguém rs. Camarão bem grande, empanado, crocante, nada oleoso e bastante sequinho. De comer rezando com os deliciosos aspargos e purê de batata roxa.

E pra alegria dos vegetarianos uma das opções de prato principal é a moqueca de shitake, arroz basmati e caju caramelado que sem dúvidas fica até fácil ser vegetariano assim rs. O aroma do caju aliado às porções generosas de shitake combinaram bem e a apresentação do prato estava impecável. Por falar em pessoas com restrições alimentares, o cardápio atende bem todo mundo: vegetarianos, celíacos e pessoas com intolerância à lactose, além dos carnívoros, claro.

Moqueca de shitake, arroz basmati e caju caramelado

Moqueca de shitake, arroz basmati e caju caramelado

Após muitas taças de espumante e comidinhas deliciosas, fomos conhecer os bastidores da Pérgula e tivemos o prazer de percorrer a cozinha com o chef e ver de perto onde os 38 funcionários do espaço ficam a topo vapor. A cozinha funciona nos três turnos de maneira muito otimizada e confesso que fiquei impressionada com o tamanho, que é relativamente pequeno frente à demanda que tem. E funciona tudo de maneira bastante organizada e eficiente, cumprindo de maneira louvável aquilo que se comprometem a entregar para os clientes.

Cozinha da Pérgula

Cozinha da Pérgula

Após provarmos de quase tudo, sinceramente posso dizer que adorei a experiência. Achei a apresentação dos pratos impecável, sabor excelente, todos servidos na temperatura ideal e em louças super bonitas e com toque contemporâneo, ambiente com decoração moderna, alegre e clean, e não menos importante tem um atendimento 5 estrelas, desde a equipe da cozinha, garçons, bar, hostess, como um hotel Belmond não poderia deixar de ser. Certamente é um local que voltarei com meu marido, especialmente pro brunch, que ainda não conheci. 🙂

Deixo-os agora com mais fotinhos para que fiquem babando:

Opção de entrada: Vieiras grelhadas, salada de feijões, creme de abóbora, farofinha e molho de maracujá

Opção de entrada: Vieiras grelhadas, salada de feijões, creme de abóbora, farofinha e molho de maracujá

Opção de prato principal: Polvo grelhado, batatas ao murro e molho romesco

Opção de prato principal: Polvo grelhado, batatas ao murro e molho romesco

Opções de sobremesa: Ovos nevados com purê de frutas vermelhas e atrás sorbet de sorvete de frutas diversas, em especial frutas brasileiras

Opções de sobremesa: Ovos nevados com purê de frutas vermelhas e atrás sorbet de sorvete de frutas diversas, em especial frutas brasileiras

Informações importantes:

O restaurante funciona diariamente para café da manhã, almoço, jantar, drinks e para o brunch aos domingos nos seguintes horários:

Café da manhã: Segunda à sexta – 6:30 às 10:30h / Sábados, domingos e feriados – 7:00 às 11:00h

Almoço: Segunda a Sábado – 12:00 às 17:00h

Brunch: Domingos – 13:00 às 16:00h

Jantar: Domingo a quarta – 18:00 à 00:00h / Quinta a Sábado – 18h às 02:00h (cozinha fecha à 00:00h)

Horários de funcionamento: Pool Bar / Bar da Piscina

Domingo à quarta de 12:00 às 19:00h (exceto domingo que abre às 10h)

Quinta a Sábado de 10:00 à 00:00h

Endereço: Belmond Copacabana Palace – Av. Atlântica nº 1702, Copacabana.

Reservas: (21) 2545-8787

Email: reservations.brazil@belmond.com

Wi-fi: Sim

Valet: Sim

Novo Shangri-La Hotel: Colombo introduzirá um novo nível de luxo no Sri Lanka

Recentemente tive o prazer de conhecer em primeira mão as novidades do novo empreendimento da rede Shangri-La Hotels and Resorts que irá inaugurar na próxima semana em Colombo, a maior cidade do Sri Lanka. Durante um almoço descontraído conhecemos a Judy Reeves, Diretora de Relações Públicas das Américas, que veio apresentar para alguns blogueiros as novidades do luxuoso hotel e suas impressões sobre esse curioso país.

Eu ao lado de Judy Reeves e da amiga Lily @apaixonadosporviagens, dona da foto :)

Eu ao lado de Judy Reeves e da amiga Lily @apaixonadosporviagens, dona da foto 🙂

Depois de ver as fotos, fiquei encantada! Além das excelentes instalações de alto padrão no hotel, o país parece ser incrível pra quem procura sair um pouco do turismo óbvio e busca algo mais exótico, com foco em culturas diferentes e contato com a natureza.

Pra quem não sabe onde fica esse país, está localizado na Ásia, especificamente no sul do subcontinente indiano, e  combinar  uma ida da Índia ao Sri Lanka é ideia interessante, já que apenas 3:40h separam um destino do outro em um voo direto partindo de Nova Deli.

O suntuoso hotel aceitará reservas para estadias a partir do dia 17 de novembro de 2017. Esta será a segunda propriedade do grupo asiático no Sri Lanka, juntando-se ao Hambantota Golf Resort & Spa – inaugurado em junho de 2016 –  e quebrando um jejum de abertura de hotéis no Sri Lanka, nos últimos trinta anos, com um lançamento de um estabelecimento hoteleiro espetacular, sem dúvida, o mais importante e luxuoso da atualidade.

Localizado em One Gale Face, ao longo da agradável Green Promenada – área mais exclusiva da cidade – o hotel Shangri-La Colombo oferecerá vistas estonteantes do Oceano Índico na maioria de seus 500 apartamentos e suítes. O hotel está a 40 minutos de carro do aeroporto Internacional Colombo Bandaranaike, em uma área de 10 hectares de terra que também irá acomodar uma torre de escritórios, dois edifícios residenciais e um shopping com lojas high-end, trazendo um novo nível de luxo para a próspera cidade metropolitana de Colombo.

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“Com o crescimento de turistas que visitam a cidade nos últimos oito anos, Colombo tornou-se o portão de entrada para a generosa gama de atrativos que a incrível ilha tem a oferecer”, disse Timothy Wright, vice-presidente e gerente geral do Shangri-La Hotel, Colombo. “Pretendemos estabelecer novos padrões de hospitalidade de luxo em Colombo e mesclar o serviço personalizado da rede Shangri-La com o charme e tradição do Sri Lanka”, completou ele.

O Shangri-La Hotel Colombo permitirá aos que viajam a lazer ou a negócios um mix da elegância asiática da rede hoteleira e o estilo contemporâneo inspirado nos países de natureza e beleza abundantes. Para refletir esse conceito, o hotel contratou o prestigiado artista chinês Man Fung-Yi para criar uma escultura de metal de um bebê elefante em tamanho real, que enfeita e dá graça ao lobby, e ao mesmo tempo mixa modernidade à tradição do Sri Lanka.

Apresentando uma nova proposta de gastronomia na cidade, com cinco restaurantes, bares e lounges, o novo hotel oferecerá também uma ampla seleção de cozinha local e internacional, com menus inovadores, incluindo espaços ao ar livre e entretenimento. Para aqueles que buscam serenidade e a oportunidade de relaxar, o CHI Spa terá nove salas de tratamento, academia aberta 24 horas, piscina com bar e vista para Galle Face Green e o Oceano Índico.

O hotel apresenta uma estrutura para eventos das mais abrangentes e versáteis no Sri Lanka com 4.500 metros quadrados de espaço, incluindo dois salões, área externa e várias salas para hospedar  mais de 1.500 convidados. Destinado a atrair grandes conferências e eventos, o empreendimento reforça a vocação do Sri Lanka – ao lado de Bangcok e Singapura –como destino internacional para viagens de incentivo, congressos e exposições. A propriedade atende também ao mercado de casamentos, eventos sociais e jantares de gala, oferecendo todos os benefícios e a expertise da Shangri-La Events Collection, para criar experiências inesquecíveis e personalizadas.

Entre os programas e atrativos que oferece, destaca-se o Discover Colombo: passeio pela cidade que visa explorar o charme e a história de Colombo, com visita à sua lendária fortaleza. Outra programação imperdivel é o ”safari “feito em Tuk-Tuk para fazer compras, conhecer o artesanato e as secretas preciosidades locais, e ainda, saborear a cozinha nativa. Por a partir de USS 245 por quarto por noite, o pacote inclui café da manhã, jantar para duas pessoas no restaurante de especialidades locais, 20% de desconto em alimentos e bebidas e Wi-Fi gratuito.

Os clientes que viajam a negócios podem aproveitar o pacote business travel que inclui traslado para o aeroporto, café da manhã, lavanderia cortesia e Wi-Fi de USS 205 por noite.

Para mais informações e reservas acesse o site www.shangri-la.com/colombo ou mande um email para reservations.slcb@shangri-la.com.

Sobre Shangri-La Hotels and Resorts

Baseada em Hong Kong, Shangri-La Hotels and Resorts atualmente possui e gerencia quase 100 hotéis com a marca Shangri-La, e reúne aproximadamente 40 mil apartamentos em seu portfólio. Os hotéis Shangri-La são estabelecimentos de luxo, localizados na Austrália, Canadá, China, Fiji, França, Hong Kong, Índia, Indonésia, Japão, Malásia, Maldivas, Mauritius, Mongólia, Myanmar, Filipinas, Singapura, Sri Lanka, Sultanato de Oman, Taiwan, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes e Reino Unido.  O grupo desenvolve novas aberturas na Austrália, China, Camboja, Indonésia, Malásia, Arábia Saudita e Sri Lanka.

Vejam algumas fotos do empreendimento e do local:

O entorno do hotel - Foto: Divulgação

O entorno do hotel – Foto: Divulgação

Vista externa do novo Shangri-La Colombo - Foto: Divulgação

Vista externa do novo Shangri-La Colombo – Foto: Divulgação

Deluxe Ocean View King - Foto: Divulgação

Deluxe Ocean View King – Foto: Divulgação

Deluxe Lake View Twin - Foto: Divulgação

Deluxe Lake View Twin – Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka - Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka – Foto: Divulgação

Apartamento - Foto: Divulgação

Apartamento – Foto: Divulgação

Apartamento/Cozinha - Foto: Divulgação

Apartamento/Cozinha – Foto: Divulgação

Apartamento/Quarto - Foto: Divulgação

Apartamento/Quarto – Foto: Divulgação

Premier Ocean - Foto: Divulgação

Premier Ocean – Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka Colombo - Foto: Divulgação

Shangri-La Sri Lanka Colombo – Foto: Divulgação

Texto: Relações Públicas da Rede Shangri-La

Fotos: Divulgação/Rede Shangri-La Hotels and Resorts

Museu do Apartheid é atração imperdível em Joanesburgo

Se tem uma atração imperdível em Joanesburgo, essa atração é o Museu do Apartheid. Mesmo pra quem tem apenas um dia na cidade, ou quem sabe algumas horas devido a alguma conexão, vale muito a pena a ida.

O Museu do Apartheid, como o próprio nome sugere, trata do surgimento e declínio do Apartheid na África do Sul. É de extrema importância visitar o local para entender um pouco mais a triste realidade que o povo sul-africano enfrentou desde sempre, mas que oficialmente foi implantado politicamente em 1948.

Museu do Apartheid

Museu do Apartheid

A segregação racial atingia não somente os negros, mas qualquer pessoa que não fosse puramente identificada como branca, como indígenas, asiáticos, indianos, etc. Esse povo foi forçadamente deslocado para as áreas periféricas das cidades, e atualmente são como se fossem nossas favelas. Apenas os brancos poderiam morar nos bairros centrais e com melhor infraestrutura, o que contribuiu para o aumento da desigualdade social no país, presente até hoje e que provavelmente perdurará por muito tempo.

Museu do Apartheid

Museu do Apartheid

Os serviços ditos públicos como acesso à educação e saúde eram nitidamente oferecidos de maneira inferior para os não-brancos, e coisas bizarras como sentar no banco de uma praça não era permitido para esse povo, que se quisessem ir às praças, deveriam sentar no chão. Praias? Apenas o brancos poderiam tomar banho.

É tudo muito revoltante e você pode se perguntar se os não-brancos não faziam nada e aceitavam tudo que lhes era imposto, e a resposta é não. O povo lutou muito e isso culminou no aumento da violência, aumento das manifestações populares e desordem, que uma hora tornaram-se insustentáveis e que felizmente culminaram no acesso à votação multirracial e democracia, que tinha Nelson Mandela como líder.

Escultura de Nelson Mandela no Museu do Apartheid

Escultura de Nelson Mandela no Museu do Apartheid

Depois de muito sofrimento e luta, a Constituição sul-africana hoje em dia tem como pilares a democracia, igualdade, reconciliação, diversidade, responsabilidade, respeito e liberdade. Pelo menos na teoria.

Digo "na teoria" porque infelizmente o preconceito ainda é algo muito forte no país

Digo “na teoria” porque infelizmente o preconceito ainda é algo muito forte no país

O museu trata exatamente sobre isso: a história da segregação no país, desde o início até os dias de hoje. A atração conta com uma exibição permanente e é separado por áreas, em que temos acesso à história do Mandela, as leis do Apartheid, acesso à cela solitária, fotografias e imagens reais das vítimas do apartheid, sendo muitas delas chocantes, etc. Confesso que em vários momentos fiquei sensibilizada e emocionada com o que vi e é mais triste ainda pensar que se trata de um passado não muito distante, mas que lentamente tende a se distanciar.

Fazendo sua reserva de hotel em Joanesburgo por esse link, você ajuda o blog a se manter vivo e não paga nada a mais por isso! :)

COMO CHEGAR NO MUSEU DO APARTHEID

A melhor forma de chegar no Museu pra quem está sem carro é adquirindo o city tour do Citysightseeing, o ônibus vermelho de dois andares. Nele você pode descer e subir do ônibus quantas vezes quiser e o bom é que uma das paradas é no Museu.  Esse era meu plano inicial, mas eu estava tão cansada da viagem que preferi pegar um Uber no hotel e ir direto para o Museu. Não fica perto da área hoteleira da cidade (Sandton City) e portanto a corrida de Uber deu mais ou menos R$35.

OBS: Pra quem vai de carro a área de estacionamento é bem grande e tem bastante vaga disponível.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Funcionamento: Aberto diariamente de 09h às 17h.

Endereço: Cnr Northern Parkway & Gold Reef Roads – Ormonde, Johannesburg

Ingresso: Adultos: R85,00 – Estudantes universitários e crianças: R70,00.

Audioguia: Disponível por R15,00

Tempo aproximado da visita: 2 horas.

Continue lendo sobre a África do Sul:

Onde fazer compras em Cape Town

Não viajei com esse fim e nem achei um lugar bom pra isso, mas claro que vez ou outra acabamos entrando em uma lojinha pra ver alguma novidade e comparar preços. Pensando nisso, anotei alguns lugares interessantes pra ajudá-los onde fazer compras em Cape Town.

Eu estava querendo comprar um óculos escuro, mas acabei comprando na volta, pois o que eu queria por incrível que pareça saía mais em conta no Brasil. Caso você queira/precise de óculos, provavelmente irá comprar na Sunglass Hut, loja que  visivelmente domina o setor na cidade (tem uma em toda esquina rs). Achei os preços bem salgados e fiquei sem óculos a viagem inteira, já que tinha esquecido o meu velhinho em casa.

Caso seja o tipo de pessoa que goste de comprar cosméticos/maquiagens mais em conta, a farmácia Clicks é a melhor. Mais especificamente a que fica dentro do V&A, pois é gigantesca! Diversas marcas como Eucerin, La Roche, Avène, Nyx, Maybelline, etc. Até perfumes têm no local. Só não achei bom pra produtos de cabelo, não tem nada interessante. Eu uso há anos um gel de limpeza facial da Avène que no Brasil custa aproximadamente R$60, lá saía por R$35.

Clicks

Clicks

Pra quem procura artigos de artesanato, o melhor lugar é o Watershed, ainda no Waterfront. Além de terem coisas exclusivas, é tudo de boa qualidade, aliado a um lugar confortável. A loja que mais gostei e comprei um quadro de decoração é a Guineafowl Gallery, com quadros, telas e postais super lindos e diferentes.

Guineafowl Gallery

Guineafowl Gallery

Quadrinho da Guineafowl Gallery que eu trouxe pra casa! :)

Quadrinho da Guineafowl Gallery que eu trouxe pra casa! 🙂

Outra loja que fiquei com vontade de levar tudo foi a Wild Thing Africa, com diversos produtos artesanais e diferentes, inclusive até decoração natalina. Além disso, muitos produtos comestíveis exóticos, como patê de zebra e afins. Muito legal comprar pra presentear alguém que goste de coisas exóticas.

Onde fazer compras em Cape Town: Wild Thing Africa

Onde fazer compras em Cape Town: Wild Thing Africa

O que mais compramos nessa viagem foi vinho e o lugar que achei mais interessante foi o Cape Quarter, pois tem vinho tanto no Spar quanto no Tops at Spar, especializado em bebidas. Têm outros Tops at Spar, mas particularmente achei esse o mais bem servido e organizado. A título de curiosidade, uma garrafa grande de Amarula sai por volta de R$35. Uma garrafa da Champagne Veuve Clicquot sai por volta de R$120. A propósito, Amarula é um licor de origem sul-africana e lá vendem diversas coisas do licor: chocolates diversos, caramelos, etc.

Onde fazer compras em Cape Town: Tops at Spar

Onde fazer compras em Cape Town: Tops at Spar

Vinhos tem de todos os tipos e preços, porém apenas vinhos sul-africanos, notei que nisso são bem protecionistas. Mas já que estamos na África do Sul e eles produzem ótimos vinhos, wine not? rs. Priorize os da uva Pinotage, que é produzida no país, sendo um cruzamento da Pinot-noir com Cinsault.

Algo que vale a pena lembrar é quanto ao dia da semana que você tira pra fazer compras. Na ocasião estive em um supermercado num domingo e a sessão de vinhos estava fechada. Assim como esse supermercado, outros também fecham a sessão. Evite o domingo pra ir às compras, pois mesmo quando os departamentos de vinho estão abertos, funcionam em horário reduzido.

Outros lugares indicados pra comprar bebidas são:

Mudando de assunto da água pro vinho, quem quer comprar roupas e perfumes de boas marcas, vá na Edgars, que fica no V&A: a loja é enorme e uma tentação, apesar de eu não ter comprado nada (pra quem não sabe, sou o controle em pessoa rs). As grandes marcas que conhecemos, tanto de vestuário quanto de cosméticos, marcam presença no local. Quem conhece o El Corte Inglés, vai ver que é bem parecido. Na ocasião vi uns casacos clássicos bem bonitos que convertendo não chegavam a R$140 (claro que vi coisas mais caras também).

Edgars

Edgars

Outra lojinha que gostei de conhecer foi a Rain – Created for Livingque vendem produtos como sabonetes artesanais, home spray, hidratante corporal, óleos diversos, etc… porém o diferencial é que utilizam ingredientes locais para produção. Na ocasião comprei um sabonete de Amarula e um home spray (black Amber) de plantas exóticas que sinceramente ainda não conheci outro tão cheiroso. Essa loja não é tão barata, mas certamente uma do mesmo nível no Brasil seria bem mais cara.

Rain Created for Living

Rain Created for Living

Conforme dito no início do post, não fui com a intenção de fazer compras na viagem, mas inevitavelmente acabamos conhecendo algumas lojas, e essas foram as que eu mais gostei. 🙂

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Tudo sobre minha viagem pra Cape Town

Conforme eu havia lido em uma revista, reitero aqui: o mundo não tá preparado pra ver Cape Town de perto. Cores, sabores, brisa do mar, beleza natural exuberante, sorrisos estampados na face, tudo isso, é claro, acompanhado de uma boa taça de vinho, coisa que fazem com maestria.

Por influência de um amigo de meu marido que já tinha ido 2x à cidade, decidi comprar minha passagem. Achei uma promoção voando Latam por R$1800 com taxas do Rio pra Joanesburgo, e o trecho interno fiz com outra companhia. A propósito, pra felicidade de todos, tenho visto várias promoções por esse preço. 🙂

A programação dessa viagem não foi tão fácil, pois não encontrei tanta informação na internet quanto os destinos mais comuns. E, quando encontrava, acabava não encaixando com o roteiro que eu pretendia fazer. No entanto, montei eu mesma todo meu roteiro.

Como se locomover

Se você perguntar pra 10 pessoas que visitaram a cidade, pelo menos 8 dirão pra alugar carro. Porém, minha mãe sempre me disse que eu não sou todo mundo, então fui na contra-mão e não aluguei. Os motivos foram os seguintes:

  • Na África do Sul eles dirigem na mão-inglesa e o volante do carro é do lado direito, o que pode parecer fácil, mas achei confuso até enquanto pedestre, que dirá enquanto motorista;
  • Fiquei com receio de não encontrar estacionamento fácil nas atrações e ficar refém dos estacionamentos;
  • Os vinhos sul-africanos são maravilhosos e durante nossa estadia optamos por beber vinho todos os dias, o que ia na contra-mão da direção rs;
  • Assim como no Brasil, há flanelinhas na cidade, o que acho particularmente um saco;
  • Uber funciona muito bem na Cidade do Cabo e é relativamente barato dependendo de onde você esteja hospedado.

No entanto, nem cogitei alugar carro. Mas financeiramente falando é mais barato, principalmente se viajar com mais pessoas. Gastamos durante toda nossa estadia aproximadamente R$500 de Uber (passamos 7 dias na Cidade do Cabo). Não utilizei transporte público nenhuma vez.

Não tivemos problema pra pedir Uber no aeroporto pra ir pro hotel, e nem foi preciso nos distanciarmos tanto. Quando você pede um Uber, o próprio aplicativo já sugere que você vá pro ponto de encontro, que fica na área do estacionamento e super fácil de encontrar. A corrida deu aproximadamente R$45 até as proximidades de Waterfront, região onde está a maioria dos hotéis.

Onde se hospedar

Fiquei hospedada no Circa on The Square Hotel, um 4 estrelas cujos quartos são enormes e perfeitos pra quem preza por conforto e comodidade. O quarto é na verdade um apartamento de 55 metros quadrados, equipado com geladeira, cooktop, micro-ondas, utensílios de cozinha, lava-louças,  sala de estar, dois banheiros e arrumação diária. Pra quem tem criança, é um excelente lugar pra se hospedar. O café da manhã está incluso na diária e é servido no restaurante do hotel.

Fazendo sua reserva de hospedagem em Cape Town por esse link, você ajuda o blog a se manter vivo e não paga nada a mais por isso! :)

O único contra é o fato de não ter desembarque de veículos na porta do hotel, pois a entrada da recepção fica numa rua em que não pode entrar carro. Caso esteja com muitas malas, pode ser ruim. Pode ser ruim também desembarcar muito tarde, pois a região à noite não é nada movimentada, o que causa certa sensação de insegurança.

A região de Waterfront é maravilhosa de se hospedar, pois muitas vezes poderá ir andando pro complexo Victoria & Alfred e terá acesso a transporte turístico, restaurantes, mercados, etc. Apesar de não termos nos hospedado lá, onde estávamos era super perto e o Uber não passava de R$10.

O que fazer em Cape Town

Conforme dito, passamos 7 dias e 7 noites na cidade, o que pode parecer muito mas na verdade foi uma maravilha, pois não fizemos nada com pressa (estávamos de férias e não queríamos correria).

O tempo em Cape Town é super instável e não pude deixar de notar que é possível fazer as quatro estações em um único dia: nebulosidade, nevoeiro, chuva, sol, frio… tudo ao mesmo tempo. Como muitas das atrações requerem tempo bom e céu limpo, é um risco grande passar menos de 3 dias na cidade, por exemplo, pois pode ser que não consiga ver os pontos de interesse. Eu sugeriria, no mínimo, 5 dias inteiros de estadia.

Vou reunir aqui no post as atrações que vocês não podem deixar de fora numa visita à cidade, e então vocês ajustam o roteiro conforme o tempo de permanência:

TABLE MOUNTAIN

Grandioso, esplendoroso, magnífico. Não tenho palavras no meu vocabulário pra definir a beleza desse lugar. Não é à toa que é considerado uma das 7 maravilhas da natureza e realmente faz jus ao título.

TABLE MOUNTAIN

TABLE MOUNTAIN

Pra visitar esse lugar é necessário antes de tudo acompanhar o tempo direto no site, pois caso a visibilidade esteja baixa devido ao mau tempo – o que não é difícil – o teleférico não funciona. Ou seja, assim que pegar um dia ensolarado, vá logo pra lá e nada de deixar pro último dia.

Com o ticket do ônibus City Sightseeing, cheguei aos pés da Table Mountain. Apesar da longa fila, não demorei 5 minutos pra embarcar no teleférico. Vale lembrar que eu já tinha os ingressos, pois ganhei da Secretaria de Turismo numa parceria. Caso não tenha os ingressos sugiro que compre online pra não pegar fila na bilheteria e depois fila pro teleférico.

Pra vocês terem uma ideia da monstruosidade que é a Table Mountain, ela tem altitude de 1.085 metros (a título de comparação, o Morro do Corcovado, onde fica o Cristo Redentor, tem altitude de 710 metros, um terço menor!). Dá pra imaginar o quão maravilhosa é a vista do alto da Montanha?

TABLE MOUNTAIN

TABLE MOUNTAIN

Você pode acessá-la através do bondinho e também através de trilhas, que dependendo do preparo físico pode demorar até 4h pra subir. Claro que fui de bondinho. É impossível não comparar o teleférico da Table Mountain com o bondinho do Pão de Açúcar, sendo que a diferença é que nesse primeiro à medida que vai subindo vai girando 360 graus, o que permite que o visitante tenha diversas vistas da cidade – e em alguns momentos sem vidro em frente, abertão mesmo. 🙂

Teleférico Table Mountain

Teleférico Table Mountain

Como lá em cima é muito grande, não basta só subir, tirar foto e descer. Há muitas trilhas pra apreciar a cidade de diversos ângulos, então sugiro que vá com um bom calçado e leve água, pois à medida que anda, vai se distanciando da única lanchonete que tem e que fica logo na entrada.

50 tons de azul!

50 tons de azul!

Não espere que seja um passeio rápido, pois com certeza você vai querer fazer as trilhas e admirar toda a beleza que há no local. Sem dúvidas, a atração está na lista dos lugares mais belos que já vi – tanto de cima, quanto de baixo.

Table Mountain

Table Mountain

Apesar de eu não ter feito isso, imagino que o pôr do sol de lá deve ser a coisa mais espetacular do mundo. Como fui de manhã, obviamente tive que ver o pôr do sol de outro lugar.

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

Saí da Table Mountain por volta de 14h. Optei por pegar um Uber e ir conhecer o Jardim Botânico da cidade, que fica a 17 km de distância da atração anterior. Como estávamos sem carro e não há transporte público pra esse lugar, optamos por ir logo, já que íamos perder muito tempo se fôssemos pegar novamente o City Sightseeing, pois ele segue uma rota de sentido único (já já falo pra vocês disso).

O Jardim Botânico tem uma vista privilegiada da Table Mountain, pois fica bem aos pés dessa. Está em funcionamento desde 1913 e é considerado o mais belo jardim botânico do Continente. Mesmo que você não seja um grande entendedor de botânica (também não sou), vale muito a visita.

Há uma variedade de mais de 7 mil tipos de plantas originárias da África, inclusive não só plantas, mas cobras também. Notei que muitas pessoas fazem piquenique no grande gramado que há no local, uma boa pedida pra fechar a tarde e assistir o pôr do sol (em Cape Town, onde quer que você esteja, o pôr do sol será um espetáculo). 🙂

Oi???

Oi???

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

Eu confesso que estava bem cansada já ao chegar no local, mas me esforcei pra caminhar e desbravar a atração, que é repleta de ladeiras.

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN

A propósito, dentro do Jardim Botânico está localizado o famoso Restaurante Moyo, de culinária africana.

É necessário prestar muita atenção nos horários de funcionamento das atrações, pois dependendo da estação do ano pode fechar cedo. Como fui no inverno, era meu caso. Isso vale tanto pras atrações como pros ônibus City Sightseeing, que mudam os horários conforme as estações.

Atenção: Os ônibus do City Sightseeing fazem uma rota de sentido único, então programe-se pra não precisar voltar na atração/parada que já tenha passado, pois do contrário terá que dar uma volta inteira na cidade pra chegar novamente ao ponto desejado.

BOULDERS BEACH

No dia seguinte meu combo de passeio foi o Cabo da Boa Esperança e a Boulders Beach, atrações imperdíveis pra quem visita a região. Comprei o passeio Full-day Cape Point Tour, do City Sightseeing, no dia anterior. Perto do meu hotel tinha uma parada do ônibus (Lower Long Street), o que facilitava muito a locomoção, pois eles não param nunca fora de seus pontos. Verifique a tabela de horários, pois os ônibus são muito pontuais.

Chegando em Boulders Beach

Chegando em Boulders Beach

A primeira parada foi Boulders Beach, em que é necessário pagar uma taxa de R65 pra entrar, por tratar-se de área de preservação do Table Mountain National Park.

Uma colônia com cerca de 3.000 pinguins vive na Boulders Beach e, apesar do número parecer alto, os animais correm sério risco de extinção. Coletas ilegais de ovos, predadores naturais no mar e graves acidentes marítimos com derramamento de óleo contribuíram para que a população dos bichinhos fosse reduzida em 98% em dois séculos.

Pinguins africanos

Pinguins africanos

Os pinguins africanos estão por toda parte e podem ser vistos em todas as estações, apesar de ser recomendável ir nos dias mais ensolarados, pois a cor da água também é um espetáculo à parte. Aliás, a praia é super limpa, organizada e segura. Voltei apaixonada desse lugar!

A cor da água é outro espetáculo!

A cor da água é outro espetáculo!

Muitos pinguins!

Muitos pinguins!

CABO DA BOA ESPERANÇA

Continuando o passeio anterior, seguimos para o Cabo da Boa Esperança, a 22 km da Boulders Beach. O caminho durante o percurso é um espetáculo, com vistas deslumbrantes e breves paradas quando avistamos algum animal fora do comum (como ema e avestruz, por exemplo).

Avestruz pelo caminho

Avestruz pelo caminho

Pra acessar o Cabo da Boa Esperança também é necessário pagar uma taxa, mas já está inclusa no tour do Citysightseeing. Há estacionamento no local pra quem vai de carro.

Quem aí lembra das aulinhas de história, em que aprendemos que no final do século XV Bartolomeu Dias “descobriu” o lugar quando buscava o caminho para as Índias? Devido à localização no extremo Sul da África, no encontro dos Oceanos Atlântico e Índico, há uma forte e agressiva agitação no mar, que conferiu à região primeiramente o nome de Cabo das Tormentas.

O lugar é incrível não só pela grande importância histórica, mas também pela beleza natural. É altamente recomendável subir até o Farol que está no cume, seja através de trilha/escada ou de funicular. Do alto a vista é mais deslumbrante ainda! Caso opte por ir através das escadas, as pessoas chegam em mais ou menos 15 minutos ao topo e é de nível fácil.

Subida até o farol

Subida até o farol

Como eu tinha ganhado os ingressos do funicular, óbvio que optei por esse. Você pode subir a pé e voltar a pé, subir de funicular e voltar a pé (ingresso mais barato) ou subir e descer de funicular.

Cabo da Boa Esperança

Cabo da Boa Esperança

Ali pertinho do funicular há um restaurante chamado Two Oceans, cuja vista vocês já devem imaginar do que se trata. Caso queira almoçar lá, dependendo da época é necessário fazer reserva, pois pode lotar. Pra quem pretende fazer um lanche mais rápido, bem ao lado do restaurante há uma lanchonete com boas opções e bons preços.

Atenção: Há muitos babuínos no local, sabem abrir carro, bolsas e podem atacar. Eles na verdade estão sempre em busca de comida, então evite ao máximo caminhar com qualquer tipo de alimento, pois eles sentem o cheiro de muito longe e vão atrás de você onde quer que você esteja.

Babuínos

Babuínos

Babuínos

Babuínos

Caso tenha estacionado na parte de cima, será necessário fazer o percurso de volta

Caso tenha estacionado na parte de cima, será necessário fazer o percurso de volta

Há outra trilha a ser percorrida, em que passamos ao lado da Dias Beach, em que há tubarões e surfistas corajosos. O amigo do meu marido que lá esteve estava surfando quando um tubarão branco passou do lado dele. kkk

Dias Beach à esquerda

Dias Beach à esquerda

Essa trilha é muito legal e nos leva até a famosa placa que todo mundo tira foto, mas que nos permite ter vistas maravilhosas do local. Fomos até o topo de uma montanha e descemos, acompanhados de um guia, que pacientemente tirou foto de todo mundo haha.

Foto clichê mas que tem que tirar!

Foto clichê mas que tem que tirar!

Paisagens estonteantes do Cabo da Boa Esperança

Paisagens estonteantes do Cabo da Boa Esperança

Voltei encantada desse passeio e o caminho de volta reforçou ainda mais o encanto: estradas estreitas, curvas sinuosas e rodeada de costões rochosos, vegetação plana e muito azul, fizeram valer cada centavo investido nessa viagem.

O caminho...

O caminho…

Além do Sightseeing, a empresa Cape Comoot também faz o passeio para o Cape Point parando na Boulders Beach. Compare os preços e o que é oferecido pra saber o que é melhor pra você.

Chegamos no fim do dia/início da noite já cansados e fomos pro hotel descansar pois no outro dia fomos…

CONHECER ALGUMA VINÍCOLA

Algo imperdível também de conhecer na Cidade do Cabo são as vinícolas – e a boa notícia é que não tem apenas uma, mas várias! 🙂 Pra quem não está com carro alugado, a melhor opção é conhecer as da região de Constantia Valley, que ficam numa região afastada do centro mas ainda na mesma cidade.

Pra quem pensa em alugar carro e tem tempo de sobra, acho que vale a pena esticar até Stellenbosch e Franschhoek, em que podem até pernoitar. Essas últimas estão a uma distância de 53 km e 81 km da Cidade do Cabo, respectivamente. A empresa Cape Comoot tem transfers diários pra Franschhoek partindo da Greenmarket Square.

Groot Constantia

Groot Constantia

O terceiro dia destinamos para  beber, ops, conhecer as vinícolas. Como não há transporte público para o local, mais uma vez optamos pelo CitySightSeeing, cujo ônibus Constantia Wine Bus leva os visitantes a três vinícolas, entre elas a Groot Constantia, a mais antiga do país. Essas vinícolas ficam na região mais antiga da cidade, região essa incrivelmente linda, com belas estradas e árvores que desenham um cenário exuberante.

A caminho de Groot Constantia

A caminho de Groot Constantia

É necessário pagar R75 pra entrar, o que dá direito a degustação de cinco vinhos e no final ainda podemos levar as taças de lembrança. Além desse tour de degustação, há também o tour de degustação de chocolates com vinhos.

Tour Groot Constantia

Tour Groot Constantia

A Groot Constantia, como já dito, é a vinícola mais antiga do país, existente há 330 anos. É dessa vinícola que saía um dos vinhos preferidos de Napoleão Bonaparte, o Grand Constance, quando este estava exilado na Ilha de Santa Helena, de onde encomendava os vinhos.

Grand Constance - Groot Constantia

Grand Constance – Groot Constantia

O passeio é muito agradável e organizado, percorrendo vários pontos do processo de produção do vinho, assim como tirando as dúvidas dos visitantes. O final da visita se dá na loja, onde podemos degustar 5 vinhos e quem sabe levar uns pra casa. Dos 5 que provei, apesar de ter gostado de todos, gostei mais do Constantia Rood 2015 (tinto). 🙂

Na época que fui as videiras estavam secas (inverno)

Na época que fui as videiras estavam secas (inverno)

Particularmente achei que o preço nas vinícolas estava praticamente o mesmo que nas lojas de vinhos do centro da cidade, e como eu ja estava mais pra lá do que pra cá (se é que vocês me entendem) acabei deixando as compras pra depois.

Vinícolas de Cape Town

Vinícolas de Cape Town

Além dessa vinícola, você pode visitar com o mesmo ônibus a Eagles’ NestBeau Constantia, que ficam próximas uma das outras (é necessário pagar pra entrar em cada uma delas).

Como eu já estava meio bebum e já estava tarde (não sei precisar quantas horas passei na vinícola) segui no Mini Península Tour rumo à Camps Bay, onde almojantaria e veria o pôr do sol.

CAMPS BAY & CLIFTON

Antes de mais nada vale salientar que o ônibus do City SightSeeing é aberto no segundo andar, o que pode ser terrível se estiver frio. Juro que nunca passei tanto frio na vida… kkk. Leve sempre uma roupa mais quentinha ao seguir viagem nesse ônibus.

City SightSeeing

City SightSeeing

Além de ter audioguia em vários idiomas, o ônibus te leva por lugares lindos por onde quer que você olhe. Numa dessas paradas desci em Camps Bay, a principal praia da cidade, de onde temos a bela paisagem dos 12 apóstolos ao fundo.

Os 12 apóstolos são uma formação rochosa que são melhores apreciadas da Praia de Camps Bay. Faz parte da Table Mountain e não sei porque leva esse nome, já que se você contar verá que na verdade têm 17 picos.

12 apóstolos

12 apóstolos

Além de ser bonita por natureza, Camps Bay tem ótima infraestrutura pro visitante, o que fez com que eu voltasse lá em outras ocasiões. Almoçamos num restaurante com vista pro mar no Promenade, uma galeria com lojinhas e restaurantes interessantes, e depois caminhamos pela orla. No mesmo ponto onde descemos do ônibus pegamos depois pra voltar pro hotel.

Caso queira um lugar bem animado em Camps Bay, esse lugar é o Cafe Caprice!

Caso queira um lugar bem animado em Camps Bay, esse lugar é o Cafe Caprice!

Vista de Camps Bay

Vista de Camps Bay

Pôr do sol em Camps Bay: Quem você convidaria pra sentar nesse banco com você?

Pôr do sol em Camps Bay: Quem você convidaria pra sentar nesse banco com você?

Pôr do sol em Camps Bay: É ou não um espetáculo?

Pôr do sol em Camps Bay: É ou não um espetáculo?

Em outra ocasião voltamos a Camps Bay mais à vontade, digamos. Já tínhamos visto as atrações turísticas que gostaríamos e estávamos mais tranquilos e sem pressa de nada. Compramos um vinho e fomos ver o belo pôr do sol, que em Cape Town se põe no mar. Temperatura caindo, pé na areia, uma garrafa de vinho, boa companhia e uma paisagem de tirar o fôlego.

Ainda fomos conhecer Clifton Beach, outra famosa praia que é vizinha à Camps Bay e dá pra ir andando. A câmera já estava descarregada e não pude tirar foto buáááá.

BO-KAAP

Em outro dia separamos uma manhã pra fazer compras (vou falar em outro post) e à tarde pra conhecer Bo-Kaap, através do Free City Sightseeing Walking Tour. O tour, como o nome sugere, é de graça e você paga quanto quiser para o guia ao final do passeio. Ele não é funcionário da empresa e, segundo ele, vive das gorjetas que recebe nesse passeio.

Signal Hill vista de Bo-Kaap

Signal Hill vista de Bo-Kaap

O tour começa sempre às 14h e às 16:15 e parte do escritório central da City Sightseeing na Long Street rumo à Bo-Kaap. Sugiro que confirme os horários antes de ir, pois pode ser que mude de acordo com as estações do ano – lembrando que fui no inverno.

Localizado aos pés de Signal Hill, esse bairro é conhecido pelas suas brilhantes e coloridas casas em tons de verde, azul e laranja. Bastante diferente, além de pitoresco é de grande valia conhecer a história dos habitantes do bairro, que historicamente eram descendentes de escravos do Sudeste Asiático – também chamados de malaios – e atualmente o berço da comunidade muçulmana na cidade, que são 70% da população de lá.

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

O que fazer em Cape Town: Visitar Bo-Kaap

Encantada com esse bairro!

Encantada com esse bairro!

A mais antiga mesquita muçulmana, datada de 1793, fica no bairro. Caso sua visita seja entre segunda e sábado há a possibilidade também de visitar o Bo-Kaap Museum por R10 e tomar um chá na casa de um morador. Como fui num domingo, o museu estava fechado. Depois de muitas fotos, voltamos pras adjacências da Long Street.

GREENMARKET SQUARE

Ali pertinho do escritório central da City Sightseeing está essa praça, que antigamente funcionava como um mercado de escravos. A praça é na verdade um mercado de pulgas e um prato cheio pra quem pretende conhecer o artesanato africano (não apenas sul-africano).

Há um certo assédio por parte dos vendedores, que fazem de tudo pra tentar vender seus produtos, que pelo pouco que percebi não eram muito baratos. Não consegui ficar muito tempo lá, pois quando cheguei já estava quase fechando, então nem consegui bisbilhotar muito as novidades.

LONG STREET

Ali do lado está a Long Street, que não é bem um ponto turístico mas é um lugar que certamente você irá passar. Durante o dia é tudo muito movimentado, pois há um número grande de lojas, empresas, bares e restaurantes, e à noite se transforma num ambiente com vida noturna e agito. Apesar do agito, não me senti muito à vontade em andar à noite lá, mesmo estando acompanhada. Pra quem procura hostel pra se hospedar, bem provável que acabe ficando nessa região, cuja oferta é maior.

Long Street

Long Street

Algo que vale a pena destacar é que a maioria dos bares ficam nos altos. Então caso esteja procurando algum lugar específico, não deixe de olhar pra cima, não somente pro térreo.

Conheci um bar muito bacana nessa rua, que falei no post Onde comer em Cape Town.

ROBBEN ISLAND

Outra atração que você vai precisar tirar ao menos um dia pra ir é Robben Island, pois o passeio dura pelo menos 4h. Comprei meu ingresso no dia anterior (R340) e foi a melhor coisa que fiz, pois no dia estava lotado e acho que nem conseguiria mais ingresso.

A bilheteria e ponto de partida do ferry é no complexo Victoria & Alfred Waterfront, ao lado da Torre do Relógio. Acontecem três partidas diariamente, sempre às 09h, 11h e 13h. Sugiro que chegue com pelo menos 20 minutos de antecedência, pois as filas são gigantes mesmo pra quem já tem ingresso e costumam fechar o portão de acesso 10 min antes da partida. Opte pela ida num dia sem chuva, pois grande parte do tour acontece a pé e em área descoberta.

Ferry pra Robben Island

Ferry pra Robben Island

Eu parti no ferry das 09h, pra que pudesse aproveitar bastante o dia. Caso você seja sensível a balanço de barcos, saiba que pode enjoar – cogite levar um remédio pra enjoo/náuseas. Digo isso porque na ocasião vi algumas pessoas vomitando e não foi muito agradável hahaha.

Robben Island é a ilha onde Nelson Mandela e seus companheiros ficaram presos por mais de 20 anos. É considerada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, e, além de ser um local de extrema importância histórica, em que retrata a história da luta contra o apartheid, é também um ambiente de refúgio para muitas espécies marinhas e terrestres.

Chegando em Robben Island

Chegando em Robben Island

Logo ao chegar na Ilha embarcamos num ônibus com um guia, que vai percorrendo vários pontos da complexo prisional e contando as curiosidades. Em seguida descemos do ônibus para fazer uma visita interna à prisão, com outro guia, que geralmente é um ex-prisioneiro que passou por essa prisão. A história é contada por alguém que viveu aquilo, o que torna o passeio ainda mais incrível. Apesar de já ter passado por momentos muito difíceis, o guia era extremamente simpático, atencioso e com muita história pra contar.

Dormitório dos presos

Dormitório dos presos

Com o guia, um ex-prisioneiro de Robben Island

Com o guia, um ex-prisioneiro de Robben Island

Temos a oportunidade de fazer perguntas para o ex-prisioneiro e percorrer lugares históricos, como a cela de Mandela. Assim como a área de banho, os cardápios servidos, etc.

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Cela por onde passou Nelson Mandela

Eu já tinha visitado o Apartheid Museum, em Joanesburgo, e achei incrivelmente interessante essa visita também, especialmente pra quem se interessa por história, o que acho indispensável para conhecer um pouco a história de luta do povo desse país.

Prisão de segurança máxima

Prisão de segurança máxima

O passeio de ferry foi também muito especial, onde pude contemplar grupos de pinguins nadando, assim como focas e até baleia, tudo isso com a paisagem cinematográfica de Cape Town vista do mar.

Baleia!!

Baleia!!

Estádio construído pra Copa de 2010

Estádio construído pra Copa de 2010

VICTORIA & ALFRED WATERFRONT

Retornamos do passeio do tópico anterior e a fome estava grande, então pausamos umas horinhas pra comer e jogar conversa fora. Passado isso, fomos bater perna no complexo, que é bem grande e tem pra todos os gostos/bolsos. Lá você encontrará uma infinidade de lojas, restaurantes, cafés, artistas de rua e bares, o que torna o lugar sempre bem movimentado e animado.

O que fazer em Cape Town

O que fazer em Cape Town

A incrível vista do V&A

A incrível vista do V&A

Artistas de V&A

Artistas de V&A

Tudo isso com uma vista incrível da Baía e outras atrações, como a Cape Wheel, uma roda-gigante fechada muito parecida com a London Eye. Eu estava com planos de ir nela, mas acabei enrolando e deixando pro fim da viagem e não fui. Imagino que a vista de lá deve ser espetacular. Se eu não me engano, custa R120.

Cape Wheel

Cape Wheel

THE WATERSHED

Outro lugar muito bacana de conhecer é The Watershed, que fica também no complexo V&A, mas com uma pegada um pouco diferente. Localizado do lado do Aquário de Cape Town, é um mercado excelente pra quem quer conhecer um pouco mais do artesanato africano, mas com muito conforto. Vou abordar mais sobre esse lugar no próximo post, em que contarei sobre onde fazer compras em Cape Town. Não deixe de conferir.

Pertinho do Watershed fica a Nobel Square, com diversas esculturas de sul-africanos ganhadores do famoso prêmio

Pertinho do Watershed fica a Nobel Square, com diversas esculturas de sul-africanos ganhadores do famoso prêmio

OUTRAS INFORMAÇÕES

Fiz também o passeio Harbour Cruise, mas achei um pouco sem graça. A coisa mais legal foi ver bem de perto uma foca preguiçosa que pegava sol dentro de um pneu kkk. Além disso, as bonitas paisagens vistas do barco. Talvez seja mais interessante pra quem trabalha/estuda algo relacionado às ciências náuticas – o que não é meu caso.

Passeio de barco em Cape Town

Passeio de barco em Cape Town

Paisagens lindas no passeio de barco

Paisagens lindas no passeio de barco

Vale a pena dar uma passadinha no bairro de Woodstock e conhecer The Old Biscuit Mill, uma espécie de mercado com uma pegada mais alternativa. Nesse local está localizado o The Test Kitchen, o melhor restaurante do continente africano (é necessário reservar com bastante tempo de antecedência). Opte por conhecer o mercado num sábado, pois é quando rola música ao vivo, barracas de comidinhas típicas e artistas locais. No dia que eu fui tava tendo um evento de vinho e gin, em que pudemos degustar algumas bebidinhas e conhecer pessoas.

Não posso deixar de mencionar que visitem também a Exposure Gallery, uma pequena galeria de fotografia com fotos de esbugalhar os olhos e que estão disponíveis pra compra. Caso decida ir, saiba que a feirinha que tem aos sábados funciona até 14h.

The Old Biscuit Mill

The Old Biscuit Mill

Relativamente perto dali está a cervejaria Devil’s Peak, ótima pedida pra quem quer dar um tempo dos vinhos e curtir cervejas artesanais. Fomos andando pra lá, mas infelizmente estava fechada temporariamente pra reforma. Porém experimentei essa cerveja em outro bar, em outra ocasião, e adorei. Certamente deve valer a pena fazer uma degustação direto no local.

Uma atração super recomendada na cidade mas que acabei não indo foi assistir o pôr do sol de Signal Hill. Dessa colina você pode ter mais uma vista espetacular da cidade. Confesso que quis ir, mas nesse ponto não ter carro alugado dificultou: não tem transporte público para o local. Pensei em chamar um Uber, mas fiquei com receio de não conseguir voltar facilmente e ficar perambulando à noite num lugar não povoado. Durante o verão a empresa City Sightseeing tem um transporte pra lá no chamado tour noturno.

Outro pôr do sol famoso é Lion’s Head. Porém, tecnicamente conhecido por ser mais difícil que o anterior. É necessário também ir de carro pra acessar o local e ter um certo preparo físico, pois no fim do percurso há uma escaladinha, que, segundo o que li, não é nada de outro mundo, mas que também não é mamão com açúcar. Como não sou fã de escaladas, nem cogitei ir, nem que estivesse de carro. Desculpe decepcioná-los hahaha.

No entanto, o que não faltam são lugares pra apreciar o famoso pôr do sol de Cape Town, que nunca decepciona ao sumir no Atlântico fechando o dia com chave de ouro.

Me surpreendi positivamente com a Cidade do Cabo em todos os aspectos, mas, sem sombra de dúvidas, a beleza natural estonteante merece destaque. É comum ouvir as pessoas comparando Cape Town com o Rio de Janeiro, mas sinceramente além do fato de ambas cidades terem praia e um belo morro que subimos de teleférico, as semelhanças param por aí. Não desmerecendo o Rio, cidade que moro, mas Cape Town me pareceu muito mais desenvolvido, organizado e seguro.

Por falar em segurança, achei tudo muito tranquilo lá. Não me senti ameaçada em momento algum, mas também não fiquei dando sopa. Assim como o Brasil a cidade tem muitos moradores de rua e problemas sociais, mas eles costumavam só pedir algum dinheiro e não nos intimidavam caso não déssemos. Entretanto, nas redondezas da Long Street vale a pena uma atenção redobrada à noite.

Não entrei em nenhuma favela, conhecidas lá por township, mas passei em frente a uma no City tour que fiz com a CitySightseeing. As casinhas são extremamente pequenas, geralmente não são de alvenaria como no Brasil e sim de alumínio, o que deve ser insuportavelmente frio no inverno e extremamente quente no verão. Pude ver que os banheiros são externos, de uso comunitário.

Township em Cape Town

Township em Cape Town

Diferente do Brasil que as favelas são em qualquer lugar da cidade, em Cape Town são sempre no subúrbio, pois era onde os não-brancos podiam morar na época do apartheid. Em hipótese alguma poderiam viver nas áreas centrais. O tempo passou, mas infelizmente ainda há muita gente em situação de pobreza vivendo ali.

Há alguns tours pra conhecer as favelas, assim como tem aqui no Rio, mas justamente por morar no Rio não quis ir. Particularmente na minha cabeça não fazia sentido eu nunca ter ido visitar uma comunidade aqui, e visitar em outro país. Apesar disso, passei em frente pra ter uma noção.

Essa viagem foi maravilhosa e não montei um roteiro robotizado, apenas mantive em mente o que gostaria de conhecer. Em Cape Town quem vai mandar no seu roteiro é a previsão do tempo, pois num dia mais nublado você pode optar por conhecer uma vinícola, num dia mais ensolarado pode subir a Table Mountain, e assim por diante.

Espero ter sido clara nesse post e que eu possa ajudar muitos e muitos viajantes a atravessar o oceano em busca de uma nova aventura! 🙂

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Onde comer em Cape Town: Minhas experiências

Frutos do mar, ótimas carnes, bons doces e vinhos, o que não vai faltar são opções de onde comer em Cape Town. Durante minha estadia de 7 dias, conheci muitos bons restaurantes que valem a pena contar pra vocês.

Pra quem está hospedado nas redondezas do Victoria & Alfred Waterfront, saiba que terá à sua disposição uma variedade enorme de bons restaurantes, bares e lanchonetes no complexo. Como era relativamente perto do hotel onde me hospedei, comi em diversas ocasiões lá.

Dentre os restaurantes que mais gostei na cidade e que merecem atenção:

  • GIBSON’S GOURMET BURGERS & RIBS

Especializado em hambúrguer e costela de porco, pedi um cheeseburger de queijo gorgonzola com bacon (jaquei). Assustadoramente grande, ainda veio acompanhado de batata doce frita. A propósito, eles comem muita batata doce por lá e ficam muito saborosas quando fritas. Eu não sou o tipo de pessoa que come pouco, mas confesso que não consegui comer todo o sanduíche, pois era realmente MUITO grande. O pão era macio, a carne gostosa e com bastante gorgonzola, que pode ser forte pra quem não é fã do queijo.

Além dos sanduíches, eles tem uma variedade enorme de milk-shake, mas não posso opinar pois não tomei. Não é a hamburgueria mais barata que você vai encontrar, mas certamente vale a pena.

Endereço: Shop 157 Lower Level, V&A Waterfront

GIBSON'S GOURMET BURGERS & RIBS

GIBSON’S GOURMET BURGERS & RIBS

  • V&A WATERFRONT FOOD MARKET

Mercado imperdível de conhecer em Cape Town, pois lá você encontra de tudo e dificilmente sairá insatisfeito. Além de muito bonito e com boas instalações, há uma variedade enorme de tudo: pizza, comida africana, vinhos, doces diversos, cervejarias, sanduíches e lojinhas diversas. É do tipo que compra e come em pé, ou encostado em algum balcão, de forma bem descontraída. Na ocasião compramos carne seca de gnu, que eles costumam comer como um snack. Particularmente o sabor não me agradou, mas meu marido gostou e trouxe até pro Brasil.

As pessoas costumam ir pra lá pra fazer um happy hour e beliscar alguma coisa, o que pareceu bem legal.

Endereço: Dock Rd, Victoria & Alfred Waterfront.

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

Carne seca de gnu

Carne seca de gnu

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

V&A WATERFRONT FOOD MARKET

  • BEERHOUSE

Num dia que havíamos almoçado tarde e não estávamos com fome, fomos à noite pra Beerhouse, onde pudemos conhecer algumas boas cervejas sul-africanas. O lugar, como o próprio nome sugere, tem 25 torneiras de chopp e 99 tipos de cerveja, com destaque para as locais.

O ambiente é bem descontraído, e como a maioria dos bares e restaurantes da Long Street, fica nos altos, não no térreo. Há outros atrativos no local, como karaokê, DJ e música ao vivo. A área externa (que tem vista pra Long Street) é reservada aos fumantes. O cardápio de comida é bem restrito, mais voltado para petiscos e alguns hambúrgueres. Ficamos nos petiscos e nas cervejas e achamos que valeu muito a pena!

Endereço: 223, Long Street.

BEERHOUSE CAPE TOWN

BEERHOUSE CAPE TOWN

Onde comer em Cape Town

Onde comer em Cape Town

  • THE BUTCHER

Localizado no Shopping Promenade, uma espécie de galeria com vista pro mar, é uma boa pedida pra almoçar olhando o mar e todo o burburinho da badalada Camps Bay. Na ocasião pedimos o “week special”, em que comi um contra-filé saboroso e meu marido frutos do mar, acompanhado de um bom vinho Shiraz e malva pudding de sobremesa. A conta ficou em R440, sendo que tomamos uma garrafa de vinho enquanto apreciávamos um belo pôr do sol.

A propósito, Malva pudding é algo que sempre estará presente nos cardápios do país (vide foto de capa). É a sobremesa queridinha dos sul-africanos e tem toda razão de ser. É um tipo de bolo esponjoso e fofinho servido sempre morno e às vezes com uma bola de sorvete. É super gostoso e comi em quase todos os restaurantes que fui rs.

Endereço: Victoria Road, Promenade, Camps Bay.

  • OCEAN BLUE

Outro restaurante localizado em Camps Bay, exatamente do lado do restaurante do tópico anterior. Restaurante muito bonito, decorado com orquídeas brancas e bastante clean, casando perfeitamente com o charme da famosa praia.

Pedi uma massa com salmão defumado que estava ótima, assim como o vinho. Pra ser mais exata, gostei de todos os vinhos que tomei nessa viagem, o que me surpreendeu. O restaurante é uma boa pedida pra quem está na praia e quer almoçar com direito a uma vista bonita.

Endereço: Shop 3, The Promenade, Camps Bay.

Cardápio Ocean Blue Cape Town

Cardápio Ocean Blue Cape Town

  • MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

No dia que fomos nesse restaurante estávamos na verdade indo no Mama África, outro restaurante famosinho da cidade e que serve além da comida típica, a experiência em um restaurante africano. Infelizmente o Mama África estava fechado por uns dias, pois havia ocorrido um incêndio na cozinha e estava interditado.

No entanto, partimos em busca de outro restaurante nas redondezas em que pudéssemos ter uma experiência semelhante e então entramos no March of Time, que nos chamou atenção pela bonita decoração. Ainda era cedo, então o restaurante estava vazio e ainda não tinha começado a música ao vivo que costuma tocar à noite num palquinho instalado dentro do local.

MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

MARCH OF TIME: AFRICAN CUISINE AND LIVE MUSIC

O atendimento sem dúvidas foi um dos melhores de nossa viagem. O garçom, um rapaz muito simpático que adotou o nome de “Richard” ao chegar em Cape Town, é na verdade do Zimbabue e nos deu muitas dicas sobre a cidade, nos contou muitas curiosidades sobre seu país, além de nos ajudar a escolher o prato. A comida chegou com ótima apresentação e sabor forte, e com as características dos pratos sul-africanos: apimentado, aromático e muito farto.

Onde comer em Cape Town: Papa típica sul-africana

Onde comer em Cape Town: Papa típica sul-africana

Não pude deixar de notar que as mesas nesse restaurante são super baixas. Se você como eu não é a pessoa mais baixa do mundo, pode estranhar. Perguntei pro garçom e ele curiosamente disse que muitas pessoas preferem comer sentadas no chão.

Onde comer em Cape Town

Onde comer em Cape Town

Achei esse local o mais “autêntico” no que tange à originalidade dos pratos e sem parecer pega-turista. Na África do Sul costumam comer carne de animais de caça, como avestruz, javali e gnu, o que pode soar exótico para brasileiros. Resolvemos provar carne de avestruz e gostamos. Um acompanhamento muito comum é a papa, feita da farinha de milho. Além da papa, costumam comer arroz do tipo soltinho e gostoso, mas não colocam sal, o que podemos estranhar.

Onde comer em Cape Town: Comida típica sul-africana

Onde comer em Cape Town: Comida típica sul-africana

Esse restaurante tem preço um pouco acima da média, mas achei que valeu a pena e por isso incluo aqui no post.

Decoração

Decoração

Endereço: 89, Long Street.

  • MARCOS AFRICAN PLACE

Fomos jantar nesse local por indicação do garçom Richard, do tópico anterior. O ideal é que se faça reserva antes de se dirigir ao local, pois é muito procurado e lota, apesar de ser bem amplo. Como não sabíamos, enfrentamos uma fila de espera grande, e ficamos no bar pra passar o tempo.

Esse restaurante também é de comida típica e tem música ao vivo, o que faz toda diferença. A banda era muito animada e interagiam bastante com os clientes, o que fez eu adorar a experiência. O atendimento também era ótimo, além da decoração. Apesar de tantos prós, a comida achei que podia melhorar. Comi uma espécie de strogonoff e meu marido carne de javali, e achei que o prato dele estava melhor que o meu. Mas pela experiência e diversão, valeu. 🙂

Prato do marido

Prato do marido

Música ao vivo em Cape Town

Música ao vivo em Cape Town

Endereço: 15, Rose Street, Schotsche Kloof, Cape Town.

  • HARBOUR HOUSE

Há uma história por trás de nossa ida a esse restaurante. Era meu aniversário, meu marido fez uma reserva com uma semana de antecedência e fez algumas solicitações especiais, que até então eu não sabia pois seria surpresa. Ao chegar no local fomos surpreendidos por um péssimo atendimento, não no sentido de terem nos tratado mal, mas de não atenderem às solicitações. Na verdade nem ligaram que ele já tinha uma reserva, apenas nos alocaram em uma mesa qualquer e pronto.

Visivelmente decepcionado, acabei ficando triste também. Mas como já estávamos lá e estávamos com fome, só nos restou comer. Por sorte a comida era muito boa, e esse é o único motivo pelo qual o restaurante está no post. Vá com fome, não com expectativa de bom atendimento. Pedimos uma massa com diversos frutos do mar: amêijoas, camarão e lula. O sabor estava ótimo, assim como o vinho servido.

Harbour House Cape Town

Harbour House Cape Town

O restaurante contraditoriamente ao serviço prestado é meio chique, tem preço acima da média e fica no complexo de Waterfront. Deixamos bem claro nosso descontentamento e não pagamos gorjeta alguma.

Zero de gorjeta

Zero de gorjeta

Como comida não é tudo num local e era uma ocasião super especial (celebração dos meus 30 anos) acabamos saindo de lá pra ir pra outro restaurante que conhecemos no início da viagem e amamos. No próximo tópico conto o porquê.

Endereço: Quay 4 Pierhead, Waterfront.

  • THE DECKHOUSE CRAB SHACK

O restaurante que mais gostei de conhecer em Cape Town, longe do burburinho turístico mas que vale muito a pena pagar um Uber pra ir. Durante o dia tem vista pra Table Mountain, o que não acontece à noite, turno em que fomos nas duas vezes. O ambiente é super agradável, lindamente decorado, com direito a luz de velas e atendimento excepcional. Música ambiente agradável, aliada a ótima qualidade da comida, nos fizeram morrer de amores pelo local.

THE DECKHOUSE CRAB SHACK

THE DECKHOUSE CRAB SHACK

O que vou falar é meio arriscado e ousado, mas lá comi a melhor lula frita da vida, que vinha acompanhada de molho tártaro e fritas. Sabemos que lula não é algo fácil de preparar, pois facilmente passa do ponto e fica borrachuda. A de lá era perfeita: extremamente sequinha, crocante e saborosa.

Restaurante Deckhouse Cape Town

Restaurante Deckhouse Cape Town

Em nossa primeira visita ao restaurante além da lula pedimos um balde de caranguejo, servido de forma bastante diferente do que estamos acostumados no Brasil. O caranguejo, como o nome sugere, é o carro-chefe da casa e é servido com um molho maravilhoso. O acompanhamento que a garçonete sugeriu que pedíssemos soou estranho no primeiro momento, pois era uma torta de batata doce que mais parecia uma sobremesa. Apesar de ter estranhado, não sobrou nada.

Onde comer frutos do mar em Cape Town

Onde comer frutos do mar em Cape Town

O restaurante nos surpreendeu positivamente e por esse motivo resolvemos voltar na noite do meu aniversário pra comer mais uma vez a lula, apesar de já estarmos sem fome rsrs. Em determinado momento me ausentei pra ir ao banheiro e meu marido ‘armou’ com a garçonete, que trouxe um bolinho com vela e cantou “happy birthday” com a gente. Foi lindo e inesquecível, e depois de uma noite que havia começado com chateações, fechamos com chave de ouro! 🙂

Comemoração de aniversário no Deckhouse Cape Town

Comemoração de aniversário no Deckhouse Cape Town

Endereço: 108 Kloof Street, Gardens.

Outras sugestões de onde comer em Cape Town

Outros restaurantes bem conhecidos na cidade, mas que acabei não indo e que incluiria facilmente numa próxima viagem são:

  • Gold (comida africana);
  • The Test Kitchen (considerado o melhor restaurante do continente africano – necessário reservar com meses de antecedência);
  • The Butcher Shop and Grill: apesar de eu não ter ido na unidade de Cape Town fui na de Joanesburgo e gostei bastante.

Comemos em outros lugares durante nossa estadia, mas os que acredito que merecem citação no post são esses aqui.

E vocês? Já foram em algum desses? 🙂

Safari em Pilanesberg National Park & Game Reserve

Eu não podia ir na África do Sul e não fazer ao menos um safari. Como nessa viagem não foi viável conhecer o Kruger Park – o mais famoso do país – tive que pesquisar opções alternativas para não passar em branco essa atração imperdível. Dentre as opções, a que mais me atraiu foi o Safari em Pilanesberg, um parque nacional de 550 km² localizado a mais ou menos 200 km de Joanesburgo.

Minha ideia era passar o dia na reserva e no fim do dia retornar para o hotel, onde eu teria que dormir pois na manhã seguinte pegaria voo pra Cidade do Cabo. Depois de muitas pesquisas conheci a Big Six Tour Safaris e vi que a empresa oferece diversos tipos de passeios e rotas, além de ter o site bem detalhado e organizado, o que facilitou o planejamento.

Enviei um email alguns meses antes da viagem e não tive resposta. Como sou brasileira e não desisto nunca entrei em contato novamente, mas dessa vez por telefone, e falei com Pieter, proprietário da empresa. Como ele faz passeios para outros países, muitas vezes fica dias sem checar o e-mail, então sugiro que tentem contato direto pelo WhatsApp, não esquecendo que a diferença de fuso horário é de +5h.

Ele ficou de nos buscar às 6h no hotel em Joanesburgo e foi muito pontual. Em seguida fomos pegar mais três meninas que iriam no passeio conosco. Como não deu tempo de tomarmos café da manhã, ele se preocupou em parar no caminho pra que comprássemos algo pra comer, pois a viagem é um pouco longa (+-3h de viagem).

Pilanesberg

Pilanesberg

Pegamos um pouco de trânsito no caminho, mas o tempo até que passou super rápido por ele ser bastante falante. À medida que passávamos nos lugares ele ia contando alguma história ou curiosidade sobre o local. Ele é sul-africano, aposentado e tem muita história pra contar.

PaisagemPaisagem

Paisagem

O trajeto entre o hotel e Pilanesberg foi numa van fechada, mas ao chegar no parque trocamos de carro e seguimos o passeio com um Ranger, que é o guia e motorista do carro aberto, e com um Tracker, outro guia que vai ao lado do motorista “caçando” as pegadas dos animais. Além de nós, muitas outras pessoas se juntaram ao passeio.

Open Top Vehicle

Open Top Vehicle

O passeio que contratei foi o “Morning Safari with Open Top Vehicle”, que é no carro da foto acima. Esse tipo de veículo costuma ser o mais caro, mas também o mais interessante e que permite maior adrenalina no decorrer do passeio. Como eu só tinha um dia, optei por esse. Imagina a sensação de andar num carro que te permite ficar cara a cara com os animais soltos? Não tem preço.

Safari na África do Sul

Safari na África do Sul

Ao chegar na reserva o passeio dura 3h, que parece muito, mas que na verdade passa voando e a vontade que dá é de não ir embora. Tínhamos duas opções para o almoço: Comer em um lodge dentro da reserva ou conhecer Sun City (fomos na segunda opção).

Pilanesberg é uma área livre de malária, mas é bom passar repelente mesmo por cima da roupa, pois mosquitos podem surgir – principalmente se estiver quente. Outra coisa a atentar é quanto às roupas: é de bom senso utilizar cores sóbrias, como o bege, caqui ou verde ( não vale verde neon ok?). O motivo é óbvio: essas cores te camuflam e não chamam muita atenção dos animais.

Safari em Pilanesberg

Safari em Pilanesberg

Partimos em busca dos Big 5. Vocês sabem por que eles costumam chamar assim? Os Big 5 são os 5 animais selvagens mais difíceis de serem caçados pelo homem, e por esse motivo encontrá-los num safari logo de primeira é sinônimo de ter muita sorte. Talvez por esse motivo muita gente opta por dormir na reserva e fazer mais de um safari, pra não correr o risco de atravessar o Oceano e não ver animal algum.

O risco é minimizado caso você viaje no inverno (final de junho a setembro), quando as chuvas diminuem, o clima fica mais ameno e os animais “passeiam” mais ao longo do dia. Além do fator temperatura, a vegetação fica bem rasteira, o que facilita avistar os animais.

Nos primeiros cinco minutos avistamos um leopardo – o mais difícil de ser encontrado – pronto pra dar o bote. O leopardo tende a viver sozinho quando adulto, não em grupo, então encontrá-lo é muito mais difícil. Passando rápido mal dá pra vê-lo caso não esteja prestando atenção, pois sua pelagem se confunde com a cor da vegetação.

Leopardo caçando cervos em Pilanesberg

Leopardo caçando cervos em Pilanesberg

Porém, pra nossa sorte, ele estava bem ali do lado do carro. Pra nossa sorte também ele estava mais interessado no grupo de cervos que estava ali pertinho. Nesse momento o ranger recomenda não falar e permanecer em silêncio, pra não chamar a atenção dele. Pra terem uma ideia, até o carro é desligado nesse momento pra parar o barulho do motor. Não dê uma de doido e pro bem de todos não grite rs.

Cervos atentos em Pilanesberg

Cervos atentos em Pilanesberg

Depois de alguns minutos de tensão, os cervos conseguiram fugir do leopardo. Gente, que cena inesquecível! Ver o National Geographic ao vivo e a cores, bem ali na nossa frente, presenciar um animal desse caçando pra sobreviver e não atrás da grade de um zoológico, sem dúvidas foi uma experiência que vou levar na memória pra sempre!

Leopardo pronto pra dar o bote em Pilanesberg

Leopardo pronto pra dar o bote em Pilanesberg

Após os cervos fugirem, era nossa hora de fugir também, e então o motorista ligou o carro e nos distanciamos do leopardo.

Dos Big 5, o único que não vimos foi o leão (snif). Além do leopardo vimos uma manada de elefantes, búfalo e rinoceronte, que completam a lista.

Safari em Pilanesberg National Park

Safari em Pilanesberg National Park

Zebra posando pra foto no safari em Pilanesberg

Zebra posando pra foto no safari em Pilanesberg

Mas não vimos só esses animais. Vimos zebras, gazelas, crocodilos, gnus, girafas, hienas, Pumba, obs, javalis… só faltou o Timão pra entoar Hakuna Matata. 🙂

Deu zebra!

Deu zebra!

Apesar de termos visto muitos animais, não foi tão fácil encontrá-los. Ficamos horas rodando de carro de um lado pro outro procurando eles. E também não foram todos os animais que vimos bem de perto, alguns vimos de longe, como os rinocerontes. Como Pilanesberg é um parque nacional, não uma reserva privada, não é permitido dirigir em áreas não demarcadas. Ou seja, tem que ter sorte dos animais passarem ao menos perto das estradinhas.

Rinoceronte

Rinoceronte

Elefantes no safari em Pilanesberg National Park

Elefantes no safari em Pilanesberg National Park

Crocodilo

Crocodilo

Quase ao término do passeio fizemos uma rápida parada num Lodge pra irmos ao banheiro e comprarmos água. Quando menos esperávamos, passaram várias girafas e foi também inesquecível! Deu até pra tirar selfie! hahaha. Passado esse momento de euforia, nosso safari chegou ao fim.

Selfie com as girafas em Pilanesberg

Selfie com as girafas em Pilanesberg

Seguimos viagem para o Sun City, um complexo luxuoso com cassino, resort, restaurantes e lanchonetes que fica a 30 km da reserva. O Pieter nos deixou lá e ficou de voltar 2h depois pra nos buscar, mas sinceramente achei muito tempo. Apesar de ser um lugar muito bonito e organizado, achei pouco interessante para não-hóspedes. Acho que o ideal pra quem quer curtir o local é se hospedar e relaxar após um dia de safari, principalmente se tiver crianças, pois tem muita opção de lazer.

Sun City

Sun City

Sun City

Sun City

Após andarmos um pouco pelo complexo, paramos pra almoçar no Wimpy, uma espécie de fast food da África do Sul. Nosso almoço na verdade foi um combo de cheeseburguer, batata frita e milk-shake que pagamos R50 (aproximadamente R$13). Apesar de não ser o melhor sanduíche do mundo, me surpreendeu a qualidade do milk-shake, o ambiente confortável e o atendimento cortês, além do preço super barato. Aliás, pra viajantes com orçamento apertado, é uma boa pedida pra economizar, pois o restaurante está por todo lugar.

Conforme havíamos combinado, pontualmente o motorista estava no lugar indicado pra nos buscar e retomar a viagem pra Joanesburgo, onde chegaríamos à noite.

Mesmo que fuja um pouco do tema o que vou abordar agora, eu jamais poderia omitir fatos de meus leitores, nem mesmo quando tratar-se de parceria ou algo do tipo. Durante a viagem de ida fui surpreendida negativamente com um fato, e até agora estou me perguntando se é algo normal na África do Sul ou não (infelizmente, acho que sim). Pude ver na prática os resquícios do Apartheid entre um bate-papo e outro com o motorista, que deixou transparecer seu preconceito contra os negros.

Entre algumas abobrinhas ditas em relação ao assunto, num determinado momento ele chegou até a nos mostrar uma arma (com munição) e afirmar que os brancos sul-africanos hoje em dia precisam andar armados. Isso muito me entristeceu e chocou, apesar de nem eu nem meu marido termos dito nada na hora (estávamos sozinhos com uma pessoa armada no carro, então obviamente não nos sentimos à vontade pra tal). Sabemos que a África do Sul é um país que sofreu e ainda sofre graves consequências do Apartheid, e esse episódio apenas reforçou essa visão.

A título de curiosidade, na África do Sul é permitido tanto a posse quanto o porte de arma de fogo, inclusive em lugares públicos, desde que o dono carregue a arma num porta-revólver perto do corpo.

Esse senhor disse, ainda, que demoraria umas três gerações pra que “isso” pudesse melhorar. Ele, apesar de ter sido super gentil e profissional conosco durante todo o passeio, cometeu essa falha que eu jamais deixaria passar em branco aqui. Falha que nada tem a ver com o passeio em si, mas que nos afetou de certa forma.

Apesar da população negra estatisticamente não ser uma minoria no país – são 80% da população – ainda há muito preconceito do resto da sociedade para com eles. E, segundo o que vi e ouvi, faz com que a minoria branca ainda seja econômica e socialmente dominante.

Esclareço aqui que abomino qualquer tipo de preconceito de origem, raça, sexo, cor e quaisquer outras formas de discriminação. Por mais imperfeitos que sejamos, penso que temos que combater esse tipo de coisa com todas as forças. Por isso, caros leitores, estejam certos de que não omitirei fatos negativos nem quando se tratar de parcerias.

Pra finalizar esse post, que no final pode ter soado um pouco dramático e ter se desviado do tema (como não podia deixar de ser), deixo essa fotinho pra alegrar nosso dia. Acrescento e vos digo que esse passeio deixou um gostinho de “quero mais” e com uma vontade enorme de fazer outros Safaris pra encontrar os leões!! 🙂 🙂

Girafas no safari em Pilanesberg

Girafas no safari em Pilanesberg

RESUMO

Morning Safari with Open Top Vehicle

–> Veículo: Van com ar-condicionado no trajeto até a reserva e carro aberto durante o safari.

–> Preço: R 1670 por pessoa – mínimo de duas pessoas. Almoço por conta própria.

–> Duração total do passeio: 12h.

–> O que inclui: Um safari em carro aberto, traslado de ida e volta desde o hotel, taxa de acesso à reserva e taxa de acesso ao Sun City (valores de 2017).

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Como é voar de Mango Airlines

Em minha viagem pra África do Sul meu voo tinha como destino Joanesburgo, onde passei duas noites antes de embarcar pra Cidade do Cabo, onde fiquei a maior parte da viagem. Nesse post vou contar pra vocês como é voar de Mango Airlines, companhia aérea sul-africana do tipo Low-cost, a escolhida pra eu fazer o trecho interno Joburg-Cidade do Cabo.

Comprei minha passagem no site da Submarino Viagens, pois foi onde encontrei o melhor preço na época. Apesar de constar que eu havia comprado na companhia South African Airways, na descrição do voo aparecia que o voo selecionado seria operado pela Mango Airlines. Aí então bateu um desespero por não saber nada da companhia…rs.

Caso aconteça o mesmo com você, saiba que deverá despachar suas bagagens direto com a Mango Airlines. Fiquei confusa pois não sabia se deveria despachar com essa ou com a South African Airways, de onde teoricamente era meu voo.

Como é voar de Mango Airlines

Como é voar de Mango Airlines

A boa notícia é que meus voos foram super pontuais e pude despachar minha bagagem sem custo adicional (20 kg), essencial pra quem faz uma viagem internacional longa. Na ida despachei duas bagagens e na volta apenas uma, pois trouxe a outra como bagagem de mão.

Diferente dos voos operados no Brasil, os assentos dessas aeronaves achei mais confortáveis por não serem tão apertados – e isso chamou minha atenção logo de cara. Em meu trecho de ida viajei com uma senhora enorme do meu lado e não fiquei tão esmagada rs (e olha que tô longe de ser pequena!).

Como é voar de Mango Airlines: Assentos da aeronave

Como é voar de Mango Airlines: Assentos da aeronave

Como toda companhia Low cost, refeições são pagas à parte, assim como qualquer extra que desejar, como o serviço de Wi-Fi a bordo ou marcação de assento. Apesar de cobrarem os lanches e bebidas, não achei caro como nos voos dentro do Brasil, que costumam ser uma fortuna e péssimos.

Não há serviço de entretenimento e as poltronas não reclinam, o que achei que foi bem negativo. Mesmo assim, como estava muito cansada, dormi praticamente todo o voo.

Mango Airlines

Mango Airlines

Outro ponto que vale destacar é que não consegui fazer o check-in online nem na ida nem na volta, acredito que por conta de meu voo original ser da South African. Porém, como eu havia chegado cedo no aeroporto, não tive problema com atrasos e tampouco encontrei longas filas na área do check-in.

A duração do meu voo foi de aproximadamente 2h e foi tudo tranquilo. A companhia opera os seguintes trechos:

  • Joanesburgo (OR Tambo International) e Cidade do Cabo
  • Lanseria (Joanesburgo) e Cidade do Cabo
  • Joanesburgo e Durban
  • Lanseria (Joanesburgo) e Durban
  • Cidade do Cabo e Durban
  • Bloemfontein e Cidade do Cabo
  • Joanesburgo e Porto Elizabeth
  • Joanesburgo e George (Cabo Ocidental)

Além dos trechos acima, a companhia também opera duas vezes por semana voos entre Joanesburgo e Zanzibar.

Portanto, caso encontrem uma passagem mais barata nessa companhia, já saberão como será o voo e o que esperar dele. Em voos curtos – com no máximo 2h de duração – recomendo a viagem. Acima disso acho que pesaria demais o fato da poltrona não reclinar, mesmo a passagem sendo mais em conta.

E vocês? Já voaram com essa companhia?

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Chip internacional para celular da EasySim4u

Em minha última viagem tive a oportunidade de utilizar o chip internacional pra celular da empresa EasySim4u, empresa norte-americana e revendedora autorizada da T-Mobile, uma das mais importantes dos Estados Unidos.

Para viagens nos Estados Unidos e no Canadá eles também fornecem o serviço de ligações ilimitadas, e em outros 140 países internet sem limite de franquia.

Como optei por não alugar carro em minha viagem à África do Sul, foi de extrema importância ter internet já no desembarque pra poder chamar Uber e fazer breves pesquisas quando não estava no Wi-Fi.

Ao adquirir o chip, será necessário informar a data de ida e volta da viagem, para que possam programar a ativação do serviço. 4 dias antes de minha viagem recebi um e-mail com informações do SimCard, confirmação de dias contratados e franquia ilimitada. É de extrema importância deixar a opção Roaming do seu celular ativada.

Chip internacional para celular da EasySim4U

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Você faz o procedimento todo online e recebe na sua casa bem rápido, seguindo a tabela de frete abaixo e respectivos preços:

PRAZO DE ENTREGA:

Entregas Brasil:

Frete Normal – até 10 dias úteis

Frete Expresso – até 5 dias úteis

Chip internacional para celular da EasySim4u: A opção para adquirir APENAS internet é DATA PLAN

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Não há necessidade de se preocupar com o tipo que chip que seu celular suporta, pois eles enviam o chip triplo, que serve em qualquer modelo, bastando destacar o chip que se adequa ao aparelho.

OBS: Se seu aparelho for DUAL CHIP, é importante que apenas o chip da EasySim4U esteja no aparelho e na posição 1.

Como gostei muito do serviço fechei uma parceria com a empresa e agora você pode adquiri-lo aqui no blog sem custo adicional, basta clicar aqui. Comprando pelo meu link você não paga nada a mais pelo produto e ainda ajuda o blog a se manter vivo. 🙂

Para dúvidas relacionadas a pós-venda, entrar em contato pelo email pedidos@easysim4u.com.

Estou à disposição!

O chip foi uma cortesia da empresa para o blog, mas reflete inteiramente minha experiência e opinião pessoal.

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

Retornei recentemente de viagem e foi meu primeiro contato com o continente africano. Durante o planejamento, que fiz todo por minha conta, confesso que tive um pouco de dificuldades em encontrar informações que saíssem do óbvio sobre o destino. Por esse motivo, vou reunir aqui no post o que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem.

O QUE SABER SOBRE A ÁFRICA DO SUL: EXIGÊNCIA DE VACINA

Assunto que já detalhei em outro posts anteriores, mas que vale a pena reiterar. Cidadãos brasileiros não necessitam de visto pra entrar no país, mas precisam apresentar o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Sugiro que leia o post pra informações mais completas. Saiba que antes mesmo de embarcar o documento será solicitado pelo pessoal da companhia aérea, e ao chegar no destino será preciso apresentar novamente.

MOEDA

A moeda oficial é o Rand, que atualmente é bem desvalorizado em relação ao real. Tive uma certa dificuldade em encontrar  informações sobre o câmbio, pois como é uma moeda incomum, temos dificuldades em encontrar no Brasil. Algumas casas de câmbio no RJ tem Rand mediante encomenda, mas pelo que pesquisei a cotação era muito desvantajosa.

Decidi comprar dólares americanos ainda no Brasil e cambiar ao chegar lá. Sinceramente não sei se foi uma boa ideia. Fiz câmbio em duas ocasiões: a primeira ao chegar no Aeroporto de Johanesburgo, e a segunda na casa de câmbio Master Currency, que fica dentro do Victoria & Alfred Waterfront, em Cape Town. A cotação nessa última era 12,49, mas o valor efetivo total (com encargos e impostos) a diminuía pra 11,76.

Preços na casa de câmbio de dentro do Victoria & Alfred (Cape Town)/setembro 2017

Preços na casa de câmbio de dentro do Victoria & Alfred (Cape Town)/setembro 2017

Eles sempre cobram uma taxa fixa por transação (além do imposto), então acabei pagando a tal taxa duas vezes. O ideal é cambiar o dinheiro todo de uma vez pra evitar pagar a taxa em duplicidade. Precisei errar pra aprender isso rs.

Na ocasião, ainda no Aeroporto de Johanesburgo, pagamos R53 de taxa de serviço, mais aproximadamente 6% de comissão pra casa de câmbio, além de imposto de 14%. Cambiei no Travelex Worldwide Money, que estava com a cotação melhorzinha.

Outra informação importante é que as casas de câmbio também compram reais brasileiros, porém somente as cédulas novas. Tínhamos uns trocados em reais e tentamos cambiar por rands, mas como era cédula antiga não aceitaram. Fique atento a isso caso queira cambiar direto lá.

A célebre frase “quem converte não se diverte” não se aplica pra uma viagem à África do Sul. O turismo em geral é mais barato que no Brasil, principalmente comer fora. Apesar de não ser um valor exato, um valor fácil e razoável pra conversão pra reais é dividir o valor em rands por 4.

GORJETA

Ainda falando em dinheiro, a gorjeta na África do Sul é bem parecida com o que estamos acostumados no Brasil. Não é obrigatória, mas costumam cobrar 10% do valor da conta. Muitas vezes a conta já vem com o valor discriminado em percentual, mas é necessário que você preencha o cupom fiscal com o valor que pretende deixar. A tip é também chamada de gratuity e você deve discriminar o valor da gorjeta e o valor total a pagar.

O que saber sobre a África do Sul: Você deve preencher na nota quanto quer deixar de gorjeta

O que saber sobre a África do Sul: Você deve preencher na nota quanto quer deixar de gorjeta

OBS: Em quase todos os restaurantes que fui notei que a cobrança da gorjeta é obrigatória para mesas com mais de 6 pessoas. Fique atento a isso caso viaje em grupo.

Pagamos gorjeta em todos os restaurantes que fomos, exceto em um, pois tivemos problemas com o atendimento. Apesar disso, o garçom não nos constrangeu e fomos embora sem problemas.

FUSO

+5h em relação à Brasília.

TOMADA/VOLTAGEM

A voltagem no país é 220V e as tomadas são diferentes do padrão brasileiro, europeu e americano, que estamos mais familiarizados. Tenho um adaptador universal, mas não serviu nas tomadas de lá. Pra minha alegria, os dois hotéis que me hospedei tinham uma tomada com padrão europeu (literalmente apenas uma), além de adaptadores, que precisavam ser devolvidos ao término da estadia.

Caso seu hotel não tenha adaptador, será necessário comprar.

Tomada na África do Sul (foto retirada do site CVC viagens)

Tomada na África do Sul (foto retirada do site CVC viagens)

IDIOMA

O que esperar de um país que tem 11 idiomas oficiais? A diversidade está presente também quando o assunto é língua. Por influência da colonização britânica, todos falam inglês britânico, que é amplamente utilizado no comércio e turismo. Apesar disso, certamente você ouvirá outros idiomas, principalmente o zulu e africâner, que os locais utilizam bastante entre si.

Uma curiosidade que notei foi em relação ao sotaque. Não pude deixar de notar que os brancos tem um sotaque, os negros outro, e que esses últimos muitas vezes tem um inglês bem mais carregado.

TRANSPORTE/LOCOMOÇÃO

Optamos por não alugar carro em nossa viagem e um dos motivos foi o fato de eles dirigirem na mão inglesa (volante geralmente do lado direito). Como pretendíamos beber vinho, também foi outro forte motivo pelo qual optamos pelo Uber rs. Nem preciso dizer que bebemos vinho todos os dias.

Por falar em Uber, vale ressaltar que funciona muito bem em Cape Town, desde o aeroporto até os pontos mais distantes da cidade sem ter confusão com taxistas. Já não posso falar o mesmo de Johanesburgo, que foi assustador. Conheci uma moça na ocasião que disse que estava dentro de um Uber e um taxista fez o carro parar e cancelar a corrida (ela teve que descer e pegar um táxi). Em Johanesburgo várias vezes tivemos que nos afastar dos taxistas pra poder entrar no carro, o que era um pouco chato.

Caso opte por alugar carro, saiba que flanelinhas existem também na África do Sul, então tenha sempre umas moedas e um tiquinho de paciência. Além disso, será necessário providenciar com antecedência uma Permissão Internacional para Dirigir (pra mais informações sobre o documento acesse o site do Detran de seu Estado).

Outro ponto importante é que se você pretender alugar carro em uma cidade e devolver em outra, opte por locadoras que não cobrem “one way fee”, daí você poderá pegar um carro em um lugar e devolver em outro sem surpresas no cartão de crédito.

As estradas por onde andamos achamos maravilhosas, mesmo sem cobrança de pedágio. Mas ouvi dizer que as estradas da região do Kruger Park não são tão boas quanto.

Quase não utilizamos transporte público, pois os hotéis onde nos hospedamos eram bem localizados e muitas vezes não compensava. A única vez que utilizamos foi quando desembarcamos no Aeroporto de Johanesburgo rumo ao hotel (e também o trajeto inverso) que fomos de trem (Gautrain). O hotel em que estávamos hospedados nessa cidade ficava praticamente em frente à estação. Pra terem uma ideia se fôssemos de Uber seria o mesmo preço que ir de trem, mas pelo problema com os taxistas optamos pelo trem, que era ótimo, pontual e moderno.

Em Cape Town não utilizei transporte público em momento algum, mas vi que há um serviço de ônibus chamado MyCity, que você adquire o cartão e recarrega o quanto quiser pra pagar suas viagens. Uber é realmente bem barato, então muitas vezes não compensa andar de ônibus, principalmente se for viajar em grupo. Os motoristas de Uber geralmente são muito simpáticos, atenciosos, gostam de conversar com os turistas e indicar lugares pra conhecer.

SEGURANÇA

Conforme dito anteriormente, fiquei hospedada em bairros bem localizados tanto na Cidade do Cabo quanto em Johanesburgo, mas posso afirmar que andar pelas ruas lá não é a mesma coisa que andar em alguma cidade europeia, por exemplo. O ideal é ficar atento e não dar margem para trombadinhas, que como sabemos estão em qualquer metrópole do mundo.

Como eu moro no Rio de Janeiro, não me senti nem de longe insegura como me sinto no Rio. Se você é brasileiro e reside em alguma capital brasileira, não tem muito o que se preocupar, pois já estará “vacinado” rs.

Apenas em uma ocasião presenciei uma cena esquisita, e, segundo o motorista do Uber, tratava-se de clonagem de cartão em caixa eletrônico. Estávamos parados no semáforo e avistamos um grupo em frente ao banco em situação suspeita quando o motorista comentou que o golpe da clonagem é bem frequente e que provavelmente aquele era um grupo de golpista. Portanto, não aceite de modo algum ajuda de estranhos caso precise sacar dinheiro.

Andei o tempo todo com minhas câmeras, muitas vezes pendurada no pescoço, mas não me senti intimidada. Diversas vezes apareceram pedintes e moradores de rua, mas nada demais. Apenas pediam dinheiro e iam embora sem problemas.

Já nas redondezas da Long Street (rua boêmia de Cape Town) achei um pouco esquisito andar à noite. Falarei da rua no post que falar da Cidade do Cabo.

CLIMA

Viajamos na segunda quinzena de agosto e voltamos na primeira quinzena de setembro, então pegamos o fim do inverno. Achei o inverno em Johanesburgo rigoroso pra padrões brasileiros, pois a temperatura durante nossa estadia chegou aos 7°C. Apesar da baixa temperatura, os dias foram ensolarados e com frio mais intenso à noite, além disso, com tempo muito seco. Em meses como junho e julho é mais frio ainda.

Pra quem pretende fazer safáris o inverno é a melhor estação, justamente pela ausência de chuvas, dias ensolarados e vegetação mais rasteira, o que facilita avistar os animais.

Já não é uma boa ideia pra quem pretende curtir as belas praias da Cidade do Cabo e suas águas congelantes rsrs. A temperatura da água nas praias é sempre bem baixa, sendo curiosamente mais baixa ainda durante o verão. Pesquisei a temperatura durante nossa estadia e girava em torno de 9°C.

O inverno na Cidade do Cabo é mais chuvoso, mas dei sorte e não peguei chuva em momento algum. Em compensação achei que a cidade fez as quatro estações em um único dia…kkk. Muito frio e vento pela manhã, sol intenso durante o dia, algumas vezes temperatura na casa dos 25°C no início da tarde, voltando a despencar já no pôr do sol. A temperatura mínima durante minha estadia de 7 noites foi de 11°C (com direito a muito vento, o que agrava a situação rs).

HORÁRIO

O horário é algo a dar muita atenção em relação à programação da viagem. As coisas na África do Sul fecham muito cedo, o que atrapalha o planejamento. As lojas fecham cedo, restaurantes também, assim como os pontos turísticos. Geralmente 17h é o horário de fechamento das atrações turísticas, o que faz com que a gente fique com o tempo ocioso durante muitas horas.

Em algumas ocasiões não conseguimos encaixar mais de um ponto a conhecer, pois saíamos tarde de uma atração e não dava tempo de conhecer outra (e quando dava, era corrido). Por sorte passamos 7 dias e 7 noites na Cidade do Cabo, o que é um tempo razoável e deu pra conhecer tudo o que queríamos.

Caso pretenda comprar vinhos pra levar pro Brasil, preste atenção também ao horário. Em muitos lugares aos domingos não é permitido vender vinho, e quando permitem, é em horário reduzido. Deixamos pra comprar as bebidas num domingo e demos com a sessão de vinhos fechada no supermercado. Meio esquisito, mas é bom saber rs.

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

Nos próximos posts vou contar sobre o roteiro que fiz em minha viagem ao país! Fiquem ligados! 🙂

4 lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Tratando-se de Rio de Janeiro, o post torna-se desafiador. Em tempos de preços estratosféricos na capital carioca, comer fora geralmente não é uma boa ideia dependendo do orçamento da pessoa. Muitas vezes não estamos com a menor vontade de cozinhar ou então queremos comer algo gostoso sem ir à falência, e pensando nessas pessoas escrevi esse post com opções de 4 lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna.

Vale ressaltar que nenhum lugar aqui vai ser de fato uma pechincha, mas mais barato do que a média do mesmo nível levando em consideração comida pra duas pessoas ou individuais em bairros com apelo turístico.

A ideia do post é atualizá-lo à medida que eu for conhecendo mais lugares interessantes e que tenham a mesma proposta.

Stalos Copacabana

Esse lugar, em funcionamento 24h por dia, serve bem que não está de dieta rsrs. As vitrines coloridas e chamativas saltam os olhos dos mais esfomeados. Porém, nem só de lanche vive o Stalos, as refeições são boas e MUITO bem servidas. A lógica lá é a seguinte: um prato individual serve bem duas pessoas. O prato pra duas, serve bem até quatro (e assim por diante). Gasta-se em média R$70 pra comer algum prato de filé mignon no local (sem bebida alcoólica, que costuma ser cara no estabelecimento).

Foto retirada do site oficial do Stalos

Foto retirada do site oficial do Stalos

Onde: Av. Nossa Senhora de Copacabana, 986.

Galeto Liceu

Outro restaurante que costuma ter porções generosas em suas mesas é o Galeto Liceu. Em funcionamento desde 1943, é possível dividir um galeto desossado que teoricamente seria pra uma pessoa, mas que serve muito bem duas ao ponto de repetir. Gasta-se em média R$60 (sem bebida alcoólica). Há uma unidade no centro da cidade e outra no burburinho da Rua Nelson Mandela, em Botafogo.

Da Silva

Especializado em comida portuguesa, a área do buffet oferece uma vista de tirar o fôlego. No almoço funciona no esquema self-service e apesar de não ser dos mais baratos, a dica de ouro é ir a partir de 14h, quando o valor do kg cai pra R$79,90. Continua não sendo uma pechincha, mas tratando-se da qualidade da comida e do ambiente, acho que vale a pena incluir aqui.

Diversas receitas de bacalhau são servidas diariamente, com destaque para os bolinhos de bacalhau (bacalhau mesmo, não batatal rs). As sobremesas também ganham destaque: variadas e gostosas (com amores pelo creme de nozes). Meu gasto médio lá (por pessoa) é de R$35,00 (normalmente com sobremesa rs).

OBS1: Como sempre vou no self-service, não há cobrança dos 10% de gorjeta.

OBS2: A promoção é válida apenas durante a semana. Aos finais de semana o preço é sempre o mesmo.

Onde: 5º andar do Botafogo Praia Shopping.

Vista do Da Silva: Lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Vista do Da Silva: Lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Da Silva: Restaurante Português

    Da Silva: Restaurante Português

Tomate

Localizado em plena Av. Lúcio Costa, em meio a prédios elegantes e luxuosos, o Tomate chama atenção justamente pelo oposto: é super pequeno, simples, cadeiras e mesas de plástico na estreita calçada e fila de espera por uma mesa. O que contrasta com os restaurante vizinhos, que, pelo menos das vezes que fui, não tinham muita gente.

O Tomate é um pequeno restaurante de administração familiar cujos donos são portugueses. Como não podia deixar de faltar, servem deliciosos bolinhos de bacalhau que são vendidos por unidade, não porção (R$3/cada).

Só abre para o almoço e está estrategicamente localizado em frente à Praia da Barra, ótima opção pra quem quer comer bem na região sem gastar muito. A comida é farta, o atendimento uma simpatia, o preço justo. Além de servirem comida caseira, sem frescura e com sabor. Caso você não abra mão de boas louças e frufrus, não é o ambiente certo pra você.

Espeto de carne e seus acompanhamentos (R$25)

Espeto de carne e seus acompanhamentos (R$25)

Não deixem de pedir esse pudim: é maravilhoso!!! (R$9)

Não deixem de pedir esse pudim: é maravilhoso!!! (R$9)

Endereço: Avenida Lúcio Costa, 2860 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ.

O que ver no Rio: Forte Duque de Caxias

No último fim de semana fui conhecer mais um lugar que ainda não conhecia no Rio: Forte Duque de Caxias. Localizado no cume do Morro do Leme, ao final da praia de mesmo nome, é necessário adquirir ingresso pra entrar (R$4). A entrada e bilheteria ficam bem na Praça Almirante Júlio de Noronha e a região está situada numa área de proteção ambiental mantida pelo Exército Brasileiro.

O Forte existe desde o século XVIII e fazia parte do sistema defensivo da então capital brasileira, ainda pertencente à Coroa Portuguesa. Além da importância história, de lá é possível ter uma vista privilegiada e panorâmica de diversos pontos da cidade: Pão de Açúcar, Praia Vermelha, Praia do Leme, Praia de Copacabana e Morro 2 Irmãos. Pra alcançar o topo do morro é necessário caminhar por aproximadamente 30 minutos em uma pista de paralelepípedo em meio à mata, mas com boa infraestrutura pro visitante.

Além das vistas citadas acima, dá pra ver na outra ponta da praia o mais conhecido e badalado Forte da Região: Forte de Copacabana. Há diversos binóculos para observação espalhados pelo local para que o visitante possa ver os pontos de interesse sob outro ângulo.

Pessoas com dificuldade de locomoção podem ter dificuldades em subir, o que não acontece com quem não tem problema com isso e gosta de caminhar. Não sei por qual motivo o local não é tão explorado por turistas, o que nos permite admirar a beleza da cidade sem grande aglomeração de pessoas.

Ao longo do percurso é possível avistar muitos micos, que vêm atrás dos turistas em busca de algo pra comer, entretanto não é permitido alimentá-los por não serem nativos da região e serem conhecidos por destruírem a vegetação local.

Na parte interna do Forte há um memorial a Caxias, galerias com exposições sobre a história do forte e sala de vídeo com exibição de filmes curtos históricos. Há também uma lanchonete simples, mas que possibilita comprar água e outros produtos caso tenha sofrido com a subida rs. Também há banheiro no local.

Pista pra chegar ao Forte Duque de Caxias

Pista pra chegar ao Forte Duque de Caxias

Pórtico de entrada do Forte Duque de Caxias

Pórtico de entrada do Forte Duque de Caxias

Vista do Forte Duque de Caxias

Vista do Forte Duque de Caxias

Brasil de contrastes

Brasil de contrastes

Vista espetacular do Forte Duque de Caxias

Vista espetacular do Forte Duque de Caxias

Pão de Açúcar e Praia Vermelha

Pão de Açúcar e Praia Vermelha

O uso do binóculo para observação é gratuito

O uso do binóculo para observação é gratuito

O Rio de Janeiro continua lindo!

O Rio de Janeiro continua lindo!

Micos espalhados pelo Forte

Micos espalhados pelo Forte

Outras informações sobre o Forte Duque de Caxias

Visitação: De terça a domingo, das 9:30 às 16:30.

Entrada gratuita às terças.

Aceita meia entrada para estudantes.

Continue lendo sobre o Rio de Janeiro…

Como emitir o Certificado Internacional de Vacinação

Muito em breve vou fazer minha primeira viagem ao continente africano, mais especificamente pra África do Sul. Apesar do país não exigir visto pra cidadão brasileiro, saibam que o país exige o Certificado Internacional de Vacinação como condição de entrada do viajante. Mas afinal, o que é isso?

O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é um documento de validade internacional que comprova a vacinação contra certas doenças – devidamente traduzido para o inglês.

Como emitir?

Antes de mais nada, você deve tomar a vacina exigida (no meu caso, febre amarela) e guardar o comprovante de vacinação, em que consta quando você tomou, qual o fabricante, qual o lote da vacina, validade do lote, etc.

No meu caso tomei a vacina de forma gratuita em um posto de saúde do SUS na cidade do Rio de Janeiro. Além dos postos de saúde, você pode procurar serviços de vacinação privados credenciados.

Atenção: No caso da vacina contra febre amarela ela deve ser tomada com antecedência de, no mínimo, 10 dias antes da viagem. Não adianta tomar a vacina na véspera da viagem pois não vai servir. Não deixe pra cima da hora pois imprevistos sempre podem acontecer.

E depois?

O atendimento para emissão do CIVP é extremamente demorado e agiliza muito se você fizer o pré-cadastro previamente nesse link.

OBS: No caso de Centros de Orientação do Viajante onde seja possível fazer o agendamento do atendimento, o pré-cadastro é obrigatório, nos demais casos não, apesar de sempre ser recomendável fazer.

Próximo Passo: Comparecer ao estabelecimento que emitirá o Certificado Internacional de Vacinação

Para a emissão do CIVP é imprescindível a presença física do interessado, pois a emissão está condicionada à assinatura do viajante. Ou seja, em hipótese alguma você pode emitir o CIVP para terceiros, mesmo que seja para seu cônjuge. A única exceção da dispensa da presença física é para menores de 18 anos quando os pais ou responsáveis destes solicitarem a emissão do seu CIVP.

Recomendo fortemente que entre em contato por telefone com o Centro de Orientação mais próximo da sua casa para saber exatamente o horário de funcionamento. Digo isso porque apesar de ter me baseado pelo horário constante no documento do link acima, ao chegar no local fui informada que o horário de funcionamento informado no documento está desatualizado. Ou seja, perdi a viagem e tive que voltar outro dia.

Voltei no dia seguinte com meu cartão nacional de vacinação e um documento de identidade original com foto.

OBS: São aceitos como documentos de identidade o RG, o Passaporte, a CNH válida, entre outros documentos. A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 anos. Caso vá pra algum país que exija o CIVP acompanhado de uma criança com pelo menos 9 meses de vida, será exigido dela também o CIVP.

Emiti meu Certificado na unidade do centro do Rio e demorei mais ou menos 2:30 lá. O atendimento é muito lento pois caso você não tenha feito o pré-cadastro, será necessário cadastrar tudo no local (infelizmente a maioria das pessoas não o faz). São poucos funcionários lotados para esse fim e a demanda pelo certificado é maior do que eu imaginava.

Certificado Internacional de Vacinação

Certificado Internacional de Vacinação

Portanto, antes de se dirigir ao local para emitir seu certificado, verifique se o país de destino exige de fato o documento. Na ocasião vi muitas pessoas no local emitindo certificado quando que o destino da viagem era os Estados Unidos, que não exige o documento.

OBS: O CIVP é gratuito e é válido por toda a vida.

Qualquer dúvida só perguntar! 🙂

1 dia em Cabo Frio – Região dos Lagos

Localizado a 141 km do Rio de Janeiro, a cidade tem atrações pra mais de 1 dia e até mais de uma semana se pretender conhecer as principais cidades vizinhas (Búzios e Arraial do Cabo). A intenção da viagem era passar um fim de semana em Arraial, mas fomos surpreendidos pela pouca oferta de hotéis lá, então desistimos e acabamos passando 1 dia em Cabo Frio.

Indo de carro do Rio num fim de semana gasta-se R$45,70 de pedágio (ida e volta) e a viagem demora aproximadamente 2:30h. Uma vez fui de ônibus no verão e gastei incríveis 6h pra chegar na cidade, devido ao trânsito intenso na ponte Rio-Niterói. Se puder, fuja da alta temporada e feriadões.

Caso opte por ir de ônibus, a empresa Auto Viação 1001 faz o trajeto pra Cabo Frio ao custo médio de R$60 (apenas ida). Os ônibus partem da Rodoviária Novo Rio e também do Terminal de Campo Grande.

Onde ficar

Nos hospedamos no Matiz Oásis Cabo Frio no Quarto Executivo com cama Queen. Tínhamos uma diária grátis e por isso escolhi o melhor quarto rsrs. Adorei o hotel! Super limpo, moderno, com estacionamento e café da manhã incluso na diária. A propósito o café da manhã era ótimo, assim como a piscina na cobertura. 🙂

Curioso pra saber como ganhar uma diária de hotel também?

Eu já conhecia Cabo Frio de uma viagem anterior que fiz com minha família há 7 anos. Na ocasião meus tios alugaram um apartamento pertinho da Praia do Forte e foi também uma ótima escolha (principalmente pra quem viaja com um grupo grande). A região é muito bem atendida de bons e grandes apartamentos para locação por temporada.

O que fazer em 1 dia em Cabo Frio

Começamos o dia indo direto pra Praia das Conchas, a 7 km do centro da cidade. Essa praia recebe esse nome pelo formato de concha que tem. É uma pequena praia situada entre dois morros, com ondas tranquilas, quase que inexistentes, ideal para quem viaja com crianças ou não curte muito levar caldo (EU) rs. Apesar da beleza, a temperatura não estava muito boa: fomos em julho, o vento estava forte e gelado, o que impossibilitou que déssemos um mergulho.

Praia das Conchas vista do Mirante das Conchas

Praia das Conchas vista do Mirante das Conchas

Caso vá de carro pra essa praia, é necessário pagar R$10 pela diária do estacionamento, antes mesmo de chegar à praia. Pelo que puder ver, o estacionamento na cidade é regulado e tem preços mais baixos pra veículos com placa de Cabo Frio.

A caminho de uma trilha

A caminho de uma trilha

Ficamos sentados em um dos muitos quiosques e com o vento frio desistimos de ficar ali muito tempo: decidimos caminhar. O primeiro ponto foi subir para o Mirante das Conchas, um costão rochoso que tem do lado direito e que permite vistas maravilhosas tanto da Praia das Conchas quanto do Mirante do Peró que está bem ao lado. Logo ao estacionar provavelmente você verá muitas pessoas subindo a trilha, que é de fácil acesso e dura no máximo 10 minutos. A vista de lá é espetacular!

Trilha Mirante das Conchas

Trilha Mirante das Conchas

Descortinando paisagens!!

Descortinando paisagens!!

1 dia em Cabo Frio: Inclua ao menos uma trilha no roteiro. As vistas são espetaculares!

1 dia em Cabo Frio: Inclua ao menos uma trilha no roteiro. As vistas são espetaculares!

Depois fomos para o lado oposto da praia fazer outra trilha, a do Mirante do Peró. A entrada dessa fica bem ao lado do Restaurante Cabana do Pescador e é um pouco mais demorada que a do Mirante das Conchas, mas também de fácil acesso. Claro que é preciso fazer algumas subidas íngremes mas o trajeto como um todo é bem tranquilo. A vista realmente compensa!

Mirante do Peró: Chão desnivelado e com presença de pedras

Mirante do Peró: Chão desnivelado e com presença de pedras

Vista de cima do Mirante

Vista de cima do Mirante

Mirante do Peró

Mirante do Peró

Nessa altura do campeonato o frio já havia ido embora rsrs. Fomos para o hotel descansar um pouquinho pra sair em seguida.

Fomos ver o pôr do sol na Praia do Forte, a principal e mais urbana da cidade. Apesar de urbana, é linda com suas areias super branquinhas e água clara e fria. A orla é bem extensa e com ótima infraestrutura pra caminhadas e passeios. Muitas opções de barzinhos e restaurantes, assim como uma feira de artesanato bem pertinho.

Areia super branquinha de Cabo Frio

Areia super branquinha de Cabo Frio

Fim de tarde na Praia do Forte - Cabo Frio

Fim de tarde na Praia do Forte – Cabo Frio

Particularmente achei a feira de artesanato muito fraca e com poucas opções interessantes (não comprei nada). Apesar disso, há uma grande oferta de alimentos como churros (tem muito churros em Cabo Frio!!) e outras comidinhas desse tipo.

Como não gostei da feirinha, fomos passear no Centro Histórico da cidade, mais especificamente no bairro da Passagem. O bairro recebeu esse nome pois o canal que o margeia era o ponto por onde se fazia a travessia nos tempos coloniais. Destaque para os prédios históricos do lugar, assim como para a arquitetura em estilo colonial. Me apaixonei!

Centro Histórico de Cabo Frio

Centro Histórico de Cabo Frio

Igreja de São Benedito - Cabo Frio

Igreja de São Benedito – Cabo Frio

Bairro da Passagem - Cabo Frio

Bairro da Passagem – Cabo Frio

O Largo de São Benedito tem uma bela igreja de mesmo nome que se destaca em meio aos charmosos bares e restaurantes que marcam presença no local. Estava tendo festival gastronômico em Búzios e muitos sugeriram que fôssemos jantar lá. E o que fizemos?  😀

Fomos na contra-mão das dicas e não nos decepcionamos: escolhemos pro jantar o Restaurante Galápagos, localizado bem no Largo de São Benedito, no burburinho noturno. O restaurante é um dos melhores da cidade e realmente faz jus à fama: atendimento bom, comida gostosa, decoração linda, ambiente confortável e música ambiente super agradável. Não é dos mais baratos da cidade, mas um de mesmo porte no Rio de Janeiro com certeza seria muito mais caro.

Se você tiver 1 dia em Cabo Frio não deixe de incluir uma ida ao Restaurante Galápagos

Se você tiver 1 dia em Cabo Frio não deixe de incluir uma ida ao Restaurante Galápagos

Pedi um bobó de camarão que veio muito bem servido, mas ideal pra apenas uma pessoa, ainda mais considerando que eu não havia almoçado e estava com muita fome rsrs. Boa carta de vinhos e boas opções de sobremesa. Gasto médio por pessoa com vinho R$90,00.

O ambiente é meia luz, requintado, muito agradável, do tipo que não dá nem vontade de ir embora, sendo portanto ideal pra quem viaja em casal e procura algo mais romântico.

Após um bom tempo nesse lugar, nossa estadia em Cabo Frio praticamente chegou ao fim, pois fomos pro hotel descansar que no outro dia iríamos pra Arraial do Cabo. 🙂

Continue lendo: O que fazer em Búzios

Como é morar no Rio: O que você precisa saber antes de se mudar

Como o sucesso do post Morar em Natal foi muito grande (tcharãããn aparece como o primeiro do Google!), acho que pode ser de grande utilidade contar como é morar no Rio de Janeiro, e assim poder ajudar famílias que pensam ou que precisam se mudar pra cá.

Atenção: Tudo que está descrito no post tem a ver com a minha experiência, que pode não ser igual a de todo mundo. Ainda não sou uma especialista em Rio de Janeiro e nem sei se um dia serei. Meu foco é a experiência de moradia nos bairros da Zona Sul da capital. Como não morei em outra, não saberia discorrer sobre. Já visitei os bairros mais afastados daqui mas apenas com fins de lazer.

Nos mudamos em setembro de 2016 e foi tudo muito rápido: tive mais ou menos 1 mês pra organizar as coisas no trabalho que eu deixara em Natal, contratar empresa de transporte de carro e mudança residencial.

Transportadoras

O primeiro passo foi pesquisar empresa de mudança, e isso é o tipo de coisa que me dá frio na barriga só de pensar, pois já tive sérios problemas com uma transportadora grande (basta ver o post de Natal que saberão do que me refiro). Como já tinha optado uma vez por uma empresa grande e de grande porte e não tinha dado certo, dessa vez fui na contra-mão: optei pela Transportadora Potiguar, empresa menor, cuja sede é em Natal e com foco mais no Nordeste, mas que faz entrega pra todo país.

Acertamos data e tudo, e no dia marcado eles foram empacotar minhas coisas todas e transportaram. Em menos de 1 mês minhas coisas já estavam no Rio e com bem menos dor de cabeça do que a empresa anterior. Tive um leve contra-tempo com um produto que danificaram, mas não mediram esforços pra me ajudar e me reembolsar. Ponto pra eles.

A transportadora de carro optei pela Transcarlos, que já conhecia. Mais uma vez não tive problema com eles. O único “contra” foi ter que buscar o carro bem longe de onde estávamos (estávamos em Copacabana e tivemos que buscar o carro em Duque de Caxias).

Aluguel

Ficamos hospedados 1 mês em Copacabana num ap que a empresa alugou, na Ayres de Saldanha, a um quarteirão curto da praia. Confesso que apesar da localização maravilhosa, nem pude curtir direito, pois nesse mês estava totalmente focada em procurar apartamento pra alugar, e não estava com cabeça pra outras coisas. Demorei exatamente 1 mês pra encontrar um apartamento e a busca foi árdua: visitei uns 50 apartamentos, fiz muitos telefonemas, muitos nãos e momentos de nervosismo.

Vista do ap de Copacabana

Vista do ap de Copacabana

Meu marido não pôde me ajudar nas visitas pois já chegou trabalhando, então fiz tudo sozinha. Os sites que mais me ajudaram foram o Zap Imóveis, Viva Real e OLX. Os de imobiliária não me ajudaram tanto.

Tenha em mente que no Rio quase não existe depósito caução. Ou é fiador, ou é seguro fiança (que onera mais ainda o aluguel, pois o dinheiro não volta pra você). Por sorte tínhamos fiador e foi meio caminho andado. É tudo extremamente burocrático e às vezes parece que não querem alugar pra você.

Aluguel no Rio é uma coisa complicada, principalmente se você está buscando por bairros na zona Sul (área mais valorizada). Eu estava buscando apartamento de 2 quartos, próximo ao metrô e com uma vaga de garagem, o que por incrível que pareça é sinônimo de luxo na zona sul carioca, acreditem.

Quanto aos preços, não encontrei nada por menos de R$3500/em média (com condomínio e IPTU). Se você está buscando imóvel com essas características, não espere gastar menos. Experimente procurar de 3 quartos e se segure na cadeira pra não cair pra trás. 🙁

O mais impressionante é a qualidade dos imóveis: apartamentos em geral muito antigos, precisando de reformas sérias e em condomínios velhos – e mesmo assim com o preço nas alturas. Caso queira um ap mais inteirinho se prepare pra desembolsar mais dinheiro.

A verdade é que o mercado imobiliário no Rio é uma bolha: preços totalmente fora da realidade do nosso país, que atualmente enfrenta uma crise econômica forte, e destoa mais ainda da cidade do Rio, que é uma das mais enroladas financeiramente.

Escolhi o bairro de Botafogo pra morar, com fácil acesso a pé pro metrô. Super me adaptei nesse bairro, que tem tudo que preciso: supermercados bons, hospital, academias, bancos, diversas clínicas, shoppings, centenas de restaurantes e opções de lazer. Não são poucas as vezes que saímos pra passear a pé, sem necessidade de transporte algum. Além disso tem fácil acesso pro centro da cidade de metrô (+-15 minutos).

Enseada de Botafogo vista do Morro da Urca

Enseada de Botafogo vista do Morro da Urca

É considerado um bairro nobre de classe média-alta, mas ainda acessível pra pequenos mortais e não tão caro quanto o Leblon, que tem disparadamente o metro quadrado mais caro do país (R$ 22.478,00/ano 2016).

Moro numa região do bairro que não me sinto tão insegura (se é que isso é possível em algum lugar do Rio) e não costumo ver nada bizarro relacionado à segurança. Apenas uma vez acho que teve um assalto quase em frente minha casa, pois ouvi uma mulher gritando “ladrão”. Portanto NUNCA fico dando sopa com meus pertences na rua.

A principal comunidade do meu bairro é a responsável por um ponto turístico que leva o mesmo nome: Santa Marta. Trata-se da comunidade pacificada onde Michael Jackson gravou a música They Don’t Care About Us. Foi nela também a 1° UPP da cidade. É possível subir pra apreciar a vista do Mirante Dona Marta e ter uma das vistas mais bonitas do Rio (que aqui é a capital dos contrastes ninguém duvida!).

Réveillon 2017 em Copacabana

Réveillon 2017 em Copacabana

Em comparação com Copacabana, gosto mais de Botafogo: tem mais cara de “cidade normal” do que a loucura turística que é Copacabana. E eu não poderia deixar de dizer: onde tem turista, tem tudo. Vi diversos arrastões quando estava em Copa e não me sentia segura lá em momento algum. Pode até ser paranóia da minha cabeça porque sou medrosa de natureza, mas era bem esquisito. Se não fosse a falta de segurança, sem dúvidas seria um bairro maravilhoso. Tem algo mais a cara do Brasil que esse bairro (beleza, contraste e problemas)?

Como é morar no Rio: Praia de Copacabana

Como é morar no Rio: Praia de Copacabana

Gosto do bairro do Flamengo também e era uma das opções de bairros que eu estava procurando, assim como Laranjeiras. Catete achei muito central e apesar de ter sido uma das opções, não gostei tanto quanto desses outros. Durante minha pesquisa vi muitos apartamentos bons e bonitos na Barra da Tijuca, além de terem preço mais baixo que na zona sul. Porém, por ser bem distante do centro nem cogitei.

Plano de Saúde

Logo que chegamos no Rio mudamos de plano de saúde, em Natal era Amil e aqui passou a ser Bradesco, que não tenho o que reclamar. Meu plano satisfaz bem todas minhas necessidades e é um dos melhores daqui (se não for o melhor). Unimed aqui é bem forte e conheço muita gente que tem, mas como tem muito segurado, tem muito problema também. Minha mãe é cliente da Unimed Rio e com bastante frequência reclama.

Infelizmente não sei informar o preço do plano de saúde atual, pois é PJ e pago pelos empregadores do meu marido.

Educação

Como não tive experiência alguma com escolas aqui na cidade perguntei pra amiga Lily do blog Apaixonados por Viagens, que é fluminense e mora na capital há muitos anos. Segundo ela, algumas das melhores escolas são:

– São Bento
– Santo Inácio
– Santo Agostinho
– Cruzeiro
– Ph
– Franco

Esses de cima são bem tradicionais e particulares. Costumam ter ótimos resultados nos vestibulares e a média da mensalidade para meio período é na faixa dos R$2.500 (valores de 2017).

Têm os públicos também que, apesar das greves e das instalações mais precárias, também obtêm bons resultados nos vestibulares, tais como:

– Pedro II
– Colégio Militar
– Colégio Naval (este fica em Angra dos Reis)
– Capes da Uerj
– Capes da Ufrj

Uma coisa curiosa é que na maioria dessas escolas os alunos só entram através de sorteios. Não basta ter o dinheiro da mensalidade, é preciso ter uma pitada de sorte também. Recomenda-se que comece a tentar os sorteios quando as crianças atingirem 4 anos de idade.

Supermercados

Supermercados são bem segregados: Pão de Açúcar é bem forte aqui, e com produtos mais caros, e o principal concorrente dele é o Zona Sul, outro supermercado caro. Fuja deles pras compras do mês se o objetivo é economizar (vez ou outra vale a pena ir porque tem coisas que só tem neles).

Como em outras capitais, temos o Extra e Carrefour. Os mais populares são o Mundial (bem mais barato e não aceita cartão de crédito), Princesa e Guanabara, que sempre tem boas promoções. Não achei o preço dos produtos de supermercado muito diferentes de Natal, inclusive muitas coisas acho até mais em conta.

Transporte

A tarifa de metrô custa R$4,30, um pouco mais cara que a passagem de ônibus, que custa R$3,80. O Estado do Rio é disparado o maior produtor de petróleo do país, e ainda assim tem a segunda gasolina mais cara do Brasil, principalmente nos bairros da zona Sul. Dificilmente você encontrará um posto na zona Sul com gasolina abaixo de R$4 o litro (julho/2017).

Como usamos o carro pro lazer aos finais de semana, ainda não o vendemos. Mas como moramos perto do metrô e o Uber e Cabify funcionam muito bem em nosso bairro, não sei até que ponto compensa ter carro aqui. Acho que ainda não vendemos o nosso por pura preguiça e comodidade (acabamos viajando aos fins de semana ou indo pra lugares longe, então facilita). Pense duas vezes antes de comprar um automóvel no Rio se você mora num bairro bom. O nosso não nos dá muita despesa, então talvez por isso ainda estejamos com ele.

Internet

As operadoras de internet são praticamente as mesmas de Natal, e continuei com meu contrato com a Vivo. Estou pagando atualmente numa promoção R$60 pela internet e telefone ilimitado. Apesar do preço atraente, a internet da Vivo é péssima e cai com bastante frequência.

Conta de luz

O Rio tem uma das tarifas de energia elétrica mais caras do país. Como morávamos em Natal e lá tem uma das mais baratas, a diferença foi notável.

Temos dois aparelhos de ar-condicionado em casa, mas o único que ligamos sempre é o do nosso quarto que é inverter e tem consumo bem abaixo da média, ainda assim nossa conta quase nunca dá menos que R$170 (no verão dá bem mais). Não quero nem imaginar quanto daria se ligássemos o do quarto de hóspedes com frequência (que não é inverter). P.S: Visitas por favor nos visitem no inverno! kkkk.

Tarifa de energia elétrica

Tarifa de energia elétrica

Lazer

O Rio é a cidade mais visitada do país não apenas pelos estrangeiros, mas também pelos próprios brasileiros. Consequentemente, os preços não são nada convidativos. Graças a Deus ainda não paga nada pra ir à praia, e esse é o bom daqui: a praia democratiza. Não é muito difícil conhecer algum carioca que nunca foi ao Pão de Açúcar, por exemplo (o ingresso de lá custa +-R$80). Por sorte na baixa temporada (se é que existe isso aqui) o preço cai pela metade pra quem comprova que é morador da cidade.

Fazendo sua reserva de hospedagem no Rio de Janeiro por esse link, você ajuda o blog a se manter vivo e não paga nada a mais por isso! :)

Sair pra comer em casal num restaurante bonzinho da Zona Sul faz com que se gaste no mínimo R$100 (sem bebida alcoólica). Em restaurantes mais sofisticados o céu é o limite.

Nos restaurantes dos bairros mais caros (Ipanema e Leblon) a gorjeta cobrada é de 12%. Já vi isso algumas vezes e fiquei revoltada! kkk. Nos restaurantes mais populares do bairro isso não acontece, mas nos mais sofisticados sim. #fail

Gorjeta de 12% nos restaurantes de Ipanema e Leblon

Gorjeta de 12% nos restaurantes de Ipanema e Leblon

Em comparação com Natal a diferença de preços é gritante, mas em comparação com São Paulo nesse quesito é bem empatado.

Mercado de trabalho

Queria poder dar notícias boas aos meus leitores, mas o negócio por aqui tá bem feio. Vocês podem até pensar que com o custo de vida tão elevado o salário também seja, mas na realidade não é bem assim. Primeiro que não tem emprego. Como podem ver na reportagem da Globo, o número de desempregados saltou 50% em um ano. Segundo o IBGE, em 2016 o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos no Rio de Janeiro ficou estimado em R$ 2.311. Caso seu sonho seja morar na cidade maravilhosa, vir pra cá tentar a vida pode não ser uma boa ideia no momento.

Até os funcionários públicos estão tendo problemas pra receber seus salários, e concursos públicos por aqui são cada vez mais escassos. Pode acessar qualquer site de divulgação de editais de concurso que verá que não tô exagerando.

Curiosidades sobre como é morar no Rio

Que o carioca é esquentado as novelas já mostraram demais. Mas é também um povo muito comunicativo, prestativo e simpático. Tudo é motivo pra gargalhar e fazer amizade. É também um povo que gosta do dia: basta olhar o calçadão de qualquer praia de segunda a segunda pra ver que não é só turista passando ali.

Por falar em calçadão, ou você entra no ritmo deles ou é engolido: aqui (quase) todo mundo faz atividade física. A academia é lotada o tempo todo e as atividades ao ar livre também. O estereótipo da mulher brasileira tá aqui e em todo lugar.

É também uma cidade super cosmopolita: aqui tem de tudo e de todos os cantos do mundo. Pra terem uma ideia, onde meu marido trabalha a maioria é europeu. É uma cidade de sotaques e idiomas, e se você não domina bem ao menos o básico de inglês pode estranhar. Não é difícil esbarrar com algum gringo perdido no metrô pedindo informação. É comum ver vaga de emprego pra ganhar um salário mínimo exigir o inglês.

Apesar de ser uma cidade “do dia” os cariocas adoram um pós-praia e um barzinho com música. Na Lapa não dá só turista. Nem em Copacabana.

Encontrar prestador de serviço de qualidade por aqui é bem complicado. Uma vez tive problema com uma oficina mecânica, mas conheci uma outra que adorei e recomendo muito a todos: Oficina Perfil, em Botafogo. Eles trabalham de maneira bem séria e honesta.

Caso precise de diarista, não espere gastar menos que R$150 e às vezes muda dependendo do tamanho da casa – muda pra mais caro claro rs.

Gostaria de ter tido boas experiências com prestadores de serviço, mas quase não tive. Sugiro que pesquise muito, não pague nada adiantado e desconfie de tudo. Um grupo do facebook me ajudou muito durante minha mudança, sugiro que acesse o link e participe caso precise de indicações de profissionais.

E aí vocês devem tá se perguntando se gosto de morar aqui. A resposta é: tirando o verão enlouquecedor, adoro! Não trocaria o Rio por outra cidade que já morei no Brasil, mesmo com todos os problemas que a cidade enfrenta.

Qualquer dúvida é só perguntar!

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Passeio de barco em Arraial do Cabo

No último fim de semana fomos finalmente conhecer Arraial, localizado a 164 km do Rio. Optamos pela hospedagem em Cabo Frio, pois havia mais opções de hotel e meu marido ainda não conhecia a cidade que está a apenas 12 km de distância uma da outra. Contratei o passeio de barco em Arraial do Cabo com a empresa Cabotur, que conheci através do hotel onde me hospedei.

A agência trabalha apenas com o setor hoteleiro de Cabo Frio e apesar de não possuir loja física, conta com uma equipe de 5 recepcionistas que se dirigem até o local onde os clientes estão hospedados para efetivar as reservas. Eles possuem uma embarcação própria (Shangrilá), mas na baixa temporada fazem parcerias com outras embarcações. Na ocasião o passeio foi no barco Xodó Tour, de dois andares e capacidade pra até 80 passageiros.

Cabotur via Xodó Tour

Cabotur via Xodó Tour

Ficamos no andar superior e tinha bastante gente, mas todo mundo devidamente acomodado em um assento. Música ambiente alegre o tempo todo e a presença de um guia que ia sempre apresentando as atrações à medida que nos aproximávamos delas. Achei a equipe bem simpática e apesar de estarmos no segundo andar não tínhamos que descer e subir quando queríamos algo: eles mesmo iam no andar superior vender os produtos que estavam disponíveis.

Viajamos no auge do inverno (julho) e portanto estava um pouco frio em função dos fortes ventos naturais dessa época. Confesso que foi até difícil reservar o passeio pois quando o vento está muito forte a Marinha pode cancelar todos os passeios, o que havia acontecido no dia anterior. Fique sempre atento à previsão do tempo.

Eu já estava ficando triste com a possibilidade de não conseguir fazer o tour de barco, mas algumas horas antes da partida obtive a confirmação do Alessandro da agência e prontamente fomos nós. 😀

Na baixa temporada o passeio sai às 11h mas acabou saindo às 11:30 do cais da Praia dos Anjos, onde tivemos que pagar uma taxa de R$5 por pessoa referente à taxa portuária, da qual fomos informados previamente. Segundo o Alessandro da agência, na alta temporada eles trabalham com duas saídas diárias: uma às 8:45 e outra às 13h.

Todo contato foi feito por WhatsApp com o Alessandro, que foi muito solícito e ainda nos deu dicas adicionais sobre a cidade e região, sempre nos mantendo informados de possíveis cancelamentos em relação à Marinha.

OBS: Caso queira estacionar o carro próximo ao porto, será necessário estacionar em algum estacionamento privado nas redondezas, que na ocasião estavam cobrando R$20 a diária.

Durante o passeio a embarcação fez as seguintes paradas: Ilha do Farol, Prainhas do Pontal e mais uma parada para mergulho na Praia do Forno. Além das paradas passamos pela Fenda de Nossa Senhora, Gruta do Amor, Pedra do Gorila e Gruta Azul.

Paisagens pelo caminho

Paisagens pelo caminho

Como o horário do passeio é um horário que a fome já está batendo, há a possibilidade de comprar bebidas e espetinhos como queijo coalho, salsichão e frango (R$5/cada). Vale ressaltar que não é permitido sair do barco com qualquer tipo de comida durante a descida pras praias, principalmente pra Praia do Farol, que é uma área de proteção da Marinha do Brasil e tem acesso super limitado.

E já que eu falei dessa praia, vamos ao que interessa! Ela foi o primeiro ponto de parada do passeio, por onde permanecemos por meia hora. Felizmente o acesso a esse paraíso é somente por barco e permite que apenas 250 visitantes permaneçam nela a cada 45 minutos.

Passeio de barco em Arraial do Cabo com Cabo Tur

Passeio de barco em Arraial do Cabo com Cabo Tur

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Essa é sem dúvidas a praia mais linda e mais limpa que vi até agora no Estado do Rio de Janeiro – e pra ser sincera no Brasil. Claro que ainda tenho muito a conhecer em nosso país, mas pela minha experiência essa agora está em primeiro lugar. 🙂 A transparência da água, os tons de azuis e a areia super branquinha fazem dela um cartão-postal digno de Caribe.

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Como fomos no inverno, a água estava mais gelada que de costume, mas estava tudo tão lindo que não deu pra não entrar. 🙂 Ficamos curtindo o local e em seguida rumamos pro barco pra continuar o passeio.

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Vale destacar a paisagem paradisíaca ao longo do tour, passando pela Fenda de Nossa Senhora, lugar que entre duas enormes montanhas abriga no mar uma imagem de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira do município. Segundo os locais, a santa foi encontrada por um pescador na fenda de uma gruta.

Fenda de Nossa Senhora

Fenda de Nossa Senhora

Não menos bonita avistamos a Gruta Azul, que só avistamos por fora mas que a embarcação tentou se aproximar ao máximo. A cor da água associada às formações rochosas tornam o visual espetacular! No local haviam alguns mergulhadores e fiquei imaginando como deve ser sensacional mergulhar ali. Pra quem não sabe, Arraial do Cabo é conhecida como a capital brasileira do mergulho.

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

A próxima parada foi pra conhecer as Prainhas do Pontal do Atalaia, que também são acessíveis por trilha que leva a uma escadaria enorme e que com certeza você já viu chuva de fotos nas redes sociais. Lá há uma infraestrutura melhor, com alguns vendedores ambulantes e barraquinhas de venda. Assim como as outras, segue o bom padrão: água clarinha e limpa, diversos tons de azuis, areia fina e muito branca.

Areia das Prainhas do Pontal do Atalaia

Areia das Prainhas do Pontal do Atalaia

Prainhas do Pontal do Atalaia

Prainhas do Pontal do Atalaia

Passeio de barco em Arraial do Cabo

Passeio de barco em Arraial do Cabo

Mais alguns minutos apreciando a natureza, infelizmente já chegava a hora da última parada, que na verdade é para mergulho: Praia do Forno. O barco não chega à praia, fica no alto mar. Por falta de sorte nessa hora o sol não estava ajudando a visibilidade e nem consegui ver direito a beleza do local (que dirá tirar foto).

OBS: Caso você não tenha levado, a embarcação tem equipamentos para snorkel para locação (R$15).

O passeio chegou ao fim por volta de 15h e saí com a sensação de que queria ficar mais um dia inteiro na cidade pra conhecer outros lugares. Deus realmente caprichou na beleza desse lugar que vale muito a pena ser incluído nos roteiros de viagem. Escolher o que visitar no Estado do Rio tem sido cada vez mais difícil, pois tenho conhecido muitos destinos incríveis e esse com certeza foi mais um deles! 🙂

Informações importantes sobre o passeio de barco em Arraial do Cabo:

Dica: Caso você seja uma pessoa que sente enjoo facilmente, recomendo que tome um Dramin antes, pois balança bastante e pode causar enjoos.

Preço: R$70 por pessoa (cartão) ou R$60 (dinheiro). Crianças de 0 a 5 anos não pagam e de 6 a 10 anos pagam meia.

Duração: De 3:30h a 4h.

OBS: Água mineral gratuita durante todo o passeio.

Agência: Cabotur Passeios Turísticos

Contato: (22) 97401-6720 e (22) 99709-2299.

Banheiro: Não

Comida disponível pra compra: Sim

O passeio de barco foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Continue lendo sobre a Região dos Lagos…

O que ver em Puerto Iguazu além das Cataratas

Nem só de Cataratas vive a cidade hermana. Obviamente a principal atração turística são as Cataratas – e com toda razão. Fui e voltei algumas vezes à cidade, pois apenas 15 km separam o hotel onde me hospedei da Argentina. Darei continuidade ao meu post Foz do Iguaçu com CCHTour em que conto o que ver em Puerto Iguazu e assim completo meu roteiro do segundo e terceiro dia de viagem. 🙂

Antes de seguir com meu roteiro queria dizer que a viagem foi feita no mês de junho, beirando o inverno. A temperatura na região é muito instável: alto índice de umidade, com calor ao longo do dia e friozinho à noite (esteja preparado). Pra vocês terem ideia, voltei num domingo pro Rio e na segunda-feira a temperatura em Foz estava em 8°C (sendo que durante minha estadia o tempo estava ótimo, com um belo céu azul). No verão costuma chover mais e consequentemente as Cataratas tendem a ficar mais cheias.

DIA 02: El Quincho del Tío Querido, Feirinha de Puerto Iguazu, Marco das 3 Fronteiras e Cassino

Depois de ter passado quase o dia inteiro no Paraguai, retornei no início da noite ao hotel só pra tomar banho e sair de novo. 🙂

Fomos jantar no famoso restaurante El Quincho Del Tío Querido, a churrascaria mais famosa de Puerto Iguazu. Espaço de dois andares, bem amplo e muito movimentado. Esperamos um pouquinho pra liberar uma mesa e acabamos sentando com algumas pessoas que fizemos amizade e que estavam com a CCHTour também.

Cardápio El Quincho Del Tío Querido/junho 2017

Cardápio El Quincho Del Tío Querido/junho 2017

Dica: Bem ao lado do restaurante tem uma loja de vinhos chamada Vinos & Co. Puerto Iguazu. Se a fila de espera estiver muito grande você já sabe onde passar seu tempo. 🙂

Pedi um bife de chorizo, que é um corte nobre e tradicionalmente argentino retirado do contrafilé. Já tinha comido em Buenos Aires e como adorei certamente não ia deixar de fora. Ao contrário do Brasil, vale destacar que ao pedir uma carne nos restaurantes argentinos será servido somente a carne, tendo que pedir os acompanhamentos à parte.

Carne servida numa chapa bem quente e sem acompanhamento. Peça uma Quilmes caso queira provar uma tradicional cerveja argentina.

Carne servida numa chapa bem quente e sem acompanhamento. Peça uma Quilmes caso queira provar uma tradicional cerveja argentina.

Optamos por um talharim ao molho quatro queijos e dividi com meu marido. A carne é enorme, alta (uns 3 dedos de espessura) e deu pra dividir tranquilamente (apesar que como estava muito gostoso com certeza eu comeria uma sozinha rs). A carne não deixou a desejar em nada: sal no ponto, temperatura ideal, maciez, sabor. Só a massa que deixou a desejar e tivemos uma surpresinha quando veio a conta: ao pedir a massa, você deve pagar O MOLHO por fora. Sim, caso não queira molho algum deve deixar bem claro que não quer e comer um macarrão seco, sem graça e grudento…rs.

Confesso que fiquei bem chateada com isso, assim como as outras pessoas que estavam conosco. O restaurante não é dos mais baratos e apesar de estar estampado aos quatro cantos do cardápio que não cobram taxa de serviço, quando veio a conta cobraram sim. Como eu não achei o atendimento dos melhores e ainda tivemos esse contratempo com o molho (que era o mesmo preço da massa, inclusive), não paguei. Apesar de tudo, recomendaria a ida lá apenas pela carne, tentaria outro acompanhamento e ficaria mais esperta. O restaurante aceita pagamento em reais, pesos e dólares. #ficaadica

De lá seguimos direto pra feirinha de Puerto Iguazu. Trata-se de um lugar bem simples, popular e com muita opção de coisinhas pra comprar pra levar. Alfajor, doce de leite, salgadinhos, azeites, azeitonas, embutidos, cervejas, tudo isso você encontrará por lá e com uma boa oferta.

Nessa feirinha vi doce de leite Havanna sendo vendido por R$23 o kg (achei muito barato!). Compramos uma caixa de alfajor Milka por R$12 (6 unidades) – esse alfajor é na verdade uma mistura de biscoito com alfajor e tem um mousse dentro, bom demais…rsrs. Além disso, alfajor avulso também é vendido como água. Experimente o La Recoleta (embalagem preta) que é bem recheado, baratinho e gostoso (ótimo custo-benefício).

Como não queria levar um kg de doce de leite pra casa, comprei um menorzinho por R$4 de uma marca que eu não conhecia mas que gostei muito.

Feirinha de Puerto Iguazu: O doce de leite que comprei é esse de tampa vermelha

Feirinha de Puerto Iguazu: O doce de leite que comprei é esse de tampa vermelha

De lá a CCHTour nos levou pra dar umas voltas na cidade e seguimos para o Marco das 3 Fronteiras (lado argentino). Como estava bem frio e tarde, não tinha quase ninguém. A visita, ao contrário do lado brasileiro, é gratuita. Acredito que durante o dia deve ser bem mais interessante de conhecer, pois à noite não dá pra ver quase nada rsrs. De dia sugiro uma caminhada na orla para apreciar o Rio Iguazu e quem sabe ver um pôr do sol. 🙂

Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)

Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)

E o dia ainda não tinha chegado ao fim. De lá partimos para o Cassino de Puerto Iguazu, que faz parte do Iguazu Grand Resort. Não paga nada pra entrar no cassino e o Alex da CCHTour ainda nos deu um welcome drink e uns bilhetes pra jogarmos nas máquinas e tentar a sorte. E não é que eu saí de lá com R$40? kkk. Fui a única sortuda do grupo!

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto de Iguazu: Você deve retirar o voucher de prêmio na máquina e trocar no caixa

Cassino de Puerto de Iguazu: Você deve retirar o voucher de prêmio na máquina e trocar no caixa

Não é permitido tirar foto dentro do Cassino, mas trata-se de um lugar bonito e aparentemente organizado: mesas de jogo, roleta, black jack, dados, sala de poker, etc. E muita gente gastando! kkk. Juro que fiquei um pouco assustada com o fato das pessoas torrarem dinheiro em jogo… eu não teria coragem de jogar nem os R$40 que ganhei, que dirá os bolos de dinheiro que vi algumas pessoas jogarem. Como já era madrugada e eu já tinha “quebrado a banca” kkk fui pro hotel dormir que o dia seguinte também seria intenso. 🙂

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto Iguazu

DIA 03: O que ver em Puerto Iguazu: Cataratas Argentinas e Duty Free

O terceiro dia foi praticamente todo dedicado à Argentina. Acordamos cedo e às 9h fomos rumo às Cataratas (nessa altura da viagem meu pé já estava só bolha) rsrs. Sapato confortável é essencial para visitar as Cataratas, pois é um lugar em que andamos bastante (bem mais que no lado brasileiro).

Bilheteria: Preços diferenciados para pessoas de países do Mercosul

Bilheteria: Preços diferenciados para pessoas de países do Mercosul

Compramos nossas entradas na hora e nos custou o equivalente a R$92 (P$400). Atenção: a bilheteria aceita somente pagamento em dinheiro em espécie e em pesos argentinos. Não esqueça de cambiar antes. Caso não tenha jeito e você esqueça mesmo assim, há um caixa eletrônico ao lado da bilheteria.

Banco interligado à rede link: Fique atento para o limite de saque diário

Banco interligado à rede link: Fique atento para o limite de saque diário

Dica 1: Sugiro que cambie um pouco mais do que o valor da entrada, caso queira gastar no interior do parque. Apesar de aceitarem pagamento em reais, a cotação do peso é mais favorável. Fique esperto também com a taxa de turismo que recentemente começaram a cobrar: você pagará na saída do Parque, na estrada que dá acesso às Cataratas, o valor de P$25 por pessoa referente à essa taxa.

Dica 2: LEVE água mineral com você. O passeio é muito longo, demorado, e demanda esforço físico de caminhada, o que consequentemente fará com que você fique com sede. Uma garrafinha de água no interior do parque é surreal, mais ou menos R$10.

OBS: As coisas na Argentina são muito caras. Pra vocês terem uma ideia, o ingresso das Cataratas subiu 60% nesse ano de 2017.

Antes de começarem a reclamar e me xingar, sugiro que vejam a imagem abaixo rsrs.

Cataratas: Uma das 7 Maravilhas da Natureza

Cataratas: Uma das 7 Maravilhas da Natureza

Logo que entramos no parque pegamos um mapa pra facilitar nossa localização e escolher quais caminhos faríamos, pois é possível ver as Cataratas de diversos ângulos (diversas trilhas). A primeira coisa que fizemos foi pegar o Trem Ecológico de Central a Cataratas, com duração média de 10 minutos, que nos leva até o início da trilha. Com mais ou menos 1h de caminhada tranquila, nos deparamos novamente com a grandiosidade da natureza: Cataratas Argentinas.

O trem passa mais ou menos de 15 em 15 minutos

O trem passa mais ou menos de 15 em 15 minutos

Garganta del Diablo: Espetacular!!!

Garganta del Diablo: Espetacular!!!

Cataratas Argentinas

Cataratas Argentinas

Informação útil: O maior volume de água ocorre entre os meses de outubro a março.

60% do Parque Iguazu está do lado argentino, e o ângulo dos hermanos realmente é espetacular. Chegamos bem perto da Garganta Del Diablo, a mais impressionante de todas as quedas, que tem mais ou menos 80 metros de altura. É tudo muito lindo e barulhento, mas um barulho que transmite paz e sensação de como somos pequenos junto à natureza. Achei que o lado argentino molhou muito menos que o brasileiro e nem precisamos de capa de chuva. Ficamos uns bons minutos apreciando tudo, tirando foto e descansando. 🙂

Dica: Nunca saia do caminho demarcado de trilhas

Dica: Nunca saia do caminho demarcado de trilhas

A caminhada até que é tranquila, com ótima infraestrutura e boas paisagens. O problema é o sol que estava forte demais (lembrando que no dia anterior estava bem frio – tempo muito instável). Juntando o fato de não termos almoçado ao fato de estarmos caminhando no sol, ficamos mortos rsrs. Voltamos para a Estación Cataratas, onde tem um Subway e uma lanchonete que vende empanadas. Pedimos umas empanadas muito gostosas e ficamos ali descansando e fugindo dos quatis, que acabaram pegando metade de uma empanada rsrs (R$8/cada).

Parque Nacional do Iguazu: Paisagens pelo caminho

Parque Nacional do Iguazu: Paisagens pelo caminho

Há a opção de almoçar dentro do Parque no Restaurante La Selva, com preço fixo de P$240 por pessoa (fora bebidas). Apenas lanchamos rápido pra não perder tempo e poder conhecer mais coisas. Então seguimos para a segunda trilha: Circuito Superior, para vê-las de outro ângulo. No mesmo esquema da anterior (boa infraestrutura+calor) demoramos aproximadamente 1:30 pra completar o trajeto.

Na primeira vista estávamos no mirante sinalizado

Na primeira vista estávamos no mirante sinalizado

De lá avistamos o Passeio de Macuco, que com aquele calor devia tá maravilhoso. Com certeza quando eu voltar à Foz incluirei no meu roteiro.

Passeio de Macuco no Parque Nacional do Iguazu

Passeio de Macuco no Parque Nacional do Iguazu

Após caminharmos bastante atrás de “saltos” (como são chamadas as quedas d’água), retornamos ao Centro de Visitantes, onde tem algumas lojinhas, uma Havanna e uma Sorveteria Freddo.

O calor implorava por um sorvete, e por incrível que pareça o de doce de leite tradicional havia acabado, então tomei um de doce de leite com brownie, que acabei achando doce demais. O valor do menor potinho custava mais ou menos R$20 (surreal de caro). Dando continuidade às coisas caras, entrei numa lojinha pra comprar um ímã de geladeira, pois coleciono: como um tapa na minha cara um simples ímã custava R$20! kkk.

Sorveteria Freddo em Puerto Iguazu

Sorveteria Freddo em Puerto Iguazu

Alfajor Havanna em Puerto Iguazu (+-R$7,00)

Alfajor Havanna em Puerto Iguazu (+-R$7,00)

Tínhamos combinado o horário de 17h pra agência nos buscar, e pontualmente eles chegaram. Nosso grupo seguiria pro hotel, mas no meio do caminho decidi que iria ao Duty Free ver o que tinha de bom lá, pois certamente não daria pra eu conhecer no dia seguinte.

O que ver em Puerto Iguazu: Duty Free

O que ver em Puerto Iguazu: Duty Free

O Duty Free está localizado praticamente ao lado da aduana, um pouquinho depois no sentido que eu estava (Argentina – Brasil). Saibam de antemão que é necessário portar RG ou passaporte pra comprar alguma coisa lá. O local é muito bonito e com tudo de primeira: ótima infraestrutura, estacionamento grande, ar condicionado, separação por setores, etc. Há muita variedade de chocolates, bebidas e guloseimas, algumas com preço bom, outras nem tanto.

Guloseimas do Duty Free

Guloseimas do Duty Free

Os preços dos produtos são fixados em dólar mas se você quiser pagar em reais também pode. Inclusive a cotação estava bem melhor no dia que fui: 3,29 (nas casas de câmbio a cotação estava em 3,37). Meu passeio foi mais pra conhecer mesmo, pois praticamente não comprei nada. Meu marido comprou uma caixa com 50 sachês de chás Twinings por US$8 e eu um batom Mac por US$14 (R$46). Segundo o que pude verificar pessoalmente, a única marca que achei que estava valendo a pena comprar é a Mac. Achei os perfumes caros, óculos também, e roupa nem se fala… mas de qualquer forma foi legal visitar.

Quanto à organização e atendimento não há o que discutir, sem dúvidas tudo muito bom.

Por curiosidade perguntei ao taxista quanto ele cobraria pra me levar ao hotel e pra minha surpresa ele me cobrou R$70. Quando eu estava indo embora outro taxista veio atrás e disse que o valor mínimo pro Brasil era R$50. Agradeci e segui. Lembrando que o trajeto tem 8,6 km (apesar do trânsito que fazia…).

Na hora de ir embora segui pra Aduana pra pegar um ônibus de linha que vinha de Puerto Iguazu pra Foz e desci em frente ao Capitão Bar, onde fui jantar. Devo informá-los que o ônibus demorou demais a passar (+1h), mas acabamos conhecendo outras pessoas que por ali trabalham e tem essa rotina de “atravessar fronteira” diariamente. É incrível como é engarrafada a zona da fronteira: principalmente pra quem vai do Brasil pra Argentina.

Vejam em destaque a fila pra vans de turismo como é bem menor (a da esquerda é a de carros brasileiros e a do meio argentinos)

Vejam em destaque a fila pra vans de turismo como é bem menor (a da esquerda é a de carros brasileiros e a do meio argentinos)

Dica: Caso vá de veículo particular, saiba que o trânsito é pior. As vans e carros de turismo entram em uma fila diferente e por isso acabam saindo de lá bem mais rápido. Acho que quem vai de carro chega a demorar até umas 2h parado (sem exagero).

Vale destacar que cada vez que você atravessa a fronteira, é feito o controle da sua documentação. Se estiver com RG, irão pedir, se estiver com passaporte, irão pedir e carimbar. Se você passar 10x, 10x seu passaporte será carimbado. Achei bem “controlado”, e bem diferente da aduana paraguaia.

Já estava tarde e deixamos mais uma vez a Argentina, país que visitei pela segunda vez. Essa viagem foi sem dúvidas muito especial, desejada e planejada e por isso recomendo muito que todos conheçam. As Cataratas, tanto o lado brasileiro quanto o lado argentino, são encantadoras demais pra não serem vistas ao menos uma vez na vida. 😉

Tive o cuidado de informar os preços pra que vocês possam se planejar melhor, mas qualquer dúvida que tenha ficado, é só perguntar!

O transfer pra Argentina foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Onde comer em Belém

Opções de onde comer em Belém não faltarão, e vou compartilhar com vocês 5 opções que adorei incluir em minha última viagem à cidade das mangueiras. Alguns já conhecia, outros ainda não.

Apesar de ser da cidade, já me mudei de lá há mais de 8 anos, mas sempre que vou tem algo a conhecer quando o assunto é gastronomia. Sempre que me perguntam qual o meu tipo de comida preferida, respondo com orgulho que a brasileira, mais especificamente a paraense. E só quem conhece sabe porquê. 🙂

Sushi Ruy Barbosa

Não lembro ao certo se já tinha falado aqui no blog, mas é meu restaurante favorito na cidade, mais especificamente o meu prato preferido. Além da música ambiente deliciosa e ambiente super confortável, a comida é muito boa. O prato do qual me refiro é o Filhote Ruy Barbosa: Filhote em crosta de castanha-do-Pará com risoto de jambu e queijo coalho. É divino! Pra acompanhar sugiro pedir um dos drinks que o restaurante oferece como diferencial. Média de R$100 por pessoa. Onde: Tv. Rui Barbosa, 1816 – Batista Campos.

Filhote Ruy Barbosa

Filhote Ruy Barbosa

Amazon Beer

Num fim de tarde fui com meus amigos pra Estação das Docas, clássico lugar de encontro de locais e turistas e que não perde a qualidade. Nessa ocasião pedi uma porção de 6 unhas de caranguejo servidas quentinhas e sequinhas, como gosto. Apesar do preço super salgado (R$49) achei muito bom. Pra acompanhar, peça um chopp próprio da cervejaria. Ainda não tinha tomado o de cupuaçu e gostei. Bom pra tomar só um, pois por ser muito exótico pode ser que fique enjoativo. Apesar de não ter comido dessa vez, recomendo a linguiça de metro pra petiscar. Onde: Rua Boulevard Castilhos França,, s/n – Estação das Docas.

Unha de caranguejo do Amazon Beer

Unha de caranguejo do Amazon Beer

Portinha

Com funcionamento apenas de sexta a domingo, a Portinha é um clássico da Belém antiga que eu nunca havia experimentado nada. Fizemos uma festinha na casa de um amigo e encomendamos salgadinhos de lá e pude provar vários de uma tacada só.

Como o próprio nome já diz, o local trata-se de uma portinha minúscula em que as pessoas fazem fila pra comer na calçada. Sem luxo, apenas uma mesa, três cadeiras e muito sabor. Vendem salgados feitos com produtos regionais, nada de coxinha com catupiry rs. Esfiha de pato com jambu, pastel com bacon, lombinho, camarão com jambu etc. Abre a partir das 17h e se quiser encomendar o cento de salgadinhos, custa R$70. Onde: Rua Dr. Malcher, 436 – Cidade Velha.

Roxy Bar

Em funcionamento há mais de 25 anos, por incrível que pareça eu nunca tinha ido ao Roxy. Não por falta de vontade, mas sim por falta de paciência de esperar tanto por uma mesa devido às longas filas. Nessa ocasião fui numa segunda-feira e passei direto pra uma mesa, mas mesmo em plena segunda o restaurante estava bem cheio.

A decoração é bem temática com grandes nomes do cinema e da televisão, assim como o nome dos pratos que leva o nome de pessoas famosas. O prato mais pedido é o filé saddam hussein, que é um medalhão de filé-mignon alto, coberto por presunto e queijo, acompanhado por arroz à piemontesa, batatas francesas e farofa de ovo.

Fui na contra-mão do mais pedido e optei pelo Filé Charlton Heston: pedaços de filé refogados com temperos e cobertos por densas camadas de requeijão e batata palha, acompanhados de arroz à piemontesa. Pasmem: um prato serviu meu irmão, minha mãe e eu. Entrou pra lista de opção boa e barata em Belém. Média de R$50 por pessoa. Onde: Av. Senador Lemos, 231 – Umarizal e Rod. Transmangueirão, 1754 (Shopping Center Bosque Grão-Pará).

1 minuto de silêncio por essa sobremesa

1 minuto de silêncio por essa sobremesa

Largo da Palmeira

Localizado no centro da cidade, bem no meio do vucu-vucu da área comercial, o restaurante oferece opções à la carte e self-service, com opções de pratos tradicionais e regionais. Na ocasião comi um camarão empanado maravilhoso que pedi à la carne e também camarão à baiana no self-service.

Além do buffet de comida, as opções de sobremesa também são ótimas, com destaque para o creme de bacuri com pedaços da fruta. O restaurante é bem amplo, bem decorado, refrigerado e com estacionamento bem ao lado. Vovô praticamente tem carteirinha de lá e é o ponto de encontro dos meus familiares rsrs. Onde: Rua Senador Manoel Barata, 719 – Campina.

Onde comer em Belém: Largo da Palmeira - ótima opção de self service no centro da cidade

Onde comer em Belém: Largo da Palmeira – ótima opção de self service no centro da cidade

Outros lugares que recomendo:

  • Remanso do Bosque, do chef Thiago Castanho (restaurante requintado de comida regional)
  • Manjar das Garças (restaurante requintado de comida regional contemporânea)
  • Tomaz Culinária do Pará (comida regional)
  • La Traviatta (destaque para a lasanha)
  • Doceria Abelhuda (doces diversos, destaque para as tortas e bolos)
  • Xícara da Silva (destaque para a casquinha de caranguejo)

E você? Conhece algum deles?

Tour de Compras em Ciudad del Este

Em continuação ao post anterior, vou contar pra vocês como foi o Tour de Compras em Ciudad Del Este que fiz com a CCHTour. No dia anterior combinei com a agência e saímos em grupo numa van com destino à cidade que figura como o 3° maior centro comercial do mundo, atrás somente de Miami e Hong Kong. Localizada a 327 km da capital paraguaia, Ciudad del Este desponta como responsável por 10% do PIB paraguaio por conta do turismo de compras.

Partimos de Foz do Iguaçu às 9h da manhã e pegamos um trânsito terrível – mais ou menos 1:30 pra chegar ao destino, que está a apenas 18km de distância do hotel onde me hospedei. Era uma sexta-feira e estava uma loucura!

Além do engarrafamento ser muito pesado, é necessário ser um motorista maravilhoso pra não bater o carro ali: todo mundo corta todo mundo, semáforo não existe, pedestres atravessam na frente do carro sem medo e parece que não tem lei nenhuma. Recomendo fortemente a contratação de um tour para não enlouquecer…kkk. Não contrate atravessadores e tampouco atravesse a Ponte da Amizade a pé.

Trânsito carregado para Ciudad del Este

Trânsito carregado para Ciudad del Este

O motorista da CCHTour nos deixou em frente ao Shopping Del Este e nos buscou no mesmo local às 18h (e foi super pontual, mesmo com o trânsito caótico). Nossa estadia na capital sul-americana das compras durou mais ou menos 7h. A princípio o tour ia durar um pouco menos, mas conversamos com o motorista e acertamos pra ele nos buscar às 18h. Como eu disse em post anterior, a agência é super flexível e trabalha de acordo com a vontade dos clientes.

OBS: Sugiro que sejam pontuais. Na ocasião um casal chegou meia hora atrasado e não é nada legal um grupo grande ter que ficar esperando alguém que perdeu a hora. Como o fuso horário em Ciudad Del Este é 1 hora a menos que em Foz, muitas pessoas se atrapalham (a agência sempre terá como base o horário paranaense).

Como todos sabem, Paraguai tem fama de vender produtos falsificados e não é à toa. Realmente vimos falsificações gritantes e pesquisamos bastante pra não cair em nenhuma roubada. Antes da viagem fiz uma listinha com o que eu gostaria de comprar e quais os lugares indicados para isso (produtos originais e com bom preço).

Dois sites me ajudaram muito no planejamento da viagem: Paraguai Pink e Compras no Paraguai.

Uma das principais dúvidas de quem viaja pra lá é sobre qual moeda levar. Apesar da moeda oficial do Paraguai ser o Guarani, os preços dos produtos são fixados em dólares americanos. Como se não bastasse a mistureba, saibam que quase todos os lugares aceitam pagamento em reais e a cotação geralmente é boa – caso não tenha levado dólares e mesmo assim queira comprar há várias casas de câmbio na cidade. Quando fui (16/06/2017) a cotação estava em média 3,37.

Acabei comprando dólares ainda no Rio e no meu caso valeu a pena comprar antes, pois comprei com um pouco de antecedência e estava mais barato. 🙂

O primeiro lugar que visitei, como já estava no Shopping Del Este, foi a Loja Matrix (dentro desse shopping), que vende produtos eletrônicos e outras coisas. O motorista da agência nos levou até a loja e nos apresentou pra dois vendedores (brasileiros) caso quiséssemos algo. A agência recomendou essa loja e eu já havia lido relatos positivos acerca dela quanto à originalidade dos produtos.

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Matrix

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Matrix

Acabei comprando uma Nikon D3300, mas só no final do passeio, depois de pesquisar em outras lojas. O que me fez comprar na Matrix foi a garantia internacional da Nikon, que nos outros lugares não me ofereceram (lá me deram certificado e tudo). Comprei o kit completo: câmera, lente 18-55, bolsa e sd card de 32G por US$460 (no Brasil o mesmo kit sairia por mais ou menos R$2200). Pedi pra testarem o produto, verifiquei tudo e ok. 🙂

UPDATE: O cartão de memória que comprei nessa loja deu problema pouco tempo depois. Estou em contato com a San Disk e tentando descobrir se é um produto falso.

O lugar mais indicado pra quem procura suplementos vitamínicos, produtos para cabelo em geral, perfumes e coisas similares é a Amadeus Perfumaria, dentro do Jebai Center. Comprei um Cetaphil (meu hidratante favorito e que já tenho costume de usar – facilmente identificaria um falsificado), xampu e condicionador Aussie, Sundown Biotina e um perfume pro meu marido (Paco Rabanne Invictus). Esse Jebai Center é uma galeria bem feia rsrs. Mas vale a pena a ida caso queira comprar esses produtos.

Comprinhas em Ciudad del Este

Comprinhas em Ciudad del Este

Passei por acaso na loja Macedonia porque vi produtos Nyx e meu batom preferido é dessa marca (chora Mac). Comprei apenas o tal batom preferido e um potão de batata Pringles (porque não sou obrigada a ficar com vontade). 🙂 Havia visto o mesmo batom por US$10 em outra loja, mas lá encontrei por US$6.

Quem gosta?

Quem gosta?

Outra loja que visitei foi a famosa Monalisa, que é uma mega loja luxuosa e que destoa de tudo aquilo que você imagina que é Ciudad Del Este. Boa organização, produtos de primeira, muito conforto e preços mais elevados. Não comprei nada na loja, mas vi que os perfumes estavam com preço bom. Assim como os perfumes, as malas de viagem e chocolates (barra de Lindt US$4).

Na Monalisa o foco são as grifes. E quando digo que são grifes, acredite: até cristais Baccarat vi por lá.

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

A Sax é outra loja que não fica atrás quando o assunto é luxo. Localizada do outro lado da avenida, e com acesso meio esquisito nos primeiros pisos, você irá se deparar com muito luxo, conforto e coisas de primeira também. Artigos de decoração, cristais, roupas de grife, belos vestidos de noiva, óculos, etc.

Eu tinha prometido que daria um óculos de presente pro meu marido (ele escolheu nessa loja um Dolce Gabanna (US$198)). O óculos não foi barato, mas no Brasil seria mais caro ainda… e como ele é meio chato, do tipo que demora a encontrar algo que realmente goste, levamos.

Tinha muito óculos em promoção, vi Roberto Cavali e Tom Ford por US$50, mas como dólares infelizmente não são infinitos, os meus já tinham acabado rs. Ainda assim me arrependi de não ter comprado no cartão. :mrgreen:

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Sax

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Sax

Outro lugar que fomos conhecer mas só por conhecer foi o Shopping China, dentro do Shopping Paris. Esse estabelecimento é bem bonitinho também e a loja “Shopping China” ocupa o terceiro andar inteiro. Se você já foi aos Estados Unidos, facilmente se sentirá lá. É o tipo de lugar exagerado, que tem tudo que você possa imaginar e com muita organização e preço bom. Loja gigantesca e bem separada por setor: vestuário, eletrônicos, bebidas, artigos pra decoração, etc. Foi a loja que encontrei o melhor preço de roupa, mais especificamente camisa social, que é o que estávamos procurando. Infelizmente a fila era tão grande que nos fez desistir. Lá também vi muitos produtos pra cabelo, mas o preço da Amadeus estava mais convidativo.

Tour de compras em Ciudad del Este: Shopping China

Tour de compras em Ciudad del Este: Shopping China

Produtos e respectivos preços médios

Produtos e respectivos preços médios

Outra loja que não comprei nada mas que gostei muito de conhecer foi a Diva, dentro do Shopping Paris e do Shopping Del Este. Uma tortura para pessoas como eu que amam decoração. Vi vasos lindos e muito papel de parede lindo, e bem diferente dos que eu já vi no Brasil. O preço do rolo era algo em torno de US$25 e se eu soubesse a medida da parede do meu quarto, certamente teria comprado. Loja confortável, produtos ótimos e bom preço (comparado ao Brasil). Pedi pra vendedora pra tirar uma foto do papel de parede que me apaixonei e ela disse que não era permitido fotografar o interior da loja.

Ainda falando em coisas de casa, entrei por acaso na Castelo Italiano, dentro do Shopping Del Este. A quantidade de lustre chamou minha atenção e a vontade foi de colocar tudo num caminhão e viajar do Paraguai pro Rio e remontar a casa kkk. Tudo que você imaginar relacionado a iluminação e acabamentos (torneiras, chuveiros, etc). Muita coisa linda e extremamente mais barato que no Brasil.

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Quando já estávamos quase pra ir embora conheci uma loja de roupas dentro do Shopping Del Este que estava trabalhando com câmbio a R$2,99. Chama-se Eleven e ainda estava com 40% de desconto nos produtos. Meu marido comprou uma camisa social da Tommy Hilfiger a R$148.

Lembrando que a cota de isenção terrestre para compras é de US$300 por pessoa e que esse valor será dividido entre suas compras do Paraguai e da Argentina, se houver.

Não fui parada na aduana mas lembre-se que além da aduana na fronteira, haverá fiscalização no aeroporto de Foz, antes mesmo de despachar as malas. Todas as malas passam pelo raio-x. Então minha gente, não vamos ser sem noção rsrs. Vi gente carregando sacolas como se não houvesse amanhã.

Eu sei que tem muita coisa barata, mas tem coisa que realmente não vale a pena. Entre essas coisas destaco jogos de videogame, roupas e protetor solar (como uso bastante, procurei pra comprar mas achei tão caro quanto no Brasil). Sugiro que pesquise tudo pra não sair do controle e não pagar imposto desnecessariamente.

Tour de Compras em Ciudad del Este: Jogos PS4

Tour de Compras em Ciudad del Este: Jogos PS4

Fiquei tranquila de comprar minha câmera no Paraguai pois é um bem classificado como de uso pessoal (isento do pagamento de tributos). Para caracterizar mais como bem de uso pessoal tirei da caixa, montei a câmera, etc. O limite é de uma câmera por pessoa, então eu levei minha Nikon nova e o maridão a Gopro (que já tínhamos antes da viagem).

Aduana da Ponte Internacional da Amizade

Aduana da Ponte Internacional da Amizade

O tour de compras em Ciudad Del Este é bem limitado às compras em si, não conhecemos outros pontos da cidade. A área que conhecemos é muito muvucada, feia e suja, mas como já havia pesquisado muito não me choquei. Muita gente, muito carro, muita bagunça, muito comércio informal, muitos vendedores de meia – li que eles perseguem as pessoas até que consigam vender, mas ninguém me perseguiu rs.

Compras em Ciudad del Este

Compras em Ciudad del Este

Levei uma mochila comigo e meu marido outra, pra que colocássemos as compras e não andássemos com nada chamando atenção. O motorista da van alertou para que não ficássemos com o celular exposto, pois tem muitos batedores de carteira, porém graças a Deus não vi nada suspeito.

Não é necessário passaporte para entrar no Paraguai, apenas RG é suficiente (CNH não vale pra entrar no país, nem certidão de nascimento). Mas preciso contar uma coisa pra vocês: não vi controle algum na fronteira, ninguém pediu meu documento nem ao entrar, nem ao sair. Pra falar a verdade ninguém nem olhou na minha cara kkk. É como se eu nunca tivesse estado ali. Confesso que achei bem estranho…rs.

Enfim, não acho que vale a pena deslocar-se apenas para Ciudad Del Este, acredito que vale somente se você já estiver pela região e quiser esticar até lá, como foi meu caso. Os preços são convidativos mas nada de outro mundo (até porque o dólar está nas alturas). Planeje muito, contrate um transfer, faça a lista do que pretende comprar e com certeza sua viagem valerá a pena. 🙂

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O tour foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Foz do Iguaçu com CCHTOUR

Se tem um lugar que eu sempre tive muita vontade de ir, esse lugar era Foz do Iguaçu. Lembro sempre da minha mãe falando: “lembro do barulho das cataratas como se fosse ontem” – e um intervalo de 20 anos separaria a minha ida com a dela.  A natureza fez sua parte e continuou bela. Planejei essa viagem com uns 4 meses de antecedência e escolhemos o feriadão de Corpus Christi para ir, pois teríamos 4 dias pra aproveitar. 🙂

Emiti minha passagem de ida com a Tam (6 mil pontos) e a de volta com a Azul (21 mil pontos – fortuna!). Fui pelo aeroporto do Galeão, que tem voos diretos pra Foz, e na volta optei por uma conexão pra voltar por Santos Dumont. Apesar de encontrar muita informação na internet, fiquei com bastante dúvida na hora do planejamento da viagem em relação à hospedagem. Deveria ficar no centro da cidade? Próximo às Cataratas? Onde?

Minha escolha não poderia ter sido mais certeira: San Juan Eco Hotel: 4 estrelas no TripAdvisor, quartos grandes, limpos, boa infraestrutura de lazer, atendentes cordiais e bom café da manhã. Além disso, fica a apenas 5 minutos de carro do aeroporto, 5 minutos das Cataratas e Parque das Aves, ponto de ônibus na porta e ainda com uma agência dentro do próprio hotel.

San Juan Eco Hotel Foz do Iguaçu

San Juan Eco Hotel Foz do Iguaçu

Como fui em época junina, além da decoração bonitinha ofereceram no hall algumas comidas típicas de festa junina aos hóspedes (canjica, pinhão, paçoca, pipoca, quentão, etc)… achei bem legal e criativo!

Fizemos quase todos os passeios com a CCHTour: Cataratas Brasileira, Argentina, Parque das Aves, Tour de compras em Ciudad Del Este, Cassino de Puerto Iguazu, etc. Logo ao desembarcar no aeroporto fui recebida pelo Pedro, que estava com uma plaquinha me esperando e que muito nos acompanharia durante nossa estadia. 🙂

Transfer com a CCHTour

Transfer com a CCHTour

Eles fazem excursões diárias e pré-programadas e notei uma certo carinho familiar no atendimento, em que adaptavam os passeios de acordo com a vontade dos clientes, não sendo portanto uma agência estilo robô, em que tudo é programado e seguido rigidamente conforme a programação.

DIA 01

Chegamos na quinta-feira no final da manhã, fizemos check-in e partimos pras Cataratas Brasileiras, em que nos deixaram e combinaram um horário para nos buscarem no Parque das Aves, que fica bem em frente.

Compramos os ingressos diretamente na bilheteria das Cataratas (R$37) e gastamos mais ou menos 3h no passeio. Como não tínhamos almoçado, pegamos o ônibus interno na Estação Centro de Visitantes e seguimos direto até a Estação Porto Canoas, onde tem um restaurante de mesmo nome e uma lanchonete. Como era feriado, estava lotado demais e não encaramos a fila do restaurante, optamos por lanchar um sanduíche e a escolha não foi das melhores: demoramos aproximadamente 40 minutos desde o momento do pedido até a retirada dos lanches e o preço foi super salgado, mais ou menos R$40 num combo de hambúrguer, batata e suco – e o sabor não era dos melhores.

Caso tenha fila na bilheteria, basta comprar o bilhete nas máquinas de autoatendimento

Caso tenha fila na bilheteria, basta comprar o bilhete nas máquinas de autoatendimento

Já com as energias recarregadas começamos de fato o passeio, e fomos rumo às Cataratas. Não é necessário andar muito para chegar até elas e em poucos minutos já temos o impacto magnífico do que é estar diante disso:

Cataratas do Iguaçu

Cataratas do Iguaçu

Já tinha visto algumas cachoeiras na vida, mas nada comparado ao que vi ali. Confesso que fiquei até emocionada e muito feliz diante daquilo, pois é tão grandioso, tão belo e natural, que não tem como não ficar embasbacada e com sentimento de gratidão. A harmonia do barulho ensurdecedor, o arco-íris que se formava, a paisagem que se completava deixou tudo espetacular!

Cataratas do Iguaçu - lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu - lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro

As Cataratas são formadas pelo Rio Iguaçu, que significa “água grande” em tupi-guarani e tem aproximadamente 275 quedas d’água, sendo que em alguns meses tem volume maior e menor de água (outubro e abril, respectivamente).

Ao se aproximar das Cataratas é bem comum uma garoa leve e capa de chuva é acessório indispensável (principalmente para quem leva eletrônicos). Nos molhamos muito nesse passeio e um calçado antiderrapante e que seque rápido também é essencial (meu marido usou uma bota resistente à água e eu uma Crocs). Na loja dentro do Parque vende capa de chuva por R$7 e é  bem vagabundinha, pra usar apenas uma vez mesmo.

Zero glamour, total felicidade!

Zero glamour, total felicidade!

Há a opção de fazer o passeio de Macuco Safari, um passeio de barco com muita emoção e que promete molhar muito os passageiros. Eu não fiz, mas imagino que deve ser muito legal, principalmente nos meses mais quentes, em que a água gelada não incomodará tanto rsrs.

Atualmente o Parque Nacional do Iguaçu é o segundo local mais visitado por estrangeiros no Brasil e as Cataratas foram escolhidas como uma das sete maravilhas naturais do mundo, organizada pela Fundação New 7 Wonders. Dizem até que Eleanor Roosevelt (1884-1962), primeira-dama norte-americana, exclamou “Poor Niagara!” (Pobre Niágara!) ao visitar essa preciosidade.

Marido modelando!

Marido modelando!

Na volta pegamos o ônibus interno na Parada Trilha das Cataratas, dentro do Parque e em frente ao hotel mais luxuoso da cidade, Belmond Cataratas. Para chegar até o hotel fomos seguindo uma trilha de nível leve e que vez ou outra nos propiciava uma vista das Cataratas de outro ângulo.

Os diversos ângulos das Cataratas do Iguaçu

Os diversos ângulos das Cataratas do Iguaçu

Algo que vale a pena alertá-los é sobre a presença de quatis por todo o Parque (principalmente na área do restaurante) e saibam de antemão que não é permitido dar comida para eles. Apesar de parecerem super bonitinhos e fofos, eles são animais selvagens e qualquer bobeira que você der com seu alimento, eles vão atacar e podem subir na sua mesa, etc. Eles têm os dentes afiados e podem morder – além do ferimento, há o risco de doenças que são transmitidas por eles, inclusive raiva.

Os motivos pelos quais não devemos alimentar os quatis

Os motivos pelos quais não devemos alimentar os quatis

Como era nosso primeiro dia e a empolgação estava a mil, emendamos o passeio para o Parque das Aves (R$40), centro reconhecido de recuperação e conservação de aves, que fica bem em frente a entrada do Parque Nacional do Iguaçu. Achei o passeio imperdível para todas as idades, e além de interessante achei super organizado e bem cuidado.

Curiosamente lá está o maior viveiro do mundo especializado em araras e 50% das aves foram resgatadas vítimas de maus tratos ou de tráfico de animais. É um trabalho muito bonito que começou em 1993 com a chegada de dois estrangeiros que se dedicaram muito para que o projeto desse certo e que não conta com ajuda do governo, sendo uma instituição totalmente privada.

Viveiro de araras - Parque das Aves

Viveiro de araras – Parque das Aves

Além disso, eles têm dois outros passeios pelos bastidores: Forest Experience e Backstage Experience. O Forest Experience acontece apenas 2x na semana e é uma experiência com os índios Guaranis, em que está presente a dança, a comida e o ritual do tabaco, que são as primeiras coisas que eles fazem com os visitantes. É uma imersão à cultura guarani acompanhada de um jantar tradicional compartilhado com eles. Demais né?

O Backstage Experience acontece diariamente em horários pré-definidos e permite aos visitantes ter um contato mais próximo com os animais, possibilita alimentá-los e ter a oportunidade de entender um pouco mais sobre a conservação e o programa de resgate das aves.

O viveiro de araras é espetacular e elas voam livremente sobre nossas cabeças rsrs. Por mais tentador que seja, não é permitido tocá-las, pois podem bicar. Segure a ansiedade, pois na reta final do passeio é possível tirar fotos com araras mansas. Pena que no horário que fui (fim do dia) elas já estavam sendo recolhidas para descansar e não pude tirar foto com elas… buáááá.

Parque das Aves - Foz do Iguaçu

Parque das Aves – Foz do Iguaçu

Parque das Aves - Foz do Iguaçu

Parque das Aves – Foz do Iguaçu

O primeiro dia de passeios chegara ao fim e com direito a um pôr do sol deslumbrante no retorno para o hotel. Segundo João, da CCHTour, um dos melhores lugares para apreciar o fim de tarde é no Marco das 3 Fronteiras, atração que só conheci no quarto dia de viagem.

Pôr do sol em Foz do Iguaçu

Pôr do sol em Foz do Iguaçu

Descansamos um pouquinho no hotel e saímos pra jantar na Cantina 4 Sorelle, em que servem rodízio de massas. A dica foi do Alex da CCHTour e foi uma dica ótima! Gasta-se uma média de R$70 por pessoa para jantar bem e eles fazem transfer para os hotéis da cidade sem custo adicional. Com os pés cansados e a barriga cheia, chegava ao fim o primeiro dia dessa viagem que começava com tudo! 🙂

DIA 02

O segundo dia foi destinado a visitar as fronteiras, como Ciudad Del Este (Paraguay) e Puerto Iguazu (Argentina).

Dediquei um post exclusivo sobre o Tour de Compras em Ciudad Del Este que fiz com a CCHTour porque tenho muita coisa pra contar e esse post ficaria gigante! Dediquei também outro post para Puerto Iguazu, na Argentina, que faz fronteira com Foz. Apesar de pequenina, a cidade tem bastante coisa pra fazer e tenho muitas dicas pra dar. 🙂

Atrações vistas no dia 02:

  • Tour de compras em Ciudad del Este
  • Cassino de Puerto Iguazu
  • Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)
  • Jantar no Restaurante El Quincho Del Tío Querido
  • Feirinha de Puerto Iguazu

DIA 03

O primeiro passeio do terceiro dia foi dedicado às Cataratas Argentinas, imperdível para quem visita a região. Como dito anteriormente, dediquei um post exclusivo sobre Puerto Iguazu e incluirei os detalhes de minha visita ao lado argentino. Posso adiantar que passei mais ou menos 5h dentro do Parque e de lá fui direto para o Duty Free.

Do Duty Free ainda arranjei disposição para ir para outro lugar: Capitão Bar, no centro de Foz. Barzinho animado com bom atendimento, bom preço e boa comida. Jantamos uma picanha muito saborosa e gastamos em média R$50 por pessoa. Acabamos comendo demais, pois a picanha que pedimos dava tranquilamente pra três…rsrs.

Atrações vistas no dia 03:

  • Cataratas argentinas
  • Duty Free Argentina

DIA 04

Como era o último dia e estávamos bem cansados, fizemos os passeios por conta própria, não com a agência. Acordamos mais tarde, tomamos café com calma e arrumamos as malas pra fazer check-out. Guardamos as malas no bagageiro do hotel e fomos pro centro da cidade de ônibus (número 120 – sentido centro), rumo ao Terminal de Transporte Urbano (TTU), pra pegar outro ônibus pra seguir pro Templo Budista. Só que não.

Terminal de Transporte de Foz de Iguaçu: Ao trocar de ônibus dentro do terminal não é necessário pagar outra passagem

Terminal de Transporte de Foz de Iguaçu: Ao trocar de ônibus dentro do terminal não é necessário pagar outra passagem

Chegando no TTU acabamos pegando o ônibus no sentido errado e em vez de ir para o norte da cidade, fomos para o sul kkk. O ônibus correto é o de número 103, e pergunte antes para o motorista em qual sentido está indo, se norte ou sul. Caso seja para o Norte, estará indo para o Templo Budista, sentido Sul chegará no Marco das 3 Fronteiras, outro passeio agradável de ser feito. Errando pra vocês não erraram.

Nos demos conta disso muitos minutos depois, então acabamos permanecendo no ônibus para seguir para o Marco. O ônibus passa de 40 em 40 minutos e é bem pontual, então calcule sua permanência na atração turística com base nisso pra não perder muito tempo esperando o transporte.

Marco das 3 Fronteiras: A fachada é entrada da vila cenográfica das missões jesuíticas

Marco das 3 Fronteiras: A fachada é entrada da vila cenográfica das missões jesuíticas

Como eu já havia visitado o Marco das 3 fronteiras do lado argentino, inevitavelmente comparei ambas atrações e achei a o lado brasileiro bem mais atrativo para o turista. Porém, ao contrário do lado argentino, trata-se de uma atração paga (R$18). Há um memorial interno dedicado ao descobridor das Cataratas, uma vista bonita da margem do Rio Iguaçu, fronteira com a Argentina, e do Rio Paraná, fronteira do Brasil com o Paraguai. Há também o Restaurante Cabeza de Vaca (aberto de 16h às 23h) e de terça a domingo, sempre às 19:30 há um show cultural envolvendo luzes, águas e danças típicas das regiões fronteiriças.

Se eu pudesse, teria ido no fim da tarde para contemplar o pôr do sol: pessoas da cidade dizem que é o melhor pôr do sol de Foz. Já aproveitaria o horário e aguardaria o show cultural começar. No período da manhã não recomendo a visita, pois não há muito o que fazer (tanto que 40 minutos foi mais que suficiente para minha permanência no local).

Marco das 3 Fronteiras

Marco das 3 Fronteiras

Argentina à esquerda - Paraguai à direita

Argentina à esquerda – Paraguai à direita

Marco das 3 Fronteiras

Marco das 3 Fronteiras

De lá embarcamos no mesmo ônibus 103, exatamente no mesmo ponto de desembarque, rumo ao Templo Budista. Gente, errei para que vocês não errem, é de fato muito longe e praticamente atravessei a cidade de Sul a Norte. Como era meu último dia e eu já não tinha mais tantas coisas pra ver, resolvi encarar os cronometrados 57 minutos de ônibus de um local ao outro (sem trânsito).

Chegando no templo já temos um impacto. Em meio a tantas estátuas minuciosamente alinhadas, a mais imponente é a de Mi La Pu-san (Buda sentado), que mede 7 metros de altura e fica de costas para o templo.

Buda sorridente logo na entrada (Mi La Pu-San)

Buda sorridente logo na entrada (Mi La Pu-San)

OBS: Não é recomendável a ida de ônibus para quem tem dificuldade de locomoção, pois o ponto não é exatamente na frente do Templo. É necessário uns 5 minutos de caminhada com ladeira no percurso. Sugiro a contratação de transfer.

A entrada no Templo Budista é gratuita e de fato não foi projetado inicialmente para ser um ponto turístico, e sim um santuário budista construído pelas comunidades chinesas da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. O templo existe desde 1996 e é o segundo maior da América Latina, sendo um ótimo lugar para visitar, pois foge do comum e nos aproxima de uma cultura que não estamos familiarizados. Existem mais de 120 estátuas no local, cada uma com seu significado, e curiosamente cada uma foi doada por alguém que obteve alguma graça alcançada por meio da religião. 🙂

Templo Budista de Foz do Iguaçu

Templo Budista de Foz do Iguaçu

Buda Sakyamuni

Buda Sakyamuni

Templo Budista

Templo Budista

Atenção: Não é permitido fotografar dentro da Casa dos Mestres (templo principal).

Atenção: Não é permitido fotografar dentro da Casa dos Mestres (templo principal).

Templo Budista

Templo Budista

É recomendável que aproveite a ida ao Templo Budista para combinar uma visita à Usina de Itaipu, caso deseje, pois apenas 5km separam uma atração da outra. Itaipu é a maior hidrelétrica do mundo e eles tem uma infraestrutura bem desenhada para receber o turista, oferecendo várias opções de passeios (circuito especial, visita panorâmica, etc). Apesar de meu marido ser engenheiro, ele não quis fazer esse passeio e como eu tinha outras coisas pra ver, acabamos não indo. Quem sabe na próxima vez?

Depois de visitar essa última atração nosso tempo já havia se esgotado, então fomos almoçar e seguimos para o hotel para pegar as malas e rumar para o aeroporto com a CCHTour, que já estava nos esperando. Como era feriadão, o aeroporto estava lotado. Sugiro que cheguem pelo menos 2h antes do voo pois todos os passageiros passam pela fila da Receita Federal para que os agentes chequem as bagagens no raio-x, antes mesmo de despachá-las.

Adorei Foz do Iguaçu e me surpreendeu positivamente, principalmente por ter mais coisas pra ver além das Cataratas – que sozinhas já valem a viagem. Achei as pessoas super solícitas, cidade limpa e tranquila (andei de transporte público diversas vezes e em momento algum me senti insegura), preços razoáveis e muitas opções do que fazer.

A duração da minha estadia achei ideal, pois não fizemos nada correndo ao ponto de não curtir, deu tempo de ver quase tudo que queríamos (com exceção da Mesquita Muçulmana, que não abre aos domingos – quando sobrou tempo).

Assim como a duração, o clima também estava ideal para curtir todos os passeios – temperatura oscilando entre 24 graus na máxima do dia a 17 graus na mínima – de manhã e à noitinha. Vale lembrar que fomos em junho quase começando o inverno. Logo que retornei de viagem olhei a temperatura e estava 5 graus, então o negócio por lá é meio instável… rsrs. Sugiro que acompanhe a previsão do tempo e leve sempre uma roupa mais quente para não ter surpresas.

Uma coisa que achei interessante em Foz foi a possibilidade de pagar a conta nos restaurantes com outras moedas, e tudo já vem bem discriminado no cupom fiscal (peso argentino, guarani, dólar ou euro). Caso tenha sobrado alguma dessas moedas, tranquilamente você poderá usar nos restaurantes brasileiros para pagar a conta.

Conta no Capitão Bar: detalhe para o pagamento em outras moedas

Conta no Capitão Bar: detalhe para o pagamento em outras moedas

Acabei comprando pesos argentinos direto em Foz, optei por não fazer o câmbio no Rio pois a Kellen da agência já havia me assegurado que a cotação em Foz é mais favorável – e é mesmo. Comprei a 0,23 e a própria agência intermedia essa transação, e recompra o que sobrar no final da viagem  pela mesma cotação que você comprou (achei isso ótimo!).

Além das atrações citadas no post, existem outras como o Dreamland (Museu de Cera) localizado bem em frente ao nosso hotel, na Avenida das Cataratas. Anexo ao Museu de Cera está também o Vale dos Dinossauros, atração que deve ser bem divertida de levar crianças. Certamente se eu tivesse filhos pequenos esticaria um dia a mais para conhecer essas atrações. 🙂

Algo que vale a pena destacar no post é o preço do táxi na cidade, que é muito caro. Acabamos não pegando táxi nenhuma vez, justamente pelos preços absurdos que eles cobravam. Vale muito mais a pena contratar transfer, não só pela comodidade e conforto como também pelo preço. Além disso, nos possibilita fazer amizades, pois consequentemente conhecemos mais pessoas. 🙂

Nossa viagem contou com o apoio da CCHTour, Marco das 3 Fronteiras e Parque das Aves.

Foz do Iguaçu – CCHTour:

Endereço: Av. das Cataratas, 8173 – Foz do Iguaçu – PR.
Telefone: (45) 3027-4064

CT Boucherie, um restaurante de peso no Rio

As iniciais CT do nome do restaurante remetem às iniciais dos nomes dos fundadores, os chefs franco-brasileiros Claude e Thomas Troisgros. Aliás esse sobrenome tem peso, já que Claude ano passado foi homenageado pela revista britânica “Restaurant”, que elege os melhores restaurantes do mundo. Em breve pesquisa na internet descobrimos que a palavra “boucherie” significa “açougue” em francês. CT Boucherie: um restaurante tipicamente de carne, com toques franceses claramente adaptados ao paladar brasileiro. Uma combinação dessa tem como dar errado?

A fila de espera frequente já transmite a mensagem que não. E a boa e velha publicidade do boca-a-boca me fez querer conhecer o restaurante, do qual todos falavam muito bem, inclusive conhecidos franceses que estão morando no Brasil. Num sábado frio e preguiçoso na capital carioca me dei folga da cozinha e fui almoçar na unidade do Leblon (além dessa unidade, estão também no Jardim Botânico e na Barra da Tijuca). Fila de mais ou menos 40 minutos de espera e lá estávamos nós. 🙂

O ponto alto do restaurante é a carne bovina, mas servem também peixe, camarão, polvo, etc. O local funciona no sistema de rodízio inverso, no qual os acompanhamentos são servidos a todo momento e você escolhe um prato de carne (muito bem servido). Ao escolher um prato de carne grelhada, está incluso um molho, farofinha, rodízio de acompanhamento e batatas chips. Tudo, simplesmente TUDO que eu comi estava maravilhoso.

Pedi um filé mignon em crosta de ervas que estava divino, perfeitamente no ponto, temperatura ideal e com sabor muito equilibrado das ervas. Em poucos minutos após servirem a carne, não paravam de servir os acompanhamentos, entre eles: purê de batata baroa, risoto de quinoa, brócolis refogados, ratatouille, arroz colorido, purê de maçã com maracujá (amei), etc, etc, etc. As opções de acompanhamentos são muitas e atenderão bem certamente todos os paladares.

Filé mignon em crosta de ervas 

Filé mignon em crosta de ervas

Farofeira de carteirinha, sinto dificuldade em gostar de farofas por aí, geralmente acho sem graça, murcha ou sem sabor. A desse restaurante tirei o chapéu. Feita com farinha de rosca japonesa na manteiga de ervas e castanha de caju, é do tipo que comemos pura, sem acrescentar nada (sou dessas!). Temperada na medida certa, crocante na medida certa, conquistou meu coração na primeira garfada. 🙂

O atendimento é outro diferencial, do tipo que faz valer a pena os 12% de gorjeta cobrados no final da brincadeira. A garçonete que nos atendeu foi solícita do início ao fim, atenciosa em relação aos pratos, não deixava faltar nada de acompanhamentos e ainda palpitou no molho que combinava mais com minha carne, que foi o Bordelaise, que tem como base vinho tinto. Certeiro!

Meu marido pediu um Bife de Ancho Black Angus e também adorou. Dos restaurantes de carne que já fomos no Rio foi o que ele mais gostou até agora.

Bife de Ancho Black Angus

Bife de Ancho Black Angus

Acabei pulando a entrada e o couvert, e ainda bem que pulei… pois saímos mais que satisfeitos do restaurante após pedir a sobremesa, claro. Minha escolha preferida em restaurantes franceses, não deixaria escapar por nada a mousse de chocolate na colher. Mousse de chocolate meio amargo que não deixou o prato enjoativo em momento algum, acompanhada de lascas de amêndoas torradas. Como é muito bem servido, dividi com meu marido e foi uma ideia ótima. 🙂

Mousse de chocolate do CT Boucherie

Mousse de chocolate do CT Boucherie

A arquitetura do ambiente é muito similar aos bistrôs franceses, com janelinhas com vista pra rua e mesas externas, além de mesas super próximas uma das outras e com muitos detalhes em madeira de demolição, além de peças de presuntos expostas e peças vintage de decoração. Fotos antigas em preto e branco completam o local.

CT Boucherie

CT Boucherie

CT Boucherie

CT Boucherie

Fomos de carro e não tivemos dificuldade em estacionar nas redondezas da unidade do Leblon, mas antes tínhamos tentado ir na do Jardim Botânico e achar uma vaga foi missão impossível. Como a fome já estava grande, fomos de lá pra unidade do Leblon. O local conta com serviço de valet.

Durante a semana o restaurante oferece um menu executivo com um prato específico com rodízio de acompanhamentos a um preço mais acessível, na faixa de R$75. Ótima opção pra fugir da rotina durante a semana e presentear seu paladar.

Para consultar o cardápio completo e preços atualizados, eles disponibilizam no site oficial.

Amei e certamente vou voltar! 🙂

Onde: Rua Dias Ferreira, 636 – Leblon.

Telefone: (21) 2529-2329

Quanto gastar: Em média R$150 por pessoa

Funcionamento: Segunda à sexta 12:00 às 16:00/19:00 às 24:00 – sábado e domingo 12:00 às 24:00.

Não aceita reservas

Porto Alegre: Vale a pena incluir no seu roteiro?

Não pouco frequente ouvimos de pessoas que foram visitar a Serra Gaúcha que apenas pisaram em Porto Alegre, mais especificamente no Aeroporto, de onde partiriam rumo à Serra, sem dar sequer uma chancezinha pra capital gaúcha.

No feriado de 15 de novembro (sim, tô um pouco atrasada) fui conhecer o Rio Grande do Sul. Como a passagem foi comprada com milhas e estava muito barata pra ir na quinta-feira (dia comum-antes do feriadão), fui e tive a sexta-feira toda livre na cidade. Vou discorrer pra vocês o que aprontei durante minha curta e suficiente estadia.

Como cheguei numa quinta-feira bem tarde, fui direto pro hotel dormir. No dia seguinte acordei cedinho e peguei um Uber pra Cidade Baixa, onde fica o Centro de Informações Turísticas. De lá partem dois ônibus de turismo: 1) Centro Histórico e 2) Zona Sul. Como meu tempo era curto e eu estava viajando sozinha, fui nos dois.

De manhã optei por pegar o ônibus que faz o trajeto do Centro Histórico, que tem 7 paradas e você pode pegar o ônibus em qualquer uma delas, podendo descer e subir no próximo. Primeiramente parti da Travessa do Carmo (Cidade Baixa) e passei pelo Parque da Redenção (Farroupilha), o parque mais popular da cidade e tradicional ponto de encontro dos moradores seja pra praticar algum esporte, descansar ou tomar chimarrão.

Que tal? hahaha

Que tal? hahaha

No caminho passamos pela famosa Rua Gonçalo de Carvalho, calma e arborizada, com árvores formando uma espécie de túnel. Os porto-alegrenses carinhosamente chamam-na de “rua mais bonita do mundo”. 🙂

Porto Alegre: Rua Gonçalo de Carvalho

Porto Alegre: Rua Gonçalo de Carvalho

O próximo ponto foi o Parque Moinhos de Vento, mais conhecido como Parcão, outra área verde da capital. Como estava frio e eu estava sozinha, não quis descer do ônibus, apenas passei em frente.

O ponto onde eu desci foi o seguinte: Mercado Público, bem no Centro Histórico de Porto Alegre. Vale a pena descer nesse ponto e conhecer um pouquinho do mercado, que tem arquitetura neoclássica e é muito bem preservado por fora. Em seu interior você encontrará coisas que encontra nos mercados locais do país: produtos típicos da região, opções para fazer um lanche, artesanato e muito chimarrão. A banca 40 é bem famosa pelos seus sorvetes.

Mercado Público

Mercado Público

Resolvi não entrar no próximo ônibus e sim bater perna um pouco pelo centro. Fui até o Santander Cultural, que de cara me chamou atenção pela bonita fachada. Entrei e estava tendo uma exposição sobre a história da moeda, talvez não seja tão interessante pra vocês, mas eu até que gostei (sou economista, gosto de tudo que envolva dinheiro!). kkk. A programação muda com frequência, então sugiro que dê uma olhadinha no site pra ver se tem algo interessante antes de ir. O foco deles são exposições de arte moderna e contemporânea, e por lá já passaram obras de Miró, Picasso, etc.

Santander Cultural

Santander Cultural

Quando descer no centro histórico aproveite pra esticar até a Casa de Cultura Mário Quintana, onde funcionava um hotel em que o poeta morou por 12 anos. O espaço é dedicado ao cinema, à música, às artes visuais, à dança, ao teatro, à literatura, à realização de oficinas e aos eventos ligados à cultura. Não consegui tirar foto, sorry.

Coincidentemente quando eu estava lá estava tendo a Feira do Livro, importante evento da cidade que ocorre em novembro. Perambulei um pouco por lá e rumei para o próximo ônibus.

O próximo ponto foi a Usina do Gasômetro, lugar conhecido por oferecer um belo pôr do sol. Como ainda era cedo, não pude aproveitar essa dica. Além disso, o Gasômetro é um dos espaços culturais mais importantes de Poa e com grande importância histórica, pois foi palco da industrialização ainda incipiente no país.

Vista da Usina Gasômetro

Vista da Usina Gasômetro

De lá passei pela Fundação Iberê Camargo, mas confesso que não tive interesse em visitar, mas pra quem é fã de arte moderna e contemporânea acredito que valha a pena a visita.

O último ponto a ser visitado nesse roteiro do ônibus é o Barra Shopping Sul, que não desci e segui de lá para almoçar, pois já estava tarde e a fome já havia batido há tempos.

Pedi dica de churrascaria pra uma amiga gaúcha, pois queria fugir do “pega-turista”, que parece ser comum pelo pouco que li. Infelizmente não tirei foto do local, mas recomendo MUITO! Chama-se Barranco e lá comi um dos melhores churrascos da vida! rs. Sério, minha carne estava assada no ponto em que gosto, saborosa e em boa quantidade. O restaurante funciona no esquema à la carte e sugiro que peça de acompanhamento os bolinhos de mandioca (maravilhosos). Além disso, o atendimento foi excelente. 🙂

Após me empanturrar de carne, rumei direto pra Cidade Baixa novamente, pra pegar o ônibus da tarde que tem como itinerário a Zona Sul. Peguei o ônibus das 15h e juro que nunca senti tanto frio na minha vida rsrs. Como fui no segundo andar e é aberto, o vento estava muito frio e muito forte, senti tudo congelando hahah.

Passamos pelos seguintes pontos: Caminho dos Antiquários, Orla do Guaíba (que apesar de chamarem de rio, é um lago), Parque da Harmonia, Parque Marinha do Brasil, Fundação Iberê Camargo (de novo), Praia de Ipanema (sim!), Santuário Nossa Senhora Mãe de Deus e Museu de Porto Alegre.

Continuando...

Continuando…

Esse trajeto Zona Sul não permite paradas e tem como foco as paisagens naturais. A duração (desconsiderando o trânsito) é de mais ou menos 1:40. O ponto alto do passeio pra mim foi visitar o Santuário Nossa Sra Mãe de Deus, que possibilita ter uma vista de 360° da cidade. Como fica bem no alto de uma montanha, com direito a muito verde, temos uma paisagem muito bonita!

A igrejinha lá no alto! :)

A igrejinha lá no alto! 🙂

A título de curiosidade, me chamou atenção o fato de Porto Alegre ser uma cidade tão verde: a zona urbana é uma das mais arborizadas dentre as capitais do país. Segundo o guia do passeio, a cada habitante correspondem, aproximadamente, 17 m² de área verde.

Quem imaginava essa paisagem em Porto Alegre?

Quem imaginava essa paisagem em Porto Alegre?

Outra coisa me chamou atenção no “Porto” (como eles costumam se referir rs): a simpatia das pessoas. Tive uma boa impressão em relação à hospitalidade e não me senti deslocada em momento algum da viagem, mesmo viajando sozinha. A gastronomia também é algo que merece destaque.

A vista lá do alto

A vista lá do alto

Pelo menos pra mim, que fui com fins de lazer, a cidade é o tipo de lugar que eu não voltaria, apenas uma vez está bom. Então caso vá pra Serra Gaúcha, vale a pena passar ao menos um dia por tratar-se da capital do Estado. As cidades de Canela e Gramado, por exemplo, são lindas mas muito fakes, não transmitem uma realidade profunda e sim algo muito desenhado para o turismo.

Porto Alegre: Informações adicionais:

Ônibus de Turismo

Valor dos ingressos: Terça a sexta-feira R$ 25,00/ Sábados, domingos e feriados R$ 30,00.

Horário de saída do ponto inicial: 9h às 16h

Funcionamento de terça a domingo e feriados

Itinerário Zona Sul sempre às 15h e às vezes às 10h, quando tem no mínimo 10 passageiros.

Ingressos no terminal da linha turismo ou nos pontos de venda. Os ingressos não são vendidos no ônibus.

E vocês? Acham que vale a pena incluir a capital gaúcha ou não?

CONTINUE LENDO SOBRE O RIO GRANDE DO SUL:

Como tirar passaporte brasileiro?

Não importa qual seja o seu destino internacional, um carimbo no passaporte é sempre bem-vindo! rs. Brincadeiras à parte, não é pra qualquer lugar do mundo que você viaje que necessitará de um passaporte, nos países do Mercosul, por exemplo, é permitido entrar portando apenas seu RG (não são aceitos CNH nem Certidão de Nascimento). Mas como tirar passaporte caso necessite?

O primeiro passo é acessar o site da Polícia Federal e fazer a solicitação de novo passaporte. Para isso, será necessário preencher seus dados pessoais e emitir a guia de pagamento do boleto, no valor de R$257,25. Após efetuar o pagamento, aguardar aproximadamente 48h, acessar novamente o site para então fazer o agendamento eletrônico do atendimento. São etapas que não podem ser puladas (os links estão marcados para direcioná-los para as fases indicadas).

Após agendado, fique bastante atento à relação de documentos necessários para levar para o posto de atendimento. MUITA atenção caso tenha casado e mudado de sobrenome, é necessário informar isso na hora do preenchimento e também levar a certidão de casamento original.

Os documentos necessários para maiores de idade são:

– Documento de identificação (RG, CNH (acompanhada de outro documento que comprove local de nascimento), carteira profissional (CREA, CRM, etc), CTPS.

A meu ver, o ideal é que se leve a cédula de identidade, pois nela já constam todas as informações necessárias, como o local de nascimento. Além do mais não tem data de validade, como os demais.

ATENÇÃO: A pessoa que já teve o nome alterado, a qualquer tempo, em razão de casamento/separação/divórcio, deve apresentar, além do documento de identidade, certidão de casamento com as devidas averbações/anotações atualizadas, para a comprovação de nomes anteriores, mesmo na hipótese do passaporte a ser substituído já estar com o nome alterado. A certidão será aceita somente se apresentada em via original.

OBS: A criança menor de 12 anos pode apresentar a CERTIDÃO DE NASCIMENTO em substituição ao documento de identidade. A certidão também deverá ser apresentada apenas em via original.

– Título de Eleitor e comprovantes de votação/justificativa da última eleição (dos dois turnos, se houve). Caso não tenha o título ou os comprovantes, basta levar a certidão de quitação eleitoral – obtida no site do TSE.

– Documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório, para os requerentes do sexo masculino a partir de 01 de janeiro do ano em que completam 19 anos até 31 de dezembro do ano em que completam 45 anos.

– Certificado de Naturalização, para os Naturalizados

– Comprovante de pagamento da GRU

– Passaporte anterior: válido ou não

OBS: Caso você tenha tido um passaporte roubado, é necessário apresentar o Boletim de Ocorrência da Polícia Civil. Na ausência desse será cobrado uma taxa pela não apresentação. Caso não possa apresentar o passaporte por outros motivos, é necessário preencher a Comunicação de ocorrência com Documento de Viagem. Neste caso não tem escapatória: será cobrada uma taxa.

– CPF

Caso o CPF conste na carteira de identidade, é suficiente. Caso contrário, emita o Comprovante de Inscrição no CPF no site da Receita Federal.

OBS: Não é necessário levar comprovante de residência e tampouco foto. A foto será tirada na hora pelo próprio agente da Polícia Federal. Lá eles vão conferir a documentação, tirar foto e registrar impressões digitais.

O agendamento se dá com hora marcada e eles costumam ser pontuais. Não deixe de cadastrar um email, pois facilita muito a comunicação. Meses antes de meu passaporte vencer recebi um email informando que venceria no dia X e caso eu precisasse deveria solicitar um novo. Do mesmo modo quando ficou pronto recebi um email automático dizendo que já poderia buscar.

Dúvidas frequentes

Por quanto tempo será válido meu passaporte?

Desde 2015 os novos passaportes tem a validade de 10 anos (para maiores de 18 anos). Para outras idades verifique a tabela abaixo:

Prazo de validade dos passaportes

Prazo de validade dos passaportes

O número do passaporte muda quando emito um novo? 

Sim! O número do passaporte muda.

Quanto tempo demora a entrega do novo passaporte a partir do momento que levo a documentação?

O tempo varia de posto pra posto, o meu entregaram antes do prazo, com 13 dias corridos (o mais recente emiti no posto do Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro). Caso você realmente vá precisar, ideal que solicite com uma certa folga pra não ficar no sufoco de chegar o dia da viagem e o passaporte não ter ficado pronto.

Tenho visto americano válido no passaporte antigo, e agora?

Caso o visto americano esteja no passaporte vencido, é necessário levar o passaporte vencido junto com o novo em suas viagens. Para visto de outros países, o ideal é informar-se junto à embaixada ou consulado do país em questão.

Achei uma promoção de passagem excelente mas ainda não tenho passaporte, o que fazer?

Compre! Apesar de no momento da compra constar no site da companhia aérea o campo para preenchimento dos dados do documento, você pode deixar em branco e posteriormente informar à companhia. Certa vez comprei uma passagem na Tam pros Estados Unidos e como estava com preço ótimo falei pra minha cunhada comprar e ir comigo. Ela ainda não tinha passaporte, mas comprou, deixou em branco e só depois informou a Tam.

Outra pessoa pode pegar o passaporte pra mim?

Não, pois pra receber será necessário validar as impressões digitais, conferir o documento e assinar junto ao agente da Polícia Federal. Caso o requerente seja menor de idade, também deverá estar presente e acompanhado de um dos genitores, do responsável legal ou do procurador.

É possível renovar um passaporte?

Muitas vezes ouvimos de alguém a frase “preciso renovar meu passaporte”, mas na verdade isso não existe. Ao contrário de alguns vistos, em que a renovação é feita de maneira simplificada, o passaporte não. Toda vez que vencer você deverá “começar do zero” o procedimento para emissão.

Espero que eu tenha ajudado a sanar algumas dúvidas! Qualquer outra informação estou à disposição. 🙂

Como organizar uma viagem?

Férias chegando, férias daqui a um ano, sem previsão de férias… como organizar uma viagem sem intermediação de agências e de quebra ainda economizar uma graninha?

O ideal, pelo menos pra mim, é se organizar o quanto antes, mesmo que suas férias ainda demorem a acontecer. Com o fator tempo a seu favor, você conseguirá mais ofertas de hospedagem a preços mais em conta, terá mais tempo pra se planejar financeiramente de acordo com o que pretende gastar e quando finalmente chegar o dia de viajar não estará endividado ou com parcelas pendentes no cartão de crédito. Não sei vocês, mas eu não gosto muito da ideia de parcelar coisas pro futuro que já terá até passado.

Obviamente vez ou outra aparecerá uma passagem imperdível em cima da hora e então você terá que correr contra o tempo e conseguir ajustar seu calendário pessoal e profissional pra conciliar. Uma vez comprei passagem “no escuro” pra Miami por R$900 (com taxas) e nem sabia se ia poder ir (por sorte deu certo).

Quando eu trabalhava (CLT) costumava organizar minhas férias com 6 meses de antecedência, pois era o tempo que eu conseguia negociar com meu chefe o período que eu gostaria de sair. Como hoje em dia trabalho de forma autônoma parcialmente o empecilho foi resolvido, e agora é meu marido quem precisa negociar o período. Caso o casal tenha obrigação de bater ponto, é necessário planejamento em conjunto pra ambos saírem na mesma época.

Natal/RN

Natal/RN

Caso seu empregador permita que você divida suas férias em dois períodos, não pense duas vezes. Fique atento ao calendário de feriados, para sempre que possível emendar férias e feriadão. Já pensou, por exemplo, pedir férias de 10 dias em agosto e emendar com o feriadão de 7 de setembro? Seria um período de 16 dias livre para viajar, tendo gozado apenas 10. Dá tempo de fazer uma viagem e descansar um pouquinho em casa pra voltar à labuta em seguida.

Caso você tenha escolha, fuja de meses como dezembro, janeiro, julho e agosto. Período de férias escolares, a maioria dos funcionários que tem filhos querem esses meses e consequentemente preços mais altos em tudo. As passagens aéreas ficam absurdas, hotéis também e até algumas atrações turísticas seguem um calendário de preços diferenciados para alta ou baixa temporada.

Fique atento ao clima do destino que pretende curtir seus dias de folga, pois dependendo do local pode ser muito quente ou muito frio. Ir pra Madrid é uma delícia né? “Que promoção maravilhosa encontrei pra agosto!” Vá e fique sozinho lá, provavelmente morrendo de raiva por sentir tanto calor. O verão na capital espanhola, por exemplo, é enlouquecedor. Agosto é o período de férias dos europeus e os preços na Europa toda ficam mais altos e com atrações bem mais lotadas. Caso não tenha filhos e consiga optar por outro período, fuja de Orlando nessa época também. Em uma ocasião fui em junho e mofei 2h em uma única fila no Sea World. Já quando fui em setembro achei bem mais tranquilo.

O verão em Madrid é tão legal que fugi pra Portugal!

O verão em Madrid é tão legal que fugi pra Portugal!

Caso seu destino seja no Brasil, também pode não ser uma boa ideia ir em julho/agosto curtir as praias do Nordeste, por exemplo. Período de muita chuva e clima constantemente instável. Morei em Natal e lembro que em julho e agosto chovia sem parar. Uma chuvinha chata, fina e que atrapalha o passeio de qualquer um. Meu marido uma vez foi a Noronha em agosto e as fotos dele comprovam como estava o tempo…

Ainda que belo, céu encoberto em Noronha todos os dias da estadia

Ainda que belo, céu encoberto em Noronha todos os dias da estadia

A meu ver, os melhores meses pra sair de férias são abril, maio, setembro, outubro e novembro. Você provavelmente economizará nas passagens, onde quer que você vá não estará tão lotado quanto na alta temporada, você poderá poupar uma graninha em atrações turísticas e possivelmente não morrerá nem de frio nem de calor em comparação ao auge das estações (verão/inverno).

Orlando e sua chuva de verão (look do dia) kkk

Orlando e sua chuva de verão (look do dia) kkk

Fique sempre atento às promoções de passagens aéreas e simule em diferentes sites, não apenas no da cia área. Certa vez comprei uma passagem no Decolar que estava mais em conta que no próprio site da companhia (Avianca), mesmo pagando taxas à operadora. Os sites que mais costumo pesquisar são o Maxmilhas, Viajando Barato Pelo Mundo e Melhores Destinos. Esses três são uma “constante” nas minhas buscas. 🙂

Com as passagens emitidas, o próximo passo é pesquisar o que pretende ver e fazer em determinado destino, e calcular mais ou menos a quantidade de dias que irá passar (e só então comprar os trechos internos, caso haja) e consequentemente reservar os hotéis.

Como organizar uma viagem por conta própria

Como organizar uma viagem por conta própria

Após definido isso o próximo passo é correr atrás das hospedagens. Dependendo do estilo de viagem, poderá procurar em sites diferentes. Eu costumo usar sempre o hotéis.com, pois além de ter parceria com o blog acumulo diárias pra trocar por uma grátis. Caso o estabelecimento que eu esteja procurando não esteja no hotéis.com, parto para o booking, que também é parceiro do blog. Outros conhecidos (que ainda não utilizei) são o Airbnb (locação por temporada), Priceline (possibilidade de dar lances em diárias de bons hotéis) e o Hostel World (albergues).

Fique muito atento à possibilidade de cancelamento grátis ou não quando reserva algo. Nunca sabemos o que pode acontecer e amargar um prejuízo quando algo sai dos eixos não é uma boa ideia. Só reservo sem cancelamento grátis em último caso. Certa vez uma tia minha adoeceu na véspera de uma viagem pra Europa e teve que cancelar tudo, e detalhe, muitos hotéis não tinham direito a cancelamento… além da frustração de não conseguir viajar, ainda teve que se frustrar mais com a perda financeira. Depois desse episódio, cancelamento grátis sempre! rs.

Outro ponto importantíssimo em relação à hospedagem é a localização. Particularmente não gosto de ficar em bairros afastados ou que vá demandar muito tempo de deslocamento (e consequentemente gastos extras). Sempre priorizo os bairros mais bem avaliados e tem dado certo: economia de tempo, paciência e dinheiro. Obviamente têm cidades que vale a pena um deslocamento a mais, haja vista que têm bairros muito mais caros que a média, mas cada caso é um caso e vale a pena dar atenção a isso.

Por exemplo, quando fui pra Dublin optei por um hostel muito bem localizado e foi a melhor coisa que fiz. Enquanto meus amigos intercambistas gastavam horas entre “esperar ônibus+trajeto do ônibus+caminhada até a casa” eu já estava batendo papo no hostel e bem no olho do furacão. Apesar do preço da hospedagem ter sido um pouquinho mais caro, a economia de tempo fez toda diferença e não gastei com transporte público.

Intercambistas em Dublin

Intercambistas em Dublin

Férias autorizadas, passagens emitidas, hotéis reservados… e agora?

Não ignore o seguro viagem, tenha você 20 ou 80 anos. Mais uma vez torno a dizer: nunca sabemos o que pode acontecer. Muitas vezes não é necessário pagar a mais por um seguro, pois muitos cartões de crédito fornecem o seguro ao titular e seus dependentes caso a passagem tenha sido emitida com o cartão. Assim como há seguro locação de veículos caso você alugue usando o cartão. Atenção: Verifique se seu cartão de crédito fornece esses benefícios pra você (o meu fornece).

Em uma ocasião fiz um seguro com a Assist Card e precisei usar algumas vezes durante a viagem. Achei o atendimento muito bom e não tenho nada a reclamar. Passei mal num hotel (crise de alergia, pra variar) e o médico em pouco tempo foi me atender.

Depois vem a parte mais legal: estudar o destino, pra não cair lá de “paraquedas”. Entender os costumes locais, antecipar-se com relação à gastronomia, cultura e o que você não deve fazer também são pontos interessantes. Obviamente só na prática você realmente vai saber como é, mas caso seja um destino muito exótico não custa nada pesquisar em blogs de viagens (principalmente em posts não comerciais) sobre o que espera por você lá. Utilizo também o site TripAdvisor em minhas pesquisas.

E o câmbio?

Estou morando no Rio há pouco tempo e pedi algumas dicas pros amigos daqui com relação a esse ponto. Mas de tudo que pesquisei, o que mais gostei foi de um que meu marido comentou. No site BeeCâmbio a proposta do negócio é ser totalmente online, mostrando a cotação em tempo real e muitas vezes com delivery grátis. Eles não são uma casa de câmbio, apenas intermediadores, e eles que fazem a negociação do valor com os parceiros deles. Achei muito prático e só de não ter que ficar andando com dinheiro por aí pra mim já faz toda a diferença. Além do mais, tenho gostado das cotações que tenho acompanhado.

Uma das regrinhas pra comprar moeda estrangeira a um preço “bom” é pesquisar no site do Banco Central do Brasil os valores praticados pelas instituições financeiras nos meses anteriores. Lá tem o ranking das cotações mais baratas e já serve de parâmetro para suas pesquisas. OBS: Não necessariamente a instituição que cobrou mais barato no mês anterior será a campeã em preço no mês corrente, mas é um bom sinal.

Sugiro que mantenha uma planilha com os gastos da viagem pra não se perder pelo meio do caminho e nem extrapolar os limites. A planilha vai ajudar você a ter mais controle e noção do que realmente pode e não pode fazer e depois pode até ficar de base pra outros amigos ou pra uma segunda viagem pro mesmo destino.

Caso seja uma viagem internacional fique atento à possiblidade de exigência de visto ou de certificado de vacinação pra não ter surpresas e nem ter que fazer tudo em cima da hora. A pressa é inimiga da perfeição.

Seja internacional, nacional, de busão ou avião, não deixe de tirar uns dias pra si e desbravar mundo afora (ou adentro!). Sabendo poupar, planejar e executar, a viagem com certeza será um sucesso e dará um gostinho a mais saber que foi você que planejou tudo, do início ao fim, sem contratação de agências e com a possibilidade de fazer tudo do seu jeito. 🙂

E vocês? Como costumam planejar suas viagens?

Almoço especial de Páscoa do Restaurante Vizta

Nosso almoço de Páscoa esse ano teve um sabor diferente. Como estamos morando há pouco tempo no Rio e nossos pais não moram aqui, acaba que em ocasiões especiais ficamos um pouco “órfãos” e casa cheia de familiares não é uma realidade. Mas, pra nossa alegria e distração, fomos representar os amigos do @apaixonadosporviagens no almoço de Páscoa do Vizta, localizado nada mais nada menos que no 2º andar do Marina Palace, bem de frente pra praia. Se estiver procurando restaurante com vista no Rio, continue lendo! 🙂

Restaurante com vista no Rio de Janeiro

Restaurante com vista no Rio de Janeiro

Optamos por ir de carro, mas o restaurante tem fácil acesso de metrô (Estação Antero de Quental – linha 4). Caso vá de carro, tem estacionamento rotativo na rua (R$2/2h) ou algumas opções de estacionamento privado. Acabamos guardando o carro no Supermercado Pão de Açúcar (R$30/3h), mas depois descobri que tem um estacionamento da Usa Park muito próximo ao hotel, basta colocar no gps o endereço Rua João Líra, 95.

O Restaurante ofereceu um almoço especial de Páscoa para hóspedes e não hóspedes, e cumpriu muito bem o que se propôs. O almoço funcionou no esquema de buffet livre e podíamos nos servir à vontade. Já posso adiantar que comi muito e me esforcei ao máximo pra poder provar um pouquinho de cada coisa e contar aqui pra vocês (não que isso seja necessariamente um esforço kkk).

O estabelecimento ofereceu uma programação especial pra criançada, em que as próprias crianças prepararam cupcakes do jeito que queriam (com acompanhamento de uma funcionária muito simpática da equipe). Além de preparar os doces, tinham à disposição desenhos para colorir, tudo visando maior distração dos pequenos e oportunidade dos pais relaxarem mais no ambiente.

Por falar em simpatia, o atendimento merece destaque. Durante toda nossa permanência todos da equipe foram muito cordiais e solícitos. Pra ter uma ideia, pedi um suco de uva integral que estava no cardápio e o garçom disse que estava em falta, mas que podia fazer um suco de uva natural se eu quisesse (e não estava no cardápio). Achei muito legal da parte dele, e claro que não pude recusar. 🙂

Quanto às bebidas, fiquei só no suco de uva mesmo, não consumi bebida alcoólica pelo fato de meu marido ter que dirigir depois e eu não achar tão legal beber sozinha, mas nos foi apresentada uma carta de vinhos com opções tanto em garrafa quanto em taça (preços variam de R$38 a R$1150).

Pra começar, uma saladinha pra enganar o estômago, e como era Páscoa nada melhor que uma salada de bacalhau regada a muito azeite. Além da salada de bacalhau, mixei algumas opções mais tradicionais de folhas verdes e outros vegetais.

Salada de bacalhau

Salada de bacalhau

Bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas

Bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas

Mini penne com funghi e camarões salteados

Mini penne com funghi e camarões salteados

Como era buffet livre, tinham muitas opções disponíveis, e claro que bacalhau não podia faltar. Além da salada, tinha bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas, como também outra opção de pescado, como Dourado ao molho de alcaparras e ervas frescas.

Os mais carnívoros não foram esquecidos, e serviram Mignon ao molho de chalotas e Parma crocante. Apesar de tentador, deixei a carne vermelha pra outro dia, mas não deixei pra outro dia o maravilhoso mini penne com funghi e camarões salteados. Gente, esse penne tava maravilhoso! O molho ótimo, camarão tamanho médio super suculento e com sabor acentuado do funghi (amei a combinação!).

Buffet do Restaurante Vizta

Buffet do Restaurante Vizta

Os acompanhamentos também mereceram destaque. A combinação de arroz com passas e pistaches harmonizou muito bem com o bacalhau, assim como a batatas assadas ao alho poró e cenoura ao mel e tomilho. Gostei muito da criatividade das combinações, que fugiram do óbvio e trouxeram mais protagonismo para o que seriam simples acompanhamentos.

Difícil foi ter que parar de comer pra guardar espaço pras sobremesas, pois tinham opções para todos os gostos! E o melhor, dava pra sentir que foi tudo feito naquele dia, especialmente pra aquela ocasião. Bati o olho e escolhi a primeira: torta de nozes com damasco, que estava divina. Açúcar no ponto, boa quantidade de nozes e damasco e maciez na massa. Como boa formiguinha que sou, não parei por aí. Peguei também um copinho de brigadeiro com uva que também estava ótimo, afinal, não podemos esquecer do protagonista das mesas de Páscoa: o chocolate. Ainda consegui espaço para as mini tarteletes e provei a de morango e maçã.

Mini tarteletes

Mini tarteletes

Além dessas opções que comi, haviam outras como torta floresta negra, colomba pascal e torta de dois chocolates. Como podem ver, um buffet muito farto e com ingredientes de qualidade. Pra completar, é possível usufruir de toda esse banquete acompanhado de uma vista espetacular que o ambiente proporciona: Praia do Leblon. Com janelões de vidro pra facilitar a visão, entre uma garfada ou outra podíamos acompanhar a movimentação num domingo ensolarado de feriado.

Almoço de Páscoa do Restaurante Vizta

Almoço de Páscoa do Restaurante Vizta

Conversando com a Milena, que nos recebeu na ocasião, ela contou que o restaurante sempre oferece menus especiais em ocasiões especiais, como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais. Cada um com uma programação diferente e voltada para o que está sendo comemorado. Adorei a novidade, imagina que luxo um jantar romântico no Dia dos Namorados com a vista maravilhosa do Leblon? 🙂

Decoração com muitos detalhes em madeira de lei e utilização de luz natural

Decoração com muitos detalhes em madeira de lei e utilização de luz natural

Confesso que ainda estou turistando na cidade onde moro, e algumas vezes desde que cheguei procurei na internet “restaurante com vista”, pelo fato de realmente apreciar momentos assim. Sou do tipo que “se tem vista, tem um tempero a mais”. Fiquei muito feliz e satisfeita com a experiência, que não poderia ter sido melhor, graças ao convite dos amigos Júlio e Lily, e à competência da equipe do Restaurante em caprichar no almoço.

Informações adicionais:

  • Endereço: Av. Delfim Moreira, 630, Leblon
  • Aberto ao público todos os dias
  • Horário: 6:30h às 23h
  • Aceita todos os cartões de crédito
  • R$105 por adulto. Crianças de 6 a 12 anos pagam meia. Crianças até 5 anos não pagam.
  • Reservas: (21) 2529-5700

Como é a trilha pro Morro da Urca

Para fazer a trilha pro Morro da Urca é necessário deslocar-se para a Pista Cláudio Coutinho, que fica no canto esquerdo da Praia Vermelha, Zona Sul da cidade.

COMO CHEGAR

Evite ir de carro, pois encontrar vaga para estacionar é muito difícil. Caso queira de ir de metrô, desça na estação Botafogo e pegue um Uber (a corrida dará aproximadamente R$8). Caso esteja sozinho, financeiramente vale a pena comprar o bilhete de integração metrô-ônibus e pegar o ônibus 513 que faz integração com o metrô Botafogo. Procure a saída Mena Barreto.

Informações úteis caso queira subir ao Pão de Açúcar/valores 2017

Informações úteis caso queira subir ao Pão de Açúcar/valores 2017

10 informações úteis antes da sua primeira visita ao local:

1 – A trilha leva à primeira parada do trajeto do Bondinho que leva ao Pão de Açúcar, e você economiza R$40 no passeio, pois o valor Praia Vermelha – Pão de Açúcar custa R$80 (valores 2017) e Morro da Urca – Pão de Açúcar custa R$40. Você pode deixar pra comprar o ingresso lá em cima;

O começo da trilha é bem cansativo e íngreme

O começo da trilha é bem cansativo e íngreme

2 – Não é necessário ir com guia ou com mapa para chegar ao Morro, pois o caminho é bem sinalizado e com grande fluxo de pessoas fazendo o mesmo percurso;

Não custa lembrar

Não custa lembrar

3 – Durante o trajeto é frequente a presença de micos, mas saiba que é proibido alimentá-los (apesar de ver pessoas a todo momento fazendo isso). Eles são uma espécie invasora das matas do Rio e além de transmitir doenças, destroem a vegetação local;

4 – Evite ir em dias chuvosos ou caso tenha chovido no dia anterior, pois o caminho pode ser pior: as pedras ficam muito lisas e escorregadias;

Atenção para não pisar nesses lugares repletos de limo

Atenção para não pisar nesses lugares repletos de limo

5 – Leve bastante água, barrinha de cereal ou outra coisa pra comer no caminho, pois obviamente não tem onde comprar e se você realmente precisar repor energias durante o percurso pode ter problemas;

6 – Demoramos 25 minutos pra subir e não muito menos pra descer. Paramos poucas vezes pra descansar e seguimos um ritmo moderado. Na volta não foi tão rápido devido às inclinações e atenção redobrada pra não escorregar nas pedras;

Nessa parte é necessário segurar na corda se não quiser sair rolando lá pra baixo

Nessa parte é necessário segurar na corda se não quiser sair rolando lá pra baixo

7 – Apesar de muitos dizerem que a trilha é de nível fácil, devo esclarecer que depende. Se você tem bom preparo físico, vai com calçado ideal (bota pra trilha ou tênis) e não tem problemas no joelho, a trilha torna-se mais fácil. O caminho é composto por escadas de troncos de madeira e galhos, caminhos de pedras e muita inclinação, sempre;

Trilha do Morro da Urca

Trilha do Morro da Urca

8 – Antigamente era possível subir ao Morro através da trilha e descer de bondinho gratuitamente, porém isso não é permitido mais. Caso você suba através da trilha, necessariamente terá que descer por ela também (a não ser que queira pagar uma taxa para descer de bondinho);

9 – O Morro da Urca tem ótima infraestrutura pro visitante: banheiros, lanchonetes, exposição dos bondinhos antigos, museu, restaurantes, lojas, etc. Aos mais abastados, há a possibilidade de fazer voos panorâmicos de helicóptero pelo Rio a partir de R$230 (5 minutos) e o helicóptero parte de lá;

10 – Para fins de informação, o Morro tem 220 metros de altura e merece muito a visita, pois apresenta paisagens espetaculares da Cidade Maravilhosa (a foto de capa também foi tirada de lá). Aos felizardos visitantes basta relaxar, tirar muita foto, babar e recuperar as energias para o retorno. 🙂

Vista para o Pão de Açúcar

Vista para o Pão de Açúcar

Um abraço!

 

Desafio Wanderlust

#Desafio Wanderlust

Pra começar, você sabe o que significa essa palavra?

Oriunda da língua germânica, a junção do termo “Wandern”, que significa caminhar/vagar com “lust” que significa paixão, resulta em quê?  Paixão por viajar! Não é à toa que vemos tantas vezes essa palavrinha em posts relacionados a viagens, aventuras e até em tatuagens. A tag #wanderlust chegou até mim como uma brincadeirinha em forma de desafio dos amigos do @apaixonadosporviagens (veja o post deles aqui) e são 10 perguntinhas de viagens pra que vocês saibam um pouco sobre mim.

1. Quando e para onde ia o seu primeiro avião?
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Não sei precisar exatamente o ano, mas seguramente nos anos 90 e eu devia ter uns 10 anos. Fui de Belém pra Manaus visitar uma tia que tinha casado e se mudado pra lá, e a companhia era a Varig. Gente, faz tempo. Lembro que a comida era muito bem servida (sempre com fome!), aeromoças bonitas e atendimento muito bom – tenho só boas lembranças da extinta companhia aérea. Mesmo pequena muambei muito na Zona Franca de Manaus e tenho na memória que minha mãe e minha avó compraram uma casa da Barbie enorme pra mim kkk. E da Mesbla? Quem lembra? kkk.

Foto catalogada do Pinterest: https://br.pinterest.com/pin/336221928414016779/

Foto catalogada do Pinterest: https://br.pinterest.com/pin/336221928414016779/

2. Para onde foi já foi e gostaria de voltar?
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Pergunta difícil, mas vamos lá. Tenho vontade de voltar à Grécia e conhecer as ilhas mais famosas, já que quando fui só conheci Atenas e as Ilhas Jônicas, que não são tão conhecidas como as Cíclades. Mykonos e Santorini ainda habitam minha wish list e só tive boas impressões na Grécia: adorei o povo, a comida, o preço das coisas, a beleza natural, e a riqueza histórica e cultural.

Chegando em Navagio Beach, Grécia, 2014

Chegando em Navagio Beach, Grécia, 2014

Outro lugar que gostaria de voltar é Nova York, pois apesar de ter ficado bons dias e curtido muito a cidade, saí de lá com a impressão de que faltou muita coisa pra ver. Gosto do clima super cosmopolita que tem, da imensa programação que oferece e acho que até pra quem mora lá deve ser difícil esgotar os pontos interessantes a serem visitados. Além do mais, tenho uma relação de amor com Nova York desde pequenina, provavelmente pela influência do cinema em minha vida rs.

Cara a cara com "A Noite Estrelada" Moma, NY, 2013

Cara a cara com “A Noite Estrelada” Moma, NY, 2013

3. Você está viajando amanhã e dinheiro não é problema, pra onde você vai? 
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Pro Japão! E se dinheiro não é problema que tal emendar pra Indonésia? Bali é logo ali! 🙂

4.  Método preferido de viagem: avião, trem ou carro?
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Avião! Principalmente se for voo direto. Mas não que eu morra de amores pelo voo em si, é mais pela praticidade. Tenho medo de altura e sempre faço o sinal da cruz antes de decolar kkkk.

5. Site preferido de viagens?
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Difícil, pois tenho vários! kkk. Não é porque foi ela que me indicou no desafio aqui mas adoro o site Apaixonados por viagens, sempre com informações precisas e detalhadas sobre os destinos. Outro que nunca deixo de fora nas minhas pesquisas é o clássico Viaje na Viagem, sempre bem completo e com muito conteúdo útil e pouco blá blá blá. Sou muito fã de sites que prezam pelo conteúdo, não só por belas fotos. Outro que pra mim une essas duas características é o da Thaís do Guia Mundo Afora, que tem leitura leve e agradável, sempre muito rico em informações e com uma boa pitada de humor.

6. Para onde você viajaria só para comer a comida local?
6

Desculpa Itália, desculpa França, mas eu viajaria pra Belém! Pra mim, o melhor destino gastronômico do país (e não é porque sou de lá não rs). Apesar de não ser uma megalópole como outras brasileiras, lá tem tacacá e torta de cupuaçu com queijo cuia, minha gente! Quem já comeu, entende…

Tacacá do Tomaz, Belém

Tacacá do Tomaz, Belém

7. Você sabe seu número de passaporte de cabeça?
7
Sim! Mas estou renovando e em breve não saberei mais. kkk
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8. Você prefere o assento do meio, corredor ou janela?
8

Eu prefiro corredor, mas na maioria das vezes acabo indo no meio. Meu marido também prefere corredor e adivinha? Sempre acabo indo no meio. Odeio

.
9. Como você passa o tempo quando está no avião?
90
Voo doméstico: Lendo revistas
Voo internacional: Assisto filmes e emendo facilmente dois ou três numa sequência…
 .
10. Existe algum lugar para onde você nunca mais voltaria?
10

Veneza. Quem me conhece sabe que não morri de amores pela cidade e sinceramente chegou a ser uma decepção, haja vista que era um lugar que eu tinha muita vontade de conhecer. Não me agradou em muitos aspectos, mas é puramente uma opinião pessoal.

Praça São Marcos, Veneza, 2014

Praça São Marcos, Veneza, 2014

Outro lugar que provavelmente eu nunca mais voltaria é Berlin, pois acabei vendo tudo que eu tinha vontade de ver e mesmo assim também não morri de amores só morri de frio.

Palácio do Reichstag, Berlin, 2014

Palácio do Reichstag, Berlin, 2014

Aproveito aqui pra desafiar a Thaís do @guiamundoafora, a Anna do @misscheckin, o Márcio do @marcionomundo e a Amanda do @prefiroviajar.

Valeu!

O que fazer em Petrópolis em 1 dia

Com o clima mais ameno no Rio de Janeiro e mar com temperaturas muito baixas nas praias, a boa pedida pra diversificar os passeios é visitar a cidade imperial, lugarzinho lindo que fica a apenas 67 km de distância da capital. Opções de o que fazer em Petrópolis em 1 dia não faltarão, e espero poder ajudá-los com o roteiro.

O que fazer em Petrópolis

O que fazer em Petrópolis

COMO CHEGAR

A empresa Única Fácil faz o trajeto entre as duas cidades em aproximadamente 1:30 e com preços a partir de R$29,27 (abril/2017). Todos os dias têm ônibus para o destino com uma oferta grande de horários.

Para quem prefere ir de carro, em 1h chega-se ao destino. Basta seguir pela BR-040 sentido Rio-Petrópolis (há um pedágio no trajeto, que custa R$12,40). O acesso é fácil e bem sinalizado, porém é necessário atenção redobrada na hora de subir a serra, pois a via é cheia de curvas e muitas vezes com bastante neblina, atrapalhando a visibilidade. Porém, nem preciso dizer o quão linda é a vista né? 🙂

O QUE FAZER EM PETRÓPOLIS

Antes de mais nada, vale a pena comentar sobre o custo com estacionamento na cidade. Como aos finais de semana muita gente do Rio acaba subindo a serra, a cidadezinha fica bem congestionada e difícil de estacionar. Pagamos R$12 por 4h de estacionamento na rua, mas acabamos excedendo o horário e tivemos que pagar uma multa de R$36. Estacionamentos fechados cobram aproximadamente R$10 a hora, o que é muito caro. Pela quantidade de horas que passamos lá, ainda saímos no lucro pagando a multa.

Chegamos em Petrópolis por volta de 10h da manhã, e logo na entrada da cidade paramos na Casa do Alemão, estabelecimento bem conhecido pelos cariocas. Ambiente agradável e com muita opção para comer, com destaque para o croquete de bacalhau que, acredito eu, seja o salgado que mais sai na casa.

Com as energias recarregadas, logo na entrada da cidade sugiro que dê uma paradinha no Palácio Quitandinha, onde antigamente funcionava como um hotel e cassino, construído para ser o maior da América do Sul. Atualmente é totalmente privado, com cada um sendo o dono do seu próprio apartamento. Destaque para a bela arquitetura local e paisagismo dos arredores, como o lago em frente que tem o formato da América do Sul.

Palácio Quitandinha

Palácio Quitandinha

Partindo dali rume ao Centro Histórico, onde se encontram a maioria das atrações da cidade. Como sugestão, o próximo ponto a ser visitado pode ser a Casa de Santos Dumont, que funciona atualmente como um museu e que fora construída para ser a casa de verão do famoso aviador, tendo sido projetada por ele mesmo. Sua arquitetura em formato de chalé nos remete a uma “casinha de brinquedo” e que não possuía cozinha em seu interior, sendo abastecido de comida pelos hotéis da região.

Casa de Santos Dumont

Casa de Santos Dumont

MAIS INFORMAÇÕES

Endereço: Rua do Encanto, 22 – Centro – Bilheteria até às 17h
Visitação: terça a domingo, 9h às 17h30 
Ingresso:
 R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia) – Crianças até 6 anos e maiores de 65 anos: acesso livre.

A 1 km dali está a Catedral de Petrópolis, originalmente chamada de Catedral de São Pedro de Alcântara. Construída sob ordens de D. Pedro II, é uma bela obra de estilo neogótico francês. Ali dentro além de belos vitrais e esculturas em mármore há também o mausoléu imperial, que foi inaugurado por Getúlio Vargas em 1939 e onde estão os restos mortais de D. Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e seu esposo.

Catedral de Petrópolis

Catedral de Petrópolis

Mausoléu Imperial

Mausoléu Imperial

MAIS INFORMAÇÕES

Endereço: R. São Pedro Alcântara, 60 – Centro, Petrópolis – RJ
Inauguração: 29 de novembro de 1925
Construção: 1884-1969
Entrada gratuita

Dali siga para o Museu Imperial, residência oficial de verão de D. Pedro II, criador de Petrópolis. Dizem que o Palácio era a residência preferida do Imperador, que passava não somente o verão como muitos meses ali. Na visitação temos acesso a um acervo incrível e muito bem preservado, com móveis, utensílios e objetos pessoais intactos e muito luxuosos. Destaque para a pena de ouro que Princesa Isabel utilizou para assinar a abolição da escravatura e também para as joias e coroas de D. Pedro I e II.

Museu Imperial

Museu Imperial

Para preservar o piso original do local, os visitantes obrigatoriamente tem que usar pantufas, que são distribuídas no início da visita.

Jardim do Museu Imperial

Jardim do Museu Imperial

MAIS INFORMAÇÕES

É necessário deixar bolsas e mochilas no guarda-volumes logo na entrada, podendo levar apenas celular e carteira. Não é permitido tirar foto em momento algum durante a visitação.

Endereço: Rua da Imperatriz, nº 220, Centro

Ingresso Palácio: Inteira: R$10,00 / Meia: R$5,00. Os jardins tem entrada gratuita.

Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 5,00 – Moradores e naturais de Petrópolis, às quartas-feiras e no último domingo do mês a entrada é 0800.

OBS: Às quintas, sextas e sábados, sempre às 20h, há um espetáculo chamado “Som e Luz“, que trata-se de uma encenação da história de D. Pedro II, praticamente uma aula de história a céu aberto. Eu não fui, mas ouvi falar muito bem. Além disso, há também um Sarau Imperial. Ingressos à parte.

Depois de perambular pelos jardins do Palácio a fome já havia batido fazia tempo, e então fomos direto para o restaurante da Cervejaria Bohemia. Já era minha segunda ida ao Restaurante e como na primeira vez comi comida, dessa vez comi sanduíche. Minha amiga pediu o mesmo que o meu e veio frio, daí reclamou e trocaram. Achei o atendimento muito devagar nessa segunda ocasião, mas ainda recomendo a visita. Éramos uma mesa com 17 pessoas, então achei que pecaram na agilidade.

Restaurante da Cervejaria Bohemia (aberto ao público mesmo que não faça o tour)

Restaurante da Cervejaria Bohemia (aberto ao público mesmo que não faça o tour)

Cervejaria Bohemia

Cervejaria Bohemia

Dessa vez não fiz o tour, pois já havia feito há poucos meses, mas recomendo MUITO que façam! Os R$32 do ingresso dão direito a pelo menos 3 degustações, pois como nem todo mundo bebe, acaba que tem gente que bebe por essas pessoas rsrs. A visita guiada é muito bem organizada, com pessoas explicando o processo de produção, a história da marca e ensinando como apreciar uma boa cerveja. Eu, particularmente, gostei muito da 838 Pale Ale, que provei na degustação e sigo comprando quando vou ao supermercado comprar cerveja rsrs.

Tour Cervejaria Bohemia

Tour Cervejaria Bohemia

Após fazer a visita, não deixe de ir ao Palácio de Cristal, que fica na mesma rua da cervejaria. O Palácio de Cristal tem inspirações no Crystal Palace de Londres e no Palácio de Cristal do Porto, e tem uma bela estrutura de ferro e vidro. Em seu interior acontecem exposições e eventos diversos. Vale a pena tirar umas fotinhos em seu entorno, que conta com um jardim muito bonito decorado com hortênsias (dependendo da época) e chafarizes.

Palácio de Cristal

Palácio de Cristal

Palácio de Cristal no cair da noite

Palácio de Cristal no cair da noite

E então o dia chegou ao fim e retornamos pro Rio, mas não sem antes comprar biscoitos amanteigados de Petrópolis. Compramos o da Ritinha, que dizem ser um dos melhores. Esses biscoitos são ótimos pra acompanhar um cafezinho ou chá, e é bem tradicional na cidade e ótimo para levar de lembrança para alguém.

Caso tenha mais um dia na cidade ou meio dia pelo menos, sugiro garimpar roupas na Rua Teresa, famosa rua de venda de roupas com preço baixo. As lojas fecham pontualmente às 18h e mês passado fui lá conferir. Conclusão: Comprei 10 peças de roupa por R$250.

Achei realmente muito barato e tem roupa de tudo que é tipo e preço. Particularmente gostei muito de uma loja chamada Lullie, que vendem produtos em linho e consequentemente um pouco mais caras, mas com qualidade ótima e que vale a pena conferir.

Beijos!

5 coisas pra fazer em Manaus

O objetivo do post é sugerir 5 coisas pra fazer em Manaus caso disponha de pouco tempo e abordar algumas curiosidades acerca da cidade.

A capital amazonense fica a 2:50 de voo de Brasília, cidade que faz a maioria das conexões aéreas pro Norte. Com pouco mais de 2 milhões de habitantes e o principal centro financeiro do Norte do país, essa cidade destaca-se pelo ecoturismo que envolve não somente a capital como outras regiões do Estado.

Já fui a Manaus inúmeras vezes pelo fato de ter família lá e pela facilidade de voo vindo de Belém (apesar da facilidade, saibam que são 2h de voo direto, não é nada perto rs). Depois que me mudei do Pará ficou mais difícil ir, mas por sorte consegui achar uma passagem Rio – Manaus com preço bom em pontos e não pensei duas vezes em matar a saudade da família e rever a cidade, que não visitava há mais de 7 anos (e que mudou bastante viu?).

Agora vamos ao que interessa! 🙂

  1. Teatro Amazonas

A construção do famoso Teatro deu-se no final do século XIX, graças ao apogeu socioeconômico da cidade por causa do Ciclo da Borracha. Nessa época Manaus exportava muito e isso possibilitou a criação de projetos ambiciosos, como a construção do teatro, totalmente inspirado nos grandes teatros europeus e o maior símbolo da Belle-Époque.

A cúpula não está aí por acaso. A cortina principal do palco sobe de forma reta, até alcançar a cúpula. Não é dobrada nunca.

A cúpula não está aí por acaso. A cortina principal do palco sobe de forma reta, até alcançar a cúpula. Não é dobrada nunca.

O local funciona não somente como um teatro, mas também como um museu, em que memórias da história são preservadas e a visita guiada retrata muito bem isso. Recomendo que façam a visita com o guia pra aprender um pouco mais sobre os detalhes da construção, as obras de arte existentes, a vida do povo daquela época e também tirar dúvidas, caso existam.

O teto do salão principal é como se estivéssemos embaixo da Torre Eiffel e conta com o busto de Carlos Gomes ao centro

O teto do salão principal é como se estivéssemos embaixo da Torre Eiffel e conta com o busto de Carlos Gomes ao centro

A duração da visita é de aproximadamente 45 minutos, e compreende o salão nobre, a plateia/palco e salão de antiguidades.

Esse belo afresco segue a técnica da perspectiva, em que temos a sensação de que os personagens pintados nos acompanham com o olhar

Esse belo afresco segue a técnica da perspectiva, em que temos a sensação de que os personagens pintados nos acompanham com o olhar

OBS: Eu amo essa pintura. Lembro da primeira vez que a vi, eu era bem criancinha e nunca esqueci. Que bom poder vê-la de novo!

Nessa ocasião fiz a visita guiada pela manhã e à noite fui assistir uma peça da atriz Elisa Lucinda e foi ótimo ver o teatro a todo vapor! Casa cheia, confortável, acústica agradável e temperatura baixa. Recomendo uma roupa mais quentinha pros espetáculos da noite.

Maquete do Teatro Amazonas: Montada na década de 60, conta com mais de 30 mil peças de Lego

Maquete do Teatro Amazonas: Montada na década de 60, conta com mais de 30 mil peças de Lego

Funcionamento: Terça a sábado, das 9h às 14h

Venda de ingressos na bilheteria (Amazonense não paga visitação). Preço normal: R$20.

Onde: Av. Eduardo Ribeiro, 659, Centro.

   2.  Passeio de barco

Fiz um post completo falando desse passeio e sugiro a leitura. 🙂

   3. Comer comida regional

Que o Norte do país tem as comidas mais exóticas e saborosas isso não é mais segredo nem pros grandes chefs de cozinha, que cada vez mais se encantam com os sabores e temperos nortistas. Peixes de água doce, frutas (pra muitos) exóticas, combinações  que soam estranhas… lá tem tudo isso e mais um pouco. 🙂

Como sou paraense, muita coisa é semelhante com a culinária manauara, apesar de breves diferenças. Uma coisa por exemplo que não é comum em Belém mas super comum em Manaus é o sanduíche chamado “x-caboquinho”, à base de queijo coalho e lascas de tucumã (fruta regional). Apesar de eu não gostar dessa fruta, muitas pessoas gostam e o ideal é experimentar!

Em compensação amo peixe de água doce, especialmente os da Amazônia. Pra comer um dos meus preferidos escolhi o Peixe à Delícia do Restaurante Choupana, que além de confortável serve esse pirarucu maravilhoso, extremamente saboroso e no ponto. Esse peixe pode chegar a medir até 3 metros de comprimento e é muito comum na bacia amazônica, especialmente em águas mais calmas. Não sei descrever o sabor, mas é excelente e briga com o Filhote na categoria “meus peixes favoritos”.

Peixe à Delícia (R$108/serve bem 2 pessoas)

Peixe à Delícia (R$108/serve bem 2 pessoas)

Outro pescado que vale a pena destacar é o famoso tambaqui, peixe altamente consumido no Estado e, pelo que presenciei, acho até que o preferido do povo amazonense. Vale a pena experimentar ambos pois certamente um dos dois irá agradá-lo (ou os dois!).

Caso queira comprar frutas regionais, goma de tapioca (sim, a do Norte é um pouco diferente e particularmente acho melhor que a do Nordeste), camarão, artesanato, você encontra tudo isso e mais um bocado no centenário Mercado Adolfo Lisboa, que fica bem em frente ao Porto de Manaus. Vale a pena conhecer esse mercado pra conhecer um pouco da culinária local e também pra apreciar sua beleza, pois trata-se de um mercado muito bonito e reformado.

Mercado Adolfo Lisboa

Mercado Adolfo Lisboa

Além das gostosuras citadas acima, eu não poderia deixar de recomendar o Refrigerante Baré, comercializado no sabor guaraná e muito comum em Manaus. Eu, particularmente, adoro! Disputa com a Coca-Cola no Estado e não é à toa que a Ambev comprou a empresa…rs.

 

Outros restaurantes pra conhecer: Banzeiro (comida regional), Picanha do Adolfo (picanha no bafo), Cachaçaria do Dedé (comida brasileira).

OBS: Na Cachaçaria do Dedé não deixe de pedir a carne de sol, é divina! 🙂

   4. Passear na Ponta Negra

A Ponta Negra é uma praia fluvial que fica no bairro de mesmo nome, considerado o mais nobre da cidade. Apresentações artísticas nacionais são comuns por lá e tem ótima infraestrutura pra pessoas de todas as idades: mirantes para apreciar a paisagem, muitas opções de lugar pra comer, calçadão amplo e bem conservado, anfiteatro, atividades ao ar livre, estacionamento e quiosques com comidas típicas completam o local. O rio da praia em questão é o Rio Negro e é lá que as pessoas se refrescam do calorão que faz em Manaus.

Dica: Vale a pena ir no fim da tarde e apreciar o belo pôr do sol com uma visão bonita da Ponte Rio Negro.

Pôr do sol na Ponta Negra

Pôr do sol na Ponta Negra

Na ocasião comi num lugar chamado Fish Maria,