Rafaella Pinto

Safari em Pilanesberg National Park & Game Reserve

Eu não podia ir na África do Sul e não fazer ao menos um safari. Como nessa viagem não foi viável conhecer o Kruger Park – o mais famoso do país – tive que pesquisar opções alternativas para não passar em branco essa atração imperdível. Dentre as opções, a que mais me atraiu foi o Safari em Pilanesberg, um parque nacional de 550 km² localizado a mais ou menos 200 km de Joanesburgo.

Minha ideia era passar o dia na reserva e no fim do dia retornar para o hotel, onde eu teria que dormir pois na manhã seguinte pegaria voo pra Cidade do Cabo. Depois de muitas pesquisas conheci a Big Six Tour Safaris e vi que a empresa oferece diversos tipos de passeios e rotas, além de ter o site bem detalhado e organizado, o que facilitou o planejamento.

Enviei um email alguns meses antes da viagem e não tive resposta. Como sou brasileira e não desisto nunca entrei em contato novamente, mas dessa vez por telefone, e falei com Pieter, proprietário da empresa. Como ele faz passeios para outros países, muitas vezes fica dias sem checar o e-mail, então sugiro que tentem contato direto pelo WhatsApp, não esquecendo que a diferença de fuso horário é de +5h.

Ele ficou de nos buscar às 6h no hotel em Joanesburgo e foi muito pontual. Em seguida fomos pegar mais três meninas que iriam no passeio conosco. Como não deu tempo de tomarmos café da manhã, ele se preocupou em parar no caminho pra que comprássemos algo pra comer, pois a viagem é um pouco longa (+-3h de viagem).

Pilanesberg

Pilanesberg

Pegamos um pouco de trânsito no caminho, mas o tempo até que passou super rápido por ele ser bastante falante. À medida que passávamos nos lugares ele ia contando alguma história ou curiosidade sobre o local. Ele é sul-africano, aposentado e tem muita história pra contar.

PaisagemPaisagem

Paisagem

O trajeto entre o hotel e Pilanesberg foi numa van fechada, mas ao chegar no parque trocamos de carro e seguimos o passeio com um Ranger, que é o guia e motorista do carro aberto, e com um Tracker, outro guia que vai ao lado do motorista “caçando” as pegadas dos animais. Além de nós, muitas outras pessoas se juntaram ao passeio.

Open Top Vehicle

Open Top Vehicle

O passeio que contratei foi o “Morning Safari with Open Top Vehicle”, que é no carro da foto acima. Esse tipo de veículo costuma ser o mais caro, mas também o mais interessante e que permite maior adrenalina no decorrer do passeio. Como eu só tinha um dia, optei por esse. Imagina a sensação de andar num carro que te permite ficar cara a cara com os animais soltos? Não tem preço.

Safari na África do Sul

Safari na África do Sul

Ao chegar na reserva o passeio dura 3h, que parece muito, mas que na verdade passa voando e a vontade que dá é de não ir embora. Tínhamos duas opções para o almoço: Comer em um lodge dentro da reserva ou conhecer Sun City (fomos na segunda opção).

Pilanesberg é uma área livre de malária, mas é bom passar repelente mesmo por cima da roupa, pois mosquitos podem surgir – principalmente se estiver quente. Outra coisa a atentar é quanto às roupas: é de bom senso utilizar cores sóbrias, como o bege, caqui ou verde ( não vale verde neon ok?). O motivo é óbvio: essas cores te camuflam e não chamam muita atenção dos animais.

Safari em Pilanesberg

Safari em Pilanesberg

Partimos em busca dos Big 5. Vocês sabem por que eles costumam chamar assim? Os Big 5 são os 5 animais selvagens mais difíceis de serem caçados pelo homem, e por esse motivo encontrá-los num safari logo de primeira é sinônimo de ter muita sorte. Talvez por esse motivo muita gente opta por dormir na reserva e fazer mais de um safari, pra não correr o risco de atravessar o Oceano e não ver animal algum.

O risco é minimizado caso você viaje no inverno (final de junho a setembro), quando as chuvas diminuem, o clima fica mais ameno e os animais “passeiam” mais ao longo do dia. Além do fator temperatura, a vegetação fica bem rasteira, o que facilita avistar os animais.

Nos primeiros cinco minutos avistamos um leopardo – o mais difícil de ser encontrado – pronto pra dar o bote. O leopardo tende a viver sozinho quando adulto, não em grupo, então encontrá-lo é muito mais difícil. Passando rápido mal dá pra vê-lo caso não esteja prestando atenção, pois sua pelagem se confunde com a cor da vegetação.

Leopardo caçando cervos em Pilanesberg

Leopardo caçando cervos em Pilanesberg

Porém, pra nossa sorte, ele estava bem ali do lado do carro. Pra nossa sorte também ele estava mais interessado no grupo de cervos que estava ali pertinho. Nesse momento o ranger recomenda não falar e permanecer em silêncio, pra não chamar a atenção dele. Pra terem uma ideia, até o carro é desligado nesse momento pra parar o barulho do motor. Não dê uma de doido e pro bem de todos não grite rs.

Cervos atentos em Pilanesberg

Cervos atentos em Pilanesberg

Depois de alguns minutos de tensão, os cervos conseguiram fugir do leopardo. Gente, que cena inesquecível! Ver o National Geographic ao vivo e a cores, bem ali na nossa frente, presenciar um animal desse caçando pra sobreviver e não atrás da grade de um zoológico, sem dúvidas foi uma experiência que vou levar na memória pra sempre!

Leopardo pronto pra dar o bote em Pilanesberg

Leopardo pronto pra dar o bote em Pilanesberg

Após os cervos fugirem, era nossa hora de fugir também, e então o motorista ligou o carro e nos distanciamos do leopardo.

Dos Big 5, o único que não vimos foi o leão (snif). Além do leopardo vimos uma manada de elefantes, búfalo e rinoceronte, que completam a lista.

Safari em Pilanesberg National Park

Safari em Pilanesberg National Park

Zebra posando pra foto no safari em Pilanesberg

Zebra posando pra foto no safari em Pilanesberg

Mas não vimos só esses animais. Vimos zebras, gazelas, crocodilos, gnus, girafas, hienas, Pumba, obs, javalis… só faltou o Timão pra entoar Hakuna Matata. 🙂

Deu zebra!

Deu zebra!

Apesar de termos visto muitos animais, não foi tão fácil encontrá-los. Ficamos horas rodando de carro de um lado pro outro procurando eles. E também não foram todos os animais que vimos bem de perto, alguns vimos de longe, como os rinocerontes. Como Pilanesberg é um parque nacional, não uma reserva privada, não é permitido dirigir em áreas não demarcadas. Ou seja, tem que ter sorte dos animais passarem ao menos perto das estradinhas.

Rinoceronte

Rinoceronte

Elefantes no safari em Pilanesberg National Park

Elefantes no safari em Pilanesberg National Park

Crocodilo

Crocodilo

Quase ao término do passeio fizemos uma rápida parada num Lodge pra irmos ao banheiro e comprarmos água. Quando menos esperávamos, passaram várias girafas e foi também inesquecível! Deu até pra tirar selfie! hahaha. Passado esse momento de euforia, nosso safari chegou ao fim.

Selfie com as girafas em Pilanesberg

Selfie com as girafas em Pilanesberg

Seguimos viagem para o Sun City, um complexo luxuoso com cassino, resort, restaurantes e lanchonetes que fica a 30 km da reserva. O Pieter nos deixou lá e ficou de voltar 2h depois pra nos buscar, mas sinceramente achei muito tempo. Apesar de ser um lugar muito bonito e organizado, achei pouco interessante para não-hóspedes. Acho que o ideal pra quem quer curtir o local é se hospedar e relaxar após um dia de safari, principalmente se tiver crianças, pois tem muita opção de lazer.

Sun City

Sun City

Sun City

Sun City

Após andarmos um pouco pelo complexo, paramos pra almoçar no Wimpy, uma espécie de fast food da África do Sul. Nosso almoço na verdade foi um combo de cheeseburguer, batata frita e milk-shake que pagamos R50 (aproximadamente R$13). Apesar de não ser o melhor sanduíche do mundo, me surpreendeu a qualidade do milk-shake, o ambiente confortável e o atendimento cortês, além do preço super barato. Aliás, pra viajantes com orçamento apertado, é uma boa pedida pra economizar, pois o restaurante está por todo lugar.

Conforme havíamos combinado, pontualmente o motorista estava no lugar indicado pra nos buscar e retomar a viagem pra Joanesburgo, onde chegaríamos à noite.

Mesmo que fuja um pouco do tema o que vou abordar agora, eu jamais poderia omitir fatos de meus leitores, nem mesmo quando tratar-se de parceria ou algo do tipo. Durante a viagem de ida fui surpreendida negativamente com um fato, e até agora estou me perguntando se é algo normal na África do Sul ou não (infelizmente, acho que sim). Pude ver na prática os resquícios do Apartheid entre um bate-papo e outro com o motorista, que deixou transparecer seu preconceito contra os negros.

Entre algumas abobrinhas ditas em relação ao assunto, num determinado momento ele chegou até a nos mostrar uma arma (com munição) e afirmar que os brancos sul-africanos hoje em dia precisam andar armados. Isso muito me entristeceu e chocou, apesar de nem eu nem meu marido termos dito nada na hora (estávamos sozinhos com uma pessoa armada no carro, então obviamente não nos sentimos à vontade pra tal). Sabemos que a África do Sul é um país que sofreu e ainda sofre graves consequências do Apartheid, e esse episódio apenas reforçou essa visão.

A título de curiosidade, na África do Sul é permitido tanto a posse quanto o porte de arma de fogo, inclusive em lugares públicos, desde que o dono carregue a arma num porta-revólver perto do corpo.

Esse senhor disse, ainda, que demoraria umas três gerações pra que “isso” pudesse melhorar. Ele, apesar de ter sido super gentil e profissional conosco durante todo o passeio, cometeu essa falha que eu jamais deixaria passar em branco aqui. Falha que nada tem a ver com o passeio em si, mas que nos afetou de certa forma.

Apesar da população negra estatisticamente não ser uma minoria no país – são 80% da população – ainda há muito preconceito do resto da sociedade para com eles. E, segundo o que vi e ouvi, faz com que a minoria branca ainda seja econômica e socialmente dominante.

Esclareço aqui que abomino qualquer tipo de preconceito de origem, raça, sexo, cor e quaisquer outras formas de discriminação. Por mais imperfeitos que sejamos, penso que temos que combater esse tipo de coisa com todas as forças. Por isso, caros leitores, estejam certos de que não omitirei fatos negativos nem quando se tratar de parcerias.

Pra finalizar esse post, que no final pode ter soado um pouco dramático e ter se desviado do tema (como não podia deixar de ser), deixo essa fotinho pra alegrar nosso dia. Acrescento e vos digo que esse passeio deixou um gostinho de “quero mais” e com uma vontade enorme de fazer outros Safaris pra encontrar os leões!! 🙂 🙂

Girafas no safari em Pilanesberg

Girafas no safari em Pilanesberg

RESUMO

Morning Safari with Open Top Vehicle

–> Veículo: Van com ar-condicionado no trajeto até a reserva e carro aberto durante o safari.

–> Preço: R 1670 por pessoa – mínimo de duas pessoas. Almoço por conta própria.

–> Duração total do passeio: 12h.

–> O que inclui: Um safari em carro aberto, traslado de ida e volta desde o hotel, taxa de acesso à reserva e taxa de acesso ao Sun City (valores de 2017).

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Como é voar de Mango Airlines

Em minha viagem pra África do Sul meu voo tinha como destino Joanesburgo, onde passei duas noites antes de embarcar pra Cidade do Cabo, onde fiquei a maior parte da viagem. Nesse post vou contar pra vocês como é voar de Mango Airlines, companhia aérea sul-africana do tipo Low-cost, a escolhida pra eu fazer o trecho interno Joburg-Cidade do Cabo.

Comprei minha passagem no site da Submarino Viagens, pois foi onde encontrei o melhor preço na época. Apesar de constar que eu havia comprado na companhia South African Airways, na descrição do voo aparecia que o voo selecionado seria operado pela Mango Airlines. Aí então bateu um desespero por não saber nada da companhia…rs.

Caso aconteça o mesmo com você, saiba que deverá despachar suas bagagens direto com a Mango Airlines. Fiquei confusa pois não sabia se deveria despachar com essa ou com a South African Airways, de onde teoricamente era meu voo.

Como é voar de Mango Airlines

Como é voar de Mango Airlines

A boa notícia é que meus voos foram super pontuais e pude despachar minha bagagem sem custo adicional (20 kg), essencial pra quem faz uma viagem internacional longa. Na ida despachei duas bagagens e na volta apenas uma, pois trouxe a outra como bagagem de mão.

Diferente dos voos operados no Brasil, os assentos dessas aeronaves achei mais confortáveis por não serem tão apertados – e isso chamou minha atenção logo de cara. Em meu trecho de ida viajei com uma senhora enorme do meu lado e não fiquei tão esmagada rs (e olha que tô longe de ser pequena!).

Como é voar de Mango Airlines: Assentos da aeronave

Como é voar de Mango Airlines: Assentos da aeronave

Como toda companhia Low cost, refeições são pagas à parte, assim como qualquer extra que desejar, como o serviço de Wi-Fi a bordo ou marcação de assento. Apesar de cobrarem os lanches e bebidas, não achei caro como nos voos dentro do Brasil, que costumam ser uma fortuna e péssimos.

Não há serviço de entretenimento e as poltronas não reclinam, o que achei que foi bem negativo. Mesmo assim, como estava muito cansada, dormi praticamente todo o voo.

Mango Airlines

Mango Airlines

Outro ponto que vale destacar é que não consegui fazer o check-in online nem na ida nem na volta, acredito que por conta de meu voo original ser da South African. Porém, como eu havia chegado cedo no aeroporto, não tive problema com atrasos e tampouco encontrei longas filas na área do check-in.

A duração do meu voo foi de aproximadamente 2h e foi tudo tranquilo. A companhia opera os seguintes trechos:

  • Joanesburgo (OR Tambo International) e Cidade do Cabo
  • Lanseria (Joanesburgo) e Cidade do Cabo
  • Joanesburgo e Durban
  • Lanseria (Joanesburgo) e Durban
  • Cidade do Cabo e Durban
  • Bloemfontein e Cidade do Cabo
  • Joanesburgo e Porto Elizabeth
  • Joanesburgo e George (Cabo Ocidental)

Além dos trechos acima, a companhia também opera duas vezes por semana voos entre Joanesburgo e Zanzibar.

Portanto, caso encontrem uma passagem mais barata nessa companhia, já saberão como será o voo e o que esperar dele. Em voos curtos – com no máximo 2h de duração – recomendo a viagem. Acima disso acho que pesaria demais o fato da poltrona não reclinar, mesmo a passagem sendo mais em conta.

E vocês? Já voaram com essa companhia?

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Chip internacional para celular da EasySim4u

Em minha última viagem tive a oportunidade de utilizar o chip internacional pra celular da empresa EasySim4u, empresa norte-americana e revendedora autorizada da T-Mobile, uma das mais importantes dos Estados Unidos.

Para viagens nos Estados Unidos e no Canadá eles também fornecem o serviço de ligações ilimitadas, e em outros 140 países internet sem limite de franquia.

Como optei por não alugar carro em minha viagem à África do Sul, foi de extrema importância ter internet já no desembarque pra poder chamar Uber e fazer breves pesquisas quando não estava no Wi-Fi.

Ao adquirir o chip, será necessário informar a data de ida e volta da viagem, para que possam programar a ativação do serviço. 4 dias antes de minha viagem recebi um e-mail com informações do SimCard, confirmação de dias contratados e franquia ilimitada. É de extrema importância deixar a opção Roaming do seu celular ativada.

Chip internacional para celular da EasySim4U

Chip internacional para celular da EasySim4U

Você faz o procedimento todo online e recebe na sua casa bem rápido, seguindo a tabela de frete abaixo e respectivos preços:

PRAZO DE ENTREGA:

Entregas Brasil:

Frete Normal – até 10 dias úteis

Frete Expresso – até 5 dias úteis

Chip internacional para celular da EasySim4u: A opção para adquirir APENAS internet é DATA PLAN

Chip internacional para celular da EasySim4u: A opção para adquirir APENAS internet é DATA PLAN

Não há necessidade de se preocupar com o tipo que chip que seu celular suporta, pois eles enviam o chip triplo, que serve em qualquer modelo, bastando destacar o chip que se adequa ao aparelho.

OBS: Se seu aparelho for DUAL CHIP, é importante que apenas o chip da EasySim4U esteja no aparelho e na posição 1.

Como gostei muito do serviço fechei uma parceria com a empresa e agora você pode adquiri-lo aqui no blog sem custo adicional, basta clicar aqui. Comprando pelo meu link você não paga nada a mais pelo produto e ainda ajuda o blog a se manter vivo. 🙂

Para dúvidas relacionadas a pós-venda, entrar em contato pelo email pedidos@easysim4u.com.

Estou à disposição!

O chip foi uma cortesia da empresa para o blog, mas reflete inteiramente minha experiência e opinião pessoal.

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

Retornei recentemente de viagem e foi meu primeiro contato com o continente africano. Durante o planejamento, que fiz todo por minha conta, confesso que tive um pouco de dificuldades em encontrar informações que saíssem do óbvio sobre o destino. Por esse motivo, vou reunir aqui no post o que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem.

O QUE SABER SOBRE A ÁFRICA DO SUL: EXIGÊNCIA DE VACINA

Assunto que já detalhei em outro posts anteriores, mas que vale a pena reiterar. Cidadãos brasileiros não necessitam de visto pra entrar no país, mas precisam apresentar o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela. Sugiro que leia o post pra informações mais completas. Saiba que antes mesmo de embarcar o documento será solicitado pelo pessoal da companhia aérea, e ao chegar no destino será preciso apresentar novamente.

MOEDA

A moeda oficial é o Rand, que atualmente é bem desvalorizado em relação ao real. Tive uma certa dificuldade em encontrar  informações sobre o câmbio, pois como é uma moeda incomum, temos dificuldades em encontrar no Brasil. Algumas casas de câmbio no RJ tem Rand mediante encomenda, mas pelo que pesquisei a cotação era muito desvantajosa.

Decidi comprar dólares americanos ainda no Brasil e cambiar ao chegar lá. Sinceramente não sei se foi uma boa ideia. Fiz câmbio em duas ocasiões: a primeira ao chegar no Aeroporto de Johanesburgo, e a segunda na casa de câmbio Master Currency, que fica dentro do Victoria & Alfred Waterfront, em Cape Town. A cotação nessa última era 12,49, mas o valor efetivo total (com encargos e impostos) a diminuía pra 11,76.

Preços na casa de câmbio de dentro do Victoria & Alfred (Cape Town)/setembro 2017

Preços na casa de câmbio de dentro do Victoria & Alfred (Cape Town)/setembro 2017

Eles sempre cobram uma taxa fixa por transação (além do imposto), então acabei pagando a tal taxa duas vezes. O ideal é cambiar o dinheiro todo de uma vez pra evitar pagar a taxa em duplicidade. Precisei errar pra aprender isso rs.

Na ocasião, ainda no Aeroporto de Johanesburgo, pagamos R53 de taxa de serviço, mais aproximadamente 6% de comissão pra casa de câmbio, além de imposto de 14%. Cambiei no Travelex Worldwide Money, que estava com a cotação melhorzinha.

Outra informação importante é que as casas de câmbio também compram reais brasileiros, porém somente as cédulas novas. Tínhamos uns trocados em reais e tentamos cambiar por rands, mas como era cédula antiga não aceitaram. Fique atento a isso caso queira cambiar direto lá.

A célebre frase “quem converte não se diverte” não se aplica pra uma viagem à África do Sul. O turismo em geral é mais barato que no Brasil, principalmente comer fora. Apesar de não ser um valor exato, um valor fácil e razoável pra conversão pra reais é dividir o valor em rands por 4.

GORJETA

Ainda falando em dinheiro, a gorjeta na África do Sul é bem parecida com o que estamos acostumados no Brasil. Não é obrigatória, mas costumam cobrar 10% do valor da conta. Muitas vezes a conta já vem com o valor discriminado em percentual, mas é necessário que você preencha o cupom fiscal com o valor que pretende deixar. A tip é também chamada de gratuity e você deve discriminar o valor da gorjeta e o valor total a pagar.

O que saber sobre a África do Sul: Você deve preencher na nota quanto quer deixar de gorjeta

O que saber sobre a África do Sul: Você deve preencher na nota quanto quer deixar de gorjeta

OBS: Em quase todos os restaurantes que fui notei que a cobrança da gorjeta é obrigatória para mesas com mais de 6 pessoas. Fique atento a isso caso viaje em grupo.

Pagamos gorjeta em todos os restaurantes que fomos, exceto em um, pois tivemos problemas com o atendimento. Apesar disso, o garçom não nos constrangeu e fomos embora sem problemas.

FUSO

+5h em relação à Brasília.

TOMADA/VOLTAGEM

A voltagem no país é 220V e as tomadas são diferentes do padrão brasileiro, europeu e americano, que estamos mais familiarizados. Tenho um adaptador universal, mas não serviu nas tomadas de lá. Pra minha alegria, os dois hotéis que me hospedei tinham uma tomada com padrão europeu (literalmente apenas uma), além de adaptadores, que precisavam ser devolvidos ao término da estadia.

Caso seu hotel não tenha adaptador, será necessário comprar.

Tomada na África do Sul (foto retirada do site CVC viagens)

Tomada na África do Sul (foto retirada do site CVC viagens)

IDIOMA

O que esperar de um país que tem 11 idiomas oficiais? A diversidade está presente também quando o assunto é língua. Por influência da colonização britânica, todos falam inglês britânico, que é amplamente utilizado no comércio e turismo. Apesar disso, certamente você ouvirá outros idiomas, principalmente o zulu e africâner, que os locais utilizam bastante entre si.

Uma curiosidade que notei foi em relação ao sotaque. Não pude deixar de notar que os brancos tem um sotaque, os negros outro, e que esses últimos muitas vezes tem um inglês bem mais carregado.

TRANSPORTE/LOCOMOÇÃO

Optamos por não alugar carro em nossa viagem e um dos motivos foi o fato de eles dirigirem na mão inglesa (volante geralmente do lado direito). Como pretendíamos beber vinho, também foi outro forte motivo pelo qual optamos pelo Uber rs. Nem preciso dizer que bebemos vinho todos os dias.

Por falar em Uber, vale ressaltar que funciona muito bem em Cape Town, desde o aeroporto até os pontos mais distantes da cidade sem ter confusão com taxistas. Já não posso falar o mesmo de Johanesburgo, que foi assustador. Conheci uma moça na ocasião que disse que estava dentro de um Uber e um taxista fez o carro parar e cancelar a corrida (ela teve que descer e pegar um táxi). Em Johanesburgo várias vezes tivemos que nos afastar dos taxistas pra poder entrar no carro, o que era um pouco chato.

Caso opte por alugar carro, saiba que flanelinhas existem também na África do Sul, então tenha sempre umas moedas e um tiquinho de paciência. Além disso, será necessário providenciar com antecedência uma Permissão Internacional para Dirigir (pra mais informações sobre o documento acesse o site do Detran de seu Estado).

Outro ponto importante é que se você pretender alugar carro em uma cidade e devolver em outra, opte por locadoras que não cobrem “one way fee”, daí você poderá pegar um carro em um lugar e devolver em outro sem surpresas no cartão de crédito.

As estradas por onde andamos achamos maravilhosas, mesmo sem cobrança de pedágio. Mas ouvi dizer que as estradas da região do Kruger Park não são tão boas quanto.

Quase não utilizamos transporte público, pois os hotéis onde nos hospedamos eram bem localizados e muitas vezes não compensava. A única vez que utilizamos foi quando desembarcamos no Aeroporto de Johanesburgo rumo ao hotel (e também o trajeto inverso) que fomos de trem (Gautrain). O hotel em que estávamos hospedados nessa cidade ficava praticamente em frente à estação. Pra terem uma ideia se fôssemos de Uber seria o mesmo preço que ir de trem, mas pelo problema com os taxistas optamos pelo trem, que era ótimo, pontual e moderno.

Em Cape Town não utilizei transporte público em momento algum, mas vi que há um serviço de ônibus chamado MyCity, que você adquire o cartão e recarrega o quanto quiser pra pagar suas viagens. Uber é realmente bem barato, então muitas vezes não compensa andar de ônibus, principalmente se for viajar em grupo. Os motoristas de Uber geralmente são muito simpáticos, atenciosos, gostam de conversar com os turistas e indicar lugares pra conhecer.

SEGURANÇA

Conforme dito anteriormente, fiquei hospedada em bairros bem localizados tanto na Cidade do Cabo quanto em Johanesburgo, mas posso afirmar que andar pelas ruas lá não é a mesma coisa que andar em alguma cidade europeia, por exemplo. O ideal é ficar atento e não dar margem para trombadinhas, que como sabemos estão em qualquer metrópole do mundo.

Como eu moro no Rio de Janeiro, não me senti nem de longe insegura como me sinto no Rio. Se você é brasileiro e reside em alguma capital brasileira, não tem muito o que se preocupar, pois já estará “vacinado” rs.

Apenas em uma ocasião presenciei uma cena esquisita, e, segundo o motorista do Uber, tratava-se de clonagem de cartão em caixa eletrônico. Estávamos parados no semáforo e avistamos um grupo em frente ao banco em situação suspeita quando o motorista comentou que o golpe da clonagem é bem frequente e que provavelmente aquele era um grupo de golpista. Portanto, não aceite de modo algum ajuda de estranhos caso precise sacar dinheiro.

Andei o tempo todo com minhas câmeras, muitas vezes pendurada no pescoço, mas não me senti intimidada. Diversas vezes apareceram pedintes e moradores de rua, mas nada demais. Apenas pediam dinheiro e iam embora sem problemas.

Já nas redondezas da Long Street (rua boêmia de Cape Town) achei um pouco esquisito andar à noite. Falarei da rua no post que falar da Cidade do Cabo.

CLIMA

Viajamos na segunda quinzena de agosto e voltamos na primeira quinzena de setembro, então pegamos o fim do inverno. Achei o inverno em Johanesburgo rigoroso pra padrões brasileiros, pois a temperatura durante nossa estadia chegou aos 7°C. Apesar da baixa temperatura, os dias foram ensolarados e com frio mais intenso à noite, além disso, com tempo muito seco. Em meses como junho e julho é mais frio ainda.

Pra quem pretende fazer safáris o inverno é a melhor estação, justamente pela ausência de chuvas, dias ensolarados e vegetação mais rasteira, o que facilita avistar os animais.

Já não é uma boa ideia pra quem pretende curtir as belas praias da Cidade do Cabo e suas águas congelantes rsrs. A temperatura da água nas praias é sempre bem baixa, sendo curiosamente mais baixa ainda durante o verão. Pesquisei a temperatura durante nossa estadia e girava em torno de 9°C.

O inverno na Cidade do Cabo é mais chuvoso, mas dei sorte e não peguei chuva em momento algum. Em compensação achei que a cidade fez as quatro estações em um único dia…kkk. Muito frio e vento pela manhã, sol intenso durante o dia, algumas vezes temperatura na casa dos 25°C no início da tarde, voltando a despencar já no pôr do sol. A temperatura mínima durante minha estadia de 7 noites foi de 11°C (com direito a muito vento, o que agrava a situação rs).

HORÁRIO

O horário é algo a dar muita atenção em relação à programação da viagem. As coisas na África do Sul fecham muito cedo, o que atrapalha o planejamento. As lojas fecham cedo, restaurantes também, assim como os pontos turísticos. Geralmente 17h é o horário de fechamento das atrações turísticas, o que faz com que a gente fique com o tempo ocioso durante muitas horas.

Em algumas ocasiões não conseguimos encaixar mais de um ponto a conhecer, pois saíamos tarde de uma atração e não dava tempo de conhecer outra (e quando dava, era corrido). Por sorte passamos 7 dias e 7 noites na Cidade do Cabo, o que é um tempo razoável e deu pra conhecer tudo o que queríamos.

Caso pretenda comprar vinhos pra levar pro Brasil, preste atenção também ao horário. Em muitos lugares aos domingos não é permitido vender vinho, e quando permitem, é em horário reduzido. Deixamos pra comprar as bebidas num domingo e demos com a sessão de vinhos fechada no supermercado. Meio esquisito, mas é bom saber rs.

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

O que saber sobre a África do Sul ao planejar uma viagem

Nos próximos posts vou contar sobre o roteiro que fiz em minha viagem ao país! Fiquem ligados! 🙂

3 lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Tratando-se de Rio de Janeiro, o post torna-se desafiador. Em tempos de preços estratosféricos na capital carioca, comer fora geralmente não é uma boa ideia dependendo do orçamento da pessoa. Muitas vezes não estamos com a menor vontade de cozinhar ou então queremos comer algo gostoso sem ir à falência, e pensando nessas pessoas escrevi esse post com opções de lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna.

Vale ressaltar que nenhum lugar aqui vai ser de fato uma pechincha, mas mais barato do que a média do mesmo nível levando em consideração comida pra duas pessoas nos bairros centrais e da Zona Sul.

A ideia do post é atualizá-lo à medida que eu for conhecendo mais lugares interessantes e que tenham a mesma proposta.

Stalos Copacabana

Esse lugar, em funcionamento 24h por dia, serve bem que não está de dieta rsrs. As vitrines coloridas e chamativas saltam os olhos dos mais esfomeados. Porém, nem só de lanche vive o Stalos, as refeições são boas e MUITO bem servidas. A lógica lá é a seguinte: um prato individual serve bem duas pessoas. O prato pra duas, serve bem até quatro (e assim por diante). Gasta-se em média R$70 pra comer algum prato de filé mignon no local (sem bebida alcoólica, que costuma ser cara no estabelecimento).

Foto retirada do site oficial do Stalos

Foto retirada do site oficial do Stalos

Onde: Av. Nossa Senhora de Copacabana, 986.

Galeto Liceu

Outro restaurante que costuma ter porções generosas em suas mesas é o Galeto Liceu. Em funcionamento desde 1943, é possível dividir um galeto desossado que teoricamente seria pra uma pessoa, mas que serve muito bem duas ao ponto de repetir. Gasta-se em média R$60 (sem bebida alcoólica). Há uma unidade no centro da cidade e outra no burburinho da Rua Nelson Mandela, em Botafogo.

Da Silva

Especializado em comida portuguesa, a área do buffet oferece uma vista de tirar o fôlego. No almoço funciona no esquema self-service e apesar de não ser dos mais baratos, a dica de ouro é ir a partir de 14h, quando o valor do kg cai pra R$79,90. Continua não sendo uma pechincha, mas tratando-se da qualidade da comida e do ambiente, acho que vale a pena incluir aqui.

Diversas receitas de bacalhau são servidas diariamente, com destaque para os bolinhos de bacalhau (bacalhau mesmo, não batatal rs). As sobremesas também ganham destaque: variadas e gostosas (com amores pelo creme de nozes). Meu gasto médio lá (por pessoa) é de R$35,00 (normalmente com sobremesa rs).

OBS1: Como sempre vou no self-service, não há cobrança dos 10% de gorjeta.

OBS2: A promoção é válida apenas durante a semana. Aos finais de semana o preço é sempre o mesmo.

Onde: 5º andar do Botafogo Praia Shopping.

Vista do Da Silva: Lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Vista do Da Silva: Lugares pra comer no Rio sem gastar uma fortuna

Da Silva: Restaurante Português

Da Silva: Restaurante Português

O que ver no Rio: Forte Duque de Caxias

No último fim de semana fui conhecer mais um lugar que ainda não conhecia no Rio: Forte Duque de Caxias. Localizado no cume do Morro do Leme, ao final da praia de mesmo nome, é necessário adquirir ingresso pra entrar (R$4). A entrada e bilheteria ficam bem na Praça Almirante Júlio de Noronha e a região está situada numa área de proteção ambiental mantida pelo Exército Brasileiro.

O Forte existe desde o século XVIII e fazia parte do sistema defensivo da então capital brasileira, ainda pertencente à Coroa Portuguesa. Além da importância história, de lá é possível ter uma vista privilegiada e panorâmica de diversos pontos da cidade: Pão de Açúcar, Praia Vermelha, Praia do Leme, Praia de Copacabana e Morro 2 Irmãos. Pra alcançar o topo do morro é necessário caminhar por aproximadamente 30 minutos em uma pista de paralelepípedo em meio à mata, mas com boa infraestrutura pro visitante.

Além das vistas citadas acima, dá pra ver na outra ponta da praia o mais conhecido e badalado Forte da Região: Forte de Copacabana. Há diversos binóculos para observação espalhados pelo local para que o visitante possa ver os pontos de interesse sob outro ângulo.

Pessoas com dificuldade de locomoção podem ter dificuldades em subir, o que não acontece com quem não tem problema com isso e gosta de caminhar. Não sei por qual motivo o local não é tão explorado por turistas, o que nos permite admirar a beleza da cidade sem grande aglomeração de pessoas.

Ao longo do percurso é possível avistar muitos micos, que vêm atrás dos turistas em busca de algo pra comer, entretanto não é permitido alimentá-los por não serem nativos da região e serem conhecidos por destruírem a vegetação local.

Na parte interna do Forte há um memorial a Caxias, galerias com exposições sobre a história do forte e sala de vídeo com exibição de filmes curtos históricos. Há também uma lanchonete simples, mas que possibilita comprar água e outros produtos caso tenha sofrido com a subida rs. Também há banheiro no local.

Pista pra chegar ao Forte Duque de Caxias

Pista pra chegar ao Forte Duque de Caxias

Pórtico de entrada do Forte Duque de Caxias

Pórtico de entrada do Forte Duque de Caxias

Vista do Forte Duque de Caxias

Vista do Forte Duque de Caxias

Brasil de contrastes

Brasil de contrastes

Vista espetacular do Forte Duque de Caxias

Vista espetacular do Forte Duque de Caxias

Pão de Açúcar e Praia Vermelha

Pão de Açúcar e Praia Vermelha

O uso do binóculo para observação é gratuito

O uso do binóculo para observação é gratuito

O Rio de Janeiro continua lindo!

O Rio de Janeiro continua lindo!

Micos espalhados pelo Forte

Micos espalhados pelo Forte

Outras informações sobre o Forte Duque de Caxias

Visitação: De terça a domingo, das 9:30 às 16:30.

Entrada gratuita às terças.

Aceita meia entrada para estudantes.

Continue lendo sobre o Rio de Janeiro…

Como emitir o Certificado Internacional de Vacinação

Muito em breve vou fazer minha primeira viagem ao continente africano, mais especificamente pra África do Sul. Apesar do país não exigir visto pra cidadão brasileiro, saibam que o país exige o Certificado Internacional de Vacinação como condição de entrada do viajante. Mas afinal, o que é isso?

O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é um documento de validade internacional que comprova a vacinação contra certas doenças – devidamente traduzido para o inglês.

Como emitir?

Antes de mais nada, você deve tomar a vacina exigida (no meu caso, febre amarela) e guardar o comprovante de vacinação, em que consta quando você tomou, qual o fabricante, qual o lote da vacina, validade do lote, etc.

No meu caso tomei a vacina de forma gratuita em um posto de saúde do SUS na cidade do Rio de Janeiro. Além dos postos de saúde, você pode procurar serviços de vacinação privados credenciados.

Atenção: No caso da vacina contra febre amarela ela deve ser tomada com antecedência de, no mínimo, 10 dias antes da viagem. Não adianta tomar a vacina na véspera da viagem pois não vai servir. Não deixe pra cima da hora pois imprevistos sempre podem acontecer.

E depois?

O atendimento para emissão do CIVP é extremamente demorado e agiliza muito se você fizer o pré-cadastro previamente nesse link.

OBS: No caso de Centros de Orientação do Viajante onde seja possível fazer o agendamento do atendimento, o pré-cadastro é obrigatório, nos demais casos não, apesar de sempre ser recomendável fazer.

Próximo Passo: Comparecer ao estabelecimento que emitirá o Certificado Internacional de Vacinação

Para a emissão do CIVP é imprescindível a presença física do interessado, pois a emissão está condicionada à assinatura do viajante. Ou seja, em hipótese alguma você pode emitir o CIVP para terceiros, mesmo que seja para seu cônjuge. A única exceção da dispensa da presença física é para menores de 18 anos quando os pais ou responsáveis destes solicitarem a emissão do seu CIVP.

Recomendo fortemente que entre em contato por telefone com o Centro de Orientação mais próximo da sua casa para saber exatamente o horário de funcionamento. Digo isso porque apesar de ter me baseado pelo horário constante no documento do link acima, ao chegar no local fui informada que o horário de funcionamento informado no documento está desatualizado. Ou seja, perdi a viagem e tive que voltar outro dia.

Voltei no dia seguinte com meu cartão nacional de vacinação e um documento de identidade original com foto.

OBS: São aceitos como documentos de identidade o RG, o Passaporte, a CNH válida, entre outros documentos. A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 anos. Caso vá pra algum país que exija o CIVP acompanhado de uma criança com pelo menos 9 meses de vida, será exigido dela também o CIVP.

Emiti meu Certificado na unidade do centro do Rio e demorei mais ou menos 2:30 lá. O atendimento é muito lento pois caso você não tenha feito o pré-cadastro, será necessário cadastrar tudo no local (infelizmente a maioria das pessoas não o faz). São poucos funcionários lotados para esse fim e a demanda pelo certificado é maior do que eu imaginava.

Certificado Internacional de Vacinação

Certificado Internacional de Vacinação

Portanto, antes de se dirigir ao local para emitir seu certificado, verifique se o país de destino exige de fato o documento. Na ocasião vi muitas pessoas no local emitindo certificado quando que o destino da viagem era os Estados Unidos, que não exige o documento.

OBS: O CIVP é gratuito e é válido por toda a vida.

Qualquer dúvida só perguntar! 🙂

1 dia em Cabo Frio – Região dos Lagos

Localizado a 141 km do Rio de Janeiro, a cidade tem atrações pra mais de 1 dia e até mais de uma semana se pretender conhecer as principais cidades vizinhas (Búzios e Arraial do Cabo). A intenção da viagem era passar um fim de semana em Arraial, mas fomos surpreendidos pela pouca oferta de hotéis lá, então desistimos e acabamos passando 1 dia em Cabo Frio.

Indo de carro do Rio num fim de semana gasta-se R$45,70 de pedágio (ida e volta) e a viagem demora aproximadamente 2:30h. Uma vez fui de ônibus no verão e gastei incríveis 6h pra chegar na cidade, devido ao trânsito intenso na ponte Rio-Niterói. Se puder, fuja da alta temporada e feriadões.

Caso opte por ir de ônibus, a empresa Auto Viação 1001 faz o trajeto pra Cabo Frio ao custo médio de R$60 (apenas ida). Os ônibus partem da Rodoviária Novo Rio e também do Terminal de Campo Grande.

Onde ficar

Nos hospedamos no Matiz Oásis Cabo Frio no Quarto Executivo com cama Queen. Tínhamos uma diária grátis e por isso escolhi o melhor quarto rsrs. Adorei o hotel! Super limpo, moderno, com estacionamento e café da manhã incluso na diária. A propósito o café da manhã era ótimo, assim como a piscina na cobertura. 🙂

Curioso pra saber como ganhar uma diária de hotel também?

Eu já conhecia Cabo Frio de uma viagem anterior que fiz com minha família há 7 anos. Na ocasião meus tios alugaram um apartamento pertinho da Praia do Forte e foi também uma ótima escolha (principalmente pra quem viaja com um grupo grande). A região é muito bem atendida de bons e grandes apartamentos para locação por temporada.

O que fazer em 1 dia em Cabo Frio

Começamos o dia indo direto pra Praia das Conchas, a 7 km do centro da cidade. Essa praia recebe esse nome pelo formato de concha que tem. É uma pequena praia situada entre dois morros, com ondas tranquilas, quase que inexistentes, ideal para quem viaja com crianças ou não curte muito levar caldo (EU) rs. Apesar da beleza, a temperatura não estava muito boa: fomos em julho, o vento estava forte e gelado, o que impossibilitou que déssemos um mergulho.

Praia das Conchas vista do Mirante das Conchas

Praia das Conchas vista do Mirante das Conchas

Caso vá de carro pra essa praia, é necessário pagar R$10 pela diária do estacionamento, antes mesmo de chegar à praia. Pelo que puder ver, o estacionamento na cidade é regulado e tem preços mais baixos pra veículos com placa de Cabo Frio.

A caminho de uma trilha

A caminho de uma trilha

Ficamos sentados em um dos muitos quiosques e com o vento frio desistimos de ficar ali muito tempo: decidimos caminhar. O primeiro ponto foi subir para o Mirante das Conchas, um costão rochoso que tem do lado direito e que permite vistas maravilhosas tanto da Praia das Conchas quanto do Mirante do Peró que está bem ao lado. Logo ao estacionar provavelmente você verá muitas pessoas subindo a trilha, que é de fácil acesso e dura no máximo 10 minutos. A vista de lá é espetacular!

Trilha Mirante das Conchas

Trilha Mirante das Conchas

Descortinando paisagens!!

Descortinando paisagens!!

1 dia em Cabo Frio: Inclua ao menos uma trilha no roteiro. As vistas são espetaculares!

1 dia em Cabo Frio: Inclua ao menos uma trilha no roteiro. As vistas são espetaculares!

Depois fomos para o lado oposto da praia fazer outra trilha, a do Mirante do Peró. A entrada dessa fica bem ao lado do Restaurante Cabana do Pescador e é um pouco mais demorada que a do Mirante das Conchas, mas também de fácil acesso. Claro que é preciso fazer algumas subidas íngremes mas o trajeto como um todo é bem tranquilo. A vista realmente compensa!

Mirante do Peró: Chão desnivelado e com presença de pedras

Mirante do Peró: Chão desnivelado e com presença de pedras

Vista de cima do Mirante

Vista de cima do Mirante

Mirante do Peró

Mirante do Peró

Nessa altura do campeonato o frio já havia ido embora rsrs. Fomos para o hotel descansar um pouquinho pra sair em seguida.

Fomos ver o pôr do sol na Praia do Forte, a principal e mais urbana da cidade. Apesar de urbana, é linda com suas areias super branquinhas e água clara e fria. A orla é bem extensa e com ótima infraestrutura pra caminhadas e passeios. Muitas opções de barzinhos e restaurantes, assim como uma feira de artesanato bem pertinho.

Areia super branquinha de Cabo Frio

Areia super branquinha de Cabo Frio

Fim de tarde na Praia do Forte - Cabo Frio

Fim de tarde na Praia do Forte – Cabo Frio

Particularmente achei a feira de artesanato muito fraca e com poucas opções interessantes (não comprei nada). Apesar disso, há uma grande oferta de alimentos como churros (tem muito churros em Cabo Frio!!) e outras comidinhas desse tipo.

Como não gostei da feirinha, fomos passear no Centro Histórico da cidade, mais especificamente no bairro da Passagem. O bairro recebeu esse nome pois o canal que o margeia era o ponto por onde se fazia a travessia nos tempos coloniais. Destaque para os prédios históricos do lugar, assim como para a arquitetura em estilo colonial. Me apaixonei!

Centro Histórico de Cabo Frio

Centro Histórico de Cabo Frio

Igreja de São Benedito - Cabo Frio

Igreja de São Benedito – Cabo Frio

Bairro da Passagem - Cabo Frio

Bairro da Passagem – Cabo Frio

O Largo de São Benedito tem uma bela igreja de mesmo nome que se destaca em meio aos charmosos bares e restaurantes que marcam presença no local. Estava tendo festival gastronômico em Búzios e muitos sugeriram que fôssemos jantar lá. E o que fizemos?  😀

Fomos na contra-mão das dicas e não nos decepcionamos: escolhemos pro jantar o Restaurante Galápagos, localizado bem no Largo de São Benedito, no burburinho noturno. O restaurante é um dos melhores da cidade e realmente faz jus à fama: atendimento bom, comida gostosa, decoração linda, ambiente confortável e música ambiente super agradável. Não é dos mais baratos da cidade, mas um de mesmo porte no Rio de Janeiro com certeza seria muito mais caro.

Se você tiver 1 dia em Cabo Frio não deixe de incluir uma ida ao Restaurante Galápagos

Se você tiver 1 dia em Cabo Frio não deixe de incluir uma ida ao Restaurante Galápagos

Pedi um bobó de camarão que veio muito bem servido, mas ideal pra apenas uma pessoa, ainda mais considerando que eu não havia almoçado e estava com muita fome rsrs. Boa carta de vinhos e boas opções de sobremesa. Gasto médio por pessoa com vinho R$90,00.

O ambiente é meia luz, requintado, muito agradável, do tipo que não dá nem vontade de ir embora, sendo portanto ideal pra quem viaja em casal e procura algo mais romântico.

Após um bom tempo nesse lugar, nossa estadia em Cabo Frio praticamente chegou ao fim, pois fomos pro hotel descansar que no outro dia iríamos pra Arraial do Cabo. 🙂

Continue lendo: O que fazer em Búzios

Como é morar no Rio: O que você precisa saber antes de se mudar

Como o sucesso do post Morar em Natal foi muito grande (tcharãããn aparece como o primeiro do Google!), acho que pode ser de grande utilidade contar como é morar no Rio de Janeiro, e assim poder ajudar famílias que pensam ou que precisam se mudar pra cá.

Atenção: Tudo que está descrito no post tem a ver com a minha experiência, que pode não ser igual a de todo mundo. Ainda não sou uma especialista em Rio de Janeiro e nem sei se um dia serei. Meu foco é a experiência de moradia nos bairros da Zona Sul da capital. Como não morei em outra, não saberia discorrer sobre. Já visitei os bairros mais afastados daqui mas apenas com fins de lazer.

Nos mudamos em setembro de 2016 e foi tudo muito rápido: tive mais ou menos 1 mês pra organizar as coisas no trabalho que eu deixara em Natal, contratar empresa de transporte de carro e mudança residencial.

Transportadoras

O primeiro passo foi pesquisar empresa de mudança, e isso é o tipo de coisa que me dá frio na barriga só de pensar, pois já tive sérios problemas com uma transportadora grande (basta ver o post de Natal que saberão do que me refiro). Como já tinha optado uma vez por uma empresa grande e de grande porte e não tinha dado certo, dessa vez fui na contra-mão: optei pela Transportadora Potiguar, empresa menor, cuja sede é em Natal e com foco mais no Nordeste, mas que faz entrega pra todo país.

Acertamos data e tudo, e no dia marcado eles foram empacotar minhas coisas todas e transportaram. Em menos de 1 mês minhas coisas já estavam no Rio e com bem menos dor de cabeça do que a empresa anterior. Tive um leve contra-tempo com um produto que danificaram, mas não mediram esforços pra me ajudar e me reembolsar. Ponto pra eles.

A transportadora de carro optei pela Transcarlos, que já conhecia. Mais uma vez não tive problema com eles. O único “contra” foi ter que buscar o carro bem longe de onde estávamos (estávamos em Copacabana e tivemos que buscar o carro em Duque de Caxias).

Aluguel

Ficamos hospedados 1 mês em Copacabana num ap que a empresa alugou, na Ayres de Saldanha, a um quarteirão curto da praia. Confesso que apesar da localização maravilhosa, nem pude curtir direito, pois nesse mês estava totalmente focada em procurar apartamento pra alugar, e não estava com cabeça pra outras coisas. Demorei exatamente 1 mês pra encontrar um apartamento e a busca foi árdua: visitei uns 50 apartamentos, fiz muitos telefonemas, muitos nãos e momentos de nervosismo.

Vista do ap de Copacabana

Vista do ap de Copacabana

Meu marido não pôde me ajudar nas visitas pois já chegou trabalhando, então fiz tudo sozinha. Os sites que mais me ajudaram foram o Zap Imóveis, Viva Real e OLX. Os de imobiliária não me ajudaram tanto.

Tenha em mente que no Rio quase não existe depósito caução. Ou é fiador, ou é seguro fiança (que onera mais ainda o aluguel, pois o dinheiro não volta pra você). Por sorte tínhamos fiador e foi meio caminho andado. É tudo extremamente burocrático e às vezes parece que não querem alugar pra você.

Aluguel no Rio é uma coisa complicada, principalmente se você está buscando por bairros na zona Sul (área mais valorizada). Eu estava buscando apartamento de 2 quartos, próximo ao metrô e com uma vaga de garagem, o que por incrível que pareça é sinônimo de luxo na zona sul carioca, acreditem.

Quanto aos preços, não encontrei nada por menos de R$3500/em média (com condomínio e IPTU). Se você está buscando imóvel com essas características, não espere gastar menos. Experimente procurar de 3 quartos e se segure na cadeira pra não cair pra trás. 🙁

O mais impressionante é a qualidade dos imóveis: apartamentos em geral muito antigos, precisando de reformas sérias e em condomínios velhos – e mesmo assim com o preço nas alturas. Caso queira um ap mais inteirinho se prepare pra desembolsar mais dinheiro.

A verdade é que o mercado imobiliário no Rio é uma bolha: preços totalmente fora da realidade do nosso país, que atualmente enfrenta uma crise econômica forte, e destoa mais ainda da cidade do Rio, que é uma das mais enroladas financeiramente.

Escolhi o bairro de Botafogo pra morar, com fácil acesso a pé pro metrô. Super me adaptei nesse bairro, que tem tudo que preciso: supermercados bons, hospital, academias, bancos, diversas clínicas, shoppings, centenas de restaurantes e opções de lazer. Não são poucas as vezes que saímos pra passear a pé, sem necessidade de transporte algum. Além disso tem fácil acesso pro centro da cidade de metrô (+-15 minutos).

Enseada de Botafogo vista do Morro da Urca

Enseada de Botafogo vista do Morro da Urca

É considerado um bairro nobre de classe média-alta, mas ainda acessível pra pequenos mortais e não tão caro quanto o Leblon, que tem disparadamente o metro quadrado mais caro do país (R$ 22.478,00/ano 2016).

Moro numa região do bairro que não me sinto tão insegura (se é que isso é possível em algum lugar do Rio) e não costumo ver nada bizarro relacionado à segurança. Apenas uma vez acho que teve um assalto quase em frente minha casa, pois ouvi uma mulher gritando “ladrão”. Portanto NUNCA fico dando sopa com meus pertences na rua.

A principal comunidade do meu bairro é a responsável por um ponto turístico que leva o mesmo nome: Santa Marta. Trata-se da comunidade pacificada onde Michael Jackson gravou a música They Don’t Care About Us. Foi nela também a 1° UPP da cidade. É possível subir pra apreciar a vista do Mirante Dona Marta e ter uma das vistas mais bonitas do Rio (que aqui é a capital dos contrastes ninguém duvida!).

Réveillon 2017 em Copacabana

Réveillon 2017 em Copacabana

Em comparação com Copacabana, gosto mais de Botafogo: tem mais cara de “cidade normal” do que a loucura turística que é Copacabana. E eu não poderia deixar de dizer: onde tem turista, tem tudo. Vi diversos arrastões quando estava em Copa e não me sentia segura lá em momento algum. Pode até ser paranóia da minha cabeça porque sou medrosa de natureza, mas era bem esquisito. Se não fosse a falta de segurança, sem dúvidas seria um bairro maravilhoso. Tem algo mais a cara do Brasil que esse bairro (beleza, contraste e problemas)?

Como é morar no Rio: Praia de Copacabana

Como é morar no Rio: Praia de Copacabana

Gosto do bairro do Flamengo também e era uma das opções de bairros que eu estava procurando, assim como Laranjeiras. Catete achei muito central e apesar de ter sido uma das opções, não gostei tanto quanto desses outros. Durante minha pesquisa vi muitos apartamentos bons e bonitos na Barra da Tijuca, além de terem preço mais baixo que na zona sul. Porém, por ser bem distante do centro nem cogitei.

Plano de Saúde

Logo que chegamos no Rio mudamos de plano de saúde, em Natal era Amil e aqui passou a ser Bradesco, que não tenho o que reclamar. Meu plano satisfaz bem todas minhas necessidades e é um dos melhores daqui (se não for o melhor). Unimed aqui é bem forte e conheço muita gente que tem, mas como tem muito segurado, tem muito problema também. Minha mãe é cliente da Unimed Rio e com bastante frequência reclama.

Infelizmente não sei informar o preço do plano de saúde atual, pois é PJ e pago pelos empregadores do meu marido.

Educação

Como não tive experiência alguma com escolas aqui na cidade perguntei pra amiga Lily do blog Apaixonados por Viagens, que é fluminense e mora na capital há muitos anos. Segundo ela, algumas das melhores escolas são:

– São Bento
– Santo Inácio
– Santo Agostinho
– Cruzeiro
– Ph
– Franco

Esses de cima são bem tradicionais e particulares. Costumam ter ótimos resultados nos vestibulares e a média da mensalidade para meio período é na faixa dos R$2.500 (valores de 2017).

Têm os públicos também que, apesar das greves e das instalações mais precárias, também obtêm bons resultados nos vestibulares, tais como:

– Pedro II
– Colégio Militar
– Colégio Naval (este fica em Angra dos Reis)
– Capes da Uerj
– Capes da Ufrj

Uma coisa curiosa é que na maioria dessas escolas os alunos só entram através de sorteios. Não basta ter o dinheiro da mensalidade, é preciso ter uma pitada de sorte também. Recomenda-se que comece a tentar os sorteios quando as crianças atingirem 4 anos de idade.

Supermercados

Supermercados são bem segregados: Pão de Açúcar é bem forte aqui, e com produtos mais caros, e o principal concorrente dele é o Zona Sul, outro supermercado caro. Fuja deles pras compras do mês se o objetivo é economizar (vez ou outra vale a pena ir porque tem coisas que só tem neles).

Como em outras capitais, temos o Extra e Carrefour. Os mais populares são o Mundial (bem mais barato e não aceita cartão de crédito), Princesa e Guanabara, que sempre tem boas promoções. Não achei o preço dos produtos de supermercado muito diferentes de Natal, inclusive muitas coisas acho até mais em conta.

Transporte

A tarifa de metrô custa R$4,30, um pouco mais cara que a passagem de ônibus, que custa R$3,80. O Estado do Rio é disparado o maior produtor de petróleo do país, e ainda assim tem a segunda gasolina mais cara do Brasil, principalmente nos bairros da zona Sul. Dificilmente você encontrará um posto na zona Sul com gasolina abaixo de R$4 o litro (julho/2017).

Como usamos o carro pro lazer aos finais de semana, ainda não o vendemos. Mas como moramos perto do metrô e o Uber e Cabify funcionam muito bem em nosso bairro, não sei até que ponto compensa ter carro aqui. Acho que ainda não vendemos o nosso por pura preguiça e comodidade (acabamos viajando aos fins de semana ou indo pra lugares longe, então facilita). Pense duas vezes antes de comprar um automóvel no Rio se você mora num bairro bom. O nosso não nos dá muita despesa, então talvez por isso ainda estejamos com ele.

Internet

As operadoras de internet são praticamente as mesmas de Natal, e continuei com meu contrato com a Vivo. Estou pagando atualmente numa promoção R$60 pela internet e telefone ilimitado. Apesar do preço atraente, a internet da Vivo é péssima e cai com bastante frequência.

Conta de luz

O Rio tem uma das tarifas de energia elétrica mais caras do país. Como morávamos em Natal e lá tem uma das mais baratas, a diferença foi notável.

Temos dois aparelhos de ar-condicionado em casa, mas o único que ligamos sempre é o do nosso quarto que é inverter e tem consumo bem abaixo da média, ainda assim nossa conta quase nunca dá menos que R$170 (no verão dá bem mais). Não quero nem imaginar quanto daria se ligássemos o do quarto de hóspedes com frequência (que não é inverter). P.S: Visitas por favor nos visitem no inverno! kkkk.

Tarifa de energia elétrica

Tarifa de energia elétrica

Lazer

O Rio é a cidade mais visitada do país não apenas pelos estrangeiros, mas também pelos próprios brasileiros. Consequentemente, os preços não são nada convidativos. Graças a Deus ainda não paga nada pra ir à praia, e esse é o bom daqui: a praia democratiza. Não é muito difícil conhecer algum carioca que nunca foi ao Pão de Açúcar, por exemplo (o ingresso de lá custa +-R$80). Por sorte na baixa temporada (se é que existe isso aqui) o preço cai pela metade pra quem comprova que é morador da cidade.

Sair pra comer em casal num restaurante bonzinho da Zona Sul faz com que se gaste no mínimo R$100 (sem bebida alcoólica). Em restaurantes mais sofisticados o céu é o limite.

Nos restaurantes dos bairros mais caros (Ipanema e Leblon) a gorjeta cobrada é de 12%. Já vi isso algumas vezes e fiquei revoltada! kkk. Nos restaurantes mais populares do bairro isso não acontece, mas nos mais sofisticados sim. #fail

Gorjeta de 12% nos restaurantes de Ipanema e Leblon

Gorjeta de 12% nos restaurantes de Ipanema e Leblon

Em comparação com Natal a diferença de preços é gritante, mas em comparação com São Paulo nesse quesito é bem empatado.

Mercado de trabalho

Queria poder dar notícias boas aos meus leitores, mas o negócio por aqui tá bem feio. Vocês podem até pensar que com o custo de vida tão elevado o salário também seja, mas na realidade não é bem assim. Primeiro que não tem emprego. Como podem ver na reportagem da Globo, o número de desempregados saltou 50% em um ano. Segundo o IBGE, em 2016 o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos no Rio de Janeiro ficou estimado em R$ 2.311. Caso seu sonho seja morar na cidade maravilhosa, vir pra cá tentar a vida pode não ser uma boa ideia no momento.

Até os funcionários públicos estão tendo problemas pra receber seus salários, e concursos públicos por aqui são cada vez mais escassos. Pode acessar qualquer site de divulgação de editais de concurso que verá que não tô exagerando.

Curiosidades sobre como é morar no Rio

Que o carioca é esquentado as novelas já mostraram demais. Mas é também um povo muito comunicativo, prestativo e simpático. Tudo é motivo pra gargalhar e fazer amizade. É também um povo que gosta do dia: basta olhar o calçadão de qualquer praia de segunda a segunda pra ver que não é só turista passando ali.

Por falar em calçadão, ou você entra no ritmo deles ou é engolido: aqui (quase) todo mundo faz atividade física. A academia é lotada o tempo todo e as atividades ao ar livre também. O estereótipo da mulher brasileira tá aqui e em todo lugar.

É também uma cidade super cosmopolita: aqui tem de tudo e de todos os cantos do mundo. Pra terem uma ideia, onde meu marido trabalha a maioria é europeu. É uma cidade de sotaques e idiomas, e se você não domina bem ao menos o básico de inglês pode estranhar. Não é difícil esbarrar com algum gringo perdido no metrô pedindo informação. É comum ver vaga de emprego pra ganhar um salário mínimo exigir o inglês.

Apesar de ser uma cidade “do dia” os cariocas adoram um pós-praia e um barzinho com música. Na Lapa não dá só turista. Nem em Copacabana.

Encontrar prestador de serviço de qualidade por aqui é bem complicado. Uma vez tive problema com uma oficina mecânica, mas conheci uma outra que adorei e recomendo muito a todos: Oficina Perfil, em Botafogo. Eles trabalham de maneira bem séria e honesta.

Caso precise de diarista, não espere gastar menos que R$150 e às vezes muda dependendo do tamanho da casa – muda pra mais caro claro rs.

Gostaria de ter tido boas experiências com prestadores de serviço, mas quase não tive. Sugiro que pesquise muito, não pague nada adiantado e desconfie de tudo. Um grupo do facebook me ajudou muito durante minha mudança, sugiro que acesse o link e participe caso precise de indicações de profissionais.

E aí vocês devem tá se perguntando se gosto de morar aqui. A resposta é: tirando o verão enlouquecedor, adoro! Não trocaria o Rio por outra cidade que já morei no Brasil, mesmo com todos os problemas que a cidade enfrenta.

Qualquer dúvida é só perguntar!

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Passeio de barco em Arraial do Cabo

No último fim de semana fomos finalmente conhecer Arraial, localizado a 164 km do Rio. Optamos pela hospedagem em Cabo Frio, pois havia mais opções de hotel e meu marido ainda não conhecia a cidade que está a apenas 12 km de distância uma da outra. Contratei o passeio de barco em Arraial do Cabo com a empresa Cabotur, que conheci através do hotel onde me hospedei.

A agência trabalha apenas com o setor hoteleiro de Cabo Frio e apesar de não possuir loja física, conta com uma equipe de 5 recepcionistas que se dirigem até o local onde os clientes estão hospedados para efetivar as reservas. Eles possuem uma embarcação própria (Shangrilá), mas na baixa temporada fazem parcerias com outras embarcações. Na ocasião o passeio foi no barco Xodó Tour, de dois andares e capacidade pra até 80 passageiros.

Cabotur via Xodó Tour

Cabotur via Xodó Tour

Ficamos no andar superior e tinha bastante gente, mas todo mundo devidamente acomodado em um assento. Música ambiente alegre o tempo todo e a presença de um guia que ia sempre apresentando as atrações à medida que nos aproximávamos delas. Achei a equipe bem simpática e apesar de estarmos no segundo andar não tínhamos que descer e subir quando queríamos algo: eles mesmo iam no andar superior vender os produtos que estavam disponíveis.

Viajamos no auge do inverno (julho) e portanto estava um pouco frio em função dos fortes ventos naturais dessa época. Confesso que foi até difícil reservar o passeio pois quando o vento está muito forte a Marinha pode cancelar todos os passeios, o que havia acontecido no dia anterior. Fique sempre atento à previsão do tempo.

Eu já estava ficando triste com a possibilidade de não conseguir fazer o tour de barco, mas algumas horas antes da partida obtive a confirmação do Alessandro da agência e prontamente fomos nós. 😀

Na baixa temporada o passeio sai às 11h mas acabou saindo às 11:30 do cais da Praia dos Anjos, onde tivemos que pagar uma taxa de R$5 por pessoa referente à taxa portuária, da qual fomos informados previamente. Segundo o Alessandro da agência, na alta temporada eles trabalham com duas saídas diárias: uma às 8:45 e outra às 13h.

Todo contato foi feito por WhatsApp com o Alessandro, que foi muito solícito e ainda nos deu dicas adicionais sobre a cidade e região, sempre nos mantendo informados de possíveis cancelamentos em relação à Marinha.

OBS: Caso queira estacionar o carro próximo ao porto, será necessário estacionar em algum estacionamento privado nas redondezas, que na ocasião estavam cobrando R$20 a diária.

Durante o passeio a embarcação fez as seguintes paradas: Ilha do Farol, Prainhas do Pontal e mais uma parada para mergulho na Praia do Forno. Além das paradas passamos pela Fenda de Nossa Senhora, Gruta do Amor, Pedra do Gorila e Gruta Azul.

Paisagens pelo caminho

Paisagens pelo caminho

Como o horário do passeio é um horário que a fome já está batendo, há a possibilidade de comprar bebidas e espetinhos como queijo coalho, salsichão e frango (R$5/cada). Vale ressaltar que não é permitido sair do barco com qualquer tipo de comida durante a descida pras praias, principalmente pra Praia do Farol, que é uma área de proteção da Marinha do Brasil e tem acesso super limitado.

E já que eu falei dessa praia, vamos ao que interessa! Ela foi o primeiro ponto de parada do passeio, por onde permanecemos por meia hora. Felizmente o acesso a esse paraíso é somente por barco e permite que apenas 250 visitantes permaneçam nela a cada 45 minutos.

Passeio de barco em Arraial do Cabo com Cabo Tur

Passeio de barco em Arraial do Cabo com Cabo Tur

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Essa é sem dúvidas a praia mais linda e mais limpa que vi até agora no Estado do Rio de Janeiro – e pra ser sincera no Brasil. Claro que ainda tenho muito a conhecer em nosso país, mas pela minha experiência essa agora está em primeiro lugar. 🙂 A transparência da água, os tons de azuis e a areia super branquinha fazem dela um cartão-postal digno de Caribe.

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Como fomos no inverno, a água estava mais gelada que de costume, mas estava tudo tão lindo que não deu pra não entrar. 🙂 Ficamos curtindo o local e em seguida rumamos pro barco pra continuar o passeio.

Praia do Farol - Arraial do Cabo

Praia do Farol – Arraial do Cabo

Vale destacar a paisagem paradisíaca ao longo do tour, passando pela Fenda de Nossa Senhora, lugar que entre duas enormes montanhas abriga no mar uma imagem de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira do município. Segundo os locais, a santa foi encontrada por um pescador na fenda de uma gruta.

Fenda de Nossa Senhora

Fenda de Nossa Senhora

Não menos bonita avistamos a Gruta Azul, que só avistamos por fora mas que a embarcação tentou se aproximar ao máximo. A cor da água associada às formações rochosas tornam o visual espetacular! No local haviam alguns mergulhadores e fiquei imaginando como deve ser sensacional mergulhar ali. Pra quem não sabe, Arraial do Cabo é conhecida como a capital brasileira do mergulho.

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

Gruta Azul - Arraial do Cabo

Gruta Azul – Arraial do Cabo

A próxima parada foi pra conhecer as Prainhas do Pontal do Atalaia, que também são acessíveis por trilha que leva a uma escadaria enorme e que com certeza você já viu chuva de fotos nas redes sociais. Lá há uma infraestrutura melhor, com alguns vendedores ambulantes e barraquinhas de venda. Assim como as outras, segue o bom padrão: água clarinha e limpa, diversos tons de azuis, areia fina e muito branca.

Areia das Prainhas do Pontal do Atalaia

Areia das Prainhas do Pontal do Atalaia

Prainhas do Pontal do Atalaia

Prainhas do Pontal do Atalaia

Passeio de barco em Arraial do Cabo

Passeio de barco em Arraial do Cabo

Mais alguns minutos apreciando a natureza, infelizmente já chegava a hora da última parada, que na verdade é para mergulho: Praia do Forno. O barco não chega à praia, fica no alto mar. Por falta de sorte nessa hora o sol não estava ajudando a visibilidade e nem consegui ver direito a beleza do local (que dirá tirar foto).

OBS: Caso você não tenha levado, a embarcação tem equipamentos para snorkel para locação (R$15).

O passeio chegou ao fim por volta de 15h e saí com a sensação de que queria ficar mais um dia inteiro na cidade pra conhecer outros lugares. Deus realmente caprichou na beleza desse lugar que vale muito a pena ser incluído nos roteiros de viagem. Escolher o que visitar no Estado do Rio tem sido cada vez mais difícil, pois tenho conhecido muitos destinos incríveis e esse com certeza foi mais um deles! 🙂

Informações importantes sobre o passeio de barco em Arraial do Cabo:

Dica: Caso você seja uma pessoa que sente enjoo facilmente, recomendo que tome um Dramin antes, pois balança bastante e pode causar enjoos.

Preço: R$70 por pessoa (cartão) ou R$60 (dinheiro). Crianças de 0 a 5 anos não pagam e de 6 a 10 anos pagam meia.

Duração: De 3:30h a 4h.

OBS: Água mineral gratuita durante todo o passeio.

Agência: Cabotur Passeios Turísticos

Contato: (22) 97401-6720 e (22) 99709-2299.

Banheiro: Não

Comida disponível pra compra: Sim

O passeio de barco foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Continue lendo sobre a Região dos Lagos…

O que ver em Puerto Iguazu além das Cataratas

Nem só de Cataratas vive a cidade hermana. Obviamente a principal atração turística são as Cataratas – e com toda razão. Fui e voltei algumas vezes à cidade, pois apenas 15 km separam o hotel onde me hospedei da Argentina. Darei continuidade ao meu post Foz do Iguaçu com CCHTour em que conto o que ver em Puerto Iguazu e assim completo meu roteiro do segundo e terceiro dia de viagem. 🙂

Antes de seguir com meu roteiro queria dizer que a viagem foi feita no mês de junho, beirando o inverno. A temperatura na região é muito instável: alto índice de umidade, com calor ao longo do dia e friozinho à noite (esteja preparado). Pra vocês terem ideia, voltei num domingo pro Rio e na segunda-feira a temperatura em Foz estava em 8°C (sendo que durante minha estadia o tempo estava ótimo, com um belo céu azul). No verão costuma chover mais e consequentemente as Cataratas tendem a ficar mais cheias.

DIA 02: El Quincho del Tío Querido, Feirinha de Puerto Iguazu, Marco das 3 Fronteiras e Cassino

Depois de ter passado quase o dia inteiro no Paraguai, retornei no início da noite ao hotel só pra tomar banho e sair de novo. 🙂

Fomos jantar no famoso restaurante El Quincho Del Tío Querido, a churrascaria mais famosa de Puerto Iguazu. Espaço de dois andares, bem amplo e muito movimentado. Esperamos um pouquinho pra liberar uma mesa e acabamos sentando com algumas pessoas que fizemos amizade e que estavam com a CCHTour também.

Cardápio El Quincho Del Tío Querido/junho 2017

Cardápio El Quincho Del Tío Querido/junho 2017

Dica: Bem ao lado do restaurante tem uma loja de vinhos chamada Vinos & Co. Puerto Iguazu. Se a fila de espera estiver muito grande você já sabe onde passar seu tempo. 🙂

Pedi um bife de chorizo, que é um corte nobre e tradicionalmente argentino retirado do contrafilé. Já tinha comido em Buenos Aires e como adorei certamente não ia deixar de fora. Ao contrário do Brasil, vale destacar que ao pedir uma carne nos restaurantes argentinos será servido somente a carne, tendo que pedir os acompanhamentos à parte.

Carne servida numa chapa bem quente e sem acompanhamento. Peça uma Quilmes caso queira provar uma tradicional cerveja argentina.

Carne servida numa chapa bem quente e sem acompanhamento. Peça uma Quilmes caso queira provar uma tradicional cerveja argentina.

Optamos por um talharim ao molho quatro queijos e dividi com meu marido. A carne é enorme, alta (uns 3 dedos de espessura) e deu pra dividir tranquilamente (apesar que como estava muito gostoso com certeza eu comeria uma sozinha rs). A carne não deixou a desejar em nada: sal no ponto, temperatura ideal, maciez, sabor. Só a massa que deixou a desejar e tivemos uma surpresinha quando veio a conta: ao pedir a massa, você deve pagar O MOLHO por fora. Sim, caso não queira molho algum deve deixar bem claro que não quer e comer um macarrão seco, sem graça e grudento…rs.

Confesso que fiquei bem chateada com isso, assim como as outras pessoas que estavam conosco. O restaurante não é dos mais baratos e apesar de estar estampado aos quatro cantos do cardápio que não cobram taxa de serviço, quando veio a conta cobraram sim. Como eu não achei o atendimento dos melhores e ainda tivemos esse contratempo com o molho (que era o mesmo preço da massa, inclusive), não paguei. Apesar de tudo, recomendaria a ida lá apenas pela carne, tentaria outro acompanhamento e ficaria mais esperta. O restaurante aceita pagamento em reais, pesos e dólares. #ficaadica

De lá seguimos direto pra feirinha de Puerto Iguazu. Trata-se de um lugar bem simples, popular e com muita opção de coisinhas pra comprar pra levar. Alfajor, doce de leite, salgadinhos, azeites, azeitonas, embutidos, cervejas, tudo isso você encontrará por lá e com uma boa oferta.

Nessa feirinha vi doce de leite Havanna sendo vendido por R$23 o kg (achei muito barato!). Compramos uma caixa de alfajor Milka por R$12 (6 unidades) – esse alfajor é na verdade uma mistura de biscoito com alfajor e tem um mousse dentro, bom demais…rsrs. Além disso, alfajor avulso também é vendido como água. Experimente o La Recoleta (embalagem preta) que é bem recheado, baratinho e gostoso (ótimo custo-benefício).

Como não queria levar um kg de doce de leite pra casa, comprei um menorzinho por R$4 de uma marca que eu não conhecia mas que gostei muito.

Feirinha de Puerto Iguazu: O doce de leite que comprei é esse de tampa vermelha

Feirinha de Puerto Iguazu: O doce de leite que comprei é esse de tampa vermelha

De lá a CCHTour nos levou pra dar umas voltas na cidade e seguimos para o Marco das 3 Fronteiras (lado argentino). Como estava bem frio e tarde, não tinha quase ninguém. A visita, ao contrário do lado brasileiro, é gratuita. Acredito que durante o dia deve ser bem mais interessante de conhecer, pois à noite não dá pra ver quase nada rsrs. De dia sugiro uma caminhada na orla para apreciar o Rio Iguazu e quem sabe ver um pôr do sol. 🙂

Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)

Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)

E o dia ainda não tinha chegado ao fim. De lá partimos para o Cassino de Puerto Iguazu, que faz parte do Iguazu Grand Resort. Não paga nada pra entrar no cassino e o Alex da CCHTour ainda nos deu um welcome drink e uns bilhetes pra jogarmos nas máquinas e tentar a sorte. E não é que eu saí de lá com R$40? kkk. Fui a única sortuda do grupo!

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto de Iguazu: Você deve retirar o voucher de prêmio na máquina e trocar no caixa

Cassino de Puerto de Iguazu: Você deve retirar o voucher de prêmio na máquina e trocar no caixa

Não é permitido tirar foto dentro do Cassino, mas trata-se de um lugar bonito e aparentemente organizado: mesas de jogo, roleta, black jack, dados, sala de poker, etc. E muita gente gastando! kkk. Juro que fiquei um pouco assustada com o fato das pessoas torrarem dinheiro em jogo… eu não teria coragem de jogar nem os R$40 que ganhei, que dirá os bolos de dinheiro que vi algumas pessoas jogarem. Como já era madrugada e eu já tinha “quebrado a banca” kkk fui pro hotel dormir que o dia seguinte também seria intenso. 🙂

Cassino de Puerto Iguazu

Cassino de Puerto Iguazu

DIA 03: O que ver em Puerto Iguazu: Cataratas Argentinas e Duty Free

O terceiro dia foi praticamente todo dedicado à Argentina. Acordamos cedo e às 9h fomos rumo às Cataratas (nessa altura da viagem meu pé já estava só bolha) rsrs. Sapato confortável é essencial para visitar as Cataratas, pois é um lugar em que andamos bastante (bem mais que no lado brasileiro).

Bilheteria: Preços diferenciados para pessoas de países do Mercosul

Bilheteria: Preços diferenciados para pessoas de países do Mercosul

Compramos nossas entradas na hora e nos custou o equivalente a R$92 (P$400). Atenção: a bilheteria aceita somente pagamento em dinheiro em espécie e em pesos argentinos. Não esqueça de cambiar antes. Caso não tenha jeito e você esqueça mesmo assim, há um caixa eletrônico ao lado da bilheteria.

Banco interligado à rede link: Fique atento para o limite de saque diário

Banco interligado à rede link: Fique atento para o limite de saque diário

Dica 1: Sugiro que cambie um pouco mais do que o valor da entrada, caso queira gastar no interior do parque. Apesar de aceitarem pagamento em reais, a cotação do peso é mais favorável. Fique esperto também com a taxa de turismo que recentemente começaram a cobrar: você pagará na saída do Parque, na estrada que dá acesso às Cataratas, o valor de P$25 por pessoa referente à essa taxa.

Dica 2: LEVE água mineral com você. O passeio é muito longo, demorado, e demanda esforço físico de caminhada, o que consequentemente fará com que você fique com sede. Uma garrafinha de água no interior do parque é surreal, mais ou menos R$10.

OBS: As coisas na Argentina são muito caras. Pra vocês terem uma ideia, o ingresso das Cataratas subiu 60% nesse ano de 2017.

Antes de começarem a reclamar e me xingar, sugiro que vejam a imagem abaixo rsrs.

Cataratas: Uma das 7 Maravilhas da Natureza

Cataratas: Uma das 7 Maravilhas da Natureza

Logo que entramos no parque pegamos um mapa pra facilitar nossa localização e escolher quais caminhos faríamos, pois é possível ver as Cataratas de diversos ângulos (diversas trilhas). A primeira coisa que fizemos foi pegar o Trem Ecológico de Central a Cataratas, com duração média de 10 minutos, que nos leva até o início da trilha. Com mais ou menos 1h de caminhada tranquila, nos deparamos novamente com a grandiosidade da natureza: Cataratas Argentinas.

O trem passa mais ou menos de 15 em 15 minutos

O trem passa mais ou menos de 15 em 15 minutos

Garganta del Diablo: Espetacular!!!

Garganta del Diablo: Espetacular!!!

Cataratas Argentinas

Cataratas Argentinas

Informação útil: O maior volume de água ocorre entre os meses de outubro a março.

60% do Parque Iguazu está do lado argentino, e o ângulo dos hermanos realmente é espetacular. Chegamos bem perto da Garganta Del Diablo, a mais impressionante de todas as quedas, que tem mais ou menos 80 metros de altura. É tudo muito lindo e barulhento, mas um barulho que transmite paz e sensação de como somos pequenos junto à natureza. Achei que o lado argentino molhou muito menos que o brasileiro e nem precisamos de capa de chuva. Ficamos uns bons minutos apreciando tudo, tirando foto e descansando. 🙂

Dica: Nunca saia do caminho demarcado de trilhas

Dica: Nunca saia do caminho demarcado de trilhas

A caminhada até que é tranquila, com ótima infraestrutura e boas paisagens. O problema é o sol que estava forte demais (lembrando que no dia anterior estava bem frio – tempo muito instável). Juntando o fato de não termos almoçado ao fato de estarmos caminhando no sol, ficamos mortos rsrs. Voltamos para a Estación Cataratas, onde tem um Subway e uma lanchonete que vende empanadas. Pedimos umas empanadas muito gostosas e ficamos ali descansando e fugindo dos quatis, que acabaram pegando metade de uma empanada rsrs (R$8/cada).

Parque Nacional do Iguazu: Paisagens pelo caminho

Parque Nacional do Iguazu: Paisagens pelo caminho

Há a opção de almoçar dentro do Parque no Restaurante La Selva, com preço fixo de P$240 por pessoa (fora bebidas). Apenas lanchamos rápido pra não perder tempo e poder conhecer mais coisas. Então seguimos para a segunda trilha: Circuito Superior, para vê-las de outro ângulo. No mesmo esquema da anterior (boa infraestrutura+calor) demoramos aproximadamente 1:30 pra completar o trajeto.

Na primeira vista estávamos no mirante sinalizado

Na primeira vista estávamos no mirante sinalizado

De lá avistamos o Passeio de Macuco, que com aquele calor devia tá maravilhoso. Com certeza quando eu voltar à Foz incluirei no meu roteiro.

Passeio de Macuco no Parque Nacional do Iguazu

Passeio de Macuco no Parque Nacional do Iguazu

Após caminharmos bastante atrás de “saltos” (como são chamadas as quedas d’água), retornamos ao Centro de Visitantes, onde tem algumas lojinhas, uma Havanna e uma Sorveteria Freddo.

O calor implorava por um sorvete, e por incrível que pareça o de doce de leite tradicional havia acabado, então tomei um de doce de leite com brownie, que acabei achando doce demais. O valor do menor potinho custava mais ou menos R$20 (surreal de caro). Dando continuidade às coisas caras, entrei numa lojinha pra comprar um ímã de geladeira, pois coleciono: como um tapa na minha cara um simples ímã custava R$20! kkk.

Sorveteria Freddo em Puerto Iguazu

Sorveteria Freddo em Puerto Iguazu

Alfajor Havanna em Puerto Iguazu (+-R$7,00)

Alfajor Havanna em Puerto Iguazu (+-R$7,00)

Tínhamos combinado o horário de 17h pra agência nos buscar, e pontualmente eles chegaram. Nosso grupo seguiria pro hotel, mas no meio do caminho decidi que iria ao Duty Free ver o que tinha de bom lá, pois certamente não daria pra eu conhecer no dia seguinte.

O que ver em Puerto Iguazu: Duty Free

O que ver em Puerto Iguazu: Duty Free

O Duty Free está localizado praticamente ao lado da aduana, um pouquinho depois no sentido que eu estava (Argentina – Brasil). Saibam de antemão que é necessário portar RG ou passaporte pra comprar alguma coisa lá. O local é muito bonito e com tudo de primeira: ótima infraestrutura, estacionamento grande, ar condicionado, separação por setores, etc. Há muita variedade de chocolates, bebidas e guloseimas, algumas com preço bom, outras nem tanto.

Guloseimas do Duty Free

Guloseimas do Duty Free

Os preços dos produtos são fixados em dólar mas se você quiser pagar em reais também pode. Inclusive a cotação estava bem melhor no dia que fui: 3,29 (nas casas de câmbio a cotação estava em 3,37). Meu passeio foi mais pra conhecer mesmo, pois praticamente não comprei nada. Meu marido comprou uma caixa com 50 sachês de chás Twinings por US$8 e eu um batom Mac por US$14 (R$46). Segundo o que pude verificar pessoalmente, a única marca que achei que estava valendo a pena comprar é a Mac. Achei os perfumes caros, óculos também, e roupa nem se fala… mas de qualquer forma foi legal visitar.

Quanto à organização e atendimento não há o que discutir, sem dúvidas tudo muito bom.

Por curiosidade perguntei ao taxista quanto ele cobraria pra me levar ao hotel e pra minha surpresa ele me cobrou R$70. Quando eu estava indo embora outro taxista veio atrás e disse que o valor mínimo pro Brasil era R$50. Agradeci e segui. Lembrando que o trajeto tem 8,6 km (apesar do trânsito que fazia…).

Na hora de ir embora segui pra Aduana pra pegar um ônibus de linha que vinha de Puerto Iguazu pra Foz e desci em frente ao Capitão Bar, onde fui jantar. Devo informá-los que o ônibus demorou demais a passar (+1h), mas acabamos conhecendo outras pessoas que por ali trabalham e tem essa rotina de “atravessar fronteira” diariamente. É incrível como é engarrafada a zona da fronteira: principalmente pra quem vai do Brasil pra Argentina.

Vejam em destaque a fila pra vans de turismo como é bem menor (a da esquerda é a de carros brasileiros e a do meio argentinos)

Vejam em destaque a fila pra vans de turismo como é bem menor (a da esquerda é a de carros brasileiros e a do meio argentinos)

Dica: Caso vá de veículo particular, saiba que o trânsito é pior. As vans e carros de turismo entram em uma fila diferente e por isso acabam saindo de lá bem mais rápido. Acho que quem vai de carro chega a demorar até umas 2h parado (sem exagero).

Vale destacar que cada vez que você atravessa a fronteira, é feito o controle da sua documentação. Se estiver com RG, irão pedir, se estiver com passaporte, irão pedir e carimbar. Se você passar 10x, 10x seu passaporte será carimbado. Achei bem “controlado”, e bem diferente da aduana paraguaia.

Já estava tarde e deixamos mais uma vez a Argentina, país que visitei pela segunda vez. Essa viagem foi sem dúvidas muito especial, desejada e planejada e por isso recomendo muito que todos conheçam. As Cataratas, tanto o lado brasileiro quanto o lado argentino, são encantadoras demais pra não serem vistas ao menos uma vez na vida. 😉

Tive o cuidado de informar os preços pra que vocês possam se planejar melhor, mas qualquer dúvida que tenha ficado, é só perguntar!

O transfer pra Argentina foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Onde comer em Belém

Opções de onde comer em Belém não faltarão, e vou compartilhar com vocês 5 opções que adorei incluir em minha última viagem à cidade das mangueiras. Alguns já conhecia, outros ainda não.

Apesar de ser da cidade, já me mudei de lá há mais de 8 anos, mas sempre que vou tem algo a conhecer quando o assunto é gastronomia. Sempre que me perguntam qual o meu tipo de comida preferida, respondo com orgulho que a brasileira, mais especificamente a paraense. E só quem conhece sabe porquê. 🙂

Sushi Ruy Barbosa

Não lembro ao certo se já tinha falado aqui no blog, mas é meu restaurante favorito na cidade, mais especificamente o meu prato preferido. Além da música ambiente deliciosa e ambiente super confortável, a comida é muito boa. O prato do qual me refiro é o Filhote Ruy Barbosa: Filhote em crosta de castanha-do-Pará com risoto de jambu e queijo coalho. É divino! Pra acompanhar sugiro pedir um dos drinks que o restaurante oferece como diferencial. Média de R$100 por pessoa. Onde: Tv. Rui Barbosa, 1816 – Batista Campos.

Filhote Ruy Barbosa

Filhote Ruy Barbosa

Amazon Beer

Num fim de tarde fui com meus amigos pra Estação das Docas, clássico lugar de encontro de locais e turistas e que não perde a qualidade. Nessa ocasião pedi uma porção de 6 unhas de caranguejo servidas quentinhas e sequinhas, como gosto. Apesar do preço super salgado (R$49) achei muito bom. Pra acompanhar, peça um chopp próprio da cervejaria. Ainda não tinha tomado o de cupuaçu e gostei. Bom pra tomar só um, pois por ser muito exótico pode ser que fique enjoativo. Apesar de não ter comido dessa vez, recomendo a linguiça de metro pra petiscar. Onde: Rua Boulevard Castilhos França,, s/n – Estação das Docas.

Unha de caranguejo do Amazon Beer

Unha de caranguejo do Amazon Beer

Portinha

Com funcionamento apenas de sexta a domingo, a Portinha é um clássico da Belém antiga que eu nunca havia experimentado nada. Fizemos uma festinha na casa de um amigo e encomendamos salgadinhos de lá e pude provar vários de uma tacada só.

Como o próprio nome já diz, o local trata-se de uma portinha minúscula em que as pessoas fazem fila pra comer na calçada. Sem luxo, apenas uma mesa, três cadeiras e muito sabor. Vendem salgados feitos com produtos regionais, nada de coxinha com catupiry rs. Esfiha de pato com jambu, pastel com bacon, lombinho, camarão com jambu etc. Abre a partir das 17h e se quiser encomendar o cento de salgadinhos, custa R$70. Onde: Rua Dr. Malcher, 436 – Cidade Velha.

Roxy Bar

Em funcionamento há mais de 25 anos, por incrível que pareça eu nunca tinha ido ao Roxy. Não por falta de vontade, mas sim por falta de paciência de esperar tanto por uma mesa devido às longas filas. Nessa ocasião fui numa segunda-feira e passei direto pra uma mesa, mas mesmo em plena segunda o restaurante estava bem cheio.

A decoração é bem temática com grandes nomes do cinema e da televisão, assim como o nome dos pratos que leva o nome de pessoas famosas. O prato mais pedido é o filé saddam hussein, que é um medalhão de filé-mignon alto, coberto por presunto e queijo, acompanhado por arroz à piemontesa, batatas francesas e farofa de ovo.

Fui na contra-mão do mais pedido e optei pelo Filé Charlton Heston: pedaços de filé refogados com temperos e cobertos por densas camadas de requeijão e batata palha, acompanhados de arroz à piemontesa. Pasmem: um prato serviu meu irmão, minha mãe e eu. Entrou pra lista de opção boa e barata em Belém. Média de R$50 por pessoa. Onde: Av. Senador Lemos, 231 – Umarizal e Rod. Transmangueirão, 1754 (Shopping Center Bosque Grão-Pará).

1 minuto de silêncio por essa sobremesa

1 minuto de silêncio por essa sobremesa

Largo da Palmeira

Localizado no centro da cidade, bem no meio do vucu-vucu da área comercial, o restaurante oferece opções à la carte e self-service, com opções de pratos tradicionais e regionais. Na ocasião comi um camarão empanado maravilhoso que pedi à la carne e também camarão à baiana no self-service.

Além do buffet de comida, as opções de sobremesa também são ótimas, com destaque para o creme de bacuri com pedaços da fruta. O restaurante é bem amplo, bem decorado, refrigerado e com estacionamento bem ao lado. Vovô praticamente tem carteirinha de lá e é o ponto de encontro dos meus familiares rsrs. Onde: Rua Senador Manoel Barata, 719 – Campina.

Onde comer em Belém: Largo da Palmeira - ótima opção de self service no centro da cidade

Onde comer em Belém: Largo da Palmeira – ótima opção de self service no centro da cidade

Outros lugares que recomendo:

  • Remanso do Bosque, do chef Thiago Castanho (restaurante requintado de comida regional)
  • Manjar das Garças (restaurante requintado de comida regional contemporânea)
  • Tomaz Culinária do Pará (comida regional)
  • La Traviatta (destaque para a lasanha)
  • Doceria Abelhuda (doces diversos, destaque para as tortas e bolos)
  • Xícara da Silva (destaque para a casquinha de caranguejo)

E você? Conhece algum deles?

Tour de Compras em Ciudad del Este

Em continuação ao post anterior, vou contar pra vocês como foi o Tour de Compras em Ciudad Del Este que fiz com a CCHTour. No dia anterior combinei com a agência e saímos em grupo numa van com destino à cidade que figura como o terceiro maior centro comercial do mundo, atrás somente de Miami e Hong Kong. Localizada a 327 km da capital paraguaia, Ciudad del Este desponta como responsável por 10% do PIB paraguaio por conta do turismo de compras.

Partimos de Foz do Iguaçu às 9h da manhã e pegamos um trânsito terrível – mais ou menos 1:30 pra chegar ao destino, que está a apenas 18km de distância do hotel onde me hospedei. Era uma sexta-feira e estava uma loucura!

Além do engarrafamento ser muito pesado, é necessário ser um motorista maravilhoso pra não bater o carro ali: todo mundo corta todo mundo, semáforo não existe, pedestres atravessam na frente do carro sem medo e parece que não tem lei nenhuma. Recomendo fortemente a contratação de um tour para não enlouquecer…kkk. Não contrate atravessadores e tampouco atravesse a Ponte da Amizade a pé.

Trânsito carregado para Ciudad del Este

Trânsito carregado para Ciudad del Este

O motorista da CCHTour nos deixou em frente ao Shopping Del Este e nos buscou no mesmo local às 18h (e foi super pontual, mesmo com o trânsito caótico). Nossa estadia na capital sul-americana das compras durou mais ou menos 7h. A princípio o tour ia durar um pouco menos, mas conversamos com o motorista e acertamos pra ele nos buscar às 18h. Como eu disse em post anterior, a agência é super flexível e trabalha de acordo com a vontade dos clientes.

OBS: Sugiro que sejam pontuais. Na ocasião um casal chegou meia hora atrasado e não é nada legal um grupo grande ter que ficar esperando alguém que perdeu a hora. Como o fuso horário em Ciudad Del Este é 1 hora a menos que em Foz, muitas pessoas se atrapalham (a agência sempre terá como base o horário paranaense).

Como todos sabem, Paraguai tem fama de vender produtos falsificados e não é à toa. Realmente vimos falsificações gritantes e pesquisamos bastante pra não cair em nenhuma roubada. Antes da viagem fiz uma listinha com o que eu gostaria de comprar e quais os lugares indicados para isso (produtos originais e com bom preço).

Dois sites me ajudaram muito no planejamento da viagem: Paraguai Pink e Compras no Paraguai.

Uma das principais dúvidas de quem viaja pra lá é sobre qual moeda levar. Apesar da moeda oficial do Paraguai ser o Guarani, os preços dos produtos são fixados em dólares americanos. Como se não bastasse a mistureba, saibam que quase todos os lugares aceitam pagamento em reais e a cotação geralmente é boa – caso não tenha levado dólares e mesmo assim queira comprar há várias casas de câmbio na cidade. Quando fui (16/06/2017) a cotação estava em média 3,37.

Acabei comprando dólares ainda no Rio e no meu caso valeu a pena comprar antes, pois comprei com um pouco de antecedência e estava mais barato. 🙂

O primeiro lugar que visitei, como já estava no Shopping Del Este, foi a Loja Matrix (dentro desse shopping), que vende produtos eletrônicos e outras coisas. O motorista da agência nos levou até a loja e nos apresentou pra dois vendedores (brasileiros) caso quiséssemos algo. A agência recomendou essa loja e eu já havia lido relatos positivos acerca dela quanto à originalidade dos produtos.

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Matrix

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Matrix

Acabei comprando uma Nikon D3300, mas só no final do passeio, depois de pesquisar em outras lojas. O que me fez comprar na Matrix foi a garantia internacional da Nikon, que nos outros lugares não me ofereceram (lá me deram certificado e tudo). Comprei o kit completo: câmera, lente 18-55, bolsa e sd card de 32G por US$460 (no Brasil o mesmo kit sairia por mais ou menos R$2200). Pedi pra testarem o produto, verifiquei tudo e ok. 🙂

UPDATE: O cartão de memória que comprei nessa loja deu problema pouco tempo depois. Estou em contato com a San Disk e tentando descobrir se é um produto falso.

O lugar mais indicado pra quem procura suplementos vitamínicos, produtos para cabelo em geral, perfumes e coisas similares é a Amadeus Perfumaria, dentro do Jebai Center. Comprei um Cetaphil (meu hidratante favorito e que já tenho costume de usar – facilmente identificaria um falsificado), xampu e condicionador Aussie, Sundown Biotina e um perfume pro meu marido (Paco Rabanne Invictus). Esse Jebai Center é uma galeria bem feia rsrs. Mas vale a pena a ida caso queira comprar esses produtos.

Comprinhas em Ciudad del Este

Comprinhas em Ciudad del Este

Passei por acaso na loja Macedonia porque vi produtos Nyx e meu batom preferido é dessa marca (chora Mac). Comprei apenas o tal batom preferido e um potão de batata Pringles (porque não sou obrigada a ficar com vontade). 🙂 Havia visto o mesmo batom por US$10 em outra loja, mas lá encontrei por US$6.

Quem gosta?

Quem gosta?

Outra loja que visitei foi a famosa Monalisa, que é uma mega loja luxuosa e que destoa de tudo aquilo que você imagina que é Ciudad Del Este. Boa organização, produtos de primeira, muito conforto e preços mais elevados. Não comprei nada na loja, mas vi que os perfumes estavam com preço bom. Assim como os perfumes, as malas de viagem e chocolates (barra de Lindt US$4).

Na Monalisa o foco são as grifes. E quando digo que são grifes, acredite: até cristais Baccarat vi por lá.

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Monalisa

A Sax é outra loja que não fica atrás quando o assunto é luxo. Localizada do outro lado da avenida, e com acesso meio esquisito nos primeiros pisos, você irá se deparar com muito luxo, conforto e coisas de primeira também. Artigos de decoração, cristais, roupas de grife, belos vestidos de noiva, óculos, etc.

Eu tinha prometido que daria um óculos de presente pro meu marido (ele escolheu nessa loja um Dolce Gabanna (US$198)). O óculos não foi barato, mas no Brasil seria mais caro ainda… e como ele é meio chato, do tipo que demora a encontrar algo que realmente goste, levamos.

Tinha muito óculos em promoção, vi Roberto Cavali e Tom Ford por US$50, mas como dólares infelizmente não são infinitos, os meus já tinham acabado rs. Ainda assim me arrependi de não ter comprado no cartão. :mrgreen:

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Sax

Tour de compras em Ciudad del Este: Loja Sax

Outro lugar que fomos conhecer mas só por conhecer foi o Shopping China, dentro do Shopping Paris. Esse estabelecimento é bem bonitinho também e a loja “Shopping China” ocupa o terceiro andar inteiro. Se você já foi aos Estados Unidos, facilmente se sentirá lá. É o tipo de lugar exagerado, que tem tudo que você possa imaginar e com muita organização e preço bom. Loja gigantesca e bem separada por setor: vestuário, eletrônicos, bebidas, artigos pra decoração, etc. Foi a loja que encontrei o melhor preço de roupa, mais especificamente camisa social, que é o que estávamos procurando. Infelizmente a fila era tão grande que nos fez desistir. Lá também vi muitos produtos pra cabelo, mas o preço da Amadeus estava mais convidativo.

Tour de compras em Ciudad del Este: Shopping China

Tour de compras em Ciudad del Este: Shopping China

Produtos e respectivos preços médios

Produtos e respectivos preços médios

Outra loja que não comprei nada mas que gostei muito de conhecer foi a Diva, dentro do Shopping Paris e do Shopping Del Este. Uma tortura para pessoas como eu que amam decoração. Vi vasos lindos e muito papel de parede lindo, e bem diferente dos que eu já vi no Brasil. O preço do rolo era algo em torno de US$25 e se eu soubesse a medida da parede do meu quarto, certamente teria comprado. Loja confortável, produtos ótimos e bom preço (comparado ao Brasil). Pedi pra vendedora pra tirar uma foto do papel de parede que me apaixonei e ela disse que não era permitido fotografar o interior da loja.

Ainda falando em coisas de casa, entrei por acaso na Castelo Italiano, dentro do Shopping Del Este. A quantidade de lustre chamou minha atenção e a vontade foi de colocar tudo num caminhão e viajar do Paraguai pro Rio e remontar a casa kkk. Tudo que você imaginar relacionado a iluminação e acabamentos (torneiras, chuveiros, etc). Muita coisa linda e extremamente mais barato que no Brasil.

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Tour de Compras em Ciudad del Este: Castelo Italiano

Quando já estávamos quase pra ir embora conheci uma loja de roupas dentro do Shopping Del Este que estava trabalhando com câmbio a R$2,99. Chama-se Eleven e ainda estava com 40% de desconto nos produtos. Meu marido comprou uma camisa social da Tommy Hilfiger a R$148.

Lembrando que a cota de isenção terrestre para compras é de US$300 por pessoa e que esse valor será dividido entre suas compras do Paraguai e da Argentina, se houver.

Não fui parada na aduana mas lembre-se que além da aduana na fronteira, haverá fiscalização no aeroporto de Foz, antes mesmo de despachar as malas. Todas as malas passam pelo raio-x. Então minha gente, não vamos ser sem noção rsrs. Vi gente carregando sacolas como se não houvesse amanhã.

Eu sei que tem muita coisa barata, mas tem coisa que realmente não vale a pena. Entre essas coisas destaco jogos de videogame, roupas e protetor solar (como uso bastante, procurei pra comprar mas achei tão caro quanto no Brasil). Sugiro que pesquise tudo pra não sair do controle e não pagar imposto desnecessariamente.

Tour de Compras em Ciudad del Este: Jogos PS4

Tour de Compras em Ciudad del Este: Jogos PS4

Fiquei tranquila de comprar minha câmera no Paraguai pois é um bem classificado como de uso pessoal (isento do pagamento de tributos). Para caracterizar mais como bem de uso pessoal tirei da caixa, montei a câmera, etc. O limite é de uma câmera por pessoa, então eu levei minha Nikon nova e o maridão a Gopro (que já tínhamos antes da viagem).

Aduana da Ponte Internacional da Amizade

Aduana da Ponte Internacional da Amizade

O tour de compras em Ciudad Del Este é bem limitado às compras em si, não conhecemos outros pontos da cidade. A área que conhecemos é muito muvucada, feia e suja, mas como já havia pesquisado muito não me choquei. Muita gente, muito carro, muita bagunça, muito comércio informal, muitos vendedores de meia – li que eles perseguem as pessoas até que consigam vender, mas ninguém me perseguiu rs.

Ciudad del Este

Ciudad del Este

Levei uma mochila comigo e meu marido outra, pra que colocássemos as compras e não andássemos com nada chamando atenção. O motorista da van alertou para que não ficássemos com o celular exposto, pois tem muitos batedores de carteira, porém graças a Deus não vi nada suspeito.

Não é necessário passaporte para entrar no Paraguai, apenas RG é suficiente (CNH não vale pra entrar no país, nem certidão de nascimento). Mas preciso contar uma coisa pra vocês: não vi controle algum na fronteira, ninguém pediu meu documento nem ao entrar, nem ao sair. Pra falar a verdade ninguém nem olhou na minha cara kkk. É como se eu nunca tivesse estado ali. Confesso que achei bem estranho…rs.

Enfim, não acho que vale a pena deslocar-se apenas para Ciudad Del Este, acredito que vale somente se você já estiver pela região e quiser esticar até lá, como foi meu caso. Os preços são convidativos mas nada de outro mundo (até porque o dólar está nas alturas). Planeje muito, contrate um transfer, faça a lista do que pretende comprar e com certeza sua viagem valerá a pena. 🙂

O tour foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal com a empresa.

Foz do Iguaçu com CCHTOUR

Se tem um lugar que eu sempre tive muita vontade de ir, esse lugar era Foz do Iguaçu. Lembro sempre da minha mãe falando: “lembro do barulho das cataratas como se fosse ontem” – e um intervalo de 20 anos separaria a minha ida com a dela.  A natureza fez sua parte e continuou bela. Planejei essa viagem com uns 4 meses de antecedência e escolhemos o feriadão de Corpus Christi para ir, pois teríamos 4 dias pra aproveitar. 🙂

Emiti minha passagem de ida com a Tam (6 mil pontos) e a de volta com a Azul (21 mil pontos – fortuna!). Fui pelo aeroporto do Galeão, que tem voos diretos pra Foz, e na volta optei por uma conexão pra voltar por Santos Dumont. Apesar de encontrar muita informação na internet, fiquei com bastante dúvida na hora do planejamento da viagem em relação à hospedagem. Deveria ficar no centro da cidade? Próximo às Cataratas? Onde?

Minha escolha não poderia ter sido mais certeira: San Juan Eco Hotel: 4 estrelas no TripAdvisor, quartos grandes, limpos, boa infraestrutura de lazer, atendentes cordiais e bom café da manhã. Além disso, fica a apenas 5 minutos de carro do aeroporto, 5 minutos das Cataratas e Parque das Aves, ponto de ônibus na porta e ainda com uma agência dentro do próprio hotel.

San Juan Eco Hotel Foz do Iguaçu

San Juan Eco Hotel Foz do Iguaçu

Como fui em época junina, além da decoração bonitinha ofereceram no hall algumas comidas típicas de festa junina aos hóspedes (canjica, pinhão, paçoca, pipoca, quentão, etc)… achei bem legal e criativo!

Fizemos quase todos os passeios com a CCHTour: Cataratas Brasileira, Argentina, Parque das Aves, Tour de compras em Ciudad Del Este, Cassino de Puerto Iguazu, etc. Logo ao desembarcar no aeroporto fui recebida pelo Pedro, que estava com uma plaquinha me esperando e que muito nos acompanharia durante nossa estadia. 🙂

Transfer com a CCHTour

Transfer com a CCHTour

Eles fazem excursões diárias e pré-programadas e notei uma certo carinho familiar no atendimento, em que adaptavam os passeios de acordo com a vontade dos clientes, não sendo portanto uma agência estilo robô, em que tudo é programado e seguido rigidamente conforme a programação.

DIA 01

Chegamos na quinta-feira no final da manhã, fizemos check-in e partimos pras Cataratas Brasileiras, em que nos deixaram e combinaram um horário para nos buscarem no Parque das Aves, que fica bem em frente.

Compramos os ingressos diretamente na bilheteria das Cataratas (R$37) e gastamos mais ou menos 3h no passeio. Como não tínhamos almoçado, pegamos o ônibus interno na Estação Centro de Visitantes e seguimos direto até a Estação Porto Canoas, onde tem um restaurante de mesmo nome e uma lanchonete. Como era feriado, estava lotado demais e não encaramos a fila do restaurante, optamos por lanchar um sanduíche e a escolha não foi das melhores: demoramos aproximadamente 40 minutos desde o momento do pedido até a retirada dos lanches e o preço foi super salgado, mais ou menos R$40 num combo de hambúrguer, batata e suco – e o sabor não era dos melhores.

Caso tenha fila na bilheteria, basta comprar o bilhete nas máquinas de autoatendimento

Caso tenha fila na bilheteria, basta comprar o bilhete nas máquinas de autoatendimento

Já com as energias recarregadas começamos de fato o passeio, e fomos rumo às Cataratas. Não é necessário andar muito para chegar até elas e em poucos minutos já temos o impacto magnífico do que é estar diante disso:

Cataratas do Iguaçu

Cataratas do Iguaçu

Já tinha visto algumas cachoeiras na vida, mas nada comparado ao que vi ali. Confesso que fiquei até emocionada e muito feliz diante daquilo, pois é tão grandioso, tão belo e natural, que não tem como não ficar embasbacada e com sentimento de gratidão. A harmonia do barulho ensurdecedor, o arco-íris que se formava, a paisagem que se completava deixou tudo espetacular!

Cataratas do Iguaçu - lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu - lado brasileiro

Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro

As Cataratas são formadas pelo Rio Iguaçu, que significa “água grande” em tupi-guarani e tem aproximadamente 275 quedas d’água, sendo que em alguns meses tem volume maior e menor de água (outubro e abril, respectivamente).

Ao se aproximar das Cataratas é bem comum uma garoa leve e capa de chuva é acessório indispensável (principalmente para quem leva eletrônicos). Nos molhamos muito nesse passeio e um calçado antiderrapante e que seque rápido também é essencial (meu marido usou uma bota resistente à água e eu uma Crocs). Na loja dentro do Parque vende capa de chuva por R$7 e é  bem vagabundinha, pra usar apenas uma vez mesmo.

Zero glamour, total felicidade!

Zero glamour, total felicidade!

Há a opção de fazer o passeio de Macuco Safari, um passeio de barco com muita emoção e que promete molhar muito os passageiros. Eu não fiz, mas imagino que deve ser muito legal, principalmente nos meses mais quentes, em que a água gelada não incomodará tanto rsrs.

Atualmente o Parque Nacional do Iguaçu é o segundo local mais visitado por estrangeiros no Brasil e as Cataratas foram escolhidas como uma das sete maravilhas naturais do mundo, organizada pela Fundação New 7 Wonders. Dizem até que Eleanor Roosevelt (1884-1962), primeira-dama norte-americana, exclamou “Poor Niagara!” (Pobre Niágara!) ao visitar essa preciosidade.

Marido modelando!

Marido modelando!

Na volta pegamos o ônibus interno na Parada Trilha das Cataratas, dentro do Parque e em frente ao hotel mais luxuoso da cidade, Belmond Cataratas. Para chegar até o hotel fomos seguindo uma trilha de nível leve e que vez ou outra nos propiciava uma vista das Cataratas de outro ângulo.

Os diversos ângulos das Cataratas do Iguaçu

Os diversos ângulos das Cataratas do Iguaçu

Algo que vale a pena alertá-los é sobre a presença de quatis por todo o Parque (principalmente na área do restaurante) e saibam de antemão que não é permitido dar comida para eles. Apesar de parecerem super bonitinhos e fofos, eles são animais selvagens e qualquer bobeira que você der com seu alimento, eles vão atacar e podem subir na sua mesa, etc. Eles têm os dentes afiados e podem morder – além do ferimento, há o risco de doenças que são transmitidas por eles, inclusive raiva.

Os motivos pelos quais não devemos alimentar os quatis

Os motivos pelos quais não devemos alimentar os quatis

Como era nosso primeiro dia e a empolgação estava a mil, emendamos o passeio para o Parque das Aves (R$40), centro reconhecido de recuperação e conservação de aves, que fica bem em frente a entrada do Parque Nacional do Iguaçu. Achei o passeio imperdível para todas as idades, e além de interessante achei super organizado e bem cuidado.

Curiosamente lá está o maior viveiro do mundo especializado em araras e 50% das aves foram resgatadas vítimas de maus tratos ou de tráfico de animais. É um trabalho muito bonito que começou em 1993 com a chegada de dois estrangeiros que se dedicaram muito para que o projeto desse certo e que não conta com ajuda do governo, sendo uma instituição totalmente privada.

Viveiro de araras - Parque das Aves

Viveiro de araras – Parque das Aves

Além disso, eles tem dois outros passeios pelos bastidores: Forest Experience e Backstage Experience. O Forest Experience acontece apenas 2x na semana e é uma experiência com os índios Guaranis, em que está presente a dança, a comida e o ritual do tabaco, que são as primeiras coisas que eles fazem com os visitantes. É uma imersão à cultura guarani acompanhada de um jantar tradicional compartilhado com eles. Demais né?

O Backstage Experience acontece diariamente em horários pré-definidos e permite aos visitantes ter um contato mais próximo com os animais, alimentá-los e ter a oportunidade de entender um pouco mais sobre a conservação e o programa de resgate das aves.

O viveiro de araras é espetacular e elas voam livremente sob nossas cabeças rsrs. Por mais tentador que seja, não é permitido tocá-las, pois podem bicar. Segure a ansiedade pois na reta final do passeio é possível tirar fotos com araras mansas. Pena que no horário que fui (fim do dia) elas já estavam sendo recolhidas para descansar e não pude tirar foto com elas… buáááá.

Parque das Aves - Foz do Iguaçu

Parque das Aves – Foz do Iguaçu

Parque das Aves - Foz do Iguaçu

Parque das Aves – Foz do Iguaçu

O primeiro dia de passeios chegara ao fim e com direito a um pôr do sol deslumbrante no retorno para o hotel. Segundo João, da CCHTour, um dos melhores lugares para apreciar o fim de tarde é no Marco das 3 Fronteiras, atração que só conheci no quarto dia de viagem.

Pôr do sol em Foz do Iguaçu

Pôr do sol em Foz do Iguaçu

Descansamos um pouquinho no hotel e saímos pra jantar na Cantina 4 Sorelle, em que servem rodízio de massas. A dica foi do Alex da CCHTour e foi uma dica ótima! Gasta-se uma média de R$70 por pessoa para jantar bem e eles fazem transfer para os hotéis da cidade sem custo adicional. Com os pés cansados e a barriga cheia, chegava ao fim o primeiro dia dessa viagem que começava com tudo! 🙂

DIA 02

O segundo dia foi destinado a visitar as fronteiras, como Ciudad Del Este (Paraguay) e Puerto Iguazu (Argentina). Dediquei um post exclusivo sobre o Tour de Compras em Ciudad Del Este que fiz com a CCHTour porque tenho muita coisa pra contar e esse post ficaria gigante! Dedicarei outro post para Puerto Iguazu, na Argentina, que faz fronteira com Foz. Apesar de pequenina, a cidade tem bastante coisa pra fazer e tenho muitas dicas pra dar. 🙂

Atrações vistas no dia 02:

  • Tour de compras em Ciudad del Este
  • Cassino de Puerto Iguazu
  • Marco das 3 Fronteiras (lado argentino)
  • Jantar no Restaurante El Quincho Del Tío Querido
  • Feirinha de Puerto Iguazu

DIA 03

O primeiro passeio do terceiro dia foi dedicado às Cataratas Argentinas, imperdível para quem visita a região. Como dito anteriormente, dedicarei um post exclusivo sobre Puerto Iguazu e incluirei os detalhes de minha visita ao lado argentino. Posso adiantar que passei mais ou menos 5h dentro do Parque e de lá fui direto para o Duty Free.

Do Duty Free ainda arranjei disposição para ir para outro lugar: Capitão Bar, no centro de Foz. Barzinho animado com bom atendimento, bom preço e boa comida. Jantamos uma picanha muito saborosa e gastamos em média R$50 por pessoa. Acabamos comendo demais, pois a picanha que pedimos dava tranquilamente pra três…rsrs.

Atrações vistas no dia 03:

  • Cataratas argentinas
  • Duty Free Argentina

DIA 04

Como era o último dia e estávamos bem cansados, fizemos os passeios por conta própria, não com a agência. Acordamos mais tarde, tomamos café com calma e arrumamos as malas pra fazer check-out. Guardamos as malas no bagageiro do hotel e fomos pro centro da cidade de ônibus (número 120 – sentido centro), rumo ao Terminal de Transporte Urbano (TTU), pra pegar outro ônibus pra seguir pro Templo Budista. Só que não.

Terminal de Transporte de Foz de Iguaçu: Ao trocar de ônibus dentro do terminal não é necessário pagar outra passagem

Terminal de Transporte de Foz de Iguaçu: Ao trocar de ônibus dentro do terminal não é necessário pagar outra passagem

Chegando no TTU acabamos pegando o ônibus no sentido errado e em vez de ir para o norte da cidade, fomos para o sul kkk. O ônibus correto é o de número 103, e pergunte antes para o motorista em qual sentido está indo, se norte ou sul. Caso seja para o Norte, estará indo para o Templo Budista, sentido Sul chegará no Marco das 3 Fronteiras, outro passeio agradável de ser feito. Errando pra vocês não erraram.

Nos demos conta disso muitos minutos depois, então acabamos permanecendo no ônibus para seguir para o Marco. O ônibus passa de 40 em 40 minutos e é bem pontual, então calcule sua permanência na atração turística com base nisso pra não perder muito tempo esperando o transporte.

Marco das 3 Fronteiras: A fachada é entrada da vila cenográfica das missões jesuíticas

Marco das 3 Fronteiras: A fachada é entrada da vila cenográfica das missões jesuíticas

Como eu já havia visitado o Marco das 3 fronteiras do lado argentino, inevitavelmente comparei ambas atrações e achei a o lado brasileiro bem mais atrativo para o turista. Porém, ao contrário do lado argentino, trata-se de uma atração paga (R$18). Há um memorial interno dedicado ao descobridor das Cataratas, uma vista bonita da margem do Rio Iguaçu, fronteira com a Argentina, e do Rio Paraná, fronteira do Brasil com o Paraguai. Há também o Restaurante Cabeza de Vaca (aberto de 16h às 23h) e de terça a domingo, sempre às 19:30 há um show cultural envolvendo luzes, águas e danças típicas das regiões fronteiriças.

Se eu pudesse, teria ido no fim da tarde para contemplar o pôr do sol: pessoas da cidade dizem que é o melhor pôr do sol de Foz. Já aproveitaria o horário e aguardaria o show cultural começar. No período da manhã não recomendo a visita, pois não há muito o que fazer (tanto que 40 minutos foi mais que suficiente para minha permanência no local).

Marco das 3 Fronteiras

Marco das 3 Fronteiras

Argentina à esquerda - Paraguai à direita

Argentina à esquerda – Paraguai à direita

Marco das 3 Fronteiras

Marco das 3 Fronteiras

De lá embarcamos no mesmo ônibus 103, exatamente no mesmo ponto de desembarque, rumo ao Templo Budista. Gente, errei para que vocês não errem, é de fato muito longe e praticamente atravessei a cidade de Sul a Norte. Como era meu último dia e eu já não tinha mais tantas coisas pra ver, resolvi encarar os cronometrados 57 minutos de ônibus de um local ao outro (sem trânsito).

Chegando no templo já temos um impacto. Em meio a tantas estátuas minuciosamente alinhadas, a mais imponente é a de Mi La Pu-san (Buda sentado), que mede 7 metros de altura e fica de costas para o templo.

Buda sorridente logo na entrada (Mi La Pu-San)

Buda sorridente logo na entrada (Mi La Pu-San)

OBS: Não é recomendável a ida de ônibus para quem tem dificuldade de locomoção, pois o ponto não é exatamente na frente do Templo. É necessário uns 5 minutos de caminhada com ladeira no percurso. Sugiro a contratação de transfer.

A entrada no Templo Budista é gratuita e de fato não foi projetado inicialmente para ser um ponto turístico, e sim um santuário budista construído pelas comunidades chinesas da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. O templo existe desde 1996 e é o segundo maior da América Latina, sendo um ótimo lugar para visitar, pois foge do comum e nos aproxima de uma cultura que não estamos familiarizados. Existem mais de 120 estátuas no local, cada uma com seu significado, e curiosamente cada uma foi doada por alguém que obteve alguma graça alcançada por meio da religião. 🙂

Templo Budista de Foz do Iguaçu

Templo Budista de Foz do Iguaçu

Buda Sakyamuni

Buda Sakyamuni

Templo Budista

Templo Budista

Atenção: Não é permitido fotografar dentro da Casa dos Mestres (templo principal).

Atenção: Não é permitido fotografar dentro da Casa dos Mestres (templo principal).

Templo Budista

Templo Budista

É recomendável que aproveite a ida ao Templo Budista para combinar uma visita à Usina de Itaipu, caso deseje, pois apenas 5km separam uma atração da outra. Itaipu é a maior hidrelétrica do mundo e eles tem uma infraestrutura bem desenhada para receber o turista, oferecendo várias opções de passeios (circuito especial, visita panorâmica, etc). Apesar de meu marido ser engenheiro, ele não quis fazer esse passeio e como eu tinha outras coisas pra ver, acabamos não indo. Quem sabe na próxima vez?

Depois de visitar essa última atração nosso tempo já havia se esgotado, então fomos almoçar e seguimos para o hotel para pegar as malas e rumar para o aeroporto com a CCHTour, que já estava nos esperando. Como era feriadão, o aeroporto estava lotado. Sugiro que cheguem pelo menos 2h antes do voo pois todos os passageiros passam pela fila da Receita Federal para que os agentes chequem as bagagens no raio-x, antes mesmo de despachá-las.

Adorei Foz do Iguaçu e me surpreendeu positivamente, principalmente por ter mais coisas pra ver além das Cataratas – que sozinhas já valem a viagem. Achei as pessoas super solícitas, cidade limpa e tranquila (andei de transporte público diversas vezes e em momento algum me senti insegura), preços razoáveis e muitas opções do que fazer.

A duração da minha estadia achei ideal, pois não fizemos nada correndo ao ponto de não curtir, deu tempo de ver quase tudo que queríamos (com exceção da Mesquita Muçulmana, que não abre aos domingos – quando sobrou tempo).

Assim como a duração, o clima também estava ideal para curtir todos os passeios – temperatura oscilando entre 24 graus na máxima do dia a 17 graus na mínima – de manhã e à noitinha. Vale lembrar que fomos em junho quase começando o inverno. Logo que retornei de viagem olhei a temperatura e estava 5 graus, então o negócio por lá é meio instável… rsrs. Sugiro que acompanhe a previsão do tempo e leve sempre uma roupa mais quente para não ter surpresas.

Uma coisa que achei interessante em Foz foi a possibilidade de pagar a conta nos restaurantes com outras moedas, e tudo já vem bem discriminado no cupom fiscal (peso argentino, guarani, dólar ou euro). Caso tenha sobrado alguma dessas moedas, tranquilamente você poderá usar nos restaurantes brasileiros para pagar a conta.

Conta no Capitão Bar: detalhe para o pagamento em outras moedas

Conta no Capitão Bar: detalhe para o pagamento em outras moedas

Acabei comprando pesos argentinos direto em Foz, optei por não fazer o câmbio no Rio pois a Kellen da agência já havia me assegurado que a cotação em Foz é mais favorável – e é mesmo. Comprei a 0,23 e a própria agência intermedia essa transação, e recompra o que sobrar no final da viagem  pela mesma cotação que você comprou (achei isso ótimo!).

Além das atrações citadas no post, existem outras como o Dreamland (Museu de Cera) localizado bem em frente ao nosso hotel, na Avenida das Cataratas. Anexo ao Museu de Cera está também o Vale dos Dinossauros, atração que deve ser bem divertida de levar crianças. Certamente se eu tivesse filhos pequenos esticaria um dia a mais para conhecer essas atrações. 🙂

Algo que vale a pena destacar no post é o preço do táxi na cidade, que é muito caro. Acabamos não pegando táxi nenhuma vez, justamente pelos preços absurdos que eles cobravam. Vale muito mais a pena contratar transfer, não só pela comodidade e conforto como também pelo preço. Além disso, nos possibilita fazer amizades, pois consequentemente conhecemos mais pessoas. 🙂

Nossa viagem contou com o apoio da CCHTour, Marco das 3 Fronteiras e Parque das Aves.

CCHTour:

Endereço: Av. das Cataratas, 8173 – Foz do Iguaçu – PR.
Telefone: (45) 3027-4064

CT Boucherie, um restaurante de peso no Rio

As iniciais CT do nome do restaurante remetem às iniciais dos nomes dos fundadores, os chefs franco-brasileiros Claude e Thomas Troisgros. Aliás esse sobrenome tem peso, já que Claude ano passado foi homenageado pela revista britânica “Restaurant”, que elege os melhores restaurantes do mundo. Em breve pesquisa na internet descobrimos que a palavra “boucherie” significa “açougue” em francês. CT Boucherie: um restaurante tipicamente de carne, com toques franceses claramente adaptados ao paladar brasileiro. Uma combinação dessa tem como dar errado?

A fila de espera frequente já transmite a mensagem que não. E a boa e velha publicidade do boca-a-boca me fez querer conhecer o restaurante, do qual todos falavam muito bem, inclusive conhecidos franceses que estão morando no Brasil. Num sábado frio e preguiçoso na capital carioca me dei folga da cozinha e fui almoçar na unidade do Leblon (além dessa unidade, estão também no Jardim Botânico e na Barra da Tijuca). Fila de mais ou menos 40 minutos de espera e lá estávamos nós. 🙂

O ponto alto do restaurante é a carne bovina, mas servem também peixe, camarão, polvo, etc. O local funciona no sistema de rodízio inverso, no qual os acompanhamentos são servidos a todo momento e você escolhe um prato de carne (muito bem servido). Ao escolher um prato de carne grelhada, está incluso um molho, farofinha, rodízio de acompanhamento e batatas chips. Tudo, simplesmente TUDO que eu comi estava maravilhoso.

Pedi um filé mignon em crosta de ervas que estava divino, perfeitamente no ponto, temperatura ideal e com sabor muito equilibrado das ervas. Em poucos minutos após servirem a carne, não paravam de servir os acompanhamentos, entre eles: purê de batata baroa, risoto de quinoa, brócolis refogados, ratatouille, arroz colorido, purê de maçã com maracujá (amei), etc, etc, etc. As opções de acompanhamentos são muitas e atenderão bem certamente todos os paladares.

Filé mignon em crosta de ervas 

Filé mignon em crosta de ervas

Farofeira de carteirinha, sinto dificuldade em gostar de farofas por aí, geralmente acho sem graça, murcha ou sem sabor. A desse restaurante tirei o chapéu. Feita com farinha de rosca japonesa na manteiga de ervas e castanha de caju, é do tipo que comemos pura, sem acrescentar nada (sou dessas!). Temperada na medida certa, crocante na medida certa, conquistou meu coração na primeira garfada. 🙂

O atendimento é outro diferencial, do tipo que faz valer a pena os 12% de gorjeta cobrados no final da brincadeira. A garçonete que nos atendeu foi solícita do início ao fim, atenciosa em relação aos pratos, não deixava faltar nada de acompanhamentos e ainda palpitou no molho que combinava mais com minha carne, que foi o Bordelaise, que tem como base vinho tinto. Certeiro!

Meu marido pediu um Bife de Ancho Black Angus e também adorou. Dos restaurantes de carne que já fomos no Rio foi o que ele mais gostou até agora.

Bife de Ancho Black Angus

Bife de Ancho Black Angus

Acabei pulando a entrada e o couvert, e ainda bem que pulei… pois saímos mais que satisfeitos do restaurante após pedir a sobremesa, claro. Minha escolha preferida em restaurantes franceses, não deixaria escapar por nada a mousse de chocolate na colher. Mousse de chocolate meio amargo que não deixou o prato enjoativo em momento algum, acompanhada de lascas de amêndoas torradas. Como é muito bem servido, dividi com meu marido e foi uma ideia ótima. 🙂

Mousse de chocolate do CT Boucherie

Mousse de chocolate do CT Boucherie

A arquitetura do ambiente é muito similar aos bistrôs franceses, com janelinhas com vista pra rua e mesas externas, além de mesas super próximas uma das outras e com muitos detalhes em madeira de demolição, além de peças de presuntos expostas e peças vintage de decoração. Fotos antigas em preto e branco completam o local.

CT Boucherie

CT Boucherie

CT Boucherie

CT Boucherie

Fomos de carro e não tivemos dificuldade em estacionar nas redondezas da unidade do Leblon, mas antes tínhamos tentado ir na do Jardim Botânico e achar uma vaga foi missão impossível. Como a fome já estava grande, fomos de lá pra unidade do Leblon. O local conta com serviço de valet.

Durante a semana o restaurante oferece um menu executivo com um prato específico com rodízio de acompanhamentos a um preço mais acessível, na faixa de R$75. Ótima opção pra fugir da rotina durante a semana e presentear seu paladar.

Para consultar o cardápio completo e preços atualizados, eles disponibilizam no site oficial.

Amei e certamente vou voltar! 🙂

Onde: Rua Dias Ferreira, 636 – Leblon.

Telefone: (21) 2529-2329

Quanto gastar: Em média R$150 por pessoa

Funcionamento: Segunda à sexta 12:00 às 16:00/19:00 às 24:00 – sábado e domingo 12:00 às 24:00.

Não aceita reservas

Porto Alegre: Vale a pena incluir no seu roteiro?

Não pouco frequente ouvimos de pessoas que foram visitar a Serra Gaúcha que apenas pisaram em Porto Alegre, mais especificamente no Aeroporto, de onde partiriam rumo à Serra, sem dar sequer uma chancezinha pra capital gaúcha.

No feriado de 15 de novembro (sim, tô um pouco atrasada) fui conhecer o Rio Grande do Sul. Como a passagem foi comprada com milhas e estava muito barata pra ir na quinta-feira (dia comum-antes do feriadão), fui e tive a sexta-feira toda livre na cidade. Vou discorrer pra vocês o que aprontei durante minha curta e suficiente estadia.

Como cheguei numa quinta-feira bem tarde, fui direto pro hotel dormir. No dia seguinte acordei cedinho e peguei um Uber pra Cidade Baixa, onde fica o Centro de Informações Turísticas. De lá partem dois ônibus de turismo: 1) Centro Histórico e 2) Zona Sul. Como meu tempo era curto e eu estava viajando sozinha, fui nos dois.

De manhã optei por pegar o ônibus que faz o trajeto do Centro Histórico, que tem 7 paradas e você pode pegar o ônibus em qualquer uma delas, podendo descer e subir no próximo. Primeiramente parti da Travessa do Carmo (Cidade Baixa) e passei pelo Parque da Redenção (Farroupilha), o parque mais popular da cidade e tradicional ponto de encontro dos moradores seja pra praticar algum esporte, descansar ou tomar chimarrão.

Que tal? hahaha

Que tal? hahaha

No caminho passamos pela famosa Rua Gonçalo de Carvalho, calma e arborizada, com árvores formando uma espécie de túnel. Os porto-alegrenses carinhosamente chamam-na de “rua mais bonita do mundo”. 🙂

Porto Alegre: Rua Gonçalo de Carvalho

Porto Alegre: Rua Gonçalo de Carvalho

O próximo ponto foi o Parque Moinhos de Vento, mais conhecido como Parcão, outra área verde da capital. Como estava frio e eu estava sozinha, não quis descer do ônibus, apenas passei em frente.

O ponto onde eu desci foi o seguinte: Mercado Público, bem no Centro Histórico de Porto Alegre. Vale a pena descer nesse ponto e conhecer um pouquinho do mercado, que tem arquitetura neoclássica e é muito bem preservado por fora. Em seu interior você encontrará coisas que encontra nos mercados locais do país: produtos típicos da região, opções para fazer um lanche, artesanato e muito chimarrão. A banca 40 é bem famosa pelos seus sorvetes.

Mercado Público

Mercado Público

Resolvi não entrar no próximo ônibus e sim bater perna um pouco pelo centro. Fui até o Santander Cultural, que de cara me chamou atenção pela bonita fachada. Entrei e estava tendo uma exposição sobre a história da moeda, talvez não seja tão interessante pra vocês, mas eu até que gostei (sou economista, gosto de tudo que envolva dinheiro!). kkk. A programação muda com frequência, então sugiro que dê uma olhadinha no site pra ver se tem algo interessante antes de ir. O foco deles são exposições de arte moderna e contemporânea, e por lá já passaram obras de Miró, Picasso, etc.

Santander Cultural

Santander Cultural

Quando descer no centro histórico aproveite pra esticar até a Casa de Cultura Mário Quintana, onde funcionava um hotel em que o poeta morou por 12 anos. O espaço é dedicado ao cinema, à música, às artes visuais, à dança, ao teatro, à literatura, à realização de oficinas e aos eventos ligados à cultura. Não consegui tirar foto, sorry.

Coincidentemente quando eu estava lá estava tendo a Feira do Livro, importante evento da cidade que ocorre em novembro. Perambulei um pouco por lá e rumei para o próximo ônibus.

O próximo ponto foi a Usina do Gasômetro, lugar conhecido por oferecer um belo pôr do sol. Como ainda era cedo, não pude aproveitar essa dica. Além disso, o Gasômetro é um dos espaços culturais mais importantes de Poa e com grande importância histórica, pois foi palco da industrialização ainda incipiente no país.

Vista da Usina Gasômetro

Vista da Usina Gasômetro

De lá passei pela Fundação Iberê Camargo, mas confesso que não tive interesse em visitar, mas pra quem é fã de arte moderna e contemporânea acredito que valha a pena a visita.

O último ponto a ser visitado nesse roteiro do ônibus é o Barra Shopping Sul, que não desci e segui de lá para almoçar, pois já estava tarde e a fome já havia batido há tempos.

Pedi dica de churrascaria pra uma amiga gaúcha, pois queria fugir do “pega-turista”, que parece ser comum pelo pouco que li. Infelizmente não tirei foto do local, mas recomendo MUITO! Chama-se Barranco e lá comi um dos melhores churrascos da vida! rs. Sério, minha carne estava assada no ponto em que gosto, saborosa e em boa quantidade. O restaurante funciona no esquema à la carte e sugiro que peça de acompanhamento os bolinhos de mandioca (maravilhosos). Além disso, o atendimento foi excelente. 🙂

Após me empanturrar de carne, rumei direto pra Cidade Baixa novamente, pra pegar o ônibus da tarde que tem como itinerário a Zona Sul. Peguei o ônibus das 15h e juro que nunca senti tanto frio na minha vida rsrs. Como fui no segundo andar e é aberto, o vento estava muito frio e muito forte, senti tudo congelando hahah.

Passamos pelos seguintes pontos: Caminho dos Antiquários, Orla do Guaíba (que apesar de chamarem de rio, é um lago), Parque da Harmonia, Parque Marinha do Brasil, Fundação Iberê Camargo (de novo), Praia de Ipanema (sim!), Santuário Nossa Senhora Mãe de Deus e Museu de Porto Alegre.

Continuando...

Continuando…

Esse trajeto Zona Sul não permite paradas e tem como foco as paisagens naturais. A duração (desconsiderando o trânsito) é de mais ou menos 1:40. O ponto alto do passeio pra mim foi visitar o Santuário Nossa Sra Mãe de Deus, que possibilita ter uma vista de 360° da cidade. Como fica bem no alto de uma montanha, com direito a muito verde, temos uma paisagem muito bonita!

A igrejinha lá no alto! :)

A igrejinha lá no alto! 🙂

A título de curiosidade, me chamou atenção o fato de Porto Alegre ser uma cidade tão verde: a zona urbana é uma das mais arborizadas dentre as capitais do país. Segundo o guia do passeio, a cada habitante correspondem, aproximadamente, 17 m² de área verde.

Quem imaginava essa paisagem em Porto Alegre?

Quem imaginava essa paisagem em Porto Alegre?

Outra coisa me chamou atenção no “Porto” (como eles costumam se referir rs): a simpatia das pessoas. Tive uma boa impressão em relação à hospitalidade e não me senti deslocada em momento algum da viagem, mesmo viajando sozinha. A gastronomia também é algo que merece destaque.

A vista lá do alto

A vista lá do alto

Pelo menos pra mim, que fui com fins de lazer, a cidade é o tipo de lugar que eu não voltaria, apenas uma vez está bom. Então caso vá pra Serra Gaúcha, vale a pena passar ao menos um dia por tratar-se da capital do Estado. As cidades de Canela e Gramado, por exemplo, são lindas mas muito fakes, não transmitem uma realidade profunda e sim algo muito desenhado para o turismo.

Porto Alegre: Informações adicionais:

Ônibus de Turismo

Valor dos ingressos: Terça a sexta-feira R$ 25,00/ Sábados, domingos e feriados R$ 30,00.

Horário de saída do ponto inicial: 9h às 16h

Funcionamento de terça a domingo e feriados

Itinerário Zona Sul sempre às 15h e às vezes às 10h, quando tem no mínimo 10 passageiros.

Ingressos no terminal da linha turismo ou nos pontos de venda. Os ingressos não são vendidos no ônibus.

E vocês? Acham que vale a pena incluir a capital gaúcha ou não?

CONTINUE LENDO SOBRE O RIO GRANDE DO SUL:

Como tirar passaporte brasileiro?

Não importa qual seja o seu destino internacional, um carimbo no passaporte é sempre bem-vindo! rs. Brincadeiras à parte, não é pra qualquer lugar do mundo que você viaje que necessitará de um passaporte, nos países do Mercosul, por exemplo, é permitido entrar portando apenas seu RG (não são aceitos CNH nem Certidão de Nascimento). Mas como tirar passaporte caso necessite?

O primeiro passo é acessar o site da Polícia Federal e fazer a solicitação de novo passaporte. Para isso, será necessário preencher seus dados pessoais e emitir a guia de pagamento do boleto, no valor de R$257,25. Após efetuar o pagamento, aguardar aproximadamente 48h, acessar novamente o site para então fazer o agendamento eletrônico do atendimento. São etapas que não podem ser puladas (os links estão marcados para direcioná-los para as fases indicadas).

Após agendado, fique bastante atento à relação de documentos necessários para levar para o posto de atendimento. MUITA atenção caso tenha casado e mudado de sobrenome, é necessário informar isso na hora do preenchimento e também levar a certidão de casamento original.

Os documentos necessários para maiores de idade são:

– Documento de identificação (RG, CNH (acompanhada de outro documento que comprove local de nascimento), carteira profissional (CREA, CRM, etc), CTPS.

A meu ver, o ideal é que se leve a cédula de identidade, pois nela já constam todas as informações necessárias, como o local de nascimento. Além do mais não tem data de validade, como os demais.

ATENÇÃO: A pessoa que já teve o nome alterado, a qualquer tempo, em razão de casamento/separação/divórcio, deve apresentar, além do documento de identidade, certidão de casamento com as devidas averbações/anotações atualizadas, para a comprovação de nomes anteriores, mesmo na hipótese do passaporte a ser substituído já estar com o nome alterado. A certidão será aceita somente se apresentada em via original.

OBS: A criança menor de 12 anos pode apresentar a CERTIDÃO DE NASCIMENTO em substituição ao documento de identidade. A certidão também deverá ser apresentada apenas em via original.

– Título de Eleitor e comprovantes de votação/justificativa da última eleição (dos dois turnos, se houve). Caso não tenha o título ou os comprovantes, basta levar a certidão de quitação eleitoral – obtida no site do TSE.

– Documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório, para os requerentes do sexo masculino a partir de 01 de janeiro do ano em que completam 19 anos até 31 de dezembro do ano em que completam 45 anos.

– Certificado de Naturalização, para os Naturalizados

– Comprovante de pagamento da GRU

– Passaporte anterior: válido ou não

OBS: Caso você tenha tido um passaporte roubado, é necessário apresentar o Boletim de Ocorrência da Polícia Civil. Na ausência desse será cobrado uma taxa pela não apresentação. Caso não possa apresentar o passaporte por outros motivos, é necessário preencher a Comunicação de ocorrência com Documento de Viagem. Neste caso não tem escapatória: será cobrada uma taxa.

– CPF

Caso o CPF conste na carteira de identidade, é suficiente. Caso contrário, emita o Comprovante de Inscrição no CPF no site da Receita Federal.

OBS: Não é necessário levar comprovante de residência e tampouco foto. A foto será tirada na hora pelo próprio agente da Polícia Federal. Lá eles vão conferir a documentação, tirar foto e registrar impressões digitais.

O agendamento se dá com hora marcada e eles costumam ser pontuais. Não deixe de cadastrar um email, pois facilita muito a comunicação. Meses antes de meu passaporte vencer recebi um email informando que venceria no dia X e caso eu precisasse deveria solicitar um novo. Do mesmo modo quando ficou pronto recebi um email automático dizendo que já poderia buscar.

Dúvidas frequentes

Por quanto tempo será válido meu passaporte?

Desde 2015 os novos passaportes tem a validade de 10 anos (para maiores de 18 anos). Para outras idades verifique a tabela abaixo:

Prazo de validade dos passaportes

Prazo de validade dos passaportes

O número do passaporte muda quando emito um novo? 

Sim! O número do passaporte muda.

Quanto tempo demora a entrega do novo passaporte a partir do momento que levo a documentação?

O tempo varia de posto pra posto, o meu entregaram antes do prazo, com 13 dias corridos (o mais recente emiti no posto do Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro). Caso você realmente vá precisar, ideal que solicite com uma certa folga pra não ficar no sufoco de chegar o dia da viagem e o passaporte não ter ficado pronto.

Tenho visto americano válido no passaporte antigo, e agora?

Caso o visto americano esteja no passaporte vencido, é necessário levar o passaporte vencido junto com o novo em suas viagens. Para visto de outros países, o ideal é informar-se junto à embaixada ou consulado do país em questão.

Achei uma promoção de passagem excelente mas ainda não tenho passaporte, o que fazer?

Compre! Apesar de no momento da compra constar no site da companhia aérea o campo para preenchimento dos dados do documento, você pode deixar em branco e posteriormente informar à companhia. Certa vez comprei uma passagem na Tam pros Estados Unidos e como estava com preço ótimo falei pra minha cunhada comprar e ir comigo. Ela ainda não tinha passaporte, mas comprou, deixou em branco e só depois informou a Tam.

Outra pessoa pode pegar o passaporte pra mim?

Não, pois pra receber será necessário validar as impressões digitais, conferir o documento e assinar junto ao agente da Polícia Federal. Caso o requerente seja menor de idade, também deverá estar presente e acompanhado de um dos genitores, do responsável legal ou do procurador.

É possível renovar um passaporte?

Muitas vezes ouvimos de alguém a frase “preciso renovar meu passaporte”, mas na verdade isso não existe. Ao contrário de alguns vistos, em que a renovação é feita de maneira simplificada, o passaporte não. Toda vez que vencer você deverá “começar do zero” o procedimento para emissão.

Espero que eu tenha ajudado a sanar algumas dúvidas! Qualquer outra informação estou à disposição. 🙂

Como organizar uma viagem?

Férias chegando, férias daqui a um ano, sem previsão de férias… como organizar uma viagem sem intermediação de agências e de quebra ainda economizar uma graninha?

O ideal, pelo menos pra mim, é se organizar o quanto antes, mesmo que suas férias ainda demorem a acontecer. Com o fator tempo a seu favor, você conseguirá mais ofertas de hospedagem a preços mais em conta, terá mais tempo pra se planejar financeiramente de acordo com o que pretende gastar e quando finalmente chegar o dia de viajar não estará endividado ou com parcelas pendentes no cartão de crédito. Não sei vocês, mas eu não gosto muito da ideia de parcelar coisas pro futuro que já terá até passado.

Obviamente vez ou outra aparecerá uma passagem imperdível em cima da hora e então você terá que correr contra o tempo e conseguir ajustar seu calendário pessoal e profissional pra conciliar. Uma vez comprei passagem “no escuro” pra Miami por R$900 (com taxas) e nem sabia se ia poder ir (por sorte deu certo).

Quando eu trabalhava (CLT) costumava organizar minhas férias com 6 meses de antecedência, pois era o tempo que eu conseguia negociar com meu chefe o período que eu gostaria de sair. Como hoje em dia trabalho de forma autônoma parcialmente o empecilho foi resolvido, e agora é meu marido quem precisa negociar o período. Caso o casal tenha obrigação de bater ponto, é necessário planejamento em conjunto pra ambos saírem na mesma época.

Natal/RN

Natal/RN

Caso seu empregador permita que você divida suas férias em dois períodos, não pense duas vezes. Fique atento ao calendário de feriados, para sempre que possível emendar férias e feriadão. Já pensou, por exemplo, pedir férias de 10 dias em agosto e emendar com o feriadão de 7 de setembro? Seria um período de 16 dias livre para viajar, tendo gozado apenas 10. Dá tempo de fazer uma viagem e descansar um pouquinho em casa pra voltar à labuta em seguida.

Caso você tenha escolha, fuja de meses como dezembro, janeiro, julho e agosto. Período de férias escolares, a maioria dos funcionários que tem filhos querem esses meses e consequentemente preços mais altos em tudo. As passagens aéreas ficam absurdas, hotéis também e até algumas atrações turísticas seguem um calendário de preços diferenciados para alta ou baixa temporada.

Fique atento ao clima do destino que pretende curtir seus dias de folga, pois dependendo do local pode ser muito quente ou muito frio. Ir pra Madrid é uma delícia né? “Que promoção maravilhosa encontrei pra agosto!” Vá e fique sozinho lá, provavelmente morrendo de raiva por sentir tanto calor. O verão na capital espanhola, por exemplo, é enlouquecedor. Agosto é o período de férias dos europeus e os preços na Europa toda ficam mais altos e com atrações bem mais lotadas. Caso não tenha filhos e consiga optar por outro período, fuja de Orlando nessa época também. Em uma ocasião fui em junho e mofei 2h em uma única fila no Sea World. Já quando fui em setembro achei bem mais tranquilo.

O verão em Madrid é tão legal que fugi pra Portugal!

O verão em Madrid é tão legal que fugi pra Portugal!

Caso seu destino seja no Brasil, também pode não ser uma boa ideia ir em julho/agosto curtir as praias do Nordeste, por exemplo. Período de muita chuva e clima constantemente instável. Morei em Natal e lembro que em julho e agosto chovia sem parar. Uma chuvinha chata, fina e que atrapalha o passeio de qualquer um. Meu marido uma vez foi a Noronha em agosto e as fotos dele comprovam como estava o tempo…

Ainda que belo, céu encoberto em Noronha todos os dias da estadia

Ainda que belo, céu encoberto em Noronha todos os dias da estadia

A meu ver, os melhores meses pra sair de férias são abril, maio, setembro, outubro e novembro. Você provavelmente economizará nas passagens, onde quer que você vá não estará tão lotado quanto na alta temporada, você poderá poupar uma graninha em atrações turísticas e possivelmente não morrerá nem de frio nem de calor em comparação ao auge das estações (verão/inverno).

Orlando e sua chuva de verão (look do dia) kkk

Orlando e sua chuva de verão (look do dia) kkk

Fique sempre atento às promoções de passagens aéreas e simule em diferentes sites, não apenas no da cia área. Certa vez comprei uma passagem no Decolar que estava mais em conta que no próprio site da companhia (Avianca), mesmo pagando taxas à operadora. Os sites que mais costumo pesquisar são o Maxmilhas, Viajando Barato Pelo Mundo e Melhores Destinos. Esses três são uma “constante” nas minhas buscas. 🙂

Com as passagens emitidas, o próximo passo é pesquisar o que pretende ver e fazer em determinado destino, e calcular mais ou menos a quantidade de dias que irá passar (e só então comprar os trechos internos, caso haja) e consequentemente reservar os hotéis.

Como organizar uma viagem por conta própria

Como organizar uma viagem por conta própria

Após definido isso o próximo passo é correr atrás das hospedagens. Dependendo do estilo de viagem, poderá procurar em sites diferentes. Eu costumo usar sempre o hotéis.com, pois além de ter parceria com o blog acumulo diárias pra trocar por uma grátis. Caso o estabelecimento que eu esteja procurando não esteja no hotéis.com, parto para o booking, que também é parceiro do blog. Outros conhecidos (que ainda não utilizei) são o Airbnb (locação por temporada), Priceline (possibilidade de dar lances em diárias de bons hotéis) e o Hostel World (albergues).

Fique muito atento à possibilidade de cancelamento grátis ou não quando reserva algo. Nunca sabemos o que pode acontecer e amargar um prejuízo quando algo sai dos eixos não é uma boa ideia. Só reservo sem cancelamento grátis em último caso. Certa vez uma tia minha adoeceu na véspera de uma viagem pra Europa e teve que cancelar tudo, e detalhe, muitos hotéis não tinham direito a cancelamento… além da frustração de não conseguir viajar, ainda teve que se frustrar mais com a perda financeira. Depois desse episódio, cancelamento grátis sempre! rs.

Outro ponto importantíssimo em relação à hospedagem é a localização. Particularmente não gosto de ficar em bairros afastados ou que vá demandar muito tempo de deslocamento (e consequentemente gastos extras). Sempre priorizo os bairros mais bem avaliados e tem dado certo: economia de tempo, paciência e dinheiro. Obviamente têm cidades que vale a pena um deslocamento a mais, haja vista que têm bairros muito mais caros que a média, mas cada caso é um caso e vale a pena dar atenção a isso.

Por exemplo, quando fui pra Dublin optei por um hostel muito bem localizado e foi a melhor coisa que fiz. Enquanto meus amigos intercambistas gastavam horas entre “esperar ônibus+trajeto do ônibus+caminhada até a casa” eu já estava batendo papo no hostel e bem no olho do furacão. Apesar do preço da hospedagem ter sido um pouquinho mais caro, a economia de tempo fez toda diferença e não gastei com transporte público.

Intercambistas em Dublin

Intercambistas em Dublin

Férias autorizadas, passagens emitidas, hotéis reservados… e agora?

Não ignore o seguro viagem, tenha você 20 ou 80 anos. Mais uma vez torno a dizer: nunca sabemos o que pode acontecer. Muitas vezes não é necessário pagar a mais por um seguro, pois muitos cartões de crédito fornecem o seguro ao titular e seus dependentes caso a passagem tenha sido emitida com o cartão. Assim como há seguro locação de veículos caso você alugue usando o cartão. Atenção: Verifique se seu cartão de crédito fornece esses benefícios pra você (o meu fornece).

Em uma ocasião fiz um seguro com a Assist Card e precisei usar algumas vezes durante a viagem. Achei o atendimento muito bom e não tenho nada a reclamar. Passei mal num hotel (crise de alergia, pra variar) e o médico em pouco tempo foi me atender.

Depois vem a parte mais legal: estudar o destino, pra não cair lá de “paraquedas”. Entender os costumes locais, antecipar-se com relação à gastronomia, cultura e o que você não deve fazer também são pontos interessantes. Obviamente só na prática você realmente vai saber como é, mas caso seja um destino muito exótico não custa nada pesquisar em blogs de viagens (principalmente em posts não comerciais) sobre o que espera por você lá. Utilizo também o site TripAdvisor em minhas pesquisas.

E o câmbio?

Estou morando no Rio há pouco tempo e pedi algumas dicas pros amigos daqui com relação a esse ponto. Mas de tudo que pesquisei, o que mais gostei foi de um que meu marido comentou. No site BeeCâmbio a proposta do negócio é ser totalmente online, mostrando a cotação em tempo real e muitas vezes com delivery grátis. Eles não são uma casa de câmbio, apenas intermediadores, e eles que fazem a negociação do valor com os parceiros deles. Achei muito prático e só de não ter que ficar andando com dinheiro por aí pra mim já faz toda a diferença. Além do mais, tenho gostado das cotações que tenho acompanhado.

Uma das regrinhas pra comprar moeda estrangeira a um preço “bom” é pesquisar no site do Banco Central do Brasil os valores praticados pelas instituições financeiras nos meses anteriores. Lá tem o ranking das cotações mais baratas e já serve de parâmetro para suas pesquisas. OBS: Não necessariamente a instituição que cobrou mais barato no mês anterior será a campeã em preço no mês corrente, mas é um bom sinal.

Sugiro que mantenha uma planilha com os gastos da viagem pra não se perder pelo meio do caminho e nem extrapolar os limites. A planilha vai ajudar você a ter mais controle e noção do que realmente pode e não pode fazer e depois pode até ficar de base pra outros amigos ou pra uma segunda viagem pro mesmo destino.

Caso seja uma viagem internacional fique atento à possiblidade de exigência de visto ou de certificado de vacinação pra não ter surpresas e nem ter que fazer tudo em cima da hora. A pressa é inimiga da perfeição.

Seja internacional, nacional, de busão ou avião, não deixe de tirar uns dias pra si e desbravar mundo afora (ou adentro!). Sabendo poupar, planejar e executar, a viagem com certeza será um sucesso e dará um gostinho a mais saber que foi você que planejou tudo, do início ao fim, sem contratação de agências e com a possibilidade de fazer tudo do seu jeito. 🙂

E vocês? Como costumam planejar suas viagens?

Almoço especial de Páscoa do Restaurante Vizta

Nosso almoço de Páscoa esse ano teve um sabor diferente. Como estamos morando há pouco tempo no Rio e nossos pais não moram aqui, acaba que em ocasiões especiais ficamos um pouco “órfãos” e casa cheia de familiares não é uma realidade. Mas, pra nossa alegria e distração, fomos representar os amigos do @apaixonadosporviagens no almoço de Páscoa do Vizta, localizado nada mais nada menos que no 2º andar do Marina Palace, bem de frente pra praia. Se estiver procurando restaurante com vista no Rio, continue lendo! 🙂

Restaurante com vista no Rio de Janeiro

Restaurante com vista no Rio de Janeiro

Optamos por ir de carro, mas o restaurante tem fácil acesso de metrô (Estação Antero de Quental – linha 4). Caso vá de carro, tem estacionamento rotativo na rua (R$2/2h) ou algumas opções de estacionamento privado. Acabamos guardando o carro no Supermercado Pão de Açúcar (R$30/3h), mas depois descobri que tem um estacionamento da Usa Park muito próximo ao hotel, basta colocar no gps o endereço Rua João Líra, 95.

O Restaurante ofereceu um almoço especial de Páscoa para hóspedes e não hóspedes, e cumpriu muito bem o que se propôs. O almoço funcionou no esquema de buffet livre e podíamos nos servir à vontade. Já posso adiantar que comi muito e me esforcei ao máximo pra poder provar um pouquinho de cada coisa e contar aqui pra vocês (não que isso seja necessariamente um esforço kkk).

O estabelecimento ofereceu uma programação especial pra criançada, em que as próprias crianças prepararam cupcakes do jeito que queriam (com acompanhamento de uma funcionária muito simpática da equipe). Além de preparar os doces, tinham à disposição desenhos para colorir, tudo visando maior distração dos pequenos e oportunidade dos pais relaxarem mais no ambiente.

Por falar em simpatia, o atendimento merece destaque. Durante toda nossa permanência todos da equipe foram muito cordiais e solícitos. Pra ter uma ideia, pedi um suco de uva integral que estava no cardápio e o garçom disse que estava em falta, mas que podia fazer um suco de uva natural se eu quisesse (e não estava no cardápio). Achei muito legal da parte dele, e claro que não pude recusar. 🙂

Quanto às bebidas, fiquei só no suco de uva mesmo, não consumi bebida alcoólica pelo fato de meu marido ter que dirigir depois e eu não achar tão legal beber sozinha, mas nos foi apresentada uma carta de vinhos com opções tanto em garrafa quanto em taça (preços variam de R$38 a R$1150).

Pra começar, uma saladinha pra enganar o estômago, e como era Páscoa nada melhor que uma salada de bacalhau regada a muito azeite. Além da salada de bacalhau, mixei algumas opções mais tradicionais de folhas verdes e outros vegetais.

Salada de bacalhau

Salada de bacalhau

Bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas

Bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas

Mini penne com funghi e camarões salteados

Mini penne com funghi e camarões salteados

Como era buffet livre, tinham muitas opções disponíveis, e claro que bacalhau não podia faltar. Além da salada, tinha bacalhau assado ao tomate confit, vagem e azeitonas, como também outra opção de pescado, como Dourado ao molho de alcaparras e ervas frescas.

Os mais carnívoros não foram esquecidos, e serviram Mignon ao molho de chalotas e Parma crocante. Apesar de tentador, deixei a carne vermelha pra outro dia, mas não deixei pra outro dia o maravilhoso mini penne com funghi e camarões salteados. Gente, esse penne tava maravilhoso! O molho ótimo, camarão tamanho médio super suculento e com sabor acentuado do funghi (amei a combinação!).

Buffet do Restaurante Vizta

Buffet do Restaurante Vizta

Os acompanhamentos também mereceram destaque. A combinação de arroz com passas e pistaches harmonizou muito bem com o bacalhau, assim como a batatas assadas ao alho poró e cenoura ao mel e tomilho. Gostei muito da criatividade das combinações, que fugiram do óbvio e trouxeram mais protagonismo para o que seriam simples acompanhamentos.

Difícil foi ter que parar de comer pra guardar espaço pras sobremesas, pois tinham opções para todos os gostos! E o melhor, dava pra sentir que foi tudo feito naquele dia, especialmente pra aquela ocasião. Bati o olho e escolhi a primeira: torta de nozes com damasco, que estava divina. Açúcar no ponto, boa quantidade de nozes e damasco e maciez na massa. Como boa formiguinha que sou, não parei por aí. Peguei também um copinho de brigadeiro com uva que também estava ótimo, afinal, não podemos esquecer do protagonista das mesas de Páscoa: o chocolate. Ainda consegui espaço para as mini tarteletes e provei a de morango e maçã.

Mini tarteletes

Mini tarteletes

Além dessas opções que comi, haviam outras como torta floresta negra, colomba pascal e torta de dois chocolates. Como podem ver, um buffet muito farto e com ingredientes de qualidade. Pra completar, é possível usufruir de toda esse banquete acompanhado de uma vista espetacular que o ambiente proporciona: Praia do Leblon. Com janelões de vidro pra facilitar a visão, entre uma garfada ou outra podíamos acompanhar a movimentação num domingo ensolarado de feriado.

Almoço de Páscoa do Restaurante Vizta

Almoço de Páscoa do Restaurante Vizta

Conversando com a Milena, que nos recebeu na ocasião, ela contou que o restaurante sempre oferece menus especiais em ocasiões especiais, como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais. Cada um com uma programação diferente e voltada para o que está sendo comemorado. Adorei a novidade, imagina que luxo um jantar romântico no Dia dos Namorados com a vista maravilhosa do Leblon? 🙂

Decoração com muitos detalhes em madeira de lei e utilização de luz natural

Decoração com muitos detalhes em madeira de lei e utilização de luz natural

Confesso que ainda estou turistando na cidade onde moro, e algumas vezes desde que cheguei procurei na internet “restaurante com vista”, pelo fato de realmente apreciar momentos assim. Sou do tipo que “se tem vista, tem um tempero a mais”. Fiquei muito feliz e satisfeita com a experiência, que não poderia ter sido melhor, graças ao convite dos amigos Júlio e Lily, e à competência da equipe do Restaurante em caprichar no almoço.

Informações adicionais:

  • Endereço: Av. Delfim Moreira, 630, Leblon
  • Aberto ao público todos os dias
  • Horário: 6:30h às 23h
  • Aceita todos os cartões de crédito
  • R$105 por adulto. Crianças de 6 a 12 anos pagam meia. Crianças até 5 anos não pagam.
  • Reservas: (21) 2529-5700

Como é a trilha pro Morro da Urca

Para fazer a trilha pro Morro da Urca é necessário deslocar-se para a Pista Cláudio Coutinho, que fica no canto esquerdo da Praia Vermelha, Zona Sul da cidade.

COMO CHEGAR

Evite ir de carro, pois encontrar vaga para estacionar é muito difícil. Caso queira de ir de metrô, desça na estação Botafogo e pegue um Uber (a corrida dará aproximadamente R$8). Caso esteja sozinho, financeiramente vale a pena comprar o bilhete de integração metrô-ônibus e pegar o ônibus 513 que faz integração com o metrô Botafogo. Procure a saída Mena Barreto.

Informações úteis caso queira subir ao Pão de Açúcar/valores 2017

Informações úteis caso queira subir ao Pão de Açúcar/valores 2017

10 informações úteis antes da sua primeira visita ao local:

1 – A trilha leva à primeira parada do trajeto do Bondinho que leva ao Pão de Açúcar, e você economiza R$40 no passeio, pois o valor Praia Vermelha – Pão de Açúcar custa R$80 (valores 2017) e Morro da Urca – Pão de Açúcar custa R$40. Você pode deixar pra comprar o ingresso lá em cima;

O começo da trilha é bem cansativo e íngreme

O começo da trilha é bem cansativo e íngreme

2 – Não é necessário ir com guia ou com mapa para chegar ao Morro, pois o caminho é bem sinalizado e com grande fluxo de pessoas fazendo o mesmo percurso;

Não custa lembrar

Não custa lembrar

3 – Durante o trajeto é frequente a presença de micos, mas saiba que é proibido alimentá-los (apesar de ver pessoas a todo momento fazendo isso). Eles são uma espécie invasora das matas do Rio e além de transmitir doenças, destroem a vegetação local;

4 – Evite ir em dias chuvosos ou caso tenha chovido no dia anterior, pois o caminho pode ser pior: as pedras ficam muito lisas e escorregadias;

Atenção para não pisar nesses lugares repletos de limo

Atenção para não pisar nesses lugares repletos de limo

5 – Leve bastante água, barrinha de cereal ou outra coisa pra comer no caminho, pois obviamente não tem onde comprar e se você realmente precisar repor energias durante o percurso pode ter problemas;

6 – Demoramos 25 minutos pra subir e não muito menos pra descer. Paramos poucas vezes pra descansar e seguimos um ritmo moderado. Na volta não foi tão rápido devido às inclinações e atenção redobrada pra não escorregar nas pedras;

Nessa parte é necessário segurar na corda se não quiser sair rolando lá pra baixo

Nessa parte é necessário segurar na corda se não quiser sair rolando lá pra baixo

7 – Apesar de muitos dizerem que a trilha é de nível fácil, devo esclarecer que depende. Se você tem bom preparo físico, vai com calçado ideal (bota pra trilha ou tênis) e não tem problemas no joelho, a trilha torna-se mais fácil. O caminho é composto por escadas de troncos de madeira e galhos, caminhos de pedras e muita inclinação, sempre;

Trilha do Morro da Urca

Trilha do Morro da Urca

8 – Antigamente era possível subir ao Morro através da trilha e descer de bondinho gratuitamente, porém isso não é permitido mais. Caso você suba através da trilha, necessariamente terá que descer por ela também (a não ser que queira pagar uma taxa para descer de bondinho);

9 – O Morro da Urca tem ótima infraestrutura pro visitante: banheiros, lanchonetes, exposição dos bondinhos antigos, museu, restaurantes, lojas, etc. Aos mais abastados, há a possibilidade de fazer voos panorâmicos de helicóptero pelo Rio a partir de R$230 (5 minutos) e o helicóptero parte de lá;

10 – Para fins de informação, o Morro tem 220 metros de altura e merece muito a visita, pois apresenta paisagens espetaculares da Cidade Maravilhosa (a foto de capa também foi tirada de lá). Aos felizardos visitantes basta relaxar, tirar muita foto, babar e recuperar as energias para o retorno. 🙂

Vista para o Pão de Açúcar

Vista para o Pão de Açúcar

Um abraço!

 

Desafio Wanderlust

#Desafio Wanderlust

Pra começar, você sabe o que significa essa palavra?

Oriunda da língua germânica, a junção do termo “Wandern”, que significa caminhar/vagar com “lust” que significa paixão, resulta em quê?  Paixão por viajar! Não é à toa que vemos tantas vezes essa palavrinha em posts relacionados a viagens, aventuras e até em tatuagens. A tag #wanderlust chegou até mim como uma brincadeirinha em forma de desafio dos amigos do @apaixonadosporviagens (veja o post deles aqui) e são 10 perguntinhas de viagens pra que vocês saibam um pouco sobre mim.

1. Quando e para onde ia o seu primeiro avião?
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Não sei precisar exatamente o ano, mas seguramente nos anos 90 e eu devia ter uns 10 anos. Fui de Belém pra Manaus visitar uma tia que tinha casado e se mudado pra lá, e a companhia era a Varig. Gente, faz tempo. Lembro que a comida era muito bem servida (sempre com fome!), aeromoças bonitas e atendimento muito bom – tenho só boas lembranças da extinta companhia aérea. Mesmo pequena muambei muito na Zona Franca de Manaus e tenho na memória que minha mãe e minha avó compraram uma casa da Barbie enorme pra mim kkk. E da Mesbla? Quem lembra? kkk.

Foto catalogada do Pinterest: https://br.pinterest.com/pin/336221928414016779/

Foto catalogada do Pinterest: https://br.pinterest.com/pin/336221928414016779/

2. Para onde foi já foi e gostaria de voltar?
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Pergunta difícil, mas vamos lá. Tenho vontade de voltar à Grécia e conhecer as ilhas mais famosas, já que quando fui só conheci Atenas e as Ilhas Jônicas, que não são tão conhecidas como as Cíclades. Mykonos e Santorini ainda habitam minha wish list e só tive boas impressões na Grécia: adorei o povo, a comida, o preço das coisas, a beleza natural, e a riqueza histórica e cultural.

Chegando em Navagio Beach, Grécia, 2014

Chegando em Navagio Beach, Grécia, 2014

Outro lugar que gostaria de voltar é Nova York, pois apesar de ter ficado bons dias e curtido muito a cidade, saí de lá com a impressão de que faltou muita coisa pra ver. Gosto do clima super cosmopolita que tem, da imensa programação que oferece e acho que até pra quem mora lá deve ser difícil esgotar os pontos interessantes a serem visitados. Além do mais, tenho uma relação de amor com Nova York desde pequenina, provavelmente pela influência do cinema em minha vida rs.

Cara a cara com "A Noite Estrelada" Moma, NY, 2013

Cara a cara com “A Noite Estrelada” Moma, NY, 2013

3. Você está viajando amanhã e dinheiro não é problema, pra onde você vai? 
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Pro Japão! E se dinheiro não é problema que tal emendar pra Indonésia? Bali é logo ali! 🙂

4.  Método preferido de viagem: avião, trem ou carro?
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Avião! Principalmente se for voo direto. Mas não que eu morra de amores pelo voo em si, é mais pela praticidade. Tenho medo de altura e sempre faço o sinal da cruz antes de decolar kkkk.

5. Site preferido de viagens?
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Difícil, pois tenho vários! kkk. Não é porque foi ela que me indicou no desafio aqui mas adoro o site Apaixonados por viagens, sempre com informações precisas e detalhadas sobre os destinos. Outro que nunca deixo de fora nas minhas pesquisas é o clássico Viaje na Viagem, sempre bem completo e com muito conteúdo útil e pouco blá blá blá. Sou muito fã de sites que prezam pelo conteúdo, não só por belas fotos. Outro que pra mim une essas duas características é o da Thaís do Guia Mundo Afora, que tem leitura leve e agradável, sempre muito rico em informações e com uma boa pitada de humor.

6. Para onde você viajaria só para comer a comida local?
6

Desculpa Itália, desculpa França, mas eu viajaria pra Belém! Pra mim, o melhor destino gastronômico do país (e não é porque sou de lá não rs). Apesar de não ser uma megalópole como outras brasileiras, lá tem tacacá e torta de cupuaçu com queijo cuia, minha gente! Quem já comeu, entende…

Tacacá do Tomaz, Belém

Tacacá do Tomaz, Belém

7. Você sabe seu número de passaporte de cabeça?
7
Sim! Mas estou renovando e em breve não saberei mais. kkk
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8. Você prefere o assento do meio, corredor ou janela?
8

Eu prefiro corredor, mas na maioria das vezes acabo indo no meio. Meu marido também prefere corredor e adivinha? Sempre acabo indo no meio. Odeio

.
9. Como você passa o tempo quando está no avião?
90
Voo doméstico: Lendo revistas
Voo internacional: Assisto filmes e emendo facilmente dois ou três numa sequência…
 .
10. Existe algum lugar para onde você nunca mais voltaria?
10

Veneza. Quem me conhece sabe que não morri de amores pela cidade e sinceramente chegou a ser uma decepção, haja vista que era um lugar que eu tinha muita vontade de conhecer. Não me agradou em muitos aspectos, mas é puramente uma opinião pessoal.

Praça São Marcos, Veneza, 2014

Praça São Marcos, Veneza, 2014

Outro lugar que provavelmente eu nunca mais voltaria é Berlin, pois acabei vendo tudo que eu tinha vontade de ver e mesmo assim também não morri de amores só morri de frio.

Palácio do Reichstag, Berlin, 2014

Palácio do Reichstag, Berlin, 2014

Aproveito aqui pra desafiar a Thaís do @guiamundoafora, a Anna do @misscheckin, o Márcio do @marcionomundo e a Amanda do @prefiroviajar.

Valeu!

O que fazer em Petrópolis em 1 dia

Com o clima mais ameno no Rio de Janeiro e mar com temperaturas muito baixas nas praias, a boa pedida pra diversificar os passeios é visitar a cidade imperial, lugarzinho lindo que fica a apenas 67 km de distância da capital. Opções de o que fazer em Petrópolis em 1 dia não faltarão, e espero poder ajudá-los com o roteiro.

O que fazer em Petrópolis

O que fazer em Petrópolis

COMO CHEGAR

A empresa Única Fácil faz o trajeto entre as duas cidades em aproximadamente 1:30 e com preços a partir de R$29,27 (abril/2017). Todos os dias têm ônibus para o destino com uma oferta grande de horários.

Para quem prefere ir de carro, em 1h chega-se ao destino. Basta seguir pela BR-040 sentido Rio-Petrópolis (há um pedágio no trajeto, que custa R$12,40). O acesso é fácil e bem sinalizado, porém é necessário atenção redobrada na hora de subir a serra, pois a via é cheia de curvas e muitas vezes com bastante neblina, atrapalhando a visibilidade. Porém, nem preciso dizer o quão linda é a vista né? 🙂

O QUE FAZER EM PETRÓPOLIS

Antes de mais nada, vale a pena comentar sobre o custo com estacionamento na cidade. Como aos finais de semana muita gente do Rio acaba subindo a serra, a cidadezinha fica bem congestionada e difícil de estacionar. Pagamos R$12 por 4h de estacionamento na rua, mas acabamos excedendo o horário e tivemos que pagar uma multa de R$36. Estacionamentos fechados cobram aproximadamente R$10 a hora, o que é muito caro. Pela quantidade de horas que passamos lá, ainda saímos no lucro pagando a multa.

Chegamos em Petrópolis por volta de 10h da manhã, e logo na entrada da cidade paramos na Casa do Alemão, estabelecimento bem conhecido pelos cariocas. Ambiente agradável e com muita opção para comer, com destaque para o croquete de bacalhau que, acredito eu, seja o salgado que mais sai na casa.

Com as energias recarregadas, logo na entrada da cidade sugiro que dê uma paradinha no Palácio Quitandinha, onde antigamente funcionava como um hotel e cassino, construído para ser o maior da América do Sul. Atualmente é totalmente privado, com cada um sendo o dono do seu próprio apartamento. Destaque para a bela arquitetura local e paisagismo dos arredores, como o lago em frente que tem o formato da América do Sul.

Palácio Quitandinha

Palácio Quitandinha

Partindo dali rume ao Centro Histórico, onde se encontram a maioria das atrações da cidade. Como sugestão, o próximo ponto a ser visitado pode ser a Casa de Santos Dumont, que funciona atualmente como um museu e que fora construída para ser a casa de verão do famoso aviador, tendo sido projetada por ele mesmo. Sua arquitetura em formato de chalé nos remete a uma “casinha de brinquedo” e que não possuía cozinha em seu interior, sendo abastecido de comida pelos hotéis da região.

Casa de Santos Dumont

Casa de Santos Dumont

MAIS INFORMAÇÕES

Endereço: Rua do Encanto, 22 – Centro – Bilheteria até às 17h
Visitação: terça a domingo, 9h às 17h30 
Ingresso:
 R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia) – Crianças até 6 anos e maiores de 65 anos: acesso livre.

A 1 km dali está a Catedral de Petrópolis, originalmente chamada de Catedral de São Pedro de Alcântara. Construída sob ordens de D. Pedro II, é uma bela obra de estilo neogótico francês. Ali dentro além de belos vitrais e esculturas em mármore há também o mausoléu imperial, que foi inaugurado por Getúlio Vargas em 1939 e onde estão os restos mortais de D. Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e seu esposo.

Catedral de Petrópolis

Catedral de Petrópolis

Mausoléu Imperial

Mausoléu Imperial

MAIS INFORMAÇÕES

Endereço: R. São Pedro Alcântara, 60 – Centro, Petrópolis – RJ
Inauguração: 29 de novembro de 1925
Construção: 1884-1969
Entrada gratuita

Dali siga para o Museu Imperial, residência oficial de verão de D. Pedro II, criador de Petrópolis. Dizem que o Palácio era a residência preferida do Imperador, que passava não somente o verão como muitos meses ali. Na visitação temos acesso a um acervo incrível e muito bem preservado, com móveis, utensílios e objetos pessoais intactos e muito luxuosos. Destaque para a pena de ouro que Princesa Isabel utilizou para assinar a abolição da escravatura e também para as joias e coroas de D. Pedro I e II.

Museu Imperial

Museu Imperial

Para preservar o piso original do local, os visitantes obrigatoriamente tem que usar pantufas, que são distribuídas no início da visita.

Jardim do Museu Imperial

Jardim do Museu Imperial

MAIS INFORMAÇÕES

É necessário deixar bolsas e mochilas no guarda-volumes logo na entrada, podendo levar apenas celular e carteira. Não é permitido tirar foto em momento algum durante a visitação.

Endereço: Rua da Imperatriz, nº 220, Centro

Ingresso Palácio: Inteira: R$10,00 / Meia: R$5,00. Os jardins tem entrada gratuita.

Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 5,00 – Moradores e naturais de Petrópolis, às quartas-feiras e no último domingo do mês a entrada é 0800.

OBS: Às quintas, sextas e sábados, sempre às 20h, há um espetáculo chamado “Som e Luz“, que trata-se de uma encenação da história de D. Pedro II, praticamente uma aula de história a céu aberto. Eu não fui, mas ouvi falar muito bem. Além disso, há também um Sarau Imperial. Ingressos à parte.

Depois de perambular pelos jardins do Palácio a fome já havia batido fazia tempo, e então fomos direto para o restaurante da Cervejaria Bohemia. Já era minha segunda ida ao Restaurante e como na primeira vez comi comida, dessa vez comi sanduíche. Minha amiga pediu o mesmo que o meu e veio frio, daí reclamou e trocaram. Achei o atendimento muito devagar nessa segunda ocasião, mas ainda recomendo a visita. Éramos uma mesa com 17 pessoas, então achei que pecaram na agilidade.

Restaurante da Cervejaria Bohemia (aberto ao público mesmo que não faça o tour)

Restaurante da Cervejaria Bohemia (aberto ao público mesmo que não faça o tour)

Cervejaria Bohemia

Cervejaria Bohemia

Dessa vez não fiz o tour, pois já havia feito há poucos meses, mas recomendo MUITO que façam! Os R$32 do ingresso dão direito a pelo menos 3 degustações, pois como nem todo mundo bebe, acaba que tem gente que bebe por essas pessoas rsrs. A visita guiada é muito bem organizada, com pessoas explicando o processo de produção, a história da marca e ensinando como apreciar uma boa cerveja. Eu, particularmente, gostei muito da 838 Pale Ale, que provei na degustação e sigo comprando quando vou ao supermercado comprar cerveja rsrs.

Tour Cervejaria Bohemia

Tour Cervejaria Bohemia

Após fazer a visita, não deixe de ir ao Palácio de Cristal, que fica na mesma rua da cervejaria. O Palácio de Cristal tem inspirações no Crystal Palace de Londres e no Palácio de Cristal do Porto, e tem uma bela estrutura de ferro e vidro. Em seu interior acontecem exposições e eventos diversos. Vale a pena tirar umas fotinhos em seu entorno, que conta com um jardim muito bonito decorado com hortênsias (dependendo da época) e chafarizes.

Palácio de Cristal

Palácio de Cristal

Palácio de Cristal no cair da noite

Palácio de Cristal no cair da noite

E então o dia chegou ao fim e retornamos pro Rio, mas não sem antes comprar biscoitos amanteigados de Petrópolis. Compramos o da Ritinha, que dizem ser um dos melhores. Esses biscoitos são ótimos pra acompanhar um cafezinho ou chá, e é bem tradicional na cidade e ótimo para levar de lembrança para alguém.

Caso tenha mais um dia na cidade ou meio dia pelo menos, sugiro garimpar roupas na Rua Teresa, famosa rua de venda de roupas com preço baixo. As lojas fecham pontualmente às 18h e mês passado fui lá conferir. Conclusão: Comprei 10 peças de roupa por R$250.

Achei realmente muito barato e tem roupa de tudo que é tipo e preço. Particularmente gostei muito de uma loja chamada Lullie, que vendem produtos em linho e consequentemente um pouco mais caras, mas com qualidade ótima e que vale a pena conferir.

Beijos!

5 coisas pra fazer em Manaus

O objetivo do post é sugerir 5 coisas pra fazer em Manaus caso disponha de pouco tempo e abordar algumas curiosidades acerca da cidade.

A capital amazonense fica a 2:50 de voo de Brasília, cidade que faz a maioria das conexões aéreas pro Norte. Com pouco mais de 2 milhões de habitantes e o principal centro financeiro do Norte do país, essa cidade destaca-se pelo ecoturismo que envolve não somente a capital como outras regiões do Estado.

Já fui a Manaus inúmeras vezes pelo fato de ter família lá e pela facilidade de voo vindo de Belém (apesar da facilidade, saibam que são 2h de voo direto, não é nada perto rs). Depois que me mudei do Pará ficou mais difícil ir, mas por sorte consegui achar uma passagem Rio – Manaus com preço bom em pontos e não pensei duas vezes em matar a saudade da família e rever a cidade, que não visitava há mais de 7 anos (e que mudou bastante viu?).

Agora vamos ao que interessa! 🙂

  1. Teatro Amazonas

A construção do famoso Teatro deu-se no final do século XIX, graças ao apogeu socioeconômico da cidade por causa do Ciclo da Borracha. Nessa época Manaus exportava muito e isso possibilitou a criação de projetos ambiciosos, como a construção do teatro, totalmente inspirado nos grandes teatros europeus e o maior símbolo da Belle-Époque.

A cúpula não está aí por acaso. A cortina principal do palco sobe de forma reta, até alcançar a cúpula. Não é dobrada nunca.

A cúpula não está aí por acaso. A cortina principal do palco sobe de forma reta, até alcançar a cúpula. Não é dobrada nunca.

O local funciona não somente como um teatro, mas também como um museu, em que memórias da história são preservadas e a visita guiada retrata muito bem isso. Recomendo que façam a visita com o guia pra aprender um pouco mais sobre os detalhes da construção, as obras de arte existentes, a vida do povo daquela época e também tirar dúvidas, caso existam.

O teto do salão principal é como se estivéssemos embaixo da Torre Eiffel e conta com o busto de Carlos Gomes ao centro

O teto do salão principal é como se estivéssemos embaixo da Torre Eiffel e conta com o busto de Carlos Gomes ao centro

A duração da visita é de aproximadamente 45 minutos, e compreende o salão nobre, a plateia/palco e salão de antiguidades.

Esse belo afresco segue a técnica da perspectiva, em que temos a sensação de que os personagens pintados nos acompanham com o olhar

Esse belo afresco segue a técnica da perspectiva, em que temos a sensação de que os personagens pintados nos acompanham com o olhar

OBS: Eu amo essa pintura. Lembro da primeira vez que a vi, eu era bem criancinha e nunca esqueci. Que bom poder vê-la de novo!

Nessa ocasião fiz a visita guiada pela manhã e à noite fui assistir uma peça da atriz Elisa Lucinda e foi ótimo ver o teatro a todo vapor! Casa cheia, confortável, acústica agradável e temperatura baixa. Recomendo uma roupa mais quentinha pros espetáculos da noite.

Maquete do Teatro Amazonas: Montada na década de 60, conta com mais de 30 mil peças de Lego

Maquete do Teatro Amazonas: Montada na década de 60, conta com mais de 30 mil peças de Lego

Funcionamento: Terça a sábado, das 9h às 14h

Venda de ingressos na bilheteria (Amazonense não paga visitação). Preço normal: R$20.

Onde: Av. Eduardo Ribeiro, 659, Centro.

   2.  Passeio de barco

Fiz um post completo falando desse passeio e sugiro a leitura. 🙂

   3. Comer comida regional

Que o Norte do país tem as comidas mais exóticas e saborosas isso não é mais segredo nem pros grandes chefs de cozinha, que cada vez mais se encantam com os sabores e temperos nortistas. Peixes de água doce, frutas (pra muitos) exóticas, combinações  que soam estranhas… lá tem tudo isso e mais um pouco. 🙂

Como sou paraense, muita coisa é semelhante com a culinária manauara, apesar de breves diferenças. Uma coisa por exemplo que não é comum em Belém mas super comum em Manaus é o sanduíche chamado “x-caboquinho”, à base de queijo coalho e lascas de tucumã (fruta regional). Apesar de eu não gostar dessa fruta, muitas pessoas gostam e o ideal é experimentar!

Em compensação amo peixe de água doce, especialmente os da Amazônia. Pra comer um dos meus preferidos escolhi o Peixe à Delícia do Restaurante Choupana, que além de confortável serve esse pirarucu maravilhoso, extremamente saboroso e no ponto. Esse peixe pode chegar a medir até 3 metros de comprimento e é muito comum na bacia amazônica, especialmente em águas mais calmas. Não sei descrever o sabor, mas é excelente e briga com o Filhote na categoria “meus peixes favoritos”.

Peixe à Delícia (R$108/serve bem 2 pessoas)

Peixe à Delícia (R$108/serve bem 2 pessoas)

Outro pescado que vale a pena destacar é o famoso tambaqui, peixe altamente consumido no Estado e, pelo que presenciei, acho até que o preferido do povo amazonense. Vale a pena experimentar ambos pois certamente um dos dois irá agradá-lo (ou os dois!).

Caso queira comprar frutas regionais, goma de tapioca (sim, a do Norte é um pouco diferente e particularmente acho melhor que a do Nordeste), camarão, artesanato, você encontra tudo isso e mais um bocado no centenário Mercado Adolfo Lisboa, que fica bem em frente ao Porto de Manaus. Vale a pena conhecer esse mercado pra conhecer um pouco da culinária local e também pra apreciar sua beleza, pois trata-se de um mercado muito bonito e reformado.

Mercado Adolfo Lisboa

Mercado Adolfo Lisboa

Além das gostosuras citadas acima, eu não poderia deixar de recomendar o Refrigerante Baré, comercializado no sabor guaraná e muito comum em Manaus. Eu, particularmente, adoro! Disputa com a Coca-Cola no Estado e não é à toa que a Ambev comprou a empresa…rs.

 

Outros restaurantes pra conhecer: Banzeiro (comida regional), Picanha do Adolfo (picanha no bafo), Cachaçaria do Dedé (comida brasileira).

OBS: Na Cachaçaria do Dedé não deixe de pedir a carne de sol, é divina! 🙂

   4. Passear na Ponta Negra

A Ponta Negra é uma praia fluvial que fica no bairro de mesmo nome, considerado o mais nobre da cidade. Apresentações artísticas nacionais são comuns por lá e tem ótima infraestrutura pra pessoas de todas as idades: mirantes para apreciar a paisagem, muitas opções de lugar pra comer, calçadão amplo e bem conservado, anfiteatro, atividades ao ar livre, estacionamento e quiosques com comidas típicas completam o local. O rio da praia em questão é o Rio Negro e é lá que as pessoas se refrescam do calorão que faz em Manaus.

Dica: Vale a pena ir no fim da tarde e apreciar o belo pôr do sol com uma visão bonita da Ponte Rio Negro.

Pôr do sol na Ponta Negra

Pôr do sol na Ponta Negra

Na ocasião comi num lugar chamado Fish Maria, que tem outras unidades na cidade e tem foco na comida regional. Comi uma unha de caranguejo maravilhosa e que vale muito a pena indicar! 🙂

   5. Largo de São Sebastião

Nem só de Teatro vive o Largo de São Sebastião. Diversas programações culturais ao ar livre, segurança, bares, arquitetura preservada, calçadão de pedras que nos remete ao Encontro das Águas, Monumento de Abertura dos Portos, e, claro, a bonita Igreja de São Sebastião, que leva o nome do Largo.

Largo de São Sebastião

Largo de São Sebastião

Inspiração no calçadão de Copacabana? Não! O calçadão do Largo é mais antigo que o da famosa praia carioca.

Inspiração no calçadão de Copacabana? Não! O calçadão do Largo é mais antigo que o da famosa praia carioca.

Essa bonita igreja vale a pena incluir em seu roteiro pela beleza em seu interior, repleta de painéis e vitrais europeus, característicos da época em que foi construída, em 1888. Destaque também para as ricas pinturas que cobrem o teto até o altar e os detalhes que a decoração interior apresenta.

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Vale ressaltar que a igreja possui apenas uma torre, e isso de cara chama atenção de quem olha por fora. Como tudo que é antigo e inusitado inspira explicações, com essa igreja não seria diferente. Porém, a teoria mais aceita é que o terreno oferecia pouca estabilidade e, por esse motivo, os engenheiros da época não quiseram aumentar o peso da construção. Será?

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Outro ponto interessante de observar é o Monumento de Abertura dos Portos. Se você prestar atenção, verá que cada caravela representa um continente diferente, representando a abertura comercial para outros países além de Portugal. No topo, a escultura da mulher representa a Amazônia.

Monumento de Abertura dos Portos

Monumento de Abertura dos Portos

OUTRAS INFORMAÇÕES

  • Caso vá pro Largo de São Sebastião de carro, fique atento com a escassez de lugares pra estacionar. Estacionamentos privados estão disponíveis mas não são muito baratos.

  • Por falar em transporte, em Manaus ainda não tem Uber, então as opções disponíveis são táxis, ônibus ou locação de carro.

  • Complementando o item anterior, uma corrida do Aeroporto de Manaus para o bairro da Ponta Negra (onde fiquei) tem valor tabelado e custa R$75. É muito caro tratando-se de poucos km percorridos. Se você “chorar” consegue no mínimo por R$50 no trajeto inverso.

  • Manaus não é uma cidade muito barata pro turismo. Pra falar a verdade quase não vi nada barato lá (a não ser a gasolina).

  • Programe-se direitinho de acordo com a previsão do tempo. As chuvas amazônicas são famosas e super fortes e longas, então agendar um passeio de barco num dia chuvoso é uma péssima ideia, por exemplo.

  • Programe-se também com a temperatura e umidade do local. Em geral a umidade relativa do ar é de 88%, o que faz com que você já saia do chuveiro molhada de suor. A temperatura média anual é de 28°C, mas ao longo do dia facilmente passa dos 30°C. Lembre-se que esse calor associado à alta umidade é um verdadeiro desastre…kkkk. Fui agora em março e a temperatura estava agradável, mas não é bem assim o resto do ano.

  • Previna-se contra os mosquitos durante o passeio de barco. Use e abuse de repelentes, pois pessoas mais alérgicas podem ter problemas caso não se protejam. Durante a pescaria com piranhas, em que ficamos com o barco parado (vide post sobre passeio de barco), apareceram mosquitos de todas as formas, tamanhos, cores e amores… kkk.

  • Se você dispõe de muito tempo na cidade, vale a pena passar um fim de semana em Presidente Figueiredo, a 107 km da capital. Com foco em ecoturismo, a cidade desponta como ótima opção para quem é fã de natureza, trilhas, rafting e muitas cachoeiras – no local tem mais de 100. Já estive na cidade algumas vezes e o ideal é passar pelo menos dois dias pra aproveitar bastante. O município é ligado a Manaus através da BR-174 (que liga também à Boa Vista e também à Venezuela). OBS: A melhor época pra visitar as cachoeiras vai de abril a agosto, período em que estão bem cheias.

 

E vocês? Já foram à capital amazonense?

 

O que fazer em Búzios em um fim de semana

A queridinha da Região dos Lagos carrega encantos que vão muito além das telas do cinema nacional e novelas brasileiras. Esse pedacinho lindo do Estado do Rio fica a  176 km da capital e vale muito a pena incluir na sua lista de “lugares pra conhecer”.

Fomos pra lá no último fim de semana aproveitar a reta final do verão, apesar de ter feito um tempo bem doido por lá. Chegamos no sábado por volta de 10h da manhã e ficamos até domingo 12h, pois como o tempo estava ruim no domingo, optamos por não pegar estrada à noite. Saímos do Rio por volta de 6:30 e gastamos aproximadamente R$45 de pedágio pra ir e voltar (março/2017).

Ficamos hospedados na Pousada Lua Cheia, boa pra quem vai de carro (não fica tão perto pra ir a pé pros pontos de interesse). O local é bom pra passar o fim de semana, oferece passeios com agências, café da manhã, limpeza diária, piscina, sauna e estacionamento grátis. Sem luxos, mas ótima pra quem tem estadia curta.

Pousada Lua Cheia

Pousada Lua Cheia

Logo ao chegar já contratamos um passeio de escuna, e apesar de muitos falarem que é uma furada, é a melhor maneira de conhecer várias praias em um único dia. Contratamos o passeio da Agência Stylus com duração de 2:30h, pagamos R$50 por pessoa e havia bebidas disponíveis para compra e alguns espetinhos. Além do mais, eles nos buscaram e nos deixaram no hotel. No quesito conforto sem dúvidas a embarcação pecou, mas a natureza não peca mesmo em dia nublado né? 🙂

Búzios

Búzios

Apesar do tempo ruim, a água não tava tão gelada...

Apesar do tempo ruim, a água não tava tão gelada…

Conhecemos várias praias durante o passeio: Azedinha, Azeda, João Fernandes, João Fernandinho (oi??), Tartaruga e Praia dos Ossos. Não paramos em todas pra mergulho, apenas em três.

Após o passeio de escuna fomos pro centrinho caminhar pela Rua das Pedras, famosa rua do centro da cidade, em que pode-se encontrar de tudo: sotaques, idiomas, lojinhas caras, lojinhas baratas, bares, restaurantes, baladas, etc. Almoçamos por lá e fomos pro hotel tirar o sal do corpo e descansar um pouco antes de sair novamente.

À noite fomos passear na Orla Bardot, famosa rua que leva o sobrenome da bela atriz francesa que viveu em Búzios por alguns meses nos anos 60 e que apresentou Búzios, ainda uma vila de pescadores, para a Argentina para o mundo. A propósito, na orla tem uma estátua de bronze bem disputada pra fotos que retrata a atriz em tamanho real.

A casa fica na Rua das Pedras

A casa fica na Rua das Pedras

Jantamos no Restaurante do David, que li vários relatos positivos e resolvi conferir. Pedimos um prato pra 2 e um prato individual, e serviu muito bem 4 pessoas. Optei pelo risoto de camarão grande e me dei bem! O risoto estava ótimo e com muito camarão (importante! rsrs). Fomos muito bem atendidos pelo garçom Flávio, que nos deu dicas e foi bem sincero quanto à quantidade de comida. O preço é um pouco salgadinho, assim como a maioria das coisas em Búzios. Jantar pra 4 na faixa de R$230 (sem sobremesa).

Restaurante do David

Restaurante do David

No dia seguinte de manhã fui levar meu marido pra conhecer o Mirante João Fernandes, que lembro de ter achado lindo na minha primeira viagem a Búzios. De lá você tem  360º de visão só de mar e é de fácil acesso. O tempo não estava muito amigo no domingo, mas quem disse que sou tapioca? rs

Mirante de João Fernandes - foto da primeira viagem

Mirante de João Fernandes – foto da primeira viagem

Mirante de João Fernandes

Mirante de João Fernandes

De lá fomos pra Praia de Geribá, e a água fria não me deixou entrar no mar. Nem eu, nem ninguém, apenas os surfistas rsrs. Sentamos em uma das barraquinhas da praia e ficamos por lá relaxando até a manhã acabar. Essa praia é sem dúvidas uma das mais famosas da cidade e tem boa infraestrutura pro turista, com diversas cadeiras pra locação.

Praia de Geribá: O acesso se dá a pé através dessa ruela

Praia de Geribá: O acesso se dá a pé através dessa ruela

Praia de Geribá com tempo ruim

Praia de Geribá com tempo ruim

Praia de Geribá com tempo bom rsrs

Praia de Geribá com tempo bom rsrs

Só pra complementar, lembro que da primeira vez que fui a Búzios fiquei numa barraca na Praia de João Fernandes e tenho ótimas lembranças do banho de mar ali: tranquilo e como uma grande piscina. Apesar dos pontos positivos, lembro que era tudo muito caro.

Praia de Geribá movimentada

Praia de Geribá movimentada

Por falar em coisas caras, o estacionamento nas redondezas da Rua das Pedras é bizarro. Mesmo não tendo ido num feriado ou algo parecido, era caro demais. À noite todos tinham um preço fixo de R$30 e durante o dia R$20. Por sorte achamos vaga na rua, mas claro que tinham flanelinhas…

Rua das Pedras: Salto alto nem pensar!

Rua das Pedras: Salto alto nem pensar!

É isso gente, minha estadia em Búzios foi curta mas deu pra curtir bastante e ver muita coisa legal! Eu acrescentaria mais uns dois dias pra curtir a cidade com bastante tranquilidade e, se possível, numa época que tenha sol…rs.

OBS: Misturei fotos da minha primeira viagem à cidade com a desse fim de semana, já que as fotos de agora ficaram péssimas.

Praia das Galhetas, em Trindade

Fomos pra Paraty no carnaval e dessa vez incluí Trindade no meu roteiro. Esse bairro, que mais parece uma vila hippie, é na verdade uma vila de pescadores e seu maior atrativo são suas belas praias. Eu achei o acesso um pouco complicado mesmo pra quem vai de carro, pois as curvas pra chegar lá são muito sinuosas e em ladeiras. Além disso, é necessário pagar estacionamento privado na alta temporada, e não espere pagar menos de R$30 por carro.

Por falar em praia, nos dirigimos primeiramente à Praia do Meio, acredito que a mais movimentada de Trindade. Por ser extremamente movimentada, decidimos na hora contratar um passeio pra outro lugar e pedi sugestão de um lugar tranquilo para o barqueiro, que sugeriu que fôssemos para a Praia das Galhetas, cujo traslado de ida e volta custou R$250 pra 5 pessoas (esse era o preço pra 4, mas pechinchei e deixou o mesmo preço pra 5).

Passeios em Trindade

Passeios em Trindade

Poderia ter sido um tiro no pé, mas foi um tiro bem no centro do alvo. Que lugar lindo e paradisíaco! Pra começar, demoramos aproximadamente 15 minutinhos em lancha rápida até chegar ao local, o que já foi um passeio por si só poder admirar o “trajeto” até o destino. Marcamos com eles a volta pra 2:30h depois, pois no local não existe absolutamente nada pra vender e a fome podia bater a qualquer momento e estaríamos – literalmente – ilhados. Na verdade no local não existe nada e nem ninguém, além da natureza. E pra não dizer que não tinha ninguém mesmo, tinham uns homens num iate e um casal dormindo – . Ficamos praticamente com a praia só pra gente! O mar era calmo e cristalino e por sorte não estava muito frio, o que possibilitou que ficássemos de molho durante horas. 🙂

Passeios em Trindade

Passeios em Trindade

Dica de ouro: Sugiro que levem algo pra comer e beber e que não deixem nenhum lixo na praia, pois é praticamente impossível alguém ir lá limpar pra você!

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Praia das Galhetas

Tempo nublado mas ainda assim foi lindo!

Tempo nublado mas ainda assim foi lindo!

A transparência da água

A transparência da água

Pra fechar com chave de ouro!

Pra fechar com chave de ouro!

E vocês? Já foram lá?

Para continuar lendo sobre Paraty…

 

Uma experiência em meio à Selva Amazônica

Sempre tive vontade de escrever aqui no blog sobre essa experiência, que pra muitos brasileiros ainda é uma incógnita. Quando eu era criança sempre visitava Manaus e uma das viagens mais marcantes, apesar da pouca idade, foi a viagem de navio tipo cruzeiro que fiz de Belém a Manaus, com várias paradas bem legais e interessantes.

Passeio de barco em Manaus

Passeio de barco em Manaus

Agora em março tive a oportunidade de voltar à capital amazonense e claro que eu não deixaria de lado esse passeio, que é imperdível pra quem visita a cidade. Conheci os trabalhos da agência Olímpio Carneiro, que tem site com ótima apresentação e atendimento por WhatsApp muito eficiente. Agendei com antecedência e escolhi o passeio Safári Amazônico, que acabei fazendo de maneira incompleta e já já vocês saberão o motivo*.

Olimpio Carneiro

Olimpio Carneiro

O Safári Amazônico abrange as principais atrações da floresta: Encontro das Águas, a Selva, passeio de barco no Rio Negro, interação com botos e animais*, visita a feira de artesanatos flutuante, contato com comunidades ribeirinhas e indígenas e almoço em restaurante flutuante. Custa R$ 180 por pessoa e tem duração aproximada de 8 horas.

*Como fiz o passeio numa segunda-feira, não tive interação com botos, pois é proibido pelo Ibama. Mas aviso de antemão que consegui vê-lo durante o passeio, apesar de não ter conseguido tirar foto. 🙂

A vantagem das lanchas pequenas é conseguir passar por espaços estreitos e "sentir" mais a floresta

A vantagem das lanchas pequenas é conseguir passar por espaços estreitos e “sentir” mais a floresta

Fiz o passeio através de parceria com a agência e fui junto com minha prima em uma lancha com capacidade máxima de aproximadamente 10 pessoas. O barco partiu do Porto de Manaus às 09:00 e demorou mais ou menos 10 minutinhos pra começar a adentrar a Selva. O barulho da natureza, o brilho do rio, que mais parece um espelho sem fim, é impressionante.

Casa bonitinha no meio da selva

Casa bonitinha no meio da selva

O Rio Negro é o mais extenso rio de água negra do mundo, e o segundo maior em volume de água — atrás somente do Amazonas, o qual ajuda a formar. Após navegar um pouquinho no Rio, rumamos à primeira parada, que foi uma pescaria de piranhas, peixe de água doce conhecido por seus dentes afiadíssimos. Confesso que mesmo com os ensinamentos que recebi, não consegui pescar nenhuma kkkk. Elas só pegavam minhas iscas e iam embora me fazendo de besta. Mas minha prima pegou 3 e claro que registrei o momento! 🙂

Pescaria de piranhas

Pescaria de piranhas

Pausa para observar os dentinhos da piranha! Após a pausa colocamos ela no rio novamente.

Pausa para observar os dentinhos da piranha! Após a pausa colocamos ela no rio novamente.

Após muito tempo parada tentando pescar, seguimos rumo à Vitória-Régia. O caminho foi impressionante, pois como estávamos numa embarcação pequena, conseguimos penetrar diversos igapós (floresta inundada) e caminhos estreitos que barcos grandes não conseguiriam. O cenário era de filme, inclusive hollywoodiano, já que Anaconda foi filmado por ali. Não podia deixar de comentar que no caminho avistei dois botos cor de rosa, que vieram rapidamente à superfície e sumiram meio às águas negras.

Rio Negro

Rio Negro

Cada vez mais se infiltrando na selva, chegamos a um restaurante flutuante que tem uma pequena trilha que nos leva para ver a famosa planta aquática Vitória-Régia. Vocês sabiam que dependendo do tamanho ela consegue suportar até 40 kg sem afundar? E que de suas raízes são extraídos um óleo preto que os índios usam para pintar os cabelos? Apenas curiosidades.

Vitória-régia

Vitória-régia

Chegando no lugar onde estavam as plantas nos deparamos com quem? MACACOS! Mas muitos! kkkk. Parecia uma gangue de macacos, gente! Como o caminho era relativamente estreito, confesso que bateu um medinho, pois era macaco de um lado e do outro, além de diversos espalhados pelas árvores. O mais bizarro preciso contar pra vocês, vocês acreditam que um dos macacos meteu a mão na bolsa da minha prima e levou um ímã de geladeira? Meliantes!!! kkk. Depois dessa até guardei meu celular e segurei firme o bastão da Gopro pra não ser assaltada. Ri tanto que a barriga doeu…mas devagarinho conseguimos chegar até a Vitória-Régia. E na volta tivemos que enfrentar as dezenas de macacos novamente.

Como é que passa aí?

Como é que passa aí?

Ilesa, sã e salva!

Ilesa, sã e salva!

Fizemos um break no restaurante flutuante, e, apesar de não ter almoçado lá, saibam que eles servem almoço por um preço fixo de R$35 pra se servir à vontade. O foco da comida é a culinária regional, repleta de muitos peixes como pirarucu e tambaqui, além de sucos naturais de frutas da Amazônia. Objetos de artesanato também estão disponíveis pra compra e vi muita coisa bonita, apesar de bem caras.

Artesanato local

Artesanato local

A próxima parada foi para conhecer amiguinhos como cobra sucuri, jacaré e bicho preguiça kkkk. Não sei de onde tirei coragem, mas consegui segurar o jacaré, que a índia que nos atendeu “amarrou a boca”. Ela estava me incentivando a carregá-lo e disse assim: “ele está meio estressado hoje, já me deu duas lapadas com o rabo” e em seguida pediu pra me entregarem o jacaré…kkkk. Gente, quem me conhece sabe o quanto sou medrosa, e até agora tô me perguntando de onde tirei tal coragem.

Suando frio?

Suando frio?

Já o bicho preguiça não tive medo, apenas um certo receio, pois ele apertou muito o dedo da minha prima ao ponto de ficar vermelho. As garras são grandes e eles gostam de abraçar, e mesmo sem querer podem machucar. É lindo demais gente! Só o cheiro que é forte e pode incomodar olfatos mais sensíveis. Mas estamos falando de uma experiência na selva…quem quiser preguiça cheirosinha compre uma de pelúcia…kkk.

Não é linda?

Não é linda?

Outro animal que presenciei foi uma sucuri, que mede mais ou menos 6 metros na vida adulta, apesar de fatos comprovados de sucuris medindo mais de 10 metros. Além de gigante, é uma cobra super perigosa e que mata suas presas por asfixia, mas que possui veneno. Nem preciso dizer que não cheguei muito perto né…

Não gosto nem de olhar a foto kkkk

Não gosto nem de olhar a foto kkkk

Conversando com a senhora que passeava junto à sucuri, perguntei se não tinha medo de nada, quando fui surpreendida com a resposta: “tenho medo das tempestades”. E dei graças a Deus por não ter chovido durante meu passeio. Achei os ribeirinhos sérios, eu fazia brincadeiras mas não interagiam muito. O piloto do barco sugeriu que deixássemos gorjeta pela visita ao local, pois, segundo ele, vivem disso. Ela não cobrou nada e nem citou valores, mas deixei R$10.

E então fomos rumo ao Encontro das Águas: encontro do Rio Negro com Solimões, de água barrenta. O fenômeno pode ser visto por uma extensão de mais ou menos 6 km do rio e é sem dúvidas um dos principais pontos a serem visitados em Manaus. É impressionante como se encontram sem se misturar, como óleo e água. Como o tempo estava muito nublado, afetou a visibilidade, mas ainda assim consegui ver e ainda pude colocar a mão na água pra sentir a diferença de temperatura, que é super perceptível, sendo o Solimões bem mais frio.

Chegando no Encontro das Águas

Chegando no Encontro das Águas

O mau tempo atrapalha a visibilidade :(

O mau tempo atrapalha a visibilidade 🙁

E então seguimos pro píer, pois o passeio chegara ao fim. O desembarque é feito no Porto de Manaus, em frente ao Mercado Adolfo Lisboa, que é ótimo pra fazer comprinhas de produtos regionais pra levar pra casa.

Mercado Adolfo Lisboa

Mercado Adolfo Lisboa

Algumas informações e dicas:

  • O Olimpio Carneiro faz vários passeios de barco em Manaus e  região, entre eles: Encontro das Águas, Mergulho com Botos e Ritual Indígena, Presidente Figueiredo (já fui e indico muuuuito!), visita à Vila Paraíso/Museu do Seringal, Focagem de Jacaré, City Tour, etc.
  • Todas as lanchas são cobertas, possuem coletes novos, pilotos credenciados, água mineral disponível e todos os itens de segurança;
  • Sugiro que passe repelente e leve consigo, pois a quantidade de mosquitos a cada parada do barco é enorme (assim como o tamanho dos mosquitos!!!). Enquanto o barco está em movimento é super tranquilo, mas quando paramos pra pescar sentimos bastante;
  • Não esqueça de levar protetor solar, pois mesmo com tempo nublado estamos expostos frequentemente ao sol. Eu, por exemplo, fiquei inúmeras vezes na proa da embarcação pra poder enxergar melhor e curtir o “barulho” da natureza.
  • A agência está muito bem avaliada no Trip Advisor e aparece com cinco estrelinhas de avaliação.

Valeu!

Valeu!

Olímpio Carneiro

Telefones: (92) 3071-3158 – (92) 99213-0561 e (92) 98176-9555.

Falar com Carneiro ou Socorro.

OBS: O passeio foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

Passeio de escuna em Paraty com muito charme

Quem disse que pra fazer passeio de escuna em Paraty tem que ser com barulho, bagunça e empurra-empurra? Confesso que já fiz uma vez um mais ou menos assim numa viagem anterior à cidade, e por isso pesquisei bastante antes de contratar um novo serviço na minha estadia no Carnaval. Por tratar-se de um feriadão, acredito até que o mais importante da cidade, fiquei com um mega receio de não conseguir algo de qualidade e que eu realmente pudesse curtir em paz.

Como não curtir em paz?

Como não curtir em paz?

E foi assim que conheci a Escuna Porto Seguro, da agência Barcos em Paraty. Uma empresa familiar que possui 3 embarcações: Barco Oceano, Escuna Porto Seguro e Lancha Icoimã (passeio privativo). Fiz a reserva com 2 semanas de antecedência, pois eles trabalham de forma a não atingir a capacidade máxima da escuna, que é de 50 pessoas (fazem no máximo 35) e assim conseguem evitar o tumulto.

Escuna Porto Seguro

Escuna Porto Seguro

Primeiramente você deve pegar o ticket na agência ou no Cais de Turismo no dia anterior ou até 1:30h antes do embarque. Como sou neurótica organizada, fui logo no dia anterior pra garantir meu passeio…rs. Foi tudo muito bom desde o momento do início do passeio como por toda a permanência a bordo. O horário de partida é sempre às 10:30, mas atrasaram uns 10 minutinhos por conta de uma passageira que estava atrasada, mas tudo bem.

A música era sempre boa, com muito Jorge Ben Jor de trilha sonora, Caetano Veloso, Djavan, etc. Além de seguir esse padrão musical, estava com bom volume, não impedindo ninguém de conversar. 🙂

É necessário validar o ticket de embarque nesse lugar!

É necessário validar o ticket de embarque nesse lugar!

Infelizmente pegamos um dia cinzento e não estava aquele céu azul espetacular de embelezar qualquer paisagem. Mas tratando-se de Paraty, até mesmo o céu cinza não consegue ofuscar tamanha beleza. Fizemos o passeio que abrangia as seguintes paradas: Praia do Jurumim, Ilha do Mantimento, Praia Vermelha, Ilha da Pescaria e Praia da Lula. A duração total do passeio é de aproximadamente 5h, com paradas em cada lugar desses citados para mergulho (exceto Ilha do Mantimento, que só paramos pra tirar foto).

Com direito a tartaruga!

Com direito a tartaruga!

Ilha do Mantimento

Ilha do Mantimento

O atendimento é sem dúvidas um grande diferencial. Você sente que é um ambiente familiar, daqueles que os funcionários se esforçam pra tratar bem os clientes e fazer com que retornem. Prezam pela qualidade tanto no bom atendimento, quanto nas explicações de segurança, como na limpeza (o banheiro era bem limpo e organizado) e serviços de bordo.

No céu, na terra e no mar!

No céu, na terra e no mar!

Durante o passeio servem frutas de cortesia, e isso já haviam me falado quando contratei o passeio. Mas não imaginei que fossem tantas! rs. Serviram laranjas cortadinhas, abacaxi, melão… e tudo de forma individualizada com uma pessoa servindo diretamente você. Diferentemente de muitas que apenas colocam na mesa e a multidão se aglomera em volta tornando tudo uma verdadeira bagunça! rs.

Gisele só simpatia!

Gisele só simpatia!

Entre tantos mergulhos, drinks e falatório, a fome chegara. Logo no início do passeio eles passam anotando os pedidos para almoço, e confesso que fiquei impressionada com a qualidade da comida. Os pratos são individuais mas servem muuuuito bem uma pessoa e são muito saborosos. Pedi um filé de peixe grelhado com Molho Branco de Palmito que estava maravilhoso! Meu marido pediu um filé de peixe grelhado com molho de camarão que estava igualmente delicioso. Tanto na apresentação, como no sabor, os pratos me surpreenderam (R$37/cada). É o tipo de lugar que vale muito a pena comer, pois será com certeza muito melhor que muitos restaurantes da cidade. Pra quem é vegetariano, eles servem também um prato à base de legumes e palmito, e, apesar de não ter comido esse, achei bem legal ter essa opção no menu. No retorno pra Paraty ainda serviram de cortesia café, mate, chá e biscoitos. 🙂

servidos?

Servidos?

Escuna Porto Seguro

Escuna Porto Seguro

Um pouco mais do cardápio

Um pouco mais do cardápio

E os drinks? Eu não poderia deixar de citar! rs. Além de super bonitos, eram muito bons! Pedi uma caipivodka de morango que estava puro glamour! hahaha (R$19). Além de opções alcoólicas, opções não alcoólicas também estão disponíveis.

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Uma coisa que achei bem bacana foi o modo com que conduzem o passeio. A cada parada uma curiosidade, uma historinha e um pouco de informação sobre os locais visitados.

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Passeio de escuna em Paraty: Escuna Porto Seguro

Pra quem precisa, equipamentos de mergulho estão disponíveis para locação (máscaras com snorkel e nadadeiras), assim como flutuadores e coletes de esporte e recreio infantil.

OBS: O roteiro é escolhido à véspera do passeio, pois buscam as opções ideais de acordo com as condições climáticas. Mudanças em algum ponto específico do percurso podem acontecer no dia.

Créditos: Foto de capa gentilmente cedida pela equipe da Barcos em Paraty.

OBS: A visita ao estabelecimento foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

Informações importantes:

Empresa: Barcos em Paraty

Endereço: Rua Jango Pádua, 381

Duração: Aproximadamente 5h 

Preço: R$70,00/fevereiro 2017 (+R$3 de taxa portuária)

Curiosidade: Eles já são o número 1 em Paraty no segmento “passeios e excursões” no Trip Advisor

 

 

 

 

Um lugar pra amar em Botafogo: Casarão 1903

O que seria o Casarão 1903? Um bar? Uma hamburgueria? Um restaurante? Pra nossa felicidade uma mistura de tudo isso, e ao contrário da maioria, consegue sim apresentar um ótimo trabalho fazendo um pouco de cada.

Eu já havia ido uma vez ao Casarão por morar bem perto, mas voltar lá nunca é demais! Ainda mais na companhia de blogueiros queridos que se uniram pra apresentar pra vocês o novo cardápio da casa, que fiz questão de destrinchar e voltar rolando pra casa.

Estavam presentes os seguintes blogueiros: Lily e Julio (Apaixonados por Viagens), Ana Paula e Diana (Viagens Imperdíveis), Lu e Vini (Te Vejo Pelo Mundo e @Amo_RiodeJaneiro), Maurício (Aventureiros), Zelinda (EmCantosFotográficos), Carlos (FanTrip), Camila (Coletivo de Viagem), Jéssica e Bruno (Deixa de Frescura), Tati (Cheap Trip), Mari (Mariana Viaja), Raquel e Oliver (UmaVoltaeMeia), Rafael (Para Viagem) e Di (Histórias da Di).

Encontro Casarão 1903 - Foto: Júlio (@apaixonadosporviagens)

Encontro Casarão 1903 – Foto: Júlio (@apaixonadosporviagens)

O atrativo do Casarão 1903 não é apenas a comida, mas sim um conjunto de coisas indispensáveis para que um estabelecimento seja um sucesso: bom atendimento, ambiente confortável, decoração linda, variedade gigantesca de bebidas e boa localização.

Casarão 1903

Casarão 1903

Construção datada de 1903 (o nome não é em vão), o casarão possui fachada tombada pelo Patrimônio Histórico, e conserva até hoje em seu interior resquícios originais, como as altas paredes em pedra que harmonizam suavemente com a decoração rústica focada em ferro, madeira e muitos objetos retrôs. Tudo isso acompanhado de boa refrigeração, essencial pra quem vive aqui na cidade dos 40 graus e não abre mão de um pouco mais de conforto.

Casarão 1903

Casarão 1903

Pra quem é do time das boas cervejas, a casa possui uma carta com mais de 200 rótulos de cervejas de todas as partes do mundo, especialmente artesanais carioquíssimas. Eu bebi um chopp Octopus (R$14), que foge do tradicional com sua leve amargura. A propósito, cervejas populares não são o foco do estabelecimento e por isso não vendem.

A primeira entrada foi a Spanish Eyes (Madonna) (R$36,90), que é simplesmente uma porção com 4 unidades de empanadas de mignon em tamanho ideal. Estava ótima, mas pode ser que pro meu paladar tenha faltado um pouquinho de sal, mas ainda assim muito boa! 🙂

Empanadas de mignon

Empanadas de mignon

Note que o nome dos pratos é uma homenagem aos clássicos musicais de vários ícones. Uma maneira bem divertida de, mesmo sem querer, lembrar de boas músicas…rsrs.

E quem aí gosta de James Brown? A segunda entradinha foi a The Chicken: drumetes crocantes de frango com molho bem apimentado e palitos de legumes (R$36,90). Essa porção é bem servida, com 10 unidades. Pra quem gosta de pimenta, uma boa pedida. Achei os drumetes bem saborosos e apesar de ser fritura, não tinha aquela pegada melequenta de óleo, sabe? Comi que repeti…rs.

Segunda entradinha

Segunda entradinha

E a terceira e que pra mim virou minha favorita (não só pela música!) foi a Live and Let Die (Gun’s and Roses): porção com 8 unidades de anéis de cebola doré recheadas com cheese de frango defumado (R$29,90). Ameeeeei essa entrada! Pena que não vou poder pedir quando voltar com meu marido, que é totalmente anti-cebola rsrs. Ou então como as 8! Que tal? 🙂

 Live and Let Die

Live and Let Die

Conhecemos também os drinks da casa, que na minha primeira visita não conheci. Meu marido pediu o Tutti Frutti (Elvis Presley) feito com vodka, morango, mix de limão e açúcar mascavo (R$32). Eu fui de Coldplay, ops, Yellow, feito com vodka, licor 43, suco siciliano, polpa de maracujá, xarope de açúcar, sementes de cardamono e club soda (R$32). Dos dois que provei, apesar de ter ficado em dúvida, acho que gostei mais do meu! Tanto que foi o primeiro a acabar na mesa…kkk.

Duelo de drinks!

Duelo de drinks!

E então chegara a hora dos sanduíches! Pedi o My generation (The Who): 180g de hambúrguer de fraldinha, patinho e bacon moído juntos, queijo cheddar e molho especial de cebolete (R$32,90). Meu sanduíche estava divino! Carne no ponto em que havia pedido, temperatura ideal, molho saboroso e pão super macio. Quem me conhece, sabe o quão importante pão é pra mim…rs. Pra completar, ainda veio acompanhado de uma saladinha da casa e chips de aipim, que adorei também. Achei o acompanhamento bem equilibrado e com porções bastante generosas.

My generation

My generation

Meu marido foi de Sultains of swing (Dire Straits): 180g de hambúrguer de cordeiro, maionese agridoce, queijo de cabra, grafite de bacon e crocante de banana da terra (R$34,90). Gente, tem como ser ruim? kkkk. Ele amou e não sobrou nada. Os acompanhamentos dele foram salada da casa e batata canoa.

Sultains of swing

Sultains of swing

A propósito, todos os sanduíches tem esse acompanhamento padrão: salada da casa, chips de aipim ou batata rústica ou batata canoa. Adorei a batata de lá, bem sequinha e saborosa. 🙂

Ainda sonhando com essas batatinhas!

Ainda sonhando com essas batatinhas!

Vale ressaltar que os sanduíches são muito bem servidos e quem come pouco pode não conseguir comer todo. Mas quem come muito… aí são outros quinhentos.

E quem disse que acabou?

A formiga que vive dentro de mim não poderia se empolgar menos com a sobremesa, né? Pedi a sobremesa dos deuses, ops, Paint it, black (Rolling Stones): Petit gateau 80% kumabo servido com sorvete de creme aliado a uma bela apresentação e explosão de sabor (R$26,90). Não sobrou. Aquele tipo de petit gateau que quando você corta o bolinho derrete um chocolate de dentro… maravilhoso!

Sobremesa

Sobremesa

E pra ficar ainda melhor, toda terça-feira tem música ao vivo com a banda Gui Lopes Trio, que tem em seu repertório clássicos como Legião Urbana, Cássia Eller, Beatles, etc. Ótima pedida pra quem quer comemorar um aniversário com algo mais animado e tem receio de não ter nada interessante em plena terça-feira. Agora você sabe que tem sim! 🙂

Nessa altura do campeonato eu realmente não conseguia mais nada, e não consegui provar outras sobremesas, mas oportunidades não faltarão. Aproveito e incluo aqui a informação de que é um estabelecimento bem democrático: oferece cardápio kids e sanduíches vegetarianos, ótimo pra quem tem mais restrições. E, por fim, agradeço ao Casarão 1903 a receptividade e parabenizo pela ótima opção de lazer na minha BotaSoho.

Onde é? Rua Marquês de Olinda, 94, Botafogo.

Como chegar? Indo de metrô, desça na Estação Botafogo e pegue a saída Muniz Barreto. Siga direto na Muniz Barreto até chegar na Marquês de Olinda, onde dobrará pra esquerda.

Dica de ouro pra quem vai de carro:

Reservas: Highlights info row image (21) 2551-9749 e 3085-6594

Funcionamento: Terça a domingo, a partir de 17:30h.

OBS: A visita ao estabelecimento foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal.

Onde ficar com idoso nas praias do Rio

Se você está planejando onde ficar com idoso nas praias do Rio, seus problemas acabaram! rs. Meu avô, que completou 88 anos recentemente, veio para o Rio agora em janeiro e procurar uma praia com boa infraestrutura pra levá-lo foi tarefa difícil.

As praias do Rio geralmente não têm barracas/quiosques com música tranquila, sombra, ventilação, boa comida, banheiro decente e acessibilidade ao mesmo tempo. Seria pedir muito? kkk. Meu avô anda, não tem problema de locomoção, mas por conta da idade e do tamanho (trata-se de um idoso fora do padrão brasileiro e com 1,80 de altura rs) cansa muito fácil. Ir para a areia e ficar naquelas barracas de praia não era nem de longe uma opção.

Até as mesinhas de lá são fofas!

Até as mesinhas de lá são fofas!

Decidimos ir pra Barra da Tijuca, mais especificamente entre o posto 3 e 4 e achamos o meu lugar que já virou o favorito nas praias! rs. Estacionamos o carro na rua mesmo, e por sorte nesse dia não tinha flanelinha enchendo o saco. Sempre pintam umas vagas na Praça Soldado Geraldo da Cruz ou na Rua Prudência do Amaral, que fica muito pertinho do quiosque.

E assim é o clima por lá :)

E assim é o clima por lá 🙂

O Gávea Beach Club acredito ser de algum estrangeiro (argentino? chileno? italiano?) de muito bom gosto. Muita bossa nova de música ambiente (no volume ideal), banheiro limpo no local, petiscos muito bons e drinks também. E pra melhorar, o preço não era nenhum assalto. As mesas também eram boas, assim como a sombra que dispunha o local por conta dos grandes guarda-sóis. Literalmente sombra e água fresca e claro que vou voltar muitas vezes! 🙂

Gávea Beach Club

Gávea Beach Club

Gávea Beach Club

Gávea Beach Club

Onde: Av. Lúcio Costa – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ (em frente ao Restaurante Fratelli).

OBS: Pesquisei na internet e tem outro Gávea Beach Club em São Conrado, mas não sei informar se é no mesmo estilo e do mesmo dono. Se alguém souber, conta aí pra gente saber! 🙂

Restaurante Gero, puro requinte no Rio

Esse fim de semana* fomos jantar no Restaurante Gero, do luxuosíssimo Grupo Fasano. Decidimos ir em cima da hora e fiquei com certo receio de não ter mesa disponível, então liguei pra fazer uma reserva e dei sorte de ter conseguido. Sugiro que faça uma reserva sempre, pois o restaurante só tem capacidade para 60 pessoas.

O Gero é um restaurante italiano sofisticado cuja matriz é em São Paulo e tem uma filial aqui no charmoso bairro de Ipanema. Utilizamos o serviço de valet (R$18), pois é bem complicado achar uma vaga disponível nas redondezas em pleno sábado à noite. Recomendo que vá de táxi ou utilize o serviço de valet caso não queira perder horas procurando uma vaguinha e se estressando…rs.

De cara notamos que o atendimento seria maravilhoso, do tipo que tem um garçom sempre a postos pro cliente, sorriso no rosto e muita discrição. A decoração é rústica, com paredes de tijolinhos e piso em madeira, mas tudo muito bem projetado por algum arquiteto de bom gosto.

Restaurante Gero

Restaurante Gero

Coisa feia né? Chegamos com fome e não resistimos ao couvert servido, com diversos pães morninhos, patês e grissinis. Tudo muito gostoso e irresistível. Um deleite pra mim, que amo pão… rsrs (R$30 por pessoa). Vale destacar também as deliciosas abobrinhas fritas! Meu marido não gosta de abobrinha mas não resistiu a essas.

Couvert

Couvert

Pedi a bebidinha do verão para acompanhar, um aperol sptriz muito bem apresentado. Papo vai, papo vem, e então chegara a hora do prato principal: minha escolha foi a lasanha de bacalhau e brócolis, que é do tipo que derrete na boca e muito, mas MUITO boa! Temperos na medida, sal na medida, massa na medida e temperatura também. Pena que custava R$109,00 e não dá pra comer todo dia…rsrs.

Prato principal

Prato principal

A escolha do meu marido foi talvez o prato mais refinado do restaurante, uma costela de cordeiro com arroz de açafrão, molho de trufas negras e foie gras frito por cima. Divino! A carne veio extremamente suculenta, no ponto em que havia sido pedido, temperatura ideal e bela apresentação. A brincadeira desse prato mais metido à besta custou R$198,00.

Prato principal

Prato principal

A quantidade é algo interessante de comentar. Como vocês podem notar, os pratos são realmente apenas para uma pessoa, mas pra comer muito bem. Como havíamos comido couvert, nem conseguimos encarar as sobremesas. Passamos direto pro cheiroso chá de hortelã que nos foi servido com biscoitos.

Apesar de não ter comido sobremesa, vi opções como Tiramisú, suflê de chocolate, torta de limão, etc. As sobremesas tem um preço médio de R$43,00.

Jantar no Gero não é apenas um jantar, e sim uma experiência em um dos grupos de luxo de mais sucesso no país e que, apesar das altas cifras, vale a pena se presentear, especialmente a dois. O ambiente requintado, excelência no atendimento, temperatura agradável e meia luz, são ideais para quem quer curtir um clima mais romântico (um pedido de casamento, aniversário de casamento ou apenas um casal casado que quer sair pra fazer o que mais gosta: comer kkk).

Uma coisa chamou atenção na hora da conta, pois notamos que a gorjeta cobrada foi de 12%, e que obviamente vale lembrar que é facultativa. Notei que os restaurantes mais sofisticados aqui do Rio têm cobrado esse percentual de gorjeta, o que acho no mínimo duvidoso, já que em qualquer lugar do país que se vá, é cobrado 10%. Apesar do atendimento não ter deixado a desejar em nada, acho no mínimo abusivo cobrar 12% de uma conta que, como vocês podem imaginar, é altíssima. Mas isso não é bem uma questão pontual do restaurante em si, pois já vi algumas vezes essa prática.

E vocês? Das experiências gastronômicas no Rio, qual gostaram mais?

*Janeiro de 2017.

Uma manhã em Canela

Impossível não dar uma esticadinha até a cidade-irmã se estiver em Gramado. Separe pelo menos uma manhã em Canela, ou uma tarde. Afinal, a charmosa cidade vizinha está localizada a aproximadamente 7 km de distância, o que torna facilmente acessível tanto pra quem vai de carro como pra quem vai sem.

COMO CHEGAR A CANELA

Caso não tenha alugado carro, é super tranquilo chegar a Canela do mesmo jeito. A empresa que faz o transporte entre as duas cidades chama-se Citral e é possível ver online o horário de saída dos ônibus, assim como os valores. Em breve pesquisa, vi que tem tarifas a partir de R$5,05 e uma duração de mais ou menos 15 minutinhos (valores dezembro/2016).

O mais interessante pra quem vai sem carro mas não quer abrir mão do conforto é contratar o passeio da empresa BusTour, ônibus oficial de turismo da cidade de Gramado, e que leva até Canela também. O BusTour tem uma rota fixa de embarque/desembarque, com paradas nos principais pontos turísticos de Canela e Gramado. Você pode descer e subir do ônibus quantas vezes quiser, e ainda conta com a comodidade de um áudio-guia, pra ficar por dentro da história dos lugares. OBS: Você pode comprar o ingresso online ou no dia também.

Caso queira um pouco mais de conforto, ir de táxi também é uma opção, mas não espere nada menos que R$30 por trajeto.

O QUE FAZER EM CANELA

O ponto alto da visita à Canela sem dúvidas é o Parque do Caracol, e antes de mais nada é importante saber que o pagamento da entrada é feito apenas em dinheiro, então não esqueça de sacar antes rsrs… Ingressos: R$ 9,00 (de 6 a 11 anos, estudantes e maiores de 60 anos) e R$ 18,00 (de 12 a 60 anos)/valores de dezembro 2016.

Cascata do Caracol

Cascata do Caracol

O Parque é um lugar pra ser percorrido de maneira mais confortável possível: roupas leves e tênis! O protagonista do parque claro que é a bela Cascata do Caracol, uma cachoeira de 131 m de altura e visu espetacular. O principal cartão postal de Canela pode ser visto do Mirante, em que se terá uma bela vista da mata nativa do parque e também do Observatório Ecológico, um elevador panorâmico que leva o visitante pra uma área com 27 m de altura e vista 360° (ingressos à parte).

É gostoso percorrer as trilhas ecológicas que tem por lá, umas em nível super fácil e outras com nível um pouco mais avançado. Vá seguindo as plaquinhas e o fluxo, que frequentemente se deparará com alguma linda paisagem.

Tchan ran ran ran!

Tchan ran ran ran!

Parque do Caracol

Parque do Caracol

Outra atração dentro do Parque é descer a Escada da Perna Bamba, e se tiver um bom preparo físico poderá ver a cachoeira desde a sua base. ALERTA: A escadaria possui 730 degraus (equivalente a um prédio de 44 andares) e não é indicada para sedentários, asmáticos e cardíacos. A média pra descer e subir a escadaria é de 1 hora e meia. Quando fui (novembro/2016) estava fechada pra manutenção. Curiosamente, o restaurante do Parque também estava fechado, apenas as lojinhas estavam abertas.

Escadaria da Cascata

Escadaria da Cascata

Fechado para reforma

Fechado para reforma

Depois de bater muita perna, seguimos para o centro de Canela, onde está o segundo maior cartão postal da cidade: Catedral de Pedra. Construída em estilo gótico, a catedral possui 65 metros de altura e em 2010 foi eleita uma das Sete Maravilhas do Brasil. Particularmente, achei a igreja belíssima por fora, mas nem tanto por dentro. A imponência da construção em pedra basalto chama atenção, assim como o belo paisagismo da praça em que ela está localizada.

Catedral de Pedra

Catedral de Pedra

Catedral de Pedra

Catedral de Pedra

Interior da Catedral de Pedra

Interior da Catedral de Pedra

Ao redor da igreja tem muitos restaurantes e lojinhas encantadoras, andei um pouquinho por ali e segui viagem para Nova Petrópolis, onde tive a experiência de um almoço maravilhoso.

Até mais!

 

 

 

O que fazer em Gramado em pleno Natal Luz

Finalmente minha viagem pra Gramado tornou-se realidade, e post também. Gramado sempre foi um dos destinos da minha wish list que eu gostaria de riscar, e esse ano tive a oportunidade. E eu não poderia ter escolhido época melhor para ir: Natal Luz! Nesse ano de 2016 a abertura oficial deu-se em 28/10/16 e o encerramento está previsto para o dia 15/01/17, época em que os tambores começam a rufar pra anunciar o carnaval rsrs.

Lago Negro

Lago Negro

A cidade, que já é bonita, nessa época de festas fica mais linda ainda! Todo o clima mágico, a primavera, a decoração de primeira, a extensa programação, luzes e mais luzes, transformam tudo num encanto muito maior.

Gramado

Gramado

Em uma das cidades mais turísticas do país, com 90% da receita proveniente da atividade de turismo, não faltarão opções do que fazer, onde comer e onde se hospedar. Aliás, tudo com um preço um pouco inflacionado. Escolhemos o Hotel Encantos Hortênsias pra nos hospedarmos, com diária um pouco salgada na alta temporada (+-R$500), mas muito bem localizado e com estacionamento (coisa rara por lá). Quando cheguei no hotel pensei “uau!”, mas ao entrar no quarto, nada d+. Como é um hotel bastante novinho, ainda têm muitos pontos a melhorar, ainda mais pela excelente aparência externa que tem e pelo preço elevado das diárias. OBS: Pesquisei posteriormente e vi que na baixa temporada a diária do hotel sai pela metade do preço.

Felizmente eu tinha diárias do Hoteis.com e ganhei a hospedagem. E você pode ganhar também.

Uma de muitas galerias que tem em Gramado

Uma de muitas galerias que tem em Gramado

COMO CHEGAR EM GRAMADO A PARTIR DE BENTO GONÇALVES

Chegamos em Gramado não de Porto Alegre, como a maioria, mas sim de Bento, que está a 114 km de distância. Como fomos de carro, precisamos ficar muito atentos com o itinerário, pois em época de chuva é frequente o problema com estradas no Rio Grande do Sul, em que muitas vias ficam interditadas, obrigando-nos a dar voltas bem grandes pra chegar ao destino final. Fomos alertados pelos funcionários do hotel de Bento Gonçalves que teríamos que ir pela VRS-873 (caminho mais demorado), e que não seria possível fazer o caminho em que passaríamos por Nova Petrópolis (o mais bonitinho, snif).

Meu objetivo aqui não é informar a vocês um trajeto receita de bolo, mas sim alertá-los que se informem com antecedência da situação das estradas, pra não ter surpresas durante o percurso. Passado isso, colocamos a rota no Waze e deu tudo certo.

Caso você opte por ir de ônibus, saiba que não existe ônibus comercial de Bento Gonçalves a Gramado. É necessário ir para Caxias do Sul, cidade vizinha, e então seguir viagem a partir de lá. A empresa de ônibus que faz o trajeto chama-se Citral e é possível comprar as passagens online, com tarifas a partir de R$16,15 (valores de novembro/2016).

COMO SE LOCOMOVER EM GRAMADO

Eu, particularmente, achei uma cidade super complicada pra quem vai sem carro e pra quem vai com carro. As atrações não são próximas umas das outras e táxi é bastante caro. Em uma ocasião estacionamos o carro próximo à Rua Coberta e fomos ver a parada de Natal, ali em frente à famosa rua. Paramos no ponto de informações turísticas que tem lá pertinho e perguntamos como fazíamos pra chegar ao Lago Negro. O funcionário informou que era um pouco longe, mas que dava pra ir a pé. Gente, DÁ PRA IR A PÉ ATÉ PRA BELÉM. Não caiam nessa! kkkk. A cidade estava um forno de quente, e com a caminhada derretemos mais ainda. Entre ladeiras, hortênsias e mais ladeiras, finalmente chegamos. Após o passeio, não tivemos coragem de voltar a pé e pegamos um táxi até o hotel pra tomar banho, que deu uma pequena fortuna em relação aos poucos quilômetros percorridos.

Calma, a temperatura ainda ia subir...

Calma, a temperatura ainda ia subir…

E aí você deve tá se perguntando: “por que a criatura não foi de carro pro Lago Negro?”. Então, eis aqui outra informação: é bem difícil achar vaga disponível próximo à Rua Coberta. Como havíamos conseguido uma e voltaríamos pra lá à noite pra ver o show de acendimento das luzes de natal, optamos por não tirar o carro de lá.

Outra informação relevante é que durante o dia as vagas rotativas da rua são estilo Zona Azul, você não pode simplesmente estacionar e ir embora, é necessário pagar por horas de uso em um dos parquímetros que tem nas esquinas e deixar o ticket pago visível no carro (máximo de 3h, o que é péssimo). A fiscalização ocorre até 18:45h. Sério gente, vi muitos carros sendo multados por causa disso. Caso queira fugir do pagamento do estacionamento e chegar após 18:45h, saiba que é quase impossível achar uma vaga livre.

É possível contratar o passeio de jardineira que passeia pela cidade, percorrendo os principais pontos turísticos, com direito a algumas paradas, como Lago Negro e Pórtico de Entrada. Pra quem vai sem carro e quer fugir dos táxis, é uma boa opção. A jardineira não pega ninguém no hotel, ela sai e retorna da própria estação, no centro da cidade.

O QUE FAZER EM GRAMADO

Logo ao chegar na cidade você verá que já tem coisas pra fazer, como tirar foto do famoso pórtico de entrada da cidade, por exemplo!  🙂

Pórtico de Gramado: Impossível tirar foto sem ninguém em frente...snif

Pórtico de Gramado: Impossível tirar foto sem ninguém em frente…snif

Consegui conhecer os pontos turísticos mais clássicos e outros confesso que não tive tanto interesse, mas que acho que é indispensável principalmente pra quem viaja com crianças, como Snowland, um parque de 16 mil m² que tem como tema a neve. E se você nunca viu neve de verdade, saiba que é possível ver em Gramado, mesmo que de forma fake, de janeiro a janeiro. Lá você poderá praticar esportes de neve, como esqui e snowboard. Apesar de não ter ido, já ouvi falar muito bem dessa atração. 🙂

Nossa primeira parada foi a famosa Avenida Borges de Medeiros, principal via da cidade e que concentra uma grande variedade de coisas: lojas, chocolaterias, restaurantes, galerias, Igreja de São Pedro, Fonte do Amor Eterno, Palácio dos Festivais e a Rua Coberta.

Ali esperei a Parada de Natal, uma das atrações do Natal Luz, em que os principais personagens do espetáculo cortejam o público com muita música e magia. Achei bem bonito e organizado, com muita interação dos personagens com o público. A parada ocorre às sextas, sábados e domingos, sempre às 16h (exceto 26 e 27 de novembro, que acontece às 17h).

Parada de Natal

Parada de Natal

Parada de Natal na Rua Coberta

Parada de Natal na Rua Coberta

Dali entrei na Rua Coberta, rua pitoresca que abriga muitos restaurantes e comércios em geral, e, como o próprio nome já diz, é coberta mesmo (por um teto de vidro). Nessa rua ocorre também outro espetáculo, a Árvore Cantante. Uma árvore de pessoas formando juntas um coral de 23 vozes, sempre com músicas que nos remetem à essa época tão adorada que é o Natal. Como fica muito lotado, recomendo que chegue com um pouquinho de antecedência.

Árvore Cantante

Árvore Cantante

Conhecemos também o Lago Negro, e no caminho até lá passamos por outro famoso lago, o Joaquina Rita Bier, onde acontece o espetáculo Eu Sou Maria, dos pagos, o que eu queria ver e não pude. Acontece que o espetáculo é realizado somente às quartas e sábados, e como eu estive em Gramado num domingo e segunda, não deu. 🙁

Programação Natal Luz 2016

Programação Natal Luz 2016

Apesar da longa caminhada até o Lago Negro, super valeu a pena. É até bom caminhar um pouco, depois de tanto fondue, vinho e chocolate, né? A atração é um lago artificial que conta com passeios de pedalinhos, barcos temáticos, restaurantes, bares e lojinhas. O local foi projetado pra ser parecido com os lagos europeus, e é realmente muito parecido. Inclusive as mudas dos pinheiros que o cercam foram trazidas da Floresta Negra, na Alemanha. Ótimo lugar pra tirar fotos, levar as crianças, relaxar e namorar. 🙂

Lago Negro de Gramado

Lago Negro de Gramado

Como já disse anteriormente, fomos pro hotel tomar banho porque estava muito calor. Juro que nunca mais ficarei calada quando algum gaúcho falar que Belém é muito quente. GRAMADO TAMBÉM! kkkk. Brincadeiras à parte, fez muito calor durante o dia, mas à noite a temperatura caiu e foi necessário um casaquinho e uma camisa de lã. Aproveitamos esse meio tempo no hotel pra pegar roupas pra noite.

Rumamos pra Igreja de São Pedro, que, iluminada, estava mais linda ainda. Construída toda em pedra, seu interior é tão lindo quando o exterior, com diversos vitrais e passagens da via sacra. O presépio montado no interior da igreja também ganha destaque.

Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro

Presépio da Igreja de São Pedro

Presépio da Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro

Logo ao lado da Igreja está a Fonte do Amor Eterno, em que casais apaixonados penduram seus cadeadinhos e fazem juras de amor. A noite caíra, e logo logo começaria o espetáculo de acendimento das luzes de natal.

Cadeados da Fonte do Amor Eterno

Cadeados da Fonte do Amor Eterno

Corri pra frente do Palácio dos Festivais, onde ocorre o espetáculo. Claro que antes entrei pra tirar foto com a estátua do Kikito, símbolo master do Festival de Cinema de Gramado. Lá na frente tem uma espécie de calçada da fama tupiniquim, por onde diversos artistas consagrados de nosso país deixam sua marca registrada.

Palácio dos Festivais

Palácio dos Festivais

Calçada da fama de Gramado

Calçada da fama de Gramado

Calçada da fama de Gramado

Calçada da fama de Gramado

Kikito: Símbolo do Festival de Cinema de Gramado

Kikito: Símbolo do Festival de Cinema de Gramado

A penúltima atração do dia (a última claro que foi a sequência de fondue), foi o show de acendimento das luzes da cidade. Gente, como é lindo! Sempre às 20:30h, as luzes da cidade se acendem de maneira mágica, com direito a teatro, muita música e neve artificial. O espetáculo trata-se de uma encenação em que um avô tem a missão de acender a árvore de natal de sua casa, e com isso, acender a cidade inteira. Ele conta a ajuda de dois ajudantes, seus netos, e ao fim as luzes não somente da árvore dele se acendem, como de toda cidade. IMPERDÍVEL E ENCANTADOR!

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Show de acendimento das luzes de natal

Já com as luzes acesas, pausas pra muitos cliques, claro. E pra um chocolatinho também. Você encontrará na cidade diversas chocolaterias, e as mais conhecidas por vender ótimos chocolates são a Caracol e a Prawer, e você não pode ir embora da cidade sem antes visitar uma delas (ou as duas!). O preço não é muito em conta, mas pela qualidade vale super a pena. Já conhecia os chocolates antes mesmo de ir pro Rio Grande do Sul e já era fã! Seguindo a mesma linha de chocolates finos, você também tropeçará na Lugano, Planalto e Florybal, e não posso opinar sobre essas pois não comi nada de lá. Mas #ficaadica.

Chocolates Caracol

Chocolates Caracol

Se você quiser mergulhar de vez no mundo chocólatra, existe uma atração muito bacana da Caracol, O Reino do Chocolate. Lá funciona como espaço temático e loja, em que você pode personalizar seu chocolate, muito bacana pra quem procura algo diferente pra presentear (entrada paga: R$12,00/valores de novembro de 2016).

Uma atração que me animei pra ir mas não deu tempo foi o Mini-Mundo. Parque que replica cidades em forma de miniatura e ao ar livre. O mais curioso é que o parque foi criado por um avô e seu filho, para presentear suas duas crianças. O que começou com uma casinha de bonecas, virou uma atração turística bem conhecida. Ingressos: Adultos R$28/crianças R$18.

Adorei Gramado e tenho 29 anos, imagina se tivesse 10. Com tantas atrações pra crianças, eu arriscaria dizer que é o melhor destino do Brasil pra ir com a molecada, especialmente nesse fim de ano, que fica tudo mais bonito ainda. Com mais de 40 atrações turísticas, seria necessário além de muito dinheiro, muitos dias de permanência na cidade. Recomendo fortemente a viagem pra todos, em especial pra famílias.

A decoração temática de natal é linda, e em cada esquina nos surpreendemos com algo. Achei bem legal essa praça com decoração totalmente sustentável, com coisas feitas de garrafa pet e outras coisas reaproveitadas:

Se você prestar atenção, verá que são garrafas pet

Se você prestar atenção, verá que são garrafas pet

A arquitetura da cidade é outro diferencial, com inspirações na arquitetura da Bavária alemã. O paisagismo é muito bem pensado e bem cuidado, o que enaltece a beleza das hortênsias em plena primavera. Cada canto um encanto. E faça que nem eu, que em cada esquina parava pra admirar a beleza das flores e esperava o semáforo abrir, detalhe que não tem semáforo lá... kkk.

Eu encantada em alguma esquina...

Eu encantada em alguma esquina…

Na organização da viagem peguei muitas dicas no site do blogueiro Lucas, do Gramado Blog. Ele é referência na cidade e trabalha com a venda de ingressos e Tours diversos.

Dividimos nossa estadia em Gramado também com Canela, em que falarei no próximo post. 🙂

Continuar lendo: Onde comer fondue em Gramado.

Restaurante Colina Verde, em Nova Petrópolis/RS

Se teve um restaurante que adorei conhecer durante minha viagem pelo Rio Grande do Sul, o Restaurante Colina Verde é um. Com predominância na culinária alemã e italiana com um toque da gaúcha, funciona no esquema de preço fixo por pessoa pra comer MUITO bem (R$62/bebidas à parte)*.

Cardápio do Colina Verde

Cardápio do Colina Verde

A quantidade e variedade de comidas que servem é absurda. Logo de cara servem uns pães de batata caseiros super quentinhos e maravilhosos que só de pensar dá água na boca. Em seguida uma salada (que não comi porque tinha pimentão) e uma sopa de capeletti muito boa.

Em seguida começam a chegar os pratos principais, que vou listar aqui pra vocês:

Bolinhos de Aipim,  Lombo à Milanesa “Schnitzel”, Frango ao Forno com Maçãs, Nhoque recheado com Queijo e Bacon “Knödel”, Carré Suíno Defumado “Kassler”, Repolho Roxo Agridoce “Rotkohl”, Chucrute “Sauerkraut”, Salsicha Bock “Bockwurst”, Joelho de Porco “Eisbein”,  Almôndegas ao Forno “Frikadellen”, Matambre Enrolado “Rinderrouladen”, Massa Caseira, Molho com Moelas de Frango, Panqueca de Maçã “Apfelpfannkuchen”, Purê de Batatas e Arroz. SIM, VEM TUDO ISSO!

Colina Verde

Colina Verde

Já posso adiantar pra vocês que mesmo indo com muita fome, é impossível comer tudo. Tentei ao máximo ao menos provar os principais, mas não consegui. Porém, o que pude comer, adorei! Os bolinhos de aipim estavam ótimos, a massa caseira, o joelho de porco, o frango ao forno com maçãs, o matambre enrolado, as almôndegas e a panqueca de maçã.

Colina Verde

Colina Verde

Outro diferencial do restaurante, além da boa comida, é o atendimento. Garçonetes caracterizadas com trajes típicos da Alemanha e um sorriso estampado no rosto, sempre. Prontidão, agilidade e simpatia definem o atendimento nesse lugar, desde a entrada até a saída.

Restaurante Colina Verde

Restaurante Colina Verde

O local e a música ambiente também é um charme, e se você já foi à Alemanha vai morrer de nostalgia rsrs. Adoro aquelas musiquinhas que ficam tocando na Oktober Fest, confesso. 🙂

Pois bem, voltando ao assunto comilança, o buffet de sobremesa é liberado pra você se servir do quanto quiser. E gente, é muita variedade! Apenas o apfestrudel não está incluído no buffet de sobremesa.

Buffet de sobremesa

Buffet de sobremesa

Após comer dê uma pausa no banquinho maravilhoso que tem na área externa (estacionamento), com uma vista espetacular. Como o próprio nome do restaurante já diz, ele está localizado no alto de uma Colina e o visu é de tirar o fôlego!

Me diz se não é apaixonante?

Me diz se não é apaixonante?

O restaurante está listado no Tripadvisor como número 2 de Nova Petrópolis e super recomendo se você quiser ter uma experiência tipicamente ítalo-germânica-tupiniquim.

No elegante hall de entrada tem diversos prêmios que o restaurante já ganhou, assim como fotos de celebridades que já passaram por lá. Se você quiser pagar um miquinho, as garçonetes tiram foto com você lá também rsrs.

E claro que tirei!

E claro que tirei!

E vocês? Já foram lá?

Onde? Rua Felippe Michaelsen, 160, Vila Olinda – Nova Petrópolis – RS.

Como chegar: Acesso pela BR-116, Km 185,5 (3 km do centro da cidade).

*Valores de novembro/2016.

Para continuar lendo sobre minha viagem pro Rio Grande do Sul, clique aqui ou aqui. 🙂

Onde comer fondue em Gramado

Opções de fondue em Gramado não faltarão, pois logo ao chegar na cidade você com certeza tropeçará em inúmeros restaurantes de todos os preços possíveis, alguns bem baratinhos e suspeitos, e outros horripilantes de caros, o que particularmente contribuiu para aumentar meu receio em visitar um lugar do tipo pega-turista.

A fondue é um prato tipicamente suíço, mas em Gramado você encontrará uma versão brazuca que não deixa a desejar em nada. Normalmente servida em três etapas e com valor fixo por pessoa, sendo a primeira etapa queijo, a segunda carne e a última chocolate.

Fomos fazer umas comprinhas na Chocolateria Caracol, e a vendedora comentou que a Caracol tem um restaurante chamado El Fuego que serve fondue à noite, e adivinha qual o chocolate servido lá? 🙂 Geralmente faço uma lista dos restaurantes que leio que são bons, mas desse ainda não tinha ouvido falar, então resolvi arriscar.

Ao chegar no restaurante já vi que ia me dar bem. Ambiente lindinho, decoração rústica e requintada, romântico, atendimento nota 10 e preços nem tanto, afinal nem tudo é perfeito rsrs.

El Fuego

El Fuego

Na primeira etapa serve-se queijo, normalmente emmental ou gruyère derretido, com batatinhas, pães, cenouras, polentas e até goiabadas rsrs (confesso que amei essa combinação tipicamente brazuca). Sugiro que não se empanturre de pão, pois é apenas a primeira fase, sugiro que acompanhe com um bom vinho tinto, uma temperatura mais amena e uma música ambiente agradável, além da boa companhia 🙂 . Não tem como dar errado. 🙂

Fondue em Gramado - Etapa 1

Fondue em Gramado – Etapa 1

Na segunda fase é servida a carne, e você geralmente tem a opção de escolher carnes mais nobres ou menos nobres. Escolhemos as mais porque meu marido queria cordeiro. A carne chega à mesa crua, em fatias, e você mesmo coloca na pedra que vem pra sua mesa. É tipicamente uma carne na chapa, em que você escolhe o ponto. Basta acrescentar uma pitadinha de sal e pronto! A variedade das carnes foi boa, assim como a quantidade, e confesso que nem conseguimos comer tudo. Filé mignon, picanha, peito de frango e cordeiro completaram nosso pedido, e diversos molhos pra acompanhar também. Alguns dos molhos maravilhosos, inclusive.

Fondue em Gramado - Etapa 2

Fondue em Gramado – Etapa 2

Após se empanturrar, claro que ainda havia espaço pro açúcar da noite: o bendito chocolate. Gente, como é bom!!!! Deu água na boca só de escrever o post aqui rs. Os acompanhamentos da fondue de chocolate eram frutas diversas como morangos, uvas,  bananas, etc.

Fondue em Gramado - Etapa 3

Fondue em Gramado – Etapa 3

Fondue em Gramado - Etapa 3

Fondue em Gramado – Etapa 3

Amei o restaurante e o atendimento, com a equipe de garçons muito ágeis, bem preparados e entendidos do assunto, assim como do vinho que indicaram, que harmonizou muito bem.

Dica do século: Não sei se o ano inteiro funciona assim, mas ao fazer umas comprinhas na Caracol ganhei um voucher de 30% da sequência de fondue. O preço normal é R$88,00 por pessoa, então acabei pagando R$61,60*, o que ainda é um preço um pouco elevado, levando em consideração que ainda tem 10% e bebidas à parte. Porém, achei que valeu a pena.

Em Gramado há opções para todos os gostos e bolsos, e se você tiver alguma dica de outro bom restaurante coloca aí nos comentários pra ajudar os outros leitores, ok? 🙂

Onde? Rua Garibaldi, 20 – Centro, Gramado – RS.

Para continuar lendo sobre minha viagem pro Rio Grande do Sul, clique aqui

*Valores de novembro de 2016.

O que fazer em Bento Gonçalves

Um dos lugares que eu mais tinha vontade de conhecer no Brasil consegui riscar da lista no último feriado: Serra Gaúcha. Um dos destinos foi a cidade do vinho, e na organização da viagem peguei muitas dicas sobre o que fazer em Bento Gonçalves no blog da amiga Lily, do Apaixonados por Viagens.

Saímos de Porto Alegre no sábado de manhã e havíamos feito uma reserva com a Hertz, mas acabamos chegando atrasados na locadora e perdemos a reserva. Como era fim de semana de feriadão, não havia nenhum carro disponível e o pânico bateu. Até pensei em ir de ônibus pra Bento, pois claro que não desistiria da viagem, mas por um milagre surgiu um carro categoria super básico (1.0 e sem ar!) e demos graças a Deus por pelo menos esse rsrs. Por isso, seja muito pontual quando fizer uma reserva de veículo, principalmente se tiver um feriadão chegando, pois o risco de ficar sem carro algum é gigantesco.

Confesso que fiquei bastante em dúvida se alugava carro ou não, mas os altos preços praticados pelos tours que orcei em Bento me desanimaram e me fizeram optar pela locação. Claro que se você pretende encher a cara não é uma boa ideia ficar dirigindo por aí, e se não sabe se guiar também. A meu ver ter alugado carro nos deu muito mais independência com relação à programação e horários, sem precisar esperarmos por alguém ou seguir roteiros que muitas vezes não teríamos tanto interesse.

A estrada de Porto Alegre a Bento é super tranquila, apesar de ser um final de semana de feriado não pegamos trânsito. Achei a sinalização nas vias boas e em menos de 2h chegamos ao destino, que fica a 122 km de distância da capital.

Logo ao chegar fomos deixar as malas no hotel e fazer check-in, e o hotel escolhido pra ser nossa casinha foi a Pousada Casa Tasca, que possui atendimento nota 10 e é a primeira pousada ecossustentável da cidade, sendo algumas das práticas adotadas por exemplo a utilização de painéis solares para aquecimento de água, reaproveitamento da água da chuva para regar plantas da horta, entre outras.

Matéria que saiu no jornal sobre a pousada

Matéria que saiu no jornal sobre a pousada

De lá partimos pra fazer o tour na Vinícola Casa Valduga, que sempre ouvi falar muito bem e está no TOP 10 da cidade no Trip Advisor e que tem uma infraestrutura excelente pro visitante. O plano até então era fazer o tour e em seguida almoçar no Restaurante Maria Valduga, mas por causa do horário de funcionamento do restaurante (até 15h) optamos por não correr o risco de sair do tour e o restaurante está fechado rs. Então invertemos a rota da visita.

Restaurante Maria Valduga

Restaurante Maria Valduga

O restaurante funciona no sistema de valor fixo por um rodízio de massas e com direito a uma sobremesa (R$60/valores 2016). Além das massas, entradas, carnes e saladas integram o menu. Parece bobo e meu marido que não curte muito frango vai me matar quando ler isso, mas não deixem de comer o frango que servem no rodízio rsrs. Poderia ser apenas um frango sem graça, mas tem um temperinho e sabor indescritível. 🙂 Destaque alto também para a costela bovina que servem, do tipo que desmancha na boca de tão macia. Das massas as que mais gostei foi o penne quatro queijos e o spaghetti com alho e tomate seco divino. Lembrando que você pode repetir quantas vezes quiser caso goste de algum específico. Em geral eu daria uma nota 8 de 10 pro restaurante, perdendo ponto apenas na sopa de capeletti que servem de entrada que não gostei nem um pouco por achar super sem graça. A salada também achei ruim, por ser pouquíssimo variada.

Entradinhas

Entradinhas

Destaque alto para o ambiente, que conta com pianista, decoração linda e atendimento muito bom. Sempre que os garçons passavam à mesa perguntavam se tínhamos alguma preferência pra repetir e se estávamos gostando. Após me empanturrar de tanta comida, claro que sobrou espaço pra aprovadíssima panacota de frutas vermelhas de sobremesa. 🙂

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Agora sim, de estômago cheio, seguimos pro tour da Vinícola Valduga, que posso adiantar que adorei! Achei mega organizado, com o guia muito bem informado e preparado para atender às demandas do curioso público que estava comigo e sanar as mais diversas dúvidas dos visitantes. Isso tudo com uma boa pitada de senso de humor, o que deixou o passeio de aproximadamente 1 hora e meia ainda mais agradável e nada enfadonho.

Vinícola Casa Valduga

Vinícola Casa Valduga

O tour começa numa sala de vídeo com explicações sobre a chegada da família Valduga ao Brasil no final do século 19. Oriundos do norte da Itália, deram o pontapé inicial pra formação do que chamamos atualmente de Vale dos Vinhedos, produzindo vinhos também em outras regiões do Sul do Brasil. Com o tempo, e tendo em vista o potencial enoturístico do local, abriram também pousada pra quem quiser se hospedar lá. Já pensou que charme? 🙂

Vinícola Casa Valduga

Vinícola Casa Valduga

O tour custa R$40 por pessoa e inclui degustação de 2 vinhos tintos, 1 vinho branco e 2 espumantes, e também uma taça de cristal com a marca da casa gravada (eles embalam cuidadosamente pra levarmos na bagagem sem quebrar).

Entre tantas opções gratuitas no Vale dos Vinhedos, pagar R$40 pela visitação podemos achar um pouco estranho, mas ao conhecer a qualidade do passeio, o conhecimento do guia e as instalações do ambiente, concluo que vale muito a pena SIM. 🙂

Teve foto com as uvas SIM!

Teve foto com as uvas SIM!

Uvas no meio do vinhedo

Uvas no meio do vinhedo

Não sei vocês, mas tenho muita dificuldade em encontrar vinhos brasileiros bons nos supermercados. Questionei isso pro guia, e logo vi que minha objeção era a mesma de várias pessoas que estavam conosco. O guia disse que realmente os vinhos bons não chegam aos supermercados, e sim nas lojas especializadas em vinhos. Se quiser fazer umas comprinhas, ao término da visita podemos gastar uns bons reais na loja, que conta com as melhores opções para levar pra casa. OBS: Durante o passeio gostei muito de um vinho tinto chamado Duetto e também de um espumante reserva chamado Blush.

De lá seguimos para conhecer a Casa Madeira, também do Grupo Valduga, localizada mesma rua, um pouquinho mais à frente. Chegando no local estava tendo degustação de geleias e gente, são muitas geleias pra degustar! rsrs. Mais uma vez notei que não chega aos supermercados sequer um terço do que eles vendem ali. Os preços também são ótimos e claro que aproveitei pra comprar umas pra levar pra casa. Paguei R$9,80 num pote de geleia de amora orgânica com pedaços da fruta que amei e achei muito barato. Destaque altíssimo também para a geleia de café: exótica e super saborosa.

Casa Madeira

Casa Madeira

Degustação de geleias e antepastos Casa Madeira

Degustação de geleias e antepastos Casa Madeira

Opa!

Opa!

Uma das minhas preferidas!

Uma das minhas preferidas!

Saindo da Casa Madeira ainda deu tempo de irmos pra Vinícola Miolo, mais especificamente para o Wine Garden, pra apreciar o fim da tarde e pôr do sol. Sem dúvidas imperdível pra quem quer relaxar em Bento Gonçalves, o Wine Garden funciona como um Wine Bar a céu aberto em meio a um gramado super verde, decorado, com boa música ambiente, clima agradável e com ótima estrutura pro visitante.

Miolo

Miolo

Não é permitido levar as próprias coisas pra fazer um piquenique no local, pois eles oferecem tudo (cadeiras, mesas, tapetes, toalhas, etc). Tem um wine truck no local com sanduíches, petiscos e vinhos em garrafa e em taça (Miolo, obviamente). Até quiosque para bolo de pote tem também, pedi um que amei, mas achei o preço super salgado (R$18). Tudo que é vendido ali é preparado com ingredientes da horta da Miolo, seguindo uma linha mais orgânica e de pequena produção. OBS: Abre aos sábados, domingos e feriados das 10:30 às 20:00 (verão), se o tempo estiver favorável.

Wine Garden Miolo

Wine Garden Miolo

Na hora do pôr do sol subimos pros vinhedos e pudemos contemplar essa bela paisagem!

Na hora do pôr do sol subimos pros vinhedos e pudemos contemplar essa bela paisagem!

E teve selfie no meio dos vinhedos SIM! :)

E teve selfie no meio dos vinhedos SIM! 🙂

A noite caíra e demos uma pausa no passeio, pois meu marido não estava se sentindo muito bem e acabamos passando a noite curtindo o frio no hotel. acho que ele comeu demais

No dia seguinte o destino foi conhecer a Biscoiteria Itallinni, e lá é um daqueles lugares fofos que parece de boneca kkk. Passaria uma tarde lá degustando e conhecendo os diversos produtos caseiros que a casa oferece. Fui recepcionada por uma das donas, e pude provar todos (sim, todos!) os biscoitos que a casa vende. Confesso que gostei de quase todos, mas dois em especial me fizeram querer estender um pouquinho mais o contato e levar pra casa rsrs. Coloquei na sacolinha o de limão e o de nozes, que são de comer rezando. Aquele tipo de biscoito sem sabor artificial, sabe? Sem contar que derrete na boca e é impossível comer um só. O preço não é lá dos mais baratos, mas pelo menos esses dois que comprei valeram cada centavo. 🙂

Biscoiteria Itallinni

Biscoiteria Itallinni

A Itallinni é um ótimo lugar pra comprar presentinho pra alguém, porque é tudo muito bem preparado e bem embalado, num estilo bastante convidativo.

Biscoiteria Itallinni (esse de limão é divino!)

Biscoiteria Itallinni (esse de limão é divino!)

De lá rumamos pra passear pelos Caminhos de Pedra, ponto alto também da visita a Bento. Lá você encontrará de tudo: belas paisagens, jardins floridos de hortênsias (viva a primavera!), restaurantes, lojas de artesanato, diversas construções em estilo rústico – muitas em pedra mesmo, assim como pontos bons de conhecer, como a Casa da Erva-Mate e a Casa da Ovelha, que visitamos nessa ocasião.

Casa da erva-mate

Casa da erva-mate

Se você, assim como eu, nunca tomou chimarrão na vida, sua hora chegou. Além de poder conhecer o processo produtivo da famosa erva-mate, você poderá aprender e degustar um pouquinho desse líquido precioso dos gaúchos. Inclusive conhecer algumas regras de etiqueta de como se deve tomar rsrs. Como por exemplo, nunca dê apenas um gole no chimarrão, beba tudo, “até a cuia roncar” e passe adiante. E nunca, nunca reclame que acha anti-higiênico.

Curiosidade: Vocês sabiam que os primeiros povos a usufruirem da erva-mate foram os índios guaranis e os índios caingangues, que habitavam em geral a região Sul do Brasil? O hábito de compartilhar a cuia também é indígena, seguindo alguns rituais.

Na ocasião eu realmente não sabia como era, e confesso que me assustei um pouco com a ideia de termos que compartilhar o canudo, denominado bomba, com outras pessoas que não conhecemos. Mas viajar é isso: conhecer a cultura local, respirar fundo e seguir em frente! hahaha. OBS: Até que eu gostei do tal do chimarrão. Não pra ficar bebendo toda hora como eles, mas é uma opção boa pra esquentar os dias mais friozinhos. Paga-se R$5 pra visitar a Casa da Erva-mate. Vocês vão ter que me perdoar, mas só depois me dei conta que não tirei foto do chimarrão!

De lá fomos pra Casa da Ovelha, onde funciona o Parque da Ovelha, e acho que deve ser maravilhoso principalmente pra quem viaja com crianças. Um “presente” pras crianças depois de acompanhar os pais nas vinícolas né? rsrs. Eles tem uma programação extensa com atividades o dia todo, entre elas: amamentação de filhotes de ovelhas, ordenha, tosa, degustação de produtos (iogurtes, sucos – o de mirtillo é muito bom – , queijos diversos, doce de leite), etc. Dos produtos que mais gostei, destaco o queijo  pecorino toscano de 270 dias de maturação e o doce de leite de ovelha, que foge um pouco do padrão do doce de leite super doce. OBS: Todos os queijos vendidos no local são pecorinos, então se você não é fã de queijo de ovelha provavelmente não vai gostar (eu amo, então amei.) 🙂 Para visitar a Casa da Ovelha, paga-se R$25 (valores de novembro/2016).

Casa da Ovelha (impossível tirar foto sem ninguém na frente...)

Casa da Ovelha (impossível tirar foto sem ninguém na frente…)

Caminhos de Pedra

Caminhos de Pedra

Visitamos alguns outros lugares que achávamos bonitinho e parávamos pra apreciar e tirar foto. Mas em geral os pontos altos da nossa viagem pra Bento foram esses citados no post. Eu até incluiria mais vinícolas no roteiro, como a Lidio Carraro (que li em três blogs críticas bem positivas) mas quando cheguei pra visitar já estava fechada. Então, se você visitar volte aqui pra me contar!  Caso esteja o orçamento um pouco apertado, tem várias opções de vinícolas gratuitas, como a Chandon e a Aurora. 🙂

Um beijo!

O que fazer em João Pessoa em 1 dia

Continuando nossa viagem pelo Nordeste fomos de Recife pra João Pessoa (121 km) , cidade vizinha a Natal que eu tinha vontade de conhecer e que é imperdível de ir se visita a capital potiguar, afinal apenas 180km separam uma capital de outra. Se você assim como eu não tem muito tempo de estadia, saiba o que fazer em João Pessoa em 1 dia e aproveitar bastante. Simbora!

“Jampa” é conhecida como a “Porta do Sol”, devido ao fato de a cidade abrigar a Ponta do Seixas, que é o ponto mais oriental das Américas, o que a faz ser conhecida como o lugar “onde o sol nasce primeiro nas Américas”. E, acredite, nasce cedo mesmo!

Nossa primeira parada foi correr pra ver o belíssimo pôr do sol na Praia do Jacaré, em Cabedelo (região metropolitana da cidade). A praia é fluvial e cheia de barquinhos, e ainda conta com um enorme corredor de lojas de artesanato para todos os bolsos e gostos. Restaurantes e barzinhos também tem lugar garantido. Gostoso é assistir o pôr do sol, tomar uma água de coco enquanto o sol vai embora e caminhar ao longo do calçadão para ver as novidades sem pressa.

Pôr do sol na Praia do Jacaré

Pôr do sol na Praia do Jacaré

Pôr do sol na Praia do Jacaré

Pôr do sol na Praia do Jacaré

Estacionamos ali por perto mesmo e pagamos uns R$2 pelo estacionamento. Já estava escuro quando fomos embora, e então fomos fazer check-in no hotel e sair pra jantar.

Ficamos hospedados de frente pra praia num hotel em Tambaú que não vale a pena divulgar aqui pois não gostei muito. Apesar da belíssima vista, não achei o bairro muito familiar à noite (muita prostituição na beira mar). Como estávamos de carro, quase não andamos a pé por ali. Hospedar-se de frente pro mar tem suas vantagens e desvantagens, entre elas poder acordar bem cedo e ver o nascer do sol sem ter que se deslocar pra longe pra isso. Acredito que temos que fazer isso ao menos uma vez na vida 🙂 apesar de eu ter deixado minha amiga ir só e ter ficado dormindo.

O hotel que estávamos não oferecia café da manha, então saímos pra tomar café na Padaria do Bonfim, que achei ruim e caríssima pro que é. Não recomendo a ida. De lá fomos pra Praia de Camboinhas, em Cabedelo, a mais ou menos vinte minutos de Jampa. Sem dúvidas uma das melhores praias que já conheci no Nordeste: calmaria, paz, ar puro e mar limpo definem esse belo lugar.

Praia de Camboinhas

Praia de Camboinhas

Ficamos numa barraca em frente à praia chamada Mão Branca, que funciona como restaurante e disponibiliza cadeiras e guarda sol. Não tinha muito movimento no dia que fomos, pra nossa alegria, pois tínhamos uma bela praia só pra gente. Dali partem os passeios de barco pra Ilha de Areia Vermelha, acessível a partir de Camboinhas. A ilha recebe esse nome pela coloração dos bancos de areia que ali se formam, e só de bater o olho já identificamos isso. 🙂

João Pessoa vista de longe

João Pessoa vista de longe

Curiosamente, vi alguns pescadores caminhando pela praia e vendendo coisas que haviam acabado de pescar. Na ocasião vi um pescador vendendo lagosta a R$25 o kg, e uns turistas paulistas levaram tudo que ele tinha pescado rsrsrs. Ficamos umas boas horas nessa praia relaxando e então seguimos pro próximo destino: almoçar kkk. Não vou discorrer sobre o restaurante que comi nessa ocasião, mas recomendo fortemente uma ida ao Mangai e ao Nau, ambos do mesmo grupo e com foco em comida regional e frutos do mar, respectivamente. Amo os dois de paixão!

Fomos almoçar na Praia do Cabo Branco, a mais turística e urbana de João Pessoa. Achei o calçadão muito bonito, limpo e organizado, assim como as barracas padronizadas. Ótima infraestrutura de malha cicloviária, pra quem quiser passear de bike.  A propósito, uma das coisas que me chamou atenção em Jampa foi isso: a cidade tem 62km de malha cicloviária (não tem desculpa pra não pedalar!). Nessa praia também fica o letreiro famoso de “Eu amo Jampa”,  bem concorrido na hora de tirar fotos, clichê, mas legal. 🙂

Praia de Cabo Branco

Praia de Cabo Branco

O que fazer em João Pessoa: Inclua a Orla de Cabo Branco no roteiro

O que fazer em João Pessoa: Inclua a Orla de Cabo Branco no roteiro

Como vocês podem imaginar, o foco sobre o que fazer em João Pessoa são praias e mais praias. Inclusive pra quem tem interesse existe uma famosa praia de nudismo chamada Tambaba, a 35 km da capital. Quem me conhece sabe que eu jamaaaaais iria pra uma praia de nudismo, mas se de repente vocês se interessarem saibam que tem e que parece ser muito bonita! (já vi fotos).

Bem, minha estadia em João Pessoa chegou ao fim, e mesmo no ritmo maratonista consegui relaxar e sentir um pouco da cidade, que gostei bastante. Ausência de trânsito, ar limpo, sensação maior de segurança e qualidade de vida ganharam pontos comigo. 🙂

Onde se hospedar em Porto Alegre

O feriadão está acabando e quem me acompanha nas redes sociais sabe que fui conhecer o Rio Grande do Sul, e claro que eu não poderia deixar a capital gaúcha de fora do meu roteiro. Se você também está programando viagem pro Sul e está procurando onde se hospedar em Porto Alegre, leia com atenção cada pontinho desse post rs.

Passei maravilhosas duas noites no Porto Retrô Flat Boutique, localizado no charmoso bairro Moinhos de Vento, o melhor pra quem procura agito, facilidade de locomoção, restaurantes, bares e um pouco de tranquilidade (e já vou explicar o porquê). A título de informação, desembarquei no Terminal 2 do Aeroporto e a corrida de Uber até o hotel custou R$13,82 (valores de novembro/2016).

Decoração

Decoração

Ao chegar no hotel já fiquei encantada não só com o local em si, mas com o atendimento e cortesia com que tratam os hóspedes. Mesmo eu tendo chegado às 01h da manhã, a simpatia da recepção era a mesma e com todo carinho levaram minha mala pro quarto, me informaram coisas básicas como senha do wifi, horário do café da manhã, como chamar o elevador, etc.

Suíte do Porto Retrô Flat Boutique

Suíte do Porto Retrô Flat Boutique

Já posso de antemão informá-los que a suíte é enorme e ao mesmo tempo muito prática. Mesa de trabalho, cama queen super confortável, lençóis super limpos e macios, assim como as toalhas, sofá cama casal pra relaxar vendo tv, e também uma cozinha integrada equipada que deixa o hóspede totalmente independente. Utensílios como talheres, xícaras, taças, copos e panelas estão disponíveis, assim como uma máquina de espresso Dolce Gusto. Um lindo frigobar também marca presença na suíte, uma chaleira elétrica, um cooktop e tábua e ferro de passar roupa. No banheiro mimos como roupão, kit beleza, kit costura e produtos de higiene da Ecco Brasil. 🙂

Onde se hospedar em Porto Alegre com charme

Onde se hospedar em Porto Alegre com charme

Voltando ao primeiro parágrafo, apesar de muito bem localizado e numa rua com tráfego frequente de carros, é um ambiente muito silencioso e o bom isolamento acústico não deixa passar barulho nenhum. Aliás, nem do corredor ouvi barulho. Tudo muito tranquilo pra que você possa ter uma estadia de muita paz.

Cozinha integrada

Cozinha integrada

Sala de estar integrada

Sala de estar integrada

Achei o local excelente pra todos os tipos de viajantes: pessoas que viajam a negócios, lazer e também para quem viaja com crianças, pois dá muita independência aos pais pra fazer mamadeira, lanches e refeições, ambiente silencioso e tv à cabo. Sem contar que a decoração é muito alegre e chama atenção de todos.

Decoração

Decoração

Se num conjunto todo o hotel fosse apenas bom, eu diria que a decoração é um diferencial, mas não. É mais um. A bela decoração é toda na linha retrô com toques modernos e os mínimos detalhes foram pensados com muito carinho, sem deixar de lado a praticidade das coisas. Encantada com a decoração e tirando foto de cada cantinho, descobri que a proprietária é designer de interiores e gosta de garimpar peças antigas e trazer de volta de forma reinventada. Descobri também que muitos objetos tem um porquê de estar ali e uma história por trás, que podemos descobrir facilmente conversando com um dos funcionários da equipe.

Parede sem graça aqui nem pensar!

Parede sem graça aqui nem pensar!

Ao perguntar sobre o cheiro que o hotel tem, fui informada que eles utilizam um aromatizador de ambientes e que fica disponível pra compra, assim como outros itens de decoração. Achei muito legal a ideia, pois às vezes gostamos tanto de um negócio de um hotel e geralmente o “gostar” acaba por ali, lá não, pois temos a possibilidade de comprar algumas coisinhas e levar pra nossa casa.

Lembrando que ao fazer a reserva por esse link você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a amiga aqui! 🙂 

O café da manhã é ótimo, numa área não muito grande e pensado de forma que você se sinta em casa, não num hotel. Frutas frescas e secas em grande variedade, bebidas, iogurtes, frios, pães, geleias, bolos, e tudo aquilo que amamos, mas com muito mimo e delicadeza. Por exemplo, o sanduíche é semi-pronto e cortadinho, bastando que aqueça na sanduicheira. A fofura da funcionária do café também é de destacar. Outro ponto altíssimo é a opção de produtos sem glúten e sem lactose, o que mostra que o estabelecimento se preocupa mesmo em atender diversos públicos e de maneira muito atual. Aliás, o bolo integral que comi estava maravilhoso! Outro ponto do café da manhã que vale mencionar é o cantinho kids, com papinhas Nestlé, Nutella (não sou kids mas adorei), farinha láctea, leite ninho pra crianças, etc. Como eu disse implicitamente, é um hotel não pra um todo, e sim pra todos. 🙂

Sanduíches pré-preparados

Sanduíches pré-preparados

Variedade de frutas

Variedade de frutas

Cantinho kids

Cantinho kids

Opções sem glúten e sem lactose

Opções sem glúten e sem lactose

No quinto andar funciona uma área de lazer com banheira de hidromassagem a céu aberto e churrasqueira, que pra usar deve-se agendar previamente na recepção (acredito que pra não ter conflito de uso simultâneo por hóspedes diferentes). Ótimo para dias ensolarados e de lazer em que você queira testar suas habilidades de churrasqueiro na terra do churrasco. 🙂 Adorei a ideia e apesar de ser a céu aberto, o ambiente é bem aconchegante e não temos a sensação de que estamos sendo vigiados por outras pessoas… rsrs.

Hidromassagem

Hidromassagem

Área da churrasqueira

Área da churrasqueira

O hotel também conta com um café-bar no térreo, um ambiente em que você pode comprar vinhos regionais, refrigerantes e outras bebidas, e também conhecer pessoas, pois o ambiente é bem descontraído. O hotel deixa à disposição vários mimos como biscoitos coloniais e bolos pra depois nos deixar morrendo de saudade.

Aliás, acabei de voltar e já estou com saudades. Aliás, quem não gosta do bom gosto? 🙂

OBS: A hospedagem no hotel foi uma cortesia para o blog, porém reflete inteiramente minha experiência pessoal no estabelecimento.

O que fazer em Recife e Olinda num final de semana

Recebi uma amiga italiana em casa e ela queria muito conhecer alguma cidade histórica no Brasil. Como estávamos em Natal e pretendíamos fazer o trajeto de carro, fizemos uma trip envolvendo Pipa, Recife e João Pessoa. O lugar histórico nesse caso foi a capital pernambucana, e já alertamos de antemão que o objetivo do post é dar sugestões sobre o que fazer em Recife e Olinda exceto praias, que não foi nosso foco.

DIA 1

Estávamos em Pipa e seguimos pra Recife, numa viagem que durou aproximadamente 4h, pois pegamos um pouco de trânsito na entrada da cidade. Nem fomos fazer o check-in, pois o caminho que o GPS indicava complicou nossa vida: não sabíamos chegar ao hotel senão pelo caminho informado pelo GPS, e ele estava mandando entrarmos em vias que eram contra-mão. Bizarro. Desisti de fazer check-in naquele momento pois já estávamos bem irritados e partimos pro centro histórico da cidade, onde fica o marco zero, pra perambular por lá e esfriar a cabeça. 🙂

Achei que fosse ruim achar vaga pra estacionar o carro, mas foi tranquilo. Estacionamos no estacionamento dos armazéns do porto (R$6) e saímos pra passear. O armazém do porto é uma zona gastronômica, com muitas opções de restaurantes na beira mar. Lembra um pouquinho Puerto Madero, na Argentina, ou para quem conhece Belém, a Estação das Docas (ainda que de forma mais simples). Chegamos no local mais ou menos no horário do pôr do sol, e ficamos ali admirando o sol cair e infelizmente não pudemos fazer a travessia de barco que possibilitaria ver as esculturas do artista Brennand, que ficam bem ali pertinho, do outro lado (não fazem travessia à noite).

Tiramos fotos clichês no marco zero e no letreiro de Recife, e nos deparamos com a Caixa Cultural, e PASMEM, na semana seguinte começaria a exposição Êxodos, de Sebastião Salgado. Já fui em duas exposições dele e cada ida vale a pena! Minha amiga italiana pirou porque não estaria mais no Brasil na semana seguinte.

Armazém do Porto

Armazém do Porto

Marco Zero

Marco Zero

Resolvemos entrar no Centro de Artesanato de Pernambuco que tem ao lado do Marco Zero e fiquei apaixonada! Quanta coisa linda e bem feita, muitos a preços super acessíveis (outros nem tanto) de mais de 500 artistas do Estado. Arte em madeira, porcelana, tapeçaria, louças, esculturas, souvenirs clichês… de tudo tem por lá. Minha amiga comprou uma escultura linda por apenas R$40. Ótimo lugar pra comprar artigos de decoração, principalmente pra quem valoriza a cultura local. Eles tem todo cuidado com a embalagem pra que nada se quebre no retorno pra casa. 🙂

Não é linda? Me arrependi de não ter comprado!

Não é linda? Me arrependi de não ter comprado!

De lá ouvimos um batuque forte vindo da rua do lado e fomos surpreendidos por um ensaio de rua de Maracatu, ritmo musical típico de Pernambuco que faz remexer os esqueletos mais travados rs. Nunca tinha visto um ensaio de Maracatu de raiz, e gastei um bom tempo assistindo aquilo que pareciam levar tão à serio e em ritmo tão sincronizado e intenso. Adorei! Depois, curiosa como sou, descobri que vão rolar ensaios abertos de agosto até o carnaval de 2017, sempre aos domingos, no Marco Zero (a partir das 15h). Uma ótima oportunidade de conhecer o ritmo que duela com o frevo na disputa do mais conhecido ritmo musical do Estado.

Já era noite, tentamos entrar no Paço do Frevo mas já estava fechado, Voltaríamos no dia seguinte. A missão agora era encontrar o hotel.

ALERTA: Conseguimos chegar no hotel pelo caminho dado pelo GPS, mas acabamos entrando numa via exclusiva de ônibus (BRT) e por sorte não chegou multa nenhuma em minha casa rs. Logo que fiz o check-in comentei com a recepcionista do hotel e ela nos aconselhou a não utilizar o GPS na cidade, pois mudaram muitas rotas recentemente e o GPS não acompanhou as mudanças. Ela tem ouvido muitos comentários semelhantes ao nosso ultimamente.

Após descansar  um pouquinho no novíssimo Beach Class, saímos pra jantar com minha prima, que graças a Deus salvou o resto da nossa viagem e não nos deixou dirigir mais kkk. Fomos jantar no Parraxaxá de Boa Viagem, restaurante que meu marido já conhecia e que havia gostado numa viagem anterior. Trata-se de um alegre restaurante com forró pé de serra ao vivo e muita comida típica nordestina ao estilo self-service ou à la carte. Entre caipirinhas, carnes de sol e forró pé de serra, finalizei rolando com a mais típica sobremesa pernambucana: cartola (amo de paixão!).

Parraxaxa Boa Viagem

Parraxaxa Boa Viagem

E quem disse que fomos embora pro hotel? Ainda fomos passear pela famosérrima orla de Boa Viagem, de início ao fim, e aí sim fomos dormir porque no outro dia ainda teríamos OLINDA! 🙂

O que fazer em Recife e Olinda: Dia 2

Nosso foco no segundo dia de viagem era conhecer Olinda e voltar ao Paço do Frevo. Fomos de carro pra Olinda e a primeira parada foi exatamente o Centro Histórico, onde estão as atrações da cidade. Estacionamos na Basílica de São Bento e gastamos um tempinho por lá, admirando o imponente altar em estilo barroco com arte em madeira e revestido com 28 kg de ouro. Considerada a igreja mais rica da cidade, o mosteiro da igreja foi destruído pelos holandeses, e teve sua reconstrução finalizada em 1759, já com o estilo Barroco. A título de curiosidade, abrigou durante 24 anos a primeira Escola de Direito do Brasil, fundada em 1811.

Basílica de São Bento

Basílica de São Bento

Altar em estilo barroco

Altar em estilo barroco

De lá rumamos pro Alto da Sé, e dei graças a Deus porque estávamos de carro…kkkk. Gente, quanta ladeira! Me lembrou muito o centro de Lisboa, inclusive na arquitetura das casas e das ruas, cheias de paralelepípedos. Igrejas parecidas com as de Lisboa também não faltaram, inclusive a Sé, nossa próxima parada. Com uma diferença: do alto da Sé de Olinda têm-se uma vista deslumbrante! Cenário muito parecido também com as cidades históricas mineiras, mas com um marzão azul de babar!

Vista deslumbrante do Alto da Sé!

Vista deslumbrante do Alto da Sé!

Igreja da Sé

Igreja da Sé

A Igreja também possui estilo barroco e interior bem mais modesto que a de São Bento, e li que sofreu muito com a invasão dos holandeses, tendo que ser reerguida após a expulsão desses. Ao redor da igreja têm dezenas de pessoas trabalhando com artesanato e muitas opções de restaurantes e lanchonetes bonitinhas. Lá também está o Elevador Panorâmico, em que se pode ter uma vista de 360 graus da cidade a um custo de R$5 (valores de 2016).

Paisagens lindas vistas de Olinda!

Paisagens lindas vistas de Olinda!

De lá seguimos andando (haja canela!) pra visitar o Mercado da Ribeira e poder ver de perto os originais bonecos de Olinda, que ficam ali pra exposição. O mercado tem formato de U, tendo nas laterais diversos box com artesanatos locais. Encontrei um artesão bem legal, que fazia arte no palito de fósforo. A entrada no Mercado é gratuita e você pode contribuir com a manutenção do local apenas se quiser, pois acho que eles não tem ajuda da prefeitura – e erroneamente nem é rota muito turística. Achei legal visitar o local pois como nunca fui no carnaval de Olinda, pude ver de perto o tamanho dos bonecos e a famosa cabeça do galo da madrugada. Gigante! rs.

OBS: Curiosamente dizem que antigamente os boxs serviam como local pra venda de escravos, não sei se é verdade ou se falam apenas pra chamar atenção de turistas.

Arte no palito

Arte no palito

Bonecos de Olinda

Bonecos de Olinda

Galo da Madrugada

Galo da Madrugada

A próxima parada foi o Convento de São Francisco, lugar lindinho e imperdível de conhecer. Construído em 1585, sendo o primeiro estabelecimento franciscano do país, a visita ao local divide-se em várias partes, entre igrejas e capelas. A que mais gostei de conhecer foi a Capela de Santana, com laterais todas revestidas em azulejos portugueses que retratam a vida e morte de São Francisco de Assis. Lindo!

OBS: Paga-se R$3 pra entrar.

Convento de São Francisco

Convento de São Francisco

Lindo, né?

Lindo, né?

Depois de tanto descer e subir ladeira, a fome batera…rs. Deixamos Olinda com a sensação de mais um lugarzinho lindo riscado da lista. Rumamos pra badalada Boa Viagem pra almoçar em um dos muitos restaurantes do local, e escolhemos o elegante Camarada Camarão, e fizemos ótima escolha, pois tudo que pedimos estava maravilhoso. Impossível não lembrar do camarão na moranga que pedimos, com manteiga do sertão, molho cremoso de jerimum, catupiry e lascas de coco, gratinados com queijo coalho. Prato na casa dos três dígitos, mas que serviu nós três (o ideal é pedir uma entradinha pra complementar).

De lá, como já havíamos dito, fomos pro Paço do Frevo, centro histórico novamente. Museu dedicado à difusão, pesquisa e formação do frevo. História do ritmo em imagens e sons, tudo pra não tornar a visita cansativa. Exposição de roupas e fotos de carnavais complementam a visita. Gostei muito do dicionário interativo, em que vemos uma palavra e rodamos a madeira e atrás está o significado. Muito legal! O museu é moderno e muito bem cuidado. Valeu a pena a visita!

OBS: R$8 a entrada, sendo que estudantes de escola e universidade pública não pagam ingresso e clientes Itaú pagam meia.

O que fazer em Recife e Olinda: Paço do Frevo

O que fazer em Recife e Olinda: Paço do Frevo

OBS: Fiquem atentos ao estacionar nas redondezas do Paço do Frevo. Apesar de ser uma região movimentada durante o dia, os flanelinhas extorquem dinheiro das pessoas cobrando R$20 pra estacionar na RUA. Na ocasião discutimos com o flanelinha e só demos R$5 pra ele rs e olhe lá.

Nossa visita à capital pernambucana chegara ao fim. Infelizmente não foi dessa vez que conheci Porto de Galinhas, mas como eu disse no início do post o foco nessa viagem era conhecer lugares históricos, não praia. Gostei muito de Recife, que achei gigante em relação à pequenina Natal e com muito mais coisas pra ver. Diferenças sociais também são mais vistas, com favelas de um lado, bairro nobre de outro… Quanto ao trânsito, que todo mundo reclama, não achei tão carregado, talvez por ter ido num final de semana. Mas achei a cidade BEM confusa pra dirigir e fiquei em pânico por diversas vezes com o GPS…rs.

Se tivesse mais tempo, incluiria na viagem uma visita ao Instituto Brennand, museu em estilo medieval que tem um acervo enorme de obras de arte, esculturas, etc.

E vocês? O que acharam de Recife?

 

Pão de queijo em Tiradentes

Conheci um lugarzinho muito peculiar em Tiradentes. O Na venda Pão de queijaria agrada gregos e troianos servindo o clássico pãozinho mineiro e ao mesmo tempo foge do tradicional que estamos acostumados, servindo sanduíche no pão de queijo, com recheios e acompanhamentos diversos, também um pouco diferentes.

Eu estava zanzando e procurando onde comer pão de queijo em Tiradentes (que não fosse o do hotel) e que pudesse conhecer algo diferente. Encontrei bem no Centro histórico, no coração da cidade. 🙂

Na ocasião pedi um de peito de peru com queijo minas padrão, maionese, alface e tomate. No início a gente estranha um pouco a ideia de um sanduíche dentro de um pão que imaginamos ser pesado, e na verdade é balela… é uma delícia! Se estiver com muita fome, pode ser que não fique satisfeito ao pedir apenas um. O acompanhamento também era curioso: ketchup de goiaba com chips de banana. Se era bom? era ótimo! (e eu não gosto de goiaba!).

Sanduíche no pão de queijo

Sanduíche no pão de queijo

Pedi também o pão de queijo tradicional, que chegou na medida e na temperatura certa:

Pão de queijo tradicional

Pão de queijo tradicional

O atendimento é outro diferencial. Por ser pequeno, é um ambiente que soa familiar em que a dona atende individualmente cada um dos clientes. A cozinha é exposta e dá pra ficar tanto na área interna, quanto externa. É possível comprar doce de leite de Viçosa no local, um dos poucos lugares em que vi pra vender na cidade. Se ainda não experimentou esse doce de leite, saiba que até hoje é o melhor que já comi na vida…rs. Outras guloseimas também estão disponíveis pra compra, como goiabada, pimentas, geleias, etc. Adorei! 🙂

Guloseimas

Guloseimas

A decoração também é bem bonitinha, em estilo colonial, como quase tudo na cidade. 🙂

Ótima opção de onde comer pão de queijo em Tiradentes

Ótima opção de onde comer pão de queijo em Tiradentes

 

Onde é?

Rua Ministro Gabriel Passos, 212. Centro Histórico de Tiradentes.
Telefone: (32) 3355-1467

Parrachos de Maracajaú

Sempre tive vontade de conhecer os Parrachos de Maracajaú, desde minha primeira visita a Natal, ainda como turista. Ficava encantada com os tons da água cristalina, a transparência, os corais, os peixinhos coloridos e tudo aquilo que envolve um passeio marítimo.

Maracajaú fica localizado no município de Maxaranguape, a mais ou menos 55 km de Natal e meio caminho andado pra quem quiser esticar pra São Miguel do Gostoso, a próxima cidade a riscar da minha listinha de lugares pra visitar no Rio Grande do Norte.

Pra quem deseja ficar somente na praia e não ir pros Parrachos, acredito que só vale a pena se for conhecer o Ma-noa Park, um parque aquático famosinho que tem por lá e que garante diversão pra toda família, especialmente pra criançada. Mas se for somente pra praia de Maracajaú, não vale a pena pela distância e por ter praias mais bonitas e mais próximas de Natal.

Como chegar de carro?

Eu fui de carro com meu marido e gastei aproximadamente R$40,00 de gasolina (R$3,65 o litro). Caso vá sozinho, não vale a pena ir de carro e sim de transfer com muitas das operadoras de turismo que atuam na região. Quando estava lá vi chegando vans e ônibus da CVC, Luck Receptivo, etc.

Saindo de Natal rumo ao litoral Norte, basta seguir pela BR-101 em direção a Touros. No caminho mais a frente terão placas de sinalização para o Ma-noa Park, basta segui-las.

Quanto gastar?

Pesquisei alguns lugares e vou passar aqui pra vocês, lembrando que os valores são para pagamento em espécie e que estamos na baixa temporada (maio):

Natal Vans

Buscam você no hotel e cobram $130,00 de lancha ou R$110,00 de catamarã com partida às 8h de Ponta Negra. No valor está incluso transporte ida e volta, ingresso para os parrachos, equipamento de snorkel e entrada no Ma-noa Park.

Telefone: (84) 3642-1883

Rota

Buscam você no hotel e cobram $125,00 de lancha ou R$110,00 de catamarã com partida às 8h de Ponta Negra. No valor está incluso transporte ida e volta, ingresso para os parrachos, equipamento de snorkel e entrada no Ma-noa Park.

Telefone: (84) 3322-305

Guia Cruz

Transporte ida e volta incluso, sendo que ele busca por volta de 7:30 no hotel e leva os turistas para a praia Caraúbas e Rio Peracabus. Por volta de meio dia (horário varia de acordo com o mar)  parte para os parrachos. Equipamento incluso. Preço: R$110,00.

Telefone: (84) 99190-5005.

Portal do Maracajaú

Contratando direto com a Andréa ou Maurílio paga-se R$70,00 apenas pelo passeio de catamarã com duração de aproximadamente 3h. Equipamentos inclusos. Não preciso dizer que optei por esse né? OBS: Contratei diretamente no local, sem fazer reserva.

Mais ou menos 15 minutos antes da partida do catamarã eles fazem uma chamada pra conferir os presentes e entregam o equipamento. A boia e colete são entregues dentro do catamarã. O trajeto de catamarã dura aproximadamente 30 minutos e balança um pouco. Para quem mergulha com cilindro as instruções para o mergulho são dadas durante o trajeto de ida. Achei os funcionários muito atenciosos e prestativos.

OBS: Caso você chegue cedo e queira comer algo antes de mergulhar, o Portal do Maracajaú cobra caríssimo, apesar de oferecer boa infraestrutura para os visitantes. Porém, uma coca-cola de latinha custa R$6,49 (com 10%). Bem ao lado tem um restaurante que não damos nada olhando de fora, por ser simples e pequeno, mas que tem preços bem mais razoáveis e comida muito boa. Chama-se Evolution Restaurante e fica BEM ao lado do Portal do Maracajaú.

Pedimos um petisco de 4 pasteis pequenos no Portal do Maracajaú e depois fomos almoçar no restaurante ao lado e pasmem, gastamos a mesma quantia!

Portal do Maracajaú

Portal do Maracajaú

Sobre o passeio

O catamarã balança um bocado, então não recomendo que comam nada pesado antes do mergulho. Caso queiram petiscar alguma coisa, tem uma embarcação de apoio que vende bebidas e alguns petiscos para comer durante a permanência nos parrachos. É permitido que você leve seu próprio lanchinho também.

Como é uma área de preservação ambiental, é estritamente proibido tocar nos corais. E, caso veja algum bichinho, não toque. Na ocasião vi um homem segurando uma tartaruguinha, mas saibam de antemão que não é permitido.

Caso não tenha câmera à prova d’água, eles oferecem um pacote de fotos por aproximadamente R$40,00. No local nos é dado uma boia pra ajudar na flutuação, pois nadar cansa viu?

Agora que vocês já tem todas as informações, basta programar a próxima viagem pro Rio Grande do Norte e usufruir o que tem de melhor: a natureza! Confiram um pouquinho de como foi meu dia:

Esse é o catamarã do trajeto

Esse é o catamarã do trajeto

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

Parrachos de Maracajaú

Praia de Maracajaú

Praia de Maracajaú

Praia de Maracajaú

Praia de Maracajaú

 

Até a próxima!

L’Entrecôte de Paris – unidade Natal

Sou fã desse prato desde a primeira vez que comi, no L’Entrecôte D’Olivier, do chef Olivier Anquier, em São Paulo. Em outra ocasião tive o privilegio de conhecer o renomado Le Relais de L’Entrecôte, em Paris, e o prato ganhou meu coração de vez. Ao saber que tem um restaurante da rede de franquias L’Entrecôte de Paris em Natal deixei de lado o camarão e a carne de sol pra me render a esse típico prato da culinária francesa que, apesar de simples, tem um sabor maravilhoso.

Afinal, o que é um entrecôte? Tradicionalmente o corte da parte superior do contra-filé, super macio e cortado em pedaços, servido com um molho especial cuja receita original é um guardada a sete chaves, mas cujo ingrediente principal é a mostarda Dijon. De acompanhamento batatas fritas cortadas bem fininhas, sequinhas e servidas à vontade. SIM, você leu certo! Enquanto você se delicia da sua carne o garçom fica passando pra lá e pra cá com uma bandeja cheia de batatinhas pra você se servir do quanto quiser. 🙂

Antes disso, e não merecendo ser atropelada, é servida uma salada verde divina que sempre como duas vezes, já que meu marido não come alface (uhuuu). Alface, nozes, tomate cereja e um molhinho maravilhoso cujo ingrediente principal também é mostarda.

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Por incrível que pareça, o restaurante só possui esse prato. O máximo de variações que você vai conseguir é sobre o ponto da carne: mal passada, ao ponto e bem passada. Pedi a minha ao ponto e estava maravilhosamente ao ponto mesmo! A estratégia adotada pelos restaurantes do gênero é a seguinte: “Já que o prato é tão bom, pra que servir outro?”

Tradicionalmente é servido de sobremesa uma mousse de chocolate, mas no L’Entrecôte de Paris optei por um Classic Crème Caramel, que nada mais é do que o pudim mais lindinho que já vi na vida. Apresentação nota 10.

Tem coisa mais linda no mundo?

Tem coisa mais linda no mundo?

O atendimento também foi bom, apesar de não ser espetacular. Além dessas comidinhas citadas ainda pedi um couvert pois cheguei no restaurante morrendo de fome. Achei que o couvert não valeu a pena. Uma cestinha de diversos pães que visivelmente haviam sido aquecidos no micro-ondas, o que particularmente não gosto. Apesar disso, o patê de azeitonas que acompanhava era ótimo.

O restaurante é confortável, música ambiente agradável e tem boa localização, dentro do Natal Shopping. Fui num feriado e não tinha filas, o que em Natal é um milagre tratando-se de um bom restaurante.

L'Entrecôte de Paris

L’Entrecôte de Paris

Na comparação dos três restaurantes notei que o sabor dos molhos são realmente diferentes, apesar de todos bons. Pelo visto não conseguiram replicar mesmo a receita do Le Relais De L’Entrecôte, mas fizeram boas variações (o que é bom!).

Quanto gastar?

Quanto gastar?

O L’Entrecôte de Paris tem unidades em todas as capitais do Sudeste (exceto Vitória) e em várias cidades do Nordeste, como Fortaleza, João Pessoa, Natal e Salvador. Tem também em Brasília, e em outras cidades menores do Sudeste.

Saí rolando do restaurante e com vontade de voltar! E vocês, já conhecem algum restaurante da rede?

UPDTATE: Em julho/2016, infelizmente, como muitos restaurantes em Natal em meio à crise econômica, este foi mais um que fechou as portas. Porém, deixarei o post no ar por ser franquia e seguir um padrão.

Beijos!

 

Tempero da Ângela, em Bichinho-MG

Se estiver passeando por Tiradentes vale muito a pena dar uma voltinha nas cidades vizinhas, especialmente em Prados (mais conhecido como Bichinho), a aproximadamente 10 km de distância. Como já tínhamos zanzado muito por Tiradentes optamos por almoçar nessa cidade de nome engraçado, e o lugar escolhido da vez foi o Restaurante Tempero da Ângela. 🙂

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Com acesso um pouco difícil, entre estradas com buracos, curvas sinuosas e ladeiras, vale a pena separar uma pitada de paciência e um bom espaço no estômago pra se empanturrar da simples e boa comida mineira. O restaurante costuma ficar lotado e tem até uma área pra espera, em que já servem as bebidas. O restaurante funciona no esquema preço fixo de comidas e sobremesas inclusas, em que paga-se R$25 por pessoa pra comer à vontade. Bebidas à parte.

Tempero da Ângela

Tempero da Ângela

O restaurante é grandinho e bem simples, e conta com uma equipe muito simpática e cozinha com gosto de “fazenda” ou “casa de vó”. Pegue seu prato, esbanje-se entre tutu de feijão, muita couve refogada, torresmo, carne de porco, peixe frito saindo na hora, calabresa, carne de panela com chuchu, e toooooda aquela comida gordinha mineira que tanto gostamos. Se está de dieta, é um tiro no pé.

Tempero da Ângela

Tempero da Ângela

Área do buffet e uma das cozinheiras simpáticas que conheci :)

Área do buffet e uma das cozinheiras simpáticas que conheci 🙂

Faz um calor extremo na área do buffet pois é tudo servido ali nos dois fogões à lenha que tem por lá, nada de rechauds ou coisas similares. É tudo bem quentinho. 🙂

Curioso que eles produzem muitos dos próprios ingredientes da grande horta que tem ao fundo. É tudo muito simples, e muito bom. Variedade de salada fresquinha também merece atenção.

Se ainda sobrar um espaço pros doces, e comigo sempre sobra, esbalde-se nos doces de leite variados, goiabadas cascão, queijo minas e cafézin coado com rapadura, só pra tentar mantê-lo acordado depois de tanta comilança.

Sobremesa simples e divina!

Sobremesa simples e divina!

Vai um cafézin aí?

Vai um cafézin aí?

O único contra, e acho que deveriam melhorar isso, é que não aceitam cartão nenhum, só dinheiro. Recomendo que não esqueçam desse detalhe pois não tem nem caixa eletrônico por perto.

Tempero da Ângela

Tempero da Ângela

E vocês? Conhecem algum restaurante pra indicar em Bichinho?

Beijos!

Visitando o Beco Diagonal

Minha viagem passou e eu acabei não escrevendo sobre a principal atração que me levou a Orlando de novo: The Wizarding World of Harry PotterBeco Diagonal. Dentro da Universal Studios Florida, ampliado e com a área do bruxo inaugurada em meados de 2014, a nova área torna-se imperdível pra quem vai a Orlando.

OBS: Não vou me ater aqui a falar sobre as outras atrações da Universal Studios, que já falei em post anterior, somente sobre a área nova.

Se sua viagem é com os dias contados como foi essa minha última e se não há a menor chance de você ir duas vezes no mesmo parque na mesma viagem, não vale a pena comprar os ingressos pra mais dias. Comprei o ingresso de apenas uma visita (US$110) e confesso que foi um pouco difícil de achar, pois eles sempre divulgam pra várias visitas. Pra comprar pra só um dia clique aqui.

Para comprar pra UM parque UM dia selecione a aba SINGLE PARK TICKETS

Para comprar pra UM parque UM dia selecione a aba SINGLE PARK TICKETS

Caso você tenha tempo e queira uma experiência ainda mais completa, sugiro que compre o ingresso dos dois parques: Island of Adventure e Universal Studios, pois aí poderá conhecer ambos e mergulhar de cabeça no mundo do bruxinho mais famoso do mundo (além de outras atrações, claro). 🙂

Caso você tenha o ingresso de Park-to-Park você poderá atravessar a parede de tijolos da plataforma 9 3/4, além de ir de Hogwarts Express, um trenzinho que parte da estação Kings Cross, na Universal Studios, para a Estação de Hogsmeade, no Universal’s Islands of Adventure.

Fiquei pensando no que escrever e no que deveria definir como principais atrações da nova área e cheguei só a uma conclusão: o parque em si! Não é todo dia que podemos conhecer Londres estando na América, não é mesmo? Como já fui em Londres de verdade, posso assegurar que é impressionante a reprodução da capital britânica no parque, nos mínimos e mínimos detalhes!

Leicester Square Station

Leicester Square Station

King's Cross

King’s Cross

Knight bus

Knight bus

Antes de se assustar com meus relatos, saiba que essa não é uma área com muitas atrações de aventuras, e sim a experiência em si pra quem é fã dos filmes e livros. Eu confesso que não sou tão fã como meu marido, que é completamente apaixonado e leu todos os livros, eu só assisti os filmes e mesmo assim foi encantador (pra quem é fã MESMO é de chorar).

Delicie-se pelas diversas lojinhas ao longo do Beco Diagonal, especialmente Ollivander’s, onde as varinhas escolherão você exatamente como escolheram Harry Potter. Pra quem viu o filme, sabe o que tô falando! O bom de tê-las é que tem um lado beeeeem interativo com os “trouxas”, pois tem um sensor na ponta que se comunica com outro sensor nos lugares dos feitiços.

Alguns pontos ao longo do parque permitem você realmente ter a experiência de fazer mágica com o simples balançar da varinha! Destaque para o cantinho que faz chover, interação com as vitrines, etc. Caso não consiga fazer a mágica, sempre tem umas bruxinhas (funcionárias rs) que lhe ajudarão a fazer corretamente. 🙂 E como identificar onde podemos fazer mágica? Fique atento aos círculos dourados que tem no chão, posicione-se em cima e tchan!!!

E claro que tirei foto com a bruxinha que me ajudou!

E claro que tirei foto com a bruxinha que me ajudou!

Por dentro da Ollivander's

Por dentro da Ollivander’s

E o que dizer do cenário mais-que-perfeito do banco de Gringotes? Minhas fotos estão a anos luz de reproduzir o que realmente é! Um grande e luxuoso lobby de mármore, em que você irá se deparar com vários duendes que são tão reais que quando te olham dão até medo, trabalhando duro, enquanto você segue para uma impressionante experiência 3D/4D para se encontrar com a temida Bellatrix Lestrange e com o Lorde das Trevas, entre feitiços, combates e muita ação! (Harry Potter and the Escape from Gringotts).

LUXO!

LUXO!

Duendes trabalhando

Duendes trabalhando

Logo acima do Banco você irá se deparar com um dragão que cospe fogo DE VERDADE mais ou menos de 15 em 15 minutos. Confesso a vocês que fiquei mofando esperando ele cuspir fogo e não vi, só ouvi, pois quando corri já tinha parado… ele faz um barulho antes de cuspir o fogo, sinal de que você TEM que LITERALMENTE CORRER pra vê-lo!

Dragão que cospe fogo!

Dragão que cospe fogo!

Se quiser pagar suas comprinhas de um jeito diferente no parque experimente ir na casa de câmbio Gringotts Money Exchange e troque seus dólares de verdade pelo dinheiro dos bruxos (câmbio 1 pra 1). Os fãs vão à loucura!

Gringotts Money Exchange

Gringotts Money Exchange

Essa área não é pra ir com pressa e com muita sede ao pote, é preciso andar devagarinho, perceber os detalhes quase imperceptíveis das vitrines, comprar uma cerveja amanteigada tipo frozen* bem deliciosa (e bem menos enjoativa) e curtir. 🙂

Butter beer tipo frozen

Butter beer tipo frozen

Detalhe que os fios se tecem sozinhos, sem ninguém manuseando

Detalhe que os fios se tecem sozinhos, sem ninguém manuseando

Cada esquina um detalhe...

Cada esquina um detalhe…

Até mais, Beco Diagonal!

Até mais, Beco Diagonal!

Saiba que: Caso você queira comprar o Express Pass, mais conhecido como o fura fila dos parques da Universal, não pode ser usado nas áreas do Harry Potter, então saiba que encontrará muitas filas, especialmente na atração Harry Potter and the Escape from Gringotts.

Caso você esteja hospedado no resort da Universal, sorria! Você pode entrar 1h antes dos pobres mortais (tipo eu) e consequentemente pegar menos fila 🙂

OBS1: Peço desculpas pelas péssimas fotos, na próxima vez JURO que vou dar mais atenção a elas! rsrs.

OBS2: As varinhas variam bastante de preço. A partir de US$32,00.

*As cervejas amanteigadas são vendidas tanto em copos descartáveis tipo esse da foto como em copos pra levar de recordação. Os preços variam, obviamente, esse se não me engano custou US$6,00+taxas.

E vocês? O que acharam dessa nova atração?

Continue lendo: Sugestão de roteiro pra curtir bem Orlando, Compras nos EUA, O que fazer em Miami, Onde comer em Orlando

O que fazer em BH: Meu top 5

Uma missão difícil desvendar meu top 5 na capital mineira em tão pouco tempo de estadia. No meu caso, passei um dia inteiro e duas noites em BH e consegui conhecer as seguintes atrações, que estavam na minha wish list há tempos! 🙂

O que fazer em BH

1 – Conhecer o Mercado Central de Belo Horizonte

Imperdível na capital mineira, o mercadão recebe aproximadamente 1 milhão e meio de visitantes por mês, e apesar de eu não ter achado tão bonito foi considerado um dos melhores mercados do mundo, aparecendo ao lado do Ver-o-Peso representando o Brasil. É um prato cheio para quem quer levar pra casa coisinhas típicas mineiras como doce de leite, cachaça, queijos, temperos, pimentas… e não pense que vai encontrar somente coisas típicas não, tem pra todos os gostos! Juro que até tucupi do Pará vi pra vender. O artesanato também está presente em cada esquina e se estiver precisando comprar artigos de cozinha em madeira ou em cobre, lá é uma boa pedida. Particularmente não achei as coisas tão caras como imaginava que fosse, exceto o estacionamento, e consegui bons preços nas minhas comprinhas.

Vai uma panela de cobre aí?

Vai uma panela de cobre aí?

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Por sua grandiosidade, o tempo passa voando lá dentro e dá facilmente pra se perder de outra pessoa caso vá acompanhado. Pra ter uma ideia, 400 lojas estão presentes no local e recomendo a ida com bastante calma, pois notei grande diferença de preço entre uma lojinha e outra. Pra chegar ao Mercado vá até voando, menos de carro. O estacionamento bem em frente ao mercado custa R$12,00 a hora. Não me senti lesada no mercado, mas totalmente assaltada no estacionamento…

Boa opção pra quem quer levar pra casa...

Boa opção pra quem quer levar pra casa…

Onde é: Av. Augusto de Lima, 744 Centro – BH – CEP: 30190-922.

2 – Igreja São Francisco de Assis

Cartão postal da cidade, a igrejinha de Pampulha foi um projeto do famoso arquiteto Oscar Niemeyer, e em seu interior abriga a Via Sacra, composta por 14 painéis de ninguém menos que Candido Portinari, o menino dos olhos brasileiro das obras fauvistas. Paga-se R$3 pra entrar na igreja, e, apesar da singela contribuição, a visita vale muito a pena. Um fato curioso é que logo que foi inaugurada não era considerada um templo religioso, pois a igreja católica não reconheceu-a por fugir completamente dos padrões arquitetônicos da época. Somente em 1959, 15 anos depois de sua construção, a arquidiocese de BH reconheceu e começou a celebrar missas.

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Recentemente picharam os azulejos da igreja e no dia em que estive lá estava cheio de jornalistas fazendo matérias sobre o caso. E além disso estava chovendo muito, então nem consegui tirar boas fotos, como gostaria. Buáááá.

O maior cartão postal da cidade

O maior cartão postal da cidade

O que fazer em BH: Admirar as obras de Portinari certamente é uma delas

O que fazer em BH: Admirar as obras de Portinari certamente é uma delas

OBS: A parte de azulejo que tanto conhecemos é na verdade o fundo da Igreja. Para entrar dirija-se pra frente no sentido da lagoa e verá a portinha de entrada. 🙂

Onde é: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 3000 – Pampulha – BH.

Horário de Funcionamento: 3ª a sáb. e feriados das 9h às 17h, dom. das 11h às 14h.

Outras informações: Às terças-feiras, missa às 20h e aos domingos, missa às 10h, com entrada franca.

3 – Casa Kubitschek

Construída pra ser a casa de fim de semana do, até então, prefeito de BH, conhecer essa residência nos remete a saber como a alta sociedade da época (anos 40/50) morava, a arquitetura presente, os objetos e utensílios. Projetada por ninguém menos que Niemeyer, representa bem os traços da arquitetura modernista do famoso arquiteto e se mantém luxuosa até hoje. Destaque para os belos jardins da frente da casa, atualmente restaurado, mas cujo projeto foi do paisagista Burle Marx.

O ontem

O ontem

O hoje

O hoje

Achei a casa super moderna, considerando o tempo em que foi construída. Destaque para a suíte de Juscelino, em que entrava-se no banheiro e de lá tinha outra porta para o enorme closet, para então sair por outra porta já vestidinho para a suíte novamente. Eu amei a ideia. Se ganhasse na mega sena, seguramente seria uma opção pra minha casa… kkk.

Uma das salas

Uma das salas

Outra coisa que gostei muito foi dos ricos detalhes em madeira de lei, e a mesinha com uma réplica de Guernica, de Picasso. Achei demais! Sinceramente, esse cara tinha bom gosto…

Mesa com réplica de Guernica

Mesa com réplica de Guernica

Onde é: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 4.188, Pampulha – BH.

Horário de Funcionamento: Terça a sábado, da 10h às 17h.

Outras informações: Entrada franca.

4 – Memorial Vale

Prédio da antiga Secretaria do Estado da Fazenda de MG, o edifício de 1897 é uma construção tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA/MG.

O passeio divide-se em três pavimentos: o mais legal, a meu ver, é o primeiro, em que os protagonistas são ilustres personalidades mineiras como Sebastião Salgado, Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade. Uma excelente oportunidade para quem nunca viu pessoalmente as belas fotos do renomado fotógrafo, com 21 imagens em exposição. E também uma excelente oportunidade pra conhecer um pouquinho mais sobre os ilustres Carlos Drummond e Guimarães Rosa.

Foto da foto do Sebastião Salgado

Foto da foto do Sebastião Salgado

O segundo pavimento fica por conta da histórias de BH, a vida dos mineiros e suas vilas históricas, sempre cheias de histórias pra contar.

Segundo pavimento: Maquete de uma vila mineira

Segundo pavimento: Maquete de uma vila mineira

O terceiro e último pavimento tem uma sala de exposição temporária, um auditório, exposição de cerâmicas típicas e outras atrações.

Onde é: Praça da Liberdade, s/n, Esquina com Rua Gonçalves Dias.

Horário de Funcionamento: Terças, quartas, sextas-feiras e sábados:  das 10h às 17h30, com permanência até 18h; Quintas:  das 10h às 21h30, com permanência até 22h e Domingos: das 10h às 15h30, com permanência até 16h.

Outras informações: Entrada franca.

5 – Praça da Liberdade

Praça da Liberdade

Praça da Liberdade

Uma das praças mais importantes da cidade, abrigava ao seu redor os mais importantes edifícios da cidade, como o Palácio do Governo e as Secretarias de Estado. Seu jardim, inspirado no de Versailles, e seu corredor decorado com lindas palmeiras chamam atenção de quem passa. Dica: Como fui de carro, achei horrível pra estacionar. Caso tenha outra opção, NÃO vá de carro.

Atualmente é palco de muitas manifestações e eventos culturais na cidade, tornando-se ponto de encontro dos moradores. Um oásis em meio à capital, destino frequente pra quem pratica atividades físicas na rua e gosta de atividades ao ar livre.

Praça da Liberdade

Praça da Liberdade

Se você conseguir ficar pelo menos dois dias inteiros na capital mineira, melhor. Recomendo uma ida à noite pro bairro de Savassi e seus inúmeros botecos. As opções em BH são enormes e eu gostei muito da cidade! Como qualquer outra metrópole brasileira, tem seus problemas sociais, mas achei em geral uma cidade bem cuidada e limpa. 🙂 E a simpatia do povo também foi uma atração à parte…

Até a próxima!

 

Onde se hospedar em Tiradentes

Cheguei essa semana de uma trip por Minas Gerais e passei duas noites na adorável Tiradentes, cidadezinha que fica na região denominada Campo das Vertentes, no Sudeste do Estado, já pertinho do Sul. Antes de escolher onde se hospedar em Tiradentes, não deixe de ler isso aqui. Confesso que os altos preços de hospedagem praticados me assustaram um pouco, mas achei uma opção com excelente custo-benefício e quero compartilhar com vocês.

Fiquei hospedada no Pouso da Josi, pousadinha bem localizada e que só de pisar lá já sabemos que seremos bem tratados. Fui recepcionada pela Josi, proprietária, e como descrever uma pessoa tão gentil? Atenciosa com tudo e com todos, nos recepcionou de forma eficiente e gentil e assim foi durante toda a estadia, sempre atenta aos mínimos detalhes.

Pouso da Josi

Pouso da Josi

A pousada oferece estacionamento gratuito para hóspedes, quarto duplo, triplo, quádruplo e quíntuplo!  Como viajei com meu marido e meus sogros e as diárias em Tiradentes estavam salgadinhas, optamos por um quarto quádruplo. O quarto que nos deram foi o quíntuplo e era super espaçoso, camas novas e confortáveis, quarto extremamente limpo, com televisão, banheiro amplo, reformado e limpinho, tudo pra nos sentirmos como se estivéssemos em casa. Quarto sem luxos, mas muito bom e excelente pra quem gosta de limpeza. Por falar nisso, ofereciam limpeza diariamente. Tá, podem parar de me chamar de psicótica.

Quarto quíntuplo

Quarto quíntuplo

Quarto quíntuplo

Quarto quíntuplo

Meu marido estava com vontade de provar leite da vaca (puro) e a dona do hotel prontamente providenciou uma garrafa pra que ele pudesse provar, e assim foi. No café da manhã seguinte lá estava a garrafinha e um sorrisão de satisfação estampado no rosto. Área do café da manhã muito bem arrumada, mesa posta e grande variedade de biscoitos artesanais, bom café, salgadinhos, frutas, sucos, pães, pão de queijo quentinho, e muitas calorias adicionadas à cintura. Pra quem se liga nos detalhes, destaque para a decoração da área do café da manhã, com muito artesanato típico da cidade e muita madeira nos acabamentos.

Área do café da manhã

Área do café da manhã